Hoje, no penúltimo dia de 2021, trazemos para você uma matéria muito especial. Como sabemos, 2021 foi a parte 2 do fatídico ano de 2020 – o ano que não aconteceu. Mas não uma parte 2 qualquer. 2021 foi para 2020 o que O Exterminador do Futuro 2 foi para o seu original; ou o que Aliens – O Resgate foi para o primeiro Alien (acho que chega de citações a James Cameron – embora estejamos torcendo para que Avatar 2 se junte a esta seleta lista). Já deu para pescar por estas referências aonde queremos chegar. Isso mesmo, sequências que são melhores que seus originais. Assim foi 2021, um ano que se “manteve fiel ao seu original, porém, o elevou a outro patamar”. Leia-se, vacinas que nos aproximaram à normalidade de uma era pré-pandemia.

Neste penúltimo dia de 2021, a matéria selecionada para fechar o ano com chave de ouro não poderia ser outra do que uma voltada a um gênero que não apenas amamos, como também foi responsável pela criação do site CinePOP: o terror. Mas não apenas uma matéria, e assim como no recente Duna, nos inspiramos em Villeneuve para gerar uma matéria em duas partes. Em 2021, recebemos inúmeros filmes de terror de qualidade, que foram responsáveis pela empolgação dos fãs. E como de costume também, o ano nos trouxe algumas produções desagradáveis, no pior sentido da palavra, que serão garantia de chacota por um bom tempo. Nessa matéria dupla iremos apresentar o que de melhor e pior o ano nos trouxe no gênero terror. E aqui começaremos pelo ponto mais baixo, com os 10 piores filmes de terror de 2021. Confira e não deixe de comentar.

10) Halloween Kills – O Terror Continua

Definitivamente é triste termos que incluir na lista dos piores este filme. Não que a franquia Halloween já não tenha visto sua cota de altos e baixos no cinema ao longo dos anos desde sua criação em 1978. Mas acontece que esta era para ser uma nova trilogia de excelência, após um início promissor com o reboot Halloween (2018). Embora não tenha sido um filme unânime, é indiscutível o fato de que o reboot foi um sucesso, de crítica e público. Assim, a expectativa estava nas alturas para esta continuação direta. Mas o que todos parecem concordar em relação a esse novo longa, é que se trata de uma bagunça violenta e sem muita imaginação, que se preocupou mais em servir de analogia para “fazer justiça com as próprias mãos”, do que em criar um filme coeso, com começo, meio e fim. Além, é claro, de um terror satisfatório.



09) Tem Alguém na Sua Casa

Para cada acerto como a trilogia Rua do Medo e Céu Vermelho Sangue, a Netflix dá suas gloriosas mancadas igualmente. Afinal, quem poderia esquecer a atrocidade Vende-se esta Casa. Provando não ser muito diferente do longa citado, a plataforma estreou este Tem Alguém na Sua Casa, que chegou com as credenciais de ter os mesmos produtores da franquia Invocação do Mal e da prata da casa Stranger Things. A trama mostra uma cidadezinha sendo aterrorizada por assassinatos de jovens. Os crimes são cometidos por um psicopata que usa máscara de suas vítimas. A única vantagem aqui parece ser o protagonismo de uma jovem atriz negra, a bela Sydney Park.

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08) Vozes e Vultos

A diferença entre esta e a produção acima da Netflix, é que a anterior não havia gerado qualquer hype em seu lançamento, já que não conta com rostos conhecidos no elenco e se trata basicamente de um terror adolescente. Seria o caso de se fizesse sucesso, estaria no lucro. Com este longa que chega agora na lista em oitava posição a coisa muda de figura. Baseado num livro, esta produção era uma das grandes apostas da Netflix para o início do segundo trimestre de 2021. E para isso a plataforma contratou a jovem Amanda Seyfried para protagonizar e emprestar seu status ao longa. O resultado, no entanto, foi no mínimo incoerente, com um  desfecho tão absurdo (do nível de Calmaria, 2019), que promete alienar todo e qualquer espectador do filme. Um dos motivos de sua existência parece ter sido apenas o mote de um terror feminista, uma jovem esposa lutando contra o abuso do marido. O problema é que esqueceram de criar uma história ao redor deste mote.



07) Espiral – O Legado de Jogos Mortais

Como você pode notar, a lista está repleta de produções promissoras de 2021, que despertaram grande interesse de seu público desde o anúncio, mas que terminaram resultando em imensas decepções. Quem se junta a este seleto clube agora é esta espécie de reboot da franquia Jogos Mortais. Convenhamos, após sete filmes e um reboot anterior (ocorrido em 2017), ninguém em sã consciência aguentava um novo Jogos Mortais. E foi aí que espertamente os produtores alistaram a participação do comediante Chris Rock para um envolvimento maior com um novo exemplar. Quando foi anunciado, o projeto fez todo e qualquer cinéfilo coçar a cabeça pensando como seria esse filme. Uma comédia? Uma sátira? Um terrir? Misturar gêneros é muito bom. Mas foi aí que lembramos de Halloween (2018), também escrito por um humorista (Danny McBride), resultando num longa sem qualquer humor. E foi por onde seguiu Espiral, um filme que apenas repete os anteriores, traz no elenco Rock e Samuel L. Jackson, e se mostra um desperdício completo.

