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Crítica Netflix | Ava – Jessica Chastain ganha uma ‘Atômica’ para chamar de sua

Ava ou Eve?

Jessica Chastain é uma das atrizes mais empoderadas de Hollywood. Em constante apoio a questões femininas, a estrela duas vezes indicada ao Oscar usa seu status para que mais mulheres protagonizem histórias no cinema, e também participem atrás das câmeras nas mais variadas funções. Ela incentiva colegas, como a vencedora do Oscar Octavia Spencer, para que invistam em filmes como produtoras, tomando assim as rédeas de suas próprias carreiras. Não por menos é isso que Spencer tem feito, em suas recentes séries de TV, e filmes, como o thriller Ma (2019).

Não é coincidência então que o diretor de Ma seja o mesmo Tate Taylor deste Ava. O cineasta é igualmente um porta-voz de histórias femininas e tem no currículo além dos citados, Histórias Cruzadas (2011) e A Garota no Trem (2016). Taylor e Octavia Spencer são colegas de longa data, e adicionaram Chastain ao seu círculo interno de amigos após trabalharem com ela no longa citado, indicado a quatro Oscar (incluindo melhor filme), sobre empregadas e patroas na década de 1960. E após o diretor ter revivido a parceria com Spencer, segue para reviver com sua outra musa, Jessica Chastain, neste thriller de espionagem lançado recentemente na Netflix por aqui.

Também como produtora do filme, o que Jessica Chastain faz aqui é pegar um subgênero onde esperaríamos um homem protagonizando, e essencialmente transformar em uma história feminina, dona de todas as questões de seu universo. Mas veja bem, o que muitas vezes ocorre em filmes assim, é que apenas temos trocado o papel masculino pelo feminino sem que o tratamento desta adaptação seja sequer adereçado. Ou seja, apenas os nomes são trocados no roteiro. Aqui não. Ava é um thriller de espionagem e ação sobre uma assassina de aluguel, mas que aborda tópicos como o relacionamento familiar com a mãe e a irmã, ex-companheiros amorosos, o alcoolismo e até um elo paterno com o superior que a alistou.

Chastain, a produtora, faz um ótimo trabalho ao dar chance para atores esquecidos em papeis de destaque em “seu filme”. Assim, a veterana Geena Davis reaparece no papel de sua mãe, John Malkovich vive seu treinador e figura paterna e Joan Chan vive uma rainha do submundo. O mais legal é que todos recebem tempo de tela suficiente para brilhar em verdadeiras atuações e momentos que parecem saídos diretamente de um drama intimista. Este é inclusive um dos aspectos mais fortes de Ava. Além disso, a produtora traz para um dos papeis mais importantes, a melhor amiga da vida real, a atriz Jess Weixler, que interpreta sua irmã no longa. Common e Colin Farrell (com quem Chastain já havia trabalhado em Miss Julie) completam o elenco principal.

Ava, que anteriormente era intitulado Eve (e precisou, sem que saibamos o motivo, ser retrabalhado como o novo título – o que inclui redublagem e refilmagem de cenas), traz ainda exímias coreografias de luta, com Chastain (e sua dublê) sendo colocadas à prova. O filme cria cenas verdadeiramente viscerais, com direito a muito sangue e contato físico. Pode não manter o nível do citado Atômica (com Charlize Theron), talvez mais pela falta de criatividade da câmera de Taylor (em contraste aos planos-sequência arquitetados por David Leitch) do que pelo comprometimento e criatividade nos movimentos da ação em si. Fora isso, o que não falta são tiroteios e Chastain matando a torto e a direito.

Pois bem, apesar de ter sido só elogios até aqui com Ava, não espere uma reinvenção da fórmula e para apreciar minimamente a obra é preciso ter gosto pelo subgênero. O roteiro é básico, e nem de longe algo que já não tenhamos visto antes inúmeras vezes – de forma até mesmo mais chamativa. É inegável, no entanto, que aqui temos bons atores, interagindo de forma séria, o que termina por dar credibilidade a qualquer material. E apesar de se sair bem tanto no quesito ação quanto no quesito drama, sentimos falta de um aprofundamento maior em ambos. Enquanto assistia, pensava em como um diretor do nível de Quentin Tarantino, por exemplo, trataria o tema – ou melhor, ele já o fez, com Kill Bill. Dá para sentir a diferença?

Lá fora, críticos apontaram a falta de coligação justamente entre a ação e o drama do filme, como se Jessica Chastain em um vestido longo vermelho matando soldados alemães como mosquitos e Jessica Chastain abrindo o coração numa reunião do AA nunca se misturassem, como água e óleo. Fora isso, outros acharam que Chastain e sua personagem mereciam reaparecer numa sequência, mas que estavam presas a um filme que não as faz jus. Seja como for, Ava já engatilhou sua continuação – como mostra o desfecho do filme. Se irá ganhar, só o tempo dirá. Se o resultado for negativo, não vale se desesperar, pois muito em breve Chastain estará de volta ao gênero, ao lado de mais quatro mulheres muito poderosas (Penélope Cruz, Lupita Nyong’o, Diane Kruger e Fan Bingbing) na superprodução As Agentes 355.

‘A Família Addams’: Johnny Depp e Eva Green como Gomez e Mortícia em fan-pôsters da Netflix

Duas artes não oficiais da série live action d’A Família Addams‘ caíram na internet e logo viralizaram, por trazer os queridinhos de Tim Burton como protagonistas.

Nas artes, criadas por um fã desconhecido, podemos ver Johnny Depp e Eva Green como Gomez e Mortícia Addams – apesar dos astros ainda não terem sido confirmados nos papeis.

Confira:

De acordo com o site Small Screen, Burton realmente quer Johnny Depp como intérprete de Gomez. O cineasta vê o astro como “um dos poucos que poderia fazer jus ao personagem”, o marido de Mortícia.

Como muitos já sabem, Burton é um grande colaborador de Depp, que já estrelou diversas produções do cineasta, como o clássico ‘Edward Mãos de Tesouras‘ (1990).

Mas, apesar de dele expressar confiança nos talentos do astro, parece que os representantes da Netflix precisam ser convencidos sobre a escalação.

Isso porque os responsáveis pela produção querem evitar qualquer relação com as polêmicas envolvendo Depp e sua ex-esposa, Amber Heard, que o acusou de violência doméstica.

Mesmo assim, uma legião de fãs já está fazendo campanha para que Depp e Burton  voltem a trabalhar juntos na vindoura atração.

Confira:

E aí, você concorda com os pedidos?

Lembrando que a série será ambientada nos dias atuais, com Wandinha Addams atuando como a principal personagem.

O roteiro será escrito por Alfred Gough e Miles Millar, mais conhecidos por criar e produzir a série de sucesso ‘Smallville‘.

Para quem não sabe, a Família Addams foi criada pelo cartunista Charles Addams, em 1938, como tiras para a revista The New Yorker. Os personagens geraram séries live-action e animadas, livros, vídeo games e até mesmo um musical, que foi exibido no Brasil em 2012, com Daniel Boaventura e Marisa Orth como o casal Gomez e Morticia Addams.

No cinema, a criação gerou A Família Addams, grande sucesso de bilheteria de 1991, e, 2 anos depois, A Família Addams II’, ambos dirigidos por Barry Sonnenfeld. Anjelica Huston e Raul Julia interpretaram o casal Addams. Christopher Lloyd foi o Tio Fester e Christina Ricci viveu Wednesday Addams (Wandinha).

