Os indicados às categorias fílmicas do Critics’ Choice Awards foram anunciados recentemente e o aclamado drama de guerra ‘Destacamento Blood’ faturou nada menos que seis nomeações.
A obra disputa as estatuetas de Melhor Filme, Melhor Elenco, Melhor Direção para Spike Lee e Melhor Fotografia. Delroy Lindo, esnobado no Globo de Ouro, concorre em Melhor Ator, enquanto Chadwick Boseman tem grandes chances de levar para casa um prêmio póstumo de Melhor Ator Coadjuvante.
A cerimônia ocorre no dia 07 de março de 2021.
Segundo a Variety, a Netflix, que ficou responsável pela distribuição do longa-metragem, planeja investir em uma pesada campanha para que Delroy Lindo, intérprete de Paul, seja relembrado na categoria de Melhor Ator nos eventos de cinema. Enquanto isso, o restante do elenco – Jonathan Majors, Clarke Peters, Norm Lewis, Isiah Whitlock, Jr. eChadwick Boseman – ganhará apoio para ser indicado na categoria de Melhor Ator Coadjuvante.
Na trama, atormentados pelos fantasmas da guerra, quatro ex-combatentes voltam ao Vietnã em busca daquilo que deixaram para trás.
Curtis interpretará a Dra. Patricia Tannis, uma cientista e arqueóloga especializada em artefatos e tecnologia eridianos. Ela foi contratada pela corporação Dahl para desenterrar um cofre escondido no planeta de Pandora.
Kevin Hart (‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’) será Roland, um antigo membro da organização militar Crimson Lance, e agora opera como mercenário.
Foi dito que Roland será retratado como um personagem bastante dramático, o que pode ser um interessante desafio para o humorista.
Cate Blanchett dará vida à Lilith, uma poderosa personagem que faz parte do grupo conhecido como Sereias, formado por mulheres com poderes incríveis e inimagináveis.
A franquia original gira em torno de um grupo de “Caçadores de Cofres” que procuram por um esconderijo alienígena no planeta de Pandora, o que combina muito bem com os trabalhos anteriores de Roth.
Lembrando que o roteiro é escrito por Craig Mazin (criador do drama ‘Chernobyl’).
“Estou animado em mergulhar no mundo de ‘Borderlands’, e não poderia estar fazendo isso com um roteiro, uma produtora e um estúdio melhores. Tenho uma história longa e de grande sucesso com a Lionsgate – sinto como se tivéssemos crescidos juntos e que tudo na minha carreira culminou nesse momento”, disse Mazin.
A saga de games foi lançada em 2009 e teve três sequências: ‘Borderlands 2’ (2012), ‘Borderlands: The Pre-Sequel’ (2014) e ‘Borderlands 3’ (2019). A narrativa original é ambientada num futuro distante, num tempo em que várias mega-corporações procuram controlar o máximo de planetas que conseguirem, para colonizá-los e explorar sua abundância em recursos naturais e minérios.
Nessa pegada é que chega às salas de cinema brasileiras e também à Netflix o thriller ‘Um Crime em Comum‘, cujo elenco conversou com nossa repórter Janda Montenegro e você confere agora aqui, no CinePOP!
Embora já esteja disponível na plataforma Disney+, a aclamada animação da Pixar, intitulada ‘Soul‘, também será lançada nas versões 4K, Digital HD, Blu-ray e DVD.
A produção ficará disponível em todos os formatos a partir do dia 23 de março.
O anúncio foi feito pela Casa do Mickey, que ainda revelou a lista completa de atrações presentes nas versões em Blu-ray e DVD:
Cenas deletadas
Introdução – O roteirista Mike Jones e a supervisora de história Kristen Lester apresentam as cenas deletadas de “Soul”.
Orientação do Mentor – Joe entra furtivamente na orientação do Programa de Mentor do You Seminar, tentando descobrir como ele pode voltar à… Terra.
Clubhouse Falsificação – Joe segue 22 em seu “covil secreto” enquanto ela relutantemente concorda em ajudá-lo a encontrar o caminho de volta para a Terra.
Aulas em casa – Preso dentro do corpo de Joe, 22 tenta – desajeitadamente – ajudar o vizinho de baixo.
Living the Dream – Joe tem uma conversa franca com 22 sobre o medo dela de viver na Terra, então tenta voltar para casa através de um portal de sonho.
Press Shot – Joe, preso no corpo de um gato, e 22, presa no corpo de Joe, pegam o metrô para o clube de jazz para uma sessão de fotografia publicitária.
Comentários em áudio – Assista ao filme com comentários em áudio do diretor Pete Docter, do codiretor/roteirista Kemp Powers e da produtora Dana Murray.
Não é o seu Joe comum – Veja o pensamento e o cuidado envolvidos na elaboração de Joe e sua história no primeiro filme da Pixar a apresentar um personagem principal negro.
Astral Taffy – Dê uma olhada com profundidade na arte e na inovação técnica que envolveu a criação dos cenários e dos personagens no mundo de ‘Soul’.
Pretty Deep for a Cartoon – Os cineastas lidam com grandes questões, como de onde vem a personalidade de um recém-nascido, qual é o significado da vida e muito mais!
Into the Zone: The Music and Sound of Soul – Explore os diferentes mundos sonoros do filme e descubra como a música impulsiona e adiciona especificidade à jornada de Joe.
‘Soul’, improvisado – Veja como a equipe da Pixar Systems e a equipe de ‘Soul’ conseguiram terminar o filme dentro do prazo durante o auge da pandemia COVID-19.
Jazz Greats – Gigantes do mundo do jazz que deram consultoria em ‘Soul’ compartilham sua paixão e sabedoria duramente conquistada sobre o que a música e o que ela faz por todos nós.
Confira a nossa entrevista com o elenco de dubladores:
Assista ao trailer:
‘Soul’ já está disponível na plataforma de streaming do Disney+.
Na trama, Joe Gardner é um professor de música do ensino médio que sonhava em ser um músico de jazz, e finalmente teve a chance depois de impressionar outros músicos durante um ensaio aberto no Half Note Club. No entanto, um acidente faz com que sua alma seja separada de seu corpo e transportada para o “You Seminar”, um centro no qual as almas se desenvolvem e ganham paixões antes de serem transportadas para um recém-nascido. Joe deve trabalhar com almas em treinamento, como 22, uma alma com uma visão obscura da vida depois de ficar preso por anos no You Seminar, a fim de retornar à Terra.
Jamie Foxx e Tina Fey lideram o elenco principal, dando vida ao professor Joe Gardner e à alma conhecida como 22, respectivamente. Questlove, Daveed Diggs, Angela Bassett e Phylicia Rashad também emprestam suas vozes para o longa-metragem.
Nada mais será o mesmo em ‘Riverdale‘, após a chegada do aguardado salto temporal da 5ª temporada.
E no novo teaser do 4º episódio, intitulado “Chapter Eighty: Purgatorio”, os fãs descobrirão quais os rumos que cada um dos protagonistas acabou tomando em sua trajetória, agora como jovens adultos.
