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James Gunn comenta participação do Groot no Especial de Natal dos ‘Guardiões da Galáxia’

James Gunn, diretor de ‘Guardiões da Galáxia: Especial de Festas‘, respondeu em suas redes sociais sobre o novo Groot, e suas diferenças em relação ao Groot anterior.

Gunn respondeu à um fã, em seu Twitter, que o perguntou sobre um detalhe em particular em relação ao novo Groot, questionando por que a cabeça do personagem está maior.

O cineasta respondeu deixando claro que trata-se de um Groot diferente do que o que havíamos conhecido.

“Bem, YA Groot, ou Swoll Groot, como o chamamos, está ficando maior, tanto para fora quanto para cima. Como você pode ver agora, ele tem uma fisiologia diferente e mais atarracada (e uma personalidade mais extrovertida) do que seu pai”, disse Gunn.

Na trama, Peter Quill (Chris Pratt) ainda parece triste pela ausência de Gamora (Zoe Saldana), enquanto Drax (Dave Bautista) e Mantis (Pom Klementieff) vão para a Terra tentar encontrar o presente perfeito para ele, seu ídolo, Kevin Bacon, o astro de ‘Footloose – Ritmo Louco‘.

Confira as imagens oficiais e o trailer:

Hector Bonilla, conhecido ator de ‘Chaves’, morre aos 83 anos

Hector Bonilla, ator mexicano conhecido por interpretar a si no lendário seriado do ‘Chaves‘, morreu aos 83 anos. Segundo a Secretária de Cultura do México, que lamentou o falecimento de Bonilla, o artista foi vítima de um câncer renal.

“A Secretaria de Cultura lamenta profundamente o falecimento do ator Hector Bonilla, graduado pela Escola de Arte Teatral do Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura (INBAL) e considerado um dos melhores atores do México”, diz.

“Ele se desenvolveu no teatro, na televisão e no cinema, onde participou de filmes como ‘Rojo Amanecer’, ‘Viviana’ e ‘El bulto’, entre outros. Descanse em paz”, diz a nota oficial.

Hector Bonilla ficou bastante conhecido no Brasil por suas aparições na série Chaves. Ele interpretava a si mesmo, um ator famoso que aparecia, de vez em quando, na vila.

Arte conceitual de ‘Thor: Amor e Trovão’ detalha filha de Gorr

O diretor de desenvolvimento visual e artista conceitual da Marvel Studios, Andy Park, revelou uma nova arte conceitual oficial de ‘Thor: Amor e Trovão‘, divulgada recentemente, mostra um design alternativo do visual da filha de Gorr, o Carniceiro dos Deuses.

A arte que destaca inicialmente a personagem teria um visual um pouco diferente, com algumas características de seu pai.

Confira logo abaixo a arte conceitual de ‘Thor: Amor e Trovão‘:

Vale lembrar que ‘Thor: Amor e Trovão‘ já está disponível na Disney+.

O filme traz Thor (Chris Hemsworth) em uma jornada diferente de tudo que ele já enfrentou: a busca pelo autoconhecimento. Mas sua aposentadoria é interrompida por um assassino galáctico conhecido como Gorr, o Carniceiro dos Deuses (Christian Bale), que busca a extinção dos deuses. Para combater a ameaça, Thor pede a ajuda do Rei Valquíria (Tessa Thompson), Korg (Taika Waititi) e da ex-namorada Jane Foster (Natalie Portman) que, para a surpresa de Thor, inexplicavelmente empunha seu martelo mágico, Mjolnir, sendo a Poderosa Thor. Juntos, eles embarcam em uma angustiante aventura cósmica para descobrir o mistério da vingança do Carniceiro dos Deuses e detê-lo antes que seja tarde demais.

Chris Pratt posta vídeo dos bastidores do Especial de Natal dos ‘Guardiões da Galáxia’

Chris Pratt, o Senhor das Estrelas dos ‘Guardiões da Galáxia‘, compartilhou recentemente em suas redes sociais algumas imagens dos bastidores do Especial de Natal.

No Instagram, Pratt compartilhou o ambiente descontraído dos bastidores do novo especial da Marvel Studios, e não perdeu a oportunidade de exaltar o ator Kevin Bacon. Confira a publicação de Chris Pratt com imagens dos bastidores de ‘Guardiões da Galáxia‘:

“Apenas algumas espiadas nos bastidores filmando nosso especial de festas com ninguém menos que o herói lendário Kevin Bacon. Agora transmitindo no @disneyplus”, disse Pratt.

“Acho que nunca pareci tão feliz por ter sido sequestrado. Deve ter sido o espírito natalino”, falou.

Na trama, Peter Quill (Chris Pratt) ainda parece triste pela ausência de Gamora (Zoe Saldana), enquanto Drax (Dave Bautista) e Mantis (Pom Klementieff) vão para a Terra tentar encontrar o presente perfeito para ele, seu ídolo, Kevin Bacon, o astro de ‘Footloose – Ritmo Louco‘.

Confira as imagens oficiais e o trailer:

Sequência de ‘Todo Poderoso’ traria Jim Carrey como Satanás e Jennifer Aniston zumbi

Já se passaram quase duas décadas desde a estreia de ‘Todo Poderoso‘ (2003), comédia que mostra Jim Carrey como um repórter que ganha os poderes de Deus (Morgan Freeman) e assume seu lugar momentaneamente.

Em 2007, foi lançada uma sequência chamada ‘A Volta do Todo Poderoso‘, estrelada por Steve Carell (‘The Office’) e com uma trama sem ligação com Bruce Nolan, personagem de Carrey.

No entanto, os roteiristas do original, Steve Koren e Mark O’Keefe, disseram à SYFY Wire que planejaram uma continuação com o retorno de Carrey.

Intitulada ‘Brucifer‘, a sequência daria a Bruce os poderes de Satanás, e a ideia ganhou o apoio de Carrey, sendo apresentada à Universal Pictures no final de 2010, mas acabou não se concretizando.

