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‘Com Amor, Victor’: Série do Hulu é adiantada em celebração ao fim da escravidão nos EUA

Hulu resolveu adiantar a estreia de ‘Com Amor, Victor’, série inspirada em ‘Com Amor, Simon’, em celebração ao Juneteenth.

A data de lançamento foi transferida do dia 19 de junho para o dia 17 de junho. Apesar de não ser uma drástica mudança, o motivo é bastante pertinente: afinal, no próximo dia 19, comemora-se o 155º aniversário do evento supracitado.

Para aqueles que nunca ouviram falar, o Juneteenth ganhou popularidade como celebração do fim da escravidão nos Estados Unidos, em 1865 – dois anos depois do presidente Abraham Lincoln assinar a Proclamação de Emancipação, mais precisamente no momento que o estado confederado do Texas (e seus conterrâneos) assinaram o documento.

love victor poster

A série foi criada por Isaac Aptaker e Elizabeth Berger.

A história segue Victor, um novo aluno na escola Creekwood “em sua própria jornada de auto descoberta, enfrentando desafios em casa, se adaptando a uma nova cidade e lutando com sua orientação sexual”.

Michael CiminoAna OrtizJames MartinezIsabella FerreiraMateo FernandezRachel Naomi HilsonBebe Wood e outros estrelam.

‘Love, Victor’ tem estreia marcada para o dia 19 de junho.

‘7500’: Novo filme da Amazon Prime com Joseph Gordon-Levitt ganha trailer oficial

Amazon Prime divulgou o trailer oficial de 7500, tenso drama de ação estrelado por Joseph Gordon-Levitt.

Confira:

O filme é dirigido e escrito por Patrick Vollrath.

O dia parece normal para Tobias, co-piloto de um avião que vai de Berlim para Paris. Mas pouco depois da decolagem, terroristas armados com armas aparecem na cabine, machucando o colega Michael e cortando o braço de Tobias. Temporariamente descobrindo um jeito de revidar os atacantes, um aterrorizado Tobias entra em contato com a torre de controle para planejar um pouso de emergência. Mas quando os terroristas matam um passageiro e ameaçam matar mais pessoas inocentes se ele não os deixar entrar de novo na cabine, o homem enfrenta um teste excruciante.

Omid MemarPassar HarikyHicham SebiaiPaul WollinMurathan MusluAurelie ThepautAylin TezelCornel NussbaumCarlo Kitzlinger completam o elenco.

Adaptação de ‘Artemis Fowl’ vai ganhar sequência? Diretor responde!

Apesar de ‘Artemis Fowl: O Mundo Secreto‘ não ter estreado ainda, os fãs da série literária escrita por Eoin Colfer já estão curiosos para saber se haverá sequências da adaptação.

Em entrevista para o Comic Book, o diretor Kenneth Branagh revelou alguns detalhes sobre o longa e foi questionado se há planos para a continuação da história no cinema ou na TV.

Em reposta, Branagh disse que sempre esteve animado com essa ideia, mas tudo depende da recepção do público.

“Quando eu decidi adaptar essa história, o que mais me deixou animado foi a ideia de expandir esse universo. Eu acredito que existe uma possibilidade, com certeza! Bem, quem sabe? O público é que vai decidir, mas eu acho que essa franquia tem um enorme potencial a ser explorado.”

O cineasta também comentou que o processo de adaptação uniu dois diferentes livros da saga para criar uma única perspectiva para o icônico universo literário.

“Bom, você sabe que há oito livros, eles ficam cada vez mais exóticos. Eoin Colfer tem uma imaginação incrível. Alguns dos incidentes e reviravoltas são incríveis. O primeiro livro tem uma simplicidade relativa, Eoin o define como Duro de Matar com fadas. É um filme de apresentação e precisávamos de um mínimo incidente do segundo romance para amarrar as coisas, então adaptamos o sequestro de seu pai para essa primeira história”.

Lembrando que Artemis Fowl: O Mundo Secreto’ estreia em 12 de junho na Disney+.

Assista ao trailer:

Artemis Fowl: O Mundo Secreto‘ traz as aventuras de um garoto de 12 anos, o último descendente de uma lendária família do crime prestes a desaparecer. Com a ajuda de seu guarda-costas, ele planeja uma maneira de retomar a antiga glória dos Fowls: Sequestrar uma fada e exigir resgate. Entretanto, o jovem não desconfia que as fadas também têm seus recursos, incluindo uma perigosa polícia do mundo fantástico.

O novato Ferdia Shaw interpretará o personagem principal. Josh Gad será Mulch Diggums, um anão leal apenas a ele mesmo. Judi Dench será a comandante Root, que lidera a força policial das fadas. Lara McDonnell será a Capitã Holly Short, uma heroína entre os elfos. Por fim, Nonso Anozie será o guarda-costas de Artemis, Butler.

A franquia conta com 8 livros e foi uma das primeiras a se beneficiar da onda de popularidade do gênero de fantasia infanto-juvenil iniciada por Harry Potter.

artemis fowl

Após reabertura, maior rede de cinema do mundo irá manter proibição aos filmes da Universal; Entenda o caso!

De acordo com o Deadline, a AMC Theatres está planejando reabrir suas salas de cinema ao redor do mundo a partir de julho e irá manter a decisão de não exibir os filmes da Universal Pictures.

O embargo com certeza irá prejudicar os próximos títulos do estúdio, que pretende lançar ainda este ano filmes como ‘A Lenda de Candyman’, ‘Halloween Kills’ e ‘007: Sem Tempo para Morrer’.

Ambos as produções previstas para estreia entre setembro e novembro, caso as datas não sejam alteradas mais uma vez devido à pandemia do Coronavírus.

Para quem não sabe, a rivalidade entre as companhias começou depois que a Universal anunciou que irá investir em lançamentos destinados ao formato digital, além das estreias no cinema.

Isso porque o lançamento digital de ‘Trolls 2‘ rendeu US$ 100 milhões ao estúdio em apenas três semanas só nos EUA, valor superior ao primeiro filme em comparação ao mesmo período.

Lembrando que ‘Trolls‘ foi lançado exclusivamente nos cinemas em 2016 pela Fox e permaneceu mais de um ano em exibição, arrecadando US$ 346,8 milhões pelo mundo, segundo o Box Office Mojo.

Devido ao pronunciamento da Universal, a AMC ganhou apoio da Cineworld, que emitiu um comunicado, dizendo:

“As telas de cinemas são a melhor forma de assistir um filme e nós investimos muito nos nossos cinemas ao redor do mundo. Isso permite que os estúdios entreguem a melhor experiência possível ao público… Se a Universal pretende passar por cima dos nossos acordos nesses tempos de crise, não somos obrigados a exibir seus filmes quando nossas salas forem reabertas.”

Adam Aron, o presidente da AMC Theatres ressaltou que o fim da parceria com o estúdio se deu pela quebra de lealdade da Universal em tempos de crise:

“É decepcionante para nós, mas os comentários de Jeff Shell [presidente da Universal] sobre as ações e intenções unilaterais do estúdio não nos deixaram escolha. Por conta disso, a AMC não vai mais exibir os filmes da Universal em nenhum de nossos ao redor do mundo. Dedicamos muito tempo e investimento nesta parceria, e na primeira vez que precisamos de apoio, fomos surpreendidos por um decisão egoísta e desleal. Não faz sentido continuar com o acordo se não traz para benefício para nós.”

Por sua vez, os representantes da Universal rebateram a crítica, dizendo:

“Nosso principal objetivo é levar entretenimento de qualidade para as pessoas que estão isoladas dentro de casa e não têm outra opção de lazer a não ser uma TV ou um computador. Além disso, precisamos pagar nossos funcionários e demais parceiros, a situação é precária para todos nós. No melhor cenário, continuaremos a estreitar os laços com as empresas que confiam no nosso trabalho, mas estamos decepcionado com a atitude da AMC Theatres.”

Se a decisão da Cineworld e da AMC Theatres permanecer ao longo dos próximos meses, filmes como ‘Velozes e Furiosos 9′, ‘Jurassic World 3’ e ‘Minions 2‘ também terão uma perda significativa nas bilheterias.

‘…E o Vento Levou’ é misteriosamente retirado da HBO Max em meio à acusações de racismo

O clássico vencedor do Oscar ‘…E o Vento Levou‘ foi retirado misteriosamente da plataforma da HBO Max, em meio à recentes acusações de racismo. A informação foi revelada pelo portal The Hollywood Reporter.

Segundo a publicação, o polêmico drama fora retirado da grade de programação de forma silenciosa, sem qualquer aviso oficial prévio. Inicialmente, a produção era anunciada como um dos grandes destaques da nova plataforma de streaming da WarnerMedia.

A saída do filme da grade de programação do serviço acontece em meio a um contexto bem estratégico, onde uma série de protestos contra racismo se espalham ao redor do mundo.

Além disso, o cineasta John Ridley, vencedor do Oscar pelo aclamado ‘12 Anos de Escravidão‘, escreveu nesta semana um editorial para o jornal Los Angeles Times, em que solicita a retirada do filme de forma temporária, à medida que reflete sobre os efeitos históricos do longa:

“Como um cineasta, eu entendo que os filmes geralmente são retratos de momentos na história. ‘…E o Vento Levou‘ é, no entanto, um problema único. Não erra apenas em se tratando de representatividade. É um filme que glorifica o sul pré-guerra. É um filme que, quando não ignora os horrores da escravidão, pausa para perpetuar alguns dos estereótipos mais dolorosos das pessoas de cor”.

…E o Vento Levou‘ tem sido alvo de controvérsias há muitos anos, embora tenha conquistado 10 Oscar em 1940, se perpetuando ainda como a maior bilheteria da história do cinema, considerando o ajuste da inflação.

A produção é duramente criticada pela forma como as pessoas pretas são abordadas, bem como pela glamourização do sul norte-americano na Guerra Civil. A trama se passa em meio a Guerra Civil americana, quando as tensões ao redor dos conflitos étnicos nos Estados Unidos estavam se tornando cada vez mais elevadas.

