Emma Watson, Daniel Radcliffe and Rupert Grint in a scene from 'Harry Potter and the Prisoner of Azkaban'. (AP Photo/Warner Bros.,
De acordo com o insider Jeff Sneider, no podcast The Hot Mic, a nova adaptação de ‘Harry Potter‘, que está sendo desenvolvida no formato de série pelo serviço de streaming Max (plataforma sucessora da HBO Max), deve contar com um elenco mais inclusivo.
A nova iteração deve contar com mais atores não caucasianos – e essa mudança também irá se refletir entre os roteiristas da produção.
A medida busca remedir algumas das principais críticas ao material de origem e à franquia cinematográfica, que já se tornaram alvo de discussão por causa da falta de representatividade e por lidar de forma rasa com outras culturas.
O insider ainda ressaltou que a própria Hermione Granger pode ser interpretada por uma atriz não caucasiana na série – o que não seria uma novidade na franquia. Vale lembrar a personagem já foi interpretada pela atriz Noma Dumezweni na peça teatral Harry Potter and the Cursed Child.
J.K. Rowling, criadora da saga literária, servirá como produtora executiva e consultora criativa na série. Apesar de seu envolvido ter sido criticado – por conta de diversos casos de transfobia –, a autora ignorou os comentários negativos: “Estou ansiosa para fazer parte desta nova adaptação que permitirá um grau de profundidade e detalhes apenas proporcionados por uma longa série de televisão.”
Casey Bloys, presidente de conteúdo da empresa, também evitou comentar as declarações preconceituosas de Rowling. Ao ser questionado se as visões da autora poderiam atrapalhar na escolha do elenco, ele disse:
“Não acho que esta seja a discussão. Esta é uma discussão que está na internet, cheia de nuances e bastante complicada, e não é algo com o qual vamos nos envolver. Nossa prioridade é o que está na tela. A história de ‘Harry Potter’ é incrivelmente afirmativa e positiva ao tratar de amor e autoaceitação. Rowling vai estar envolvida. Ela é nossa produtora executiva da série. As percepções dela vão ser úteis.”
Nas redes sociais, alguns fãs se animaram sobre a renovação da franquia, enquanto outros ficaram furiosos com o remake de uma adaptação tão recente.
Confira o anúncio e as reações:
“Nova série de Harry Potter confirmada”
Nunca mais vou ser triste depois dessa
Tem uma galera aí que seria mais honesto falar “quero continuar vendo Harry Potter sim sem me sentir muito culpado sobre e é isso” ao invés de fazer malabares
os filmes e séries de Harry Potter são muito “recentes” ainda, não tem motivo pra fazer série da história principal, os personagens ainda estão muito frescos na cabeça do pessoal
Não faz sentido nenhum uma série sobre Harry Potter, os filmes ainda são muito recentes e bem sucedidos…. Hollywood tá sem ideia mesmo hein, e olha que existem 500 sagar pra serem adaptadas.
Blz Harry Potter vai virar série, e Animais Fantásticos em? Vcs vão simplesmente ignorar e esquecer q ainda faltam 2 filmes para acabar a saga ?? Tá crt q n teve a aprovação máxima do público mas é a saga q mostra como o Grindelwald foi derrotado +
Cada temporada da série será baseada em um dos livros da franquia, com a Warner Bros. Discovery descrevendo a série como uma “série de uma década”. Ela apresentará um elenco completamente novo em relação aos filmes.
“Estamos encantados em dar ao público a oportunidade de descobrir Hogwarts de uma maneira totalmente nova”, disse Casey Bloys, presidente e CEO de conteúdo da HBO & Max. “‘Harry Potter’ é um fenômeno cultural e está claro que há um amor duradouro e uma sede pelo Mundo Mágico. Em parceria com a Warner Bros. Television e J.K. Rowling, esta nova série original da Max mergulhará profundamente em cada um dos livros icônicos que os fãs continuam a desfrutar todos esses anos.”
A Max irá produzir em associação com a Brontë Film and TV e a Warner Bros. Television. J.K. Rowling será produtora executiva juntamente com Neil Blair e Ruth Kenley-Letts. David Heyman está atualmente em negociações para ser produtor executivo.
“O compromisso da Max em preservar a integridade dos meus livros é importante para mim, e estou ansiosa para fazer parte desta nova adaptação que permitirá um grau de profundidade e detalhe que só é permitido por uma série de televisão de longa duração”, disse Rowling.
LOS ANGELES, CALIFORNIA - APRIL 11: Jeremy Renner attends the world premiere event for the Disney+ original series "Rennervations" at Westwood Regency Village Theater on April 11, 2023 in Los Angeles, California. (Photo by Anna Webber/Getty Images for Disney+)
Pela primeira vez desde o seu assustador acidente, Jeremy Renner (‘Gavião Arqueiro’) esteve presente em um tapete vermelho. O ator compareceu à estreia de ‘Projeto Renner‘ (Rennervations), nova série do Disney+.
A produção, que já está disponível no serviço de streaming, mostra o ator viajando ao redor do mundo enquanto reimagina veículos exclusivos construídos especificamente para atender às necessidades de uma comunidade.
Confira as imagens:
LOS ANGELES, CALIFORNIA – APRIL 11: Jeremy Renner attends the world premiere event for the Disney+ original series “Rennervations” at Westwood Regency Village Theater on April 11, 2023 in Los Angeles, California. (Photo by Anna Webber/Getty Images for Disney+)
No primeiro dia do ano, o astro da franquia ‘Vingadores‘ quebrou mais de 30 ossos e passou por várias cirurgias depois de ser atropelado por um trator limpa neves.
Em entrevista ao JimmyKimmel, Renner revelou que vai manter o veículo:
“Só preciso aprender a dirigir melhor. O trator vai continuar desempenhando um papel integral na nossa propriedade em Reno [Nevada, nos EUA]. Temos muita neve lá em cima. “Minha mãe quer atear fogo no trator – e isso daria uma festa inteira… Mas não, é um veículos incrível. E eu o adoro.” (via Yahoo).
Ele acrescentou que:
“É uma necessidade, sabe? É com ele que a gente se vira quando há tempestades de neve gigantes.”
O bom humor e o olhar agradecido do indicado ao Oscar se sobressaíram à bengala que ele usava para se apoiar enquanto segurava a mãe de sua filha Ava, de 10 anos.
“Estou transbordando de gratidão e entusiasmo, diferente de tudo que senti em muito, muito tempo, sabe?”, disse o astro à People. “Porque não é um filme que estou promovendo, não é um show, é minha vida, é minha vida, cara, é isso o que eu faço.”
Após o susto, o astro vem tranquilizando os fãs ao publicar atualizações sobre sua rotina, e parece que ele está cada vez mais perto de se recuperar totalmente.
Há onze anos, uma das adaptações mais elogiadas e adoradas do século chegava aos cinemas – a versão fílmica do romance adolescente ‘As Vantagens de Ser Invisível’.
Dirigido e escrito por Stephen Chbosky, o filme conquistou 100% de aprovação dos críticos e está disponível no catálogo da Netflix.
A trama acompanha Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Com os nervos à flor da pele, ele se sente deslocado no ambiente. Seu professor de literatura, no entanto, acredita nele e o vê como um gênio. Mas Charlie continua a pensar pouco de si… Até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele.
Preparamos uma breve lista elencando algumas curiosidades de bastidores.
Confira:
Sam (Emma Watson), Charlie (Logan Lerman) and Patrick (Ezra Miller) help each other through the lowest parts of high school in The Perks of Being a Wallflower.
Em entrevista à Entertainment Weekly, Watson relatou que ela aceitou o papel porque Chbosky disse a ela que “não apenas esse será um dos papéis mais importantes que você interpretará, você também terá o verão de sua vida e conhecerá alguns dos seus melhores amigos.” Ela também informou que a alegação se concretizou.