Já se passaram sete anos desde a festa de formatura e enquanto vemos Archie pronto para voltar da guerra, Betty é uma agente do FBI que se vê forçada a lidar com traumas do seu trabalho.
Assista ao teaser:
Vale lembrar que a emissora The CW renovou oficialmente a série ‘Riverdale‘ para a 6ª temporada.
O quinto ciclo tem registrado uma média de 0.14 na demo, e um total de 573 mil espectadores. Em comparação com o ano anterior, há uma queda de quase 40% na audiência.
Criada por Roberto Aguirre-Sacasa, a série é baseada nos quadrinhos do Archie Comics.
A pequena e tranquila cidade de Riverdale fica de cabeça para baixo quando é atingida pela misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade. Archie Andrews, Betty Cooper, Veronica Lodge, Jughead Jones, Cheryl Blossom, Josie McCoy e seus amigos exploram os problemas da vida cotidiana na pequena cidade, enquanto investigam o caso de Jason Blossom. Mas, para resolver este mistério, o grupo de amigos deve descobrir os segredos que estão enterrados profundamente na superfície da cidade, pois Riverdale pode não ser tão inocente como parece.
Os novos episódios da 10ª temporada de ‘The Walking Dead‘ estreiam em 28 de fevereiro, e a AMC aproveitou que a data está se aproximando para lançar um novo pôster.
A arte mostra destaca os principais sobreviventes do apocalipse zumbi, incluindo os heróis Daryl (Norman Reedus), Carol (Melissa McBride) e Maggie (Lauren Cohan), além do vilão Negan (Jeffrey Dean Morgan).
Confira, junto com o novo trailer:
Confira a sinopse oficial de cada um dos vindouros episódios:
“Home Sweet Home” (Episódio 17): Maggie retornou com uma história que ela não está preparada para contar, mesmo quando o passado a alcança. A segurança do Negan está em risco. Daryl e Maggie enfrentam uma ameaça desconhecida.
“Find Me” (Episódio 18): Uma aventura do Daryl e da Carol se complica quando eles encontram uma velha cabana. O lugar faz o Daryl lembrar do passado, quando ele deixou o grupo após o desaparecimento do Rick, enquanto ele revive um tempo que apenas o apocalipse poderia manifestar.
“One More” (Episódio 19): Gabriel e Aaron procuram por comida e suprimentos para levar de volta para Alexandria. Pequenas tragédias ganham grandes proporções uma vez que a fé é destruída e o otimismo é fragmentado quando eles são colocados à prova.
“Splinter” (Episódio 20): Eugene, Ezekiel, Yumiko e a Princesa são capturados e separados. Princesa luta contra as memórias do seu passado traumático e tenta escapar a todo custo com a ajuda do Ezekiel.
“Diverged” (Episode 21): Daryl e Carol seguem caminhos separados. Cada um deles entra em seu próprio modo de sobrevivência e os desafios mais simples se tornam os mais complicados. Será que a jornada individual deles será o elemento necessário para consertar suas amizades ou a distância entre eles será permanente?
“Here’s Negan” (Episódio 22): Carol leva o Negan em uma jornada, na expectativa de abafar a tensão crescente. Negan reflete sobre os eventos que o levaram até esse ponto e chega a uma conclusão sobre o seu futuro.
E para você não perder nada de novo que chega à grade de programação da plataforma de streaming, separamos a agenda completa desta semana.
Confira:
10/02
Relatos do Mundo
Um veterano da Guerra Civil americana que vaga pelo país lendo as notícias decide fazer uma viagem perigosa pelo Texas para levar uma órfã até sua nova casa. Com Tom Hanks e Helena Zengel.
A Viagem de Heidi e Cokeman
Em Paris, dois traficantes sem noção usam os laços familiares para tentar melhorar seus negócios ilegais nesta comédia baseada em uma websérie.
Cena do Crime – Mistério e Morte no Hotel Cecil
O Cecil Hotel ganhou fama quando a hóspede Elisa Lam desapareceu. Do criador de Conversando com um serial killer: Ted Bundy, esta série analisa as cenas dos crimes mais sombrios.
11/02
Ponto Vermelho
Um casal resolve fazer uma viagem para reacender a paixão, mas acaba fugindo de um atirador desconhecido em uma região inóspita no norte da Suécia.
Amor²
Um jornalista mulherengo começa a reavaliar suas escolhas quando se apaixona por uma misteriosa modelo com uma vida dupla.
12/02
Funerária Família Bernard
Este reality mostra como a família Bernard administra uma funerária em Memphis, nos Estados Unidos, ajudando os clientes a se despedir dos entes queridos que perderam.
Para Todos os Garotos: Agora e para Sempre
O que começou com uma velha carta de amor acabou se transformando em um novo romance. O que o futuro reserva para Lara Jean e Peter? Com Lana Condor e Noah Centineo.
Xico, O Cachorro Mágico
Uma menina, seu melhor amigo e o cachorro de estimação Xico tentam salvar uma montanha de uma corporação mercenária.
Em entrevista ao Yahoo Entertainment, o ator Randall Park, que interpreta o agente Jimmy Woo no universo da Marvel, afirmou que estaria aberto a um possível romance entre seu personagem e o Scott Lang, o Homem-Formiga.
“O relacionamento [entre o Jimmy Woo e Scott Lang] cabe ao Kevin Feige e o resto do time dele, mas eu estaria aberto a seguir qualquer caminho que eles quiserem.”
Conversando com BUILD Series, o ator revelou como veio a participar da série ‘WandaVision‘: “Eu tive uma reunião com a Marvel para conversar sobre o meu personagem e eu estava tipo: ‘Sim, eu adoraria retornar como o Jimmy Woo se houver a oportunidade’. Então, uma semana depois, eles disseram: ‘Volte aqui, nós queremos falar com você sobre essa série’. E eu topei.”
O 5º episódio de ‘WandaVision‘, intitulado “Em um Episódio Especial…” já está disponível na plataforma do Disney+.
A Netflix é um grande império do streaming que, na maior parte das vezes, nos entrega produções interessantes e que cumprem sua promessa de nos agradar (ainda que com algumas falhas gritantes). Entretanto, a plataforma online também tem um histórico irritante, por assim dizer, de cancelar obras seriadas que caíram no gosto popular e que alavancaram uma legião de fãs durante seus poucos episódios.
Entre baixos índices de audiência, críticas ferrenhas ou orçamento exorbitantes, os motivos que levam a Netflix a dar um fim à grande parte de seu catálogo original são diversos, mas não deixam de nos decepcionar. E, diferente de narrativas como as vistas em ‘Sense 8’ e ‘Anne with an E’, algumas delas não mesmo chegam a ver a luz do dia direito, sendo descartadas pouco depois de uma temporada.
E, com o recente cancelamento de mais dois shows, o CinePOP separou uma breve lista com 10 recentes séries que foram terminadas após um breve ciclo.