Lançado em 1939, ‘…E o Vento Levou’ tornou-se de imediato um das mais clássicas obras do cinema mundial. Recebeu 13 indicações ao Oscar, levou 8, inclusive, Melhor Filme.

Sobre a HBO MAX

O novo serviço chegou no dia 27 de maio, trazendo diversos conteúdos populares das emissoras pertencentes ao grupo Warner. Um dos conteúdos mais aguardados e que já está disponível na íntegra é a série cômica Friendse todos os filmes da franquia ‘Harry Potter’.

Além do lançamento de ‘Friends‘, a nova plataforma já conta com a trilogia de ‘O Senhor dos Anéis‘, com todas as temporadas de ‘The Big Bang Theory‘, além do vencedor do Oscar ‘Coringa‘.

A plataforma também disponibilizou um catálogo repleto de conteúdos de estúdios parceiros e emissoras da própria WarnerMedia, como TBS, TNT, CNN, Cartoon Network, e Turner Classic Movies.

Também estarão disponíveis títulos da BBC Studios e do Studio Ghibli, responsável por ‘A Viagem de Chihiro’, ‘O Castelo Andante’, ‘Cemitério dos Vagalumes’, e ‘Princesa Mononoke‘.

Confira um vídeo que faz um tour na interface da plataforma:

Lembrando que John Stephens, proprietário da Warner Media, revelou ao The Hollywood Reporter que as produções originais planejadas para a estreia da HBO Max serão adiadas devido ao surto do Coronavírus.

Por conta disso, séries como ‘Love Life, ‘The Flight Attendant’, ‘Tokyo Vice’, ‘I’m Be the One’, ‘Made for Love‘, e o reboot de ‘Gossip Girl’ permanecem sem previsão de estreia.

Por enquanto, ainda não previsão de chegada da HBO Max no Brasil.

Assista ao trailer de lançamento:

‘The Broken Hearts Gallery’: Comédia produzida por Selena Gomez chega aos cinemas antes de Tenet

Com o estado da Califórnia autorizando a reabertura dos cinemas a partir da próxima sexta-feira (12), o calendário de estreias começa a se reorganizar nos Estados Unidos.

E a nova comédia romântica da TriStar Pictures produzida pela Selena Gomez, intitulada ‘The Broken Hearts Gallery‘, já tem sua estreia confirmada.

A produção chega aos cinemas no dia 10 de julho, antes do aguardado suspense de Christopher Nolan, ‘Tenet’ – que permanece com o seu lançamento programado para o dia 17 do mesmo mês.

A produção traz Lucy, uma assistente de galeria que mora em Nova York, acostumada a acumular suas emoções. Quando ela leva um fora do seu último namorado, ela acaba se inspirando e decide criar a Galeria dos Corações Partidos, um espaço pop-up com itens deixados pelos seus amores perdidos. A galeria começa a fazer sucesso, encorajando um movimento e um novo começo para todos aqueles românticos que ainda sofrem para superar a perda de um relacionamento amoroso, incluindo a própria Lucy.

Dirigido e roteirizado por Natalie Krinsky, o longa conta com Geraldine Viswanathan e Dacre Montgomery no elenco.

Os direitos de distribuição internacional do longa foram adquiridos pela Sony Pictures, após uma intensa disputa.

 

‘Friends’: Criadora da série admite não ter feito ‘o bastante’ pela representatividade racial na série

A co-criadora de Friends’, Marta Kauffman, admitiu que errou ao não trazer uma maior representatividade para o elenco da popular série cômica.

Durante uma participação na versão online do ATX Television Festival, ela revelou que não fez “o bastante” quanto ao problema:

“Eu gostaria de saber na época o que hoje eu sei. Eu teria tomado decisões bem diferentes. Nos sempre encorajamos pessoas de diversidade na nossa empresa, mas eu não fiz o bastante. Agora tudo o que eu posso pensar é: O que posso fazer? O que posso fazer diferente? Como posso conduzir minha série de uma forma nova? E isso é algo que eu não apenas desejaria ter sabido quando comecei a ser uma showrunner, mas também ao longo de todo o ano passado”.

Vale lembrar que a aclamada série da Netflix, ‘Gracie & Frankie‘, desenvolvida por Kaufman, também possui problemas de representatividade racial, contendo apenas um personagem negro.

Vale lembrar que em entrevista recente ao The Times, a atriz Lisa Kudrow falou sobre como ‘Friends‘ seria diferente se fosse lançada nos dias de hoje ao invés de 1994:

“Não seria um elenco todo branco, com certeza. Não sei o que mais”, explicou Kudrow. “Mas, para mim, deve ser encarado como uma cápsula do tempo, não pelo que eles fizeram de errado.”

“Além disso, esse programa achou muito progressivo”, acrescentou. “Havia um cara cuja esposa descobriu que ela era gay e grávida, e eles criaram a criança juntos? Também tivemos a história da barriga de aluguel. Era, na época, progressivo”. 

Recentemente, David Schwimmer revelou ao The Guardian que por anos fez campanhas para que Ross namorasse mulheres de cor na série.

Na entrevista feita em janeiro, ele pontuou:

“Uma das primeiras namoradas que tive na série foi uma mulher americana-asiática e mais tarde foi uma afro-americana. Isso foi algo conscientemente pressionado por mim”.

O último episódio do seriado atraiu uma audiência de 52,5 milhões de pessoas só nos Estados Unidos. Cada um dos atores ganhavam US$ 1 milhão por episódio da última temporada.

Diretor de ‘A Morte do Demônio 4’ diz que está honrado por trabalhar com Sam Raimi

No início da semana, foi confirmado que o diretor e roteirista Lee Cronin (The Hole in the Ground‘) irá assumir o comando de ‘Evil Dead Now‘, próximo filme da franquia ‘A Morte do Demônio’.

De acordo com a Empire, Cronin foi escolhido a dedo pelo prórpio Sam Raimi, criador dos filmes originais.

Em seu perfil no Twitter, Cronin disse que está honrado pela oportunidade de trabalhar com Raimi, com o produtor Robert Tapert e com Bruce Campbell, protagonista da franquia.

Confira:

“Eu acho que o gato está fora da bolsa. Ou Henrietta está fora da adega? Estou emocionando por todas as palavras amáveis e desejos de boa sorte. Obrigado! Estou honrado por colaborar com as lendas que são Sam Raimi, Robert Tapert e Bruce Campbell em um novo capítulo da franquia ‘A Morte do Demônio‘.”

Lançado em 1981, o primeiro filme da franquia foi escrito e dirigido por Raimi, tornando-se um grande sucesso, arrecadando US$ 2,5 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de apenas US$ 350 mil.

Em 1987, foi lançado A Morte do Demônio 2’, seguido por Army of Darkness em 1992.

Em 2013, o aclamado cineasta Fede Alvarez investiu em um remake que, arrecadou US$ 100 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 16 milhões.

Além disso, garantiu uma recepção sólida pela crítica especializada, acumulando 62% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes.

Morte do Demônio poster nacional

Disney+ e a ‘Síndrome de George Lucas’

O Disney+ já é praticamente um sucesso consolidado lá fora. Reunindo filmes, curtas e séries do império Disney, que engloba Disney, Pixar, Lucasfilm, Marvel e Fox, o streaming vem conseguindo polemizar em algumas questões. A principal delas envolve a classificação indicativa das obras que estão no catálogo. O serviço disponibiliza obras de classificação livre até PG-13. O problema é que algumas obras que foram inclusas no catálogo tinham cenas que, no momento, aumentariam a classificação, e, por isso, foram digitalmente alteradas.

splash
Antes e depois do polêmico popô de Splash.

O caso mais famoso é o do filme Splash: Uma Sereia em Minha Vida, que conta a história de um menino que é salvo de um afogamento por uma sereia e a acaba reencontrando com ela 20 anos depois, e assim começa uma divertida aventura sobre amor. Estrelado por Tom Hanks, o filme, lançado em 1984, tem uma cena em que a sereia vai correndo pelada para o mar. Não revela nada demais, apenas um pouco da bunda da atriz Daryl Hannah. Para os executivos da Disney, isso deveria ser retirado do filme para entrar no catálogo. A solução foi colocar um cabelo tosco de CGI tampando o popô da moça. A modificação não foi bem aceita e gerou uma série de reclamações na internet. Um executivo da plataforma ainda comentou que outras cenas foram alteradas.

Zootopia Panda
Um repórter diferente a cada região. Foi assim que a Disney promoveu Zootopia.

O ponto é que a Disney alterar seus próprios filmes não é lá uma grande novidade. Historicamente, o estúdio vem mudando suas obras seja disponibilizando versões diferentes para agradar para agradar a certos mercados, ou apenas para apagar polêmicas passadas. Um exemplo recente disso é o filme Zootopia. O âncora do telejornal teve várias versões. No Brasil, ele foi um Leopardo chamado Boi Chá – dublado pelo saudoso jornalista Ricardo Boechat. Na versão chinesa, ele foi trocado por um panda. E ainda houve mais versões do mesmo personagem. Há o caso também das acusações de racismo acerca dos corvos, em Dumbo. A solução foi cortar a aparição deles do filme.

dumbo
Os corvos foram removidos de Dumbo por fazerem apologia ao racismo. O problema é que a sequência deles era importante para a trama.

Modificações em obras nunca serão bem vistas pelo público, principalmente em filmes consagrados, como Lilo & Stitch, que teve uma cena em que Lilo se escondia em uma máquina de lavar digitalmente modificada para que ela se escondesse em um armário. A justificativa é que isso poderia incentivar crianças a entrarem em máquinas de lavar, o que seria perigoso. A mesma coisa com o clássico de 1933, Os Três Porquinhos, em que a piada politicamente incorreta dos porquinhos terem uma linguiça pendurada na parede mostrando ser o pai morto deles, foi removida do curta. A intenção pode ser boa, mas a censura não pode e não deve ser aceita jamais.