O terceiro filme, ‘O Retorno da Família Addams’, foi lançado diretamente em vídeo em 1998.

‘Falcão e o Soldado Invernal’: Novos produtos confirmam a participação do vilão [SPOILER]

A aguardada série do MCU para o Disney+, ‘Falcão e o Soldado Invernal‘, ganhou novidades e uma linha de produtos acabou confirmando a participação de um popular vilão dos quadrinhos do ‘Capitão América‘.

Segundo um usuário do Twitter, a loja on-line Zazzle colocou à disposição vários itens ligados à série, que trazem o vilão Apátrida (Flag-Smasher) em destaque.

Os produtos, que ilustram a publicação em questão, só confirmam as informações compartilhadas previamente pelo Murphy’s Multiverse – popularmente conhecido por conseguir novidades do MCU em primeira mão.

Confira:

Vale lembrar que o Apátrida é um vilão responsável por fundar a organização ULTIMATUM, que se posiciona contra qualquer nacionalismo e visa estabelecer uma Nova Ordem Mundial. Embora ele já tenha enfrentado vários heróis da Marvel, ele é comumente visto nos quadrinhos do ‘Capitão América‘. 

Confira a sinopse oficial da série:

Seguindo os eventos de ‘Vingadores: Ultimato’, Sam Wilson/Falcão e Bucky Barnes/Soldado Invernal se unem em uma aventura global que testa suas habilidades – e sua paciência – em ‘Falcão e Soldado Invernal’.

O elenco também conta Sebastian Stan, Daniel Bruh, Emily Van Camp e Noah Mills completam o elenco.

Kari Skogland, veterana da televisão norte-americana, será responsável pela direção de todos os seis episódios da nova série.

Ela é conhecida por seu trabalho em The Walking DeadFear the Walking Dead e pela aclamada série ‘The Handmaid’s Tale’.

 

‘Homem-Aranha 3’: Alfred Molina tem retorno confirmado como Dr. Octopus

A Marvel Studios e a Sony Pictures estão lentamente montando o quebra-cabeças para anunciar seu Aranhaverso em live-action nos cinemas.

Depois de vários rumores, o Hollywood Reporter confirmou que outra estrela dos filmes do ‘Homem-Aranha‘ de Sam Raimi vai aparecer em ‘Homem-Aranha 3‘, de Jon Watts.

O site confirmou que Alfred Molina vai retornar como o Doutor Octopus no terceiro filme do aracnídeo.

O vilão, interpretado por Alfred Molina, é um dos mais icônicos no panteão aracnídeo e deu as caras em Homem-Aranha 2, em 2004.

Além dele, Jamie Foxx voltará a viver o Electro.

Espera-se que o filme siga a nova batalha de Peter Parker após ter sido desmascarado publicamente por J. Jonah Jameson no final do ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘.

A estreia da continuação continua marcada para 17 de dezembro de 2021, mas é possível que, com o adiamento da produção, o lançamento seja afetado.

Além de Tom Holland voltando como o personagem-titular, Zendaya irá reprisar seu papel como MJ. E é bem provável que grande parte do elenco também retorne, incluindo Marisa Tomei e Jacob Batalon.

Lembrando que Amy Pascal atuará como produtora da sequência ao lado de Kevin Feige, representando a Sony e a Marvel, respectivamente.

Assista à nossa crítica sobre ‘Homem-Aranha: Longe de Casa‘:

E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 22: Aly Muritiba

A beleza do cinema é conseguir enxergar além do que os olhos conseguem captar. Falar de cinema é uma grande prova de amor ao sentimento das curiosidades que afligem esse imenso mundão que vivemos. Todo tipo de filme, de qualquer gênero, busca o importante elo em apresentar emoções ao espectador, seja ele quem for. Pensando em entender melhor as razões do porquê o cinema é uma coisa tão rica para nossa existência como seres humanos, esse eterno jovem cinéfilo que vos escreve buscou cinéfilos espalhados pelo Brasil (alguns até pelo mundo) para contar um pouquinho da trajetória cinéfila deles para vocês.

Nosso convidado é cineasta, baiano, formado em história pela USP. Ganhador do prêmio Global Filmmaking do Festival de Sundance em 2013, e muito elogiado por toda sua bela filmografia com destaque para: Ferrugem em 2018 (lançado no Festival de Sundance)e Para minha Amada Mortaem 2015. Aly Muritiba é um dos cineastas mais premiados da nova geração do audiovisual brasileiro. Tendo o grande Michael Haneke como um de seus diretores preferidos, fico muito feliz por Aly poder participar desse nosso questionário/entrevista cinéfilo.

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Cine Passeio é uma sala pública, com programação variada e voltada à filmes independentes e ingressos acessíveis.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente?

Jurassic Park do Steven Spielberg, o primeiro filme que eu vi numa sala de cinema.

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Michael HanekeCaché.

4) Qual seu filme nacional favorito e por quê?

Abril Despedaçado, a mais bela adaptação que o cinema brasileiro já produziu. O filme fala de um sertão profundo e violento onde a arte é apresentada como ferramenta capaz de romper o ciclo de morte.

5) O que é ser cinéfilo para você?

Amar, odiar, apreciar e rechaçar filmes, mas sempre respeitá-los através da análise crítica.

 

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Não e não acho que devam. Cinema não necessariamente precisa ser “entendido”, mas antes experimentado.

7)  Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Não sei se vão acabar, mas estão cada vez mais se tornando algo de galeria, elitizado e apartado do público. E se continuar nessa toada elitizada, prefiro que acabe.

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Caché.

 

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

De modo algum. A vide é infinitamente mais importante que o cinema.

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Temos feito filmes incríveis nos últimos anos e estamos buscando a reconciliação com o público, deixando um pouco de lado o hermetismo vazio de outros tempos.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Adirley Queirós.

12) Defina cinema com uma frase.

24 quadros de mentira por segundo. 24 quadros de verdade por segundo.

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema.

Não lembro de nenhuma específica. É sempre pipoca, gente dormindo, gente falando, gente chorando, gente sorrindo, eventualmente gente se pegando.

14) Defina ‘Cinderela Baiana’ em poucas palavras…

Um clássico.

 

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Tanto quanto um cinéfilo precisa ser diretor para apreciar um filme.  Eu, por exemplo, não sou cinéfilo e dirijo meus filmes.

16) Você é cineasta e bastante conhecido pelos cinéfilos brasileiros. Que dica você daria para os jovens que futuramente pretendem trabalhar com cinema no Brasil?

Arranje uma turma e comece já.

17) Algum artista que você ainda não trabalhou mas quer muito trabalhar?

Fernanda Montenegro.

18) Diga o pior filme que você viu na vida.

Todo filme tem algo de bom. E quem o fez merece respeito, então não consigo fazer tal eleição.

‘Pai em Dobro’: Maísa estampa pôster oficial do novo filme da Netflix; Confira!

PAI EM DOBRO (L TO R) MARCELO MEDICI as GIOVANNE and MAISA SILVA as VICENZA in PAI EM DOBRO Cr. SUZANNA TIERIE/NETFLIX © 2020

Depois do trailer, a Netflix divulgou o cartaz oficial de Pai em Dobro, novo filme original estrelado por Maísa.