Confira abaixo e conte para nós qual era a sua favorita:
Depois que o apocalipse infesta o planeta de zumbis, o adolescente Josh decide sair à procura de Sam, sua namorada que está desaparecida, pela cidade. Para isso, ele se junta a dois dos alunos mais desajustados do colégio: a pequena Angelica e o ex-valentão Wesley. A série teve uma recepção morna por parte da crítica e, como resultado, não teve uma audiência forte o bastante para garantir um segundo ano.
APOCALIPSE V (2019)
O Dr. Luther Swann (Ian Somerhalder) entra em um mundo de horror incalculável quando uma doença misteriosa transforma seu melhor amigo, Michael Fayne (Adrian Holmes), em um predador assassino que se alimenta de outros humanos. À medida que a doença se espalha e mais pessoas são transformadas, a sociedade se fragmenta em campos opostos, colocando as pessoas normais contra o crescente número desses “vampiros”. Swann corre contra o tempo para entender o que está acontecendo, enquanto Fayne se eleva para se tornar o poderoso líder subterrâneo dos vampiros.
A série acompanha a dupla de caçadores de monstros Fred e Deloris Allen que, após a morte do pai de Fred, retornam para sua cidade natal no estado de Nova York com seus filhos adolescentes Geoff e Viv. Enquanto a família se ajusta, Fred e Deloris devem esconder suas identidades como membros de uma organização secreta e a dupla de heróis rapidamente descobre que seu novo cenário de cidade pequena não é tão idílico quanto parece.
GIRLBOSS (2017)
A série é baseada na trajetória de Sophia Amoruso, uma jovem batalhadora que começou a vida vendendo roupas antigas no eBay e hoje, aos 27 anos, tem uma marca multimilionária baseada em Los Angeles. Tendo como material de apoio o romance homônimo, a produção tinha tudo para dar certo, mas apresentou uma narrativa superficial e insossa demais para comover o público.
O terror ‘Marianne’ apareceu sem muito barulho no catálogo da Netflix e, pouco depois de sua estreia, conquistou o público de modo descomunal e nos apresentou a um competente escopo arrepiante e bem metalinguístico. Na trama, Emma (Victoire Du Bois) é uma escritora que tem sido atormentada por pesadelos com uma bruxa chamada Marianne. A romancista então decide usar seus livros como tentativa de manter a criatura maligna longe, mas percebe que os personagens estão ganhando vida, sendo obrigada a voltar para casa e descobrir o motivo.
Kat Baker (Kaya Scodelario), uma patinadora do gelo em ascensão, é retirada de competição depois de sofrer uma queda desastrosa. Para poder continuar na carreira, só que agora em dupla, ela se arrisca a expor um segredo que pode prejudicar toda a sua vida. Explorando diversos temas psicológicos, o season finale trouxe um gancho incrível para o próximo ano, que, na verdade, nunca irá acontecer.
Apesar de não ter sido originalmente produzida pela Netflix, o serviço adquiriu os direitos de exibição do remake norte-americano de ‘Les Revenants’. Na série, moradores da pequena cidade de Caldwell têm suas vidas interrompidas quando algumas pessoas mortas há pouco tempo ou até décadas começam a retornar à vida inconscientes da própria morte. Alguns dos retornados voltam para seus conhecidos e tentam continuar suas vidas de onde pararam e se reintegrar à sociedade enquanto fenômenos estranhos acontecem, o que acaba ocasionando consequências tanto positivas quanto negativas.
A adaptação seriada de ‘O Nevoeiro’, um dos romances mais famosos de Stephen King, falhou em basicamente todos os aspectos que se propôs a construir. O resultado foi desastroso e nem ao menos alcançou a audiência que precisava para ser renovada. Na trama, David Droyton, seu filho e outros moradores de Bridgton, perto de Nova York, se vêem presos num supermercado quando um nevoeiro misterioso se espalha pela cidade. Quando alguns deles tentam sair, são rapidamente devorados por monstros ocultos na neblina.
Ambientada em Nova York durante o ano de 1977, ‘The Get Down’ conta a história de como, à beira das ruínas e da falência, a grande metrópole deu origem a um novo movimento musical no Bronx, focado nos jovens negros e de minorias que são marginalizados. Infelizmente, o alto orçamento da série e a audiência não tão forte assim impediram que ela fosse renovada para um segundo ciclo.
O terror psicológico traz a indicada ao Oscar Naomi Watts no papel de Jean Holloway, uma psicóloga que passa a desenvolver relações perigosamente íntimas com as pessoas próximas aos seus pacientes. Apesar da interessante e premissa que nos recorda aos thrillers dos anos 1990 e 2000, a monótona trama transformou a série em uma fracasso de crítica e de público.
O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo do terror ‘Host‘, que conquistou o coração da crítica e recebeu 100% de aprovação no site Rotten Tomatoes.
‘Host’ conta a história de seis amigos que contratam uma médium para fazer uma sessão através de uma chamada de vídeo – mas eles ganham muito mais do que pediram conforme às coisas começam a dar errado. Quando um espírito maligno invade suas casas, eles percebem que podem não sobreviver.
Durante os intervalos do Super Bowl LV, diversos comerciais e trailers inéditos foram exibidos para os espectadores – mas um deles parou o mundo.
A famosa marca de carros Cadillac divulgou um anúncio em celebração ao seu novo carro elétrico, LYRIQ, e trouxe ninguém menos que Timothée Chalamet com Edgar Mãos-de-Tesoura, filho de Edward, e Winona Ryder reprisando seu papel como Kim do clássico longa-metragem e 1990 dirigido por Tim Burton.
Kim é mãe de Edgar, que herdou as bizarras mãos de seu pai (interpretado originalmente por Johnny Depp).
“Essa é a história de um garoto que tinha tesouras no lugar de mãos. Não, não aquele. Este. Meu filho”, diz Ryder no início do comercial.
O filme tem estreia marcada para o dia 01 de outubro de 2021.
Uma jornada de herói mítica e emocionante, ‘Duna’ conta a história de Paul Atreides, um jovem brilhante e talentoso nascido com um grande destino além de seu entendimento, que deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua vida, família e seu povo. À medida que as forças malévolas explodem em conflito sobre o recurso mais precioso existente no planeta – uma mercadoria capaz de desbloquear o maior potencial da humanidade –, somente aqueles que podem dominar seu medo sobreviverão.
A indústria do entretenimento audiovisual tem um apreço significativo pelas obras de suspense e de terror – especialmente quando atreladas às dramédias teen das últimas décadas. Temos, por exemplo, a franquia ‘Pânico’, que continua se reinventando para a nova geração e que se tornou um clássico noventista com legado infindável; já nos anos 2010, tivemos um boom nas produções do gênero em questão, variando entre acertos, como ‘Histórias Assustadoras para Contar no Escuro’ e o ambicioso ‘Amizade Desfeita’, e erros, como o esquecível e problemático ‘7 Desejos’. É claro que tais incursões também marcaram presença no cenário televisivo e, em 2021, chegou a vez da Amazon Prime Video apostar fichas em um interessante projeto.
