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Zack Snyder revela que segundo trailer de ‘Liga da Justiça’ será lançado em breve

Um dos mais aguardados lançamentos da HBO MAX é, certamente, o Snyder Cut de ‘Liga da Justiça‘. E segundo o diretor Zack Snyder, a nova versão da produção vai ganhar seu segundo trailer em breve.

O diretor confirmou no início desta semana que os efeitos visuais de seu corte estão 75% completos, e que ele está trabalhando em uma nova prévia que será lançada nos próximos dias.

O primeiro trailer de Snyder Cut foi lançado no início deste ano, antes de sair do ar brevemente devido a uma confusão de direitos musicais, e depois retornar com uma nova paleta de cores e também algumas novas cenas do filme.

Snyder ainda revelou que sua ‘Liga da Justiça‘ será lançada no streaming em MARÇO de 2021!

O diretor respondeu um fã que criticou a versão lançada nos cinemas em 2017.

“Eu entendo e  respeito seus sentimentos. Eu só espero poder apagar essa versão da existência com o que você vai ver em março”.

Confira:

Respondendo ao questionamento de um fã, o cineasta ainda confirmou que 75% do longa foi finalizado com o amparo de efeitos visuais.

Vale lembrar que o longa deve ser voltado para maiores de idade, com a censura Rated-R (para maiores de 17 anos), por uso de palavrões e pelo excesso de violência.

A informação foi revelada pelo próprio diretor:

“O filme é insano, tão épico e provavelmente será Rated-R – isso eu acho que vai acontecer. Eu creio que esta será uma versão para maiores, com certeza. Ainda não tivemos uma resposta da Associação de Produção Cinematográfica [Motion Picture Association], mas meu instinto indica que sim”.

Snyder foi ainda mais além e explicou as razões que fariam a sua versão de ‘Liga da Justiça‘ receber a mais alta classificação indicativa:

“Há uma cena em que o Batman solta um F***. Ciborgue também não está nada feliz com o que está acontecendo em sua vida antes de conhecer a Liga da Justiça e ele tende a falar muito o que pensa. O Lobo da Estepe está simplesmente cortando as pessoas no meio. Então, a censura seria em virtude da violência e da linguagem profana”.

A nova versão de ‘Liga da Justiça‘ será um evento dividido em quatro partes e com duração de quatro horas (o que faz com que cada “capítulo” tenha uma hora de exibição).

Conforme Snyder prometeu, a nova versão trará vários arcos inéditos de personagens, incluindo a história completa do Ciborgue e a introdução de Iris West (Kiersey Clemons) ao DCEU. 

Confira as imagens promocionais:

‘Esquadrão Suicida’: Coringa de Jared Leto era “muito melhor” em sua versão do filme, diz David Ayer

Desde o anúncio oficial de que ‘Liga da Justiça‘ ganharia o Snyder Cut, o cineasta David Ayer, responsável por Esquadrão Suicida’, tem verbalizado o seu descontentamento com a versão do seu filme lançada nos cinemas, afirmando que o projeto final não corresponderia à sua ideia original.

E mais uma vez ele voltou a comentar a respeito da polêmica caracterização do astro Jared Leto como o popular vilão Coringa, afirmando que em seu corte original, o personagem estava “muito melhor”.

O comentário veio em resposta a uma observação feita por um fã no Twitter. Respondendo a publicação do internauta, Ayer fortaleceu o seu argumento:

Lembrando que o novo ‘O Esquadrão Suicida‘ tem estreia prevista para 06 de agosto de 2021.

Margot Robbie (Harley Quinn), Viola Davis (Amanda Waller) e Jai Courtney (Capitão Boomerang) irão reprisar seu papéis.

Nathan Fillion (Arm-Fall-Off-Boy), Pete Davidson (Blackguard), Michael Rooker (Savant), Flula Borg (Javelin), Sean Gunn (Weasal) e Mayling Ng (Mongal) são as novas adições ao elenco.

 

‘The Walking Dead’: Gravações do filme com Rick Grimes ganham data de início

A história do personagem Rick Grimes, da série ‘The Walking Dead‘, ganhará continuidade em sua própria trilogia cinematográfica e parece que o projeto está gradativamente recuperando o seu fôlego, após a produção ter sido adiada em virtude da pandemia do coronavírus.

E a expectativa é de que as filmagens do longa sejam iniciadas ainda no início de 2021, conforme compartilhado pelo intérprete do personagem, Andrew Lincoln.

Em uma entrevista à The Associated Press, ele ainda compartilhou o quão esperançoso está, salientando que a chegada da vacina contribuirá para o processo de retomada dos trabalhos:

“Parece mesmo que há um certo senso de positividade e a cavalaria está chegando com as vacina. Há realmente um senso de renovo, eu espero”.

Lembrando que a Universal Pictures já divulgo o teaser do primeiro filme baseado na franquia, que mostrará o que aconteceu com o personagem após o seu desaparecimento.

Assista:

‘Fuja’: Novo vídeo traz 7 easter eggs INCRÍVEIS do suspense; Assista!

O Hulu divulgou um novo vídeo para promover o lançamento do suspense ‘Fuja‘, com 7 easter eggs incríveis na produção, que incluem diversas referências ao aclamado filme ‘Buscando‘ e ao mestre Stephen King.

Confira:

No Rotten Tomatoes, o longa conquistou 93% de aprovação, com nota 7.30/10 baseada em 83 reviews até o momento. Segundo o consenso gerla, o filme é “solidamente atuado” e “sagazmente construído”, transformando-se em um “thriller de suspense incrível”.

Confira os principais comentários:

“Uma frágil e sórdida diversão” – Entertainment Weekly.

“Um thriller perfeitamente dinâmico, bem editado e ágil” – FilmWeek.

“Representação de pessoas com deficiência é necessária, e Fuja faz isso do jeito certo” – The Mary Sue.

“Rápido e limpo – o filme vem, faz o que tem que fazer, e vai embora antes de conseguirmos agradecer” – The MacGuffin.

“A performance de Paulson é o que ajuda a transformar esse thriller em uma diversão distorcida” – Entertainment Voice.

A produção é dirigida por Aneesh Chaganty, responsável pelo thriller ‘Buscando‘.

A trama acompanha uma adolescente que passou toda a sua vida reclusa com sua mãe descobre um terrível segredo até então ocultado durante muitos anos. Será que a garota está ficando louca após tanto tempo enclausurada, ou a mãe é uma psicopata?

Kiera Allen e Pat Healy completam o elenco.

Além de dirigir, Chaganty coescreveu o roteiro ao lado de Sev Ohanian.

‘Iwájú’: Nova série animada da Disney+ ganha sinopse oficial completa

A nova série animada de ficção científica da plataforma Disney+, intitulada ‘Iwájú‘, ganhou sua sinopse oficial completa.

A produção, que será lançada em 2022, foi anunciada durante o evento Investor Day, realizado pela Walt Disney Co., na última quinta-feira (10).

Confira a sinopse:

“A série é uma colaboração inédita entre o Walt Disney Animation Studios e a empresa pan-africana de entretenimento em quadrinhos, Kugali, e seus fundadores Tolu Olowofoyeku, Ziki Nelson e Hamid Ibrahim.

Iwájú, que se traduz aproximadamente como ‘O Futuro’na língua ioruba, está impregnado de ficção científica. A série se passa em Lagos, Nigéria, explorando temas profundos de classe, inocência e desafiando o status quo”.

De acordo com o diretor do projeto, Ziki Nelson, a produção será inovadora, unindo a culturalidade africana à magia Disney:

“Esta série vai combinar a magia Disney e experiência em animação com o fogo de Kugali e a autenticidade narrativa. Iwájú representa um sonho de infância de contar a minha história e a do meu povo”.

Confira a logo oficial:

A produção é o resultado de uma colaboração entre a Disney e a produtora pan-africana Kugali.

A série tem previsão de lançamento para 2022, na Disney+.

 

‘Doutor Estranho 2’: Kevin Feige promete que o filme será ‘assustador e surpreendente’

Durante o painel do Dia dos Investidor, Kevin Feige voltou a falar sobre a aguardada sequência ‘Doutor Estranho no Multiveso da Loucura‘, prometendo que o longa será “assustador, emocionante e surpreendente”.

Além disso, o produtor também afirmou que a produção “irá quebrar os limites da narrativa”. O longa dará continuidade aos eventos da série ‘WandaVision‘, e também se conectará com os acontecimentos em ‘Homem-Aranha 3‘.

Também foi anunciado que Xochitl Gomez se juntou ao elenco como a America Chavez, uma heroína latina e membro da comunidade LGBTQ+.

Benedict Cumberbatch voltará a interpretar o Doutor Estranho. A sequência ainda contará com o retorno de Benedict WongChiwetel EjioforElizabeth OlsenRachel McAdams.

O longa está previsto para ser lançado nos cinemas no dia 25 de março de 2022.