“Jim e seu empresário estavam animados com a ideia de ‘Brucifer‘. Entramos em contato com a Universal e apresentamos uma proposta, mas não deu certo porque nos disseram que era muito tarde… Teria sido outro filme gigante e acho que eles não queriam fazer isso. Simplesmente não deu certo por algum motivo, mas muitas pessoas adoraram, incluindo Jim”, disse O’Keefe

Koren também revelou que Bruce iria ao inferno após a morte de sua esposa, Grace (Jennifer Aniston), então ele faria um pacto para trazê-la de volta, mas tudo iria sair do controle.

“Sinceramente, acho que os executivos do estúdio ficaram um pouco assustados, eles acharam que uma comédia não deveria deixar as pessoas deprimidas, mas nossa ideia era fazer algo divertido. Acho que Jim foi um dos poucos que entendeu o conceito. Eu tenho certeza que seria uma grande comédia e as pessoas iriam se conectar com a história.”

E aí, você acha que essa ideia faria sucesso?

Orçado em US$ 80 milhões, ‘Todo Poderoso‘ fez um tremendo sucesso comercial, arrecadando US$ 484,6 milhões pelo mundo.

Por outro lado, conquistou apenas 48% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.

Antonio Banderas gostaria de ver estrela da Marvel como Zorro; Saiba quem!

Antonio Banderas, que se consagrou interpretando o Zorro, revelou em entrevista recente ao ComicBook qual ator ele gostaria de ver interpretando o personagem, num potencial reboot da franquia do mascarado.

Banderas foi perguntado sobre quem ele acha que deveria assumir o legado do Zorro num novo filme da franquia, e ele respondeu de pronto: Tom Holland!

Tom Holland. Eu fiz ‘Uncharted’ com ele e ele é tão enérgico e divertido e também tem essa faísca de energia. Por que não?”, disse Banderas.

Ele também revelou que estaria disposto à voltar ao personagem em um novo filme, e passar a máscara de Zorro para o próximo ator, assim como Don Diego de la Vega (Anthony Hopkins) fez com o Alejandro Murrieta de Banderas em ‘A Máscara do Zorro‘ (1998).

“Sim, eu gostaria. Eu consideraria essa possibilidade. Por que não?” disse Banderas. “Acho que durante as entrevistas de hoje eu disse algo assim para alguém … Eu disse que se eles chamarem de Zorro, farei o que Anthony Hopkins fez no primeiro filme e então darei a tocha para outra pessoa”, contou.

A série do Disney+ estrelada por Wilmer Valderrama é o principal projeto de Zorro em desenvolvimento em Hollywood atualmente.

Jenna Ortega diz que NUNCA pediu dicas ou conselhos à Christina Ricci para ‘Wandinha’

Jenna Ortega (‘Pânico 5’), a Wandinha Addams da nova série da Netflix, disse em entrevista recente à MTV News que não chegou a pedir conselhos ou dicas à Christina Ricci para dar vida à personagem título do show.

O que é curioso, pois Ricci deu vida à Wandinha nos icônicos filmes da Família Addams dos anos de 1990, e esteve presente também na nova série da Netflix, interpretando a professora Marilyn Thornhill.

Ortega revelou que, apesar da presença de Ricci no set de filmagens, ela não pediu conselhos à atriz para dar vida a sua versão de Wandinha. Também declarou que queria ter certeza de que não estaria apenas copiando a personagem de Ricci, e que queria trazer sua visão para a personagem.

“Acho que quando [Ricci] estava no set, nenhuma de nós disse Wandinha nenhuma vez uma para a outra”, disse Ortega. “Eu não acho que ela queria atrapalhar minha performance e se sentir autoritária. Eu senti que não queria fazer algo que ela fez 30 anos atrás. Para meu próprio benefício, mas também, sim, eu não queria imitá-la e não queria ser muito parecida com ela”, disse Jenna Ortega.

“Nossa série tem superpoderes e párias e peregrinos fantasmas do mal. São duas pessoas muito diferentes”, conclui.

Vale lembrar que a primeira temporada já está disponível na Netflix!

Relembre o trailer:

A série é um mistério investigativo e sobrenatural que traça os anos de Wandinha como estudante na Escola Nunca Mais, enquanto ela tenta dominar sua habilidade psíquica emergente, frustrar uma monstruosa matança que aterrorizou a cidade local e resolver o mistério sobrenatural que envolveu seus pais há 25 anos – tudo isso ao mesmo tempo em que mergulha em complicados relacionamentos sociais.

O elenco também traz Luiz Gusman como Gomez, Issac Ordonez como Pugsley e Fred Armisen como Tio Chico.

O roteiro é escrito por Alfred Gough e Miles Millar, mais conhecidos por criar e produzir a série de sucesso ‘Smallville‘.

Para quem não sabe, ‘A Família Addams foi criada pelo cartunista Charles Addams, em 1938, como tiras para a revista The New Yorker. Os personagens geraram séries live-action e animadas, livros, vídeo games e até mesmo um musical, que foi exibido no Brasil em 2012, com Daniel Boaventura e Marisa Orth como o casal Gomez e Morticia Addams.

No cinema, a criação gerou A Família Addams, grande sucesso de bilheteria de 1991, e, 2 anos depois, A Família Addams II’, ambos dirigidos por Barry Sonnenfeld. Anjelica Huston e Raul Julia interpretaram o casal Addams. Christopher Lloyd foi o Tio Fester e Christina Ricci viveu Wednesday Addams (Wandinha).

Chris Hemsworth fala porque RECUSOU papel em ‘Star Trek 4’

O astro Chris Hemsworth, em entrevista à Variety, contou o motivo de ter abandonado o projeto de ‘Star Trek 4‘, no qual estava cotado para viver George Kirk, pai do Capitão Kirk, e seu personagem no longa de 2009.

O quarto título desse reboot segue incerto nos planos da Paramount, e pode ter sido arquivado, como explica Hemsworth.

“Eu não senti que achamos uma razão para revisitar isso ainda. Eu não queria ficar frustrado com o que eu traria para o projeto”, disse o ator ao Collider.

Era esperado que as filmagens começassem no início de 2019, mas desde o ano passado que o projeto do novo capítulo de ‘Star Trek‘ passa por dificuldades.

Chris Pine e Chris Hemsworth abandonaram o longa após tentativas do estúdio de reduzir o orçamento do filme em razão do fraco desempenho de terceiro filme nas bilheterias.