Lilo and Stich
Visando evitar que crianças entrem em máquinas de lavar, a Disney alterou a cena.

Costumo brincar que isso é a “Síndrome de George Lucas” agindo. Isso porque o diretor começou a editar os próprios filmes assim que teve acesso ao CGI. Essa mania insana de sair picotando e refazendo cenas da trilogia original de Star Wars causou a fúria dos fãs e gerou bizarrices, como o Greedo atirando no Han Solo e Hayden Christensen adulto aparecendo em um filme lançado quando o ator tinha apenas dois anos de idade. Fora a adição de diversos elementos que não acrescentam em nada à trama e servem apenas para poluir o visual. Agora, se um diretor alterando sua obra anos depois já causa desconforto para o público, imagina o efeito disso quando é um estúdio mexendo em obras consagradas? No Brasil, a literatura infanto-juvenil tem em Monteiro Lobato um de seus maiores representantes. O Sítio do Pica-Pau Amarelo está cheio de referências racistas, mas ainda assim a obra não deve ser alterada. Isso porque não é apagando o racismo e atitudes consideradas erradas que esses problemas vão desaparecer. São questões sérias e complicadas que precisam ser discutidas, debatidas e usadas como exemplo para que não se repitam daqui para frente. Se a censura fosse a resposta, não haveria motivo para as pessoas aprenderem história nas escolas. São elementos que refletem o modo de pensar da época, por mais horrível que sejam.

star wars antes e depois
As polêmicas alterações de George Lucas são tema de debate até hoje.

Outras mudanças feitas pelo Disney+ foram a redublagem de algumas séries para remover palavrões e falas de duplo sentido. Alguns episódios de Os Simpsons foram vetados, e a polêmica cena de O Rei Leão, na qual Simba olha para as estrelas e a poeira forma um SFX (homenagem à equipe de efeitos especiais) no céu, teve o efeito removido. Isso porque havia gente que enxergava a palavra SEX (sexo) no lugar de SFX.

The Lion King 1994 2002 Changes SFX Message
A homenagem foi cortada por conta da confusão que causou.

Há algumas semanas, a franquia Percy Jackson voltou a ser assunto por estar com uma nova adaptação sendo preparada para chegar ao Disney+ em breve. No entanto, alguns fãs que resolveram assistir à primeira adaptação, que foi supercriticada, perceberam que uma das poucas sequências que se salvavam desse desastre em forma de filme foi cortada no streaming. A sequência em que eles vão para um hotel e comem uma flor entorpecente, que os desligava da realidade, funcionando como uma metáfora para o uso de drogas, foi removida. Isso dá um indício do que a empresa deve querer da nova série: uma abordagem mais infantil e suavizada.

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O criador da saga, Rick Riordan, brincou que o filme inteiro deveria ser apagado, dadas as críticas negativas.

Se fica uma lição disso tudo é que a mídia física, como DVDs e Blu-rays, ainda é a forma mais segura de consumir as obras em suas formas originais. E a lição para a Disney é que apagar o passado nunca é a resposta. Imagina se a MGM ou a Universal inventassem de tentar apagar o politicamente incorreto de animações clássicas, como Tom & Jerry e Pica-Pau. Em vez de tentarem alterar o passado, esses estúdios lançam novas versões das obras, de uma forma que dialogue melhor com a nova geração. Esse é o caminho.

‘Patrulha do Destino’: 2ª temporada ganha trailer hilário

A 2ª temporada da série original do DC Universe, intitulada Patrulha do Destino, ganhou seu divertido trailer.

Assista e confira imagens:

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Doom Patrol– Ep.201 — “Fun Size Patrol” — Photo Credit: Mark Hill/ 2020 Warner Bros. Entertainment Inc. All Rights Reserved.
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Doom Patrol — EP 201B — “Fun Size Patrol” — Photo Credit: Bob Mahoney / 2020 Warner Bros. Entertainment Inc. All Rights Reserved.

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O novo ciclo tem estreia marcada para o dia 25 de junho na plataforma de streaming.

A trama mostrará o futuro da equipe após a derrota do Sr. Ninguém (Alan Tudyk), mais especificamente em Dorothy, filha recém-reavida do Niles Caulder (Timothy Dalton).

Para aqueles que não se recordam, o season finale mostrou a Patrulha resgatando ambos os personagens, mesmo depois de descobrirem que Niles foi o principal responsável por suas tragédias pessoais do passado. Essa será a principal linha narrativa do próximo ciclo.

“[Os personagens] ainda não se resolveram com isso”, Carver declarou. “Eles irão lidar com novos sentimentos na segunda temporada”.

“Agora há uma criança morando com eles, que demanda muita atenção devido aos poderes incontroláveis que ela tem”, ele acrescentou. “[Ela] é tão amável quanto perigosa. Eles e Niles deverão descobrir um jeito de manter o mundo a salvo de Dorothy”.

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Assista à abertura da série:

Os membros da Patrulha do Destino sofreram acidentes horríveis que lhes deram habilidades sobre-humanas, mas também os deixaram marcados e desfigurados. Traumatizados e oprimidos, a equipe encontrou um propósito através do Chefe, que os reuniu para investigar os fenômenos mais estranhos existentes e proteger a Terra do que eles encontram.

Parte grupo de apoio, parte equipe de super-heróis, a Patrulha do Destino é um bando de malucos super-poderosos que lutam por um mundo que não quer nada com eles. Continuando após os eventos de ‘Titãs’, a série encontrará esses heróis relutantes em um lugar que eles nunca esperavam estar, chamados para a ação por ninguém menos que Cyborg, que chega a eles com uma missão difícil de recusar, mas com um aviso que também é difícil de ignorar: suas vidas nunca mais serão as mesmas.

O elenco conta com Matt Bomer (Homem-Negativo), Joivan Wade (Cyborg), April Bowlby (Mulher-Elástica), Timothy Dalton (Chefe), Diane Guerrero (Crazy Jane), Brendan Fraser (Robotman), Alan Tudyk (Sr. Ninguém) e Matthew Zuk (Negative Man).

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J.K. Rowling publica carta aberta se defendendo das alegações de transfobia; Confira na íntegra!

J.K. Rowling pode ser conhecida por uma das sagas infanto-juvenis mais icônicas dos últimos vinte anos, mas está ganhando as redes sociais por um motivo bastante condenável: transfobia.

Nos últimos dias, Rowling voltou a realizar comentários polêmicos sobre gênero e sexualidade, dizendo com todas as palavras que “se sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo. Se sexo não é real, a realidade das mulheres é apagada. Eu conheço e amo as pessoas trans, mas apagar o conceito de sexo remove a habilidade de muitas pessoas poderem discutir sobre suas vidas. Não é ódio se eu digo a verdade. A ideia de que mulheres como eu, que foram empáticas com as pessoas trans por décadas, odeiam as pessoas trans porque elas acreditam que sexo é real é absurda.”

Não demorou muito para que várias pessoas começassem a se posicionar contra o tóxico comportamento da autora, incluindo os astros da franquia Harry Potter. Agora, em uma tentativa de se defender, Rowling publicou uma carta aberta em seu site oficial.

Confira abaixo a tradução na íntegra:

“Essa não é uma carta fácil de escrever, por razões que logo se mostrarão claras, mas sei que é momento de me explicar acerca de um tema cercado de toxicidade. Eu escrevi isso sem qualquer intenção de acrescentar mais toxicidade.

Para as pessoas que não sabem: em dezembro do ano passado, fiz um tuíte em apoio a Maya Forstater, uma especialista em impostos que havia perdido seu trabalho por postagens ‘transfóbicas’. Ela levou seu caso para um tribunal trabalhista, pedindo para que o juiz julgasse se uma crença filosófica que sexo é determinado pela biologia é protegido pela lei. O Juiz Taylor disse que não.

Meu interesse em temas trans é pré-datado ao caso de Maya por quase dois anos, durante o qual acompanhei os debates sobre conceitos de identidade de gênero de perto. Conheci pessoas trans, li vários livros, blogs, artigos de pessoas trans, especialistas de gênero, pessoas interssexuais, psicólogos, especialistas, trabalhadores sociais e doutores, e segui o discurso online e em mídia tradicional. Em certo nível, meu interesse nesse tema tem sido profissional, pois estou escrevendo uma série criminal, ambientada nos dias de hoje, e minha detetive protagonista é de uma idade que se interessa e que é afetada por isso; mas em um nível pessoal também, como irei explicar.

Durante todo o tempo que vim pesquisando e aprendendo, acusações e ameaças de ativistas trans começaram a aparecer em meu Twitter. Tudo isso foi engatilhado por uma ‘curtida’. Quando comecei a me interessar em identidade de gênero e discussões transgêneras, comecei a tirar fotos de comentários que me interessavam, como modo de me lembrar o que deveria pesquisar mais tarde. Em uma ocasião, eu, sem percebi, apertei o botão de ‘curtir’ em vez de tirar uma foto. Aquela única ‘curtida’ foi evidência de pensamentos errôneos e um persistente baixo nível de assédio começou.

Meses depois, eu aumentei meu crime ao seguir Magdalen Burns no Twitter. Madgalen foi uma jovem e corajosa feminista e lésbica que estava morrendo em virtude de um tumor cerebral. Eu a segui porque gostaria de entrar em contato com ela diretamente, o que consegui. Entretanto, visto que Magdalen foi uma grande credora da importância do sexo biológico e não acreditava que lésbicas deveriam ser chamadas de fanáticas por não namorarem mulheres trans com pênis, os pontos se juntaram nas cabeças das ativistas trans, e o nível de abuso social aumentou.