‘O Internato: Las Cumbres’ insurge em meio a duas grandes linhas da atualidade: a primeira delas são os constantes remakes promovidos pelos estúdios mainstream, como a Disney, de clássicos que merecem uma nova roupagem. Aqui, temos uma releitura da série homônima lançada em 2007 e que durou nada menos que três anos e sete temporadas, chegando ao fim em outubro de 2010 (e estrelada por Ana de Armas, de ‘Entre Facas e Segredos’ e ‘007 – Sem Tempo para Morrer’), que se mantém fiel à premissa original e centra suas múltiplas narrativas em um colégio interno que divide suas instalações com um antigo monastério medieval. Mais do que isso, ela se insere em um período dominado pelo melodrama adolescente das conhecidas ‘Élite’ e ‘Outer Banks’ – o que poderia levá-la a se respaldar em fórmulas bastante convencionais.
De que forma ‘Las Cumbres’, portanto, se afasta daquilo que conhecemos? Para ser bem honesto, não em muito. A estrutura narrativa segue os passos de sua predecessora e de tantas outras similares, estendendo-se ao longo de breves oito episódios que pecam tanto em ritmo quanto em originalidade. Valendo-se muito da química estonteante de seu elenco, a investida em questão é uma amálgama novelesca que diz pouco, deixando um desequilibrado roteiro guiar as altercações desnecessárias entre seus protagonistas e coadjuvantes em prol de vazia metáforas que engatam tarde demais. É claro que nem tudo se perde em meio a dissonantes cinquenta minutos por capítulo: a estética visual é de tirar o fôlego e consegue mesclar passado e presente ao arquitetar uma prisão sem grades que maltrata alunos, tratando-os como animais selvagens.
O arco principal é centrado em um pequeno grupo de jovens delinquentes que foram mandados para longe como forma de punição e de isolamento da sociedade – sem qualquer prospecto de melhora ou de reinserção. Mas não pense que tais críticas são promissoras; na verdade, elas são varridas para debaixo do tapete em prol de um desenrolar caduco de eventos incompreensíveis, ao menos até a metade da temporada. O público é apresentado à rebelde Amaia (Asia Ortega em uma atuação aplaudível), que, ao lado de Paul (Albert Salazar), Adele (Daniela Rubio Moreno) e Manuel (Carlos Alcaíde de Mula), planejam uma fuga de seus algozes e um recomeço bem longe dali.
É claro que as coisas não funcionam e, após enfrentarem forças demoníacas que se escondem na floresta, Manuel é raptado por uma figura encapuzada e medonha – que nunca mais dá as caras, ao menos nas quatro primeiras iterações. E a trama também se perde, deixada em segundo plano como se realmente não fosse importante conhecer mais sobre a mitologia que se esconde nas paredes da escola. Durante um tempo considerável (e mais longo do que deveria), somos trancafiados junto aos outros alunos em uma reverberação circinal de frustrações, mentiras e vinganças sem sentido que não acrescentam em nada para trama – exceto pelo conflito geracional e autoritário entre a arbitrariedade inflexível dos professores e a recusa inconsequente dos estudantes. Nesse quesito, cabe a Natalia Dicenta roubar nossa atenção como a cruel Mara, diretora do internato e uma das antagonistas mais potentes da televisão contemporânea que é ofuscada pelos múltiplos equívocos.
Esquecendo-se de construir uma relação de causa e consequência, a série de Laura Belloso e Asier Andueza se lembra de apimentar as batidas tramas com certo misticismo ao matar uma garotinha da forma mais brutal possível: enforcada e com os dois olhos arrancados. Parte de um antigo ritual que deixa de ser explorado em prol do cansativo e tóxico relacionamento entre os adolescentes, as sequências consecutivas ao assassinato são mínimas e servem apenas de base para outros acontecimentos – como uma festa regada a álcool nas masmorras do colégio e uma espécie de fetichização sombria de torturas psicológicas e análises cruas sobre submissão involuntária e censura. São poucas as coisas que se salvam do clichê completo, seja numa inteligente alusão artística ou em uma proposital repetição alegórica – e talvez as coisas melhorem; porém, até então, nada parece contar algo novo ou fora da zona de conforto.
‘O Internato: Las Cumbres’ se apoia demais em seu elenco para ser levada a sério. Demorando para realmente abrir espaço para o que quer contar, o vagaroso ritmo e a falta de dinamismo são as âncoras que afundam a produção e a impedem de explorar um potencial que todos sabemos que existe – mas que não consegue se livrar de suas próprias algemas.
Clássico da indústria de quadrinhos irá ganhar adaptação em breve mas sua fama é bem mais antiga
O recente anúncio de parte do elenco para a vindoura série de Sandman, para a Netflix, agitou novamente o interesse pela obra. Apesar de algumas informações técnicas já terem sido anunciadas (tais como número de episódios e trama) a data de estreia permanece uma incógnita; a única pista sobre ela é que provavelmente será em algum momento de 2021. O criador da obra original, Neil Gaiman, está diretamente envolvido no projeto.
A questão é que o material fonte no qual a série da Netflix pretende se inspirar remonta de décadas atrás, mais especificamente 29 de novembro de 1988. Esse material fonte, por sua vez, se inspirou parcialmente em outro mais antigo. O primeiro indivíduo a usar a alcunha de Sandman foi Wesley Dodds, personagem criado por Gardner Fox (co-criador do primeiro Flash) e Bert Christman em 1939. Dodds operava como um vigilante, bem ao estilo do Batman, no qual sua principal arma disparava um gás do sono e seu vestuário consistia em um terno, uma capa e uma máscara de gás da Primeira Guerra Mundial.
Apesar do personagem ter figurado em uma revista importante da DC Comics, a Adventure Comics, sua fama foi se apagando após a década de 40 até seu total desaparecimento. Isso até os anos 80, quando o ainda desconhecido Neil Gaimansugeriu ao então presidente da DC, Janette Kahn, uma revitalização do antigo vigilante. Gaiman vinha de seu primeiro projeto para a editora, Black Orchid, que não só fora muito elogiado como também introduziu os elementos místicos que o tornaram famoso.
Wesley Dodds foi o primeiro a usar a alcunha de Sandman nos quadrinhos
Durante uma entrevista concedida à Phil Hoad sobre como foi o processo de criação de Sandmanpara o Guardian em 2013, Gaiman disse como a ideia de retrabalhar o personagem surgiu. “Em 1988, quando eu escrevi uma sequência de sonho para Black Orchid, minha primeira obra para a DC, me ocorreu que poderia ser legal se o Sandman… pudesse estar lá… Mais tarde eu recebi uma ligação me pedindo para fazer uma serialização mensal. Eles falaram: faça seu próprio. Logo eu comecei a pensar em algo mais místico; vamos ter alguém que está por aí desde o início dos tempos. Eu herdei da mitologia a ideia de que ele era Morfeus, rei dos sonhos”.
