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Confessions on a Dance Floor | Relembrando o ICÔNICO álbum de Madonna que ganhará sequência

Madonna sempre teve uma capacidade imensurável de se reinventar e de revolucionar a indústria musical. Eternizada como um dos pilares da música pop, a cantora, compositora e produtora fez sua estreia no cenário fonográfico em 1983, com o lançamento de um álbum homônimo que rendeu hits como “Borderline” e “Lucky Star”. Sua ascensão ao estrelato se tornou ainda mais expressiva com uma sucessão de álbuns irretocáveis, como ‘Like a Virgin’ (1984), ‘True Blue’ (1986) e Like a Prayer (1989) – cada um impactando de forma única o cenário mainstream e servindo de contínua inspiração para gerações e mais gerações de artistas.

Todavia, a personalidade indesculpável de Madonna a colocou sob escrutínio minucioso dos ouvintes e da mídia – principalmente pelas incursões mais ousadas da rainha do pop. ‘Erotica’ firmou-se como um projeto multimidiático que, à época, causou furor por sua estrutura sensual e ousada, que discorreu sobre incontáveis tabus; para seus álbuns seguintes, ela continuou trazendo discussões importantes, como o chauvinismo da indústria musical com ‘Bedtime Stories’, além de fortalecer a estética oriental e as pulsões eletrônicas nos Estados Unidos com Ray of Light. E, três anos após trazer o country e a folktrônica para seu arsenal, ela foi mais fundo em suas pungentes críticas com o subestimado American Life.

Criticando os esforços imperialistas dos Estados Unidos em sustentar a Guerra do Iraque e analisando a sociedade e a mídia como arautos de um estilo de vida problemático, o álbum se tornou um fracasso crítico e comercial – que, por um bom tempo, parecia ter prenunciado a ruína de Madonna. Entretanto, ela se preparava para um dos maiores e mais aclamados comebacks do século com o lançamento de Confessions on a Dance Floor, seu décimo álbum de estúdio, em 2005. Trazendo de volta a conhecida estética disco e dance que explorou no início da carreira, Madonna construiu um impecável setlist hedonista e celebratório que seria emulado por anos a fio (ora, até mesmo em 2026).

O compilado de originais é uma celebração da vida e do prazer, tomando como mote a máxima carpe diem conforme constrói uma junção de passado, presente e futuro, apoiando-se nas divas da discoteca que lhe influenciaram em seus primórdios e abrindo espaço para um espetacular revival que seria adotado por nomes como Britney Spears, Lady Gaga, Beyoncé, Dua Lipa e tantos outros. Com uma ideia muito clara em mente e assumindo as rédeas da produção do álbum ao lado de Stuart Price, Mirwais Ahmadzaï e a dupla Bloodshy & Avant, Madonna se reafirmou como uma camaleoa da música, uma trendsetter imortal que permanece como um zeitgeist de sua geração ao lado de ninguém menos que Michael Jackson.

Se American Life representou um tropeço em sua carreira, Confessions on a Dance Floor a trouxe de volta para um jogo do qual, na verdade, nunca tinha saído. Para além das sólidas críticas profissionais, o disco vendeu mais de 10 milhões de cópias e sagra-se como um dos mais bem-sucedidos e importantes do século, bem como um marco do cenário dance. O compilado também garantiu à artista uma estatueta do Grammy de Melhor Álbum Dance/Eletrônico e, mais tarde, outro na categoria de Melhor Videoclipe de Forma Longa.

Por mais que a ideia do álbum seja construir um território de libertação e escapismo, Madonna esconde uma potente crítica política que a usa como principal objeto de análise: afinal, sabemos que o cenário do entretenimento é marcado por disparidades de gênero, de raça e de idade – e, aos 47 anos, a rainha do pop ousava até mesmo mais que as “novatas”. Foi através de singles como “Hung Up”, “Sorry” e “Jump” que a performer enfrentou as barreiras do etarismo para mostrar que ninguém conseguiria superá-la quando o quesito é longevidade e reinvenção.

Enquanto ‘Confessions’ trouxe inspirações de ícones do show business como ABBA, Bee Gees, Donna Summer e Depeche Mode, a vibrante e narcótica epopeia de Madonna serviu como inspiração para alguns dos álbuns mais aclamados da atualidade – com destaque ao ovacionado ‘Future Nostalgia’, magnum opus de Dua Lipa, e ao primoroso ‘What’s Your Pleasure’, que se tornou um marco da carreira de Jessie Ware. Kim Petras e Romy também se beneficiaram da importância do compilado com ‘Slut Pop’ e ‘Mid Air’, respectivamente, ajudando a reiterar a inescapável permanência de Madonna na cultura pop.

Se pararmos para pensar, o álbum impactou a própria carreira da performer, considerando que, mais de vinte anos depois de ter feito história, está pronta para causar mais fervor com o já anunciado Confessions II, que tem lançamento agendado para o dia 3 de julho – e que promete abalar as estruturas da indústria mais uma vez.

‘O Fantasma’: Primeiro herói mascarado dos quadrinhos ganhará adaptação em série live-action

Purple-costumed superhero stands in a jungle, facing a massive skull-shaped rock opening.

A icônica tira de quadrinhosO Fantasma’ está prestes a retornar às telas em um novo formato. Uma adaptação em série live-action está oficialmente em desenvolvimento sob o comando do cineasta Reginald Hudlin, conhecido por produções comoA Batalha de Natale o documentário ‘O Legado de Sidney Poitier’.

De acordo com informações da Variety, Hudlin assumirá as funções de diretor e produtor executivo. O projeto encontra-se em fase inicial de desenvolvimento na King Features, divisão de entretenimento da Hearst.

Criado há nove décadas, o personagem, também conhecido como “O Espírito que Anda”, detém o título de primeiro super-herói mascarado da história dos quadrinhos. Recentemente, a franquia experimentou uma revitalização no mercado digital, com destaque para o webcomic “Phantom 2040”, de Alex Segura, que moderniza a mitologia clássica do herói.

A força global da marca é expressiva com mais de 29 milhões de leitores mundialmente, principalmente nos países Brasil, Índia, Austrália, Reino Unido, Europa e países nórdicos.

Novas publicações: Em 2025, a Mad Cave Comics lançou uma nova linha editorial, com novos títulos previstos para os próximos dois anos.

A escolha de Hudlin para liderar o projeto não é por acaso. O cineasta possui um histórico sólido no universo das HQs: foi roteirista de “Pantera Negra” para a Marvel Comics e é coproprietário da editora Milestone Media.

Em comunicado, C.J. Kettler, presidente da King Features, destacou a importância estratégica do projeto: “O desenvolvimento de uma série live-action para a icônica tira em quadrinhos ‘The Phantom’ representa uma expansão fundamental para atender ao atual espírito cultural desta marca. Ao nos associarmos ao diretor indicado a prêmios Reginald Hudlin, que possui profundo respeito pela indústria dos quadrinhos e pelo material original, estamos confiantes de que esta adaptação atenderá às altas expectativas de fãs antigos e novos ao redor do mundo”.

‘Mother Mary’: Longa estrelado por Anne Hathaway conquista 71% de aprovação no Rotten Tomatoes; Confira as avaliações!

Mother Mary, novo longa estrelado por Anne Hathaway, conquistou 71% de aprovação no Rotten Tomatoes, com base em 49 avaliações da crítica especializada.

Mother Mary

As primeiras reações ao filme foram mistas, com elogios ao estilo visual de David Lowery e às atuações do elenco, mas também críticas ao roteiro e à narrativa considerada excessivamente enigmática.

