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‘Barbie’: Alexandra Shipp elogia o público por abraçar a diversidade do filme

O filme da ‘Barbie‘ contou com diversas variações da personagem, como a Barbie escritora, vivida por Alexandra Shipp (‘X-Men: Apocalipse’), contribuindo para a diversidade da trama.

Durante uma entrevista para o The Hollywood Reporter, a estrela comentou o quão grata está por ter participado do filme, dizendo que a resposta positiva dos fãs a inspirou profundamente.

Em sua declaração, Shipp falou da importância da diversidade e como o filme ajudou a ampliar a aceitação do público a personagens de diferentes etnias.

“Acho que o mais importante na Barbie é o que ela representa, e acho que ela representa possibilidades. Fiquei muito inspirada ao ver como o mundo abraçou a ideia de todas as formas multifacetadas pelas quais podemos ser humanos realmente me inspirou.”

Lançado nos cinemas no dia 20 de Julho, ‘Barbie‘ estreia no dia 15 de dezembro no streaming – e, agora, a plataforma de streaming divulgou um novo trailer promocional do longa.

Confira:

Em entrevista ao AP Entertainment, Margot Robbie (‘O Esquadrão Suicida’) comentou sobre a possibilidade de uma sequência.

A atriz confirmou que não há ideias para uma sequência, pois o live-action não foi desenvolvido com a intenção de ganhar continuidade.

“Acredito que introduzimos tudo o que queríamos neste live-action. Não construímos o filme para ser uma trilogia ou algo do tipo. A Greta [Gerwig] realmente colocou tudo o que podia neste filme, então é difícil imaginar o que poderia acontecer em uma sequência.”

Ela completa, “Eu diria que a maior lição que podemos aprender com o sucesso de ‘Barbie’ é que filmes originais pode fazer um grande sucesso. Não é necessário fazer uma sequência ou remake. O filme pode ser totalmente original.”

Sucesso nos cinemas, o live-action de ‘Barbie‘ conseguiu ultrapassar a impressionante marca de US$ 1.4 bilhão nas bilheterias mundiais. Além disso, o longa também fez história ao superar a arrecadação total de ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2‘ (1.34B), tornando-se a maior bilheteria global da história da Warner Bros.

Com o sucesso do filme, a Mattel irá faturar mais de US$ 125 milhões. A empresa, que detém os direitos da boneca lançada no final dos anos 50, contou com uma participação significativa nos lucros da produção. O valor também engloba vendas de brinquedos e outros produtos.

Assista à nossa crítica:

No fabuloso live-action da boneca mais famosa do mundo, acompanhamos o dia a dia em Barbieland – o mundo mágico das Barbies, onde todas as versões da boneca vivem em completa harmonia e suas únicas preocupações são encontrar as melhores roupas para passear com as amigas e curtir intermináveis festas. Porém, uma das bonecas (interpretada por Margot Robbie) começa a perceber que talvez sua vida não seja tão perfeita assim, questionando-se sobre o sentido de sua existência e alarmando suas companheiras. Logo, sua vida no mundo cor-de-rosa começa a mudar e, eventualmente, tem que sair de Barbieland.

Vale lembrar que o live-action é dirigido pela aclamada cineasta Greta Gerwig (‘Lady Bird: A Hora de Voar’).

O elenco também é formado por Ryan Gosling, Kate McKinnon, Will Ferrell, America Ferrera, Issa Rae, Micheal Cera, Hari New, Ncuti Gatwa, Kingsley Ben-AdirAlexandra ShippMarisa Abela.

Greta também assina o roteiro ao lado de seu parceiro Noah Baumbach.

Liga da Justiça | Entenda o Significado do Traje Negro do Superman

Vestuário é um dos mais icônicos dos quadrinhos e está inserido em um contexto muito maior

Com a estreia de LIGA DA JUSTIÇA DE ZACK SNYDER se aproximando, vieram também uma enxurrada de novas imagens que não estavam presentes na versão que foi para os cinemas em 2017 sob a direção de Joss Whedon. Dentre elas aquela que talvez tenha se tornado o símbolo do movimento pela distribuição desse corte de Zack Snyder ainda na época da campanha pelo #Release Snyder Cut: o traje negro.

Desde o momento da morte do Superman ao final de Batman vs Superman: A Origem da Justiça pelas mãos de Doomsday (ou, segundo o filme, uma cópia do Doomsday feita a base dos restos mortais do Zod) ficou evidente que a obra estava adaptando parcialmente o arco da Morte do Superman de 1992; parcialmente pois o cerne da história foi levado ao cinema mas o contexto era muito diferente.

Dessa maneira foi inevitável especular, durante todo o período de produção de Liga da Justiça se o traje negro utilizado pelo Superman após a sua volta dos mortos seria adaptado ou não. Soube-se então que a vestimenta não esteve na versão que foi aos cinemas, porém por meio das redes sociais, Zack Snyder confirmou que o traje estava nos planos e liberou até mesmo uma imagem por volta de 2019. Conforme as campanhas virtuais pela distribuição do corte original se intensificaram, a imagem desse traje se tornou uma representação do filme que o estúdio havia descartado e substituído.

Morte do Superman em “Batman vs Superman” já havia dado a pista do inevitável traje

Mas afinal, o que há de mais nessa roupa? Tudo começa no estágio final da luta entre Superman e Doomsday ao final de A Morte do Superman (ou Superman #75) quando o herói, vendo que o novo inimigo era uma força da natureza tão implacável que nem a Liga da Justiça conseguiu impedir, além de já estar bastante ferido e exausto, decide arriscar um tudo ou nada final utilizando a força bruta contra o Doomsday. 

Ambos os combatentes acabam sucumbindo às extensões dos ferimentos e a queda do Superman é sentida no mundo inteiro. A decisão editorial de matar o herói foi tomada na virada da década de 80 para 90, quando a empresa enfrentava uma crise financeira decorrente do recuo nas vendas de quadrinhos e da liderança alcançada pela Marvel Comics com os sucessos de X-Men #1 e Homem-Aranha.

Necessitando dar a volta por cima, a DC Comics convocou alguns dos seus melhores autores na época para planejar um contra-ataque. No final, acabou decidido que caberia ao Superman (cujas vendas não estavam boas mesmo tendo três revistas diferentes para ele) protagonizar um grande evento que não só abalaria o status da indústria como do mundo real também: um casamento com Lois Lane.

O esperado casamento viria apenas em 1996 com “Superman: The Wedding Album”

Pelo menos, essa era a ideia original; esse tipo de tática narrativa não era uma novidade, em 1987 a Marvel havia publicado The Amazing Spider-Man Annual #21 em que Peter Parker se casa com Mary Jane e um dos mais assistidos programas da época até então era Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman, cujo final previsto era justamente um casamento do casal protagonista.

Tendo que escolher entre esperar a série chegar a tal clímax ou repensar tudo, o resultado foi uma “volta à estaca zero” do planejamento até que um dos membros da equipe criativa, Jerry Ordway (que trabalhou nas revistas do Superman durante a fase John Byrne nos anos 80), sugerisse que o herói fosse morto e isso começou a ser considerado pela equipe, conforme é visto no documentário SupermanDoomsday – Requiem & Rebirth: Lives!

Essa não seria a primeira vez que o personagem morreria, visto que em 1958 houve Superman Vol 1 #118 (também intitulado A Morte do Superman) e em 1986 Alan Moore lançou outro episódio de “morte” do herói com O Que Aconteceu ao Homem de Aço? dentre outras situações. O que foi estabelecido é que essa queda em particular deveria ressaltar a ausência que o personagem deixaria no Universo DC e como ela impactaria todos aqueles que, de uma forma ou de outra, interagiram com o kryptoniano.

Alan Moore já havia brincado com a possibilidade de matar o herói

Logo após a publicação das sete edições envolvendo a luta entre Superman e Doomsday a resposta da mídia foi imediata e o histórico evento não passou despercebido, sendo considerado um dos grandes acontecimentos culturais na década de 90. Foram seis milhões de cópias vendidas e uma posição vantajosa na lista das mais vendidas em 1992.

A questão que precisou ser respondida em seguida foi: como trazer o Superman de volta? Era inconcebível que o personagem ficasse fora de cena para sempre, mas ao mesmo tempo, para que o impacto da sua morte fosse realmente sentido no universo DC e entre os leitores seria preciso dar um tempo para digerir o que aconteceu. O primeiro arco após a morte foi Funeral para um Amigo, que durou de Adventures of Superman #498 até Superman (Volume 2) #83 no qual foi estabelecido o luto pela perda (em momentos muito poderosos envolvendo os Kent e Lois) e o vácuo deixado por ele.

Então veio Retorno do Superman após um período de três meses em que nenhuma nova história envolvendo Clark Kent foi publicada. A mesma equipe criativa novamente se reuniu e decidiu que não o traria de volta de imediato, mas sim apresentaria quatro novos postulantes ao posto de defensores do mundo que representariam o espaço que a morte do Superman deixou enquanto ele não voltasse de fato.

“Funeral para um Amigo” tem momentos emocionalmente poderosos

Eram eles o Erradicador (uma versão violenta do Superman que se adequava à forma como as história eram escritas nos anos 90), Aço (um humano de bom coração que no passado foi salvo pelo Superman e criou uma armadura que replica os poderes do mesmo para lutar contra a criminalidade descontrolada de Metrópolis), Superboy (um clone adolescente de Clark Kent, bastante arrogante e inspirado nas histórias homônimas da década de 50) e Superciborgue (um híbrido orgânico e tecnológico que está disposto a eliminar todos em seu caminho).

Portanto, após ter seu corpo recuperado pelos robôs da Fortaleza da Solidão e então reanimado, Clark precisou usar uma roupa especial (conhecido como traje de recuperação) que aceleraria a absorção da energia solar pelas células de seu corpo. Esse mesmo vestuário é equipado com botas que auxiliam no voo, uma vez que seus poderes não estavam nem perto da potência máxima após a reanimação.

O traje negro facilitou na volta do herói à vida

De um ponto de vista histórico do personagem, algumas variações estéticas do traje negro fizeram outras participações importantes. Uma delas foi na aparição especial do personagem em Batman do Futuro, quando um velho Clark visita Bruce e Terry na Batcaverna; uma mais recente foi na primeira edição solo do personagem na nova linha Rebirth em que o Superman dos Novos 52 havia morrido e outro de uma Terra paralela vem para assumir seu lugar. Ainda mais recentemente ele deu as caras na animação Retorno do Superman que adapta o arco de mesmo nome.

É bem possível que sua presença em LIGA DA JUSTIÇA DE ZACK SNYDER tenha a mesma finalidade originalmente proposta nos quadrinhos mas também pode vir a sofrer modificações. De qualquer forma, o traje negro é um dos mais icônicos de qualquer quadrinho e, desde sua estreia, habita o imaginário dos fãs do azulão como um símbolo de seu renascimento. 

O filme será lançado no Brasil a partir de 18 de março, e estará acessível até 7 de abril como um vídeo premium sob demanda em lojas digitais do país, incluindo Apple TV, Claro, Google Play, Looke, Microsoft, Playstation, Sky, Uol Play, Vivo e WatchBr.

A partir de junho deste ano, LIGA DA JUSTIÇA DE ZACK SNYDER, estará disponível exclusivamente para streaming na HBO Max, após o lançamento da plataforma no país.

‘Waller’: Série com Viola Davis não deve receber novidades tão cedo, indica James Gunn

A aguardada série ‘Waller‘, encomendada para o Capítulo I de “Deuses e Monstros” da DC Studios, parece manter-se envolta em mistério por algum tempo, conforme indicado pelo próprio James Gunn.

Com Viola Davis no papel principal, a série que será transmitida na plataforma Max promete oferecer uma perspectiva solitária da jornada da personagem titular no Universo DC, após diversas aparições em diferentes produções.

Ao questionar Gunn por atualizações sobre a produção, um perfil respondeu: “Não espere por notícias da série até o fim da greve dos roteiristas e atores”. Essa informação foi posteriormente reforçada pelo líder do Universo DC, compartilhada por meio da plataforma Threads.

Anteriormente, James Gunn havia comentado sobre a série:

“Estamos usando os mesmos atores, esta é uma continuação de Peacemaker. Estou trabalhando em Superman, então não podemos fazer a segunda temporada de Peacemaker. Estamos trabalhando em Waller enquanto isso”, disse Gunn.

Christal Henry (Watchmen) está escrevendo o roteiro da série ao lado de Jeremy Carver (criador de Doom Patrol).

