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Crítica | Cães e Gatos 3: Peludos Unidos! repete a fórmula, mas é diversão para o público familiar

Brincando com o imaginário infantil a partir de uma fórmula que pode até parecer piegas, mas não deixa de funcionar, Como Cães e Gatos 3 tem atravessado as décadas como uma franquia que entende o seu público e continua investindo nele. Com narrativas simples que capricham mais na parte de efeitos práticos e adestramento de seus animais – para que eles se desenvolvam em tela a la humanos, a saga animal segue os caminhos de outras produções do gênero infantil que se imortalizaram nos anos 90, como a série As Aventuras de Wishbone (1995-1997), Babe – O Porquinho Atrapalhado (1995), Olha Quem Está Falando Agora (1993) e A Incrível Jornada (1993).

Despretensioso e com uma linguagem simples, o novo longa de Sean McNamara não se destina à aclamação da crítica e tão pouco está preocupado com isso. Como um puro entretenimento familiar que segue a rota desse subgênero traçada no passado, a produção se comunica bem com os filmes deste tipo que configuraram o imaginário infantil durante a nossa infância. E dessa forma, ele funciona como uma pequena epifania para os jovens e adultos que cresceram apaixonados por Babe e por Olha Quem Está Falando Agora, à medida que se entrega nos braços da nova geração de crianças, que assim como a nossa, terá um divertido e pueril filme-bichano para chamar de seu quando crescer.

Trazendo uma narrativa que busca engrossar o seu caldo com pequenos dramas familiares que de fato são bem reais – mas pouco empáticos, Como Cães e Gatos 3: Peludos Unidos! busca proporcionar uma experiência confortável no sofá para famílias enclausuradas em um contexto que ainda respira em meio a uma pandemia mundial. E como um divertimento familiar que não exige absolutamente nada da sua audiência, a comédia com animais falantes cumpre o seu papel – ainda que tenha suas falhas. Em se tratando de termos técnicos, a curta produção patina em um roteiro banhado a clichês e atuações fracas. Mas convenhamos, quem aqui assiste um filme como esse pelos humanos? Que venham mais cachorros falantes com óculos de grau, por favor.

Funcionando também como um ótimo prazer culposo para quem se diverte com bichos fazendo coisas de humanos nas telas, a comédia está, obviamente, bem longe do cânone de grandes lançamentos e também não é brilhante em sua construção. Ainda assim, o trabalho com animais reais, que desempenham acrobacias e movimentos que os humanizam em cena, é sempre louvável, dado ao grandioso e extenso esforço por trás das câmeras exigidos ao diretor e sua equipe de apoio técnico. Raso, bobo e cheio de pegadinhas que farão as crianças rirem, Como Cães e Gatos: Peludos Unidos! pincela rapidamente sobre a adoção de bichos, é inocente ao extremo e foca em uma nova leva de pequenos que, no futuro, talvez venham a se lembrar deste filme como nós nos recordamos de Babe – O Porquinho Atrapalhado.

 

Ariana Grande divulga capas oficiais de ‘Positions’, seu sexto álbum de estúdio

Em seu Twitter, a popstar Ariana Grande divulgou as três versões oficiais da capa de Positions, seu vindouro sexto álbum de estúdio.

O CD já está disponível para pré-venda no site da cantora e compositora.

Confira:

Confira a tracklist oficial do álbum abaixo:

1. “Shut Up”
2. “34+35”
3. “Motive” feat. Doja Cat
4. “Just Like Magic”
5. “Off the Table” feat. The Weeknd
6. “Six Thirty”
7. “Safety Net” feat. Ty Dolla $ign
8. “My Hair”
9. “Nasty”
10. “West Side”
11. “Love Language”
12. “Positions
13. “Obvious”
14. “POV”

O álbum será lançado no dia 30 de outubro.

Grande se tornou mundialmente famosa ao participar de diversas produções originais da Nickelodeon. Em 2013, fez sua estreia no mundo da música com Yours Truly, ascendendo a uma carreira de enorme sucesso desde então.

Seu último álbum, ‘Thank U, Next’, foi aclamado pela crítica e se tornou um dos mais vendidos de 2019, sendo indicado para quatro estatuetas do Grammy – incluindo Álbum do AnoMelhor Álbum Pop Vocal – e debutando em #1 nos charts da Billboard. Ela também se tornou a primeira artista a monopolizar os três primeiros lugares da Hot 100 desde 1964 simultaneamente com os singles “7 rings”“break up with your girlfriend”“thank u, next”.

Em 2020, colaborou com a lendária Lady Gaga no dueto “Rain On Me” para o álbum Chromatica, que se tornou a primeira parceria feminina a estrear em #1 na Hot 100. A canção foi aclamada pelos críticos e já levou diversos prêmios para casa.

‘The Undoing’: Grace está no centro de um interrogatório na promo do episódio 01×02; Confira!

HBO divulgou a promo oficial de “The Missing”, segundo episódio da minissérie criminal The Undoing.

No capítulo, depois de procurar refúgio na casa de seu pai, Grace (Nicole Kidman) se vê no centro de um interrogatório feito pelos detetives.

Confira:

O episódio vai ao ar no próximo dia 01 de novembro.

Criada por David E. Kelley, a produção é uma adaptação do livro ‘You Should Have Known‘, de Jean Hanff Korelitz.

A trama conta a história de uma conselheira de casamentos, Grace Sachs (Kidman), cuja vida vira de ponta cabeça nas vésperas do lançamento de seu primeiro livro. A trama ainda envolve o desaparecimento do marido de Grace, o que leva a uma série de descobertas que mudarão sua vida para sempre.

O elenco ainda conta com Hugh Grant, Noah Jupe, Donald Sutherland e Edgar Ramirez.

‘Shotgun Wedding’: Armie Hammer e Jennifer Lopez vão estrelar comédia de ação do diretor de ‘A Escolha Perfeita’

Lionsgate revelou que Jennifer LopezArmie Hammer irão estrelar na nova comédia de ação intitulada Shotgun Wedding, cuja história é centrada em uma festa de casamento que é feita de refém.

Jason Moore (‘A Escolha Perfeita’) fica a encargo da direção a partir de um roteiro assinado por Mark HammerLiz Meriwether.

Ryan Reynolds entra como produtor executivo.

No filme, “Darcy (Lopez) e Tom (Hammer) unem suas amadas, porém difíceis famílias para sua festa de casamento no momento em que o casal começa a ficar apreensivo. Como se isso não bastasse, a vida de todos é posta em perigo quando a celebração inteira é feita de refém. A frase ‘até que a morte nos separe’ ganha um novo significado nessa aventura recheada de adrenalina e de momentos hilários, conforme Darcy e Tom devem salvar aqueles que amam – se não se matarem primeiro”.

