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Denis Villeneuve diz que ‘Duna – Parte 2’ é provavelmente o maior desafio de sua carreira

Em entrevista ao ET Canada, o diretor Denis Villeneuve comentou sobre a aguardada sequência do elogiado Duna e disse que o projeto já está em preparação e se configura como o maior desafio de sua carreira.

“Será intenso”, ele disse. “Estou em preparação agora. Na segunda-feira de manhã, assim que sairmos de Los Angeles, começará a preparação”.

Villeneuve continua: “não posso dizer nada sobre o filme – não gosto de falar sobre projetos conforme os vou fazendo – mas provavelmente será o maior desafio da minha carreira, de novo, porque é mais complexo que a primeira parte”.

Anteriormente, conversando com o Deadline, o realizador falou sobre o que os fãs podem esperar da sequência.

“Será mais uma linda jornada pelo deserto, de novo”, ele revelou. “É a jornada em que Paul Atreides e sua mãe, Lady Jessica, fazem contato com a cultura dos Fremen e se encontram com os Fremen. É a jornada de Paul contra o inimigo… É um filme que será mais cinemático”.

Villeneuve também prometeu que a atriz vencedora do Emmy Zendaya terá mais participação no próximo filme.

“Para Zendaya, vou dizer que a Parte Um foi uma promessa. Eu sei que vimos um vislumbre dela na Parte Um, mas na Parte Dois ela terá um papel proeminente. Seguiremos Timothée e Zendaya em suas aventuras no deserto. O que mais me empolga em voltar para Arrakis é passar um tempo com esses personagens novamente”, ele comentou.

Lembrando que ‘Duna‘ foi indicado a 10 categorias do Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Roteiro AdaptadoMelhor Trilha Sonora OriginalMelhor FotografiaMelhor EdiçãoMelhor Design de ProduçãoMelhor FigurinoMelhor Maquiagem & Cabelo, Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais.

Os vencedores serão anunciados hoje, 27 de março.

Duna já está disponível no catálogo da HBO Max!

Segundo o jornalista Josh Encinias em atendimento a uma das sessões de Duna, o aclamado diretor Denis Villeneuve já deu início à produção da 2ª parte da adaptação – e que as filmagens devem começar em meados de 2022 (mais precisamente no dia 18 de julho do ano que vem).

Villeneuve já deu início à escrita do roteiro e começou a trabalhar no projeto antes mesmo de ganhar sinal verde na Warner Bros.. Segundo ele:

“Estou escrevendo a parte dois, agora, e me sinto com oito anos de idade de novo. Isso é muito incomum para mim. É a primeira vez que experimento ver um dos meus filmes e tenho um momento de pura gratidão, alegria e eu digo: ‘obrigado, vida, por me dar a oportunidade de trazer isso para as telas'”.

O diretor pretende fazer uma trilogia.

Crítica | Duna – Denis Villeneuve corresponde às expectativas?

‘Teen Wolf’: Cinco novos atores entram para o elenco do revival

MTV Entertainment Studios e a Orion Television anunciaram recentemente que cinco novos atores foram contratados para o vindouro filme revival baseado na série Teen Wolf, da Paramount+ (via ComicBook.com).

As informações apontam que Ian Bohen, Vince Mattis, Nobi Nakanishi, Khylin Rhambo e Amy Lin Workman foram escalados para o elenco.

Bohen retorna como Peter Hale; Mattis interpretará Eli Hale, o filho de quinze anos de Derek Hale; Nakanishi será o Delegado Ishida; Rhambo retorna como Mason Hewitt; e, por fim, Workman será Hikari Zhang.

Lembrando que Tyler Hoechlin (‘Superman & Lois’) está em negociações finais para reprisar o seu papel como Derek na produção.

Vale lembrar que as filmagens do longa já começaram!

O filme trará o retorno de: Tyler Posey como Scott McCall, Holland Roden como Lydia Martin, Shelley Hennig como Malia Tate, Crystal Reed como Allison Argent, Orny Adams como Coach Bobby Finstock, Linden Ashby como Sheriff Noah Stilinski, JR Bourne como Chris Argent, Seth Gilliam como Dr. Alan Deaton, Colton Haynes como Jackson Whittemore, Ryan Kelley como Vice Jordan Parrish, Melissa Ponzio como Melissa McCall e Dylan Sprayberry como Liam Dunbar.

Dylan O’Brien não aceitou o convite para voltar para o filme.Além dele, Arden Cho e Tyler Hoechlin também não retornam.

No filme ‘Teen Wolf‘, um terrível mal surgiu na cidade de Beacon Hills. Os lobos estão uivando mais uma vez, pedindo o retorno de Banshees, Werecoyotes, Hellhounds, Kitsunes e todos os outros metamorfos da noite. Mas apenas um lobisomem como Scott McCall, que agora não é mais um adolescente, e sim um Alfa, pode reunir novos aliados e reunir amigos de confiança para lutar contra o que poderia ser o inimigo mais poderoso e mortal que eles já enfrentaram.

O criador da série Jeff Davis volta para supervisionar o projeto.

Para quem não conhece, ‘Teen Wolf‘ estreou em 05 de junho de 2011 e se tornou uma febre entre o público adolescente, o que lhe rendeu seis temporadas.

Na trama, Posey interpreta Scott McCall, um estudante do ensino médio que é mordido por um lobisomem e precisa aprender a controlar seus instintos animais para proteger seus amigos e sua família.

Vale lembrar que o final da última temporada abre margem para uma continuação, com Scott e sua trupe deixando a cidade para recrutar mais lobos para se juntar ao seu bando e ajudar a lutar na guerra.

 

Ouça “The Rescuers”, faixa oficial da trilha sonora da ação ‘Ambulância: Um Dia de Crime’

Ambulância: Um Dia de Crime‘, filme de ação estrelado por Jake Gyllenhaal (‘Homem-Aranha: Longe de Casa’), já chegou aos cinemas brasileiros e, agora, a Universal Pictures divulgou a primeira faixa oficial da trilha sonora do longa nas plataformas virtuais.

Intitulada “The Rescuers”, a canção foi composta por Lorna Balfe (‘Missão Impossível: Efeito Fallout’) e pode ser conferida em seu serviço de escolha clicando aqui.

Dirigido por Michael Bay (‘Transformers’), o longa é um remake do filme homônimo dinamarquês lançado em 2005.