A lenda de Morfeus remete ao panteão divino da antiga Grécia, no qual ele como um deus ocupava o posto de responsável pelos sonhos e o sono. Ao mesmo tempo a figura do Sandman, importante também para o processo criativo do quadrinho, veio de uma lenda folclórica da Europa cuja responsabilidade era conceder sonhos agradáveis às crianças utilizando sua areia mágica.
A perspectiva de Gaiman para o projeto, no entanto, não era animadora. Na mesma entrevista ele conta que planejou inicialmente que a história tivesse oito edições, isso porque todos os seus trabalhos até então foram fracassos comerciais e dessa forma ele ponderou que essa seria uma quantidade razoável antes que ele fosse demitido do projeto. É importante lembrar que a DC Comics, no final dos anos 80, estava com uma política de priorizar investimento em histórias mais pesadas e adultas.
O sucesso de “Watchmen” entre 1986 e 1987 motivou a DC Comics a investir em histórias mais pesadas
A editora liderava o mercado de maneira absoluta com os revolucionários Watchmen e Retorno do Cavaleiro das Trevas mas antes disso já havia também emplacado sucessos de crítica como Monstro do Pântano (principalmente durante a fase em que Alan Moore esteve à frente da revista) e a própria Black Orchid de Gaiman.
A estratégia que parecia estar funcionando era incentivar o fluxo de mais autores britânicos (momento esse que ficou conhecido na indústria como a “invasão britânica”), de modo que mais histórias de teor maduro pudessem ser produzidas. Essa decisão também levou à criação do selo Vertigo, cuja linha editorial era voltada para histórias que não poderiam ser publicadas pelo carimbo normal da empresa graças ao público mais jovem que consumia essas revistas e pela censura da Comics Code Authority.
Dessa forma, não foi inesperado que Gaiman recebesse incentivo por parte de seus superiores de retrabalhar por completo um personagem esquecido. Em 1989, ao final da quinta edição de Sandman, o autor reservou duas páginas para abordar como a ideia nasceu. Apesar dela não diferir muito do que foi dito na entrevista para o Guardian, ele dá uma noção do que era para ser o tema central da revista.
A quinta edição é famosa por ter apresentado a versão mais ameaçadora de John Dee, o Doutor Destino
“Tentei visualizar uma revista que não explorasse estritamente o terror, fantasia ou super-heróis. Ela teria que ser um estranho amálgama dos três temas. Uma revista cujas fronteiras estivessem tão distantes quanto as de um sonho…”.
Mas, afinal, sobre o que é Sandman? Pode-se dizer que a trama central da série acompanha as jornadas de Sonho (o personagem título que também é chamado de Morfeus, Senhor do Sonhar, Oneiros e etc) através de diversos arcos em que ele se relaciona com a ambição e esperança tanto de mortais quanto de imortais. Por ser uma entidade atrelada ao mundo dos sonhos surge sempre uma dinâmica interessante entre ele e o tema do arco narrativo em questão (Sonho não chega a ser deslocado como o Dr. Manhattan, tendo seus momentos de carisma).
Outro fator muito interessante é como a escrita de Gaiman dialoga com acontecimentos do mundo real. Esse casamento entre fatos e fantasia cria ao redor do universo apresentado uma sensação de proximidade e seriedade no qual o leitor não se sente automaticamente compelido a rejeitar ou ridicularizar o que está sendo proposto.
Mesmo não sendo um mortal, Sonho consegue demonstrar sentimentos com bastante frequência
Um exemplo é o primeiro arco dos quadrinhos, que será adaptado pela Netflix, chamado de Prelúdios e Noturnos. Por ser a apresentação da obra ele segue uma linha bastante clara de apresentação do protagonista, do objetivo dele e do trajeto percorrido. Basicamente Sonho é capturado por um ocultista, no início do século XX, por acidente. Este por sua vez desejava capturar a irmã de Sonho, a Morte, mas errou de alvo.
Detido em uma redoma mágica e despojado de seus itens (dentre eles uma algibeira com areia encantada, igual ao folclore mencionado) ele aguarda o passar das décadas enquanto seus captores vão envelhecendo. Após conseguir a libertação ele parte em uma jornada em busca de seus itens que foram se perdendo no passar do tempo. Ao mesmo tempo, a ausência do senhor dos sonhos teve um efeito negativo no mundo onde muitos não conseguiram dormir ou dormiram para sempre.
Acontece que essa consequência da ausência de Sonho no mundo é livremente baseada em um acontecimento real. Entre 1915 e 1926 ocorreu uma epidemia de Encephalitis Lethargica em vários pontos do mundo. Também conhecida como “doença do sono” esse quadro implica na letargia completa do corpo e sonolência incontrolável dentre outros sintomas. Até hoje a causa dessa epidemia é desconhecida, mas a forma como a história de Sonho conta sua origem combina com dados reais.
A desordem no mundo dos sonhos causada pela ausência de Morfeu tem embasamento em algo real
É para tanto que Sandman é muito mais sobre como Sonho (e porque não seus irmãos também) lida com o universo e eventualmente as pessoas do que sobre uma aventura tradicional de quadrinhos. O abstracionismo dos cenários envolvendo diferentes seres e dimensões presentes em cada volume torna Sandman um exemplar puro de fantasia que tem muito a falar sem sacrificar a imaginação.
A escrita do autor, bastante inspirada para transmitir verbalmente a inexatidão de dimensões como o reino do sonhar, foi tema do artigo Les Figures du rêve dans The Sandman de Neil Gaiman no qual a autora Isabelle L. Guillaume aponta como a escrita tem papel essencial nessa narrativa.
“O ponto é que Gaiman não desenha uma linha limite clara entre os vários produtos da imaginação humana. No coração do sonhar existe uma biblioteca de livros aos quais Gaiman chama de livros dos sonhos, mas que na verdade são produtos da imaginação, ou de sonhar acordado… Com esse gesto unificador, Gaiman estabelece uma narrativa que visa confundir entre realidade e ficção, tanto para o leitor quanto para os personagens que fazem parte da narrativa”.
Sandmanteve uma duração de setenta e cinco edições entre 1989 e 1996. Entretanto até os dias atuais são produzidos spin-offs (histórias relacionadas) ambientados naquele universo tais como uma minissérie focada em Morte, no sonhar e uma série solo focada em Lúcifer (esta que serviu levemente de inspiração para a famosa série da Netflix).
O seriado estrelado por Tom Ellis se inspirou na visão de Neil Gaiman sobre Lúcifer
Ao todo, a série conquistou mais de 26 prêmios Eisner (o mais importante da indústria dos quadrinhos). Em 1991 a décima nona edição ganhou o cultuado World Fantasy Award, que premia os melhores exemplares do gênero de fantasia em cada ano, como melhor curta de ficção. Dentro da DC Comics a série original mantém uma marca invejável de jamais ter recebido novos capítulos, algo que nem mesmo Watchmen alcançou.
