Após a DC cancelar o filme da ‘Batgirl‘, alguns fãs ficaram preocupados com o destino de ‘Besouro Azul‘… e mesmo previsto para 2023, o filme não terá sua divulgação na CCXP.
Os fãs poderão aproveitar na CCXP a interatividade do espaço voltado aos filmes do Universo DC com atividades dedicadas aos longas ‘Shazam! Fúria dos Deuses‘, ‘The Flash‘ e ‘Aquaman 2‘.
Porém, ‘Besouro Verde‘ não terá nenhuma ativação no evento mesmo trazendo em seu elenco a brasileira Bruna Marquezine.
Nas redes sociais, os fãs se preocuparam com a ausência do filme:
Assim, pode até ser uma surpresa, nunca se sabe, mas ter coisas de TODOS filmes da DC do ano que vem na CCXP, e não ter nada de Besouro Azul é muito estranho.
A CCXP é a maior comic con da America Latina, pra mim se tinha UM filme que deveria estar, é esse. pic.twitter.com/cQ7MhNK1wI
Acho muito triste da parte da @wbpictures_br ignorar #BesouroAzul, principalmente pela presença da @BruMarquezine no elenco. Sei que o filme está previsto para agosto, mas podia ter um painel com os dois e um teaser no auditório e a apresentação do traje do personagem junto …
A Warner Bros confirmou presença na CCXP 2022, com painéis e informações de The Flash, Aquaman e Shazam, mas não falou nada de Besouro Azul, estou preocupado… pic.twitter.com/roB6wB8aLP
‘Besouro Azul‘ é previsto para 16 de Agosto de 2023.
Recentemente, o Undercover Audience afirmou que a Warner Bros. realizou a primeira exibição teste e o público AMOU o primeiro filme latino da DC, que tem no elenco a brasileira Bruna Marquezine.
Como essas exibições são privadas e confidenciais, encare a descrição como um rumor.
Atualização do TestScreening:
– Todo o elenco faz um trabalho incrível! Especialmente Xolo Mariduena & Belissa Escobedo, que interpreta a irmã de Xolo.
– O público adorou a dinâmica familiar doce e cheia de comédia da ‘família Reyes’.
– Quase 30% do filme é em espanhol com legendas.
– Susan Sarandon arrasa no papel de vilã como Victoria Kord.
– George Lopez como Tio Rudy e Adriana Barraza como a Vovó tem muitas cenas cômicas ótimas, que foram adoradas.
Veredicto: O público amou totalmente o primeiro super-herói latino da DC.
#BlueBeetle Test Screening update: 2/2
– Susan Sarandon nails the villainous role as Victoria Kord.
– George Lopez as Uncle Rudy & Adriana Barraza as the Grandma have lot of great comedic scenes, which were loved.
Verdict: The audience totally loved DC’s first Latino superhero.
Marquezine falou recentemente sobre a sua experiência no filme. A atriz disse para a revista Quem que o longa exigiu muito dela, até pela atriz ter tido que atuar em uma língua que não estava acostumada a falar.
“Foi uma experiência que exigiu muito de mim em aspectos que, até então, eu nunca tinha vivenciado. O fato de interpretar em uma outra língua é um grande desafio, porque eu sinto em português”, contou Bruna.
A atriz admitiu que foi muito bom sentir um “frio na barriga” diferente, após ter uma carreira consolidada no Brasil. Disse que fazer Besouro Azul foi uma experiência “emotiva” e “desafiadora“, pois ela se viu mais “solitária” no set, como geralmente não vinha ficando.
“Foi muito bom me sentir, de novo, tão vulnerável, insegura, e sentir tanto frio na barriga. Sempre sinto frio na barriga, mas dessa vez eu estava definitivamente num lugar… E muito mais solitária também, então foi uma experiência muito emotiva e desafiadora, mas muito bonita. Foi muito bom poder sentir tudo isso”, conclui.
Susan Sarandon substituiu Sharon Stone na interpretação da vilã Victoria Kord. A personagem em questão foi criada especialmente para o filme e não existe nas HQs.
Raoul Max Trujillo (‘Mayans MC’) viverá o outro vilão, Conrad Carapax, o Homem Indestrutível. Ele era um arqueólogo rival de Daniel Garrett, o primeiro Besouro Azul.
Belissa Escobedo, Harvey Guillén eRaoul Max Trujillo estão confirmados no elenco principal.
O thriller ‘Fúria Incontrolável’ (‘Unhinged’), estrelado por Russell Crowe, saiu do Amazon Prime Video e agora está disponível no catálogo da HBO Max, entrando para o TOP 10 de filmes mais vistos do streaming.
A história gira em torno de uma mulher chamada Rachel (Caren Pistorius), que se envolve em uma discussão nada amigável no trânsito no momento errado e com o motorista errado (Russell Crowe).
No Rotten Tomatoes, o longa recebeu 48% de aprovação e nota 5.3/10, com base em 200 reviews até o momento.
Segundo o consenso geral, “Crowe consegue ser um vilão compulsivamente assistível, mas [o longa] peca na falta de inteligência ou profundidade para superar sua premissa barata”.
Raramente um cineasta tem uma reposta na ponta da língua quando lhe perguntam qual é o seu melhor filme, já que eles veem a obra de uma maneira diferente de como o público vê.
Ao participar do podcast do The Howard Stern Show (via SlashFilm), ele disse que conhece muito bem o impacto de cada um de seus filmes na mente do público e na história do cinema.
Questionado sobre qual dos seus filmes ele considera o melhor, o diretor argumentou:
“Durante anos, as pessoas costumavam me perguntar coisas assim. E eu sempre dizia algo como: ‘Ah, eles são todos meus filhos'”, mas então ele deu uma resposta definitiva. “Eu realmente acho que ‘Era uma Vez em Hollywood’ é o meu melhor filme.”
Alguns fãs acreditam que ‘Pulp Fiction‘ seria sua obra-prima por conta de tantas cenas e diálogos que marcaram história, como a dança entre os personagens de John Travolta e Uma Thurman.
Já ‘Cães de Aluguel‘ foi o filme que catapultou sua carreira ao trazer uma trama simples, mas bem construída em torno de um um grupo de assaltantes que lida com a suspeita de que há um traidor entre eles.
Outros afirmam que ‘Kill Bill‘ mesclou perfeitamente os clássicos filmes de faroeste com o estilo dos dramas japoneses e filmes de ação orientais, criando assim o título que se tornou sinônimo de sua filmografia.
‘Bastardos Inglórios‘ também tem seu mérito por retratar o período da Segunda Guerra Mundial como nenhum outro filme conseguiu, abrindo espaço para reescrever a história e dar um desfecho menos doloroso aos fatos.