Eu menciono tudo isso apenas para explicar que eu sabia perfeitamente o que iria acontecer quando eu apoiei Maya. Eu deveria estar no meu quarto ou quinto cancelamento na época. Eu esperava as ameaças de violência, que me diriam que eu ‘estava literalmente matando pessoas trans com meu ódio’, de ser chamada de vadia e, é claro, por meus livros serem chamados, apesar de um homem particularmente abusivo me disse que iria compostá-los.

O que eu não esperava, nas consequências do meu cancelamento, era uma avalanche de e-mails e cartas que choveram em mim, a maioria das respostas positivas, agradecidas e apoiadoras. Eles vieram de uma seção de pessoas gentis, empáticas e inteligentes, algumas trabalhando em campos que lidavam com disforia de gênero e pessoas trans, com preocupações profundas sobre o modo que os conceitos sociopolíticos estão influenciando a política, as práticas médicas e salvaguardas. Eles estão preocupados sobre os perigos para as pessoas jovens, gays e sobre a erosão de direitos de mulheres e garotas. Acima de tudo, estão preocupados sobre um clima de medo que não fará bem a ninguém – principalmente a juventude trans.

Eu havia me afastado do Twitter por vários meses tanto antes quanto depois de tweetar em apoio a Maya, porque eu sabia que não estava fazendo bem para minha saúde mental. Eu apenas retornei, porque queria compartilhar um livro infantil gratuito durante a pandemia. Imediatamente, ativistas que claramente acreditam ser bons, progressistas e gentis, assolaram minha timeline, acreditando no direito de policiar meu discurso, me acusar de ódio, me chamar de misoginia, me insultar e, acima de tudo – como qualquer mulher envolvida nesse debate saberá -, de TERF.

Se você não sabia – e por que deveria? -, ‘TERF’ é um acrônimo criado por ativistas trans que significa Feministas Radicais Trans-Excludentes. Na prática, uma seção considerável e diversa de mulheres estava sendo chamada de TERFs e a grande maioria nunca nem foram feministas radicais. Exemplos das chamadas TERFs variam da mãe de um jovem gay que estava com medo de que seu filho quisesse fazer a transição para escapar do preconceito homofóbico, para uma idosa histérica anti-feminista que jurou nunca mais voltar ao Marks & Spencer porque estavam permitindo que qualquer homem que se identificava como mulher entrar no provador feminino. Ironicamente, feministas radicais nem ao menos são trans-excludentes – elas incluem homens trans em seu feminismo, porque nasceram mulheres.

Mas essas acusações foram o bastante para intimidar muitas pessoas, instituições e organizações que outrora admirava, que se acovardaram ante a táticas infantiloides. ‘Eles irão nos chamar de transfóbicos!’. ‘Eles irão dizer que eu odeio pessoas trans!’. E depois, vão dizer que têm pulgas? Falando como uma mulher biológica, várias pessoas em posições de poder realmente precisam criar coragem”. [aqui, Rowling faz uma piada de mal gosto com a expressão “grow a pair”, dizendo que “é algo literalmente possível, de acordo com as pessoas que dizem que peixes-palhaço provam que humanos não são uma espécie dismórfica”.]

“Então por que estou fazendo isso? Por que falar? Por que não fazer minha pesquisa quietamente e manter minha cabeça abaixada?

Bom, eu tenho cinco razões em ficar preocupada com esse novo ativismo trans, e decidi que preciso falar.

Primeiramente, eu tenho um fundo de caridade focado em aliviar de privações sociais na Escócia, com ênfase em particular em mulheres e crianças. Dentre outras coisas, meu fundo apoia projetos para prisioneiras e para sobreviventes de abusos sexual e doméstico. Eu também financio pesquisas médicas sobre esclerose múltipla que se comporta de maneiras diferentes em homens e mulheres. Ficou claro para mim, há algum tempo, que o novo ativismo trans está tendo (ou deve ter, se todas as demandas forem atendidas) um impacto em várias das causas que apoio, porque está forçando uma erosão da definição legal de sexo e substituindo-o por gênero.

A segunda razão é que sou uma ex-professora e a fundadora de uma caridade para crianças, o que me dá interesse tanto em educação quanto em segurança. Assim como vários, eu tenho preocupações sobre os efeitos do movimento trans em ambos.

A terceira é que, por mais que seja uma autora banida, estou interessada em liberdade de expressão e tenho defendendo-a publicamente, mesmo no tocante a Donald Trump.

A quarta é onde as coisas começam a ficar pessoais. Estou preocupada sobre essa gigantesca explosão em mulheres jovens que querem fazer a transição e também sobre os números crescentes daqueles que des-transicionam (retornam para seu sexo original), porque se arrependem de ter feito algo que, em alguns casos, alteraram seus corpos irrevogavelmente, e tirado sua fertilidade. Alguns dizem que eles decidem transicionar depois de perceberem que têm atração pelo mesmo sexo, e que transicionar é parte movida pela homofobia, seja pela sociedade ou pela família.

A maioria das pessoas provavelmente não estão cientes – eu certamente não estava, até começar a pesquisar sobre isso – que, dez anos atrás, a maioria das pessoas querendo transicionar para o sexo oposto eram homens. A taxa agora foi revertida. O Reino Unido teve um aumento de 4400% de garotas desejando fazer o tratamento. Garotas autistas são fortemente representadas nesses números.

O mesmo fenômeno foi visto nos Estados Unidos. Em 2018, a pesquisadora e médica Lisa Littman foi explorar mais sobre isso. Numa entrevista, ela disse:

‘Pais online estavam descrevendo um padrão bastante incomum de identificação transgênera, na qual vários amigos e até mesmo grupos inteiros de amigos se identificavam como transgêneros ao mesmo tempo. Eu estaria errada se não considerasse contágio social e influências como fatores potenciais’.

Littman mencionou o Tumblr, o Reddit, o Instagram e o YouTube como fatores contribuintes para a Rápida Disforia de Gênero, na qual acredita que, no âmbito da identificação transgênera, ‘a juventude veio crescendo particularmente através de câmaras de eco’.

Seu artigo causou um furor. Ela foi acusada de viés ideológico e de espalhar informações falsas sobre pessoas transgênero, sujeita a um tsunami de abusos e uma campanha para descreditar tanto ela quanto seu trabalho. A revista tirou o artigo da internet e o reviu antes de republicá-o. Entretanto, sua carreira teve uma queda similar à sofrida por Maya Forstater. Lisa Littman ousou desafiar um dos pilares do ativismo trans, que é a concepção de identidade de gênero como inata, assim como a orientação sexual. Ninguém, os ativistas insistiram, poderia ser persuadido em ser trans. 

O argumento de vários ativistas trans é que, se você não deixar um adolescente com disforia de gênero transicionar, eles irão se matar. Em um artigo explicando o motivo de ter saído de Tavistock (clínica de gênero na Inglaterra), o psiquiatra Marcus Evans declarou que a ideia de crianças se matando caso não pudessem transicionar, não se ‘alinham substancialmente com quaisquer dados ou estudos na área. Nem mesmo se alinham com os casos que encontrei ao longo de décadas como psicoterapeuta’.

Os escritos de um jovem homem trans revelam um grupo de pessoas notavelmente sensíveis e sagazes. Quanto mais lia sobre suas declarações acerca de disforia de gênero, com descrições sobre ansiedade, dissociação, transtornos alimentarem, automutilação e ódio, mais me perguntava se, caso eu nascesse trinta anos mais tarde, eu também iria transicionar. A tentação de escapar da feminilidade seria grande. Eu lidei com um severo TOC quando adolescente. Se eu tivesse encontrado uma comunidade online que não conseguia encontrar em meu ambiente imediato, eu acredito que seria persuadida em me transformar no filho de meu pai que ele abertamente dizia que teria preferido.

Quando leio sobre a teoria de identidade de gênero, me lembro o quão mentalmente sem sexo eu me sentia. Eu lembrava das descrições de Colette sobre ser uma ‘hermafrodita mental’, e as palavras de Simone de Beauvoir: ‘é perfeitamente natural para a mulher do futuro se sentir indignada com as limitações impostas sobre seu sexo. A verdadeira questão não é se ela deve rejeitá-los, mas sim entender o motivo de aceitá-los’.

Visto que não tinha uma possibilidade realística de me tornar homem nos anos 1980, foram os livros e a música que me ajudaram a lidar com problemas de saúde mental e escrutínio sexual e julgamento que coloca várias garotas contra seus corpos quando adolescentes. Felizmente, para mim, encontrei meu próprio senso de alteridade, e minha ambivalência sobre ser uma mulher, refletida no trabalho de escritoras mulheres e musicistas que me garantiram que, apesar de tudo o que um mundo sexista tenta falar sobre o corpo feminino, não há problema em não se sentir compatível dentro de sua cabeça; não há problema em se sentir confusa, na escuridão, sexual ou não-sexualmente incerta de quem ou do que você é.

Eu quero ser bastante clara aqui: sei que transicionar será uma solução para alguns casos de disforia de gênero, ainda que eu esteja clara, através de uma extensa pesquisa, que estudos mostraram consistentemente que entre 60% e 90% de adolescentes com disforia de gênero irão crescer fora de sua disforia. De novo, me pediram para ‘apenas conhecer algumas pessoas trans’. Eu fiz isso: além de conhecer vários jovens, todos adoráveis, conheço uma mulher que se descreve como transsexual que é mas velha que eu e maravilhosa. Apesar de ser aberta sobre seu passado como um homem gay, eu sempre achei difícil pensar como ela como qualquer pessoa além de uma mulher, e acredito (e espero) que ela esteja feliz por ter transicionado. Ser mais velha, entretanto, a fez passar por um processo longo e rigoroso de avaliação, psicoterapia e transformação por etapas. A explosão atual do ativismo trans está urgindo por uma remoção de quase todos os sistemas robustos, através dos quais os candidatos a reatribuição de gênero devem passar. Um homem que não pretende passar por cirurgia e não tomar hormônios pode garantir a si mesmo um Certificado de Reconhecimento de Gênero e ser uma mulher respaldada pela lei. Muitas pessoas não têm ciência disso.

