Antes de chegar ao Brasil, a HBO Max já chamava atenção nos EUA devido a uma decisão audaciosa e que gerou bastante polêmica. Aproveitando o clima pesado da pandemia – que esvaziou as salas de cinema do mundo – e visando impulsionar sua plataforma de streaming (que surgia adentrando uma área de gigantes, vide a Netflix, a Amazon e a Disney+), a HBO Max revelou que lançaria todos os seus filmes (ou seja, as produções da Warner para o ano de 2021 – embora a proposta tenha começado ainda em 2020) vindouros de forma simultânea nos cinemas e na plataforma de streaming. Nem precisa ser dito que a decisão comprou briga com grandes redes de cinema norte-americanos e o mercado exibidor de forma geral.

No Brasil o acordo foi diferente. Por aqui a promessa não foi de um lançamento simultâneo, mas de uma janela de tempo muito curta entre a estreia nas telonas e na plataforma. Assim, num piscar de olhos, em menos de dois meses depois da estreia de uma superprodução nos cinemas, já poderemos estar assistindo a ela na plataforma da casa também. Assim, em tempos ainda pandêmicos, em que muitos não estão prestando atenção aos lançamentos nos cinemas como antes, quando nos damos conta aquele filme que queríamos ver já estará na plataforma, prontinha para ser assistido no conforto de nosso lar, sem custos adicionais para além da assinatura.

Pensando nisso, bolamos esta nova matéria com alguns dos maiores filmes de 2021 (e também do ano passado) que chegaram recentemente à HBO Max causando estrago nas rivais e mostrando que a plataforma não está de brincadeira na hora de arrebanhar seus fiéis seguidores. A disputa na guerra dos streamings fica cada vez mais acirrada e quem sai ganhando somos nós. Confira abaixo os chamarizes recentes da HBO Max.

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Aqueles Que Me Desejam a Morte

Você que é fã dos filmes de ação da musa Angelina Jolie e adora ver a estrela protagonizando em tal gênero, esse momento é seu! Depois de 11 anos afastada deste tipo de filme (não estamos contando as fantasias de Malévola), desde Salt (2010), Jolie volta a chutar traseiros neste thriller em que vive uma bombeira combatente de incêndios florestais. Se vendo em um momento difícil de sua vida, onde cogita inclusive o suicídio, a protagonista precisa tomar controle de sua vida e fazer o que é certo quando encontra acidentalmente um menino jurado de morte. A mulher irá fazer de tudo para levar o rapaz até as autoridades em segurança enquanto são perseguidos por homens fortemente armados.

Aproveite para assistir:

Space Jam: Um Novo Legado

O filme Space Jam: O Jogo do Século (1996) está completando 25 anos de seu lançamento em 2021. O filme foi para a geração dos anos 1990, o que Uma Cilada para Roger Rabbit (1988) havia sido para a geração dos anos 1980 – misturando em sua trama atores reais com personagens de desenho animado bem famosos. Space Jam ainda possuía o atrativo de ser um filme de esporte, falando alto principalmente para os fãs de basquete. Assim, nada melhor para comemorar do que com a tão aguardada continuação para o longa (que Roger Rabbit nunca teve). Mirado para a geração atual, o novo Space Jam reformula os personagens dos Looney Tunes (Pernalonga, Patolino e sua turma) com efeitos de primeira e o mais importante, substitui Michael Jordan por LeBron James. Ficou à altura? Digam vocês.



Mortal Kombat

Vivemos numa era onde as franquias e marcas pré-estabelecidas são o que falam mais alto na meca do entretenimento de Hollywood. Sem perder muito tempo, a Warner começa a tirar do forno diversas propriedades em seus domínios a fim gerar muito lucro para a empresa. E nesse ano, além de Space Jam, o estúdio tratou de reformular Mortal Kombat para os novos tempos. A ideia, é claro, saiu de um videogame extremamente violento que fez a alegria dos meninos no início dos anos 1990. Em meados da mesma década era lançada a primeira versão cinematográfica, hoje item cult. Esta nova versão é produzida por James Wan, mestre do terror e superproduções, ou seja, se traduz em um longa violento, sombrio, mas também repleto de ação e efeitos. Um prato cheio para quem curte os games e sua mitologia.