Miller fez sua audição inicial para o filme pelo Skype, e ele foi tão carismático na entrevista que foi escolhido cinco horas após a audição.
Miller e Watson amam dança e movimento. Então, Chbosky os fez trabalhar com o coreógrafo para construir sua rotina no baile de boas-vindas.
Todo o elenco, incluindo Lerman e Miller, vivia no mesmo hotel em Pittsburgh durante as filmagens. Lerman disse: “nós estávamos meio que vivendo em um ambiente de dormitório”.
Watson admitiu que se recusa a assistir às suas cenas de beijo ou à cena de ‘Rocky Horror Show’.
Este foi o primeiro grande papel de Watson depois de interpretar Hermione Granger na saga ‘Harry Potter’.
Foi este filme que convenceu Zack Snyder a escalar Miller para o papel de Barry Allen/Flash em ‘Liga da Justiça’.
Chbosky sabia que queria escalar Watson assim que a viu em ‘Harry Potter e o Enigma do Príncipe’ e a cena em que Ron quebra o coração de Hermione e Harry a consola. Chbosky disse: “ela partiu meu coração naquela cena. Ela está chorando, e senti que ela tinha toda a vulnerabilidade que Sam precisava”.
No romance original, a música ouvida no túnel é “Landslide”, interpretada por Fleetwood Mac. Mas Chbosky mudou para “Heroes”, de David Bowie, para trazer mais impacto emocional à cena.
Durante a festa de Amigo Secreto, Charlie distribui presentes específicos para todos. Patrick recebe apenas um pedaço de papel. Olhando para Patrick ao longo da cena, ele parece profundamente perturbado com o que está escrito. No romance, o papel continha um poema, escrito por um adolescente que cometeu suicídio cortando os pulsos depois de escrevê-lo, prenunciando o final do filme, quando Charlie parece contemplar o mesmo.
De acordo com o Deadline, a produtora Fremantle está desenvolvendo um remake de ‘Baywatch‘ para a TV.
O projeto já estava em desenvolvimento em meados da década de 2010, mas os planos acabaram sendo engavetados quando a Paramount lançou o filme estrelado por Dwayne Johnson e Zac Efron em 2017.
No momento, a Fremantle está negociando a venda dos direitos de exibição com possíveis emissoras ou plataformas de streaming.
Como o projeto está nos estágios iniciais, ainda não há nomes confirmados ao elenco e nem aos cargos de roteiristas, diretor e showrunner.
Em 2018, o diretor de operações da Fremantle, Bob McCourt, disse que a intenção por trás do filme 2017 era dar o pontapé inicial para filmes interligados com um reboot da série.
No entanto, as péssimas críticas ao filme, que teve apenas 17% de aprovação, influenciaram no engavetamento da ideia.
Lembrando que a série original foi exibida de 1989 a 1990, e acompanhava os salva-vidas que patrulhavam as praias do condado de Los Angeles.
Entre os astros da atração, estão David Hasselhoff, Pamela Anderson, Carmen Electra, Nicole Eggert, David Chokachi, Alexandra Paul, Erika Eleniak, Gena Lee Nolin Hulse, Jason Simmons e Jeremy Jackson.
Segundo o Livro Guinness, ‘Baywatch’ foi a série de TV mais assistida no mundo com mais de 1,1 bilhão de telespectadores em 142 países no ano de 1996.
Através do Instagram, os diretores Joe e Anthony Russo (‘Vingadores: Ultimato’) anunciaram que Zack Snyder (‘Liga da Justiça’) será seu próximo convidado no podcast Pizza Film School.
A primeira parte da entrevista irá ao ar em 18 de abril, e o trio vai dissecar o Snyder Cut de ‘Liga da Justiça’ para promover a SnyderCon 2023, que será realizado nos EUA entre os dias 28 e 30 de abril.
A iniciativa foi criada no intuito de arrecadar fundos para a Fundação Americana de Prevenção ao Suicídio, organização da qual Snyder vem participando ativamente desde o suicídio de sua filha, Autumn, em 2017.
Confira a publicação:
“Filme da semana: ‘Liga da Justiça’, deZack Snyder. Os irmãos Russo conversaram com Zack Snyder para um episódio extra do #PizzaFilmSchool. A parte 1 da discussão será lançada na terça-feira, 18 de abril às 16h, horário de brasília. Certifiquem-se de ter feito sua lição de casa e assistido ao Snyder Cut antes de ouvir esses diretores totalmente nerds…”
Há alguns dias, Snyder divulgou um rascunho da arte que Jim Lee está fazendo para o cartaz do evento.
“Em andamento. Jim Lee é um gênio. Exclusivo para as exibições de fim de semana do Full Circle para beneficiar a conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio.”, ele escreveu.
O evento acontecerá em Pasadena, na Califórnia, no Art Center College of Design; e no Universal City Walk, em Universal City da Califórnia.
Em seu perfil no Vero, a publicação do diretor diz:
“A vida é um ciclo, do nascimento à morte e ao renascimento. E, portanto, a jornada do herói também é um ciclo. Uma jornada contínua de crescimento e transformação.”
Vale lembrar que o Snyder Cut de ‘Liga da Justiça’ só foi possível depois que a base de fã do diretor se uniu para promover a campanha #releasethesnydercut. Infelizmente, o universo criado pelo cineasta foi encerrado após o lançamento do longa em 2021.
A série nacional ‘Bom Dia, Verônica’ tornou-se um dos maiores sucessos da Netflix e, agora, a gigante do streaming anunciou que a 3ª temporada foi oficialmente confirmada.
Entretanto, detalhes sobre o próximo ciclo não foram revelados.
A minha série Bom Dia, Verônica está vivíssima. A terceira temporada está confirmada. ✨ pic.twitter.com/fmy7vA2Djs
Lembrando que o mais recente ciclo chegou à Netflix em agosto do ano passado.
A segunda temporada volta com a intriga da corrupção construída na primeira temporada e se aprofunda na investigação de Verônica. Oficialmente morta, Verônica fará o que for preciso para descobrir a verdade e voltar para sua família. Durante sua investigação, ela descobre uma ligação sombria entre o orfanato onde Brandão cresceu e um missionário perigoso em busca de poder absoluto.
O Star+ divulgou o trailer oficial de ‘O Culto Secreto’, nova série australiana de suspense psicológico estrelada por Teresa Palmer (‘Quando as Luzes se Apagam’).
A produção estreia no dia 24 de maio na plataforma de streaming.
A trama gira em torno de “um culto religioso que causa estragos humanos, confundindo as linhas entre passado e presente, realidade e pesadelo. A trama acompanha os pesadelos de uma mulher (Palmer) que é forçada a enfrentar os pesadelos de seu passado para impedir um culto secreto que pretende reunir crianças inocentes no futuro para cumprir o seu plano mestre” (via Disney+ Brasil).
A CW divulgou a sinopse oficial de “Forever and Always”, sétimo episódio da 3ª temporada de ‘Superman & Lois‘.
Na trama, “Lois e Clark investigam Bruno Mannheim, começando com suas conexões ao Centro Médico de Hob’s Bay, enquanto Jonathan e Jordan surtam em casa após o diagnóstico de Lois. Enquanto isso, Matteo vem para Smallville para conhecer John Henry pela primeira vez. Por fim, Sarah e Chrissy começam a quebrar o gelo”.
O capítulo vai ao ar no dia 02 de maio.
Criada por Greg Berlanti e Todd Helbing, a série faz parte do Arrowverse, que atualmente inclui ‘The Flash‘, ‘Supergirl‘, ‘Legends of Tomorrow‘, ‘Raio Negro‘ e ‘Batwoman‘.