Confira:

A história é centrada em Vicenza (Maísa), uma garota de 18 anos que passou a vida inteira morando em uma comunidade matriarcal hippie, em harmonia, exceto por um detalhe: ela não sabe quem é seu pai. Quando a mãe viaja para a Índia, a jovem aproveita para sair à procura dele – e acaba encontrando não um, mas dois pais!

Eduardo MoscovisMarcelo MédiciLaila Zaid completam o elenco.

Thalita Rebouças (‘Fala Sério, Mãe!’) assina o roteiro e o romance inspirado no próprio longa-metragem.

Pai em Dobro será lançado no dia 15 de janeiro de 2021.

‘Mulher-Maravilha 1984’: Patty Jenkins explica como foi rodar o filme em IMAX em novo vídeo

Em um novo vídeo de bastidores, a diretora Patty Jenkins falou sobre como foi rodar o vindouro Mulher-Maravilha 1984’ em IMAX.

Confira:

Lembrando que o longa será lançado na HBO Max em 25 de dezembro, junto com a estreia nos cinemas norte-americanos. No Brasil, chega no dia 17 de dezembro.

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

O elenco também conta com Chris PineKristen WiigPedro Pascal.

‘Matéria Negra’: Produtor de ‘Venom’ está desenvolvendo série baseada no livro best-seller

Segundo o Collider, o produtor Matt Tolmach (‘Venom’) está se reunindo mais uma vez com a Sony Pictures Television para a adaptação seriada do aclamado best-seller ‘Matéria Negra’.

Blake Crouch, autor do romance, ficará responsável pelo roteiro. A Apple já adquiriu os direitos de exibição do show.

Crouch também entra como produtor ao lado de Tolmach e David Manpearl.

O livro é descrito como um thriller sci-fi de alto-conceito que relembra ‘Amnésia’‘Looper’. A história explora escolhas e os caminhos que são tomados ou não e o quão longe alguém está disposto a ir para alcançar as vidas com as quais sonhamos.

Crouch vendeu os direitos de publicação por US$1 milhão e conseguiu mais US$1,25 milhão em um pré-acordo com a Sony ainda em 2014.

Confira a sinopse oficial:

“VOCÊ É FELIZ COM A VIDA QUE TEM?” Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve antes de acordar num laboratório, preso a uma maca.  Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para uma usina abandonada e deixado inconsciente. Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: “Bem-vindo de volta, amigo.”

Neste novo mundo, Jason leva outra vida. Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura nos leva a um universo muito maior do que imaginamos, ao mesmo tempo em que comove ao colocar em primeiro plano o amor pela família. Marcante e intimista, seus múltiplos cenários compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar a vida com que sonhamos.

‘Matéria Escura’ entrou instantanteamente para a lista de mais vendidos do New York Times, além de ser traduzido para 35 línguas diferentes.

Sapatinho Vermelho e os Sete Anões

(Red Shoes & the 7 Dwarfs)

 

Elenco:

Chloë Grace Moretz

Sam Claflin

Gina Gershon

 

Direção: Sung-Ho Hong

Gênero: Animação

Duração: 92 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 24 de Dezembro de 2020

Sinopse: 

Princesas que foram transformadas em anões buscam pelo sapato vermelho de uma dama para quebrar o feitiço, mas isso não será fácil.

Curiosidades: 

» —

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

M8 – Quando a Morte Socorre a Vida

(M8)

 

Elenco:

Juan Paiva

Raphael Logam

Henri Pagnoncelli

 

Direção: Jeferson De

Gênero: Suspense

Duração: 84 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: R$ 6 milhões

Estreia: 03 de Dezembro de 2020

Sinopse: 

Maurício é um calouro da prestigiada Universidade Federal de Medicina, filho de Cida, uma auxiliar de enfermagem, que dá duro para ver seu filho entrar pra faculdade. Em sua primeira aula de anatomia, Maurício é apresentado a M-8, corpo que servirá para estudo dele e dos amigos durante o primeiro semestre. Em uma jornada permeada de mistério e realidade, Mauricio enfrenta suas próprias angústias para desvendar a identidade desse rosto desconhecido.

Crítica | M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida – Vidas (e Mortes) Negras Importam em Novo Filme de Jeferson De (Nota: 8.0)

Curiosidades: 

» O longa é baseado no livro homônimo de Salomão Polakiewicz;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘Silk Road’: Thriller de espionagem sobre tráfico de drogas online ganha data de estreia; Confira!

De acordo com o Deadline, a Liongaste adquiriu os direitos de distribuição do thriller de espionagem intitulado ‘Silk Road‘, que chega aos cinemas norte-americanos e plataformas digitais em 19 de fevereiro de 2021.

O longa também estará disponível em Blu-ray já no dia 23 do mesmo mês.

Escrito e dirigido por Tiller Russell (‘Chicago Fire’; Chicago P.D.), o longa é baseado em eventos reais e acompanha a juventude de Ross Ulbricht (Nick Robinson) enquanto trilha sua jornada até se tornar o hacker conhecido como Dread Pirate Roberts.

Burlando diversas leis da informática, Ulbricht abre caminho para a criação da primeira rede de comércio anônima da internet para o tráfico de drogas através do site ‘Silk Road.

O longa também conta com Jason Clark, que interpreta Rick Bowden, um agente da divisão de narcóticos conhecido por seu difícil temperamento adquirido pelo trabalho nas ruas.

No entanto, ele irá enfrentar seu maior desafio ao se deparar com as atividades de Ulbricht e tentar lidar com crimes cibernéticos, algo com o qual nunca havia trabalhado.

À medida que ambos ficam encurralados em suas vidas privadas, eles protagonizam uma relação doentia de gato e rato que os faz questionar até onde seus ideais podem levá-los.

A primeira vez que a história de Ulbricht veio à tona foi através do artigo ‘Dead End on Silk Road: Internet Crime Kingpin Ross Ulbricht’s Big Fall‘, escrito pelo jornalista David Kushner para a revista Rolling Stone. 

O elenco também traz Alexandra Shipp (‘X-Men: Fênix Negra’), Jimmi Simpson (‘Westworld’), Katie Aselton (‘Legion’), Lexi Rabe (‘Vingadores: Ultimato’), Daniel Stewart (‘Icon’), Darrell Britt-Gibson (‘Barry’), e Paul Walter Hauser (‘Cobra Kai’).

Confira as primeiras imagens:

O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone

(The Godfather, Coda – The Death of Michael Corleone)

 

Elenco:

Al Pacino

Andy Garcia

Diane Keaton

 

Direção: Francis Ford Coppola

Gênero: Ação

Duração: 162 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Orçamento: US$ 54 milhões

Estreia: 3 de Dezembro de 2020

Sinopse: 

Nova York, 1979. A Ordem de San Sebastian, um dos maiores títulos dados pela Igreja, é dada para Michael Corleone, após fazer uma doação à Igreja de US$ 100 milhões, em nome da fundação Vito Corleone, da qual Mary, sua filha, é presidenta honorária. Michael está velho, doente e divorciado, mas faz atos de redenção para tornar aceitável o nome da família Corleone. Na comemoração pelo título recebido, após 8 anos de afastamento, Michael recebe “Vinnie” Mancini, seu sobrinho, que a pedido de Connie é apresentado a Michael manifestando vontade de trabalhar com o tio. Nesta tentativa de diálogo a conversa toma um rumo hostil, pois participava também da reunião Joey Zasa, que agora mantém o domínio de uma área outrora mantida por Don Vito Corleone, o pai de Michael. Vinnie é chefiado por Zasa, mas fala que não quer continuar, principalmente pela traição de Zasa de não reconhecer o poder de Michael. Vinnie é quase morto pelos capangas de Zasa e uma guerra pelo poder tem início. Um arcebispo da Igreja solicita a Michael US$ 600 milhões, pois resolveria o déficit da Igreja, oferecendo em troca que Michael ganhe o controle majoritário da Immobiliare, antiga e respeitável empresa europeia de propriedade da Igreja. Michael concorda, mas isto deixa vários membros do clero contrariados, que não o aceitam por sua vida duvidosa.

