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‘Girl’: Bella Thorne quer vingança no trailer legendado do suspense

O suspense ‘Girl‘, estrelado pela Bella Thorne (‘A Babá‘), ganhou um trailer legendado em Português de Portugal.

Confira:

Quatro dias depois, em 24 de novembro, a produção chegará em VOD e em outras plataformas online.

A trama segue uma jovem (Thorne) que retorna para sua cidade natal para conseguir vingança contra pai abusivo, apenas para descobrir que alguém o matou no dia anterior. Enquanto ela busca por respostas, a garota logo se encontra sob o domínio do sinistro xerife e descobre um legado familiar mais perturbador do que ela poderia ter imaginado.

A produção marca a estreia na direção do cineasta Chad Faust.

O elenco ainda conta com Mickey Rourke, Glenn GouldLanette WareElizabeth Saunders.

Algoritmos? Androide com inteligência artificial vai estrelar filme de sci-fi de US$ 70 milhões

De acordo com o The Hollywood Reporter, uma androide com inteligência artificial vai estrelar filme de ficção científica orçado em US$ 70 milhões.

O projeto é fruto de uma parceria entre diversas produtoras, como a Happy Moon Productions e a Bondit Capital Media, que financiou títulos como ‘To the Bone’ e ‘Com Amor, Van Gogh’.

Intitulado ‘B‘, o longa trará a androide Erica interpretando uma super-humana geneticamente modificada, que foge com o cientista que ajudou a criá-la depois que uma organização tenta destruí-la.

Em entrevista ao portal, o produtor Sam Khoze disse que:

“Em outros métodos de atuação, os atores exploram suas próprias experiências de vida e adicionam essas emoções ao papel. Nosso desafio foi reproduzir isso na programação de Erica, já que ela nunca teve experiências de interação muito complexas. Ela foi criada como um projeto de robótica avançada, então tivemos que simular seus movimentos, emoções e linguagem corporal por meio de sessões individuais. Foi quase uma terapia.”

Algumas das cenas de Erica já foram filmadas no Japão em 2019, mas os produtores esperam concluir o resto do filme na Europa durante o verão de 2021.

No entanto, ainda não há diretor associado ao filme e o elenco humano ainda não foi escalado.

Além disso, não há previsão de estreia.

Antes de ser escolhida como estrela do filme sci-fi, Erica foi construída pelos cientistas japoneses Hiroshi Ishiguro e Kohei Ogawa como objeto de estudo para analisar como a inteligência artificial interage com a sociedade.

Falcão e o Soldado Invernal | O que é Madripoor? E como pode aparecer na série?

[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE POSSÍVEIS SPOILERS] 

Se você ainda não assistiu aos episódios de Falcão e o Soldado Invernal, não leia esta matéria se não quiser receber spoilers.

A presença de Madripoor já era esperada em Falcão e o Soldado Invernal desde antes do início da série. Isso porque os fãs viram uma cidade cheia de neons em um dos trailers e acreditaram que seria ela. Mais do que isso, logo nos créditos finais do primeiro episódios, a diretora escondeu um easter egg sobre o local que poucas pessoas notaram logo de cara, mas que apontamos aqui. Uma das mensagens escondidas falava sobre “notícias vindas de cidades vizinhas a Madripoor”, o que já praticamente garantia a ilha na produção.

Madripoor já havia sido citada nos créditos do primeiro episódio da série

Criada em 1985 por Chris Claremont, em sua consagrada passagem pelo universo dos X-Men, em uma HQ dos Novos Mutantes para ser mais exato, Madripoor é uma ilha criada especialmente para o Universo Marvel e sua localização é em Cingapura, no Sudeste Asiático. Ela é dividida em duas partes completamente opostas: a Cidade Alta e a Cidade Baixa. Enquanto a primeira é riquíssima, supermoderna e costuma ser habitada por ricaços e criminosos internacionais que procuram uma vida de luxo e extravagâncias, a parte “baixa” da cidade é marcada pela criminalidade, pobreza extrema, esgoto a céu aberto, total ausência de lei estatal e pela atividade portuária intensa, o que facilita a pirataria e o tráfico.

As únicas autoridades respeitadas, por assim dizer, da Cidade Baixa São o Senhor do Crime, um codinome dado ao bandido que destitua o antigo ostentador do título, e o barman que enche os copos no Bar Princesa. Nesse cenário de contrabando e ausência de lei, os mutantes passaram a frequentar bastante essa ilha nas HQs. Durante os anos 1980, o Wolverine passou a agir muito na região, ajudando a resolver problemas e conflitos internacionais sob o codinome de Caolho, incluindo a questão de quem seria o novo Senhor do Crime da região.

Vários personagens clássicos da Marvel já passaram ou viveram em Madripoor.

Além do Wolverine, Magneto foi outro grande mutante a usar a Ilha para seus interesses. Fora do universo mutante, um núcleo de personagens a passar por poucas e boas em Madripoor é justamente o mesmo que aparece nos filmes do Capitão América desde Capitão América: O Soldado Invernal (2014), que são o Capitão América, Nick Fury, o Soldado Invernal, o Falcão e a Viúva Negra. As origens de Natasha Romanoff, inclusive, passam diretamente por um sequestro que ela passa ainda na infância. Já a questão de Nick é bem mais fácil de entender. Como um superespião, ele precisa estar por dentro do que fala e combina a bandidagem. Nada melhor do que ir atrás deles direto da fonte.

Na série, Madripoor é oficialmente introduzida no episódio 3, quando os dois heróis que dão nome a produção estão procurando o Mercador do Poder, um vilão que estaria negociando uma recriação do Soro do Supersoldado para os criminosos. Adaptando bem a questão das diferentes realidades da ilha, Falcão e o Soldado Invernal já apresentou uma das principais praças relacionadas as mutantes, ainda fazendo uma breve referência a um mutante não tão famoso dos quadrinhos. Sabendo que a Marvel agora detém os direitos sobre os X-Men, é interessante vê-los introduzindo locais famosos da mitologia dos mutantes aos poucos, preparando o terreno para o reboot dos X-Men nos cinemas.

Os novos episódios de Falcão e o Soldado Invernal estreiam toda sexta-feira no Disney+.

Snydercut de ‘Liga da Justiça’, ‘Sonic’ e outros filmes que o Estúdio OUVIU os Fãs

Liga da Justiça de Zack Snyder está entre nós! E independente do que você achou do filme, um fato é indiscutível, sem precedentes e serve de lição: A Warner escutou os fãs. É claro que tudo foi minuciosamente estudado pelo estúdio, que comprovou a viabilidade do projeto garantindo um sucesso em mãos. Era o que muitos (e bota muitos nisso) fãs queriam. Por que não atendê-los? Um movimento que se iniciou nas redes sociais, criado pelo público, e foi ganhando cada vez mais proporção até se transformar em algo que muitos julgavam impossível: uma edição completamente nova em folha, tilintando e reluzindo com a visão de Zack Snyder, em relação a que foi aos cinemas em 2017.

Liga da Justiça de Zack Snyder serve de caso de estudo ao se tornar um novo epicentro da força das redes sociais e do contato dos fãs com engravatados de mega empresas (os grandes estúdios de Hollywood), o que termina por igualmente atingir o público médio. É um mercado em plena transformação, seguindo as novas tendências mundiais. Resta saber até que ponto isso pode se tornar nocivo. Ou talvez já saibamos bem. Pensando em como a vontade dos fãs foi atendida com a versão de Zack Snyder para Liga da Justiça resolvemos construir essa matéria abordando justamente tal tópico, mostrando variantes desta proximidade, sua face benéfica e também a maléfica. Veja abaixo.

Homem-Aranha no MCU

Começamos com uma simples, que se tornou batata. Quando os Vingadores (2012), filme que uniu a superequipe do Universo Marvel no Cinema estreou, o Homem-Aranha estava estrelando seu reboot na Sony com O Espetacular Homem-Aranha, lançado no mesmo ano. Desde essa época alguns fãs já pediam para o herói escalador de paredes se juntar aos colegas de casa, já que nos quadrinhos o Aranha é o símbolo da Marvel. O que parecia impossível, se tornou bastante viável com o fracasso de O Espetacular Homem-Aranha 2 (2014). Agora eu pergunto, o que teria acontecido se o filme fosse um sucesso? De qualquer modo, devido à insistência dos fãs, que romperam às redes sociais com mensagens e muitos memes, um acordo foi criado entre os estúdios e o personagem pôde aderir ao MCU finalmente em Capitão América – Guerra Civil (2016), nas formas de um novo intérprete: Tom Holland. E o personagem nunca esteve melhor representado.

O Backlash do Sonic “realista”

Quando o primeiro trailer de Sonic – O Filme (2020) foi lançado na internet, a repercussão foi tão negativa com seu design que a falação em torno disso se tornou mais atrativa do que o possível conteúdo do filme em si. A maioria esperava um resultado tosquinho, quase tão digno de pena quanto o filme do Pica-Pau (2017). Mas foi só verem o visual “medonho” do ouriço azul que os fãs tiveram algo a polemizar por um bom tempo. E para a Paramount o momento gerado pelo famoso “falem mal, mas falem de mim” veio muito bem a calhar. A comoção gerada chamou atenção para o filme. Os realizadores, por outro lado, não perderam tempo, correram contra o relógio aproveitando o hype e modificaram todo o visual da criatura, deixando-a mais parecida com sua contraparte cartunesca. Fãs satisfeitos, restava agora assistirem e proclamarem seu veredito. Com metade da batalha ganha não teve muito erro. Sonic está bem longe de ser uma obra-prima, mas ao não desagradar já sai vitorioso. Com críticas na média e uma boa bilheteria, o longa já desenvolve sua sequência para 2022.

Um novo Deadpool

Este é também um caso muito conhecido. A primeira aparição do anti-herói tagarela Deadpool ocorreu não num filme solo, como muitos podem lembrar, mas sim no primeiro derivado do universo mutante da Fox em X-Men Origens: Wolverine (2009). E o resultado foi… digamos, um dos piores filmes do gênero de todos os tempos. Bem, Hugh Jackman, o intérprete do personagem com unhas afiadas, não se deixou abater e seguiu escalando em filmes solo melhores do herói. Mas ele não foi o único. A interpretação de Deadpool em tal filme, já nas formas de Ryan Reynolds, foi tão negativa (e só piorou com o passar dos anos) que terminou alvo de piadas de gregos e troianos, inclusive do próprio ator. Reynolds havia se afeiçoado ao personagem e achava que ele merecia uma segunda chance. Assim, ao lado de fãs fiéis, o ator começou uma campanha ferrenha por um filme solo do personagem e com muito esforço conseguiu erguer do chão o projeto, se tornando o longa que todos conhecemos e adoramos, lançado em 2016. A produção gerou uma sequência em 2018 e esperamos que siga com Reynolds em sua inclusão no MCU.

