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‘Game of Thrones’: Petição para HBO refazer final da série se aproxima dos 2 milhões de assinaturas

No ano passado, um fã criou no site change.org um abaixo-assinado para que a HBO refizesse a oitava temporada de ‘Game of Thrones’.

E como grande parte do público está visivelmente insatisfeita com os rumos da série, isso fez com que a petição alcançasse centenas de milhares de fãs, totalizando mais de 1 milhão e 800 mil assinaturas.

Para se ter uma ideia, até os atores da série embarcaram na onda da petição.

Na semana passada, Nikolaj Coster-Waldau surpreendeu o público ao dizer que quase assinou a petição criada para que a HBO pudesse refazer a última temporada de ‘Game of Thrones‘, que desagradou a maioria dos fãs. E  o intérprete de Jaime Lannister não foi o único a apoiar a ideia.

Durante uma entrevista para o Pop Culture, Charles Dance, o Tywin Lannister, disse que foi uma pena não ter ouvido falar da petição, porque ele com certeza teria assinado.

“Tem uma petição? Bom, eu teria assinado se eu soubesse.“, disse ele, sem rodeios.  “Acho que há enredos dentro da série que todos os fãs gostariam de saber onde iriam terminar, mas quando a resposta chegou, foi decepcionante. Eu estou no time dos que ficaram decepcionados.”

A temporada final de ‘Game of Thrones‘ custou pouco mais de 90 milhões de dólares para ser produzida e, apesar das críticas, os episódios quebraram vários recordes de audiência da HBO. O penúltimo episódio, “The Bells“, por exemplo, foi assistido por 18,4 milhões de espectadores ao vivo.

Existe uma boa chance de que esta petição não tenha qualquer efeito sobre a série, mesmo que os números continuem a crescer. Isso só mostra o quanto algumas pessoas estão frustradas.

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‘Game of Thrones’ é eleita a MELHOR Série do Século; Você Concorda?

Através de uma enquete do Digital Spy, os internautas votaram em suas séries favoritas que foram lançadas no século 21 e, apesar de ter tido o seu desfecho fortemente criticado, ‘Game of Thrones‘ assumiu a primeira posição da lista.

A pesquisa contou com cerca de três mil votos.

Confira o TOP 10 completo:

  1. Game of Thrones
  2. Stranger Things
  3. Doctor Who
  4. Sherlock
  5. Breaking Bad
  6. The Great British Bake Off
  7. Killing Eve
  8. Gavin & Stacey
  9. Line of Duty
  10. Chernobyl

Vale lembrar que a HBO já começou a produção de House of the Dragon, série que servirá como uma pré-sequência da aclamada produção Game of Thrones.

A série é baseada no romance Fogo & Sangue

A história se passa trezentos anos antes dos eventos de ‘Game of Thrones‘ e gira em torno da Casa Targaryen. Ao longo de 150 anos, veremos a ascensão e queda de muitos líderes em Westeros.

Além disso, a Guerra Civil de Targaryen, citada durante ‘Game of Thrones‘, deve ser explorada na sequência.

Ainda não se sabe quais personagens do romance de George R.R. Martin irão aparecer no show, visto que as informações indicam que “só porque os personagens estão no livro de Martin, não necessariamente significa que todos estarão na série ou serão exatamente como estão descritos”.

Com previsão de estreia para meados de 2022, vale lembrar que Martin não estará envolvido com o projeto da HBO.

Miguel Sapochnik ficará comandará o episódio piloto e capítulos adicionais. Ele não é estranho à saga Game of Thrones, visto que já dirigiu episódios como Battle of the BastardsThe Long Night.

Ryan Condal (Colony) e Sapochnik serão co-showrunners da produção. Condal assina o roteiro.

Confira a sinopse oficial do livro:

Séculos antes dos eventos de A Guerra dos Tronos, a Casa Targaryen – única família de senhores dos dragões a sobreviver à Destruição de Valíria – tomou residência em Pedra do Dragão. A história de Fogo & Sangue começa com o lendário Aegon, o Conquistador, criador do Trono de Ferro, e segue narrando as gerações de Targaryen que lutaram para manter o assento, até a guerra civil que quase destruiu sua dinastia.

O que realmente aconteceu durante a Dança dos Dragões? Por que era tão perigoso visitar Valíria depois da Destruição? Quais foram os piores crimes de Maegor, o Cruel? Essas são algumas das questões respondidas neste livro essencial, relatadas por um sábio meistre da Cidadela.

House Of The Dragon

‘Grey’s Anatomy’: 16ª temporada já está disponível na Netflix!

Ótima notícia para os fãs!

Depois de muito tempo pedindo e implorando, a Netflix disponibilizou a 16ª temporada da icônica, premiada e adorada série médica ‘Grey’s Anatomy’ em seu catálogo. Todas as outras iterações também estão disponíveis na plataforma.

Relembre o trailer:

Vale lembrar que o 17º ciclo estreia na ABC no dia 12 de novembro.

Greys Anatomy Poster

The CW está tentando convencer a Warner Bros. a fazer uma série live-action do Batman, aponta site

Segundo informações do site We Got This Covered, a emissora The CW estaria tentando convencer a Warner Bros. a expandir o universo de Batman na televisão.

As notícias indicam que a famosa rede estaria pressionando a companhia a desenvolver uma série live-action do super-herói que integrasse o Arrowverse, cujo panteão começou ainda com a série ArrowWarren Christie, que interpretou o Cavaleiro das Trevas no final da primeira temporada de Batwoman, estaria sendo cotado para reprisar o papel.

Vale lembrar que o herói já deu as caras em diversas outras produções seriadas, incluindo Titãs.

Entretanto, nenhum comentário oficial foi emitido pelas companhias.

Enquanto isso, Batman retorna no filme titular comandado por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson.

Assista ao trailer oficial:

Lembrando que o filme tem estreia prevista para 01 de outubro de 2021.