Jared Padalecki, de ‘Sobrenatural’, fala sobre possível participação em ‘The Boys’

Jared Padalecki, famoso por interpretar Sam Winchester em ‘Sobrenatural’, revelou em entrevista ao Collider que o criador da série, Eric Kripke, o convidou para participar de The Boys, outra produção de sucesso do mesmo produtor, revelando sua condição para integrar o elenco da série.

Padalecki, agora com 41 anos e três filhos, brincou sobre a necessidade de se preparar fisicamente para um papel na série:

“Sim, ele entrou em contato comigo. E minha resposta para ele 90% das vezes é, ‘Cara, agora tenho 41 anos, com três filhos. Não tenho mais 25 anos e não passo três horas por dia malhando. Eu sei que você vai me fazer ficar nu, então me avise com antecedência. Estou dentro, mas deixe-me contratar um nutricionista e um personal trainer e ficar na câmara hiperbárica por oito meses antes de me fazer aparecer.’ Mas sim, seria obviamente muito divertido ver Kripke novamente e trabalhar nesse show, que é um ótimo programa do qual sou fã”.

Enquanto a participação de Padalecki ainda é incerta, a Prime Video divulgou novos cartazes para promover a 4ª temporada de The Boys, que chega ao catálogo em 13 de junho.

As imagens mostram o Capitão Pátria (Antony Star) e Victoria Neuman (Claudia Doumit) em campanha política para “fazer a América Super de novo”.

A frase é uma referência ao slogan de Donald Trump, que dizia “faça a América Grande de novo.”

Confira:

Através do Instagram, a página oficial da série revelou alguns detalhes bem interessantes sobre os próximos episódios da aclamada adaptação dos quadrinhos de Garth Ennis.

Confira:

Agora que o teaser da 4ª temporada foi lançado, vamos recapitular o que sabemos, certo?

– Capitão Pátria está sendo julgado e tendo aulas de pintura com respingos. Uma dessas afirmações é verdadeira.

– Butcher tem seis meses de vida e ainda sabe que aquele vírus está sendo cozinhado em Godolkin.

– Neuman está mais perto do que nunca de mudar seu título de ‘Congressista’ para ‘VP’.

– Sage e Firecracker são dois dos super-heróis mais perigosos que você já conheceu, e vamos deixar por isso mesmo, por enquanto.

– Profundo não mudou nem um pouco.

– Leitinho ainda é a rocha do time, só que com menos barba.

– De alguma forma, o Black Noir voltou.

Relembre o trailer, junto com os novos cartazes:

‘Kraven, o Caçador’ abre com a PÉSSIMA aprovação de 14% no Rotten Tomatoes; Confira as críticas!

‘Kraven, o Caçador’, o novo filme de super-herói estrelado por Aaron Taylor-Johnson, conquistou uma péssima aprovação no Rotten Tomatoes, com apenas 14% de aprovação na plataforma, baseado em 42 analises.

kraven

A crítica em geral tem sido extremamente negativa, destacando os efeitos visuais fracos, a direção insípida e um roteiro previsível e de baixa qualidade.

Confira e siga o CinePOP no YouTube:

“Não sabemos se Kraven, o Caçador é realmente o último ato do SSMU. Sem dúvida, é um tiro fatal auto-infligido”, disse David Fear do Rolling Stone.

“Aqueles vestígios de um prazer culposo tão ruim que chega a ser bom são um teaser passageiro em um thriller de ação que derrama muito sangue, mas nunca eleva a temperatura ou desperta a empolgação”, disse David Rooney do The Hollywood Reporter.

“Tudo isso parece estar bem distante dos dias de glória de Chandor em Margin Call – O Dia Antes do Fim e Até o Fim. Com exceção de alguns momentos esporádicos, Kraven: O Caçador é uma produção de super-herói sem vida, cansada e sem envolvimento”, disse Ian Freer do Empire Magazine.

“A verdadeira tragédia em torno de Kraven, o Caçador não é que ele prometa um futuro que nunca será, mas sim o fato de que ele poderia ter permitido a si mesmo e ao universo ao qual pertence encerrar com um pouco de dignidade”, disse Bill Bria do TheWrap.

“Chandor e Aaron Taylor-Johnson merecem algo melhor, francamente, mas ambos também leram este roteiro e mesmo assim assinaram. Eles ultrapassam os limites que foram impostos a eles, mas só podem fazer até certo ponto”, disse Rodrigo Perez do The Playlist.

“Como o último filme no Universo dos Vilões do Homem-Aranha da Sony, Kraven, o Caçador não poderia ter encerrado as coisas de uma forma mais patética. Não é como Madame Teia, onde ao menos você pode rir de como é ruim. É apenas uma total perda de tempo”, disse Andrew J. Salazar do Discussing Film.

“Um roteiro desajeitado e congestionado, efeitos visuais confusos e ADR excessivamente óbvio comprometem uma premissa promissora. Não é exagerado o suficiente para se tornar um clássico cult e falta a convicção necessária para levar suas ideias mais ambiciosas até o fim”, disse Lyvie Scott do Inverse.

“Kraven: O Caçador não vai ser o filme de quadrinhos favorito de ninguém. No entanto, o que ele é ainda é respeitável. Não há muito o que reclamar de um filme de ação empolgante com uma premissa absurda e muitos personagens coadjuvantes divertidos”, disse James Preston Poole do But Why Tho? A Geek Community.

‘Kraven, o Caçador’ chega aos cinemas em 13 de dezembro de 2024.

Lembrando que, com poucos dias restantes para o lançamento do filme, a Sony Pictures divulgou os oito primeiros minutos de ‘Kraven, o Caçador’.

Confira:

O elenco também é formado por Ariana DeBoseRussell CroweAlessandro NivolaChristopher AbbottFred HechingerLevi Miller.

J.C. Chandor (‘Operação Fronteira’) é o responsável pela direção.

O roteiro foi escrito por Art Marcum & Matt HollowayRichard Wenk.

kraven o caçador

Disney supostamente REMOVE ator do elenco de ‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’ está se aproximando de sua estreia, e apesar da empolgação dos fãs, a ausência de um ator em particular tem levantado rumores de que ele pode ter sido cortado do filme: John Malkovich.

Inicialmente, especulava-se que Malkovich interpretaria o vilão Fantasma Vermelho, um inimigo clássico da equipe.

No entanto, segundo o ComicBookMovie, rumores atuais apontam que Malkovich pode ter sido completamente cortado do longa. O nome do ator está ausente em uma sinopse divulgada junto ao trailer mais recente, mesmo sendo idêntica à versão anterior, e também não aparece no site oficial da Disney.

Vale destacar que o nome de Malkovich estava presente em alguns dos pôsteres promocionais lançados na época da abertura da pré-venda de ingressos. Contudo, também estavam acontecendo exibições-teste do filme nesse mesmo período.

Malkovich era esperado para ter um papel pequeno (provavelmente no início do filme), então é possível que o Marvel Studios tenha optado por cortar suas cenas caso elas não funcionassem dentro da narrativa.

Lembrando que até o momento a Marvel não se manifestou sobre, e as informações devem ser tratados como rumores.

O filme tem estreia marcada para o dia 25 de julho de 2025, marcando o início da Fase 6 do MCU.

Ambientado em um vibrante mundo retrofuturista inspirado nos anos 1960, ‘O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos‘ apresenta a Primeira Família da Marvel—Reed Richards/Senhor Fantástico (Pedro Pascal), Sue Storm/Mulher Invisível (Vanessa Kirby), Johnny Storm/Tocha Humana (Joseph Quinn) e Ben Grimm/Coisa (Ebon Moss-Bachrach)—enquanto enfrentam seu maior desafio até agora. Forçados a equilibrar seus papéis como heróis e a força dos laços familiares, eles devem defender a Terra de um deus espacial voraz chamado Galactus (Ralph Ineson) e seu enigmático arauto, o Surfista Prateado (Julia Garner). E como se o plano de Galactus para devorar o planeta inteiro e todos nele já não fosse ruim o suficiente, a ameaça se torna ainda mais pessoal.

O longa é dirigido por Matt Shakman.

É do Brasil! ‘Apocalipse nos Trópicos’ é finalista ao Oscar de Melhor Documentário

O cinema brasileiro reafirma sua força na corrida pelo Oscar 2026. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulgou recentemente a lista de semifinalistas e o documentário nacional Apocalipse nos Trópicos, dirigido por Petra Costa, garantiu sua vaga, consolidando-se como um dos favoritos à indicação oficial.

O documentário superou uma concorrência acirrada: 201 documentários eram elegíveis este ano. A seleção foi feita pelos membros do Comitê de Documentários da Academia, que reduziram a lista aos 15 finalistas que seguem na disputa.

O Brasil divide espaço com produções internacionais de peso. Confira os selecionados:

  • ‘The Alabama Solution’
  • ‘Coexistence, My Ass!’
  • ‘Come See Me in the Good Light’
  • ‘Cover-Up’
  • ‘Cutting through Rocks’
  • ‘Folktales’
  • ‘Holding Liat’
  • ‘Mr. Nobody against Putin’
  • ‘Mistress Dispeller’
  • ‘My Undesirable Friends: Part 1 – Last Air in Moscow’
  • ‘The Perfect Neighbor’
  • ‘Seeds’
  • ‘2000 Meters to Andriivka’
  • ‘Yanuni’

Além do sucesso de Petra Costa, o longa ‘O Agente Secreto’, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, também avançou como um dos finalistas ao Oscar.

‘Apocalipse nos Trópicos’: Documentário de Petra Costa conquista 95% de aprovação no Rotten Tomatoes; Confira as críticas!

O documentário está disponível na Netflix.

O documentário tem roteiro de Petra Costa, Nels Bargenther, David Barker e Alessandra Orofino.

“Em Apocalipse nos Trópicos, a cineasta Petra Costa mergulha na interseção alarmante entre religião e política no Brasil. Este documentário revela como o movimento evangélico, com sua ideologia apocalíptica, desempenhou um papel crucial na ascensão de Jair Bolsonaro à presidência e levanta questões sobre a ameaça de uma teocracia nacional”, diz a sinopse.

‘Apocalipse nos Trópicos’: Petra Costa revela origem do documentário sobre a ascensão do cristianismo na política

apocalipse nos tropicos (1)

Fundadores da Aardman Animations recebem título de Cavaleiro

Os lendários fundadores do renomado estúdio Aardman Animations, Peter Lord e David Sproxton, foram oficialmente condecorados com o título de cavaleiro nas tradicionais homenagens de aniversário do Rei Charles III. A prestigiada honraria é concedida anualmente pela monarquia britânica com o objetivo de reconhecer realizações excepcionais e contribuições inestimáveis à sociedade e à cultura do Reino Unido.

De acordo com informações da Variety, com a nova condecoração, os produtores agora passam a ser chamados formalmente de Sir Peter Lord e Sir David Sproxton.

A dupla, que fundou a Aardman em 1972, está entre os 1.182 homenageados anunciados na lista oficial divulgada nesta sexta-feira, que reúne personalidades de destaque em áreas como política, esportes, música e entretenimento.

Lord e Sproxton fizeram história na indústria cinematográfica ao transformarem a Aardman no estúdio de animação em stop-motion mais famoso do mundo, sendo os responsáveis por clássicos inesquecíveis que moldaram gerações, como ‘Wallace & Gromit’, ‘Shaun, o Carneiro’ e A Fuga das Galinhas.

Em um comunicado conjunto, a dupla celebrou o reconhecimento: “Nós dois sentimos que é um privilégio e uma honra extraordinários, além de uma completa e absoluta surpresa, sermos reconhecidos dessa forma”.

Além da dupla, a lista de honrarias deste ano trouxe outros destaques de peso do cinema, da literatura e do teatro britânico.

A aclamada atriz Helen Mirren, que já possui o título de Dame, recebeu a raríssima distinção de Companion of Honour (Companheira de Honra), uma condecoração superexclusiva limitada a apenas 65 pessoas vivas simultaneamente. Já o ator e diretor Dexter Fletcher foi nomeado OBE (Oficial da Ordem do Império Britânico).

No campo da composição musical, Patrick Doyle, famoso por suas longas colaborações com o diretor Kenneth Branagh e pelas marcantes trilhas sonoras de grandes produções como Thor,O Pagamento Final (Carlito’s Way), Gosford Park e Assassinato no Expresso do Oriente, foi agraciado com o título de CBE (Comandante da Ordem do Império Britânico).