Estamos vivendo no período mais misógino que já presenciei. Nos anos 1980, eu imaginava que minhas filhas futuras caso eu tivesse alguma, teriam muito mais do que eu tive, mas entre o backlash feminista e uma cultura saturada de pornografia, acredito que as coisas ficaram piores. Nunca vi uma mulher denegrida e desumanizada como vejo hoje. Do líder de um mundo livre com uma triste história de assédio sexual e seu orgulho em dizer ‘pegá-las pela vagina’, até o movimento dos celibatários involuntários que se volta contra as mulheres que não vão transar com eles, para as ativistas trans que declaram que TERFs merecem apanhar e serem re-educadas, homens nesse espectro político parecem concordar: mulheres estão pedindo por problemas. Em todo lugar, mulheres estão sendo mandadas para calar a boca e sentar.

Eu li todos os argumentos sobre feminilidade não residir no corpo sexual, e as asserções que mulheres biológicas não têm experiências comuns, e eu os vejo, também, como profundamente misóginos e retrógrados. É claro também que um dos objetivos de negar a importância do sexo é erodir que o que alguns parecem enxergar como uma ideia segregacionista e cruel de que as mulheres têm suas próprias realidades biológicas ou – ameaçador do mesmo jeito – realidade unificadoras que as transformam em uma classe política coesa. As centenas de e-mails que recebi nos últimos dias prova que essa erosão preocupa vários outros. Não é o bastante para mulheres serem aliadas ao movimento trans. Mulheres devem aceitar e admitir que não há diferenças entre elas e as mulheres trans.

Mas várias mulheres me disseram antes que ‘mulher’ não é uma fantasia. ‘Mulher’ não é uma ideia na mente de um homem. ‘Mulher’ não é um cérebro cor de rosa, um receptáculo de Jimmy Choos ou qualquer das outras ideias sexistas que agora são ditas como progressistas. Além disso, a linguagem ‘inclusiva’ que chama as mulheres de ‘menstruadoras’ e ‘pessoas com vulvas’ diminui e desumaniza tantas mulheres do mesmo modo. Eu entendo o motivo das ativistas trans considerarem essa linguagem apropriada e gentil, mas para nós que fomos humilhadas por homens violentos, não é neutro, é hostil e alienável.

O que me traz para a quinta razão pela qual estou profundamente preocupada com as consequências do atual ativismo trans.

Estive no olho público por quase vinte anos e nunca falei publicamente sobre ser abusada doméstica e sexualmente. Não é por que tenho vergonha do que aconteceu a mim, mas sim porque é traumático revisitar e relembrar. Eu também me sinto protetora sobe minha filha do primeiro casamento. Não queria custódia completa de uma história que pertence a ela, também. Entretanto, um tempo atrás, eu a perguntei como ela se sentiria caso fosse a público falar sobre essa parte da minha vida, e ela me encorajou a seguir em frente.

Estou mencionando essas coisas agora não numa tentativa de gerar empatia, mas sim de solidariedade quanto ao número gigante de mulheres que têm histórias como a minha, que foram chamadas de intolerantes por tem preocupações sobre espaços de um sexo apenas.

Eu consegui escapar do meu primeiro casamento violento com certa dificuldade, mas agora estou casa com um homem bom e com princípios, segura e protegida de modos que não imaginava nem em um milhão de anos. Entretanto, as cicatrizes deixadas pela violência e pelo abuso sexual não desaparecem, não importa o quão amada você seja, e não importa o quanto de dinheiro você tenha. Meu nervosismo perene é uma piada familiar – e até eu sei que é engraçada -, mas rezo que minhas filhas nunca tenham as mesmas razões que tenho de odiar barulhos altos, ou ser surpreendida por pessoas atrás de mim.

Se você pudesse entrar em minha cabeça e compreender o que eu sinto quando leio sobre uma mulher trans morrendo nas mãos de um homem violento, encontraria solidariedade e afinidade. Eu tive uma sensação visceral do terror pelo qual essas mulheres trans passaram os últimos segundos na Terra, porque tive momentos do mais puro e cego medo, quando percebi que a única coisa me mantendo viva era a hesitação do meu agressor.

Acredito que a maioria das pessoas que se identificam como trans não apenas representem zero ameaça para outros, mas são vulneráveis pelos motivos que escrevi. Pessoas trans precisam e merecem proteção. Como as mulheres, são mais suscetíveis a serem assassinada por parceiros sexuais. Mulheres trans que trabalham na indústria do sexo, particularmente mulheres trans de cor, são um risco em particular. Assim como qualquer outro sobrevivente de abuso doméstico e sexual que conheço, sinto empatia e solidariedade com mulheres trans que foram abusadas por homens.

Então, eu quero que as mulheres trans sejam protegidas. Do mesmo modo, não quero que garotas e mulheres [cisgênero] fiquem menos seguras. Quando você abre as portas dos banheiros e provadores para qualquer homem que acredita ou que se sente como uma mulher – como eu disse, certificados de confirmação de gênero podem ser entregues sem qualquer necessidade de cirurgia ou hormônios -, então você abre as portas para qualquer homem que queira entrar. É a mais pura verdade.

No sábado de manhã, li que o governo escocês está seguindo em frente com seus controversos planos de reconhecimento de gênero, que irão, no geral, significar que tudo do que um homem precisa para ‘se tornar uma mulher’ é dizer que é uma. Para usar uma palavra bastante contemporânea, fui ‘engatilhada’. Presa por ataques impiedosos de ativistas trans nas redes sociais, quando estava apenas tentando dar um feedback para as crianças sobre as imagens que fizeram para meu livro durante a quarentena, eu passei a manhã do sábado em um lugar bastante conturbado na minha cabeça, conforme memórias sobre abusos sexuais que sofri em meus vinte e poucos anos voltavam constantemente. O abuso aconteceu em um lugar e em uma época de pura vulnerabilidade, e um homem se aproveitou da oportunidade. Não consegui me livrar dessas memórias e vi o quão difícil era conter minha raiva e decepção acerca do modo que meu governo está brincando com a segurança das mulheres e das garotas.

Na noite de sábado, olhando as imagens das crianças antes de ir para a cama, esqueci a primeira regra do Twitter – nunca, nunca esperar uma conversa com nuances – e reagi acerca do que senti ser uma linguagem degradante sobre as mulheres. Falei sobre a importância do sexo, e venho pagando o preço desde então. Eu fui transfóbica, fui uma puta, fui uma vadia, uma TERF, eu mereci ser cancelada, apanhar e morrer. ‘Você o próprio Voldemort’, disse uma pessoa, claramente sentindo que essa seria a única linguagem que entenderia.

Seria muito mais fácil tuitar as hashtags aprovadas – porque é claro que os direitos trans são direitos humanos e é claro que vidas trans importam. Há felicidade, alívio e segurança na conformidade. Como Simone de Beauvoir também escreveu, ‘… sem dúvida é mais confortável aguentar uma servidão cega do que trabalhar para a libertação de alguém; os mortos, também, são bem melhor vestidos na Terra do que os vivos’.

Números exorbitantes de mulheres são justificavelmente aterrorizadas pelos ativistas trans; sei disso, porque várias entraram em contato comigo para contar suas histórias. Elas estão com medo de doxxing, de perder seus empregos e meios de subsistência e da violência.

Mas infinitamente desagradável que seja esse alvejamento sobre mim, eu me recuso a abaixar a cabeça para um movimento que acredito que está causando demonstráveis ações para erodir ‘mulher’ como uma classe política e biológica, e oferecendo refúgio para predadores como alguns antes disso. Eu me coloco ao lado de homens e mulheres, gays, héteros e trans, que estão unidos pela liberdade de expressão e pensamento, e pelos direitos e pela segurança dos mais vulneráveis em nossa sociedade: jovens gays, adolescentes frágeis e mulheres que se respaldam em seus espaços de sexo. Votações mostram que essas mulheres são a grande maioria, e excluir apenas os privilegiados e sortudos de nunca terem enfrentando violência sexual dos homens, e que nunca se importaram em se reeducar o quão prevalente é.

A única coisa que me dá esperança é que as mulheres que podem protestar e se organizar estão fazendo isso, e elas têm alguns homens decentes e pessoas trans ao lado delas. Partidos políticos que tentam acalmar as vozes mais altas nesse debate estão ignorando as preocupações das mulheres sobre seus riscos. No Reino Unido, mulheres estão se unindo de lados opostos da mesma moeda, preocupadas sobre a erosão de seus direitos e a intimidação generalizada. Nenhuma das mulheres com as quais conversei odeia pessoas trans; pelo contrário. Muitas delas começaram a se interessar nesses temas por causa da juventude trans, e são bastante compreensivas acerca de adultos trans que querem apenas viver suas vidas, mas estão enfrentando backlash de um tipo de ativismo com o qual não concordam. A ironia suprema é que a tentativa de silenciar as mulheres com a palavra ‘TERF’ podem ter levado mais mulheres jovens em direção ao feminismo radical do que o movimento viu nas últimas décadas.

A última coisa que queria dizer é essa. Eu não escrevi esse artigo na esperança de que alguém toque um violino para mim, nem mesmo um pequenininho. Sou extraordinariamente afortunada; sou uma sobrevivente, certamente não uma vitima. Mencionei meu passado apenas porque, assim com qualquer outro ser humano no planeta, tenho uma história completa, que molda meus medos, meus interesses e minhas opiniões. Nunca esqueço a complexidade interior quando crio um personagem ficcional e eu certamente nunca esquecerei quando falamos de pessoas trans.

Tudo o que peço – tudo o que quero – é uma empatia similar, um entendimento similar, que seja expandido para as milhões de mulheres cujo único crime foi querer que suas preocupações fossem ouvidas, sem receber ameaças e abusos”.