Além de Robert Pattinson, o elenco conta com Andy Serkis (Alfred), Zoe Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Peter Skarsgaard, Jayme Lawson, Gil Perez-Abrahame os irmãos Max e Charlie Carver.

A trama irá se concentrar em Bruce Wayne desenvolvendo suas habilidades de detetive.

“ESTE NOVO BATMAN PRECISAVA ESTAR EM CONFORMIDADE COM UMA FAIXA ETÁRIA DEFINIDA. ELE É DESCRITO COMO UM JOVEM COM CERCA DE 30 ANOS DE IDADE, E A HISTÓRIA NÃO VAI FOCAR EM SUA ORIGEM, NEM EM SEU COMBATE AO CRIME EM GOTHAM CITY. ELE É BRUCE WAYNE, AINDA TENTANDO ENCONTRAR O CAMINHO PARA SE TORNAR AQUELE DETETIVE GENIAL.”

Era de se esperar que essa nova abordagem do personagem pudesse se distanciar dos clichês dos filmes anteriores, que muitas vezes o tratavam mais como um justiceiro do que como um investigador e isso só aumenta a curiosidade em saber que tipo de filme Matt Reeves está preparando.

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‘Small Axe’: Série do diretor de ’12 Anos de Escravidão’ ganha trailer emocionante; Assista!

A nova série antológica de Steve McQueen (‘12 Anos de Escravidão‘), intitulada ‘Small Axe‘, ganhou seu primeiro e emocionante trailer, que traz os astros John Boyega e Letitia Wright em destaque.

A produção também ganhou data de estreia e chega à plataforma da Amazon Prime Video em 20 de novembro.

Assista:

Confira as imagens:

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McQueen também assina o roteiro ao lado de Alastair SiddonsCourttia Newland.

A produção antológica, ainda sem muitos detalhes revelados, tem a premissa retirada de um antigo provérbio caribenho que diz: “se você é a grande árvores, nós somos o pequeno machado”.

Letitia WrightJohn BoyegaMalachi KirbyShaun ParkesRochenda SandallAlex JenningsJack LowdenMichael Ward fazem parte do elenco.

 

‘Grey’s Anatomy’: Após adiamento, série completa entra para o catálogo da Amazon Prime

Após alguns contratempos técnicos que impediram o seu lançamento, a série completa de ‘Grey’s Anatomy‘ finalmente entrou na íntegra para o catálogo da Amazon Prime Video.

Originalmente, a produção estava programada para chegar aos usuários do serviço no dia  15 de setembro.

No entanto, os fãs foram surpreendidos de forma negativa, ao não encontrarem nenhuma temporada sequer, ao procurarem pela série na grade de programação da plataforma.

Vale lembrar que as 16 temporadas de ‘Grey’s Anatomy‘ também estão disponíveis na plataforma da Netflix.

Lembrando que a produção da nova temporada já está em andamento, após seis meses em pausa devido ao surto de coronavírus.

Krista Vernoff já confirmou que o próximo ciclo abordará a epidemia:

“Haverá muitas histórias para serem contadas envolvendo o COVID-19, mas nem todas serão sobre morte e desespero. Veremos pessoas se divertindo enquanto estão em quarentena, longe do hospital. Muitos desses médicos não estão indo para casa; eles estão vivendo juntos em hotéis.”

Ela continua, ressaltando que o vírus não será o grande “vilão” da temporada: “Veremos diversos ângulos dessa pandemia, dependendo do episódio.”

A 17ª deve estrear apenas em 2021, mas há chances que o novo ciclo seja lançado ainda no final de 2020.

Greys Anatomy Poster

‘The Batman’: Matt Reeves celebra o Dia do Batman com nova arte oficial; Confira!

O cineasta Matt Reeves revelou uma nova arte oficial de ‘The Batman‘, como parte das celebrações do Batman Day.

Por meio do Twitter, o diretor do longa compartilhou o novo e belíssimo material, desenvolvido pelo artista Bill Sienkiewicz.

Confira:

“Uma nova rate do incrível Bill Sienkiewicz. Feliz Batman Day!”

Assista ao trailer oficial:

Durante o mesmo painel, foi finalmente explicado que a Warner Bros. está construindo dois universos distintos para seus filmes.

Segundo Walter Hamada, o chefe de filmes da DC, ‘The Batman‘ se passará em uma Terra diferente e não fará parte do DCEU.

“No multiverso, existe uma Terra com a versão de Liga da Justiça com Gal [Gadot], Jason [Momoa] e Ezra [Miller], e outra com o Batman de Pattinson”.

Segundo assim, as franquias não terão crossover e seguirão caminhos distintos.

Confira o logo e o primeiro cartaz OFICIAL de The Batman.

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Lembrando que ‘The Batman‘ tem estreia prevista para 01 de outubro de 2021.

Além de Robert Pattinson, o elenco conta com Andy Serkis (Alfred), Zoe Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Peter Skarsgaard, Jayme Lawson, Gil Perez-Abrahame os irmãos Max e Charlie Carver.

A trama irá se concentrar em Bruce Wayne desenvolvendo suas habilidades de detetive.

“ESTE NOVO BATMAN PRECISAVA ESTAR EM CONFORMIDADE COM UMA FAIXA ETÁRIA DEFINIDA. ELE É DESCRITO COMO UM JOVEM COM CERCA DE 30 ANOS DE IDADE, E A HISTÓRIA NÃO VAI FOCAR EM SUA ORIGEM, NEM EM SEU COMBATE AO CRIME EM GOTHAM CITY. ELE É BRUCE WAYNE, AINDA TENTANDO ENCONTRAR O CAMINHO PARA SE TORNAR AQUELE DETETIVE GENIAL.”

Era de se esperar que essa nova abordagem do personagem pudesse se distanciar dos clichês dos filmes anteriores, que muitas vezes o tratavam mais como um justiceiro do que como um investigador e isso só aumenta a curiosidade em saber que tipo de filme Matt Reeves está preparando.

‘Heels’: Stephen Amell completa primeira semana de gravações da série sobre luta livre

O astro Stephen Amell (‘Arrow‘) está compartilhando sua jornada de treinamentos pesados e gravações da sua nova série sobre luta livre, intitulada ‘Heels‘.

E a produção do projeto segue a todo vapor, com o ator revelando que acaba de finalizar sua primeira semana de filmagens da série.

Por meio do Twitter, ele compartilhou o seu entusiasmo, além de elogiar a equipe envolvida no projeto.

Confira:

“Terminei minha primeira semana completa na série Heels. Grande equipe, grande elenco, grande material. Eu me divertindo para c******!”


E após compartilhar a logo oficial da produção no Twitter, o protagonista voltou à rede social para atualizar seus seguidores com uma foto ao lado de Alexander Ludwig (‘Vikings’), que vai interpretar um lutador chamado Ace Spades.

Por enquanto, não há maiores detalhes sobre o personagem, mas tudo indica que ele será o irmão de Jack (Amell), que tenta desafiá-lo para representar o legado de seu falecido pai no mundo da luta livre.

Confira:

“Jack e Ace.”

Para quem não sabe, a trama vai explorar o mundo do wrestling independente através de oito episódio na 1ª temporada, que será exibida pelo canal Starz.

No entanto, ainda não há previsão de estreia.

Produzida pela Lionsgate e pela Paramount TV, ‘Heels‘ também conta com Alison Luff, Chris Bauer, Kelli Berglund, Allen Maldonado, e James Harrison.

Confira a sinopse:

“Escrita por Michael Waldron (‘Loki’), a série terá Mike O’Malley como showrunner e vai acompanhar um grupo de homens e mulheres que perseguem seus sonhos no mundo do wrestling. Em uma pequena comunidade da Geórgia, dois irmãos disputam uma chance para continuar com o legado de seu falecido pai. No ringue, há um mocinho e um vilão, personagens difíceis de interpretar e também de serem deixados para trás.”

Amell é um fã de wrestling declarado e já participou de vários em eventos da modalidade, o que o levou a conhecer o wrestler Cody Rhodes, que interpretou o vilão Derek Sampson, em ‘Arrow‘.

Lembrando que o astro se despediu do ‘Arrowverse‘ na 8ª e última temporada do programa.

Assista ao trailer:

Baseada nos quadrinhos da DC Comics, a série deu origem ao Arrowverse da CW.

A trama segue Oliver Queen, um playboy bilionário de Starling City, que passa cinco anos naufragado em uma ilha misteriosa. Após seu retorno à Starling City, ele se reencontra com sua mãe, Moira Queen, sua irmã, Thea Queen, e seu melhor amigo, Tommy Merlyn. A série centra-se em Oliver reacendendo seus relacionamentos, passando as noites caçando, e, às vezes, matando criminosos como um vigilante encapuzado. Ele descobre uma conspiração para destruir os Glades, um bairro mais pobre da cidade que se tornou sobreposta com a criminalidade. John Diggle e Felicity Smoak ajudam Oliver em sua jornada. Oliver também se reconecta com a ex-namorada, Laurel Lance, que ainda está irritada com seu envolvimento na morte presumida de sua irmã. A série também apresenta flashbacks de Oliver no período em que esteve na ilha, e mostra como ela o mudou.

O elenco conta com Stephen Amell, David Ramsey, Emily Bett Richards, Katie Cassidy, Paul Blackthorne, Willa Holland e Echo Kellym.

Arrow Season 7 Poster

‘Ratched’: Sarah Paulson compartilha emoji oficial da série para o Twitter; Confira!

Para promover a nova série original da Netflix, Ratched, a produção ganhou seu próprio emoji oficial para o Twitter, que é uma personificação da protagonista homônima.

O emoji foi compartilhado pela própria atriz Sarah Paulson, por meio de sua conta oficial da rede social.

Confira:

Ratched, Ratched, eu só queria escrever isso para ver esse emoji. Ratched, aí vai de novo! Ebaaa!”

A primeira temporada já está disponível na plataforma.

Em 1947, a jovem Mildred Ratched (Paulson) iniciava sua carreira profissional no sistema de saúde mental. No entanto, com o decorrer dos anos ela passou de uma simples enfermeira para um verdadeiro monstro, realizando uma série de assassinatos.

O elenco também é composto por Sharon Stone, Cynthia Nixon, Jon Jon Briones, Charlie Carver, Judy Davis, Harriet Harris, Hunter Parrish, Amanda Plummer, Corey Stoll e Finn Wittrock.

Além de estrelar no papel homônimo, Paulson também assume o papel de produtora.

Ratched Poster

‘Die Hart’: Série de comédia de ação com Kevin Hart é renovada para a 2ª temporada

A série de comédia e ação ‘Die Hart‘, estrelada por Kevin Hart, foi renovada para a sua 2ª temporada pela plataforma de streaming Quibi. A informação foi revelada pelo portal Deadline.

Segundo a publicação, o novo ciclo se chamará ‘Die Harter‘ – ainda fazendo uma alusão à popular franquia de ação ‘Duro de Matar‘.

Em um anúncio oficial, o presidente da Laught Out Loud Studios, Jeff Clanagan, compartilhou o seu entusiasmo com a renovação da produção:

“A LOL Studios está empolgada em produzir a segunda temporada de ‘Die Hart’e continuar nosso trabalho para trazer conteúdo premium de comédia”.

Na trama, Hart interpreta uma versão fictícia de si mesmo que está disposta a fazer de tudo para sair do estigma de sidekick dos filmes de comédia e tentar se tornar um herói de ação, aos moldes de Dwayne Johnson e Vin Diesel. Para isso, ele vai encarar uma escola nada ortodoxa, que visa colocar suas habilidades à prova, a fim de transformar sua carreira. No entanto, o treinamento para se tornar uma figura de ação será mais penoso do que ele imaginava.