Lopez também entra como uma das produtoras ao lado de Todd LiebermanDavid Hoberman.

A atriz e cantora recentemente estrelou o aclamado drama cômico As Golpistas, sendo aclamada por sua performance como Ramona. Sua extensa filmografia inclui as obras AnacondaSelenaUma Nova ChanceA Sogra.

Hammer, por sua vez, é mais conhecido por seu papel protagonista no romance LGBTQ+ Me Chame Pelo seu Nome, além de ter recentemente estrelado o remake de ‘Rebecca – A Mulher Inesquecível’. Seus outros créditos incluem ‘O Agente da U.N.C.L.E.’O Cavaleiro SolitárioA Rede Social.

Nenhum outro detalhe foi revelado.

‘The Nest’: Drama com Jude Law e Carrie Coon ganha belo pôster oficial; Confira!

O drama The Nest ganhou seu primeiro pôster oficial.

Confira, junto ao trailer:

O filme, que estreia no Festival de Sundance 2020, é dirigido e escrito por Sean Durkin (Martha Marcy May Marlene).

O carismático empreendedor Rory (Jude Law) se muda da suburbana América para sua terra natal na Inglaterra ao lado da esposa Allison (Carrie Coon) e seus filhos Sam e Ben, com sonhos ambiciosos de lucrar em cima do boom mercadológico londrino. Enquanto Rory luta para encontrar negócio na cidade, Allison e as crianças tentam se adaptar à nova realidade. Antes uma mulher de negócios de sucesso, Allison também se vê de volta para o papel de dona de casa em uma mansão que não podem mobiliar. À medida que a estranha isolação de seu novo lar cria um abismo na família, e a promessa de um recomeço lucrativo começa a desaparecer, Rory e Allison devem enfrentar a infeliz verdade que se esconde sob a superfície de seu casamento.

O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

‘Em Terapia’ vai ganhar revival na HBO com a vencedora do Emmy Uzo Aduba

Segundo o Collider, a icônica Uzo Aduba vai estrelar o revival da aclamada série Em Terapia – que será produzida pela mesma emissora da obra original, a HBO.

A produção original foi exibida entre 2008 e 2019 e trouxe Gabriel Byrne como um terapeuta que lidava com pacientes dos mais diversos enquanto lutava para conciliar seus dramas pessoais. A estrutura do programa esteve entre as qualidades de destaque, com episódios indo ao ar cinco vezes por semana e focando em um cliente diferente – repetindo o processo toda semana, como o cronograma oficial de um psicólogo.

Aduba, que levou duas estatuetas do Emmy por seu trabalho em Orange Is the New Black e ganhou mais uma por sua performance irretocável em Mrs. America, vai substituir Byrne no papel protagonista e dará vida à Dra. Brooke Lawrence.

Segundo o próprio canal, o reboot trará “um trio diverso de pacientes em sessão com a observativa e empática Dra. Lawrence, conforme ela lida com seus próprios problemas”. Sabe-se que o drama terá episódios de meia hora cada.

Em Terapia levou para casa duas estatuetas do Emmy e uma do Globo de Ouro. Debra WingerDane DeHaanAmy RyanBlair UnderwoodMia Wasikowska e Dianne Wiest também fizeram parte do elenco.

Detalhes sobre a nova versão não foram revelados.

‘O Céu da Meia-Noite’: George Clooney estampa belíssimo cartaz oficial do novo sci-fi da Netflix; Confira!

Netflix divulgou o pôster oficial de O Céu da Meia-Noite, novo drama pós-apocalíptico espacial estrelado por George Clooney e Felicity Jones.

Confira:

O longa chega ao catálogo da plataforma em 23 de dezembro.

Assista ao trailer:

Além de estrelar, Clooney também entra como diretor a partir do roteiro de Mark L. Smith, inspirado no romance ‘Good Morning, Midnight’, de Lily Brooks-Dalton.

Na trama, Clloney vive Augustine, um solitário cientista cuja base é localizada no Ártico que tenta impedir o retorno de seus colegas de uma missão espacial para a Terra, enquanto o planeta vem sofrendo com uma misteriosa catástrofe global.

Felicity Jones, David Oyelowo, Kyle Chandler, Demián Bichir, Tiffany Boone e a novata Caoilinn Springall completam o elenco.

 

Kylie Minogue anuncia ‘Infinite Disco’, performance especial em celebração de seu novo álbum

Para celebrar seu 15º álbum de estúdio oficial, Disco, a icônica popstar Kylie Minogue revelou através de um delicioso teaser que está preparando uma performance especial para seus fãs.

Intitulado ‘Infinite Disco, o evento, que será transmitido mundialmente, a reunirá com colaboradores de longa data e promete ser uma jornada musical através de dimensões paralelas – inclusive trazendo rendições de clássicos de sua carreira.

A apresentação acontece no dia 07 de novembro, um dia depois do lançamento do CD. Os ingressos podem ser adquiridos aqui!

Disco já tem como singles promocionais as canções “Say Something”, “Magic” “I Love It”.

Com estreia marcada para o dia 06 de novembro, o novo álbum da princesa do pop australiana será o retorno de Minogue para suas raízes, com uma identidade que remete às discotecas dos anos 1970.

Confira a capa do álbum:

A artista, que ganhou fama ainda nos anos 1980 e tornou-se uma das mais famosas e aclamadas performersdos últimos tempos, é mais conhecida por seu vibrante dance-pop chiclete – estilo que vem usando e reinventando desde seu début com seu álbum homônimo.

Vendendo mais de 80 milhões de discos ao redor do mundo, Minogue é a voz por traz de sucessos como “Get Outta My Way”“In Your Arms”“Can’t Get You Out Of My Head”. Em 2004, levou uma estatueta do Grammy de Melhor Gravação Dance por “Come Into My World”, um dos singles oficiais do aclamado Fever (2001). Seus outros prêmios incluem três BRIT Awards e 17 ARIA Music Awards.

Minogue fez seu último lançamento de inéditas em 2018, mergulhando de cabeça no country-pop com Golden. Em 2019, lançou o incrível Step Back in Time: The Definitive Collection, compilado de seus maiores sucessos que estreou no topo das paradas mundiais – e que ganhou uma versão estendida no mesmo ano.

‘Amor com Data Marcada’: Comédia romântica com Emma Roberts já está disponível na Netflix

A nova comédia romântica natalina da Netflix, intitulada Amor com Data Marcada (Holidate), já está disponível na plataforma de streaming. A produção teve sua estreia nesta quarta-feira (28) na grade de programação.

