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‘Palmer’: Drama com Justin Timberlake ganha cartaz oficial; Confira!

Apple divulgou o cartaz oficial do drama Palmer, que marca o retorno de Justin Timberlake à atuação.

Confira, junto ao trailer:

O filme foi dirigido por Fisher Stevens e escrito por Cheryl Guerriero.

A história gira em torno de Eddie Palmer (Timberlake), um ex-jogador de futebol americano que se tornou um fenômeno e que recentemente saiu da prisão, retornando para sua casa para recuperar a vida. Entretanto, ele não apenas sofre com conflitos do passado, como também se vê na vida de um jovem garoto abandonado pela mãe.

Juno TempleAlisha WainwrightJune SquibbRyder Allen completam o elenco.

Palmer tem estreia marcada para o dia 29 de janeiro de 2021.

Crítica | O Mandaloriano – Segunda Temporada É Uma Jornada Épica Tal Como A Trilogia Original de ‘Star Wars’

Muitas gerações cresceram se maravilhando nos cinemas com os filmes de ‘Star Wars’ entre as décadas de 1970 e 2000, e, desde a compra da Lucasfilm pela Disney, em 2002, a empresa do Mickey Mouse tem se dedicado a literalmente expandir o universo da galáxia muito, muito distante. De lá para cá, novos filmes foram lançados, surgiu a plataforma exclusiva Disney Plus e, nela, uma série totalmente inédita, com o enigmático e poderoso nome de ‘O Mandaloriano’. E, mesmo tendo estreado quando a plataforma ainda não estava disponível no Brasil, os fãs brasileiros puderam acompanhar a partir de novembro a metade final da segunda temporada, cujos capítulos estreavam semanalmente como as novelas, e que termina hoje em um tom épico e nostálgico.

Depois de conhecer seu verdadeiro inimigo, Mogg Gideon (Giancarlo Esposito), Din Djarin (Pedro Pascal) continua perambulando pela galáxia atrás de trabalhos que lhe tragam recompensas, só que agora ele também tem dois novos objetivos: encontrar outros Mandalorianos como ele; e encontrar um jedi para poder treinar a criança (que o público carinhosamente chamou de Baby Yoda). Nessa sua jornada, Mando irá receber diversas tarefas, que nem sempre o guiarão na direção de seus objetivos, porém na qual ele contará com a ajuda de parceiros confiáveis que ele vem conhecendo ao longo dos episódios, como Cara Dune (Gina Carano), Greef Karga (Carl Weathers), Bo-katan (Katee Sackhoff) e outros dois personagens especiais, interpretados por Rosario Dawson e Temuera Morrison.

Nesta segunda temporada, ao contrário da primeira, os oito episódios que compõem o arco são marcados por apenas duas etapas no roteiro de George Lucas, Jon Favreau e outros colaboradores: os primeiros cinco episódios têm um ritmo mais lento, meio mecânico até, com o protagonismo centrado no heroísmo de Mando e suas intermináveis missões – tal como ‘Os Doze Trabalhos de Hércules’, em que a conclusão de um desafio leva a outro; e os três episódios finais, recheados de nostalgia, para fazer emocionar o fã raiz, que conduz a um epopeico capítulo final em que é impossível segurar as lágrimas.

Quando pensamos que ‘O Mandaloriano’ é uma produção da Lucasfilm já dentro do conglomerado da Disney, é impossível não ver as influências de outras produções de sucesso da empresa, como o efeito da arma de Yondo em uma arma de Mando, cena de disputa já vista similarmente em ‘Guardiões da Galáxia’, etc. E, claro, como é, acima de tudo, uma história de George Lucas, é bem bonito identificar como ele resgata e recicla temas e argumentos já desenvolvidos por ele anteriormente (a missão de um indivíduo ter que entregar um bebê e protegê-lo durante a jornada foi primeiramente desenvolvida por ele em ‘Willow – Na Terra da Magia’), e como ele não esconde sua admiração e influência por outros grandes mestres da fantasia, como Tolkien (afinal, o que é o Baby Yoda se não o próprio Um Anel?) e George Martin e seu ‘Game of Thrones’, além de colocar influências da cultura japonesa e oriental no episódio 7, com ambientação que remete ao Japão Feudal, batalhas que lembram os clássicos episódios de Jaspion e Power Rangers, e monstrengos cujas silhuetas se assemelham ao Godzilla original.

Porém, nada disso conseguiria causar impacto no espectador se não fossem duas coisas essenciais para o universo de ‘Star Wars’: uma história emocionante e a entrega dos atores – e, em ‘O Mandaloriano’, esses dois quesitos casam muito bem. A título de exemplo, Pedro Pascal, mesmo debaixo de uma armadura, transmite o misto de sentimentos de um homem que desperta para a paternidade; e Rosario Dawson exibe todo o mistério, a destreza e a doçura de uma personagem muito amada pelos fãs. E a história – reforçada pelo carisma do boneco Baby Yoda, que faz o espectador sorrir toda vez que aparece – se conecta com o coração do espectador, que passa a sentir os mesmos dilemas do protagonista e torce por ele. Apesar disso, é importante ressaltar que embora Mando seja o herói da trama, ele não é perfeito, e o roteiro também aponta as falhas desse personagem para que tanto protagonista quanto espectador reflitam sobre como a questão dos princípios e das convicções, mesmo nas pessoas mais honradas, podem ser flexíveis diante de escolhas difíceis.

Por fim, todo o mérito deve rendido a Jon Favreau, que entregou para os fãs duas temporadas impecáveis, cheias de ensinamentos e que dialoga diretamente com os anseios dos fãs – seja fazendo piada dos defeitos dos Stormtroopers (e melhorando-os), seja trazendo cenas paralelas i-guai-zi-nhas a outras já vistas pelos fãs e de facílimo reconhecimento (o que é a cena final???), e por fim, presenteando-nos com um último episódio catártico, épico, nostálgico e zero defeitos.

A série ‘O Mandaloriano’ é um belíssimo presente para os fãs de ‘Star Wars’, com direito a cena pós-crédito que deixa todo mundo de queixo caído e ansioso pelo que vem por aí na próxima década!

’10 Horas para o Natal’ – Luis Lobianco e Cris D’Amato em Divertido Papo com o CinePop

Os cinemas brasileiros estão sendo presenteados com filme de Natal! Oba!

10 Horas Para o Natal‘ traz uma bonita mensagem sobre valorizarmos que o que  realmente importa na vida é estarmos com as pessoas que amamos. E numa conversa super divertida, a diretora Cris D’Amato e o ator Luis Lobianco revelaram o que mais gostam na ceia de Natal. Vem ver!

Os 20 Melhores Álbuns de 2020

2020 foi um ano recheado de conturbações e impedimentos – mas não para a música.

Já fazia quase uma década desde os artistas independentes e até mesmo mainstream não se aventuravam com tanta paixão em obras dignas de entrarem para a história, misturando o passado, o presente e até mesmo o futuro em narrativas competentes, escapistas e, principalmente com o intuito de nos deixarem um pouco mais confortáveis em um período marcado por descontentamentos.

Desde o eufórico Chromatica, retorno de Lady Gaga às suas raízes do final dos anos 2000, até as latinidades sensuais de Isabela Merced com o EP the better half of me, passando pelo rock alternativo do exuberante Fetch the Bolt Cutters, de Fiona Apple, separamos uma breve lista com os vinte melhores álbuns do ano.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:

20. THE BETTER HALF OF ME, Isabela Merced

“O maior sucesso que a cantora e compositora encontra aqui é a capacidade de manter-se rejuvenescida em meio a tantos lançamentos e nomes que surgem esporadicamente no mundo afora – deixando claro quais são os gêneros pelos que tem mais gosto de explorar. Em cada peça fonográfica, o ritmo e a melodia combinam-se em uma ambiência lida o suficiente para criar afinidade com seus interlocutores, mesclando humor e tragédia com toques do legado da geração millenial (como a forte presença dos anos 1980). No final das contas, the better half of me entrega muito mais do que esperávamos, merecendo muito mais carinho e reconhecimento do que provavelmente terá.” – Thiago Nolla

19. SONG FOR OUR DAUGHTER, Laura Marling

O sétimo álbum de estúdio de Laura Marling é o seu melhor até hoje. Comparando com suas obras anteriores, ‘Song for Our Daughter’ é uma narrativa místico-ficcional que traz arranjos instrumentais mais esparsos e mais fincados no minimalismo sonoro para criar uma atmosfera íntima. Os vocais impecáveis de Marling são acompanhados do violão e de uma ecoante percussão ao fundo, apoiada pela melodia apaixonante do piano e por uma produção competente de Rob Moose.

18. SILVER LANDINGS, Mandy Moore

“‘Silver Landings mantém-se coeso o suficiente ao longo de suas breves dez faixas; pautado em estilos que agora vêm dando espaço para o pop e o disco-dance­ das décadas anteriores, a artista foi ousada em se deixar levar por aquilo que mais lhe chamou a atenção. O resultado, apesar de alguns breves deslizes que se concentram na esquecível “Save a Little for Yourself”, é aplaudível ao ponto de considerarmos este um dos grandes comebacks do ano” – TN.