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“O ponto negativo aqui é que Lowery parece não saber o que fazer com suas estrelas, atores que nunca brilham tanto quanto quando simplesmente fazem o que sabem de melhor: atuar”, disse Manohla Dargis do New York Times.

“Lowery pega essa situação e a transforma em algo estranhamente hipnotizante com a ajuda de duas estrelas excepcionais”, disse Pete Hammond do Deadline.

“‘Estranho’ é um adjetivo tão reducionista para coisas que as pessoas não entendem de imediato… Mas [David Lowery] pegou o tema mais acessível imaginável e transformou isso em algo maravilhosamente, gloriosamente estranho”, disse David Fear do Rolling Stone.

“Apesar das inúmeras falas que tendem a ser enigmáticas, quando não completamente obscuras, o melodrama gótico é estendido demais para conseguir causar grande impacto”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.

“Este é o filme mais David Lowery de David Lowery já feito. Ou seja: ao final, você pode estar coçando a cabeça a ponto de querer seu dinheiro de volta”, disse Owen Gleiberman da Variety.

Mother Mary é, no fundo, mais sobre atmosfera e estilo do que qualquer outra coisa”, disse Molly Freeman do ScreenRant.

Lowery, Toby Halbrooks e James M. Johnston produzirão ao lado de Jeanie Igoe, da Homebird Productions, e Jonas Katzenstein, Maximilian Leo e Jonathan Saubach, da Gugenschein Filmproduktion.

Hunter Schafer, Atheena Frizzell, Kaia Gerber, Jessica Brown Findlay, Isaura Barbé-Brown, Alba Baptista, Sian Clifford e FKA Twigs integram o elenco.

David Lowery (‘A Lenda do Cavaleiro Verde’) assume a direção e o roteiro do projeto.

Diretor de ‘Maldição da Múmia’ quer comandar novo filme da franquia ‘A Hora do Pesadelo’

Girl with ghostly white makeup on the left, beside a snarling Freddy Krueger figure on the right in a dark scene.

Em entrevista ao Variety, Lee Cronin, diretor de ‘Maldição da Múmia‘ e ‘A Morte do Demônio: A Ascensão‘, revelou que adoraria comandar um novo filme da franquia ‘A Hora do Pesadelo‘.

“Seria muito difícil para mim resistir à tentação [de dirigir] um novo filme do Freddy Krueger, porque ele assombrou meus pesadelos durante toda a minha infância e ainda aparece umas quatro vezes por ano.”

Ele ainda declarou que a franquia ‘O Senhor dos Anéis‘ é um dos projetos dos seus sonhos: “Eu absolutamente amo aquele universo. Eu largaria tudo para ter a oportunidade de dirigir algo na Terra Média.”

O cineasta, no entanto, expressou seu desejo em dirigir um filme original para seu próximo projeto: “Acho improvável que meu próximo filme esteja relacionado a uma franquia — e isso é algo que considero importante neste momento.”

Vale lembrar que ‘Maldição da Múmia‘ já está em exibição nos cinemas nacionais.

Crítica | Lee Cronin joga no seguro com o mediano terror ‘Maldição da Múmia’

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Na história, a jovem filha de um jornalista desaparece misteriosamente no deserto sem deixar rastros. Oito anos depois, a família, ainda devastada, é surpreendida com seu retorno. O que deveria ser um reencontro emocionante, no entanto, rapidamente se transforma em um verdadeiro pesadelo.

Maldicao Da Mumia Poster

Atriz de ‘Pecadores’ se junta ao elenco da 3ª temporada de ‘The Last of Us’

Woman in a patterned dress holds a lit candle in a warm, dim room with string lights in the background.

De acordo com o Variety, Li Jun Li (‘Pecadores’) foi confirmada no elenco da 3ª temporada de ‘The Last of Us‘.

A atriz interpretará Miriam, uma serafita e mãe de Lev e Yara – interpretados por Kyriana Kratter (‘Star Wars: Skeleton Crew’) e Michelle Mao (‘Bridgerton’), respectivamente.

O próximo ciclo ainda irá introduzir Jason Ritter (‘Freddy vs. Jason’), Clea DuVall (‘Prova Final’) e Jorge Lendeborg Jr. (‘As Passageiras’). Este último dará vida ao Manny Alvarez, substituindo o ator Danny Ramirez (‘Falcão e o Soldado Invernal’), que teve que deixar o elenco por causa de conflitos na agenda.

Patrick Wilson (‘Invocação do Mal’) dará vida ao pai da Abby, Jerry.

Vale lembrar que a nova temporada também não contará com o retorno do cocriador Neil Druckmann. Em entrevista ao Variety, ele quebrou o silêncio sobre seu afastamento: “Nossos objetivos para a série — eu tinha vários objetivos, alguns deles egoístas. Eu queria elevar The Last of Us para além das pessoas que já jogaram o jogo”, ele explicou. “Senti que essa história poderia encontrar um público maior para pessoas que nunca jogarão videogames. Eu queria elevar a Naughty Dog, e a PlayStation tem sido meu lar há 21 anos, tendo me dado todo o apoio para contar essas histórias maravilhosas. Era um objetivo muito louco, mas eu queria que alguém assistisse a essa série sem ter ideia de que era baseada no videogame, e depois pensasse: ‘Espera aí, isso é baseado em um videogame?'”.

Druckmann acrescenta:

“Foi bastante desafiador estar tão envolvido como co-showrunner na 1ª e na 2ª temporadas, enquanto comandava um estúdio, trabalhava, dirigia e escrevia um jogo. Eu realmente gostei, na Naughty Dog, do número pessoas que se destacaram enquanto eu estava trabalhando na 2ª temporada. Especificamente, me esforcei bastante no Episódio 206 — preparando-o, escrevendo-o, dirigindo-o. Eu não tinha certeza se conseguiria fazer isso de novo. Então, senti que, naquele período em que estávamos encerrando toda a divulgação para a imprensa e prestes a começar a sério a 3ª temporada, era um bom momento para reavaliar tudo”.

Ele também revelou o momento em que decidiu se afastar do projeto. “Foi bem quando estávamos prestes a começar a sala dos roteiristas para a 3ª temporada. Eu olhei para o que estava na minha frente, como seria a próxima temporada, e com todas as coisas de The Last of Usem que estou trabalhando — não apenas a série —, com todos os jogos em que estou trabalhando […]. Senti que poderia cumprir melhor todas as minhas responsabilidades se permanecesse em um nível mais alto”.

Sem previsão de lançamento, o próximo ciclo deve estrear apenas em 2027.

Crítica | 2ª temporada de ‘The Last of Us’ se inicia com um tenso e envolvente prospecto

A série é baseada na franquia de jogos que leva o mesmo nome e que nasceu no PlayStation 3 e atualmente recebeu no PlayStation 5 uma nova versão do primeiro jogo, com gráficos e jogabilidade aprimorados. O jogo é desenvolvido pelo estúdio Naughty Dog, considerado um dos maiores sucessos da Sony.

Pedro Pascal (‘The Mandarolian’) e Bella Ramsey (‘Game of Thrones’) estrelam como Joel e Ellie, respectivamente.

A série foi criada por Craig Mazin (‘Chernobyl’), que também serve como roteirista e produtor executivo da adaptação ao lado de Druckmann.

The Last Of Us3

‘Treta’: 2ª temporada conquista 87% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes; Confira as avaliações!

Two adults in a dimly lit kitchen/basement look terrified and alert, as if facing danger together.

