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‘Cidade de Deus’ na frente de ‘Parasita’? 10 filmes estrangeiros mais assistidos da HISTÓRIA

O cinema norte-americano é sem dúvidas o maior expoente da indústria quando se fala de números e popularidade, até por todo investimento de marketing e pelas estrelas presentes no elenco que, por si só, são capazes de captar o público mundial. Nas bilheterias então vemos que isso é bem destacado, até pelos números históricos dos filmes que mais deram lucro na história do cinema.

Grandes franquias e os famosos filões vivem quebrando, anualmente, um recorde atrás do outro, com casos de termos anos que exibem dois ou mais filmes que faturaram o sonhado bilhão de dólares. A Disney, então, que hoje detém grande parte da fonte do entretenimento global, após absorver a Century Fox, possui na lista dos dez principais simplesmente oito títulos presentes.

Mas, e o mercado estrangeiro, que chega agora em vários lugares através dos meios digitais, será que de fato vem ganhando espaço e penetrando em barreiras que nunca conseguiram chegar? Bom, para ter essa resposta, a Preply, uma plataforma online que conecta alunos e tutores nativos em todo o mundo inteiro, analisou diversos filmes e séries e descobriu uma grande popularidade de obras fora da indústria estadunidense.

Vale destacar que o levantamento analisou diversos filmes e as séries em língua estrangeira mais populares através do IMDB. Além de obras em inglês, o intuito era saber quais obras de diferentes idiomas são famosas entre o grande público.

Nessa lista, um dos casos mais curiosos foi o do filme brasileiro ‘Cidade de Deus‘, que aparece logo na segunda posição dos mais assistidos do mundo, atrás apenas do francês ‘Intocáveis‘. Já em terceiro está o filme ‘O Fabuloso Destino de Amélie Poulain‘, outro filme francês. Enfim, vamos a lista de todos os citados.

1º. Intocáveis (2011, francês)

Para quem não sabe, ‘Intocáveis‘ foi o filme mais visto na França em 2011, com cerca de 19,385 milhões em bilheteria, sendo a terceira maior francesa da história, com o primeiro lugar sendo ocupado por ‘Titanic (1997) e o segundo por ‘A Riviera Não é Aqui‘ (2008). Foi, também, o segundo filme mais visto na Alemanha na sua estreia, tendo alcançado o primeiro lugar na quarta semana de exibição nesse país. Também é o filme francês mais lucrativo da história, com uma taxa de rentabilidade de 602%.

Na trama, vemos que Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado.

Aos poucos, Driss aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais ao jovem por ele não o tratar como um pobre coitado. De pouco em pouco a amizade entre ambos vai se estabelecendo, conhecendo melhor um o mundo do outro.

2º. Cidade de Deus (2002, português)

Hoje em dia isso não é tão lembrado, mas ‘Cidade de Deus’ foi por muitos anos a maior referência do cinema brasileira não só nos EUA, mas no mundo todo. O filme que fez um sucesso imenso, e também junto a crítica, fez tudo isso também se refletir nos prêmios recebidos. O filme não conseguiu uma indicação ao Óscar no ano em que foi lançado, pois não tinha entrado em circuito internacional, sendo lançado na Europa e Estados Unidos apenas em janeiro de 2003. Não à toa, é tão visto e lembrado pelo mundo.

Já em janeiro de 2004, o longa foi indicado a quatro categorias no Oscar, de melhor direção, melhor roteiro adaptado, melhor edição e melhor fotografia. O filme também conseguiu diversas indicações no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, vencendo nas categorias melhor filme, melhor diretor (Fernando Meirelles), melhor roteiro adaptado (Bráulio Mantovani), melhor fotografia (Cesár Charlone), melhor som e melhor edição (Daniel Rezende).

A história traz Buscapé (Alexandre Rodrigues), um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.

3º. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001, francês)

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain‘ deixou todo mundo apaixonado ao trazer uma das personagens mais curiosas, carismáticas e fofas, que virou tendência não só no cinema, mas também na moda e nas tendências de estilo. Conseguiu cinco indicações ao Oscar, como Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Som e Melhor Roteiro Original.

Teve também uma indicação ao Globo de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. E dois prêmios no BAFTA como Melhor Roteiro Original e Melhor Desenho de Produção, sendo ainda indicada em outras 7 categorias, como Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Audrey Tautou), Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição.

Na trama, após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou).

Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

4º. A Viagem de Chihiro (2001, japonês)

A Viagem de Chihiro‘ começou a ser exibido nos cinemas do Japão em Julho de 2001, e desde então conseguiu arrecadar 230 milhões de dólares, sendo o filme de maior bilheteria da história do cinema japonês. Também teve uma bilheteria mundial de 275 milhões de dólares, sendo o primeiro filme que ganhou mais de 200 milhões de dólares a nível mundial antes de estrear nos Estados Unidos. Além de também ser aclamado pela crítica. No Rotten Tomatoes, o filme possui 97% de aceitação entre os críticos, com um total de 152 comentários e com uma qualificação média de 8,5/10.

O filme ganhou trinta e cinco prêmios ao todo, entre os quais incluem o Oscar de Melhor Animação em 2003. Assim, se tornou o segundo filme a receber esta condecoração, pois a categoria se iniciou em 2002, sendo o único filme em língua não-inglesa a ganhar o prêmio. Na vigésima quinta premiação dos Prêmios da Academia Japonesa – o equivalente japonês do óscar – recebeu os prêmios de melhor filme do ano e melhor canção.

Chihiro é uma garota de 10 anos que acredita que todo o universo deve atender aos seus caprichos. Ao descobrir que vai se mudar, ela fica furiosa. Na viagem, Chihiro percebe que seu pai se perdeu no caminho para a nova cidade, indo parar defronte um túnel aparentemente sem fim, guardado por uma estranha estátua. Curiosos, os pais de Chihiro decidem entrar no túnel e Chihiro vai com eles.

Chegam numa cidade sem nenhum habitante e os pais de Chihiro decidem comer a comida de uma das casas, enquanto a menina passeia. Ela encontra com Haku, garoto que lhe diz para ir embora o mais rápido possível e ao reencontrar seus pais, Chihiro fica surpresa ao ver que eles se transformaram em gigantescos porcos. É o início da jornada de Chihiro por um mundo fantasma, povoado por seres fantásticos, no qual humanos não são bem-vindos.

5º. Parasita (2019, coreano)

Parasita‘ estreou no Festival de Cannes de 2019, onde se tornou o primeiro filme sul-coreano a ganhar a Palma de Ouro. O longa faturou US$ 20,8 milhões durante o fim de semana de abertura na Coreia do Sul. Desde então, arrecadou um total de US$ 70,9 milhões a nível nacional e US$ 19,2 milhões internacionalmente, totalizando US$ 90,1 milhões. No Rotten Tomatoes, mantém uma taxa de aprovação de 99%, com uma classificação média de 9,39/10.

Bong Joon Ho estava bem feliz com as indicações ao Oscar de Melhor Edição e Melhor Design de Produção, pois sentiu que os grandes técnicos e mestres da indústria cinematográfica coreana estavam sendo reconhecidos pela primeira vez.

Em ‘Parasita‘, toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.

6º. A Vida É Bela (1997, italiano)

A Vida É Bela‘ foi comercialmente muito bem-sucedido, faturando US$ 48,7 milhões na Itália. Foi a maior bilheteria do cinema italiano em seu país natal até 2011, quando foi ultrapassado por Che bella giornata. O filme arrecadou um faturamento mundial de US$ 230 milhões. Foi o filme de língua estrangeira de maior bilheteria nos Estados Unidos até o lançamento de ‘O Tigre e o Dragão‘, lançado em 2000.

Foi aclamado pela imprensa italiana, com Benigni sendo tratado como um “herói nacional”. O Papa João Paulo II, que assistiu a uma exibição privada do filme com o próprio Benigni, nomeou ‘A Vida É Bela‘ como um dos seus cinco filmes favoritos da vida. Foi exibido no Festival de Cannes de 1998 e ganhou o Grand Prix, ao receber o prêmio, Roberto Benigni beijou os pés do presidente do júri, Martin Scorsese.

Na história, durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido (Benigni) e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazista. Afastado da mulher, ele tem que usar sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de protegê-lo do terror e da violência que os cercam.

7º. O Labirinto do Fauno (2006, mexicano)

Durante suas primeiras três semanas nas bilheterias americanas ‘O Labirinto do Fauno‘ arrecadou US$ 5,4 milhões. No mundo todo somou US$ 83,9 milhões. Na Espanha, por exemplo, arrecadou quase US$ 12 milhões, e é o quinto filme estrangeiro de maior bilheteria nos Estados Unidos. Estreou no Festival de Cinema de Cannes em 2006. Seu primeiro lançamento geral foi na Espanha em outubro de 2006, seguido por um lançamento no México nove dias depois.

O Rotten Tomatoes dá ao filme uma pontuação de 95% com base em 236 comentários e uma classificação média de 8,61/10. O Labirinto do Fauno foi escolhido como representante do México para o Oscar de melhor filme estrangeiro.

O Labirinto do Fauno‘ se passa na Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade.

Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta.

8º. Oldboy (2003, coreano)

OldBoy venceu o Grand Prix na edição de 2004 do Festival de Cannes, e foi muito elogiado pelo presidente do júri naquele ano, o diretor americano Quentin Tarantino. Também recebeu elogios da crítica especializada nos Estados Unidos, conquistando uma qualificação de 81% “Certified Fresh” no Rotten Tomatoes. Na Coreia do Sul, o filme foi visto por 3.260.000 espectadores e ocupa o quinto lugar como o filme de maior bilheteria de 2003. Ele arrecadou um total de US $ 14.980.005 em todo o mundo.

Em vários países gerou controvérsia a cena em que o ator Choi Min-sik come um polvo vivo. Para a realização desta cena foram usados 4 polvos, até que se chegasse à tomada final. Ele treinou por 6 semanas e perdeu cerca de 12 quilos para interpretar o protagonista de ‘Old Boy‘.

Na trama, Oh Dae-su (Choi Min-sik) é um homem comum, bem casado e pai de uma garota de 3 anos, que é levado a uma delegacia por estar alcoolizado. Ao sair ele liga para casa de uma cabine telefônica, para logo em seguida desaparecer, deixando como pista apenas o presente de aniversário que havia comprado para a filha.