A história gira Sloane (Emma Roberts), uma jovem sarcástica que acredita estar bem sozinha. Jackson (Luke Bracey) é um solteiro divertido que procura companhia sem romance. Os dois fazem um acordo: ser o par um do outro em ocasiões especiais. Mas o que fazer quando sentimentos aparecem para complicar tudo?

Confira cartaz oficial, junto ao trailer:

John Whitesell é o diretor do filme, a partir de um roteiro assinado por Tiffany Paulsen.

 

Confira os títulos que chegaram HOJE na Netflix!

A última semana do mês de outubro está repleta de novas estreias da Netflix e nesta quarta-feira (28), três títulos originais chegaram à plataforma.

Um deles, ‘Amor com Data Marcada‘, marca também o início da temporada natalina na gigante do streaming.

Confira as estreias:

28/10

Amor com Data Marcada


Sloane (Emma Roberts) é uma jovem sarcástica que acredita estar bem sozinha. Jackson (Luke Bracey) é um solteiro divertido que procura companhia sem romance. Os dois fazem um acordo: ser o par um do outro em ocasiões especiais. Mas o que fazer quando sentimentos aparecem para complicar tudo?

Sem Conexão


Um grupo de adolescentes tenta se livrar do vício em tecnologia em um acampamento na floresta, mas uma força sinistra quer desconectá-los do mundo para sempre.

Os Segredos de Saqqara

Uma equipe de arqueólogos escava corredores e tumbas inexplorados para decifrar os segredos da descoberta mais importante dos últimos 50 anos no Egito.

 

 

 

‘Star Wars’: Josh Gad reconta a trilogia prequel como Olaf em novo vídeo hilário; Confira!

Depois de 10 mil fãs espalharem mensagens para votar nas eleições presidenciais dos Estados Unidos deste ano, o ator e roteirisa Josh Gad resolveu retornar mais uma vez como o icônico boneco de neve Olaf – mas não do jeito que esperávamos.

Em seu Instagram, Gad deu vida novamente ao personagem para contar a história das prequelas de Star Wars – do mesmo jeito que sintetizou a jornada de Anna e Elsa em Frozen 2’.

Confira:

Gad reprisou o papel no curta-metragem Era Uma Vez um Boneco de Neve, que conta as origens de Olaf e que deve chegar ao Brasil no dia 17 de novembro, junto ao lançamento da plataforma do Disney+.

Era Uma Vez um Boneco de Neve vai preencher as lacunas entre o momento em que Elsa cria Olaf e o momento em que Anna e Kristoff o conhecem.

Tent Correy Dan Abraham comandam o projeto.

‘O Gambito da Rainha’: Minissérie com Anya Taylor-Joy conquista aprovação MÁXIMA no Rotten Tomatoes!

O Gambito da Rainha é uma das mais recentes minisséries originais da Netflix e fez um estrondo gigantesco entre a crítica internacional.

No Rotten Tomatoes, a produção estrelada por Anya Taylor-Joy conquistou nada menos que 100% de aprovação da crítica, com nota 7.78/10 baseada em 35 reviews. Segundo o consenso geral, “os movimentos podem não ser perfeitos, mas entre a performance magnética de Joy, os detalhes de época incrivelmente bem pensados e a emocionante e inteligente escrita, [a série] é uma vitória certeira”.

Confira:

O Gambito da Rainha faz todos os tipos de movimentos inesperados” – Detroit News.

“[A série] é um estudo visual de personagens graças à ambientação de época e à exímia cinematografia” – Observer.

“Uma performance arrebatadora de Taylor-Joy” – Stuff.co.nz.

“Uma peça de época inteligente e pessoal” – Entertaiment Voice.

“A estrela principal da série de Scott Frank tem um magnetismo raro, do tipo que pode vender até mesmo o mais esotérico dos temas” – The Ringer.

A série é baseada no romance homônimo de Walter Trevis, lançado em 1983, e já está disponível na plataforma de streaming.

O que fazer quando tudo o que resta é a vitória? ‘O Gambito da Rainha‘ retrata a ascensão de uma jovem prodígio do xadrez, do orfanato à fama. Mas a genialidade tem seu preço.

Anya Taylor-Joy (Os Novos MutantesFragmentado) estrela a produção. Bill CampMarielle HellerThomas Brodie-SangsterMoses IngramHarry Melling e outros completam o elenco.

‘Love, Weddings & Other Disasters’: Comédia romântica com Diane Keaton ganha trailer oficial; Confira!

Saban Films divulgou recentemente o trailer oficial de ‘Love, Weddings & Other Disasters’, nova comédia romântica estrelada pela icônica Diane Keaton.

Confira:

O filme é dirigido por Dennis Dugan (‘Eu os Declaro Marido… e Larry’), que também fica responsável pelo roteiro ao lado de Eileen Coon e Larry Miller.

Uma multi-história cômica e romântica sobre as pessoas que trabalham na indústria de casamentos e que desejam criar o dia perfeitos para casais apaixonados – com relacionamentos próprios que estão longe de serem perfeitos.

Jeremy IronsDiego BonetaJinJoo LeeJesse McCartneyVeronica Ferres e outros completam o elenco.

‘Love, Weddings & Other Disasters’ tem estreia marcada nos EUA para o dia 04 de dezembro, ainda sem previsão de chegada ao Brasil.

‘Cavaleiro da Lua’: Série do Disney+ contrata diretor!

Disney+ revelou recentemente que a vindoura série em parceria com a Marvel Studios‘Cavaleiro da Lua’, finalmente contratou seu diretor.

Mohamed Diab ficará responsável pelo comando dos episódios, mas nenhum representante emitiu uma declaração oficial. Diab é conhecido por seu trabalho em ‘Clash’.

Vale lembrar que Oscar Isaac (‘Star Wars’) está em negociações para interpretar o personagem titular na produção – e, caso o acordo seja fechado, Isaac será o primeiro ator a participar de três produções baseados nos quadrinhos da Marvel.

Para quem não sabe, Isaac foi o rosto por baixo da maquiagem de En Sabah Nur em ‘X-Men: Apocalipse’ em 2016, e também dublou Miguel O’Hara, o Homem-Aranha 2099 em ‘Homem-Aranha no Aranhaverso‘, lançado em 2018.

Não é incomum que alguns atores desempenhem mais de um papel em filmes baseados nas HQs da Marvel, a exemplo de Chris Evans e Michael B. Jordan, que interpretaram o Tocha Humana e depois se tornaram o Capitão América e o Killmonger, respectivamente.

Lembrando que Mahershala Ali interpretou o Boca de Algodão na série do ‘Luke Cage‘ e será o protagonista da nova adaptação de ‘Blade: O Caçador de Vampiros’.