O Poderoso Chefão III completa 30 anos e ganha nova Versão nos Cinemas

Curiosidades: 

» Nova versão de ‘O Poderoso Chefão – Parte III‘, inspirada no best seller de Mario Puzo;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

O Poderoso Chefão III completa 30 anos e ganha nova Versão nos Cinemas

Se você perguntar para dez fãs de cinema qual o melhor filme de todos os tempos e qual a melhor trilogia da sétima arte, O Poderoso Chefão será a resposta para, pelo menos, nove deles. No ano em que completa 30 anos de seu lançamento, o terceiro filme da famosa trilogia ganha uma nova versão confeccionada pelo próprio criador, o cineasta Francis Ford Coppola.

E quando a Paramount convidou o diretor para a tarefa, ele considerou esta “uma oferta que não poderia recusar”. A partir do dia 3 de dezembro, em cinemas selecionados do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, O Poderoso Chefão Desfecho: A Morte de Michael Corleone estará em cartaz para presentear os fãs no fim deste ano tão difícil. Porém, os que não puderem comparecer e assistir a este grande filme em toda a sua glória nas telonas, terão a chance de conferi-lo na semana seguinte, a partir do dia 8 do mesmo mês, quando estreia nas plataformas digitais Net Now Claro, Sky, Apple TV, Google Play, Vivo, Oi, Xbox Video e PlayStation Store.

O primeiro O Poderoso Chefão (1972), como dito, ainda é o filme preferido de grande parte do público, e recebeu 11 indicações ao Oscar, vencendo 3 estatuetas: melhor filme, roteiro adaptado e protagonista para o inigualável Marlon Brando. Dois anos depois e a mesma equipe tirava do forno O Poderoso Chefão II (1974), que muitos acreditam ser ainda melhor, sendo motivo de discussões acaloradas entre os cinéfilos. Bem, ao menos para os votantes da Academia o segundo é sim melhor, já que das novas 11 indicações, saiu vitorioso de 6 desta vez, incluindo melhor filme, diretor para Coppola, roteiro adaptado e ator coadjuvante para Robert De Niro, que vive o mesmo personagem de Brando na juventude.

Dezesseis anos depois, debaixo de muito impasse e controvérsia, saía do papel O Poderoso Chefão III (1990). Para começar, Coppola não estava interessado em realizar mais uma continuação desta saga, mas quando viu que o projeto estava prestes a ser produzido sem seu envolvimento, voltou atrás e tratou um novo acordo com a Paramount. Assim, a terceira parte fechava a primeira trilogia do cinema a ter seus três filmes indicados ao Oscar principal de melhor longa – recorde que seria igualado alguns anos depois com o lançamento de O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson. O Poderoso Chefão III foi indicado para 7 Oscar, incluindo melhor filme, diretor para Coppola e ator coadjuvante para Andy Garcia – que vive o esquentado Vincent, sobrinho de Michael (Al Pacino), e filho ilegítimo de Sonny (James Caan).

O terceiro e tardio capítulo é o único da trilogia não baseado num livro. Os dois primeiros filmes são adaptações dos dramas criminais do romancista Mario Puzo. Mas isso não é dizer que O Poderoso Chefão III é um disparate, já que contou com roteiro do próprio Puzo. Então este é para onde o autor imaginou que sua trama andaria, caso optasse por escrever um novo livro. Na nova versão, Coppola inclusive se mantém fiel ao colega, intitulando-o ‘Mario Puzo´s Godfather’. No período, muitas ideias para a história surgiram, mas a que venceu as apostas foi esta narrativa sobre o envolvimento de Michael e os Corleone com o Vaticano, tentando legitimar seus negócios; a relação do protagonista com sua ex-mulher Kay (Diane Keaton) e filhos, agora crescidos; e a introdução de um novo membro do clã: o citado Vincent Mancini, o “bastardo”.

Mas no mundo do cinema, a vontade é apenas uma parte. E para os que acham que fazer um filme é pura magia, saibam que existe muito mais nas engrenagens desta máquina. Como por exemplo mudar uma história inteiramente por causa de um ator, ou até mesmo a perda do impacto que o drama deveria ter devido a uma escalação equivocada. O Poderoso Chefão III quase abriu sua primeira cena com o funeral de Michael Corleone. Tudo porque o astro Al Pacino exigia US$7 milhões de salário, ao invés dos US$5 milhões que o estúdio e o diretor estavam preparados para paga-lo. No fim, o ator vencedor do Oscar aceitou. Sorte igual, porém, não teve outro veterano. Quando Robert Duvall leu o roteiro, percebeu que dividiria o protagonismo com Pacino, com grande peso na trama desta vez. O roteiro seria quase um embate ideológico e literal entre os “irmãos”, com Tom Hagen agindo como informante agora. Assim, Duvall exigia um valor próximo ao do colega, mas o estúdio estava disposto a oferece-lo US$1 milhão. Duvall bateu o pé, e foi cortado do longa, com uma morte fora das telas.

Robert Duvall sempre manteve sua posição nesta questão sem arrependimentos, afirmando que a razão para qualquer um querer realizar uma continuação tantos anos depois era meramente financeira. E ele queria sua parte. Até mesmo Francis Ford Coppola tentou um acordo com o estúdio para o ator participar, mas a Paramount se manteve igualmente firme em sua decisão de diminuir os gastos. O diretor viria a dizer que o filme estava “incompleto” sem a participação de Duvall. Segundo o cineasta, sem Hagen, um personagem essencial, a contraparte para Michael Corleone estava faltando no filme. Para substitui-lo, foi “emendado” o personagem do advogado B. J. Harrison, claramente criado nos mesmos moldes e para desempenhar a mesma função de Hagen, porém, sem o mesmo brilho e destaque. O personagem foi interpretado por George Hamilton. Fora isso, o filho de Hagen, o Padre Andrew Hagen (John Savage), dá as caras nesta terceira parte.

Outra quase escalação curiosa foi a de Robert De Niro, que ganhou o Oscar ao viver Vito Corleone jovem na segunda parte da trilogia. O astro fez uma campanha forte para interpretar Vincent no terceiro filme, e Coppola chegou a cogitar, terminando por descartar a ideia depois. Se fosse adiante, o fato exigiria uma maquiagem ainda mais pesada a fim de envelhecer o protagonista de Pacino.