Através do site The Trevor Project, que representa uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de informar e prevenir o suicídio entre jovens LGBTs, o ator Daniel Radcliffe rebateu os comentários transfóbicos que Rowling fez no Twitter, ressaltando a importância de defender e apoiar a comunidade trans.

“Eu percebi que certos portais de notícias provavelmente irão querer indicar uma briga entre eu e a J.K. Rowling, mas esse não é o caso e nem é importante no momento. Enquanto ela é responsável pelos rumos que a minha vida tomou, eu, que tenho sido honrado em trabalhar com o Projeto Trevor na última década, sinto que devo dizer algo. Mulheres transgênero são mulheres. Qualquer declaração contrária a isso apaga a identidade e dignidade das pessoas trans e vai contra o indicado pelos profissionais da saúde que têm muito mais domínio no assunto do que eu e a J.K. Rowling. De acordo com o The Trevor Project, 78% de pessoas transgêneros e não-binárias são discriminadas por causa de sua identidade de gênero. Nós precisamos fazer mais para apoiar essas pessoas, não invalidar suas identidades e não causar mais mal a elas.”

Essa não é a primeira vez que Rowling se envolve em polêmicas do tipo. E apesar de afirmar que não é contra a liberdade de gênero, ela já admitiu que é leitora de sites anti-trans.

Há alguns anos, ela também foi duramente criticada por compartilhar trechos de entrevistas tentando minimizar a luta da comunidade transgênero.

Lembrando que seu novo livro infantil, intituladoO Ickabog, já está disponível oficialmente em português.

Os primeiros cinco capítulos já revelados podem ser lidos em português aqui.

Segundo a autora, a ideia surgiu há muito tempo e foi contada para seus dois filhos mais novos capítulo por capítulo por todas as noites até que ela conseguisse terminá-la. A decisão de finalmente publicá-lo veio com o anúncio do lockdown, como forma de manter as crianças entretidas.

O Ickabog será publicado gratuitamente no site através de iterações e ao longo das próximas sete semanas – de acordo com informações, “um capítulo (ou dois, ou três) por vez. Não é Harry Potter e é uma história totalmente diferente”.

Ao todo, a narrativa é composta por 34 partes, com a versão física programada para lançamento em novembro de 2020.

Além disso, Rowling está promovendo um concurso em que as crianças terão a chance de ilustrar o livro. Os editores ficarão responsável pelo resultado final e 34 dos melhores desenhos (um por capítulo) serão inclusos na versão final.

Crítica em Vídeo | 365 Dias – Netflix lança filme mais picante que ’50 Tons de Cinza’

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo de ‘365 Dias‘ (365 DNI), adaptação da Netflix que envolve uma trama de suspense, romance e erotismo ao estilo ‘50 Tons de Cinza‘.

Com cenas impactantes sexuais, o filme é bastante revelador.

Assista a crítica em vídeo:

Baseado no romance da polonesa Blanka Lipinska, o longa conta a história de Laura Biel, uma jovem que sai de férias rumo à Sicília com o namorado e seus amigos. Enquanto comemorava seu aniversário de 29 anos, ela é sequestrada por um membro da máfia siciliana, o perigoso Massimo.

Com um passado marcado por traumas e violência, Massimo tentará fazer de tudo para que Laura se apaixone por ele enquanto a mantém em cativeiro por 365 dias.

Massimo é membro de uma das famílias mais influentes da máfia siciliana e Laura é uma simples gerente de vendas de um hotel. Durante uma viagem à Sicília para tentar salvar seu relacionamento, Laura se torna vítima de um sequestro, no qual o mafioso dará a ela 365 dias para se apaixonar por ele.

Escrito e dirigido por Barbara Bialowas, ‘365 Dias‘ traz Anna Maria Sieklucka como Laura e Michele Morrone como Massimo.

365 dias pôster

10 ótimas séries que deveriam ter PARADO na 1ª temporada

Uma coisa que marca o fã de séries de TV é a paixão com que defende suas produções favoritas, e a torcida constante para que as mesmas sejam sempre renovadas pelas emissoras. Abrir mão é uma coisa difícil. E séries como Supernatural e Grey’s Anatomy estão aí até hoje para provar isso.

É claro que existem grandes séries com várias temporadas que conseguiram manter um padrão bom de qualidade. Outras, contaram com bons anos e acabaram piorando com o tempo. E temos também aquelas que souberam quando e como acabar.

São milhares de exemplos no mundo das séries. Mas o que nos interessa aqui é outra coisa… são as produções que tiveram grandes primeiras temporadas e que deveriam ter ficado só nelas. A boa qualidade de uma série não deve necessariamente significar uma renovação. Ainda mais como em casos de adaptações de livros que já no primeiro ano contaram toda a trama original, e temos vários exemplos do tipo.

Abaixo, você confere nossa lista completa. E não deixe de participar através dos comentários. Está liberado discordar. Ou mesmo lembrar de outros exemplos.

 

Big Little Lies

biglittlelies cinepop

Nada como abrir a lista com a série que inspirou a matéria. A segunda temporada de Big Little Lies acaba de ir ao ar na HBO, dois anos após o lançamento da original. Ainda que tenha seus méritos e a adição marcante de Meryl Streep, o segundo ano simplesmente não tinha razão para existir. Nada justificava. E nada justificou.

Criada por David E. Kelley e com produção de Reese Witherspoon e Nicole Kidman, BLL é inspirada em livro de Liane Moriarty, e já havia esgotado toda a história literária no primeiro ano. Agora, inclusive, há uma abertura para uma terceira temporada. O que é muito estranho para uma série que concorreu como minissérie/série limitada em seu primeiro Emmy.

 

The Handmaid´s Tale

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The Handmaid’s Tale é outro exemplo claro de produção que praticamente esgotou o material original em sua primeira temporada, no caso o livro homônimo de Margaret Atwood. Por mais que a própria autora continue como consultora e que o criador Bruce Miller defenda que muito do presente nas temporadas seguintes tem inspiração direta da obra, é certo que o livro contava com uma trama que já foi esgotada nas telinhas. Tudo que a história podia contar já estava presente no primeiro ano.

A presença de uma série na nossa lista, não significa necessariamente que ela virou uma bomba após a primeira temporada. The Handmaid’s Tale segue uma produção com temas importantes e atuações extraordinárias. Simplesmente, não possui mais o frescor inicial. E também pesa a mão no sofrimento das personagens femininas.

 

Heroes

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Big Little Lies e The Handmaid’s Tale não precisavam de segundas temporadas, mas as que vieram contaram com bons momentos. O mesmo não se pode dizer de Heroes. Criada por Tim Kring, em 2006, a série de heróis foi um verdadeiro fenômeno em sua primeira temporada. Tudo ia muito bem até o capítulo final do primeiro ano, quando jogaram tudo a perder. A partir daí, o que veio foi um estado permanente de sofrimento, com tramas rasas e personagens pouco desenvolvidos.

Foram poucos os fãs que conseguiram resistir até o final da quarta temporada. Algo muito triste para uma produção que começou tão bem. Para piorar, em 2015, tentaram revitalizar a trama com Heroes Reborn, mas ninguém comprou a ideia.

 

13 Reasons Why

13 reasons why cinepop

Talvez chamar 13 Reasons Why de ótima seja um exagero… mas é verdade que a primeira temporada conta com boas atuações e aborda temas realmente importantes para os jovens, embora sempre caiba ressaltar a forma em que mostrou o suicídio da personagem principal, algo tão gráfico e impactante que gerou inúmeros debates – e inclusive resultou na decisão da Netflix em cortar a cena da série recentemente.

Mas é isso… 13 Reasons Why tinha seu valor. E a produção jogou tudo a perder com a decisão de fazer uma segunda temporada. E uma quarta temporada acaba de estrear, fechando a história de maneira bem duvidosa. Tudo isso é muito louco, uma vez que ninguém parece realmente interessado com o futuro de personagens tão superficiais.

 

True Detective

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Lançada em 2014, True Detective foi um verdadeiro fenômeno de público e crítica, contando com atuações memoráveis de Matthew McConaughey e Woody Harrelson. A série da HBO ajudou a lançar os nomes do criador Nic Pizzolatto e do diretor Cary Joji Fukunaga, responsável por comandar toda a primeira temporada.

Após o sucesso do ano inicial, a emissora decidiu capitalizar em cima do projeto. Nasceu assim uma série de antologia, com cada temporada contando uma história com personagens diferentes. Colin Farrell, Rachel McAdams e Vince Vaughn estrelaram o segundo ano, enquanto que Mahershala Ali e Stephen Dorff são os destaques do terceiro. Mesmo com eventuais boas atuações e uma trama interessante, a verdade é que True Detective nunca mais foi a mesma coisa.

 

Homeland

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Homeland já está a caminho de sua oitava temporada. Neste meio tempo, contou com ótimos momentos, mas nunca conseguiu repetir o nível visto no primeiro ano. A verdade é que, hoje em dia, os fãs veem a série quase que no piloto automático, sem o mesmo interesse ou atenção.

E o motivo é simples. Após uma ótima primeira temporada, Homeland virou uma série comum de espionagem. Algumas reviravoltas prendem a atenção do espectador, mas tudo o que precisamos saber de Carrie (Claire Danes), Saul (Mandy Patinkin) e companhia pode ser visto nos doze episódios iniciais, exibidos em 2011.

 

Prison Break

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É provável que alguns fãs da série já estejam tatuando planos para ferir o autor desta matéria por ousar colocar Prison Break na lista, mas uma coisa é certa: a série é uma durante e outra após sua primeira temporada. Ao longo de cinco temporadas, incluindo um revival em 2017, a produção sempre abraçou o absurdo, mas a cada ano que passava, só chutava mais o balde.

É certo que fãs defendem apaixonadamente até mesmo as temporadas mais fracas, mas também é verdade que Prison Break poderia estar na história das séries de TV se não tivesse se perdido tanto com o passar do tempo. O primeiro ano é empolgante, envolvente e repleto de reviravoltas. Depois, o sentimento vai passando e só resta os plot twists insanos.