No entanto, Isaac é o único com a chance de quebrar esse recorde, o que será bastante interessante para quem gosta de analisar as atuações dos astros de Hollywood.

E aí, o que você acha da escolha?

Após o anúncio das negociações, um habilidoso fã postou em sua página do Instagram um pôster mostrando como o ator ficaria usando o traje ‘Cavaleiro da Lua‘.

Confira o resultado:

Para quem não sabe, o projeto será comandado por Jeremy Slater, da aclamada série ‘The Exorcist‘.

Anteriormente prevista para ser rodada em junho deste ano, as informações agora confirmam que as câmeras serão ligadas apenas em novembro, com filmagens que devem durar cerca de 26 semanas.

Acredita-se que a decisão não afetará o lançamento previsto para 2021.

O Cavaleiro da Lua é Marc Spector, um mercenário com diversas personalidades – o taxista Jake Lockley e o milionário Steven Grant – que o ajudam a enfrentar o submundo do crime. Logo, ele se torna um canal para Khonshu, um deus egípcio da lua. O Cavaleiro da Lua foi criado por Doug Moench e Don Perlin, e foi introduzido em Werewolf by Night #32.

Criadora de ‘Lovecraft Country’ quer adaptar o clássico ‘IT: A Coisa’ em uma série de sete temporadas

A primeira temporada de Lovecraft Country’ chegou ao fim há duas semanas e, enquanto a showrunner e criadora Misha Green está animada para seguir em frente com a popular série da HBO, este não é o único projeto que tem em mente.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Green revelou que adoraria visitar o extenso panteão do terror de Stephen King e transformar o clássico romance IT: A Coisa (que ganhou uma recente versão para os cinemas dividida em duas partes) em uma série limitada, caso tenha a chance.

Segundo ela, a adaptação seria transformada em algo mais substancial que um filme.

“Estou bem animada em fazer ‘Cleopatra Jones’, mas eu adoraria criar uma série limitada de ‘IT’, do Stephen King. É meu romance favorito de todos os tempos, mas é um denso livro que precisa de atenção e de tempo para lidar com os personagens e seus medos. Você pode fazer um filme de duas horas, mas imagine uma série com sete temporadas”.

Lovecraft Country‘ se tornou a série original da HBO mais assistida na plataforma HBO Max, com seu episódio inaugural tendo sido visto por cerca de 10 milhões de pessoas só nos Estados Unidos.

Recebendo grandiosos elogios, a produção foi aclamada pelas performances dos astros Jonathan Majors e Jurnee Smollett-Bell, com a trama sendo considerada “uma abordagem emocionante sobre a tradição lovecraftiana, que prova que os deuses antigos não são a única coisa que fazem barulho no cosmos”.

Baseada no livro homônimo de Matt Ruff, a trama gira em torno de Atticus Black, um rapaz de 25 anos que, quando seu pai desaparece, se dedica a buscá-lo junto com a sua amiga Letitia e seu tio George. Nesse processo eles enfrentam os horrores do racismo nos Estados Unidos na década de 1950, assim como espíritos malignos, e tentam sobreviver a tudo isso.

O elenco inclui Courtney B. Vance, Michael Kenneth WilliamsJurnee Smollett-Bell, Elizabeth Debicki, Aunjanune Ellis, Wunmi Mosaku e Jonathan Majors.

‘The Boys’: Assista aos HILÁRIOS erros de gravação da 2ª temporada!

Amazon Prime divulgou em seu canal do YouTube um vídeo compilado com os hilários erros de gravação da 2ª temporada de The Boys.

Assista:

Confira a nossa crítica:

Crítica | The Boys – 2ª temporada: Ainda mais sádica, violenta e ofensiva

Criada por Evan GoldbergEric Kripke e Seth Rogen, a série é baseada nos quadrinhos homônimos lançados em 2006.

A trama se passa em um mundo onde os super-heróis abraçaram o lado negro de suas famas, e irá focar em um grupo de vigilantes conhecido como “Os Garotos”, que são mandados para derrotar super-heróis corruptos com não mais do que coragem e disposição para lutar sujo.

O elenco inclui Karl Urban, Jack Qaudi, Karen Fukuhara, Erin Moriarty, Antony Starr, Dominique McElligott, Chace Crawford, Jessie T. Usher e Nathan Mitchell.

Franquia ‘Pânico’ | Todos os Filmes – do Pior ao Melhor

Talvez muitos não saibam, mas o CinePOP nasceu do amor pelos filmes de terror, em especial em relação a um dos melhores slashers já produzidos, Pânico (Scream) – responsável pela revitalização do terror adolescente, adicionando muitos elementos que vemos reproduzidos até hoje. Justamente por isso, o anúncio de um quinto episódio da franquia, com elementos da produção começando a ganhar forma, tomou nossa redação de frenesi. Mesmo sentindo a falta insubstituível do diretor Wes Craven (que comandou os outros quatro filmes), estamos mais do que empolgados para as voltas de Neve Campbell (Sidney), Courteney Cox (Gale) e David Arquette (Dewey) em Pânico 5.

De casa nova, agora lançado pela Paramount, com novos diretores (Matt Bettinelli-Olpin e Tyller Gillett, dupla do recente Casamento Sangrento) e novos roteiristas (Guy Busick, da série Castle Rock, e James Vanderbilt, de Zodíaco), pouco ainda se sabe sobre a trama de Pânico 5 – que promete trazer novos sustos, metalinguagem e diversão -, cuja estreia é prometida para 2021, exatamente dez anos depois do último capítulo. Enquanto Pânico 5 não chega, o CinePOP resolveu revisitar a franquia, para colocar todos os filmes em nossa ordem de preferência. Vem conhecer e não esqueça de comentar abaixo, fazendo a sua lista na ordem também.

Pânico 3

Queremos deixar claro que gostamos de todos os filmes da franquia, e somos verdadeiros especialistas nestes filmes. Como fãs ardorosos, é seguro nos incluirmos com a maioria no pensamento de que o terceiro capítulo é, digamos, o menos apreciado da franquia. É claro que Pânico 3 tem muitos atrativos, em especial a forma como brinca com os bastidores de uma produção Hollywoodiana e seu universo de atores, diretores e executivos de estúdios. De fato, a graça deste terceiro episódio é justamente se comportar mais como uma paródia do que como um terror adolescente em si – termo que este terceiro exemplar deixa de lado. Existe até certa denúncia ácida nas entrelinhas sobre ambientes de trabalho tóxico, e o abuso sexual dentro de tais empresas cinematográficas. É triste perceber, no entanto, que essa é uma produção da Miramax, companhia fundada pelos irmãos Weinstein, e saber que tudo que se passa nas telas, de fato acontecia na vida real.