Confira:

Die Hart‘ ainda conta com John Travolta, Nathalie Emmanuel (‘Game of Thrones‘), Jean Reno e Josh Hartnet no elenco.

A produção foi criada por Tripper Clancy e Derek Kolstad (franquia ‘John Wick‘), com direção de Eric Appel (Brooklyn Nine-Nine).

A plataforma Quibi foi lançada em abril deste ano e traz aos assinantes um diferencial em sua grade de programação. Suas séries originais são feitas em um formato compacto, com episódios curtos de cerca de 10 minutos de duração, para serem consumidos rapidamente.

 

 

 

 

‘Abracadabra 2’: Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy retornam para a sequência

A aguardada sequência de ‘Abracadabra‘ está ganhando forma e segundo o portal The DisInsider, o elenco original já foi confirmado  para retornar para a nova produção.

De acordo com a publicação, as intérpretes das irmãs Sanderson, Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy já fecharam com a Disney para reprisarem os seus respectivos papéis.

O portal ainda revela que as atrizes chegaram a participar de reuniões via Zoom para as primeiras leituras do roteiro.

Recentemente, em entrevista ao ComicBook.com, o roteirista do longa original, Mick Garris falou sobre o possível retorno do elenco original para a vindoura sequência, explicando que a química de Sarah Jessica ParkerBette MidlerKathy Najimy foi o grande motivo pelo filme ter conquistado uma legião de fãs.

“Estou animado [para a sequência], mas acredito que a principal razão do filme ter funcionado foram as Irmãs Sanderson, aquelas atrizes naqueles papéis, aquelas performances que eu acredito serem a chave da longa vida do filme. Fez um sucesso modesto quando saiu. E acho que elas são o motivo do filme ainda ser conhecido desde quando saiu em 1993. E eu adoraria vê-las retornando. Acho que esse é o plano, mas não sei. Ouvi dizer que é isso o que está acontecendo.”

Adam Shankman será o diretor.

A intenção é lançar a sequência no serviço de streaming Disney+. O projeto ainda está nos estágios iniciais de produção.

Jen D’Angelo, que roteirizou o original, foi contratado para escrever ‘Abracadabra 2‘.

O filme original carrega consigo uma legião de fãs. Lançado em 1993 e dirigido por Kenny Ortega (franquia High School Musical), a história gira em torno de Max Dennison (Omri Katz), um adolescente que explora uma casa abandonada ao lado de sua irmã Dani (Thora Birch) e sua nova amiga Allison (Vinessa Shaw). Depois de não acreditar em uma história que Allison conta, Max acidentalmente liberta um grupo de bruxas más que morava na casa. Agora, com a ajuda de um gato mágico, as crianças devem roubar o livro de magias das bruxas para impedi-las de se tornarem imortais.

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Crítica | The Third Day: Jude Law em minissérie da HBO no estilo ‘Midsommar’

Os episódios foram assistidos durante o Festival de Toronto

Apresentada como uma produção experimental no Festival de Toronto 2020, The Third Day já se torna uma experiência única em sua primeira instância. Aqui, o princípio de duas partes – aparentemente – distintas se conecta como uma espécie de filme, proporcionando uma percepção ainda mais peculiar e diferenciada desse misterioso projeto assinado por Dennis Kelly. E diferente do que a audiência em geral testemunhará na nova minissérie, quando ela estrear na HBO, a sua linearidade narrativa foi substituída aqui por uma imersão nos capítulos 01 e 04, o que nos levou a uma jornada repleta de perguntas, com direito a pouquíssimas respostas.

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E talvez seja esse sabor do intangível que faça de The Third Day uma série na qual o público precisa ficar de olho. Como um “filme” parte da seleção oficial do Festival, ele é uma rápida aventura onde somos introduzidos a uma estranha ilha britânica, cercada por um povo repleto de tradições e até mesmo rituais macabros. Com poucos detalhes em mãos, passeamos por essa bizarra e silenciosa atmosfera absorvendo tudo pela ótica dos personagens de Jude Law e Naomie Harris. Já como uma minissérie dividida em duas partes e que entrelaça três subtramas para formar uma só, a produção promete surpreender os amantes do suspense, que não dispensam também uma excepcional qualidade técnica.

E essa nova minissérie faz do seu fator experimental um prato cheio para entregar uma trama que por hora segue bem articulada. Versátil para ser vista como um filme e complexa para ser desdobrada em seis episódios, a produção já supera algumas expectativas por permitir esta exata experiência única, à medida que nos cativa a querer descobrir a mitologia que carrega toda a essência dessa hipnotizante e sombria ilha. Com uma estética que faz contrastes entre as sombras dos tons preto e branco e as cores quentes de uma natureza ora bucólica, ora desarranjada, The Third Day ainda é revigorante pelos seus próprios protagonistas, que desafiam o misticismo deste roteiro – que tem ares de cinema alternativo – em atuações surpreendentes.

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Enquanto Law se despe de suas feições de galã e encara um papel mais centrado e penoso, Harris é uma mãe “solteira” voraz ao proteger suas filhas, em virtude de um trauma familiar que ainda assombra sua vida. Exalando personalidades bem distintas e roubando a cena a cada instante, ambos os atores mostram a que vieram em uma trama que se desenvolve de forma bela em seu design de produção e fotografia, à medida que parece explorar um universo mais folclórico dos cenários rurais britânicos.

Ainda é incerto dizer o que The Third Day nos resguarda em sua totalidade, mas seguindo uma abordagem que nos remete ao padrão criativo de Stephen King, a nova minissérie da HBO tem um forte e desafiador potencial. Com características autorais em sua direção e roteiro, ela nos intriga e instiga a querer correr o mesmos riscos que levaram os personagens de Law e Harris para essa ilha, onde não parece haver uma saída.

