A segunda série original do MCU no Disney+ estreia amanhã (19) e já estamos ansiosíssimos para ver o que a Marvel vai aprontar dessa vez. Tendo a difícil missão de continuar com o legado do Capitão América (Chris Evans) no Universo Cinematográfico Marvel, a produção tem ainda como antecessora nada menos que a trilogia de maior sucesso da franquia dos heróis Marvel nos cinemas, que aumentou o sarrafo do gênero com a chegada dos Irmãos Russo na direção. Agora escrita por Malcolm Spellman (Empire) e dirigida por Kari Skogland (O Conto de Aia), a expectativa é que o alto nível seja mantido. Além disso, a série foi programada como um grande filme de seis horas, contando, inclusive, com orçamento de cinema. Contando ainda com o retorno de personagens antigos e com a chegada de novos rostos, Falcão e o Soldado Invernal deve surpreender quem espera por algo mais bobinho. Pensando nisso, separamos o que gostaríamos de ver na série. Confira!

Espiões superpoderosos

Conforme visto nos filmes dos Irmãos Russo, o universo do Capitão América está cheio de intrigas políticas nacionais e internacionais. Um dos maiores chamarizes de Capitão América: Soldado Invernal (2014) foi justamente esse clima de filme de espionagem dos anos 1970, em que o protagonista não sabe em quem confiar e existem ameaças à espreita em qualquer esquina. Como a sequência de filmes da Marvel acabou tomando um rumo mais místico e espacial, com os Vingadores brigando entre si e contra vilões de outros planetas, essa proposta de heróis mais “pé no chão” acabou sendo esquecida. Esperamos que a série resgate esse espírito de confusões diplomáticas, intrigas de espiões e fazendo uso de uma ação mais condizente com a realidade, mesmo que os protagonistas tenham poderes especiais.




Aminimigos

Uma das situações mais inusitadas de Capitão América: Guerra Civil (2016) foi a relação entre Sam Wilson (Anthony Mackie) e Bucky Barnes (Sebastian Stan). Unidos por uma amizade em comum com Steve Rogers, a dupla meio que se atura exclusivamente por respeito ao amigo. Enquanto Bucky é mais frio, silencioso e calculista, Sam é mais brincalhão e espalhafatoso. Além desse conflito de geração, eles ainda se conheceram num contexto em que o Soldado Invernal era um vilão que estava ameaçando e sendo caçado pelo Falcão. Ou seja, faz sentido que eles tenham esses atritos. E esse tipo de relação é bem comum nas grandes séries policiais, em que um agente não se topa com o outro, mas precisam se entender para salvar o dia. Pela “amizade” meio sacana dos heróis, na qual um não respeita tanto o outro, seria muito interessante ver essa relação se desenvolver nas telas ao melhor estilo Anjos da Lei.

Aproveite para assistir:


Barão Zemo

Da última vez que vimos Zemo (Daniel Brühl), ele estava tentando se matar, após concluir seu plano de dividir e acabar com os Vingadores. Porém, ele foi impedido pelo Pantera Negra (Chadwick Boseman), que o levou preso. Na série, ele estará mofando em uma prisão na Alemanha, quando escapará para tentar mais uma vez abalar as estruturas do mundo utilizando apenas sua inteligência e armamentos.  Não é segredo para ninguém que esse universo do Capitão América do MCU foi praticamente todo baseado na fase de Ed Brubaker, na qual a grande ameaça é o Caveira Vermelha, que transfere sua consciência para a cabeça do empresário soviético Aleksander Lukin, dono de uma empresa que usa de sua influência no mercado para criar uma crise financeira nos EUA, gerando protestos e revoltas, além da morte do Capitão América. Como o Caveira virou o guardião da Joia da Alma em Vormir, não seria surpresa se Zemo, assumindo sua identidade das HQs como o Barão Zemo, ocupasse esse papel de vilão cerebral orquestrando um novo plano de destruição estrutural dos EUA e do herói.



Morte de Steve

Como vimos ao final de Vingadores: Ultimato (2019), Steve Rogers devolveu as Joias do Infinito para as respectivas linhas do tempo e resolveu ficar no passado para viver uma vida comum com Peggy Carter (Hayley Atwell), o amor de sua vida. Por isso, em 2023, Steve é um senhor com mais de 100 anos de idade. Há pouco tempo, a Disney liberou uma imagem de Sam chorando em um saguão com um pôster gigantesco do Capitão América pendurado na parede. Seria um choque muito forte caso o “Steve velhinho” falecesse logo no início da série, abrindo de vez os caminhos para que o Falcão pudesse assumir seu protagonismo sem parte do fandom ficar chorando por um possível retorno de Steve Rogers.

Black Live Matters

Quando a série começou a ser escrita, o assassinato de George Floyd ainda não havia acontecido, mas a questão racial nos Estados Unidos já estava em alta por conta de constantes ataques a comunidades negras e latinas. Como o Capitão América se tornou um símbolo praticamente secular dos EUA e esteve sempre associado ao soldado branco e loiro, é de se esperar que a passagem do escudo para Sam Wilson, um ex-militar negro, cause bastante controvérsia na opinião popular. Isso aconteceu na vida real, quando o personagem assumiu o manto de Capitão nas HQs, mostrando o que há de pior na comunidade nerd. Pois bem, nos quadrinhos, o “Capitão Falcão” acabou se tornando um ícone contra o racismo por questionar – e descer a porrada – nos vilões. Já é sabido que a questão racial será ponto chave da série, tanto que é daí que deve surgir o Agente Americano (Wyatt Russell). Então, seria interessante ver o Falcão assumir esse papel de ícone pela causa negra nos EUA.

O Patriota

Neto de Isaiah Bradley, o primeiro Capitão AméricaElijah Bradley é um dos Jovens Vingadores de maior apelo com o público. Impulsivo, mas extremamente respeitoso pelos “Capitães América”, ele “herdou” os poderes de super-soldado de uma transfusão sanguínea de seu avô. Ele tem todas as capacidades que Steve Rogers, usa um uniforme muito parecido com o de Bucky durante a Segunda Guerra Mundial e porta o escudo triangular que Steve usou originalmente. Há boatos de que ele seria introduzido em Falcão e o Soldado Invernal. Esperamos que se torne verdade.

Falcão e o Soldado Invernal estreia amanhã (19) no Disney+.



Comentários

Não deixe de assistir: