Desde o início da reclusão social as pessoas têm sentido muita dificuldade de concentração, especialmente aqueles que estão trabalhando ou estudando em casa. Tá realmente complicado focar, e, quando nos colocamos no lugar das crianças, essa dificuldade de acentua, pois elas, acostumadas a interagir com os coleguinhas e ter atividades diferentes de aprendizado, da noite para o dia se viram sozinhas diante de uma tela fria de computador. Como recurso para voltar a despertar o interessa da garotada, chega essa semana à Netflix a série ‘Mundo Mistério’, que certamente irá despertar o interesse do público alvo.
O sucesso de Castanhari está bastante fundamentado no fato de ele ter atentado para um formato de programa para crianças muito comum nos anos 1980 e 1990, mas que sumiu nas gerações 2000 e 2010. Ao resgatar o formato de programa de curiosidades com bases científicas e histórica + experimentos de laboratório, demonstrações físicas do conceito teórico e/ou instrução estilo DIY para as crianças reproduzirem o conteúdo aprendido em casa, Castanhari acertadamente apresenta um conteúdo relevante e instrutivo para uma geração que foi privada de crescer aprendendo se divertindo com os programas de televisão, tais como o quadro do “Por quê” no Castelo Rá-Tim-Bum , e até mesmo o Telecurso 2000 (mencionado na própria série).
Estrelada e dirigida pelo youtuber e apresentador Felipe Castanhari, a série possui oito episódios de vinte e sete minutos de duração, mas cada um deles não tem necessariamente a ver com o outro, de modo que o espectador pode assistir na ordem que desejar. Inclusive, uma boa sugestão seria não maratonar a série – uma vez que cada capítulo contém muita informação, seria muito mais produtivo assistir a um capítulo e, em seguida, pesquisar por conta própria se os dados são mesmo da forma como foram apresentados. É assim que se estuda e se aprende.
O roteiro dos episódios segue o mesmo padrão em todos os oito capítulos, o que facilita na identificação do formato para os mais jovens. Observa-se, porém, que a narrativa desse roteiro é eurocentrada: Castanhari parte de um fato X, traz suas referências e cientistas lá da Europa/Estados Unidos e, quando cabe espaço, traz o referencial equivalente para o Brasil. É uma escolha narrativa, e tá tudo bem. Mas sugere que ‘Mundo Mistério’ é uma série que quer ser mais bem recebida nos países em que a Netflix está disponível, e não só localmente.
Cheios de referências ao universo pop e à filmes conhecidos da galera, não passa despercebido, porém, o tom apocalíptico que os episódios possuem. Para além dos temas, com exceção do primeiro episódio (que trata do mistério no Triângulo das Bermudas) todos os outros de um jeito ou de outro abordam o fim da humanidade, a morte (ou possibilidade de) de milhões de pessoas, a extinção do planeta e por aí vai. Isso deixa um gosto meio amargo na boca, especialmente quando o público alvo é a garotada na faixa dos 10-12 anos.
Felipe Castanhari está muito bem fazendo exatamente o mesmo papel que o consagrou no Youtube e que o levou a ter um programa semelhante no History Channel, ‘Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil’. Felipe deve ter refletido sobre o formato como a coisa foi feita em 2017 e optado dessa vez por abordar temas gerais da humanidade. Como comunicador, Castanhari dialoga precisamente com seu público, com uma voz cadenciada e as palavras muito bem pronunciadas. Como ator, talvez precise se soltar um pouco mais. O mesmo vale para Bruno Miranda, cujo personagem Betinho não deveria precisar ser lembrado o tempo todo da sua condição de estudante de supletivo. No mais, o destaque vai à boa interpretação de Lilian Regina, como a Dra. Thayane, o querido dublador Guilherme Briggs (como a IA Brigss) e a participação especial de outro dublador querido, Wendel Bezerra, no episódio final.
Destaca-se também a maravilhosa edição de ‘Mundo Mistério’, que realmente faz tooooodo o diferencial para fazer a garotada prestar atenção no conteúdo. Enquanto Castanhari vai narrando o episódio, o espectador é visualmente convidado a assistir a narrativa em formato de HQ, em recuperação de imagens de outras produções da Netflix, em ilustrações 3D, etc. Sério, a edição dessa série é um espetáculo à parte. O mesmo vale à direção de arte, que cuidou da construção do cenário milimetricamente pensado em ser facilmente recebido pela geração que cresceu assistindo o conteúdo no youtube.
‘Mundo Mistério’ é uma boa série instrutiva para a molecada ociosa em casa. Tomara que com mais produções assim, Castanhari ajude a formar uma geração de crianças mais respeitosas e interessadas em ciência e pesquisa.
O merchandising de ‘Mulher-Maravilha 1984’ recomeçou a ser lançado ao redor do mundo e o Walmart divulgou imagens dos colecionáveis do filme, incluindo a boneca de Mulher-Leopardo – vilã que será introduzida na sequência e que é vivida por Kristen Wiig.
Um dos colecionáveis viralizou porque possui semelhanças chocantes com Rita Cadillac, famosa dançarina e atriz conhecida por seu trabalho no programa do apresentador Chacrinha.
Veja:
Não demorou muito para que os fãs notassem a semelhança e levassem as comparações para o Twitter.
— Rafinha, a Galinha Exemplar (@cuzcuz_com_ovo) August 7, 2020
Durante uma entrevista para a SYFY Wire, a diretora Patty Jenkins deu alguns detalhes sobre a personagem, revelando suas motivações contra Diana Prince:
“A Dra. Minerva sofre uma mutação por causa de artefatos místicos, mas isso não faz dela uma vilã, apenas uma azarada. Ela se torna vilã por conta da inveja que tem da Mulher-Maravilha. O que faz ela se transformar em Mulher-Leopardo é sentir que nunca foi tão boa quanto alguém como Diana. Ela me lembra pessoas que têm baixa auto-estima, que estão sempre se colocando para baixo, sabe? Então, quando ela abraça a mudança, surge esse ressentimento acumulado ao longo de todos esses anos.”
Veja fotos:
Lembrando que o filme chega no Brasil no dia 1º de Outubro, um dia antes da estreia norte-americana.
Patty Jenkins retorna à direção da sequência, que se passará no período da Guerra Fria.
Gal Gadot estrela como a heroína. O elenco também conta com o retorno de Chris Pine, Robin Wright, Saïd Taghmaoui e Ewen Bremner, e a introdução deKristen Wiig como a Mulher-Leopardo.
“Encontros com sereias, anjos caídos e outros monstros estranhos levam pessoas quebradas a atos desesperados na tentativa de consertar suas vidas, o que ressalta a fina linha que separa o homem do monstro.”
Nos últimos dias, a primeira leva de merchandising de ‘Mulher-Maravilha 1984’ começou a ser lançada ao redor do mundo e parece que um dos produtos colecionáveis chamou a atenção dos internautas brasileiros.
O objeto em questão é uma boneca de Mulher-Leopardo, vilã que será introduzida na sequência e que é vivida por Kristen Wiig. O brinquedo possui semelhanças chocantes com Rita Cadillac, famosa dançarina e atriz conhecida por seu trabalho no programa do apresentador Chacrinha.
Veja:
Não demorou muito para que os fãs notassem a semelhança e levassem as comparações para o Twitter.
— Rafinha, a Galinha Exemplar (@cuzcuz_com_ovo) August 7, 2020
Durante uma entrevista para a SYFY Wire, a diretora Patty Jenkins deu alguns detalhes sobre a personagem, revelando suas motivações contra Diana Prince:
“A Dra. Minerva sofre uma mutação por causa de artefatos místicos, mas isso não faz dela uma vilã, apenas uma azarada. Ela se torna vilã por conta da inveja que tem da Mulher-Maravilha. O que faz ela se transformar em Mulher-Leopardo é sentir que nunca foi tão boa quanto alguém como Diana. Ela me lembra pessoas que têm baixa auto-estima, que estão sempre se colocando para baixo, sabe? Então, quando ela abraça a mudança, surge esse ressentimento acumulado ao longo de todos esses anos.”
Veja fotos:
Lembrando que o filme chega no Brasil no dia 1º de Outubro, um dia antes da estreia norte-americana.
Patty Jenkins retorna à direção da sequência, que se passará no período da Guerra Fria.
Gal Gadot estrela como a heroína. O elenco também conta com o retorno de Chris Pine, Robin Wright, Saïd Taghmaoui e Ewen Bremner, e a introdução deKristen Wiig como a Mulher-Leopardo.
Dirigido por Julius Berg, o longa é baseado no livro ‘Une Nuit de Pleine Lune‘, escrito por Yves H. e Hermann.
Inglaterra rural; o início dos anos 90. Os amigos de infância Nathan e Terry são encorajados pelo sociopata de fora da cidade, Gaz, a assaltar os Huggins, o médico idoso local e sua esposa. A namorada de Nathan, Mary, é contra o plano, mas os rapazes estão decididos: a casa do médico está isolada, há um cofre cheio de dinheiro, ninguém estará em casa. É uma chance para sair do buraco em que nasceram. Mas os Huggins voltam mais cedo do que esperado. A situação sobre uma reviravolta e se inicia um jogo mortal de gato e rato, deixando os jovens lutando para se salvarem de um pesadelo que nunca poderiam ter imaginado…
Se você acreditava que a onda de remakes em live-action tinha acabado, está muito enganado: além das diversas releituras dos estúdios Walt Disney, pode ser que outra franquia ganhe uma nova versão para as telonas.
Um ávido fã da saga ‘A Era do Gelo’ criou um abaixo-assinado (através do site Change.org) para que a 20th Century Fox, agora sob tutela da Disney, reviva a série de longas-metragens com seu próprio remake. O pedido, que está no ar há alguns meses, ganhou palanque na última semana e, até agora, já recebeu mais de 1.600 assinaturas.
A franquia estreou em 2002 e estendeu-se durante cinco capítulos até 2016, com o lançamento de ‘A Era do Gelo: O Big Bang’. No total, os filmes arrecadaram mais de 3,2 bilhões de dólares nas bilheterias mundiais e tornaram-se a 19ª saga mais lucrativa da história do cinema, atrás de ‘A Saga Crepúsculo’, e a terceira mais lucrativa dentro das animações, atrás de ‘Shrek’ e ‘Meu Malvado Favorito’.
O longa de estreia também ganhou aceitação generalizada da crítica, conquistando 77% de aprovação no Rotten Tomatoes. Entretanto, sua qualidade foi caindo consideravelmente, estacionando em míseros 17% de aprovação com o lançamento da última iteração.
Relembre a sinopse do primeiro filme:
Vinte mil anos atrás, num mundo coberto de gelo, o mamute Manfred e a preguiça Sid resgatam um bebê humano órfão. Agora, os dois vão enfrentar muitas aventuras até devolver o filhote de gente à sua tribo, que migrou para um novo acampamento.
Ao contrário do que a maioria possa pensar, nem só de Meryl Streep vive a maior premiação do cinema. Mas e quantas você pode realmente enumerar que foram indicadas ao Oscar? Sim, geralmente lembramos com maior facilidade das vencedoras, e nesta lista podemos apontar sem pensar muito: Angelina Jolie, Natalie Portman, Cate Blanchett, Charlize Theron e as recentes vitórias de Renée Zellweger e Laura Dern.
Porém, a cada nova edição, com 10 atrizes indicadas, algumas terminam por cair no esquecimento, suscitando a constante dúvida ou surpresa sobre sua nomeação. Pensando nisso, e como forma de celebrar estas talentosas artistas – que muitas vezes não recebem o devido crédito -, o CinePOP separou para você nesta nova matéria 10 atrizes que você não sabia (ou lembrava) que foram indicadas ao Oscar. Vem conhecer.
Essa é até recente, mas quem não acompanha tanto as premiações pode desconhecer. Mais associada a comédias populares, Melissa McCarthy se tornou uma aposta segura nas bilheterias e uma humorista sensação. Ela é também uma atriz duas vezes indicada ao Oscar. Sim, isso mesmo. E embora alguns possam lembrar de sua indicação no ano passado pelo drama subestimado Poderia Me Perdoar?, seu primeiro aceno da Academia veio justamente num gênero que domina e fez carreira. Missão Madrinha de Casamento (2011) foi um fenômeno de crítica e bilheteria, nos fazendo perguntar onde está sua continuação que ainda não saiu do papel? A comédia foi indicada para dois Oscar, e lá estava Melissa McCarthy com sua primeira nomeação – para atriz coadjuvante.
O mundo dá voltas. A pequena notável Anna Kendrick apareceu pela primeira vez nos muito detonados filmes da franquia Crepúsculo. Depois seguiu para demonstrar o talento musical nos sucessos A Escolha Perfeita (2012) e suas duas continuações. Mas o que abriu verdadeiramente as portas para a moça foi ter descolado papel num projeto do talentoso Jason Reitman – o terceiro de sua carreira. É claro que estamos falando do drama indicado a 6 Oscar, incluindo melhor filme, Amor Sem Escalas (2009). No filme, Kendrick atua lado a lado com o astro George Clooney como uma novata extremamente pró-ativa e garantiu uma indicação para chamar de sua. Esperamos novas indicações da jovem estrela.
Agora damos um pulo maior no passado. A veterana nonagenária ficou conhecida para toda uma nova geração como a primeira e definitiva encarnação da bondosa tia May, a figura materna do herói Homem-Aranha no cinema. É claro que estamos nos referindo à trilogia de Sam Raimi, protagonizada por Tobey Maguire – para muitos, ainda a melhor adaptação do personagem nas telonas. Mas é claro que Harris não caiu do céu, e sua carreira data ainda da década de 1950.
A atriz, embora muitos não saibam, possui uma indicação ao Oscar abrilhantando sua filmografia, que chegou em 1994 com o drama biográfico Tom e Viv, sobre o dramaturgo e poeta T. S. Eliot, citado, vejam só, em Homem-Aranha 2 (2004) como forma de sedução pelo personagem de Alfred Molina. Mas isso não é tudo. Vocês estão preparados para cair da cadeira ou terem suas mentes explodidas? Quem interpreta o autor no filme é ninguém menos que Willem Dafoe, que viveu o vilão no primeiro filme do herói no cinema.
Outra atriz associada a comédias, Queen Latifah começou sua carreira no entretenimento como cantora de rap e hip hop, sendo inclusive considerada a primeira dama do gênero musical oriundo dos guetos norte-americanos. Mas o que muitos talvez não saibam é que a artista iniciou como atriz no drama racial Febre da Selva (1991), do fervoroso Spike Lee. Na mesma época, ela participaria de dois episódios da cultuada comédia de Will Smith, Um Maluco no Pedaço (Fresh Prince of Bel Air). Também produtora, Latifah tem investido muito em obras mais sérias nos últimos anos. Mas seu desempenho de maior prestígio na filmografia ocorreu em 2002, ao interpretar a carcereira barra-pesada Mama Morton no musical Chicago. O longa venceu 6 Oscar, incluindo melhor filme, e ainda indicou outros três atores de seu elenco, John C. Reilly, a citada Renée Zellweger e Catherine Zeta-Jones, que saiu vitoriosa da mesma categoria que Latifah, atriz coadjuvante.