“Após os eventos de Vingadores: Ultimato, o Dr. Strange continua sua pesquisa sobre a Pedra do Tempo. Mas um velho(a) amigo(a) que se tornou inimigo(a) põe fim em seus planos e faz com que Strange desencadeie um mal indizível. ”

Enquanto a amiga que se tornou inimiga poderia facilmente se aplicar a Feiticeira Escarlate (se ela realmente abraçar o lado negro em ‘WandaVision‘), parece muito mais provável que o Barão Mordo (Chiwitel Ejiofor) seja o causador dos conflitos da Fase 4.

Tendo inicialmente atuado como mentor de Strange, o ex-residente de Kamar-Taj acabou virando as costas para seus colegas para perseguir o poder da Anciã para si mesmo.

A menção da Pedra do Tempo também é interessante, considerando que a Joia do Infinito protegida dentro do Olho de Agamotto foi destruída durante os eventos de ‘Vingadores: Guerra do Infinito‘.

Uma intervenção do Barão Mordo pode abrir a porta para o mal entrar em nosso mundo de outras dimensões.

Lembrando que o estúdio contratou Michael Waldron (Loki) para reescrever o roteiro da continuação, que estava sendo escrito Jade Halley Bartlett.

Sam Raimi (Trilogia ‘Homem-Aranha) vai comandar o projeto no lugar de Scott Derrickson – que deixou o filme devido a divergências criativas, mas permanece no cargo de produtor.

Crítica | ‘A Festa de Formatura’ é uma overdose de glitter e de música que tropeça no meio do caminho

Quando pensamos em prolificidade criativa, não há nome como o de Ryan Murphy para calçar esses sapatos com perfeição. Murphy é apenas o criador por trás de uma das antologias mais famosas de todos os tempos, ‘American Horror Story’, e também de diversas outras produções que caíram no gosto popular – incluindo o spin-off ‘American Crime Story’, a adorada série musical ‘Glee’ e o drama LGBTQ+ ‘Pose’ (uma das melhores produções das últimas décadas). Agora, após fechar uma parceria com a Netflix, Murphy já produziu diversos conteúdos originais que, para o bem ou para o mal, ajudaram a popularizar ainda mais seu estilo artístico único – incluindo a mediana série ‘The Politician’ e a visualmente belíssima ‘Ratched’, spin-off de ‘Um Estranho no Ninho’ estrelado por Sarah Paulson.

Depois de oferecer sua própria perspectiva para o remake de ‘The Boys in the Band’ – uma releitura sólida o suficiente para nos manter presos do começo ao fim -, chegou a hora de Murphy apostar mais fichas em suas veias teatrais com a adaptação do musical ‘The Prom’, que recebeu o título de A Festa de Formatura. Voltando a explorar a necessária representatividade queer no cenário mainstream, o realizador abriu portas para uma história que é centrada numa jovem garota lésbica que é impedida de participar do baile de formatura de seu colégio pela orientação sexual – evento que chama a atenção de estrelas da Broadway em decadência para tentar reverter a decisão da comissão de pais e mestres e dar a ela o que merece e o que lhe é direito.

No geral, o longa-metragem é bastante chamativo, ainda mais por não se situar exatamente em um período histórico único, e sim se espalhar para a contínua luta da comunidade LGBTQ+ pela aceitação e pelo respeito em um mundo cada vez mais retrógrado. Aliando-se à fotografia explosiva de Matthew Libatique (‘Nasce Uma Estrela’) e aos brilhantes figurinos criados por Lou Eyrich, Murphy arquiteta um enredo adorável em todos os seus aspectos, mas que tropeça no meio do caminho por uma extensão interminável e alguns atos que poderiam ser cortados sem afetar as mensagens de paz e de empatia que exalam à medida que chegamos ao terceiro ato. Em outras palavras, o visual estonteante acaba servindo como máscara para diversos equívocos que se aglutinam em uma bola de neve incontrolável.

Murphy encontra um terreno fértil para brincar com suas incursões deliciosamente afetadas que tanto conhecemos de investidas anteriores, ainda mais por deixar o roteiro a encargo dos dramaturgos da peça original, Bob Martin e Chad Beguelin, e a trilha sonora como responsabilidade de Matthew Sklar, provindo dos palcos da Broadway e de suas influências de ‘Chicago’ e ‘Nine’. Mais do que isso, o elenco, guiado pelas performances irretocáveis de Meryl Streep, Nicole Kidman e Kerry Washington, faz o melhor de uma infeliz linearidade e uma falta de ousadia que é uma entrada esquecível ao expansivo catálogo da carreira do cineasta.

THE PROM (L to R) ANDREW RANNELLS as TRENT OLIVER, KERRY WASHINGTON as MRS. GREENE, MERYL STREEP as DEE DEE ALLEN, JO ELLEN PELLMAN as EMMA, JAMES CORDEN as BARRY GLICKMAN in THE PROM. Cr. MELINDA SUE GORDON/NETFLIX © 2020

Streep dá vida a Dee Dee Allen, uma veterana dos palcos nova-iorquinos que, após sofrer uma grande decepção em sua última estreia, se une a Barry Glickman (James Corden) para reavaliarem o modo como a mídia os enxerga – uma dupla de artistas narcisistas e indignos de qualquer apoio do público – e encontrarem um modo de fazer qualquer serviço social em troca de “boa publicidade”. Acompanhando-os para uma pequena cidade de Indiana, há também a otimista e problemática Angie Dickinson (Kidman) e o egocêntrico Trent Oliver (Andrew Rannells em uma de suas melhores atuações até hoje) – e o quarteto improvável segue marchando com um coro da peça ‘Godspell’ para irromper no tradicional Colégio James Madison e ajudar Emma (interpretada pela novata Jo Ellen Pellman) a se reerguer.

Enquanto comédia, Streep e Corden nutrem de uma química espetacular e de diálogos irreverentes que não pensam duas vezes antes de chocar os espectadores pela diabólica crueza e por uma retorcida egolatria que, eventualmente, emerge como base de complexas e traumatizadas personalidades. Porém, quando a atmosfera começa a se respaldar em um drama tour-de-force, as coisas desandam e parecem manchar uma sutil e familiar estrutura com simbologias datadas, querendo entregar mais do que realmente consegue. O melodrama funciona essencialmente quando a antagonista encarnada por Washington, Sra. Greene, passa por uma profunda transformação, mostrando-se como uma megera religiosa que entra em conflito com suas próprias crenças quando percebe que a filha, Alyssa (Ariana DeBose) é tudo aquilo que outrora condenava.

Tenho certeza de que as exuberantes canções de Sklar realmente funcionam no âmbito teatral, mas aqui até mesmo as faixas mais interessantes se rendem a mais formulaicas das progressões e a uma repetitiva reciclagem sonora que, no final das contas, impede que elas falem por si mesma. Temos as breves exceções de “Changing Lives”, da fosseana “Zazz” e até mesmo da gospel incursão de “Love Thy Neighbor”. O intrínseco problema se faz num estranho desconforto e em movimentos quase robóticos por parte do elenco, desprovidos, às vezes, da tão sonhada naturalidade musical.

A Festa de Formatura é uma diversão garantida, isso não podemos negar. À medida que se desvencilha de explorações profundas e deixa as presunções de lado – mais precisamente com a iminência do grand finale -, temos uma história que celebra a vida e celebra o amor a quem somos de verdade. A overdose de glitter e de alegria pode até funcionar, mas passa longe de  explorar todo o potencial que esconde.

Disney+ aumentará o valor de sua mensalidade em 2021

A Disney está preparando uma série de novos conteúdos originais para os cinéfilos e após anunciar diversos projetos para o universo de ‘Star Wars‘, Disney Animation, MCU, dentre outros, a empresa revelou ao mundo que sua mensalidade da plataforma Disney+ sofrerá um aumento em 2021.

O aumento, que será bem pequeno para o assinante, é também uma forma da Disney arrecadar os investimentos necessários para impulsionar a produção de todos os novos conteúdos originais recém anunciados.

O acréscimo na mensalidade será de apenas US$ 1, elevando os valores de US$ 6,99 para US$ 7,99. A taxa anual do Disney+ passará de US$ 69,99 para US$ 79,99.

Ainda não se sabe de que forma o aumento refletirá na versão brasileira do serviço de streaming, mas a expectativa é de que os assinantes locais também sejam futuramente contemplados com uma nova cobrança.

Vale lembrar que a Disney anunciou que seu serviço de streaming conquistou 86 milhões de assinantes, montante que cresceu vertiginosamente desde o lançamento da plataforma no nosso país, bem como em outros países da América Latina.

Na noite da última quinta-feira (10), a Casa do Mickey também anunciou a produção de 10 séries inéditas do universo ‘Star Wars’, além de novos episódios da segunda temporada de ‘The Mandalorian’ e três filmes da produtora Lucasfilm.

 

 

 

 

 

10 Elencos GRANDIOSOS… em Filmes Decepcionantes

Um filme é o conjunto de inúmeros elementos funcionando ao mesmo tempo para atingir o resultado. Se apenas um deles não funciona, o resultado ainda pode ser satisfatório. A não ser que ele seja o roteiro, e quantos por cento dele funciona de fato. Em se tratando dos atores, num elenco renomado, quase sempre conseguimos receber o que esperamos.