Serpentes a Bordo

Esse é um pouco mais antigo, mas a prerrogativa segue atual. Sabe estes fenômenos de hype gerados por filmes que ninguém dava nada, como o recente caso de Godzilla vs Kong? Filme que talvez muitos saibam que não vai dar em nada, mas é criado um verdadeiro status de culto em volta. Bem, isso não é novidade e lá atrás em 2006 ocorreu mais ou menos o mesmo com este longa estrelado pelo mo***f***er Samuel L. Jackson. Pegando muita carona com o conceito “é cool ser trash” que crescia exponencialmente na época, a ideia foi gerada por uma brincadeira entre os produtores, para ver quem conseguia criar o pior conceito para um filme. Assim cobras em um avião terminou vencendo. Juntar um filme de desastre aéreo (que é um subgênero por si só) com a ameaça de cobras dentro da aeronave era simplesmente… algo do nível de Sharknado, antes de Sharknado. Assim, o conceito gerou tanto hype, que os produtores conseguiram inclusive contratar o astro Jackson para a brincadeira, que diz ter aceitado ao ter batido o olho no título. E bastou. Esse foi um dos primeiros casos de filme inteiramente criado devido à resposta positiva dos fãs, numa era na qual a internet não sonhava em se tornar o que é hoje.

Star Wars – A Ascensão Skywalker

Até o momento, apresentamos apenas itens onde a proximidade entre fãs e o estúdio gerou frutos positivos para ambas as partes, ou seja: público satisfeito em sua maior parte, e estúdios com bolsos bem recheados. Aqui, infelizmente temos o primeiro caso negativo. E não é um caso qualquer, mas um ocorrido com a que é provavelmente a maior franquia do cinema. E isso dói demais. Os fãs de Star Wars são os mais apaixonados, e isso se reflete em serem os mais chatos também. Creio que apenas a primeira trilogia (a original) foi abraçada sem muitos questionamentos, talvez por não existir a internet ainda. Seja como for, a partir da segunda trilogia os ânimos já estavam mais aflorados. Ao chegar à terceira, foi quando tudo descambou de vez. Isso é, mais propriamente com o segundo episódio da mais recente trilogia, Os Últimos Jedi (2017). O filme tem seus problemas, é longo e demora muito a engrenar, além de ter trechos verdadeiramente dispensáveis. Porém, o que possui também é muita coragem e audácia para quebrar expectativas. E isso se reflete nos fãs não receberem o que desejavam. Os Últimos Jedi dividiu tanto os fãs, como nenhum outro longa da franquia havia feito, ao ponto de ser criada uma petição com milhares de assinaturas pedindo para que o filme fosse excluído da cronologia. O pior veio depois. Por causa deste tiro pela culatra, para o terceiro filme, o estúdio e o diretor (JJ Abrams) passaram a dar ouvido demais aos fãs, e para atender a tudo que queriam, terminaram por eliminar grande parte do que havia sido construído no episódio anterior. A grosso modo, seria como se em O Retorno de Jedi quisessem “desfazer” Luke ser filho de Darth Vader. Deu para sentir um pouco do drama. Quando o desespero é grande para agradar todo mundo, termina-se sem agradar ninguém.

Serenity – A Luta pelo Amanhã

Aqui voltamos ainda mais no passado, para o ano de 2005. Antes de ser parcialmente cancelado na internet, devido a seu comportamento abusivo no set de Liga da Justiça (2017), agora reportado, o diretor Joss Whedon era uma força nas telinhas. Devido à suas criações como Buffy – A Caça Vampiros e seu derivado Angel, Whedon se tornou uma estrela na TV. Antes de dirigir os dois primeiros Vingadores para a Marvel, ou sequer de criar o programa Agentes da SHIELD, o cineasta mergulhava no universo espacial da ficção científica com sua própria versão mais subversiva de seriados de nave a la Star Trek, com Firefly. O seriado logo despertou seguidores fiéis e status de cult, mas não foi o suficiente para a série ter “uma vida longa e próspera” e o projeto terminou cancelado após uma mísera temporada – com 14 episódios entre 2002 e 2003. A comoção ganhava cada vez mais força para a Fox dar mais uma chance ao programa, porém, algo diferente tomou forma. Em 2005, a ideia foi comprada pela Universal e levada não às telinhas, mas sim às telonas na forma de uma grande produção do cinema – dando assim à história uma sobrevida e uma boa companhia à série. Hoje, o amor pelo programa segue de pé, e Firefly (que se tornou Serenity no cinema) está entre as 30 séries mais queridas pelo grande público de todos os tempos.

Adão Negro

Aqui temos ainda um caso diferente e curioso. A interação aqui foi tanta que os fãs escolheram o papel para o protagonista. Já tinham visto algo assim? Como grande fomentador que é, Dwayne The Rock Johnson, um dos astros que mais interagem com seus fãs nas mídias sociais, encabeçou o projeto de levar ao cinema o universo de um dos personagens mais antigos dos quadrinhos, que foi instituído ao time da DC Comics. Trata-se de Shazam, ex-Capitão Marvel. The Rock levou às redes sociais e perguntou aos fãs quem ele deveria interpretar: o protagonista Shazam ou seu maior antagonista, o Deus Adão Negro. Os fãs prontamente responderam que o grandalhão deveria ser o vilão. E assim foi. Tudo com o aval da Warner. Zachary Levi foi escalado para ser o herói de uniforme vermelho no filme homônimo de 2019, e The Rock chega quebrando tudo em breve no derivado próprio, focado no inimigo do herói, ainda sem data definida de estreia.

Liga da Justiça 2? | Conheça a história sobre a MORTE do Robin citada no Snydercut

Destino do sidekick é lembrado ao final de Liga da Justiça de Zack Snyder bem como em Batman vs Superman

Um dos elementos mais famosos da mitologia do Homem Morcego sem dúvida é seu ajudante Robin. Estreando em abril de 1940 nas páginas da Detective Comics #38 sua criação se deu pela necessidade da DC Comics amenizar o tom pulp (tipo de literatura que costumava ser publicada em folhetins e trazia tramas recheadas de violência e mistérios) que as primeiras histórias do Batman carregavam, visto que o criador Bill Finger se inspirou em muitos elementos desse estilo para formular as primeiras aventuras.

Inevitavelmente a persona de Dick Grayson fez muito sucesso entre os leitores do personagem (no caso as crianças da época) por ser alguém com quem eles não só poderiam se identificar como também se divertir com as tiradas cômicas que ainda não eram naturais ao vigilante mas começaram a ser introduzidas com o Menino Prodígio. 

A questão é que conforme as décadas foram passando e as histórias do Batman foram se tornando mais cronológicas, consequentemente Dick Grayson acabou crescendo ao longo dos anos, além de que suas aventuras foram se separando gradualmente das de seu mestre conforme ele foi se consolidando como o líder dos Jovens Titãs,  até o ponto em que ele não teria mais condições para continuar sendo o Robin.

Dick Grayson, o Robin, não poderia permanecer para sempre na sombra do Batman

A partir de 1984 ele abandona o manto de Robin para se tornar o Asa Noturna em Tales of the Teen Titans #44 (que também é o terceiro capítulo da clássica saga do Contrato de Judas). Dessa maneira era necessário encontrar um substituto, visto que a persona do Robin já era um dos elementos centrais da mitologia do Batman. Por volta de março de 1983 o escritor Gerry Conway apresenta o jovem Jason Todd em Batman #357 como um personagem idêntico à Dick Grayson, incluindo a história de origem no qual ele também veio de uma família circense.

Foi somente após o reboot geral da DC Comics pós Crise das Infinitas Terras (nos anos 80) que o personagem foi retrabalhado não só em sua origem como na personalidade. Isso levou a Batman #408, história que reintroduz Jason Todd como um jovem que vive sozinho em um cortiço e que, ao ser flagrado pelo Batman enquanto roubava as rodas do Batmóvel, foi recrutado por ele para ser o segundo Robin.

Essa nova versão não só apresentava uma outra origem para o personagem como também é perceptível um esforço do autor Max Allan Collins em tornar Jason Todd o mais diferente possível do predecessor. Desde cedo em sua apresentação ele demonstra um comportamento agressivo, fazendo um contraponto evidente com a personalidade de Dick Grayson construída ao longo das décadas.

A nova origem de Jason Todd deixava escancarado que ele não era um cópia de Dick Grayson

A altura que sua nova origem foi proposta a indústria de quadrinhos não era a mesma dos anos 40, quando o Robin foi criado. O estilo de narrativa vigente incentivava um reflexo do mundo cada vez mais perigoso (tanto nas relações entre países quanto no aumento da violência nas cidades), abandonando a ideia de que as histórias em quadrinho deveriam ser manter como uma intocável terra de aventuras para super-heróis perfeitos.

O segundo Robin, portanto, foi nada mais do que a versão do Menino Prodígio que melhor se encaixava nessa nova tendência editorial do mercado nos anos 80; o de um jovem vigilante que não hesitava em extrapolar as regras de conduta criadas pelo Batman, que tinha um estilo pessoal independente de seu professor e um temperamento muito explosivo. Entretanto, isso contribuiu para a péssima relação entre Jason e os leitores.

Desde sua primeira aparição, Jason foi tratado com grande resistência pelo público; estes consideravam o personagem como uma simples cópia de Dick Grayson e vê-lo assumir o posto do Robin original foi problemático. Já com o Jason pós crise o caminho foi totalmente inverso e a melhor análise é conferida pelo próprio Max Allan Collins no artigo The Lives and Death of Jason Todd: An Oral History of the Second Robin and A DEATH IN THE FAMILY de autoria de Joe Grunenwald.