Em termos de adaptação Sandmantambém não deve em nada. Recentemente os três primeiros volumes receberam uma adaptação em audiobook comandada pelo próprio Neil Gaiman e envolvendo nomes como James McAvoy (Morfeus), Michael Sheen (Lúcifer) e Kat Dennings (Morte). Há também um curta produzido por fãs que adapta a sequência de acontecimentos vistos no restaurante durante a sexta edição intitulada 24 Horas de forma visualmente bastante fiel ao visto na HQ. Um longa metragem estrelado por Joseph Gordon-Levitt também quase saiu do papel mas acabou morrendo em 2016. Agora é só aguardar a nova produção da Netflix.
Nova adaptação do romance de Walter Tevis para o formato de série vai ganhando forma e clássico filme volta à memória
There’s A Starman waiting in the Sky\ he’d like to come and meet us\ but he think he’d blow our minds. Talvez poucas músicas consigam casar tão bem com a premissa de determinado filme, sem terem sido produzidas para ele, do que Starman de David Bowie lançada em 1972, principalmente quando esta é posta ao lado da trama de O Homem que caiu na Terra de 1976 (e que por sinal teve em Bowie seu protagonista também).
Recentemente a Paramount Plus (serviço de streaming do estúdio) escalou o ator Chiwetel Ejioforpara protagonizar o seriado baseado no romance homônimo assinado por Walter Tevisem 1963. O autor também foi responsável pelo livro que deu origem à série de sucesso da Netflix, O Gambito da Rainha (2020). A princípio seu personagem será inteiramente novo mas a tendência é que as discussões e reflexões levantadas pelo livro permaneçam nessa nova versão, uma vez que elas são atemporais.
A premissa do romance de Tevis é bem direta; um alienígena chega ao planeta Terra disfarçado de humano, sob o nome de Thomas Newton, com a missão emergencial de construir uma máquina que traga seus conterrâneos para esse novo mundo uma vez que seu planeta natal enfrenta uma seca apocalíptica causada por sucessivas guerras.
Toda a raça do alienígena Thomas Newton depende do sucesso da sua missão
Para construir tal maquinário ele busca por recursos e dessa forma cria um império empresarial com base em patentes de suas invenções. Inevitavelmente seus interesses e os dos humanos que cobiçam as criações e riquezas acumuladas por Newton vão acabar se chocando, resultando em uma análise da irracionalidade que o comportamento humano pode assumir.
À sua época a obra foi bastante elogiada por ser uma ficção científica que representava muito bem alegorias à Guerra Fria, cristianismo e até mesmo ao alcoolismo. O caminho narrativo tomado pela obra eventualmente, sobre como Newton vai absorvendo costumes humanos e assim desenvolvendo hábitos bem ruins como o vício em bebida, também remete ao conceito estabelecido por Rousseau sobre como o homem nasce naturalmente bom mas é corrompido pela sociedade.
De qualquer forma, em 1976 o livro ganhou uma adaptação dirigida por Nicolas Roeg e com o músico David Bowie no papel de Thomas Newton. Como qualquer produção que se preze, essa também teve seus problemas; começando pelo próprio ator principal. Alguns anos após o lançamento do filme, em uma entrevista para o artigo Straight Time de Kurt Loder em 1983, Bowie admitiu que passou a maior parte das gravações sob o efeito de cocaína e que se lembra bem pouco do filme em si. Além disso o cantor confessou que a falta de experiência prévia na ponta de um grande filme foi um fator negativo.
“Eu apenas atirei meu eu verdadeiro, como era na época, dentro desse filme. Foi a primeira coisa que havia feito. Eu era virtualmente ignorante quanto ao procedimento estabelecido [de se fazer filmes], portanto eu estava indo muito pelo instinto, e meu instinto era bem dissipado. Eu apenas aprendia as falas para aquele dia e as representava do jeito que eu estava sentindo… eu realmente estava me sentindo tão alienado quanto o personagem”.
O custo do orçamento foi considerado baixo, até para a época de produção; algo por volta de US$ 1,5 milhão. Ainda assim, o desempenho global nas bilheterias foi considerado negativo com apenas US$ 100 mil arrecadados. Ainda que fosse um filme sem pretensão de iniciar uma franquia, o baixo orçamento e a baixa arrecadação foram notados no período. Criticamente ele gerou um misto de opiniões, algumas elogiaram a escalação de Bowie para o papel e a criatividade questionadora presente no enredo. No entanto, outros apontaram para problemas técnicos visíveis no filme, principalmente quanto à continuidade desconexa entre algumas cenas.
O filme também veio a ser indicado para o Urso de Ouro de Berlim, porém não ganhou. Já Bowie recebeu um Saturn Awards (prêmio referência nos gêneros de ficção científica, terror e fantasia) por sua atuação. Atualmente a obra goza de um status cult que lhe rendeu inclusive um lugar na Criterion Collection, que é uma empresa famosa por selecionar a dedo determinadas obras clássicas para restauração e distribuição.
Vale lembrar que o diretor Zack Snyder já deixou claro que o filme passou por algumas refilmagens e terá uma trama bem diferente daquela construída por Joss Whedon.
Recentemente, ele garantiu ao Comic Book Debate que o público pode esperar grandes surpresas porque 80% dos efeitos visuais serão inéditos.
“Eu estava conversando com Tamara Watts Kent, a minha produtora de efeitos visuais, e estávamos falando sobre as atualizações do filme. O fato é que cerca de 80% dos efeitos nunca foi visto por ninguém além da equipe. E nem estou incluindo as cenas que foram regravadas… O filme está emocionante. Mal posso esperar para que todos testemunhem o quão grande será essa experiência.”
Para quem não sabe, Tamara Watts Kent supervisiona efeitos visuais há mais de 25 anos e já colaborou com Snyder no filme ‘Sucker Punch – Mundo Surreal‘, lançado em 2011.
Ela também atuou como produtora de efeitos visuais no vindouro ‘Godzilla vs. Kong’, mas não foi membro da equipe na versão oficial de ‘Liga da Justiça‘.
Sendo assim, a nova versão deve ter um visual completamente diferente.
Anteriormente, Snyder contou à jornalista Grace Randolph que o longa terá mais efeitos que os atuais filmes de heróis.
“A nova versão é uma extravagância de efeitos visuais e eu diria que usamos mais desses recursos que qualquer outro filme do gênero. Eu estou muito satisfeito com o trabalho de toda a equipe. Eles estão trabalhando incansavelmente todos os dias desde que ganhamos sinal verde. Já temos 75% dos efeitos finalizados e estamos fazendo isso com muito amor e dedicação.”
Lembrando que ‘Liga da Justiça‘ será um evento dividido em quatro partes e com duração de quatro horas (o que faz com que cada “capítulo” tenha uma hora de exibição).
Conforme Snyder prometeu, a nova versão trará vários arcos inéditos de personagens, incluindo a história completa do Ciborgue e a introdução de Iris West (Kiersey Clemons) ao DCEU.
A estreia está agendada ainda para março de 2021 na HBO Max.
