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Skeet Ulrich estrelará novo terror do diretor de ‘Chamada de Emergência’

De acordo com o Bloody Disgusting, Skeet Ulrich (‘Pânico’) vai estrelar ‘Blood‘, novo terror psicológico de Brad Anderson, diretor de ‘Chamada de Emergência‘ e ‘Fratura‘.

Infelizmente, detalhes sobre o seu papel não foram divulgados.

Na trama…

Enquanto uma criança de seis anos luta contra uma misteriosa doença, sua mãe descobre uma cura perturbadora… mas até onde ela está disposta a ir para manter seu filho vivo?

A produção também será estrelada pela Michelle Monaghan.

O roteiro foi escrito por Will Honley (‘Escape Room 2: Tensão Máxima’).

O elenco ainda contará com Finlay Wojtak-Hissong, June B. Wilde e Skylar Morgan Jones.

Jean-Luc De Fanti, Alexis Varouxakis, Max Work, Steven Sims, Ryan Bartecki, Brad Anderson e Daniel Bekerman servirão como produtores executivos do projeto.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

11 Anos de Pânico 4 | Terror faz aniversário e separamos várias CURIOSIDADES….

É impossível falar sobre a franquia Pânico (Scream) sem mencionar (sempre) a importância que o original teve para o terror slasher. Escrito por Kevin Williamson e dirigido por Wes Craven (um dos grandes mestres do gênero), Pânico não apenas revitalizou um subgênero saído dos anos 80, mas igualmente foi o responsável pelo uso de muito humor consciente e metalinguagem como nunca anteriormente em filmes assim.

Natural que tamanho sucesso – que fez muitos críticos o terem como um dos melhores filmes da década de 1990 – gerasse uma sequência logo no ano seguinte. Planejada como uma trilogia, o terceiro longa demorou mais a sair do forno devido ao impasse com a protagonista Neve Campbell (Craven não queria fazer o filme sem ela), o que terminou por tirar o roteirista Williamson de jogada, ficando de fora de seu primeiro Pânico. Mas eis que onze anos depois Pânico 4 foi saía papel, com toda a trupe de atores, Craven na direção e Williamson no roteiro, voltando à raízes. Foi a reunião da banda.

E é justamente dele que falaremos aqui. Pânico 4, a sequência tardia e, digamos, subestimada da franquia completa 11 anos de seu lançamento nos cinemas em 2021.

Como forma de homenagear este tardio Pânico, que não recebe a atenção e o valor que de fato merece, resolvemos comentar algumas curiosidades sobre este longa que se encaixa perfeitamente na franquia. Ah sim, devo mencionar também que o texto contém spoilers, com segredos da trama. Caso não tenha assistido ao filme, volte à matéria após tê-lo feito. Confira.

Bilheteria e Nova Trilogia

Pânico 4 era planejado para ser o início de uma nova trilogia, com um quinto filme já em fase de pré-produção na época após o lançamento deste. Além do trio protagonista (Campbell, David Arquette e Courteney Cox), Marley Shelton (que vive a policial Hicks) e Hayden Panettiere (Kirby) também retornariam. Porém, segundo relatos, a morte de Wes Craven (em 2015) e o programa de TV Scream, da MTV, igualmente lançado em 2015, colocaram um ponto final na sonhada nova trilogia. No entanto, a bilheteria de US$97 milhões mundiais (num orçamento de US$40 milhões) e avaliações de críticas mornas (60% de aprovação) são fatores que também podem ter custado a continuidade do quinto filme na época. O novo capítulo sairá de fato ano que vem, com novos onze anos de diferença.

Kirby está viva!

Como dito acima, Kirby (Hayden Panetierre) seria uma das personagens retornando num eventual quinto filme, planejado para um lançamento logo após este. Muitos fãs inclusive pedem na internet que a loirinha seja incluída no elenco do novo Pânico (2022). Outros tantos podem coçar a cabeça se perguntando como ela voltaria se morreu aqui. Acontece que o roteiro original constava uma cena onde ficaria claro a sobrevivência da personagem – o trecho terminou sendo cortado. Porém, o próprio Wes Craven num comentário do DVD afirmou que Kirby ficou viva e podemos notar na cena de seu ataque que ela continua se mexendo.

Kevin Williamson Pistola

Embora muitos tenham celebrado o retorno do roteirista original Kevin Williamson à franquia (após ter ficado de fora em Pânico 3), as coisas não correram de forma tão suave como todos possam pensar. Segundo relatos, a relação do escritor era tão ruim com os produtores, os irmãos Weinstein (Bob e Harvey), resultando em inúmeros conflitos, que eles terminaram trazendo Ehren Kruger (roteirista do terceiro) de volta para reescrever trechos e cenas. Williamson expressou seu desagrado no lançamento do filme, porém, o cineasta Wes Craven jogou panos quentes afirmando que a espinha dorsal, ideias principais, conceito e história do colega foram mantidos e que Kruger fez apenas pequenos ajustes.

Término Numa Boa

Como todos sabem os atores David Arquette e Courteney Cox, intérpretes do policial Dewey e da repórter Gale Weathers, se conheceram nos bastidores do primeiro Pânico (1996) e após o segundo (1997) se casaram em 1999. No terceiro (2000), Cox inclusive usa o nome do então companheiro nos créditos. Porém, todo sonho um dia acaba e a relação do casal chegou ao fim, com o anúncio da separação já em 2010. Ou seja, durante as gravações de Pânico 4, a dupla de atores precisou ser profissional e passar por cima do sofrimento a fim de concluir a produção. Podemos notar que Courteney Cox já não usa mais o sobrenome Arquette nos créditos do quarto filme.

O Bebê de Dewey e Gale

Numa das primeiras versões do roteiro, o casal Dewey e Gale teria um filho no quarto filme: um bebê. No entanto, lembrando a máxima do quão problemático pode ser trabalhar com crianças e animais num set de filmagem, a ideia foi alterada. E você, gostaria de ter visto o casal como pais de uma criança?

A Rede Antissocial

Pânico 4 é o primeiro da franquia a estar mais intimamente ligado com o mundo que temos hoje. Nos primeiros filmes, celulares e a internet estavam engatinhando ainda. Já no quarto temos blogs, webcams, Facebook e Twitter no meio da sociedade. Porém, esse elemento seria ainda mais forte no roteiro. Numa das primeiras versões do texto, ao invés dos já icônicos telefonemas, o assassino usaria as redes sociais, em especial o Facebook, para se comunicar e apavorar suas vítimas – coisa que ocorre numa das cenas na abertura. Na abertura também as personagens Rachel e Chloe (Anna Paquin e Kristen Bell) brincam com o fato numa gag do diálogo.

A Abertura Original

Segundo Wes Craven num comentário do diretor, a abertura do filme seria diferente. Originalmente, o começo do longa se passaria numa festa comemorando o término do livro de Sidney. No local, Ghostface apareceria e atacaria Sidney, a ferindo seriamente. O resto do filme se passaria três anos após o ocorrido. No entanto, mais uma vez os irmãos Weinstein, os produtores, entraram em cena interferindo. Segundo eles, um pulo no tempo perturbaria o ritmo do filme. E você, o que acha?

A Rainha do Grito Emma Roberts

Hoje, a jovem Emma Roberts, sobrinha de Julia Roberts, possui inúmeros trabalhos no gênero terror em sua carreira, ao ponto de alguns fãs a considerarem uma nova Rainha do Grito. Séries como American Horror Story e Scream Queens, e filmes como A Enviada do Mal e a Caçada provam isso. No entanto, tudo começou aqui com Pânico 4, que foi a primeira incursão de Emma Roberts no gênero terror em sua carreira. E que papel! Podemos dizer que a moça começou com o pé direito.

Policial Hicks Cortada

Acima comentei que embora pareça ter sido morta no filme, Kirby (Hayden Panetierre) fez surgir uma dúvida, pela primeira vez na franquia, sobre um personagem ter sobrevivido. Os fãs a querem de volta e até o saudoso Wes Craven afirmou que ela tinha ficado viva. No entanto, com outra loirinha do terror, ocorre algo diferente. A policial Judy Hicks (Marley Shelton) embora tenha claramente sobrevivido ao desfecho do filme, essa não era a ideia inicial. Numa primeira versão do roteiro, a oficial da polícia seria eliminada off-screen (quando um personagem é morto sem que vejamos) e seu cadáver apareceria achado por Sidney no clímax da história. A policial Judy Hicks está confirmada no quinto filme, ainda bem, pois foi uma das boas adições aqui.

Outros Ghostfaces

Deve ser o maior barato participar da criação do roteiro de um filme Pânico e poder acompanhar de perto quem será o assassino da vez na trama. Na maioria das vezes faz todo o sentido na história e a revelação é sempre uma surpresa (cof cof – tirando você Pânico 3 – cof cof). E no quarto filme isso não é diferente. Porém, nem sempre foi assim. Num dos tratamentos do roteiro, seria revelado que Ghostface, ou um deles, seria Trevor (Nico Tortorella), o namorado de Jill (Emma Roberts), emulando ainda mais o primeiro filme. Justamente por isso, por ser muito próximo ao longa original, a ideia foi vetada.

Outra que terminou de fora foi a que traria o policial Hoss (Adam Brody) como um dos assassinos. Essa proposta é até interessante. Primeiro porque daria uma importância maior ao personagem, que praticamente entra mudo e sai calado, e inclusive podemos notar certo comportamento suspeito de sua parte em algumas cenas (o que corrobora com o  fato) – se bem que aqui todos agem de forma suspeita propositalmente. No entanto, ter um agente da lei como um dos criminosos traria ineditismo à franquia.

A Cena de Wes Craven

Muitos podem não se dar conta, mas era uma espécie de tradição para a franquia Pânico trazer uma ponta do diretor Wes Craven, dando seu melhor de Alfred Hitchcock (outro que adorava aparecer em pontas mudas nos seus filmes). Isto é, tirando no primeiro Pânico, que todos estão cansados de reconhece-lo como o faxineiro Freddy (com as vestimentas de Freddy Krueger) no corredor do colégio. Porém, o diretor também apareceu em Pânico 2, como um médico no hospital, e em Pânico 3, como um turista no estúdio atrás de Jay e Silent Bob (Jason Mewes e Kevin Smith). O gracejo voltaria a ocorrer em Pânico 4, com Craven inclusive perguntando aos fãs no Twitter qual ponta deveria fazer no filme. No final, o cineasta terminou interpretando o legista numa cena do necrotério em que examina os cadáveres de Jenny (Aimee Teergarden) e Marnie (Britt Robertson). Mas você lembra desta cena? Nem eu. Acontece que ela terminou deletada do filme, e pode ser vista apenas no material extra do DVD e Blu-ray do filme.