Reboot de ‘Anaconda’ terá o mesmo estilo que ‘MegaTubarão’

De acordo com o THR, a Columbia Pictures está desenvolvendo um reboot de ‘Anaconda‘ e tem planos megalomaníacos para o projeto.

O novo filme está sendo descrito como uma “reimaginação” do original e terá o mesmo estilo que ‘MegaTubarão‘, com um grande orçamento.

O script está sendo escrito por Evan Daugherty , de Divergente’ e ‘Branca de Neve e o Caçador‘).

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

A franquia original rendeu quatro filmes (mas apenas os dois primeiros foram lançados nos cinemas) e um crossover com ‘Pânico no Lago‘. Ao todo, os dois primeiros filmes arrecadaram US$ 207.7 milhões mundialmente.

QUE BIZARRO! Filme sobre futuro pós-pandemia de COVID-19 ganha trailer absurdo

‘Greatland’, filme de terror pós-pandêmico estrelado por Eric Roberts (‘Runaway Train’), ganhou seu primeiro e bizarro trailer oficial.

Confira:

O longa é dirigido por Dana Ziyasheva

sci-fi distópico gira em torno de Ulysses e é ambientado em um país imaginário intitulado Greatland, onde os cidadãos, chamado de “Greats”, são muito evoluídos para se importares com governo, trabalho, educação, leis, tecnologia ou dinheiro. Preso nesse mundo de perpétua diversão e amor entre as espécies comandado pela Mãe Universal, Ulysses deve cruzar a fronteira proibida para salvar seu amor de infância, à medida que uma eleição absurda e um vírus mortal pavimentam o caminho para o caos e a violência.

Nick MoranJ.P. ManouxArman DarboChloe Ray Warmoth completam o elenco.

O filme deve ser lançado ainda neste ano.

‘Novos Deuses’: Ava DuVernay confirma aparição da icônica [SPOILER]

Em seu Twitter oficial, a diretora Ava DuVernay confirmou que uma icônica figura do panteão DC irá aparecer na vindoura adaptação de ‘Novos Deuses’: All-Widow.

Para quem não a conhece, a personagem existe desde 1985 com o término dos eventos de ‘Crise nas Infinitas Terras’, nos quadrinhos. Ela é a Rainha das criaturas insectoides que vive na superfície do planeta Nova Gênesis. Tipicamente, são encaradas como criaturas inferiores à raça dos Novos Deuses.

All-Widow é apenas a mais nova adição ao extenso longa-metragem, que já teve confirmação de outros nomes como Darkseid, Grande Barda e Senhor Milagre.

DuVernay e Tom King ficam responsáveis pelo roteiro, com a Warner Bros. supervisionando o projeto.

Em uma recente postagem em seu Twitter oficial, DuVernay comentou que está prestando atenção no que o público quer para a adaptação e que está “sonhando com atores” e “tomando notas” de fancasts que já viu nas redes sociais.

Confira:

Por enquanto, os principais detalhes permanecem em sigilo e ainda não há previsão de estreia para a adaptação.

Justice League Original Ending Darkseid

‘Em Busca da Atlântida’: Netflix vai adaptar saga de sucesso de Andy McDermott

De acordo com o Deadline, a Netflix adquiriu os direitos do romance ‘ Em busca da Atlântida‘ (The Hunt For Atlantis) e já está desenvolvendo uma adaptação escrita e produzida por Aaron Berg.

O projeto é fruto de uma parceria entre a plataforma de streaming e a produtroa 6th & Idaho, e também Matt Reeves e Adam Kassan como produtores.

Para quem não conhece, o romance escrito por Andy McDermott é o primeiro título da saga ‘Wilde/Chase’, composta por 15 volumes.

Na trama, a brilhante universitária Nina Wilde é contada por um bilionário que a envia numa jornada em busca de pistas sobre a lendária cidade perdida. Como recompensa, ela terá respostas sobre o misterioso desaparecimento de seus pais.

Unindo forças com Eddie Chase, um ex-guarda-costas britânico do Serviço Aéreo Especial, Nina vê a oportunidade de experimentar as aventuras que sempre sonhou e se libertar se sua monótona rotina.

Os títulos subsequentes giram em torno da busca da espada mítica Excalibur, o grande salão de Valhalla, a Fonte da Juventude e a cidade perdida de El Dorado.

Até o momento, não foram revelados detalhes sobre elenco, diretores e nem previsão de estreia.

Festival de Gramado | Por Que Você Não Chora? – Filme com Bárbara Paz Alerta Para o Setembro Amarelo

O 48º Festival de Gramado está acontecendo este ano em um formato diferente. Sem público, sem tapete vermelho e com a apresentação da Renata Boldrini e convidados, o público brasileiro ganhou uma vantagem: os filmes em competição estão sendo exibidos inédita e exclusivamente através do Canal Brasil, todos os dias a partir das 20hs até o dia 26 de setembro. E para celebrar esse novo formato – mais democrático, diga-se de passagem – foi escolhido o longa ‘Por que você não chora?’ como filme de abertura.

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Neste filme acompanhamos Jessica (Carolina Monte Rosa), uma estudante de psicologia que, em seu último ano, recebe a tarefa de acompanhar a paciente Bárbara (Bárbara Paz), uma mulher um bocado desequilibrada que é diagnosticada com transtorno de personalidade limítrofe, também conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline. Bárbara também está lutando pela guarda de seu filho e, no meio disso tudo, Jessica começa a projetar muito de si na sua paciente, deixando-se impactar pelos distúrbios dela.

A escolha de ‘Por que você não chora?’ como filme de abertura é um importante posicionamento que o Festival de Gramado sinaliza, jogando luz sobre a urgência de se discutir mais abertamente sobre a saúde mental – especialmente nesse setembro amarelo, especialmente nesse ano de 2020, tão difícil.