O condecorado veterano Will Sharp, desesperado por dinheiro para cobrir as contas médicas de sua esposa, pede ajuda de uma pessoa que ele sabe que não deveria – seu irmão adotivo Danny. Um criminoso carismático, Danny oferece-lhe uma pontuação: o maior assalto a banco na história de Los Angeles: 32 milhões de dólares. Com a sobrevivência de sua esposa em jogo, Will não pode dizer não. Mas quando sua fuga dá espetacularmente errado, os irmãos desesperados sequestram uma ambulância com um policial ferido lutando por sua vida e a técnica de emergência médica Cam Thompson a bordo. Em uma perseguição em alta velocidade que nunca para, Will e Danny devem escapar, manter seus reféns vivos e, de alguma forma, tentar não se matar, ao mesmo tempo em que executam a fuga mais insana que Los Angeles já viu.

Jake Gyllenhaal (‘Homem-Aranha: Longe de Casa’), Eiza González (‘Em Ritmo de Fuga’) e Yahya Abdul-Mateen II (‘Aquaman’) estrelam a produção.

‘As Trambiqueiras’: Comédia estrelada por Kristen Bell já está disponível no Prime Video!

As Trambiqueiras‘ (Queenpins), nova comédia estrelada pela icônica Kristen Bell (‘A Vizinha da Mulher na Janela’, ‘The Good Place’), já está disponível no Prime Video.

O título foi lançado no último dia 25 de março na plataforma de streaming.

Dirigido por Aron Gaudet e Gita Pullapilly, a produção, baseada em uma história real, conta a história de Connie (Bell), uma dona de casa suburbana que transforma sua obsessão por cupons em uma empresa criminosa de milhares de dólares.

Relembre o trailer e confira a sinopse:

Connie (Bell) e sua melhor amiga JoJo (Kirby Howell-Baptiste), uma blogueira sonhadora, transformam sua obsessão por cupons em uma empresa criminosa milionária. Depois de enviarem uma carta para a empresa responsável pela marca de uma caixa de cereal estragada e receberem um pedido de desculpas com dezenas de brindes, a dupla cria um esquema de clube de cupons ilegal, engana diversas mega-corporações e ainda oferece ofertas para legiões de fãs de compras. Um oficial de prevenção de perdas (Paul Walter Hauser) de uma rede de supermercados local une forças com um inspetor postal muito determinado (Vince Vaughn) na perseguição das infratoras.

‘Caranguejo Negro’: Vídeo nos leva aos bastidores do novo suspense pós-apocalíptico da Netflix; Confira!

Caranguejo Negro, suspense pós-apocalíptico escandinavo estrelado por Noomi Rapace (‘Lamb’, ‘Prometheus’), chegou ao catálogo da Netflix nos últimos dias e, para promovê-lo, a plataforma de streaming divulgou um vídeo de bastidores que revela como a história ganhou vida.

Assista e siga o CinePOP no YouTube:

O longa, baseado no livro homônimo escrito por Jerker Virdborg, é “ambientado em um mundo pós-apocalíptico com um inverno eterno e segue seis soldados que são enviados para uma arriscada missão através do mar congelado para transportar uma carga que poderá finalmente acabar com a guerra”.

Relembre o trailer:

Adam Berg fica responsável pela direção.

Segundo o produtor Mattias Montero, a produção “mostra o que acontece com a humanidade quando o caos ascende”.

Jakob OftebroDar SalimArdalan EsmailiErik Enge completam o elenco.

‘Ghost in the Shell’: 2ª temporada da animação ganha trailer oficial e data de estreia; Confira!

A Netflix divulgou o trailer oficial da 2ª temporada da animação ‘Ghost in the Shell: SAC_2045‘.

Além disso, foi revelado que os novos episódios têm estreia agendada para o dia 23 de maio na plataforma de streaming.

Assista e siga o CinePOP no YouTube:

A nova série será dirigida pelo veterano Kenji Kamiyama, responsável por ‘Ghost in the Shell: Stand Alone Complex‘, um dos animes mais elogiados inspirados no mangá de Masamune Shirow.

Em 2045, uma unidade de elite da polícia japonesa conduz operações cibernéticas secretas após o colapso do capitalismo global.

‘Escape Room’: Terror já está disponível na Netflix!

O terror Escape Room se tornou uma das sensações do final da década passada e, agora, pode ser conferido na Netflix.

O título chegou à plataforma de streaming hoje, 27 de março.

Na trama, “seis estranhos que estão assando por momentos complicados em suas respectivas vidas acabam sendo misteriosamente convidados para um experimento inusitado: trancados em uma imersiva sala enigmática cheia de armadilhas, eles ganharão um milhão de dólares caso consigam sair. Mas quando percebem que os perigos são mais letais do que imaginavam, precisam agir rápido para desvendar as pistas que lhes são dadas”.

Relembre o trailer:

O filme foi dirigido por Adam Robitel (‘Sobrenatural: A Última Chave’).

Deborah Ann WollLogan Miller, Taylor RussellTyler LabineJay Ellis e Nik Dodan estrelam.

Apesar das críticas mistas, o longa arrecadou mais de US$155 milhões nas bilheterias mundiais. Uma sequência, Escape Room 2: Tensão Máxima’, foi lançada em 2021.

‘Charmed’: As coisas saem do controle na promo oficial do episódio 04×04; Confira!

A CW divulgou a promo oficial de “Ripples”, 4º episódio da 4ª temporada de Charmed.

Na trama, “quando a caçada de Maggie por demônios a leva em um caminho perigoso, Mel decide que é hora delas tirarem umas férias – e leva as irmãs para um fim de semana de descanso. Enquanto isso, a nova Encantada é deixada no controle do Centro de Comando pela primeira vez… O que não dá certo como todos esperavam”.

O capítulo vai ao ar no 01 de abril.

Confira:

Criada por Constance M. Burge, a série é um reboot do seriado clássico ‘Jovens Bruxas‘, que rendeu oito temporadas, transmitidas entre 1998 e 2006.

O elenco conta com Melonie Diaz, Madeleine Mantock, Sarah Jeffery e Rupert Evans.

‘Bridgerton’: Katya e Trixie Mattel reagem à 2ª temporada da série; Confira!

A 2ª temporada de Bridgerton finalmente chegou ao catálogo da Netflix e já vem conquistando o público ao redor do mundo.

Para promover o novo ciclo, a gigante do streaming se reuniu com as icônicas drag queens KatyaTrixie Mattel, do reality show ‘RuPaul’s Drag Race’, para reagirem à iteração.

Confira:

A nova leva de episódios foi lançada hoje, 25 de março, na plataforma de streaming.

No Rotten Tomatoes, a nova iteração conquistou 79% de aprovação, com nota 7.20/10 baseada em 61 reviews.

Confira os principais comentários abaixo:

“Por mais frustrante que seja a história de amor principal, os atores a interpretam de forma muito, muito boa” – Variety.

“Exuberante e adoravelmente romântico” – San Francisco Chronicle.

“Uma nova temporada que faz a anterior fugir da memória” – Mashable.