A Despedida de Wes Craven

Wes Craven é um verdadeiro mestre do terror. Além da franquia Pânico, ele foi o responsável pela criação de um dos maiores maníacos do cinema, ninguém menos que Freddy Krueger em A Hora do Pesadelo, franquia da qual dirigiu dois longas, incluindo o primeiro. São muitas pérolas, mas também algumas escorregadas. Nada que tire seu brilho como realizador proeminente e eternizado do gênero. Seu último trabalho no cinema, soando como despedida, foi aqui em Pânico 4, em 2011, há dez anos atrás. O diretor nos deixaria quatro anos depois, em 2015.

KJ Apa e Isabel May serão os protagonistas de ‘Supergêmeos’, novo filme da DC para o HBO Max

KJ Apa, o Archie de ‘Riverdale‘, e Isabel May, a Elsa de ‘1883‘, serão os protagonistas da adaptação em live-action dos ‘Wonder Twins‘, ou como nós conhecemos aqui, os ‘Supergêmeos‘.

Eles viverão os irmãos Zan e Jayna no filme  que será lançado direto para o HBO Max e será dirigido por Adam Sztykiel (‘Spy Guys’).

Sztykiel está programado para fazer sua estreia na DC ainda este ano, trabalhado no tão esperado filme do ‘Adão Negro‘. Em ‘Supergêmeos‘, Sztykiel será roteirista e diretor. O filme será produzido por Temple Hill, cujos trabalhos anteriores incluem a Saga Crepúsculo e Maze Runner.

Como falamos, você poderá conferir a estreia de Adam Sztykiel em ‘Adão Negro‘, filme estrelado por Dwayne Johnson, que chega aos cinemas no dia 29 de julho.

‘Homem-Aranha 4’: Belíssimo fan pôster traz o título PERFEITO para a sequência

Ao final de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘, todos que conheciam Peter Parker (Tom Holland) tiveram suas lembranças do herói apagadas.

Essa foi a consequência do feitiço do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) para evitar que os vilões do Multiverso que conheciam a identidade do herói invadissem o MCU.

Por conta disso, Parker acabou sozinho para proteger a vida das pessoas que ele ama.

Pensando nisso, um artista publicou em seu perfil do Instagram um belo fan pôster, trazendo o título perfeito par a sequência: ‘Homem-Aranha: Teia de Lembranças‘.

Confira:

“Pôster de ‘Homem-Aranha: Teia de Lembranças‘. Me inspirei no trabalho impressionante da @marvels.wolverine para criar um pôster para o 4º filme do Homem-Aranha no MCU. E eu pensei que esse se encaixaria perfeitamente, já que todos perderam suas memórias em relação a Peter Parker. Espero que gostem dessa pequena edição”, escreveu ele.

 

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Há alguns meses, a produtora da Sony, Amy Pascal conversou com o The New York Times e disse que o próximo filme do herói não deve ser focado no “espetáculo” e na adição de grandiosos personagens, como acontece em ‘Sem Volta Para Casa‘.

Em vez disso, o vindouro longa terá como pilares a qualidade e a emoção.

“Nem todo filme do Homem-Aranha terá uma multidão de personagens. Essa abordagem adequada para este filme, mas não podemos esperar isso em todos os outros. Você não pode pensar em se superar em termos de espetáculo. Caso contrário, os filmes ficam cada vez maiores sem motivo e isso não gera bons resultados. O que queremos é superar questões de qualidade e emoção.”

Ela também disse que o principal objetivo do estúdio é explorar o fim da adolescência de Peter Parker e como ele vai lidar com as consequências de ‘Sem Volta Para Casa‘.

“O que Kevin [Feige] e eu não queremos perder de vista é que Peter Parker é um garoto normal. Agora ele está órfão. Como ele vai lidar com isso no fim de sua adolescência? Tudo em sua vida está em alta e o que acontece aqui e agora importa mais do que tudo. Ele está sendo movido pela bondade e pela culpa, se esforçando por uma causa maior e é difamado pela pela imprensa. É muita coisa para lidar ao mesmo tempo e há muito potencial nisso.”

Lembrando que Pascal já revelou que a Sony e a Marvel estão desenvolvendo uma nova trilogia do herói com o retorno de Tom Holland no papel principal.

Enquanto promovia o novo filme do Cabeça de Teia, o ator participou de um talk show francês e evitou revelar detalhes sobre o futuro do personagem.

Mesmo assim, ele disse que está animado para acompanhar o que o aguarda no futuro do herói.

“Tudo o que posso dizer é que temos coisas muito, muito emocionantes para conversar. Ainda não sei o que são essas coisas ou o que podem significar. Mas parece que temos um futuro incrivelmente brilhante e, como eu já disse, o Homem-Aranha viverá para sempre em mim.”

Confira:

Assista ao trailer de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa e siga o CinePOP no YouTube:

Dirigido novamente por Jon Watts, o elenco conta com Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Marisa Tomei, J.K. Simmons, Jamie Foxx, Alfred Molina, Martin Starr e Jacob Batalon.

 

’24 Horas’: Kiefer Sutherland toparia voltar a viver Jack Bauer

O ator Kiefer Sutherland revelou que gostaria de viver o agente especial Jack Bauer da Unidade Contra-Terrorista mais uma vez.

Sutherland deixou claro que ainda considera ‘24 Horas‘ como um destaque de sua carreira – e ainda gostaria de voltar para a franquia.

“Tenho saudade. Foi uma experiência incrível. Aprendi que é melhor não ser definitivo sobre sua resposta sobre se você fará ou não algo. Eu amo interpretar esse personagem. Eu acredito que a história não está resolvida. Se algo fosse escrito que fizesse sentido para mim e que eu achasse que contribuiria para a franquia, eu estaria por trás disso, mesmo que minha participação fosse limitada. Meu envolvimento será sempre baseado no que eu percebo ser a qualidade da escrita. Se [o showrunner original] Howard Gordon estiver motivado para fazer isso, veremos o que acontece.”, afirmou à GQ.

24 Horas‘ durou oito temporadas regulares na Fox entre 2001 e 2010.

A série ganhou dois spin-offs, ‘24 Horas: Viva Um Novo Dia‘ e ‘24 Horas: Legacy‘, que não foram muito bem na audiência.

Pânico 4 faz 11 Anos | Selena Gomez, Christina Ricci e outros atores que QUASE participaram do filme…

Pânico 4, a sequência tardia e, digamos, subestimada da franquia completa 11 anos de seu lançamento nos cinemas em 2022. Tendo sua pré-estreia em Hollywood no dia 11 de abril de 2011, o longa entrou em cartaz em grande circuito nos EUA alguns dias depois, no dia 15 do mesmo mês e ano – data em que igualmente aportava em nosso Brasil varonil.

Os bastidores de uma produção cinematográfica são o maior barato e quando falamos em atores e papeis isso dá assunto para um longo livro. Um filme pode mudar consideravelmente dependendo do intérprete de determinado personagem. Em Pânico 4, as coisas quase aconteceram de forma diferente da que vemos em tela também.

É claro que aqui falamos apenas dos personagens novos, já que ainda não foi cogitado na franquia substituir os personagens Sidney, Dewey e Gale por outros atores (ainda bem). Confira Abaixo.

Jill Roberts (Emma Roberts)

Jill – a nova personagem mais importante da trama -, prima de Sidney, antes de receber as formas de Emma Roberts, quase foi vivida por Selena Gomez e Ashley Greene, ambas consideradas para o papel. Por outro lado, Scout Taylor-Compton (a Laurie Strode dos filmes Halloween, de Rob Zombie) chegou a fazer teste para o mesmo personagem.

Policial Judy Hicks (Marley Shelton)

Outro personagem novo chamativo no quarto filme é a policial Judy Hicks, parceira de Dewey no trabalho, que tem uma quedinha por seu companheiro na força. A atriz Lake Bell havia sido contratada para o papel de Judy, mas precisou deixar a produção devido ao famoso “conflito de agenda”, anunciando a saída no Twitter ainda em junho de 2010. Antes do papel ganhar as formas da loirinha Marley Shelton, no entanto, Christina Ricci em pessoa, que já havia trabalhado com o diretor Wes Craven no malfadado Amaldiçoados (2005), fez teste para a personagem.

Kate Roberts (Mary McDonnell)

Além de Lake Bell, outra atriz foi contratada para viver uma personagem, mas infelizmente se viu obrigada a deixar a produção. Trata-se de ninguém menos que Lauren Graham, a Lorelai Gilmore, da querida série Gilmore Girls (2000-2007). A atriz foi contratada para o papel de Kate, a tia de Sidney e mãe de Jill. Graham chegou a anunciar a participação no talk show de Jay Leno em 2009. Duas semanas depois, ela se retirou do projeto devido a constantes mudanças no roteiro. E como sabemos, o papel foi parar com a duas vezes indicada ao Oscar Mary McDonnell (Dança com Lobos e Tudo Pela Vida).

Kirby Reed (Hayden Panettiere)

Favorita de 10 entre 10 fãs da franquia, Kirby é sem dúvida a adição preferida em Pânico, ocorrida neste quarto episódio. Tanto que muitos pedem a participação da personagem no vindouro quinto filme. É difícil imaginar outra atriz dando mais vida à espevitada Kirby do que Panettiere, que realmente “matou a pau”. No entanto, isso quase ocorreu, quando a atriz da Disney Aly Michalka fez teste para o papel. Além dela, a sardentinha Alia Shawkat (a Maebe de Arrested Development) também estava no páreo e gravou um teste.

Rebecca Walters (Alison Brie)

Curiosamente, um dos papeis mais disputados e que atraiu a atenção de boas atrizes, foi o de Rebecca, a assessora de imprensa de Sidney no lançamento de seu livro – que é a versão de Gale para esta espécie de reboot. O papel terminou nas mãos de Alison Brie, atriz bem conhecida. Porém, antes dela, a aposentada Amanda Bynes (que não aparece nas telas desde sua participação em A Mentira, 2010) fez teste para o papel – que a tiraria da reclusão. Fora ela, Aubrey Plaza, mais conhecida por suas comédias ácidas, também testou para Rebecca.

Chloe e Rachel (Kristen Bell e Anna Paquin)

A cena de abertura de Pânico 4 é a melhor da franquia! Divertidíssima e caprichando na metalinguagem como nunca antes, o filme brinca constantemente com o público ao entregar “inícios falsos” do filme dentro do filme. São três segmentos, dentre os quais se destaca o trecho do meio com as atrizes mais famosas: Kristen Bell e a vencedora do Oscar Anna Paquin. As loirinhas interpretam amigas assistindo a uma sequência de Stab na TV, sessão de cinema esta que termina de forma chocante e inusitada. Antes das atrizes serem contratadas, o segmento foi planejado tendo as “musas trash” Paris Hilton e Lindsay Lohan em mente. Bem, se de fato isso ocorresse diminuiria a linha entre a franquia Pânico e sua paródia Todo Mundo em Pânico.