Pânico 3, no entanto, se viu repleto de obstáculos que o colocam em último no gosto popular. O primeiro e mais claro foi a demora para sair do papel, levando em conta que os dois anteriores haviam sido lançados em 1996 e 1997, e que o terceiro deveria ter aproveitado sua popularidade para se encaixar numa lacuna em algum lugar por volta de 1998. Porém, o filme seria lançado somente em 2000, e sem o envolvimento de um dos criadores, o roteirista Kevin Williamson, tão “pai” de Pânico quanto Wes Craven. Assim, o filme sofreu com desencontros de um roteiro meio capenga, que deixava buracos quanto a um segundo assassino, e a reviravolta mais estapafúrdia da franquia – além dos personagens menos marcantes também. Justamente por isso, levaria nada menos que 11 anos até um novo exemplar chegar aos cinemas.

Dos três primeiros filmes, Pânico 3 foi o mais caro para ser produzido (com um orçamento de US$40 milhões) e o menos lucrativo (com um retorno mundial mesmo assim impressionante de US$161 milhões). Como dito, é também o filme menos apreciado pelos fãs e o grande público em geral. Com os críticos o conceito do filme não é muito diferente, sendo definido com uma aceitação de meros 39%, Pânico 3 é o único da franquia a receber um tomate podre no Rotten Tomatoes.

Pânico 4

Esse pode ser considerado o filho temporão da franquia, até o presente momento. O hype aparentemente já havia passado há muito tempo, e o mundo era um lugar diferente para o terror, em especial para os slashers. No entanto, Pânico 4 se beneficiou de uma nova tendência que estava surgindo em Hollywood, as sequências tardias de produções queridas. Era a onda dos revivals. Clássicos dos anos 1980 e 1990 em especial, queridos para toda uma geração, ganhavam novas roupagens no fim dos anos 2000 e início de 2010. Assim, Pânico também voltava. E não apenas isso, mas essa era uma reunião completa da “banda” original, com Craven na direção, Williamson no roteiro, e Campbell, Arquette e Cox à frente do elenco. Não poderia ficar melhor!

É seguro dizer que Pânico 4 é um filme subestimado, menos apreciado do que deveria verdadeiramente. Williamson se mostrava antenado aos novos tempos, brincando com a nova realidade, já alfinetando as mídias sociais, blogs e a prévia da geração Youtube, com lives e todo tipo de transmissão ao vivo. De fato, o mote dos vilões aqui era se tornarem “celebridades instantâneas” – as chamadas subcelebridades da internet. E isso numa era antes da explosão do Instagram. Ao contrário do filme anterior, Pânico 4 voltava às origens, acrescentando novos jovens carismáticos à trama – e promovendo o encontro da velha geração (na faixa dos quase 40 anos), com a nova geração – que espelhavam os personagens originais inseridos numa realidade moderna.

Fora isso, Williamson e Craven apresentavam-se novamente como dupla harmoniosa, brincando e enchendo o longa de referências – uma das melhores envolve a enxurrada de remakes de terror que àquela altura já havia inundado Hollywood. A cena de abertura é puro ouro, com um loop hilário, fazendo um verdadeiro inception do filme dentro do filme dentro do filme. Ah sim, não podemos esquecer do elenco de nomes pra lá de famosos/promissores que ajudaram a elevar o status do quarto filme. No entanto, com um orçamento igual ao do filme anterior (US$40 milhões), Pânico 4 viu retorno de “apenas” US$97 milhões mundiais – garantindo assim o posto de menos rentável (o que deixa certo receio para o quinto). Com o grande público, no entanto, fica pau a pau com o segundo, e na opinião dos críticos, garantiu o tomate fresco com 60% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Pânico 2

Pânico (1996) foi um sucesso estrondoso, mas não era um filme que pedia necessariamente uma continuação. Aliás, não tinha nada em sua trama que apontasse para isso, muito pelo contrário. Mas ela deixou de vir? É claro que não, pois onde houver cheiro de dinheiro, haverá continuação. É assim que funciona Hollywood. Assim, em 1997, chegava aos cinemas exatamente um ano depois a continuação Pânico 2. Nós brasileiros é que tivemos que penar, porque por motivo de troca de distribuidora por aqui (da Playarte para a Paris Filmes), Pânico 2 sofreu um embargo de quase dois anos, vindo a estrear somente em 1999 em nossas terras tupiniquins. Haja coração. Ainda mais se considerarmos que nestes primórdios da internet, não havia sequer gostinho dos famosos downloads.

O cinema é um lugar mágico, onde a criatividade deve imperar. Por diversas vezes, continuações consideradas desnecessárias de filmes de sucesso se mostraram tão boas que inclusive superaram seus originais. E para grande parte dos fãs é justamente onde se encaixa esse Pânico 2 – que elevou o conceito em diversas maneiras. Novamente Craven e Williamson garantiam os bastidores, enquanto o quarteto de atores principais, sim na época era um quarteto com a inclusão de Jamie Kennedy como o especialista em terror Randy, comandava o show na frente das câmeras. Os realizadores já chegaram a revelar que se arrependem de ter eliminado o personagem citado da franquia – mesmo com sua participação no terceiro filme.

Foi aqui que Pânico passava de um filme de terror bem sucedido e elogiado para uma verdadeira febre da cultura pop – e a máscara do assassino Ghostface se tornava um verdadeiro ícone não apenas do gênero, mas do cinema. Desta forma, sim, as continuações podem expandir seus universos de forma sem precedente, ampliando ainda mais a popularidade de um filme. Com dez milhões a mais no orçamento em relação ao primeiro filme, Pânico 2 fez US$172 milhões, chegando muito perto da bilheteria do original. A verdadeira surpresa está na avaliação dos críticos, que o consideram o melhor exemplar da franquia, dono de espantosos 82%, garantindo assim um tomate mais que fresco no Rotten Tomatoes.

Pânico

Apesar de Pânico 2 ser muito querido, é difícil bater o original. Tudo nascia aqui. Nós concordamos e também adoramos aquelas grandes produções de marcas de sucesso pré-estabelecidas, vindas de outras mídias. Mas o gostoso do cinema é mesmo criar verdadeiras lendas a partir do zero. É aquela incógnita de saber se determinada obra cairá na boca do povo e no gosto coletivo, ou será esquecida logo na semana seguinte. Não existem regras, esse é um jogo imprevisível. E justamente por isso muito saboroso. Com Pânico ocorreu justamente isso. Foi um filme que veio do nada para tomar as multidões. Surgia com uma ideia de Kevin Williamson para brincar e homenagear os clássicos slasher saídos das décadas de 1970 e 1980, e terminou revitalizando o subgênero, e demonstrando enorme influência que ecoa até hoje.