Escrito e dirigido pela cineasta brasiliense Cibele Amaral, o filme, metafórico, aparenta sofrer do mesmo distúrbio de sua coprotagonista. O primeiro arco é focado em trabalhar a trama de Jessica, para, em seguida, direcionar-se para o círculo de Bárbara e toda a montanha-russa de emoções que ela enfrenta em sua realidade; por fim, volta ao universo de Jessica e como seu mundo é afetado pelas experiências vividas e sofridas durante o período do estágio. Tudo isso sem exatamente encerrar nenhum dos arcos.

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Com uma percepção mais aprofundada, o espectador pode observar o abalo da relação médico-paciente como uma crítica ao próprio sistema de saúde mental para ambos os lados: em uma ponta da corda está o paciente, despejando toda a sua carga emocional no psicólogo ou psiquiatra, enxergando-o como tábua de salvação; na outra está o médico, a quem é orientado não se deixar envolver, não demonstrar emoções e, portanto, não chorar. O quanto essa impossibilidade de se permitir sentir não causa, igualmente, marcas profundas naqueles que provêm o tratamento? Essa é uma discussão que precisa ser aberta.

O maior destaque em ‘Por que você não chora?’ está nas atuações da dupla protagonista. Carolina Monte Rosa constrói uma personagem enigmática e impassível – de fato, deve ser dificílimo não exprimir nenhuma emoção. Por sua vez Bárbara Paz é o excesso de emoções, uma explosão de sentimentos, um rolo compressor de impressões que faz o contraponto da personagem terapeuta. O longa conta ainda com a participação especial de Cristiana Oliveira e Elisa Lucinda como duas personagens bem didáticas, cujas funções é mastigar o argumento do filme para o espectador.

Embora deixe muitas lacunas em aberto com elementos inseridos no enredo que não se justificam, ‘Por que você não chora?’ é um bom filme que acende o alerta para o quão urgente é normalizarmos os cuidados mentais para a melhoria das relações entre os cidadãos contemporâneos.

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Crítica | Sarah Paulson rouba a cena na controversa ‘Ratched’, nova série de Ryan Murphy

Em 1975, Louise Fletcher conquistou o mundo com sua interpretação irretocável como a enfermeira Mildred Ratched no clássico Um Estranho no Ninho. Rapidamente, a complexa persona arquitetada pelo romancista Ken Kesey ganhou dimensões novas e bem mais profundas, colocando-a como um símbolo da tirania e da corrupção institucional – ainda mais por agir de modo passivo-agressivo para garantir que os pacientes do Instituto Psiquiátrico de Salem fossem-lhe fiéis e obedientes, punindo quem ousasse contraria as suas ordens – como Randie McMurphy (Jack Nicholson), que sofre lobotomia após juntar os outros residentes do manicômio em uma onda de protestos contra Mildred. Não é surpresa que, por sua carga alegórica, Ratched tenha se transformado em uma das maiores vilãs da história do cinema, servindo de inspiração para criações contemporâneas e análises sociológicas sobre a maldade e a ambição humanas.

Em 2020, o prolífico Ryan Murphy (American Horror Story) resolveu abraçar a personagem e lhe fornecer uma história de origem – dando vida, dessa forma, à série original da Netflix, Ratched. Ambientada quase vinte anos antes dos eventos do longa-metragem, a demoníaca enfermeira foi encarnada pela premiada Sarah Paulson em uma backstory totalmente diferente do que esperávamos, talvez tentando explicar suas atitudes controversas, talvez nos querendo dar uma centelha de empatia, retirando-a dos estereótipos em que foi infundida. Entretanto, a série se vale de caricaturas exageradas demais para que se dê algum tipo de credibilidade: o roteiro, seguindo os passos de tantas outras produções de Murphy, como Hollywood e The Politician, aposta suas fichas em um visual impecável, colocando as tramas em um patamar ora prolixo, ora superficial demais. Ademais, as atuações conseguem esconder os erros narrativos e garantir que o público se envolva – mesmo deixando um gostinho agridoce no final.

Ratched 2
RATCHED (L to R) SARAH PAULSON as MILDRED RATCHED in episode 103 of RATCHED Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2020

Mildred Ratched é construída quase de forma sociopata: uma cética dama que parece ser da alta sociedade, mas na verdade procura fazer parte do time de enfermeiros do Hospital Estadual de Lucia, na Califórnia, contando certas mentiras desde seu primeiro momento em cena para garantir o emprego e vivendo em um motel à beira da estrada enquanto planeja algo não revelado logo de cara. Porém, conforme os capítulos se desenrolam, descobrimos que Mildred quis trabalhar lá para ajudar seu irmão, Edmund Tolleson (Finn Wittrock), recém-admitido no instituto por ter assassinado quatro padres a sangue-frio. É claro que, para a segurança dos dois, ninguém tem ideia de sua relação – e nem mesmo Murphy parece fazer muita questão de investir nessa primeira reviravolta, deixando-a de lado e recuperando-a sem muita necessidade ou explicação.

Esteticamente, Ratched é tudo que se espera de uma produção do showrunner e criador supracitado: comandando os dois primeiros episódios, deve-se notar que Murphy amadureceu consideravelmente desde sua estreia na indústria do entretenimento; enquanto era de se esperar que ele resgatasse certas inflexões caprichosas de obras anteriores, como planos holandeses e ângulos irreverentes, percebe-se que, aqui, há um apreço pela coesão comedida e pelo excesso de simetria. A série, no geral, tem espaço de sobra para invenções mirabolantes e paletas fabulescas – e faz isso ao fazer apologia ao body horror e ao gore diversas vezes; mas o foco sempre se destina à compostura da personagem de Paulson e de que forma, mesmo sem pronunciar uma palavra sequer, nos chama a atenção.