Infelizmente, o cineasta não entrou em detalhes sobre quais seriam estes motivos.
Mas provavelmente é devido à narrativa, que dialoga diretamente com a indústria cinematográfica, apresentando ao público como funciona os bastidores, como é o ego de atores e dublês e todo o glamour que cerca as vidas de algumas celebridades.
E aí, você concorda com ele?
Confira o trailer:
O longa foi escrito e dirigido por Tarantino, sendo esta a 9ª produção sob o seu comando.
Na trama, um ator de televisão e seu dublê embarcam em uma odisseia para se fazer um nome para si na indústria cinematográfica durante os assassinatos de Charles Manson em 1969, na cidade de Los Angeles.
Um pai recém-separado, que não consegue se reconectar com a filha de dez anos, é obrigado a viajar com ela para o interior do País em busca do próprio pai que o abandonou quando criança e agora quer morrer. O convívio forçado com o pai que ele odeia e a imediata conexão de sua filha com o avô testa todos os seus limites, mas lhe dá a chance de se reaproximar da filha.
Everaldo Pontes, Malu Landim e Rômulo Braga estrelam a produção.
A cada ano ganhamos obras cinematográficas que terminam ecoando na eternidade. A arte é subjetiva e está o tempo todo em constante mudança e movimento. É isso que faz dela tão maravilhosa. Por exemplo, dos primórdios da sétima arte, temos produções adoradas até hoje, como Drácula(1931), O Mágico de Oz (1939) e Casablanca (1942). Com centenas de filmes lançados a cada ano, é natural que apenas alguns conquistem destaque absoluto, geralmente impulsionados pelo sucesso de crítica ou público (bilheteria). É natural também que tendamos a prestar atenção em obras que tragam nomes de peso da cultura envolvidos, como realizadores e elenco. Mas o que serve como chamariz, pode atrair atenção de forma negativa igualmente se o resultado não for, digamos, muito satisfatório.
E assim como a cada ano o público é brindado com obras cinematográficas que se tornam sucesso, abraçadas por crítica e público, o caminho inverso também pode ocorrer, com produções que igualmente teimam em deixar o consciente coletivo, embora neste caso o desejo geral, inclusive dos envolvidos, é que fossem esquecidos. Estamos falando de filmes que se tornam fracasso de crítica e público, se tornando motivo de piada e que, infelizmente, de forma cruel podem ser responsáveis pelo fim de uma carreira. No entanto, quando falamos de uma das artistas mais consagradas do mundo da música, que não necessita verdadeiramente de uma carreira como atriz para ganhar seus milhões de dólares, a chacota se torna mais aceitável.
Como já deu para perceber o assunto desta matéria é a atrocidade cinematográfica conhecida como Destino Insólito(Swept Away), filme que pôs fim na carreira de Madonna como atriz e estremeceu seu casamento com o diretor inglês Guy Ritchie. O filme está completando 20 anos de lançamento em 2022 e aqui iremos revisitar essa mancada homérica.
“Mama don’t Preach”. Madonna deve ter feito exatamente esta cara quando viu o resultado de ‘Destino Insólito’.
Comecemos do início, apresentando as partes envolvidas. O cineasta inglês Guy Ritchie começou sua carreira dirigindo videoclipes e curtas ainda em 1995. Sua estreia nos cinemas em longas-metragens ocorreu de forma bombástica com os dois pés na porta em 1998, com lançou a comédia criminal super estilosa Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes. O filme foi sucesso de crítica e se tornaria um cult instantâneo. Na época, é preciso lembrar que todos estavam tentando encontrar o novo “Quentin Tarantino” e Guy Ritchie foi rapidamente alçado a este posto, devido à narrativa fragmentada e a gama de personagens exóticos. No entanto, Ritchie consistia mais em estilo visual e ação do que narrativa e conteúdo. Logo em seu segundo trabalho, Snatch: Porcos e Diamantes (2000), o diretor conseguia atrair ao seu elenco grandes astros badalados de Hollywood, como Brad Pitt e Benicio Del Toro, dando um ar mais internacional a seus thrillers britânicos.
Assim, com o resultado mais que positivo de seus dois filmes, Guy Ritchie já era um dos diretores mundiais mais badalados no início dos anos 2000. Corta para Madonna, que dispensa apresentações. A Material Girl se consolidou na mesma época da MTV americana, mais ou menos por volta de 1984, e com o canal de TV fez uma simbiose favorável para suas carreiras. A MTV se popularizou por causa de Madonna e vice-versa. E nos anos 80 mesmo a cantora estrelava comédias de sucesso como Procura-se Susan Desesperadamente (1985) e Quem é Esta Garota (1987). Mas nem tudo eram flores e Madonna também encararia fracassos como a pseudo aventura romântica de época Surpresa de Shanghai (1986), a qual estrelou ao lado de seu então marido, o notório bad boy da época Sean Penn, e que refletia bem seu relacionamento conturbado, para dizer no mínimo, com ele no período.
Na década de 90, Madonna estrelou em filmes como o thriller erótico Corpo em Evidência (1992) – tido como “clone” de Instinto Selvagem – e o musical Evita (1996), que gerou certa controvérsia por sua escalação. Justamente por isso, foram quatro anos até Madonna aceitar a participação em um filme como protagonista novamente. E quando aceitou, escolheu um projeto que falava sobre maternidade, um tema muito pessoal para a cantora há 22 anos – pois sua primeira filha havia nascido três anos antes. Sobrou pra Você(2000) é uma comédia romântica que traz Madonna decidindo ter um filho com o melhor amigo gay. No mesmo ano do lançamento, a cantora atava o nó com o diretor Guy Ritchie.
Dois anos depois, marido e mulher resolvem lançar seu primeiro filme juntos. Mas Destino Insólito não foi a primeira colaboração profissional entre Guy Ritchie e Madonna. No ano de 2001, há 21 anos, o cineasta dirigiu a Rainha do Pop em seu clipe What It Feels Like For a Girl, além de escalar a esposa no comercial da BMW intitulado Star que comandou. Mas em se falando de longa-metragem, o primeiro e único projeto da dupla foi Destino Insólito.
Como muitos devem saber, o filme é a versão americana de uma produção italiana de 1974 intitulada por aqui Por um Destino Insólito (um título mais enxuto para o gigantesco ‘Travolti da un insolito destino nell’azzurro mare d’agosto’). Escrito e dirigida porLina Wertmüller, cineasta italiana que foi a primeira mulher da história a receber a honraria de uma indicação no Oscar de melhor direção, Por um Destino Insólito aborda a questão da diferença social de classes, e fala sobre ricos e pobres, patrões e empregados. Passado a bordo de um barco de férias pelo Mediterrâneo, o roteiro traz como protagonistas a dondoca socialite Raffaella Lanzetti (papel de Mariangela Melato), e o funcionário da embarcação, o humilde Gennarino (papel do veterano Giancarlo Giannini). Após uma tempestade em alto mar, a dupla é separada do resto dos tripulantes e se tornam náufragos numa ilha deserta. Agora, a cadeia hierárquica foi severamente alterada, já que dinheiro de nada serve nesta nova dinâmica em que se encontram. Graças a seus recursos, como a pesca para alimentação, e o fogo para aquecer e comer, o sujeito se torna o líder desta sociedade de dois.