“Eu acredito que a ideia de criança de rua foi minha, a noção de que Bruce WayneBatman não queria a responsabilidade de colocar Dick Grayson em perigo nunca mais, mas esse garoto de rua já estava em um caminho perigoso e seguindo pela estrada errada. Logo, adotá-lo (e essa foi uma decisão gradual) fez sentido”.

O estranhamento inicial do público com o novo e violento Robin foi amplificado principalmente após o autor Jim Starlin (criador da saga Desafio Infinito na Marvel) assumir as histórias do Homem Morcego a partir de Batman #414, iniciando sua fase com o herói pelas próximas dezessete edições. O fator problemático nesse período foi que Starlin nunca foi um fã do Robin, independente de ser Dick ou Jason.

No mesmo artigo mencionado anteriormente, Starlin indica que nunca viu muito sentido em Robin como um ajudante para o Batman pois a ideia de um adulto colocando uma criança para combater o crime soava para ele como abuso infantil, dessa maneira suas histórias sempre priorizaram em manter Jason Todd na Batcaverna. Isso até a edição #424 quando Starlin pôs Jason para matar um criminoso que havia sido inocentado devido a uma brecha do sistema, fazendo o jovem cruzar uma linha que o próprio Batman luta para não ultrapassar.

Um Robin violento para tempos violentos

Como apontado pelo editor das histórias do Batman na época, Denny O’Neil, Robin era até então o personagem mais odiado pelos leitores; com cartas que chegavam diariamente reclamando sobre Jason Todd. Foi quando, durante uma reunião editorial, O’Neil decidiu que o começo do fim para o Menino Prodígio havia começado e pediu a Jim Starlin que elaborasse um roteiro no qual a vida do jovem estaria verdadeiramente ameaçada.

O autor aceitou e começou a elaborar a trama de Morte em Família no qual teria em Jason o protagonista que parte em uma busca para encontrar a sua mãe biológica, levando-o até o Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o Coringa foge do Asilo Arkham e se vendo sem recursos, parte também para o oriente em busca de compradores para o que restou de suas armas. Segundo Starlin a ideia de usar o Palhaço Príncipe do Crime como antagonista partiu da morte do Robin brevemente mencionada em O Retorno do Cavaleiro das Trevas alguns anos antes.

Eventualmente a busca de Jason cruza com o caminho do Coringa, o que leva a uma das cenas mais simbólicas dos quadrinhos: Jason Todd, indefeso, sendo espancado pelo Coringa com um pé de cabra enquanto o vilão ri de seu sofrimento. O final dessa sequência vem com o palhaço abandonando o galpão aonde o ferido Robin está enquanto uma bomba está para explodir e Batman está a caminho. Nesse ponto a DC tomou uma decisão diferente; eles colocaram o destino de Jason nas mãos dos fãs.

Um dos momentos mais impactantes nas histórias das revistas em quadrinho

Em setembro de 1988 duas linhas de telefone foram criadas, uma voltada para contabilizar votos pela sobrevivência de Jason e outra onde os fãs decidiam pela sua morte. Consequentemente dois desfechos foram planejados dependendo do resultado. Quando chegou dezembro daquele mesmo ano o mundo conferiu o desfecho escolhido pelos leitores traduzido em uma icônica imagem: Batman desconsolado segurando nos braços o corpo ensanguentado e inconsciente de Jason Todd.

A morte do Robin se tornou um dos momentos chave do Cavaleiro das Trevas em toda sua história, sendo considerado como um episódio obrigatoriamente canônico (igual a morte dos pais de Bruce ou o ataque sofrido por Bárbara Gordon) independente de quantos reboots o herói tenha passado. Após essa história, Bruce Wayne levou um longo tempo para confiar qualquer missão a algum aliado, temendo que eles pudessem ter o mesmo fim de Jason, até que eventualmente ele consegue superar o trauma e recruta o terceiro Robin (Tim Drake).

Pelo peso da história ao longo dos anos, a morte de Jason Todd já foi adaptada para animação (Batman Contra o Capuz Vermelho), games (Batman: Arkham Knight), séries (Titãs) e mais recentemente para o cinema, já que tanto Batman vs Superman quanto Liga da Justiça de Zack Snyder e Esquadrão Suicida abordam a morte de um Robin como uma mancha no passado do Batman de Ben Affleck, ainda que nunca fique claro qual dos Meninos Prodígios foi a vítima.

Mesmo assim Morte em Família permanece como um capítulo vital na trajetória do vigilante e que, mesmo após mais de trinta anos do seu lançamento e anos depois de Jason já ter voltado a vida como o vigilante Capuz Vermelho, ainda é uma ferida mau cicatrizada em Bruce e um dos seus maiores fracassos.

Conheça os personagens do novo ‘O Esquadrão Suicida’

Eles estão loucos para salvar o mundo, e nós estamos loucos para que a estreia de ‘O Esquadrão Suicida’ chegue logo! Ontem, foi divulgado de surpresa um novo trailer da aventura da DC conduzida por James Gunn, de ‘Os Guardiões da Galáxia’, que deixou os fãs ainda mais empolgados para o filme.

E como não ficar animado?! Mas enquanto a data não chega, temos trabalho a fazer: hora de conhecer os personagens desta história insana— e olha que são muitos!

No filme, o improvável grupo da Força-Tarefa X, liderado pelo Coronel Rick Flag, precisará se infiltrar na Ilha de Corto Maltese, na América Latina, para destruir uma espécie de prisão nazista. O local realiza experimentos com prisioneiros políticos, transformando-os nos primeiros meta-humanos do mundo. Para isso, eles precisam passar pelo presidente ditador Silvio Luna e pelo seu exército, comandado por Mateo Suarez. 

Joel Kinnaman é Coronel Rick Flag

Líder da Força-Tarefa, o Coronel Rick Flagg (Joel Kinnaman) retorna do primeiro filme junto a Arlequina, Capitão Bumerangue e Amanda Waller. Líder de operações especiais do exército, é ele quem comanda a missão deste time tão heterogêneo.

Idris Elba é Bloodsport/Sanguinário

Bloodsport é um codinome que já foi usado por mais de um dos vilões do universo da DC Comics, todos inimigos do Superman. O mais notório é Robert DuBoius, personagem de Idris Elba no filme. 

Nos quadrinhos, DuBois foge do sorteio para lutar na Guerra do Vietnã, mas fica obcecado ao descobrir que o irmão foi enviado em seu lugar. Moralmente oposto ao combate e com a saúde mental abalada, ele acaba sendo contratado por Lex Luthor para matar o Homem de Aço com uma bala de kryptonita. Daí, surge não apenas a inimizade, mas também o motivo de sua prisão em Belle Reve. 

Margot Robbie é Harley Quinn/Arlequina

A mais notória das personagens do Esquadrão, ela era uma médica psiquiatra que conhece o Coringa ao atendê-lo no Asilo Arkham. Depois de se tornar a namorada e braço direito do Palhaço do Crime, ela passa a aterrorizar a cidade de Gotham, antes de ser capturada pelo Batman e sentenciada a uma pena na Belle Reve. 

Após a primeira Força Tarefa X, Arlequina (Margot Robbie) é resgatada da prisão pelo Coringa, o que levou aos eventos do longa “Arlequina e as Aves de Rapina”, em que ela sai em busca de sua independência como uma mercenária. 

John Cena é Peacemaker/Pacificador

Christopher Smith, o Pacificador (John Cena), é um homem que acredita em alcançar a paz a qualquer custo — o que o transforma em um extremista violento que elimina todos os que ficarem pelo seu caminho. Ele foi capturado pela ARGUS e levado à prisão Belle Reve após ter cometido uma série de assassinatos, supostamente, “em nome da paz”. 

David Dastmalchian é Polka Dot Man/Homem das Bolinhas

Abner Krill, o Polka-Dot Man (David Dastmalchian), é um criminoso que tem a habilidade de produzir múltiplas bolinhas coloridas de seu traje, com cada cor representando uma arma diferente. Entre as armas que ele consegue produzir estão explosivos, lâminas mortais e até mesmo veículos de fuga. Nos quadrinhos, ele é a princípio um vilão terciário do Batman, e a bizarrice de seus poderes é a sua maior característica.

Daniela Melchior é Ratcatcher 2/Caça-Ratos 2

Nos quadrinhos, o personagem Ratcatcher, ou Caça-Ratos, é o supervilão Otis Flannegan, inimigo do Batman que possui a habilidade de atrair e controlar ratazanas para torturar e controlar seus prisioneiros.

No filme, no entanto, Ratcatcher 2 (Daniela Melchior) será uma protegida de Otis Flannegan, treinada por ele desde a infância para assumir o manto caso ele fosse capturado. 

Sylvester Stallone é a voz de King Shark/Tubarão-Rei

Nanaue, o Tubarão-Rei (voz de Sylvester Stallone), é um humanoide nascido no Havaí, filho do Tubarão-Deus, o rei de todos os tubarões. Muito forte e com a audição extremamente apurada, ele é originalmente um vilão do Aquaman. Considerado uma arma de matar, o King-Shark tem dentes afiados e couro resistente, e assusta só pelo seu tamanho. No filme, terá personalidade dócil e amigável. 

Peter Capaldi é Thinker/Pensador

O Pensador é um título que já foi usado por mais de um personagem nos quadrinhos da DC. O principal deles, no entanto, é Clifford DeVoe (Peter Capaldi), um supervilão com habilidades telepáticas. Ele era um advogado fracassado cuja carreira chegou ao fim em 1933. Quando percebeu que a maioria de seus clientes tinha a força física, mas não a inteligência, para a vilania, decidiu tentar a sorte na carreira. DeVoe sempre procurava os maiores inventos científicos para usar a seu favor, e foi assim que encontrou um capacete capaz de projetar sua força mental. 

Jai Courtney é o Capitão Bumerangue

Também de volta do longa de 2016, o Capitão Bumerangue (Jai Courtney) é um vilão da Austrália que aprendeu a usar bumerangues a seu favor como uma arma. Seu papel no filme provavelmente será semelhante ao anterior. 

Michael Rooker é Savant/Sábio

Nos quadrinhos, Brian Durlin (Michael Rooker) é um herdeiro mimado que se mudou para Gotham na intenção de se tornar um vigilante. Quando Batman tenta convencê-lo a não entrar nesta vida, porque ele não se importa tanto quanto deveria com a proteção das outras pessoas, Durlin resolve investir em um negócio de chantagem financeira. Usando a identidade do Sábio, ele persegue pistas de criminosos através da tecnologia e os elimina sem poupar violência.