Pensando nisso, o CinePOP resolveu homenagear esta classe artística, parte fundamental para o sucesso de um filme, muitas vezes subestimados e renegados devido ao resultado de um roteiro/ ou do filme em si. Aqui, iremos listar alguns ótimos (ou excelentes, dependendo do seu ponto de vista) elencos, prejudicados por outros fatores que formam o todo. Vem conhecer e não esqueça de comentar.

Esquadrão Suicida (2016)

Não dá para não falar nele. Um filme dos sonhos, que resultou num grande pesadelo. Encabeçado por dois astros quentíssimos – Will Smith e Margot Robbie -, Esquadrão Suicida anunciava ser o “filme do ano”.

Os problemas: o roteiro confuso e repetitivo, personagens mal desenvolvidos, diálogos rasos e a direção picotada, com montagem equivocada de David Ayer. Smith cambaleou e resolveu ficar fora da sequência. Já Robbie foi a que menos sentiu e conseguiu fazer de sua Arlequina, apesar de todas as adversidades, um ícone pop – que já estará de volta ano que vem em Aves de Rapina. Mas o elenco continua, e tem Viola Davis (que no mesmo ano entregaria uma atuação digna de Oscar em Um Limite Entre Nós), Jared Leto em seu primeiro filme pós vitória no Oscar, Cara Delevingne, Joel Kinnaman, Common, David Harbour (de Stranger Things) e uma participação do azarado Ben Affleck como Batman.

O Caçador e a Rainha do Gelo (2016)

Definitivamente, o ano de 2016 foi um dos piores para o cinema entretenimento em anos recentes. A qualidade dos blockbusters foi a mais baixa talvez dos últimos dez anos pelo menos. Com filmes como X-Men: Apocalypse, A Lenda de Tarzan, Batman Vs Superman, Caça-Fantasmas, Independence Day: Ressurgimento, Truque de Mestre: O 2º Ato e Warcraft fica bem difícil defender as superproduções de três anos atrás. Além destes e do item citado acima, tivemos o desprazer de conhecer a continuação de Branca de Neve e o Caçador (2012), um filme que muitos já não simpatizam.

Mas mostrando que tudo que está ruim ainda pode piorar, a Universal tratou de capitalizar em cima do sucesso (isso mesmo!) comercial do primeiro. No entanto, com o escândalo sobre o caso extraconjugal do diretor Rupert Sanders com sua estrela Kristen Stewart, o estúdio não quis saber de mais polêmica, e terminou afastando a dupla da sequência. Sua ausência foi compensada pela presença de duas das estrelas mais quentes da atualidade: Jessica Chastain e Emily Blunt. Além, é claro, das voltas de Charlize Theron e Chris Hemsworth. O resultado, no entanto, foi ainda mais genérico que seu antecessor.

Caça aos Gângsteres (2013)

Poderia ser um filmaço do gênero Máfia! Poderia… se o objetivo não fosse um filme de mafiosos para crianças e adolescentes. Mirando a maior fatia pagante dos cinemas, os jovens, a Warner lançou seu filme de gângsters com censura baixa, narrativa moderninha e edição de videoclipe. Assim, o que poderia ser uma obra séria, se tornar uma diversão escapista e sem profundidade alguma. A direção é até mesmo de Ruben Fleischer (de Zumbilância), especialista em cinema com linguagem rápida, pop e de fácil consumo.

Ah, sim. Um dos maiores desperdícios aqui foi o elenco. Dá uma olhada: Ryan Gosling, Josh Brolin, Emma Stone, Nick Nolte, Anthony Mackie, Michael Peña, Giovanni Ribisi, Robert Patrick e Mireille Enos. Os envolvidos conseguiram até mesmo a presença do veterano Sean Penn, duas vezes vencedor do Oscar de melhor ator, que não costuma se envolver com superprodução – para interpretar o vilão da vida real, o mafioso Mickey Cohen. Pena que tudo que ele tem a fazer aqui é dar socos de boxe e disparar sua metralhadora.

 

Polícia em Poder da Máfia (2016)

E você adivinhou… o terceiro filme de 2016 na lista. Este era um dos projetos que mais geravam expectativa no ano. Sim, muito devido ao elenco pra lá de estelar – que iremos adereçar em instantes -, mas também pela direção do talentoso John Hillcoat (A Estrada) e a trama de policiais e criminosos intrincada. E se Os Infratores (2012) deixou aquele gostinho de não ter atingido todo o seu potencial, isso é ainda mais sentido aqui neste Polícia em Poder da Máfia – que foi fracasso nos EUA e chegou direto em vídeo no Brasil.

O problema é que o resultado ficou muito superficial e genérico demais, sem conseguir nos envolver na trama, ou criar qualquer identificação com algum de seus inúmeros personagens. Agora sim, falaremos do elenco. Chiwetel Ejiofor e Casey Affleck são os protagonistas, mas o filme conta ainda com Kate Winslet (a melhor em cena com um desempenho espalhafatoso e altos penteados), Woody Harrelson, Anthony Mackie, Aaron Paul, Norman Reedus, Teresa Palmer, Michael Kenneth Williams, Clifton Collins Jr. e até mesmo a Mulher Maravilha Gal Gadot entrando na dança.

O Espetacular Homem-Aranha 2 (2014)

Muitos têm certeza sobre o melhor filme do herói nos cinemas: Homem-Aranha 2 (2004). Já o pior, por muitos anos teve o posto garantido com Homem-Aranha 3 (2007). Bom, agora (ou há algum tempinho) este posto já não é mais dele. O segundo filme da “saga” protagonizada por Andrew Garfield e dirigida por Marc Webb foi tão embasbacante, que sem dúvida virou case para produtores sobre o que NÃO fazer. O negócio foi tão feio que a Sony puxou o fio antes que o diretor pudesse sequer concluir o que havia deixado engatilhado aqui – muito a mando do próprio estúdio.

Bem, cabeças devem ter rolado. Nada da Gata Negra de Felicity Jones ou sinal da Mary Jane de Shailene Woodley – a mais prejudicada (ou quem sabe sortuda) -, que foi cortada do filme e guardada para o três – ah tá. Além das atrizes citadas e de Garfield, o elenco contou com Emma Stone (ela de novo), Jamie Foxx, Dane DeHaan, Paul Gimatti, Sarah Gadon e Sally Field. Em tempo este filme se tornará tão infame quanto Batman & Robin.

Han Solo: Uma História Star Wars (2018)

Este é o primeiro filme da franquia Star Wars que pode ser verdadeiramente considerado ruim, depois que a Disney comprou a LucasFilm. Tudo bem que muitos tiveram problemas com O Despertar da Força, Os Últimos Jedi e Rogue One, mas Han Solo é praticamente indefensável. Extremamente genérico e sem alma, o longa demonstra em tela os problemas que teve em sua produção, com as trocas de diretores, tom e roteiro. Só de pensar em tudo que poderia ter sido nas mãos dos hilários e criativos Phil Lord e Christopher Miller – com o potencial de ser um dos filmes mais insanos da franquia.

Mas como tudo que é novo assusta, os produtores optaram pelo seguro. Terminaram com uma bomba em mãos e o filme de maior prejuízo financeiro da franquia. O elenco terminou queimado (assim como todos que protagonizam fiascos), sem grande culpa. A maioria sequer possui muito a fazer. Assim, Woody Harrelson, Emília Clarke, Thandie Newton e Paul Bettany vivem estereótipos bidimensionais. Enquanto Alden Ehrenreich e Donald Glover tentam trazer um pouco de carisma, sem muito sucesso, a este defunto.

Alien: Covenant (2017)

Mesmo os detratores de Prometheus (2012) consideram o filme uma obra-prima se comparado a este Covenant. Um filme que ninguém pediu, com uma pitada de resultado decepcionante. Prometheus aos menos tinha ideias legais e um clima próximo ao original, além de muitas questões e mistérios. Ah sim, tinha personagens muito legais também e cenas pra lá de arrepiantes (a cena da auto cesariana já se tornou icônica). Covenant é uma mistura de filme slasher e O Mundo Perdido: Jurassic Park (1997), com a adição de personagens ainda mais idiotas que os de Prometheus. Fora isso, nenhum deles é minimamente interessante, e até mesmo a performance avassaladora de Michael Fassbender como David é estragada aqui – quem lembra da cena da flauta, eu queria esquecer.

O diretor Ridley Scott não aprendeu nada com a frustração de James Cameron, e resolveu fazer o mesmo aqui, matando os personagens mais interessantes do anterior logo de cara. James Franco então, entra mudo e sai calado. Além dos sofredores Franco e Noomi Rapace, este Alien conta ainda com Fassbender, Billy Crudup, Carmen Ejogo, Danny McBride, Demián Bichir e a beldade Callie Hernandez. Ah sim, a protagonista Katherine Waterston era uma tentativa de uma nova Ripley. Apesar de se esforçar, ainda preferimos a Dra. Shaw (Rapace), seu Scott. Ouça os fãs, por favor.