De quebra lançou uma franquia milionária e se tornou um dos maiores ícones do terror. Tudo isso para uma pequena e jocosa produção de US$14 milhões, com atores saídos de séries de TV, cujo maior nome no elenco era uma participação de poucos minutos no início do filme de Drew Barrymore. Isso que é marcar um golaço. Fora isso, o filme foi redescoberto por todo um novo e massivo público – até mesmo aqui no Brasil – devido às videolocadoras. Este que vos fala entrou no filme por acidente, e saiu maravilhado do cinema. Pânico arrecadou impressionantes US$173 milhões ao redor do mundo, e na opinião do grande público, claro, é o filme favorito da franquia. Já para os críticos, o tomate fresco é garantido com 79% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Bônus: Pânico – A Série de TV

Se as franquias Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo tiveram suas séries de TV, porque Pânico não poderia ter? Assim, quatro anos após o resultado, digamos, infelizmente morno de Pânico 4, a MTV em parceria com a Dimension Television e a Netflix lançavam o primeiro derivado deste universo para a telinha. Pegando a mesma estrutura do “whodunit”, e inclusive tendo como vítima inicial um rosto conhecido, Pânico – A Série apresentava uma nova gama de personagens colegiais se deparando com um serial killer mascarado, que os eliminava um a um. As referências estavam lá, assim como o clima espertinho. No entanto, o programa funcionava mais como um reboot, sem qualquer ligação ou conhecimento da franquia original. A máscara do assassino também sofreu reformulação. Apesar das diferenças, um nome original ainda estava lá: o do cultuado Wes Craven, que serviu como produtor executivo do programa.

Com 10 episódios em sua primeira temporada, a série obteve sucesso suficiente para seguir logo no ano seguinte. Seja por esgotamento da trama, ou por baixos números de audiência, em 2016, Pânico apresentava sua segunda e última temporada então. Porém, uma reformulação era apresentada, com um novo elenco, máscara idêntica a dos filmes, e uma quantidade reduzida de somente seis episódios – assim ia ao ar três anos depois, em 2019, a terceira temporada de Pânico, e até o momento, a última. Um dos atrativos aqui eram as presenças de Mary J. Blidge, Keke Palmer (demonstrando mais diversidade racial no elenco) e Paris Jackson, a filha de Michael Jackson. No entanto, devido ao fim do acordo entre a MTV e a Netflix, a terceira temporada do programa não está disponível na plataforma. É torcer para que um dia possamos assistir aqui no Brasil.

Convenção das Bruxas | Relembre o clássico que completa 30 anos em 2020

Esse ano, inegavelmente a bruxa esteve solta. Mas na ficção, os fãs das verdadeiras mestras das artes negras não terão do que reclamar, afinal dois novos clássicos saídos diretamente da década de 1990, e que abordam estas mulheres assustadoramente encantadoras, ganharam roupagens modernas. Já falei aqui sobre o adolescente Jovens Bruxas (1996) em duas matérias – uma sobre o paradeiro do elenco e outra sobre as curiosidades da produção. O reboot Jovens Bruxas: Nova Irmandade é um produto da Blumhouse e estreia no dia 28 de outubro em diversos países (nos EUA de forma online) e chega ao Brasil no dia 3 de novembro nos cinemas.

Antes disso, tendo estreado na última quinta-feira, dia 22 de outubro, nos EUA e Canadá em serviços de streaming, a nova versão de Convenção das Bruxas estrelada por Anne Hathaway e dirigida por Robert Zemeckis chegou às telinhas. No Brasil novamente a bruxa vai ganhar as telonas, já que a Warner planeja o longa nos cinemas por aqui, no dia 19 de novembro.

Justamente por isso, chega a hora de revisitarmos o Convenção das Bruxas original, filme que fez parte da infância de toda uma geração, encantando e assustando crianças do mundo inteiro, e que em 2020 completa 30 anos de seu lançamento.

Convenção das Bruxas, ou simplesmente The Witches (As Bruxas) no original, é um tipo peculiar de filme infantil. Isso porque até então a barreira na qual a censura branda podia ser esticada era bem mais ampla. Assim temos aqui elementos e cenas de dar pesadelos até em adultos, embrulhados num pacote para a criançada. A história, é claro, surgiu num livro do renomado autor infantil Roald Dahl, que já tinha por si só o hábito de acrescentar temas ambíguos e momentos questionadores sobre a tênue linha entre o sadio e o insano, e o estreito canal entre a alegria, a magia e o horror.  É só olhar para suas outras obras, vide A Fantástica Fábrica de Chocolate e O Fantástico Sr. Raposo – tramas infantis com forte conotação adulta. Tendo isso em mente, Convenção das Bruxas se encaixa como uma luva no currículo do escritor.

Para a empreitada de levar o livro ao cinema, um acordo entre titãs. Produzindo a obra numa colaboração entre EUA e Reino Unido, a companhia de Jim Henson adquiriu os direitos do livro ao lado da Lorimar Film Entertainment, e a Warner ficou encarregada da distribuição do longa nas salas de cinema e mercado de vídeo. Jim Henson, mestre por trás de efeitos práticos e bonecos animatrônicos no cinema e TV, responsável pela criação dos Muppets e do cult O Cristal Encantado (1982), não perdeu a suculenta oportunidade de criar os visuais e maquiagem para uma história repleta de espaços assim para serem preenchidos: um dos principais motivos do envolvimento do artista com o material.

E suas criações para o filme são, ainda hoje passadas três décadas, simplesmente de cair o queixo. Desde a Rainha Bruxa tirando sua “pele” humana até sua forma real (uma maquiagem que demorava 8 horas para ser aplicada), passando pela metamorfose das crianças em ratos (transição para lá de perturbadora) e os animaizinhos falantes em si – tudo grita os estúdios de Henson e impressionam até hoje, sendo o carro-chefe da produção (e os elementos que fizeram o filme permanecer marcado no subconsciente coletivo).

Para o comando da obra e a adaptação do livro foi contratada uma dupla talvez inusitada para a tarefa, mas que por outro lado têm tudo a ver com o material, e que igualmente imprime a marca pela qual a produção ficou lembrada. O diretor britânico Nicolas Roeg (falecido em 2018 aos 90 anos) e o roteirista Allan Scott haviam colaborado anteriormente em Inverno de Sangue em Veneza (Don’t Look Now, 1973), terror dramático intenso que fala sobre um casal precisando lidar com a perda de sua pequena filha, se deparando com elementos sobrenaturais pelas vielas da cidade italiana flutuante. O longa é constantemente lembrando pelos fãs do gênero como contendo algumas das cenas mais gélidas da história do cinema. De alguma forma, tendo em vista sua primeira colaboração ou por pura coincidência, Roeg e Scott terminaram juntos de novo para um projeto mirado a um público bem diferente, mas dono de semelhanças inegáveis.