Porém, nenhuma escalação causou tanta controvérsia quanto a da personagem Mary Corleone, filha de Michael e um dos elementos centrais da narrativa. É claro que um papel suculento como este, num projeto grandioso, despertou o interesse de praticamente todas as atrizes em atividade na época em Hollywood. Até mesmo a cantora Madonna fez campanha para o papel, chegando a fazer reunião com Coppola e Robert De Niro – no final sendo considerada muito velha (então com 32 anos) para o papel. No mesmo ano, a estrela da música teria um papel importante em outro filme de máfia, a adaptação dos quadrinhos Dick Tracy, indicado para 7 Oscar e vencedor de 3 prêmios da Academia, e também estrelado por Al Pacino. No currículo do filme, até mesmo uma história trágica envolvendo a escalação de Mary: a jovem atriz Rebecca Schaeffer, conhecida na época pela série Minha Irmã é Demais (1986-1988), foi assassinada aos 21 anos de idade quando faria seu teste junto à produção para o papel.

Apesar de ser uma vaga disputadíssima, duas atrizes chegaram a recusar a personagem. A primeira foi Julia Roberts, aos 23 aninhos, na época conhecida por seu papel em Flores de Aço (que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de coadjuvante). A rejeição foi em prioridade de se tornar a protagonista no marcante Uma Linda Mulher, lançado no mesmo ano de O Poderoso Chefão III – que fez de Roberts uma estrela internacional, além de indica-la uma segunda vez ao maior prêmio do cinema. A segunda atriz a largar o papel foi uma que havia sido contratada, chegando inclusive a aparecer no set para as gravações nos primeiros dias. Winona Ryder tinha 19 anos quando concordou viver Mary Corleone no cinema – a atriz na época era considerada uma das jovens intérpretes mais talentosas e promissoras de sua geração. Sua partida súbita do projeto deu o que falar nos bastidores e na mídia, se tornando uma das polêmicas mais quentes do período. Ryder havia chegado à locação em Roma, dois dias após terminar as filmagens de Minha Mãe é uma Sereia (1990), e antes de gravar uma cena sequer, desfaleceu. Foi diagnosticada com exaustão. Boatos surgiram aos montes, desde gravidez, surto nervoso, drogas, traição do então namorado Johnny Depp, até sobre o ator tê-la convencido a abandonar o projeto para estrelar Edward Mãos de Tesoura ao seu lado. Ryder se sentiu culpada e dois anos depois capitaneou o projeto de Drácula de Bram Stoker para Coppola dirigir, um livro que o cineasta gostava muito, finalmente assim podendo colaborar juntos.

Sem muita opção, e já atrasado na produção, Coppola escalou sua filha Sofia para este trabalho desafiador. A repercussão tanto da escolha nepotista quanto da performance em si da moça, então igualmente com 19 anos de idade, foram cruéis com Sofia Coppola. As exibições teste nas cenas com a atriz teriam sido tão negativas, que Sofia precisou dublar grande parte de seus diálogos. É curioso notar que numa obra tão prestigiada, a atuação da filha do diretor siga sendo um elemento sensível. Numa virada positiva do destino, Sofia abandonaria a carreira de atriz para se tornar uma diretora igualmente prestigiada, vencedora do Oscar (pelo roteiro de Encontros e Desencontros) e uma das únicas cinco mulheres a serem indicadas pela Academia na categoria de direção. O mundo dá voltas.

Para a empreitada da nova versão, além do título originalmente planejado, Francis Ford Coppola remaneja cenas, corta quase quinze minutos excedentes (em sua opinião), inicia o filme da forma intencionada primeiramente e, sim, cria um novo desfecho nas cenas finais, que antagoniza um pouco mais seu protagonista Michael Corleone. Segundo o próprio diretor, a intenção desde o início para este terceiro filme era fazer Michael pagar por seus pecados e crimes. O Poderoso Chefão III custou US$54 milhões aos cofres da Paramount, e arrecadou US$170 milhões mundiais, com US$10 milhões só em seu fim de semana de estreia nos EUA. Com a nova versão, o filme ganha sobrevida.

Em 2010 durante uma entrevista, o ator Andy Garcia revelou que Francis Ford Coppola tinha planos para um quarto O Poderoso Chefão. A ideia do diretor era resgatar uma das possíveis tramas que quase entraram no terceiro longa, repetindo a estrutura narrativa do segundo filme, com duas linhas temporais distintas. Na primeira, Vincent (Garcia) comandava a família Corleone no presente. A segunda, mostraria a juventude de seu pai, Sonny – para o papel, Coppola estava decidido com um ator em mente: Leonardo DiCaprio. O diretor inclusive havia começado a trabalhar num roteiro com Puzo, mas a morte do autor fez Coppola abandonar a ideia. Segundo relatos, a Paramount estava decidida a dar continuidade para esta produção, mesmo que sem o envolvimento da dupla de criadores. A intenção seria levar aos cinemas os livros de Mark Winegardner, que continuaram a saga no terreno literário. Quem sabe após O Poderoso Chefão Desfecho: A Mote de Michael Corleone, uma nova faísca não tenha centelhado no coração do veterano diretor Francis Ford Coppola para uma nova investida inédita neste universo. Os fãs agradeceriam.

Amizade Maldita

(Z)

Elenco:

Keegan Connor Tracy
Jett Klyne
Sean Rogerson
Sara Canning

Direção:  Brandon Christensen

Gênero: Terror

Duração: 83 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 2 milhões

Estreia: 3 de Dezembro de 2020

Sinopse: 

Em Amizade Maldita, Kevin e Beth notam que seu filho de oito anos, Josh, tem passado bastante tempo brincando com um novo amigo imaginário, chamado Z. O que a princípio parece uma relação inofensiva, rapidamente se transforma em algo destrutivo e perigoso. É quando Beth começa a desvendar o seu próprio passado, que ela descobre que Z pode não estar apenas na imaginação do filho.

Crítica | Amizade Maldita – Misto de ‘O Amigo Oculto’ e ‘Babadook’ carece peso (Nota: 6.0)

Curiosidades: 

» O longa é dirigido por Brandon Christensen (‘Still/Born‘).

» O elenco conta com Keegan Connor TracySean RogersonJett Klyne.

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Crítica | Trolls 2 – Novo Filme é Uma Explosão de Cores e Músicas Famosas

Quando a primeira animação dos famosos bonequinhos ‘Trolls’ chegou ao cinema, no final de 2016, os cinéfilos foram surpreendidos por um longa-metragem animado, colorido, totalmente musical, com um enredo de autoestima e aceitação e um romancezinho de pano de fundo. O sucesso foi tão grande que, em pouco tempo, a Universal Pictures anunciou a sequência, ‘Trolls 2’, que chega agora aos cinemas brasileiros em sessões antecipadas de pré-estreia (embora, nos Estados Unidos, tenha sido lançado diretamente no streaming este ano).

Nesta aventura, um novo mundo se abre diante dos olhos da princesa Poppy (Anna Kendrick, dublada por Jullie), que descobre que seu condado não é o único lugar no mundo onde há trolls: há outras regiões e lá existem trolls diferentes daqueles que ela conhece. E a música pop não é a única no mundo: há outros tipos de música, e cada um desses trolls desconhecidos cantam e dançam um ritmo diferente – rock, country music, clássica, funk, techno –, sendo que cada região guarda uma corda musical. De olho nisso, a Rainha Barb (Rachel Bloom) elabora um plano para roubar todas as cordas musicais para fazer o rock prevalecer, por isso Poppy, Tronco (Justin Timberlake, dublada por Hugo Bonemer, apresentador do canal Like) e sua turma partirão numa aventura para tentar unir os povos trolls de uma vez por todas.