Oito Mulheres e um Segredo (2018)

Resposta feminina para a franquia Onze Homens e um Segredo (2001, 2004 e 2007), que por si só era refilmagem de uma obra de 1960, estrelada pelo Rat Pack (Frank Sinatra e cia.). Uma ideia estranha trazer a irmã do personagem de George Clooney, mas tudo bem, poderia dar certo. Problema número um, a direção de um homem (Gary Ross) num filme que deveria ser uma ode ao feminino. Problema número dois, uma trama muito mais voltada para o humor (que não funciona pela falta de graça), sem qualquer elemento de urgência, seriedade ou suspense, como nos anteriores – que sabiam brincar, mas também falar mais firme, com a iminência de perigo real. Esta é mais no clima de paródia mesmo.

Problema número três, os egos gigantescos do elenco, que entrou em rota de colisão, segundo as más línguas – ao contrário do clima de camaradagem da trilogia masculina (o segundo filme, inclusive, foi muito gravado na base do improviso). Dá para notar o clima tenso no ar durante as entrevistas, entre gente como Sandra Bullock, Cate Blanchett e a cantora Rihanna. A pobre Awkwafina aparentava estar extremamente desconfortável em todas as entrevistas para promover o filme. Pior ainda quando o assunto é Anne Hathaway, conhecida por sua personalidade difícil e crises de estrelismo, ela teria sido o maior entrave aqui. A prova são suas entrevistas, sempre separadas de Bullock e Blanchett. Completando o elenco, Sarah Paulson, Helena Bonham Carter, Mindy Kaling e Dakota Fanning.

O Paradoxo Cloverfield (2018)

Ou como fazer para destruir uma franquia promissora. Tudo começou bem com Cloverfield – Monstro (2008) e só melhorou com Rua Cloverfield, 10 (2016), ao ponto de o simples anúncio para um terceiro filme gerar comoção dos fãs. A expectativa não tinha tamanho e a produção era envolta em grande mistério. Pouco se sabia sobre a obra, quando durante o Super Bowl veio a revelação de que o longa seria lançado naquela noite, diretamente na plataforma da Netflix. Era o sinal de um mau presságio que marcaria as produções de baixa qualidade, ou fracassos financeiros promissores.

Naquela madrugada os fãs puderam constatar o que a Paramount já sabia, O Paradoxo Cloverfield era uma grande bomba, que interrompeu a carreira da franquia, e transformou o quarto filme em Operação Overlord (2019), sem qualquer ligação com a série. Nessa trama espacial, que envolve realidades alternativas e viagem no tempo, foi onde tudo começou. Quem sofre aqui, além do público, é o produtor J.J. Abrams e o elenco, formado por Gugu Mbatha-Raw, David Oyelowo, Daniel Brühl, Zhang Ziyi, Elizabeth Debicki, John Ortiz e Chris O’Dowd. Quem poderia esquecer a infame cena do braço a la Família Addams.

Sob o Mesmo Céu (2015)

Depois dessa, Emma Stone pode pedir música. O terceiro filme ruim protagonizado pela musa na lista a trazer um grande elenco é um verdadeiro engodo do talentoso Cameron Crowe. Bem, Stone aguenta os solavancos, já que é uma das maiores estrelas da atualidade, com uma estatueta do Oscar (La La Land) para decorar sua casa, e mais duas indicações (Birdman e A Favorita). Essa comédia romântica atrapalhada e equivocada sobre um militar perdedor – personagem típico para um filme de Crowe, que adora enaltecer e homenagear perdedores – , foi, além de tudo, acusada de “embranquecimento”, o chamado whitewashing, e gerou grande polêmica ao apresentar uma personagem de descendência asiática/ havaiana, de nome Allison Ng, interpretada por Stone.

Até mesmo a produtora Amy Pascal, presidente da Sony na época, afirmava sua preocupação sobre o fracasso da obra em seus e-mails hackeados. Stone e o diretor Crowe foram os mais apedrejados, mas o restante do elenco também sofreu. Entre eles, os talentosos Bradley Cooper, Rachel McAdams, John Krasinski, Danny McBride, Alec Baldwin e o grande Bill Murray.

‘The Electric State’: Millie Bobby Brown vai se reunir com os Irmãos Russo para novo filme sci-fi

Segundo o DeadlineMillie Bobby Brown (‘Enola Holmes’) vai se reunir com JoeAnthony Russo para a novo sci-fi The Electric State.

Os Irmãos Russo também ficarão responsáveis pela direção do projeto, outrora a encargo de Andy Muschietti (‘It: A Coisa’), que saiu da produção em virtude de problemas de cronograma.

Universal Pictures adquiriu os direitos de exibição do filme e ainda não tem previsão para lançá-lo, visto que as filmagens começam entre o final de 2021 e o início de 2022.

Baseado na graphic novel Tales from the Loop, do autor Simon Stålenhag, que já ganhou uma antologia supervisionada pela Apple TV+The Electric State é ambientado em um futuro alternativo onde humanos e robõs vivem juntos em harmonia relativa – e uma jovem adolescente (Brown) percebe que seu novo amigo robô, na verdade, foi mandado até ela por seu irmão desaparecido. Os dois, então, partem em uma missão para encontrá-lo, descobrindo uma gigantesca conspiração no caminho.

Christopher MarkusStephen McFeely (‘Vingadores: Ultimato’) assinam o roteiro.

Nenhuma outra informação foi divulgada.

‘A Vida Secreta dos Chimpanzés’: Nova série do Disney+ ganha banner oficial; Confira!

Disney+ divulgou o banner oficial de A Vida Secreta dos Chimpanzés, sua nova série documental original.

Confira, junto aos trailers DUBLADO e LEGENDADO:

A produção conta com seis episódios.

A Vida Secreta dos Chimpanzés’ leva os espectadores à vida secreta de um dos maiores e mais exclusivos santuários da vida selvagem do mundo – Chimp Haven, uma instituição sem fins lucrativos nos EUA, que fornece um lar para chimpanzés aposentados de pesquisas de laboratório, anteriormente mantidos como animais de estimação e usados ​​em entretenimento. É um refúgio de 200 acres localizado no coração da floresta da Louisiana e abriga mais de 300 chimpanzés.

A série tem estreia marcada para o dia 25 de dezembro.

‘On Pointe’: Série documental do Disney+ sobre balé ganha novas imagens promocionais

A série documentária On Pointe já estreou no Disney+ dos Estados Unidos e, para promovê-la, a plataforma do streaming divulgou três novas imagens mostrando passos de balé.

Confira:

Confira:

Apresentando a competitiva e intensa atmosfera de uma das mais consagradas escolas de balé do mundo, a série explora o viés da perfeição entre bailarinos e instrutores, que já fora mostrado de fora maestral no vencedor do Oscar ‘Cisne Negro’.

Confira o trailer completo:

On Pointe‘ é produzida pela Imagine Documentaries e DCTV e traz o aclamado cineasta – e vencedor do Oscar – Ron Howard, como um dos produtores executivos.

Ainda não se sabe quando a série estreia no Brasil.

‘Pânico’: Por Onde Anda o Elenco 24 Anos Depois

Na coluna ‘por onde anda o elenco…’ já tivemos alguns slashers da retomada dos anos 1990, como Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado e Lenda Urbana, mas havíamos deixado de fora o carro-chefe e grande responsável pela sobrevida do gênero no período, Pânico. Com o anúncio do quinto filme da franquia, agora pelas mãos da Paramount, a volta do elenco original e a data de estreia já definida para janeiro de 2022, não existe ocasião mais perfeita para celebrarmos este terror adolescente tão querido pelos fãs. Assim, iremos finalmente recapitular por onde andam os principais envolvidos com sua produção.

Portanto, sem mais delongas, enquanto aquecemos os motores para o quinto capítulo da franquia – e começamos a maratonar os quatro longas anteriores – vamos descobrir, bem a tempo para o halloween, o paradeiro do elenco de Pânico (Scream).

Neve Campbell (Sidney Prescott)

Recentemente, andamos falando muito sobre a estrela da década de 1990, Neve Campbell. Primeiro na matéria sobre as Screm Queens dos 90’s e depois na matéria sobre Jovens Bruxas – o primeiro papel de destaque da atriz no cinema. Na época, Campbell se preparava para a terceira temporada da série Party of Five (O Quinteto), produção que realmente colocou seu nome no mapa. Mas, seu primeiro papel protagonista nas telonas viria alguns meses depois com Pânico – época em que o seriado citado se encontrava a pleno vapor por seu terceiro ano. Há pouco tempo, Neve chegou inclusive a revelar que ninguém nos bastidores do slasher tinha certeza de sucesso.

A atriz mencionou que durante os takes, onde ela e os colegas de elenco esperavam para a próxima cena cobertos de sangue artificial, se perguntavam se no ano seguinte os fãs do gênero usariam a fantasia do assassino Ghostface no halloween, ou se o vilão cairia para sempre no esquecimento, como aconteceu com tantos. Hoje, 24 anos depois, três sequências (e mais uma ficando pronta) e três temporadas de uma série derivada, é seguro dizer que desde sua estreia o Ghostface nunca saiu de moda, e se tornou uma das máscaras mais populares saídas de um filme de todos os tempos. Campbell foi vista na superprodução da Universal Arranha-Céu (2018), ao lado do maior astro da atualidade, Dwayne Johnson, e, como dito, se prepara para estrear Pânico 5 em 2022.