Olivia Morris (Marielle Jaffe)

Olivia é uma das primeiras vítimas do assassino em Pânico 4. Ela é uma das duas melhores amigas da “protagonista” Jill, ao lado de Kirby. Enquanto a personagem de Panettiere é mais cool e atrevida, Olivia é a bonitona do colégio. Fazendo jus ao papel foi contratada a estonteante Marielle Jaffe, que infelizmente não fez mais nada de muito marcante na sua carreira depois. Em seu lugar quase entrou a britânica Jenna Coleman, conhecida pela série Vitória: A Vida de uma Rainha (2016-2019), que fez teste para a personagem.

Sherrie (Lucy Hale)

Como dito, o início de Pânico 4 é um de seus grandes diferenciais em relação aos filmes anteriores da franquia. São três fake outs onde acreditamos já estar vendo o filme, mas o que estamos vendo na verdade é o filme dentro do filme. E na primeira cena é logo a da atriz Lucy Hale, na época já conhecida pelo seriado Pretty Little Liers (2010-2017). Talvez por isso, a atriz tenha sido contratada sem precisar fazer teste para o papel. No entanto, Hale revelou em uma entrevista que ela foi originalmente contratada para o papel de Marnie Cooper, uma das personagens que igualmente abrem o filme, porém se encontra já no “mundo real”. Hale não pôde aceitar devido ao conflito com as gravações do programa citado, assim, precisando ficar com a participação menor nas formas de Sherrie. Marnie terminou nas mãos de outra atriz hoje famosa: Britt Robertson.

Hilary Duff

Outra estrela saída diretamente do Disney Channel, Hilary Duff esteve vinculada brevemente à produção, mas terminou deixando o projeto. Seu personagem, porém, não foi especificado. Seria um personagem eliminado do roteiro final, ou algum conhecido? Eis a questão.

Rutina Wesley

Epopeia parecida passou a atriz Rutina Wesley, famosa por seus papeis como Tara em True Blood (2008-2014) e Liza Warner em Arrow (2015-2017). Wesley chegou a fechar contrato para um papel igualmente não especificado, no entanto, precisou largar a produção devido aos conflitos de agenda.

Kaley Cuoco ficou “devastada” após perder papel para Kate Hudson em ‘Entre Facas e Segredos 2’

Apesar do sucesso de ‘The Big Bang Theory‘, Kaley Cuoco foi recusada no elenco de ‘Entre Facas e Segredos 2‘ e ficou “devastada”.

A estrela da série ‘The Flight Attendant‘ revelou que fez o teste para o elenco do filme e o papel ficou com Kate Hudson.

“Fiz teste para a sequência de Entre Facas e Segredos. E eu estava convencida de que [o papel era meu]. Kate Hudson acabou conseguindo. Mas eu estava tão convencida que minhas malas estavam prontas para a Grécia. E então eu não entendi. Fiquei tão devastada. E eu não fico [normalmente] arrasada quando perco um papel. Eu fiz leituras de química, fiz Zooms. E não entendi. Chorei e chorei a noite toda. E foi para Kate, que é ótima.”, afirmou. 

Recentemente, a Netflix soltou uma prévia de ‘Entre Facas e Segredos 2‘ durante um trailer onde exibiu várias de suas produções.

A plataforma de streaming revelou vários filmes esperados, como ‘Enola Holmes 2‘ e ‘The Gray Man‘.

Ao que parece, as pessoas simplesmente não se cansam de ver Daniel Craig em ternos bonitos e estão super empolgadas paraEntre Facas e Segredos 2(‘Knives Out 2’), que será novamente dirigida por Rian Johnson (‘Os Últimos Jedi‘).

Confira as reações:

Assim como no primeiro filme, grandes atores participação desse novo longa, a exemplo de Dave Bautista, Ethan Hawke, Kate Hudson, Kathryn Hahn, Edward Norton, Jessica Henwick, Madelyne Cline, entre outros. Confira no clipe abaixo.

“Tenho muita sorte por ter o Rian em minha vida. Ele é um grande escritor. Esse roteiro chegou e eu fiquei tipo: ‘Você está brincando comigo?’ Eu não podia acreditar que ele queria que eu fizesse aquilo. Não me atrevo a dizer que é melhor que o primeiro, mas, não sei, é melhor esperar. Não quero tentar a sorte. Só sei que é diferente, e isso é incrível. Ainda há todo tom de mistério de Benoit Blanc, mas é muito diferente. Estou bem animado com tudo isso.”, falou Daniel Craig sobre a sequência.

Outros lançamentos anunciados que valem destaque também são ‘A Bolha‘, dirigido por Judd Apatow e estrelado por Karen Gillan e Fred Armisen; ‘The Good Nurse‘, com Eddie Redmayne e Jessica Chastain; ‘Pinóquio‘, de Guillermo del Toro e Mark Gustafson; e ‘The Pale Blue Eye‘, com Christian Bale, Gillian Anderson e Robert Duvall e mais. A data de lançamento de cada um dos títulos da Netflix deve ser divulgada em breve.

Hayley Atwell posta foto com roupa chamativa nos bastidores de ‘Missão: Impossível 7’

A espera por ‘Missão: Impossível 7‘ ainda vai ser longa, já que o filme foi adiado para o dia 14 de julho de 2023.

O novo filme terá a adição de Hayley Atwell no elenco. A atriz mais conhecida por interpretar Peggy Carter no Universo Cinematográfico da Marvel encerrou as filmagens em setembro, mas fez um post no Instagram prometendo que o filme valerá a pena esperar.

“Me divertindo na feira no departamento de fantasias de Missão: Impossível. Vale a pena esperar, gente boa ……………💥”, escreveu Atwell.

No post, a atriz está vestindo uma roupa de neve bem chamativa e nos deixa muito curiosos sobre o que está reservado para o filme. 

Confira:

 
 
 
 
 
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O elenco do novo filme conta com o retorno de Tom CruiseRebecca FergusonSimon Pegg, Ving Rhames, Vanessa Kirby e Angela Bassett. Klementieff e Hayley Atwell fazem parte das novas adições, ao lado de Rob Delaney (‘Deadpool 2’), Charles Parnell (‘Top Gun: Maverick’), Indira Varma (‘Game of Thrones’), Mark Gatiss (‘Sherlock’) e Cary Elwes (‘Stranger Things’).

O ator veterano Henry Czerny também foi confirmado no longa-metragem e reprisará seu papel como Kittridge, 25 anos depois da última aparição na franquia.

Já ‘Missão Impossível 8‘ está programado para 28 de junho de 2024.

PÂNICO 4 faz 11 anos | Metalinguagem na Era das Redes Sociais e Aplicativos

Se um filme dependesse exclusivamente das bilheterias para comprovar a sua qualidade, Pânico 4 iria ser mais um caso de naufrágio de franquias. Apesar de não ter lucrado o esperado, principalmente se comparado com o estouro financeiro dos antecessores, a produção é mais uma cuidadosa descida ao longo do espiral de insanidade promovido por mais um (ou dois) assassinos que atacam no retorno da final girl Sidney Prescott para Woodsboro. Em sua turnê do livro de autoajuda escrito para expurgar os seus demônios internos, a personagem reencontra Dewey e Gale para mais uma incursão de medo, mortes e outros desafios. Com uma abertura metalinguística excepcional, Pânico 4 reflete a violência na era das redes sociais e do amplo alcance da imagem no mundo virtual. É uma sociedade confusa em seus valores, a clamar por heróis que muitas vezes, não passam de figuras mais frágeis que seus adoradores. Desta vez, novas histórias serão resgatadas, os diálogos referenciais tornam-se ainda mais humorados e inteligentes, numa narrativa empolgante e bastante reflexiva. Qual o preço da fama? Há pessoas com carmas levados para a totalidade de suas vidas? O quão amplo pode ser um ferimento promovido por um trauma que insiste em retornar para se fazer presente e memorável? Essas são algumas questões que podem ser levantadas ao longo da sessão de entretenimento deste quarto momento da franquia dirigida por Wes Craven.

Agora, chegou o nosso momento de análise pormenorizada do filme. Acompanhe cada quadro e veja alguns dos principais momentos de Pânico 4.  Vamos nessa?

Em sua abertura, Pânico 4 traz discussões sobre os limites da indústria em seu processo de reciclagem de narrativas já desgastadas no circuito de produção e consumo. Enquanto assistem ao filme dentro do filme, as personagens debatem acerca do desenvolvimento do terror na contemporaneidade. Uma delas (abaixo) diz que as refilmagens de meninas asiáticas e zumbis já chegaram ao excesso e a outra, irritada, a esfaqueia durante a discussão. Esta é uma cena de Facada 7, ironia dos realizadores para sagas como Jogos Mortais e afins, exauridas e bizarras depois que passaram dos seus três episódios iniciais. Sobre as personagens anteriores, morenas, temos uma discussão sobre o novo contexto das redes sociais e dos psicopatas. Discute-se sobre o Assassino do Facebook e logo mais, saberemos que elas são personagens de Facada 6, assistidas pela dupla de Facada 7, também personagens assistidas por outras duas jovens do contexto de Pânico 4, mais desenvolvido no próximo tópico. Destaque: num breve trecho, um dos diálogos critica a metalinguagem pós-moderna e num tom sarcástico e autorreferencial, diz isso funcionou em 1996, mas que agora não mais.

As primeiras vítimas de Pânico 4 discutem os absurdos da franquia Facada. Uma delas critica o nível de inteligência dos filmes e aponta que falta lógica e bom-senso dos desenvolvedores. A outra, num tom humorado, diz que a amiga está pensando demais, tendo como resposta uma rápida devolutiva: “eu estou pensando demais ou estes realizadores estão pensando de menos?”. Ao explicar que esse é o motivo para não assistir estes filmes de terror, ela continua o dialogo com sua amiga que delineia os caminhos da saga Facada, inicialmente inspirada na vida de Sidney Prescott, desgastada mais adiante com os rumos da história que até teve uma viagem no tempo em seu quinto filme. Ao trazer referências importantes da metalinguagem na cultura pop recente, o diálogo reflete como os filmes da saga de Ghostface são alimentados pelo arcabouço de referências ao gênero terror, em especial, o slasher, para se manter na ativa, acionando antigos cinéfilos interessados no tema e também as novas gerações.

Depois da clássica cena de abertura com as mortes que estabelecerão o tom de Pânico 4, Sidney Prescott chega em Woodsboro e encontra a cidade toda ornamentada por jovens que adoram relembrar o “massacre” do passado. É um daqueles típicos eventos estadunidenses que fazem ode ao que é justamente para ser esquecido, haja vista o grau de violência física e psicológica em torno dos acontecimentos. Logo adiante, temos o trio de garotas que centralizam a linha narrativa da produção entre os primeiros momentos e o arco final. Elas dialogam sobre a chegada de Sidney, prima de Jill (Emma Roberts), candidata a final girl que pregará uma peça em todos bem próximo ao final. Na conversa, uma delas diz que a franquia de Sidney é tão trágica que deveria ser Premonição, a famosa saga sobre a morte a perseguir sobreviventes indevidos.