17. AFTER HOURS, The Weeknd

“Foi pensando numa continuidade de sua dramática arte que The Weeknds criou intenções interessantes e promissoras para After Hours, seu quarto álbum de estúdio que, seguindo o passo de tantas outras figuras de alto calibre na esfera contemporânea, resolveu se respaldar nas décadas passadas incrementar icônicas sonoridades com algumas transgressões e fusões outrora inimagináveis. E, ainda que tenha permanecido de certa maneira em sua zona de conforto, é visível o modo como sempre busca por algo diferente para entregar a seus “seguidores” – alcançando proeza invejável em grande parte.” – TN

16. HOW I’M FEELING NOW, Charli XCX

“Mais uma vez, a cantora toma as rédeas de sua carreira e faz o que bem entender com as músicas que lhe inspiraram, trabalhando numa forte parceria ao lado de produtores como Dijon DuenasA.G. Cook e BJ Burton (colaboradores de longa data que parecem sempre encontrar uma brecha para superarem a si próprios). De um lado, sua presença ganha força descomunal a cada ano sem esbarrar nas ruínas de uma monotonia fatigante; de outro, soa fora dos padrões e pode ser recebido com repulsa ou ignorância por aqueles mais acostumados com o “pop chiclete” que vem regendo 2020 desde os primeiros dias do ano.” – TN

15. AVES DE RAPINA (OST), Vários Artistas

“A proeminência de Doja Cat abre a produção com a incrível “Boss Bitch” que, mesmo seguindo uma construção já ouvida antes (ainda mais quando pensamos na transição dos anos 2000 para os 2010), transborda com um delicioso rap guiado por sintetizadores do electro e do dance-pop, entregando uma rendição frenética e inebriante ao extremo – sabendo o momento certo de recuar para um instrumental mais densa e de utilizar os familiares moduladores de voz. Pouco depois, é a vez de Charlotte Lawrence brilhar com as samples emprestadas de Nina Simone em “Joke’s On You”, ganhando um espaço mais que merecido e pavimentando uma trajetória rumo a uma discografia de bastante sucesso.” – TN

14. LETTER TO YOU, Bruce Springsteen

‘Letter to You’ é uma das conquistas mais peculiares e incríveis da carreira de Bruce Springsteen. O ícone do rock voltou seis anos depois de seu último lançamento de originais e trabalhou arduamente após um longo bloqueio criativo. Felizmente, ele se reuniu com o produtor Ron Aniello. Os versos discutem temas como arrependimento, envelhecimento e a inevitabilidade da morte – este último vindo como reflexo da morte de seu ex-colega de banda George Theiss.

13. PICK ME UP OFF THE FLOOR, Norah Jones

“A lendária e distinta Norah Jones ganhou fama nos anos 2000, quando lançou seu primeiro álbum de estúdio intitulado Come Away with Me (cuja música-título até mesmo foi regravada em uma nostálgica rendição por Emma Bunton). Depois de vender quase 30 milhões de cópias e tornar-se um dos maiores nomes do jazz-folk do século XXI, Jones teve sua carreira catapultada para uma prolífica discografia, que lhe rendeu nada menos que nove prêmios do Grammy. Agora, duas décadas depois de seu début, ela retorna à glória com sua melhor obra em dez anos, o nostálgico e que tangencia o cinematográfico ‘Pick Me Off the Floor’, que, ao longo de suas onze estupendas faixas, entra facilmente para a lista das grandes produções de 2020 que abrem com o pé direito um novo ciclo.” – TN

12. PUNISHER, Phoebe Bridgers

Phoebe Bridgers conquistou o espaço merecido em 2020 com o lançamento não apenas de seu segundo álbum de estúdio, mas de um EP poucos meses depois. Entretanto, a produção que entrou para nossa lista é ‘Punisher’ – uma continuação impecável do emo-folk já explorado em sua estreia com ‘Stranger in the Alps’. Aqui, o indie rock também ganha espaço ao longo de onze faixas escrita com candura excepcional e uma multidimensionalidade psicodélica que transforma uma simples jornada em uma aventura sinestésica.

11. SÓ, Adriana Calcanhotto

“Calcanhotto já não precisa provar nada para ninguém. Suas irretocáveis rendições vocais são conhecidas seja no escopo adulto, seja no infantil (como não recordar da série de álbuns infantis que assinou sob a alcunha de Adriana Partimpim?). Aqui, a meio-soprano lírico volta sua personalidade para elegíacos versos que puxam elementos do MPB e da bossa-nova, é claro, mas mergulhando-os no cenário contemporâneo do samba e do funk moderno, criando uma amálgama única que funciona do começo ao fim. Retomando a colaboração com o icônico Arthur Nogueira e com a presença de Dennis DJ para a oitava faixa, fica claro que a performer nunca deixa de lado simbologias ambíguas, fazendo questão de imprimir uma construção que tangencia um parnasianismo desconstruído e buscando uma releitura de tudo que já nos foi apresentado.” – TN

10. UNGODLY HOUR, Chloe x Halle

“Dois anos após o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, Chloe x Halle retornam para os holofotes com a estreia de ‘Ungodly Hours’. O novo CD é uma competente produção que explora, talvez mais que a investida anterior (‘The Kids Are Alright’), as habilidades e as incursões vocais de ambas as artistas, bem como letras recheadas com uma envolvência sensual e imediatamente relacionável com qualquer ouvinte que venha procurando boas músicas. Além disso, as irmãs se unem com a icônica produtora e compositora Nija Charles – que é conhecida por trabalhar com alguns dos maiores nomes da indústria fonográfica, incluindo SZACardi B e Lady Gaga. O resultado é uma homenagem clássica e ao mesmo tempo contemporânea a um gênero que já vinha se saturando no cenário mainstream, com uma revisitação poderosa ao fin de siècle.” – TN

9. FUTURE NOSTALGIA, Dua Lipa

Dua Lipa prova que veio para ficar – e que está pronta para fazer parte das A-Lists da esfera musical. Ao longo de onze canções unidas em um mesmo pano de fundo e convergindo para uma homenagem aplaudível àquilo que a inspira desde sempre, a cantora representa uma urgência coletiva, um pastiche cultural que é canalizado sem qualquer presunção (e era de se esperar que alguém recuperasse a união de vários segmentos, visto que há tempos não víamos isso com tanta expressividade no panorama geral). “Cool”, por exemplo, exala as repetições clássicas de bandas como Pearl Jam e mostra como alinhar os acordes retumbantes da bateria eletrônica e os bruscos cortes antes de voltar ao seu escopo onírico; “Physical” faz uma impactante e sexy declaração de amor a Olivia Newton-John e nos convida para dançar como se não houvesse amanhã; e “Break My Heart”, último single divulgado, deixaria Diana Ross muito orgulhosa.” – TN

8. SET MY HEART ON FIRE IMMEDIATELY, Perfume Genius

O álbum conceitual ‘Set My Heart on Fire Immediately’ é a produção mais ousada do ano – e um bastante prático quando se trata da exuberante carreira de Perfume Genius. Sua quinta incursão fonográfica não abre portas para um ou outro gênero musical, mas sim para dezenas de esferas que variam do art rock até o art pop, passando até mesmo pelo R&B e pelo pop acústico nesse meio tempo. Ao longo de 13 faixas, ele critica a si mesmo e ao feitio da arte, rebelando-se contra aquilo que o colocou no topo do mundo.

7. WHAT’S YOUR PLEASURE?, Jessie Ware

Jessie Ware fez um estrondoso e aplaudível retorno para o mundo da música com o lançamento de ‘What’s Your Pleasure’, seu quarto álbum de estúdio. Sua arquitetura requintada e a ressonância que criou com o hi-NRG e com o post-disco transformaram o que poderia ser uma produção qualquer em um escapismo de alta qualidade, pincelado com as conhecidas incursões semi-melancólicas e uma narcótica jornada arranjada com perfeição ao longo de doze faixas.