Pouco depois, ele percebe estar em uma estranha prisão, onde há apenas uma TV ligada, no qual ele recebe pouca comida e respira um gás que o faz dormir diariamente. Através do noticiário da TV ele descobre que é o principal suspeito do assassinato brutal de sua esposa e sem ter outra opção, ele passa a se adaptar à escuridão de seu quarto e a preparar seu corpo e sua mente para sobreviver à pena que está sendo obrigado a cumprir sem saber o porquê.

9º. A Vida dos Outros (2006, alemão)

Com ‘A Vida dos Outros‘, Henckel von Donnersmarck se tornou o terceiro cineasta alemão a receber o Oscar de melhor filme estrangeiro. Também foi indicado ao Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira. O custo de produção foi de apenas dois milhões de dólares, mas seu lucro mundial foi de mais de 77 milhões. Antes de sua morte, Sydney Pollack estava considerando fazer um remake estadunidense do filme. Só para se ter noção, em 2009, a revista estadunidense National Review nomeou A Vida dos Outros o melhor filme dos últimos 25 anos.

A história traz Georg Dreyman (Sebastian Koch), que é o maior dramaturgo da Alemanha Oriental, sendo por muitos considerado o modelo perfeito de cidadão para o país, já que não contesta o governo nem seu regime político. Apesar disto o ministro Bruno Hempf (Thomas Thieme) acha por bem acompanhar seus passos, para descobrir se Dreyman tem algo a esconder.

Ele passa esta tarefa para Anton Grubitz (Ulrich Tukur), que a princípio não vê nada de errado com Dreyman mas é alertado por Gerd Wiesler (Ulrich Mühe), seu subordinado, de que ele deveria ser vigiado. Grubitz passa a tarefa a Wiesler, que monta uma estrutura em que Dreyman e sua namorada, a atriz Christa-Maria Sieland (Martina Gedeck), são vigiados 24 horas. Simultaneamente o ministro Hempf se interessa por Christa-Maria, passando a chantageá-la em troca de favores sexuais.

10º. Princesa Mononoke (1997, japonês)

A Princesa Mononoke‘ foi um grande sucesso mundial arrecadando cerca de US$158 milhões, além de ter conseguido inúmeras críticas positivas. Foi o filme com a maior bilheteria da historia no Japão até a estreia de ‘Titanic‘. Custou cerca de US$20 milhões figurando como uma das animações mais caras já produzidas da história do cinema animado japonês para a época em que foi feito.

A Disney/Miramax, que lançou o filme nos Estados Unidos, estava obrigada por contrato a não editar nenhuma parte do filme para a estreia americana. Apesar deles terem mantido a acordo de não mudar nada, eles lançaram o filme em bem menos cinemas do que o prometido e depois expressaram surpresa porque o filme fez pouco dinheiro nas bilheterias. Hayao Miyazaki pretendia que esse filme fosse seu último antes de se aposentar. O enorme sucesso da animação incentivou ele a fazer outro, ‘A Viagem de Chihiro‘. Depois ele ainda fez alguns outros filmes.

A aldeia de Ashitaka é invadida por um estranho demônio, e quem resolve enfrentá-lo é o corajoso príncipe. Ele luta com o bicho e consegue matá-lo, mas antes fica com o braço ferido e é contaminado por uma maldição. Ele irá se corroer pelo ódio até se tornar um demônio igual ao outro e morrer, a não ser que ele vá atrás da cura na floresta proibida. É aí que começa a jornada de Ashitaka, que vai enfrentar animais fantásticos, princesas amaldiçoadas e os mistérios da natureza. O príncipe vai conhecer também os homens que querem destruir a floresta e a pequena San, ou Princesa Mononoke.

Ator de ‘Esqueceram de Mim’ é acusado de estupro

Devin Ratray já foi preso em 2021 após ser acusado de agredir sua ex-namorada. Dessa vez, de acordo com a CNN, via Rolling Stone, o ator conhecido por viver Buzz McCallister no clássico ‘Esqueceram de Mim‘ também foi acusado de estupro.

O ocorrido se passou em meados de 2017. Na época, a vítima, Lisa Smith, chegou a denunciar o estupro para o Departamento de Polícia de Nova York — a investigação, no entanto, acabou sendo arquivada.

Lisa, em entrevista ao veículo, lembrou que tudo aconteceu em uma noite de 2017, quando ela, seu irmão e um outro amigo foram até o apartamento de Devin Ratray em Manhattan. Naquele dia, depois de ingerir uma bebida sugerida pelo ator, Smith teria ficado inebriada em um sofá, onde teria sido abusada durante bastante tempo.

A mulher apresentou uma acusação contra o ator na Polícia de Nova York. Na época, entretanto, o departamento responsável pela denúncia acabou abandonando o caso após algum tempo reunindo evidências e entrevistando testemunhas. Dessa forma, Ratray não foi acusado e a vítima decidiu divulgar o caso na mídia.

“Por que eu teria me encontrado com a promotoria em primeiro lugar, anos atrás, se não estivesse disposta a apresentar queixa? Tudo isso foi muito perturbador para mim”, disse Lisa.

Devin Ratray negou todas as acusações de Lisa Smith. Em outubro deste ano, entretanto, o ator será julgado pelas agressões contra sua ex-namorada, que teriam ocorrido em Oklahoma City.

‘Não Se Preocupe, Querida’: Olivia Wilde explica DISPENSA de Shia LaBeouf do seu filme

Para quem não sabe, antes do ator e cantor Harry Styles, o filme ‘Não Se Preocupe, Querida‘ seria protagonizado pelo peculiar Shia LaBeouf. Falando à Variety, a diretora da produção, Olivia Wilde, explicou por qual motivo o ator acabou sendo retirado do elenco.

A partir do momento que LaBeouf já não iria mais fazer parte do longa, o estúdio responsável pela produção afirmou que tudo aconteceu por um conflito de agenda. O problema é que, segundo Olivia Wilde, o motivo foi bem mais específico e complexo que isso.

“Digo isso como uma admiradora de seu trabalho [de LaBeouf]; seu processo não foi condizente com o ethos que exijo em minhas produções. Ele tem um processo que, de certa forma, parece exigir uma energia combativa, e eu pessoalmente não acredito que seja propício para as melhores atuações”, falou Olivia.

A atriz e diretora ainda comentou que, em sua opinião: “criar um ambiente seguro e confiável é a melhor maneira de fazer com que as pessoas façam seu melhor trabalho”, por isso Shia LaBeouf não fez parte do elenco.

“Em última análise, minha responsabilidade é com a produção e com o elenco para protegê-los. Esse era o meu trabalho”, disse.

A equipe jurídica do ator afirmou que ele “nega geral e especificamente todas as alegações”. Pouco tempo depois, entretanto, LaBeouf saiu de sua então agência e entrou em uma unidade de internação.

Na trama, Alice é a dona de casa perfeita, vivendo numa comunidade utópica no deserto da Califórnia, junto com o seu marido Jack. Escondendo suas frustrações, ela acaba fazendo uma descoberta perturbadora que a faz questionar sua realidade “impecável“.

O elenco ainda conta com Chris Pine, Gemma Chan, KiKi Layne, Nick Kroll, Sydney Chandler e Kate Berlant.

‘Dead City’ é o novo nome da série spin-off de ‘The Walking Dead’ com Maggie e Negan

The Walking Dead: Dead City‘ será o título oficial da nova série com Maggie (Lauren Cohan) e Negan (Jeffrey Dean Morgan), de acordo com informações do site Entertainment Weekly.

A série se chamava anteriormente de ‘Isle of the Dead‘ era o nome oficial utilizado pela CW. O show começou suas filmagens há pouco tempo, com previsão de estreia para 2023. Ao todo, serão seis episódios na primeira temporada.

The Walking Dead: Dead City‘ vai acompanhar Maggie e Negan lutando pela sobrevivência em uma Nova York destruída e lotada de mortos-vivos. Lembrando que Gaius Charles está confirmado no elenco.

Como eles irão parar em Nova York deve ser revelado no final da série original, que começa a exibição de seus episódios finais em 2 de outubro, terminando em 20 de novembro.

A primeira temporada de seis episódios está programada para estrear na AMC em 2023.

‘Mob Psycho 100’: Divulgado novo trailer ELETRIZANTE da 3ª temporada

Enfim foi divulgado um novo trailer da 3ª temporada de ‘Mob Psycho 100‘, que está marcada para estrear 5 de outubro, dando foco ao personagem Teruki Hanazawa, ou apenas Teru. Via JBox.

A nova temporada conta com um novo diretor, Takahiro Hasui (Bungo Stray Dogs) e deve trazer capítulos ainda não adaptados nas duas temporadas anteriores (do 92 ao 100).

Confira abaixo o trailer:

Finalizado em 2017, o mangá ganhou versão animada pelo estúdio Bones, rendendo 26 episódios e dois OVAs. A primeira temporada veio em 2016 e a segunda em 2019. Tudo está disponível na Crunchyroll, inclusive com dublagem produzida pelo estúdio Unidub.

A série teve exibição no Cartoon Network, no bloco Toonami, feito agora em parceria com o streaming. A Panini publica o mangá no Brasil.

Mob Psycho 100‘ está disponível na Crunchyroll. A terceira está prevista para outubro de 2022.

Takanori Hoshino (Serizawa), Atsumi Tanezaki (Tome Kurata), Uki Satake (Tsubomi), Ayumi Fujimura (Ichi Mezato), Toshihiko Seki (Musashi Goda) e Yoshimasa Hosoya (Tenga Onigawara) retornam ao elenco de vozes. Setsuo Ito (Shigeo “Mob” Kageyama), Takahiro Sakurai (Arataka Reigen), Akio Ohtsuka (Ekubo), Miyu Irino (Ritsu Kageyama) e Yoshitsugu Matsuoka (Teruki Hanazawa) já estavam confirmados.

Yuzuru Tachikawa, que comandou as duas primeiras temporadas do anime, agora está no projeto como diretor executivo, e Takahiro Hasui, de Bungo Stray Dogs e SK8 the Infinity, é quem assume a função principal.

Mob é um garoto que não leva muito jeito pra se expressar, mas que é um poderoso telepata. Decidido a levar uma vida normal, Mob suprime seus poderes extrasensoriais, mas quando suas emoções atingem um pico de 100%, algo terrível lhe acontece! Rodeado de falsos telepatas, espíritos do mal e misteriosas organizações, como Mob reagirá e que decisões ele vai tomar?