Sean Gunn é Weasel/Doninha

Nos quadrinhos da DC Comics, John Monroe (Sean Gunn) era um professor universitário solitário, amargo e ressentido. Isso porque, quando estudante, ele era alvo de piadas dos seus colegas, que o apelidaram de ‘doninha’, e isso o deixou bastante traumatizado. Quando ele percebe que os ex-colegas estão ocupando altos cargos profissionais onde ele mesmo leciona, sai em busca de vingança, e resolve usar uma fantasia de doninha, com garras afiadas, pelos e tudo.

Alice Braga é Sol Soria

Apesar de poucas informações concretas sobre a personagem de Alice Braga, especula-se que ela seja uma versão de Juan Soria, um criminoso que faz parte do Esquadrão Suicida nos quadrinhos.

No filme, Sol Soria é a líder de um movimento revolucionário chamado Resistência Maltesa, que se opõe ao governo de Silvio Luna. Logo, ela será uma aliada da Força-Tarefa X, ainda que inicialmente relutante. 

Nathan Fillion é T.D.K.

O personagem de Nathan Fillion não tem exatamente uma contraparte nos quadrinhos. Ele é uma criação original de James Gunn, mas tira inspiração do personagem Arm-Fall-Off-Boy, que fez uma rara aparição nas páginas em 1989. Seu poder é a capacidade de remover os próprios braços e usá-los como arma para bater nas pessoas. Não que este seja um dos poderes mais fascinantes do planeta, não é? Aliás, justamente por isso ele foi rejeitado pela Legião de Super-Heróis. 

Apesar disso, é possível que o personagem tenha outras características no filme. A sigla T.D.K. é um acrônimo para The Detachable Kid.

Pete Davidson é Blackguard

Richard “Dick” Hertz (Pete Davidson) é um criminoso comum que foi recrutado e treinado pela equipe 1000, que deu a ele seus poderes de energia e combate. Mais tarde, ele foi recrutado por Amanda Waller e se tornou um membro do Esquadrão Suicida.

Viola Davis é Amanda Waller

Amanda Waller (Viola Davis) é a diretora da ARGUS, uma organização governamental encarregada de lidar com tarefas envolvendo ameaças causadas pelos humanos superpoderosos. Implacável e bastante determinada, ela é a responsável pela Força-Tarefa X, que ela mesma recrutou para lidar com missões perigosas demais para qualquer outro. 

Starro

A grande revelação do trailer de ‘O Esquadrão Suicida’ é Starro, o Conquistador Estelar. Inimigo primário da Liga da Justiça, ele é um alienígena em forma de uma gigantesca estrela-do-mar com um olho no centro de seu corpo. A entidade passeia pelo universo em busca de um planeta para dominar, e parece ser a principal ameaça que nossos improváveis heróis precisarão enfrentar no filme.

Apesar de o material não revelar muitos detalhes sobre sua origem, é possível que, nesta versão, ele seja o resultado de um dos experimentos de Silvio Luna em Corto Maltese, e o real motivo de a missão de combatê-lo ter sido entregue à Força-Tarefa X.

Filme da ‘Supergirl’ continua em desenvolvimento pela DC

Após a Warner cancelar inesperadamente ‘Novos Deuses‘ e ‘A Trincheira‘, o estúdio deu boas notícias.

Segundo o Deadline, o filme solo de ‘Supergirl‘ ainda está em desenvolvimento.

Sasha Calle, que está programada para estrear o papel na próxima versão cinematográfica de ‘The Flash‘, deve estrelar a produção como a prima do Superman.

Calle segue os passos de Helen Slater, que interpretou o papel no filme de 1984, e Melissa Benoist, que atualmente é a estrela de ‘Supergirl‘ na série da CW.

Até então, Hailee Steinfeld e Elle Fanning estavam sendo cotadas para viver Kara Zor-El.

Supergirl faria parte de um universo distinto do atual DCEU, reiniciando a mitologia kryptoniana.

 

Thrillers Eróticos PICANTES que viraram Clássicos dos anos 90

É sempre interessante notar como cada novo período social influencia a tendência do cinema (e do audiovisual como um todo), impulsionando ou eliminando inclusive os gêneros dos filmes. No passado, por exemplo, os faroestes e os musicais eram os tipos mais produzidos pela indústria de Hollywood. Hoje, tais segmentos foram consideravelmente podados, ao ponto de serem considerados diferentes aos olhos do público, em comparação com as demais obras que lotam constantemente o mercado. Da mesma forma, quem poderia imaginar há vinte, trinta anos, que os super-heróis saídos dos quadrinhos seriam a fonte mais confiável e rentável para grandes produções de famosos estúdios.

Toda esta apresentação para focarmos no tema desta matéria, os thrillers eróticos. Por si só um produto de seu tempo, os anos 1990, onde após o avanço de narrativas mais liberais e realistas nos anos 1960, tivemos uma escalada rumo a total falta de pudor – entrelaçada à liberdade sexual e à independência feminina. O cinema, por consequência, ficou mais sem vergonha, sem moralismo, com a cabeça mais aberta, e Hollywood começou a se espelhar nas obras europeias. Afinal, ver uma mulher pelada nas telas de cinema, ainda na década de 1950, por exemplo, era algo inimaginável. Esse advento foi se tornando cada vez mais constante pelas décadas de 1970 e 1980, onde finalmente viraria um subgênero na década de 1990.

Época do clamor desavergonhado, os anos 1990 serviram como casa de algumas das obras mais icônicas deste subgênero – muitas inclusive tinham como único propósito apresentar cenas tórridas e/ou uma estrela famosa nua, e tais projetos eram vendidos apenas por este mote. Nos tempos politicamente corretos em que vivemos, fica cada vez mais difícil imaginar uma produção sendo arquitetada por um grande estúdio nestes moldes: vender um filme através da sensualidade e erotismo de sua protagonista, explorando seu corpo pela venda de ingressos.

Com isso em mente, e como forma de relembrar e refletir sobre o passado, o CinePOP traz para você uma nova matéria comentando alguns dos mais famosos thrillers eróticos da década de 1990, filmes de suspense que faziam a temperatura subir. Vamos relembrar.

Instinto Selvagem (1992)

Este é o carro-chefe do subgênero, e podemos dizer que a extinta produtora Carolco (a mesma de O Exterminador do Futuro 2) e a TriStar Pictures (distribuidora do filme), subsidiária da Columbia, hoje Sony, saíram na frente. O filme elevou a carreira da musa Sharon Stone ao estrelato e a transformou num sex symbol. Ironicamente, treze atrizes foram procuradas para o papel e o negaram – como Michelle Pfeiffer e Demi Moore -, antes de Stone ser contratada.

Além de Sharon Stone, outros três nomes ficariam associados aos thrillers eróticos dos anos 1990: o do diretor Paul Verhoeven, o do roteirista Joe Eszterhas e o do ator Michael Douglas. Na trama, um detetive linha dura (Douglas) se depara com um caso de assassinato violento e uma história de sexo selvagem envolvendo uma manipulativa escritora (Stone).  Quatorze anos depois, Stone tirou uma sequência da cartola, Instinto Selvagem 2 (2006), a qual protagonizou sem nenhum dos nomes envolvidos com o original.

Invasão de Privacidade (1993)

Depois de sua explosão em Instinto Selvagem, Sharon Stone se tornava uma estrela da noite para o dia. E como Hollywood adora apostar no certo, um monte de projetos com temática sexual chegava para a atriz nesta época. O primeiro para o qual ela disse sim foi este suspense da Paramount (que não é boba nem nada), dirigido por Phillip Noyce (Jogos Patrióticos), baseado no livro de Ira Levin e com roteiro adaptado pelo mesmo Joe Eszterhas do filme acima. Na trama, Stone vive uma mulher que se muda para um luxuoso edifício de Nova York, e logo descobre que o local guarda sinistros segredos, envolvendo apartamentos observados por câmeras e a perda de privacidade (visionário?). E como esperado, a atriz novamente desempenhava momentos para lá de picantes.

O Especialista (1994)

A esta altura Sharon Stone já estava consolidada como musa quente do cinema, sendo basicamente um pré-requisito que a atriz aparecesse nua ou desempenhasse uma cena caliente em seus filmes. Foi assim, por exemplo, com Rápida e Mortal (1995), faroeste da TriStar/Columbia (Sony). Quando ela não protagonizava tais momentos, seus filmes não iam bem – vide Diabolique (1996) e A Última Chance (1996) -, provando o tipo de personagem e longa no qual o público queria vê-la.

Assim, este filme de ação da Warner, veículo para Sylvester Stallone, recebeu um tratamento erótico quando Stone assinou para co-protagonizar. Estamos falando da polêmica cena do chuveiro, que mostra uma tórrida relação entre o casal. Recentemente a sequência saiu do passado e ganhou os holofotes com a notícia de que Sly teria embebedado Stone para desempenhar o momento, a contragosto da atriz.

Corpo em Evidência (1993)

Instinto Selvagem provou a viabilidade e sucesso financeiro dos thrillers eróticos. Assim, pouco tempo depois de seu lançamento, este Corpo em Evidência estreava nos cinemas. E o único motivo da existência deste suspense de quinta, produzido pelo italiano Dino De Laurentiis e distribuído pela MGM, é mesmo promover cenas quentes de nudez de sua protagonista, numa trama erótica rocambolesca.

E quem melhor do que a provocativa Madonna – que na época devorava homens no café da manhã e tratava o sexo com a naturalidade de quem vai à feira – para sem pudor se despir e protagonizar momentos impróprios para menores, como os trechos com a cera de vela. De fato, De Laurentiis adquiriu o roteiro com a estrela da música em mente. Aqui, ela vive uma mulher sendo julgada pela acusação de matar seu companheiro… de tanto fazer sexo!

Assédio Sexual (1994)

Aqui temos um caso curioso. O próprio Michael Douglas queria que sua coprotagonista em Instinto Selvagem fosse Demi Moore – porque Sharon Stone era, então, uma ilustre desconhecida. Dois anos depois, e Douglas teve seu desejo atendido, com um filme do subgênero bancado pela Warner. A obra era vendida justamente pela união destes dois fortes nomes dos thrillers eróticos acima do título. Douglas havia protagonizado Atração Fatal (1987) e o próprio Instinto Selvagem (1992).