Você ainda lembra dela? Musa dos anos 2000, em comédias românticas vide Como Perder um Homem em 10 Dias(2003) e Noivas em Guerra (2009), a filha de Goldie Hawn deu uma leve sumida, participando de filmes sem grandes repercussões que invariavelmente terminam passando em branco sem que os fãs tomem muito conhecimento. Enquanto aguardamos o retorno da carismática e bela atriz, vale a pena lembrar que a loirinha decorou sua filmografia com uma nomeação ao careca dourado na virada do milênio. Quase Famosos, drama semi biográfico, é a obra da qual estamos nos referindo, indicada a 4 Oscar, que ainda nomeou o “monstro” Frances McDormand na mesma categoria de Hudson e levou o prêmio de melhor roteiro.
Sabe estas blusas que enfatizam os papeis icônicos que certos atores já interpretaram, como Harrison Ford (Indiana Jones e Han Solo) e Ian McKellen (Gandalf e Magneto), por exemplo. Pois bem, a grande Sigourney Weaver (e bota grande nisso, a mulher tem 1,82m de altura) definitivamente é digna de possuir uma destas – e esperamos que ela já tenha. É claro, por seus atemporais papeis nas franquias Alien (Tenente Ellen Ripley) e Os Caça-Fantasmas (Dana Barrett) – este último ela voltará a reprisar em breve.
E que tal se eu te disser que a atriz tem nada menos que 3 indicações ao Oscar, e que a primeira delas foi justamente por interpretar a heroína espacial caçadora de Aliens – e melhor ainda, não pelo primeiro filme, mas sim pela sequência (tida como superior por muitos) assinada por James Cameron, Aliens – O Resgate (1986). Mas não para por aí, na lista de hits na filmografia de Weaver, ela é parte do seletíssimo clube de artistas indicados duas vezes no mesmo ano – no seu caso, como atriz principal e coadjuvante. O ano foi 1989, e no primeiro caso, ela protagonizou como Dian Fossey, a cientista estudiosa da vida animal em Nas Montanhas dos Gorilas. Como coadjuvante, participou como a egocêntrica mulher de negócios na comédia Uma Secretária de Futuro.
Você pergunta, o que a “noiva de Chucky” faz aqui? A voluptuosa Jennifer Tilly marcou o fim dos anos 1990 com participações inesquecíveis em Ligadas Pelo Desejo (1996), O Mentiroso (1997), com Jim Carrey, e como Tiffany, a infame noiva do serial killer Charles Lee Ray, que assim como o companheiro, termina com a alma presa dentro de um boneco em A Noiva de Chucky (1998). Alguns anos antes, no entanto, Tilly tirou a sorte grande ao ser selecionada para atuar num filme do mestre Woody Allen – cujo histórico é de sempre render indicação para seus atores, de tão bem confeccionados que são seus personagens. E com a comédia mafiosa passada nos anos 1920, Tiros na Broadway (1994), não foi diferente. Tilly saiu com uma indicação por seu retrato de uma desmiolada “garota da máfia”, e o filme ainda obteve nomeações para Chazz Palminteri e a vitória para Dianne Wiest – além de indicações para Allen como roteirista e diretor.
Existe um grande debate sobre indicações para atores mirins, leia-se crianças. Muitos defendem que os pequenos não estão atuando, e sim sendo eles mesmos. Bem, quando o papel difere muito da realidade dos pimpolhos, creio que tal afirmação caia por terra, por estarem emulando sentimentos que muitas vezes podem desconhecer. Seja como for, é justamente nesta categoria que se encaixa a jovem de 24 anos Abigail Breslin, mais conhecida a Little Rock dos dois Zumbilândia (2009 e 2019). Agora, o que muitos podem não associar é sua indicação ainda pequetita na dramédia indie Pequena Miss Sunshine (2006). Sim, aquela sobre a família disfuncional na van amarela, que enfureceu Eddie Murphy após a vitória de coadjuvante para Alan Arkin. Além de melhor filme, lá temos a nomeação de Breslin, ainda em seus dez aninhos, como a aspirante a miss mirim. Sim, era ela.
Seguimos pela categoria das atrizes mirins indicadas ao Oscar, e chegamos até a bela Anna Paquin. A atriz ficou conhecida na juventude como a primeira e única (até o momento) encarnação da mutante Vampira em quatro filmes da franquia X-Men nos cinemas. Depois, seguiu para um trabalho mais ousado, interpretando uma vampira de verdade na série quente da HBO, True Blood. Hoje com 38 anos, a atriz canadense recebeu sua primeira e única indicação ao Oscar aos 11 anos de idade pelo drama neozelandês O Piano (1993), da diretora Jane Campion.
E não apenas isso, Anna Paquin de fato levou o cobiçado prêmio para casa, derrubando colegas de categoria coadjuvante como Winona Ryder e Emma Thompson. O Pianoainda recebeu indicações de melhor filme e rendeu vitórias para a protagonista Holly Hunter e o roteiro de Campion, num total de 8 indicações. Além disso, O Piano guarda um recorde ao ter indicado Jane Campion ao prêmio de melhor diretora, se tornando assim a segunda mulher da história com tal honraria – num total de cinco. Parece brincadeira, mas é a triste realidade.
Rainha atual para a comunidade LGBTQ, Cher possui uma longa carreira no ramo musical. A diva pode ter exagerado nos procedimentos cirúrgicos ao longo dos anos, mas inegavelmente sempre foi uma linda mulher. A artista começou a carreira como cantora, se enveredou por alguns projetos como atriz – doze filmes para ser mais precioso -, mas segue ainda associada ao universo da música quando falamos nela no entretenimento. Alguns com isso podem até pensar que as participações de Cher no cinema são todas no esquema de Mamma Mia 2 (2018), mas é aí que se enganam, pois a veterana já demonstrou alcance performático em suas atuações em alguns dramas de peso.
Cher já foi indicada duas vezes ao Oscar, acredite! Sua primeira nomeação foi no início dos anos 1980, em um de seus primeiros papeis de destaque (seu terceiro), no drama biográfico Silkwood – Retrato de uma Coragem (1984), no qual aos 37 anos atua lado a lado com ninguém menos que Meryl Streep – para percebermos que esta amizade não é de agora. Mas não ficou por aí, e quatro anos depois a “cantriz”, fazendo inveja à colega Madonna, levou para casa o tão cobiçado maior prêmio do cinema com a “dramédia” Feitiço da Lua (1988), o qual protagonizou ao lado de nenhum outro senão Nicolas Cage. No filme, a atriz exibia o auge de sua beleza, e derrotou lendas como Glenn Close e a citada amiga Meryl Streep no maior prêmio da sétima arte.
Sabe aquela máxima do “é melhor rir para não chorar”. Com esta não sabemos se queremos lembrar ou esquecer. Calma, explico. Obviamente devemos celebrar e render todas as homenagens para a nossa imortal Fernandona Montenegro, a única intérprete de nosso país a ter tido tamanha honraria de ser indicada ao prêmio máximo do cinema mundial. E Fernanda chegou muito perto, perto até demais, fazendo os fãs e todos os brasileiros sentirem o gostinho da vitória. Era o ano da brasileira, e Central do Brasil vinha muito forte em sua campanha na gringa. O vencedor de melhor ator foi um italiano, o amalucado Roberto Benigni, e poderia ter sido de uma verdadeira lenda latino americana também. Poderia, mas não foi.