6. SAWAYAMA, Rina Sawayama

SAWAYAMA segue o caminho de revitalização da música mainstream e indie e equipara-se a tantos ótimos álbuns lançados em 2020. Rina, por sua vez, mostra-se como um nome que tem muito a oferecer nos próximos anos, talvez representando um futuro brilhante para a esfera fonográfica: suas habilidades criativas são invejáveis e aplaudíveis em todos os sentidos – conseguindo enterrar os poucos deslizes do álbum em performances implacáveis.” – TN

5. CHROMATICA, Lady Gaga

“O pecado de Lady Gaga é nos deixar querendo por mais – e talvez esse pecado seja expurgado em um piscar de olhos, seja quando nos deliciamos com a envolvência gritante de “Enigma”, com a viciante balada desconstruída “Sine From Above”, proferida ao lado de Sir Elton John (e a melhor colaboração do álbum, indiscutivelmente), ou com a elegíaca house pop que ganha forma com “1000 Doves”. E, em um complementar ápice, “Babylon” é uma conclusão sem quaisquer defeitos que nutre de similaridades progressivas com as icônicas produções dos anos 1990, apesar de pincelá-las com um dêitico coro gospel que não poderia ter vindo em melhor hora.” – TN

4. FOLKLORE, Taylor Swift

“Swift foge do escapismo e, ao mesmo tempo, retorna a ele: as impalpáveis texturas que delineia se distanciam de um teatralismo exacerbado, acompanhando de perto uma “humanização” que, mais que nunca, faz-se necessária. “Cardigan”, o carro-chefe do álbum, é uma crítica quase sociológica e hierárquica, guiada pelas notas lo-fi do piano que, numa rápida busca pela discografia da artista, quase nunca foi usado. De fato, Taylor sempre teve em mente construções mercadológicas, essencialmente voltadas para a compra em massa. Folklore renega tudo o que ela já foi e o que é, mas não a deixa de lado por completo, escolhendo mostrar um lado visto com brevidade em incursões menos conhecidas.” – TN

3. GOOD NEWS, Megan Thee Stallion

“Girls in the Hood”“Don’t Stop”“Body” são apenas algumas das incríveis faixas que Megan Thee Stallion constrói para sua estreia fonográfica, Good News. A rapper fez um barulho gigantesco logo em sua primeira incursão, reunindo toda a confiança e toda a sensualidade que a colocaram no centro dos holofotes e no topo das paradas. Stallion encontra todos os elementos certos e um terreno mais que fértil para fazer o que bem entende – e para celebrar o empoderamento feminino do modo mais explosivo possível.

2. ROUGH AND ROWDY WAYS, Bob Dylan

Rough and Rowdy Ways é uma narrativa que transcende o que se entende e o que se entendeu por música nas últimas décadas. Assim como Apple e seu mais recente lançamento (que alçou voo para o patamar de melhor álbum do ano), Dylan não se restringe apenas a um método de contar o que deseja e o que precisa; pelo contrário, ele tem uma necessidade intrínseca e inalienável de juntar investidas artísticas diversas e bastante abrangentes em um único lugar, fugindo do canto e optando diversas vezes por apresentações faladas – como “Crossing the Rubicon”, que premedita a epítome formada por “Key West” e por “Murder Most Foul”.” – TN

1. FETCH THE BOLT CUTTERS, Fiona Apple

“A verdade é que Fetch The Bolt Cutters vai muito além de uma simples resenha ou de algo que ouvimos apenas para passar o tempo: o novo álbum de Fiona Apple atravessa quaisquer preceitos engessados que já carregávamos da indústria musical, destroçando-os em mil pedacinhos e reorganizando-os em um romance, um thriller, um drama, cujas páginas são pequenas e suntuosas caixinhas de surpresas. Mais do que isso, este é um dos poucos casos que entrega muito mais do que promete: iniciando com um irreverente estrondo e terminando com um estrondo ainda mais espetacular.” – TN

‘Batwoman’: Javicia Leslie mostra seu uniforme nas novas imagens oficiais da 2ª temporada

A CW divulgou novas imagens promocionais da 2ª temporada de ‘Batwoman‘.

Confira, junto à promo:

A próxima temporada irá estrear no dia 17 de janeiro.

Leslie irá interpretar Ryan Wilder, uma mulher de 20 e poucos anos que está prestes a se tornar a Batwoman.

A personagem é descrita como “simpática, brincalhona e indomável. Ela não é nada como a Kate Kane, a mulher que usava o traje anteriormente. Sem alguém especial em sua vida, Ryan passou anos usando drogas, mascarando sua dor com hábitos ruins. Uma garota que roubaria leite de um gato de rua também é capaz de matar com suas próprias mãos, Ryan é o tipo mais perigoso de lutadora: altamente treinada e indisciplinada. Lésbica assumida. Atlética. E definitivamente não é o seu estereótipo de heroína”.

No Brasil, a série é exibida pela Warner Channel.

O elenco também conta com Meagan Tandy, Dougray Scott, Elizabeth Anweis, Camrus Johnson, Rachel Skarsten, Nicole Kang eGabriel Mann.

Leslie Jones e Wesley Snipes nas novas imagens oficiais de ‘Um Príncipe em Nova York 2’

A aguardada sequência de ‘Um Príncipe em Nova York‘ ganhou duas novas imagens oficiais, estampando Leslie JonesWesley Snipes.

Confira:

O filme estrelado por Eddie Murphy será lançado no dia 05 de março de 2021 na Amazon Prime Video

Na nova história, Akeem descobre que tem um filho perdido nos Estados Unidos e retorna para encontrar o novo herdeiro do trono do fictício reino de Zamunda.

O longa é dirigido por Craig Brewer.

“Depois de longos anos de espera, estou empolgado com o fato de ‘Um Príncipe em Nova York 2′ estar avançando oficialmente”, disse Murphy em um comunicado. “Nós montamos uma grande equipe, que será dirigida por Craig Brewer, que acabou de fazer um trabalho incrível em ‘Meu nome é Dolemite‘, e estou ansioso para trazer todos esses personagens clássicos e amados de volta para o cinema.”

O elenco também conta com Arsenio Hall volta como Semmi e Shari Headley retorna como Lisa McDowell, além de Tracey Morgan (Tiras em Apuros), Leslie Jones (Saturday Night LiveCaça-Fantasmas), Kiki Layne (Se a Rua Beale Falasse), Wesley Snipes, John AmosJames Earl Jones

Artigo | A breve história e o legado social de Ma Rainey, a Mãe do Blues

Depois de Selena Quintanilla Perez ganhar sua própria série através da Netflix, chegou a vez da plataforma de streaming nos apresentar a outro ícone da música – dessa vez, viajando algumas décadas no passado para relembrar um dos episódios mais incríveis e complexos da história fonográfica em A Voz Suprema do Blues. A nova cinebiografia, que já conquistou o coração da crítica e estreou hoje (18) no catálogo do serviço, trouxe ninguém menos que a vencedora do Oscar em mais uma corrida pela estatueta ao interpretar Ma Rainey, a Mãe do Blues. Acompanhando-a, temos também Chadwick Boseman em sua última performance antes de seu trágico falecimento, dando vida a um jovem trompetista que deseja fundar sua própria banda e ganhar um mundo movido pela supremacia e pelo lucro.

Entretanto, falaremos aqui sobre Ma Rainey. A lendária musicista nasceu em 1886 numa pequena cidadezinha da Geórgia, Estados Unidos, e ascendeu à fama a partir de 1915, quando abraçou o blues e trouxe o gênero para o cenário mainstream. É claro que Rainey não criou o gênero em questão, visto que ele foi construído e trazido à vida quase trinta anos de seu nascimento por descendentes afro-americanos que incorporaram cantigas de trabalho, baladas de narrativas e rimas simples à complexidade do jazz e do R&B, que vieram ainda antes. De qualquer forma, ela, ao lado de outro clássico nome – Bessie Smith, a Imperatriz do Blues – forjaram uma amizade inigualável para levarem essa incursão sonora para além das comunidades negras no sul do país, invadindo o norte dominado por brancos e deixando fortes marcas na história que seriam resgatadas muitos anos depois (por Tony Bennett e Amy Winehouse, por exemplo).

Nascida Gertrude Pridgett, a jovem adotou um alter-ego que representasse seu poder nos palcos: Rainey sugava, de um jeito positivo, o ar de qualquer lugar que passasse, por sua presença majestosa, por suas vestimentas exageradas e, principalmente, pela potência de densos e roucos vocais. Ela se montava com perucas feitas com pelos de cavalos selvagens, moedas douradas que formavam um colar em seu pescoço; uma pena de avestruz era exibida em suas apresentações para deixá-la ainda mais misteriosa, enquanto implantes dentários de ouro reluziam toda vez que abria a boca. Mas seu principal marco foi fornecer um significado diferente da melancolia do blues, guiando enredos ácidos sobre traição, empoderamento e sexo de uma forma como ninguém mais fazia.

Afinal, a cantora e compositora insurgiu como um arauto do passado e, ao mesmo tempo, do futuro: seu estilo tradicional se mesclava com características originais, ainda mais por incorporar os elementos expressivos do folk e do jazz. Ma Rainey, sem perceber ou até mesmo sem ter em mente esse objetivo, utilizou um dom invejado por muitos para dar origem a um pastiche fonográfico que serviria de base para as várias e inesperadas misturas de gênero que encontramos na sociedade contemporânea – como vemos em tantos artistas do escopo internacional.

Abrindo espaço para as experiências da comunidade negra centralizada num continente castigado pela Era Jim Crow e pelas consequências segregativas da escravidão – que, de certa forma, se tornara enraizada na mentalidade daqueles que se sentiam superiores -, suas canções até podiam estender reflexos para os ecos dos trompetes e para as melódicas teclas do piano, mas tais rendições apenas mascaravam tristes estórias de vida que ajudaram na popularização entre os ouvintes. O próprio título de “Black Bottom”, que inspirou o longa-metragem da Netflix, já se vale da irreverência para nos preparar a uma jornada quase mística por uma dança sensual e popular, remontando, de certa maneira, a uma época em que escravos encontravam um pouco de liberdade nas expressões corporais e nos rituais eternizados por seus antepassados. Em “Prove It On Me Blues”, Rainey parece se referenciar ao criar uma personagem com personalidade difícil que perde seu parceiro, mas não desanima e não aceita a culpa por ele ter fugido.