Lembrando que o último filme da franquia foi ‘Star TreK: Sem Fronteiras‘, lançado em 2016

Dirigido por Justin Lin (‘Velozes e Furiosos 9’), o longa arrecadou apenas US$ 343,4 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 185 milhões.

Apesar disso, a sequência foi muito bem recebida entre os críticos, alcançando 86% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Crítica | Ligação Explosiva – Filme de Ação Sul-Coreano Eleva a Adrenalina nos Cinemas!

A Coreia do Sul está em alta e cada vez mais presente nas salas de cinema brasileiras. Desde que ‘Parasita’ levou as principais estatuetas no Oscar de 2019, as distribuidoras locais têm olhado com mais carinho a possibilidade de trazer as produções na parte sul da ilha da Coreia para os cinemas do país. Em um tempo em que BTS continua em alta e um de seus cantores é chamado para cantar a música de abertura da Copa do Mundo de 2022, fica bastante evidente que a Coreia do Sul veio para ficar (e pra valer!) na indústria do entretenimento. A partir dessa semana os espectadores brasileiros podem conferir nos cinemas ao mais novo filme daquele país, ‘Ligação Explosiva.

Jae-in Lee (Hye In) é um pai de família de dois filhos pequenos. E também é um importante gerente de negócios em uma empresa acionista que vende e compra ações no mercado internacional. Certa manhã, ele discute com a esposa e sai de carro para levar os filhos à escola, porém, no caminho, recebe uma ligação que tira seu sossego: do outro lado da linha um homem diz ter colocado uma bomba em seu carro. Confuso e temeroso, o sr. Lee verifica que é verdade o que o homem diz, e, ao fazê-lo, a misteriosa voz lhe pede em troca uma quantia muitíssimo alta em dinheiro, como uma forma de compensação financeira por algo que Lee não consegue entender. Sem poder sair do carro se não detona a bomba, e sem poder contar a verdade à polícia, Lee terá que se virar para conseguir levantar o dinheiro pedido pelo criminoso, enquanto ele mesmo e seus filhos são mantidos reféns à distância.

Refilmagem de uma versão espanhola anterior, intitulada ‘El Desconocido’, de 2015, ‘Ligação Explosiva’ consegue acertar naquilo que realmente importa nesse tipo de filme: o ritmo. Mesmo que algumas passagens se tornem um pouco óbvias (principalmente com relação às alternativas para levantar a grana pedida), é a construção do ritmo que imprime agilidade a esse thriller de ação, somadas ao cenário high-tech das ruas sul-coreanas em uma perseguição de carro em que apenas um automóvel participa: tudo isso faz com que o nível de adrenalina vá subindo nas veias do espectador sem ele nem se dar conta, de tão preso que fica no desenvolver da história.

Changju Kim adapta bem o roteiro original de Alberto Marini para a contemporaneidade pandêmica e encontra boas soluções para gravar o script, colocando policiais altamente paramentados tal qual vemos na televisão, mas, em vez de lidar com vírus, estão ali para procurar a tal bomba. O drama provocado ao protagonista inspira reflexão sobre o tipo de sociedade em que vivemos, e, no intuito de buscar sua redenção, o enredo se desenrola à base de um desesperado instinto de sobrevivência.

Para quem gosta, ‘Ligação Explosiva’ é um bom filme de thriller de ação, amparado por atuações bastante convincentes. Não à toa, o mote do filme original espanhol já ganhou adaptação na Alemanha e, ao que tudo indica, também ganhará em breve uma leitura hollywoodiana, estrelada por ninguém menos que o garoto-propaganda desse tipo de filme: Liam Neeson.

Crítica | O Diário de Noel – EMOCIONANTE Filme de Natal Sobre Perdão e Identidade

Quem é fã dos filmes de Natal concorda que deveria haver oferta desse tipo de produção o ano inteiro, e não apenas nos últimos meses do ano. Mais do que a temática festiva, o que importa nesses filmes são os valores, as histórias passadas nelas, que deveriam valer ao longo dos doze meses, mas que apenas nos últimos trinta dias do ano que são exaltados. Prova disso é o sucesso do longa ‘O Diário de Noel’, aguardada produção que acaba de estrear na Netflix e já foi diretamente para as primeiras posições do Top 10.

Jacob Turner (Justin Hartley) é um escritor best-seller de suspense romântico nos Estados Unidos. Bonitão e bem-sucedido, ele atende a quilométricas filas de leitores, mas, ao final do dia, volta para casa sozinho, ficando apenas na companhia de sua cachorra, Ava. Então, ele recebe um telefone perturbador: sua mãe, com quem não tinha contato há muito tempo, falecera, e o testamento pedia que fosse até a antiga casa da família para cuidar das coisas. A contragosto, Jacob vai até sua cidade natal, mas, uma vez lá, conhece uma misteriosa moça, Rachel (Barrett Doss), que bate à sua casa perguntando sobre a antiga babá da família, que vem a ser a mãe biológica da moça, a quem Rachel está procurando. Nessa jornada pessoal de perdão e busca de identidade, o caminho dos dois se cruza a poucos dias do Natal, trazendo-lhes respostas que ambos nem sabiam estar procurando.

Trazendo a responsabilidade de ser um dos principais carros-chefe da Netflix para esse fim de ano, ‘O Diário de Noel’ ao mesmo tempo que emociona, também dá uma desapontada. Ou seja, se por um lado é um grande acerto o roteiro de Rebecca Connor e David Golden focar nas emoções reais diante da imprevisibilidade da vida, por outro a parte técnica do filme de Charles Shyer derrapa como que em gelo fino, seja na continuidade (Rachel dá entrada no hotel com cabelo cacheado e, de repente, no quarto, já os tem perfeitamente escovados – algo que só vai aparecer na cena seguinte, no Natal), seja na montagem e edição, cortando cenas meio abruptamente, quando precisariam de mais alguns segundos de emoção.

Baseado no livro de Richard Paul Evans, um dos maiores acertos da produção foi elencar Justin Hartley para o papel principal, uma vez que a estrela da série dramática ‘This Is Us’ certamente levará o órfão público da série a assistir ao longa. Justin e Barrett têm a química certa para imprimir conflito nas emoções de seus personagens, ao mesmo tempo nos fazendo acreditar, ao mesmo tempo se segurando em suas próprias convicções. Tudo isso envolto por um belo cenário natalino cheio de neve que, apesar de não ser tema do filme nem se apresentar com constância, fica como o pano de fundo perfeito para conferir ainda mais emoção a ‘O Diário de Noel’ – o que comprova que filmes de drama como este poderiam ser lançados a qualquer época do ano.

