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Por que cineastas conceituados estão atacando os filmes da Marvel?

As últimas semanas vêm sendo meio agitadas no meio das grandes produções inspiradas em histórias em quadrinhos, não apenas pelo desempenho fenomenal de Coringa nas críticas e bilheterias, mas por uma série de críticas gratuitas feitas por diretores consagrados ao “gênero” de super-heróis. Sobrou até pra Jennifer Aniston, que não tem um currículo tão pesado quanto os diretores, porém ganhou bastante holofote por conta da semana de aniversário de Friends.

 Esse texto é um misto de análise com opinião, então esteja apto a discordar nos comentários – com educação, claro.

Pois bem, vamos relembrar as declarações que polemizaram o mundo do cinema nas últimas semanas:

Durante as entrevistas de divulgação de seu novo filme, “O Irlandês”, Martin Scorsese disse que: “Eu não vejo [os filmes de heróis]. Eu tentei, sabe? Mas aquilo não é cinema. Honestamente, o mais próximo que consigo pensar deles, por mais bem-feitos que sejam, com os atores fazendo o melhor que podem sob as circunstâncias, são os parques temáticos. Não é o cinema de seres humanos tentando transmitir experiências emocionais e psicológicas a outro ser humano”.

Poucos dias depois, ele voltou a comentar sobre o assunto: “Os filmes da Marvel transformam cinemas em parques de diversão, são experiências diferentes. Como eu disse antes, isso não é cinema, é diferente. Se você gosta ou não é outro ponto e nós não deveríamos ser invadidos por isso. Isso é bom e está tudo bem para quem gosta desse tipo de filme. A propósito, sabendo o que acontece com eles agora, admiro o que eles fazem. Não é o meu tipo de entretenimento, simplesmente não é. Está criando outro tipo de público, que pensa que cinema é isso. E por isso é uma grande questão. Precisamos que as salas de cinema se imponham para permitir a exibição de filmes narrativos“.

Em Lyon, após receber o Prix Lumière, o diretor Francis Ford Coppola foi ainda mais incisivo: “Quando Martin Scorsese diz que os filmes da Marvel não são cinema, ele está certo porque nós esperamos aprender algo do cinema, ganhar algo, [obter] algum esclarecimento, conhecimento, inspiração. Eu não sei o que alguém ganha assistindo o mesmo filme repetidas vezes. Martin foi bondoso quando ele disse que não é cinema. Ele não disse que é desprezível, que é o que eu acho que é”.

Ele aproveitou para falar sobre Megalopolis, um filme utópico que está na fila de espera há mais de vinte anos: “Eu queria fazer um filme sobre uma expressão humana do que realmente é o paraíso na Terra. Eu diria que é o filme mais ambicioso [em que já trabalhei]. Mais do que ‘Apocalypse Now‘. Esse é o problema“.

Por fim, a eterna Rachel Green, Jennifer Aniston, comentou, em entrevista à Variety, que: “Você vê [os papéis] que estão disponíveis por aí e percebe que [as opções] estão cada vez menores. Só temos filmes grandes da Marvel ou coisas para qual não sou convidada. Para falar a verdade, eu realmente não tenho interesse em viver em uma tela verde”.

Jennifer Aniston afirma não ter interesse em atuar nos filmes sobre super-heróis

Pois bem, vendo a situação de uma forma bem simples, nota-se que nenhum deles, com exceção do Coppola, tem uma birra mesmo com a Marvel. Junto a uma visão elitista de que entretenimento não é arte e com a ideia de que a ousadia não é valorizada em Hollywood, eles estão se vendo cada vez mais longe de conseguirem fazer o que gostam.

Vale lembrar que o próprio Scorsese já deu declarações fortes contra os serviços de Streaming. Em 2017, logo após assinar o acordo com a Netflix que o permitiu fazer “O Irlandês”, o diretor participou de uma sessão de perguntas em Londres e se mostrou bastante crítico ao streaming: “O problema agora é que tudo ao redor do frame é distrativo. Você pode ver um filme em um iPad. Você pode colocar ele bem perto do seu rosto, no quarto, trancar a porta e assistir, mas ainda assim algo permanece brilhando aqui e ali. Mesmo quando você está vendo numa grande TV, existem outras coisas no recinto. O telefone toca. Pessoas entram e saem. Não é a melhor maneira”.