A performer fechou seu primeiro contato em 1923 com a Paramount, quatro anos depois do primeiro disco de blues ser gravado por Mamie Smith. Rainey não encontrou resistência por parte do público, visto que já tinha uma experiência quase vaudeviliana no circuito teatral, tendo se apresentado em diversas casas sulistas de espetáculo antes de finalmente viajar para Chicago e começar a expandir seu “império” para o restante do país. Em sua primeira sessão, ela nos entregou clássicas iterações como a incomparável “Bo-Weevil Blues” e a famosa “See See Rider”, uma das mais conhecidas de todos os tempos – e uma das principais quando deseja-se aprender sobre o gênero supracitado.

Diferente de tantos outros músicos conterrâneos, principalmente aqueles que almejavam uma carreira seguindo as inúmeras ramificações do blues e do jazz-country, Rainey conquistou sua reputação não apenas como profissional, mas também como empreendedora. Ma Rainey sabia exatamente o que queria e quando queria – o que explica suas mais de noventa gravações com o estúdio, um número muito maior até mesmo que os artistas brancos da época. Sua carreira com a Paramount durou breves cinco anos, mas foi o suficiente para cimentar seu legado sem ao menos perceber, ainda mais por ter arrastado Smith consigo através dessa montanha-russa. Direta, simples e honesta, as canções traziam temáticas cotidianas e abriam discussões prévias sobre sexualidade, promiscuidade, vícios, a odisseia do wanderlust, magias e superstições, e até mesmo o ato de se fazer música.

Oscilando entre a metalinguagem e a evocação histórica – utilizando o cenário afro-estadunidense na era pós-reconstrução da América do Norte, conforme William Barlow explicou em seu ensaio sobre a emergência da cultura do blues ‘Looking Up at Down’. Não é surpresa que sua importância tenha ressoado em nomes como Langston Hughes e Sterling Brown, na poesia, e na ativista Alice Walker, que a caracterizou como um modelo cultural da mulher afrodescendente e a usou como inspiração para a peça vencedora do Pulitzer ‘A Cor Púrpura’. Em ‘Black Pearls’, livro documental que retrata as rainhas do blues, a autora Daphne Harrison sumarizou com perfeição o que Ma Rainey representou e continuou representando décadas depois de sua prematura morte: uma corajosa e determinada reafirmação do que é ser negro.

‘Legacies’: 3ª temporada ganha as primeiras imagens oficiais; Confira!

A CW divulgou as primeiras imagens oficiais da 3ª temporada de ‘Legacies‘.

Confira:

O novo ciclo estreia em 21 de janeiro de 2021.

Criada por Julie Plec e Brett Matthews, a série gira em torno de uma nova geração de seres sobrenaturais dentro do mesmo universo ficcional que ‘The Vampire Diaries‘ e ‘The Originals‘. Se passará na Escola Salvatore para jovens dotados, quando a filha de Klaus Mikaelson, as gêmeas de Alaric e vários outros jovens amadurecem de forma não convencional, tentando se tornar suas melhores versões… ou sucumbindo aos seus piores impulsos. Mas, conforme a série se desenvolve, bruxas, vampiros e lobisomens terão que decidir se irão se tornar os heróis que querem ser – ou os vilões que estão destinados a se tornar.

‘Virgin River’ é renovada para a 3ª temporada

A Netflix renovou oficialmente a série romântica ‘Virgin River‘ para a 3ª temporada.

Dez episódios foram encomendados para o próximo ciclo.

De acordo com o TVLine, Zibby Allen (‘The Flash’) e Stacey Farber (‘Degrassi: The Next Generation’) entraram para o elenco do terceiro ano.

A série é uma adaptação da saga de livros da autora Robyn Carr, que conta com 20 volumes, cujo o título do primeiro é exatamente o nome da cidade onde a trama se passa.

A produção acompanha Melinda, uma enfermeira que decide abandonar sua vida na cidade grande para tentar se redescobrir no pequeno município de Virgin River. Lá, além de tentar esquecer dos erros do passado, ela vai acabar descobrindo um novo amor em sua vida.

A produção é estrelada por Martin Henderson, Alexandra Breckenridge, Annette O’Toole e Tim Matheson.

Barack Obama menciona ‘Bacurau’ como um dos melhores filmes do ano; Confira a lista!

O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, já provou que é um grande fã de filmes e séries, e todo ano costuma compartilhar sua lista de produções preferidas.

Neste ano, a lista inclui até mesmo o filme ‘Bacurau‘, aclamado drama com um toque de faroeste dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles.

Apesar de ter sido lançado no Brasil em 2019, o longa só estreou no circuito comercial dos EUA no início de 2020, antes da pandemia do Coronavírus.

Entre os outros títulos listados pro Obama, estão ‘A Voz Suprema do Blues’; cinebiografia musical estrelada por Viola Davis e Chadwick Boseman, e ‘Soul’; vindoura animação espírita da Pixar.

As séries mencionadas incluem ‘O Gambito da RainhaeThe Boys‘, produções bastante elogiadas pelo público em geral em 2020.

Confira:

“Como todo mundo, ficamos muito presos neste ano e, com o streaming ultrapassando ainda mais os limites entre cinema e TV, ampliei a lista para incluir narrativas visuais de que gostei este ano, independentemente do formato.”

Falando em ‘Bacurau‘, a revista Indie Wire divulgou que o filme foi listado como candidato à uma vaga no Oscar 2021, que será realizado em abril, e pode concorrer na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Como a estreia no circuito comercial dos EUA aconteceu no início de 2020, o título nacional ainda tem chance de concorrer.

De acordo com as novas regras da Academia, estão elegíveis as produções estrangeiras que ficaram em cartaz em Los Angeles durante uma semana deste ano, pelo menos. Sendo assim, a distribuidora americana Kino Lorber, responsável pela exibição do filme nos EUA, está fazendo campanha para uma indicação ao Oscar.

O New York Times e o The Guardian já elegeram ‘Bacurau‘ como um dos melhores filmes do ano, o que aumenta as chances, assim como aconteceu com ‘Parasita‘, do sul-coreano  Bong Joon-ho, no ano passado.

Em maio de 2019, ‘Bacurau‘ também recebeu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, onde aconteceu sua première mundial. Desde então, o longa já recebeu convites para mais de 100 festivais pelo mundo e será distribuído em mais de 30 países.

No ano passado, Bacurau‘ foi premiado como Melhor Filme durante o 37° Festival de Cinema de Munique.

No entanto, ainda não há nada confirmado oficialmente, mas o filme tem grandes chances de representar o Brasil durante a premiação mais marcante do cinema mesmo sem ter sido o escolhido pelos representantes do nosso país.

A Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais escolheu ‘Babenco – Alguém Tem Que Ouvir o Coração e Dizer: Parou‘, de Bárbara Paz, na disputa por uma vaga na categoria Melhor Filme Internacional. O documentário sobre Hector Babenco, um dos maiores cineastas brasileiros, revela como o seu amor pelo cinema o manteve vivo por tantos anos.

Assista ao trailer:

A história se passa em Bacurau, um pequeno povoado do sertão brasileiro, e dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida, falecida aos 94 anos. Dias depois, os moradores de Bacurau percebem que a comunidade nao consta mais nos mapas.

Ciclo de terror se repete no trailer retrô de ‘6:45’; Assista!

O terror ‘6:45‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

O longa é dirigido por Craig Singer.

Um casal tenta salvar seu relacionamento complicado passando férias em um resort em uma ilha tranquila. Para seu espanto, a pacata cidade litorânea está curiosamente deserta e eles rapidamente descobrem que sua história mortal está prestes a se repetir. As brigas do casal são deixadas de lado a fim de superar um ciclo doentio de terror que começa a acontecer. Não importa o que eles façam, eles acordam às 6h45 todas as manhãs nos mesmos eventos que os leva a serem cruelmente assassinados sem chance de fuga.

O elenco inclui Michael Reed, Augie Duke, Thomas Waites, Armen Garo, Ray Mancini, The 45 King e Remy Ma.

O terror ainda não possui previsão de lançamento.

‘Jovens Bruxas’: Senhora sinistra em nova cena deletada do longa; Assista!

O terror ‘Jovens Bruxas – Nova Irmandade‘, sequência do clássico filme de 1996, teve uma nova cena deletada divulgada.

Confira:

 

Na trama, um eclético quarteto de adolescentes aspirantes à bruxas recebem mais do que jamais esperavam ao se aprofundar no uso de seus recém descobertos poderes.

Jovens Bruxas – Nova Irmandade‘ foi escrito e dirigido por Zoe Lister-Jones.

Michelle Monaghan e David Duchovny vivem os pais. Cailee Spaeny, Gideon Adlon, Lovie Simone e Zoey Luna estrelam a nova versão.

Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP, o produtor Jason Blum revelou que eles mudaram de ideia para fazer jus ao clássico.