Com uma história envolvente e reflexiva, ‘O Diário de Noel’ é um filme que busca tocar o coração dos espectadores de maneira profunda, convidando a todos a refletir sobre traumas, perdão e, acima de tudo, sobre o auto-perdão. Os erros vão acontecer na vida, são inevitáveis; o que fazemos sobre eles é que a chave para ter paz de espírito.

Rian Johnson já está desenvolvendo ‘Entre Facas e Segredos 3’

Em entrevista ao Deadline, o diretor Rian Johnson revelou que já está desenvolvendo o terceiro filme da franquia ‘Entre Facas e Segredos‘.

Inicialmente, o cineasta tomaria um tempo para focar em outros projetos após o lançamento de ‘Glass Onion: Um Mistério Knives Out‘, mas confirmou que seu interesse pelo novo filme da saga se tornou prioridade.

“Apesar do acordo [de fazer dois filmes da franquia] com a Netflix, eu estaria livre para focar em outro projeto se tivesse vontade [antes de ‘Entre Facas e Segredos 3’]. Sinto que todos acharam que eu começaria a desenvolver projetos diferentes, mas, no decorrer dos últimos meses, ‘Entre Facas e Segredos 3’ tem sido o projeto mais interessante para mim.”

Ele completa, “Vou focar nele logo após o lançamento do segundo filme. Não por uma obrigação contratual, mas porque eu estou genuinamente interessado em desenvolver essa sequência. Gosto da ideia de descobrir como fazer algo completamente diferente dos filmes anteriores.”

Vale lembrar que o segundo filme, ‘Glass Onion: Um Mistério Knives Out‘, será lançado pela Netflix no dia 23 de dezembro.

Confira o trailer:

Anteriormente, foram divulgadas as imagens dos principais personagens.

Entre eles, Edward Norton (‘Beleza Oculta’), Dave Bautista (‘Guardiões da Galáxia’), Kate Hudson (‘Quase Famosos’), Leslie Odom Jr. (‘Hamilton’), Kathryn Hahn (‘WandaVision’) e Janelle Monáe (‘A Escolhida’).

Confira:

Vale lembrar que a Netflix desembolsou mais de US$ 400 milhões para adquirir os direitos para produzir as sequências de ‘Entre Facas e Segredos‘, que foi uma das grandes surpresas de 2019, faturando diversas indicações e prêmios no circuito de festivais e preparando o terreno para um novo universo de mistério.

As sequências trarão de volta também o roteirista e diretor Rian Johnson.

O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e se tornou uma das obras mais aclamadas do ano passado.

Com orçamento de apenas US$40 milhões, o filme arrecadou mais de US$300 milhões mundialmente.

‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso’: Produtor comenta “possibilidades românticas” na sequência

Em entrevista ao Empire, o produtor Phil Lord comentou sobre as “possibilidades românticas” entre a Gwen Stacy e o Miles Morales na sequência ‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso‘.

“Há uma tensão em torno das possibilidades românticas entre a Gwen e o Miles, e o desejo deles de manter sua amizade intacta – não arriscá-la. Essa é uma questão muito interessante para se explorar com esses dois personagens, especialmente porque eles são muito jovens.”

O produtor Chris Miller também comentou sobre o filme, revelando que o universo da Gwen terá destaque na trama: “O filme começa no universo da Gwen, onde ela está lidando com diversas coisas. Há muitas cenas no universo dela nessa sequência.”

Confira uma nova imagem divulgada pela revista, junto com a sinopse oficial:

O segundo filme seguirá o Miles Morales (Shameik Moore), que assumiu o manto do amigão da vizinhança do Brooklyn, enquanto ele se reúne com a Gwen Stacy (Hailee Steinfeld) para tentar navegar na complicada teia do multiverso em busca de um novo vilão e uma equipe de pessoas-aranha.

Lembrando que as duas partes da sequência foram ADIADAS pela Sony Pictures.

Inicialmente previsto para 7 de Outubro de 2022, ‘Homem-Aranha: Através do Aranhaverso – Parte 1‘ foi adiado para 2 de junho de 2023.

Já a Parte 2, foi adiada de 2023 para 29 de março de 2024.

Assista ao teaser e siga o CinePOP no YouTube:

Miles Morales retorna para o próximo capítulo da saga vencedora do Oscar Aranhaverso, uma aventura épica que transportará o amistoso amigão da vizinhança do Brooklyn, Miles Morales, através do Multiverso para unir forças com Gwen Stacy e uma nova equipe do Povo-Aranha para enfrentar um vilão mais poderoso do que qualquer coisa que eles já encontraram.

Kemp PowersJustin K. Thompson também entram como diretores.

Santos é conhecido por seu trabalho em ‘A Lenda de Korra’‘Avatar: A Lenda de Aang’, enquanto Powers co-dirigiu o aclamado ‘Soul’ ao lado de Peter DocterMike Jones.

Thompson, por sua vez, ficou responsável pelo design de produção do primeiro ‘Aranhaverso’.

Vale lembrar que Chris Lord e Phil Miller roteirizaram a continuação ao lado de David Callaham (‘Shang-Chi’). Lord originalmente co-assinou o filme original ao lado do diretor Rodney Rothman.

Daniel Pemberton também retorna para compor a trilha sonora das próximas aventuras de Miles Morales.

Lançado em 2019, ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ tornou-se um sucesso de crítica e público, arrecadando US$ 375 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 90 milhões.

HBO Max divulga as ESTREIAS para a última semana de novembro; Confira!

Através do Twitter, a HBO Max divulgou uma lista com as novidades para a primeira semana de novembro.

Entre os destaques, os assinantes serão presenteados com os episódios finais de ‘Vale dos Esquecidos’ e ‘Pennyworth‘.

Também há novos episódios de ‘Stargirl’, ‘Kung Fu’ e ‘Os Winchesters‘.

E, como dezembro já está chegando, também há filmes de natalinos na lista, como ‘Natal em Harmonia’ e ‘Um Mistério de Natal‘.