Apesar de ter seu projeto financiado pela Netflix, o diretor manteve a postura de velha guarda de criticar o formato. Na época, quem se juntou a ele foi o também veterano Steven Spielberg, que fechou um contrato de exclusividade com o streaming da Apple em 2019. Ou seja, os princípios dos diretores estão diretamente ligados ao funcionamento do mercado. E é aqui que entra a confusão toda.

Steven Spielberg durante as gravações de ‘Jogador Número 1’

As críticas recentes se mostram para um grito de socorro que clama desesperado: “queremos trabalhar!”. Mesmo direcionando os palavreados ofensivos para os filmes de heróis, a grande necessidade comum a esses diretores e atores é o financiamento de seus projetos. A compra da FOX pela Disney criou uma bolha econômica nunca antes vista na história do cinema. É um monopólio de entretenimento assustador. E como eles estão no topo, acabam sendo a meta a ser batida pelos estúdios rivais, financeiramente falando, claro.

Então, por mais que seja completamente insensível e desrespeitoso com a contribuição dessas lendas para o cinema, o problema é puramente mercadológico. Por que um estúdio vai financiar um filme “de arte” que rende no máximo 300 milhões de dólares, se pode produzir longas que vão lucrar 1 bilhão? É cruel, mas é como funciona o mercado.

A reclamação deles é completamente coerente no sentido da crítica mercadológica, mas esbarrar no elitismo pode não ser a maneira mais eficaz de atrair investidores para seus projetos. Esses discursos aparentemente cheios de ódio clamam por ajuda, mas atingem no “inimigo” errado: jovens diretores. Ao atacar filmes de heróis, os medalhões tentam fechar a maior porta para as promessas da direção internacional.

O diretor da franquia Guardiões da Galáxia, James Gunn, fez um comentário cirúrgico em seu Instagram sobre o caso: “Muitos dos nossos avós pensavam que todos os filmes de gângsters eram a mesma coisa, frequentemente chamando eles de ‘desprezíveis’. Alguns de nossos bizavós pensavam o mesmo de Faroestes, e acreditavam que filmes de John Ford, Sam Peckinpah e Sergio Leone eram exatamente iguais. Eu lembro de um tio-bisavô com quem eu estava divagando sobre Star Wars. Ele respondeu dizendo: ‘Eu vi isso quando se chamava 2001[Uma Odisséia no Espaço] e, rapaz, foi chato!’. Super Heróis são simplesmente os gângsters/ cowboys/ aventureiros do espaço dos dias de hoje. Alguns filmes de heróis são horríveis, outros são lindos. Assim como filmes de gângsters ou faroestes (que são, antes de qualquer coisa, apenas FILMES) nem todo mundo vai conseguir apreciar eles, inclusive alguns gênios. E tá tudo bem. ❤️”

James Gunn tem sido voz ativa nas redes sociais na defesa dos filmes sobre super-heróis

James sabe que a fase dos heróis de Hollywood é passageira, assim como diversos outros gêneros já vivenciaram situação semelhante. Para ele, um dos grandes expoentes da Era Heróica Cinematográfica, é uma situação extremamente desconfortável. Deve ser dureza ver seus ídolos sofrendo para conseguirem financiamento para seus projetos e achando que é batendo no trabalho dos outros que vão conseguir alguma coisa. Mas ainda assim, ele se mostra bastante lúcido quanto ao caso.