Tudo bem que contra Fernandona tínhamos Meryl Streep (sempre ela), mas o filme que representava (Um Amor Verdadeiro) não teve muito força – você lembra dele? Restavam as então desconhecidas Cate Blanchett (Elizabeth) e Emily Watson (Hilary e Jackie), por filmes igualmente sem o estrondo necessário. Tal estrondo, porém, foi feito por Shakespeare Apaixonado, que inclusive teve o disparate de ser o grande vencedor de melhor filme da noite. Além disso, Hollywood como boa fábrica de marcas e astros que é, resolveu apostar mais na fabricação da loira tipicamente “made in USA” Gwyneth Paltrow para ser a nova estrela namoradinha dos EUA. Dá ou não vontade de esquecer?
O anúncio de que ‘Mulan’ será lançado na plataforma de streaming Disney+ pelo valor de US$30 surpreendeu a todos e a decisão continua gerando controvérsia com boa parte dos usuários, que aprovaram a estratégia, mas não o altíssimo preço.
Os portais Variety e ComicBook.com fizeram uma enquete por meio do Twitter, a fim de ponderar qual o nível de interesse dos usuários do streaming em pagar o valor para adquirir o filme, mesmo já sendo um assinante da plataforma.
E em ambas as pesquisas o nível de rejeição foi altíssimo. Ao serem questionados pelo ComickBook se alugariam ‘Mulan’ por US$30, 84,6% dos internautas votaram em “não”, com apenas 15,4 votando “sim”.
A pesquisa da Variety obteve resultados bem semelhantes, com 85,3% dos votantes se posicionando contra e 14,7% a favor.
Na ocasião da pesquisa, alguns internautas foram ainda mais além e afirmaram que se o filme disponível para aluguel fosse de fato ‘Viúva-Negra‘, eles estariam dispostos a pagar o valor US$30.
De acordo com o portal Variety, apesar de muitos analistas acharem que o cancelamento da estreia nos cinemas teria impacto negativo para a empresa, o anúncio fez o oposto.
No início da manhã de quarta-feira (05), as ações da Disney saltaram mais de 10%, indicando que os investidores estão confiantes nessa nova estratégia.
O analista do Morgan Stanley, Ben Swinburne, disse:
“Tanto pelo sucesso do (Disney Plus) quanto pela necessidade (interrupção do COVID-19), a Disney está se movendo para levar sua estratégia de streaming a novos níveis de investimento e crescimento… A execução tanto em conteúdo quanto em tecnologia será necessária.”
‘Mulan’, que custou mais de US$ 200 milhões, será lançado diretamente no Disney+ no dia 04 de setembro. Como o lançamento é premium, os assinantes terão que pagar mais US$ 29.99 para assistir ao filme.
O estúdio ainda planeja manter o lançamento nos cinemas internacionais. A Disney está discutindo lançar a produção nos cinemas chineses antes mesmo de ‘Tenet‘, que estreia no próximo mês por lá.
Vale lembrar que a China já reabriu seus cinemas há cerca de 15 dias, em regiões com baixo risco de contágio por coronavírus. Mais de 50% dos estabelecimentos estão em funcionamento com 30% da capacidade para atender as exigências sanitárias.
No Brasil, a Disney ainda não se decidiu quanto ao destino do live-action. Se os cinemas nacionais abrirem antes do lançamento do Disney+, que tem estreia prevista por aqui apenas em Novembro, o estúdio provavelmente decidirá lançar a produção nas telonas.
Como a previsão de abertura dos cinemas nacionais é em setembro, seguindo as diretrizes da OMS, existe uma grande possibilidade da produção ser lançada nos cinemas antes de chegar ao streaming da Disney.
“Nos últimos meses, ficou claro que nada pode ser definido com solidez quando se trata de lançamento de filmes durante uma crise sanitária global, e hoje isso significa pausar nossos planos de lançamento de ‘Mulan’, conforme descobrimos a melhor maneira de levar essa produção para o mundo inteiro”, diz a declaração.
Sobre o remake
Em uma recente entrevista para o Digital Spy, a diretora Nikki Caro revelou alguns detalhes sobre o aguardado longa-metragem e explicou a decisão de tirar as sequências musicais de sua versão, dizendo que “ninguém canta na guerra”!
“Eu pensei nessa adaptação do ponto de vista mais realista, e quem é que canta no meio da guerra? Os personagens estão em guerra, entre espadas e flechas…”, disse ela. “Não sou contra a animação, não é isso, mas são aspectos diferentes. As músicas são brilhantes e vamos honrá-las de uma maneira muito significativa. Mas eu me concentrei no drama de uma menina que está enfrentando uma guerra como um soldado.”
Por falar em realismo, Caro aproveitou par esclarecer porque não incluiu o dragão Mushu na adaptação.
“Mushu faz sentido na animação… Mas nesta versão há um representante da criatura, meio que uma representação espiritual dos ancestrais de Mulan, o que reforça o relacionamento dela com o pai. Foi assim que representamos a ideia de Mushu no live action.”
A versão live-action é dirigida por Niki Caro, e é estrelada pela chinesa Liu Yifei, também conhecida como Crystal Liu, uma das atrizes mais populares desta geração no país.
Depois de dar luz à sua primeira filha e seguindo o sólido lançamento de ‘Bedtime Stories’, Madonna já estava pronta para seguir para sua próxima empreitada na indústria fonográfica. E é claro que o mundo aguardaria ansiosamente para que a rainha do pop, já bem estabelecida na esfera mainstream e tendo aberto portas para suas conterrâneas de uma forma nunca antes vista, voltasse ao topo do mundo mais uma vez.
Apesar de ter iniciado sua carreira nos primeiros anos de 1980, a década seguinte se provou bastante prolífica para Madonna. Depois de declarar seu amor e seu apoio para a comunidade LGBTQ+ ao reapropriar-se do estilo de dança vogue com as melhores intenções possíveis, a cantora e compositora provou estar em outro patamar artístico que não conhecia limites e que não se prendia ao que se esperaria de uma sociedade conservadora, homofóbica, segregativa e machista. Com ‘Erotica’, ela havia quebrado tabus de gênero e idolatrado seu próprio corpo sem quaisquer desculpas, enfrentando um de seus primeiros grandes backlashes e sendo tachada de revolucionária anos depois; com ‘Bedtime Stories’, o recuo para o R&B foi uma bela máscara para criticar aqueles que vieram atacá-la; mas e a agora? O que o futuro aguardava para a performer?
Depois de incursões fracassadas com Babyface e Patrick Leonard, este último já tendo colaborado em ‘True Blue’, Madonna resolveu dar uma repaginada em seu visual fonográfico. Mantendo sua reputação de “camaleão”, bastante adaptável a basicamente quaisquer tendências que surgiam ao redor do mundo, ela se aliou a William Orbit, um dos maiores produtores de todos os tempos, para introduzir um novo elemento à sua discografia: o intelligence dance music (IDM). Ao contrário do EDM, que prezo por dançantes construções instrumentais, o estilo IDM é adepto ao minimalismo, à irreverência e à sinestesia melancólica, optando por progressões que devem ser ouvidas em ambientas mais familiares e reflexivos, dentro de um prospecto quase espiritual. E foi a partir daí que surgiu ‘Ray of Light’.