Treta’ (Beef), aclamada série da Netflix, lançou recentemente sua segunda temporada e já conquistou ótimos números no Rotten Tomatoes. A produção alcançou 87% de aprovação da crítica especializada, com base em 55 avaliações, além de 65% de aprovação por parte do público.

Treta

Os críticos elogiaram a nova fase da série, destacando que a produção mantém a qualidade apresentada anteriormente, embora alguns considerem a primeira temporada superior.

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“Na verdade, essa versão expandida de Treta tem tantos centros de gravidade que toda a produção começa a parecer à deriva”, disse Alison Herman da Variety.

“Uma continuação ousada, bem atuada e levemente prolongada demais”, disse Daniel Fienberg do The Hollywood Reporter.

“Embora às vezes pareça mais um defeito do que uma qualidade desta vez, a segunda temporada de Treta ainda mantém a imprevisibilidade eletrizante que está se tornando uma marca registrada da série”, disse Graeme Guttmann do ScreenRant.

“Em vez de fazer comentários fáceis sobre tirar as guilhotinas para os bilionários, a série investe no poder corruptor da tentação, seja na forma da comparação ou do capital”, disse Andrew Crump do The Playlist.

“Os momentos mais belos da épica história de Lee surgem quando todo o ruído é deixado de lado, e cada personagem precisa encarar uma verdade que lutava tanto para ignorar”, disse Ben Travers do IndieWire.

“É uma temporada mais fraca que a primeira, mas nem por isso menos envolvente, sustentada por atuações tão fortes quanto as performances marcantes de Steven Yeun e Ali Wong na anterior. Se a série puder voltar a um drama de personagens em escala menor na próxima vez, sairá muito mais fortalecida com isso”, disse Alistair Ryder do Looper.

Treta’ está disponível na Netflix.

Oscar Isaac (‘Cavaleiro da Lua’) e Carey Mulligan (‘Bela Vingança’) lideram o elenco da nova temporada, enquanto Youn Yuh-jung (‘Minari: Em Busca da Felicidade’) e Song Kang-ho (‘Parasita’) completam o time de estrelas.

A temporada conta com 8 episódios de 30 minutos de duração.

Lee Sung Jin retorna como criador, showrunner e produtor executivo.

Vale lembrar que a primeira temporada, que ganhou oito Emmy Awards e três Globos de Ouro, já está disponível na Netflix.

Treta 2

Pedro Almodóvar questiona se Jacob Elordi é um bom ator ou “apenas um símbolo sexual”

O cineasta Pedro Almodóvar, conhecido porO Quarto ao Lado eA Pele Que Habito, comentou recentemente sobre a ascensão de Jacob Elordi, questionando se o jovem ator possui, de fato, profundidade dramática ou se seu sucesso se deve apenas ao status de símbolo sexual.

Conforme à Variety, o diretor espanhol fez uma avaliação sincera sobre a carreira do australiano ao ser questionado sobre uma possível colaboração futura.

Embora reconheça que Elordi está “sem dúvida” no caminho para se tornar uma grande estrela, Almodóvar admitiu incerteza sobre como defini-lo:

“Tenho me perguntado se ele é apenas um símbolo sexual ou um ator respeitado”, afirmou, pontuando que precisaria vê-lo em um papel mais exigente para chegar a uma conclusão.

O diretor também criticou escolhas recentes do ator, como as novas versões deO Morro dos Ventos Uivantes, o qual classificou como “muito ruim”, embora tenha isentado Elordi e Margot Robbie de culpa, e ‘Frankenstein’, de Guillermo del Toro.

Para Almodóvar, tais projetos limitam o potencial interpretativo por focarem excessivamente no estilo visual e na presença física.

“Precisamos vê-lo em um papel que exija mais dele”, concluiu.

O Morro Dos Ventos Uivantes 1 Scaled

O Morro dos Ventos Uivantes’ está disponível no Apple TV+

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Emerald Fennell, vencedora do Oscar de Melhor Roteiro Original por ‘Bela Vingança‘, é responsável pela direção.

Baseado no romance clássico de Emily Brontë, o longa acompanha o Sr. Earnshaw, que encontra um órfão nas ruas e decide adotá-lo, levando-o para o sombriamente isolado Morro dos Ventos Uivantes, onde vive com sua família. O órfão recebe o nome de Heathcliff, e enquanto ele é bem recebido por Catherine, a filha do senhor Earnshaw, seu irmão mais velho, Hindley, sente ciúmes e desprezo, e faz de tudo para humilhá-lo.

À medida que crescem, nasce uma paixão avassaladora entre Catherine e Heathcliff, o que só alimenta o ódio de Hindley. Após a morte do pai, a família entra em uma profunda crise financeira, e Catherine sente-se pressionada a se casar com Edgar Linton, um homem rico, para manter sua posição social. Heathcliff não aceita o casamento e, devido ao seu amor obsessivo, decide partir com a intenção de voltar para se vingar de todos.

O Morro Dos Ventos Uivantes Poster

‘The Pitt’: Criador alerta que Dr. Robby ainda não atingiu o fundo do poço

R. Scott Gemmill, criador, roteirista e produtor executivo do drama médico The Pitt, trouxe revelações sombrias sobre o futuro do Dr. Robby (Noah Wyle). Apesar das provações enfrentadas nas duas primeiras temporadas, o produtor afirma que o protagonista ainda tem um caminho árduo, e potencialmente perigoso, pela frente.

“Acho que ele ainda não chegou ao fundo do poço. Ele certamente teve alguns tropeços. Robby ainda tem um longo caminho a percorrer para se curar, e ele nem sequer começou o sabático, que é uma faca de dois gumes. Pode ser muito bom para ele ir embora, mas acho que ele está um pouco suicida, e isso preocupa muita gente. Mas ele também é um homem adulto, e só podemos fazer até certo ponto. Então, a grande questão no final é: ele vai sair, e se for, vai voltar?”, revelou Gemmill, conforme o Deadline.

O produtor explicou que a introdução da personagem Al-Hashimi foi estratégica para expor a resistência de Robby a mudanças e sua dificuldade em lidar com o próprio trauma.

“Uma foi mostrar a alguém que quer fazer as coisas um pouco diferente, e o quanto ele reluta em mudar. Mas também, o Robby está tendo dificuldades. Ele teve seu grande colapso no ano passado, e ainda está se recuperando disso, especialmente porque não está realmente fazendo o trabalho que precisa”, explicou.

Por fim, ele concluiu: “Robby não está recebendo a ajuda que precisa. Ele é muito bom em tratar outras pessoas. Ele é muito bom com pacientes, mas também é um paciente terrível. Ele não segue seus próprios conselhos. E a forma como ele trata as pessoas ao longo do dia vai piorando cada vez mais, porque ele está ficando muito irritadiço, e é tudo auto-ódio, mais do que qualquer outra coisa. Mas é para mostrar que ele não é o Robby normal que conhecemos e amamos, que há algo acontecendo que é um pouco perturbador”.

Actor Awards 2026 | ‘The Pitt’ leva a estatueta de Melhor Elenco em Série de Drama

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Criada por R. Scott Gemmill (veterano de ER), The Pitt conquistou o público pela sua abordagem crua e realista do sistema de saúde. A série acompanha um grupo multidisciplinar no Centro Médico de Trauma de Pittsburgh ao longo de plantões únicos e exaustivos.

Enquanto a primeira temporada focou na resposta imediata a um tiroteio em massa durante um festival de música, a segunda temporada elevou a tensão ao situar sua narrativa durante o movimentado e caótico fim de semana do Dia da Independência dos EUA (4 de julho).