Anos após enfrentarem vilões megalomaníacos, monstros caóticos em Metrópolis e invasores alienígenas que desejavam varrer a raça humana da face da Terra, o super-herói mais famoso do mundo, o Homem de Aço (também conhecido como Clark Kent), e a jornalista mais famosa dos quadrinhos, Lois Lane, enfrentam um dos maiores desafios de todos os tempos: lidar com o estresse, as pressões e as complexidades que surgem em ser pai nos dias de hoje.
Além desse complicado trabalho de criar dois meninos, Clark e Lois também se preocupam com o fato dos filhos Jonathan e Jordan poderem herdar os superpoderes kriptonianos do pai à medida que crescem. Retornando a Smallville para resolver algumas situações, o casal também se reencontra com Lana Lang, antiga namorada de Clark, e seu marido Kyle Cushing. Os adultos não são os únicos a cruzarem com antigas amizades, visto que os jovens membros da família Kent se reencontram com a filha rebelde de Lana e Kyle, Sarah.
Claro, nunca há um momento de paz na vida de um super-herói, especialmente com o pai de Lois, o General Samuel Lane, procurando por Superman para banir um vilão ou salvar o dia a qualqer momento. Enquanto isso, o retorno do casal para a idílica Smallville é acompanhado da aparição tanto de um estranho misterioso quanto de um magnata apaixonado chamado Morgan Edge.
O elenco ainda conta com Michael Bishop, Emmanuelle Chriqui, Inde Navarrette, Erik Valdez, Alexander Garfin e Dylan Walsh.
O ano de 2023 marca os 15 anos de um dos principais estúdios de animações brasileiras, o Copa Studio. Fundado por três sócios, Zé Brandão, Felipe Tavares e Rodrigo Soldado, o ‘Copa’ é responsável por algumas das animações nacionais mais queridas da atualidade, como o fenômeno jovem de Irmão do Jorel, Tromba Trem e Historietas Assombradas. Durante o Rio2C, festival de criatividade sediado anualmente na Zona Oeste do Rio de Janeiro, um dos fundadores do estúdio, Zé Brandão, integrou um painel dedicado às produções nacionais de animações, em que, junto a outros nomes importantes do mercado, debateu sobre as tendências desse mundo animado.
Agora, em entrevista ao CinePOP, Zé Brandão comentou um pouco mais sobre sua trajetória profissional, os 15 anos do Copa Studio e deu uma visão de quem trabalha no meio sobre a cena atual da animação nacional.
O painel do Rio2C reuniu grandes nomes da Animação nacional. Foto: Pedro Sobreiro.
CinePOP – Zé, muito obrigado pela oportunidade de te entrevistar. Você pode nos contar mais sobre sua carreira até chegar ao Copa Studio?
Zé Brandão – Eu sempre gostei de desenhar, desde pequenininho, mas minha trajetória profissional é meio inusitada, porque acabei fazendo jornalismo na faculdade, por questão de não saber, na minha adolescência, que era possível fazer animação no Brasil. Então, eu nem procurei saber. Mesmo gostando de desenhar, eu não achava que era possível trabalhar com a animação no Brasil. E até por isso, inspirado na minha ignorância, que a gente decidiu montar o Estúdio Escola, para que outros jovens soubessem que é possível viver de animação no Brasil. Então, eu fiz jornalismo e fazia estágio em uma grande empresa de telefonia celular, e um dia, olhando no jornal, vi um classificado que dizia: “Procura-se animadores!”. Eu resolvi ir até o endereço com meu portfólio. E era um endereço longe, num lugar meio ermo, isolado. Cheguei a pensar até que fosse golpe. Fiquei com medo, mas era o endereço da residência de um produtor da Globo, que queria produzir animações para o programa da Xuxa, para o Casseta & Planeta, pro Luciano Huck. E assim eu comecei meio do nada, produzindo animações para esses programas. Mas na Rede Globo, a gente da animação ficava em terceiro plano. Então, minha família achou muito louco quando larguei tudo na Globo, que, para eles, era o principal meio de vida possível para mim, para ir trabalhar em uma produtora recém-aberta, chamada Labocine Digital, na época, para produzir animação. Mas pelo menos eu imaginava que a animação era protagonista por lá. A gente começou a trabalhar, produzindo filme da Turma da Mônica, filme da Xuxa e tal, mas foi ali que a gente percebeu que precisava montar nosso próprio estúdio. E aí veio o Copa Studio, que começou com um curta-metragem meu, depois fizemos nossa primeira série, da qual sou autor também, o Tromba Trem, e depois dirigi animações do Historietas Assombradas e agora produzi o Irmão do Jorel. Depois disso, produzi vários outros projetos e, hoje, tô muito feliz que uma série da qual sou Produtor Executivo, que é o Irmão do Jorel, está chegando a sua quinta temporada, e o Tromba Trem, que foi minha primeira animação, virou filme e que, inclusive, estreou essa semana no Disney+. E queria aproveitar para convidar a todos para assistirem ao filme no Disney+.
“Tromba Trem: O Filme” já está disponível no catálogo do Disney+. Foto: Divulgação.
O Copa Studio completa 15 anos em 2023. Como você avalia a trajetória do estúdio nesses 15 anos?
No início, a gente só queria trabalhar num lugar em que se sentisse confortável. Eu e meus dois sócios, a gente trabalhava em uma produtora, antes do Copa Studio, em que a gente sentia que muita coisa poderia ser diferente. Então, tudo que a gente queria era montar um espaço, onde tivesse vontade de ir trabalhar todos os dias, que a gente se divertisse e sentisse bem. E o lugar que a gente mais gosta de ficar, na nossa casa, geralmente é a cozinha. Só que ‘Cozinha Studio’ ia ficar meio estranho, então a gente chamou de ‘Copa Studio’, né? Tem muita gente, inclusive, que acha que esse “Copa” é de “Copacabana”, mas é de copa de cozinha. E é muito louco pensar, 15 anos atrás, em três caras que só queriam um lugar para trabalharem felizes, e que depois desses 15 anos estão aí com oito animações originais, quase seis mil minutos de animação produzida ao longo desses anos, entre animações originais e serviços de animação, que a gente faz também, e passando por muita coisa, diferentes movimentos do mercado. A gente começou trabalhando muito com TVs públicas, depois a gente ficou trabalhando com canais à cabo, e agora a gente tá trabalhando com os streamings. Passamos também por diferentes visões do Estado sobre a Cultura e o Audiovisual e passamos por uma pandemia. Tudo isso faz a gente chegar agora e nos vermos como resilientes e felizes de estarmos aqui até hoje produzindo muitas animações que as pessoas conhecem e gostam.
O Copa Studio completa 15 anos em 2023. Foto: Divulgação.
Vocês esperavam que animações como “Irmão do Jorel” e “Tromba Trem” se tornassem os fenômenos que são hoje em dia?
A gente sempre sonha que o nosso trabalho seja visto e reconhecido. E a gente sempre achou que tanto Tromba Trem quanto Irmão do Jorel tinham ideias originais e pessoas que estavam muito a fim de colocar seu talento e amor para acontecer. Então, a gente tinha, sim, o otimismo de que daria certo. Só que o que aconteceu com Irmão do Jorel, por exemplo, em termos de reconhecimento do público e da crítica, e da audiência como um todo, realmente me surpreende até hoje. Quando eu vou na rua e vejo alguém com uma camiseta do Irmão do Jorel, ou então quando vou em algum lugar e vejo até gente tatuada com os personagens, isso ainda é bem surpreendente. A gente, claro, que simulava esse tipo de coisa nos nossos sonhos, mas ver se tornando realidade é meio surreal.
“Irmão do Jorel” é uma das animações de maior sucesso no Cartoon Network. Foto: Reprodução/ HBO Max.
Quais os desafios de produzir animação no Brasil?