Baseado nos personagens criados por Thomas Dam, a história de Jonathan Aibel e Glenn Berger tem uma boa intenção, mas se perde ao tentar abraçar muitos temas em apenas uma hora e meia de duração. Com o intuito de fazer o argumento “somos diferentes, e isso é o que nos torna especiais” se encaminhar para o propósito “vamos tentar unir todos os povos porque afinal de contas somos todos trolls”, o roteiro de Maya Forbes, Wallace Wolodarsky e Elizabeth Tippet junto com Jonathan e Glenn busca expressar uma mensagem de inclusão e de diversidade, mas faz um recorte bastante específico ao centralizar a sua história considerando apenas a cultura musical estadunidense e anglo-saxônica. Assim, embora haja um breve espaço para as influências imigrantes daquele país – trolls do kpop (dublados originalmente pelas meninas do grupo Red Velvet), reggeaton e os iurulês (aquela música bem de interiorzão mesmo, de chapéu na cabeça e palha na boca, oriunda da Irlanda) – a coisa toda se resume ao tipo de música relevante para os Estados Unidos – perdendo, assim, uma boa oportunidade de botar na prática o discurso que o filme propõe, jogando luz sobre a música de outros continentes, como a japonesa, a brasileira, a angolana, etc.

O campo técnico, entretanto, permanece impecável em ‘Trolls 2’. O longa já começa com uma sequência animadíssima, uma explosão de cores e sensações que faz a gente se sentir novamente numa grande festa, seguida por um pour pourri de várias canções conhecidas do público. Há sequências de ação tais quais em videogames, efeitos visuais deslumbrantes e um desfile de tons vibrantes na tela totalmente hipnotizantes. Ficou faltando, porém, uma música-tema forte, que, no filme original fez tanto sucesso.

Trolls 2’ é um filme esteticamente lindo, animado, com uma historinha meio perdida, mas que definitivamente entretém a pimpolhada. Tem até participação do Ozzy Osbourne dublando originalmente o (adivinhem!) Rei do Rock! Vale a pena ver isso, né?

O Caso Collini

(The Collini Case)

 

Elenco:

Elyas M’Barek

Alexandra Maria Lara

Heiner Lauterbach

 

Direção: Marco Kreuzpaintner

Gênero: Suspense

Duração: 123 min.

Distribuidora: A2 Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 3 de Dezembro de 2020

Sinopse: 

Caspar Leinen é incumbido de fazer a defesa obrigatória em um caso espetacular, mas o advogado tem muito mais em jogo do que seu primeiro grande caso como advogado de defesa. A vítima é o avô de Johanna, sua namorada de infância e foi como um pai para ele. Além disso, seu oponente no tribunal será Richard Mattinger, advogado de defesa com um lendário histórico de vitórias. À medida em que se aprofunda no caso, Caspar se depara com um dos maiores escândalos judiciais da história alemã.

Curiosidades: 

» O longa é baseado no romance de Ferdinand von Schirach;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

10 Filmes Cult que Completam 20 Anos e Você PRECISA Assistir…

Todos os anos são lançados centenas de filmes (com a exceção de 2020), das mais diferentes nacionalidades. Muitos fazem enorme sucesso, tantos outros são rechaçados e odiados. Porém, existem aqueles que, embora chamem atenção da crítica caindo no gosto dos cinéfilos, na maioria das vezes terminam por passar em branco para o grande público.

Pensando nisso, o CinePOP preparou uma lista especial para você, focada no garimpo de algumas verdadeiras pérolas escondidas. E o melhor, todas estão completando vinte anos de seu lançamento em 2020. Ou seja, esta é a ocasião perfeita para correr atrás e conferi-las. Vem conhecer.

A Hora do Show

Indiscutivelmente o grande nome da representatividade no cinema negro norte-americano desde a década de 1980, Spike Lee fez as pazes com o sucesso. Seus mais recentes trabalhos voltaram a ser abraçados pela crítica e o mais importante: caíram nas graças da nova geração. Infiltrado na Klan (2018) se tornou muito popular e emplacou inclusive no Oscar; e Destacamento Blood (2020), seu último filme lançado pela Netflix, é um dos mais elogiados do ano. Nada melhor então do que revisitar uma obra meio apagada na filmografia do cineasta.

A Hora do Show (Bamboozled) é escrito e dirigido por Lee como uma crítica – talvez à frente de seu tempo. Este é uma espécie de Primavera para Hitler (1967) traduzido às questões raciais do universo afrodescendente. Na trama, um executivo de uma grande emissora de TV planeja ser demitido e para isso bola um programa com o objetivo de extrapolar toda e qualquer moral e bom senso: um show onde os apresentadores negros pintariam seus rostos de preto, trazendo de volta o infame conceito de mau gosto do “Blackface”. Mas o tiro sai pela culatra e o programa se torna um sucesso.

Tigerland – A Caminho da Guerra

O diretor Joel Schumacher nos deixou há pouco tempo, aos 80 anos. E este é um de seus filmes mais subestimados e desconhecidos. O longa é o responsável por revelar o ator Colin Farrell, e traz um impactante desempenho dele, muito elogiado pelos críticos. Farrell vive Roland Bozz, o rebelde líder de um grupo de recrutas em treinamento para serem despachados para o Vietnã em 1971, neste drama de guerra.

Batalha Real

Os cinéfilos e fãs deste longa notaram grandes semelhanças com a franquia juvenil Jogos Vorazes, que claramente se inspirou nesta obra japonesa. Fora isso, também baseado num livro e dirigido por Kinji Fukasabu, este filme possui a honra de ter sido elogiado por Quentin Tarantino – que o considerou a melhor produção cinematográfica de seu respectivo ano. Na trama, num futuro distópico, o governo japonês força alunos colegiais a se digladiarem até a morte, tudo sancionado pelo ato revolucionário conhecido como “Batalha Real” – isto é, uma mistura de 1984 e Uma Noite de Crime.

A Sombra do Vampiro

Produção obrigatória para os fãs de terror e filmes de vampiro. Mas a obra vai além, sendo igualmente recomendada para os fãs de clássicos da sétima arte e de filmes sobre filmes. Usando de muita criatividade em sua narrativa, o longa retrata as filmagens do clássico Nosferatu (1922) – e traz John Malkovich como o diretor alemão F.W. Murnau, e Willem Dafoe como o protagonista Max Schreck. A ótima sacada desta produção, de ninguém menos que Nicolas Cage, é apresentar o ator principal como um vampiro de verdade. A Sombra do Vampiro foi indicado aos Oscar de melhor ator coadjuvante (Dafoe) e melhor maquiagem.

A Enfermeira Betty

A estrela Renée Zellweger andava meio sumida, mas este ano voltou aos holofotes com Judy – Muito Além do Arco-Íris e até ganhou um Oscar pelo papel (o segundo de sua carreira). Esperamos que ela siga em voga e em bons papeis. Voltando vinte anos no passado, nos deparamos com um dos ótimos desempenhos de sua filmografia – e um não muito falado. Aqui, nesta comédia criativa e nonsense, ela vive uma mulher sofrendo de uma obsessão pós-traumática ao ver seu marido ser morto por assassinos profissionais (Morgan Freeman e Chris Rock). A obra é levada num tom de sátira, e a protagonista termina criando um mundo de fantasia em sua mente, no qual acredita que a história de uma novela é real. Pela atuação, Zellweger levou para casa o Globo de Ouro daquele ano.