Olhando pelo lado positivo, os filmes de heróis e as grandes franquias têm aberto cada vez mais espaço para diretores menos conhecidos poderem mostrar seu trabalho. Foi assim com o espetacular Ryan Coogler, que ganhou os holofotes com Creed e fez um dos filmes mais etnicamente inclusivos dos últimos tempos: Pantera Negra. O mesmo caso de Taika Waititi, que já tinha comédias independentes espetaculares no currículo, mas só foi ganhar atenção do grande público após dirigir Thor: Ragnarok. Hoje, Taika emplaca críticas positivíssimas com um filme cômico sobre uma criança aconselhada por Adolf Hitler, Jojo Rabbit. E adivinhem só: provável candidato na próxima temporada de premiações.

Taika Waititi promete ser um grande nome das comédias provocativas

O certo é que vivemos uma época de incertezas financeiras. Isso é nítido em qualquer setor de trabalho. Os empregos estão cada vez mais escassos e as empresas prezam cada vez mais exclusivamente pelo lucro. Quem souber fazer mais dinheiro, indubitavelmente terá mais projetos aprovados. Além disso, a juventude parece possuir uma pequena vantagem sobre os mais velhos, por conta da necessidade de renovação.

Essa questão do monopólio Disney/ FOX é realmente preocupante e ainda vai render muito pano pra manga. É uma competição desleal que dita os rumos do mercado e fecha as portas para os medalhões e os chamados “filmes de arte”. Por fim, a reclamação dos diretores é sinal de que a água do mercado está batendo no pescoço dos grandes nomes, que se vêem sufocados à procura de verbas para externarem sua criatividade pulsante. Mas não é adotando um discurso elitista que eles vão conseguir fôlego para sobreviver. Há de se buscar alternativas enquanto a solução não vem e cobrar dos grandes estúdios oportunidades para todos.

‘El Camino’: Aaron Paul tenta fazer brigadeiro e resultado é HILÁRIO!; Assista!

Depois de anos “cozinhando” metanfetamina, era de se esperar que o astro Aaron Paul, de ‘Breaking Bad‘ e ‘El Camino‘, pudesse ter desenvolvido uma certa familiaridade na culinária mais tradicional/normal. Até porque, entre fazer drogas e fazer um saboroso doce como o popular brigadeiro, é notável que o grau de dificuldade é muito menor quando se trata da famosa sobremesa nacional.

Mas o intérprete de Jesse Pinkman prova que cozinhar um simples brigadeiro pode ser um desafio bem mais difícil do que o esperado e em um novo e divertido vídeo feito pela Netflix, ele vai tentar ensinar os fãs de ‘Breaking Bad’ e ‘El Camino‘ como se faz um brigadeiro sem medidas exatas e sem fogo.

O resultado final é hilário e vai deixar um bom brasileiro fã do doce se coçando para tentar corrigir os erros fatais na sua receita maluca!

Assista:

Crítica Netflix | El Camino: A redenção de Jesse Pinkman em um filme que honra sua jornada

Lembrando que ‘El Camino’ já está disponível na Netflix.

Assista ao trailer:

Dirigido por Vince Gilligan, o longa acompanha Jesse Pinkman em sua jornada para fugir de seus sequestradores, da lei e de seu passado.

Além de Aaron Paul, o elenco também conta com Matt Jones e Charles Baker, reprisando seus papéis como Badger e Skinny Pete, respectivamente.

 

[EXCLUSIVO] ‘O Pintassilgo’: ‘É um filme sombrio, mas esperançoso’, revela Ansel Elgort

A adaptação do vencedor do Prêmio Pulitzer, O Pintassilgo’, conta a história de um garoto que está tentando sobreviver após a trágica morte de sua mãe. Sem família, sua única lembrança que mantém a memória dela viva é o quadro que dá nome ao longo. 

Com uma extensão da beleza e graciosidade de sua mãe, a obra de arte é um lembrete de que mesmo que eles esteja sozinho ou sofra em contextos traumático, ela permanece consigo. E para os protagonistas do filme, o longa tenta canalizar toda a profundidade das inúmeras temáticas emocionais e psicológicas abordadas no livro original.