 

10 Filmes que Não Superaram a EXPECTATIVA

Todos os anos são lançados inúmeros filmes que estão em diversas listas pelo mundo de aguardadas estreias pelos fãs de cinema. Quando o longa-metragem entra em cartaz, nem sempre consegue superar as expectativas. Pensando nisso, e fazendo um exercício de puxar na memórias alguns títulos, fizemos essa lista abaixo com 10 Filmes que Não Superaram a EXPECTATIVA:

 

Cidades de Papel

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura. Baseado no livro do famoso autor John Green e dirigido Jake Schreier, Cidades de Papel é aquele filme água com açúcar que parece não querer se arriscar. O público que curte os livros de Green merecia uma adaptação mais profunda da boa obra do autor de A Culpa é das Estrelas.

 

Resgate

Nenhum soldado fica pra trás na mente do guerreiro. Escrito por Joe Russo (diretor dos últimos dois filmes da vitoriosa franquia Os Vingadores, ao lado de seu irmão Anthony) e com direção de Sam Hargrave, debutando em longas-metragens, Resgate, novo filme de ação e explosão da toda poderosa Netflix é uma grande seleção de clichês em meio a bombas e cenas de ação bem executadas. O fraco roteiro de Russo, transforma o filme em uma caçada sem fim, seco e com ritmo destrutivo. Parece muito os filmes de barulho e explosão do Michael Bay. Tudo é tão repetitivo que dá um grande sono chegar até o fim prestando a atenção ao que acontece, pois, já sabemos intuitivamente. Filme bom mesmo com o mesmo tema, ‘extraction’, é Prova de Vida com o Russell Crowe.

 

Dolittle

Quando o carisma não salva. Dolittle tem um elenco estelar, (Banderas, Martin Sheen, Downey Jr…) mas nada disso adianta quando a trama não evolui. Não definido se para públicos de todas as idades ou para os mais maduros, as questões que deveriam ser profundas, fruto do pensar melancólico do protagonista e as razões do seu trauma com o desaparecimento de sua esposa, são rasas como uma piscina sem água. Infelizmente o filme dá sono quase a todo tempo, seria pior senão fosse a poderosa trilha sonora assinada pelo craque Danny Elfman que tenta transformar metáforas visuais sem sentido em algo épico. As vezes parece que estamos em um vídeo game onde os controles não funcionam.

 

A Verdade

Baseado em curto argumento de Ken Liu, o primeiro embarque a uma produção fora do oriente do aclamado cineasta japonês Hirokazu Koreeda, A Verdade, indicado ao Leão de Ouro em Veneza e exibido no prestigiado Festival de Toronto no mesmo ano, é uma grande rodada de argumentos e situações envolvidos dentro de um drama familiar oriundos dos gestos e ações de uma amargurada atriz veterana que busca o conflito a todo instante. Há muita sutileza na condução de Koreeda mas a profundidade dos ricos personagens de outros filmes aqui se camuflam em uma única destacada atuação. É como se a melancolia atravessasse a trama de maneira a deixar tudo sem sentido em importantes definições de arcos.

 

Colossal

Exibido Festival de Sundance de 2017, Colossal, escrito e dirigido pelo cineasta espanhol Nacho Vigalondo é um filme bastante imaginativo, que respira o abstrato a todo instante para contar uma história sobre desilusões de uma protagonista em crise. Após um primeiro arco totalmente monótono e sem brilho, a continuidade dessa saga rumo ao imaginário esquisito possui bons momentos mas que nunca chegam à conclusão que correspondem a expectativa criada. Esse Sci-fi disfarçado de thriller psicológico com raspas de mistérios dirá muita coisa para uns e nada para outros.

 

A Guerra do Amanhã

A sonolenta história do herói invencível. Chegou na Amazon Prime Video no início de julho de 2021 o longa-metragem de ação A Guerra do Amanhã, protagonizado por Chris Pratt e Yvonne Strahovski. Uma das coisas que mais incomoda nesse projeto são as razões simplistas para contextos amplos. O assunto família e relações contornam todos os arcos do roteiro, seja no presente ou no futuro. Desde a ótica do protagonista com sua filha em dois instantes e com o seu pai. Os clichês se amontoam pelo caminho, é uma disputa para saber o que tem mais: clichês ou alienígenas corredores. Focando na parte da ação, busca no seu universo sci-fi algum tipo de originalidade mas esbarra em espelhos de outras franquias ou até mesmo o longa-metragem protagonizado por Tom Cruise, No Limite do Amanhã. No mínimo, decepcionante.

 

Tudo vai Ficar Bem

A única razão de sermos tão apegados em memórias, é que elas não mudam, mesmo que as pessoas tenham mudado. Dirigido pelo aclamado cineasta Wim Wenders, Every Thing Will Be Fine, no original, é, infelizmente, um daqueles filmes chatos que parecem nunca terminar. Com uma linha de dramaticidade cinematográfica e com um elenco em total desarmonia em cena, o longa-metragem é uma quase total decepção. A trilha sonora, assinada pelo craque Alexandre Desplat, é a melhor coisa do filme. E quando a trilha é a melhor coisa do filme, vocês sabem que há vários pontos negativos nesta história.

 

Os Mortos não Morrem

As loucuras de um roteiro descontrolado. Três anos depois de realizar uma de suas obras-primas no cinema, o fantástico Paterson, o cineasta norte-americano Jim Jarmusch voltou as telonas escrevendo e dirigindo um filme sem pé nem cabeça que tenta falar metaforicamente sobre zumbis mas acaba sendo uma sequência de cenas bizarras sem qualquer equilíbrio com uma história interessante. Reunindo um elenco conhecido, como: Bill Murray, Adam Driver, Chloë Sevigny, Steve Buscemi, Danny Glover, Caleb Landry Jones e Tilda Swinton, Os Mortos não Morrem passa longe de ser brilhante como outras obras do famoso diretor. Uma grande decepção.

 

Thor: Amor e Trovão

O tempero cômico que passou do ponto. Fugindo da essência de um dos personagens mais queridos do Universo Cinematográfico da Marvel, o cineasta neo-zelandês Taika Waititi nos leva a uma jornada de pouca ação e muita comédia no decepcionante Thor: Amor e Trovão. Tinha tudo para ser a grande história do guerreiro nórdico nos cinemas, um baita vilão, poderosas ferramentas de guerra, tudo isso acaba sendo deixado de lado para um foco demasiado numa desconstrução do personagem. A veia cômica nessa fase que o protagonista está passando, se redescobrindo após emocionantes batalhas e perdas, acaba tomando conta do filme fato que pode deixar os fãs um pouco perdidos com as portas que se abrem nas suas conclusões.

 

Yesterday

Sabe aquele gol inacreditavelmente perdido debaixo da trave? Sabe aquela bandeja sozinha que você erra no basquete? Então, sabe aquele filme que tinha tudo para ser inesquecível e acaba caindo na mesmice açucarada de mais uma entre milhares histórias de amor? O trabalho do ótimo Danny Boyle, Yesterday cativou público de todo o mundo pelo seu trailer muito bem feito e pela sua louca história de zerar nossas memórias beatlemaníacas, assim, exercitando um mundo sem algumas de nossas maiores referências. Aposto que sociólogos, filósofos de todo o planeta aguardavam com ansiedade debate hiperprofundos sobre a existência humana e suas necessidades. Mas como cinema funcionou muito pouco, salvo um grande momento com um famoso músico, Yesterday não fica em nossa memória como as canções do quarteto de Liverpool.

‘One Piece Red’ supera marca de 10 bilhões de ienes em menos de 1 mês no Japão

One Piece: RED‘, que já é o filme de maior sucesso da franquia, superou a impressionante marca de 10 bilhões de ienes arrecadados (cerca de US$ 73,2 milhões) desde sua estreia há apenas vinte dias.

O filme animado levou cerca de 7,2 milhões de pessoas aos cinemas, motivo de celebração para a Toei Animation.

A empresa celebrou a ocasião com um post:

Lembrando que ‘One Piece: RED‘ já havia registrado a segunda maior abertura da história no país, arrecadando 2,2 bilhões de ienes (cerca de US$ 16,7 milhões), ficando abaixo apenas de ‘Demon Slayer – Mugen Train: O Filme‘.

Ainda que esteja tudo em japonês, há legendas em português brasileiro pelo recurso de legenda oculta do YouTube, que é acionado no ícone de engrenagem na parte inferior do vídeo.

Lembrando que ‘One Piece Film: Red‘ está previsto para estrear no dia 6 de agosto, no Japão. Não há previsão de chegada para o filme no Brasil.

Lembrando que o estúdio já havia divulgado antes um clipe:

Confira também o trailer:

Lembrando que Uta será interpretada por Kaori Nazuka. O tema musical é composição de Yasutaka Nakata (‘Tales of Crestoria: The Wake of Sin‘).

Também foi divulgado um novo pôster desenhado pelo próprio Oda:

One Piece Red‘ é dirigido por Goro Taniguchi (‘Code Geass: Lelouch of the Rebellion‘), com roteiro por Tsutomu Kuroiwa (‘One Piece: Heart of Gold‘). Como falamos, o trailer original postado no canal em japonês da animação, conta com legendas em diversos idiomas, inclusive em português.

Lembrando que o primeiro trailer foi repostado pela Crunchyroll, dias depois da Toei divulgá-lo. Isso tudo dá indícios de planos para um lançamento internacional, ainda não confirmado. O autor do mangá, Eiichiro Oda, pediu para uma personagem feminina ter protagonista no filme, que pelo jeito é Uta, filha de Shanks.

10 Séries ÓTIMAS que você pode ainda não ter visto

Impressionante como a cada mês chega mais e mais séries interessantes para assinantes de vários streamings disponíveis no Brasil. Algumas tem uma gigantesca divulgação, outras nem tanto. Para ajudar você leitor que está procurando uma série para assistir, segue abaixo 10 séries que estão pelos streamings e você pode ainda não ter visto:

 

Little America (Apple tv+)

Disponível no ótimo catálogo da Apple Tv+, a minissérie (que já foi renovada para uma 2ª temporada) conta em oito episódios histórias sobre imigrantes nos Estados Unidos. O projeto é baseado em histórias reais apresentadas na Epic Magazine.

 

Um Milhão de Coisas (Globoplay)

Passando quase desapercebida no catálogo da Globoplay, o seriado Um Milhão de Coisas criada por DJ Nash, nos apresenta a história de um grupo de amigos que é surpreendido com o suicídio de um deles. Assim, vamos acompanhando como eles lidam com essa perda e seguem suas vidas.