E Moore se consolidava na fase adulta (já que começou no cinema ainda na adolescência) com Proposta Indecente (1993), da Paramount – se tornando assim, igualmente, um símbolo sexual. A proposta aqui, embora seja baseado num livro, era pegar carona no famoso caso de assédio real envolvendo Anita Hill e Clarence Thomas, que parou os EUA no início da década de 1990 (retratado no filme da HBO Confirmação, 2016). Aqui, a assediadora é a mulher em posição de poder. No entanto, os que estavam esperando um momento extasiante entre os dois nas telas, terminaram ficando a ver navios.

Striptease (1996)

Demi Moore, como dito, apesar de ter começado a carreira bem novinha como parte do brat Pack, ganhava novos contornos nesta fase com o status de símbolo sexual. Depois de Proposta Indecente, Assédio Sexual e A Letra Escarlate (1995), Moore negociou um salário astronômico com a produtora Castle Rock para mostrar seus recém adquiridos músculos e próteses de silicone nos seios em Striptease (distribuído pela Columbia/Sony e no Brasil pela Warner). A atriz embolsava US$12.5 milhões, o que hoje seria algo em torno dos US$20 milhões, se tornando na época a atriz mais bem paga de Hollywood. Quem leu o livro no qual o filme é baseado garante que é bom e traz grande insight, além de tiradas cômicas que funcionam. Já o filme se tornou um fiasco, cujo único propósito era mostrar a atriz nua.

A Cor da Noite (1994)

A Disney produzindo um thriller erótico? Sim! E um dos mais desavergonhados da época. Bem, ao menos através de suas subsidiárias Hollywood Pictures e Buena Vista. E por falar em Demi Moore, seu então maridão Bruce Willis também não quis ficar de fora do subgênero. Mostrando mais uma vez a influência de Instinto Selvagem, este foi outro roteiro criado às pressas para capitalizar em cima deste estilo para maiores. Sharon Stone era uma ilustre desconhecida até Instinto Selvagem, e o nome de peso no projeto era o de Michael Douglas.

O mesmo foi orquestrado aqui, com Willis como chamariz, tentando impulsionar a carreira da jovem Jane March – com quem protagoniza cenas para lá de intensas. A proposta de fazer March uma estrela, no entanto, falhou. Na trama, Willis vive um psicólogo pegando para si um grupo de terapia de um colega assassinado. Logo, ele descobre que um dos membros de tal grupo não é o que parece, e precisa desvendar uma série de assassinatos, enquanto se diverte de forma explícita como uma bela jovem dezoito anos mais nova.

Jade (1995)

Talvez você não lembre dela, mas Linda Fiorentino foi um grande nome feminino de Hollywood nos anos 1990. E muito devido às obras com apelo sexual que protagonizava, sempre no papel da femme fatale. Percebendo o fervor do momento de tais filmes e que havia um grande público cativo na época, a Paramount, seguindo o relativo sucesso de Invasão de Privacidade dois anos antes, voltou a bancar uma produção do subgênero, investindo ainda mais dinheiro.

Para a empreitada, o estúdio contratou novamente Joe Eszterhas para o roteiro, e assim nascia Jade – uma reedição menos inspirada de Instinto Selvagem. Na direção, um cineasta pra lá de renomado: William Friedkin (vencedor do Oscar por Operação França e indicado por O Exorcista). E como Sharon Stone já havia feito o original, para esta espécie de releitura foi escalada Linda Fiorentino. A morena havia chamado atenção no ano anterior com O Poder da Sedução (1994), thriller de John Dahl, criado exatamente nos mesmos moldes.

Nunca Fale Com Estranhos (1995)

Outro nome que entrou na dança dos filmes de suspense eróticos foi o de Rebecca De Mornay. A atriz já havia realizado cenas quentes ao lado do astro Tom Cruise na comédia adolescente Negócio Arriscado (1983), onde interpretou uma prostituta. Quase dez anos depois ela viria a protagonizar o thriller A Mão que Balança o Berço (1992), sucesso da Disney (Hollywood Pictures) com certa tonalidade sexual – onde viveu uma vilã em busca de vingança, se disfarçando de babá para roubar a família da mulher que, segundo ela, havia destruído a sua.

Um ano depois, De Mornay seguia no subgênero com Culpado como o Pecado (1993), no papel de uma advogada defendendo um playboy assassino (Don Johnson). O escolhido para figurar nesta lista, no entanto, foi Nunca Fale com Estranhos, projeto totalmente construído para explorar a sexualidade de seus protagonistas – realçando suas cenas de nudez e sexo. O fiapo de roteiro desta produção da TriStar/Columbia (Sony) traz De Mornay como psicóloga criminal conhecendo e iniciando uma relação tórrida com um perfeito estranho – daí o título do filme. E para o papel do estranho, o latin lover da época, Antonio Banderas, incendiava as telas.

Showgirls (1995)

Tudo bem que Showgirls não é tanto um suspense, e funciona mais como um melodrama mexicano, daqueles bem exagerados. O filme também ficaria conhecido como uma das piores produções cinematográficas, não apenas de seu respectivo ano, mas da década e igualmente de todos os tempos. Há alguns anos o filme foi redescoberto e transformado em cult por muitos defensores. O crítico Adam Nayman, da revista Sight and Sound, por exemplo, chegou até mesmo a escrever um livro defendendo Showgirls para a série Pop Classics: “It Doesn’t Suck”.

Os fãs do longa afirmam que esta era sua proposta desde o início, uma farsa sobre o mundo das strippers de Las Vegas, exagerada, caricata e novelesca. Para muitos, a obra recai na categoria “tão ruim que é bom”, que constantemente enaltece os mais saborosos prazeres culposos. Aqueles filmes que sabemos não ser bons, mas que não conseguimos evitar de gostar. Showgirls seria o próximo passo evolutivo de Instinto Selvagem, uma produção ainda mais provocativa em suas questões sexuais. Um drama que escancararia tal universo sem dó, nem piedade.

Não por menos, o longa recebeu a censura mais alta para uma produção vendida ao grande público, o famigerado NC-17. Para a empreitada, a mesma Carolco, em parceria com a United Artists, tratou de reunir a dupla Paul Verhoeven na direção e Joe Eszterhas no roteiro. Protagonizando, uma jovem atriz saída de um programa adolescente, Elizabeth Berkley – o plano era ser alçada à nova Sharon Stone. O resultado, porém, foi bem diferente para todos os envolvidos.

Garotas Selvagens (1998)

Showgirls se tornou o epicentro da implosão do subgênero. Como toda “fórmula” descoberta por Hollywood, os thrillers eróticos foram desgastados à exaustão, e todo mundo que pôde tirou uma casquinha de tal segmento. Como sempre ocorre, alguém vai longe demais, inviabilizando sua continuidade, afinal, nada dura para sempre. Foi assim com os faroestes, com os musicais, com os épicos bíblicos e medievais, com os filmes de ação brucutu dos exércitos de um homem só, e até mesmo com as comédias românticas bobinhas da década passada.

A pergunta que fica é: quanto tempo mais os filmes de super-heróis ainda tem até precisarem ser reinventados? É justamente onde se encaixa este Garotas Selvagens, que chegou na rebarba da implosão do subgênero. Apesar de não ser um filme completamente ruim, o longa ficou meio deslocado, e caso tivesse sido lançado na época do hype de tais produções, poderia ter causado um barulho maior.

Aqui são duas, e não apenas uma, as jovens estrelas da época participando de cenas tórridas. Neve Campbell (querendo amadurecer na carreira) e Denise Richards (saída de uma produção de Paul Verhoeven, Tropas Estelares) são duas estudantes bem diferentes, que se envolvem com um professor (Matt Dillon) para um esquema de roubo de uma fortuna. A trama desta produção da Columbia (Sony) é intrincada e confusa, e certos trechos questionam nossa inteligência com suas dezenas de reviravoltas, mas algo que o público não esquece é a cena do ménage entre os protagonistas.

‘The Witcher’: Vídeo promocional nos leva para os bastidores da 2ª temporada; Confira!

Pouco depois de anunciar o fim das gravações da 2ª temporada, a Netflix divulgou um novo vídeo de bastidores de The Witcher, revelando alguns detalhes do que os fãs podem esperar dos próximos episódios.

Confira:

O novo ciclo conta com inúmeras adições ao elenco, incluindo: Adjoa Andoh como Nenneke; Cassie Clare como Phillippa Eilhart; Liz Carr como Fenn; Graham McTavish como Dijkstra; Kevin Doyle como Ba’lian; Simon Callow como Codringher; Chris Fulton como Rience; e o recém-anunciado Sam Hazeldine como o Rei da Caçada Selvagem.

O segundo ano ainda não tem previsão de estreia. A 1ª temporada, por sua vez, já está disponível na plataforma de streaming.

Criada por Lauren Hissrich, a série é baseada em uma saga literária escrita pelo polonês Andrzej Sapkowski.

Geralt de Rivia (Henry Cavill), um solitário caçador de monstros, luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas muitas vezes se mostram mais perversas que as bestas. Mas quando o destino o leva a uma feiticeira poderosa e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três precisam aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.

O elenco ainda conta com Millie Brady, Freya Allan, Anna Shaffer, Jodhi May, Anya Chalotra e Björn Hlynur Haraldsoon.

‘Mank’: Vídeo de bastidores explora os efeitos visuais do recente filme de David Fincher; Confira!

‘Mank’ marcou o retorno de David Fincher ao cenário cinematográfico e, recentemente, a página ILMVFX divulgou um vídeo de bastidores que explora os efeitos visuais por trás do longa-metragem.

Confira:

Lembrando que a produção tornou-se a maior indicada do Oscar 2021, conquistando dez nomeações.

O longa foi relembrado nas categorias de Melhor FilmeMelhor Direção para David FincherMelhor Ator para Gary OldmanMelhor Atriz Coadjuvante para Amanda SeyfriedMelhor FigurinoMelhor Design de ProduçãoMelhor FotografiaMelhor Maquiagem & CabeloMelhor SomMelhor Trilha Sonora.

Os vencedores serão revelados no dia 25 de abril.

