A jornada de O Pintassilgo’ ainda continua nos cinemas e a adaptação do aclamado vencedor o Prêmio Pulitzer traz uma história sobre perdas, traumas e a complexidade existencial.

Com uma narrativa não linear, que transita entre o presente e o passado, o longa explora os protagonistas em dois momentos distintos de suas vidas: a fase juvenil de transformações e o início da vida adulta.

E aqui, Ansel Elgort e Oakes Fegley dividem o papel de Theo, com Aneurin Barnard e Finn Wolfhard dando vida à caracterização de Boris.

E durante um entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP, os atros compartilharam o seu processo criativo e transformativo para viverem os mesmos personagens. Afim de criar uma harmonia e sincronia em seus maneirismos, fala e até mesmo linguagem corporal, cada dupla explorou esse processo de descoberta de maneira particular.

Em entrevista ao nosso editor-chefe Renato Marafon, Fegley comentou como foi viver o Theo ao lado de Elgort:

“Quando eu fiquei sabendo sobre o projeto, eu descobri que ele era baseado no livro O Pintassilgo e minha mãe leu a obra e ficou muito empolgada, dizendo: ‘Você precisa fazer esse filme, precisa pelo menos tentar’. E eu ouvi que Ansel havia sido escolhido para o papel do Theo e pensei: ‘é, eu meio que pareço com ele, isso pode ser legal’. E o processo de testes de elenco aconteceu bem rápido e então nos vimos algumas vezes no set antes e fizemos muitos ensaios juntos, para que conseguíssemos equilibrar nossas performances, para que pudéssemos parecer um com o outro. Mas, honestamente, tudo fluiu muito bem entre nós dois”.

Barnard e Finn completaram o raciocínio, explicando como juntos chegaram a um sotaque que os tornasse a mesma pessoa:

“Nós trabalhamos juntos no sotaque, para que tivéssemos o mesmo ritmo e a mesma maneira de falar. E até na risada nós trabalhamos”, revelou Barnard.

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Segundo Finn, chegar a uma mesma risada também foi um desafio: “Sim, nós trabalhamos até nisso também, o que exigiu um esforço extra da minha parte, porque minha risada é mais estranha do que a dela, eu rio de forma mais rápida. Eu gravei minhas cenas depois de Aneurin e nossa técnica vocal gravou algumas de suas falas para mim, coisas ditas em russo, para que pudesse me ajudar também”.

Aneurin ainda foi mais longe, comentando sobre a importância da tonalidade, do timbre da voz e do sotaque arrastado, para garantir veracidade e autenticidade para o seu personagem:

“A ideia é que ele seja esse cara que já viajou muito, então nós brincamos com isso, nós queríamos aquela sensação de que ele estivesse tentando incorporar suas raízes e background, talvez um pouco forçado também. E então achamos nossas próprias especificidades nesse sentido, com a nossa técnica vocal, que é russa e sabe tudo sobre a Rússia e a Ucrânia e todas as diferentes tonalidades e tons dos sotaques”.

 

Dirigido por John Crowley, o filme é baseado no livro homônimo escrito por Donna Tartt, que ganhou o prêmio Pulitzer em 2014.

Theodore “Theo” Decker tinha 13 anos quando sua mãe foi morta em um ataque a bomba no Metropolitan Museum of Art. A tragédia muda o curso de sua vida, enviando-lhe para uma emocionante odisseia de tristeza e culpa, reinvenção e redenção, e até mesmo amor. Apesar de tudo, ele segura um pedaço de esperança tangível desse dia terrível… uma pintura de um pequeno pássaro acorrentado a seu poleiro. O Pintassilgo.

O elenco inclui Ansel Elgort, Oakes Fegley, Aneurin Barnard, Finn Wolfhard, Sarah Paulson, Luke Wilson, Jeffrey Wright e Nicole Kidman.

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