Considerado por muitos, inclusive por esse que vos fala, como o melhor álbum da rainha do pop, ‘Ray of Light’ foi lançado em 1998 e representa um dos ápices do fin-du-siècle. O sucesso do CD foi tamanho que Madonna foi indicada a nada menos que seis categorias do Grammy Awards, levando para casa quatro estatuetas (as primeiras nas categorias musicais de Madonna); mais do que isso, a obra carrega um legado tão extenso quanto ‘Like a Prayer’, lançado em 1989, e, segundo a própria artista, é uma de suas evoluções mais satisfatórias. E não é por menos: em um momento em que as boybands e os girlgroups ganhavam força, e com a insurgência de nomes como Christina Aguilera e Britney Spears no cenário adolescente, Madonna precisava manter-se ativa e, depois de seu sétimo lançamento de estúdio, credita-se a ela a globalização da música eletrônica, que, até então, restringia-se às inventivas inflexões europeias.
Do mesmo modo que introduziu o dub à atmosfera noventista em sua produção anterior, a performer fez o mesmo com o trip hop e com o house dance, misturando poderosas letras às culturas orientais que vinham pincelando sua personalidade há alguns anos. Não é surpresa que, ao longo de treze faixas impecáveis, o público é presenteado com algo bastante diferente do que ela já havia mostrado: afastando-se por completo da mercadológica pós-disco “Borderline”, de seu “Act of Contrition” e até mesmo da agridoce “Secret”, Madonna abriu espaço para um compilado de originais chocantes e convidativas. No geral, ‘Ray of Light’ rende-se ao épico orquestral do techno-pop, implicando elementos considerados “fora do contexto” a um universo único, marcado pelas delineações pós-apocalíptica de “Drowned World/Substitute for Love”, pela espiritualidade de “Swim”, pelo synth-grunge de “Candy Perfume Girl”.
A primeira forte influência do electro-dance aparece na propositalmente dissonante “Skin”, uma rendição dark que resgata a utilização dos sintetizadores em construções que premeditariam o EDM dos anos 2000. O anseio da artista em se provar necessária no panorama da época é, de fato, a força-motriz que garante estabilidade e coesão para cada track – e, na verdade, ela não precisaria de muito para entregar mais uma joia fonográfica. O principal fator que permite a construção de laços entre os ouvintes e as canções exibidas é, talvez, a mudança vocal da lead singer: diferente do soubrette explorado em “Like a Virgin” e o comodismo pop de “Express Yourself”, percebe-se que Madonna alcança uma tecedura apaixonante, cultivada ainda em ‘Evita’ e trazida para uma das maiores arquiteturas musicais de todos os tempos. “Nothing Really Matters” explora isso em todas as suas camadas, ainda mais por ser acompanhado por pinceladas instrumentais divertidas e envolventes.
É um fato dizer que ‘Ray of Light’ serviria de base a todas as outras investidas da performer, incluindo ‘Music’ e o recente ‘Madame X’. Madonna, como nenhuma outra artista de sua época, baseava-se bastante em sua história para permanecer viva na cultura mainstream e nunca deixava de mencionar a si mesma em cada construção. Versada numa poesia única que reflete a grandiosidade de peças como a upbeat“Sky Fits Heaven” e a evocativa “Shanti/Ashtangi”, ela mostra que não se preocupa com o que os outros pensam de sua arte: ela está ali para colocá-la em boa vista, doa a quem doer.
Retomando os solilóquios amorosos, a cantora leva a paixão para o espectro indiano de “Frozen”, uma das melhores canções de sua carreira; guia-nos através do consumismo exacerbado e da falta de perspectiva do mundo na faixa-título, fazendo um apelo para que as pessoas apreciem as pequenas coisas da vida; joga-se na teatralidade sintética e na acre sensação de um coração partido com a irretocável “The Power of Good-Bye”; eventualmente, não há uma música que destoe do que Madonna pretende nos entregar – e essa cautela explosiva e ambiciosa é o que coloca este provocativo álbum na lista dos melhores não só da década de 1990, mas da história.
A história gira em torno de Keef, um cartunista afro-americano que finalmente está prestes a fazer sucesso na esfera mainstream – quando um incidente inesperado muda tudo. Keef deve agora navegar pelas novas vozes e ideias que o confrontam e o desafiam, sem destruir o que demorou tanto para construir.
Em seu Twitter oficial, Dwayne Johnson divulgou um breve teaser do vindouro ‘Adão Negro’ para o DC FanDome. No vídeo de menos de trinta segundos, The Rock aparece de costas como o personagem titular da nova adaptação da DC.
É provável que mais prévias do longa-metragem sejam divulgadas durante o evento, que ocorre em 22 de agosto.
Confira:
THEY NEEDED A HERO.
INSTEAD THEY GOT ME⚡️🖤
Excited for the first-ever global celebration of the DC Multiverse – #DCFanDome!
This one’s just for you – THE FANS AROUND THE WORLD!
Stay healthy, my friends, and I’ll see you all on August 22nd! 🥃
-The Man In Black#BlackAdampic.twitter.com/m3S4tySYT8
Devido aos adiamentos do filme ‘Red Notice’, que devem terminar no final desse ano, Dwayne Johnson terá uma agenda relativamente cheia nos próximos meses – o que significa que a produção do novo filme da DC e da Warner Bros. também sofrerá atrasos e deve começar suas gravações apenas em 2021.
As filmagens originalmente deveriam começar na primavera estadunidense, mas já haviam sido adiadas uma vez.
Além de Johnson, que vive o personagem titular, o elenco também é formado por Noah Centineo, que viverá o Esmaga-Átomo, um personagem que consegue controlar sua estrutura molecular e pode manipular o próprio tamanho e a própria força. Smasher já apareceu nas telinhas antes, em um dos episódios da série ‘The Flash’.
Jaume Collet-Serra (‘Jungle Cruise’) comanda o projeto. Ainda não se sabe quando as filmagens irão começar, visto que o projeto sofreu adiamentos em virtude da pandemia do novo Coronavírus.
Apesar dos detalhes sobre a narrativa não terem sido revelados, sabe-se que Adão Negro é o antagonista principal do herói conhecido como Shazam. Nos tempos modernos, entretanto, o personagem evoluiu para um anti-herói extremamente complexo e conturbado – tornando-se uma das criações mais proeminentes do panteão DC.
‘Adão Negro’ continua com estreia marcada para o dia 22 de dezembro de 2021.
De acordo com o Trailer Track, o 1º trailer do remake de ‘Duna‘ deve ser lançado no final de agosto e os fãs da versão literária estão bastante curioso sobre a nova adaptação, dirigida por Dennis Villeneuve.
Durante uma entrevista para a InStyle, Zendaya comentou sobre o trailer e disse que as cenas estão de ‘explodir a cabeça’.
“As gravações de ‘Duna‘ foram incríveis. Mas confesso que eu não estava muito envolvida, até que eu assisti ao trailer, é de explodir a cabeça. Eu fiquei tipo: ‘Ah, meu Deus, é incrível!’ Eu liguei para Timothée [Chalamet] e disse: ‘Cara! Você deveria estar orgulhoso’.”
A estrela ainda disse que adorou fazer parte do elenco, porque sempre imaginou fugir para um mundo como o do filme.
“Eu me senti muito importante sendo uma pequena parte de algo tão grande, o elenco e a equipe são maravilhosos. E eu também adoro ficção científica. Sempre me imaginei fugindo para um mundo desconhecido como o de ‘Duna‘. E isso é muito divertido.”