 

The Killing

thekilling cinepop

Refilmagem da série dinamarquesa Forbrydelsen (2007), The Killing foi um verdadeiro fenômeno na primeira temporada. Com ótimas presenças de Mireille Enos e Joel Kinnaman, a produção acompanhava a história de dois policiais durante a investigação de um brutal assassinato de uma jovem de 17 anos, em meio a uma campanha política. A trama é envolvente e instigante, mas muitos fãs se sentiram traídos pelos produtores da série, que não resolveram o caso na primeira temporada.

Após o “golpe”, a série nunca foi a mesma. Chegou a contar com bons momentos, mas perdeu muito do engajamento. Chegou a ser cancelada após o final da segunda temporada, mas o canal AMC acabou voltando atrás. No final da terceira, novo cancelamento. E novo salvamento, agora pela Netflix. Pouco adiantou. O nível nunca retornou ao patamar original.

 

The Affair

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Mais uma série da lista que segue em cartaz, embora já tenha deixado alguns protagonistas pelo caminho, como Ruth Wilson. A série do Showtime aborda de forma muito envolvente o tema da infidelidade, especialmente em seu primeiro ano, em que usa diversas perspectivas para desenvolver a narrativa.

The Affair levou o Globo de Ouro de Melhor Série Drama por sua primeira temporada, mas o que veio a seguir não manteve o mesmo nível. A produção desencadeou em um melodrama pra lá de exagerado e desinteressante. Tem seus momentos, mas sem a mesma qualidade. A quinta temporada será a última da série. E já estava mesmo na hora.

 

UnREAL

unreal cinepop

Quase uma paródia de programas como The Bachelor, UnREAL contou com quatro temporadas no canal Lifetime. Ácida, divertida e com ótimas presenças de Shiri Appleby e Constance Zimmer, a série abraça o mundo absurdo dos reality shows. O primeiro ano é excelente, oferecendo momentos de humor, romance e, é claro, muita intriga.

A partir da segunda temporada, a série passa a tentar abordar temas mais sérios, como raça e violência policial. E a decisão não dá certo. A quarta temporada acaba parando de surpresa no Hulu, mas foi mais ignorada do que qualquer coisa. No final das contas, era melhor ter ficado só no primeiro ano.

Bola-8 Mágica vai virar filme de terror pela Blumhouse

Blumhouse Productions ganhou notoriedade por seus competentes filmes de terror, como as franquias Atividade ParanormalA Morte Te Dá Parabéns, e obras como Corra!’ ‘Whiplash – Em Busca da Perfeição’, ambos indicados ao Oscar em seus respectivos anos.

A companhia, porém, também é conhecida por adaptar um conhecido jogo de tabuleiro para os cinemas, dando origem à franquia ‘Ouija: O Jogo dos Espíritos’, que se tornou um sucesso de bilheteria e rendeu uma continuação. Agora, parece que a produtora está desenvolvendo uma narrativa baseada na famosa Bola-8 Mágica.

Segundo o site Deadline, que primeiro confirmou as notícias, um dos executivos da Mattel FilmsRobbie Brenner, confirmou que ambos os grupos irão se unir para contar essa inesperada história. “Desde 1950, a Bola-8 Mágica inspirou nossa imaginação e intrigou diversas gerações”, ele declarou. “Esse brinquedo icônico tem uma conexão incrível com os fãs e um potencial gigantesco para os cinemas”.

“Não há parceiros melhores para contar a história desse brinquedo em colaboração com a Mattel Films que Jeff Wadlow e a Blumhouse Productions, cuja perspectiva do gênero thriller cativou audiências no mundo inteiro e ganhou aclame considerável”, Brenner acrescentou.

Para aqueles que não conhecem o brinquedo, a Bola-8 Mágica é um objeto que contém certo número de respostas pré-dispostas em seu interior; quando alguém faz uma pergunta e a sacode, uma dessas respostas aparece em primeiro plano.

Ainda sem muitas informações divulgadas, o filme será dirigido por Wadlow (Verdade ou Consequência).

‘Reality Z’: Série brasileira de zumbis da Netflix divide opinião do público; Confira as reações!

Reality Z, nova série brasileira de zumbis, estreou na Netflix mas falhou em agradar os assinantes do serviço de streaming.

Após maratonarem os 10 episódios de meia hora, os assinantes foram até as redes sociais reclamar da qualidade do roteiro e das atuações – apesar de elogiar os efeitos visuais.

Confira as reações:

A primeira temporada estreia no Brasil dia 10 de Junho.

Uma ode ao terror, ao humor e à cultura pop, ‘Reality Z‘ narra em 10 episódios um apocalipse zumbi que aprisiona participantes e produtores de um reality show chamado Olimpo. Em uma noite de eliminação do programa, o estúdio se torna um abrigo para aqueles que buscam salvação em um Rio de Janeiro onde a loucura e o horror passam a reinar.

O elenco conta com Guilherme Weber (O Negócio), Ana Hartmann (Onde Nascem os Fortes), Emilio de Mello (Psi), Carla Ribas (Aquarius), Luellem de Castro (Malhação), Ravel Andrade (Sessão de Terapia) e Jesus Luz (Guerra dos Sexos), além de Sabrina Sato (A Grande Vitória) em participação especial.

A série é uma adaptação da produção britânica ‘Dead Set‘ – criada por Charlie Brooker (Black Mirror).

reality z

 

‘Lincoln’: Série baseada em ‘O Colecionador de Ossos’ é cancelada após uma temporada

A NBC cancelou oficialmente a série ‘Lincoln Rhyme‘ depois de apenas uma temporada.

A primeira temporada registrou uma média de 0.47 na demo, e um total de 3.7 milhões de espectadores – o que representa uma das audiências mais baixas da emissora.

A série é baseada no livro ‘O Colecionador de Ossos‘, escrito por Jeffrey Deaver.

A trama gira em torno de Lincoln Rhyme, um genial criminologista forense que se aposentou depois de ficar paralisado em um acidente no trabalho. Quando um caso angustiante o traz de volta à força, Rhyme faz parceria com uma ambiciosa jovem detetive, Amelia Sachs, para derrotar alguns dos criminosos mais perigosos dos EUA.

Arielle Kebbel e Russell Hornsby estrelam. O elenco ainda conta com Tate Ellington, Ramses JimenezBrooke LyonsRoslyn Ruff e Michael Imperioli.

O livro já havia sido adaptado para as telonas em 1999, em um longa estrelado por Angelina Jolie e Denzel Washington. Sucesso nas bilheterias, o filme arrecadou US$ 151 milhões mundialmente.

Os 10 Filmes Mais “Adultos” do Cinema

Para aquecer essas noites frias de inverno, nós do CinePOP decidimos formular uma nova lista para você, envolvendo um tema bem caliente.

Portanto, peguem o caderninho para anotar nossas dicas e prepare aquela noite especial com a pessoa desejada. Esses são os dez filmes mais eróticos de anos recentes.

PS. Para a lista deixamos de fora clássicos do cinema erótico, como Calígula (1979), para enfatizar novas produções, talvez pouco mencionadas pelos cinéfilos, e que você provavelmente não conheça.

10) Anticristo, 2009

O primeiro item da lista não é tão sensual quanto é desconfortável. Deixe para o polêmico dinamarquês Lars von Trier criar um filme de terror de arte, cuja mensagem certamente não será entendida por todos. Na época, o diretor havia saído de um hospital psiquiátrico para ajudar em sua depressão, sem completar o tratamento. O resultado é o que vemos na tela. A trama apresenta um casal sofrendo pela morte do filho pequeno, que como forma de terapia resolve viajar para uma cabana na floresta. No local, estranhos acontecimentos se desenrolam. Só a capa do filme já dá ideia do que nos aguarda, mostrando o casal fazendo sexo embaixo de uma árvore assombrada. No longa, von Trier foca nas genitálias do casal (vivido por Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, musa do cineasta) e as castiga de forma torturante.

9) Brown Bunny, 2003

Todos conhecem a atriz Chloë Sevigny, indicada ao Oscar por Meninos Não Choram (1999) e protagonista de séries como Big Love (2006 – 2011) e American Horror Story (2012 – 2016). O que talvez nem todos saibam é que ela tem uma cena de sexo oral verdadeira em seu currículo, realizada neste filme escrito, dirigido e protagonizado por Vincent Gallo, cineasta e ator independente. A cena ocorre nos minutos finais do longa e foi realizada com apenas Gallo e Sevigny no recinto. A história fala sobre um piloto profissional de corridas de moto, numa viagem onde encontra diversas mulheres, mas apenas uma é capaz de curá-lo de sua solidão. Pelo filme, Gallo entrou em atrito com o celebrado crítico Roger Ebert, e os dois trocaram ofensas públicas, quando o jornalista acusou o filme de ser o pior já exibido no Festival de Cannes. Aparentemente, Winona Ryder (paixão do diretor) e Kirsten Dunst também faziam parte do elenco, mas foram demitidas por Gallo. Será que recusaram cenas explícitas como a de Sevigny?

8) Um Estranho no Lago, 2013

Suspense dramático francês, o longa do diretor Alain Guiraudie aborda relações homossexuais de forma explícita, contando a história de um lago onde homens gays vão para encontros de sexo casual. O cineasta francês usa muitas de suas experiências pessoais, utilizando inclusive como cenário um lago real que conhece. As cenas de sexo, no entanto, não foram protagonizadas pelos atores do longa, já que o diretor achou que seria pedir demais dos artistas, assim utilizando dublês para os momentos explícitos. Guiraudi disse ainda que tentou adaptar o roteiro modificando os personagens para heterossexuais, mas que não ficou bom, só funcionando desta forma. O filme ganhou o prêmio de direção no prestigiado festival de Cannes.