“É uma sequência. Nós mudamos de ideia. Nós procuramos diversos roteiristas e diretores e dissemos que queríamos fazer um reboot. Então a [diretora e roteirista] Zoe Lister-Jones chegou e disse: ‘Eu tenho uma ideia diferente, que tal fazer uma sequência ao invés de um reboot?’. E eu gostei mais da ideia dela do que de todos os outros. Nós a escolhemos e mudamos de ideia sobre o reboot.”, afirmou.

Assista a entrevista:

Star Wars: O Despertar da Força | Há 5 anos, Episódio VII chegava aos cinemas

Em 2012, quando a Disney anunciou a compra da Lucasfilm, o mundo do entretenimento sentiu um baque como poucas vezes na história. Na época, a casa do Mickey já tinha mostrado o desenho de adquirir a empresa fazendo pequenas homenagens em seus filmes, como algumas referências a Indiana Jones e uma série incontável de referências a Star Wars. Então, ver aquilo acontecendo foi praticamente um sinal de que veríamos pelo menos uma dessas duas franquias voltando às telonas em pouco tempo. E não demorou para isso acontecer. Logo no dia seguinte, a Disney anunciou uma nova trilogia com o primeiro capítulo dela estreando em 2015.

A Disney nunca fez questão de esconder seu desejo por “Star Wars”.

De 2012 pra frente foi aquele frenesi. Dois anos depois, em 2014, foi revelado o elenco oficial do filme com uma foto deles lendo o elenco. Os até então desconhecidos John Boyega e Daisy Ridley seriam os novos protagonistas, junto ao ator indie Oscar Isaac e ao trio principal da trilogia clássica. Nesse momento houve uma cisão entre os fãs. Teve uma galera que comemorou MUITO esse anúncio do encontro de duas gerações (eu estava nesse meio) e teve o pessoal que reclamou de “lacração” porque os heróis eram um negro, uma mulher e um latino. Mas até mesmo essas pessoas comemoraram o retorno de Mark Hamill, Carrie Fisher e do rabugento Harrison Ford, que sempre reclamava quando lembravam do papel dele em Star Wars. Na direção, J.J. Abrams, que havia feito um trabalho excelente com a franquia Star Trek, veja você, foi unanimidade.

Assim foi anunciado o novo elenco de Star Wars

Então, em novembro de 2014, a Disney quebrou a internet ao lançar o primeiro teaser oficial. Em menos de 1 minuto e meio, o estúdio conseguiu animar até os não fãs para a nova trilogia. E a melhor parte é que ele não revelava nada sobre a trama, apenas mostrava os personagens novos separados, o novo droid da saga, BB-8, o novo design dos Stormtroopers e ela, a lendária Millennium Falcon fugindo de Tie Fighters ao som do tema clássico da franquia. Pronto. Até que não ligava pros filmes ficou ansioso para ver o mais novo evento cinematográfico da década. E claro, rolaram memes e mais memes, principalmente com o diferente sabre de luz do Kylo Ren (Adam Driver) e com o formato de bola de praia do BB-8.

A partir daí, qualquer “ai” que alguém do elenco falasse virava notícia. Pouco tempo depois saiu o primeiro trailer oficial. Mais uma série de recordes foi quebrada e a empolgação aumentava. Dessa vez, o trailer mostrava o retorno de Han Solo, Leia e Luke. E um ponto curioso que talvez alguns não se lembrem é que todo o material promocional que veio depois, incluindo trailers, tv spots e pôsteres traziam o Finn (John Boyega) segurando o Sabre de Luz de Anakin Skywalker, dando a entender que ele era o Jedi da vez. E assim foi até a estreia, quando as pessoas enfim descobriram que a protagonista da vez era a Rey. Rey Skywalker? Rey Kenobi? Rey Solo? “Ah, eles vão responder isso nos próximos filmes”, diziam os fãs.

Pois bem, o filme teve mais um trailer lançado no Star Wars Day de 2015, agora narrado pelo próprio Luke Skywalker. Então chegou o dia da estreia, há exatos cinco anos, e era simplesmente impossível de conseguir um ingresso de última hora. As sessões Imax para a primeira semana se esgotaram meses antes. Cinemas tiveram que abrir sessões extras para conseguirem atender a demanda. Sessões foram fechadas para fãs fantasiados como os personagens. Os produtos de Star Wars dominavam as lojas de brinquedos e de departamentos. Foi um fenômeno. Todo mundo respirava Star Wars, que 10 anos depois do fim da trilogia prequel, enfim retornava para os cinemas. E a cena de Luke Skywalker no final? Só se falava nisso!

As críticas especializadas foram unânimes: “Excelente!”, “Brilhante!”, “O Melhor Star Wars!” e outros elogios que só eram superados pelos dos fãs empolgados após a sessão. E a bilheteria seguiu o mesmo ritmo. Foram semanas de recordes de bilheterias sendo quebrados. Pela primeira vez desde Avatar, um filme rompeu a casa dos US$ 2 bilhões ao redor do mundo, coisa que só viria a acontecer mais duas vezes depois desse Star Wars, com Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato. Jornais, revistas, programas de TV… Tudo só falava de Star Wars e de como ele apagaria de vez o gosto amargo que a trilogia prequel deixara na década passada.

Até que, meses depois, quando o filme estreou em home video, as pessoas começaram a rever com mais calma e enquanto alguns seguiam jurando amor ao Ep. VII, outros começaram a reclamar online que O Despertar da Força não passava de um reboot de Uma Nova Esperança com nova roupagem. Aí começou um debate que viria a se intensificar no ano seguinte, com o lançamento de um dos xodós dos fãs: Rogue One. Mas isso aí é assunto para a matéria do ano que vem, quando Rogue One completar cinco anos de vida.

Fato é que há cinco anos, os fãs se empolgavam como crianças com a possibilidade de ver pela primeira vez ou assistir mais uma vez um filme do universo Star Wars nos cinemas. Se a trilogia nova cumpriu ou não a expectativa é outra história, mas que Star Wars: O Despertar da Força fez história… Ah, isso é inegável.

Star Wars: O Despertar da Força está disponível no Disney+

‘Soul’: Jamie Foxx te convida para assistir a animação em novo vídeo divertido; Confira!

Para promover o lançamento da nova animação da Pixar, intitulada ‘Soul‘, a Disney divulgou um novo vídeo divertido com o ator Jamie Foxx fazendo um convite muito especial.

Confira:

A animação será lançada na Disney+ no dia 25 de dezembro.

A crítica especializada já pôde conferir a produção e as primeiras avaliações já estão entre nós. Com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa recebeu diversos elogios pela sua encantadora construção narrativa, capaz de cativar as audiências mais diversas.

Além disso, ‘Soul‘ foi considerada uma animação ousada, que cruzou o limites da própria Pixar Animation e que mostra o quão vanguardista o estúdio continua sendo.

Confira as principais avaliações do momento:

“É triste, divertida e lindamente feita” – Times (UK).

“Para qualquer um que já tenha se sentido como se não fosse o bastante, ‘Soul’ sugere aceitar que a vida não é algo que você possa entender da primeira vez” – Little White Lies.

‘Soul’ é, talvez, o filme mais existencialmente ambicioso feito pela Disney” – TheWrap.

“Um conto original sobre viver a vida ao máximo sem ser sacarino” – South Chine Morning Post.

“É difícil pensar em outro filme que se seja tão rico ou tão poderoso.” – HeyUGuys.

“‘Soul‘ é muito mais do que magia técnica e diálogos inteligentes. Por que os artistas continuam pavimentando esse caminho, apesar de nunca terem encontrado sucesso comercial, é um assunto importante”. – Johnny Oleksinski, New York Post

“O esforço mais ambicioso de Docter até momento”. – Matt Singer, ScreenCrush

“‘Soul‘ empurra a Pixar ainda mais em um território desconhecido do que nunca”. – Brandon Katz, Observer

“No final, ‘Soul‘ é um experimento da Pixar que vale muito a pena”. – Dan Kois, Slate

“A maioria das ideias do roteiro são recicladas – ou melhor, reencarnadas – de Neste Mundo e no Outro e Um Espírito Baixou em Mim, mas Soul tem sua própria elegância visual e uma linha atraente de humor baseado em animais de estimação”. – Ryan Gilbey, New Statesman

Na trama, Joe Garner é um professor de música do ensino médio que sonhava em ser um músico de jazz, e finalmente teve a chance depois de impressionar outros músicos durante um ensaio aberto no Half Note Club. No entanto, um acidente faz com que sua alma seja separada de seu corpo e transportada para o “You Seminar”, um centro no qual as almas se desenvolvem e ganham paixões antes de serem transportadas para um recém-nascido. Joe deve trabalhar com almas em treinamento, como 22, uma alma com uma visão obscura da vida depois de ficar preso por anos no You Seminar, a fim de retornar à Terra.

Jamie FoxxTina Fey lideram o elenco principal, dando vida ao professor Joe Gardner e à alma conhecida como 22, respectivamente. QuestloveDaveed DiggsPhylicia Rashad também emprestam suas vozes para o longa-metragem.