Animação é um desafio em qualquer lugar do mundo, né? Você parte de uma tela em branco, em que não existe cenário, não existem atores de carne e osso na tela, não existe figurino. Então sai tudo de uma tela em branco, o que é muito trabalho. O animador de uma série nossa, quando chega em casa dizendo: “Olha, hoje eu trabalhei muito!”, ele produziu entre três e dez segundos de animação. E a gente já está chegando a seis mil minutos produzidos no Copa Studio, e isso realmente dá muito trabalho. No Brasil, esse trabalho, não vou dizer que é maior, mas foi muito desafiador, sobretudo no início, porque a animação no Brasil como indústria ela começou há não mais que 20 anos. A gente tem as primeiras séries de animação com “Peixonauta”, “Escola Pra Cachorro”, “Princesinhas do Mar”, depois “Meu Amigãozão”, mas não havia muitas séries. O Brasil sempre foi conhecido por ter muita qualidade na sua animação de publicidade, alguns filmes aqui e ali, e seus curta-metragens. Os curta-metragens brasileiros sempre estão por aí. Mas essa indústria da animação, que emprega muitas pessoas, das séries e longa-metragens é bem recente. E acho que o primeiro desafio então foi a gente não ter muita formação em animação no Brasil. O segundo, é claro, é uma questão orçamentária também. Você pega um projeto como “O Menino e o Mundo”, do Alê Abreu, que disputou o Oscar com um orçamento de alguns poucos milhões de reais, talvez dois milhões de reais, disputando o Oscar contra orçamentos de 150 milhões de dólares, 100 milhões de dólares. Isso, sem dúvidas, é um desafio.
Você acha que o cenário para os animadores melhorou? E o que ainda pode melhorar?
Eu acho que em alguma instância o cenário para os animadores melhorou. Primeiro porque, com as oportunidades de trabalhos remotos, os animadores não estão precisando mais nem sair de suas cidades, suas casas, para trabalhar em estúdios dentro e fora do Brasil. Então, nesse sentido, eu acho que melhorou para os animadores. O que eu acho que também está melhor é o acesso às informações para você aprender a ser um animador, estão mais democratizadas as informações sobre as técnicas de animação, e mesmo as ferramentas para animar, como computadores, mesas digitalizadoras e até softwares também ficaram um pouco mais em conta. Mas ainda acho que as condições de trabalho dos animadores têm muita coisa para melhorar. Sobretudo em termos de remuneração, porque é uma profissão altamente especializada e que exige bastante esforço e aprendizado contínuo, então acho que ainda tem espaço para melhorar bastante, mesmo tendo melhorado, sim, nos últimos anos em vários outros aspectos.
A animação “Bluey” é sucesso mundial. Foto: Divulgação/ Disney+
Pra você, qual o futuro da animação aqui no Brasil?
O Brasil é um país que tem um grande potencial na Cultura e na produção de peças culturais, de entretenimento. Porque a gente é, sem dúvidas, uma sociedade formada por muitos povos, muitas etnias, com regiões muito diferentes, com uma diversidade natural muito grande. É uma Cultura pujante, e a animação eu vejo como um tipo de produtor artístico e cultural que, na verdade, é multidisciplinar. Você precisa de escritores, que fazem os roteiros, você precisa de atores para dar voz. Você precisa de músicos, desenhistas, ilustradores, animadores, que são pessoas que, pra mim, transitam entre a ilustração, a edição e as artes performáticas também. Dizem que os animadores são atores com um lápis na mão. E eu acho que o Brasil tem um grande potencial em suas animações para ganhar o mundo. O que eu acho é que a gente precisa de um grande hit de animação brasileira. O dia em que a gente tiver um grande hit de nível mundial, do naipe de um “Round 6”, “La Casa de Papel”, que não são produções americanas e que ganharam o mundo, ou pegando um exemplo mais da animação infantil, como “Bluey”, da Austrália, o dia que o Brasil tiver um grande hit mundial, como esse, os olhos do mundo vão começar a se voltar cada vez mais pra cá. A gente viveu um momento muito lindo, quando a gente, por dois anos consecutivos, ganhou o Cristal, que é o grande prêmio de Annecy, na França, com “Uma História de Amor e Fúria”, do Luiz Bolognesi, e “O Menino e o Mundo”, do Alê Abreu. Logo na sequência, a gente teve, inclusive, o Brasil como homenageado do Festival de Annecy, que é um dos principais do mundo. E ali parecia que a gente ia despontar como uma grande potência de animação. Mas, infelizmente, logo na sequência, a gente teve um período em que o Estado Brasileiro não olhou para a Cultura e para a Animação como algo estratégico. E aquele momento nos fez perder um pouco da força, mas a gente tá voltando agora com uma perspectiva bastante otimista de que a animação brasileira vai voltar a despontar como uma potência em breve.
“Historietas Assombradas” é outra produção de sucesso, que ganhou filme recentemente. Foto: Divulgação.
E como fazer para popularizar a produção de animações no Brasil?
Para popularizar a produção, eu acho que a gente tem que popularizar também audiência. As animações brasileiras precisam ser mais vistas também. E aí, nesse caso, eu acho que seria ótimo se as TVs abertas, que são concessões públicas, voltassem a ter programas voltados para o público infantil. Não que animação seja algo voltado exclusivamente para o público infantil, mas a maioria das animações são para esse público. Então, se a gente pudesse ter mais acesso à animação brasileira, acho que naturalmente as animações brasileiras ficariam mais populares e, em consequência, a gente teria mais produções, o que faria com que a gente precisasse popularizar também o acesso ao ensino da animação. E nesse sentido, eu quero destacar o trabalho que a Baluarte Cultura e o Copa Studio vêm fazendo na criação do Estúdio Escola de Animação, que é uma escola de animação para jovens do Rio de Janeiro aprenderem animação de forma gratuita, sem ter que pagar pelo curso. Inclusive, quero aproveitar para dizer que as inscrições para o Estúdio Escola, para jovens entre 16 e 24 anos, moradores do Grande Rio, porque as aulas são presenciais, vão até o dia 16 de abril (amanhã).
Zé Brandão conversou com o CinePOP nesses 15 anos de Copa Studio. Foto: Reprodução/ Twitter.
Brandão coordena o Estúdio Escola de Animação desde 2013 e já viu diversos jovens descobrirem a paixão pela animação durante as aulas. Conforme ele disse, as aulas são gratuitas e para fazer parte do curso, basta fazer a inscrição no site Estúdio Escola de Animação (estudioescola.com.br), mas vale prestar atenção para o prazo, que termina neste domingo (16). Tromba Trem: O Filme está disponível no Disney+, já Irmão do Jorel está no catálogo do HBO Max.
De acordo com o Screen Rant, o diretor James Cameron diz em um bônus presente nas cópias digitais de ‘Avatar: O Caminho da Água‘ que se inspirou na saga ‘Star Wars‘ para compor as sequências de sua franquia sci-fi inciada em 2009.
Como o filme de maior bilheteria de todos os tempos, ‘Avatar‘ já é um por si só… Mas, para levar a franquia ao próximo nível, Cameron decidiu seguir estratégias criadas por George Lucas para expandir a narrativa ao redor história de Pandora e das diversos tribos Na’vi que serão introduzidas nas sequências.
No vídeo ‘Inside Pandora’s Box‘, Cameron comenta sobre essas inspirações e o processo criativo para desenvolver os novos filmes e convencer a Disney a investir na ideia.
“Fui ao estúdio e disse: ‘Não vamos fazer uma sequência. Vamos nos lançar em um grande arco de história’. Toda a construção de mundo que fazemos, toda a construção de caráter que fazemos… Não se limita apenas a fazer outro filme. Vamos fazer como em ‘Star Wars‘. Vamos fazer como em ‘O Senhor dos Anéis’. Só assim vamos estremecer as estruturas.”