O elenco estelar é liderado por Noah Wyle (‘ER’, ‘Falling Skies’), que também atua como produtor executivo. Ele divide a tela com nomes como Patrick Ball, Katherine LaNasa, Fiona Dourif, Isa Briones e Sepideh Moafi. A produção executiva conta ainda com a experiência de John Wells, responsável por sucessos como Shameless e The West Wing’.

The Pitt’ está disponível no catálogo da HBO Max.

The Pitt Poster

Crítica | Com referências a Britney Spears, Demi Lovato celebra o dance-pop com a inédita “Low Rise Jeans”

Woman with long black hair looks over her shoulder, wearing a pink top and a beaded necklace against a gray background.

Demi Lovato tem tido uma carreira bem interessante no cenário do entretenimento, principalmente no tocante a seu trabalho como musicista. Tendo feito estreia em meio ao considerável estrelato conquistado por seu tempo no Disney Channel, Lovato acabou as incursões teen pop e pop-rock do mainstream da década de 2000, fazendo uma gradativa passagem para uma identidade mais amadurecida com Confident e Tell Me You Love Me, até promover um retorno às suas raízes com o subestimado Holy Fvck.

No ano passado, a indicada ao Grammy fez um glorioso retorno à indústria com o lançamento de um de seus melhores álbuns, o vibrante e despojado ‘It’s Not That Deep’, que se afastou da produção anterior ao apostar fichas no narcótico universo do dance-pop e nos rendendo faixas incríveis e que uniram passado e presente em um mesmo lugar: rendendo-se à nostalgia e às homenagens que incontáveis artistas prestam para as décadas de 70, 80 e 90 da música norte-americana (com a explosão inenarrável do disco, do synth e do house), tracks como “Kiss” e “Here All Night” nos levaram a uma viagem no tempo e nos trouxeram um lembrete da inegável potência artística da cantora e compositora.

Agora, Lovato está de volta com mais um capítulo dessa memorável era com o anúncio da versão deluxe ‘It’s Not That Deep (Unless You Want It To Be)’, cujo lançamento está agendado para o dia 24 de abril – e que já conta com um sólido lead single que presta homenagens às grandes lendas da música pop sem deixar de lado os conhecidos maneirismos da artista. Intitulada “Low Rise Jeans”, a faixa promocional traz Demi adotando uma persona poderosa e sensual que nos envolve em uma inebriante jornada vocal e dançante de três minutos e meio – e que consagra mais uma forte entrada de sua discografia.

Logo de cara, somos engolfados em uma emulação gritante do icônico álbum ‘Blackout’, de Britney Spears, que discorre em instrumentais mais sombrios e atmosféricos que incluem a urgência dos sintetizadores, as batidas contínuas da bateria eletrônica e uma inclinação indesculpável a “Get Naked (I Got a Plan)”. Conforme nos leva nesse túnel do tempo, Lovato embarca em um crescendo bastante pragmático dentro do escopo pop, mas que não tem qualquer pretensão de oferecer algo inovador, e sim focar num hedonista escapismo cuja narrativa ganha força em meio à tensão sexual entre dois amantes.

Zhone, colaborador de longa data de Demi, fica responsável pela pulsante produção, apropriando-se do conhecido trabalho de nomes como Max Martin e Danja para exaltar o fascinante cosmos do dance-pop, do avant-disco e do EDM, acrescentando algumas pitadas de R&B que ecoam na quase imperceptível presença do baixo. E, funcionando como plataforma para a rendição da performer, os arranjos transformam-se em personagens ativos dessa instigante aventura.

Lovato ganhou fama ao participar da mini-franquia ‘Camp Rock’ e a série ‘Sunny Entre Estrelas’, ambas produções originais do Disney Channel. Sua estreia solo no mundo da música se deu com ‘Don’t Forget’, que ajudou em seu caminho ao estrelato.

Em 2018, teve um lapso após seis anos de sobriedade e sofreu uma overdose em virtude de opioides, motivo pelo qual lançou a canção “Sober”, pedindo desculpas aos fãs pela “fraqueza”. Após entrar em uma clínica de reabilitação, agradeceu o apoio dos fãs e comentou que contaria ao mundo pelo que passou quando estivesse bem, criticando aqueles que criavam histórias fantasiosas sobre sua vida.

Vendendo mais de 25 milhões de records apenas nos Estados Unidos, seus principais prêmios incluem um VMA, 14 Teen Choice Awards, cinco People’s Choice Awards, uma entrada no Livro dos Recordes e outra na listagem anual do Time 100 como uma das personalidades mais influentes de 2017. Lovato também levanta bandeira de inúmeras causas sociais, incluindo a luta pela igualdade da comunidade LGBTQ+ e discussões sobre saúde mental.

‘Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada’ ganha data de estreia na Paramount+; Confira o trailer DUBLADO!

SpongeBob and Patrick lean on a green railing, wearing pirate hats with a skull emblem, aboard a colorful ship.

A Paramount+ finalmente anunciou quando a animação ‘Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada‘ será lançada em seu catálogo brasileiro.

O longa chegará ao serviço de streaming no dia 11 de maio.

Com 79% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, a produção arrecadou mais de US$ 160 milhões nas bilheterias mundiais.

Crítica | Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada – Novo Filme da Franquia Começa Bem, mas Perde Fôlego

Na trama, Bob e Patrick mergulham no desconhecido para enfrentar o terrível Holandês Voador. O objetivo? Provar ao Sr. Sirigueijo que a coragem mora dentro de uma calça quadrada.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Dirigido por Derek Drymon (‘Hotel Transilvânia 4: Transformonstrão’), o longa é baseado na clássica série animada da Nickelodeon.

A produção conta com as vozes de Tom Kenny, Clancy Brown, Rodger Bumpass, Bill Fagerbakke, Carolyn Lawrence, Mr. Lawrence e Mark Hamill.

Vale lembrar que os três primeiros filmes estão disponíveis na Paramount+.

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John Krasinski enfrenta inimigo mortal no trailer LEGENDADO de ‘Jack Ryan: Guerra Fantasma’; Confira!

Tense street chase with three adults fleeing; center man points a pistol while a woman and another man back him as they run down a city street far from danger.

Prime Video divulgou o trailer legendado de ‘Jack Ryan: Guerra Fantasma‘ (Jack Ryan: Ghost War), thriller de ação político que funciona como extensão da elogiada série estrelada por John Krasinski.

O filme (o sexto da franquia completa e o terceiro reboot) chega à plataforma de streaming em 20 de maio.

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O longa é dirigido por Andrew Bernstein, com roteiro coassinado por Krasinski e Aaron Rabin.

Na trama…

Jack se reúne com o experiente agente da CIA Mike November (Michael Kelly) e o ex-chefe da CIA James Greer (Wendell Pierce). A experiência combinada deles é a única vantagem que possuem contra um inimigo que conhece cada um de seus movimentos. Apoiados por uma nova e improvável parceira – a perspicaz agente do MI6 Emma Marlowe (Sienna Miller) – Jack e a equipe navegam por uma teia traiçoeira de traições, confrontando um passado que acreditavam estar esquecido há muito tempo.

O elenco ainda conta com Betty GabrielMckenna BridgerMax BeesleyDouglas HodgeJJ Field.

Jack Ryan: Ghost War’ e a série original são baseados na saga literária best-seller de Tom Clancy.

‘Avatar: A Lenda de Aang’: Paramount inicia investigação sobre vazamento do filme

A Paramount Global anunciou a abertura de uma investigação minuciosa para identificar a origem do vazamento do aguardado filme de animação da franquia Avatar: A Lenda de Aang. A produção, que dá sequência à jornada de Aang após os eventos da série original, foi publicada ilegalmente na íntegra nas redes sociais no último final de semana.