A trama, é claro, fala sobre bruxas. Tratadas como seres malignos e bem reais, cujo único propósito é tramar e erradicar da existência as crianças. Para tal, o plano é uma poção que os transforma em ratos, se tornando assim mais fáceis de serem mortos. Tudo começa com o menino Luke (Jasen Fisher), que fica órfão após a morte dos pais num acidente de automóvel. Ele começa a ser criado pela avó, Helga (Mai Zetterling), que o conta sobre a existência de bruxas, seu encontro prévio com elas, e sobre uma menina de sua infância, que foi abduzida por estas criaturas monstruosas, e enfeitiçada para viver para sempre dentro de uma pintura, na qual envelheceu até morrer e sumir do quadro. Assim, o menino logo se vê esperto e escolado para evitar qualquer contato de estranhos, e principalmente “estranhas”.

Avó e neto partem para férias num resort inglês, num luxuoso hotel administrado pelo Sr. Stringer, personagem do humorista Rowan Atkinson em um de seus primeiros papéis de destaque no cinema. Atkinson, obviamente, ficaria imortalizado por sua criação Mr. Bean, série que debutava no mesmo ano na TV britânica alguns meses antes da estreia deste longa. Para azar dos protagonistas, o local está sediando secretamente a reunião anual das bruxas, inclusive contando com a presença da Grand High Witch, a líder da “organização”, conhecida como Srt.a Ernst.

Convenção das Bruxas é repleto de humor e mensagens edificantes como superação de traumas e perdas, enfrentar o medo e se mostrar à altura de desafios por maiores que sejam. Mas o tema central desta história é o conto cautelar sobre abdução de crianças realizadas por desconhecidos, crueldade e assassinato de menores – tópicos bem reais e sempre urgentes. Um dos métodos usados para o sequestro de crianças neste conto por tais mulheres é oferecer doces e chocolates, ato que entrou para os anais como uma lenda urbana (mas vinda de fontes bem verídicas e muito antigas) passada de pais para filhos através dos séculos sobre não aceitar nada de estranhos e também não falar com eles.

O grande nome do filme é o da atriz Anjelica Huston, filha do lendário cineasta John Huston, no papel da Srta. Ernst, a diabólica bruxa Rainha. A esta altura Anjelica era uma atriz estabelecida, tendo começado sua carreira no cinema ainda no fim da década de 1960, e com duas indicações no Oscar – tendo uma delas rendido a vitória como melhor coadjuvante pela comédia criminal A Honra do Poderoso Prizzi (1985), longa no qual contracenou com seu então companheiro Jack Nicholson (com quem teve um relacionamento duas décadas, terminando justamente no ano em que lançava Convenção das Bruxas). Além disso, Huston ainda seria indicada ao Oscar uma terceira e última vez (até o momento) pelo suspense Os Imorais – seu segundo lançamento de prestígio em 1990. Huston se entrega com muita vontade a esta brincadeira e conseguimos sentir a alegria em sua atuação e empenho. No ano seguinte, a atriz marcaria novamente num papel semelhante: Morticia Addams, na primeira adaptação para o cinema do famoso seriado A Família Addams (que por sua vez saíra das tirinhas de jornais) – personagem que se tornaria a mais famosa em sua filmografia.

Convenção das Bruxas fez sua estreia em Orlando, na Flórida, no dia 16 de fevereiro de 1990, chegando em seguida ao Reino Unido em 25 de maio do mesmo ano. Nos EUA, começava sua carreira no grande circuito no dia 24 de agosto. Já no Brasil o filme chegou, bem a tempo para as férias de fim de ano, no dia 7 de dezembro. Em seu lançamento, porém, o filme não fez uma boa trajetória nas bilheterias norte-americanas. Embora não se saiba exatamente o valor de seu orçamento, o longa abriu em décima posição no ranking dos mais vistos, com US$2.2 milhões em caixa em seu fim de semana de estreia. Em seu caminho, sucessos com Acima de Qualquer Suspeita (com Harrison Ford), Linha Mortal (com Julia Roberts) e o fenômeno Ghost: Do Outro Lado da Vida. Fora isso, estreava na mesma semana um filme de teor semelhante, pronto para ser consumido pelas massas e ganhar o gosto popular: Darkman – Vingança Sem Rosto, de Sam Raimi. Assim, Convenção das Bruxas terminaria seu caminho nas salas americanas com algo em torno de US$15 milhões em caixa, valor relativamente baixo, mesmo para a época.

Por outro lado, Convenção das Bruxas se enquadra numa longa tradição de filmes redescobertos algum tempo depois no mercado de vídeo e nas TVs (onde grande parte dos fãs brasileiros o conheceu) após falhar em seu engajamento nas telonas. As avaliações favoráveis com os especialistas só cresce, marcando impressionantes 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Fora isso, um editorial do mesmo agregador escrito por Rafael Motamayor aponta o filme como a produção infantil mais assustadora de todos os tempos. E você, conhece a obra? Essa é uma excelente oportunidade para assistir pela primeira vez ou ver de novo, já que o fim do mês marca as festividades do halloween – o dia das bruxas.

10 frases clássicas do cinema que são citadas erradamente

Quem não tem aquela música que você cantou errado a vida inteira até um dia descobrir a verdade? Todo mundo tem o seu “trocando de biquini sem parar” e isso não acontece apenas no mundo da música. O cinema também possui vários exemplos de frases que ficaram muito famosas mesmo nunca tendo aparecido em um filme. 

Pensando nisso, o CinePOP decidiu separar para vocês dez exemplos de frases clássicas do cinema, mas que nunca estiveram de fato na tela grande. E você vai se surpreender!

 

Star Wars: Episódio V – O Império Contra-ataca (1980)

Todo nerd que se preze, um dia, já imitou a rouca voz do vilão Darth Vader e soltou a clássica frase: “Luke, I am your father” (“Luke, eu sou seu pai“). Pois bem, se você fez isso, você fez errado. Tal frase nunca foi vista no filme dirigido por Irvin Kershner e idealizado por George Lucas. A frase correta, na verdade, é: “No, I am your father” (“Não, eu sou seu pai“). Na cena, Vader (voz de James Earl Jones) está respondendo a acusação de Luke (Mark Hamill) de que teria matado seu pai.