 

Entrevías (Netflix)

Protagonizado pelo experiente ator espanhol Jose Coronado, Entrevías, seriado que frequentou o Top 10 da Netflix durante um bom período nesse 2022, conta a história de uma veterano de guerra, avô, que declara guerra contra criminosos que estão em seu bairro para proteger sua neta.

 

Pachinko (Apple tv+)

Uma das mais elogiadas séries da Apple Tv+, baseada no romance homônimo da escritora Min Jin Lee, nos mostra os conflitos e trajetória de imigrantes coreanos ao longo de quatro gerações. A primeira temporada tem 8 episódios e a série já foi renovada para uma próxima temporada.

 

Días Mejores (Paramount +)

Elogiada série espanhola, disponível na Paramount +, conta a história de algumas pessoas que perderam recentemente pessoas próximas e escolhem pela terapia como um caminho de entender esse momento de suas vidas.

 

Sky Rojo (Netflix)

Na trama, conhecemos Romeo (Asier Etxeandia), um cafetão que montou seu negócio de prostituição que está sendo para ele muito rentável em um ponto isolado de uma cidade badalada. Nesse bordel, encontramos Coral (Verónica Sánchez), Wendy (Lali Espósito) e Gina (Yany Prado), três mulheres de faixa etárias diferentes, com pensamentos completamente opostos em alguns momentos mas que agora precisarão uma da outra após serem autoras de uma situação que levou Romeo quase à morte. Assim, é imposta uma batalha sangrenta pela cidade entre os mandados de Romeo, os irmãos Moisés (Miguel Ángel Silvestre) e Christian (Enric Auquer) e as três mulheres.

 

Waynard Pines (Star Plus)

Um grande seriado misterioso lançado anos atrás, Waynard Pines nos mostra a saga de um agente federal (interpretado por Matt Dillon) que após um acidente chega em uma cidade para procurar informações de agentes desaparecidos e logo percebe que está preso nesse misterioso lugar. O projeto é baseado no romance Pines, de Blake Crouch.

 

Clickbait (Netflix)

Na trama, acompanhamos a família Brewer, composta pelo marido e fisioterapeuta Nick (Adrian Grenier), pela esposa e professora Sophie (Betty Gabriel), pela irmã de Nick, a enfermeira Pia (Zoe Kazan), e os filhos Kai (Jaylin Fletcher) e Ethan (Camaron Engels). Tudo na vida deles muda completamente quando, misteriosamente, uma live aparece online em um site famoso de vídeos onde Nick está machucado e segurando cartazes com afirmações bombásticas. A partir disso, a família entra em colapso tendo que enfrentar a avalanche da ansiedade da imprensa, a investigação da polícia, os mistérios que surgem a partir das afirmações mostradas e os segredos de famílias.

 

A Maldição da Residência Hill (Netflix)

Na trama, conhecemos os Crain, a família de Olivia (Carla Gugino) e Hugh (Henry Thomas/ Timothy Hutton) e seus filhos Shirley, Luke (Julian Hilliard/Oliver Jackson-Cohen), Theodora (Mckenna Grace/Kate Siegel), Nell (Violet McGraw/Victoria Pedretti) e Steven (Paxton Singleton/Michiel Huisman) que se mudam para uma casa enorme que possui um passado que eles não sabiam. Lutando contra vários tipos de situações estranhas, a família precisará enfrentar seus medos mais delicados.

 

Cruel Summer (Prime Video)

A verdade e a mentira podem andar juntas pelas coincidências que aparecem pelo caminho. Criado pelo roteirista Bert V. Royal, que assinou o roteiro de A Mentira em 2010, Cruel Summer é um jogo de mentiras, de disse me disse, que explora o universo do psicológico em um High School norte-americano da maneira como já conhecemos: com situações constrangedoras, a eterna guerra entre populares e os que querem de alguma forma serem populares, o papel dos pais em toda essa rotina repleta de inflexões, a influência de quem tem o poder de ensinar… Há muitas variáveis a se analisar nesse quebra-cabeça formado onde basicamente é um confronto entre duas jovens em nos convencer de quem está falando a verdade. O roteiro ganha destaque pela forma como fora definido para apresentar os acontecimentos.

As Promessas de Franquias de SUCESSO dos Últimos 2 Anos!

As continuações de filmes de sucesso sempre fizeram parte do repertório de Hollywood e do cinema em geral pelo mundo, até aqui no Brasil. Mas nunca anteriormente a palavra de ordem foi tão forte “construir uma franquia” como na indústria de hoje. No passado, George Lucas pôs de pé um verdadeiro império simplesmente ao lançar o primeiro Star Wars em 1977. Hoje, como sabemos, é a Marvel a dona do tutorial de como fabricar rios de dinheiro com suas produções interligadas, que ainda possuem suas próprias franquias dentro do universo criado pelo estúdio. É claro que este é um caso extremo, e não é preciso ir tão longe assim, afinal o esperado minimamente por cada um dos grandes estúdios da meca do cinema é que seus filmes se saiam bem o suficiente nas bilheterias para deixar a bola rolando para a primeira sequência. E assim, o fluxo pode ser seguido com a ideia ganhando vida própria por novos caminhos. O esperado de cada um dos grandes estúdios é que seus filmes de entretenimento caiam no gosto do grande público – a continuação pode ser consequência deste sucesso. Mas acredite, ela é esperada. Difícil é perceber um sucesso pop que se recusa a expandir seu universo e duplicar seu lucro hoje em dia.

Franquias em potencial estão a cada esquina em Hollywood, só esperando seu lugar ao sol – leia-se ser comprado pelos fãs. Nem todas conseguem, obviamente. Para enfatizar nosso ponto de vista, nos concentraremos apenas nos dois últimos anos, desde que o mundo parou – mais conhecido como 2020. Desde então tivemos muitos filmes de qualidade, e muitos produtos voltados ao entretenimento que de fato se deram bem, e conseguiram tocar o coração de seu público-alvo, que compareceu e fez deles um sucesso. Assim, naturalmente já se transformaram em franquias. Aqui, iremos adereçar alguns dos mais recentes fenômenos ou filmes de sucesso que já tiveram suas continuações confirmadas – ou as confirmarão muito em breve – e que deverão se tornar a nova franquia do pedaço, seguindo para seu terceiro, quarto e quem sabe quinto filmes. Confira abaixo esses filmes de sorte.

Leia também: As Tentativas de Franquias MAIS FLOPADAS do cinema nos últimos 2 Anos!

The Batman

Começamos a lista com um dos maiores sucessos recentes de Hollywood. O novíssimo filme do Homem-Morcego, protagonizado por Robert Pattinson, foi lançado esse ano mesmo e fez tanto sucesso, se tornando um fenômeno no início do ano, que já garantiu sinal verde para a sequência (ou quase já que não foi oficialmente anunciado pela Warner ainda, mas alguém duvida?). A ideia aqui é por um reinício da franquia, apresentando os primeiros anos de um jovem Bruce Wayne como Batman. É verdade que a proposta já havia sido posta em prática com Batman Begins (2005), mas esse é o Batman mais jovem que já vimos nas telonas. Fora isso, o diretor Matt Reeves garantiu um filme de censura alta, barra-pesada, mais no clima de thrillers como Seven e Zodíaco, enfatizando o lado detetive do herói mascarado, nunca antes apresentado desta forma do cinema. Essa foi definitivamente uma abordagem única ao universo do personagem.

Sonic

Quando falamos em Sonic, falamos de mais um caso único do cinema recente. Ninguém dava dois centavos para um filme do ouriço azul super veloz que nasceu nas telas dos games eletrônicos ainda na década de 1990. O que a maioria pensou ao saber da ideia do longa foi que seria um novo Pica-Pau (2017). Só que a coisa ficava ainda pior, pois ao exibirem o primeiro trailer do filme, uma enxurrada de negatividade cercou o projeto, com os fãs reclamando fervorosamente do visual medonho que o personagem recebeu em seu design. O Sonic “feio” virou meme e segue como piada até hoje, dois anos depois, vindo a ser satirizado pela Disney no filme recente do Tico e Teco. Mas os realizadores ouviram o público, correram para modificar o visual do protagonista, e aos 45 do segundo tempo entregaram o filme que os fãs queriam. Bem, ao menos o Sonic com o visual que todos queriam. O que foi o suficiente para os fãs se sentirem importantes e abraçarem o projeto. Nesse caso, um “detalhe” fez toda a diferença, já que o teor do filme provavelmente continuou o mesmo. Assim, uma continuação veio à galope e estreou esse ano, com uma terceira parte já garantida. Com isso tudo podemos dizer que Sonic já é a adaptação de videogame mais querida do cinema.

Rua do Medo

Agora chega uma produção original da Netflix na lista. E uma que deu o que falar desde seu anúncio. O que a Netflix fez foi lançar não um, mas três filmes de semana em semana durante o mês de julho. Assim os fãs puderam conferir a trilogia completa no intervalo de três semanas. Rua do Medo é baseado nos livros do autor R.L. Stine, famoso romancista americano responsável por criação de obras de terror juvenis, mais conhecido pela série Goosebumps – que já teve programa de TV e dois filmes no estilo de superproduções. Rua do Medo também é uma série de livros, e sua primeira trilogia nas telas não poupou no sangue e na violência, sendo um slasher digno de produções como Pânico, por exemplo. O sucesso desta trilogia já garantiu novos filmes do título na plataforma, os quais veremos muito em breve.

Duna

A obra do autor Frank Herbert finalmente teve uma adaptação à altura que merecia nas telonas. Tido como uma das sagas literárias de ficção científica mais difíceis de serem transpostas para o cinema, devido aos seus detalhes técnicos minuciosos narrados na história, o cultuado cineasta David Lynch tentou a sorte e peitou a empreitada ingrata, numa superprodução ignorada de 1984 – mas que logo depois ressurgiu como item cult. Lynch não quis mais saber do filme, tamanha foi o ressentimento com o resultado. Porém, muitos anos depois, a Warner se viu em posse dos direitos e escalou um diretor que surfava a crista da onda em sua carreira, o franco-canadense Denis Villeneuve – que havia inclusive banhados os pés na ficção científica em seus últimos trabalhos (A Chegada e Blade Runner 2049) e recebido inúmeros elogios pelo resultado. Apesar da pandemia, o novo Duna conseguiu um bom resultado, e de forma esperta a Warner e Villeneuve dividiram o filme em dois, com o segundo prometido para 2023. Fora isso, está produzindo a série derivada do filme, Dune: The Sisterhood. Ou seja, iremos ouvir muito mais sobre este universo em breve.