“A 2ª temporada traz novos dramas, novos interesses românticos e uma nova temporada de relacionamentos, mas não chega aos pés do entretenimento da iteração anterior” – Mama’s Geeky.

“A nova temporada deixa de lado o apreço refrescante e o ritmo envolvente da primeira iteração” – TheWrap.

Lembrando que os novos episódios vão acompanhar a história de Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey) em busca de um grande amor.

Os novos capítulos trarão cinco novos nomes ao elenco: Simone Ashley (‘Sex Education’), Charithra Chandran (‘Alex Rider’), Shelley Conn (‘Liar’), Calam Lynch (‘Beleza Negra’), Rupert Young (‘Dear Evan Hanson’).

Ashley será Kate Sharma, interesse romântico de Anthony; Chandran será Edwina Sharma, irmã mais nova de Kate; Conn será Mary Sharma, mãe de Kate; Lynch será Theo Sharpe; e Young dará vida a um personagem chamado Jack.

Baseada nos romances da autora Julia Quinn, de série foi criada por Chris Van Dusen.

Adjoa AndohLorraine AshbourneJonathan BaileyRuby BarkerSabrina BartlettHarriet Cains e outros estrelam.

Em show histórico no Lollapalooza, Miley Cyrus homenageia Taylor Hawkins e tem grande momento com Anitta

O segundo dia do festival Lollapalooza reservou um dos momentos mais tocantes da história do evento, com a cantora Miley Cyrus se emocionando ao homenagear Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters, que faleceu na noite de ontem (26). A cantora se emocionou ao falar sobre o amigo e músico antes de cantar ‘Angels Like You‘.

“Obrigado a todos. Todos aqui ouviram que nós perdemos uma lenda do rock e da música, meu amigo Taylor Hawkins. Eu queria enviar meus desejos de força para o Foo Fighters e a família de Hawkins. Eu não sei como eu vou conseguir cantar essa próxima canção e como vou passar por isso. Mas há alguns dias atrás, não sei se vocês souberam, mas eu tive uma experiência horrível. Nosso avião foi atingido por um raio e tivemos que fazer um pouso de emergência e a primeira pessoa que eu liguei depois foi Taylor”, disse Cyrus às lágrimas…

A nossa eterna Hannah Montana também recheou o show de momentos cheios de alegria, sobretudo quando recebeu Anitta para cantar o sucesso logo após ‘Mother’s Daughter‘, uma das músicas mais pedidas pelos fãs.

“Obrigado, Brasil. Muito obrigado. Anitta, obrigado por vir. Eu realmente amo essa sua música. Anitta é uma dessas pessoas que eu se eu ligar e pedir para ela vir ao meu apartamento falar sobre garotos ou outra coisa, ela estará lá. Mas se eu ligar pra ela e falar que quero sair e fazer a melhor festa que o mundo já viu, ela vai cuidar para que seja a festa mais louca”, completou a popstar elogiando a brasileira.

Para fechar a noite com chave de ouro, houve um momento em que Miley chamou ao palco um rapaz, fã da cantora de longa data. Emocionado, o jovem se declarou ao namorado e o pediu em casamento – com direito a ficar de joelhos – na frente de todos os presentes. O moço disse “sim” e foi aplaudido pela enorme plateia e pela cantora.

Ator de ‘Pantera Negra 2’ diz que a sequência será tão GRANDIOSA quanto o original

Enquanto promovia a série Halo‘, o ator Danny Sapani comentou sobre seu retorno aos sets da Marvel para reviver o personagem M’Kathu, em ‘Pantera Negra: Wakanda Forever‘.

Em entrevista para o Entertainment Tonight, o intérprete do líder da Tribo da Fronteira garantiu que a sequência será tão grandiosa quanto original.

“Obviamente, sem Chad é muito diferente fazer esse filme. Mas vamos continuar hasteando essa bandeira, continuar tentando contar essa história porque é uma história incrível.”

Questionado sobre os comentários de Angela Bassett de que ‘Pantera Negra 2′ vai superar o primeiro filme, ele disse que:

“Bem, eu não acho que você possa comparar os dois, para ser honesto com você. Mas a sequência será tão grandiosa quanto o original. Acho que vamos continuar honrando o grande homem que Chad foi. Todas as pessoas que estão envolvidas com esse projeto são muito próximas. Acho que dá uma ótima sensação de família. Então, imagino que vai surpreender a todos assim como o primeiro.”

Anteriormente, uma fan page dedicada à sequência anunciou que as filmagens já foram encerradas, conforme também postagens de membros da equipe.

A figurinista Ruth E. Carter, além de muitos outros companheiros, confirmaram que o longa já vai entrar em sua fase de pós-produção.

Veja abaixo o anuncio feito através do Twitter:

Pantera Negra: Wakanda Forever‘ está programado para ser lançado no dia 11 de novembro de 2022, com o retorno do roteirista e diretor Ryan Coogler.

O primeiroPantera Negra foi lançado em 2018 e fez um estrondo gigantesco na bilheteria, arrecadando mais de US$1,3 bilhão de dólares mundialmente. Além disso, torno-se o primeiro filme de super-heróis a ser indicado a Melhor Filme no Oscar.

‘O Pacto’ entre artistas no trailer LEGENDADO do drama; Assista!

O drama ‘O Pacto‘ ganhou o primeiro trailer legendado.

Confira:

Dirigido por Bille August, o longa é baseado no livro autobiográfico Out of Africa, escrito por Thorkild Bjørnvig.

“Há 17 anos, Karen Blixen desistiu da aventura na África e voltou para a Dinamarca para uma vida em ruínas. Destruída pela sífilis e arrasada por ter perdido sua fazenda e o amor de sua vida, ela se reinventa como uma superestrela artística. Agora, aos 63 anos, Karen Blixen é mundialmente famosa, mas também vive isolada – até conhecer o poeta Thorkild Bjørnvig, de 30 anos. Juntos, eles fazem um pacto: ela promete fazer dele um grande artista, em troca dele obedecê-la incondicionalmente – independentemente do preço.”

Birthe NeumannSimon BennebjergNanna Skaarup Voss estrelam a produção.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 7 de abril.

Batman vs Superman | POLÊMICA obra de Zack Snyder completa 6 Anos; Você gostou?

Filme polarizou não só o público como a indústria, provocando reações extremas de amor e ódio

Entre 1941 e 1986 a DC Comics publicou uma revista intitulada World’s Finest Comics, esta que de início se propôs a trazer aventuras isoladas de Superman e Batman optou, a partir dos anos 50 por motivos de controle de gastos, juntar os dois personagens em histórias únicas; assim resultando nos hoje tão famosos crossovers

No geral essas aventuras sempre traziam conteúdos agradáveis para todas as idades e principalmente para seu público-alvo, o infantil, onde o bem e a amizade sempre prevaleciam sobre a vilania de inimigos como Lex Luthor e Coringa. Elas também foram importantes para solidificar a amizade entre o Guardião de Metrópolis e o Morcego de Gotham como o bromance mais famoso dos quadrinhos.