06) Atividade Paranormal 7

Com o advento das plataformas de streaming dominando o mercado cinematográfico atual, todo e qualquer grande estúdio de Hollywood correu para emplacar sua plataforma, ainda mais numa época de cinemas fechados. E com a Warner (HBO Max) e a Disney deu muito certo. Mas com uma em especial, o resultado não foi bem assim. Trata-se da Paramount+, que ainda procura seu lugar ao sol. Seguindo de perto a cartilha dos outros streamings, a Paramount procurou lançar filmes exclusivamente em sua plataforma a fim de impulsionar sua marca no mercado. O problema é que os filmes escolhidos para isso foram Infinito, com Mark Wahlberg, e este reboot de Atividade Paranormal – filmes que a maioria dos espectadores sequer se deram o trabalho de assistir para dizer que são ruins. E sim, eles são ruins.

05) Resident Evil: Bem-Vindo a Racoon City

Sabe aquela máxima de que não existe nada ruim que não possa ficar pior? Pois bem, após seis filmes com os fãs reclamando que a franquia Resident Evil, de Milla Jovovich e Paul W.S. Anderson, no cinema não tinha nada a ver com os jogos, eles foram finalmente atendidos pela Sony. O estúdio tratou de tirar do papel um longa que fosse fiel ao espírito dos games, ou seja, uma proposta mais voltada para o terror e o suspense do que de fato para a ação. E o que podemos dizer é: sim, o reboot de Resident Evil pode ser considerado um terror. E não, o filme não é bom. Passando totalmente em branco, o novo longa sequer foi notado. O lance com os filmes antigos é que apesar da falta de fidelidade, ganhou ao longo dos anos uma base sólida de fãs. Que igualmente se posicionaram contra o reboot, deixando o novo longa querido por um total de zero pessoas.

04) Hypnotic



Outra produção “querida” da Netflix chega agora à lista. A atriz Kate Siegel já se mostrou uma protagonista eficiente, isto é, ao menos quando é comandada nas produções do maridão, o talentoso Mike Flanagan, vide Hush: A Morte Ouve (2016), A Maldição da Residência Hill (2018) e Missa da Meia Noite (2021). Para azar da moça, que precisa seguir trabalhando, este Hypnotic não contou com qualquer envolvimento de Flanagan. Ou seja… Aqui, o mote é a hipnoterapia, uma forma de tratamento terapêutico em que a hipnose é utilizada. Como esperado, algo sai muito errado no tratamento da protagonista. Mas quem sofre de verdade somos nós.

03) Rogai por Nós

Na virada do milênio, mais precisamente em 1999, algumas produções resolveram investir no evento para suas tramas – e como deixar passar uma oportunidade tão suculenta, em especial para o gênero do terror. Assim, produções no estilo “messiânicas”, que se utilizavam da religião também chegavam aos montes. Em especial destacamos Fim dos Dias e Stigmata. O lance é que esse tipo de filme se tornou basicamente um subgênero, derivando uma verdadeira enxurrada de produções que ecoam até hoje. E esta narrativa foi usada em 2021, sendo que duas obras caíram diretamente em nossa lista dos piores. A primeira delas é esta Rogai por Nós, protagonizado por Jeffrey Dean Morgan. Na trama, uma moça surda é visitada pela Virgem Maria e volta a ouvir. Depois disso, estranhos acontecimentos passam a acontecer ao redor da jovem, levantando a dúvida de se tal entidade era de fato Maria – algo feito com muito mais esmero em Missa da Meia Noite.

02) O Sétimo Dia

Como dito, seguindo a linha do item acima de produções de “terror messiânicos”, temos esta mistura de O Exorcista com Dia de Treinamento, que andou frequentando muitas listas dos piores do ano e se encontra atualmente no acervo da Amazon Prime Video. Quem sai perdendo nesta é o talentoso australiano Guy Pearce, que estrela no papel de um padre exorcista, “saindo em ronda” com um celibatário novato, em seu primeiro dia no cargo. A dupla irá se deparar com um terror indescritível que os fará duvidar de sua fé. E se este longa lhe parece extremamente genérico, como uma mistura ruim de clássicos, saiba que ele foi escrito em 10 dias pelo também diretor Justin P. Lange, e filmado num período de 24 dias. Trabalho rápido no estilo “o que vier de retorno financeiro é lucro”.


01) Na Mente do Demônio

Quem ganha o troféu de “latão” com a honraria de ser o pior filme de terror de 2021 é… este Na Mente do Demônio – outra produção que você pode conferir no acervo da Amazon Prime Video e conferir por si próprio sua qualidade, ou falta de. Quem diria que o promissor sul africano Neill Blomkamp terminaria desta forma? Bem, é claro que ele pode dar a volta por cima e se tornar um nome quente na indústria de novo. É o que esperamos no fundo. Mas também precisamos nos atentar para o fato de que aqui o cineasta atinge o fundo do poço em sua carreira. Depois de trabalhos que experimentavam com o caos de seu país em ficções científicas cruas e viscerais, vide Distrito 9, Elysium e Chappie, as portas começaram a se fechar para o sujeito. Ainda mais após ter tido uma adaptação de Alien negada. Assim, restou a Blomkamp aderir ao gênero terror, numa produção mais intimista. Além, é claro de falar mal de quem está por cima, como o diretor Denis Villeneuve. E você o que achou deste filme?

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