Cruella

A Disney há tempos recria os live-action de suas animações clássicas. Um dos primeiros foi 101 Dálmatas (1996), com um desempenho certeiro de Glenn Close como a vilã Cruella DeVil. Ao invés de apenas tirar uma cópia xérox de suas animações, algumas destas produções optam por um caminho mais criativo e subvertem o conceito de seus originais. Uma das mais badaladas nesse sentido foi Malévola (2014), que ao invés de apenas reproduzir A Bela Adormecida (1959) em carne e osso, se privilegiou de ser um dos filmes preferidos da musa Angelina Jolie, que logo correu para assumir o papel da vilã do título e colocar o foco da história nela. Malévola ainda ganhou uma continuação em 2019, e seguindo na esteira, a Disney resolveu focar em outra de suas maiores vilãs das animações, a mesma Cruella de 101 Dálmatas. A proposta, no entanto, era por um filme de origem para a personagem na juventude. E para isso foi contratada a vencedora do Oscar Emma Stone. O que surpreendeu a todos foi a qualidade e o tom anárquico que o filme ganharia pelas mãos do diretor de Eu, Tonya (2017) – o que fez Cruella (2021) ser comparado ao filme do Coringa (2019). Assim, com tamanho sucesso, pode ter certeza que veremos a personagem novamente na pele de Stone, com uma sequência já confirmada.

Eternos

Com Eternos o objetivo da Marvel era elevar ao primeiro time personagens do segundo escalão de seu acervo, como o estúdio havia conseguido com louvor no caso dos Guardiões da Galáxia. Mas ao contrário do filme cômico e dançante de James Gunn, a pegada com Eternos proposta pela vencedora do Oscar Chloé Zhao foi mais dramática, contemplativa e poética – trazendo o “cinema de arte” para os filmes de super-heróis por assim dizer. Isso causou uma grande divisão entre os fãs do gênero, com grande parte não digerindo muito bem o tom do filme. Junte a isso o boicote realizado pelos que ainda se opõem à representatividade de minorias em superproduções mainstream (sim, essa intolerância existe). O curioso é que o filme agradou mais os que estão saturados da massificação desse tipo de filme e os que possuem a mente mais aberta em relação a um cinema mais alternativo. Com toda essa mistura polarizada na aceitação de Eternos, era esperado que a Marvel deixasse o projeto quieto. Mas não foi o que o estúdio fez, divulgando uma continuação que deverá acontecer nos próximos anos – garantindo assim sua própria franquia para os personagens.

Godzilla vs. Kong

É muito interessante notar o movimento que o público massificado faz, como uma onda no mar. Não dá para saber muito bem o que os fãs irão aceitar e o que irão repelir. É um fenômeno que merece ser estudado, mas que sem dúvida não pode ser previsto. Quando certos filmes parecem ter tudo no lugar para que se torne o novo sucesso do mundo, o grande público simplesmente dá de ombros e tal filme termina passando em branco. Por outro lado, muitas produções que ninguém em sã consciência daria dois centavos, terminam abraçadas pelo grande público como se fossem a última bolacha do pacote. Esse foi o caso com Godzilla vs. Kong, um filme que um total de zero pessoas se importava, mas que foi elevado ao patamar de hype extremo, contagiando cada vez mais pessoas através das redes sociais quando seu trailer foi lançado. Só se falava nisso. Antes disso, dois filmes do Godzilla haviam sido lançados dentro dessa franquia, em 2014 e 2019, e um filme do King Kong, em 2017. Tais filmes até fizeram um sucesso moderado, mas ninguém poderia prever que o encontro dos titãs daria tanto o que falar. O fato, é claro, garantiu para a Warner um grande sucesso em mãos – que deve se repetir com a continuação, é o que os realizadores esperam.

Ghostbusters

Finalmente a Sony conseguiu revitalizar a franquia Caça-Fantasmas como pretendia, concluindo mais de três décadas depois o tão esperado terceiro filme da franquia. Após a recepção no mínimo morna do segundo filme de 1989, o fenômeno Os Caça-Fantasmas foi colocado na geladeira. Por décadas era planejada uma terceira parte, até que o estúdio finalmente cedeu por um reboot, num filme estrelado por quatro mulheres no papel principal, que serviria como reimaginação do filme original. Você já ouviu falar de tiro pela culatra? Infelizmente, o resultado não foi o esperado e ao invés de uma continuação, o filme de 2016 foi rapidamente varrido para debaixo do tapete. Ano passado, Jason Reitman, filho do diretor original Ivan Reitman, e um jovem cineasta talentoso estabelecido na indústria, trouxe de volta em grande estilo o conceito da passagem de bastão para um terceiro filme, com o elenco original abençoando a nova geração. Deu muito certo, e a continuação é esperada para os próximos anos.

‘Godzilla vs Kong 2’ tem elenco detalhado e sinopse oficial revelada

Foi divulgado pela Legendary Pictures e a Warner Bros a sinopse oficial da continuação de ‘Godzilla vs Kong‘, que ainda não recebeu um título oficial. Abaixo você confere:

“O novo filme segue o confronto explosivo de Godzilla vs Kong com uma nova aventura cinematográfica, colocando o todo-poderoso Kong e o temível Godzilla contra uma colossal ameaça desconhecida escondida em nosso mundo, desafiando sua própria existência – e a nossa.”, diz.

Continua: “O novo filme épico irá aprofundar as histórias desses Titãs, suas origens e os mistérios da Ilha da Caveira e além, enquanto desvenda a batalha mítica que ajudou a forjar esses seres extraordinários e os uniu à humanidade para sempre.”

Segundo o Collider, o elenco completo também foi anunciado. De ‘Godzilla vs Kong‘, retornam Rebecca Hall, Brian Tyree Henry e Kaylee Hottle. Enquanto os novos personagens serão interpretados por Dan Stevens (‘A Bela e a Fera’), Fala Chen (‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’), Alex Ferns (‘Batman’) e Rachel House (‘Thor: Ragnarok’).

Crítica | Godzilla Vs Kong – Um maravilhoso Open Bar de porrada de monstros

‘Aquaman 2’: James Wan posta novas artes e fala sobre alteração no lançamento

Aquaman e o Reino Perdido‘, que estava agendado para dezembro deste ano, já tinha sido adiado para março de 2023, e esta semana sofreu um novo adiamento, passando para dezembro de 2023.

E para amenizar a tristeza dos fãs, o diretor James Wan compartilhou novas artes conceituais do longa, e pediu que todos tivessem calma devido a nova data.

Aquaman e o Reino Perdido foi para o Natal de 2023. Sou meio supersticioso, então adorei que lançaremos o filme em dezembro, como o primeiro. Aqui está um pouco das artes do mundo grande e épico que estamos criando. Preciso de tempo pra fazer tudo direito. Essas imagens mal arranham a superfície do filme. Ainda nem mostramos as criaturas e personagens maravilhosos e estranhos do filme. Mal posso esperar que todos vejam, mas vocês precisam aguardar só mais um pouquinho”, falou Wan no Instagram.

As artes mostram Jason Momoa batalhando contra criaturas marítimas gigantes, com um visual belíssimo de encher os olhos.

Confira uma prévia:

Quando um antigo poder é libertado, Aquaman deve forjar uma perigosa aliança com um aliado improvável para proteger Atlântida – e todo o mundo – de uma devastação irreversível.‎ 

Além de Momoa e Wilson, o elenco conta com o retorno de Dolph Lundgreen Temuera MorrisonJani ZhaoIndya MooreVincent Regan foram as novas adições ao time.

James Wan retorna como diretor.

Confira algumas imagens da sequência:

 

Crítica | After – Depois da Promessa é o melhor filme da saga e deixa gancho para continuação

Nem a pandemia foi capaz de arrefecer o fenômeno ‘After’. Lançado primeiramente como livro e de maneira gratuita na plataforma de leitura Wattpad, lá angariou milhões de leitores ao redor do mundo. E leitores barulhentos, que, desde o lançamento da história da escritora novaiorquina Anna Todd, começou a fazer uma campanha voluntária para que a saga de Tessa e Hardin ganhasse adaptação cinematográfica. E ganhou. Primeiro, em 2019, com o primeiro filme ‘After’, que chegou a estrear nos cinemas, e, dois anos depois, em 2021, com a continuação ‘After – Depois do Desencontro’, cuja estreia foi diretamente na plataforma da Prime Video, depois de muitas incertezas por conta da pandemia. Porém, nem a obrigatoriedade de ficar em casa desanimou as fãs do casal, que assistiu ao filme com o mesmo entusiasmo e exigiu a continuação da franquia nas redes – e agora são novamente contempladas com o longa ‘After – Depois da Promessa’, que chega aos cinemas de todo o país a partir de hoje.

Não tem sido fácil para Hardin (Hero Fiennes Tiffin) lidar com a verdade de que nunca foi filho daquele a quem passou a vida inteira chamando de pai. Saber que não tinha nenhuma obrigação de amar ao cara abusivo que batia em sua mãe e nele mesmo durante sua infância desencadeou uma série de demônios dentro da já perturbada cabeça do rapaz, e Hardin uma vez mais sucumbe à bebida para tentar esquecer dos problemas da sua vida. Só que Tessa (Josephine Langford) está sempre por ali, ajudando-o a se reerguer, catando seus cacos enquanto Hardin só pensa em se autodestruir. Entretanto, o jeito explosivo do rapaz e as constantes idas e vindas estão cansando cada vez mais à moça, que começa a se questionar se esse é o tipo de vida que quer ter ou se deve buscar novos rumos para seu próprio destino.

Iniciado com um breve resumo do que rolou no filme anterior, ‘After – Depois da Promessa’ foca muito mais nos dramas do personagem Hardin do que na protagonista, e isso se reflete na percepção geral do longa. O roteiro de Sharon Soboil dedica todo o primeiro arco e boa parte do segundo nos conflitos pessoais de Hardin, colocando Tessa como uma espectadora do que acontece ao rapaz. Mesmo quando a história finalmente volta para ela, ainda assim o enredo de ‘After – Depois da Promessa’ continua centrado em como Hardin atravessa sua jornada pessoal para se tornar um rapaz melhor, conquistando uma fama não planejada que também ajuda a colocar a protagonista em segundo plano. Se por um lado para o todo da saga é importante vermos como esse bad boy vai se desfazendo de seus traumas para se tornar o príncipe que o público espera, por outro é incômodo observar como Tessa se torna secundária em sua própria história; fica aí o alerta para as meninas que se envolvem com rapazes violentos, pois a temática é muito superficialmente abordada na trama.