Confira lista completa:

Relembre o trailer de ‘Vale dos Esquecidos‘:

A produção, composta por dez episódios, foi criada por Fábio Mendonça Antônio Tibau.

Na trama, “um grupo de jovens exploradores se perde em um trilha que leva a um peculiar vilarejo escondido sob uma névoa eterna”.

Daniel RochaCaroline AbrasSilvero PereiraJames TurpinOsvaldo Mil e outros estrelam.

A série foi rodada em São Paulo, Paranapiacaba e outras cidades do interior paulista.

‘Indiana Jones 5’: James Mangold usou mais efeitos práticos do que CGI

Indiana Jones 5‘ é o primeiro filme da franquia sem a direção de Steven Spielberg. Em vez disso, a Lucasfilm contratou James Mangold para a missão.

Em seu currículo, Mangold conta com ‘Cop Land’, ‘Garota, Interrompida’, ‘Logan’ e ‘Ford v Ferrari’, ele teve sucesso em diversos gêneros do cinema.

Agora resta saber como o cineasta se sai com a sequência de uma das mais amadas franquias de todos os tempos.

Mas, uma coisa é certa, ele tem muito amor pelos filmes originais do personagem vivido por Harrison Ford.

De acordo com a Empire, Mangold priorizou os efeitos práticos e se recusou a gravar o filme usando o The Volume, tecnologia criada pela Lucasfilm, que usa painéis de led em 360 graus para criar cenários fotorrealistas e eliminar a necessidade de locações externas e cenários físicos.

Rejeitar o The Volume em favor dos efeitos práticos demonstra que ele tem uma forte compreensão do que faz ‘Indiana Jones‘ funcionar melhor, como nos filmes originais.

A trilogia original foi lançada de 1981 a 1989 durante uma época em que efeitos gerados por computador não eram tão avançados quanto hoje.

O uso de efeitos práticos deu à trilogia a sensação de uma clássica aventura com um tom ainda mais realista e imersivo.

O mesmo não pode ser dito de ‘Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal’, que usou e abusou do VFX e acabou se tornando o pior título da franquia, tanto para a crítica quanto para os fãs.

É claro que os elementos extraterrestres presentes na trama exigiram um toque digital, mas isso deixou claro como é importante manter esse tipo de história com os pés no chão.

Ainda assim, o novo filme fará uso de diversos efeitos em CGI, como nas cenas de flashback em que Ford será rejuvenescido, mas isso já se encaixa em uma questão de necessidade narrativa, e não como uma escolha criativa.

há alguns dias, também foram divulgadas novas imagens destacando o elenco principal, como Ford, Boyd Holbrook e Phoebe Waller-Bridge.

Em uma das imagens, vemos o protagonista sem seu clássico figurino, correndo pelas ruas trajado com um terno, no que parece ser uma perseguição.

Confira:

Vemos também Jones explorando uma caverna ao lado de sua afilhada, Helena Brody, que será interpretada por Waller-Bridge.

O restante das imagens mostra o visual de outros nomes do elenco, além da silhueta de um possível vilão. Confira na galeria abaixo:

 

Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, conversou com o ComicBook.com no início deste ano e disse que o diretor James Mangold fez um trabalho inacreditável com Indy”.

“Estou emocionado por começar uma nova aventura, colaborando com um time dos sonhos de grandes cineastas de todos os tempos”, escreveu James Mangold, diretor de ‘Indiana Jones 5‘, em um comunicado quando o filme foi anunciado pela primeira vez. “Steven, Harrison, Kathy, Frank e John são todos meus heróis artísticos. sortudo como o próprio Indiana Jones.”

Por sua vez, Mangold negou totalmente as especulações envolvendo exibições teste supostamente “ruins” ou mesmo “desastrosas”, como disseram.

Na verdade, segundo o cineasta, nenhuma foi realizada até agora.

“Não. Não houve nenhuma exibição teste até agora”, falou Mangold no Twitter.

Ele rebateu um fã que disse: “Mas não é verdade! Então não é horrível!”.

Lembrando que a nova aventura chega aos cinemas em 30 de junho de 2023.

O elenco traz também Phoebe Waller-Bridge (‘Fleabag’), Thomas Kretschmann (‘Vingadores: Era de Ultron’), Mads Mikkelsen (‘Hannibal’), Shaunette Renée Wilson (‘Pantera Negra’) e Antonio Banderas (‘Dor e Glória’).

Lembrando que Steven Spielberg decidiu passar o manto para um cineasta mais jovem, a fim de trazer uma perspectiva renovada ao personagem. Dessa forma, James Mangold comanda o novo capítulo da franquia.

John Williams retorna para a trilha sonora, tendo atuado como compositor em todos os filmes anteriores.

Artigo | ‘O Homem que Inventou o Natal’ é uma apaixonante obra que honra o legado de Charles Dickens

Charles Dickens é um dos nomes mais conhecidos da literatura mundial. O romancista inglês tornou-se responsável por arquitetar narrativas extremamente envolventes e que, além de se desenrolarem de modo fluido e muito conciso, representam uma enorme crítica à sociedade de meados do século XIX que estava pautada em um individualismo exacerbado pós-Revolução Industrial. De certo, analisar suas obras apenas com um olhar periférico é cair em um dos erros mais imperdoáveis da crítica – a perspectiva superficial -, visto que faz-se necessário inclusive conhecer o background do próprio autor para poder compreender cada um dos cosmos que cria com maestria – como Oliver Twist’, O Mistério de Edwin Drood’ e, obviamente, a soberba atmosfera natalina de Um Conto de Natal’.

Girando em torno do amargurado empresário Ebezener Scrooge, tal trama traz, como já é de se esperar do panteão dickensiano, inúmeras alfinetadas em uma parcela da população que é movida apenas pela ambição e pelo lucro. Tendo sido adaptada para inúmeras investidas cinematográficas e televisivas – incluindo uma assustadora e convincente releitura animada pelos estúdios Disney -, pouco se sabe, entretanto, acerca do que realmente moveu o novelista a criar uma de suas obras-primas e como ele chegou a tamanha perfeição literária. E levando em conta que a produção de inusitadas biopics parece ter ganhado o coração da indústria hollywoodiana, não foi uma grande surpresa que a vida de Dickens tenha sido levada para os cinemas na divertidíssima e comovente O Homem que Inventou o Natal.