Numa breve conversa com uma de suas policiais, Dewey reforça que a tragédia de uma geração é a piada de outra, numa referência aos adornos espalhados pela cidade. Logo depois disso, é chamado para uma emergência, indo em direção ao local do assassinato da abertura, catalisador dos horrores de Pânico 4. Abaixo, Gale encontra Sidney no lançamento do livro. Fica aparente o seu desconforto com o desenvolvimento da amiga que superou alguns traumas e conseguiu seguir adiante, diferente da repórter que se tornou apenas a esposa do xerife. Esse é o movimento que faz Gale despertar para a nova empreitada de investigação em torno de Ghostface, num momento de alimentação de sua antiga paixão: a mídia.

Durante o lançamento do livro de Sidney, Dewey chega para informar que algo ali está conectado com a cena de crime da abertura. É quando eles descobrem que alguém deixou um recado de sangue para a protagonista na mala de seu carro alugado para o período na cidade. Gale, ciente da situação na qual todos estão inseridos, desperta para retornar ao seu posto de apaixonada pela cobertura midiática dos fatos. Na clássica cena no interior de uma sala de aula, os estudantes discutem literatura, filosofia e são surpreendidos com a notícia da morte das colegas de instituição, início de um alvoroço semelhante ao que ocorre no espaço externo, tomado por veículos de imprensa e jornalistas interessados no esperado furo de reportagem.

Gale Weathers domina várias passagens onde luta pelo estabelecimento dos seus ideais enquanto personagem que sempre esteve no protagonismo para a resolução do mistério envolvendo as mortes nos três filmes antecessores. Na primeira cena, ela discute com o seu marido, o xerife que a quer de fora da investigação, algo complexo para alguém com faro jornalístico. No segundo quadro, temos o encontro de Gale com a assistente de Sidney, editora puxa-saco que leva a maior bronca da repórter fora de ação que se diz ainda reconhecer durona depois de dar “um fora” na jovem com pouco bom-senso.

Depois dos primeiros sustos, Sidney rememora o seu passado ao chegar no quarto de Jill e a encontrar num momento semelhante ao seu com o namorado assassino em Pânico. O desenvolvimento da cena, por sinal, é muito parecido, sendo este outro dos tantos momentos autorreferenciais em Pânico 4. No quadro seguinte, Sidney entra e Ghostface dialogam pela primeira vez no filme. É um momento de tensão, ocorrido após a morte de uma das amigas de Jill, brutalmente assassinada em seu quarto enquanto conversava ao telefone. O antagonista é claro e objetivo: o seu interesse não é exatamente a final girl, mas as novas possibilidades de matança. Sidney ainda entra num embate com o “monstro”, mas a figura consegue fugir e guardar a sua ira para a eletrizante batalha do desfecho.

Depois do assassinato testemunhado pela janela da casa de Jil, Sidney segue para casa arrasada, sentida por não ter conseguido poupar a vida da jovem, relembrando-se dos fatídicos acontecimentos e perdas entre Pânico e Pânico 3. A sua assistente, com postura semelhante ao que era Gale nos dois primeiros filmes da franquia, diz que já agendou a sua visita aos programas televisivos que desejam entrevista-las. E para completar, alega que já fechou com a editora para o lançamento de mais livros e que Sidney pode dar o preço que quiser. Decepcionada, a protagonista questiona se ela leu e entendeu a sua trajetória no livro e numa resposta bastante irônica, a assistente interpretada por Alisson Brie informa que ainda não, pois está à espera do filme sobre o conteúdo. Demitida, ela é eliminada mais adiante, num estacionamento.

Interessada em retomar a sua saga de repórter investigativa, Gale Weathers descobre que precisa se associar aos mais jovens da região para conseguir acessar determinadas informações. Com isso, precisa atender ao pedido de um deles: levar Sidney Prescott, considerada uma celebridade, para o clube de cinema da escola. Lá, a cena nos oferta algo além dos debates nos ótimos diálogos metalinguísticos. Temos também a direção de arte caprichosa nos quadros com posters de clássicos, tais como Quadrilha de Sádicos e imagens de Jamie Lee Curtis, a adorada final girl Laurie Strodie, de Halloween – A Noite do Terror. Mais adiante, a maratona dos sete filmes da franquia Facada ocorre numa região afastada da cidade. Gale descobre e vai ao local, sendo surpreendida e quase aniquilada por Ghostface, assassino que agora não apenas mata, mas também registra os seus crimes, como uma espécie de troféu.

No momento da chegada de Gale Weathers, os jovens estão assistindo Facada, o primeiro filme da franquia. É o mesmo trecho de abertura exibido em Pânico 2, quando o casal interpretado por Omar Epps e Jada Pinket-Smith estão no cinema e morrem nas mãos cruéis de Ghostface. O momento é uma referência ao clássico Psicose, de Alfred Hitchcock, famoso por sua peculiar cena de assassinato no chuveiro. No quadro seguinte, Kirbie dialoga com os organizadores da maratona, jovens cinéfilos que talvez sejam os assinantes dos crimes até então.

Após o ataque, Gale Weathers, até então firme nas três produções antecessoras da franquia, sai de cena para se recuperar do ataque de Ghostface. Ela retorna apenas no humorado e intenso desfecho, repleto de metalinguagem, tal como todo o filme. Antes de sua saída, no entanto, a personagem expõe para o marido xerife, as novas condições de produção do antagonista, isto é, matar e registrar isso com suas câmeras, tendo em vista postar na internet. No quadro seguinte, o grupo de personagens mais jovens se encontram na casa de Kirbie para assistir filmes de terror, algo que aconteceria na festa cancelada pela polícia após o ataque sofrido por Gale. A entrada na casa define o terceiro e supostamente último ato de Pânico 4.

Após ser instigada por Ghostface ao telefone, Sidney segue para a casa onde o ato de revelação dos assassinos se estabelecerá. A sequência tem os seus momentos de reflexão, mas o foco é a eletrizante perseguição entre os ainda sobreviventes e o assassino impiedoso que registra os seus crimes para criar conteúdo de violência explícita na internet. No quadro seguinte, as dúvidas em torno do conceito de confiança são estabelecidas entre os personagens. Sidney questiona se Kirbie confia no jovem que se diz inocente, mas está ensanguentado do lado de fora e pede socorro. Neste momento, referências ao primeiro filme são apresentadas: primeiro, a paranoia acerca dos prováveis culpados e inocentes, seguida de uma suposta vítima posicionada como o namorado de Casey Becker, a personagem de Drew Barrymore, aterrorizada na icônica abertura do clássico moderno, em 1996. O feixe de referências fica cada vez mais intenso nesta sequência de acontecimentos que nos levam ao sufocante desfecho, por sinal, surpreendente.

No primeiro quadro, a cena que faz referência ao primeiro assassinato de Pânico, isto é, o namorado da personagem de Drew Barrymore. Questionada sobre filmes de terror para garantir a sua sobrevivência, Kirbie precisa responder ao antagonista na linha telefônica e salvar não apenas a sua pele, mas a do amigo do lado de fora, acossado por Ghostface. Na cena, temos a citação aos tantos casos de clássicos refilmados, numa rápida referência ao movimento de releituras que tomou o sistema na época. Pânico 4, de certa maneira, pode também ser considerada como uma sequência que emula muitos traços dos antecessores, em especial, do primeiro filme, reconfigurados com novo elenco, mas com estrutura dramática e estética bastante parecida. Logo adiante, Kirbie descobrirá que abrir a porta foi um erro que lhe custa a vida.

O epílogo ocorre no hospital, pois como já podíamos prever, matar Sidney seria uma postura ingrata dos realizadores. Assim, no desfecho do ato na casa de Kirbie, descobrimos que Jill, a prima da final girl, é uma das idealizadoras do projeto de matança que não poupou sequer a própria mãe. Doentio, o discurso da jovem versa sobre leitura, mídia, busca desenfreada pela fama e violência numa sociedade mediada por imagens e padrões exaustivos o tempo inteira. Inicialmente, o interesse era manter a dupla com um dos jovens do clube cinéfilo, mas a sua ambição é maior que o próprio projeto então a alternativa é aniquilar o acompanhante e fazer-se de vítima ao lado da prima que ela acreditava estar morta, mas que na verdade sobreviveu ao seu ímpeto de fúria. Renovador em sua proposta, Pânico 4 é um dos pontos altos de uma franquia que só desandou rapidamente no desenvolvimento de seu terceiro filme. Ademais, é uma ótima reflexão sobre violência na sociedade estadunidense, embutida numa narrativa que também funciona como ótimo produto de entretenimento.

 

 

Warner Bros. e DC planejam REVITALIZAR o Superman; Entenda!

Segundo uma nova reportagem da Variety, que mergulhou fundo na fusão entre a Discovery e a Warner Bros., acredita-se que a crença interna desta última companhia é que “personagens de alto escalão como o Superman têm sido deixados para perecer”, algo que os novos donos da companhia desejam remediar o quanto antes possível.

O que isso significa? Que os executivos de ambos os estúdios desejam revitalizar a figura do Superman, que foi deixada de lado desde as últimas aparições em Batman vs. Superman‘Liga da Justiça’, por exemplo, podendo inclusive aumentar seu cânone dentro do universo da DC.

Entretanto, isso não significa que Henry Cavill, último intérprete do icônico personagem nos cinemas, tenha retorno confirmado – mas não devemos descartar uma possível volta do ator, visto que ele já comentou diversas vezes que está pronto para encarnar Superman novamente.

Vale lembrar que, recentemente, a Discovery fechou um acordo de US$ 43 bilhões pela aquisição da WarnerMedia. Essa movimentação afetaria o grupo Warner Bros. Pictures, que desenvolve os filmes da DC, e a Warner Bros. Television, que cria as séries de streaming e o braço criativo dentro do selo do Batman e Superman.

O conceito base da reformulação seria unificar esses elementos de forma mais coesa para maximizar o valor dos super-heróis da DC. Antes mesmo da fusão ser concluída, David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, teria examinado candidatos com experiência em criar e nutrir propriedades intelectuais de sucesso, com o objetivo de encontrar alguém para servir como o líder criativo e estratégico da DC – alguém que faria as vezes de Kevin Feige na Marvel.

Tal movimento seria semelhante ao feito pela Walt Disney Studios há alguns anos, onde tornou as operações da Marvel Studios totalmente independentes.‎

Uma das candidatas seria Emma Watts, uma executiva que passou pela Fox e Paramount, no entanto a informação também indica que “não parece que Watts quer topar o trabalho”. A informação ainda aponta que Zaslav estaria menos voltado para um guru criativo, e sim mais interessado em encontrar um executivo com experiência em negócios.