Uma das razões pelas quais a estratégia foi bem-sucedida para ‘Avatar: O Caminho da Água‘ é que, assim ‘Star Wars: O Império Contra-Ataca‘, a sequência não foi projetada para gerar novos filmes ou derivados, mas para contar uma história única e coesa, que ao mesmo tempo permite a abertura para uma continuação.
Isso permite que a ideia de expansão continue a crescer a cada filme sem a obrigação de deixar ganchos e pontas soltas para garantir sequências.
E aí, você está animado para assistir as vindouras sequências?
Assista nossa entrevista comZoe Saldana e Jon Landau:
Ambientado mais de uma década após os eventos do primeiro filme, ‘Avatar: O Caminho da Água‘começa a contar a história da família Sully (Jake, Neytiri e seus filhos), os problemas que os acompanham, os esforços que fazem para se manterem seguros, as batalhas que lutam pela sobrevivência e as tragédias que suportam.
A década de 1990 rendeu uma série de filmes muito peculiares, sendo alguns deles impensáveis de serem lançados nos dias de hoje. Uma tendência muito curiosa da época eram os longas de comédia protagonizados por crianças pequenas, que superavam a pouca inteligência dos adultos com sua inocência. E um dos mais famosos foi justamente Ninguém Segura Este Bebê. Lançado em 1994, ele trazia a história de um bebê milionário que era sequestrado pelo trio de bandidos mais incompetentes da história do cinema, deixando o molequinho escapar e perambular pelas ruas da cidade. No Brasil, o filme se tornou um sucesso das sessões vespertinas da TV, então separamos 10 curiosidades sobre essa história divertida e sem noção. Confira!
Sucesso na Índia
O lendário crítico Roger Ebert comentou em um de seus textos que perguntou, em uma viagem à Índia, qual o filme norte-americano mais famoso e amado do país. Achando que eles responderiam Star Wars, Ebert se surpreendeu ao saber que era Ninguém Segura Este Bebê. O filme se tornou tão popular que ganhou um remake indiano chamado Sisindri.
Fracasso geral
No entanto, mesmo sendo muito popular na Índia, a bilheteria geral do filme foi uma tragédia. A história arrecadou apenas 30 milhões de dólares, sendo que o custo total da produção foi estimado em cerca de 50 milhões de dólares, o que foi um orçamento bem alto para esse tipo de filme.
Renomado
Esse orçamento, inclusive, só foi autorizado por conta do envolvimento de um nome de peso no filme. Ninguém menos que o renomado diretor de filmes adolescentes, John Hughes. Na década anterior, Hughes se consagrou com esse tipo de história, lançando filmes como Curtindo a Vida Adoidado, O Clube dos Cinco e Gatinhas e Gatões. Infelizmente, o sucesso não se repetiu aqui.
Confusão
Por mais que o nome de Hughes ocupe um espaço de respeito no pôster do filme, o longa é dirigido por Patrick Read Johnson. Ou assim deveria ser. Isso porque John Hughes, que havia escrito o roteiro e trabalhava na produção, ficou enchendo a paciência de Read, dando pitacos em seu trabalho, quase querendo assumir a direção, o que não rendeu um clima muito agradável nos bastidores.
Carreira incomum
Esse agente do FBI na foto acima foi interpretado por Fred Thompson. Talvez você não se lembre muito dele nos cinemas, apesar de ter feito algumas participações como ator, mas além das telonas, ele teve uma sólida carreira como advogado e na política, atuando como senador dos EUA. Thompson faleceu em 2015.
Reutilizada
Talvez a sequência mais famosa desse filme seja aquele em que o bebê entra no zoológico e acaba sendo “adotado” por um gorila, que desce a porrada nos bandidos quando eles tentam reaver a criança. A roupa de gorila foi reaproveitada do filme Nas Montanhas dos Gorilas, de 1988, com algumas pequenas alterações, já que se tratavam de diferentes espécies de gorilas.
Dois atores
Para o papel do Bebê Bink, a produção escalou dois “atores bebês”: os irmãos Adam Robert Worton e Jacob Joseph Worton. Para as cenas mais arriscadas e humanamente impossíveis de colocar um bebê de verdade para fazer, eles usaram um bebê mecatrônico.
Hoje em dia
Mostrando como o tempo é cruel, os irmãos Worton já são adultos e curiosamente nenhum deles seguiu pelo ramo da atuação. Enquanto Jacob se formou em hotelaria e hoje trabalha na cozinha de um grande hotel, Adam se enveredou para o mundo da moda, mas também faz bicos como músico.
Inimiga da perfeição
Por pressão do estúdio, a pós-produção do filme teve o prazo drasticamente encurtado, perdendo cerca de metade do tempo previsto para entregar a versão final do longa. É que a Fox já havia reservado incontáveis salas para o lançamento de True Lies, que não ficou pronto a tempo. Assim, eles correram para ter um filme apto a ser exibido e talvez competir em bilheteria com O Rei Leão.
Continuação
A ideia da produção era fazer uma sequência. E eles já tinham até os planos para a história, que seria passada na China. Infelizmente, o projeto nunca saiu do papel.
Ninguém Segura Este Bebê está disponível no Disney+.
Intitulado ‘Suzume‘, o novo filme de Makoto Shinkai (‘Your name’), já chegou aos cinemas e está conquistando os críticos.
No Rotten Tomatoes, o anime acumula 96% de avaliações positivas.
Das 78 críticas publicada até o momento, 75 são positivas e apenas três são negativas.
Confira as avaliações:
“O novo filme de animação de Makoto Shinkai é arrebatador, romântico e, muitas vezes, engraçado. Uma obra que perpetua a frutífera obsessão do cineasta japonês pela fantástica ficção científica adolescente.” – ABC News.
“‘Suzume‘ é o maior e possivelmente mais complexo filme de Shinkai, e partes dele parecem mais pessoais devido à invocação da história real.” – AV Club.
“Às vezes um pouco digno demais para o seu próprio bem, o filme, no entanto, tem uma ambição sem limites e a coragem de colocar questões importantes no centro de uma aparentemente trama infantil.” – Times UK.
“Visualmente marcante e cativante. Uma jornada extraordinária e espiritual que reflete sobre luto, família e amizade.” – Cine Sin Fronteras.
“‘Suzume’ é mais um passo na brilhante carreira de um cineasta que parece cada vez mais próximo da maturidade narrativa e estética. ” – Cine Premiere.
“É um conto otimista, no qual nem a própria experiência de luto da infância de Suzume está além do alcance da cura.” – Los Angeles Times.
“É um filme cheio de ideias criativas, e muitas delas não são abordadas quando os créditos rolam… Mas ‘Suzume’ ainda é um filme divertido com momentos fofos.” – Arkansas Democrat-Gazette.
Meu novo filme Suzume já tem data para chegar aos cinemas. Um filme do Makoto Shinkai (diretor de Your Name), que estreia em 13 de abril com cópias dubladas e legendadas. Quam amou a novidade? pic.twitter.com/jdL652WDmQ
O filme teve uma ótima arrecadação no Japão, com cerca de US$ 10 milhões em seu primeiro fim de semana de estreia. Estes números, por exemplo, superam facilmente ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre‘, da Marvel, que ficou com US$ 2,47 milhões. Quer dizer, fez mais que o triplo do valor.
A trama acompanha Suzume, de 17 anos, que começa sua jornada em uma pacata cidade quando ela encontra um jovem que lhe diz: “Estou procurando uma porta”. O que Suzume encontra é uma única porta desgastada em pé no meio de ruínas, como se estivesse protegida de qualquer catástrofe. Aparentemente hipnotizada por seu poder, Suzume alcança a maçaneta… As portas começam a se abrir uma após a outra em todo o Japão, desencadeando destruição sobre qualquer um que esteja por perto. Suzume deve fechar esses portais para evitar mais desastres.