After – Depois da Promessa’ é bem dirigido, mais do que nos anteriores. A diretora Castille Landon soube aproveitar os cenários e a iluminação para dar o tom certo de sombra e luz aos protagonistas polarizados, tirando melhor proveito dos atores que, à essa altura, já ganharam maior robustez em suas atuações e entregam uma interpretação melhor do que nos filmes anteriores. Assim, ‘After – Depois da Promessa’ entrega o que as fãs esperam e deixa um bom gancho para a continuação da franquia.

Gustavo Corasini, ator mirim de ‘Pantanal’, é atropelado e passa por cirurgia em SP

Gustavo Corasini, ator de 12 anos, passou por uma cirurgia após ser atropelado na tarde de terça-feira (23). Corasini está internado no Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo.

O pequeno foi o intérprete do personagem Tadeu na primeira fase da novela ‘Pantanal‘. De acordo com um comunicado divulgado pelas redes sociais do ator, ele estava com um amigo em frente ao condomínio onde mora, decorando a rua para a Copa do Mundo, quando os dois foram atingidos por um carro.

“Uma moradora foi tirar o carro do lugar para dar passagem e se perdeu no câmbio automático e atropelou os meninos”, descreve. Eduardo Souza Delfino, amigo do ator, não resistiu e morreu no local.

Através das redes sociais, a família de Gustavo Corasini afirmou que ele realizou novos exames para avaliar o resultado do procedimento que fez no hospital. O ator teve fraturas no braço, na perna e na bacia.

‘Sandman’ sem a Netflix? Neil Gaiman responde se é possível…

Ainda que tenha sido uma das séries mais vistas da Netflix, desde que fez sua estreia no início do mês, ‘Sandman‘ incrivelmente ainda não foi renovada para uma 2ª temporada.
Mesmo que o criador e produtor Neil Gaiman esteja confiante no projeto, ele também revelou se há a possibilidade de outro canal ou serviço continuar com a série, caso a Netflix não tenha mais interesse.

Em uma entrevista concedida a Rolling Stone, Neil Gaiman falou que se precaveu ao incluir cláusulas no contrato que permitissem a oferta da série para outros serviços.

“Quando fechamos negócio, nos asseguramos de que haveria maneiras de continuar Sandman. Mas também esperamos que nenhuma fosse necessária, já que adoramos a equipe da Netflix, e eles nos adoram. Eles são incríveis. Fizeram até um décimo-primeiro episódio…”, disse o autor.

A série segue com excelentes números mesmo com quase 1 mês no ar, além da excelente recepção de público e crítica. Mesmo assim, Gaiman insiste para que os fãs continuem sentando o dedo no play até a renovação.

Relembre o trailer:

Sonho de Mil Gatos‘ é dirigido por Hisko Hulsing, que é conhecido por seu trabalho na elogiada série ‘Undone‘.

‘Calíope‘ ficou a cargo de Louise Hooper, que dirigiu o episódio final da adaptação, intitulado ‘Corações Perdidos‘, e também já trabalhou em ‘The Witcher‘.

Ambos os episódios apresentam o protagonista da série, Tom Sturridge, como Morpheus.

O elenco de vozes convidadas para ‘Sonho de Mil Gatos‘ inclui Sandra Oh como A Profeta, Rosie Day como a Gatinha Malhada, David Gyasi como o Gato Cinzento, Joe Lycett como o Gato Preto e Neil Gaiman como o Corvo.

“Nós nos esforçamos para tornar a versão animada de ‘A Dream of a Thousand Cats‘ tão hipnotizante e hipnótica quanto possível, utilizando a magia de pinturas a óleo reais sobre tela”, diz Hulsing em um comunicado à imprensa. “Combinamos as pinturas com animação 2D desenhada de forma clássica, baseada em animação 3D realista de gatos telepáticos para criar um mundo de viagem que parece ao mesmo tempo realista e sonhador. Untold Studios em Londres criou a animação 3D de tirar o fôlego dos gatos. A maravilhosa animação 2D, pinturas a óleo e estilização foram feitas no Submarine Studios em Amsterdã.”

Já ‘Calíope‘ conta a história de uma musa, vivida por Melissanthi Mahut, que tem uma complicada história com Morpheus.

Além de Mahut, o elenco traz Arthur Darvill como Richard Madoc, Nina Wadia como Mãe do Destino, Souad Faress como Anciã do Destino, Dinita Gohil como Donzela do Destino, Kevin Harvey como Larry, Amita Suman como Nora e Derek Jacobi como Erasmus Fry.

Sandman‘ é a criação mais popular de Neil Gaiman e é centrada no ser mítico Sonho, parte de um grupo conhecido como Os Perpétuos ou Os Sem Fim. Como seu nome indica, o protagonista dos quadrinhos reina sobre o mundo dos sonhos. A trama tem início quando ele escapa de seu cativeiro, que durou 70 anos, e encontra seu reino dilapidado nos dias atuais.

O elenco ainda conta com Vivienne Acheapong (Lucienne), Boyd Holbrook (Coríntio), Charles Dance (Roderick Burgess), Asim Chaudhry (Abel), Sanjeev Bhaskar (Cain), Kirby Howell-Baptiste (Morte), Mason Alexander Park (Desejo), Donna Preston (Desespero), Jenna Coleman (Johanna Constantine), Niamh Walsh (Ethel Cripps) e Joely Richardson (Ethel).

Allan Heinberg (‘Mulher-Maravilha’) é o showrunner da série.

O selo de histórias em quadrinhos Vertigo da DC publicou originalmente a série entre 1989 e 1996, com várias séries adicionais chegando em 2009 e entre 2013 e 2015.

‘O Predador: A Caçada’ | Saiba como nasceu o conceito do crossover ‘Alien vs. Predador’

O Predador: A Caçada já é um dos grandes sucessos de 2022. O filme marca mais de 90% de aprovação da imprensa especializada no agregador Rotten Tomatoes e os fãs igualmente continuam a se derreter de elogios para o thriller. O filme se tornou o maior sucesso de todos os tempos nas plataformas Hulu (nos EUA) e Star+ (Brasil e América Latina), da Disney. Passada há 300 anos, a trama do filme traz uma das primeiras visitas do caçador interplanetário à Terra. Tal abordagem criativa de voltar no tempo nunca havia sido dada à franquia, e o filme que coloca o Predador contra uma tribo de caçadores Comanches, em especial a jovem Naru (Amber Midthunder), que possui o desejo de mostrar todo o seu potencial e que pode ser tão eficiente na arte da caça quanto os homens de sua tribo. O sucesso é tanto que podemos dizer oficialmente que A Caçada colocou a franquia O Predador de volta aos eixos – é só não deixar a bola cair numa eventual continuação.

O Predador é sem dúvida uma das grandes criações do cinema, tanto na forma de seu design (criado pelo mestre Stan Winston), quanto no conceito da trama: uma criatura alienígena que é um exímio caçador, chegando para colocar o animal mais perigoso de todos, o homem, no lugar da presa. O Predador talvez fosse o alienígena mais assustador e feroz da sétima arte, não fosse pela existência de outra criatura extraterreste igualmente voraz e bastante famosa: o xenomorfo Alien. Os dois definitivamente ocupam o topo como as criaturas alienígenas mais assustadoras do cinema. Fica difícil dizer qual é a mais interessante ou perigosa. De fato, a criação do filme O Predador (1987) teve muito a ver com o sucesso de Aliens – O Resgate (1986), sequência do filme do alienígena cabeçudo. Os roteiristas do filme original com Arnold Schwarzenegger inclusive admitiram ter se inspirado em Aliens para criar sua história.

Leia também: ‘O Predador’ | Ranqueamos do PIOR ao MELHOR Toda a Franquia – Incluindo o recente ‘O Predador: A Caçada’

O primeiro “encontro” com Alien ocorreu em ‘Predador 2’, como uma homenagem a uma famosa HQ.

Sendo assim, é claro que estas duas franquias sempre estiveram ligadas. E para a sorte dos fãs, as duas pertenciam ao mesmo estúdio: a 20th Century Fox. O encontro dos titãs nas telonas era apenas questão de tempo. Voltando para 1990, quando a continuação Predador 2 foi lançada, podemos notar um elemento curioso em sua origem. Apesar do primeiro O Predador (1987) ter sido um baita sucesso, os executivos da Fox só deram sinal verde para a continuação depois que a HQ do Predador se mostrou bem-sucedida igualmente. Assim, os mesmos roteiristas puderam utilizar muitas das ideias contidas nos quadrinhos para a sua sequência – como mover a trama para uma grande metrópole. No entanto, um elemento contido em Predador 2 aguçaria a curiosidade dos fãs como nenhum outro em todo o filme: a crânio do xenomorfo Alien dentro da espaçonave do Predador guardada como troféu ao final do filme. No estilo piscou perdeu, o momento é o que os fãs chamariam hoje de um “easter egg”. É claro que todo adolescente que viveu os anos 90, numa era pré-internet, conhecia muito bem essa cena e ninguém perdeu esse momento, usando a tecla pause para mostrar aos amigos incansavelmente. E por mais que não existisse a internet ainda, o momento foi propagado da forma old school: no boca a boca.

Leia também: ‘O Predador: A Caçada’ | Saiba como seria o VISUAL do alienígena caçador no Clássico de 1987

Foi esta HQ lançada em 1989 que marcou o primeiro crossover de Alien vs. Predador – homenageada em ‘Predador 2’.

Com a sequência Predador 2, o mestre em efeitos práticos e maquiagem Stan Winston pôde ousar mais na hora de criar, por exemplo, os armamentos do caçador espacial. Assim, para o segundo filme além da garra retrátil e o canhão de plasma no ombro, o alienígena ganharia ainda uma lança retrátil, um disco teleguiado e a infame rede que esmaga. Porém, o grande trunfo de Winston viria ao desfecho do filme. Nos momentos finais de Predador 2, Mike Harrigan (Danny Glover) consegue adentrar a espaçonave da criatura e notar a sala de troféus contida nela, com os crânios de diversos seres que o Predador matou em suas caçadas pelo universo. Nesse trecho também, o protagonista é cercado por outros Predadores, que o reconhecem como adversário à altura e o premiam. Essa cena é dita ter sido a mais cara de Predador 2, já que em cena vemos diversas criaturas ao mesmo tempo e a equipe de Winston precisou criar nove novas roupas detalhadas e diferenciadas para os Predadores – que no fim das contas terminam com poucos minutos de tela. Outra curiosidade é que esses Predadores foram interpretados por jogadores de basquete do time Lakers, de Los Angeles, a pedido de Danny Glover, um fã torcedor.