 

Casablanca (1942)

Um dos maiores clássicos da história do cinema, Casablanca também possui uma citação errada para chamar de sua. E, mais uma vez, em uma cena chave da produção. Desolado após o breve reencontro com Ilsa (Ingrid Bergman), Rick (Humphrey Bogart) pede para o pianista de seu bar, Sam (Dooley Wilson), tocar a música dos dois. O mundo relembra a cena como se Rick dissesse: “Play it again, Sam” (“Toque novamente, Sam“). Mas… o que ouvimos o personagem falar é “Play it, Sam. Play ‘As Time Goes By’” (“Toque, Sam. Toque ‘As Time Goes By’“). O erro ficou tão conhecido que “Play it again, Sam” virou até título original de peça/livro de Woody Allen.

 

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001)

Essa aqui até me fez colocar o DVD para assistir antes de publicar a matéria. Pouco antes de cair no precipício após o confronto com Balrog, Gandalf grita para a “sociedade do anel” fugir no primeiro capítulo de O Senhor dos Anéis. A maioria das pessoas cita que o mago grita “Run, you fools” (“Corram,seus tolos”). Mas não foi o caso. Na verdade, o personagem vivido por Ian McKellen fala “Fly, you fools” (“Voem, seus tolos”). Obviamente, o sentido é o mesmo. O voem era para saírem correndo dali, mas a escolha original mostra um pouco do vocabulário do mago então cinzento. 

 

Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

Todo mundo sabe que a frase de Branca de Neve e os Sete Anões começa com “espelho, espelho meu”, não é mesmo? Pois bem… a verdade é que a versão original da frase é um pouquinho diferente. Popularmente conhecida como “Mirror, mirror, on the wall, who is the fairest of them all?” (“Espelho, espelho, na parede, quem é mais bela do que eu?“), a frase verdadeira é “Magic mirror on the wall, who is the fairest one of all?” (“Espelho mágico na parede, quem é a mais bela de todas?“).

 

Tubarão (1975)

Clássico dirigido por Steven Spielberg, considerado por muitos como o primeiro blockbuster da história da sétima arte, Tubarão também tem uma citação pra lá de equivocada correndo pelas bocas das pessoas. “We’re gonna need a bigger boat!” (“Vamos precisar de um barco maior!“) virou sensação da cultura pop e pode ser encontrada até mesmo em camisetas sendo vendidas por aí. Mas esta não é a frase usada por Roy Scheider no filme. Ele diz: “You’re gonna need a bigger boat!” (“Você vai precisar de um barco maior!“).

 

Wall Street – Poder e Cobiça (1987)

Clássico de Oliver Stone estrelado por Michael Douglas e Charlie Sheen, o primeiro Wall Street ficou conhecido pela frase “Greed is good” (“Cobiça é bom“). Mas a forma como foi dita no filme foi um pouco diferente. Na verdade, o Gordon Gekko vivido por Douglas fala “The point is, ladies and gentleman, that greed, for lack of a better word, is good.” (“O ponto, senhores e senhoras, é que cobiça, na falta de melhor palavra, é bom.“).

 

O Mágico de Oz (1939)

Um dos maiores clássicos da história do cinema. E a jornada de Dorothy pelo reino de Oz começa já com uma frase que ficou conhecida em sua forma errada. A maioria das pessoas acredita que a jovem interpretada por Judy Garland fala: “I don’t think we’re in Kansas anymore, Toto” (“Acho que não estamos mais no Kansas, Toto”). Mas, na verdade, é um pouquinho diferente. A citação exata é: “Toto, I’ve a feeling we’re not in Kansas anymore” (“Toto, tenho a impressão de que não estamos mais no Kansas”).

 

Campo dos Sonhos (1989)

Estrelado por Kevin Costner, Campo dos Sonhos é conhecido por fazer as pessoas chorarem e por imortalizar a frase “If you build it, they will come” (“Se você construir, eles virão“). Acontece… que não é essa a frase correta ouvida no longa. Parece um detalhe pequeno e desimportante, mas a citação exata é “If you build it, he will come.” (“Se você construir, ele virá”).

 

O Silêncio dos Inocentes (1991)

Hello, Clarice…” (“Olá, Clarice…“) na voz do Hannibal Lecter criado por Anthony Hopkins em O Silêncios dos Inocentes causa arrepios só de lembrar. Só que você, e muita gente, está simplesmente “lembrando” de forma equivocada. A frase correta dita por um dos maiores vilões da história da sétima arte é, na verdade, “Good evening, Clarice…” (“Boa noite, Clarice…“).

 

A Primeira Noite de um Homem (1967)

Obra-prima dirigida por Mike Nichols e protagonizada por Dustin Hoffman e Anne Bancroft, A Primeira Noite de um Homem (1967) também é regularmente citado de forma equivocada. E a cena em questão é uma das mais importantes do filme, o primeiro encontro entre Benjamin (Hoffman) e a Sra. Robinson (Bancroft). As pessoas costumam citar a frase “Mrs Robinson, are you trying to seduce me?” (“Sra. Robinson, você está tentando me seduzir?“), quando, na verdade, o correto é “Mrs Robinson, you’re trying to seduce me. Aren’t you?” (“Sra. Robinson, você está tentando me seduzir. Não está?“).

 

 

‘Resident Evil’: Claire e Leon são destaque em novas imagens da série da Netflix

Netflix divulgou duas novas imagens da série animada ‘Resident Evil: No Escuro Absoluto‘, produção original baseada na franquia de games da Capcom.

Confira:

A série mistura ficção científica e terror e traz de volta os clássicos personagens Claire Redfield, que investiga um casarão abandonado que se assemelha bastante com o da propriedade Baker em Resident Evil 7’, e Leon S. Kennedy, enfrentando um conhecido zumbi da saga.

Vale lembrar que a gigante do streaming também está desenvolvendo uma série live-action dos games, que terá 8 episódios.

Confira a sinopse:

A CIDADE DE CLEARFIELD, MARYLAND, ESTÁ HÁ MUITO TEMPO SOB A SOMBRA DE TRÊS GIGANTES NOMES APARENTEMENTE SEM RELAÇÃO — A UMBRELA CORPORATION, O DESATIVADO GREENWOOD ASYLUM E A CAPITAL WASHINGTON, D.C. HOJE, 26 ANOS APÓS A DESCOBERTA DO T-VIRUS, OS SEGREDOS GUARDADOS POR ESTES GRUPO COMEÇARÃO A SER REVELADOS COM OS PRIMEIROS SINAIS DE CONTAMINAÇÃO.

Ainda sem muitas informações reveladas, sabe-se que a produção estreia em 2021.