Tanto a direção quanto o roteiro são de Shinkai (que ficou conhecido pelo mega hit ‘Your Name‘) com desenho de personagens de Masayoshi Tanaka (‘O Tempo com Você’, também de Shinkai), Takumi Tanji na direção de arte e Kenichi Tsuchiya na direção de animação. O estúdio é novamente o CWF, e a distribuição é da TOHO.
Hoje vamos falar sobre um tema importante que ao longo do tempo foi ganhando cada vez mais espaço no universo audiovisual. O autismo, também conhecido por Transtorno do Espectro Autista, que por característica aflora comportamentos restritivos e repetitivos é uma condição que afeta como algumas pessoas se relacionam com outras pessoas e como compreendem o mundo. De acordo com a Center of Diseases Control and Prevention (CDC), cerca de a 1 a 2 % da população mundial é autista.
No mundo do cinema, entre longas e curtas-metragens, vamos conhecendo algumas obras que nos fazem refletir sobre esse tema que é muito lembrado no início de abril, mais precisamente no dia 2, que é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Entre histórias de conexões de familiares, também as formas como a sociedade enxerga essa questão, entre outros contextos, vários filmes nos fazem refletir sobre o tema. Assim, pra você que se interessa sobre o assunto, segue abaixo uma lista com 10 filmes que nos fazem refletir sobre o universo do Autismo:
Boy In The Woods
A animação brasileira Boy In The Woods nos mostra a história de um menino autista que se perde em uma floresta e seu pai precisa se comunicar com ele de acordo com a visão do pequeno sobre o mundo. Pra quem quiser conferir, tem no youtube. Dirigido por Fabiano Pandolfi com roteiro de Jordan Nugem.
Float
Nesse emocionante curta-metragem disponível na Disney Plus, vemos pai e filho sozinhos como família, ao longo do tempo buscam a compreensão um do outro e as inúmeras dificuldades do pai em lidar com a situação do autismo do filho. Escrito e dirigido por Bob Alcid Rubio.
X + Y – A Brilliant Young Mind
Em seu primeiro longa-metragem feito para cinema, o cineasta Morgan Matthews percorre as dificuldades e o dia a dia de uma família que enfrenta um grande desafio atrás do outro. X + Y – A Brilliant Young Mind é uma produção britânica bastante interessante que fala sobre uma mãe que busca a melhor maneira de se comunicar com o filho, um menino autista que adora matemática e um professor desiludido que tentar conseguir respirar na sua visão de tudo que o cerca.
Longe da Árvore
O consenso cultural nem sempre retrata a melhor maneira de enxergamos como podemos nos amar sendo quem somos. Explorando a montanha russa, os altos e baixos, da relação de pais e filhos, Longe da Árvore impactante documentário dirigido pelas cineastas Rachel Dretzin e Jamila Ephron, baseado em partes em um livro (Far from the Tree) do escritor Andrew Solomon, percorre um olhar por dentro da vida de algumas famílias. São profundos e alguns dolorosos relatos, emocionante em muitos momentos, pais e filhos e suas descobertas diárias nessa relação que para uns parecem fáceis mas que sempre vão ter bons e nem tão bons momentos.
Na trama, acompanhamos Gilbert Grape (Johnny Depp). Um jovem que trabalha em uma pequena mercearia que não tem muito público desde a chegada de um enorme supermercado na cidade. Ele vive com a família, o irmão Arnie (Leonardo DiCaprio) que tem autismo, suas outras duas irmãs Amy (Laura Harrington) e Ellen (Mary Kate Schellhardt) e sua mãe (Darlene Cates) que não sai de casa faz sete anos em uma cidade chamada Endora, no interior dos Estados Unidos. Cidade da qual nunca saiu e onde nasceu e foi criado. Sem saber muito o que é realizar sonhos, ou mesmo sonhar, ele vive seus dias para ajudar sua família nas dificuldades diárias. A chegada de uma jovem que mora em um trailer, Becky (Juliette Lewis) uma nômade que viaja de cidade em cidade ao lado de sua avó, mudará um pouco o modo de pensar o mundo do protagonista.
Na trama, conhecemos Richard (Paddy Considine) um homem que teve que servir ao exército britânico e assim deixou para trás sua família. Quem mais sentiu sua falta foi seu irmão Anthony (Toby Kebbell), um jovem autista que acabou em seguida se envolvendo com uma inconsequente gangue de outros rapazes que moravam na região. Um trauma acontece e quando Richard volta para casa resolve se vingar de tudo e todos.
Um dos primeiros filmes a tratar o autismo como característica de um protagonista o longa-metragem dirigido por Barry Levinson, Rain Man, nos mostra a história de dois irmãos que não sabiam da existência um do outro (um deles autista) mas acabam embarcando em uma viagem onde se conhecem melhor. Vencedor de quatro Oscars.
Fitas (Loop)
Na história conhecemos um pouco da visão do autista em relação ao que sente, suas angústias e relacionamento com o próximo. Em uma viagem de canoa, Marcos é o parceiro de aventura de Renne, uma jovem com autismo. Aos poucos vão tentando se comunicar e entender melhor um ao outro. Esse filme conta com a primeira personagem da Pixar não autista verbal. Escrito e dirigido por Erica Milsom.
Consertando Luka
Curta-metragem escrito e dirigido por Jessica Ashman, Consertando Luka é baseado nas experiências pessoais da própria diretora com o irmão autista. Na trama, conhecemos uma jovem feita de pano que sempre observa com muita atenção seu irmão que tem muitas peças metálicas pelo corpo. A protagonista embarca em uma jornada para tentar se conectar com ele.
Snow Cake
Dirigido por Marc Evans e com roteiro assinado por Angela Pell, Snow Cake, nos mostra a história de um homem que dá carona para uma jovem mas um acidente de carro acontece e ela não sobrevive. Esse homem então vai atrás da mãe da jovem, que é autista. No elenco, os excelentes: Alan Rickman,Sigourney WeavereCarrie-Anne Moss.
Entre tantos lançamentos aguardados na Netflix, como ‘1899′, ‘Wandinha’ e ‘Sandman‘, algumas outras produções acabam passando despercebidas.
Como é o caso de ‘Feria: Segredos Obscuros‘, série espanhola que chegou ao catálogo em janeiro deste ano e teve uma tímida repercussão entre os assinantes brasileiros.
Misturando terror, drama e suspense, ‘Feria‘ foi considerada uma das mais criativas do gênero do terror, ocupando o TOP 10 da plataforma em outros países, segundo a Forbes.
A trama é ambientada numa pequena cidade de Andaluzia, região que é atormentada pela infestação de uma seita que existe há décadas, mas que acaba resultando em um suicídio em massa no qual dezenas de corpos nus aparecem do lado de fora de uma mina.
A história segue duas irmãs cujos pais desaparecem depois que são flagrados como membros da seita.
A revista diz que:
“Se você assistiu a série de terror de maior destaque da Netflix, ‘Arquivo 81‘, provavelmente encontrará muitas semelhanças, já que os dois são sobre seitas e criaturas demoníacas que tentam invadir o nosso mundo. Tudo muito Lovecraftiano.”
Apesar de trazer uma narrativa de causar pesadelos e receber elogios pela caracterização das entidades malignas, a atração também foi bastante criticada por seu final clichê, destoando de toda a construção provocada ao longo da temporada.