Além disso, o filme será majoritariamente guiado pela música, trazendo nomes como Trent ReznorAtticus RossJon Baptiste para uma trilha sonora original e com fortes relações com o jazz.

Pete DocterKen Powers são os diretores.

Crítica | Capital Humano: Drama com Maya Hawke e Marisa Tomei estreia HOJE na TNT

Capital Humano estreia nesta sexta-feira (18), às 22h30 (horário BSB) na TNT

São os pequenos instantes que fazem toda a diferença. As frações de minutos, que tantas vezes desdenhamos, são aquelas que reviram, transformam e redefinem as nossas histórias. Em Capital Humano, essa questão se transforma em um drama sobre o valor da vida e sobre como lidamos com as graves e catastróficas consequências originadas desse minúsculos hiatos do tempo. Com um elenco grandioso liderado por Marisa Tomei e Liev Schreiber, a produção independente de Marc Meyers pode até trazer uma história comum demais, mas a entrega nos braços de um sucessão de grandiosas atuações que roubam a nossa atenção.

Se desenvolvendo a partir de um único momento, Capital Humano é alicerçado na fatídica noite de entrega de um prêmio por excelência estudantil. E o que poderia ser um evento qualquer permeado por membros da alta sociedade, é na verdade o pilar de uma grande confusão familiar, que esconde rachaduras e dores profundas, que nada se assemelham à elegância e preciosismo de uma noite de gala que é puramente uma massageação de ego da elite branca. Criando um contraste entre as entranhas de um casamento podre e cheio de infidelidades, com uma festa cheia de ostentação e “perfeição”, o roteiro de Oren Moverman consegue se tornar perspicaz por se apoiar naquilo que funciona. Com uma trama simples – um clássico acidente de carro que rende na morte de um ciclista, com o motorista fugindo -, o drama se apega aos seus atores e acerta surpreendentemente por isso.

Com Maya Hawke cada vez mais madura em sua performance, ao lado de uma Marisa Tomei de semblante depressivo, o drama ainda nos arrebata por trazer Alex Wolf em uma atuação caótica e doentia. Como um quase estereótipo de garoto-problema, ele é de fato um menino inseguro, sem fundamentação familiar e que emana pensamentos suicidas em praticamente tudo que faz. Agressivo e explosivo, ele é a surpresa do filme que nos é guardada por tempo até demais. Se entregando ao papel de Ian com vontade e imersão, ele evidencia que o cinema independente é mesmo o seu lugar.

Mostrando diversas perspectivas de uma mesma noite, o drama consegue manter um certo nível de dinamismo por sempre mudar a nossa percepção da própria trama, mostrando como os personagens se encaixam uns nos outros, a partir de um único minuto. E mesmo com um material que não traz nada de novo em sua essência, o longa opta por se sustentar unicamente em seus atores, que carregam a narrativa do começo ao fim e são capazes de nos levar pelos momentos mais lentos do desenvolvimento dos seus respectivos arcos com leveza e naturalidade. Com uma forte carga dramática rendida na linguagem corporal dos personagens e que ainda aborda a fragilidade dos mais diversos relacionamentos, Capital Humano é um filme que tem suas falhas, poderia ir mais além, mas ainda assim conseguirá agradar aqueles que buscam um drama de impacto em uma noite de sexta-feira.

 

Steven Spielberg Completa 74 Anos | Conheça os 10 Melhores filmes do Diretor

Sinônimo não apenas de cinema entretenimento, mas a entrada de muitas crianças na paixão pela sétima arte, o cineasta Steven Spielberg completa 74 anos de vida hoje. Um dos mais celebrados realizadores de todos os tempos, o artista elevou a todo um novo patamar o conceito de diretor-celebridade, reinando absoluto e de forma sem precedentes durante a década de 1980, o berço dos blockbusters.

Spielberg chegou com a onda revolucionária que tomou Hollywood de assalto nos anos 1970, fazendo parte do movimento que contava com cineastas como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, George Lucas e Brian De Palma, todos colegas seus até hoje. Mas do pacote, somente Spielberg transcendeu ser “apenas” um diretor, se tornando uma entidade própria da sétima arte. Isso porque mesclou como nenhum outro o cinema popular de entretenimento (inclusive sendo “pai” do primeiro blockbuster da história e produzindo / dando seu selo de qualidade a inúmeras obras de sucesso no período) com filmes autorais de “arte”, o que lhe rendeu prestígio de premiações.

Indicado para absurdos 17 prêmios no Oscar e vencedor de 3 (dois como diretor e um como produtor), além de um Oscar honorário, é claro que não poderíamos deixar de homenagear este que é uma das figuras mais importantes para o cinema como temos hoje. Para isso, resolvemos listar seus 10 melhores filmes como diretor – numa votação entre os críticos e o grande público. Confira abaixo e não esqueça de comentar.

10 | Minority Report – A Nova Lei (2002)

Começamos a lista com esta que foi a primeira colaboração entre Spielberg e o astro máximo do cinema, Tom Cruise. Quando se está no topo, busca-se trabalhar com profissionais de grandiosidade igual. Assim, o maior diretor do cinema precisava colaborar com o maior astro de Hollywood. E o projeto para tal foi esta ficção científica raiz baseada num conto do autor especialista no gênero, Philip K. Dick. Na trama futurística, mais atual do que nunca, crimes foram erradicados através de uma nova tecnologia adaptada pela polícia e implementada pelo governo, onde prende-se o infrator antes que cometa a infração. O procedimento começa a ser investigado pela corregedoria a fim de tirar qualquer dúvida sobre possíveis falhas em seu sistema. Afinal, o crime precisa de fato ocorrer antes que haja a punição.

09 | Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977)

Steven Spielberg ficaria conhecido, entre outras coisas, por seus filmes de fantasia – e neste quesito engloba-se a ficção científica. E se temos na filmografia do diretor obra como Minority Report, só temos a agradecer por este primeiro trabalho do cineasta no gênero. O segundo grande filme de sua carreira explora um dos temas favoritos do artista, especialmente nesta época de seu começo: a vida inteligente fora da Terra. O espaço e o desconhecido sempre cativaram a imaginação de Spielberg, e aqui o cineasta colocava em prática tudo o que sabia sobre o tema. Na trama, estranhas ocorrências começam a acontecer numa cidade americana, com seus moradores sendo aterrorizados por forças sobrenaturais. O governo sabe de tudo, mas esconde as informações. O segredo se revela como visitantes interplanetários. Mas Contatos Imediatos vai além, e coloca em foco o drama específico de uma família e a obsessão de seu patriarca – papel de Richard Dreyfuss. O longa foi indicado para 8 Oscar, dentre os quais a primeira indicação para Spielberg como diretor.

08 | Indiana Jones e a Última Cruzada (1989)

Talvez nem todos saibam, mas o herói Indiana Jones nasceu da vontade de Spielberg em dirigir um filme da franquia 007 no cinema. Seu colega George Lucas o convenceu a abandonar esta ideia, afirmando possuir algo melhor reservado para o amigo. Foi então que sugeriu a criação de um aventureiro / professor de arqueologia – cuja jornada se passaria na década de 1930, e os vilões seriam nazistas. Assim fica inclusive mais fácil entender a brincadeira interna de colocar Sean Connery como o pai do protagonista nesta terceira aventura – já que o saudoso veterano ficaria para sempre imortalizado como o primeiro (e melhor para a maioria) intérprete do agente James Bond no cinema.

07 | Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros (1993)

Como esta lista está nos mostrando, Steven Spielberg é uma fábrica de criar sucessos. E o diretor que havia reinado na década de 80, seguiu exibindo ótima forma pela década seguinte. Um dos ápices foi esta adaptação do livro do romancista Michael Crichton – que revolucionou a história do cinema com seus efeitos especiais gerados por computadores, nunca antes apresentados desta forma. Só quem era criança na época e pôde conferir o filme nas telonas sabe o impacto geracional que a obra teve. Existe antes de Jurassic Park e depois. No quesito do que temos hoje em relação a blockbusters, este filme foi um dos grandes responsáveis e o primeiro a utilizar o CGI a favor da história. Ao contrário do que temos hoje com muitas superproduções vazias de conteúdo, Jurassic Park contou uma grande história e utilizou personagens inesquecíveis. Os dinossauros estavam de volta em grande estilo e o mundo apenas olhou em admiração.

06 | E. T. – O Extraterrestre (1982)

Recentemente em uma matéria sobre os filmes indicados ao Oscar na categoria principal que muitos desconhecem, incluí este grande sucesso da sétima arte. Que E. T. é um fenômeno absoluto de público e um dos filmes infantis mais adorados da história todos sabem. Mas que o filme igualmente obteve prestígio em premiações e emplacou inclusive no Oscar, isso nem todo mundo pode ter em mente. E. T. foi indicado para nada menos que 9 Oscar, incluindo melhor filme e melhor diretor para Spielberg (sua terceira indicação como diretor). O cineasta usou sua própria experiência de lar desfeito na infância para essa história sobre uma família sofrendo com o divórcio dos pais, onde a mulher precisava assumir a dianteira e o comando, numa época em que isso não era muito comum. Novamente, é através de uma visita vinda do espaço que a vida de todos ao redor se transformará para sempre.