O elenco conta com Gary Oldman, Amanda Seyfried, Tuppence Middleton, Lily Collins, Tom Burke e Tom Pelphrey.

Acompanhe esta jornada pela Hollywood da década de 1930 através dos olhos do roteirista alcoólatra e crítico social Herman J. Mankiewicz (Oldman), enquanto ele corre contra o tempo para terminar o roteiro de Cidadão Kane para Orson Wells (Burke).

‘The Witcher’: Ator de ‘Peaky Blinders’ será o Rei da Caçada Selvagem na 2ª temporada

As filmagens da 2ª temporada de The Witcher chegaram ao fim e prometem uma adaptação do aclamado jogo ‘Wild Hunt’, segundo recentes imagens divulgadas pelo site Redanian Intelligence.

Agora, novas informações confirmaram que o Rei da Caçada Selvagem, Eredin, será interpretado por Sam Hazeldine (via ComicBook.com). O personagem tornou-se um dos inimigos mais perigosos de Geralt de Rivia (Henry Cavill) e lidera um grupo que busca por Ciri (Freya Allan) por causa de seu sangue.

Hazeldine é conhecido por seu papel como George Sewell em Peaky Blinders. Seus outros créditos incluem ResurrectionThe InnocentsRequiem.

Ele se junta aos previamente anunciados Adjoa Andoh como Nenneke; Cassie Clare como Phillippa Eilhart; Liz Carr como Fenn; Graham McTavish como Dijkstra; Kevin Doyle como Ba’lian; Simon Callow como Codringher; e Chris Fulton como Rience.

Os novos episódios ainda não têm previsão de estreia. A 1ª temporada, por sua vez, já está disponível na Netflix.

Criada por Lauren Hissrich, a série é baseada em uma saga literária escrita pelo polonês Andrzej Sapkowski.

Geralt de Rivia (Henry Cavill), um solitário caçador de monstros, luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas muitas vezes se mostram mais perversas que as bestas. Mas quando o destino o leva a uma feiticeira poderosa e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três precisam aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.

O elenco ainda conta com Millie Brady, Freya Allan, Anna Shaffer, Jodhi May, Anya Chalotra e Björn Hlynur Haraldsoon.

Crítica | Godzilla Vs Kong – Um maravilhoso Open Bar de porrada de monstros

Em meio a tanto caos, morte e destruição que vivemos nos tempos de pandemia, nada como escapar do mundo real prestigiando caos, morte e destruição nos cinemas. Ou, neste caso, no streaming. Estreou hoje nos cinemas e no HBO Max, nos países em que a plataforma já chegou, Godzilla Vs Kong, um dos filmes mais aguardados dos últimos anos e que chega com a missão de subir o nível do MonsterVerse da Warner.

Spoiler: ele consegue!

Mas antes de começar a falar mesmo sobre o filme, é curioso ver como ele acabou sendo impulsionado pela pandemia. Com a ausência de grandes filmes chegando aos cinemas no último ano, a maioria dos estúdios começou a postergar o lançamento de suas maiores produções na expectativa de que a vacina chegasse e chutasse o coronavírus para longe da nossa realidade. Infelizmente, a vacinação ainda não chegou para todos e os cinemas continuam fechados em algumas partes do mundo, enquanto algumas salas até estão abertas, mas funcionando com baixa capacidade. Nesse cenário, o público ficou ansioso por um blockbuster daqueles que faziam a gente pagar caríssimo num ingresso Imax só para prestigiá-lo num telão colossal com som nas alturas e um par de óculos que mais parecia uma máscara de mergulho. Então, na ausência dessa possibilidade, o lançamento de Godzilla Vs Kong no streaming veio como um sopro atômico de esperança para aqueles que não aguentavam mais ver filmes indies, de baixo orçamento ou filmes repetidos na televisão. Nada disso! Agora é um filmaço inédito de centenas de milhões de dólares de orçamento chegando direto na sua casa, o que é incrível. Juntamente a isso, a campanha #TeamGodzilla Vs #TeamKong movimentou o Twitter, criando debates e memes divertidíssimos, e elevando nossas expectativas ao máximo.

E a melhor parte disso tudo é que eles conseguem entregar aos fãs um filme do tamanho exato da expectativa criada por esse contexto louco em que vivemos hoje. Sim, Godzilla Vs Kong é puro suco de entretenimento, uma obra de arte do cinema de pancadaria e uma ode aos monstros gigantes das telonas. O roteiro é simples como deve ser. Kong estava sendo observado por uma organização especializada em Kaijus, quando o Godzilla, até então um herói para a humanidade, começa a realizar ataques pelo mundo de forma descontrolada. Então, quando um empresário ricaço convence um geólogo decadente (Alexander Skarsgård) a trabalhar para ele em uma exploração que vai provar ao mundo que a Terra é oca e cheia de túneis que se conectam, o grupo entende que precisam de uma criatura capaz de atravessar essas passagens para seguirem ela e atravessarem junto. Quem é essa criatura? O Godzilla. Como fazer para atraí-lo? Chamando ele para enfrentar um Titã a sua altura. Quem é esse Titã? Isso mesmo, o King Kong. Porrada vai, porrada vem, a história vai se desenvolvendo em um ritmo maravilhoso, repleto de ação e sem perder tanto tempo com o elenco humano.

E isso é um feito e tanto. Nos dois filmes do Godzilla, os momentos em que os monstros apareciam eram fantásticos, mas eles eram meio que pareciam uma recompensa pelo público aturar duas horas de dramas humanos chatos e sem sentido. Aprendendo com os erros do passado, o longa é todo construído em torno dos encontros cheios de ódio dos dois Titãs, que não se gostam, então não se importam de acabarem eventualmente matando o adversário. Com isso, o drama acaba ficando bem dosado, sendo focado na relação entre Kong e a garotinha Jia (Kaylee Hottle), que se comunicam por meio da linguagem de sinais. Mesmo sem falar uma só palavra, a dupla transmite emoções nos gestos e nos olhares. É bem interessante e não ocupa tanto tempo. Fora isso, os humanos estão ali para apenas duas coisas: agilizar a trama com uma piadinha ou ameaça, e para serem esmagados pelos dois gigantes.

Jia e Kong roubam a cena nos momentos de drama.

É realmente importante ressaltar mais uma vez que a decisão do diretor Adam Wingard de botar os humanos como personagens secundários foi a grande chave para o sucesso desse filme. Falando no diretor, ele desempenha um trabalho interessantíssimo ao abordar o Kong tanto como um personagem com camadas, não se restringindo apenas ao lado guerreiro. O gorila gigantesco acaba funcionando como um ponto de conexão humana na trama, fazendo oposição a todo o poder e brutalidade do Godzilla. O uso de câmeras dele é perfeito para quem for assistir ao filme com a expectativa de ver violência à moda antiga. Em outras palavras, a direção não adota aquele esquema de muitos cortes por sequência e também não apela para o plano-sequência. Cada cena dura o suficiente para o público apreciar cada soco, chute, mordida, rajada e machadada sem ser muito extenso ou muito picotado. Fora isso, os confrontos dos monstrões são bem criativos, capazes de extrair o melhor de cada um.

Outro ponto que merece elogios são os efeitos especiais. A tecnologia é tão bem trabalhada que provavelmente vai fazer as crianças acreditarem que o Godzilla e o King Kong existem mesmo, e que a Terra é realmente oca. Toda a ambientação é bem realista, mas sem perder a personalidade, como acontece em O Rei Leão (2019). As expressões faciais do Godzilla, que parece estar gostando mesmo da briga, são maravilhosas, assim como a expressão corporal do Kong traduz com perfeição a saudade de casa e a frustração do gorila. É um trabalho digno de aplausos, ainda mais no embate noturno, que é iluminado pelos neons da cidade, o que rende cenas belíssimas que vão empolgar muita gente. E diferentemente de outros filmes que prometem duelos mirabolantes entre dois personagens icônicos e terminam sem entregar efetivamente um vencedor, Godzilla Vs Kong termina, sim, com um campeão. Mas fiquem tranquilos, fãs do perdedor, vocês também sairão satisfeitos com o final.

Godzilla Vs Kong é um filme que se propõe a mostrar o combate entre os dois monstros mais famosos do cinema para o público curtir a pancadaria, se divertir como nunca, sair enlouquecido para comprar uma camiseta oficial e sair por aí discutindo com seus amigos sobre qual dos dois venceria numa eventual revanche. E gloriosamente é exatamente isso que ele entrega. Não espere ver discussões filosóficas ou diálogos contemplativos sobre a existência humana e como somos o câncer do planeta. Não! É um filme sobre monstros se estapeando e destruindo tudo o que aparece pela frente. Dentro dessa proposta, é uma obra de arte. Dessa forma, seria uma completa injustiça não dar 10 para um longa que entrega com tanta competência exatamente aquilo que prometeu – com direito a uma ou duas surpresas ainda por cima. Porém, essa grande aventura pipoca de ação e ficção tem um único defeito: a duração. Sério, depois de três filmes com duas horas ou mais recheadas de dramalhão besta, justamente o melhor longa do MonsterVerse chega com menos de duas horas. Se mantivessem esse nível altíssimo de ação e pancadaria, poderiam fazer Godzilla Vs Kong ser maior que a versão estendida de O Retorno do Rei que não teria o menor problema. Por conta desse detalhe e considerando toda a ação e diversão proporcionada, a nota para o melhor blockbuster de 2021 até aqui será 9,0.

Godzilla Vs Kong estreia no Brasil em 29 de abril de 2021.

‘Entre Facas e Segredos 2’: Jamie Lee Curtis explica por que ela e Chris Evans não retornam

A Netflix desembolsou mais de US$ 400 milhões para adquirir os direitos para produzir as sequências de ‘Entre Facas e Segredos’, que foi uma das grandes surpresas de 2019, faturando diversas indicações e prêmios no circuito de festivais e preparando o terreno para um novo universo de mistério.

As sequências serão focadas no detetive Benoit Blanc, vivido por Daniel Craig, e não trará o retorno dos membros da família Thrombey.

Em seu Instagram, Jamie Lee Curtis, que viveu Linda no original, revelou que não volta para as sequências.