Primeiramente, grande parte do público atual parece ter uma afeição além do normal por narrativas de época – e qualquer coisa que seja ambientada na Londres vitoriana é, de fato, chamativo, incluindo seus cenários clássicos e a inebriante ambiência de dúvida e caos que se mescla a uma perspectiva utópica e inalcançável de esperança. Aqui, temos o incrível carisma de Dan Stevens encarnando o protagonista, resgatando alguns trejeitos exagerados que podem ou não serem reais, mas que certamente adicionam algumas camadas de quebra de expectativa para algo que poderia se render ao drama excessivo. Dickens vive com sua esposa e com seus três filhos em um enorme casarão, e está lidando com o iminente sucesso de seu último livro, Oliver Twist’, a qual não foi recebida com entusiasmo o suficiente pela crítica especializada, mas foi abraçada pelas massas como um discurso acerca da camada menos favorecida. 

Já no começo do primeiro ato, percebemos o principal obstáculo a ser enfrentado pelo protagonista: ele próprio. Tudo bem, é claro que ele também tem que lidar com a pressão de seus editores por uma nova obra e com a crescente defasagem monetária pela qual passam, implicando em uma exponencial decadência de status que conversa tanto com sua conturbada infância quanto com a insurgência de Scrooge; entretanto, aqui estamos focados em como todo esse determinismo se traduz em um bloqueio criativo doloroso e que basicamente evoca inúmeros fantasmas de seu passado, incluindo o do pai John (Jonathan Pryce). 

O mote que move o escopo geral é o dinheiro e como suas múltiplas faces impactam, direta ou indiretamente, na vida de todos ao seu redor. Charles tornou-se órfão após presenciar a prisão de sua família por questões financeiras e orquestradas por um grupo de enfurecidos agiotas; isso o levou a trabalhar em uma fábrica de sapatos em ruínas, no qual tudo o que conhecia virou pó e passou a ser tratado como um forasteiro e um pária. Em outras palavras, ele foi obrigado a amadurecer contra sua vontade, e só depois de conseguir escapar desse sombrio cárcere, veio a se transformar no ilustre escritor; mesmo assim, ele também acabou cedendo aos luxos do dinheiro e gradativamente tornou-se uma pessoa também amargurada, cujos gatilhos são ativados diversas vezes ao longo da trama. 

Talvez essa seja o principal fator que permitiu ao protagonista desenvolver uma trama que se passasse em um dos feriados mais festivos do ano, o Natal, brincando com os paradoxais conceitos de “solidariedade” e “egoísmo” ao buscar inspiração em sua vivência – incluindo o macabro encontro com um misterioso homem em um cemitério londrino que eventualmente serviu como escopo para a existência de Ebezener. É claro que nada disso seria possível sem o consistente roteiro assinado por Susan Coyle: resgatando os principais temas explorados na biografia homônima de Lee Standiford, Coyle transforma uma análise verídica em uma explanação lúdica e fantasiosa sobre a criação do romance em questão, permitindo-se realizar até mesmo uma releitura do próprio conto ao colocar as várias facetas de Dickens em um mesmo cosmos. 

Christopher Plummer é o nome que rouba a cena, mais uma vez. Encarnando o anti-herói de Um Conto de Natal’, sua caracterização não se restringe apenas ao aplaudível trabalho da maquiagem e dos efeitos especiais, mas também alastra-se para seus trejeitos vocais e corporais. Diferentemente de outras investidas para adaptar a narrativa escrita, este talvez seja a mais coerente releitura de Scrooge, afastando-se de quaisquer estereótipos para uma subjetividade arquetípica e complexa que humaniza uma das figuras mais desprezíveis da literatura inglesa. Isso permanece desde sua primeira aparição até os momentos finais – que por um lado deixam a desejar pelo excesso de felicidade e pela premeditada conclusão fabulesca do “e todos viveram felizes para sempre”. 

De qualquer modo, o diretor Bharat Nalluri não deixa que essa divertida história discorra em vão, e utiliza-se de suas habilidades para dialogar com a fluidez narrativa: as construções imagéticas prezam por planos-sequência muito bem estruturados e o uso de contra-plongées que brinquem com a ideia de superioridade e inferioridade, seja socioeconômica, seja psicológica, ainda que, algumas vezes, permaneça na zona de conforto da comum montagem de ação-e-reação. Nalluri trabalha com maestria com a fotografia burlesca e expressionista de Ben Smithard, o qual usa e abusa de recursos estilísticos como o contraste entre branco e preto e o excesso de uma duvidosa névoa – mesmo que sofre algumas influências de um infeliz pedantismo identitário. 

O Homem que Inventou o Natal é uma caprichosa e tragicômica visão acerca da vida e obra de Charles Dickens. Mesmo com seus aparentes erros, é impossível não se encantar com as minúcias de seus incríveis visuais e não se envolver com atuações convincentes de um elenco on point. Podemos não ter exatamente uma rendição que honre por completo uma obra tão atemporal – mas definitivamente estamos no caminho certo. 

Crítica | Ela Disse – Grande concorrente ao Oscar mostra os bastidores do início do MeToo

Obras sobre bastidores jornalísticos podem ser tediosas ou completamente envolventes, Ela disse (She Said), da alemã Maria Schrader, encontra-se no segundo time. 

O roteiro de Rebecca Lenkiewicz (Desobediência) é baseado no livro Ela Disse – Os bastidores da reportagem que impulsionou o MeToo, lançado em 2019, das jornalistas norte-americanas Jodi Kantor e Megan Twohey, vividas respectivamente por Zoe Kazan e Carey Mulligan. Com intensidade, emoção e precisão, Maria Schrader (da minissérie Nada Ortodoxa) percorre os obstáculos de um dos maiores escândalos de assédio e abuso de poder da última década. 

Os primeiros minutos de narrativa nos apresentam a adrenalina das jornalistas Jodi e Megan no seu ambiente de trabalho. Não apenas na redação do New York Times, mas em contato com suas fontes, ao telefone, preparando um jantar em meio ao turbilhão de denúncias de assédio contra Donald Trump às vésperas das eleições de 2016. Como todos sabemos, o caso caiu por terra, Trump saiu vitorioso e as acusadoras foram repugnantemente ameaçadas. 