Em um dos momentos mais comoventes das nomeações, David Holmes, amplamente conhecido por ter sido o dublê de Daniel Radcliffe na franquia Harry Potter, recebeu o título de MBE (Membro da Ordem do Império Britânico).

Holmes, que ficou permanentemente paralisado do peito para baixo após um grave acidente sofrido durante os ensaios de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1’, foi condecorado por seu incansável trabalho beneficente e por suas contribuições ao cinema e à mídia.

Por fim, a literatura britânica também foi celebrada com as escritoras Julia Donaldson e Malorie Blackman sendo agraciadas com o título de Dame. Donaldson é autora de mais de 200 livros infantis, incluindo o clássico mundial “O Grúfalo”, enquanto Blackman é a mente por trás da aclamada série literária juvenil Noughts & Crosses, que posteriormente foi adaptada para a televisão pela BBC.

Personagens animados em sala, com cachorro e tricô.

Crítica | Halloween Kills: O Terror Continua – Um filme sanguinolento, insano e nonsense!

Algumas cineséries de terror que marcaram os anos de 1980, consagrando o gênero dos chamados slashers, parecem ser tão imbatíveis quanto os assassinos que abrigam como símbolo, vide Sexta-Feira 13, A Hora do Pesadelo e O Massacre da Serra Elétrica. Isso porque, vez ou outra, surge por aí uma nova interpretação de Jason, Freddy e Letherface. E mesmo que essas produções não sejam lá tão incríveis quanto as originais, conseguem manter as obras vivas na memória das novas gerações. O mesmo acontece com os filmes da franquia Halloween, que, de todas essas citadas, apesar de ter começado com mais grife, pelo primeiro ter sido dirigido por John Carpenter, mestre do horror, é também a mais bagunçada e sem sentido em termos de continuidade e reimaginações.

Pois, pra quem não lembra, logo de início, Halloween teve no total seis filmes seguidos – contando com o inusitado caso do terceiro, que, curiosamente, não tem a presença de Michael Myers. Depois tivemos o famigerado Halloween: H20 (1998), que se passa 20 anos após os acontecimentos do segundo, e que foi seguido por Halloween Resurrection (2002). Depois pulamos para os dois feitos pelo cineasta roqueiro Rob Zombie, que na verdade são remakes dos clássicos, pela ótica do autor, com o Michael sendo até um metaleiro.

Até que chegamos finalmente nesses filmes mais recentes, como o que saiu em 2018, chamado apenas de Halloween, que continuava os eventos do longa lá de 1978, e o grande lançamento dessa semana, Halloween Kills: O Terror Continua, que, assim como seu anterior, foi dirigido por David Gordon Green, que tinha no currículo um dos últimos bons trabalhos do Nicolas Cage, Joe (2013). E ainda que essa espécie de reboot não tenha começado lá muito bem, justamente pelo primeiro ser um tanto aquém do que se imaginava, sem impacto, principalmente por trazer de volta a lendária Jamie Lee Curtis, que estrelou o clássico original do Carpenter, a obra conseguiu empolgar os fãs e dar dinheiro suficiente para ganhar uma sequência. Esta que felizmente é bem mais divertida e empolgante.

Assim como o segundo Halloween de Rob Zombie, Halloween Kills se inicia imediatamente após o final do filme anterior, quando a Laurie (Jamie Lee Curtis) junto com sua filha Karen (Judy Greer) e sua neta Andi (Andi Matichak) encurralam o Michael no porão e literalmente tocam fogo no sujeito. Obviamente, nesse novo título, ele consegue escapar ileso e voltar a atormentar, dessa vez, não apenas a família de Laurie, mas o bairro inteiro. E a dinâmica insana da obra é justamente essa: o povo x Michael Myers. E aqui já dá pra gente falar que, tanto a história quanto as situações que acompanhamos não têm o mínimo sentido. Aliás, é preciso estar aberto para  a proposta incomum e então ser pego pela atmosfera, já que até mesmo a linha de atuação é histérica e absolutamente fora do tom habitual.

Aliás, uma das coisas mais inusitadas e ao mesmo tempo interessantes desse novo Halloween é a crítica aberta aos conservadores americanos que estão, a qualquer momento, prontos pra agir e dar fim, da forma mais violenta possível, ao que possa parecer uma ameaça. Mesmo que nesse processo precisem matar inocentes e ignorar alertas de que o alvo em questão era outro. Como se fossem zumbis atacando em manadas, pisando e devorando tudo que encontram pela frente. Até mesmo a enorme leva de personagens, que entram na trama apenas para serem vítimas do Michael, de maneiras muito criativas, possuem arquétipos conhecidos do povo americano – ainda que a caracterização do casal homoafetivo Big e Little John, interpretado pelos atores Michael McDonald e Scott MacArthur, tenha me soado caricata além da conta.

Tudo que vemos em Halloween Kills pode ser encarado de duas maneiras, e aí o seu nível de humor vai decidir qual escolher, onde a primeira é considerar tudo uma grande piada de mau gosto e distante da elegância dos clássicos – de fato, em relação a talento, Gordon Green está a alguns quilômetros de distância do Carpenter, no sentido de, através de planos inspirados, criar uma atmosfera soturna. Ou pode simplesmente abraçar a proposta do filme e se deliciar com diálogos toscos e algumas das cenas graficamente mais violentas da franquia. O gore, por sinal, impera aqui, e caso você não curta ver vísceras expostas e até cérebros estourados, passe longe dessa nova “aventura” do Michael Myers. Porém, se você gosta do que chamam de slasher, vai encontrar nesse Halloween Kills muita coisa legal desse subgênero.

Damon Wayans e Damon Wayans Jr. irão estrelar uma nova série de comédia pela CBS

Damon Wayans e Damon Wayans Jr., que são pai e filho na vida real, como os próprio nomes já dizem, serão pai e filho também em uma nova série. Os dois irão estrelar uma nova comédia pelo canal CBS.

Segundo o Deadline, na obra que ainda não tem nome, o Wayans pai será um locutor de rádio aposentado, que vive às voltas com o filho malandro e folgado.

Lembrando que os dois já apareceram juntos na clássica ‘Eu, A Patroa e as Crianças‘, que fez a fama do Wayans mais velho como o divertido Michael Kyle. Nela, Jr. filho interpretou o personagem John.

A produção ainda não ganhou data de estreia pela CBS.

W.

 

 

(W.)

Elenco: Josh Brolin, Elizabeth Banks, Jesse Bradford, Ellen Burstyn, David Born, Dennis Boutsikaris, Jonathan Breck, Bruce Bryant. Wes Chatham.

Direção: Oliver Stone

Gênero: Drama Político

Duração: 129 min.

Distribuidora: Filmes do Estação

Estreia: 10 de Abril de 2009

Sinopse: A trajetória de George W. Bush, o 43º presidente americano. O filme retrata sua carreira meteórica de estudante alcoólatra de Yale, passando pelo seu renascimento como novo cristão até se tornar presidente dos Estados Unidos e liderar a controversa guerra do Iraque.

Curiosidades:

» Em 2007, Stone tentou filmar outro documentário com um inimigo de Bush, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Mas ele não obteve acesso ao governo iraniano e teria sido destratado por uma autoridade do país islâmico por ser “parte do Grande Satã” (como o Irã eventualmente se refere aos EUA).

» Bush admitiu que teve problemas com alcoolismo na juventude, mas afirma que há décadas se livrou do vício. Stone, que também teve problemas com álcool e drogas, recebeu três indicações ao Oscar de 1991 por JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar. Em 1996, ele ganhou uma indicação, de melhor roteiro por “Nixon”, estrelado por Anthony Hopkins.

Stan Lee diz que sua participação em ‘X-Men: Apocalipse’ será a melhor de todas

O quadrinista está bastante empolgado com o novo filme dos mutantes, principalmente por que ele fará a cena com uma pessoa bastante importante (que ele não quis revelar o nome).

Stan Lee confirmou a informação em entrevista ao radialista Larry King, considerado um dos maiores nos Estados Unidos.

Outro ponto bem interessante nessa entrevista refere-se a pergunta de Larry a respeito de quem é o ator mais querido pelo criador da Marvel. Lee de imediato disse que é Chris Evans, principalmente, por ele já ter vivido dois de seus grandes personagens: o Capitão América e o Tocha Humana.

Para quem nenhum outro ator ficasse chateado, ao fim da conversa Stan mencionou que também ama todos os integrantes do universo Marvel de cinema, tanto na Fox, quanto na Sony e Marvel Studios.

Jennifer Lawrence visita hospital infantil durante folga de ‘X-Men: Apocalipse’ 

Jennifer Lawrence deixará de viver Mística após ‘X-Men: Apocalipse’

Os veteranos James McAvoy (Professor Xavier), Michael Fassbender (Magneto), Jennifer Lawrence (Mística) e Nicholas Hoult (Fera) retornam. Tye Sheridan (‘A Árvore da Vida’), Sophie Turner (‘Game of Thrones’), Alexandra Shipp (‘Aaliyah: The Princess of R&B’), Kodi Smith McPhee (‘Planeta dos Macacos: O Confronto’), Lana Condor e Ben Hardy, respectivamente os jovens Ciclope, Jean Grey, Tempestade, Noturno, Jubileu e Arcanjo, formam o elenco de novatos. Oscar Isaac faz o vilão Apocalipse.

Vilão de ‘X-Men: Apocalipse’ será mistura de maquiagem com CGI

Patrick Stewart e Ian McKellen não estarão em ‘X-Men: Apocalipse’

Este novo filme da série ‘X-Men‘ se passará uma década após os eventos de ‘Dias de um Futuro Esquecido‘ e será focado nos jovens mutantes da franquia, servindo como uma continuação de ‘X-Men: Primeira Classe‘.

‘X-Men: Apocalipse’ se passará nos anos 80 e terá “destruição em massa”

Bryan Singer dirige. Este é o quarto filme da série mutante dirigido por Singer, depois de ‘X-Men‘ (2000), ‘X-Men 2‘ (2003) e ‘X-Men: Dias de um Futuro Esquecido‘ (2014).

X-Men: Apocalipse’ tem estreia marcada para 27 de maio de 2016.

Emilia Clarke não retorna em ‘O Exterminador do Futuro 6’

Enquanto Arnold Schwarzenegger diz que vai retornar em ‘O Exterminador do Futuro 6‘, a bela Emilia Clarke (‘Game of Thrones’) foi bastante categórica ao afirmar que não voltará a viver Sarah Connor nos próximos filmes da franquia.

Em entrevista ao ComingSoon, a atriz foi questionada se iria reprisar a personagem:

“Não”, disse bastante decidida. “Posso dizer isso? Está bem. Não. Uh-uh. Mas eu tenho alguns papeis muito diferentes chegando”, concluiu.

 

Será que teremos um novo reboot?

Com estreia prevista para 19 de maio de 2017, a sequência recentemente foi retirada oficialmente do calendário de estreias da Paramount Pictures. No lugar deixado pelo filme, o estúdio agendou o lançamento do reboot de ‘Baywatch‘, que agora estreia nos cinemas norte-americanos em 19 de maio de 2017.

A produtora Dana Goldberg revelou que os futuros filmes da franquia não foram cancelados, eles estão apenas sendo “reimaginados”.

O longa, que custou US$ 155 milhões de dólares, arrecadou somente US$ 89 milhões nos Estados Unidos. A bilheteria internacional foi melhor, com US$ 350 milhões, valor impulsionado principalmente pela China que, sozinha, conquistou mais de US$ 112 milhões.

‘O Exterminador do Futuro’: Relembre os 4 filmes da franquia em 10 minutos 

Diretor de ‘Thor: O Mundo Sombrio’ critica a Marvel Studios 

Schwarzenegger conta que passou dificuldades antes de ‘O Exterminador do Futuro’ 

A franquia ‘O Exterminador do Futuro‘ foi lançada em 1984 com Schwarzenegger interpretando o personagem principal e teve três filmes na sequência, que arrecadaram mais de US$ 1 bilhão em bilheterias de todo o mundo.

‘Esquadrão Suicida’: Saiba quando começa a venda de ingressos no Brasil

Avise ao seu esquadrão! Garanta seu ingresso antecipado de ‘Esquadrão Suicida a partir de 21 de julho (consulte a programação dos cinemas). #EsquadrãoSuicida

Confira o anúncio oficial:

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Dirigido por David Ayer,  ‘Esquadrão Suicida’ trará o debut dos personagens nos cinemas e tem lançamento marcado para 5 de agosto de 2016.