Anteriormente, Villeneuve concedeu uma entrevista ao podcast Team Deakins, e revelou que foi inspirado pelo lendário diretor de fotografia vencedor do Oscar, Roger Deakins, para dar vida à arte imagética do remake.
Os dois trabalharam juntos em ‘Blade Runner 2049’, obra que rendeu a Deakins a estatueta da Academia.
“Quando estou trabalhando com você, estarei em uma posição onde vou aprender coisas todos os dias sobre a realização cinematográfica. Estou em um processo de aprendizagem trabalhando com você. É muito enriquecedor e animador. Agora, estou fazendo o trabalho de efeitos visuais de ‘Duna’ e me vi pensando coisas do tipo: ‘eu sei que é Roger’. Sei posso fazer coisas [por causa de Roger]”.
A Warner Bros. permanece com planos de lançar o filme em 18 de dezembro de 2020.
Uma jornada de herói mítica e emocionante, ‘Duna’ conta a história de Paul Atreides, um jovem brilhante e talentoso nascido com um grande destino além de seu entendimento, que deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua vida, família e seu povo. À medida que as forças malévolas explodem em conflito sobre o recurso mais precioso existente no planeta – uma mercadoria capaz de desbloquear o maior potencial da humanidade –, somente aqueles que podem dominar seu medo sobreviverão.
Ontem, a Lionsgate confirmou que ‘John Wick‘ vai ganhar mais duas sequências após os primeiros filmes arrecadarem US$ 500 milhões mundialmente.
O CEO do estúdio, John Feltheimer, revelou filmará ‘John Wick e 5‘ simultaneamente, assim que a estrela da franquia Keanu Reeves estiver com a agenda livre.
Durante uma entrevista para o Comic Book, o roteirista Derek Kolstad foi questionado sobre o assunto, ao que ele respondeu:
“Eles vão investir em mais dois filmes. Eu apenas fiz o molde do 1º filme e as sequências se tornaram algo muito maior do que eu, os executivos do estúdio fazem questão de me lembrar isso, mas sou muito grato por fazer parte da trilogia. Está sendo uma aventura muito divertida.”
O cineasta também disse o sucesso da franquia é mérito de Reeves, porque ele deu tudo si para interpretar o personagem.
“Eu acho que Keanu [Reeves] merece todo o crédito pelo sucesso dos filmes. Além de ‘Matrix‘, acho que ele fez poucas sequências, mas se comprometeu com o papel de John Wick de uma forma que eu nunca vi. Ele ama esse personagem.”
Enquanto os novos filmes não chegam, vale lembrar que a franquia vai ganhar uma série derivada chamada ‘O Continental‘.
Na trama dos filmes, O Continental é um famoso hotel que serve como refúgio para os assassinos enquanto se preparam para suas missões ou aproveitam um momento de tranquilidade.
Durante uma entrevista para o Fandom, Chad Stahelski, criador da franquia, revelou alguns detalhes sobre a produção, que será exibida no canal Starz.
“Estamos trabalhando com um ponto de vista mais amplo que o dos filmes [do ‘John Wick’]. Estamos apostando em perspectivas apresentadas a partir de diferentes personagens sobre esse mundo [criado na franquia]. Em ‘John Wick‘, seguimos um período de tempo de uma semana na vida de um homem. Na série, iremos explorar a fundo tudo o que a franquia tem a oferecer, desde os segredos mais obscuros dos assassinos até a origem de alguns personagens mostrados nos filmes. O público vai perceber que John Wick é apenas uma pequena parcela deste universo.”
‘John Wick 4‘ está programado para ser lançado em 27 de maio de 2022.
O 3ª filme da franquia, ‘John Wick: Parabellum‘, se tornou um sucesso nas bilheterias e já arrecadou US$ 321,6 milhões mundialmente – com um orçamento de US$ 75 milhões.
Após ganhar uma nova data de estreia para 21 de agosto, o terror ‘Antebellum’, protagonizado por Janelle Monáe, teve seu lançamento nos cinemas cancelado.
Agora, a aguardada produção chegará ao público no formato VOD (Video on Demand), no dia 18 de setembro. O anúncio foi feito pela própria página oficial do longa, por meio do Twitter.
Ainda assim, ‘A Escolhida‘ terá um lançamento limitado nos cinemas, chegando às telonas “em mercados internacionais selecionados”, conforme aponta o release de impressa. No entanto, não se sabe por hora se essa decisão se aplica ao contexto brasileiro.
A trama acompanha Veronica Henley, uma escritora de sucesso que se vê presa em uma cruel realidade nos tempos em que os negros ainda eram escravizados nas fazendas de algodão dos EUA.
O título faz referência ao período da história estadunidense em que o sistema plantation (baseado no trabalho escravo) comandava a economia sul-americana.
O Hulurenovou oficialmente a série ‘Com Amor, Victor‘ para a 2ª temporada.
De acordo com o co-showrunner Brian Tanen, a nova temporada irá se aprofundar em temas mais sérios: “Foi uma vitória nós termos sido enviados para o Hulu. Isso nos dá a oportunidade de contar histórias mais maduras.”
A história segue Victor, um novo aluno na escola Creekwood “em sua própria jornada de auto descoberta, enfrentando desafios em casa, se adaptando a uma nova cidade e lutando com sua orientação sexual”.
A página oficial da série ‘The Boys‘ no Instagram compartilhou um vídeo com o elenco incentivando os fãs a usarem máscaras para evitarem a propagação do Coronavírus.
Uma publicação partilhada por The Boys (@theboystv) a
Lembrando que a série já foi renovada para sua 3ª temporada, enquanto a 2ª estreia em 04 de setembro.
Nos novos episódios, os protagonistas serão fugitivos enquanto procuram Billy Bruto (Karl Urban), desaparecido após a trágica revelação sobre sua mulher.
Enquanto isso, Os Sete continuam lucrando com o pânico causado por um Supervilão e recrutam uma nova heroína, Stormfront (Aya Cash), que ameaça ocupar o posto e a popularidade do Capitão Pátria, desafiando-o a todo momento.
Assista ao trailer:
A Amazon Prime também divulgou os títulos dos episódios.
A trama se passa em um mundo onde os super-heróis abraçaram o lado negro de suas famas, e irá focar em um grupo de vigilantes conhecido como “Os Garotos”, que são mandados para derrotar super-heróis corruptos com não mais do que coragem e disposição para lutar sujo.
Em seu perfil do Twitter, o diretor Matt Reeves, responsável pela vindoura adaptação de ‘The Batman‘ prometeu que irá revelar irá mais novidades sobre o filme estrelado por Robert Pattinson.
Além disso, ele aproveitou para divulgar a lista completa de convidados da DC FanDome, a convenção da Warner Bros que será realizado em 22 de agosto.
Entre os principais nomes estão os diretores Zack Snyder (‘Liga da Justiça‘) e Patty Jenkins (‘Mulher-Maravilha 1984‘), além dos astros Gal Gadot, Jason Momoa, Margot Robbie, Zachary Levi, Ezra Miller, e Dwayne Johnson.
Confira a publicação, junto com o trailer do evento:
“Incrivelmente animado para ver todo mundo na DC FanDome em 22 de agosto. Mal posso esperar para compartilhar mais novidades de ‘The Batman‘ com vocês.”