Com essa premissa, o roteiro nos coloca na perspectiva de frustração das jornalistas em lidar com suas fontes, não poder lhes garantir segurança e lutar pela verdade ameaçada constantemente pelo poder, seja econômico, de influência ou de força. Alguns meses passam, a gravidez de Megan Twohey avança, ela tem o bebê, entra em licença maternidade, enquanto Jodi Kantor segue pistas sobre casos de assédios sexuais silenciados através de acordos no ambiente de trabalho. 

A partir do anúncio do lançamento de um livro autobiográfico da atriz ítalo-americana Rose McGowan (voz de Keilly McQuail), Jodi enxerga uma direção para sua pesquisa : a indústria cinematográfica. Ela Disse consegue expor o esforço detalhado da investigação e os questionamentos pertinentes por trás de cada passo. Ou seja, Hollywood entra como um trunfo midiático de denunciar o que todas as mulheres enfrentam no mercado de trabalho. 

Na companhia das reais responsáveis por essa odisseia, o roteiro permite-se ser didático, do ponto de vista jornalístico, ao mesmo tempo que intimista  — ao colocar a subjetividade das profissionais em evidência —, e ainda instigante por nos estimular a saber como as duas vão conseguir superar todos os muros a sua volta. Assim, a partir de alguns indícios, a história começa a ganhar corpo, alma e coração. 

Embora Ela Disse apoia-se em grande parte no rendimento das protagonistas Zoe Kazan e Carey Mulligan, existe um time de profissionais excelentes para fazer a história evoluir como um suspense jornalístico, tal como Jennifer Ehle e Andre Braugher. Mesmo conhecendo os resultados da história, o roteiro de Rebecca Lenkiewicz é uma jornada do herói, não em busca de desvendar um mistério, mas como fazer o “mistério” vir a público e ser punido. 

Graças às experiências em trazer para as telas narrativas femininas fortes e intimistas, tais como o ganhador do Oscar Ida (2013), Desobediência (2017), e Colette (2018), Rebecca Lenkiewicz tempera perfeitamente os momentos de embate e a determinação das protagonistas. Todas as conversas entre as duas são naturalmente bem pontuadas e estimulam à reflexão do processo jornalístico: pesquisar, checar informações e convencer fontes a falar abertamente. 

Como a trama desenvolve-se através de relatos, as escolhas de edição por vezes entregam uma estética bonita e humanitária, mas por outras recorre ao simples flashback. Em uma das narrações, a câmera percorre corredores vazios de um hotel, enquanto escutamos um áudio real de uma discussão incomoda entre Harvey Weinstein e um das jovens a prestar queixa ao seu agente. 

Se o nome Weinstein aparece apenas ao final deste texto não é por acaso. Este é um filme sobre o que elas disseram  — as vítimas, sendo silenciadas por medo e dinheiro durante anos — e não sobre o acusado em si. Com maestria, Ela Disse deixa evidente que não é um filme sobre Harvey Weinstein, mesmo ele sendo o predador sexual chave da investigação. Apesar de ter o seu direito de resposta, ele nem tem rosto em cena.

Forte candidato ao Oscar 2023 nas principais categorias, Ela Disse pode ser comparado com os brilhantes Spotlight – Segredos Revelados (2015), de Tom McCarthy, e Todos os Homens do Presidente (1976), de Alan J. Pakula, como filmes inspirados pelo trabalho jornalístico investigativo, com apoio de uma mídia financeiramente estável e preocupada com o valor social da pauta. Em outras palavras, haja investimento do New York Times para ter duas jornalistas  —  e algumas outras mãos  —  dedicadas por meses em apenas uma reportagem, além de viagens e horas extras.

Além de contar os bastidores da engrenagem de um dos movimentos mais importantes do século XXI, Ela Disse apresenta cenas catárticas e de beleza cinematográfica. Uma ocorre quando Zoe Kazan recebe o telefonema final de Ashley Judd (interpretando ela mesma), só este momento vale indicações a prêmios por transmitir uma verdadeira descarga de tensão e alívio amplificada em cada frame. Outra sucede no enquadramento de todos os redatores e editores envolvidos relendo juntos a última versão da matéria.

Os tempos do jornalismo são outros, as máquinas não precisam parar para imprimir uma derradeira declaração, porém atos heroicos ainda podem ser feitos através da imprensa. Embora, agora, a gente finalize com um “enter” no teclado, os efeitos são enormes e ainda mais retumbantes no mundo globalizado. 

Ela Disse foi lançado mundialmente em 13 de outubro no Festival de Filme de Nova Iorque. O título chega aos cinemas brasileiros dia 8 de dezembro de 2022. Visto em Paris, em 23 de novembro de 2022.

‘Star Wars’: Roteirista de ‘Rogue One’ estava planejando série derivada antes de ‘Andor’

Rogue One: Uma História Star Wars fez um tremendo sucesso ao expandir a saga criada por George Lucas e mostrar os primeiros passos da Aliança Rebelde contra as forças imperiais.

O filme acabou levando a uma série derivada dedicada ao personagem Cassian Andor, vivido por Diego Luna.

No entanto, antes da Lucasfilm aproveitar ‘Andor’, Gary Whitta, co-roteirista de ‘Rogue One‘, revelou que tinha uma ideia semelhante para um spin-off do longa.

Em seu seu perfil do Twitter, ele publicou uma mensagem explorando a proposta da série e revelando que a ideia não foi para a frente.

“Anos atrás, meu co-roteirista de ‘Rogue One’, Chris Weitz, e eu tivemos uma ideia legal para um programa de TV sobre uma equipe rebelde no estilo Mossad caçando criminosos de guerra imperiais que fugiram e desapareceram após a queda do Império. Poderia ter sido um suporte legal para ‘R1’. No entanto, nós nunca fizemos nada com isso.”

Confira:

Lembrando que a 1ª temporada de Andor‘ já chegou ao fim e a trama acabou surpreendendo o público, tornando-se uma narrativa essencial para a cronologia da saga ao mostrar a primeira fagulha em direção à criação da Aliança Rebelde.