Batman em imagens de ‘Esquadrão Suicida’ 

Em ‘Esquadrão Suicida‘, Amanda Waller dirige uma agência secreta do governo que se chamado ARGUS e cria uma força tarefa ‘suicida’ de super-vilões. O governo norte-americano recruta um grupo de criminosos, formado por Pistoleiro, Arlequina, Capitão Bumerangue, Coringa e Rick Flagg, para missões especiais.  Eles são obrigados a embarcar em uma missão perigosa e mortal em troca de penas mais curtas.

 

EXCLUSIVO: Entrevistamos Vincent Cassel, astro do maravilhoso ‘Meu Rei’

O CinePOP entrevistou o astro Vincent Cassel, que chega aos cinemas nacionais neste final de semana com o premiado drama ‘Meu Rei‘ (Mon Roi).

O incrível drama da diretora e roteirista Maïwenn é uma pequena obra-prima do cinema francês.

» Crítica | Meu Rei

Confira:

ENTREVISTA COM VINCENT CASSEL

Fale sobre como conheceu Maïwenn.

Foi muito simples. Eu sabia que ela queria trabalhar comigo, então nos encontramos. Eu sempre adorei os filmes dela, sua perspectiva bem moderna e a forma que ela tem de se reinventar em seus filmes. Isso demonstra uma força de caráter muito incomum. Maïwenn tem uma abordagem muito particular da arte e eu queria experimentar.

 

Quais foram seus pensamentos iniciais sobre o personagem Georgio?

Nas primeiras versões do roteiro, as peculiaridades dele eram muito descaradas. Eu achei que ele não tinha nuances suficientes; ele era um desgraçado absoluto. Quando um não quer, dois não brigam: eu sempre pensei que seria interessante restabelecer o equilíbrio entre os dois personagens. Maïwenn respondeu muito positivamente a isso, mas eu continuei a trabalhar esse aspecto no set, tentando fazer dele um cara lutando contra seus próprios demônios ao invés de um puro filho da mãe.

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Apesar disso, ele é único…

Ele tenta agradar a gregos e troianos, tenta ficar com a mulher que ama, mas sem abandonar a ex, por quem ele se sente responsável. Não se deve perder de vista que a história de Tony só é contada a partir de um ponto de vista – o de uma mulher. É a versão fantasiosa do homem por quem ela está apaixonada, dentro do tormento dela. Isso é traduzido bem pelo título do filme – MEU REI – que soa um pouco como uma declaração de amor e de passividade diante de alguém que roubou seu coração. Georgio nunca é filmado sozinho.

 

Você acha que tem algo a ver com ele?

Sim e não. Eu adorei interpretá-lo, embora às vezes achasse que ele ia longe demais. Eu gosto do lado inacessível dele, e de seu humor. Ele é difícil de entender, um vigarista, que venderia sua camisa e mentiria para se livrar de uma situação, sem a menor ideia do que acontecerá depois. Mas o lado suicida dele o torna agradável.

 

O que você fez para construir o personagem?

Eu senti a direção em que ela queria ir. Ela tem uma antena muito apurada, com uma percepção muito sensitiva das coisas, ela pode rapidamente enxergar seus potenciais e suas falhas. Trabalhar com ela consiste basicamente em aceitar se desnudar. Você dá tudo para ela, ela pega o que quiser. Eu confiei no olhar dela. Daí em diante, eu me diverti brincando com as coisas. Ela me dava uma lista de coisas sobre o Giorgio e eu dizia a ela que não tinha lido. Chegando no set, eu agia como o cara que não sabia de nada. Eu perguntava para ela “Quais cenas vamos filmar hoje?”, ela respondia “Você sabe, a cena em que ele retorna finalmente.” “Jura? Eu fui embora?” Era uma forma de jogar o jogo dela: por ela esperar que estivéssemos no presente, eu fazia além disso. Contanto que eu continuasse evasivo, sabia que estava no caminho certo.

 

Você tinha referências em mente?

Nenhuma. Eu nunca tenho. O cinema acontece muito no momento por causa disso.Por exemplo, por mais que eu adore Jean-Pierre Marielle, não pensei nele por um segundo quando estava filmando DOCE VENENO, ou talvez Vittorio Gassman em OS ETERNOS DESCONHECIDOS.

 

Maïwenn é conhecida por ter um jeito muito particular com atores.

Ela tem uma imagem de ser um pouco difícil. E tem mais, ainda me avisaram quanto a isso antes de as filmagens começarem. Eu acho que, acima de tudo, ela precisa de reconhecimento e precisa ser amada. Se ela fosse tão insuportável quanto dizem que é, três quartos das pessoas da equipe dela, que estão com ela desde o início e têm muito afeto e respeito por ela, não estariam lá. Pelo contrário, eu me senti particularmente livre no set dela. Ela ouve e observa. Ela não está interessada em poder, nem em subterfúgios, e é tão exigente consigo mesma quanto é com os atores. Se uma cena não parecer verdadeira ou não surpreendê-la, nós começamos de novo. Ela nunca deixa a bola cair. Mas, se estiver boa, está boa; nós continuamos.

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Como você definiria MEU REI?

É uma declaração de amor de uma mulher em sofrimento para o homem que ela ama; uma confissão. Você não escolhe por quem se apaixona. Não importa o que vai ser de Georgio; é Tony quem conta.

 

Fale um pouco sobre sua colega, Emmanuelle Bercot.

Quando Maïwenn e eu nos encontramos, eu logo perguntei se ela ia interpretar a Tony. “Eu não, Emmanuelle Bercot”, ela respondeu. “Se não for ela, não estou interessada em fazer o filme”. Eu não conhecia Emmanuelle, mas consegui perceber que a cabeça de Maïwenn estava feita. Emmanuelle acabou sendo uma parceira fantástica. Ela se pôs a serviço de Maïwenn com grande generosidade e autossacrifício. Foi ainda mais difícil para ela, porque Tony não tem nada a ver com a natureza dela. Tony é realmente o centro do filme. Foi complicado, mas Emmanuelle nunca teve medo de se doar.

 

Em MEU REI, há uma cena maravilhosa em que seu personagem toma o lugar de um garçom num restaurante na Normandia para comemorar o aniversário de seu filho. É comédia pura.

É muito agradável porque, de repente, temos tomadas abertas. Ele está brincando para divertir seu filho e Tony entende que, apesar de tudo que os afasta, e embora ela tenha o deixado, Georgio ainda é o pai ideal. Todas as contradições deles são cristalizadas nesse momento, que praticamente não tem diálogos. Eu diria que é quase um momento de dança. Meu pai poderia muito bem ter feito a cena. Georgio tem os tipos de movimentos que você veria numa comédia de Philippe de Broca.

 

Sua semelhança com ele no filme é fascinante.

Eu sei, é quase assombrante. Conforme você envelhece, você fica cada vez mais parecido com seus pais, talvez esse seja o segredo da imortalidade.

 

Você recentemente participou de DOCE VENENO, de Jean-François Richet, e O CONTO DOS CONTOS, de Matteo Garrone. Em 2016, você estará nas telas em O GRANDE CIRCO MÍSTICO, de Carlos Diegues, e JUSTE LA FIN DU MONDE, de Xavier Dolan. Você parece estar trabalhando mais do que nunca.

Por um bom tempo eu achei que era melhor trabalhar pouco, ser discreto, preservar um certo mistério. Mas nos últimos anos, eu quis atuar mais. Fiz uma sucessão de projetos; eu tento fazer o que me interessa no momento que chega.

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2ª Temporada de ‘Shadowhunters’ ganha cartaz

Shadowhunters’, série de TV baseada na franquia literária ‘Os Instrumentos Mortais’, ganhou um novo cartaz.

Confira, com os trailers e com o vídeo que faz um resumão de tudo o que aconteceu na primeira temporada:


No Brasil, a série é exibida pelo serviço de streaming Netflix.

A previsão de estreia é Janeiro de 2017. A primeira temporada, ainda em exibição nos EUA, é composta por 13 episódios.

Katherine McNamara (‘Happyland’) faz a protagonista Clary Fray que, no seu aniversário de 18 anos, descobre ser uma descendente dos shadowhunters (caçadores de sombras), híbridos de anjos com seres humanos. Quando sua mãe, Jocelyn, é sequestrada, Clary então se une a Jace (Dominic Sherwood), outro shadowhunter, e seu melhor amigo Simon (Alberto Rosende) para caçar demônios. Vivendo entre as fadas, bruxos, vampiros e lobisomens, Clary começa a desvendar sua própria história. Alan Van Sprang (da série ‘Reign’) será o vilão Valentine e terá participações regulares na trama.

O cineasta McG (‘O Exterminador do Futuro – A Salvação’, ‘As Panteras’) dirigiu o episódio piloto e também servirá como produtor executivo.

Inspirado nos livros de Cassandra Clare, ‘Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos’ teve orçamento de US$ 60 milhões e arrecadou míseros US$ 31 milhões nos EUA. Com o fraco desempenho, a Constantin Films cancelou o início das filmagens da sequência, Os Instrumentos Mortais: Cidade das Cinzas‘.

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James McAvoy é destaque no novo clipe de ‘Atômica’

A Universal Pictures Brasil liberou o mais novo clipe de ‘Atômica‘.

Confira:

 

Na produção, Charlize interpreta a inteligente e habilidosa agente Lorraine Broughton, que é convocada para ação quando um espião secreto da MI6 é morto pouco antes da queda do Muro de Berlim. Ela terá que rastrear uma lista que que estava sendo contrabandeada por ele para o oeste, a fim de evitar que ela e seus colegas sejam colocados em perigo pela revelação das informações presentes no documentos. Sua missão desencadeia uma jogo mortal de agentes duplos e agendas globais.

Atômica’ conta também com Sofia Boutella, John Goodman e Toby Jones no elenco. A direção fica a cargo de David Leitch, responsável por ‘John Wick: Um Novo Dia Para Matar’ e o roteiro é assinado por Kurt Johnstad.

Atômica’ chega aos cinemas norte-americanos em 11 de Agosto, e uma semana antes no Brasil!

‘O Que de Verdade Importa’: Bilheteria será doada para o combate ao câncer

O Que de Verdade Importa‘ (The Healer, 2017), que chega aos cinemas brasileiros dia 3 de maio, terá toda sua bilheteria no Brasil doada para sete organizações brasileiras que apoiam o combate ao câncer infantil.

Protagonizado por Oliver Jackson-Cohen (‘O Corvo’) e Camilla Luddington (‘Grey’s Anatomy’), o filme tem direção de Paco Arango (‘Maktub’).

O longa – concebido para ser 100% beneficente – já foi lançado na Espanha, México, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Panamá e Colômbia, acumulando cerca de US$ 10 milhões. No Brasil, a produção reverterá o valor líquido arrecadado na venda de ingressos para sete organizações brasileiras que apoiam o combate ao câncer infantil.

Toda a arrecadação líquida da bilheteria do filme no Brasil será destinada a sete entidades que apoiam o combate ao câncer infantil no Brasil: TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer) em São Paulo; Instituto Desiderata, no Rio de Janeiro; GACC (Grupo de Apoio à Criança com Câncer) na Bahia; NACC (Núcleo de Apoio à criança com Câncer) em Recife; HPP (Hospital Pequeno Príncipe) em Curitiba; Hospital da Criança Santo Antônio em Porto Alegre; e HCAA (Hospital de Câncer de Campo Grande Alfredo Abrão) em Campo Grande.

No filme, o engenheiro Alec Bailey (Oliver Jackson-Cohen) mora em Londres e tenta, sem muito êxito, ganhar a vida consertando eletrodomésticos, mas sua situação financeira está cada vez pior. Inesperadamente, surge Raymond Heacock (Jonathan Pryce), um tio desconhecido que lhe propõe quitar todas as dívidas, desde que Alec se mude para uma pequena cidade na Nova Escócia, no Canadá, por pelo menos um ano. Desconfiado, mas sem muitas opções, ele aceita a proposta do tio e inicia uma incrível jornada de descoberta, aprendizado e redenção. Tudo começa quando ele conhece Cecília (Camilla Luddington), a veterinária da cidade. Ela se oferece para fazer um anúncio atrativo e de duplo sentido para oferecer os trabalhos de Alec, levando os moradores a acreditar que ele tem o dom da cura.

‘Maus Momentos no Hotel Royale’ tem estreia cancelada nos cinemas nacionais

Após ter uma recepção fraca nas bilheterias norte-americanas, ‘Maus Momentos no Hotel Royale‘, novo suspense do diretor Drew Goddar (‘O Segredo da Cabana‘), teve sua estreia cancelada no Brasil.