05 | Prenda-me se for Capaz (2002)

Dos anos recentes, nenhum outro marcou a carreira de Steven Spielberg tanto quanto o ano de 2002. O diretor ainda entrega sucessos atualmente, e seus dois últimos filmes The Post e Jogador Nª 1 demonstram que o realizador ainda consegue cativar o público como poucos. No entanto, quando falamos de seus filmes mais queridos, o ano de 2002 foi o mais recente a trazer produções que realmente caíram no gosto dos fãs. Depois de Minority Report, o cineasta entregava no mesmo ano uma nova parceria com um astro extremamente quente. Falamos do menino de ouro Leonardo DiCaprio, a escolha perfeita para viver o jovem golpista Frank Abagnale Jr. que, numa história fantástica demais caso não fosse real, se passava por médico, advogado e piloto de avião na década de 1960. Como se não bastasse, Tom Hanks entra em cena na pele do agente do FBI caçando o jovem infrator. O desejo que fica é de uma nova colaboração entre Spielberg e DiCaprio.

04 | Tubarão (1975)

Chegando ao pódio nos deparamos com o que é uma das produções mais populares da carreira de Steven Spielberg. E não é para menos, já que o filme tem a honraria máxima de ser o primeiro blockbuster da história, o primeiro filme a ultrapassar nos EUA a marca de US$200 milhões em bilheteria. O longa fez tanto sucesso que se transformou num fenômeno. O público saía da exibição e voltava para a fila para assistir novamente, fila esta que dava voltas no quarteirão – daí o termo “arrasa-quarteirão”. Fora isso, Tubarão causou tanto impacto que as pessoas verdadeiramente ficaram com medo de frequentar as praias. Melhor para o filme, já que as mesmas corriam para os cinemas durante as férias de verão. No entanto, é sabido também que a produção do filme foi bem problemática, resultado num verdadeiro pesadelo para um então jovem Spielberg de 25 anos. A trama, é claro, fala sobre ataques de um grande tubarão branco nas praias de uma pequena cidade localizada numa ilha. O filme igualmente foi indicado ao Oscar na categoria principal.

03 | Os Caçadores da Arca Perdida (1981)

Nesta época, Steven Spielberg era o melhor dos dois mundos. O diretor era um sucesso financeiro absoluto, quebrando recordes de bilheteria, um atrás do outro. E este foi o segundo blockbuster de sua carreira, em um curto espaço de tempo. Fora isso, era o terceiro filme, num período de 6 anos, com prestígio de chegar até o Oscar. O cineasta estava no topo do mundo e queria mais. Aqui, como dito, era criado um novo herói para o cinema, saído da mente do produtor George Lucas, e do desejo de Spielberg em comandar 007. Harrison Ford, igualmente se tornava parte deste sucesso, ao ser escalado para viver o personagem de sorriso canastrão, pau para toda obra, que se metida em aventuras tão grandiosas que não ficam devendo nada para qualquer super-herói atual. E pensar que Tom Selleck, o escolhido original para o papel, perdeu uma bela bocada devido aos compromissos com a série Magnun (1980-1988). Ah sim, Os Caçadores da Arca Perdida também foi indicado ao Oscar de melhor filme.

02 | O Resgate do Soldado Ryan (1998)

Existe uma brincadeira, talvez um pouco ácida demais, que diz que “até mesmo William Shakespeare saberia que Soldado Ryan é um filme melhor que Shakespeare Apaixonado” – mas foi o segundo que se tornou o verdadeiro vencedor na categoria principal dos prêmios da Academia em 1999. Seja como for, aqui o cineasta recebia seu segundo Oscar como diretor, e colaborava pela primeira vez com outro nome de peso do cinema em Hollywood, o astro boa-praça Tom Hanks – curioso foi a primeira união da dupla ter saído em um filme de gênero, digamos, tão intenso, incomum para os dois. Essa foi a primeira incursão do cineasta num filme de guerra levado ao pé da letra, no qual somos jogados no meio do conflito de uma forma tão real e única, que só o diretor saberia mostrar. É claro que Spielberg já havia abordado o tema duas outras vezes, na comédia 1941 – Uma Guerra Muito Louca (1979) e em Império do Sol (1987) – muito mais focado em um campo de concentração japonês e visto através dos olhos de uma criança. O Resgate do Soldado Ryan é o segundo filme de Spielberg preferido na opinião de críticos e do público, e ganha nossa medalha de prata.

01 | A Lista de Schindler (1993)

Não podia ser outro. Se O Resgate do Soldado Ryan se mostrou um dos melhores filmes do gênero guerra na história do cinema, ele precisa agradecer muito a este trabalho anterior do cineasta. Mesmo quando entregou seus primeiros filmes “ditos mais sérios”, isso é, com temas não recomendados a todo tipo de público, em especial os mais jovens, Spielberg falhou em agradar uma parcela da crítica ou dos fãs. A Cor Púrpura (1985) e Império do Sol (1987) são filmes muito bons e que marcaram toda uma geração. No entanto, nenhum outro drama do diretor geraria uma comoção de apreço unânime tão forte e arrebatadora quanto A Lista de Schindler. Esse é um daqueles filmes perfeitos, que não possui detratores. Mesmo quem não gosta por razões pessoais reconhece suas inúmeras qualidades e sua importância fílmica para a sétima arte. De extrema importância pessoal para o diretor, vindo de família judia, a obra é um estarrecedor retrato do que foram os campos de concentração nazista durante a Segunda Guerra Mundial, ao mesmo tempo em que é uma edificante e belíssima história sobre um herói, um homem que salvou sozinho inúmeros judeus do extermínio. Imprescindível.

‘Mulher-Maravilha 1984’: Pedro Pascal revela como Nicolas Cage lhe serviu de inspiração

Para construir o seu vilão em ‘Mulher-Maravilha 1984‘, o astro Pedro Pascal recorreu a uma das suas grandes inspirações no ramo da atuação. Segundo ele, o veterano Nicolas Cage se tornou o seu ponto referencial no desenvolvimento do seu trabalho.

A informação foi compartilhada em uma entrevista ao portal Uproxx. Na ocasião, ele ainda refletiu brevemente sobre como Cage se tornou uma inspiração para a construção das suas cenas com a heroína Mulher-Maravilha:

“Sim, eu não me identifico com os exageros da atuação do Nicolas Cage. Mas em um determinado momento da conversa, eu estava falando sobre sobre como ele foi uma incrível influência para mim como ator, o que é verdade. E isso é tão forte que eu o uso como uma espécie de ponto de referência para me ancorar e conseguir realizar algo em alguma cena, especialmente as que contraceno com a Mulher-Maravilha”.

A Warner Bros. divulgou através do YouTube uma das faixas da trilha sonora original de Mulher-Maravilha 1984’, composta pelo vencedor do Oscar Hans Zimmer.

Lembrando que o longa já estreou nos cinemas nacionais.

Ouça:

Sucesso entre os críticos, o filme abriu com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Crítica | ‘Mulher-Maravilha 1984’ é ainda mais FANTÁSTICO que o primeiro filme

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

O elenco também conta com Chris PineKristen WiigPedro Pascal.

 

É OFICIAL! ‘Locke & Key’ é renovada para a 3ª temporada

A Netflix renovou oficialmente a série ‘Locke & Key‘ para a 3ª temporada.

“[Os produtores executivos] Carlton [Cuse] e Meredith [Averill] construíram um mundo incrível com ‘Locke and Key’ e nós estamos animados em retornar para uma terceira temporada,” afirmou Brian Wright, vice-presidente de acordos da Netfix.

Sobre a renovação, o showrunner Carlton Cuse declarou: “Nós temos algumas aventuras incríveis guardadas para os fãs da série na terceira temporada e estamos muito animados por podermos continuar nossa história através da nossa parceria com a Netflix.”

Vale lembrar que a 2ª temporada estreará apenas em 2021.

Os quadrinhos de ‘Locke & Key‘ foram publicados pela primeira vez em 2008 por Joe Hill, e acompanham uma família cujos membros são os guardiões de uma série de chaves místicas, tentando mantê-las protegidas das forças malignas do vilão Caravaggio.

A série traz Connor Jessup e Jackson Robert Scott como protagonistas, interpretando os irmãos Tyler e Bode Locke, respectivamente. 

Griffin Gluck (‘American Vandal’) e Steven Williams (‘The Leftovers’) também fazem parte do elenco. Gluck interpreta Gabe, um estudante que vai para a Academia Matheson – a mesma escola de Kinsey Locke (Emilia Jones); Williams, por sua vez, é Joe Ridgeway, um professor da mesma instituição.

Além deles, Coby Bird dá vida à Rufus Whedon, um personagem neurodivergente que se torna uma peça essencial na missão de Bode e Tyler Locke, enquanto Laysla de Oliveira interpreta a vilã Dodge.

Carlton Cuse entra como showrunner da série ao lado de HillAndre Muschietti, responsável pelo remake de ‘It – A Coisa’, havia sido cotado para dirigir os episódios, mas saiu do projeto.