A 2ª temporada já foi confirmada e levará direto ao eventos de ‘Rogue One: Uma História Star Wars, filme ambientado antes de ‘Uma Nova Esperança‘ e que apresentou o personagem de Diego Luna pela primeira vez.

E a aceitação da série foi tão grande que os fãs estão se perguntando se o criador, Tony Gilroy, voltará a trabalhar para a Lucasfilm em algum momento.

Em entrevista para o The Hollywood Reporter, ele foi questionado sobre a possibilidade, ao que ele respondeu:

“Eu literalmente não consigo nem começar a pensar em uma resposta. Não há como saber disso. Sinto que no final dos cinco anos de trabalho em ‘Andor’, eu vou querer fazer outra coisa. Quero dizer, eu sempre gosto de fazer outras coisas. Eu nunca tentei fazer a mesma coisa de novo e de novo, mas eu não diria nunca, ou não, ou qualquer coisa do tipo. Mas o que eu sei com certeza é que , no momento, eu não sei.”

Relembre o trailer:

A primeira temporada contará com 12 episódios, que serão dirigidos por Ben Caron, Susanna White e Toby Haynes.

Além de Diego Luna, o elenco conta com Genevieve O’Reilly, Adria Arjona (‘Esquadrão 6’), Denise Gough (‘Guerrilla’), Stellan Skarsgård (‘Chernobyl’), e Kyle Soller (‘The Titan’). Ewan McGregor também pode reprisar seu papel como Obi-Wan Kenobi, enquanto Andy Serkis volta como Snoke.

O’Reilly reprisará seu papel como a membro-chefe da Aliança Rebelde, Mon Mothma, personagem que representou pela primeira vez em Star Wars: A Vingança dos Sith’ (2005) e depois emRogue One‘ (2016).

Nicholas Britell ficará responsável pela trilha sonora. Ele é conhecido por inúmeros projetos de grande aclame no cinema e na televisão. Ele recebeu duas indicações ao Oscar por seu trabalho em ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar’ e em ‘Se a Rua Beale Falasse’. Além disso, conquistou um Emmy Award por sua magnífica trilha para o ovacionado drama ‘Succession’, onde trabalhou na primeira e na segunda temporadas. Seus outros créditos incluem ‘A Grande Aposta’‘Vice’, ‘Cruella’‘Não Olhe para Cima’.

Irene Cara, cantora e atriz conhecida por ‘Fama’ e ‘Flashdance’, morre aos 63 anos

A icônica cantora e atriz vencedora do Oscar Irene Cara faleceu hoje, 26 de novembro, aos 63 anos.

A notícia foi revelada pela publicista de Cara, que afirmou que ela morreu em casa, na Flórida. Entretanto, a causa do falecimento é “atualmente desconhecida” (via BBC News).

Nascida em 1959, no Bronxs, Nova York, Cara era a filha mais nova de cinco irmãos e começou sua carreira em uma série em língua espanhola. Tendo gravado músicas quando criança, tanto em espanhol quanto em inglês, ela apareceria em diversas peças musicais  da Broadway e off-Broadway.

Entretanto, não foi até 1980 que Cara ascendeu à fama ao interpretar Coco Hernandez no clássico filme Fama, além de cantar a conhecida faixa titular. Ela, inclusive, conquistou uma indicação ao Globo de Ouro por sua elogiada performance.

Três anos mais tarde, ela cantou e co-escreveu, ao lado de Giorgio MoroderKeith Forsey, a atemporal música Flashdance… What a Feeling”, conquistando o Globo de Ouro e o Oscar de Melhor Canção Original, além de duas estatuetas do Grammy Awards.

Festival GRLS! 2023 | Tinashe, Sandy, Ludmilla e mais no line-up oficial do evento!

A organização do Festival GRLS! revelou a primeira parte do line-up oficial da próxima edição do evento.

O festival trará nomes icônicos do cenário musical feminino, incluindo TinasheSandyLudmillaJojoAlcioneMargareth Menezes e mais.

Confira:

A pré-venda já começou no site oficial do evento (que você confere aqui). Os clientes do banco NEXT terão 15% de desconto e possibilidade de parcelamento em até três vezes.

As vendas para o público geral começam em 30 de novembro.

Lembrando que o festival acontece nos dias 04 e 05 de março, em São Paulo.

Nas redes sociais, a produção emitiu uma declaração oficial:

“A hora do reencontro é sempre a mais especial. Para os que já me conhecem, quero dizer que os dias que passamos juntos em 2020 foram muito especiais e estarão para sempre na memória como os melhores daquele ano. Para os que ainda não me conhecem, existo para amplificar o trabalho de mulheres e suas mensagens, suas visões de mundo, suas vozes. Inspirar a indústria da música e do entretenimento na busca pela igualdade, diversidade e inclusão. Potencializar conversas e estimular conexões. Um espaço para reflexão, inspiração e transformação com protagonismo feminino”.

A primeira edição do festival ocorreu em março de 2020 e trouxe diversas atrações musicais nacionais e internacionais, incluindo IZA, Linn da Quebrada, Ludmilla, Gaby Amarantos, Little Mix e a icônica rainha do dance Kylie Minogue.

CinePOP teve o prazer de participar do evento – e você pode relembrar nossa cobertura clicando aqui.

Fique ligado para mais informações!

Avril Lavigne lança versão deluxe de ‘Love Sux’, seu sétimo álbum de estúdio

A princesa do pop-punk Avril Lavigne lançou recentemente a versão deluxe de Love Sux, seu elogiado sétimo álbum de estúdio.

O compilado foi disponibilizado nas plataformas de streamings no último dia 25 de novembro.

O álbum foi lançado no último dia 25 de fevereiro e conta com outras onze faixas – incluindo colaborações com Machine Gun KellyMark Hoppus.

Confira o alinhamento de faixas oficial:

1. Cannonball
2. Bois Lie, feat. Machine Gun Kelly
3. Bite Me
4. Love It When You Hate Me, feat. Blackbear
5. Love Sux
6. Kiss Me like the World Is Ending
7. Avalanche
8. Déjà vu
9. F.U.
10. All I Wanted, feat. Mark Hoppus
11. Dare to Love Me
12. Break of a Heartache

Crítica | Avril Lavigne mergulha na nostalgia do pop-punk com o frenético ‘Love Sux’