A versão original italiana é de 1974, protagonizada por Mariangela Melato e Giancarlo Giannini.
Vinte oito anos depois de Por um Destino Insólito, o diretor Guy Ritchie resolveu criar sua própria versão para esta história, adaptando ele mesmo o texto de Wertmüller. A grande diferença que podemos sentir logo de cara nas narrativas de ambos os filmes, não é tanto culpa de Ritchie, mas sim da maneira como o grande público pelo mundo consome produções cinematográficas, em especial americanas, ao contrário, digamos, de produções europeias. É claro que os filmes europeus também têm sua cota de besteirol popular. Quando falamos de Destino Insólito, por exemplo, notamos que Ritchie precisou caprichar nas tintas na hora de criar os ricos esnobes a bordo do iate. O que o diretor traz são caricaturas de classe burguesa, para que não haja dúvida de sua qualidade odiosa. Ao contrário, Wertmüller sabia que a situação por si só já gera tensão suficiente sem que seja necessário sublinhar. Sabemos quem são os patrões ricos e quem são os empregados pobres. A construção está nas relações e na dinâmica.
Quando se perdem na ilha, os personagens de Wertmüller entendem o que está acontecendo, e o empregado entende seu rancor interno por aquela ser a patroa. Com Ritchie, o empregado tem outros motivos para odiar a dondoca insuportável. E nós também. O que soa é que a personagem de Madonna, Amber, que ocupa a vaga de Melato, está acima de qualquer redenção por lhe faltar características humanas e identificáveis.
Com produção da Sony Pictures, o objetivo é que o filme atingisse um grande público e a presença deMadonna deveria se encarregar de arrebanhar os espectadores, dentre os quais muitos de seus fãs. Para o papel masculino protagonista, Ritchie cria um forte laço com o filme original, escalando o italiano Adriano Giannini, filho de Giancarlo da produção italiana. E o elenco conta ainda com participações de Elizabeth Banks, Bruce Greenwood e Jeanne Tripplehorn, num papel recusado por Jennifer Aniston.
Madonna e Adriano Giannini, filho do ator original, não conseguem reproduzir a química e a dinâmica da obra italiana.
A pré-estreia mundial de Destino Insólito ocorreu no dia 8 de outubro de 2002, sendo lançado em grande circuito nos EUA logo após, no dia 11 de outubro do mesmo ano. Com um orçamento de US$10 milhões, o longa viu de volta aos cofres do estúdio apenas US$598 mil na América do Norte e um total de US$1.036 milhão mundial, garantindo assim seu fracasso financeiro retumbante. Com os críticos a coisa não melhorou muito, sendo massacrado na época e constando atualmente com irrisórios 5% de aprovação no Rotten Tomatoes, avaliados por 78 corajosos jornalistas.
Destino Insólito não funciona como comédia, nem como drama e muito menos como romance. Sobram apenas as belas e paradisíacas imagens das locações de dias ensolarados e o mar, que sempre é uma moldura confiável. Como esperado, o filme foi muito lembrado no Framboesa de Ouro, levando 5 de suas 7 nomeações: Pior Filme, pior atriz (Madonna – empatada com a “cria” Britney Spears por Crossroads – Amigas para Sempre), pior casal (Madonna e Giannini), pior diretor (Ritchie) e pior refilmagem ou sequência. Além de indicações para pior ator (Giannini) e pior roteiro (Ritchie). Mas não para por aí, em 2005 foi indicado para o pior filme dos primeiros 25 anos da premiação, em 2010 foi lembrado com indicações para pior filme da década e pior atriz da década para Madonna. Ufa. Que currículo!
Pensa só, se hoje temos críticas sociais do nível de Parasita(2019) e Entre Facas e Segredos (2019), há vinte anos o que era feito no gênero era algo do nível de Destino Insólito. A estrela Madonna, que havia acabado de chegar de sua turnê mundial Drowned World Tour em 2001 antes de rodar o longa, nunca mais se recuperaria e se aposentaria (até o momento) como atriz no cinema. Madonna promete, no entanto, sua autobiografia, a qual deve escrever e dirigir. Será que vai dar bom?
A carreira de Guy Ritchie sofreu dano e podia ter parado por ali, mas se recuperou e se reestabeleceu. O diretor segue prestigiado, com sucessos como a franquia Sherlock Holmes, com Robert Downey Jr., e o live-action de Aladdin para a Disney. O relacionamento com Madonna, no entanto, viria ao fim em 2008.
Para Guy Ritchie e quem sabe até Madonna, talvez a pior ferida em relação ao filme tenha sido a resposta de Lina Wertmüller, falecida em 2021. A diretora do original teria supostamente, após uma exibição particular de Destino Insólito promovida pelo estúdio, deixado a sala gritando: “O que fizeram com o meu filme? Por que fizeram isso?”. Nenhum filme deveria ter tal recepção. Mas acontece.
Lars von Trier é um dos diretores mais contraditórios que existem na indústria do cinema contemporâneo, não apenas por seus discursos chocantes – não é à toa que ele ainda é considerada persona non grata no Festival de Cannes -, mas principalmente pelo teor de suas produções. Muitos associam seu nome a obras como ‘Anticristo’ e ‘Melancolia’, que desafiaram inúmeros tabus e foram aclamadíssimos tanto pela crítica quanto pelo público. Entretanto, os longas em questão podem ser considerados os mais quadrados esteticamente falando, por se encaixarem nos métodos do cinema clássico, ainda que se afastem das fórmulas narrativas; alguns anos antes, Von Trier redescobria em uma escola que sempre procurou seguir a ferro e a fogo com ‘Dogville’, uma alegoria religiosa travestida de drama de superação.
A trama gira em torno de Grace (Nicole Kidman), uma jovem moça que chega à cidade-título fugindo de um grupo de gângsteres e pede asilo e proteção para seus residentes. A comunidade, escondida nas montanhas, sempre permaneceu na maior pacificidade possível e não foi até a aparição da nossa heroína que tiveram que lidar com algo assim. Após uma breve deliberação na pequena igreja, o “líder” Tom Edison (Paul Bettany), de nome propositalmente sugestivo, resolve abrigá-la em troca de ajuda nas atividades diárias, como limpeza, manutenção da ordem, plantio e outros. Grace automaticamente aceita e passa a habitar uma pequena casa, construindo laços com os outros habitantes e tentando conquistá-los pouco a pouco.