‘Velozes e Furiosos 12’? Produtor revela ideia OUSADA para o futuro da franquia!

Apesar dos apesares, Velozes e Furiosos permanece viva na cultura pop como uma das franquias mais populares e bem-sucedidas do século, contando as múltiplas e insanas narrativas de Dominic Toretto (Vin Diesel) e de sua enorme família.

Não é surpresa que, nos últimos anos, a saga tenha ganhado diversos capítulos adicionais e spin-offs (alguns dos quais já estão em desenvolvimento). Com a confirmação do décimo e do décimo-primeiro filme, que já vêm ganhando detalhes sobre a narrativa, os fãs só podem imaginar quais histórias serão levadas às telonas – e parece que o produtor Neal H. Moritz tem uma ótima ideia de como encaminhar o futuro dos longas-metragens.

Em entrevista ao podcast The Town with Matthew Belloni, Moritz comentou sobre a franquia e revelou que, na verdade, gostaria de ver o enredo tomar uma proporção menor da apresentada nas recentes iterações.

“Honestamente, acho que, seguindo em frente, gostaria de algo menor. E gostaria de, por exemplo, começar a voltar para o início. Acho que seria algo interessante a seguir. Gostando de fazer esse zigue-sague. Gosto de tentar e fazer coisas diferentes e acho que é isso que o público pede atualmente”, ele disse.

E você? O que gostaria de ver nos próximos filmes?

Lembrando que, recentemente, a vencedora do Oscar Brie Larson foi confirmada no décimo capítulo da saga.

Conhecida também por viver a Capitã Marvel no Universo Cinematográfico da Marvel, a atriz recebeu uma mensagem de boas-vindas de Diesel.

“Sim, eu sei… Vocês olham esse anjo atrás de mim me fazendo rir, e dizem para si mesmos: ‘É a Capitã Marvel.’ Claramente existe amor e riso nessa imagem. O que vocês não percebem, no entanto, é a personagem que irão conhecer em ‘Velozes e Furiosos 10’. Vocês não fazem ideia do quão atemporal e incrível ela vai ser no nosso universo”, escreveu Diesel no Instagram.

Que continuou dizendo: “Por trás de toda beleza, seu intelecto, seu Oscar, está essa alma profunda que vai adicionar algo que vocês não esperavam, mas com certeza queriam. Bem-vinda à família, Brie!”

Além dela, Jason Momoa se juntou ao elenco. Apesar de haver poucos detalhes sobre seu personagem, já foi dito que ele será o vilão da vez.

Velozes e Furiosos 10‘ será lançado nos cinemas no dia 19 de maio de 2023. O 11º filme estreia em 2024.

Justin Lin, veterano da franquia, retorna à direção.

O elenco contará com o retorno de Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Sung Kang e Charlize Theron.

Velozes e Furiosos 10 e 11 | Quais ASTROS de Hollywood queremos ver nos últimos filmes da franquia?

Sylvester Stallone explica por que ‘Rocky: Um Lutador’ NÃO seria feito nos dias de hoje

Em uma recente aparição ao The Dave Rubenstein Show, o icônico astro Sylvester Stallone comentou sobre o legado de ‘Rocky: Um Lutador’ e aproveitou para dizer que, nos dias de hoje, o longa-metragem não seria feito.

O ator foi questionado por conselhos para jovens artistas que querem fazer sucesso no mundo do show business. Como resposta, ele concordou com o apresentador sobre não investir em longas-metragens e focar no mundo dos streaming, visto que a era em que títulos como ‘Rocky’ chegou ao fim.

“[…] Por exemplo, ‘Rocky’ jamais seria feito hoje, isso nunca teria acontecido. Chegamos ao fim. ‘O Poderoso Chefão’ [também] não seria feito hoje”, ele disse.

Stallone continua: “não acho que [o cinema] voltará à Era de Ouro que teve. O público, o demográfico é diferente. Eles agora assistem a filmes em iPhones, então não é como se o cinema tivesse se tornado o recanto habitual de atrações futuras. Agora são shows em streaming. Eu farei um muito em breve, chamado ‘The King of Tulsa’ […]”.

‘Rocky’ se consagra como um dos clássicos do cinema e foi lançado em 1976. Além do aclame crítico, o longa também fez um estrondo de bilheteria, arrecadando US$225 milhões mundialmente e solidificando a carreira de Stallone nos cinemas.

Rocky Balboa (Stallone), um lutador de boxe medíocre que trabalha como “cobrador” de um agiota, tem a chance de enfrentar Apollo Creed (Carl Weathers), o campeão mundial dos pesos-pesados, que teve a ideia de dar oportunidade a um desconhecido como um golpe publicitário. Mas Rocky decide treinar de modo intensivo, sonhando apenas em terminar a luta sem ter sido nocauteado pelo campeão.

Crítica | O Julgamento de Gabriel: Parte 2 – Melanie Zanetti e Giulio Berruti Provam que a Química entre os dois continua HOT

Se você chegou até essa crítica é porque ou já foi conquistada pela série de livros de Sylvain Reynard ou porque desde o início da pandemia está acompanhando a série de filmes inspirada na coleção do autor cuja identidade ainda não nos foi revelada. Independentemente de como chegaste aqui, é porque provavelmente você se encantou pelos personagens e pela jornada de amor e redenção que se assemelha à jornada do Dante, poema criado por Dante Alighieri. E, após três filmes e uma boa dose de espera, finalmente mais um longa desse universo chegou à plataforma de romance da Passionflix, sob o nome ‘O Julgamento de Gabriel: Parte 2’.

Depois de uma temporada dos sonhos na Itália, o Prof. Emerson (Giulio Berruti) e Julia (Melanie Zanetti) estão de volta, às vésperas de começar o semestre na faculdade. Gabriel está completamente entregue, apaixonado, mas Julia precisa de espaço, não só para se acostumar a dividir sua vida com outra pessoa, como também para escrever sua tese em paz, uma vez que sua orientadora está no seu pé. Entretanto, o que eram só flores rapidamente se transforma em um pesadelo para os dois, ao receberem uma denúncia de assédio sexual feita à universidade contra o casal. Assim, Julia e Gabriel terão que defender o relacionamento deles perante o reitor, que investiga se os dois começaram a se envolver quando ainda eram professor e aluna, e o final dessa história pode não ser tão feliz para eles.

Acompanhando o mesmo formato dos filmes anteriores, de se desenvolver em cerca de uma hora e meia de duração, a nova parte de ‘O Inferno de Gabriel’ parece finalmente colocar a franquia nos eixos, após um filme anterior que mais pareceu um diário de lua de mel sem enredo. É um risco que se corre em transformar cada livro em dois longas, e, considerando que a série possui quatro livros e cada um se transformará em dois ou três filmes, já podemos ter uma noção de que nem sempre a história avançará em alguma direção.

Felizmente, em ‘O Julgamento de Gabriel: Parte 2’ a coisa se adianta um pouco, colocando os protagonistas para finalmente encararem o primeiro obstáculo oficial nessa história toda. Ainda que o problema seja o centro do enredo, o longa não se resume a isso, e o roteiro de Tosca Musk encontra espaço para construir as tão aguardadas cenas de pegação calientes entre os protagonistas – e sim! O casal mostra que ainda tem muuuuita química, apesar de o filme ter sido gravado durante a pandemia.

Com aspecto mais experiente, a quarta parte da jornada do Prof. Emerson mostra que toda a equipe está amadurecendo junto com a história e com os personagens, ainda que algumas imperfeições técnicas sigam se repetindo na direção de Tosca Musk. Mas quem se importa, certo? Porque em filmes como ‘O Julgamento de Gabriel: Parte 2’ o público quer mais é frases clichês de efeito e ver a coisa pegando fogo debaixo dos lençóis – e isso sim, acontece, e de maneira bem convincente…

Jovem lida com o divórcio dos pais no trailer do filme “coming-of-age” ‘Inbetween Girl’

Em 2021, a diretora Mei Makino exibiu seu drama adolescente coming-of-age ‘Inbetween Girl’ no Festival South by Southwest, sendo ovacionada pela crítica, pelo público e conquistou o prêmio Vision Award do evento.

Agora, o longa-metragem encontrou sua distribuidora, a Utopia, e ganhou seu primeiro trailer oficial.

O projeto chega aos cinemas estadunidenses no dia 03 de maio, ainda sem previsão de lançamento em território nacional.

Confira:

Na trama, “Angie Chen (Emma Galbraith), uma jovem artista, começa a sair em encontros secretos com o cara mais charmoso de sua escola particular depois do divórcio repentino dos pais”.

William Magnuson também faz parte do elenco.

O filme recebeu críticas bastante positivas depois de sua estreia oficial, conquistando 82% de aprovação no Rotten Tomatoes.

NOSTALGIA! Saiba quais Atores QUASE estrelaram ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’ (1997)…

Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado estreou no catálogo do HBO Max e decidimos relembrar esse clássico do slasher.

Bem, para sermos mais justos, a história de …Verão Passado nasceu primeiro na forma de um livro escrito por Lois Duncan e lançado em 1973. Pouco, a não ser o título e os personagens, foi mantido do livro para a versão cinematográfica, já que a obra literária era mais voltada para o suspense e ninguém de fato morria. A ideia foi adaptada por Kevin Williamson antes mesmo do autor escrever o sucesso Pânico, e transformada numa verdadeira carnificina típica do terror adolescente slasher. Uma vez brilhando para a fama após o primeiro Pânico, Williamson se tornou o novo queridinho de Hollywood e vendeu fácil sua visão para o novo filme também, que viria a estrelar logo no ano seguinte.

Como todos sabemos, na trama quatro amigos colegiais, dois casais heterossexuais, voltando de sua festa de formatura tendo bebido umas e outras, terminam por atropelar um pedestre numa estrada escura à noite. O sujeito aparentemente morto é logo “desovado” pelo quarteto, que teme uma punição severa. Assim, além do crime cometido, os quatro ainda se livram do corpo como forma de colocar uma pedra sobre o assunto. Um ano depois, os quatro começam a receber ameaças com os dizeres “eu sei o que vocês fizeram no verão passado”, de alguém que sabe de seu crime. Agora os amigos precisam descobrir quem sabe seu segredinho sujo, enquanto correm grande risco de vida.

Para os papeis principais, os produtores buscavam quatro “rostinhos bonitos”, que fossem também atores simpáticos e carismáticos. Eles terminaram com Jennifer Love Hewitt, Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillipe e Freddie Prinze Jr., jovens atores então promissores que estavam entre os nomes mais quentes de Hollywood de sua devida geração. Hewitt e Gellar eram ainda mais populares, tendo em vista que ambas a morena e a loira estavam no ar na época em séries de muito sucesso – quando Eu Sei… estreou. Hewitt estrelava O Quinteto (Party of Five), da Fox Network, enquanto Gellar protagonizava Buffy – A Caça-Vampiros, da Warner Network.