Décadas depois, a partir de 2013, a Warner Bros (detentora dos direitos de adaptação das propriedades da DC) se encontrava em uma sinuca de bico. Sua maior competidora no mercado cinematográfico, a Disney, via a cada dia a relevância econômica e cultural da Marvel Studios decolar na mesma velocidade com que seus filmes expandiam seu recém estabelecido universo compartilhado nos cinemas.

Terceiro ato do filme ficou famoso pela decisão polêmica do Superman

No ano anterior eles haviam lançado o primeiro filme dos Vingadores, batendo a marca do bilhão e apresentando o primeiro grande filme de quadrinhos a reunir a maior quantidade possível de heróis conhecidos em uma trama coesa (em 1997 a CBS lançou para a TV uma adaptação da Liga da Justiça da América que foi e é extremamente rejeitada por todos). Dessa maneira, para os executivos da Warner era imperativo dar início ao seu próprio universo compartilhado o mais rápido possível.

Para tanto foi escolhido o diretor Zack Snyder, que era até então contratado exclusivo do estúdio, para planejar um projeto similar voltado para os personagens da DC Comics. Auxiliado por Christopher Nolan e com roteiro de David S.Goyer (ambos tendo sido responsáveis pela trilogia Cavaleiro das Trevas), Snyder lançou Homem de Aço; filme solo do Superman que contaria uma nova origem do alienígena, agora com referências a um universo bem maior.

O filme teve um sucesso perceptível, tanto financeiramente (conseguindo pagar os custos de produção) quanto por gerar ampla aceitação pela performance de Henry Cavill como Clark KentSuperman. Entretanto, as primeiras rachaduras e sinais do que estava por vir já eram exibidas ao final da projeção. Na trama, após uma luta extremamente destrutiva com o General Zod, Superman se vê numa posição complicada; não há como aprisioná-lo na zona fantasma, não há como convencê-lo a desistir, não tem como lutar eternamente com ele e, o mais importante, o próprio Zod afirma que jamais iria parar até tirar a vida de todos os humanos. 

As histórias da World’s Finest fizeram por merecer o carinho recebido pelos fãs da DC

Dessa maneira, Superman quebra o pescoço do vilão e parte do público enlouquece em revoltas virtuais. Com esse ambiente dividido, a Warner confiou novamente a Snyder para que produzisse uma sequência, mas dessa vez ela deveria ter a função de deixar o terreno pronto para em seguida vir uma adaptação da Liga da Justiça. Sem projetos solos prévios dos heróis envolvidos, sem paciência, sem planejamento. A confirmação junto com o logo do filme veio na Comic Con de 2013.

Não muito depois de anunciada a produção da sequência foi confirmado que o Batman faria sua primeira aparição desde o fim da fase Christian Bale. De imediato se especulou que a Warner tentou insistentemente contar com o ator para reprisar o papel mas, mediante uma negativa em definitivo dele, começaram as especulações sobre quem seria o novo ator.

Tão logo começou a incerteza o nome de Ben Affleck passou a ser constantemente ventilado como um forte candidato e toda vez que isso acontecia era seguido de críticas e provocações. No entanto, o ator foi enfim confirmado no papel justamente pensado para trazer um Bruce Wayne mais velho e experiente que o Superman, dessa maneira confirmando que o filme teria grande influência do clássico O Retorno do Cavaleiro das Trevas

A escalação de Ben Affleck, à época, foi motivo de muitas críticas devido a seu histórico com filmes de herói

A ideia de que a Graphic Novel teria seu quinhão de importância já vinha desde a Comic Con de 2013 quando a revelação da logo oficial do filme veio após um monólogo do ator Harry Lennix recitando um famoso trecho da obra. Snyder já havia confirmado que o filme não seria uma adaptação literal e fiel da obra de Frank Miller, mas que pegaria emprestado alguns conceitos apresentados lá; mais especificamente o de um Batman voltando da aposentadoria e eventualmente se envolvendo em um embate com o Superman.

Uma nova polêmica de escalação veio também com a confirmação de que Jesse Eisenberg seria responsável por dar uma nova abordagem a Lex Luthor, se afastando da versão cômica de Gene Hackman e se aproximando mais da abordagem empresarial do personagem que se tornou a padrão desde 1986 com Man of Steel de John Byrne. Quando divulgadas as primeiras fotos do ator, no entanto, elas não acompanharam a expectativa dos fãs de um Luthor mais próximo das animações e foram bastante comparadas ao Mark Zuckerberg presente no filme A Rede Social, também interpretado por Eisenberg.

E então veio a estreia e com ela uma divisão nunca antes vista no gênero de quadrinhos. De um lado houve a parcela de público que realmente se encantou com o que foi mostrado, defendendo que o filme trazia um dinamismo diferente para o mercado com dramas mais convincentes e discussões sobre que papel esses super seres desempenhariam na sociedade caso existissem.

O Lex Luthor de Eisenberg apresentou algo completamente diferente de qualquer outra versão live action

A trilha sonora composta mais uma vez por Hans Zimmer e a curta, porém, marcante participação de Gal Gadot (a primeira participação da Mulher Maravilha em um longa live action) foram alguns dos poucos fatores de consenso pela qualidade apresentada.

Já do outro lado houveram as reprovações e essas podem ser divididas em duas subcategorias: estrutura problemática do filme e quebra de expectativa sobre os personagens. Sobre o primeiro existe um ponto bastante válido que é a complicada pós-produção pelo qual passou Batman vs Superman. A versão lançada para os cinemas apresentava problemas visíveis quanto a montagem de cenas, com sequências de acontecimentos que pareciam quebradas e desenvolvimento de subtramas que ou se resolviam inesperadamente ou eram abandonadas, como foi o caso do problemático plano de Luthor.

Como se soube depois, o estúdio interferiu ativamente na pós-produção ao retirar certos trechos e rearranjar outros. O que resultou foi uma versão que claramente tinha problemas de continuidade e que em muito influenciou uma parcela dos críticos. Já a outra teve um descontentamento evidente com a representação dos heróis. 

Somente com Batman e Superman são mais de cem anos de desenvolvimento, quebra e de novo desenvolvimento; nesse ínterim é inevitável que certos conceitos se mantenham como referenciais para leitores e autores no decorrer das décadas. “Batman não mata”, “Superman é uma força totalmente otimista”, “Lex Luthor é frio e calculista” (com o perdão da piada). Então, vem BvS e apresenta para o público basicamente todo o inverso dessas ideias. O Batman mata, Superman é tudo menos otimista sobre a humanidade e Lex Luthor abraça de vez a teatralidade.