Levando em conta os trabalhos anteriores do diretor, como ‘Os Idiotas’ e ‘Dançando no Escuro’, nada do que nos é apresentando se mantém na superfície. Primeiro, a obra é dividida em dez partes (um prólogo e nove capítulos), apresentando os personagens e como cada qual insurge em pequenos fragmentos orgânicos que sofrem uma possível desestabilização com a entrada de uma nova parte não programada. Já é possível sentir essa quebra de atmosfera quando compreendemos dois fatos principais: Tom utilizando Grace como objeto de estudo acerca da teoria de que a comunidade não conseguiria aceitar mudanças externas e o fato da história ser ambientada no período logo após a Grande Depressão dos Estados Unidos.
“Nada é o que parece ser” é uma das premissas a serem buscadas dentro do longa, mas a máxima “o homem é essencialmente ruim” parece conversar mais com a construção de seus personagens. Ao passo que os eventos se desenrolam e a protagonista declara seu amor pela pequena cidade, mais verdades passam a fazer parte do cotidiano dos moradores. A publicação de um cartaz com seu rosto e com a legenda procurada é o ápice para que cada um abuse ainda mais de sua boa vontade – incluindo violências psicológicas e físicas por cada um dos coadjuvantes. Além das cenas de estupro, há sequências em que Grace é obrigada a sofrer nas cruéis mãos de Ma Ginger (Lauren Bacall).
A partir de metade do filme, a personagem de Kidman mergulha no complexo de Jesus Cristo, tornando-se uma mártir para um bem maior. A comunicação evasiva dificulta a recuperação de uma confiança que nem deveria deixar de existir para começo de conversa. Ela tenta a todo custo agradar a todos, mas no fundo cultiva um ressentimento gigantesco que transparece ainda mais quando começa a desenvolver uma relação abusiva com Tom, que permanece complacente com as injustiças que sofre. É óbvio prever uma tragédia cujos ares são delineados pouco a pouco até encontrarem seu abismo sem fim.
Von Trier não se baseia apenas na narrativa para manter o público conectado. Como supracitado, ele retorna às bases do Dogma 95 – uma série de “leis” a serem seguidas para a produção de filmes de seus participantes – e, ainda que não o siga ao pé da letra, faz bom uso de suas cláusulas mais irreverentes. Logo, a trama se passa em uma ambiência sem cenários, com limites demarcados por linhas brancas no chão, exigindo de cada um dos atores um trabalho ainda maior do que o esperado, visto que estão o tempo todo encarnando suas respectivas personas; neste quesito, Kidman é a que consegue roubar mais a cena, mostrando uma versatilidade cândida e única em meio à massa amorfa de seus “companheiros”, que na verdade são podres debaixo de roupagens de cidadãos do bem.
O cineasta faz um bom uso de uma câmera praticamente livre, totalmente conduzida pela mão e obrigatoriamente marcada pelos deslizes bruscos de um ator a outro. A princípio, ela parece estranha, mas em composição com alguns planos de pleno orgasmo simétrico, faz sentido dentro do escopo existencialista do roteiro também assinado por Von Trier. Os cortes bruscos, retomados da estética cubista, são constantes e contribuem para a preparação de um público a uma conclusão angustiante e que, em última instância, reflete aquilo que o diretor quis transmitir: a natureza mesquinha e arrogante do ser humano. Nem mesmo a casta e religiosa Vera (Patricia Clarkson) se salva de inclinar-se no pior que o homem tem a oferecer.
Eventualmente, a trama chega a seu final épico, herdeiro das tragédias gregas com sequências catárticas de tirar o fôlego. Tom trai a confiança de Grace após esta rejeitá-lo e chama os gângsteres apenas para descobrir que o chefe é, na verdade, pai dela. A heroína mostra-se cansada e exaurida após sofrer nas mãos daquelas pessoas e também cede às suas fraquezas, prenunciando a confirmação silencioso de um sangrento e explícito massacre que apenas tem fim com a última frase proferida pelo narrador: “Dogville é uma cidade da qual o mundo não precisa”.
‘Dogville’ não é uma exclusividade do cinema, mas sim um conto universal e atemporal que serve como compreensão dos extremismos sociais que passamos hoje – incluindo a falta de empatia e de alteridade em relação ao outro. E ainda que tente buscar uma saída otimista, o longa quebra todas as expectativas com seu retrato torturante e amargurado de uma realidade triste e enfadonha.
Em entrevista ao TVLine, a showrunner Angela Kang revelou que o desfecho da série ‘The Walking Dead‘ – que chegará ao fim após 11 temporadas – será muito comovente e levará os espectadores às lagrimas.
“[O último] episódio será emocionante. Será uma grande jornada. Para os espectadores, haverá lágrimas. E o choro se dará por diferentes motivos para diferentes personagens. Nós sentimos que a base dessa série são os horrores desse mundo. Há muitas cenas de ação e aventura, mas os espectadores continuam acompanhando essa história por causa dos personagens. Há algo em torno deles que torna inspiradora a pior das circunstâncias. Nós estamos nos apoiando nisso, porque sentimos que é aonde está o coração da série.”
Ela completa, “Haverá muitas cenas de ação, assustadoras e riscos altos. O último episódio terá de tudo. Porém, o mais importante, são as cenas adoráveis entre os personagens em si. Eu sempre fico impressionada com o nosso elenco e o seu trabalho. Greg Nicotero se superou ao dirigir um episódio extremamente desafiador.”
Intitulado Rest in Peace, o último episódio irá ao ar no dia 20 de novembro.
O longa será lançado no serviço de streaming no dia 2 de dezembro.
Após sofrer uma experiência de quase morte, Darby Harper (Riele Downs) ganha a habilidade de ver os mortos. Como resultado, ela se torna uma pessoa introvertida e afastada de seus colegas na escola, preferindo passar seu tempo aconselhando os espíritos solitários que têm assuntos inacabados. No entanto, tudo muda quando Capri (Auli’i Cravalho), a garota mais popular do colégio, morre em um trágico acidente – resultando no óbvio cancelamento de sua festa. Para acalmar o espírito dela, Darby deve sair de seu auto imposto exílio e se reinventar para concluir o assunto inacabado de Capri.
De acordo com Deadline, Cailee Spaeny (‘Círculo de Fogo: A Revolta’ e ‘Jovens Bruxas: Nova Irmandade’) está em negociações para estrelar o novo filme da franquia ‘Alien‘.
Infelizmente, detalhes sobre seu possível papel não foram divulgados.