De acordo com a Variety, fontes familiarizadas com o caso indicam que, até o momento, a empresa concluiu que o incidente não teve origem interna nos sistemas do estúdio.

O vazamento ocorreu inicialmente na plataforma X (antigo Twitter). A conta responsável pelas primeiras publicações, sob o nome “ImStillDissin”, alegou que o material teria sido enviado por um erro da Nickelodeon: “Alguém da Nickelodeon acidentalmente me enviou por e-mail o filme inteiro de Avatar Aang”.

Entretanto, investigadores próximos ao caso reiteram que a falha não possui relação com a infraestrutura digital da Paramount ou de suas subsidiárias.

O estúdio de animação Flying Bark, parceiro na produção, também se manifestou oficialmente, negando qualquer envolvimento na brecha de segurança:

“Foi devastador ver imagens de Avatar: A Lenda de Aang vazarem online. Esse vazamento não se originou na Flying Bark”, afirmou o porta-voz. “Nosso estúdio teve orgulho de participar da produção até o fim e reconhecemos os cineastas, elenco, artistas e animadores que trabalharam incansavelmente para criar este filme cuidadosamente elaborado”.

Diretora de ‘Avatar: A Lenda de Aang’ defende exibição nos cinemas; “O filme é incrível!”

Avatar A Lenda De Aang 1

Embora a pirataria seja um desafio recorrente na indústria, o vazamento de uma obra completa meses antes da estreia é considerado um evento extremamente raro e grave. Artistas envolvidos no projeto expressaram profunda frustração nas redes sociais.

A animadora Julia Schoel utilizou suas redes sociais para condenar duramente o vazamento e lamentar a forma como o projeto foi exposto. Para ela, o ato ignora anos de dedicação da equipe técnica:

“Trabalhamos no filme do Aang por anos com a expectativa de celebrar todo o nosso esforço nos cinemas… só para ver pessoas vazarem o filme sem cerimônia e compartilharem nossas cenas no Twitter como se fossem doces”, desabafou Schoel.

A artista também rebateu as justificativas de parte do público, que utilizou a decisão da Paramount de lançar o filme diretamente no streaming como pretexto para a pirataria:

“Não gosto de ver pessoas usando a péssima decisão da Paramount de retirar o filme dos cinemas para justificar o vazamento. Eu entendo totalmente quem não quer pagar ou apoiar o Paramount+, mas piratear o filme após o lançamento ao menos teria sido melhor do que isso. Isso é extremamente desrespeitoso com todo o trabalho duro que os artistas colocaram no projeto”, acrescentou.

O animador Tom Barkel, que também integrou a equipe do longa, reforçou o coro de insatisfação, destacando o impacto econômico e profissional que tais incidentes causam na indústria:

“Também trabalhei neste filme como artista. Tenho um orgulho enorme dele. Entendo os fãs que consomem vazamentos depois que eles já estão por aí, eu realmente entendo. O problema é o lançamento, aquele pelo qual todos nós trabalhamos durante anos, sendo prejudicado tanto pela Paramount quanto pelos próprios vazamentos. Poderia ter sido um momento para todos os fãs, mas o tapete foi puxado e agora há uma divisão sobre assistir ou esperar”, afirmou.

Barkel ainda alertou para as consequências a longo prazo para os trabalhadores do setor:

“Para aqueles que dizem: ‘quem se importa, os artistas já foram pagos’, a verdade incômoda é que, ao não apoiar o lançamento oficial, você acaba prejudicando quem depende disso para trabalhar. Isso coloca em risco trabalhos futuros para artistas em uma indústria cada vez mais hostil. Por favor, não simplifiquem a situação. Dito isso, o filme em si é uma bela realização artística. Tenho muito orgulho de ter participado. Se você consumir e gostar, apoie para que mais arte possa ser feita!”, destacou.

Em uma tentativa de conter os danos, a Paramount Pictures iniciou uma operação para derrubar os links e vídeos que circulam na internet, embora o conteúdo continue a ser replicado em diversas plataformas.

Situado cronologicamente anos após o fim de ‘A Lenda de Aang’ e antes deA Lenda de Korra, o filme explora a fase adulta do Time Avatar original. Na trama, Aang descobre um poder ancestral capaz de salvar sua cultura da extinção, precisando protegê-lo de forças que ameaçam a paz mundial.

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Avatar: A Lenda de Aang’ estreia dia 09 de outubro de 2026 no Paramount+

“Avatar Aang descobre um poder ancestral que pode salvar sua cultura da extinção. Com a ajuda de seus amigos, ele embarca em uma jornada global para encontrá-lo antes que caia em mãos erradas e ameace destruir a paz pela qual eles sacrificaram tudo”, diz a sinopse.

Lauren Montgomery, Steve Ahn e William Mata, assumem a direção.

Eric NamDave BautistaSteven YeunKe Huy QuanTaika WaititiGeraldine ViswanathanFreida Pinto estrelam o longa.

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Crítica | Angelina Jolie entrega uma performance arrebatadora no frustrante drama ‘Vidas Entrelaçadas’

Woman with long blonde hair wearing a black coat, standing near a railing inside a modern building with stairs in the background, looking to the left.

Alice Winocour começou sua carreira no início do século XXI, mas ganhou proeminência no circuito cinematográfica após sua estreia oficial com o longa-metragem ‘Augustine’, em 2012, que lhe garantiu atenção imediata após a exibição do projeto no Festival de Cannes. Indicada a diversos prêmios, Winocour se tornou um nome bastante falado no escopo independente da sétima arte por seus profundos estudos de personagens, atrelados a temas psicológicos e emocionais que apareceriam em outras incursões – como ‘Disorder’, ‘Proxima’ e ‘Revoir Paris’. Agora, a realizadora está de volta com o lançamento de Vidas Entrelaçadas, um drama tripartido que, apesar de contar com atuações irretocáveis, não consegue exatamente mostrar o que quer dizer.

Como mencionado, a história divide-se em três partes que pertencem a um mesmo cosmos – o vibrante e controverso universo da moda. O primeiro núcleo nos apresenta à vencedora do Oscar Angelina Jolie, recém-saída de seu aclamado trabalho na cinebiografia de Maria Callas, como Maxine Walker – uma diretora e roteirista que viaja para a capital francesa para a Fashion Week de Paris, aceitando a tarefa de dirigir um curta-metragem para o evento enquanto lida com o crescente afastamento de sua filha adolescente, que não a vê há semanas e que parece mais um encaixe na agenda da mãe do que um membro de sua família.

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O segundo é centrado em Ada (Anyier Anei), uma jovem sul-sudanesa que é selecionada como modelo da Fashion Week e como protagonista do curta de Alice. Ada, sentindo-se deslocada no traiçoeiro mundo dos desfiles, não tem certeza se irá seguir nessa carreira, visto que começou seu curso para se tornar farmacêutica e, na verdade, viajou escondida do pai (que não aprovava seu apreço pelo mundo fashion) para poder participar do evento. O terceiro se fecha na maquiadora profissional Angèle (Ella Rumpf), que acompanha os ensaios de Ada e a produção de Alice à medida que se vê em um dilema existencialista sobre seu desejo entorpecente de se tornar uma escritora bem-sucedida.

O título do filme justifica-se pelo fato das três personagens colidirem em meio a problemas internos que, de certa maneira, refletem umas nas outras – mas a ideia do projeto nunca se concretiza como deveria ao centrar-se majoritariamente no dramático e quase novelesco arco de Alice. Ela não apenas deseja reconstruir os frágeis laços com a filha, mas percebe que talvez não tenha muito tempo quando é diagnosticada com câncer de mama e precisa começar o tratamento imediatamente, forçando-se a deixar de lado uma carreira que apenas começou. É claro que essas conjecturas e reflexões aparecem para as outras personagens, mas há uma predileção bem clara de quem é a verdadeira protagonista da história.

