Figurando nos cinemas do mundo todo com seu mais novo sucesso, Duna, o diretor Denis Villeneuve se firmou como um dos nomes mais promissores dessa nova geração. Nos últimos anos, ele passou a trabalhar mais com ficções científicas, mas sempre trazendo suas reflexões existenciais, sociais e políticas, como faz desde o início da carreira, e trabalhando o suspense como poucos.

Fã de histórias complexas e dono de uma linguagem cinematográfica visual fantástica, Villeneuve é um daqueles cineastas que valem a pena acompanhar a filmografia. Por isso, o CinePOP separou alguns filmes dele que podem ser encontrados nos streamings. Confira!

A Chegada (Netflix)



Sucesso no Oscar, A Chegada é um dos filmes mais populares de Villeneuve. O trabalho feito nesse projeto é de uma sensibilidade colossal, trazendo uma história emocionante sobre a existência e as escolhas da vida. Na trama, naves espaciais começam a pousar em vários países da Terra. Sem saber o que fazer, cientistas de diversas nações tentam contato. Diante dessa possível ameaça, o governo dos EUA convoca uma professora de linguística (Amy Adams) e um militar (Jeremy Renner) para decifrarem a linguagem dos aliens. Mal sabiam eles que suas vidas mudariam de uma vez por todas. Por mais que não seja um filme de ação, padrão nesse tipo de história, o longa consegue desenvolver com muita veracidade todos os conflitos e interesses políticos que uma invasão poderia trazer, mas o destaque mesmo é a atuação de Amy Adams e os questionamentos que sua personagem acaba levantando ao vivenciar certas experiências. É uma obra de arte.

Incêndios (Globoplay)

Aproveite para assistir:

Primeiro trabalho de expressão de Villeneuve nos cinemas, Incêndios é uma tragédia familiar angustiante. Dividido em capítulos, o longa conta a história de um casal de gêmeos, Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon Marwan (Maxim Gaudette), que viviam com a mãe. Porém, após ela falecer, eles descobrem que não estão sozinhos no mundo ao tomarem conhecimento de que eles têm um irmão perdido. Além disso, chega a notícia de que o pai deles pode estar vivo e morando no Oriente Médio. Diante dessa possibilidade, os gêmeos entram uma jornada para chegar à região e procurar o pai. Essa história tinha tudo para ser uma aventura familiar, mas o roteiro traz diversas surpresas e viradas na trama conforme eles vão adentrando na biografia desconhecida da mãe no Líbano. É um filmaço que vai deixar o espectador com o famoso gosto amargo na boca por conta de suas reviravoltas e elementos muito, mas muito tristes.

Blade Runner 2049 (Netflix)



Considerado uma das melhores ficções científicas do século XXI, a continuação que ninguém pediu de Blade Runner: O Caçador de Androides (1982) chegou aos cinemas surpreendendo todo mundo ao justificar sua existência como um filme que expande muito bem a mitologia desse universo e levanta novas reflexões acerca da vida humana (ou quase). Passado 30 anos após o original, esse longa acompanha a vida de K (Ryan Gosling), um policial replicante que trabalha para a polícia de Los Angeles “aposentando” outros replicantes. No entanto, quando ele descobre uma replicante que faleceu em uma cesariana, o policial se envolve em uma trama misteriosa de corrupção e provas encobertas sobre a possibilidade de robôs engravidarem. Diante disso, ele acaba entrando em um missão que precisará da ajuda de um antigo Blade Runner, o aposentado e foragido Rick Deckard (Harrison Ford). Com alguns cenários saídos diretamente do livro que deu origem ao filme e muitas novidades, essa continuação é uma obra-prima da ficção moderna.

Os Suspeitos (Amazon Prime Video)

Lançado em 2013, esse suspense gira em torno de três personagens: um garoto recluso, um policial e um pai desesperado. Neste suspense de mão cheia, Keller (Hugh Jackman) é um pai de família que trabalha como carpinteiro na Pensilvânia. Próximo ao natal, ele se reúne com a família de um amigo para comemorar. Quando as filhas pequenas deles resolvem brincar na rua e não retornam, os dois pais começam a viver o maior pesadelo possível: viver sem ter notícias de suas crianças. Após o registro da queixa, o detetive Loki (Jake Gyllenhaal) é designado ao caso. Alegando uma suposta ineficiência policial, Keller começa uma investigação própria, quebrando todos os limites da ética acerca do principal suspeito do caso, um jovem com debilidade mental (Paul Dano). Recheado de cenas pesadas, esse suspense também traz muitas viradas, trabalhando a história como um quebra-cabeças que pode terminar com a morte de qualquer um dos envolvidos, incluindo as crianças. Tudo isso partindo da ótica de um pai desesperado com o futuro de sua garotinha. É brutal, é suspense psicológico muito bem feito, é um dos melhores filmes de Villeneuve.

Sicario: Terra de Ninguém (Netflix)

Por fim, esse thriller policial foi tão bem nas críticas e bilheterias que até rendeu uma sequência, mas sem o retorno de Villeneuve na direção, a continuação passou longe do nível de qualidade do original. O filme acompanha a história de Kate (Emily Blunt), uma agente da SWAT que cai numa armadilha de um cartel mexicano. Após a situação acontecer e vitimar alguns policiais, ela é realocada para trabalhar em uma operação em conjunto com a CIA para investigar e prender o chefe do cartel. Durante a viagem para El Paso, ela conhece os membros de sua equipe (Josh Brolin e Benicio Del Toro). Porém, nesse vai e vem de investigações, eles acabam sofrendo novas emboscadas, fazendo com que alguns membros dessa força-tarefa conjunta ajam de forma não convencional. Diante de possíveis conspirações e de situações nas quais exigem que Kate atue de forma contrária a que ela acredita, a agente precisa tentar solucionar o caso e retornar viva para casa. É um daqueles suspenses policiais que mexem com crenças e levam o espectador para o lugar dos personagens. Tensão pura.

 

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