Boa de Briga

Antes de Velozes e Furiosos (2001) e de ficar estereotipada nos papeis de personagens duronas em filmes de ação, a descendente de porto-riquenhos e dominicanos Michelle Rodriguez estreava no cinema neste drama de esporte. No filme, a atriz interpreta Diana, uma jovem que sem o apoio da família começa a treinar boxe e se torna uma lutadora de sucesso. A obra foi escrita e dirigida pela cineasta Karyn Kusama (O Peso do Passado) e ganhou prêmio no prestigiado Festival de Cannes.

Além dos Limites

Por falar em filme de esportes, aqui temos um dos mais interessantes exemplares do gênero. E um que de quebra é também um dos melhores romances dos últimos 20 anos no cinema. O que faz um bom filme de esporte, ou de fato qualquer filme bom, é em grande parte o desenvolvimento de seus personagens. E aqui temos exatamente isso nesta obra escrita e dirigida pela cineasta Gina Prince-Bythewood (The Old Guard), que é uma espécie de trilogia Antes do Amanhecer passado no universo de jovens negros jogadores de basquete. Na trama, Quincy (Omar Epps) e Monica (Sanaa Lathan) são universitários namorados que precisam deixar seu relacionamento de lado a fim de seguir carreira no esporte. Assim, ao longo dos anos, da juventude até se tornarem jogadores de sucesso variado, suas vidas se entrecruzam.

Audição

Fazendo sua estreia no Festival de Vancouver (e não em Toronto), no Canadá em 1999, este filme japonês de terror chegou no ano seguinte para o resto do mundo. Baseado num livro e dirigido pelo ótimo Takashi Mike, o longa mostra um viúvo realizando estranhas audições a fim de encontrar uma nova esposa. Dentre as candidatas, a jovem que desperta seu interesse se mostra algo diferente do que aparenta.

Sexy Beast

Tour de force do ótimo, mas às vezes subestimado, vencedor do Oscar Ben Kingsley – que inclusive recebeu nova indicação por seu desempenho aqui na pele de um insistente e ameaçador mafioso. O filme é dirigido por Jonathan Glazer, que fez sua debute com o longa e desde então se aventurou apenas outras duas vezes na direção de uma obra – sempre entregando trabalhos chamativos, vide Reencarnação (2004), com Nicole Kidman, e Sob a Pele (2013), com Scarlett Johansson, este último uma das melhores produções dos últimos 20 anos. Aqui, ele cria uma história tensa, porém, de certa forma divertida, sobre criminosos saindo da aposentadoria para um último serviço.

Dançando no Escuro

Acostumado com a controvérsia na qual pautou sua carreira, o dinamarquês Lars von Trier conhece como ninguém o afeto e ódio de maneira igual dos críticos e público. Aqui, no entanto, ele cria uma de suas produções mais unânimes e adoradas, vencedora da Palma de Ouro e melhor atriz para a protagonista Björk em Cannes– que ainda recebeu indicações ao Globo de Ouro de melhor atriz e melhor canção (também indicada no Oscar). Na trama, a cantora interpreta uma mulher humilde, trabalhando numa fábrica para o sustento do filho, cuja paixão são os clássicos musicais de Hollywood. Para fugir de seus problemas e da cruel realidade, ela recorre à fantasia, se imaginando numa produção do gênero. Dançando no Escuro é por si só um musical enquanto homenageia as obras do gênero de uma forma única e muito criativa.

Gal Gadot e Patty Jenkins sobre ‘Mulher-Maravilha’: “Disseram que seria um fracasso…” [EXCLUSIVO]

Quando Mulher-Maravilha foi lançado em 2017, os filmes estrelados por super-heroínas eram escassos nos cinemas após os fracassos de ‘Mulher-Gato‘ (2004) e ‘Elektra‘ (2005).

Apesar de vários executivos de Hollywood duvidarem do sucesso da produção, Mulher-Maravilha se tornou um fenômeno e arrecadou US$ 821,8 milhões mundialmente e abriu o caminho para novas superproduções estreladas por mulheres, como ‘Aves de Rapina‘ (2020) e ‘Viúva Negra‘ (2021).

Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP, a diretora Patty Jenkins disse que várias pessoas não acreditaram que elas seriam bem-sucedidas:

“Eu definitivamente sei que quando estávamos fazendo nosso filme, várias pessoas falaram publicamente sobre como iríamos falhar. Todos pensaram que iríamos falhar e que ninguém iria ver um filme como este. Achei que não fazia sentido algum. Felizmente, eu estava cega para isso… E vejo agora que outros filmes estão sendo feito. Sucesso e dinheiro mandam uma grande mensagem para o mundo, e estou muito feliz por termos essas coisas não apenas para nós, é claro, isso é ótimo, mas também para mostrar ao mundo que é possível filmes liderados por mulheres como super-heroínas”, concluiu.

Assista a entrevista:

Mulher-Maravilha 1987‘ estreia nos cinemas dia 17 de Dezembro.

Como arqueóloga, Diana, que trabalha no museu Smithsonian, é uma Mulher-Maravilha que tem super poderes extraordinários, podendo ser a heroína mais forte do mundo. Em 1984, a Mulher Maravilha está em perigo mortal assustador diante de uma enorme conspiração do empresário Max, que canta alto para satisfazer os desejos das pessoas, e uma inimiga misteriosa, a Mulher-Leopardo. A Mulher-Maravilha vai conseguir parar o colapso do mundo sozinha?

Gal Gadot retorna como a heroína. Chris PineKristen WiigPedro Pascal completam o elenco.

Crítica | Amizade Maldita – Misto de ‘O Amigo Oculto’ e ‘Babadook’ carece peso

Com jeitão de filme B de terror, a produção canadense Amizade Maldita (título em português para o mais enigmático ‘Z’) é na realidade uma obra de prestígio, tendo passado por diversos festivais especializados do gênero, pelos EUA, Reino Unido e Canadá (foram 6 ao todo), nos quais foi indicado a 17 prêmios, levando para casa 9 deles. Ou seja, mesmo desconhecido do grande público, sem nomes famosos na frente ou atrás das câmeras, o longa tem certa bagagem desde sua estreia em 1º de junho de 2019 no Festival Overlook (sim, é o nome do hotel em O Iluminado). E agora a Imagem Filmes investe no produto, lançando-o no mercado brasileiro exclusivamente nos cinemas a partir do dia 3 de dezembro. Um prato cheio para os aficionados.

Apesar de toda a badalação e glamour, Amizade Maldita possui uma trama simples, que você provavelmente reconhecerá de outros filmes recentes do gênero. A princípio notamos a influência do subgênero “crianças macabras” – que é através de onde o filme se vende em todas as suas peças publicitárias – remetendo a verdadeiros clássicos como A Aldeia dos Amaldiçoados (1960) e A Profecia (1976), por exemplo. Na trama escrita Colin Minihan em parceria com Brandon Christensen (também o diretor do filme), temos uma família saída de um destes comerciais de margarina, na qual os membros são a mãe Beth (Keegan Connor Tracy), o pai Kevin (Sean Rogerson) e o pequeno Joshua (Jett Klyne). Ah sim, temos também a avó catatônica numa cama (Deborah Ferguson) e a jovem tia (Sara Canning).