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Vidas Entrelaçadas explora território conhecido ao trazer elementos novelescos para compor os belíssimos quadros de uma Paris que não costumamos ver nos cinemas – apoiando-se em um lado mais melancólico, real e que singra entre a tangibilidade e o abstrato à medida que o cenário não apenas se transmuta para acompanhar as personagens, mas as engolfa em um labirinto interminável. Cada uma é colocada à prova de sua maneira, reunindo-se em um ponto em comum que prenuncia a continuidade ou o término de suas respectivas jornadas.

Jolie entrega uma das melhores performances de sua carreira, mergulhando de corpo e alma na intrincada complexidade de Alice, que, sem sombra de dúvida, é o elemento de maior sucesso do projeto. Aqui, ela pega páginas emprestadas de seu trabalho em ‘MARIA’ e expande a fantasmagórica presença da cantora de ópera para o leniente entendimento do que o diagnóstico significa para Alice e para as ambições que tinha. Algo similar acontece com a presença de Anei e Rumpf como Ada e Angèle, ambas navegando por tortuosos caminhos e que, ao lado de Alice, desenvolvem uma espécie de desprezo inconsciente por tudo que as cerca.

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Winocour faz um sólido trabalho estético, mas se deixa levar tão mais pela preocupação estilística que se esquece do conteúdo de sua análise psicossocial. Em meio a longos takes e a escolhas de lentes que isolam as protagonistas em seus respectivos núcleos – além da letárgica fotografia assinada por André Chemetoff e a melodramática trilha sonora de Filip Leyman e Anna Von Hausswolff. E, enquanto a composição imagética dá indícios de poderosos tours-de-force que servem como “provas de fogo” para as personagens, Winocour promove uma metáfora paralela que envolve a produção de um vestido de alta-costura que é tão especulativa que não encontra o sentido que deveria.

Eventualmente, Vidas Entrelaçadas é um filme que poderia ser muito maior do que é se acreditasse com firmeza no conceito inicial da história – que é, neste caso, mostrar como pessoas muito diferentes e cada qual em sua trajetória se cruzam em inesperadas intersecções do cotidiano. Enquanto as potentes atuações são o suficiente para nos engajar nessa breve produção, não podemos deixar de sentir um gostinho agridoce de frustração quando o pleno potencial do projeto não é esquadrinhado como deveria.

‘Law & Order: SVU’: Veterano drama policial é renovado para 28ª temporada

O veterano drama policial Law & Order: SVU, estrelado por Mariska Hargitay, acaba de expandir seu reinado na televisão americana. Oficialmente renovada para sua 28ª temporada, a produção consolida-se como a série de drama mais longa da história da TV aberta dos EUA.

De acordo com o Deadline, a NBC garantiu a continuidade da obra da Wolf Entertainment e Universal Television, com estreia prevista ainda para este ano.

Sob o comando de Michele Fazekas, que fez história na temporada passada como a primeira showrunner mulher da franquia, a série mantém um desempenho comercial impressionante: É o drama nº 1 da NBC entre adultos de 18 a 49 anos no consumo multiplataforma.

Após 27 temporadas, a série ainda mantém um orçamento estimado entre US$ 5 e US$ 6 milhões por episódio, fator que ajuda a sustentar sua longevidade.

Enquanto o futuro de Olivia Benson está garantido, a série original ‘Law & Order’ (atualmente em sua 25ª temporada) ainda aguarda uma definição. A NBC deve avaliar o título em conjunto com novas apostas como ‘The Hunting Party e Mentes Extraordinárias, além de cinco pilotos inéditos.

As decisões finais serão anunciadas em maio, durante a apresentação da grade de programação para 2026-27.

Mariska Hargitay revela que fez testes para ‘Friends’ antes de se tornar Olivia Benson em ‘Law & Order: SVU’

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Law & Order: SVU’ está disponível na Netflix. 

“Os detetives que fazem parte da Unidade de Vítimas Especias (SVU) do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) investigam crimes de natureza sexual. Enquanto o foco das outras séries do “Law & Order” lidam principalmente com casos de assassinato, os detetives da SVU cuidam mais de crimes como estupros, em que as vítimas sobrevivem e ajudam as autoridades na investigação. A série apresenta um elenco de atores veteranos, como Mariska Hargitay, Richard Belzer, Dann Florek e, depois da primeira temporada, o rapper Ice-T”, diz a sinopse.

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‘Stranger Things’: Gaten Matarazzo comenta sobre o destino de Eleven

O jovem ator Gaten Matarazzo, eternizado como Dustin Henderson em Stranger Things, refletiu recentemente sobre o final da série de sucesso e comentou um dos maiores debates deixados pela produção: afinal, Eleven está viva ou morta?

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Matarazzo comentou como acredita que seu personagem interpretaria a situação:

“Inicialmente, pensei: vou continuar me esquivando da resposta. Mas então todo mundo começou a dizer o que achava, então talvez eu faça o mesmo. Só que seria meio decepcionante entrar nessa onda e dizer que também acho que ela está morta. Eu definitivamente acredito que Dustin pensa que ela está morta. Ele é um cara tão pragmático e científico, que olha para todas as evidências diante dele, e não acho que ele realmente acreditaria nisso da mesma forma que um otimista como Mike acreditaria. Mas, pelo amigo dele, provavelmente sempre dirá que acredita que ela está viva”, explicou.

Sobre sua opinião pessoal, o ator preferiu a neutralidade: “Quanto a mim, vou apenas dizer que não sei. Acho que ela estaria morta, mas também consigo imaginar um cenário em que Matt e Ross mudem tudo em algum momento. Acho que essa é meio que a intenção deles. Então, por enquanto, minha resposta é: ‘não sei'”.

No final da série, Eleven permanece no Mundo Invertido e, aparentemente, morre após a explosão das bombas que eliminam a Matéria Estranha, destruindo a dimensão. Contudo, após o evento, Mike desenvolve uma teoria de que Eleven teria solicitado a ajuda de sua irmã, Eight (Kali), para forjar a própria morte e conseguir fugir.

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Astro de ‘Stranger Things’ DETONA o desfecho da série: “Não gostei”

Anteriormente, os produtores Matt e Ross Duffer também abordaram o desfecho da icônica personagem. Conforme relatado pelo SFFGazette, os irmãos evitaram uma confirmação explícita, mas detalharam a motivação por trás da escolha narrativa.

“O que queríamos fazer era confrontar a realidade da situação dela depois de tudo isso e como ela poderia viver uma vida normal. Essas são as perguntas que levantamos nesta temporada e que Hopper simplesmente não quer nem pensar ou falar. Mike fala muito sobre isso, mas é uma versão meio fantasiosa que nunca funcionaria”, explicou Matt Duffer.

Ross complementou afirmando que nunca houve uma versão do roteiro em que Eleven simplesmente terminasse feliz com o grupo: “Para nós e para os roteiristas, não queríamos tirar os poderes dela. Eleven representa a magia, e a magia da infância. Para que os personagens seguissem em frente e a história de Hawkins e do Mundo Invertido chegasse ao fim, ela precisava se afastar”.

Para os criadores, a incerteza é o que torna o encerramento poético. A crença em um final feliz, mesmo sem provas, simboliza o amadurecimento dos personagens.