Personagens de quadrinho são, afinal de contas, materiais facilmente modificáveis

O primeiro encontro dos dois maiores ícones da DC Comics no cinema não é uma World ‘s Finest mencionada no início da matéria, não uma celebração da amizade imortalizada naquele título. É atrito, o combate, visões diferentes de mundo que inevitavelmente terão um choque violento. É tudo que um espectador tradicional dos quadrinhosanimações ou o público casual não esperava receber. 

Num período em que se tornou comum discutir e até esperar a quebra de expectativa graças a filmes como Os últimos Jedi, Entre Facas e Segredos e Guerra Infinita quando se volta para 2016 isso ainda era um conceito pouco comentado no cinema mainstream e cujas reações geradas eram bem imprevisíveis. No entanto, se existe algo mais camaleônico do que David Bowie com certeza são personagens de quadrinhos, que constantemente se reinventam, atualizam e modificam; logo a inconstância de tais seres fictícios é algo que deveria ser esperado. 

Ao final, o sentimento gerado acabou sendo o de profunda divisão popular e medo por parte do estúdio que inevitavelmente levou aos acontecimentos de Liga da Justiça e basicamente o fim prematuro da DCEU (Universo Expandido da DC). Zack Snyder tornou-se um pária nos corredores da Warner e basicamente a diretoria não soube o que fazer com ele. Ainda assim, se passaram seis anos e Batman vs Superman permanece um tópico de discussão nas redes sociais e conversas sobre as adaptações de quadrinhos. É, afinal, um capítulo importante do fenômeno pop mais lucrativo em décadas. 

Polícia Científica encontra mais de 10 substâncias em corpo de Taylor Hawkins e suspeita overdose

Tudo ainda é nebuloso a respeito da morte de Taylor Hawkins, com este sendo o assunto mais comentado hoje no mundo, bem como a causa de morte do baterista do Foo Fighters ainda não foi oficialmente revelada.

Enquanto ainda aguardamos mais detalhes, em meio a informações passadas, o veículo americano AP News reporta que, após análises preliminares de da Polícia Científica, mais de 10 substâncias foram encontradas no corpo do músico, de acordo com um relatório oficial de órgãos legais colombianos. O comunicado, no entanto, não afirma que a morte do baterista tenha sido literalmente por overdose, como alguns canais já vem noticiando.

No entanto, a suspeita da polícia é que realmente as substâncias encontradas tenham a ver com o falecimento de Taylor. A dúvida é porque, entre as drogas encontradas, estão opioides, antidepressivos, benzodiazepínicos e maconha — todas as quais podem ser usadas em contextos médicos, o que faz com que seja impossível, nesse primeiro momento, cravar que overdose foi a real causa de morte.

Por outro lado, as emissoras colombianas obtiveram um comunicado oficial da secretaria de Saúde local dizendo que ele teria lidado com “dores no peito” e chegou a ser atendido por uma ambulância, que não conseguiu socorrê-lo e acabou declarando seu falecimento.

Comédia de zumbis com Bill Murray, Adam Driver e Tilda Swinton estreia no TOP 10 da Netflix; Mas é bom?

A Netflix lançou uma comédia de zumbis que estreou no 8º lugar entre os títulos mais assistidos do streaming, mas falhou em agradar os assinantes.

Os Mortos Não Morrem‘ (The Dead Don’t Die) tem um elenco ESTELAR que conta com Bill Murray, Adam Driver, Tilda Swinton, Chloë Sevigny, Steve Buscemi, Danny Glover, Caleb Landry Jones, Rosie Perez, Iggy Pop, Sara Driver, RZA, Carol Kane, Selena Gomez e Tom Waits.

Na trama, a rotina de uma cidadezinha de ruas tranquilas é abalada com a chegada de um grupo de zumbis. Resta a um trio de policiais acabar com esta epidemia e restaurar a paz.

Nas redes sociais, os assinantes detonaram a produção – que recebeu apenas 54% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes:

Crítica | Os Mortos Não Morrem – Sátira não acrescenta nada ao subgênero dos zumbis

O filme foi escrito e dirigido por Jim Jarmusch.

Os VINGADORES originais morreriam na primeira versão de ‘Ultimato’, revela diretor

O livro ‘The Story Of Marvel Studios‘, que mostra detalhes inéditos sobre os bastidores dos filmes da Marvel, revelou que o desfecho original de ‘Vingadores: Ultimato‘ poderia acabar sendo muito diferente.

O diretor Joe Russo declarou que a ideia inicial de Kevin Feige para ‘Ultimato‘ era matar os seis Vingadores originais no final do filme.

“O plano original do Kevin [Feige] era fazer como em ‘Toy Story 3’ – um conceito meio ‘todos eles irão se jogar na fornalha juntos’.”

No entanto, os diretores argumentaram contra a ideia, pois seria impossível reservar o tempo necessário para destacar a despedida de todos os personagens.

Além disso, seria um cenário muito pesado para os espectadores processarem após saírem dos cinemas.

O que você acha do desfecho?

Jared Leto, LeBron James e filme sobre ‘Diana’ são os VENCEDORES do Framboesa de Ouro 2022

A premiação que todo mundo adora odiar revelou seus “vencedores”. O Framboesa de Ouro, que destaca simplesmente o pior que a sétima arte ofereceu ao público no último ano. E a sua 42ª edição teve como principal vencedor ‘Diana: O Musical‘, inspirado na vida de Lady Di, que levou nas categorias Pior Filme, Pior Atriz, Direção e Roteiro.

Outros destaques foram o prêmio de Pior Ator Coadjuvante para Jared Leto (‘Casa Gucci’), e LeBron James como Pior Ator e Pior Dupla.

Confira os VENCEDORES:

Pior filme

Diana: O Musical” – VENCEDOR
Infinito
“Karen”
Space Jam: Um Novo Legado”
A Mulher na Janela

Pior Atriz

Amy Adams, por “A Mulher na Janela
Jeanna de Waal, por “Diana: O Musical” – VENCEDORA
Megan Fox, por “Meia-Noite no Switchgrass”
Taryn Manning, por “Karen”
Ruby Rose, por “Conquista”

Pior Ator

Scott Eastwood, por “Dangerous”
Ben Platt, por “Querido Evan Hansen”
Roe Hartrampf, por “Diana: O Musical”
LeBron James, por “Space Jam: Um Novo Legado” – VENCEDOR
Mark Wahlberg, por “Infinito

Pior Atriz Coadjuvante

Amy Adams, por “Querido Evan Hansen”
Erin Davi, por “Diana: O Musical”
Taryn Manning, por “Every Last One of Them”
Sophie Cookson, por “Infinito
Judy Kaye, por “Diana: O Musica” – VENCEDORA