Antes destes belos e garbosos jovens atores, no entanto, como na maioria das produções cinematográficas (ou televisivas), outros artistas fizeram teste para os papeis de Julie, Helen, Barry e Ray; com alguns quase ficando com o papel e outros desistindo deles. Confira abaixo quais foram os atores que quase protagonizaram Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (1997).

Reese Witherspoon

Hoje, Reese Witherspoon se tornou uma atriz totalmente empoderada, dona de sua própria carreira e de sua produtora, que cria filmes e séries. Para termos uma ideia, só nos últimos anos, Witherspoon além de estrelar também foi responsável pelos bastidores de séries de sucesso como Big Little Lies, Pequenos Incêndios por Toda Parte e The Morning Show. Isso sem falar em seu passado de sucesso no cinema, como na franquia Legalmente Loira. Muitos, em especial os mais novos, podem não saber ou lembrar, mas Witherspoon teve um dos primeiros sucessos de sua carreira com o thriller Medo (1996), no qual atuou ao lado de um então igualmente estreante Mark Wahlberg. Assim, nada mais natural que lhe fosse oferecido outro filme nos mesmos moldes. E Witherspoon fez teste para … Verão Passado, mas com medo de ficar presa somente a este tipo de filme, desistiu do teste. Embora não se saiba para qual papel, supomos que tenha sido Helen. Ela, no entanto, terminou indicando o então namorado Ryan Phillipe para o papel de Barry aos produtores.

Melissa Joan Hart

A eterna Sabrina – Aprendiz de Feiticeira, da série galhofinha da década de 1990 (até a repaginada mais bad ass da Netflix), foi outra que quase esteve no filme. Isso é, se a atriz tivesse dito sim ao projeto. Embora não tenha nenhum trabalho muito significativo no cinema em seu currículo, Hart era uma atriz famosa nesta época graças ao citado seriado, que tinha sua base de fãs adolescentes fiéis. Os produtores da Columbia / Sony, responsável por comprar o roteiro de Williamson, aproximaram Hart com o papel de Julie James, a protagonista. A resposta da atriz foi ríspida após negar: “eu apenas pensei que esta era outra cópia barata de Pânico”. Cada um com seu cada um. Apesar de à primeira vista parecer, além de ter sido lançado depois, na esteira do sucesso do filme de Wes Craven, … Verão Passado foi escrito antes por Williamson.

Danielle Harris

Quem conhece de perto a franquia Halloween, em especial os famigerados episódios quatro, cinco e seis, sabe bem quem é Danielle Harris. Atriz mirim descoberta justamente em 1988, no quarto filme do maníaco Michael Myers, Harris viveu Jamie Lloyd, a filha órfã de Laurie, personagem de Jamie Lee Curtis. Bastaram dois exemplares de Halloween, o quarto (1988) e o quinto (1989) para fazerem da pequena intérprete a nova “rainha do grito” da temporada. Nos anos 90, mais velha, Harris foi considerada para o papel protagonista de Julie James – que eventualmente terminou nas mãos da mais famosa Jennifer Love Hewitt. Porém, Danielle Harris viria a conseguir um papel em Lenda Urbana (1998), do mesmo estúdio, no ano seguinte.

Jeremy Sisto

Quem assiste ao programa televisivo FBI (exibido inclusive pela Globo), deve se perguntar muitas vezes de onde conhece o intérprete do agente especial Jubal Valentine. Pois bem, Jeremy Sisto teve um de seus primeiros destaques na carreira na querida comédia de 1995, As Patricinhas de Beverly Hills, ao lado de Alicia Silverstone. Fora isso, em 2003, foi um dos personagens principais no terror Pânico na Floresta – que virou um cult do gênero. Nesta época, o nome de Sisto era quente, e ele foi um dos finalistas para o papel de Ray, o namorado de Julie, que terminou sendo interpretado por Prinze Jr.

Papeis Inversos

Uma curiosidade sobre as protagonistas do filme Jennifer Love Hewitt e Sarah Michelle Gellar, é que ambas fizeram teste para o papel da outra. Ou seja, Hewitt fez teste para a rainha do desfile Helen, enquanto Gellar testou para a estudiosa de nota 10 Julie. Seria interessante ver o filme com os papeis invertidos, subvertendo os estereótipos de que a loira é sempre a que chama mais atenção pela beleza e a morena é mais, digamos, esperta e inteligente. No fim das contas, apesar dos pesares as duas se encaixaram muito bem em seus papeis e são protagonistas muito carismáticas. E vocês, queriam ver os papeis trocados ou não imaginam elas no papel uma da outra?

Diretor

Tendo roteiro de Kevin Williamson, Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado era a nova propriedade quentíssima do momento. Produzido pela Columbia / Sony, todo tipo de diretor queria uma chance de fazer o filme. Afinal, Pânico havia revivido a carreira de Wes Craven. E antes do diretor Jim Gillespie ser contratado para a função, o cineasta Jamie Blanks montou um trailer simbolizando sua visão para o filme. Infelizmente, o diretor chegou uma semana atrasado e terminou perdendo o trabalho. No entanto, o produtor do filme Neal Moritz gostou tanto do que Blanks havia feito que o contratou para um novo trabalho: dirigir seu slasher vindouro, Lenda Urbana, lançado em 1998.

Liev Schreiber será o pai de Anne Frank na minissérie da Disney+ ‘A Small Light’

Roteirista de ‘Obi-Wan Kenobi’ dá detalhes sobre a guerra entre os Jedi e o Império na série da Disney+

Quem acompanha a saga ‘Star Wars sabe que o período ambientado após ‘A Vingança dos Sith’ e dominado pelo Império e pelo Lado Sombrio da Força, representado por Darth Vader e Darth Sidious.

E o roteirista de ‘Obi-Wan Kenobi‘, Joby Harold, reforçou que a série será ambientada num período bem sombrio da galáxia.

Em entrevista para a Entertainment Weekly, ele disse que:

“A trama se passa 10 anos após ‘A Vingança dos Sith‘, em um tempo de escuridão na galáxia. O Império está em ascensão e todos os horrores que vêm junto com o Império estão se manifestando por toda a galáxia. A Ordem Jedi como a conhecemos está praticamente exterminada. Então, tudo o que vimos na trilogia prequel desmoronou. “

Ele continuou, explicando que os Jedi sobreviventes ao massacre do Império passaram a ser caçados ao redor da galáxia.

“Aqueles Jedi sobreviventes estão fugindo e se escondendo. E Vader e seus inquisidores os estão perseguindo até os confins da galáxia. O mais famoso desses Jedi perdeu a fé e agora tenta descobrir o significa ser um deles. Ele luta consigo mesmo esperando recuperar essa fé em um mundo sem esperança.”

Lembrando que ‘Obi-Wan Kenobi‘ vai estrear com episódio duplo em 27 de maio.

Confira o anúncio:

A série é ambientada 10 anos após os dramáticos eventos de ‘A Vingança dos Sith‘, quando Kenobi se isolou em Tatooine após seu duelo contra Anakin para manter Luke e Leia escondidos de seu pai e do Imperador Palpatine (Ian McDiarmid).

Além de Ewan McGregor e Hayden Christensen, Joel Edgerton e Bonnie Piesse retornam como Owen e Beru Lars, os tios de Luke Skywalker.

O elenco também conta com O’Shea Jackson Jr (‘Straight Outta Compton’), Rupert Friend (‘Homeland’), Moses Ingram (‘O Gamito da Rainha’), Sung Kang (‘Velozes e Furiosos’)  Kumail Nanjiani (‘Eternos’), Indira Varma (‘Game of Thrones’), Simone Kessell (‘Reckoning’) e Benny Safdie (‘Joias Brutas’).

‘Batgirl 2’: Leslie Grace revela que primeiro filme é “INSANO” e que DC já tem planos para a sequência

Batgirl é um dos filmes mais aguardados dos próximos meses e tem tudo para se tornar um sucesso do panteão DC. E parece que não apenas os fãs estão confiantes sobre o projeto, mas os executivos da companhia também.

Em uma recente entrevista à VarietyLeslie Grace, que interpreta a personagem titular, revelou que já houve conversas preliminares com os produtores sobre uma sequência em potencial.

“Nós vimos o primeiro. Mas, definitivamente, há algumas conversas sobre o que poderia acontecer. Eu vi um pouco do que foi rodado e é insano”, ela comentou. “Nós já estamos falando sobre o que faremos seguir, porque acontece muita coisa neste filme”.

Grace continua: “há vários temas diferentes na narrativa que exploramos. Não é apenas a ação. Há uma história de amor. Há o relacionamento entre pai e filha. Há o fato de olhar para o mundo através de lentes diferentes e ver as cores e o espectro entre as coisas”.

Anteriormente, também à Variety, a atriz revelou que a participação de Michael Keaton como o Batman no filme é “selvagem” e que todos ficaram chocados com sua atuação.

Michael Keaton como o Batman foi selvagem para todos. Nossos diretores ficaram como duas crianças. Eles são nerds legítimos do Batman abertamente. Ele é o Batman, cara! Eu nem conseguia acreditar que estava dividindo espaço com o Batman. Eu queria dizer mais, mas não posso. Foi insano, surreal, incrível. Era o material dos sonhos realmente. E JK Simmons interpretando meu pai. Ele é o meu pop. Eu estava tão nervosa porque tudo que eu podia ouvir na minha cabeça era a voz dele em ‘Whiplash’. Como o que ele faria e diria se eu não conseguisse algo certo? [Risos]. Então nos tornamos os melhores amigos. E ele me contou todas as suas ótimas histórias de começar e ser garçom e trabalhar em uma pizzaria e tentar ser ator e fazer cinema”, afirmou.

Keaton interpretou o icônico personagem na mini-franquia ‘Batman’ (1989) e ‘Batman Returns’ (1992), ambos dirigidos por Tim Burton.

Além da dupla, Brendan Fraser (‘A Múmia’) também faz parte do elenco como Vagalume (Firefly), um dos vilões confirmados.

Para quem não conhece, o vilão fez sua estreia nos quadrinhos em Detective Comics #184, em junho de 1952, e foi reimaginado décadas mais tarde como um piromaníaco sociopata com uma compulsão obsessiva por começar incêndios. Seu nome verdadeiro é Garfield Lynns.

Além disso, ele também é equipado com um traje que carrega um pesado arsenal de armas de fogo, incluindo lança-chamas, granadas, napalm e bombas de fumaça, bem como uma lâmina de plasma super-aquecido para combate próximo.

Jacob Scipio, Rebecca Front, Corey JohnsonEthan Kai foram escalados para papéis não revelados. J.K. Simmons retorna como o Comissário Gordon.

Bilall FallahAdil El Arbi (‘Bad Boys para Sempre’) entram como diretores. Christina Hodson assina o roteiro.

Ainda sem previsão de estreia, a adaptação ganhou sua primeira imagem conceitual durante a DC FanDome.