“Se Eleven ainda estiver por aí, o máximo que eles podem fazer é acreditar nisso, porque não podem ter contato com ela. Tudo desmoronaria se fosse diferente. Essa é a melhor maneira de mantê-la viva, e de mostrar Mike e os outros encontrando uma forma de seguir em frente”, concluiu Matt.

Originalmente, ‘Stranger Things’ teria um final DIFERENTE para Eleven, Hopper e os outros; Entenda!

Stranger Things’ está disponível na Netflix.

‘Stranger Things’: Criador faz apelo para que fãs desliguem as “configurações lixo” da TV antes de assistirem à série

Os novos episódios se passam no outono de 1987. Hawkins segue abalada pela abertura dos portais, e nossos heróis se unem pelo mesmo objetivo: encontrar e matar Vecna (Jamie Campbell Bower). Mas ele desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro. Para complicar tudo, o governo colocou a cidade sob quarentena militar e intensificou a caça à Onze (Millie Bobby Brown), que precisou se esconder novamente. Conforme o aniversário do desaparecimento de Will (Noah Schnapp) se aproxima, uma ameaça familiar volta à tona. A batalha final se aproxima e, com ela, uma escuridão ainda mais poderosa e mortal. Para acabar com esse pesadelo, todo o grupo precisará se unir de novo pela última vez.

O elenco estelar conta com Millie Wolfhard, Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Caleb McLaughlin, Gaten MatarazzoSadie Sink, Joe Keery, Maya Hawke, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Jamie Campbell Bower, Brett Gelman, David Harbour e Winona Ryder.

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Jessie Ware está de volta com o álbum de inéditas ‘Superbloom’; Ouça!

A aclamada cantora e compositora britânica Jessie Ware lançou hoje (17) seu aguardado sexto álbum de estúdio, Superbloom.

O compilado de originais já está disponível nas principais plataformas ao redor do mundo e conta com os singles “I Could Get Used to This”“Ride”“Automatic”, além de outras dez faixas.

Vale lembrar que, para promover o disco, Ware irá embarcar na The Superbloom Tour, com início marcado para 6 de outubro em Toronto, no Canadá, estendendo-se até 6 de dezembro em Manchester, no Reino Unido.

Relembre a tracklist completa:

1. “The Garden Prelude”
2. “I Could Get Used to This”
3. “Superbloom
4. “Automatic”
5. “Chariots of Love Interlude”
6. “Sauna”
7. “Mr. Valentine”
8. “Love You For”
9. “Ride”
10. “Don’t You Know Who I Am?”
11. “16 Summers”
12. “No Consequences”
13. “Mon Amour”

A artista britânica fez sua estreia oficial no mundo da música em 2012, com o lançamento do disco Devotion. Em 2020, ela ganhou o mundo com ‘What’s Your Pleasure’, que se tornou um sucesso tanto crítico e comercial – aparecendo em nossa lista de Melhores Álbuns de 2020Melhores Álbuns do Século XXI. A faixa titular, por sua vez, apareceu na nossa lista de Melhores Músicas Internacionais Femininas do Século.

Seu álbum mais recente, ‘That! Feels Good!’, contou com singles como “Free Yourself”“Pearls”“Freak Me Now”, e alcançou sucesso similar ao redor do planeta – além de ocupar o primeiro lugar da nossa lista de Melhores Álbuns de 2023.

Em sua carreira, Ware foi indicada a diversos prêmios, incluindo seis BRIT Awards.

‘American Horror Story’: Joey Pollari, ator de ‘American Crime’, é escalado para a 13ª temporada

A man sits indoors by a window with green plants, hands clasped in front, looking thoughtful or pensive.

O ator Joey Pollari, conhecido por seu trabalho em American Crime, foi confirmado na 13ª temporada de American Horror Story, a aclamada antologia de terror da FX criada por Ryan Murphy e Brad Falchuk. Com a produção do novo ano já em andamento, Pollari se junta a um elenco estelar.

De acordo com o Deadline, ele atuará ao lado de veteranos e grandes nomes da franquia, como Ariana Grande, Sarah Paulson, Evan Peters, Angela Bassett, Kathy Bates, Jessica Lange, Emma Roberts, Billie Lourd, Gabourey Sidibe e Leslie Grossman. Assim como muitos de seus colegas de cena, Pollari já colaborou anteriormente com Murphy em outros projetos.

Embora os detalhes sobre a trama e o personagem de Pollari permaneçam sob sigilo, sabe-se que a nova temporada trará o retorno de figuras icônicas. A produção confirmou a volta das bruxas de Coven, com Emma Roberts reprisando seu papel como Madison Montgomery e Gabourey Sidibe retornando como Queenie.

A última aparição das bruxas ocorreu na oitava temporada (‘Apocalypse’), onde enfrentaram a ameaça do Anticristo, personagem cuja origem remonta à primeira temporada da série, ‘Murder House’. Como uma antologia, American Horror Story explora histórias diferentes a cada ano, mas frequentemente utiliza crossovers e participações especiais para interligar seu universo.

Thor enfrenta o Doutor DESTINO no trailer do novo ‘Vingadores’; Confira a descrição! #CinemaCon 2026

O primeiro trailer do aguardado ‘Vingadores: Doutor Destino‘ foi exibido com exclusividade durante o painel da Disney no CinemaCon 2026.

Narrado pelo Thor, o vídeo destaca a tensão do que parece ser o inimigo mais difícil já enfrentado pela icônica equipe de super-heróis – o Doutor Destino (Robert Downey Jr.).

Confira a descrição e siga o CinePOP no Youtube:

O trailer começa com o Professor Xavier observando uma fenda de energia de dentro da Mansão X, estabelecendo um clima de destruição e urgência. Cortes rápidos mostram a presença ameaçadora do Doutor Destino, intercalados com imagens da Torre dos Vingadores e sinais de um mundo à beira do colapso.

Em seguida, vemos Robert Downey Jr. sem máscara como Victor Von Doom falando com seu sotaque latveriano. Após o logotipo do estúdio, algumas alianças são forjadas; O Quarteto Fantástico e os Vingadores, liderados por Sam Wilson; e o Coisa com o povo de Wakanda.

O vídeo, então, destaca cenas eletrizantes de lutas, como o Shang-Chi contra o Gambit e o Thor contra o Doutor Destino. Na cena final, Thor se reúne com o Steve Rogers, que retorna como o Capitão América – empunhando o Mjolnir.

Vale lembrar que o filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 17 de dezembro de 2026, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

Já a sequência, Vingadores: Guerras Secretas, está programada para chegar às telonas exatamente um ano depois, em 17 de dezembro de 2027.

Além de Robert Downey Jr. como Victor Von Doom/Doutor Destino, o elenco de ‘Vingadores: Doutor Destino‘ contará com Tom Hiddleston (Loki), Anthony Mackie (Capitão América), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Letitia Wright (Pantera Negra), Wyatt Russell (Agente Americano) Simu Liu (Shang-Chi), Florence Pugh (Yelena Belova), Danny Ramirez (Falcão), Winston Duke (M’Baku), Vanessa Kirby ( Mulher Invisível), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Joseph Quinn (Tocha Humana), Lewis Pullman (Bob), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma), Patrick Stewart (Professor Xavier), Alan Cumming (Noturno), Ian McKellen (Magneto), Rebecca Romijn (Mística), James Marsden (Ciclope), Kelsey Grammer (Fera), Channing Tatum (Gambit), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Hemsworth (Thor) e Pedro Pascal (Sr. Fantástico).