Inicialmente previsto para 25 de Outubro, o filme havia sido adiado para 17 de Janeiro e agora chega direto em Video on Demand – com data a ser divulgada.

O filme foi exibido durante o Fantastic Fest e o CinePOP esteve presente na sessão.

Crítica | Maus Momentos no Hotel Royale – Suspense vibrante e cheio de reviravoltas 

Assista nossas primeiras impressões.

No filme, sete estranhos – cada um com um segredo para enterrar – encontram-se no Royale de Lake Tahoe, um hotel decadente com um passado sombrio. Ao longo de uma noite fatídica, todos terão uma última chance de redenção antes que tudo vá para o inferno.

A produção traz no elenco Jeff Bridges, Chris Hemsworth, Dakota Johnson, Jon Hamm, Nick Offerman, Cailee Spaeny e Lewis Pullman.

 

Petição para Bolsonaro não fechar a ANCINE chega a 7 mil assinaturas

Após o presidente Jair Bolsonaro confirmar em uma transmissão pelo Facebook que está empenhado em fechar a ANCINE, um grupo criou um abaixo-assinado em defesa da Agência Nacional de Cinema.

A petição ultrapassou as sete mil assinaturas que visava receber para que pudesse enviar a pauta ao Congresso.

Confira o texto:

O atual governo de Bolsonaro assinou um decreto onde transferiu o Conselho Superior de Cinema do Ministério da Cidadania para a Casa Civil.

Segundo o próprio presidente, a ideia é criar um “filtro” (nome disfarçado de censura) para a aprovação de outras obras audiovisuais. Esse “filtro” barraria filmes como Bruna Surfistinha e outros que tenham conteúdo considerado inapropriado pela nova censura. Além disso, disse que não admitira que o dinheiro público fosse usado na produção dessas obras.

Caso esse filtro não seja obedecido, ele ameaça fechar a Ancine. Isso não é democracia, nem liberdade de expressão. É censura.

Para assinar a petição, CLIQUE AQUI:

“Não posso admitir que, com dinheiro público, se façam filmes como o da Bruna Surfistinha. Não dá. Não somos contra essa ou aquela opção, mas o ativismo não podemos permitir, em respeito às famílias, uma coisa que mudou com a chegada do governo”, afirmou Bolsonaro.

Raquel Pacheco (nome real de Surfistinha) rebateu com uma mensagem em seu Twitter respondendo às críticas. Confira:

Bruna Surfistinha‘ estreou em 2011 e é baseado no livro ‘O Doce Veneno do Escorpião‘, escrito por Raquel em 2005.

 

 

Homem-Aranha: Através do Aranhaverso

(Spider-Man: Across the Spider-Verse)

 

Elenco:

Liev Schreiber
Mahershala Ali
Shameik Moore
Brian Tyree Henry

Direção: Joaquim Dos Santos

Gênero: Animação / Aventura

Duração: 136 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 80 milhões

Estreia: 1º de Junho de 2023

Sinopse:

HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO tem Miles Morales de volta para o próximo capítulo da saga vencedora do Oscar®. Depois de se reunir com Gwen Stacy, o amigão da vizinhança e protetor em tempo integral do Brooklyn é catapultado através do Multiverso, onde ele encontra um time de Pessoas-Aranha que precisam proteger a própria existência. Quando os heróis não conseguem se unir para lidar com uma nova ameaça, Miles se vê dividido e precisa redefinir o que significa ser um herói para que ele consiga salvar as pessoas que mais ama.

Crítica | ‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso’ é AMBICIOSO e prepara terreno para um desfecho épico (Nota: 8.0)

Curiosidade:

» Repleto de ação, o filme dá continuidade à saga de Miles Morales iniciada em “Homem-Aranha no Aranhaverso” (2018), vencedor do Oscar® de melhor animação. Desta vez, Miles tentará mudar seu destino, tendo que escolher entre salvar o multiverso ou salvar sua família. Ele vai enfrentar múltiplos desafios, como lutar contra um exército de pessoas-aranha como nunca antes visto na Guerra dos Aranha.

» A trama é baseada nas histórias em quadrinhos do personagem da Marvel Comics, produzido pela Columbia Pictures e Sony Pictures Animation em associação com a Marvel Entertainment.

» A sequência é uma adaptação dos quadrinhos “Spider-Verse”, em que o personagem Miles Morales assume o papel de Homem-Aranha;

Trailer:

Cartazes:

Fotos: 

Primeiras Impressões | His Dark Materials volta enfrentando novos desafios e velhos problemas

Na segunda temporada de ‘His Dark Materials’, a série da BBC e da HBO entra em território desconhecido nas adaptações. Os novos episódios cobrem boa parte do segundo livro da saga de Philip Pullman, ‘A Faca Sutil’, e enfrentam um desafio que é ao mesmo tempo mais simples que o da primeira temporada (por já ter o complexo universo da história e os protagonistas já estabelecidos) e mais difícil: adaptar este livro pode ser ainda mais penoso. Um resultado incompreensível está a uma vírgula de distância de um roteiro que cometa o pecado de se encantar demais com o que tem em mãos.

Após Lorde Asriel (James McAvoy) ter aberto um portal entre dois universos nos momentos finais da primeira temporada, Lyra segue a luz e acaba atravessando até Cittàgazze. É uma cidade, aparentemente vazia e abandonada, regida por leis diferentes das que ela conhece e entende. A solitude de Lyra e Pan, tanto um artifício para que ela se reconheça longe das influências quanto uma forma de introduzir aos poucos ideias ainda mais complexas, é logo interrompida quando ela cruza com o caminho de Will Parry e essa se torna uma série com dois protagonistas ao invés de um.

É a partir daí que fica mais claro que existem duas séries dentro de uma: a His Dark Materials de Lyra e Will, seja em Cittàgazze ou em outros lugares que em breve vão aparecer, é um show vivo de energia e gênios fortes que tem consequências e repercussões emocionais o suficiente para que o público se engaje. Dafne Keen é feroz e rápida, sua expressividade um trunfo insubstituível. Amir Wilson, mais recluso e silencioso, exala o gênio forte da raiva de Will em poucas palavras e em uma dinâmica fluida com Keen. O exercício de opostos entre os dois atores e os dois personagens é o que causa simpatia e ao mesmo mantém a narrativa dinâmica.

Amir Wilson as Will Parry and Dafne Keen as Lyra Belacqua

A outra His Dark Materials, consideravelmente mais desinteressante, é curiosamente aquela que tem a personagem mais complexa da história.

Embora tenha um universo rico e profundo a explorar com a Senhora Coulter, Lee Scoresby, as bruxas e o Magistério, His Dark Materials permanece incapaz de dialogar com o público de forma eloquente sem ser excessivamente didática ou misteriosa e dramática ao ponto de tudo soar exagerado. Tratando-se de um universo fantástico que se ampara tanto em efeitos visuais, é preciso ter cautela na orientação dos atores e na relação entre os personagens, para que exista algo realista que crie empatia com o público.

Ao invés disso, o que Jack Thorne e Jamie Childs fazem é se encantarem com os próprios exageros, e o resultado é uma trama que não consegue captar a audiência porque tudo é distante e raso, não há nuances na construção de como os personagens se comportam ou quais são os seus desejos e as suas ambições. 

Dessa forma, o que His Dark Materials pode chegar a ser ainda deve estar guardado, e mesmo com os tropeços é seguro dizer que os protagonistas conseguem manter o ritmo e lutarem contra a correnteza.

His Dark Materials vai ao ar aos domingos, na HBO, a partir de 16 de novembro.

Crítica em Vídeo | Loki é gender-fluid e final do 2º episódio traz grande surpresa [SPOILERS]

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica do surpreendente segundo episódio de ‘Loki’, que apresentou nos minutos final o vilão… e não é quem você imagina.

Assista:

O mais recente episódio de ‘Loki‘ estreou introduziu uma personagem que o público acredita ser a Lady Loki.

Trata-se da fugitiva que estava sendo caçada pelos agentes de Variância Temporal, apresentada como uma variante de Loki ao final do primeiro episódio.

Interpretada por Sophia Di Martino, a personagem se revela para o deus da trapaça original (Tom Hiddleston) depois de enganar os agentes da AVT em um plano para romper a linha do tempo sagrada.

Como o deus da trapaça tem gênero fluido, isso pode ter feito com que muitos pensassem que esta variante seria a Lady Loki.

No entanto, os créditos das versões internacionais do episódio indicam que pode ser uma personagem bem diferente do que os fãs imaginam, e não a Lady Loki.

Na verdade, Di Martino é creditado apenas como The Variant nas versões em inglês, mas na versão em espanhol, ela é creditada como Sylvie.

Nos quadrinhos, Sylvie Lushton é uma humana de Oklahoma que ganha poderes mágicos depois que Asgardianos se estabelecem no local, batizando a cidade como Nova Asgard.

Com seus poderes, Sylvie assume o manto de Encantor (identidade que pertencia a uma feiticeira chamada Amora) e se muda para Nova York para se juntar aos Vingadores.

Mas, sem o conhecimento de Sylvie, seus poderes foram na verdade dados a ela por Loki, que gostou da ideia de criar uma mortal que acredita ser uma deusa porque estava entediado.

Além disso, a Lady Loki tem os cabelos escuros como os de Loki, e Sylvie é loira, assim como Di Martino…

E a Marvel não mudaria a cor dos cabelos da Lady Loki, já que a maioria dos personagens do MCu são adaptados de forma fiel aos quadrinhos.

Lembrando que o próximo episódio será lançado em 23 de junho.

Criada por Michael Waldron, a série se passa após os eventos do filme ‘Vingadores: Ultimato‘, no qual uma versão alternativa de Loki cria uma nova linha do tempo.

Depois de roubar o Tesseract, uma versão alternativa de Loki é trazida para a misteriosa Autoridade de Variação Temporal (AVT), uma organização burocrática que existe fora do tempo e do espaço, e monitora a linha do tempo. Eles dão a Loki uma escolha: ser apagado da existência por ser uma “variante do tempo” ou ajudar a consertar a linha do tempo e impedir uma ameaça maior. Loki acaba preso em seu próprio thriller policial, viajando no tempo e alterando a história da humanidade.

Tom Hiddleston estrela a produção. O elenco ainda conta com Owen Wilson, Gugu Mbatha-Raw, Sophia Di Martino, Wunmi Mosaku e Richard E. Grant.

Após ‘Turma da Mônica – Lições’, Chico Bento vai ganhar filme live-action em 2023

Muitos fãs foram pegos de surpresa pela cena pós-créditos de ‘Turma da Mônica – Lições‘, que introduziu o amado Chico Bento pela primeira vez no universo live-action cinematográfico.

Agora, a Paris Filmes confirmou que o personagem ganhará um filme solo e a estreia está marcada para o dia 5 de Janeiro de 2023.

Chico é um típico caipira brasileiro. Anda descalço, usa chapéu de palha. Ele adora pescar com o pai. Chico mora com os seus pais, Seu Bento e Dona Cotinha, em um sítio nas cercanias da fictícia Vila Abobrinha, no interior de São Paulo. Possui uma avó paterna, Vó Dita, contadora de “causos” e de histórias folclóricas, envolvendo lendas, tais como a da Mula-sem-cabeça, do Saci, do Lobisomem, do Curupira, dentre outras.

Mais detalhes da trama não foram revelados.

Turma da Mônica – Lições‘ já levou mais de 600 mil espectadores aos cinemas e arrecadou R$ 10 milhões.

 

SUCESSO! ‘Avatar 2’ ultrapassa US$ 2 bilhões mundialmente e se torna a 6ª maior bilheteria da história!

Avatar: O Caminho da Água‘ conquistou mais uma impressionante marca nas bilheterias mundiais. Se tornou o sexto filme da história a ultrapassar a marca de US$ 2 bilhões nas bilheterias globais. Também é uma grande vitória para o diretor James Cameron, que é o único cineasta a ter dirigido três filmes que alcançaram a marca.

A Disney anunciou hoje, 22, que a sequência de grande orçamento terminará o fim de semana com um total global de US$ 2,024 bilhões, a maior bilheteria da era pandêmica. O filme arrecadou US$ 598 milhões nos EUA e US$ 1,426 bilhão no mercado

O filme é a sexta maior bilheteria da história.