Brendan Hines e Liyou Abere farão parte do próximo ciclo.

Streaming | 2020, o ano em que a novidade foi ver séries à moda antiga

Quando ainda tentava se firmar no mercado mundial, a Netflix precisou encontrar meios de popularizar seu serviço de streaming. Com o passar dos anos, eles investiram em diversas produções originais que logo fizeram o público associar o logo “Original Netflix” a qualidade. Porém, com o tempo, eles passaram a apostar mais na quantidade do que na qualidade dos conteúdos que eram adicionados ao catálogo. No entanto, se tem uma coisa que não mudou até hoje foi o formato de lançamento de séries. Bem, não mudou ainda. Isso porque a empresa do “N vermelho” foi a pioneira em incentivar as maratonas. E que maneira melhor de chamar atenção do público do que liberando temporadas inteiras de uma vez só? O esquema deu tão certo que o “Binge-Watching” – o “Maratonar” em inglês –  entrou como verbete no Dicionário Oxford, lá em 2014.

Esse formato de consumo compulsório foi incentivado por anos pela empresa, que chegou até mesmo a lançar um site para a personalização de cartões para todos os “Maratonistas” de plantão. A questão foi tão legitimada pela Netflix, que, em 2011, o CEO da empresa, Reed Hastings, chegou a afirmar que: “A marca Netflix para programas de TV é realmente sobre a compulsão […] É viciante, é emocionante, é diferente”. O problema é que um monte de estudos psicológicos passou a atribuir essa vontade de maratonar a um série de transtornos, como depressão, ansiedade e insônia. E qual marca quer ter sua imagem atrelada a isso? Então, de 2018 para cá, os incentivos a maratonar as produções pararam de ser tão frequentes como antes. Vez ou outra eles indicam uma série ou outra que “vale a maratona”, mas nem perto do que fazia antes.

O site não existe mais. Foto: Reprodução/ TechTudo

Mas vamos ser sinceros, a verdade é que o formato de lançamento da Netflix foi uma jogada genial pra época e criou um novo segmento no ramo do entretenimento que foram as “séries para maratonar”, como o fenômeno mundial Stranger Things.

Com episódios curtos e conectados, Stranger Things surfou na onda das maratonas e se tornou fenômeno da Cultura Pop.

Aí veio 2020, chegou a pandemia, a quarentena e de uma hora para a outra, bilhões de pessoas se viram trancadas em casa sem poder sair para qualquer tipo de lazer. Logo de cara, as plataformas streaming tiveram um verdadeiro boom nas inscrições. Afinal, era isso ou ter que lidar com solidão assistindo a programação carente da TV ou da programação repetitiva da TV por assinatura. Então, com novos conteúdos sendo adicionados mensalmente, Netflix e Amazon Prime Video começaram a guerrear pela audiência dos assinantes. Uma apostava em suas produções originais, enquanto a outra apostava em um catálogo mais diversificado. Nesses primeiros meses de pandemia, porém, um problema ficou claro: não tem data para a quarentena acabar. Até quando o pessoal iria aguentar assistir a uma série toda de uma vez só sem saber se demoraria muito para o isolamento terminar? E foi aí que surgiram duas séries que colocaram em conflito o formato das maratonas: Arremesso Final e The Boys.

Realizada em parceria com a ESPN, Arremesso Final é uma série que conta a trajetória vitoriosa do Chicago Bulls nos anos 1990 paralelamente ao surgimento do maior jogador de basquete da história, Michael Jordan. Os primeiros dois episódios foram exibidos simultaneamente na ESPN americana e na Netflix. Depois disso, cada semana contava com o lançamento de dois novos episódios. Como o esporte havia sido paralisado no mundo inteiro, o público esportivo virou audiência fiel da série documental. E como o nível da produção é altíssimo, Arremesso Final passou a repercutir semanalmente nas redes sociais do mundo. O sucesso foi tão grande que além de Michael Jordan, Chicago Bulls e The Last Dance (nome da série em inglês) fossem presença certa nos Trending Topics a cada novo episódio lançado. No Brasil, o efeito da série influenciou diretamente nas vendas de itens relacionados ao Chicago Bulls. Segundo a loja de materiais esportivos Netshoes, a procura por itens do time da NBA cresceu em 650% durante o mês de exibição da série. Ao fim da série, a Netflix revelou que o conteúdo foi assistido por quase 24 milhões de pessoas ao redor do mundo. Um fenômeno.

A repercussão positiva, que crescia e gerava engajamento semanalmente foi um sinal de que talvez o formato de “maratonas” estivesse começando a cansar. Mas, como era uma série muito de nicho, podia ser só coincidência.

Então chegou setembro e o Amazon Prime Video estreou a segunda temporada de The Boys, que já tinha feito um sucesso considerável na primeira temporada. Dessa vez, o formato de lançamento foi diferente. Em vez de lançar tudo de uma vez, a empresa lançou os três primeiros episódios juntos e passou a soltar um novo episódio por semana. O resultado foi estrondoso. The Boys definitivamente entrou no cenário da Cultura Pop e atingiu públicos que passaram longe da primeira temporada. Assim como Arremesso Final, semanalmente personagens da série entravam nos assuntos mais comentados do mundo, enquanto os fãs discutiam virtualmente sobre o que iria acontecer na próxima semana. Em outras palavras: lembra quando você assistia um programa na TV e ia pra escola comentar com seus amigos no dia seguinte? Isso voltou a acontecer, mas pela internet. E a cada novo episódio, mais exposição gratuita na mídia a produção conseguia, o que ajudou a transformá-la no produto consolidado que é hoje.

Por fim, com a chegada do Disney+ no Brasil com um ano de atraso e sem contar ainda com as grandes produções Marvel e Lucasfilm prometidas pela empresa, coube a Disney escalonar os lançamentos dos episódios nesse formato de um por semana para evitar que o conteúdo desgastasse muito rápido. O resultado positivo disso se deu principalmente pela primeira série original do universo Star Wars, The Mandalorian. Como a primeira temporada foi lançada em 2019 nos Estados Unidos, muitos brasileiros já haviam assistido a primeira temporada por meios ilegais. Então, a Disney carregou essa temporada completa e passou a lançar os episódios da nova temporada simultaneamente com os EUA. Um por semana. Assim como as outras séries citadas nesta matéria, a repercussão foi extremamente positiva, gerando memes, discussões, teorias… Engajamento semanal gratuito. Hoje, com o lançamento do season finale, os spoilers do episódio estão dominando os Trending Topics mundiais. O Bebê Yoda voltou a ser um fenômeno na internet há mais de um mês. É o tipo de publicidade que não se compra sem gastar milhões de dólares. E agora está acontecendo de forma gratuita e por tempo prolongado.

Essa duplinha já mostrou que não precisa de personagens famosos, apenas de uma boa história toda semana

O streaming mudou o jeito que o mundo consome séries e está a um passo de mudar a forma como consumimos cinema. No início, as “Maratonas” inovaram, fazendo com que as pessoas pudessem assistir as séries como se fossem grandes filmes. Depois de um tempo, entretanto, o formato começou a passar uma sensação de que as produções poderiam ser descartadas quando lançassem a próxima “grande série da semana”. Criando conteúdos com tramas e formatos que incentivavam a maratona. Com a volta da antiga tendência de um novo episódio por semana, o mercado passa a exigir ainda mais qualidade nos episódios individuais porque, além de terem que se sustentar como episódio em si, ainda precisam deixar o público ansioso pelo próximo capítulo. É uma nova velha forma de assistir a séries que deve se tornar a próxima grande tendência do mercado.

E você, qual formato prefere? Maratona ou um por semana? Diga nos comentários!

‘The Flight Attendant’: Série com Kaley Cuoco é renovada para a 2ª temporada

A HBO Max renovou oficialmente a série ‘The Flight Attendant‘, estrelada pela Kaley Cuoco (‘The Big Bang Theory‘), para a 2ª temporada.

“Há muito potencial para ser explorado com a Cassie e o Shane, mas estamos apenas no começo das discussões sobre suas próximas aventuras,” afirmou o produtor executivo Steve Yockey em uma declaração. “Todos ficaram impressionantes com a recepção da série. Acredito que a segunda temporada será como um novo livro, uma nova aventura. Em quais problemas ela se meterá?”

A série é baseada no livro homônimo de Chris Bohjalian, lançado em 2018.

A trama segue Cassandra Bowden, que acorda de ressaca em um quarto de hotel em Dubai… com um cadáver ao seu lado, sem saber o que aconteceu. Ao invés de chamar a polícia, ela se junta aos seus colegas de trabalho em um voo para Nova York, onde ela é interceptada por agentes do FBI, que têm algumas perguntas sobre suas recentes atividades. Sem conseguir lembrar o que aconteceu, Cassandra começa a suspeitar que ela pode ser a assassina.

O elenco ainda conta com Zosia Mamet, Michiel Huisman, Rosie Perez, T.R. Knight, Colin Woodell, Michelle Gomez, Merle Dandridge, Griffin Matthews e Nolan Gerard Funk.