Confira:

Anteriormente, Grace revelou um pouco sobre a trama do longa.

“Bárbara é alguém que foi subestimada até mesmo por seu próprio pai. E, como a filha mais nova, às vezes você está isolada de todas as coisas difíceis da vida, então ela está ansiosa para provar a si mesma e a todos que há algumas coisas com as quais ela pode lidar sozinha.”

Ela continuou, comparando-se com a personagem:

“Na pesquisa que tenho feito para a pré-produção, aprendi muitas coisas sobre Barbara que me conectam a ela. Eu me identifiquei muito com ela porque este é apenas o meu segundo trabalho como atriz e sinto que estou em uma jornada para provar a mim mesma quais barreiras posso quebrar, quais limites posso ultrapassar e estou animado para incorporar toda essa ansiedade, teimosia e determinação que compõem o caráter de Barbara.”

Por fim, ela comentou qual foi sua reação ao descobrir que foi escalada.

“Ah, cara! Foi um choque, foi muito louco. Eu fiz os testes e foi alucinante, mas no fundo você nunca espera por isso. Eu descobri via Zoom, porque os responsáveis fizeram uma surpresa e tudo mais. Eu achei que faria mais um teste e ainda é alucinante pensar sobre isso. Eles me fizeram ler um e-mail e estava escrito: ‘Eu sou a Batgirl. Eu só fiquei me tremendo sem entender o que estava acontecendo. Foi lindo e esse papel será uma bênção na minha carreira.”

10 Atrizes que Precisam de um Sucesso Urgente em suas Carreiras

Altos e baixos são comuns na carreira de qualquer ator, ou qualquer profissional de qualquer área. Quando falamos em artistas do ramo do entretenimento, todos almejam como ápice de trajetória estrelar uma produção cinematográfica e se tornar o novo astro de Hollywood. E de fato, como você pode conferir a seguir, todos os nomes contidos na matéria conquistaram este tão almejado sucesso, ocupando o posto mais alto da cadeia alimentar da maior indústria de cinema do mundo. Porém, quanto mais alto se está, maior pode vir a ser a queda. E a proposta desta nova matéria fala justamente sobre cair em desgraça, mas saber levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Nessa matéria dupla, irei abordar as carreiras de algumas atrizes e alguns atores que tiveram uma ascensão meteórica, mas nos últimos anos não têm acertado muito em suas escolhas de projetos, precisando de forma urgente fazer as pazes com o sucesso. Começaremos com as damas. Confira abaixo.

Jessica Chastain

Começamos a lista com a ruiva Jessica Chastain, e é até estranho dizer que uma atriz que acabou de levar o Oscar como protagonista precisa de um sucesso. Acontece que o filme que premiou Chastain, Os Olhos de Tammy Faye, não foi um sucesso de crítica (com 69% de aprovação no Rotten Tomatoes) ou sequer obteve uma boa bilheteira – com menos de US$3 milhões mundiais arrecadados – talvez o filme encontre seu público no streaming. O que isso prova é que Chastain possui prestígio, o que todos já sabiam, afinal a ruiva chegou em Hollywood chutando a porta com filmes como A Árvore da Vida, Histórias Cruzadas e A Hora Mais Escura há uma década, e logo estava em todos os lugares como um dos nomes mais quentes da época. Acontece que há mais ou menos 6 anos, a carreira da atriz parece se dividir entre pretensos blockbusters que se mostram fiascos, vide O Caçador e a Rainha do Gelo, X-Men – Fênix Negra, Ava e o recente As Agentes 355; ou filmes que embora não sejam ruins, não conseguem emplacar junto ao grande público como outros projetos seus do passado, vide Armas na Mesa, O Zoológico de Varsóvia, A Grande Jogada, Uma Mulher Exemplar e It – Capítulo 2.

O que pode ser o ponto de virada: o suspense The Good Nurse, da Netflix, e a aventura The Division, baseada num game de sucesso.

Anne Hathaway

Recentemente, escrevi uma matéria sobre a nossa segunda atriz da lista, fazendo a pergunta: o que aconteceu com sua carreira? Coincidentemente, Anne Hathaway e Jessica Chastain já viram dias melhores e trabalharam juntas no sucesso Interestelar, um dos maiores acertos na carreira de ambas. Hathaway, assim como Chastain, é uma atriz talentosa e já tem sua estatueta do Oscar (por Os Miseráveis), além de guardar inúmeros sucessos em sua filmografia. Mas assim como Chastain também, de uns anos para cá as escolhas de projetos da atriz tem obtido resultados, digamos, duvidosos. Há mais ou menos seis anos também, a filmografia de Hathaway parece dividida em duas categorias: filmes que ninguém viu e filmes que o público assistiu e não gostou. Dentro desta seara se encontram produções como Alice Através do Espelho, Colossal, Oito Mulheres e um Segredo, Calmaria, As Trapaceiras, A Última Coisa que Ele Queria, Convenção das Bruxas e Confinamento. Ou seja, praticamente todos os filmes que fez nestes últimos anos.

O que pode ser o ponto de virada: Armageddon Time, novo de James Gray, e o tão anunciado projeto dos sonhos da atriz, The Lifeboat.

Leia também: Anne Hathaway | O que aconteceu com a carreira da vencedora do Oscar?

Jennifer Lawrence

Antes considerada a menina de ouro de Hollywood e uma jovem herdeira de Meryl Streep – com suas duas primeiras indicações ao Oscar (num total de quatro), incluindo a vitória por O Lado Bom da Vida, ocorrendo antes de completar 25 anos de idade -, J-Law anda meio sumida desde que seus últimos lançamentos não foram abraçados por crítica e público como antes. É curioso notar que o ponto de guinada para a maioria destas atrizes na lista ocorreu há mais ou menos 6 anos, em 2016. Tudo bem que a jovem estrela já havia bambeado com Serena em 2014, mas foi a partir de 2016 que não conseguiu mais emplacar um verdadeiro sucesso sequer (de crítica ou público). Nessa fase ruim, J-Law lançou obras como X-Men Apocalipse, Passageiros, Mãe!, Operação Red Sparrow e X-Men – Fênix Negra. Seu último filme, a sátira sobre o negacionismo Não Olhe para Cima, embora não tenha sido um sucesso de crítica, fez bastante barulho, bateu recordes de audiência na Netflix, foi indicado ao Oscar e redimiu um pouco a carreira recente da atriz – porém não é um filme levado apenas com a força de seu nome, e conta com astros como Leonardo DiCaprio e Meryl Streep no elenco.

O que pode ser o ponto de virada: o drama Red, White and Water, e a biografia Bad Blood, novo filme do diretor Adam McKay.

Alicia Vikander

Outra vencedora do Oscar que parece ter sofrido com a “maldição” do prêmio, a sueca Alicia Vikander chegou aos holofotes graças ao drama de época indicado ao Oscar de produção estrangeira O Amante da Rainha. Desde então apareceu em filmes prestigiados e abraçados pelo público, vide Ex-Machina – Instinto Artificial e A Garota Dinamarquesa. A jovem atriz até participou de blockbusters renomados como O Agente da UNCLE e Jason Bourne, que não atingiram muito o esperado. Depois disso, emplacou uma série de filmes que ninguém assistiu de fato, vide A Luz Entre Oceanos, Amor e Tulipas, Euforia e Submersão. A grande volta aos radares ocorreria com o reboot de Tomb Raider, no qual viveria a nova Lara Croft do cinema, substituindo a estrela Angelina Jolie. O filme veio e foi sem que muitos tomassem conhecimento. Sem o barulho esperado, Vikander seguiu para novos projetos obscuros como Pássaro do Oriente, The Glorias, Blue Bayou e Beckett. Um novo Tomb Raider é anunciado e esperamos que desta vez sirva para fazer as pazes da sueca com o sucesso.

O que pode ser o ponto de virada: o terror histórico Firebrand, do nosso conterrâneo Karim Aïnouz (A Vida Invisível); a série cômica Irma Vep; e o anunciado blockbuster Tomb Raider 2.

Marion Cotillard

Continuamos com atrizes europeias, desta vez com a francesa Marion Cotillard, que já foi o nome número 1 de seu país em Hollywood. Após a vitória no Oscar pelo filme francês Piaf – Um Hino ao Amor (2007), Cotillard emplacou um sucesso atrás do outro, com filmes como A Origem, Meia Noite em Paris, Contágio e Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. É verdade que a francesa sempre gostou de mesclar Hollywood com produções de seu país, como os sucessos Ferrugem e Osso (2012) e Dois Dias, Uma Noite (2014) – pelo qual foi novamente indicada ao Oscar. E este parece ter sido seu último grande sucesso unânime, pois depois disso vieram filmes que ninguém viu ou fracassaram, tanto em Hollywood (Macbeth – Ambição e Guerra, Aliados, Assassin’s Creed e Dolittle) quanto na França (Um Instante de Amor, Rock’n Roll – Por Trás da Fama, Os Fantasmas de Ismael e Meu Anjo). Com Annette, lançado em 2021, ela recuperou um pouco o prestígio junto à crítica e aos cinéfilos, mas falta um grande sucesso de público.

O que pode ser o ponto de virada: a série Extrapolations, que mistura humor e suspense; o drama Lee, com Kate Winslet; e o novo live action francês de Astérix e Obélix.

Lupita Nyong’o

Aqui tocamos num assunto delicado, pois fala claramente do racismo que ainda habita em Hollywood e no mundo de forma geral. O fato é: após a vitória no Oscar por 12 Anos de Escravidão, a bela e talentosa Lupita Nyong’o deveria ter aparecido em todos os lugares, em todos os tipos de filme. Mas não foi bem assim. Tudo bem, ela descolou um papel na nova trilogia de Star Wars, mas enquanto todos esperavam vê-la em cena, ela cedeu apenas sua voz a um personagem digital – que muitos, é claro, nem sabem que é ela. O mesmo ocorreu em Mogli – O Menino Lobo (2016). Seriam nada menos que cinco anos até que o grande público pudesse ver Lupita de novo nas telonas, com o mega sucesso Pantera Negra, da Marvel. O terror Nós (2019), de Jordan Peele, foi um presente para a atriz e a redimiu. Qualquer outra atriz que tivesse recebido tal honraria teria aparecido em trocentos projetos nesse tempo, mas Lupita desde sua vitória no Oscar até hoje fez apenas 6 filmes em que apareça de carne e osso. Triste. O mal que paira sobre a atriz não é o de escolhas ruins de projetos, e sim a falta de ofertas. Em breve, no entanto, ela estará de volta como Nakia para mais um sucesso, assim esperamos, em Pantera Negra – Wakanda para Sempre.

O que pode ser o ponto de virada: o mega blockbuster Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, que deverá dar mais destaque para o elenco feminino, incluindo a personagem da atriz, Nakia.