Inicialmente, ao tentarmos entender o “jogo” aqui, a pergunta que fica é: Joshua possui mesmo os dons do menininho de O Sexto Sentido (1999) e consegue se comunicar com seu novo melhor amigo imaginário, de nome Z, uma entidade medonha; ou tudo faz parte de seu próprio psicológico e é o garoto cometendo atos terríveis e violentos, que deixam seus colegas de escola aterrorizados e a professora requisitando uma reunião urgente com seus pais. Aos poucos Z vai tendo cada vez mais influxo no comportamento do menino, além de começar a se introduzir igualmente na dinâmica familiar. A mãe, como sempre ocorre em filmes assim, é a primeira a notar a presença do ‘coleguinha’, de forma até mesmo direta e bem física. Mas aí é onde encontramos a primeira grande reviravolta que, estávamos esperando, e sabíamos que viria. O contado da mãe não é gratuito.

Sem entrar em território de spoilers, uma das medidas adotadas pela família, é tratar Joshua com o antigo psicólogo da família, o Dr. Seager (papel do ótimo ator-personagem Stephen McHattie). Nesta consulta, o doutor acaba encontrando através do nome do tal amigo imaginário um gatilho de um caso antigo, envolvendo Beth e sua infância. A partir daí, o filme troca o seu piloto e o e a mensagem agora é mais profunda, com temas reais como esquizofrenia e traumas do passado, enterrados no subconsciente. Mesmo assim, não podemos deixar de perceber inúmeras semelhanças palpáveis com filmes como O Babadook (2014), O Amigo Oculto (2005) e Boa Noite, Mamãe (2014).

Amizade Maldita é um filme enigmático e que pode ser lido de duas formas – ou quem sabe mais algumas se apresentem -, prometendo agradar mais os fãs do gênero que gostam de preencher as lacunas deixadas abertas a interpretações (o chamado “terror de arte”), embora não desaponte os mais jovens, cujo fascínio está nos sustos e num tipo de produção mais mirada a todos os públicos. Nessa segunda e mais direta opção, a falta de um desfecho claro pode deixar um gosto de quero mais ao espectador.

Christensen consegue criar um clima legal, mesmo se apoiando demasiadamente em sua trilha sonora para garantir os sustos – com duas cenas sobressaindo, arquitetadas com esmero a fim de gelar nossa espinha (a do menino na escada e a da banheira). O que faltou em Amizade Maldita para que o longa chegasse verdadeiramente ao nível de uma grande obra do gênero é um desenvolvimento maior nos dramas pessoais dos personagens, pincelados para os que estiverem atentos, e atuações que evidenciassem mais estes ápices emocionais – item no qual grande parte do elenco, ainda muito verde, não obtém sucesso ao ponto de nos fisgar de verdade. O destaque aqui fica para a protagonista Tracy, a mais experiente do elenco.

Amizade Maldita é um bom exemplar do gênero, mas um que está longe de ser marcante ao ponto de escrever seu nome ao lado do panteão do terror atual: obras de gente como Robert Eggers, Ari Aster, Jordan Peele ou até mesmo James Wan. Abaixo uma análise e significados de alguns dos temas do filme, com SPOILERS.

SPOILERS!

Para uma análise mais aprofundada, precisamos discutir alguns temas oferecidos pelo longa, mas que são parte essencial da trama e contém segredos importantes. Portanto, continue após ter assistido ao filme, ou por sua conta e risco.

Como dito, a história, em sua primeira grande reviravolta, mostra que o contato de Z, a figura imaginária, com esta família vem muito antes do menino Joshua, e sua mãe Beth, ainda na infância, o tinha igualmente como melhor amigo secreto. Vemos inclusive a menina numa gravação de vídeo dizendo que Z queria casar com ela quando fosse adulta. Tais declarações fizeram seus pais ligarem o sinal vermelho de alerta e começar um tratamento psicológico com a menina, com o mesmo Dr. Seager. Não é apontado exatamente o que pode ter desencadeado o surgimento da figura fictícia na vida da menina, mas as poucas trocas que Beth tem com sua mãe catatônica, entravada numa cama, podem demonstrar um relacionamento conturbado entre as duas. Isto é, se seguirmos pela vertente psicológica, de que tudo estava o tempo todo na cabeça da mãe e filho, os únicos capazes de ver a criatura, podemos interpretar a visão da entidade como uma esquizofrenia hereditária. Uma doença passada de mãe para filho.

Nos EUA, alguns críticos optaram por uma interpretação mais direta, comparando o longa ao clássico Poltergeist, onde uma família é atormentada por eventos sobrenaturais. E se formos seguir por este caminho, notaremos a falta de uma costura maior e mais detalhada que satisfaça verdadeiramente a intenção dos realizadores – com um trajeto e resolução muito simplista e sem muitas surpresas. Justamente por isso, prefiro acreditar na primeira interpretação, mais desesperadora, real e difícil de se lidar. Na qual o monstro metafórico que, se não tratado, estará sempre a espreita. Mesmo esta resolução narrativa não é tão complexa de ser percebida, sendo uma analogia de acesso muito tangível.

‘Sandman’: Neil Gaiman está “orgulhoso” da adaptação desenvolvida pela Netflix

As filmagens da aguardada adaptação de Sandman para a Netflix já estão acontecendo desde o mês de outubro, mas toda a produção segue sob um meticuloso sigilo, com nenhuma divulgação de imagens dos bastidores ou até mesmo revelações a respeito da série.

E após um curioso usuário do Twitter comentar a respeito de todo esse segredo, o lendário romancista Neil Gaiman decidiu responder a esse fã, certificando-o que está contente com todo o trabalho desempenhado pelos envolvidos no projeto.

Em uma curta publicação – sem oferecer qualquer detalhe especifico quanto à série, ele disse que está orgulhoso de todos os envolvidos.

Confira:

Sobre a série

Gaiman confirmou que algumas das histórias da franquia de quadrinhos que os fãs irão ver são ’24 Hours’, que gira em torno de um restaurante cujos clientes ficam loucos e matam uns aos outros; ‘Dream a Little Dream of Me’, sobre uma mulher viciada na areia do personagem Sonho e que traz o clássico personagem John Constantine; “A Hope in Hell”, um conto de Morfeu viajando para o Inferno; e ‘Collectors’, uma história ambientada totalmente em uma convenção de serial killers.

A 1ª temporada de ‘Sandman‘ terá 11 episódios. O projeto é descrito como a série de TV mais cara que a DC já fez.

O roteirista da ‘Mulher Maravilha’, Allan Heinberg atuará como escritor, produtor e showrunner para a série, com Neil Gaiman e David Goyer atuando como produtores executivos.

O selo de histórias em quadrinhos Vertigo da DC publicou originalmente a série entre 1989 e 1996, com várias séries adicionais chegando em 2009 e entre 2013 e 2015.

Sandman‘ é a criação mais popular de Gaiman e é centrada no ser mítico Sonho, parte de um grupo conhecido como Os Perpétuos ou Os Sem Fim. Como seu nome indica, o protagonista dos quadrinhos reina sobre o mundo dos sonhos. A trama tem início quando ele escapa de seu cativeiro, que durou 70 anos, e encontra seu reino dilapidado nos dias atuais.

Por enquanto, ainda não há previsão de lançamento.