O projeto será dirigido por Fede Alvarez, aclamado por seu trabalho no remake de ‘A Morte do Demônio‘ e ‘O Homem nas Trevas‘.
O novo filme trará uma “história original e independente”, que deve contar com o retorno do icônico Xenomorph.
Ridley Scott, diretor do filme original de 1979, servirá como produtor.
Em comunicado oficial, Steve Asbell, presidente da 20th Century Studios, comentou sobre o projeto: “O conceito do Alvarez é muito bom, com uma ótima história e vários personagens que nunca vimos antes.”
Vale lembrar que uma série baseada na franquia, criada por Noah Hawley (‘Fargo’), também está em desenvolvimento pelo canal FX. Ambientada em um futuro próximo, a trama se passará no planeta Terra.
Joseph Quinn, que roubou a cena como Eddie na 4ª temporada de ‘Stranger Things‘, irá estrelar o spin-off de ‘Um Lugar Silencioso‘, chamado de ‘Um Lugar Silencioso: Dia Um‘, novo filme da franquia de terror da Paramount de grande sucesso.
Ele se junta a Lupita Nyong’o, estrela de ‘Nós‘ e ‘Pantera Negra‘, que viverá a protagonista feminina.
Até o momento não forma divulgadas sobre o novo longa até agora, porém já se sabe que não será uma conclusão da trilogia, e sim um derivado que se passará antes da trama dos dois filmes já lançados.
A Paramount planeja que este filme ajude a estabelecer uma franquia maior de ‘Um Lugar Silencioso‘ que o estúdio possa construir nos próximos anos.
Anteriormente programado para setembro de 2023, ‘A Quiet Place: Day One‘ (no original) agora chegará às telonas apenas no dia 08 de março de 2024.
Emily Blunt e John Krasinski não devem reprisar seus papéis no derivado. Krasinski servirá como produtor ao lado de Michael Bay, Andrew Form e Brad Fuller.
No entanto, o universo do filme de Pattinson não faz parte da mesma trama envolvendo as versões de Affleck e Keaton.
Ainda assim, tantos atores interpretando um mesmo personagem pode ser algo um tanto confuso.
Em entrevista para o The Hollywood Reporter, David Zaslav, presidente da Warner Bros Discovery confirmou que não vai haver ‘múltiplos Batmans’ no futuro do DCU.
Ao longo da declaração, o executivo mencionou o plano de James Gunne Peter Safran, co-presidentes da DC Studios, que já estão elaborando os próximos 10 anos de adaptações para o cinema e para a TV.
“Acho que nos próximos anos você verá muito crescimento e oportunidades em torno da DC, mas não haverá quatro Batmans. E então parte de nossa estratégia é fazer a DC decolar, o que James e Peter certamente vão fazer. Acho que eles emocionaram os fãs. E eu acho que eles vão emocioná-los por um bom tempo.”
Os comentários de Zaslav podem ser interpretados de várias maneiras diferentes, mas ele parece estar indicando que apenas um Batman vai permanecer no cinema daqui para frente.
Como o diretor Matt Reeves está trabalhando em uma sequência do filme com Pattinson, há uma chance de Gunn e Safran estarem apostando as fichas nesta versão do Cavaleiro das Trevas.
Enquanto isso, vale lembrar que ‘The Flash‘ é previsto para chegar nos cinemas no dia 23 de Junho de 2023.
Lembrando que a trama de ‘The Flash’ vai mostrar Barry Allen/Flash (Ezra Miller) viajando no tempo para impedir o assassinato de sua mãe. Porém, quando ele retorna ao presente, sua mãe ainda está viva…. mas o mundo é um pesadelo. A Liga da Justiça nunca existiu e Barry precisa fazer de tudo para corrigir todos os seus defeitos.
Eddie Brock (Tom Hardy) apareceu na cena pós-créditos de ‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa‘ sendo transportado de volta para o seu universo, deixando para trás uma parte do simbionte no universo de Peter Parker (Tom Holland).
Apesar disso, ainda não sabemos se o próximo filme do Cabeça de Teia irá mostrá-lo com o traje preto.
De acordo com o canal Heavy Spoilers, parece que a Marvel está planejando adaptar este arco somente no final da próxima trilogia do herói.
Mas parece que a Marvel Studios tinha grandes planos para o Venom antes do lançamento do filme de 2018, produzido pela Sony Pictures,que detém os direitos do personagem.
Pelo visto, os filmes do Aranha de Holland teriam ligação com o simbionte depois que o herói vai ao espaço em ‘Vingadores: Guerra Infinita‘.
O longa serviria para lançar a conexão com o herói e a criatura alienígena, dando origem ao Venom.
Como a ideia foi descartada por conta da Sony, Kevin Feige não permitiu que Parker fizesse aparições nos filmes do Simbionte, e esse foi um dos motivos que levaram à briga entre a Sony e a Marvel em 2019.
Embora o novo acordo assinado naquele possa ter aberto as portas para possíveis crossovers, o Homem-Aranha permanecerá exclusivo como personagem do MCU.
Lembrando que ‘Venom 3‘ foi confirmado pela Sony e terá direção de Kelly Marcel, que escreveu e produziu os dois primeiros filmes da franquia.
Para quem não se lembra, o filme de 2018 foi comandado por Ruben Fleischer, enquanto a sequência ficou a cargo de Andy Serkis.
Além de Marcel, Hardy também entra como produtor no capítulo final da trilogia.
O astro já indicou que o roteiro do terceiro filme do ‘Venom‘ está pronto, tanto que ele já está decorando suas falas. O ator vai retornar como Eddie Brock no filme do universo de vilões do Homem-Aranha na Sony.
‘Venom‘ ganhou filme solo em 2018, que acabou arrebentando na bilheteria mundial, com US$ 856 milhões arrecadados no mundo todo. A sequência, ‘Venom: Tempo de Carnificina‘ (2021) trouxe Woody Harrelson como o psicopata Cletus Kasady.
Em 1964, Walt Disney alcançava um novo patamar em seu império cinematográfico, trazendo aos cinemas a adaptação do romance ‘Mary Poppins’, da autora inglesa P.L. Travers. Apesar dos conflitos entre o produtor e a escritora – que inclusive ganharão uma matéria especial e bem divertida -, o filme tornou-se um sucesso e trouxe um Oscar para a atriz Julie Andrews, a qual encarnara a personagem-título. Mas mais que isso, a narrativa fantástica, ambientada nos primeiros anos do século XX, orquestrou um belíssimo tour-de-force protagonizado pela família Banks, no qual o patriarca era movido pelo dinheiro e não aceitava que seus filhos continuassem crianças (mesmo que fossem). Com a chegada da encantada babá, um mundo de sonhos e de fantasia se abriu, mostrando que muitas vezes o que falta na nossa vida é uma simples colherada de açúcar.