Confira o Top 6:

1 – Avatar – US$2,89 bilhões
2 – Vingadores: Ultimato – US$2,79 bilhões
3 – Titanic – US% 2,20 bilhões
4 – Star Wars Ep. VII: O Despertar da Força – US$ 2,06 bilhões
5 – Vingadores: Guerra Infinita – US$ 2,04 bilhões
6 -Avatar: O Caminho da Água – US$ 2,02 bilhões

Assista nossa entrevista com Zoe Saldana e Jon Landau:

Ambientado mais de uma década após os eventos do primeiro filme, ‘Avatar: O Caminho da Água começa a contar a história da família Sully (Jake, Neytiri e seus filhos), os problemas que os acompanham, os esforços que fazem para se manterem seguros, as batalhas que lutam pela sobrevivência e as tragédias que suportam.

O filme estrela Zoë Saldaña, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Cliff Curtis, Joel David Moore, CCH Pounder, Edie Falco, Jemaine Clement, Giovanni Ribisi e Kate Winslet.

Filme com Tom Holland que FRACASSOU nas bilheterias está escondido na Amazon Prime Video

Tom Holland e Daisy Ridley ficaram bastante conhecidos por seus papéis como Peter Parker, nos filmes da Marvel, e a jedi Rey, na saga ‘Star Wars‘.

E a dupla já contracenou em um sci-fi não tão popular, intitulado ‘Mundo em Caos‘, baseado nos romances escritos por Patrick Ness.

Disponível na Amazon Prime Video, o longa é ambientado num futuro pós-apocalíptico, onde a humanidade já começou a colonizar outros planetas, uma infecção rara e perigosa tomou conta do planeta e causou o inimaginável: todas as mulheres foram mortas, e agora os pensamentos de todos os homens tornaram-se audíveis. O jovem Todd (Holland), temendo a destruição total, decide partir fugindo de sua cidade e, durante sua jornada, conhece pela primeira vez na vida uma mulher (Ridley).

Dirigida por Doug Liman (‘No Limite do Amanhã’) em 2021, a adaptação acabou se tornando um fracasso entre os críticos, recebendo míseros 21% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Em justificativa, a análise do Daily Telepgraph diz que:

Holland e Ridley têm um relacionamento de dois troncos de árvore, e as possibilidades dramáticas e cômicas mais profundas da torrente unidirecional de pensamentos íntimos entre eles permanecem desconcertantemente inexploradas.”

Confira algumas análises:

“Não faltam detalhes imaginativos de ficção científica ou atores talentosos no filme, mas a trama se resume a personagens que mal conhecemos perseguindo uns aos outros e gritando.” (TheWrap)

“Além de ser irritante, depressivo e repulsivo, Mundo em Caos‘ tem muito ao seu favor.” (San Francisco Chronicle)

“O diretor Doug Liman oferece um filme com um conceito interessante – podemos ouvir tudo o que os personagens estão pensando –, mas que rapidamente se torna desgastante.” (Variety)

“Considerando os lançamentos durante a pandemia do diretor Doug Liman, ‘Mundo em Caos definitivamente tem uma premissa mais interessante do que ‘Locked Down’. Mas isso não significa que você deva voltar correndo aos cinemas para ver.” (EW)

Daisy Ridley e Tom Holland não têm química em ‘Mundo em Caos‘ e a premissa central, o “barulho”, é extremamente irritante e persiste por todo o filme.” (MovieWeb)

“Apesar de todas as tentativas de se criar um filme de ficção científica original, a trama ainda se desenvolve de uma forma bastante genérica, cheio de clichês convencionais.” (Gone With The Twins)

Relembre o trailer:

Dirigido por Doug Liman (‘No Limite do Amanhã‘), o longa é inspirado no romance homônimo escrito por Patrick Ness.

O elenco também conta com Mads Mikkelsen, Cynthia Erivo, Nick Jonas e David Oyelowo.

Justin Timberlake se declara CULPADO por dirigir alcoolizado

O cantor e ator Justin Timberlake se declarou culpado das acusações de ter dirigido alcoolizado. Ele havia sido processado e preso em Sag Harbor, em Long Island, Nova York.

Agora, o artista fez um acordo com os promotores do Condado de Suffolk, em Nova York, e aceitou pagar uma multa de US$ 500 e prestar serviço comunitário.

“Ficarei honrado em prestar serviço comunitário”, afirmou o ator após se declarar culpado.

Ele prestará serviços comunitários por um ano.

Timberlake foi acusado de dirigir alcoolizado, ultrapassar um sinal de pare e não se manter em sua faixa.

Quanto à parada de trânsito, fontes policiais disseram ao TMZ que os policiais observaram Justin com os olhos vidrados e disseram que sentiram cheiro de álcool em seu hálito. Dizem que ele falhou no teste de sobriedade quando solicitado a ficar em pé com uma perna só e andar e virar.

Justin estava na festa do American Hotel e quase imediatamente depois que ele saiu e começou a dirigir. Os policiais perceberam isso e começaram a segui-lo. Disseram-nos que Justin começou a desviar e os policiais o pararam.

Nossas fontes dizem que os policiais realizaram um teste de sobriedade e pediram a Justin que fizesse o teste do bafômetro, mas ele recusou.

Madelaine Petsch precisa fugir dos serial killers mascarados no trailer LEGENDADO de ‘Os Estranhos: Capítulo 2’

A Paris Filmes divulgou o trailer LEGENDADO do terror ‘Os Estranhos: Capítulo 2‘.

O filme foi adiado para o dia 2 de Outubro nos cinemas do Brasil.

Confira e siga o CinePOP no YouTube:

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Madelaine Petsch (‘Riverdale’) retorna como a sobrevivente Maya.

Crítica | Os Estranhos: Capítulo 1 – Primeira Parte da Trilogia de TERROR Frustra Exatamente Por Este Motivo

Renny Harlin (‘Do Fundo do Mar’) retorna à direção.

Sucesso nos cinemas, o primeiro capítulo arrecadou US$ 48.1 milhões mundialmente, o que representa quase seis vezes o valor do seu orçamento – que ficou em torno de US$ 8.5 milhões.

Crítica 2 | Os Farofeiros – Quando as piadas do cotidiano dão certo

Sim, estamos acostumados a cada ano que passa, assistirmos nos cinemas brasileiros, comédias nacionais repletas de situações tragicômicas, diálogos ‘stand up comedy’, personagens que se assemelham filme após filme. Os Farofeiros, novo trabalho do campeão de bilheteria Roberto Santucci, tem uma estrutura parecida com outros trabalhos do competente cineasta brasileiro, porém, com a vantagem de que dessa vez as piadas funcionam na maior parte do tempo, muitas dessas por um inspirado humorista que enfim recebe uma chance nos cinemas, Mauricio Manfrini, o conhecido Paulinho Gogó.

Na trama, conhecemos quatro amigos, de classe média, com personalidades diferentes que trabalham juntos a mais de uma década em uma empresa que está passando por problemas, pela crise do país. Alexandre (Antônio Fragoso), acaba de conseguir o cargo de gerente e após a volta das férias precisará demitir um de seus amigos: Lima (Maurício Manfrini), Rocha (Charles Paraventi) ou Diguinho (Nilton Bicudo). Mas antes disso, os quatro embarcam em uma viagem de férias ao lado de seus familiares e muitas confusões, além de situações tragicômicas estão o esperando.

Quem nunca embarcou em uma viagem onde muitas coisas não deram certo? Pensando em resgatar essas memórias do espectador, Os Farofeiros consegue se aproximar da realidade de muitos, mesmo com os exageros que aparecem em algumas comédias nacionais, transformando simples diálogos em situações bastante engraçadas. É muito difícil não rir na maior parte do tempo. Aquelas conversas de bar entre amigos sobre a mulher do conhecido, sobre a inveja ao homem bonito, aquelas zoações do cotidiano,  são munições do roteiro escrito pela dupla Paulo Cursino e Odete Damico. Um dos méritos da produção é que não há um forte protagonista, todo mundo é um coadjuvante competente, emprestando a força do seu respectivo personagem para o bom ritmo da trama.

Mas, todo filme tem um destaque. Nesse, o comediante, conhecido por um emblemático personagem do programa A Praça é Nossa, e que cansou de lotar teatros pelo Brasil com seu show de comédia, recebe a oportunidade de participar de um filme e passa com louvor no teste. Mauricio Manfrini consegue um aproveitamento gigantesco no encaixe do seu personagem, ele dita o ritmo da comédia. Conhecido por muitos como Paulinho Gogó, executa um humor bastante envolvente que agrada a todos os públicos.

Os Farofeiros é uma comédia nacional que podemos dizer (finalmente, exceto poucas outras) que realmente é engraçada. Vai conseguir agradar a muitos públicos. Mesmo a turma que só gosta do ‘cinema de arte’ deve dar uma chance a essa comédia, pode se surpreender bastante e se deliciar com um verdadeiro show de um dos maiores humoristas do Brasil.

Crítica | ‘O Monstro em Mim’ – Tour sombrio pelo inconsciente marca inquietante suspense na NETFLIX

Colocando em evidência a psicopatia e os dramas pessoais ligados por tragédias, chegou à Netflix uma minissérie cheia de caminhos para sua compreensão que nos leva até um jogo psicológico sombrio e inquietante. Escrita pelo nova-iorquino Gabe Rotter e tendo como showrunner Howard Gordon – da equipe do excelente Homeland -, O Monstro em Mim, ao longo dos seus intensos oito episódios, conta com atuações marcantes de Claire Danes e Matthew Rhys.

Aggie (Claire Danes) é uma escritora de sucesso que, após a morte do único filho, vê sua vida desmoronar. Sentindo-se culpada e não se desprendendo de procurar culpados para a tragédia, destrói seu casamento e passa a viver reclusa. Um dia, muda-se para sua vizinhança o polêmico e ambíguo empresário Nile (Matthew Rhys), acusado anos atrás de assassinar a própria esposa. Ao se aproximar dele, começa a desconfiar de algumas ações e resolve escrever um livro sobre ele, ao mesmo tempo que busca informações sobre se ele matou ou não a ex-esposa.

Desde o início, em uma bela construção narrativa, percebemos que a tragédia é uma variável importante e que ligaria pontos entre dois personagens completamente distintos. Com uma ótima direção dividida entre Antonio Campos e Tyne Rafaeli – onde a câmera caminha pelos detalhes sugerindo de forma indireta todo o complexo contexto ligado a incoerências e comportamentos – vai sendo modelado um thriller inquietante, que provoca o público e fisga a atenção.

Para quem gosta de tudo mastigado, esta é uma obra para se ter paciência: nada é diretamente proposto, há um caminho profundo para se chegar nas revelações. A série esquenta a partir do terceiro episódio, com os dramas familiares já desenvolvidos – leia-se a culpa e o luto -, além de uma trama política que faz todo sentido no alicerce do discurso que o roteiro propõe. Com o inconsciente se manifestando – um prato cheio para fãs de Freud – estabelece-se um tabuleiro de xadrez, com acertos e erros.

O roteiro se arrisca o tempo todo nas nuances de apresentar o fator psicológico – um caminho cheio de espinhos que respinga na narrativa. Esse acaba sendo um dos grandes méritos da obra: com seu bom desenvolvimento dentro dessa psicologia dos personagens, onde valores, motivações e medos se manifestam, moldando modos de agir, logo chegando aos desvios morais, sem esquecer de apresentar as vulnerabilidades.

O Monstro em Mim foge de qualquer ingenuidade ou dos desencontros que uma fluidez narrativa poderia provocar. Seu objetivo é apresentar o ‘monstro dentro das pessoas’, como se expressa externamente e no subconsciente. Ao se jogar nas complexidades – com dois excelentes protagonistas ditando o ritmo das ações – avançamos nos graves descompassos da personalidade humana, em uma incursão profunda no oculto da mente, onde a moralidade hipócrita se manifesta.

Os Piores e Melhores Filmes de M. Night Shyamalan

M. Night Shyamalan já foi considerado o novo Hitchcock ou o novo Spielberg (exageros à parte – como de costume), mas teve uma queda em sua popularidade ao longo dos anos.

Recentemente, ele voltou a cair nas graças dos Deuses do Cinema com ‘Tempo‘ (Old), que foi eleito por alguns críticos como o melhor filme do diretor desde ‘Corpo Fechado‘.