Judas e o Messias Negro

Nem só de superproduções miradas ao público jovem é feita a nossa lista. Aqui também temos espaço para filmes de prestígio e indicados ao Oscar. Essa é a aposta diversificada que a Warner faz. Sucesso no Festival de Sundance, o longa recebeu 6 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, e saiu vitorioso nas categorias de melhor canção e ator coadjuvante para Daniel Kaluuya – embora debata-se que ele seja o protagonista. Aliás, tanto ele quanto LaKeith Stanfield receberam indicações de melhor coadjuvante, numa manobra estranha do estúdio, deixando o filme sem um protagonista. Na trama baseada numa história real, Stanfield é o “Judas” do título, um homem negro coagido pelo FBI a se infiltrar numa das células do movimento radical Panteras Negras e passar informações.

Convenção das Bruxas

Outra investida da Warner tirando a poeira de uma propriedade querida do passado. Trata-se de Convenção das Bruxas, sucesso cult que ganhou uma legião de fãs após seu lançamento em vídeo e nas exibições da TV aberta, depois de ter estreado nas telonas ainda em 1990. No original, baseado num livro infantil de Roald Dahl, o mesmo autor de A Fantástica Fábrica de Chocolate, a atriz Anjelica Huston ficaria imortalizada no papel da Rainha das Bruxas. No ano seguinte ela seria propriamente escalada para viver Morticia no filme A Família Addams (1991). O remake também usa como fonte o livro, é dirigido por Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro) e traz Anne Hathaway no papel que foi de Huston – porém com um ar mais solene, loira e de cabelos curtos. Outra mudança foi a etnia da família principal, agora uma família negra.

Jovens Bruxas: Nova Irmandade



Uma das grandes sacadas recentes da HBO Max / Warner foi fazer um acordo com a Sony (Columbia) para disponibilizar em sua plataforma o acervo do estúdio – assim somando a filmoteca de dois dos maiores e mais tradicionais estúdios de Hollywood. Uma das produções que veio desta parceria foi o mais recente Jovens Bruxas, que provou que as bruxas estavam soltas mesmo na última temporada, com este filme e o item acima. Ao contrário do novo Convenção das Bruxas que é uma refilmagem declarada, o novo Jovens Bruxas fica no meio termo entre um remake e uma continuação do original de 1996 – que também completa 25 anos em 2021. Bem, a verdade é que trata-se de uma continuação, quem viu o filme já sabe. O problema é que refaz tudo exatamente igual ao primeiro, sem adicionar grandes novidades. O que é a forma mais preguiçosa na hora de apresentar uma obra a uma nova geração.

Monster Hunter

Fechando a lista de dicas filmes recém-saídos dos cinemas, temos esta superprodução dos mesmos criadores da franquia Resident Evil, uma série de filmes adorados e odiados na mesma intensidade por fãs e detratores. Aqui também temos uma franquia de games usada como fonte da trama, desta vez um jogo menos conhecido. Milla Jovovich é quem estrela novamente e sua personagem aqui muito bem poderia ser a Alice dos filmes citados. Ela vive Artemis, uma agente que é “sugada” para outra dimensão ao lado de sua equipe de combatentes – que inclui a nossa conterrânea Nanda Costa (dando uma de Alice Braga e fazendo carreira no exterior). No novo mundo, quem vem saudar esses homens e mulheres altamente treinados em combates são monstros gigantescos. Efeitos, ação e muitos desafios à física e à lógica são presentes do cineasta Paul W. S. Anderson, maridão de Jovovich.

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