Cinquenta e quatro anos depois, Rob Marshall resolveu mergulhar no universo Disney e reviver a clássica obra, encabeçando o projeto de uma continuação inesperada e que tornou-se uma das grandes sensações do ano. Voltando para o núcleo Banks, agora na época da Grande Depressão, os outrora infantes Michael e Jane Banks já estão crescidos, com suas preocupações da vida adulta, e passam por um triste prospecto: com a queda das ações e um desemprego absurdamente inenarrável, eles podem perder a casa de infância e deixar para trás tudo o que viveram pelas paredes do imenso sobrado. E detalhe: Michael (Ben Whishaw) tem três filhos e, ainda que encarne uma versão mais amenizada, parece estar seguindo os passos do falecido pai, tornando-se austero com o restante da sua família e abandonando a inocente mente que, em uma época diferente, lhe dava perspectivas otimistas.
De qualquer forma, o resultado é muito além do que poderíamos esperar e traz inúmeras referências gritantes à iteração original, além de reverenciar algumas produções da filmografia de Marshall. Entretanto, a mimésis não é a única coisa a respaldar ‘O Retorno de Mary Poppins’: as incríveis adições ao elenco, a formulação de uma narrativa mais dramática e a expansão do cosmos londrino encontram terreno fértil e, com exceção de deslizes técnicos e alguns obstáculos óbvios, conseguem satisfazer tanto o público que se aventurou com as epopeias da babá quanto a nova geração que permanece redescobrindo os clássicos do cinema moderno.
Como sempre, Mary Poppins (Emily Blunt) aparece quando as coisas vão de mal a pior. Michael e Jane (Emily Mortimer) procuram incessantemente pelas ações resguardadas no nome da família para salvar sua casa, e as crianças são construídas com uma personalidade mais adulta do que se imagina – e não de modo compulsório, mas sim natural. É aí que, durante uma empreitada entre os bem cuidados bosques da Rua das Cerejeiras, o caçula Georgie (Joel Dawson) quase é levado por uma pipa até ser salvo pela babá praticamente perfeita em todos os aspectos. Além da chegada triunfal, descendo dos céus como uma força divina e emulando Andrews na obra de 1964 com um interessante carisma, ela logo se apropria do comando da família e causa espanto para os dois irmãos dos quais cuidou há muito tempo.
O problema é que ambos creem piamente que os acontecimentos de décadas atrás não passou do fruto de sua imaginação – mesmo as evidências provando o contrário. E, como se não bastasse, o ceticismo acomete os filhos mais velhos, Anabel (Pixie Davies) e John (Nathanael Saleh). Portanto, cabe a Mary recuperar a inalienável doçura que lhes foi roubada inconscientemente e, para isso, utiliza de uma retórica irônica e polida própria de sua personalidade para os convencerem de que até o impossível é possível. E é claro, ao longo do caminho ela é auxiliada por companheiros tão maravilhosos quanto ela, como o acendedor de lampiões Jack (Lin-Manuel Miranda) e sua trupe, e até mesmo sua prima Topsy (Meryl Streep).
Diferentemente de antes, a estruturação da jornada trilha os passos de um tour-de-force mais formulaico. David Magee aproveitou-se das clássicas empreitadas heroicas para adicionar alguns antagonistas à trama, coisa que não era presente com tanta clareza no filme de Robert Stevenson. Aqui, a tentativa de salvar o casarão é impedida pelas mãos ardilosas do Sr. Wilkins (Colin Firth), novo diretor geral do Fidelity Fiduciary Bank, o qual faz de tudo para manter as ações dos Banks escondidas. Ele sim é engolfado em uma trama vilanesca, a priori parecendo amigável apenas para depois revelar suas verdadeiras ações. Entretanto, estamos falando de uma investida infantil: é quase óbvio esperar que a resolução encontre seu final feliz e que, eventualmente, Mary dê adeus à família mais uma vez quando tudo estiver resolvido.
Muitos podem não gostar ou não se identificar com a estética de Marshall – o que é bastante compreensível. Suas habilidades cinematográficas estão conectadas fortemente com as artes dramáticas. Não é à toa que firmou seu nome na indústria com ‘Chicago’ e desandou com suas tentativas falhas em ‘Nine’ e ‘Memórias de uma Gueixa’. Entretanto, para que haja a construção de um laço emotivo entre público e filme, é preciso entender que a paixão pelo teatro é indispensável. As falhas cênicas existem em todos os atos, suprimidas pela verborragia dialógica e, por vezes, cansativa: desde a quebra do eixo de câmera até a manutenção de uma zona de conforto, inclusive na cena em que Mary visita sua prima, parece chato comentar sobre o que poderia ser melhorado, mas fazer vista grossa nunca é uma boa opção.
O diretor também aproveita para emular seus próprios longas-metragens. Ao adentrarem no mundo animado, marcando novamente o hibridismo artístico que tanto foi repudiado por Travers e que encantou os espectadores, Mary e Jack mergulham num palco à la Velma Kelly e Roxie Hart – até mesmo o corte de cabelo Chanel, que se tornaria tendência naquela época, volta, com os figurinos estonteantes e um preciosismo imagético peculiar. De qualquer forma, o suposto pedantismo na verdade nem chega a existir, devido principalmente às atuações de Blunt e Miranda, que se transformam e endeusam os escritos da autora em uma épica rendição musical. Miranda também fica responsável por criar as novas canções que em momento algum deixam de nos emocionar e, mais uma vez, marcam a adoração de Marshall pela iteração predecessora.
Talvez o maior mérito resida na soberba direção de arte, que traveste as cinzentas ruas de Londres com um misticismo sobrenatural e expressionista. Desde as cores pastéis até a arquitetura das residências revisitam um anacronismo clássico, também optando, em diversos momentos, pela presença da neblina, a qual prenuncia algum evento divisor de águas. A adorável cena do sapateado, protagonizada por Dick Van Dyke em 64, volta com reformulações mais contemporâneas. Falando nisso, Van Dyke e Julie Walters reprisam não seus papéis, mas personagens que jurávamos serem varridos para debaixo do tapete – o Sr. Dawes Jr. e a empregada Ellen, respectivamente, em performances aplaudíveis.
‘O Retorno de MaryPoppins’ não chega aos pés do original, mas também não deixa de nos satisfazer com uma atmosfera suave, gentil e animada. Com um elenco que brilha mais que a própria história, Marshall deixou sua singela homenagem, sem sombra de dúvida. Mesmo com o triste adeus, Mary ainda tem muito a nos ensinar, em meio a suas lições e ao seu único jeito de ser – ainda mais em uma época do ano que clama por esperança e por votos de felicidade.