Pior Ator Coadjuvante

Ben Affleck, por “O Último Duelo
Nick Cannon, por “Os Renegados”
Gareth Keegan, por “Diana: O Musical”
Mel Gibson, por “Dangerous”
Jared Leto, por “Casa Gucci” – VENCEDOR

Pior Diretor

Christopher Ashley, por “Diana: O Musical” – VENCEDOR
Stephen Chbosky, por “Querido Evan Hansen”
Coke Daniels, por “Karen”
Renny Harlin, por “Os Desajustados”
Joe Wright, por “A Mulher na Janela

Pior performance de Bruce Willis em um filme de 2021

Bruce Willis, por “Emboscada”
Bruce Willis, por “Apex”
Bruce Willis, por “Invasão Cósmica” – VENCEDOR
Bruce Willis, por “Deadlock”
Bruce Willis, por A Fortaleza”
Bruce Willis, por “Meia-Noite no Switchgrass”
Bruce Willis, por “Out of Death”
Bruce Willis, por “Sobreviva ao Jogo”

Pior Dupla

Qualquer ator e número musical mal escrito ou coreografado – “Diana: O Musical”
LeBrown James e qualquer personagem de desenho animado que ele tenta driblar – “Space Jam: Um Novo Legado” – VENCEDOR
Jared Leto e seu prostético pesado de látex, suas roupas feias ou seu sotaque ridículo – “Casa Gucci
Ben Platt e qualquer personagem que finge que ele cantar o tempo todo é normal – “Querido Evan Hansen”
Tom e Jerry – “Tom & Jerry”

Pior Remake, Cópia ou Sequência

Karen (cópia de Cruella)
Space Jam: Um Novo Legado – VENCEDOR
Tom e Jerry
Twist (remake hip hop de Oliver Twist)
A Mulher na Janela (plágio de Janela Indiscreta)

‘No Ritmo do Coração’ ou ‘Ataque dos Cães’? Veja outras vezes que o Oscar foi ACIRRADO…

O Oscar 2022 acontece neste domingo com algumas indefinições, especialmente na categoria de Melhor Filme. No início da temporada de prêmios, a partir de dezembro, ‘Ataque dos Cães‘, de Jane Campion, conquistou o Globo de Ouro, BAFTA e boa parte da crítica. Mas no final da corrida, ‘No Ritmo do Coração‘, de Sian Heder, levou os dois principais medidores da maior estatueta da noite: o Sindicato dos Produtores e Melhor Elenco no Sindicato dos Atores.

Agora os fãs de cinema aguardam quem levará a premiação. Mas não é apenas nesse ano que a disputa chega na reta final totalmente embolada. Lembre aqui de anos recentes e mais clássicos em que isso aconteceu:

Moonlight e La La Land

Como esquecer da guerra que ocorreu na internet entre cinéfilos pelos dois filmes. E tudo foi tão acirrado que cada longa vencia uma das premiações mais importantes. Além disso, entre os críticos, a divisão também se manteve. O Oscar em 2017 foi de tanto conflito que até gerou a maior gafe da história, quando foi anunciado que o vencedor de Melhor Filme era ‘La La Land‘ quando, na realidade, foi ‘Moonlight’. Entre os anos mais recentes, foi o mais inesquecível.

Birdman e Boyhood

Dois anos antes outro grande confronto aconteceu na maioria das categorias. E havia uma defesa dos lados opostos. Enquanto ‘Birdman‘ conquistava pela técnica e por ter sido feito – aparentemente – em plano-sequência, ‘Boyhood‘ tinha ao seu lado uma espécie de história registrada do cinema, já que foi gravado ao longo de 12 anos. Apesar disso, foi a obra de Alejandro González Iñárritu a vencedora da noite, já que ‘Boyhood’ acabou apenas com um troféu no bolso, e sem ser o principal.

O Discurso do Rei e Cisne Negro

A cerimônia em 2011 teve uma temporada de prêmios não tão dividida, mas com fortes candidatos. Entre eles, que acabaram não tendo destaque nas categorias principais, estão ‘A Origem‘, ‘A Rede Social‘ e ‘Toy Story 3‘ – esse último a primeira animação indicada em Melhor Filme. Apesar disso, a disputa era entre ‘O Discurso do Rei‘, que parecia ter mais a cara da Academia, e ‘Cisne Negro‘, destacado pela crítica e pelo público em geral. Os votantes acabaram escolhendo o que já era mais aguardado.

Shakespeare Apaixonado e O Resgate do Soldado Ryan

O Oscar de 1999 é marcado por polêmicas até os dias atuais. Entre elas, até a derrota de Fernanda Montenegro em Melhor Atriz. Porém, a maior de todas foi a escolha de ‘Shakespeare Apaixonado‘ como o grande premiado do dia. Apesar de estar cotado, especialmente pela campanha feita pelo produtor Harvey Weinstein, ‘O Resgate do Soldado Ryan‘ era considerado um dos grandes filmes de Steven Spielberg em anos. No fim, o longa de John Madden venceu.

Star Wars e Noivo Neurótico, Noiva Nervosa

Vamos voltar um pouco no tempo e falar também de outro Oscar lembrado até os dias atuais. Mesmo com as campanhas sendo bem diferentes que atualmente, 1978 marcava um campeão de bilheteria dominando boa parte da lista. ‘Star Wars: Uma Nova Esperança‘ – na época, só ‘Star Wars’ – chegou com 11 indicações. O grande adversário era o ainda novato diretor Woody Allen, com sua comédia mais reconhecida ‘Noivo Neurótico, Noiva Nervosa‘. Acabou que o início da saga de George Lucas saiu apenas com os prêmios técnicos.

Cidadão Kane e Como Era Verde Meu Vale

Falada por muitos como uma das maiores injustiças da história do prêmio, o Oscar de 1942 ainda é lembrado pela derrota de ‘Cidadão Kane‘. O revolucionário filme do ainda jovem Orson Welles foi marcante naquele ano, mas não o suficiente para empolgar os membros da Academia. Também não ajudou o fato de a corrida ter sido contra um filme melodramático do cineasta e ator John Ford, acostumado com os faroestes. Apesar das 9 indicações, Welles venceu apenas um, enquanto Ford, com 10, conquistou 5.

Saiba quais são nossas principais APOSTAS para o Oscar 2022

Aqui, nesta nova matéria iremos apresentar a nossa opinião exclusiva sobre quem achamos que merece ganhar (ou seja, nossos preferidos) e quem de fato achamos que irá levar os prêmios nas categorias principais. Confira abaixo.