‘Fate: A Saga Winx’, adaptação do aclamado desenho italiano ‘O Clube das Winx’, esteou na Netflix há algumas semanas e, para promover a nova série live-action, a plataforma de streaming divulgou um vídeo divertido em que o elenco protagonista tenta adivinhar séries através de… Mímica!
Confira:
A trama acompanha cinco amigas fadas que chegam a Alfea, um internato mágico localizado em Outromundo, onde devem aprender a dominar seus poderes enquanto se aventuram entre amores, rivalidades e os monstros que ameaçam sua própria existência.
A Netflix dominou a 26ª edição do Critics’ Choice Awards, conforme as indicações às categorias fílmicas foram reveladas hoje (08).
A gigante do streaming fez história ao garantir nada menos que quatro nomeações na seção de Melhor Filme: ‘Destacamento Blood’, ‘A Voz Suprema do Blues’, ‘Os 7 de Chicago’ e ‘Mank’ – este último liderando a lista com 12 indicações, incluindo Melhor Ator para Gary Oldman e Melhor Diretor para David Fincher.
‘Minari’, filme semi-autobiográfico do diretor Lee Isaac Chung, veio em segundo lugar ao ser relembrado para dez seções, incluindo Melhor Filme, Melhor Filme de Língua Estrangeira e Melhor Ator para Steven Yeun. Chadwick Boseman se tornou o primeiro ator a receber duas indicações póstumas no mesmo ano, tanto para ‘Destacamento Blood’ quanto para ‘A Voz Suprema do Blues’.
A premiação acontecerá de forma remota no dia 07 de março.
Confira a lista completa abaixo:
MELHOR FILME
Destacamento Blood (Netflix) A Voz Suprema do Blues (Netflix) Mank (Netflix) Minari (A24) Relatos do Mundo (Universal Pictures) Nomadland” (Searchlight Pictures) Uma Noite em Miami (Amazon Studios) Bela Vingança (Focus Features) O Som do Silêncio (Amazon Studios) Os Sete de Chicago (Netflix)
Viola Davis – A Voz Suprema do Blues
Andra Day – The United States vs. Billie Holiday
Sidney Flanigan – Nunca Raramente Às Vezes Sempre
Vanessa Kirby – Pieces of a Woman
Frances McDormand – Nomadland
Carey Mulligan – Bela Vingança
Zendaya – Malcolm & Marie
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Chadwick Boseman –Destacamento Blood
Sacha Baron Cohen – Os 7 de Chicago
Daniel Kaluuya – Judas e o Messias Negro
Bill Murray – On the Rocks
Leslie Odom, Jr. – Uma Noite em Miami
Paul Raci – O Som do Silêncio
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Maria Bakalova – Borat: Fita de Cinema Seguinte
Ellen Burstyn – Pieces of a Woman
Glenn Close – Era Uma Vez um Sonho
Olivia Colman – Meu Pai
Amanda Seyfried – Mank
Yuh-Jung Youn – Minari
MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM
Ryder Allen – Palmer
Ibrahima Gueye – Uma Vida à Sua Frente
Alan Kim – Minari
Talia Ryder – Nunca Raramente Às Vezes Sempre
Caoilinn Springall – O Céu da Meia-Noite
Helena Zengel – Relatos do Mundo
Lee Isaac Chung – Minari
Emerald Fennell – Bela Vingança
Jack Fincher – Mank
Eliza Hittman – Nunca Raramente Às Vezes Sempre
Darius Marder & Abraham Marder – O Som do Silêncio
Aaron Sorkin – Os 7 de Chicago
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Paul Greengrass & Luke Davies – Relatos do Mundo
Christopher Hampton and Florian Zeller – Meu Pai
Kemp Powers – Uma Noite em Miami
Jon Raymond & Kelly Reichardt – First Cow
Ruben Santiago-Hudson – A Voz Suprema do Blues
Chloé Zhao – Nomadland
MELHOR FOTOGRAFIA
Christopher Blauvelt – First Cow
Erik Messerschmidt – Mank
Lachlan Milne – Minari
Joshua James Richards – Nomadland
Newton Thomas Sigel – Destacamento Blood
Hoyte Van Hoytema – Tenet
Dariusz Wolski – Relatos do Mundo
MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Cristina Casali, Charlotte Dirickx – The Personal History of David Copperfield
David Crank, Elizabeth Keenan – Relatos do Mundo
Nathan Crowley, Kathy Lucas – Tenet
Donald Graham Burt, Jan Pascale – Mank
Kave Quinn, Stella Fox – EMMA.
Mark Ricker, Karen O’Hara & Diana Stoughton – A Voz Suprema do Blues
MELHOR EDIÇÃO
Alan Baumgarten – Os 7 de Chicago
Kirk Baxter – Mank
Jennifer Lame – Tenet
Yorgos Lamprinos – Meu Pai
Mikkel E. G. Nielsen – O Som do Silêncio
Chloé Zhao – Nomadland
MELHOR FIGURINO
Alexandra Byrne – EMMA.
Bina Daigeler – Mulan
Suzie Harman & Robert Worley – The Personal History of David Copperfield
Ann Roth – A Voz Suprema do Blues
Nancy Steiner – Bela Vingança
Trish Summerville – Mank
MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
EMMA. Era Uma Vez um Sonho A Voz Suprema do Blues Mank Bela Vingança The United States vs. Billie Holiday
MELHORES EFEITOS VISUAIS
Greyhound O Homem Invisível Mank O Céu da Meia-Noite Mulan Tenet Mulher-Maravilha 1984
MELHOR COMÉDIA
Borat: Fita de Cinema Seguinte The Forty-Year-Old Version O Rei de Staten Island On the Rocks Palm Springs A Festa de Formatura
MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Another Round Collective A Maldição da Chorona Uma Vida à Sua Frente Minari Two of Us
MELHOR CANÇÃO
“Everybody Cries” – The Outpost
“Fight for You” – Judas e o Messias Negro
“Husavik (My Home Town)” – Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars
“Io sì (Seen)” – Rosa e Momo
“Speak Now” – Uma Noite em Miami
“Tigress & Tweed” – The United States vs. Billie Holiday
MELHOR TRILHA SONORA
Alexandre Desplat – O Céu da Meia-Noite
Ludwig Göransson – Tenet
James Newton Howard – Relatos do Mundo
Emile Mosseri – Minari
Trent Reznor & Atticus Ross – Mank
Trent Reznor & Atticus Ross – Soul
A astroKeanu Reeves recebeu formalmente o convite para se juntar ao Aranhaverso da Sony como o vilão clássico do ‘Homem-Aranha‘, ‘Kraven, o Caçador‘.
De acordo com um relatório da Illuminerdi , o projeto está sendo conhecido simplesmente como ‘Kraven‘. O filme foi descrito como uma “mistura” de ‘Logan‘ e ‘Chamas da Vingança‘. A decisão final ainda não foi tomada por Reeves.