Pensando nisso, resolvemos listar (do pior ao melhor) todos os filmes que estampam o nome do cineasta APÓS SEU SUCESSO MUNDIAL com O Sexto Sentido (1999), o filme que colocou verdadeiramente seu nome no mapa. Queremos deixar isso bem claro – daí as letras garrafais – portanto, que seus dois longas iniciais, Praying With Anger (1992) e Olhos Abertos (1998), não estarão na lista. Assim como levaremos em conta somente produções cinematográficas, deixando também de fora a série Wayward Pines, com a qual esteve envolvido em 2015. Não esqueça de comentar e listar os seus em ordem. Vamos lá, apertem os cintos e preparem-se para serem Shyamalados.

O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS – Caso não tenha visto o filme em questão, não leia a parte da reviravolta.

12 | O Último Mestre do Ar (The Last Airbender, 2010)

Sinopse: adaptação para o cinema do famoso desenho animado Avatar, que devido ao monstruoso fenômeno de mesmo nome, dirigido por James Cameron, lançado no ano anterior, não pôde utilizar seu título original. A história mística de aventura e fantasia, fala sobre diversas tribos, cada uma dominando um elemento do planeta, como fogo, ar, água e terra.

Envolvimento: aparentemente, o desejo de Shymalan em adaptar o desenho veio da paixão de seus filhos pelo mesmo. Na época, seus filmes autorais de suspense e terror não estavam mais emplacando junto ao público, fechando portas para o diretor em estúdios como a Disney, a Warner e a Fox. O cineasta aqui resolveu dar um tempo de filmes menores e apostar no cinema blockbuster de efeitos visuais e heróis. Shyamalan adapta o roteiro, produz e dirige aqui.

Protagonista: ao menos os personagens do desenho foram respeitados e trazidos para o longa, o problema é que certa leveza e humor foram esquecidos em prol de um épico soturno e enfadonho. Aang (Noah Ringer) é o protagonista, um jovem monge, que é o escolhido (para variar) e o único capaz de controlar os quatro elementos.

Elemento Sobrenatural: por se tratar de um filme de fantasia, temos muitos elementos sobrenaturais, como pessoas que controlam o fogo, a água, o ar e a terra, além de uma criatura bestial, porém dócil, que é uma mistura de bicho preguiça e bisão.

Shyamalan Ator: uma ponta não creditada como um dos membros da tribo do fogo.

Reviravolta: a última cena deixava uma continuação engatilhada, que nunca viria. Após ter falhado em capturar o último Airbender, Zuko (Dev Patel) perde a preferência de seu pai, o rei, que agora mandará a filha para o encalço do “menino dourado”.

11 | Depois da Terra (After Earth, 2013)

Sinopse: passada no futuro, esta ficção científica conta a história de um pai e seu filho (Will Smith e seu filho na vida real, Jaden Smith) ambos militares, viajando em uma missão interplanetária em sua nave. O pior acontece e a nave cai em um inóspito planeta. O pai fica impossibilitado, cabendo ao filho se provar e ir até o ponto oposto do local para enviar um sinal e pedir ajuda.

Envolvimento: aqui, pela primeira vez em sua carreira, Shyamalan foi um diretor de aluguel. Por mais que em O Último Mestre do Ar tenha apenas adaptado um desenho, era um projeto de paixão seu, assim como a criação da antologia da qual Demônio faria parte. Mas com Depois da Terra, o diretor apenas serviu à família Smith, para que juntos desenvolvessem o projeto cujo subtexto é um dos mantras da cientologia, o da superação do medo. No filme, Shyamalan adapta em um roteiro a ideia de Smith, produz e dirige.

Protagonista: mostrando que este é mais um veículo que Will Smith planejou para o lançamento da carreira de seu filho, embora o nome do astro seja o de maior relevância aqui, ele deixa Jaden, na pele de Kitai Raige, levar 80% da projeção sozinho.

Elemento Sobrenatural: mais um filme de fantasia e ficção científica, aonde o que mais pode ser encontrado são elementos sobrenaturais. Passado no futuro, temos animais levemente modificados e evoluídos, como macacos, tigres e águias. Mas o que se destaca é a criatura monstruosa conhecida como Ursa.

Shyamalan Ator: não aparece.

Reviravolta: não existe grandes reviravoltas aqui, e a revelação de que o planeta inabitado e perigoso no qual caem com a nave é a Terra, é feita logo no início do filme, ao contrário do clássico Planeta dos Macacos (1968). Talvez a jornada e como Kitai derrota a Ursa sejam as surpresas aqui. O pequeno finalmente evoca o “fantasma”, técnica na qual se torna invisível ao monstro, superando de vez o medo.

10 | Fim dos Tempos (The Happening, 2008)

Sinopse: um enigmático evento começa a ocorrer pelos EUA, no qual pessoas, aparentemente sem qualquer explicação, começam a se matar das formas mais variadas e grotescas. Devido à paranoia instalada no país, após o 11 de setembro, especula-se que sejam atos terroristas.

Envolvimento: aqui ainda tínhamos o Shyamalan “moleque” e autoral. Porém, meio perdido, tendo usado todas as cartas na manga, com quase nenhum crédito junto aos críticos e público. Esse foi o primeiro filme de censura alta da carreira do diretor, que pôde usufruir da violência e cenas explícitas em seu filme declaradamente de terror. Como de costume, Shyamalan escreve, dirige e produz.

Protagonista: uma das maiores críticas que Fim dos Tempos recebeu foi em relação aos seus personagens, em especial os protagonistas. Mark Wahlberg é o principal na pele do professor de ciências (??!!) Elliot Moore. O ator está completamente fora de sua alçada e não convence, sendo alvo de cenas constrangedoras – como quando fala com uma samambaia (de plástico, para piorar). Pior que isso só o desempenho inerte e robótico da geralmente agradável Zooey Deschanel, que interpreta sua esposa. A atriz parece anestesiada durante toda a projeção.

Elemento Sobrenatural: alguma toxina parece a causa de tudo, se espalhando pelo ar e criando um novo nível de paranoia, que surpreendentemente dura apenas um dia. O que chama atenção é que assim como em alguns clássicos do gênero, a pessoa que você mais gosta e confia, pode se voltar contra você ou ela mesma.

Shyamalan Ator: tomado pela timidez, o cineasta aparece apenas como uma voz ao telefone no filme.

Reviravolta: bem, a grande reviravolta aqui, como diversos personagens entregam em especulações durante o filme, é a vingança da natureza contra o homem. Em especial as plantas, que liberam esta toxina mortal, com a tentativa de embasamento científico da parte do cineasta. Bem, ou será que era isso mesmo?

09 | A Dama na Água (Lady in the Water, 2006)

Sinopse: em um condomínio de classe média baixa, na cidade da Filadélfia (na qual se passa a maior parte dos filmes do diretor), figuras para lá de exóticas transitam. Até que o zelador do local encontra uma misteriosa jovem na piscina do prédio, e a trama se desenrola.

Envolvimento: Shyamalan estava no auge de sua carreira, começando a colocar o pé no declínio. A divergência de opiniões causada por A Vila, ocasionou na saída do diretor do estúdio que o acolheu em seus maiores sucessos, a Disney. Este filme marca a primeira, e única (até o momento), aventura do cineasta pela Warner. O objetivo aqui era dar vazão aos contos de fadas que Shyamalan narrava para seus filhos antes de dormirem. Mais uma vez o cineasta escreve, dirige e produz.

Protagonista: Cleveland Heep (Paul Giamatti, recém-saído dos sucessos de crítica Sideways – Entre umas a Outras e A Luta Pela Esperança), o zelador do condomínio, é nosso herói por esta jornada. Esse é o filme de Shyamalan que possui a maior gama de personagens excêntricos, a maioria propositalmente criados como alívio cômico. Um dos que mais chama atenção é o crítico de cinema e arte, pretensioso e arrogante (papel de Bob Balaban), tratado como vilão, e criado como forma de vingança do diretor em relação aos verdadeiros críticos que vinham destratando suas obras.

Elemento Sobrenatural: por se tratar de um pretenso conto de fadas (ou conto de ninar, como dizia o slogan), temos figuras fantásticas e mitológicas, como ninfas (espécie de sereias), papel de Bryce Dallas Howard, e criaturas que são mesclas de animais com outros elementos da natureza.

Shyamalan Ator: esse é o melhor, ou pior, papel de Shyamalan em um de seus filmes, dependendo do seu ponto de vista. Essa é outra resposta, que soa muito como tapa de luva de pelicas (com uma ferradura dentro), que o diretor dá em seus detratores. Aqui, ele é Vick Ran, escritor e condômino (mora junto com a irmã) do local, cujo próximo livro irá ser tão importante que salvará o mundo. Egocentrismo no nível dez? Sim, por favor.

Reviravolta: anunciado como conto infantil e história de fadas, A Dama na Água é enfadonho demais para as crianças. O filme possui inclusive cenas e momentos mais assustadores. No entanto, não guarda grandes reviravoltas. A maior delas talvez seja os papeis invertidos, que cada morador ganha na hora de ajudar a ninfa Story (Howard) – sim, nome bem criativo né? – a voltar para casa. Invertidos, pois iriam se mostrar equivocados, necessitando de nova escalação.

08 | Vidro (Glass, 2019)

Sinopse: sequência direta de Fragmentado e Corpo Fechado, Vidro mostra David Dunn (Bruce Willis) em sua luta contra o crime, agindo verdadeiramente como um vigilante (ou super-herói) após os eventos do filme de 2000. Sua mais recente missão é encontrar um psicopata sequestrador de jovens – o personagem dono de múltiplas personalidades vivido por James McAvoy. Dunn e a Fera se encontram e vão parar num manicômio, mesmo local onde está confinado Elijah (Samuel L. Jackson) por todos estes anos depois do desfecho de Corpo Fechado. Lá, estas poderosas entidades irão colidir enquanto são tratadas pela doutora Ellie Staple (Sarah Paulson).

Envolvimento: além de diretor, roteirista e produtor, este é provavelmente o maior envolvimento de Shyamalan com um filme. Trata-se de um projeto muito pessoal para o cineasta, planejado há 20 anos. Desde o lançamento de Corpo Fechado (um filme incompreendido em seu lançamento – que não rendeu muito, ainda mais na trilha de O Sexto Sentido) fala-se numa possível sequência. O diretor seguiu outros rumos, mas mostrou que era possível (de forma surpresa, para variar) ao final de Fragmentado. Esta é oficialmente a primeira continuação de um trabalho seu.

Protagonista: bom, por onde começar nessa? O filme chama-se Vidro, então tecnicamente é dedicado ao vilão vivido por Samuel L. Jackson. Afinal, os outros dois do trio principal já tiveram seu próprio filme para protagonizar. Mas não é exatamente isso que acontece. O personagem de Jackson segue sendo o “mastermind”, a figura por trás de tudo e o responsável pela trama girar. No entanto, esse é um jogo de xadrez onde todas as peças tem importância igual. Bruce Willis (e seu David Dunn) ainda é o herói e, podemos dizer, o protagonista. Mas James McAvoy é o primeiro nome nos créditos. E agora?

Elemento Sobrenatural: por se tratar de um sequência direta de ambos Corpo Fechado e Fragmentado, é esperado que o filme utilize elementos de ambos os filmes. E Vidro faz exatamente isso. Assim, temos os holofotes novamente em seres superpoderosos. David Dunn e seu corpo inquebrável (cujo ponto fraco é a água), Elijah com seus ossos de vidro e mente diabólica e Kevin, dono da Fera interior – igualmente poderosa.

Shyamalan Ator: a coisa mais legal de Vidro não é a volta de Bruce Willis como David Dunn, nem de Samuel L. Jackson como Elijah, tampouco James McAvoy como Kevin. Também não é Anya Taylor-Joy como Casey, nem mesmo Spencer Treat Clark como Joseph, o filho de David. A melhor coisa é a volta de Shyamalan no mesmo papel de Jai, o segurança do filme Fragmentado – que faz uma participação inspiradíssima – e se revela  talvez o mesmo personagem de Corpo Fechado.

Reviravolta: ainda é muito cedo para falar sobre isso? Bem, você está avisado desde o início do texto que aqui teremos spoilers. Se não quiser saber, pare de ler agora. Bom, continuou. Então vamos lá. A primeira reviravolta (que todos parecem ficar horrorizados ao saber) é que Elijah não criou apenas David, mas foi o responsável, mesmo que sem querer, por criar as personalidades de Kevin – já que no mesmo acidente de trem estava o pai do menino. Com o pai morto, Kevin fica a mercê da mãe abusiva, o que desencadeia as personalidades e o monstro dentro dele. Além disso, a doutora Ellie é na verdade membro de uma organização dedicada a erradicar da face da Terra tais criaturas superpoderosas.