MELHOR FILME

As surpresas das indicações a melhor filme este ano ficaram por conta de Drive My Car, filme japonês sobre o drama do desaparecimento de uma jovem mulher, parte de um casal de atores. O longa do cineasta Ryûsuke Hamaguchi vem inclusive sendo comparado ao fenômeno Parasita, da edição 2020 do Oscar. Outro que surpreendeu foi O Beco do Pesadelo, remake de um clássico do suspense dos anos 40, o longa tem um visual impactante, e sua nomeação demonstra a força do mexicano Guillermo del Toro atualmente junto aos votantes. Na “cota” das produções feel good, ou seja, filmes inspiradores que falam sobre superação e podem ser recomendados para toda a família devido à sua leveza estão outras duas quase surpresas: King Richard – Treinando Campeãs é a biografia das tenistas Venus e Serena Williams, e Coda – No Ritmo do Coração é o remake de uma produção francesa sobre uma família de surdos-mudos pescadores onde só a filha mais nova é ouvinte.

No terreno das superproduções, mais duas refilmagens. Steven Spielberg é quem comanda a nova versão do musical clássico Amor, Sublime Amor, que venceu o Oscar em 1962. Já Duna, de Denis Villeneuve, também já havia ganhado as telas em 1984, e trata-se de uma das histórias de ficção científica mais cultuadas de todos os tempos. Ainda temos a crítica social sobre o negacionismo Não Olhe para Cima – o filme mais atual e ácido do lote -, o coming of age artístico de Paul Thomas Anderson, Licorice Pizza, e o drama sobre a Guerra da Irlanda em preto e branco e visto sob o ponto de vista inocente de um menino, Belfast.

Nossa previsão nesta categoria é Ataque dos Cães, da Netflix. O faroeste dramático é baseado no livro de Thomas Savage, e conta sobre dois irmãos bem diferentes, e a colisão de temperamentos quando um deles resolve se casar com uma jovem mulher mãe solteira. Um dos fatores que mais marca Ataque dos Cães é a direção da veterana Jane Campion, que não dirigia um filme desde 2009.

Porém, Coda – No Ritmo do Coração está crescendo exponencialmente e está cada vez mais perto de conquistar o Oscar de Melhor Filme, principalmente após ganhar quatro prêmios de sindicato que são “termômetros” do Oscar – o PGA: Sindicato dos Produtores da América, DGA: Sindicato dos Diretores da América, SAG: Sindicato dos Atores e WGA: Sindicato dos Roteiristas da América.

MELHOR DIREÇÃO

Como dito, Ataque dos Cães é o filme, neste momento, com mais chances de vencer o Oscar na categoria principal. E acreditamos que este prêmio virá atrelado ao prêmio de direção. A veterana Jane Campion é a única mulher indicada na categoria nesta edição, e seria muito bom ver novamente uma mulher vencendo o prêmio depois da chinesa Chloé Zhao no ano passado por Nomadland. Se vencer na categoria, a neozelandesa Campion – que também adaptou o roteiro e tem chances de vencer tal prêmio igualmente – será a terceira mulher da história a obter a vitória na categoria de direção, e a segunda em dois anos consecutivos. Campion já havia sido indicada anteriormente como diretora pelo filme O Piano (1993), que lhe rendeu o Oscar de roteiro original. Os outros indicados da categoria são Steven Spielberg (Amor, Sublime Amor), Kenneth Branagh (Belfast), Paul Thomas Anderson (Licorice Pizza) e a surpresa que acreditamos ser o único a possivelmente tirar o Oscar de Campion: o japonês Ryûsuke Hamaguchi (Drive My Car).

MELHOR ATRIZ

A grande aposta aqui na categoria de atriz é a renovadíssima Kristen Stewart por Spencer, drama biográfico sobre a Lady Di, a Princesa Diana. Para os que ainda associavam a imagem da atriz à franquia adolescente dos vampiros de Crepúsculo e que nem mesmo com o César (o Oscar francês) de melhor atriz por Acima das Nuvens (2014) a consideravam uma intérprete de grande alcance, esta é a performance que serve como divisor de águas da carreira da jovem. E a nomeação no Oscar, mesmo que Stewart tenha falado demais e desdenhado da honraria, é a consagração dela. Era esperado e Stewart surge como favorita. A surpresa aqui veio da nomeação da espanhola Penélope Cruz pelo filme de seu mentor, Pedro Almodóvar, Mães Paralelas. Acontece que o filme não era o indicado da Espanha e não está entre os nomeados de produção estrangeira. Mesmo assim, pela segunda vez na carreira, Cruz é indicada por um filme de Almodóvar – depois de Volver (2007).

Outras surpresas foram as nomeações da veterana Nicole Kidman pelo filme da Amazon, Apresentando os Ricardos, biografia do ícone da TV americana Lucille Ball, do seriado I Love Lucy; e Jessica Chastain, por mais uma biografia, esta da televangelista polêmica Faye Bakker, no filme Os Olhos de Tammy Faye. O que acontece é que Chastain e Kidman fazem figuração aqui, já que seus filmes não têm tanta força. Mas tudo pode acontecer. Quem eu diria que pode tirar o doce da boca de Stewart é a nova queridinha da Academia, a britânica Olivia Colman por A Filha Perdida. Temos que levar em conta que Colman já venceu há três anos por A Favorita, e a Academia pode não querer premiá-la de novo em tão pouco tempo. Porém, seriam os mesmos três anos que separaram as vitórias na categoria principal de Frances McDormand, por Três Anúncios para um Crime (2018) e mais recentemente por Nomadland (2021). Então o precedente existe.

MELHOR ATOR

Ao que tudo indica esse prêmio irá para o Doutor Estranho em pessoa, Benedict Cumberbatch. Essa é a segunda indicação do ator depois de O Jogo da Imitação. Na possível limpa que Ataque dos Cães fará, em especial nas categorias melhor filme e direção, acredito que Cumberbatch possa ir com a maré e se beneficiar. Quem pode “chover no desfile” do ator britânico é o americano Will Smith. Veterano muito querido na indústria, Smith é mais conhecido por seus blockbusters, mas vira e mexe emplaca um trabalho mais sério e já tem duas outras indicações como melhor ator. O astro inclusive já participou da polêmica com o protesto do Oscar So White, um movimento ocorrido na premiação de 2016 em que nenhum dos indicados na categoria principal era negro. Smith e outras personalidades boicotaram o evento na ocasião e não foram à festa. O ator na época esperava ser nomeado por Um Homem Entre Gigantes. Este ano Smith chega forte como produtor também de King Richard – Treinando Campeãs. Na categoria, Andrew Garfield (Tick, Tick… Boom), Javier Bardem (Apresentando os Ricardos) e o grande Denzel Washington (A Tragédia de Macbeth) apenas coadjuvam. Lembrando novamente que tudo pode acontecer.