JC Chandor vai dirigir o projeto. Ele tem no currículo ‘Operação Fronteira‘ e ‘O Ano Mais Violento‘
Richard Wenk (‘O Protetor’, ‘Sete Homens e um Destino‘) roteiriza.
Para quem não conhece, Kraven é o codinome de Sergei Kravinoff, um fanático que tenta conquistar o título de maior caçador do mundo e vai atrás do Homem-Aranha depois que o herói derrota o Camaleão, seu meio-irmão.
2021 é um ano de celebração para o cinema, principalmente com tantas obras aniversariantes. E uma das mais adoradas, que completa duas décadas em breve, é a comédia romântica ‘O Diário de Bridget Jones’.
Estrelada por Renée Zellweger, antes de ganhar o mundo com ‘Chicago’ e com ‘Judy’, a história é centrada na personagem titular, uma mulher britânica de 32 anos que escreve um diário sobre coisas que deseja que aconteçam em sua vida – até que as coisas mudam drasticamente quando dois charmosos homens, Colin Firth e Hugh Grant, lutam por sua afeição.
Fazendo um estrondo crítico e comercial, arrecadando mais de dez vezes seu orçamento de US$25 milhões, o longa foi elogiado pela direção, pelo roteiro, pelo singelo e verdadeiro tom da obra e pela performance de Zellweger – que inclusive ganhou uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.
O sucesso do filme rendeu duas sequências, ‘Bridget Jones: No Limite da Razão’ e ‘O Bebê de Bridget Jones’, além de ter alavando uma legião de fãs e um patamar cult, entrando para a cultura popular da Inglaterra. E, para celebrá-lo, separamos uma breve lista com dez curiosidades sobre o longa-metragem.
Confira:
MÉTODO PERFORMATIVO
Zellweger engordou doze quilos e então trabalhou em uma agência de publicidade real por um mês para se preparar para o papel. Ela adotou um pseudônimo e um sotaque mais “elegante”, e impediu a si mesma de ser reconhecida. Em sua mesa, mantinha uma foto do então namorado Jim Carrey – o que atraía olhares estranhos de seus colegas.
MUDANDO DE VOZ
Para deixar seu sotaque inglês mais natural, Zellweger mantinha-se na personagem até mesmo fora das gravações. Aliás, Grant uma vez percebeu que não ouviu a verdadeira voz da colega até a festa de encerramento das filmagens.
HOMENAGEM ATEMPORAL
Quando Helen Fielding escreveu o romance original centrado em Bridget Jones, baseou o personagem de Mark Darcy na interpretação de Colin Firth em ‘Orgulho e Preconceito’ (1995) – o que é engraçado, considerando que o ator viria a interpretá-lo no filme. Como se não bastasse, a história tem dezenas de outras alusões ao clássico de Jane Austen.
SAGA PIONEIRA
Visto que o filme ganhou duas sequências, a saga ‘Bridget Jones’ tornou-se a primeira trilogia romântica do novo milênio, em que todos os filmes tiveram lançamento nos cinemas e trouxeram a mesma atriz no papel principal.
ESCOLHA (IN)CERTA
Zellweger foi aclamada em seu papel como a personagem-titular, ganhando sua primeira indicação ao Oscar, além de nomeações ao BAFTA e ao Globo de Ouro. E, enquanto a atriz eternizou Bridget Jones na cultura pop, ela não foi a primeira escolha do estúdio: Helena Bonham Carter, Cate Blanchett, Emily Watson e Rachel Weisz (que foi considerada muito bonita para o papel) foram cotadas para estrelar o filme.
CRIANDO AMOR EM MEIO A CRÍTICAS
Sally Phillips, que viveu Sharon na produção, foi criticada por oficiais da igreja da qual frequentava por ter interpretado uma personagem que fala muitos palavrões e que tem atitudes questionáveis. Ela defendeu sua participação no filme dizendo que seu trabalho é criar amor para personagens imperfeitos.
ELENCO VERSÁTIL
Jim Broadbent e Gemma Jones, que interpretaram os pais de Bridget no longa-metragem, e Shirley Henderson, que deu vida a Jude, compartilhariam de uma outra franquia de enorme sucesso: ‘Harry Potter’. O trio encarnaria os icônicos personagens Horácio Slughorn, Papoula Pomfrey e Murta-que-Geme, respectivamente.
CONTROVÉRSIA PATRIÓTICA
A contratação de Zellweger como Bridget Jones causou uma controvérsia inicial, com vários fãs dos livros furiosos pelo fato de uma atriz estadunidense interpretar uma personagem britânica. Entretanto, as discussões morreram assim que o filme estreou, com a crítica e os espectadores aplaudindo a performance da atriz.
“NÃO NO MEU BAR”
Em 2008, a personagem de Bridget Jones foi acusada pelo declínio das vendas de chardonnay na Europa. Oz Clarke, um dos escritores de vinho mais famosos e bem-sucedidos da Inglaterra, disse que a associação da personagem com a bebida havia machucado sua reputação: “até Bridget Jones, chardonnay era muito sexo; depois, as pessoas diziam: ‘Deus, não no meu bar'”.
IMPROVISO À FLOR DA PELE
A cena de luta entre Firth e Grant em ‘O Diário de Bridget Jones’ é uma das mais icônicas do começo dos anos 2000. Entretanto, a sequência não foi coreografada, e sim improvisada entre os dois atores.
Se assinar contrato, ela interpretará a Dra. Patricia Tannis, uma cientista e arqueóloga especializada em artefatos e tecnologia eridianos. Ela já foi contratada pela corporação Dahl para desenterrar o Vault escondido no planeta de Pandora.
Kevin Hart (‘Jumanji: Bem-Vindo à Selva’) será Roland, um antigo membro da organização militar Crimson Lance, e agora opera como mercenário.
Foi dito que Roland será retratado como um personagem bastante dramático, o que pode ser um interessante desafio para o humorista.
Cate Blanchett dará vida à Lilith, uma poderosa personagem que faz parte do grupo conhecido como Sereias, formado por mulheres com poderes incríveis e inimagináveis.
A franquia original gira em torno de um grupo de “Caçadores de Cofres” que procuram por um esconderijo alienígena no planeta de Pandora, o que combina muito bem com os trabalhos anteriores de Roth.
Lembrando que o roteiro é escrito por Craig Mazin (criador do drama ‘Chernobyl’).
“Estou animado em mergulhar no mundo de ‘Borderlands’, e não poderia estar fazendo isso com um roteiro, uma produtora e um estúdio melhores. Tenho uma história longa e de grande sucesso com a Lionsgate – sinto como se tivéssemos crescidos juntos e que tudo na minha carreira culminou nesse momento”, disse Mazin.
A saga de games foi lançada em 2009 e teve três sequências: ‘Borderlands 2’ (2012), ‘Borderlands: The Pre-Sequel’ (2014) e ‘Borderlands 3’ (2019). A narrativa original é ambientada num futuro distante, num tempo em que várias mega-corporações procuram controlar o máximo de planetas que conseguirem, para colonizá-los e explorar sua abundância em recursos naturais e minérios.