Noomi Rapace

Outra atriz sueca na lista, Noomi Rapace conseguiu destaque em sua carreira ao viver a primeira Lisbeth Salander do cinema, na trilogia Millenium, baseada nos livros de Stieg Larsson: Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo do Ar. A relevância de tais obras suecas pelo mundo refletiu em Hollywood, e logo as portas estavam abertas para Rapace – que emplacou em filmes como Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras, Prometheus, Paixão, Sem Perdão, A Entrega e Crimes Ocultos. Depois disso, a partir de 2016 (olha o ano “maldito” de novo), a carreira da atriz escorregou para um território B, trazendo filmes do nível de Rupture – Superando o Medo, Conspiração Terrorista, Onde Está Segunda?, Estocolmo, Close e Anjo Meu. Recentemente, Rapace começou a voltar ao trilhos com filmes badalados como The Trip e Lamb.

O que pode ser o ponto de virada: a série de faroeste Django, e o filme de ação Assassin Club.

Naomi Watts

Veterana indicada duas vezes ao Oscar, Naomi Watts coleciona sucessos e obras dirigidas por cineastas renomados, vide O Chamado, King Kong, Cidade dos Sonhos, Senhores do Crime, J. Edgar, O Impossível e Birdman. O azar que tirou a carreira de Watts dos trilhos aconteceu quando ela aceitou participar da malfadada franquia Divergente, com o segundo capítulo Insurgente (2015) – franquia esta que num caso inédito em Hollywood ficou sem sua última parte! O que parecia uma boa decisão, terminou tirando Watts de bons projetos sem que conseguisse voltar. Dali em diante vieram filmes como O Mar de Árvores, Demolição, Meu Nome é Ray, Convergente, Punhos de Sangue, Refém do Medo, O Livro de Henry, Ofélia, Luce, e até mesmo quando tentou emplacar numa série com a Netflix, o resultado foi Gypsy, cancelada na primeira temporada. Esperamos que o remake do terror Boa Noite Mamãe traga novo prestígio para a estrela, afinal sua carreira foi feita graças a um remake de terror: O Chamado.

O que pode ser o ponto de virada: o citado remake de Boa Noite Mamãe; e as novas minisséries de Ryan Murphy – a segunda temporada de Feud e o terror The Watcher.

Keira Knightley

A inglesinha Keira Knightley chamou atenção pela primeira vez com a comédia de futebol Driblando o Destino, de 2002, e daí ganharia o passaporte para uma das maiores franquias da história de Hollywood: a trilogia Piratas do Caribe. A própria já revelou em entrevistas que perdeu sua juventude participando de tais filmes. Para sua carreira deve ter valido à pena, já que se tornou um nome conhecido e uma estrela graças a estas superproduções. Depois seguiram Simplesmente Amor, Rei Arthur e Domino – A Caçadora de Recompensas; além de obras renomadas pela crítica vide Orgulho & Preconceito, Desejo e Reparação, A Duquesa, Um Método Perigoso, Anna Karenina e O Jogo da Imitação. Nesta trajetória, a jovem estrela ainda descolou duas indicações ao Oscar, só está faltando sua vitória. Mais uma vez o fatídico ano de 2016 aparece na lista, trazendo Beleza Oculta no currículo de Knightley, filme com o estapeador Will Smith. Daí seguiram filmes naquele esquema “não vi ou não gostei”, tipo  Colette, O Quebra Nozes e os Quatro Reinos, Segredos Oficiais, Consequências, Miss Revolução e A Última Noite. Mas o que a carreira de Keira precisa mesmo é de um sucesso.

O que pode ser o ponto de virada: o terror sobre o caso real do estrangulador de Boston – Boston Strangler.

Paula Patton

Terminamos a lista com uma atriz que muitos perguntarão: “quem?”. Tudo bem, Paula Patton não tem a fama que a maioria da lista possui e realmente nunca levou uma produção de sucesso unicamente com a força de seu nome. Mas isso não significa que a atriz não tenha sua cota de sucessos na carreira e não tenha participado de longas com grandes astros e comandados por nomes de peso na indústria. Por exemplo, ela participou de dois filmes ao lado de Denzel Washington, Déjà Vu e Dose Dupla – o primeiro dirigido por Tony Scott. Fez comédia com Kevin Costner (Promessas de um Cara de Pau), terror com Kiefer Sutherland (Espelhos do Medo), romances voltados ao público negro (Jogada Certa e Pulando a Vassoura) e mostrou que sabe atuar no indicado ao Oscar Preciosa. Porém, o ponto alto da carreira da atriz, muitos dirão, e talvez ela mesma, foi a superprodução Missão Impossível – Protocolo Fantasma, onde viveu a agente Jane lado a lado com Tom Cruise. Mas aí adivinha? O ano de 2016 atingiu também a carreira de Paula Patton. E com ele, fracassos no currículo da atriz, como Zerando a Vida (com Adam Sandler), e o que era para ser um novo fenômeno em seu currículo, Warcraft – O Primeiro Encontro Entre Dois Mundos. Bem, sabemos o resultado deste. Depois disso, Patton puxou o freio de mão e estrelou apenas dois filmes: Traffik – Liberdade Roubada e o infantil Faça um Desejo; além da série cancelada na primeira temporada Somewhere in Between.

O que pode ser o ponto de virada: a série de suspense Sacrifice, sobre uma advogada e seus clientes ricos e famosos.

Artigo | Desperate Housewives: Relembrando o início de uma das maiores séries do século

Wisteria Lane não é um lugar como qualquer outro. É claro, apesar da fachada suburbana e lindamente cuidada de todos os seus moradores, e até mesmo da aparente boa convivência entre seus vizinhos, mistérios aterradores se escondem por detrás dos grandes casarões da pacata rua. Mistérios que ninguém nunca imaginaria que conseguiriam se manter guardados por tantos anos, enterrados em corações machucados com traumas e fantasmas assustadores. E esse ar de suspense, mesclado com o melhor da comédia e do adorável drama familiar, é o que torna Desperate Housewives uma das séries mais agradáveis e interessantes de acompanharem, desde o irreverente piloto até seu series finale.

É muito fácil julgar um livro pela capa – ou, nesse caso, uma série por seu pôster. Ao nos depararmos com os trailers e com a publicidade acerca do show criado por Marc Cherry, pensamos imediatamente em um melodrama, à la soap opera, que trará personagens unidimensionais numa linearidade monótona e previsível. Entretanto, o mais incrível é o quanto estávamos errados em duvidar das capacidades do showrunner e da aplaudível equipe artística – e, sem sombra de dúvida, daquelas que roubam a cena a todo momento: as desesperadas donas de casa. Pode esquecer da perfeição melódica e estereotipada de Mulheres Perfeitas’ ou qualquer outra obra do gênero: aqui, todas as protagonistas são diferentes entre si, mergulhando em arcos muito estruturados e sendo mais complexas que seus maridos.

Dessa forma, Cherry consegue fazer o “impossível”, por assim dizer: manter-se num nível tragicômico altíssimo e desconstruir o gênero dramático em subtramas envolventes e apaixonantes. E isso já se inicia com o episódio piloto, no qual a narradora póstuma, Mary Alice (Brenda Strong) recebe uma carta e dá um tiro em sua própria cabeça, desencadeando eventos assustadores e que mostram que ninguém é o que realmente parece ser. O suicídio inesperado poderia muito bem ser ofuscado pelas outras histórias que permeiam o pano de fundo, mas ambas as partes dividem a cena de modo igualitário, às vezes deixando um pouco mais de espaço para que a continuidade e as viradas ganhem uma estrutura mais endossada. E nesse meio que surgem os quatro rostos principais, construídos nas formas de Susan (Teri Hatcher), Bree (Marcia Cross), Gabi (Eva Longoria) e Lynette (Felicity Huffman).

Logo no primeiro capítulo, percebemos como as mulheres são muito diferentes entre si, o que, num escopo convencional, seria base para transformá-las em inimigas. Mas são essas diferenças que as unem como melhores amigas e a transtornam mais do que deveriam: Susan lida com a traição de seu ex-marido e com sua tentativa de conciliar sua vida profissional e pessoal, sendo constantemente aparada pela filha Julie (Andrea Bowen); Bree mantém-se num patamar de “a esposa e a mãe perfeita”, sem perceber que não está agradando à sua família até o pedido de divórcio do esposo; Lynette abandonou sua carreira de publicitária quando ficou grávida de gêmeos, observando a carreira de Tom (Doug Savant) enquanto mantinha-se presa em casa com filhos; e Gabi, uma ex-modelo, parece ter o casamento perfeito, mas na verdade está infeliz com um marido tão controlador e o trai com seu jardineiro, o estudante de dezessete anos John (Kyle Searles).

Seria muito fácil para uma produção como essa mergulhar num ciclo inquebrantável de fórmulas e acontecimentos clichês. Porém, Cherry arquiteta tudo com bastante esmero, sabendo exatamente quando e onde colocar as viradas, e quando se manter na comédia em detrimento de um dramalhão desnecessário. Conforme as personas encontram progresso em seus arcos, mais linhas se mostram presentes, como um novo vizinho que vem para tentar mudar a triste onda de separação de Susan, ou uma sogra que chega de surpresa para tentar descobrir uma traição imperdoável e vingar seu “filho maravilhoso”. Mas o que parece unir os coadjuvantes e protagonistas é o assassinato de Mary Alice – e o aparecimento de Mike Delfino (James Denton) parece ser a chave para desvendar os mistérios por trás da família Young.

Não é apenas a trama principal que nos rouba atenção, mas também a competência de sua parte estética e artística. Além da direção de arte, que respalda na perfeição simétrica e pré-programada das produções de décadas anteriores, com tons pastéis e vívidos – é até mesmo possível ver a transfusão cênica de Pleasantville’ para o show -, a preocupação imagética também é vista com clareza na edição, cujas múltiplas narrativas paralelas inúmeras vezes encontram flashbacks rápidos e explicativos, e até mesmo um extradiegismo que dá mais sustância para os laços psicoemocionais entre os telespectadores e os personagens.

Danny Elfman é outro nome bastante expressivo dentro da série, trazendo suas habilidades caprichosas e fabulescas para uma trilha sonora que oscila entre um mickey-mousing estruturado e compreensivo, trazendo um teclado e um violino interessantíssimos, entrando em conflito com um violoncelo mais profundo para as surpresas e as resoluções de cada um dos episódios. Aliás, a primeira temporada encontra um terreno extremamente fértil para colocar cliffhangers em cada iteração, culminando em uma “resolução” de tirar o fôlego que já dá as cartas para o próximo ano.

Desperate Housewives talvez teve um dos melhores inícios de série do século, nos entregando muito mais do que prometera e nos fazendo apaixonar por cada uma das mulheres que moram em Wisteria Lane. E realmente, nada é o que parece ser – e nem mesmo o mais cândido dos rostos está livre de cometer atos duvidosos em prol de salvar a própria pele.