Para a continuação Predador 2, o mesmo diretor do original John McTiernan foi cogitado para comandar. Acontece que após o sucesso de Duro de Matar (1988), o salário do cineasta havia subido para US$2 milhões e o estúdio foi incapaz de oferecer um cachê tão alto. Assim, entrava em cena Stephen Hopkins, diretor que havia impressionado os produtores com o terror A Hora do Pesadelo 5 (1989), responsável por lhe garantir a vaga nesta sequência.

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O diretor Stephen Hopkins ganhou a vaga em ‘Predador 2’ após o sucesso de ‘A Hora do Pesadelo 5’.

Voltando a crânio do Alien, o criador Stan Winston revelou que a ideia foi mesmo uma brincadeira no estilo de uma provocação, já que não seriam processados pelo mesmo estúdio. Pronto, daí foi apenas um passo para os fãs começarem a especular sobre o encontro destes dois titãs das galáxias e sonhar em ver tal momento glorioso em tela. Como sempre ocorre em histórias lendárias, muitos indivíduos acabam clamando crédito por certos feitos. Assim, uma versão é que a ideia teria vindo de John Rosengrant e Shane Mahan, técnicos de efeitos especiais do time de Winston. Já outra versão aponta para o diretor Stephen Hopkins como dono da ideia, que tinha a intenção de enfatizar que Alien e Predador de fato pertenciam ao mesmo universo cinematográfico.

O que precisa ser levado em conta, no entanto, é que a esta altura, os fãs já haviam podido conferir o encontro dos monstruosos extraterrestres nas páginas de uma HQ. Lançada pela mesma editora das séries solo de ambas as criaturas, a Dark Horse Comics, os quadrinhos Alien vs. Predador estrearam em fevereiro de 1990, nove meses antes do lançamento de Predador 2 nos cinemas. Assim, a ideia tendo partido de quem quer que seja, o que todas as versões concordam é que foi uma clara menção às HQs igualmente, que eram extremamente populares na época. Desta forma, Predador 2 ajudava na construção do mito das histórias de Alien vs. Predador, que após o filme ganharam todo tido de merchandising e produtos licenciados como vídeo games, livros, brinquedos, bonecos e mais quadrinhos. Só faltava mesmo um filme para acompanhar.

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O filme ‘Alien vs. Predador’ só ocorreria de fato 14 anos depois de seu hype.

Como nem tudo é fácil em Hollywood, ou melhor dizendo nada é fácil, a produção do filme Alien vs. Predador terminou caindo no limbo do desenvolvimento dos infernos e só veria a luz do dia longos 14 anos depois. Como ocorre muitas vezes também, à altura do lançamento do crossover em 2004, o hype do encontro havia quase todo passado – sendo o seu auge mesmo durante os anos 90. Caso o filme tivesse sido lançado em meados dos anos 90, sua aceitação talvez fosse outra.

A verdade é que antes da ideia de levar o crossover Alien vs. Predador aos cinemas, a intenção dos produtores da franquia O Predador na Fox era mesmo por um terceiro filme solo do caçador espacial. Para onde essa história iria seguir num eventual terceiro filme pode ser assunto para uma nova matéria. Seja como for, Predador 2 teve ainda mais problemas na hora de ser lançado, em especial no que diz respeito à sua censura, já que a continuação eleva o nível da violência. Segundo o próprio diretor Stephen Hopkins, o filme precisou ser remontado nada menos que 20 vezes para finalmente receber uma censura que agradasse o estúdio, eliminando as cenas mais gráficas das matanças do alienígena. No fim das contas, Predador 2 terminou guardando um recorde, graças a ter se tornado o primeiro filme a receber uma censura então recém-criada, a NC-17 (que enfatiza que nenhum jovem de 17 anos ou abaixo disso poderá ser admitido na sessão – levando em conta que nos EUA aos 16 anos os adolescentes já podem inclusive dirigir).

Antes de decidirem fazer ‘Alien vs. Predador’, os produtores da franquiam queriam ‘Predador 3’ ainda nos anos 90.

O que terminou mudando a ideia dos produtores sobre um possível terceiro filme de O Predador ainda nos anos 1990 foi a aceitação do público e dos críticos em relação a Predador 2. Com críticas em sua grande maioria negativas e uma bilheteria de US$30 milhões nos EUA (não conseguindo sequer pagar seu orçamento de US$35 milhões), os planos para seguir em novas produções foi colocado na gaveta. Predador 2 ainda faria mais US$27 milhões mundialmente para somar à sua bilheteria total, e se tornaria um sucesso moderado nas videolocadoras e exibições na TV. Nada disso, no entanto, faria a Fox se animar para um filme 3. Uma curiosidade é que no mundo em que vivemos hoje, em que o público vira e mexe exige versões do diretor para seus filmes queridos, quem sabe ainda ressurja ao público a versão de Predador 2 com pelo menos mais meia hora de cenas inéditas – é o que os fãs afirmam que exista nos cofres do estúdio, que podem ser abertos agora pela Disney e disponibilizados no seu streaming.

Essa recepção fria que Predador 2 recebeu em sua época de lançamento voltou as atenções dos produtores do estúdio para o tão badalado crossover com o Alien. Mas a franquia do alienígena xenomorfo cabeçudo e babão ainda ganharia mais dois filmes solo (Alien³ e Alien – A Ressurreição) antes disso acontecer. E quanto ao Predador, demoraria nada menos do que 20 anos até o caçador espacial ter um filme solo novamente com Predadores (2010), que tampouco ajudou o personagem a recuperar seu prestígio junto ao público. Antes, é claro, o público pôde presenciar dois filmes contendo o duelo de Alien vs. Predador. Tudo isso é passado agora, e com O Predador: A Caçada – que se tornou o maior sucesso da plataforma Hulu e Star+ até hoje no mundo inteiro – o tão querido personagem monstruoso ganhou seu tão esperado retorno aos corações cinéfilos.

Crítica | Mo: Nova série de comédia da A24 é uma joia preciosa da Netflix

Imigrante ilegal à espera de asilo nos Estados Unidos, Mo é um palestino que fez da cidade de Houston, no Texas, sua nova casa. Entre pequenos trambiques como a venda de réplicas de artigos de luxo e uma família particularmente complicada, ele faz parte dos dreamers – estrangeiros que chegaram sem documento aos país quando ainda eram crianças. E ao longo de oito episódios de meia hora, os criadores Ramy Youssef e Mo Amer (que também estrela) transformam a agridoce trajetória de um jovem do Oriente Médio em uma inesperada e divertida jornada de autodescoberta e cura, em meio à situações perigosamente absurdas.

Uma surpresa impressionante da Netflix, Mo é ainda mais uma preciosidade da produtora A24, conhecida por seu brilhantismo nos cinemas e agora na TV. Sempre flertando com o humor sombrio e o drama pesado, a série de comédia dramática vai além da sua combinação de gêneros e oferece ao público uma experiência única e completa, feita especificamente para quem está à procura de um bom entretenimento aliado a uma excelente concepção criativa. Com sacadas cômicas hilárias sempre permeadas pela acidez de uma crítica social, a produção nos faz rir de forma inteligente sem exigir demais de sua audiência.

Sua perspicácia cômica faz de Mo um original Netflix que não quer apenas extrair o riso frouxo, mas quer também convidar a audiência para uma inesperada montanha russa emocional onde a linha que separa a comédia do drama é precisamente tênue – quase imperceptível. Com um roteiro brilhante que acompanha um imigrante tentando encontrar o seu lugar na América, enquanto luta para prover para sua família em meio à ilegalidade, a série consegue transitar entre os dois gêneros em que se encontra com uma genialidade surpreendente. Mudando o teor da narrativa sempre com dinamismo, Mo sabe transitar do humor para a tensão sem quebrar seu próprio ritmo, pegando a audiência de forma desprevenida.

Não se privando de abordar questões mais densas como os traumas da Guerra do Golfo que fez sua família fugir para os Estados Unidos e o sofrimento vivido por seu pai nesse processo, a série se leva a sério mantendo o excelente humor que nos cativa logo em seu primeiro episódio. Com Mo Amer exalando carisma em uma facilidade extrema, a original Netflix traz uma atmosfera similar à Atlanta (criada e estrelada por Donald Glover) e é a combinação certeira entre cultura POP e conceitual, garantindo um resultado diferente que a coloca em um lugar de destaque entre os mais recentes lançamentos das telinhas.

Divertida e também absurda, a produção co-criada pelo premiado Ramy Youssef (Ramy) faz diversos contrastes culturais e religiosos, sempre respeitando a diversidade de opiniões e visões de vida – à medida em que não se restringe ao povo muçulmano. Com uma trama que transcende as tradições sociais do povo árabe, Mo é uma comédia dramática sobre imigração, pertencimento e a necessidade de compartilharmos nossas histórias, por mais malucas que elas sejam.

Tim Burton – 64 Anos | A irreverência artística de ‘Os Fantasmas se Divertem’, um dos primeiros filmes do diretor

Tim Burton é um diretor conhecido por sua excentricidade; isso é um fato incontestável. Mas como todo nome memorável dentro da indústria do entretenimento, seja pelos motivos certos e errados, teve um começo – e ainda que este não tenha sido seu primeiro longa oficial, Os Fantasmas se Divertem nos transporta ao início de sua carreira, na qual todos os seus incríveis desenhos e curtas-metragens ainda causavam um impacto enorme em suas criações. E para aqueles que não conhecem, Burton sempre teve uma grande afinidade pelo distorcido, pelo macabro, pelo horrendo e sua habilidade artística – que chega a ser comparada paradoxalmente com as de Neil Gaiman – prezam até hoje pela transformação do horrível em belo, do triste em melancólico e do trágico numa inebriante e efêmera felicidade. Não que esses elementos realmente apareçam nesse projeto totalmente bizarro, mas uma brecha ou outra por vezes dá às caras.

A história é um tanto quanto simples e segue um padrão das histórias clássicas de fantasmas e seres do além-túmulo: um jovem casal, Adam e Barbara (interpretados por Alec Baldwin e Geena Davis, respectivamente), morre devido a um imprevisível acidente de carro e descobre que está preso no imenso casarão que haviam comprado quando em vida. Eles não podem sair da grande construção – ou então acabam em um mundo indescritível e povoado por criaturas monstruosas – e também não terão o famoso descanso eterno até serem “convocados” por seus superiores. Logo, os dois não têm muito o que fazer além de tentar viver o mais normalmente possível, ao menos até uma segunda família chegar e adquirir a propriedade.