O DC FanDome é o lugar para ouvir os anúncios mais esperados e as últimas novidades, conferir vídeos exclusivos, e explorar os mundos tematizados que irão entreter a todos, de superfãs de TV e cinema, passando por jogadores e leitores, até famílias e crianças. Com apresentações especiais para fãs em todos os fusos horários ao redor do globo, você terá a oportunidade de vivenciar uma experiência só sua. Dentro desta convenção virtual, os fãs também terão acesso a eventos regionais, com rostos e vozes de vários países ao redor do mundo, em sua língua local. Independentemente de onde você more, sua idade ou o quanto você é fã, haverá algo para você.
Ann Sarnoff, Presidente e CEO da Warner Bros., diz,
“Não há fã como o fã da DC. Por mais de 85 anos, o mundo se voltou aos heróis e histórias inspiradoras da DC para nos animar e entreter, e este massivo e imersivo evento digital dará a todos novas maneiras de personalizar sua jornada pelo Universo da DC, sem filas, sem ingressos e sem barreiras. Com o DC FanDome, somos capazes de dar aos fãs ao redor do mundo uma maneira única e empolgante de conectar-se com seus personagens preferidos da DC, além dos incríveis talentos que os trazem à vida nas páginas e nas telas.”
O epicentro do DC FanDome é o Hall dos Heróis, onde você poderá experimentar a programação especial, painéis e revelação de conteúdo de vários filmes, séries de TV e jogos, disponível em vários idiomas, incluindo Português, Chinês, Inglês, Francês, Alemão, Italiano, Japonês, Coreano e Espanhol. De lá, navegue mais afundo no Multiverso da DC, explorando cinco mundos-satélites adicionais, cada um com seu próprio conteúdo localizado e atividades únicas e um mundo totalmente dedicado para nossos fãs mais jovens:
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Agosto é o mês do teioso, que há 58 anos marcava sua estreia nos quadrinhos com a lendária Amazing Fantasy #15. No entanto, de lá para cá o herói passou pelas maiores histórias (e piores também) para se estabelecer no patamar que detém atualmente. Algumas delas foram importantes para sua construção como personagem, outras para a construção de seus inimigos e dos coadjuvantes. Desta forma, vem com a gente conhecer dez histórias consideradas importantes para a mitologia do Homem-Aranha.
Um título que já havia sido mencionado em um artigo passado mas que volta a marcar presença justamente pela sua importância. A edição faz parte das primeiras histórias assinadas pelo lendárioStan Lee e ilustradas por Steve Ditko, ainda nos anos 60. No enredo em questão, Peter está bastante preocupado com a saúde da tia May, que apesar de tentar tranquilizar o sobrinho afirmando estar bem, esconde seu real estado de saúde.
Peter sendo diretamente afetado pelo estado de saúde da tia
Com a cabeça completamente focada na tia, Peter passa a evitar seus colegas de faculdade e estes, por sua vez, sem saber o que se passa com o jovem, começam a se afastar dele. Aqui tem-se os primeiros trabalhos de personalidade real com indivíduos como Harry Osborn (que ainda não possui um laço afetivo com Peter como teria mais tarde) e Gwen Stacy, que começa a mostrar os primeiros sinais de interesse claro no nerd.
Claro que há toda uma subtrama envolvendo uma gangue misteriosa roubando produtos químicos (afinal ainda é uma HQ de 1963), mas o que realmente importa aqui é o princípio do trabalho psicológico desenvolvido para o Homem-Aranha, sua característica de auto sacrifício crônico e que se tornaria seu diferencial.
Também chamada de edição 50, ela já contava com uma mudança importante na equipe técnica. Na ilustração já havia saído Steve Ditko e entrado John Romita, sendo que para muitos o traço de Romita é o melhor em questão de flexibilidade e agilidade do personagem, além de que melhor representa o cabeça de teia até hoje.
Lendário painel feito por John Romita Sr.
A história é o que se pode chamar de “tempestade perfeita”, pois se trata de Peter tendo que enfrentar diversos problemas em mais de uma frente. A começar pela imagem pública negativa que os cidadãos de Nova York tem dele baseados nas matérias do Clarim Diário. Logo depois, Peter descobre que sua tia desmaiou e se culpa por ela ter estado por perto a vida toda mas, quando ela mais precisou, ele não a ajudou. Seu desempenho escolar acaba sendo afetado também e o ápice é assistir ao noticiário com seu eterno adversário J. J. Jameson (sendo praticamente um arquétipo de Hitler nas mãos de Romita) acusando-o de ser uma ameaça pública.
Tudo isso faz Peter duvidar de suas boas intenções e, em um quadro antológico e que mais tarde foi reaproveitado em Homem-Aranha 2 (2004), ele abandona o uniforme em uma caçamba de lixo. O auto questionamento de Peter acerca do que o torna Homem-Aranha apresentado nessa edição é um verdadeiro exemplo de como tornar um personagem tridimensional.
8) The Return of the Green Goblin
O Duende Verde é o maior inimigo do Aranha, tendo ações muitas vezes comparadas ao que o Coringa faz para o Batman. Sua instabilidade mental somada ao desejo homicida e aos vastos recursos que seu alter ego, Norman Osborn, possuem o tornam uma ameaça ainda maior que a de Wilson Fisk pela imprevisibilidade. Como dito anteriormente isso é um resumo de Norman… ou talvez não.
Antes melhores amigos, agora piores inimigos
Nas edições #136-137 de Amazing Spider-Man o roteirista Gerry Conway introduz um herdeiro para a máscara do Duende; trata-se de ninguém menos que Harry Osborn, filho de Norman e melhor amigo de Peter que agora busca vingança pela morte autoinduzida do pai após a “tragédia na ponte de Manhattan”. Devido aos filmes de Sam Raimi é normal associar Harry ao papel de antagonista, mas em 1974 isso foi um grande impacto na lore (mitologia) do herói.
7) Secret Wars #8
Antes um contexto rápido sobre o que foi essa saga. Um ser conhecido como Beyonder colocou os principais heróis e vilões do universo Marvel em um planeta com o objetivo de que eles lutassem até a morte. O vencedor teria seu sonho realizado por Beyonder, não importando qual fosse esse sonho. Esse mega evento teve uma duração de quase um ano (de maio de 1984 até abril de 1985) e teve seu quinhão de consequências.
No caso do Homem-Aranha foi na oitava edição que ele teve seu primeiro contato com o simbionte que lhe concedeu seu famoso traje negro, substituindo o tradicional que estava danificado durante essa saga. Peter então levou o traje eventualmente para a Terra e descobriu que ele possui alguns diferenciais.
O famoso traje negro do simbionte
Para começar ela não rasgava (o oposto da característica mais comum dos seus trajes), ele era capaz de se modificar em roupas civis e de produzir sua própria teia (eliminando a necessidade de portar cartuchos de teia). Eventualmente a roupa simbionte foi ganhando mais autonomia, chegando ao ponto de sair com o corpo do Peter para combater o crime enquanto o mesmo ainda estava dormindo.
Aos poucos essa relação foi causando um desgaste físico e mental no jovem e que culminou na separação de ambos. Essa história tem sua importância não só pela presença do uniforme alternativo mais famoso da Marvel, como também ter sido a primeira aparição (mesmo que indireta) do Venom.
6) Spiderverse
Uma mini saga mais recente, especificamente de 2014, colocou o aracnídeo frente a frente com o vilão Morlun. O detalhe, porém, é que não era apenas esse Homem-Aranha que estava sob ataque do antagonista. A estratégia de Morlun consistia em atacar o Aranha em múltiplas realidades e para isso ele contou com seus familiares para obter sucesso. Visto o tamanho da enrascada, os múltiplos cabeças de teia precisam unir forças de uma maneira inédita.