Criada por Agustín Martínez e Carlos Montero, ‘Feria: Segredos Obscuros‘ ainda não foi renovada para a 2ª temporada, mas quem assistiu rendeu elogios à tensão transmitida pela série e está torcendo por novos episódios.
assisti feria segredos obscuros e ja to triste pq ninguem ta falando dela e com certeza a netflix nao vai renovar
Na década de 1970, a conjuntura político-social dos Estados Unidos passava por uma grande mudança – e uma luta por direitos igualitários organizado pelo movimento feminista que clamava pela ratificação de uma emenda que diminuiria, ainda que a passos curtos, a disparidade de gênero de uma comunidade dividida entre o pensamento ideológico reacionário e o revolucionário. E, enquanto o cenário parecia pender totalmente a favor da militância liberal, uma figura um tanto quanto peculiar chamada Phyllis Schlafly mobilizou um grupo de mulheres conservadoras para se opor diretamente à aprovação da legislatura, alegando a destruição dos ideais do matrimônio e da família e da perda de privilégios já conquistados desde a primeira onda do feminismo ainda no século XIX.
É claro que, através de um poder de retórica inigualável – e sua familiaridade com termos técnicos devido à carreira política dela e do marido, que buscava um lugar mais considerável nas cadeiras do Sendo -, ela conseguiu disseminar um sentimento antifeminista através dos estados do Centro-Oeste e do Sul, almejando à dignidade submetida ao patriarcado para arrebatar principalmente donas de casa a um lado extremamente ultrapassado e hierárquico ao qual resolviam obedecer por vontade própria (e por uma condição de gênero normatizada desde sempre). E foi a partir desse histórico embate – que estende suas ramificações até hoje com força descomunal – que a FX comprou os direitos de exibição de ‘Mrs. America’, uma série que mescla drama, história e comédia de modo infalível, tornando-se uma das melhores e mais necessárias produções do ano.
Guiada por uma versão incrível de Walter Murphy para a 5ª Sinfonia de Beethoven, o show é protagonizado por Cate Blanchett no papel de Phyllis – e, novamente, nos assombra com sua versatilidade performática. Logo no primeiro episódio, a atriz abandona suas raízes australianas para encarnar com visceralidade o sotaque de Missouri e nos fazer apaixonar (e odiar, é claro) uma atuação bastante concisa. Phyllis, outrora apaixonada por questões bélicas e tentando recuperar as rédeas de sua presença política depois de uma derrocada nas últimas eleições, resolve pavimentar seu caminho de uma forma diferente: depois de ser constantemente interrompida por senadores e deputados homens, ela se posiciona contra o movimento ERA e atraí a atenção dos republicanos como uma possível porta-voz para as eleitoras “caseiras” que precisam expressar sua voz.
Enquanto Blanchett rouba todas as cenas em que aparece, ela não está sozinha; ao contrário, está acompanhada de um elenco estelar formado por Sarah Paulson como a ingênua e influenciável Alice, uma forte crítica ao movimento liberal feminista que se recusa a dizer o que pensa com medo de magoar as pessoas próximas; Uzo Aduba, que faz uma interpretação memorável de Shirley Chisholm, a primeira mulher negra a ser eleita para o Congresso dos Estados Unidos; Margot Martindale como a poderosa ativista Bella Abzug, que não poupa comentários quando se trata do que precisa ser reivindicado (isso sem falar de sua crença inabalável de que faria um trabalho melhor caso lhe dada a oportunidade); e, principalmente, a fantástica Rose Byrne, que abandona seus papéis anteriores encarnar Gloria Steinem, uma grandiosa figura pública que trilhou por conta própria sua jornada para Washington e faz de tudo para que as demandas do nicho que representa sejam acolhidas pela maioria masculina do cenário governamental.
A criadora Dahvi Waller busca ao máximo afastar-se das construções tele e cinebiográficas dos últimos anos ao imprimir uma perspectiva mais dinâmica e envolvente para fatos históricos e densos demais para serem absorvidos com clareza pelo público menos engajado. Dessa forma, mesmo que utilize um linguajar mais restrito em certas sequências – o que é de se esperar, considerando a mensagem principal da produção e o fato de que várias cenas se passam em escritórios, tribunais e passeatas -, Waller mergulha em diálogos fictícios e uma romantização bem-vinda dos fatos reais, contribuindo para que fiquemos vidrados nos episódios do começo ao fim. É claro que, em certos aspectos, a showrunner apenas arranha a superfície – talvez como forma de proporcionar uma presença considerável de cada membro do elenco de modo igualitário.
Apesar dos erros visíveis, a série não é, em nenhum momento, dialógica com amadorismos cênicos ou um panfletarismo excessivo. Pelo contrário, ela tem plena ciência do que conta e se vale bastante de seu elenco para estontear os espectadores – e, mais do que isso, é essa equipe on point e suas respectivas construções divergentes que nos conquistam desde os primeiros minutos, criando atribulações instigantes em cada beat (até nos mais políticos). E, caso isso não seja o bastante para atrair a atenção, é sempre válido prestar atenção no respaldo verossímil traduzido pela direção de arte, que arquiteta duas atmosferas distintas colidindo em um explosivo mundo.
De um lado, Washington e Nova York vêm à tona com a exuberância setentista da cultura hippie-disco e new wave, representado pela roupagem kitsch dos membros da militância feminista (inclusive pelo design apaixonante de Byrne); de outro, Missouri emerge como uma resposta estagnada no tempo, canalizada para as longas saias das donas de casas, a paleta de cores pastéis e algumas pinceladas de época que parecem destoar do que as personagens representam.
Unindo história a uma tragicomédia cautelosamente construída, ‘Mrs. America’ alcança o patamar de uma das melhores minisséries dos últimos anos por uma lista extensa de motivos – cuja narrativa enérgica, às vezes pendendo para uma verborragia aferrada, é sua principal arma de convencimento, vendendo exatamente o que promete (e, em certas partes, até mais do que compramos).
James Cameron continua competindo consigo mesmo! Apesar do relançamento de ‘Titanic‘ ter recuperado o seu posto como a terceira maior bilheteria da história do cinema, a posição não se manteve por muito tempo.
A sequência ‘Avatar: O Caminho da Água‘ voltou a ultrapassar a bilheteria total do longa estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.
Mundialmente, ‘Avatar 2‘ encerrou sua jornada nos cinemas com US$ 2,314 bilhões, enquanto ‘Titanic‘ soma US$ 2,261 bilhões.
Além disso, ‘O Caminho da Água‘ já arrecadou US$ 1,632 bilhão internacionalmente, tornando-se a terceira maior bilheteria internacional da história do cinema, atrás apenas de ‘Avatar‘ e ‘Vingadores: Ultimato‘.
Vale destacar queJames Cameroné o único cineasta a ter dirigido três filmes no TOP 5 das maiores bilheterias.
Assista nossa entrevista comZoe Saldana e Jon Landau:
Ambientado mais de uma década após os eventos do primeiro filme, ‘Avatar: O Caminho da Água‘começa a contar a história da família Sully (Jake, Neytiri e seus filhos), os problemas que os acompanham, os esforços que fazem para se manterem seguros, as batalhas que lutam pela sobrevivência e as tragédias que suportam.
Para quem não conhece, Crevello também foi produtor de filmes como ‘Deadpool’ e ‘X-Men: Primeira Classe‘, enquanto atuava como vice-presidente de produção cinematográfica da extinta 20th Century Fox.
Além do cargo de showrunner, ele também será um dos produtores executivos de ‘Dungeons & Dragons‘
Por enquanto, ainda não há muitos detalhes sobre a atração e nem como – e se – a trama se relaciona com o filme estrelado por Chris Pine.
A fraternidade é inegociável. O que você perguntaria ao líder da igreja católica se tivesse a oportunidade de estar frente a frente com ele? No documentário da Star Plus, Amém: Perguntando ao Papa, jovens entre 20 e 25 anos, católicos e não católicos, com experiências de vida diversas, praticantes da língua espanhola, tem a chance de conversar com uma das pessoas mais influentes do mundo em um bate-papo franco, honesto, sem deixar de navegar em temas conflitantes, polêmicos. Longe dos muros do Vaticano, já que o papo ocorreu em um bairro de Roma chamado Pigneto em junho do ano passado, a roda de conversa vai da questão da migração, passando pelo aborto, pela identidade de gênero e orientação sexual, até os abusos na igreja, entre outros temas.