O primeiro ato é construído de forma satisfatória, mas muito corrida. O roteiro assinado por Michael McDowell, Larry Wilson e Warren Skaaren poderia muito bem ter brincado com a brusca e inesperada mudança na vida de Adam e Barbara, porém se apressam para que as sequências iniciais funcionem mais como um prólogo que um bloco em si, tirando inclusive certo protagonismo dos nossos “heróis fantasmas”. Permitir que eventos sobrenaturais e inexplicáveis, até mesmo puxando certos aspectos sobre a quebra de cronologia e os loopings temporais, seria uma ótima saída para que uma conexão mais endossada fosse criada entre o público e o filme. Não que isso atrapalhe o desenvolvimento da narrativa principal: a aventura ainda consegue ser tão bizarra quanto o esperado, principalmente com a entrada do famigerado personagem antagonista.

Como este se trata de um dos primeiros filmes de Burton, que já vinha de uma experiência incrível como autor de O Estranho Mundo de Jack’, não espere que os novos personagens sejam “normais”. Assim como tudo que habita esse microcosmos, tanto no âmbito terreno quanto no além-túmulo, a nova família que vem a morar sob o mesmo teto que os fantasmas do casal é disfuncional, seja pela mãe exuberantemente preocupada com suas obras de arte e seu senso de estética inexistente, Delia (Catherine O’Hara) ou pelo pai, que não se importa com nada além do sucesso iminente e de alcançar seus objetivos, Charles (Jeffrey Jones).

De certo modos, todos dentro desse escopo cinematográfico insurgem dentro de arcos dramáticos e cômicos ao mesmo tempo; eventualmente, essa inclinação para uma atmosfera mais tensa dá lugar à constante quebra de expectativa, aliada aos efeitos especiais em stop-motion que viriam a se tornar marca registrada do cineasta. É claro que o baixo orçamento do filme não permite uma rendição completa a produções magníficas, o que até mesmo reitera a perspectiva brincalhona da obra final. E se Burton não consegue nos convencer de um realismo total com os efeitos especiais, ele supera os obstáculos com um elenco que definitivamente sabe como se entregar às melhores performances.

Um dos nomes a serem citados aqui é Winona Ryder encarnando a filha de Delia e Charles, Lydia. Sua primeira aparição em cena já é memorável, visto que utiliza um traje completamente negro em dissonância com as roupas saturadas e alegres dos pais. Esse pertencimento e afeição ao mórbido e ao macabro permanece durante todo o longa, até mesmo durante o seu arco de redenção com a chegada do último ato: em determinada sequência, durante um jantar que não poderias ser descrito como nada além de estranho e inverossímil até para os padrões narrativos em questão, Lydia utiliza uma espécie de sombreiro, o qual ostente um véu de renda negro que cai perante seu rosto e a transforma em um personagem saído das clássicas novelas mexicanas. De forma proposital, a opção por saídas caricatas e que conversam com o gênero pastelão funciona na maior parte.

Mas é Michael Keaton quem rouba todo o foco de atenção desde o começo. Adam e Barbara percebem que, para manterem o seu antro de paz, devem assustar a família e expulsá-los da casa que outrora habitavam por direito. Depois de serem ignorados por sua supervisora do mundo dos mortos, ambos descobrem uma força antiga e maligna dentro do sótão em que vivem escondidos, denominada Beetlejuice (Keaton). O esquisito e medonho personagem é uma representação material, ainda que não convincente em sua totalidade, de todos os pecados e desejos humanos, incluindo a vingança, o terror e a ambição – tudo descrito na forma mais cartunesca possível, seja por seus trajes listrados ou pela maquiagem excessivamente pautada no contraste entre preto e branco. Sua força é liberada no mundo terreno quando é chamado três vezes – e é claro que, em determinado momento, o vilão consegue enganar a inocente Lydia para libertá-lo para um reino de horror que acaba arquitetando os momentos mais engraçados da história.

Apesar dos claros deslizes de trama e de estética – principalmente nos erros de continuidade -, Os Fantasmas se Divertem é um filme bizarro no melhor sentido da palavra, trazendo um elenco interessante para um cosmos perscrutado com tabus e, em sua última instância, causando muito mais risos nervosos que arrepios na espinha.

‘BioShock’: Adaptação do aclamado jogo será comandada por Francis Lawrence, diretor de ‘Jogos Vorazes’

Ótimas notícias para os fãs de BioShock!

Netflix acabou de anunciar que a adaptação em live-action do aclamado game será comandada por ninguém menos que Francis Lawrence, diretor conhecido por obras como ‘Jogos Vorazes: Em Chamas’‘Operação Red Sparrow’.

Além disso, foi revelado que Michael Green, de ‘Logan’‘Blade Runner 2049’, ficará a encargo do roteiro.

A plataforma de streaming se juntou à produtora Take-Two Interactive para o desenvolvimento do filme, com planos para criar um “possível universo cinemático” baseado na popular franquia de jogos.

Vertigo Entertainment e Take Two serão responsáveis pela produção.

Infelizmente, ainda não há previsão para o lançamento do projeto.

A saga de videogames retrofuturistas combinam elementos de RPG e de POV, permitindo que o jogador tenha liberdade no tocante ao combate e a outras situações, considerado parte do gênero imersivo. O primeiro volume foi lançado em 2007, recebendo aclame por parte da crítica e rendendo diversas sequências. Até hoje, os games já venderam mais de 34 milhões de cópias.

O jogo original rendeu as sequências ‘BioShock 2‘ e ‘BioShock Infinite‘.

Garota é possuída no trailer da comédia de TERROR ‘O Exorcismo da Minha Melhor Amiga’

O Amazon Prime Video divulgou o trailer LEGENDADO do terror cômico ‘O Exorcismo da Minha Melhor Amiga‘ (My Best Friend’s Exorcism).

O filme estreia dia 30 de Setembro.

Assista:

Durante o outono de 1988, duas amigas desde a quarta série, Abby e Gretchen, estudantes do segundo ano do ensino médio, têm seu destino mudado após uma noite de mergulho que dá desastrosamente errado. Gretchen fica desaparecida por uma noite inteira e volta estranha, mal-humorada, irritada, com marcas no rosto, olhos esquisitos e com as mesmas roupas.

Sua amiga Abby resolve começar uma investigação que a leva a algumas descobertas surpreendentes e aterrorizantes. Agora, o destino de Abby e Gretchen será determinado por uma única pergunta: a amizade delas é forte o suficiente para vencer o diabo?

O longa será baseado no livro homônimo escrito por Grady Hendrix.

Chris Lowell (‘Glow’), Elsie Fisher (‘Oitava Série’), Amiah Miller (‘Planeta dos Macacos: A Guerra’), Cathy Ang e Rachel Ogechi Kanu estrelam.

Damon Thomas, conhecido pelo seu trabalhado em ‘Killing Eve‘ e ‘Penny Dreadful‘, será responsável pela direção, a partir de um roteiro de Jenna Lamia.

Christopher Landon, diretor de ‘A Morte te Dá Parabéns‘, produz.

Especial Jordan Peele | ‘Não! Não Olhe!’ estreia nos cinemas nacionais; Veja curiosidades!

Jordan Peele tornou-se um dos maiores nomes do cenário cinematográfico contemporâneo e já entregou alguns títulos que ficaram marcados na indústria do audiovisual – os aclamados Corra!’Nós!’, que fizeram um sucesso gigantesco de bilheteria e de crítica.

Agora, Peele está finalmente de volta com o aguardado e ambicioso ‘Não! Não Olhe!’, que expande o universo do terror que vem criando desde 2017.

Na trama, uma cidade do interior da Califórnia começa a ter eventos bizarros e extraterrestres. Uma dupla de irmãos, interpretada por Keke Palmer e Daniel Kaluuya, possui um rancho de cavalos e são vizinhos de um parque de diversões de uma série de televisão do personagem interpretado por Steven Yeun, inspirada no velho oeste. Os dois então são testemunhas de eventos bizarros e discos voadores.

Com recepção bastante positiva e uma narrativa bem bizarra, o longa-metragem chegou aos cinemas nacionais no dia de hoje, 25 de agosto. Para celebrar a estreia, preparamos uma breve lista elencando algumas curiosidades de bastidores, que você confere abaixo:

  • Quando Ricky (Yeun) declara que “em uma hora, vocês saíram daqui tendo testemunhado um espetáculo”, é exatamente uma hora que falta para o filme terminar.
  • Apesar de aparecer com proeminência, a Fry’s Electronics encerrou todas suas filiais em 24 de fevereiro de 2021, antes das filmagens do longa-metragem. A produção, rodada em Burbank, Califórnia, recriou o interior da loja.

  • A cena introdutória de Palmer, em que sua personagem, Emerald, entrega um monólogo energético e rápido, levou catorze takes para ser finalizada. Peele descreveu cada um deles como “selvagemente bem diferentes”.
  • O personagem de Yeun, Jupe, tem um longo par de tesouras em sua mesa – as mesmas tesouras que aparecem em Nós, filme anterior de Peele.
  • Peele cita ‘King Kong’‘Jurassic Park’‘Contatos Imediatos do Terceiro Grau’‘Sinais’‘O Mágico de Oz’ como principais influências do filme. Ele considera esses filmes como exemplos do vício pelo espetáculo, um tema recorrente na trama.

  • Peele disse que escreveu o roteiro “em um momento em que nós estávamos um pouco preocupados com o futuro do cinema. Então, a primeira coisa que eu sabia é que eu queria criar um espetáculo. Eu queria criar algo que o público teria de ver”.
  • Através do Twitter, Peele divulgou a abertura completa de Gordy’s Home, pouco depois do lançamento. Acompanhado da música “Strange Animal”, de Gowan, o vídeo parodia as sitcoms dos anos 1980 e 1990 e também premedita os eventos mais sinistros que serão retratados no filme.

  • Este foi o primeiro filme de terror a ser rodado com câmeras IMAX.
  • Um dos papéis principais foi oferecido a Jesse Plemons (Jupe ou Angel), mas ele teve que recusá-lo em virtude de conflitos de agenda com o vindouro ‘Killers of the Flower Moon’.
  • O alienígena do filme é inspirado por criaturas do mar: águas-vivas, octópodes, lulas, enguias elétricas e peixes-fantasma.