O multiverso aranha em ação
Em tempos recentes foi o grande momento de brilho do Spiderverse. Em questão de algumas edições havia uma verdadeira reunião envolvendo Spider-Gwen, Miles Morales, Homem-Aranha 2099, Superior Homem-Aranha (Dr. Octopus utilizando o corpo de Peter Parker), Ultimate Spider-Woman (a Jessica Drew) e por aí vai. Bem antes da animação protagonizada por Miles Morales (Homem-Aranha no Aranhaverso, de 2018), nesse mini-arco a Marvel já lançava a ideia de várias possibilidades de Homem-Aranha da mesma forma que o fizera na série animada de 1994.
Por terem sido criados na década de 60, muitos vilões do Homem-Aranha são considerados bobos, de certa forma, apesar de terem tido diversos momentos para brilhar. Um em particular passou por um momento histórico do ponto de vista negativo quando tomou a mão da tia May em casamento. Esse alguém é Otto Octavius, também chamado de Dr. Octopus.
Entre 2013 e 2014, ocorreu o arco do Superior Spider-Man no qual Otto, após se regenerar perante a sociedade, assume controle do corpo de Peter. Ele, porém, sofre bastante influência de traços da memória e personalidade do jovem e passa a focar em usar seu novo corpo e habilidade para aprimorar tudo o que o Homem-Aranha representa. Essa história não tanto sobre Peter, mas sim sobre novos caminhos que um vilão tradicional como o Dr. Octopus pode seguir e principalmente como dessa forma ele modifica o mundo à sua volta, afinal todos continuam achando que ele é Peter Parker.
4) The Wedding!
Casamentos são sempre momentos com grande potencial narrativo em qualquer história, inclusive quadrinhos. Foi assim com Superman e Lois Lane, Batman e Mulher-Gato mais recentemente (ou não, no caso), e o foi com Peter Parker e Mary Jane. Em 1987, o roteirista David Michelinie decidiu que era hora do Aranha enfim se amarrar com a, até então, eterna namorada.
Um momento aguardado
Com a benção de Stan Lee, David dividiu o acontecimento principal em alguns arcos menores que levariam a narrativa até o ápice que era a cerimônia. A escolha editorial por trás desse passo era alavancar as vendas de histórias do Homem-Aranha, que vinham enfrentando uma queda e, para atiçar a curiosidade dos leitores. A Marvel foi lançando ao longo dos meses materiais de divulgação do evento, tais como chamar um famoso estilista para elaborar o vestido de Mary Jane e até mesmo produzindo uma cerimônia de casamento ficcional no Shea Stadium.
Essa foi uma história que finalmente amarrou Peter em um compromisso, já que isso era vontade dos editores desde a época que ele começou a se relacionar com Gwen. O fato do personagem permanecer solteiro por tanto tempo também estava começando a incomodar os leitores. O modo como o marketing da Marvel cuidou do evento serviu de referência para futuros episódios na concorrente, visto que nos meses que antecederam o casamento entre Bruce Wayne e Selina Kyle, a DC Comics elaborou uma estratégia de marketing muito parecida.
3) Kraven´s Last Hunt
Antes de Dr. Octopus ter seu momento de brilho como Superior Spider-Man, um caçador obteve a vitória de uma vida. Em 1987, Kraven conseguiu enfim abater o Homem-Aranha (que ainda usava o traje simbionte) e assumir a máscara do herói. O que se segue porém é uma verdadeira jornada pelo psicológico do caçador russo, revivendo constantemente o fato de sua família ter sido exilada da Rússia após a revolução bolchevique junto a uma implacável sensação de morte iminente. Ao mesmo tempo ele vai assumindo a identidade de seu nêmesis ao combater o crime lançando mão de métodos mortais.
O grande momento de Kraven
Existe esse clima geral para o enredo de que a morte está por perto. Peter se questiona se sua hora estava chegando após perder tantas pessoas, Kraven se questiona se lhe resta pouco tempo para vencer o Homem-Aranha e eventualmente se ele ainda é Kraven e não o próprio Homem-Aranha. Essa não é uma história sobre Peter Parker mas sim sobre Kravinov e sobre o medo. Este último sendo superior a todos e verdadeiramente invencível.
Melancolia. Esse é a sensação geral que guia o enredo escrito por Jeph Loeb e ilustrado por Tim Sale (mesma dupla que trabalhou em Batman – Longo Dia das Bruxas) tendo como suporte o sentimento de saudade. Essa é uma história que não acontece só nos dias atuais mas é lembrada por Peter por momentos que ele viveu junto a Gwen Stacy devido a proximidade do aniversário de sua morte.
O manifesto definitivo sobre a relação entre Gwen e Peter
O enredo então atravessa por meio de situações pontuais nos primeiros anos de Parker como herói, quando eles se conheceram na faculdade, primeira vez que ela andou em sua motoneta, quando foram juntos a uma festa e por aí vai, enquanto reveza com momentos do presente com Peter cumprindo suas funções como Homem-Aranha, mas demonstrando uma clara instabilidade devido à melancolia da proximidade de tal data.
Conforme Jeph Loeb confirmou em diversas ocasiões, o “azul” do título (e que predomina como cor em muitos dos quadros da obra) é para simbolizar a tristeza que permeia todos os acontecimentos no presente. Isso serve também de contrapeso à felicidade de Peter no passado durante o seu namoro com Gwen. É com essa sensação que a obra caminha até seu clímax. Ele é elegante, singelo e triste como o jazz, mas também é sincero, maduro e humano como Peter Parker.
1) The Night Gwen Stacey Died
Em 1973, havia a necessidade de que Peter precisava amadurecer. Em algum momento era sabido que o personagem teria que deixar de ser um jovem que vive com a tia e namora a garota dos sonhos. Originalmente foi pedido ao roteirista Gerry Conway que a personagem a morrer fosse a tia May, depois isso mudou para Mary Jane ou Gwen Stacey. Foi decidido pela segunda pois assim Peter não precisaria mais ficar amarrado a um relacionamento e a motivação do Homem-Aranha existir, ou seja, nascida de uma tragédia, seria reforçada.
O que se seguiu foi um episódio marcante para a indústria de quadrinhos no geral pois pela primeira vez um herói não conseguia salvar um ente querido. Pela primeira vez o principal vilão desse protagonista triunfava e era possível vislumbrar que personagens de quadrinho poderiam expressar dor interna da mesma forma que em literatura de alto nível.
Um divisor de águas
Essa mesma revelação levou ao início de uma nova era dos quadrinhos, a de bronze, em que obras mais maduras ou com ambientações mais urbanas e violentas ganhariam espaço sobre histórias leves e fantásticas. Foi também essa história que definiu como Peter veria a si mesmo como alguém capaz de manter a segurança das pessoas (tanto próximas quanto de Nova York) e se ele seria capaz de deixar alguém se aproximar sentimentalmente de novo.
Também foi um capítulo de encerramento e início para personagens chave. Norman Osborn morreu, mesmo que temporariamente, por seu próprio planador após matar Gwen. Isso deixou o terreno livre para Harry assumir a identidade vilanesca. Gwen teve sua história encerrada e a de Mary Jane pôde realmente começar, tirando-a do papel de coadjuvante para colocá-la ao lado de Peter na tentativa de ajudá-lo. Apesar de já não ter tanto o impacto como na época de lançamento, pouquíssimas histórias podem bater no peito e falar que são o marco zero do fim de uma fase dos quadrinhos e o início de outra, ou que causaram tamanha devastação a seu personagem principal, mas também deixou tamanha possibilidade de um recomeço.