O Prime Video divulgou o trailer oficial de ‘Filho da Mãe‘, filme com o ator e comediante brasileiroPaulo Gustavo, que faleceu em 2021. O vídeo adianta imagens de arquivo de sua infância e adolescência, os bastidores da última turnê do artista pelo Brasil com sua mãe, Dona Déa, e trechos emocionantes e divertidos do filme, como os depoimentos de amigos e familiares. A estreia do documentário no Brasil será em 16 de dezembro exclusivamente no Prime Video.
‘Filho da Mãe‘ é um emocionante reencontro dos fãs com o ídolo que criou um novo e ousado jeito de fazer comédia. Além de reunir momentos únicos de sua vida pessoal e profissional, o filme também aborda em profundidade a relação de Paulo Gustavo com sua mãe, grande inspiração para criar Dona Hermínia — personagem principal de Minha Mãe é Uma Peça, o maior sucesso da história do cinema brasileiro.
Assista:
O filme irá acompanhar mãe e filho em momentos íntimos e inspiradores, e mostrará tambémPaulo Gustavo marido e pai ao lado de Thales Bretas e em várias fases de suas vidas, além de trazer entrevistas com amigos e familiares que conheciam e conviviam com o ator.
“É uma honra imensa poder contar a história do inesquecível e inigualável Paulo Gustavo. Foi um verdadeiro privilégio finalizar um projeto pessoal criado por ele e sua mãe e contar com o apoio e orientação de sua família durante todo o processo”, diz Malu Miranda, head de Conteúdo Original Brasileiro do Amazon Studios.
“O filme será uma jornada muito emocionante, mas também muito engraçada, assim como a vida e a obra de Paulo Gustavo, algo que todos os brasileiros e fãs ao redor do mundo terão o prazer de assistir”.
‘Filho da Mãe‘ trará a premissa mais importante de toda a obra de Paulo Gustavo — fazer rir e também emocionar, ao mesmo tempo em que entretém e cria consciência social, sempre lembrando que “rir é um ato de resistência”, como ele costumava dizer. O documentário tem produção de A Fábrica, com produção executiva de Luiz Noronha, Cecília Grosso, Samanta Moraes e Alberto Elias. Susana Garcia dirige a produção, com codireção de Jú Amaral, irmã do ator.
Mais uma daquelas surpresas teens da TV norte-americana em 2021, Um de Nós Está Mentindo estreou nos Estados Unidos sob a sombra do estrondoso sucesso criminal Cruel Summer. E com uma premissa investigativa tão instigante como a de sua antecessora, a produção levemente se inspira no esboço original do icônico O Clube dos Cinco, para subverter o modelo nos apresentando o Clube dos Assassinos: cinco jovens que pouco convivem entre si e que durante a detenção escolar testemunham a morte de um outro polêmico colega. E com os desdobramentos deste crime ganhando vida para muito além do “quem é o assassino?”, a série da Peacock – distribuída no Brasil pela Netflix -, retorna como novos episódios que, ainda que não superem o frenesi inaugural, cumprem com seu papel de nos levar aos limites da angústia e da ansiedade.
Uma sequência direta dos instantes finais da primeira temporada, o novo ciclo acerta ao abrir mais espaço para os seus coadjuvantes brilharem em tela. Sem a pressão de introduzir seus protagonistas para a audiência, Um de Nós Está Mentindo cria um novo mistério a partir da trama original, expandindo-se de forma dinâmica e estratégica – mirando no livro sequência Um de Nós é o Próximo (da autora Karen M. McManus). Desta vez, o Clube dos Assassinos deve desvendar quem é o rosto por trás das manipulativas mensagens que exigem de seus membros comportamentos questionáveis e comprometedores. E sob o terrível medo de terem seu grande segredo descoberto, os protagonistas passam os oito novos episódios como marionetes de um sádico e perverso ventríloquo.
Com dinamismo e pressa para contar sua história, a showrunnerErica Saleh não perde tempo de tela e faz com que os arcos de seus protagonistas evoluam de forma célere e rápida. Com pequenas reviravoltas que garantem que aquele sabor de mistério permaneça em nós a todo instante, a também produtora executiva é categórica em nos manter atentos a cada desdobramento, tornando Um de Nós Está Mentindo cada vez mais viciante em seus episódios seguintes. E com um elenco jovem bem entrosado e diverso, a série da Netflix segue sendo um deleite até mesmo quando apela para questões progressistas que nada têm a ver com a trama e que só funcionam como um carimbo para satisfazer a militância enfadonha.
E embora a segunda temporada não supere a primeira em níveis de tensão e qualidade de roteiro, é inegável que os novos capítulos são de fato muito bons. Convidando a audiência para tentar montar as peças deste confuso e doentio quebra-cabeça, Um de Nós Está Mentindo consegue manter o mesmo ritmo de intensidade e adiciona um inesperado toque de humor em sua segunda metade. Com a ajuda de novos coadjuvantes e transformando uma de suas antagonistas em um inesperado e necessário alívio cômico, a original Netflix brinca com o gênero e é capaz de não se levar tão a sério assim, ainda que sua essência seja um suspense criminal.
Flertando com vários clichês do gênero e repetindo diversas fórmulas já vistas em outras produções como até mesmo How to Get Away with Murder, Um de Nós Não Está Mentindo pode até não ser inovadora, mas consegue nos surpreender em seus dois últimos episódios com uma grandiosa reviravolta, que ainda termina em um excelente cliffhanger que abre margem para um promissor futuro para a série. E sem sombra de dúvidas, a original Netflix entrega o tipo de entretenimento que nos faz perder a noção do tempo diante da televisão. E isso já é muito mais do que tantas outras séries têm oferecido para o público.
Além da bela homenagem a Chadwick Boseman, o T’Challa, que faleceu em 2020, temos o retorno da Rainha Ramonda como regente do país em ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre‘. Porém, Angela Bassett, intérprete da rainha, disse ao Indiewire que teve alguns problemas com a história da sua personagem.
A atriz comentou que recebeu uma ligação deRyan Coogler algum tempo depois do falecimento de Boseman, quando estava certo de que o filme continuaria sendo produzido. Na conversa, ele disse que Ramonda teria que liderar seu povo.
“Ramonda agora precisa dar um passo pra frente, ela tem que estar lá para Shuri, ela é a Rainha. Você é muito importante para o filme”, conta Basset.
“Eu senti uma responsabilidade. Eu lembro do primeiro dia, a primeira cena que eu precisava me sentar, eu fiquei meio ‘Como exatamente eu me sento aqui? Qual a melhor postura para comunicar quem ela é?’ Primeiro de tudo, você percebe o sentimento de que você tinha T’Challa/Chadwick sentado aqui, e deve se sentar aqui. E então vem Killmonger, ele se senta ali por um momento. E quem merece [o trono]? Quem tem o direito de se sentar aqui? Sim, nesse momento, nessa hora, é Ramonda. Mas como eu seguro minha postura? Como eu lidero?”, revelou Angela Bassett.