“Para esclarecer qualquer boato, a família Thromby está em aconselhamento familiar e o terapeuta sugeriu que eles ficassem longe de Benoit Blanc no futuro. Linda estava bem enquanto expulsa seu marido usando pantufas, desculpe @donjohnson por te abandonar. O resto deles está fugindo. Ransom está aparentemente no negócio de suéteres de tricô, uma nova habilidade que ele aprendeu. Joni tem uma sabonete de banho com perfume vaginal, Walt está publicando seu livro de memórias por conta própria. NENHUM de nós se juntará ao Sr. Blanc na Grécia. Como porta-voz da família, desejamos aos cineastas tudo de bom em seu novo empreendimento.”, afirmou.

As sequências trarão de volta também o roteirista e diretor Rian Johnson.

Talvez a notícia ainda mais empolgante é que a produção da primeira sequência está marcada para começar em breve.

De acordo com o Deadline, as filmagens de ‘Entre Facas e Segredos 2‘ começam em 28 de junho, daqui a apenas três meses. O filme será filmado na Grécia.

Em entrevista ao FlauntAna de Armas, que viveu a protagonista Marta Cabrera no primeiro filme, revelou que estaria mais que disposta a voltar para a continuação.

“Espero que seja uma das surpresas que 2021 traga para mim, uma ligação de Rian!”.

Recentemente, Johnson revelou detalhes sobre o próximo longa-metragem.

“Tem sido um grande turbilhão mental, porque eu permaneci com a primeira ideia por 10 anos. E com este, estou começando com uma página em branco. Não é realmente uma sequência de ‘Entre Facas e Segredos‘. Eu preciso inventar um título para ele para que eu possa parar de chamá-lo de ‘Sequência de Entre Facas e Segredos’, porque é apenas Daniel Craig como o mesmo detetive, com um elenco totalmente novo”.

O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e se tornou uma das obras mais aclamadas do ano passado.

Com orçamento de apenas US$40 milhões, o filme arrecadou mais de US$300 milhões mundialmente.

Quando o renomado escritor de livros criminais Harlan Thrombey (Christopher Plummer) é encontrado morto em sua mansão logo após seu aniversário de 85 anos, o inquisitivo Detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) é misteriosamente encarregado do caso. Da família desfuncional do autor à seus empregados, Blanc caminha através de uma teia de mentiras para desvendar a verdade por trás da morte de Harlan.

O grandioso elenco também conta com Chris Evans, Ana de Armas, Jamie Lee Curtis, Toni Collette, Don Johnson, Michael Shannon, Lakeith Stanfield, Katherine Langford e Jaeden Lieberher.

‘The Witcher’: Terminam as gravações da 2ª temporada!

De acordo com uma nova postagem da estilista Jacqueline Rathore no Instagram, as gravações da 2ª temporada de The Witcher chegaram oficialmente ao fim.

O anúncio vem após uma elaborada e demorada produção, em virtude dos atrasos ocasionados pela pandemia do COVID-19.

Os episódios chegam sem confirmação de estreia.

Recentemente, a página Redanian Intelligence divulgou mais uma imagem de bastidores do próximo ciclo.

Na foto, misteriosos cavaleiros posam em uma belíssima praia, podendo indicar que a narrativa trará elementos do game The Witcher: Wild Hunt’.

Confira:

Os novos episódios contam com inúmeros novos personagens, incluindo Adjoa Andoh como Nenneke; Cassie Clare como Phillippa Eilhart; Liz Carr como Fenn; Graham McTavish como Dijkstra; Kevin Doyle como Ba’lian; Simon Callow como Codringher; e Chris Fulton como Rience.

Detalhes sobre seus papéis não foram revelados.

Criada por Lauren Hissrich, a série é baseada em uma saga literária escrita pelo polonês Andrzej Sapkowski.

Geralt de Rivia (Henry Cavill), um solitário caçador de monstros, luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas muitas vezes se mostram mais perversas que as bestas. Mas quando o destino o leva a uma feiticeira poderosa e a uma jovem princesa com um segredo perigoso, os três precisam aprender a navegar juntos pelo crescente e volátil Continente.

O elenco ainda conta com Millie Brady, Freya Allan, Anna Shaffer, Jodhi May, Anya Chalotra e Björn Hlynur Haraldsoon.

Paulo Gustavo apresenta melhora no quadro de COVID-19

Desde o dia 13 de março, o ator e humorista Paulo Gustavo (‘Minha Mãe é Uma Peça’) está internado num hospital do Rio de Janeiro após ter sofrido complicações no quadro de infecção por Coronavírus.

Ontem, dia 1º, a família emitiu um boletim médico afirmando que o ator apresentou sinais de recuperação.

O ator está internado na UTI do Hospital Copa Star, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

“Nas últimas 48 horas, o paciente apresentou sinais mais evidentes de recuperação da função pulmonar, corroborados por uma tomografia computadorizada realizada hoje. A evolução do quadro é positiva, porém, o tempo de recuperação nesses casos varia individualmente. A cada dia temos mais certeza da sua plena recuperação, cuja data ainda não é previsível”, disse o comunicado da equipe médica. 

Thales Bretas, marido de Paulo, também reforçou o pedido e lembrou aos seguidores que:

“Esse vírus é realmente muito traiçoeiro, agressivo e contagiante! Por favor, quem puder, fique em casa, se cuide, use máscara e álcool gel o tempo todo! Continuemos em orações! Ele vai ficar bem!!!” 

‘DuckTales’: 3ª temporada ganha data de estreia no Disney+!

Disney+ divulgou um novo vídeo com as estreias do mês de abril e confirmou que a 3ª temporada da aclamada animação ‘DuckTales’ chega em breve ao seu catálogo.

Os episódios do ciclo final serão lançados na grade da plataforma de streaming em 30 de abril.

Confira:

Durante a última edição da D23, os criadores Matt Youngberg e Francisco Angones falaram sobre o que podemos esperar do último ciclo.

“A terceira temporada de ‘DuckTales’ é sobre legado. E parte do legado da série original. Não é um acidente que o novo ciclo traz vários personagens clássicos de volta. É parte de uma longa meta-história de algo que queríamos fazer há muito tempo”.

No novo ciclo, a família Duck embarca em uma caçada pelo mundo em busca de artefatos míticos, sendo perseguidos por uma organização secreta chamada F.O.W.L. (Fiendish Organization for World Larceny).

Giancarlo EspositoSelma BlairKristofer HivjuBebe NeuwirthRettaStephanie BeatrizJaleel WhiteDoug JonesClancy BrownJames MarstersHugh BonnevilleAbby Ryder-FortsonTress MacNeilleBill FarmerJames Monroe Iglehart e Adam Pally são as mais novas adições ao elenco.

‘Big Shot: Treinador de Elite’: Série com John Stamos ganha nova cena oficial; Confira!

A Disney+ divulgou um novo vídeo promocional da estreia do mês de abril em seu catálogo e, de quebra, apresentou uma breve cena da vindoura série Big Shot: Treinador de Elite’, estrelada por John Stamos.

Confira, a partir do minuto 01:04:

A série foi criada por David E. Kelley (‘Big Little Lies‘).

A trama conta a história de um técnico de basquete universitário bastante temperamental, que por um golpe do destino acabou sendo demitido, e se viu obrigado a trabalhar como professor e técnico em uma escola voltada apenas para meninas ricas.

O elenco ainda conta com Jessalyn Gilsig, Yvette Nicole Brown, Richard Robichaux, Sophia Mitri Schloss, Nell Verlaque, Tiana Le, Monique Green, Tisha Custodio e Cricket Wampler.

‘O Menino Que Queria Ser Rei’: Adaptação da lenda do Rei Arthur ganha data de lançamento no Disney+

Disney+ divulgou o comercial com suas aguardadas estreia do mês de abril e, de acordo com o breve vídeo, o elogiado O Menino que Queria Ser Rei chegará ao catálogo da plataforma de streaming em breve.

O longa-metragem, que moderniza a clássica lenda do Rei Arthur, será disponibilizado na grade no dia 16 de abril. Ainda não se sabe se o filme também será lançado no Brasil.

Confira:

O filme foi escrito e dirigido por Joe Cornish (‘Ataque ao Prédio‘).

Na trama, Alex acha que é um Zé Ninguém, até que se depara com a mítica espada Excalibur. Agora, ele deve unir seus amigos e inimigos em um bando de cavaleiros e, junto com o lendário mago Merlin, enfrentar a perversa e encantadora Morgana. Com o futuro em jogo, Alex deve se tornar o grande líder que ele nunca sonhou que poderia ser.

Rebecca Ferguson, Tom Taylor, Patrick Stewart, Rhianna Dorris, Dean Chaumoo e Louis Ashbourne Serkis estrelam.

‘Riverdale’: Nova prévia nos prepara para os próximos episódios da 5ª temporada; Confira!

midseason finale de Riverdale foi ao ar no dia 31 de março e, agora, a 5ª temporada entrou em hiato para a infelicidade dos fãs.

Entretanto, a The CW já divulgou uma prévia do que podemos aguardar dos próximos capítulos, cujo retorno está marcado para 07 de julho.

Confira:

Criada por Roberto Aguirre-Sacasa, a série é baseada nos quadrinhos do Archie Comics.

A pequena e tranquila cidade de Riverdale fica de cabeça para baixo quando é atingida pela misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade. Archie Andrews, Betty Cooper, Veronica Lodge, Jughead Jones, Cheryl Blossom, Josie McCoy e seus amigos exploram os problemas da vida cotidiana na pequena cidade, enquanto investigam o caso de Jason Blossom. Mas, para resolver este mistério, o grupo de amigos deve descobrir os segredos que estão enterrados profundamente na superfície da cidade, pois Riverdale pode não ser tão inocente como parece.

O elenco inclui KJ ApaLili ReinhartCamila MendesCole SprouseMadelaine Petsch, Madchen Amick, Luke Perry, Ashleigh Murray, Skeet Ulrich, Casey Cott, Charles Melton, Mark Consuelos e Vanessa Morgan.

Franquias na Netflix para Você ir se Aquecendo para os Lançamentos de 2021

Cinemas fechados mais uma vez. Por uma boa razão. E para começar nossa série de matérias, escolhemos produções do líder do mercado: a Netflix. Mas não apenas isso, e para você ir aquecendo os motores, resolvemos selecionar franquias ou filmes de sucesso parte do acervo da plataforma que terão novos exemplares lançados muito em breve ainda este ano – ou que estrearam recentemente. Vamos conferir.