Courteney Cox (Gale Weathers)

O legal dos filmes de terror slasher desta época é que testavam no cinema a capacidade de atores que brilhavam em séries de TV populares. E em Pânico, tínhamos duas jovens atrizes saídas de dois dos maiores programas de TV da época: o citado Party of Five e o fenômeno inesgotável Friends. A série de comédia sobre os seis amigos solteiros vivendo em Nova York é uma das mais populares de todos os tempos, sendo redescoberta consecutivamente por gerações ainda hoje, desde sua estreia lá em 1994. O programa durou dez anos, e na época do lançamento de Pânico em dezembro de 1996, Friends estava, vejam só, igualmente em seu terceiro ano e a pleno vapor. E não apenas isso, como no terceiro episódio da temporada, o programa contou com participação de ninguém menos que David Arquette, imortalizado como o policial Dewey na franquia Pânico!

É claro que Cox viveu a perfeccionista Monica Gellar no humorístico. Vale mencionar que nos quase 25 anos desde o primeiro filme, Cox conheceu o colega citado durante as filmagens, iniciaram um relacionamento, se casaram, ela mudou o nome para Arquette, tiveram uma filha e depois de alguns anos eles se divorciaram, com a atriz voltando ao nome de solteira. Apesar disso, continuam amigos e ambos retornam para o quinto filme. Cox, ainda bem novinha, fez o filme do He-Man, Mestres do Universo (1987), e o primeiro Ace Ventura (1994), com Jim Carrey, no qual estava lindíssima. Depois do fim de Friends, Cox protagonizou a série Cougar Town por seis temporadas, e participou de programas famosos como Shameless (2018) e Modern Family (2020).  No cinema, seu último filme foi a coletânea dramática sobre mães e filhas, Minha Mãe e Eu (2016).

David Arquette (Dewey Riley)

O policial atrapalhado Dewey morria no primeiro roteiro de Pânico, mas o carisma de David Arquette no papel foi tanto que os realizadores optaram por mantê-lo vivo no desfecho do filme original. Curiosamente, na continuação de 1997, o mesmo ocorre, com Dewey terminando entre a vida e a morte. Irmão mais novo das atrizes Rosanna Arquette e Patricia Arquette, David possui um jeito peculiar de ser e atuar nos filmes, sempre beirando o estranhamento e a esquisitice, características que leva consigo para seus papeis.

Após o sucesso de Pânico, Arquette teve destaque na comédia romântica Nunca Fui Beijada (1999) e no “terrir” Malditas Aranhas (2002), da Warner. Atualmente, no entanto, fora da franquia Pânico, Arquette se concentra basicamente em filmes da categoria B, sem nomes conhecidos no elenco e produção, e deve estar seguindo os passos do ex-cunhado Nicolas Cage, já que tem nada menos que 7 filmes em fase de pós-produção para estrear antes de Pânico 5, todos, certamente, renegados ao mercado de vídeo por aqui. Fora isso, desde 2000 David Arquette investe na carreira como lutador de luta livre (Wrestling) – é sério!

Drew Barrymore (Casey Becker)

Drew Barrymore era o maior nome do elenco na época do lançamento de Pânico, tanto que os realizadores a queriam no papel da protagonista Sidney. Barrymore, é claro, havia sido uma atriz mirim de sucesso, e um de seus primeiros trabalhos foi o blockbuster E.T. – O Extraterrestre (1982). Na fase adolescente se envolveu em diversos problemas pessoais com o uso de drogas e bebidas, mas deu a volta por cima emplacando em filmes como Relação Indecente, Quatro Mulheres e um Destino, Somente Elas, Amor Louco, Batman Eternamente e Todos Dizem Eu te Amo – tudo isso antes de estrelar Pânico. A atriz achou melhor optar por uma participação menor no filme, terminando com o papel da primeira vítima Casey.

A intenção da atriz era passar ao público a sensação de que nem mesmo o rosto mais conhecido do elenco estava seguro, assim tudo poderia acontecer. Algo orquestrado por Hitchcock em Psicose, porém, ainda mais intenso, já que Barrymore sai de cena logo nos primeiros minutos do filme. A atriz seguiu como nome mais forte do elenco, sendo a única considerada verdadeiramente uma estrela – dentre seus sucessos, a franquia As Panteras, da qual é produtora. Barrymore protagonizou as três temporadas de Santa Clarita Diet, da Netflix, ganhou seu próprio talk show e prepara sua volta às telonas com The Stand-In, comédia sobre uma atriz e sua dublê, onde viverá papel duplo. Seu último filme no cinema havia sido o drama Já Estou com Saudades (2015).

Skeet Ulrich (Billy Loomis)

 

 

Pânico é uma bela homenagem orquestrada pelo roteirista Kevin Williamson aos slashers do cinema. Uma das mais fortes referências é ao clássico absoluto Halloween – A Noite do Terror (1978), do mestre John Carpenter. Além das diversas citações, entre elas à atriz Jamie Lee Curtis, e do filme ser exibido na TV durante uma festa num momento chave de Pânico, o nome do personagem de Skeet Ulrich é pura dedicatória ao herói do filme de Carpenter, o psiquiatra do assassino Michael Myers, que trata de caça-lo na noite de dia das bruxas mais perigosa de todas. Porém, o personagem do saudoso Donald Pleasence era por sua vez uma dedicatória ao mestre Alfred Hitchcock e ao namorado da protagonista Janet Leigh em Psicose – que se chamava Sam Loomis (vivido pelo ator John Gavin).

Ulrich foi contratado por sua semelhança física com Johnny Depp, outro ator descoberto por Wes Craven para um de seus filmes, este no caso A Hora do Pesadelo (1984). Billy Loomis logo se torna o principal suspeito dos assassinatos, mas será que o personagem mais óbvio é mesmo o culpado? Depois de participações em filmes como Melhor é Impossível, Newton Boys e Suando Frio, todos ainda na década de 1990, Ulrich deu uma sumida e não cumpriu o estrelato prometido. Atualmente ele se encontra na série Riverdale, sucesso do canal CW.

Rose McGowan (Tatum Riley)

A morena Rose McGowan colocou uma peruca loira para viver Tatum, a desbocada cheia de atitude irmã do policial Dewey, que é também a melhor amiga da protagonista Sidney e namorada do amalucado Stu. É claro que com tantas conexões, apesar de ser a personagem preferida de muitos neste primeiro filme, a coisa ia dar ruim para Tatum. É dela que vem algumas das referências mais legais do longa, como citações a filmes, atores e diretores na forma de trocadilhos, embaralhando títulos e personalidades – como “Wes Carpenter” (mistura dos lendários cineastas do gênero). Apesar de seu destino cruel, a realidade pode ser ainda mais aterradora, já que Pânico, fora das telas, serviu como marco zero para o movimento #metoo e o início das acusações contra o mega produtor Harvey Weinstein.

Pânico foi produzido pelo empresário, e McGowan trabalharia com ele novamente no terror Fantasmas (1998). A atriz foi a primeira a vir a público com as denúncias. Na época, McGowan ainda participou de Um Crime Entre Amigas, Prontos para Detonar e foi parte do elenco fixo da série de sucesso Charmed, sobre um trio de irmãs bruxas, após a saída da problemática Shannen Doherty em 2001. Seu último filme conhecido foi em 2011, com o remake de Conan – O Bárbaro, protagonizado por Jason Momoa, no qual interpretou a vilã.

Matthew Lillard (Stu)

Outro amalucado do elenco, Matthew Lillard trazia sua excentricidade para os papeis que fazia, ficando conhecido pelo jeitão todo particular. Foi assim, por exemplo, em Hackers – Piratas de Computador (1995), no qual atuou lado a lado com a vencedora do Oscar Angelina Jolie, então uma solene desconhecida. Assim, Stu foi apenas mais uma extensão deste “personagem-ator”, cheio de trejeitos e maneirismos, além das gírias, risadas e jeito aloprado em geral.

Desta forma, não é de se espantar que o ator tenha sido escolhido para viver a versão de carne e osso do “maconheiro” Salsicha nos live-action do Scooby-Doo (2002 e 2004). Lillard segue até hoje como a voz do personagem em variadas animações. Ainda aproveitando o sucesso de Pânico, ele faria Wing Commander e 13 Fantasmas. Somente nos últimos anos foi que Matthew Lillard optou por papeis e uma atuação mais séria e contida, longe de sua sempre caricatura. O epicentro de tal mudança foi o indicado ao Oscar Os Descendentes (2011), trilha que continuou em Twin Peaks: O Retorno (2017). Atualmente, ele faz parte do elenco de Good Girls, série da Netflix.

Jamie Kennedy (Randy)

Uma das grandes sacadas de Pânico é a metalinguagem. Os personagens sabiam tudo sobre filmes de terror, e traçavam um paralelo com o que lhes ocorre na “vida real”, dentro do filme. No entanto, nenhum personagem personifica tanto este artifício quanto Randy, o funcionário cinéfilo de uma vídeo locadora (sim, Pânico já está no túnel do tempo) que entende tudo de filmes de terror. Ele é o nerd de plantão, o personagem com que todo aficionado se identifica. Devido a estas características, ele é também o eterno apaixonado pela protagonista Sidney, que nunca sai da “friend zone”.