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Crítica | Olivia Rodrigo dá início a uma ambiciosa nova era com o irretocável single “drop dead”

Olivia Rodrigo começou sua carreira como atriz no Disney Channel, alcançando fama mundial após integrar o elenco da série inspirada na franquia High School Musical. Depois de deixar o projeto, ela voltou-se para sua carreira como musicista e encontrou sucesso imediato de crítica e de público com a aclamada estreia de SOUR, que lhe rendeu reconhecimento mundial e nada menos que três estatuetas do Grammy Awards. Em 2023, a cantora e compositora retornou com o espetacular GUTS, que entrou para nossa lista de Melhores Álbuns do Ano e que representou não apenas um amadurecimento de sua persona artística, mas uma expansão de um universo recheado de peculiaridades e ótimas histórias sobre os altos e baixos da vida.

Três anos mais tarde, Rodrigo revelou que estava pronta para voltar ao cenário musical com o anúncio de you seem pretty sad for a girl so in love. O álbum marca o terceiro compilado de originais da performer e promete dar continuidade a um invejável crescendo de que vem se valendo desde que roubou os holofotes – e, agora, temos o primeiro gostinho desse novo capítulo. A cantora e compositora lançou hoje (17) o lead single “drop dead”, que dá início à sua nova era da maneira mais vibrante e apaixonante possível – e no que apenas podemos citar como uma das melhores músicas de 2026.

Olivia sempre teve um modo único de se expressar, apoiando-se em estilos que não necessariamente estavam em voga no mainstream para encontrar o jeito certo de se expressar. Em outras palavras, a performer tem uma capacidade inexplicável de encontrar um elo entre a individualidade e a universalidade sob uma ótica intergeracional que reitera o lugar-comum das próprias pessoas – e, com a inédita canção, ela volta a fazer algo similar. Guiada por uma espécie de transe onírico, Rodrigo engendra uma arrebatadora declamação romântica que faz menções a seu relacionamento com o ator Louis Partdrige e que utiliza de uma experiência íntima para narrar algo muito comum.

Assim como o enlace romântico, a música tem uma construção bastante coerente que aposta em um crescendo constante e que acompanha a identidade artística que Olivia já esquadrinhou em seus álbuns anteriores. Aliando-se novamente a Dan Nigro e trazendo Amy Allen como reforço de peso ao single, Rodrigo se apropria das conhecidas notas da guitarra em um apreço celebratório pelo soft-rock e pelo indie-rock (uma marca registrada de sua discografia), que se amalgamam com os irruptivos e propositalmente dissonantes sintetizadores do synth-pop. E, por mais que a arquitetura soe familiar, ela e seus colaboradores conseguem remodelar os arranjos a fim de promover uma continuidade identitária, e não uma reestruturação completa.

“drop dead” nos deixa ainda mais ansiosos para o que um dos principais nomes da atual geração da música tem guardado na manga – mas, mais do que isso, funciona como um lembrete de uma das artistas mais interessantes das últimas décadas. Mantendo-se fiel aos conhecidos maneirismos e análises ácidas sobre o cotidiano que explorou anteriormente, Olivia Rodrigo está de volta com toda força e mostrou, mais uma vez, que veio para ficar.

Lembrando que o álbum tem estreia agendada para o dia 12 de junho nas plataformas de streaming.

Nascida em 2003, Rodrigo teve seu primeiro papel de destaque em ‘Bizaardvark’, série original do Disney Channel, antes de interpretar Nini Salazar-Roberts na série ‘HSM’, do Disney+.

Em 2021, a cantora e compositora fez sua estreia oficial no mundo da música com “drivers license”, que caiu no gosto da crítica e alcançou o primeiro lugar de diversas paradas musicais, incluindo a Billboard Hot 100. Com SOUR, seu álbum début, Rodrigo conquistou os prêmios de Melhor Álbum Pop Vocal por SOUR, Artista Revelação e Melhor Performance Pop Solo.

Em 2023, Rodrigo voltou a ganhar atenção da crítica e do público com o ovacionado GUTS, que contou com os singles “vampire”“bad idea right”“get him back”, lhe rendendo diversas indicações ao Grammy, incluindo Álbum do Ano.

Crítica | Lana Del Rey toma as rédeas da cinemática “First Light”, música-tema do novo game da saga ‘007’

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A franquia ‘007’ é uma das mais famosas e aclamadas de todos os tempos, tendo se estendido por muitas gerações de galãs que eternizaram a figura do espião mais famoso do mundo, James Bond, nas telonas. Transformando-se em uma franquia multimidiática que inclui a saga literária original assinada por Ian Fleming e adaptações diversas para o mundo dos games, são poucas as pessoas que nunca ouviram falar das perigosas aventuras do agente secreto. E uma boa parte da mitologia construída em cima de Bond faz parte da trilha sonora – que foi imortalizada com faixas impecáveis como “Live or Let Die”, de Paul McCartney, e “Skyfall”, de Adele.

Agora, um novo nome se junta ao seleto grupo de artistas que emprestaram suas vozes para a franquia: a indicada ao Grammy Lana Del Rey. A performer, que fez sua grandiosa estreia no cenário fonográfico com o impecável Born To Die e que deu mais voz ao indie pop na década de 2010, se tornou um dos grandes nomes da indústria com letras pungentes e uma peculiar melancolia que lhe acompanha em todas as suas incursões. Lana já havia demonstrado interesse em cantar uma música-tema dos longas-metragens há bastante tempo – inclusive, em 2015, ela teve a faixa “24” rejeitada pelos produtores de ‘007 contra Spectre’, que escolheram “Writings on the Wall” como carro-chefe do projeto. Por esse motivo, a track integrou seu quarto álbum de estúdio, ‘Honeymoon’.

Mais de uma década depois, ela realiza um de seus maiores sonhos ao ser selecionada como a voz da inédita “First Light”, que anuncia o lançamento do vindouro game ‘007: First Light’. O jogo eletrônico, que chega às plataformas no dia 27 de maio, contará uma história original inspirada nos escritos de Fleming e explorando as origens de Bond, em uma arriscada missão que ele precisa completar para conquistar a licença para matar. Logo, Lana tinha uma missão bastante específica: criar uma canção que corroborasse para essa mítica atmosfera que é culminada de uma lendária saga de espionagem.

Apoiando-se na clássica composição de Monty Norman, que criou o tema principal de ‘007’, a track resgata o classicismo de Bond da melhor maneira possível e expande-se para uma variedade de gêneros conflitantes que singra do baroque pop ao rock sinfônico. Essa inesperada fusão é algo bem comum na discografia de Lana, principalmente se pensarmos em álbuns como Norman Fucking Rockwell!’ e ‘Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd.’ – e, aqui, ela mostra que não perdeu a mão em tais experimentalismos rompantes ao reunir instrumentos como saxofone, bateria, guitarra e piano em um mesmo espectro.

A cantora e compositora também fica responsável pela produção da faixa, com a tripla função dada a David Arnold da mesma maneira. Ambos unem forças para uma intrigante e nostálgica atmosfera que reúne os melhores momentos da franquia, mergulhando de cabeça em uma estrutura cinematográfica crescente e que une tradição e individualidade em um único lugar. Os vocais de Lana combinam com a envolvente angústia que se estende por três minutos e meio, mostrando-se em um ambiente já conhecido e confortável para se divertir e até mesmo arriscar alguns belts no clímax da faixa.

Talvez “First Light” deixe a desejar na conclusão, tomando escolhas um tanto quanto duvidosas e frustrantes; porém, por mais que os segundos finais não sejam do agrado de todos, nada apaga a operística atmosfera que Lana e seus colaboradores constroem com todo o esmero que conseguem.