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RATCHED (L to R) SARAH PAULSON as MILDRED RATCHED in episode 107 of RATCHED Cr. SAEED ADYANI/NETFLIX © 2020

Murphy, ao lado de seu time criativo, presta bastante atenção à paleta de cores e cuida para que a direção de arte seja guiada pela sobriedade e pela melancolia exuberante dos tons esverdeados – destinando alguns objetos em um composée apaixonante. À Ratched, por sua vez, destina-se cores complementares, ultrajantes, até mesmo, quando justapostas à clareza do hospital ou aos cenários kitsch que acompanham sua jornada: seus vestidos amarelo-mostarda e seu cabelo ruivo parecem pontos luminosos em um túnel obscuro, transmutando-a na força-motriz que rege a organicidade desse universo fora do convencional. O problema é que essa imagética sem igual, que transforma o show no mais belo da carreira de Murphy, é inconvenientemente abandonada quando a protagonista entra em seu arco de redenção, fundindo-a ao amorfismo dos outros personagens.

Felizmente, Paulson já se mostrou como uma ótima atriz – e se junta à excelência de seus colegas, especialmente Wittrock, que traz elementos de sua psicótica atuação em American Horror Story: Freakshow’, e Judy Davis como a enfermeira-chefe Betsy Bucket, mostrando sua conhecida versatilidade mais uma vez. Sharon Stone também dá as caras como a vingativa socialite Lenore Osgood, que parte numa caçada para matar o Dr. Richard Hanover (Jon Jon Briones), diretor do Lucia, e cruza caminhos com a perigosa timidez e centralidade de Mildred. E, como é de praxe, a outrora estigmatizada vilã é humanizada com uma trágica história que transcende as expectativas e que nos faz sentir compaixão por atos autoprotetivos – ainda que, no final das contas, a “mágica” de sua frieza e de seu imperioso controle sobre os outros tenha sido varrida para debaixo do tapete.

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Ratched comete o equívoco de querer ser mais do que consegue – algo que realmente seria, caso não se deixasse levar pelas exaustivas fórmulas de qualquer drama novelesco dos últimos anos. Até mesmo a rebeldia cênica, própria das criações, dá um passo para trás como forma de colocar diálogos previsíveis e monótonos nas telinhas; mas, conforme percebemos os erros, é difícil parar de prestar atenção àquilo que nos é contado – principalmente com a majestosa elegância que nos aguarda desde o princípio.

Crítica | #Alive – Um Surpreendentemente Filme de Zumbi da Netflix

Em 2020, a realidade superou a ficção. Com tudo que estamos passando esse ano, ficou meio sem graça, até, ver filmes e séries de zumbi, uma vez que o que estamos vivendo há mais de seis meses trouxe para a nossa realidade muitos dos aspectos comportamentais que víamos e criticávamos na ficção. Apesar disso, há muitas produções de mortos-vivos que estão surpreendendo nos últimos meses –particularmente, a Netflix parece bastante interessada no assunto, aumentando, aos poucos, seu catálogo de oferta do gênero. É o caso de ‘#Alive’, filme sul-coreano que estreou essa semana na plataforma de streaming.

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Oh Joon-woo (Ah-In Yoo) acorda um dia em sua casa e vê um bilhete de seus pais com um dinheiro, pedindo para que compre comida porque não vão voltar tão cedo. Oh Joon-woo ignora-o solenemente e vai jogar videogame, porém, no meio da partida uma notícia na tv chama sua atenção: as pessoas na rua estão enlouquecendo, tornando-se zumbis de repente. Em poucos minutos a vida do rapaz muda completamente e ele se vê preso em casa, com pouca comida, e sem poder sair. Dias se passam nessa situação até ele finalmente conhecer Kim Yoo-bin (Shin-Hye Park), uma vizinha esperta que lhe dá motivação para continuar lutando por sua vida.

Matt Naylor e Il Cho construíram um roteiro calculado e equilibrado, topando o difícil desafio de narrar uma história centrada basicamente em um único personagem – que, por sua vez, não tem com quem conversar. ‘#Alive’ proporciona um bom desenvolvimento dos dilemas do protagonista em oposição aos desafios do perigo do lado de fora da casa dele. Fazendo uso da metáfora do zumbi, em uma camada mais profunda o roteiro reflete sobre o desafio dos jovens de sair da casa dos pais pela primeira vez, e, literalmente, encontrar no mundo uma selvageria que os faz querer voltar correndo para casa. É claro que poucas pessoas vão buscar sentidos metafóricos em um filme de zumbi, mas ele está presente em ‘#Alive’ e, de modo que o arco percorrido pelo protagonista é bem bonito até.

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Além de colaborar no roteiro, Il Cho também dirigiu o longa, e o fez com bastante maturidade. Seus zumbis – o grande atrativo do longa – não são idiotas, ao contrário, são inteligentes e super ágeis. Il Cho acertou em investir em maquiagem e numa ótima edição para conferir dinamismo e rapidez aos seus zumbis, o que os tornou impressionantemente críveis. O diretor também alcançou um bom ritmo no seu longa, sem deixá-lo cair nem mesmo nas muitas cenas sem diálogos em que só há um personagem em cena. Por fim, vale atentar a boa competência desse diretor em gravar cenas de ação e de intensa movimentação em locais apertados, como um apartamento ou um corredor, e de ter criado um filme com basicamente apenas essas locações.

#Alive’ é um ótimo filme de zumbi, e vai muito além disso. Com bastante semelhança ao nosso 2020, é um longa que convida à reflexão sobre sobrevivência e coletividade, surpreendentemente emocionante. Ah, sim, e com zumbis maneiros correndo para todos os lados, e não se arrastando.