Após o sucesso na franquia Pânico, na qual permaneceu como favorito de muitos até o terceiro episódio, Jamie Kennedy aproveitou sua popularidade para ganhar seu próprio programa de pegadinhas, intitulado The Jamie Kennedy Experiment (2002-2007). Neste período, resolveu protagonizar comédias ambiciosas para a Warner e sua subsidiária New Line, vide Sequestro em Malibu (2003) e O Filho do Máskara (2005), ambos fracassos de crítica e público, com o segundo vivendo para se tornar um dos piores filmes de todos os tempos. Em 2018, Jamie Kennedy participou de O Ataque dos Vermes Malditos 6, lançado direto em vídeo.

Wes Craven (Diretor)

O mestre Wes Craven nos deixou em agosto de 2015. Pânico viveu para se tornar um dos maiores sucessos de sua carreira, e uma muito bem-vinda reenergizada em sua filmografia, que na época amargava produções que não estavam emplacando muito com o público. É claro que Craven era dono de sucessos, como A Hora do Pesadelo (1984), mas nos anos que precederam Pânico andava meio mal das pernas. Ele havia lançado, por exemplo, Um Vampiro no Brooklyn – comédia de horror subestimada, protagonizada por Eddie Murphy, no ano anterior.

E nem mesmo uma nova investida pelos pesadelos de Freddy Kruger em 1994 se mostrou apelo de bilheteria suficiente. Craven repetiria muito da metalinguagem, dos bastidores de cinema e do filme dentro do filme tirado de O Novo Pesadelo (1994) para Pânico e suas sequências. Seus últimos trabalhos foram como produtor da série Scream e do longa de terror The Girl in the Photographs. Como diretor, Craven se despediu com Pânico 4 (2011).

Kevin Williamson (Roteirista)

Midas dos slasher adolescentes no fim da década de 1990, Kevin Williamson tinha o dedo em tudo, desde Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado, passando por Pânico e sua continuação, até Prova Final – e dizem boatos que retocou o roteiro de Halloween H20. Não bastasse isso, o escritor criou sua própria série de sucesso juvenil com Dawson’s Creek. Mas foi quando se aventurou a dirigir que as coisas saíram dos trilhos e Tentação Fatal (1999) se viu em meio a polêmicas reais, se tornando um fracasso – que muitos sequer tem conhecimento da existência.

Depois da ausência em Pânico 3, Williamson voltaria a se reunir com o colega Wes Craven para duas outras obras, o fracasso Amaldiçoados (2005) e o subestimado Pânico 4 (2011). Williamson, embora nem todos saibam, esteve por trás de seriados de sucesso, como The Following (2013-2015) e Vampire Diaries (2009-2017). Atualmente está em cartaz, como criador, da série Tell me a Story. Infelizmente, em Pânico 5 não teremos o envolvimento dos criadores originais, já que Craven faleceu há cinco anos e Williamson não terá participação no roteiro do longa.

‘A Voz Suprema do Blues’: Elenco protagonista estampa imagem de bastidores do longa; Confira!

O aguardo e aclamado A Voz Suprema do Blues, cinebiografia da Mãe do Blues Ma Rainey estrelada por Viola DavisChadwick Boseman, já está disponível no catálogo da Netflix e, agora, a plataforma de streaming divulgou uma nova imagem de bastidores trazendo o elenco protagonista.

Confira:

Dirigido por George C. Wolfe, ‘A Voz Suprema do Blues’ (Ma Rainey’s Black Bottom) é baseado na peça vencedora do Prêmio Pulitzer, escrita por August Wilson em 1982.

Chicago, 1927. Em uma sessão de gravação, surgem tensões entre Ma Rainey (Viola Davis), seu trompetista ambicioso (Chadwick Boseman) e os empresários brancos determinados a controlar a lendária Mãe do Blues. Baseado na peça do vencedor do prêmio Pulitzer August Wilson.

Glynn Turman, Taylour Paige, Dusan Brown, Colman Domingo Michael Potts também estrelam.

‘Palmer’: Drama com Justin Timberlake ganha cartaz oficial; Confira!

Apple divulgou o cartaz oficial do drama Palmer, que marca o retorno de Justin Timberlake à atuação.

Confira, junto ao trailer:

O filme foi dirigido por Fisher Stevens e escrito por Cheryl Guerriero.

A história gira em torno de Eddie Palmer (Timberlake), um ex-jogador de futebol americano que se tornou um fenômeno e que recentemente saiu da prisão, retornando para sua casa para recuperar a vida. Entretanto, ele não apenas sofre com conflitos do passado, como também se vê na vida de um jovem garoto abandonado pela mãe.

Juno TempleAlisha WainwrightJune SquibbRyder Allen completam o elenco.

Palmer tem estreia marcada para o dia 29 de janeiro de 2021.

Crítica | O Mandaloriano – Segunda Temporada É Uma Jornada Épica Tal Como A Trilogia Original de ‘Star Wars’

Muitas gerações cresceram se maravilhando nos cinemas com os filmes de ‘Star Wars’ entre as décadas de 1970 e 2000, e, desde a compra da Lucasfilm pela Disney, em 2002, a empresa do Mickey Mouse tem se dedicado a literalmente expandir o universo da galáxia muito, muito distante. De lá para cá, novos filmes foram lançados, surgiu a plataforma exclusiva Disney Plus e, nela, uma série totalmente inédita, com o enigmático e poderoso nome de ‘O Mandaloriano’. E, mesmo tendo estreado quando a plataforma ainda não estava disponível no Brasil, os fãs brasileiros puderam acompanhar a partir de novembro a metade final da segunda temporada, cujos capítulos estreavam semanalmente como as novelas, e que termina hoje em um tom épico e nostálgico.

Depois de conhecer seu verdadeiro inimigo, Mogg Gideon (Giancarlo Esposito), Din Djarin (Pedro Pascal) continua perambulando pela galáxia atrás de trabalhos que lhe tragam recompensas, só que agora ele também tem dois novos objetivos: encontrar outros Mandalorianos como ele; e encontrar um jedi para poder treinar a criança (que o público carinhosamente chamou de Baby Yoda). Nessa sua jornada, Mando irá receber diversas tarefas, que nem sempre o guiarão na direção de seus objetivos, porém na qual ele contará com a ajuda de parceiros confiáveis que ele vem conhecendo ao longo dos episódios, como Cara Dune (Gina Carano), Greef Karga (Carl Weathers), Bo-katan (Katee Sackhoff) e outros dois personagens especiais, interpretados por Rosario Dawson e Temuera Morrison.

Nesta segunda temporada, ao contrário da primeira, os oito episódios que compõem o arco são marcados por apenas duas etapas no roteiro de George Lucas, Jon Favreau e outros colaboradores: os primeiros cinco episódios têm um ritmo mais lento, meio mecânico até, com o protagonismo centrado no heroísmo de Mando e suas intermináveis missões – tal como ‘Os Doze Trabalhos de Hércules’, em que a conclusão de um desafio leva a outro; e os três episódios finais, recheados de nostalgia, para fazer emocionar o fã raiz, que conduz a um epopeico capítulo final em que é impossível segurar as lágrimas.

Quando pensamos que ‘O Mandaloriano’ é uma produção da Lucasfilm já dentro do conglomerado da Disney, é impossível não ver as influências de outras produções de sucesso da empresa, como o efeito da arma de Yondo em uma arma de Mando, cena de disputa já vista similarmente em ‘Guardiões da Galáxia’, etc. E, claro, como é, acima de tudo, uma história de George Lucas, é bem bonito identificar como ele resgata e recicla temas e argumentos já desenvolvidos por ele anteriormente (a missão de um indivíduo ter que entregar um bebê e protegê-lo durante a jornada foi primeiramente desenvolvida por ele em ‘Willow – Na Terra da Magia’), e como ele não esconde sua admiração e influência por outros grandes mestres da fantasia, como Tolkien (afinal, o que é o Baby Yoda se não o próprio Um Anel?) e George Martin e seu ‘Game of Thrones’, além de colocar influências da cultura japonesa e oriental no episódio 7, com ambientação que remete ao Japão Feudal, batalhas que lembram os clássicos episódios de Jaspion e Power Rangers, e monstrengos cujas silhuetas se assemelham ao Godzilla original.

Porém, nada disso conseguiria causar impacto no espectador se não fossem duas coisas essenciais para o universo de ‘Star Wars’: uma história emocionante e a entrega dos atores – e, em ‘O Mandaloriano’, esses dois quesitos casam muito bem. A título de exemplo, Pedro Pascal, mesmo debaixo de uma armadura, transmite o misto de sentimentos de um homem que desperta para a paternidade; e Rosario Dawson exibe todo o mistério, a destreza e a doçura de uma personagem muito amada pelos fãs. E a história – reforçada pelo carisma do boneco Baby Yoda, que faz o espectador sorrir toda vez que aparece – se conecta com o coração do espectador, que passa a sentir os mesmos dilemas do protagonista e torce por ele. Apesar disso, é importante ressaltar que embora Mando seja o herói da trama, ele não é perfeito, e o roteiro também aponta as falhas desse personagem para que tanto protagonista quanto espectador reflitam sobre como a questão dos princípios e das convicções, mesmo nas pessoas mais honradas, podem ser flexíveis diante de escolhas difíceis.