Quem julga é incoerente. Ao longo de pouco mais de uma hora, em relatos, muitas vezes emocionantes, os jovens vindos de países como: Espanha, Senegal, EUA, Perú, Colômbia, Argentina, abrem o coração ao Papa buscando uma fonte de reflexão sobre angústias que sentem em relação a muitos temas. A maior autoridade católica, conhecido por seu bom humor, aborda no início do papo a diminuição dos adeptos católicos em todo mundo, algo que pode estar ligado ao passado da igreja no epicentro de colonizadores, além do fato da igreja católica durante muito tempo não assumir tudo o que houve nesse tempo. Depois, emenda sobre a imigração, principalmente nas fronteiras europeias, com duras críticas em cima de uma ação política imatura adotada por muitos países (que ele não citou) quando se pensa sobre o tema.
A formação religiosa, em alguns casos, é baseada em abuso psicológico? Entrando nessa tensa questão vemos o relato de uma jovem, ex-freira, que não se sentia mais feliz no convento e abandonou tudo e foi viver a vida longe das rédeas da igreja. Hoje inclusive namora uma outra mulher. E em falar em abuso, os padres abusadores ganham os holofotes via um depoimento emocionado de um jovem que foi abusado por um desses integrantes da Igreja Católica e sua indignação pela forma como a igreja lidou com a questão.
A sexualidade, o sexo, a identidade de gênero, o aborto, são temas que os jovens mais interagem com Francisco, principalmente esse último onde percebemos uma choque de experiências de vida em um embate entre uma feminista declarada e uma fiel fervorosa. Dentro da proposta desse encontro, com o objetivo de aprendizado mútuo, existem momentos um pouco mais tensos, onde os pontos de vistas se encontram em extremos difíceis de se encontrarem mas com um certo respeito, afinal, todos nós somos filhos de Deus.
Há um momento com espaço para reflexões sobre os avanços das interações digitais, nessa linha principalmente ligados à comunicação, com a chegada das redes sociais. Nesse momento, Papa Francisco é confrontado até mesmo sobre o Tinder e o que achava do aplicativo. Esse ponto sobre redes sociais e a questão da moralidade, mais especificamente sobre as escolhas quando se usam esses dispositivos ganham luz no debate.
O papa é pop! Com 86 anos, já com a mobilidade reduzida, Papa Francisco, sucedeu o Papa Bento XVI cerca de 10 anos atrás. Amém: Perguntando ao Papa é a constatação do valor de um homem que provocou uma verdadeira mudança em relação a tabus que circulavam ao redor da Igreja católica, que com a cabeça mais aberta do que a de seus antecessores, participa de diálogos frequentes, sempre com respeito ao próximo, aberto a ouvir a todos provocando reflexões e mudanças.
Quando a oportunidade bate à sua porta. Oferecendo para o público um forte olhar para os extremos sociais, e suas desigualdades, do vigésimo país mais populoso do mundo, Fome de Sucessoexplora os detalhes, deixa pistas sobre seu foco nas entrelinhas, usando do choque de algumas cenas para reter a atenção e gerar o refletir sobre diversas questões que vão desde o rompimento de qualquer linha tênue entre exigência e assédio moral até a questões existenciais ligadas ao equilíbrio emocional. Dirigido por Sitisiri Mongkolsiri, com roteiro assinado por Kongdej Jaturanrasamee o projeto ainda conta com uma desconstrução profunda de sua protagonista que se vê em constantes dilemas dentro do exigente universo gastronômico. Pra quem curte sociologia esse filme é um prato cheio!
Na trama, rodada toda na capital tailandesa, Bangkok, conhecemos Aoy (Chutimon Chuengcharoensukying), uma jovem que é o coração de um humilde restaurante pertencente à sua família situado em um bairro humilde na capital tailandesa. Especialista em Pad See Ews (um tipo de macarrão frito), ela abdicou dos estudos para se dedicar integralmente ao empreendimento se vendo em muitos momentos sem grandes perspectivas na vida. Certo dia, recebe um convite para uma grande oportunidade na equipe do renomado e exigente Chef Paul (Nopachai Chaiyanam), um especialista em alta gastronomia, famoso por todo país. A partir disso, rompe com sua antiga vida e parte para a descoberta de um novo olhar sobre tudo aquilo que achava que conhecia.
O instigante roteiro de Jaturanrasamee nos leva para uma jornada por um dos novos países que compõe os novos tigres asiáticos, a Tailândia. Por isso é importante mencionar que esse país é um dos que, por meio de um processo constante de industrialização, mais cresceram economicamente a partir da década de 90 naquela região. Fato que provocou um abismo social pois os ricos fora ficando cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. De uma ponta a outra, as duas faces do extremo da pirâmide social são pontos de reflexão constante na obra e fazem parte da construção dos ótimos personagens. Diferenças no padrão de vida, nas condições de acesso à direitos, com tempo para criticar até mesmo a caça ilegal de animais, a narrativa não abdica do seu poder de chocar para refletir.
Usando de forma habilidosa o universo gastronômico como paralelo para enxergar fatos sociais, o filme navega no embate de valores e caráter entre uma jovem aprendiz e um sumo sacerdote da alta gastronomia. Em busca do corte perfeito, do controle do fogo, encostando na inveja, no ego, na pressão, na perfeição, nas experiências exclusivas de milionários e jovens mimados, nos detalhes, rompendo todas as linhas do assédio moral, o mentor causa o choque de realidade na protagonista que entra em uma intensa e exaustiva busca para expressar sua identidade e aqui o filme deixa a pergunta: pra chegar à perfeição é preciso se desnudar dos valores que construiu até ali? Nesse ponto, já dentro de reflexo de tudo aquilo que abomina, no parapeito de sua pior versão, há uma forte desconstrução da protagonista associada também à solidão de quando se chega ao topo.
Jogando um forte olhar crítico para um país que vem passando por enormes transformações pelo menos a uns 30 anos, o filme acerta no seu objetivo que é o de trazer para debate um problema universal: a busca pelo equilíbrio em um mundo desigual que pode corromper valores.
De acordo com o Comic Book, os novos episódios de ‘Futurama‘ chegarão ao catálogo da Hulu no verão norte-americano, que acontece entre junho e agosto.
Apesar de ser descrito como um revival, o novo lote de episódios também é considerado como a 8ª temporada da animação.
Originalmente, ‘Futurama‘ chegou ao fim em 2013 com o episódio ‘Enquanto isso‘, no qual Fry e Leela foram capazes de viver uma vida plena enquanto o resto do mundo estava congelado no tempo, envelhecendo juntos.
Nos momentos finais do episódio, o professor Farnsworth oferece à dupla uma viagem de volta ao seu mundo, deixando os fãs se perguntando se Fry e Leela ainda estarão em um relacionamento nos próximos episódios.
Isso porque ainda não foi confirmado se a 8ª temporada será uma continuação direta da 7ª ou se vai apostar em uma história a partir do zero.
Criada por Matt Groening (‘Os Simpsons’) e David X. Cohen (‘Beavis and Butt-Head’), ‘Futurama’ estreou em 1999 e rapidamente ganhou seguidores fiéis e aclamação da crítica, incluindo dois Emmys de Melhor Série Animada. Apesar de seu cenário em um futuro distante, o programa é conhecido por suas críticas ácidas e satíricas sobre a vida no presente.
A trama gira em torno de um entregador de pizza que acidentalmente se congela por mil anos. A série originalmente foi exibida por quatro temporadas (1999–2003), na FOX. Cinco anos depois do cancelamento, o canal Comedy Central reviveu a produção por mais três temporadas (2008–2013).