MELHORES COADJUVANTES

A categoria de atrizes e atores coadjuvantes parece ser as mais imprevisíveis desta edição do Oscar. Começando pelas atrizes, quase todas as indicações foram surpresas. Nossas torcidas na verdade vão para quase todas as nomeadas na categoria. Explico. Acontece que esta é uma corrida entre novatas, entre marinheiras de primeira viagem no Oscar, e por mais que adoremos a veterana Judi Dench, que aqui concorre por Belfast, ela já possui sua estatueta decorando a lareira. Seria ótimo se ela tivesse mais uma? Por seu talento e anos de estrada, sim! Ao mesmo tempo, as surpresas das indicações de Kirsten Dunst (por Ataque dos Cães) e Jessie Buckley (por A Filha Perdida) foram tão bem-vindas que passamos a torcer por elas – e acredito que uma das duas saia vitoriosa.

Outra surpresa mais que bem-vinda foi a representatividade das indicações de Aunjanue Ellis, que vive a esposa de Will Smith em King Richard, e a jovem Ariana DeBose por Amor, Sublime Amor. Uma curiosidade é que a atriz veterana Rita Moreno ganhou o Oscar na versão de 1961 do filme, pelo mesmo papel de Anita, agora vivido por DeBose. Se DeBose levar, será muita sorte que a personagem Anita traz para suas intérpretes.

Na categoria masculina, creio que os que fazem apenas figuração neste ano são Ciarán Hinds por Belfast e J.K. Simmons, que igualmente já tem sua estatueta do Oscar, por Apresentando os Ricardos. É provável que a estatueta fique mesmo nas mãos de um dos coadjuvantes de Ataque dos Cães, corroborando a ideia de que o filme possa vir a fazer a limpa na noite da premiação. Como aqui nesta categoria temos dois atores nomeados pelo filme, Jesse Plemons e Kodi Smit-McPhee, qualquer um deles que levar estará bem representado. Se tiver que escolher um, creio que Plemons tem a vantagem. Porém, pode ser o caso deles se anularem também. E aí, acredito que quem possui vantagem nesta é Troy Kotsur, ator surdo-mudo de Coda – No Ritmo do Coração. Caso vença, seria o primeiro surdo-mudo a levar o prêmio desde Marlee Matlin (que também está no elenco de Coda) em Filhos do Silêncio (1987).

OUTRAS CATEGORIAS

Nas categorias de roteiro, seria muito legal ver o criativo e ácido Não Olhe para Cima levando o prêmio de roteiro original. No entanto, o prêmio ficará provavelmente entre Belfast e Licorice Pizza. Já no roteiro adaptado, seria muito bom ver o texto de Maggie Gyllenhall em A Filha Perdida sair vitorioso, mas Jane Campion é quem deve vencer por Ataque dos Cães. E não é nada mal, já que permanece nas mãos de uma mulher. O ideal é que os prêmios pudessem ser mais divididos.

Finalizando nossos palpites, a categoria mais “batata” desta edição do Oscar definitivamente é a de filme estrangeiro. A certeza da vitória de Drive my Car é indiscutível, afinal o longa está indicado também na categoria principal de melhor filme. E quantos outros da categoria podem dizer o mesmo? Quando casos assim ocorrem, seja com filmes estrangeiros na categoria principal (como Parasita em 2020 ou Amor em 2013) ou animações na categoria principal (Toy Story 3 em 2011 ou Up – Altas Aventuras em 2010), a garantia é que ao menos da outra categoria de filme ao qual estão indicados eles saiam vitoriosos. Assim, filmes elogiados como A Pior Pessoa do Mundo (da Noruega) ou A Mão de Deus (Itália) não possuem muita chance.

Crítica | A Ligação – Thriller é um dos MELHORES filmes no catálogo da Netflix

A indústria cinematográfica sul-coreana aos poucos vem conquistando o gosto do grande público. A coroação dos esforços das leis de incentivo culturais daquele país veio no início de 2020, com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e de Melhor Filme para ‘Parasita’ – e, de lá para cá, os olhos do mundo se voltaram para a parte sul da ilha da Coreia. Para fechar o ano, chega agora à Netflix o incrível suspense ‘A Ligação’.

Seo-yeon (Park Shin-Hye) é uma jovem que acaba de se mudar para a antiga casa da sua família, onde passara a infância e onde, anos atrás, perdera o pai (Ho-San Park) em um incêndio. Porém, as dolorosas memórias do passado não são as únicas ameaças na sua vida atual: após perder o celular, Seo-yeon passa a receber ligações sinistras de Young-sook (Jong-seo Jun), a antiga moradora do passado, no telefone fixo da casa. Aos poucos, o que parecia ser uma divertida viagem no tempo vai se transformando em um pesadelo maior do que os fantasmas do passado na vida de Seo-yeon.

Em quase duas horas de duração, o espectador é convidado a conhecer uma história aparentemente tranquila, mas que vai se problematizando aos poucos, regada de plot twists e que escala rapidamente do drama para o thriller. Com o enredo centrado na relação entre as duas protagonistas mulheres, o roteiro de Chung-Hyun Lee se reinventa junto com seu próprio argumento, apropriando-se do conceito de viagem do tempo e trazendo-o para o gênero do thriller e do serial killer, convidando o espectador a pensar que nem toda viagem no tempo é feliz e, sim, ações que mudam o curso das coisas no passado afetam drasticamente o rumo da vida no presente e no futuro.

Embora a essência do argumento não seja exatamente original, o bacana é trazer esse mote para o contexto do thriller, e Chung-Hyun Lee constrói isso muito bem em seu ‘A Ligação’, não só pelo roteiro cheio de reviravoltas, mas também em outros aspectos que alimentam um longa-metragem: na paleta de cores (que no início do filme é bastante solar e iluminada e, no final, é completamente sombrio, em tons de azul e preto); na trilha sonora, com fundamental inserção do heavy metal de Seo Taiji do segundo ato em diante; na caracterização das personagens, cujos cabelos alternam entre mais comprido e mais curto dependendo de quem está no comando da situação no momento; ao uso dos efeitos especiais apenas no momento certo, de modo que o desenvolvimento da trama se dá basicamente apenas na casa e as mudanças que nela ocorrem de acordo com o desenrolar do filme.

Em ‘A Ligação’ vemos algo ainda pouco oferecido no mercado audiovisual: uma história que é centrada e se desenvolve apenas em um núcleo feminino, composto pela protagonista e sua antagonista, com pouquíssima participação de personagens masculinos. Neste quesito, Park Shin-Hye e Jong-seo Jun dão um banho de interpretação, escalonando seus papéis da inocência à loucura em todo o seu potencial.

A Ligação’ é um ótimo thriller que não desperdiça nem um minuto da atenção do espectador e oferece muito mais do que a sinopse apresenta. É para ver numa sentada só até o final – ou até depois do final, pois tem cena pós-crédito.