Por fim, todo o mérito deve rendido a Jon Favreau, que entregou para os fãs duas temporadas impecáveis, cheias de ensinamentos e que dialoga diretamente com os anseios dos fãs – seja fazendo piada dos defeitos dos Stormtroopers (e melhorando-os), seja trazendo cenas paralelas i-guai-zi-nhas a outras já vistas pelos fãs e de facílimo reconhecimento (o que é a cena final???), e por fim, presenteando-nos com um último episódio catártico, épico, nostálgico e zero defeitos.

A série ‘O Mandaloriano’ é um belíssimo presente para os fãs de ‘Star Wars’, com direito a cena pós-crédito que deixa todo mundo de queixo caído e ansioso pelo que vem por aí na próxima década!

’10 Horas para o Natal’ – Luis Lobianco e Cris D’Amato em Divertido Papo com o CinePop

Os cinemas brasileiros estão sendo presenteados com filme de Natal! Oba!

10 Horas Para o Natal‘ traz uma bonita mensagem sobre valorizarmos que o que  realmente importa na vida é estarmos com as pessoas que amamos. E numa conversa super divertida, a diretora Cris D’Amato e o ator Luis Lobianco revelaram o que mais gostam na ceia de Natal. Vem ver!

Os 20 Melhores Álbuns de 2020

2020 foi um ano recheado de conturbações e impedimentos – mas não para a música.

Já fazia quase uma década desde os artistas independentes e até mesmo mainstream não se aventuravam com tanta paixão em obras dignas de entrarem para a história, misturando o passado, o presente e até mesmo o futuro em narrativas competentes, escapistas e, principalmente com o intuito de nos deixarem um pouco mais confortáveis em um período marcado por descontentamentos.

Desde o eufórico Chromatica, retorno de Lady Gaga às suas raízes do final dos anos 2000, até as latinidades sensuais de Isabela Merced com o EP the better half of me, passando pelo rock alternativo do exuberante Fetch the Bolt Cutters, de Fiona Apple, separamos uma breve lista com os vinte melhores álbuns do ano.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:

20. THE BETTER HALF OF ME, Isabela Merced

“O maior sucesso que a cantora e compositora encontra aqui é a capacidade de manter-se rejuvenescida em meio a tantos lançamentos e nomes que surgem esporadicamente no mundo afora – deixando claro quais são os gêneros pelos que tem mais gosto de explorar. Em cada peça fonográfica, o ritmo e a melodia combinam-se em uma ambiência lida o suficiente para criar afinidade com seus interlocutores, mesclando humor e tragédia com toques do legado da geração millenial (como a forte presença dos anos 1980). No final das contas, the better half of me entrega muito mais do que esperávamos, merecendo muito mais carinho e reconhecimento do que provavelmente terá.” – Thiago Nolla

19. SONG FOR OUR DAUGHTER, Laura Marling

O sétimo álbum de estúdio de Laura Marling é o seu melhor até hoje. Comparando com suas obras anteriores, ‘Song for Our Daughter’ é uma narrativa místico-ficcional que traz arranjos instrumentais mais esparsos e mais fincados no minimalismo sonoro para criar uma atmosfera íntima. Os vocais impecáveis de Marling são acompanhados do violão e de uma ecoante percussão ao fundo, apoiada pela melodia apaixonante do piano e por uma produção competente de Rob Moose.

18. SILVER LANDINGS, Mandy Moore

“‘Silver Landings mantém-se coeso o suficiente ao longo de suas breves dez faixas; pautado em estilos que agora vêm dando espaço para o pop e o disco-dance­ das décadas anteriores, a artista foi ousada em se deixar levar por aquilo que mais lhe chamou a atenção. O resultado, apesar de alguns breves deslizes que se concentram na esquecível “Save a Little for Yourself”, é aplaudível ao ponto de considerarmos este um dos grandes comebacks do ano” – TN.

17. AFTER HOURS, The Weeknd

“Foi pensando numa continuidade de sua dramática arte que The Weeknds criou intenções interessantes e promissoras para After Hours, seu quarto álbum de estúdio que, seguindo o passo de tantas outras figuras de alto calibre na esfera contemporânea, resolveu se respaldar nas décadas passadas incrementar icônicas sonoridades com algumas transgressões e fusões outrora inimagináveis. E, ainda que tenha permanecido de certa maneira em sua zona de conforto, é visível o modo como sempre busca por algo diferente para entregar a seus “seguidores” – alcançando proeza invejável em grande parte.” – TN

16. HOW I’M FEELING NOW, Charli XCX

“Mais uma vez, a cantora toma as rédeas de sua carreira e faz o que bem entender com as músicas que lhe inspiraram, trabalhando numa forte parceria ao lado de produtores como Dijon DuenasA.G. Cook e BJ Burton (colaboradores de longa data que parecem sempre encontrar uma brecha para superarem a si próprios). De um lado, sua presença ganha força descomunal a cada ano sem esbarrar nas ruínas de uma monotonia fatigante; de outro, soa fora dos padrões e pode ser recebido com repulsa ou ignorância por aqueles mais acostumados com o “pop chiclete” que vem regendo 2020 desde os primeiros dias do ano.” – TN

15. AVES DE RAPINA (OST), Vários Artistas

“A proeminência de Doja Cat abre a produção com a incrível “Boss Bitch” que, mesmo seguindo uma construção já ouvida antes (ainda mais quando pensamos na transição dos anos 2000 para os 2010), transborda com um delicioso rap guiado por sintetizadores do electro e do dance-pop, entregando uma rendição frenética e inebriante ao extremo – sabendo o momento certo de recuar para um instrumental mais densa e de utilizar os familiares moduladores de voz. Pouco depois, é a vez de Charlotte Lawrence brilhar com as samples emprestadas de Nina Simone em “Joke’s On You”, ganhando um espaço mais que merecido e pavimentando uma trajetória rumo a uma discografia de bastante sucesso.” – TN

14. LETTER TO YOU, Bruce Springsteen

‘Letter to You’ é uma das conquistas mais peculiares e incríveis da carreira de Bruce Springsteen. O ícone do rock voltou seis anos depois de seu último lançamento de originais e trabalhou arduamente após um longo bloqueio criativo. Felizmente, ele se reuniu com o produtor Ron Aniello. Os versos discutem temas como arrependimento, envelhecimento e a inevitabilidade da morte – este último vindo como reflexo da morte de seu ex-colega de banda George Theiss.

13. PICK ME UP OFF THE FLOOR, Norah Jones

“A lendária e distinta Norah Jones ganhou fama nos anos 2000, quando lançou seu primeiro álbum de estúdio intitulado Come Away with Me (cuja música-título até mesmo foi regravada em uma nostálgica rendição por Emma Bunton). Depois de vender quase 30 milhões de cópias e tornar-se um dos maiores nomes do jazz-folk do século XXI, Jones teve sua carreira catapultada para uma prolífica discografia, que lhe rendeu nada menos que nove prêmios do Grammy. Agora, duas décadas depois de seu début, ela retorna à glória com sua melhor obra em dez anos, o nostálgico e que tangencia o cinematográfico ‘Pick Me Off the Floor’, que, ao longo de suas onze estupendas faixas, entra facilmente para a lista das grandes produções de 2020 que abrem com o pé direito um novo ciclo.” – TN

12. PUNISHER, Phoebe Bridgers

Phoebe Bridgers conquistou o espaço merecido em 2020 com o lançamento não apenas de seu segundo álbum de estúdio, mas de um EP poucos meses depois. Entretanto, a produção que entrou para nossa lista é ‘Punisher’ – uma continuação impecável do emo-folk já explorado em sua estreia com ‘Stranger in the Alps’. Aqui, o indie rock também ganha espaço ao longo de onze faixas escrita com candura excepcional e uma multidimensionalidade psicodélica que transforma uma simples jornada em uma aventura sinestésica.

