Os parques da Disney enfrentam um cenário econômico desafiador, com o preço da gasolina nas bombas subindo mais de 40% e a escassez de combustível de aviação, que dobrou de valor desde o início do conflito com o Irã em fevereiro. Todavia, segundo o Deadline, a gigante do entretenimento afirma que a crise energética ainda não afetou o fluxo de visitantes.
“Até o momento, não observamos nenhuma mudança no comportamento do consumidor devido à alta nos preços da gasolina, e não prevemos um impacto material no restante do ano fiscal”, afirmou Hugh Johnston, CFO da Disney, durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre fiscal.
O novo CEO, Josh D’Amaro, e sua equipe técnica foram questionados por analistas sobre os reflexos nos parques temáticos, que dependem diretamente da mobilidade dos turistas. De acordo com Johnston, as reservas antecipadas para o Walt Disney World mantêm um “ritmo forte”.
“No entanto, estamos atentos à incerteza macroeconômica que os consumidores enfrentam. Não somos imunes a impactos, especialmente se uma nova alta significativa nos combustíveis levar a mudanças de comportamento. Caso isso ocorra, cada unidade de negócio possui ‘alavancas’ prontas para ajustes que ajudem a compensar essas pressões”, explicou o executivo, mantendo sigilo sobre quais seriam essas medidas.
Apesar das pressões macroeconômicas, a divisão de Experiências reportou números robustos no trimestre encerrado em março:
- Receita: US$ 9,5 bilhões (crescimento de 7%).
- Lucro Operacional: US$ 2,6 bilhões (alta de 5%).
- Frequência: Houve uma leve retração de 1% nos parques domésticos (EUA), creditada à lenta recuperação do turismo internacional e à concorrência direta com o Epic Universe, da Universal, inaugurado em Orlando em maio de 2025.
Josh D’Amaro, que sucedeu Bob Iger em março após anos na liderança da divisão de parques, reiterou que as unidades físicas são o “coração” da companhia. O plano de expansão é ambicioso: a frota de cruzeiros deve saltar de 8 para 13 navios até 2031, impulsionada pelo recente lançamento do Disney Adventure na Ásia e da área World of Frozen no reformulado Disney Adventure World, em Paris.
A Disney está executando um plano de investimento de US$ 10 bilhões voltado exclusivamente para Experiências. “Temos mais projetos em andamento ao redor do mundo do que em qualquer outro momento de nossa história”, destacou D’Amaro.
Para 2026, o orçamento foca na aceleração das expansões no Walt Disney World, Disneyland e Shanghai Disney Resort. A estratégia inclui ainda o modelo de “capital leve” em parcerias internacionais, como o novo navio com a Oriental Land no Japão e o inédito parque temático em Abu Dhabi, desenvolvido em conjunto com a Miral.