“Em ‘Pantera Negra: Wakanda Para Sempre‘, a Rainha Ramonda (Angela Bassett), Shuri (Letitia Wright), M’Baku (Winston Duke), Okoye (Danai Gurira) e as Dora Milaje (incluindo Florence Kasumba), lutam para proteger sua nação dos poderes intervenientes do mundo após a morte do Rei T’Challa. Enquanto os Wakandanos esforçam-se para abraçar seu próximo capítulo, os heróis devem se unir com a ajuda de Nakia (Lupita Nyong’o) e Everett Ross (Martin Freeman) para forjar um novo caminho para o Reino de Wakanda. IntroduzindoTenoch Huerta como Namor, rei de uma nação submarina secreta, o filme também traz Dominique Thorne, Michaela Coel, Mabel Cadenae Alex Livanalli.
O primeiro ‘Pantera Negra’ foi lançado em 2018 e fez um estrondo gigantesco na bilheteria, arrecadando mais de US$1,3 bilhão de dólares mundialmente. Além disso, tornou-se o primeiro filme de super-heróis a ser indicado a Melhor Filme no Oscar.
O Especial de Natal dos ‘Guardiões da Galáxia‘ ganhou um novo cartaz hilário, destacando Drax e Mantis. Ambos estão com o clássico sueter natalino, muito conhecido nos EUA.
Após a divulgação do empolgante trailer do Especial de Natal dos ‘Guardiões da Galáxia‘, o cineastaJames Gunn, que agora é chefe da DC, comemorou em sua conta no Twitter a participação do seu ídolo Kevin Bacon na nova produção da Marvel.
“Quando eu disse que o especial teria o meu novo personagem favorito do MCU, esse personagem favorito é Kevin Bacon”, disse o diretor no post.
O terceiro filme comandado por James Gunn ainda está em fase de produção, mas aparentemente será surpreendente para todos os fãs. O diretor disse em uma entrevista que o longa será diferente de tudo que já foi visto.
Quentin Tarantino, durante uma participação no The Video Archives Podcast, disse que o cinema está passando por sua pior fase. Que a era não é só ruim, como também é a pior desde os anos de 1980 ou 1950, já pensou.
“Mesmo que os anos 80 tenha sido a época em que eu provavelmente vi mais filmes na minha vida – pelo menos no que diz respeito a ir ao cinema – eu sinto que o cinema dos anos 80 é, juntamente com os anos 50, a pior era da história de Hollywood. Iguala apenas com a atual!”, falou o cineasta.
Tarantino disse que qualquer “mão contratada” poderia dirigir um filme, dada a falta de personalidade que a maioria tem hoje em dia.
Apesar de tudo, Tarantino disse ter amado ‘Top Gun: Maverick‘ e ‘Amor, Sublime Amor‘. O diretor disse que os dois filmes lhe proporcionaram uma experiência nos cinemas que ele jamais pensou que teria novamente, sobretudo pelo cenário atual.
“Normalmente eu não falo muito sobre filmes novos porque sou forçado a dizer apenas coisas boas, mas neste caso em particular, eu amei Top Gun: Maverick. Achei fantástico. Eu vi no cinema. Foi, como nosso bom amigo em comum Brett Easton Ellis diz, esse filme e Amor, Sublime Amor (de Steven Spielberg), proporcionaram um verdadeiro espetáculo cinematográfico, do tipo que eu nunca pensei que veria novamente. Foi fantástico!”, falou Tarantino, visivelmente emocionado.
Vamos aguardar e ver qual será o próximo trabalho do cultuado diretor, para assim melhorar a qualidade dos filmes em Hollywood. Você concorda com ele?
Em uma entrevista para a revista GQ (via Variety), Zoë Kravitz deu uma má notícia para os fãs de ‘Big Little Lies‘, quando anunciou que a série realmente acabou após a morte do diretor e produtor executivo Jean-Marc Vallée (‘Clube de Compras Dallas’).
“Acho que não. Nós conversamos muito sobre fazer uma terceira temporada. Infelizmente, Jean-Marc Vallée, nosso incrível diretor, faleceu no ano passado. É de partir o coração. Não consigo imaginar continuar sem ele. Ele realmente foi o visionário desse show. Infelizmente, acabou”, disse Kravitz ao responder a uma pergunta de um fã sobre as chances de ‘Big Little Lies‘ voltar.
Lembrando que Vallée morreu em dezembro de 2021 após sofrer um ataque cardíaco em sua cabana nos arredores da cidade de Quebec. , Canadá. O cineasta tinha apenas 58 anos na época.
O cineasta dirigiu todos os sete episódios do original ‘Big Little Lies‘ e continuou envolvido criativamente depois que Andrea Arnold assumiu as funções de direção da segunda temporada do programa.
Vale destacar que o seu trabalho na primeira temporada da serie da HBO rendeu ao diretor um Emmy.
Na 2ª temporada, as Monterey Five – Madeline (Reese Witherspoon), Celeste (Nicole Kidman), Jane (Shailene Woodley), Renata (Laura Dern) e Bonnie (Zoë Kravitz) – recebem a visita da sogra de Celeste, Mary Louise (Meryl Streep), que chega à cidade atrás de respostas sobre os acontecimentos que marcaram o final da última temporada.
Segundo a Variety, a dj2 Entertainment e a Escape Artists fecharam um acordo com a Lionsgate para a adaptação cinematográfica de ‘Streets of Rage‘, clássica franquia de games da SEGA.
O cineasta Derek Kolstad, conhecido por ’John Wick: De Volta ao Jogo‘ e ‘Anônimo‘, cuidará da versão final do roteiro da adaptação.
“Quando mencionaram pela primeira vez a ideia de um filme de Streets of Rage, comecei a surtar imediatamente. Ter a oportunidade de colaborar com a SEGA… Meu eu da infância está sorrindo nesse momento”, diz o site sobre a declaração.
A Lionsgate é responsável justamente pela franquia de ação estrelada por Keanu Reeves, co-criada por Kolstad, enquanto dj2 Entertainment e Escape Artists participaram de ‘SONIC‘.
‘Streets of Rage’ foi lançado em 1991 para o Mega Drive, e traz Axel Stone, Adam Hunter e Blaze Fielding, ex-policiais da polícia, que lutam contra gangues do crime organizado por ruas repletas de perigo.
Os games ficaram muito conhecidos também pela trilha sonora incrível deYuzo Koshiro. ‘Streets of Rage 4‘ (2020) recebeu a aclamação do público e da crítica, vendendo quase três milhões de unidades e ganhando uma continuação que sairá em breve.