07 | A Vila (The Village, 2004)

Sinopse: por volta de 1900, um pequeno vilarejo auto suficiente, e seus moradores, são assombrados pela floresta ao redor, na qual residem criaturas monstruosas. As duas raças vivem numa espécie de trégua, mas o que acontece quando esta trégua é quebrada?

Envolvimento: esse é o melhor trabalho de Shymalan para este que vos fala, embora não seja unânime, justamente porque o diretor brinca como nunca com sua audiência, manipulando de forma magistral o público, que teme sem saber o que temer. É um exercício em puro medo, o que o diretor propõe a realizar. E a plateia é sua cobaia. Ao final, alguns entenderão e apreciarão sua proposta. Outros, como sempre, se sentirão frustrados.

Protagonista: embora o nome que encabece o elenco seja o de Joaquin Phoenix, e tenhamos atores da estirpe de William Hurt, Sigourney Weaver e Adrien Brody permeando a obra, a protagonista absoluta é Ivy Walker, a jovem cega, que marca a estreia vertiginosa de Bryce Dallas Howard no cinema.

Elemento Sobrenatural: as criaturas que cercam o vilarejo, e habitam a floresta. Tais criaturas, que não devem ser mencionadas, nunca são de fato totalmente conhecidas ou explicadas, mas aparentam uma mistura de porco, com muitos espinhos e garras, num híbrido humanoide.

Shyamalan Ator: Shyamalan dá as caras no final, como um dos seguranças responsáveis por guardar os arredores da reserva florestal.

Reviravolta: são duas grandes reviravoltas aqui. A primeira, é que não existem de fato as criaturas, sendo tudo uma invenção dos mais velhos da aldeia, para assegurarem que os mais novos nunca deixariam o local, pelo menos nesta geração. Essa ocorre antes do final, podendo ser acusada de ser anticlimática. A segunda reviravolta mostra que, na realidade, os aldeões personagens do filme estão vivendo em nosso tempo, dentro de uma reserva florestal apenas simulando o estilo de vida antigo. É a Alegoria da Caverna de Platão, recriada como forma de entretenimento ao grande público e fãs de terror e suspense.

06 | Demônio (Devil, 2010)

Sinopse: cinco estranhos ficam presos num elevador e coisas sombrias começam a ocorrer ao redor e dentro do local, como mortes brutais. Policiais e técnicos tentam salvar as vítimas. A ideia era falar sobre fé.

Envolvimento: essa era uma proposta do diretor que não deu certo. A ideia era criar uma série de filmes, todos parte de uma antologia de terror, sob o selo The Night Chronicles. Shyamalan produz o longa e escreveu a história, mas o roteiro e a direção não são seus.

Protagonista: aqui temos um elenco de rostos desconhecidos, sem o foco em um único protagonista. Temos os cinco “jogadores” dentro do elevador, mas o que mais se aproxima de ser o principal é o personagem de Chris Messina, o detetive do lado de fora tentando salvá-los.

Elemento Sobrenatural: além da tragédia de termos cinco pessoas trancafiadas em um elevador defeituoso, Demônio, como diz o título nada sutil, traz uma das vítimas como o próprio Belzebu encarnado. Essa é para se benzer.

Shyamalan Ator: não aparece.

Reviravolta: todo o rebuliço criado pelo coisa ruim no final das contas era apenas uma forma de se vingar de um dos sujeitos, que havia atropelado a esposa do tal policial. Além disso, o filme trapaceia e mata a senhora idosa, primeiramente a eliminando da lista de suspeitos, para depois revelar ser ela a encarnação do capeta.

05 | A Visita (The Visit, 2015)

Sinopse: um casal de adolescentes vai visitar os avós em outra cidade, com quem nunca tiveram contato devido à briga de sua mãe, filha dos idosos, com os pais anos atrás. Mas os adoráveis parentes escondem um terrível segredo.

Envolvimento: foi a volta por cima de Shyamalan, e o passo rumo a reconquistar o sucesso. Um filme menor, financiado de seu próprio bolso, e gravado no estilo found footage. Esse era o filme que o diretor queria fazer, com controle total, e não fazia desde 2008. O autor escreve, produz e dirige.

Protagonista: os protagonistas são os inocentes netinhos Becca (Olivia DeJonge) e o cômico Tyler (Ed Oxenbould), aficionado por hip hop. Mas quem rouba a cena são os perturbadores avós Nana (Deanna Dunagan) e Pop Pop (Peter McRobbie).

Elemento Sobrenatural: o filme inteiro ficamos esperando alguma ameaça sobrenatural, que justifique o comportamento errático dos velhinhos. Em certo momento, enfatizado pela mãe (papel de Kathryn Han), a justificativa de seu comportamento pode ser apenas pela idade. O que traria um tom cômico maior ao longa, que já utiliza de muito humor.

Shyamalan Ator: mesmo voltando aos poucos às boas com o sucesso, o diretor ainda não arriscaria aparecer em um longa.

Reviravolta: talvez uma das melhores e mais gélidas reviravoltas em um filme do diretor, que congelou minha espinha ao assistir no cinema, descobrimos que os adoráveis velhinhos não são os avós reais da dupla de jovens, e sim loucos fugidos do manicômio. Meu Deus!!!

04 | Sinais (Signs, 2002)

Sinopse: um fazendeiro e ex-pastor perde a mulher em um acidente de trânsito, perdendo assim também a fé em Deus. Agora, ele cria os dois filhos pequenos com a ajuda do irmão mais novo.

Envolvimento: Corpo Fechado, como a maioria das obras cult, não ganhou a atenção devida na época de seu lançamento, sendo redescoberto depois. Já em Sinais, seu terceiro longa, Shyamalan voltou novamente ao topo de mundo, adquirindo mais um sucesso de público e crítica, em um filme B que deu certo – ao contrário de Fim dos Tempos. O diretor novamente joga em todas as posições.

Protagonista: Mel Gibson dá tudo de si na pele do ex-Reverendo Graham Hess, que perdeu a fé devido ao acidente fatal que tirou a vida de sua esposa. O bom do cinema de Shyamalan é dar enfoque dramático, em atuações dignas de prêmios, para tramas de terror e ficção, que geralmente não seriam levadas a sério. A escolha de Gibson, um intenso homem de fé na vida real, para o papel é mais que adequada. Além dele, Joaquin Phoenix também se destaca na pele de Merill, o irmão mais novo e destrambelhado, que serve como alívio cômico.

Elemento Sobrenatural: o que ainda não foi mencionado aqui é que Sinais fala sobre uma possível invasão alienígena. Uma invasão diferente, no entanto, das que estamos acostumados a ver no cinema. Mais intimista ao ponto de ficarmos nos perguntando se tudo não passa de uma grande enganação. Shyamalan teve a ideia para o roteiro depois de acompanhar os casos das enormes marcas em plantações, algumas se revelando um engodo, outras ainda sem explicação.

Shyamalan Ator: esse é o papel mais legal de Shyamalan, tirando o hilário de A Dama na Água. Aqui, seu personagem é tão importante que faz a trama girar. Ele é Ray Reddy, veterinário da pequena cidade rural nos arredores da Filadélfia, que acidentalmente tira a vida da esposa do protagonista.

Reviravolta: para quem estava na dúvida, os extraterrestres se mostram bem reais e nem um pouco amistosos. Os seres hostis invadem o local, e quando todos achavam que eles haviam partido… Bem, é ver para crer. No entanto, eles possuem um ponto fraco (que se mostra uma obsessão de Shyamalan). Sua fraqueza é explicada no filme, e na verdade, não é tão despropositada quanto afirmam os detratores do longa.

03 | Corpo Fechado (Unbreakable, 2000)

Sinopse: um homem é o único sobrevivente de um desastre de trem e, com a ajuda de outro que é seu exato oposto, começa a entender seu propósito no mundo e sua natureza indestrutível – ou inquebrável como diz o título original.

Envolvimento: segundo longa de Shyamalan após ser glorificado com O Sexto Sentido. Hoje, Corpo Fechado possui status cult, mas na época muitos não entenderam a proposta deste filme de super-heróis de quadrinhos realista e dramático, pano de fundo para uma reconciliação matrimonial. O cineasta joga em todas as posições como de costume.

Protagonista: David Dunn (Bruce Willis) é um homem que desiste do seu sonho profissional em nome da esposa (Robin Wright), se tornando infeliz quando a perde de qualquer forma. O personagem mais interessante de longe aqui, no entanto, é Elijah ‘Senhor Vidro’ Price (Samuel L. Jackson), em ótima homenagem ao cinema negro da década de 1970.

Elemento Sobrenatural: O protagonista é um herói indestrutível e altamente sensorial, a não ser pela água, seu ponto fraco. Já o Senhor Vidro de Samuel L. Jackson é o oposto, se quebrando por completo ao primeiro esbarrão.

Shyamalan Ator: a ponta do diretor neste filme resume-se a um fã que tenta vender drogas dentro do estádio, no qual o protagonista é segurança.

Reviravolta: após a fantasia se tornar realidade, e ficar provado que o protagonista era de fato um super-herói saído direto da mitologia, resta saber qual o papel de seu antagonista nisso tudo…

02 | Fragmentado (Split, 2016)

Sinopse: Kevin (James McAvoy) é um jovem que possui 23 personalidades. Para tentar curar o quadro, ele se trata com uma psicóloga renomada. No entanto, o tratamento parece não ajudar muito e ele termina sequestrando três jovens.

Envolvimento: aqui, podemos afirmar que Shyamalan reencontrou a paz e o sucesso. O cineasta deu a volta por cima, sendo abraçado novamente por crítica e público, que fizeram de Fragmentado, escrito, produzido e dirigido por ele, um dos maiores sucessos deste início de 2017.

Protagonista: Kevin e suas inúmeras personalidades (todas interpretadas por um James McAvoy inspiradíssimo), com destaque para Patricia, o menino Hedwig, Dennis e, é claro, a Besta. Casey Cooke (Anya Taylor-Joy, de A Bruxa), nossa heroína perturbada, também recebe o devido destaque.

Elemento Sobrenatural: não existe um elemento 100% sobrenatural aqui, mas, além das inúmeras personalidades que permeiam a mente de Kevin, a Besta é uma criatura quase sobre-humana que ameaça vir à tona.

Shyamalan Ator: Shyamalan não podia se conter de felicidade e no embalo aparece de novo como ator. Aqui, ele vive um técnico de segurança apaixonado pelo restaurante incorreto Hooters.

Reviravolta: Existem algumas reviravoltas com as personalidades de Kevin, como a chegada da Besta, o destino de alguns personagens e o passado trágico da menina Casey. Mas o que mais chama atenção é o elo com um certo filme de sucesso do diretor.

01 | O Sexto Sentido (The Sixth Sense, 1999)

Sinopse: um psicólogo estrela, condecorado pelo prefeito, pega seu caso mais difícil: o de um menino diferente, que à primeira vista é alvo de abuso doméstico, porém, guarda segredos sobrenaturais, além da compreensão humana.

Envolvimento: Shyamalan se tornou um astro aqui. Ele já havia dirigido dois filmes pouco significativos, mas foi com O Sexto Sentido que ganhou o mundo. O filme foi sucesso de crítica e público, e ainda recebeu 6 indicações ao Oscar, entre elas, melhor filme diretor. Além disso, consta na lista dos preferidos do grande público no site IMDB. Shyamalan cria aqui sua obra-prima, escrevendo, produzindo e dirigindo o longa.

Protagonista: Bruce Willis dá vida o Dr. Malcolm Crowe, o psicólogo e protagonista. O ator recebe uma das poucas chances de atuar de verdade em sua carreira. Mas o rouba-cenas atende pelo nome de Haley Joel Osment, então um menino de 11 anos, inclusive chegando a ser indicado ao Oscar por seu desempenho como o problemático Cole, o garoto que vê gente morta.

Elemento Sobrenatural: como dito acima, o menino Cole vê gente morta. Esse é um filme de fantasmas e assombrações, porém, um bem diferente do que imaginamos.

Shyamalan Ator: o diretor interpreta um médico que começa a desconfiar que a mãe do menino (Toni Collette) seja quem vem lhe deixando marcas roxas por todo o corpo.

Reviravolta: bem, na reviravolta mais manjada (agora) e surpreendente da história do cinema, ficamos sabendo que o psicólogo que ajudava o menino, estava também, ele mesmo, morto. Durante o filme, acompanhamos apenas seu fantasma se comunicando com o menino. Toque de gênio.