‘O Diabo de Cada Dia’ – Drama que critica o fanatismo Religioso estreia na Netflix dividindo opiniões

O horror nosso de cada dia nos dai hoje

Adaptar para as telas uma obra literária é uma tarefa dificílima. Por isso, os bem sucedidos, mesmo que alterem bastante seu material original, merecem todos os louros do mundo. Quando falamos de obras complexas, repletas de personagens e com linhas narrativas distintas, como é o caso com este O Diabo de Cada Dia (baseado no livro homônimo escrito por Donald Ray Pollock em 2011 – que também fornece a narração), tudo fica ainda mais arriscado. Uma adaptação cinematográfica precisa criar conexão com seu espectador para além do já estabelecido público-alvo, e no caso deste longa – e bota longa nisso, com 2h20min de projeção – termina com um resultado pouco memorável.

A ideia por trás do roteiro adaptado por Paulo Campos e Antonio Campos (também diretor do filme e filho do veterano jornalista brasileiro Lucas Mendes) é a de uma crítica ferrenha ao fanatismo religioso. A todas as atrocidades cometidas pelo homem em nome de Deus, e a um senso moral incrivelmente deturpado, que somente esconde e valida ações de indivíduos altamente desequilibrados. Justamente servindo a este tapa na cara em relação a tal fé cega, o título em português chega bem acertado e mais eficiente do que sua versão original em inglês.

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Aqui, o cineasta aponta para o quão desprezíveis são os que se envolvem num manto santificado para liberar toda a sua monstruosidade, na ilusão de realmente estarem acima do bem e do mal. Num delírio íntimo de se encontrarem como um canalizador da voz divina. Mas igualmente enfatiza o perigo de uma crença acima de qualquer suspeita, deixando para trás avaliações lúcidas, nas quais os fiéis são facilmente manipulados e levados a cometer atrocidades. Tudo, novamente, em nome de Deus.

O Diabo de Cada Dia funciona de forma episódica, com diversas subtramas (ou micro histórias) que vão se entrelaçando ao longo da trajetória, e no final se afunilam para uma conclusão. Assim, a obra se torna quase uma antologia – como A Balada de Buster Scruggs (2018), dos irmãos Coen, por exemplo -, aqui costurando todos os contos com a temática da falsa ideologia religiosa e o fanatismo. Tudo começa com Bill Skarsgard (o palhaço Pennywise dos novos It: A Coisa), um jovem veterano de guerra retornando para casa na sua pequena cidadezinha rural. Ah sim, devo mencionar também que todas as histórias são ambientadas durante a década de 1950, e que o elenco é simplesmente estelar, e um dos melhores, definitivamente, dos últimos anos. O filme é produzido pelo ator Jake Gyllenhaal – ou seja, talento não falta na frente e atrás das câmeras.

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Voltando para Skarsgard, ele se casa com a personagem da gracinha Haley Bennett (ainda exibindo o inchaço pós-gravidez de seu primeiro filho com o diretor Joe Wright), e logo depois chega a cria do casal, o menino Arvin. Quando a mulher adoece, o patriarca vai aos poucos deixando florescer os traumas de guerra nunca enterrados, em especial sobre um colega crucificado e esfolado vivo pelos japoneses. Deus é visto por ele como uma entidade cruel, com quem precisa barganhar vidas. Assim, a tragédia se abate por completo sobre esta família. A esta altura vale dizer que O Diabo de Cada Dia é um filme altamente depressivo, trágico, sem qualquer vislumbre de alegria. É a ira de Deus, a tempestade sem a bonança.

O que o grande público irá querer ver ao acessar o ícone do filme na Netflix, no entanto, são as presenças de dois jovens astros do momento, cujos nomes são capazes de arrastar multidões: Robert Pattinson e Tom Holland. Da dupla, é Holland quem tem o protagonismo, interpretando a segunda fase, mais velha, de Arvin. E assim como Peter Parker, o órfão é criado por uma figura materna (aqui a avó), combate valentões no colégio e faz de seu trabalho eliminar “vilões” – aqui, de forma muito mais intensa e visceral. Mas quem rouba o show, apesar do elenco pra lá de eficiente e harmonioso de forma geral, é mesmo Pattinson em mais um desafio em sua filmografia. O vindouro intérprete do Batman escolhe para si o que é o personagem mais asqueroso de sua carreira: um pastor egocêntrico, que usa sua fala mansa e através da articulação da palavra bíblica abusa da boa fé de seu rebanho. E como adoramos odiá-lo no papel.

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Ainda sobram tramas para Jason Clarke (Cemitério Maldito, 2009) e Riley Keough (Mad Max: Estrada da Fúria) – a neta de Elvis Presley – como um casal de degenerados; Sebastian Stan (o Soldado Invernal da Marvel), num papel que seria do colega Chris Evans, como um xerife corrupto; Eliza Scanlen (Adoráveis Mulheres) como uma inocente carola; Harry Melling (sócio da Netflix, de filmes como Buster Scruggs e o recente Old Guard) se destacando como um pastor caído em desgraça; e Mia Wasikowska como uma vítima das circunstâncias, numa participação piscou, perdeu. Ou seja, “só gente boa”, nesta verdadeira sinfonia da miséria humana. Todos ligados pelo pecado de amar demais a Deus, ou ao menos corromper completamente seus ensinamentos.

A crítica funciona, a mensagem é passada de forma clara, e estes elementos estão entre os acertos do longa. Assim como a reconstrução mais que eficiente da época, e atuações de alto nível, em especial as de Pattinson, Melling e Keough. Porém, para um filme transcender sua intenção e o próprio assunto a que se propõe a discutir é preciso algo mais. E em sua maioria os personagens não obtém destaque ao ponto de realmente nos identificarmos e começarmos a nos importar com eles. Em muitos momentos, seja pela falta de diálogos mais fervorosos (para acompanhar o tema) ou pela confecção de cenas mais chamativas (ou artisticamente ousadas), sentimos como se O Diabo de Cada Dia fosse apenas uma sucessão de eventos muito ruins e violentos ocorrendo constantemente de forma genérica, sem grande apelo. Apesar de suas qualidades, é pouco provável que o longa possua a resiliência de permanecer marcado em nossas mentes.