7) Zonas Úmidas, 2013

Produção alemã que deixou o público de diversos festivais por onde foi exibido, como Sundance, transtornado, em saber exatamente ao que haviam assistido. A trama focada numa protagonista excêntrica, papel de Carla Juri, que tenta reaproximar os pais divorciados, choca por fazer uso de cenas sexuais intensas, mas, principalmente, por polemizar com momentos repulsivos envolvendo a higiene pessoal de sua protagonista. O filme, também conhecido pelo título Wetlands, é dirigido por David Wnendt, da comédia sobre Hitler, Ele está de Volta (2015).

6) Deite Comigo, 2005

Baseado no livro de Tamara Berger, com roteiro assinado pela própria, a trama apresenta uma jovem mulher sexualmente agressiva, interpreta pela bela Lauren Lee Smith, que encontra seu páreo nas formas de um sujeito com as mesmas características, papel de Eric Balfour. O curioso é que ambos os atores tiveram carreiras, de certa forma, significativas após o longa, com participações em séries de TV e filmes. Segundo um dos produtores, o único motivo do filme ter sido produzido foi realmente para se beneficiar da polêmica, alavancando em festivais de cinema as carreiras dos envolvidos, e sendo a produção canadense que inspirou o controverso e cultuado Shortbus (2006), no ano seguinte, segundo os envolvidos. De acordo com o cineasta Clement Virgo, as cenas de sexo do longa não são simuladas, mas sim reais, envolvendo os próprios atores, que não foram pedidos para realizar os atos, apenas sugeridos. Marketing ou não, o fato é que as ditas cenas reais não são mostradas no filme, que não foca no sexo explícito, não fazendo uso de momentos de penetração ou sexo oral realmente consumado. O fato do casal protagonista não estar em uma relação durante as filmagens corrobora que tudo pode não ter passado de propaganda.

5) 9 Canções, 2004

Ao contrário do item acima na lista, 9 Canções, apesar de igualmente ter como protagonistas dois atores que não se conheciam antes das filmagens, exibe suas cenas explícitas, com foco em situações sexuais. Tanto que o filme foi a primeira obra cinematográfica contendo cenas de sexo explícitas a receber um certificado na República da Irlanda. Esta produção britânica, do cultuado cineasta Michael Winterbottom (Código 46), tem como proposta o relacionamento amoroso iniciado entre uma estudante americana e um jovem inglês, intercalando momentos sexuais entre os dois, com cenas de shows de rock em que compareceram. O título resume o número de ambos os itens citados presentes no longa. Kieran O´Brien e Margo Stilley são os protagonistas e únicos atores presentes no filme.

4) Ninfomaníaca (Parte 1 e 2), 2013

Novamente o polêmico Lars von Trier marca presença na lista, com um filme que vai ainda mais longe no quesito sexual que Anticristo. Nesta epopeia da luxúria, novamente saída por completo da mente do distorcido artista, conhecemos Joe, a ninfomaníaca do título e acompanhamos sua trágica história. Na primeira parte, a protagonista assume as formas da bela Stacy Martin, e na sequência, Joe é vivida pela musa do cineasta Charlotte Gainsbourg. Aqui, o diretor utiliza a mesma técnica que Alain Guiraudie em Um Estranho no Lago, e para as cenas de sexo explícito usa dublês de corpo substituindo seus atores, ou através de computação gráfica mesclando corpos com rostos dos famosos. O elenco é de nomes conhecidos, mas o interessante é notar que apesar do conteúdo, Ninfomaníaca não é uma obra sensual ou atraente, pelo contrário, causa repulsa ao tratar do lado negro, feio e sujo do sexo, apresentando-o como uma doença.

3) A Criada, 2016

O item mais recente desta lista é também uma das melhores produções cinematográficas a chegar ao Brasil neste ano. Baseado na obra literária da britânica Sarah Waters, intitulada Fingersmith, e dirigido pelo cultuado coreano Park Chan-wook (Oldboy) é um conto sobre vingança e traição, montado como uma peça de teatro, contando com três atos, cada qual devidamente recheado de reviravoltas em seu desfecho. Além disso, a belíssima produção traz momentos de sexo tórrido entre suas protagonistas, a herdeira rica Lady Hideko (Kim Min-hee) e sua dúbia criada (Kim Tae-ri). A intensidade das cenas é tamanha que aguça nossa curiosidade para saber como de fato tais trechos foram filmados, embora não tenha sido anunciado que se trata de cenas reais.

2 ) Love 3D, 2015

Outro item recente que chamou atenção por sua originalidade e inovação, ao menos no quesito técnico, já que se trata do primeiro filme contendo sexo explícito a utilizar também a técnica do cinema 3D. No Brasil, infelizmente, foram poucos os cinemas que exibiram o longa escrito e dirigido pelo argentino Gaspar Noé desta forma. Ao mesmo tempo, ao contrário de Ninfomaníaca, Love é o filme mais bonito, sofrido e nostálgico da lista, que fala do amor de uma forma pura e doce. A trama apresenta o casal Murphy (Karl Glusman) e Electra (Aomi Muyock), que decide incluir em suas aventuras sexuais uma nova vizinha, papel de Klara Kristin. Quando Electra viaja, Murphy cai em tentação novamente com a vizinha, somente para descobri-la grávida um tempo depois. Assim a vida do casal é arruinada e Electra some. Uma impactante história de amor trágico, que usa o sexo real como pano de fundo, somando para a trama e não sendo apenas o único artifício.

1) Azul é a Cor Mais Quente, 2013

O primeiro lugar da lista é outro filme que não utiliza de fato o sexo explícito. Bem, ao menos foi isso que os realizadores passaram para a gente, através de notas e entrevistas. De qualquer forma, as cenas de sexo contidas no longa, que narra o amor florescendo entre duas jovens francesas, são quentes o suficiente e foram comentadas à exaustão para garantir a polêmica. Acima disso, as atrizes Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos vieram a público reclamar das inúmeras tomadas que precisaram protagonizar e da forma com que foram tratadas pelo diretor Abdellatif Kechiche. Depois de vencerem a Palma de Ouro em Cannes a coisa mudou um pouco de figura. Apesar de tudo, o que foi reportado é que para as intensas cenas, as francesas usaram uma espécie de tapa sexo que reproduz a genitália feminina, como forma de segurança.

BÔNUS:

 Shame, 2011

O elogiado filme de Steve McQueen (12 Anos de Escravidão), que chegou a gerar certo falatório de Oscar na época, serviu para impulsionar a carreira do astro Michael Fassbender. No longa, o ator interpreta Brandon, um jovem bem sucedido, atraente, que parece ter a vida perfeita, a não ser por um pequeno detalhe: é um viciado em sexo a um passo da disfunção. O polêmico longa deu o que falar no seu lançamento, abordando um tópico delicado e funcionando como obra quintessencial sobre o assunto. Apesar do tema, Shame não contém sexo explícito, apenas simulado, mesmo assim garantindo a nudez frontal de Fassbender, Carey Mulligan (que interpreta sua irmã) e da bela Nicole Beharie, entre outros.

‘Queer Eye’: Novo vídeo traz os melhores conselhos da 5ª temporada; Confira!

QUEER EYE

Para promover o lançamento da 5ª temporada do reality show ‘Queer Eye‘, a Netflix divulgou um vídeo com os melhores conselhos do novo ciclo.

Confira:

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Vale lembrar que ‘Queer Eye‘ já está renovada para a sua 6ª temporada.

Criada por David Collins, a série é um reboot de ‘Queer Eye for the Straight Guy‘, lançada em 2003.

O programa acompanha cinco homens homossexuais (cada um especializado em uma área diferente: vestuário, culinária e vinhos, arte e cultura, higiene pessoal e cabelo, e design de interiores) tentando ajudar pessoas a organizarem sua bagunçada vida.

O elenco conta com Antoni Porowski, Bobby Berk, Karamo Brown, Jonathan Van Ness e Tan France.

 

‘Medo Profundo 2’: Sequência com crocodilo assassino ganha data de estreia

A sequência do terror ‘Medo Profundo‘, intitulada ‘Black Water: Abyss‘, ganhou finalmente ganhou data de estreia.

O longa será lançado direto em VOD no dia 7 de agosto.

Confira as primeiras imagens:

Black Water

medo profundo 2

A sequência contará com a mesma equipe responsável pelo primeiro filme, incluindo o diretor, Andrew Traucki (‘Perigo em Alto Mar‘), e a produtora Altitude.

Na trama, um casal aventureiro que convence seus amigos a explorar um remoto sistema de cavernas nas florestas do norte da Austrália. Com uma tempestade se aproximando, eles descem para a entrada da caverna, que começa a inundar, e se encontram ameaçados por um bando de crocodilos, o que os levará a uma intensa luta pela sobrevivência.

O elenco inclui Jessica McNamee, Luke Mitchell, Amali Golden, Anthony J. Sharpe e Benjamin Hoetjes.

O protudor Mike Runagall disse que a sequência irá manter o mesmo espírito que o original, evitando efeitos computadorizados e mostrando filmagens de crocodilos reais.

black water poster

‘Crossing Swords’: Animação do Hulu ganha novo trailer HILÁRIO; Confira!

Hulu divulgou o trailer completo de Crossing Swords, nova série de animação adulta dos produtores de ‘Frango Robô’.

Confira:

A produção foi arquitetada por John Harvatine IV e Tom Root.

A série de fantasia gira em torno de um camponês chamado Patrick, que passa a trabalhar como escudeiro em um castelo – que parecia algo maravilhoso, mas provou ser um pesadelo. Todos os governantes são corruptos e absurdamente sexuais, e Patrick deve encontrar um jeito de navegar por esse estilo de vida conturbado.

Nicholas HoultLuke Evans, Tony Hale, Wendi McClendon-Covey, Breckin Meyer, Adam Pally, Adam Ray, Yvette-Nicole Brown, Maya Erskine, Tara Strong e Alanna Ubach fazem parte do elenco.

Crossing Swords estreia no dia 12 de junho.

crossing sword