Leia também: Dicas de Filmes lançamentos para ficar em casa e maratonar na Netflix durante a fase vermelha

Liga da Justiça / Batman vs Superman

Na internet só se fala da versão do diretor Zack Snyder para a Liga da Justiça. Para quem esteve em Marte nos últimos tempos, o cineasta não pôde finalizar a versão dos cinemas e se afastou do projeto, levando outro diretor a assumir. Agora, a Warner lançará sua versão para o filme, contendo 4 horas de duração, novas cenas, maior desenvolvimento e mais personagens. O longa (e põe longa nisso) vai ao ar no dia 18 de março, numa plataforma que ainda não chegou ao Brasil (a HBO Max) – no entanto, outros serviços de streaming por aqui irão oferecer a superprodução. E para você não ficar boiando, a Netflix oferece o filme que deu início a este universo, o polêmico Batman vs Superman, que está completando 5 anos em 2021, ocasião perfeita para uma nova chance. Fora isso, disponibiliza também Mulher-Maravilha (2017), a obra mais elogiada desta fase da DC – cuja sequência foi lançada no fim do ano passado. E se você, assim como nós, for um cinéfilo/nerd metódico, ainda temos a versão dos cinemas de Liga da Justiça (2017), para examinar bem de perto notando as diferenças cruciais – as quais esperamos que sejam muitas.

Godzilla e Kong

Metade da internet fala sobre Liga da Justiça de Zack Snyder e a outra metade fala sobre o vindouro Godzilla vs Kong, também prometido para março (ou ao menos estava) nos cinemas. Nos EUA será lançado na mesma plataforma citada acima. E sim, já tiveram outros filmes dentro deste “monstroverso” que seria interessante você assistir antes deste embate emblemático de titãs. Dois deles você pode conferir na Netflix. O primeiro é Godzilla (2014), o marco zero deste universo compartilhado. O filme conta com dois jovens atores talentosos protagonizando Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Johnson, aqui interpretando marido e mulher. No ano seguinte, a dupla viria a viver irmãos no filme da Marvel, Vingadores: Era de Ultron (2015). Olsen ganhou série própria na Disney+ na pele da mesma personagem, com WandaVision, fenômeno de audiência. O segundo que você deve ver é Kong: Ilha da Caveira (2017), que se passa durante a Segunda Guerra Mundial e traz no elenco outros três “Vingadores”: Brie Larson (Capitã Marvel), Tom Hiddleston (Loki) e Samuel L. Jackson (Nick Fury). Só faltou mesmo Godzilla – Rei dos Monstros (2019) no acervo da Netflix para completar a tríade – que você igualmente deve assistir.

Um Príncipe em Nova York

Estreou na plataforma concorrente, Amazon, a tão esperada continuação deste querido filme da década de 80. A sequência demorou nada menos que 33 anos para sair do papel, e mostra o príncipe Akeem (Eddie Murphy), agora se tornando rei e descobrindo um filho em Nova York, precisando retornar para a América. E aí é onde você pode realizar uma dobradinha entre as duas grandiosas plataformas, conferindo primeiro este verdadeiro clássico da comédia, antes de partir para a novidade. Um Príncipe em Nova York (1988) segue muito atual e hilário, sendo um dos maiores sucessos da carreira do astro Eddie Murphy. Para termos uma ideia, o filme já havia feito muito do que foi criado e elogiado no fenômeno Pantera Negra (2018), ou seja, uma obra com um elenco majoritariamente negro, passado num país fictício da África, muito rico e próspero, onde o protagonista é o monarca absoluto. Ambos também são sobre quebra de tradição e amor. A diferença é que neste as risadas e nudez são garantidas.

Karatê Kid

Aqui, com esta franquia, seguindo um círculo completo na Netflix. Uma das mais bem sucedidas empreitadas da plataforma atualmente é a série Cobra Kai, que estreou sua terceira temporada no início de 2021 e já tem a quarta confirmada. O programa se tornou um dos mais adorados pelos espectadores do mundo inteiro, sejam eles “órfãos” veteranos ou simplesmente novos fãs que não necessariamente conheciam os filmes antigos. Bem, seus problemas acabaram. Seja você um conhecedor pleno atrás de nostalgia e uma nova visita, ou esteja querendo saber do passado do que assiste, a Netflix acaba de trazer em seu acervo a franquia inteira (ou quase) de Karatê Kid. Os três primeiros filmes (1984, 1986 e 1989) com Ralph Macchio (Daniel LaRusso) e o saudoso Pat Morita (Sr. Miyagi) são pura nostalgia. E embora o primeiro seja disparado o melhor, todos são necessários para maior apreciação do programa, acredite. Só faltou mesmo o quarto longa, com protagonismo de Hilary Swank. Embora seja “duro de doer”, seria interessante que tivesse significado para a série igualmente (quem sabe com uma participação da atriz vencedora do Oscar e seu encontro com Daniel San, já que ambos foram treinados pelo mesmo querido mestre). Ah sim, ao invés deste, temos o remake de 2010, com Jackie Chan e Jaden Smith, na Netflix.

Matrix

Sim, Matrix irá lançar um quarto filme ainda este ano, lá no final em dezembro. Programado para o feriado de fim de ano nos EUA, no dia 22 dezembro, quase no natal, Matrix 4 será mais um filme da Warner para o acervo da HBO Max. No Brasil, dependendo de como estivermos até lá, deverá ser lançado nas salas de cinema. O novo longa trará de volta os protagonistas Keanu Reeves (Neo) e Carrie-Anne Moss (Trinity), mas por enquanto nada de Laurence Fishburne e seu Morfeus. No entanto, Jada Pinkett Smith (Niobe) e Lambert Wilson (Merovingian), das sequências estão confirmadíssimos. Na direção, apenas um, ou melhor, agora uma, das Wachowski, Lana. No quesito sangue novo, as adições são Yahya Adbul-Mateen II (Aquaman), Jessica Henwick (Punho de Ferro), Neil Patrick Harris (Desventuras em Série), Jonathan Groff (Mindhunter) e Priyanka Chopra (O Tigre Branco). Para você ir relembrando ou simplesmente ficando a par (já que no fim de ano só se falará disso), a Netflix tem disponível em seu catálogo a trilogia Matrix completa, com o primeiro (1999) e as sequências, Matrix Reloaded e Revolutions, ambas lançadas em 2003. Matrix foi um dos filmes mais influentes da virada do século.

Space Jam – O Jogo do Século

A Warner não está para brincadeira esse ano. Muito devido à pandemia, mas também pensando em alavancar seu novo produto de streaming, a citada HBO Max, o estúdio resolveu lançar todos os seus filmes na plataforma, incluindo as superproduções, e já tivemos três na lista, chegando agora ao quarto. Lançado há 25 anos, Space Jam foi o Uma Cilada para Roger Rabbit (1988) dos anos 90. Bem, talvez em menor escala já que o longa citado atingiu algo sem precedentes: juntar propriedades de vários estúdios para um único filme. Aqui, temos apenas os personagens da Warner / Looney Tunes, o que já está mais que suficiente. Na trama, o futuro dos queridos cartoons está em risco, e sua liberdade dependerá da vitória num jogo de basquete contra terríveis monstros. Assim, Pernalonga, Patolino e toda a turma alistam a ajuda do então aposentado Michael Jordan para retornar às quadras e salva-los. Apesar da atuação robótica do protagonista jogador, o filme é pra lá de divertido. Comemorando os 25 anos do lançamento, uma sequência finalmente sairá do forno de presente. O astro da vez é Lebron James, que unirá forças com os velhos conhecidos. A favor da continuação, o avanço tecnológico para colocar atores reais e desenhos juntos lado a lado. Space Jam – O Novo Legado estreia em julho, enquanto isso você mata a saudade do original na Netflix.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Mais para cima, eu disse que só se falaria de Matrix 4 no fim do ano. Bem, a verdade é que a nova aventura cibernética de Neo e companhia precisará dividir os holofotes com a terceira incursão de Tom Holland como o maior herói da Marvel, o Homem-Aranha. No Way Home, título oficializado, promete a reunião dos três Homem-Aranha do cinema, além de Holland, Tobey Maguire e Andrew Garfield. Por quanto tudo não passa de rumor, mas já temos confirmadas as presenças de Alfred Molina, reprisando o papel do vilão Dr. Octopus, de Homem-Aranha 2 (2004), e Jamie Foxx, como Electro, de O Espetacular Homem-Aranha 2 (2014). Leia nas entrelinhas. Após o sucesso de WandaVision, tudo que não foi respondido no programa será continuado aqui, já que teremos inclusive a presença de Benedict Cumberbatch como o Doutor Estranho. E se você não é um fã ávido da Marvel mas não quer ficar por fora da trama, uma dica é De Volta ao Lar (2017), primeira parte da jornada de Holland como o herói – aproveitando que este foi um dos únicos filmes da Marvel retirados para compor o acervo da Disney+.

Missão: Impossível

Se já não fosse motivo suficiente rever de tempos em tempos os filmes desta franquia por serem simplesmente incríveis, e um marco da mescla entre suspense, tramas intrigantes e ação desenfreada, um novo longa desta série no cinema, o sétimo, é prometido ainda para 2021, em novembro. Assim, nada mais justo (e divertido) do que dar aquela refrescada na memória reassistindo todas as missões do agente Ethan Hunt – o segundo mais famoso do cinema. E sim, eu disse todas, já que a Netflix traz os seis filmes lançados até o momento em seu acevo. Tudo começou há 25 anos, com Missão: Impossível, de Brian De Palma, o mais voltado ao suspense. Na sequência, de 2000, o mestre da ação John Woo, deu novos ares mostrando que a série tinha potencial para ser blockbuster. O terceiro (2006), dirigido por J.J. Abrams, começou a se alinhar mais com a forma do que a franquia deveria ser no cinema, e introduziu uma linha narrativa mantida até hoje (com a esposa do protagonista). O quarto, Protocolo Fantasma (2011), pode ser considerado o primeiro da nova fase de sucesso, que finalmente afinou a franquia num só tom. O quinto, Nação Secreta (2015), e o sexto, Efeito Fallout (2018), são o auge, abrindo inúmeras possibilidades para esta franquia longeva, que não tem data para acabar.