11. SÓ, Adriana Calcanhotto

“Calcanhotto já não precisa provar nada para ninguém. Suas irretocáveis rendições vocais são conhecidas seja no escopo adulto, seja no infantil (como não recordar da série de álbuns infantis que assinou sob a alcunha de Adriana Partimpim?). Aqui, a meio-soprano lírico volta sua personalidade para elegíacos versos que puxam elementos do MPB e da bossa-nova, é claro, mas mergulhando-os no cenário contemporâneo do samba e do funk moderno, criando uma amálgama única que funciona do começo ao fim. Retomando a colaboração com o icônico Arthur Nogueira e com a presença de Dennis DJ para a oitava faixa, fica claro que a performer nunca deixa de lado simbologias ambíguas, fazendo questão de imprimir uma construção que tangencia um parnasianismo desconstruído e buscando uma releitura de tudo que já nos foi apresentado.” – TN

10. UNGODLY HOUR, Chloe x Halle

“Dois anos após o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, Chloe x Halle retornam para os holofotes com a estreia de ‘Ungodly Hours’. O novo CD é uma competente produção que explora, talvez mais que a investida anterior (‘The Kids Are Alright’), as habilidades e as incursões vocais de ambas as artistas, bem como letras recheadas com uma envolvência sensual e imediatamente relacionável com qualquer ouvinte que venha procurando boas músicas. Além disso, as irmãs se unem com a icônica produtora e compositora Nija Charles – que é conhecida por trabalhar com alguns dos maiores nomes da indústria fonográfica, incluindo SZACardi B e Lady Gaga. O resultado é uma homenagem clássica e ao mesmo tempo contemporânea a um gênero que já vinha se saturando no cenário mainstream, com uma revisitação poderosa ao fin de siècle.” – TN

9. FUTURE NOSTALGIA, Dua Lipa

Dua Lipa prova que veio para ficar – e que está pronta para fazer parte das A-Lists da esfera musical. Ao longo de onze canções unidas em um mesmo pano de fundo e convergindo para uma homenagem aplaudível àquilo que a inspira desde sempre, a cantora representa uma urgência coletiva, um pastiche cultural que é canalizado sem qualquer presunção (e era de se esperar que alguém recuperasse a união de vários segmentos, visto que há tempos não víamos isso com tanta expressividade no panorama geral). “Cool”, por exemplo, exala as repetições clássicas de bandas como Pearl Jam e mostra como alinhar os acordes retumbantes da bateria eletrônica e os bruscos cortes antes de voltar ao seu escopo onírico; “Physical” faz uma impactante e sexy declaração de amor a Olivia Newton-John e nos convida para dançar como se não houvesse amanhã; e “Break My Heart”, último single divulgado, deixaria Diana Ross muito orgulhosa.” – TN

8. SET MY HEART ON FIRE IMMEDIATELY, Perfume Genius

O álbum conceitual ‘Set My Heart on Fire Immediately’ é a produção mais ousada do ano – e um bastante prático quando se trata da exuberante carreira de Perfume Genius. Sua quinta incursão fonográfica não abre portas para um ou outro gênero musical, mas sim para dezenas de esferas que variam do art rock até o art pop, passando até mesmo pelo R&B e pelo pop acústico nesse meio tempo. Ao longo de 13 faixas, ele critica a si mesmo e ao feitio da arte, rebelando-se contra aquilo que o colocou no topo do mundo.

7. WHAT’S YOUR PLEASURE?, Jessie Ware

Jessie Ware fez um estrondoso e aplaudível retorno para o mundo da música com o lançamento de ‘What’s Your Pleasure’, seu quarto álbum de estúdio. Sua arquitetura requintada e a ressonância que criou com o hi-NRG e com o post-disco transformaram o que poderia ser uma produção qualquer em um escapismo de alta qualidade, pincelado com as conhecidas incursões semi-melancólicas e uma narcótica jornada arranjada com perfeição ao longo de doze faixas.

6. SAWAYAMA, Rina Sawayama

SAWAYAMA segue o caminho de revitalização da música mainstream e indie e equipara-se a tantos ótimos álbuns lançados em 2020. Rina, por sua vez, mostra-se como um nome que tem muito a oferecer nos próximos anos, talvez representando um futuro brilhante para a esfera fonográfica: suas habilidades criativas são invejáveis e aplaudíveis em todos os sentidos – conseguindo enterrar os poucos deslizes do álbum em performances implacáveis.” – TN

5. CHROMATICA, Lady Gaga

“O pecado de Lady Gaga é nos deixar querendo por mais – e talvez esse pecado seja expurgado em um piscar de olhos, seja quando nos deliciamos com a envolvência gritante de “Enigma”, com a viciante balada desconstruída “Sine From Above”, proferida ao lado de Sir Elton John (e a melhor colaboração do álbum, indiscutivelmente), ou com a elegíaca house pop que ganha forma com “1000 Doves”. E, em um complementar ápice, “Babylon” é uma conclusão sem quaisquer defeitos que nutre de similaridades progressivas com as icônicas produções dos anos 1990, apesar de pincelá-las com um dêitico coro gospel que não poderia ter vindo em melhor hora.” – TN

4. FOLKLORE, Taylor Swift

“Swift foge do escapismo e, ao mesmo tempo, retorna a ele: as impalpáveis texturas que delineia se distanciam de um teatralismo exacerbado, acompanhando de perto uma “humanização” que, mais que nunca, faz-se necessária. “Cardigan”, o carro-chefe do álbum, é uma crítica quase sociológica e hierárquica, guiada pelas notas lo-fi do piano que, numa rápida busca pela discografia da artista, quase nunca foi usado. De fato, Taylor sempre teve em mente construções mercadológicas, essencialmente voltadas para a compra em massa. Folklore renega tudo o que ela já foi e o que é, mas não a deixa de lado por completo, escolhendo mostrar um lado visto com brevidade em incursões menos conhecidas.” – TN

3. GOOD NEWS, Megan Thee Stallion

“Girls in the Hood”“Don’t Stop”“Body” são apenas algumas das incríveis faixas que Megan Thee Stallion constrói para sua estreia fonográfica, Good News. A rapper fez um barulho gigantesco logo em sua primeira incursão, reunindo toda a confiança e toda a sensualidade que a colocaram no centro dos holofotes e no topo das paradas. Stallion encontra todos os elementos certos e um terreno mais que fértil para fazer o que bem entende – e para celebrar o empoderamento feminino do modo mais explosivo possível.

2. ROUGH AND ROWDY WAYS, Bob Dylan

Rough and Rowdy Ways é uma narrativa que transcende o que se entende e o que se entendeu por música nas últimas décadas. Assim como Apple e seu mais recente lançamento (que alçou voo para o patamar de melhor álbum do ano), Dylan não se restringe apenas a um método de contar o que deseja e o que precisa; pelo contrário, ele tem uma necessidade intrínseca e inalienável de juntar investidas artísticas diversas e bastante abrangentes em um único lugar, fugindo do canto e optando diversas vezes por apresentações faladas – como “Crossing the Rubicon”, que premedita a epítome formada por “Key West” e por “Murder Most Foul”.” – TN

1. FETCH THE BOLT CUTTERS, Fiona Apple

“A verdade é que Fetch The Bolt Cutters vai muito além de uma simples resenha ou de algo que ouvimos apenas para passar o tempo: o novo álbum de Fiona Apple atravessa quaisquer preceitos engessados que já carregávamos da indústria musical, destroçando-os em mil pedacinhos e reorganizando-os em um romance, um thriller, um drama, cujas páginas são pequenas e suntuosas caixinhas de surpresas. Mais do que isso, este é um dos poucos casos que entrega muito mais do que promete: iniciando com um irreverente estrondo e terminando com um estrondo ainda mais espetacular.” – TN

‘Batwoman’: Javicia Leslie mostra seu uniforme nas novas imagens oficiais da 2ª temporada

A CW divulgou novas imagens promocionais da 2ª temporada de ‘Batwoman‘.

Confira, junto à promo:

A próxima temporada irá estrear no dia 17 de janeiro.

Leslie irá interpretar Ryan Wilder, uma mulher de 20 e poucos anos que está prestes a se tornar a Batwoman.

A personagem é descrita como “simpática, brincalhona e indomável. Ela não é nada como a Kate Kane, a mulher que usava o traje anteriormente. Sem alguém especial em sua vida, Ryan passou anos usando drogas, mascarando sua dor com hábitos ruins. Uma garota que roubaria leite de um gato de rua também é capaz de matar com suas próprias mãos, Ryan é o tipo mais perigoso de lutadora: altamente treinada e indisciplinada. Lésbica assumida. Atlética. E definitivamente não é o seu estereótipo de heroína”.

No Brasil, a série é exibida pela Warner Channel.

O elenco também conta com Meagan Tandy, Dougray Scott, Elizabeth Anweis, Camrus Johnson, Rachel Skarsten, Nicole Kang eGabriel Mann.

Leslie Jones e Wesley Snipes nas novas imagens oficiais de ‘Um Príncipe em Nova York 2’

A aguardada sequência de ‘Um Príncipe em Nova York‘ ganhou duas novas imagens oficiais, estampando Leslie JonesWesley Snipes.

Confira:

O filme estrelado por Eddie Murphy será lançado no dia 05 de março de 2021 na Amazon Prime Video

Na nova história, Akeem descobre que tem um filho perdido nos Estados Unidos e retorna para encontrar o novo herdeiro do trono do fictício reino de Zamunda.

O longa é dirigido por Craig Brewer.

“Depois de longos anos de espera, estou empolgado com o fato de ‘Um Príncipe em Nova York 2′ estar avançando oficialmente”, disse Murphy em um comunicado. “Nós montamos uma grande equipe, que será dirigida por Craig Brewer, que acabou de fazer um trabalho incrível em ‘Meu nome é Dolemite‘, e estou ansioso para trazer todos esses personagens clássicos e amados de volta para o cinema.”

O elenco também conta com Arsenio Hall volta como Semmi e Shari Headley retorna como Lisa McDowell, além de Tracey Morgan (Tiras em Apuros), Leslie Jones (Saturday Night LiveCaça-Fantasmas), Kiki Layne (Se a Rua Beale Falasse), Wesley Snipes, John AmosJames Earl Jones