Em uma entrevista EXCLUSIVA ao nosso editor-chefe do CinePOP, Renato Marafon, Ansel Elgort, Oakes Fegley, Aneurin Barnard e Finn Wolfhard fizeram uma reflexão profunda sobre a profundidade narrativa de ‘O Pintassilgo‘, pontuando o que o drama ficcional tem para ensinar à audiência.

Para Elgort, é difícil condensar com tanta clareza a densidade do longa, resumindo-a em poucas palavras:

“Eu diria que muito da história do filme tem a ver com objetos e objetos físicos. O Pintassilgo se trata de um quadro e após Theo perder a sua mãe quando era criança, ele praticamente a coloca dentro de um objeto, dentro do Pintassilgo. Nós temos esse objetos que são passados de geração em geração e colocamos tanta importância neles. Ele leva esse quadro consigo e o abraça como se ele fosse sua própria mãe. E quando ele perde o quadro, perde também suas esperanças e se sente como se tivesse perdido tudo. É interessante quanto valor humano colocamos em objetivos. Eu vejo como esse filme é para pessoas espertas. Talvez não para nós [risos], mas tem muitas mensagens lindas e profundas no filme e isso tem a ver com a escrita da Donna Tartt. e John Crowley e Peter Straughan capturaram isso muito bem para o filme. A trama pode ser sombria, mas também pode ser esperançosa e honrar esses objetos e celebrar a vida que veio antes de nós. Me perdoe pela resposta ambígua, eu queria que fosse algo mais fácil de ser claro, mas talvez isso seja algo bom”.

Crítica | O Pintassilgo – Adaptação com Nicole Kidman tem seu charme, mas é esquecível

Barnard complementou o colega de elenco, explanando sobre a mensagem central do drama:

“Esse filme possui um coração enorme e tem muita esperança sobre tentar encontrar um jeito de sobreviver e eu creio que todos nós, de algum jeito, nos conectamos com esse tipo de história. Quando esses dois personagens se conhecem, ambos sofreram perdas, ambos vieram de backgrounds problemáticos e eles encontram um no outro algo que os faz se conectar e os leva adiante, a fim de tentar achar um jeito em suas complexas vidas. E todos nós fazemos isso o tempo todo na natureza da nossa vida e essa é a essência, o coração que vai fazer as pessoas se conectarem com a história. E eu espero que o público torça para que Theo consiga vencer, reconstruir a sua vida e ser bem-sucedido”.

Os jovens intérpretes de Theo e Boris, Oakes Fegley e Finn Wolfhard também refletiram sobre a profundidade que o filme traz em sua trama, dentro de seus questionamentos apresentados em tela.

Para Fegley:

“A história é muito diferente do que você já viu. É uma trama coming of age, sim, mas há também vários tipos de sentimentos ao longo de todo o filme. E eu acho que todo mundo que assistir vai viver todas essas emoções tão distintas, justamente enquanto assiste a produção. Eu creio que esse é um dos aspectos que me atraiu para o projeto, bem como o elenco e a equipe de produção, que são incríveis. Todos eram muito apaixonados pelo filme e isso é algo incrível que você almeja quando procura um projeto”.

Para Finn:

“O filme é sobre pessoas que deixam a sua vida e sobre aquelas que retornam para ela, o que acontece com muita frequência. Além disso, a produção lida com vários temas, como saúde mental – de maneira geral. É uma história sobre… obviamente não é uma sátira, mas a maior coisa que poderia acontecer é a morte da mãe do Theo. E aqui isso é quase como uma reflexão: o mundo está girando ao redor de Theo e quando essa explosão acontece, é como se tudo ruísse. Tudo muda, como ele vivia, onde ele vivia. Ele está nessa cidade enorme. Nova York é uma das maiores cidades do mundo e é como se ele estivesse no meio do nada, em uma Las Vegas. E esse filme é sobre perdas. Perder coisas, pessoas e como elas retornam para sua vida. Eu creio que é uma maneira muito interessante de contar uma história”.

 

Dirigido por John Crowley, o filme é baseado no livro homônimo escrito por Donna Tartt, que ganhou o prêmio Pulitzer em 2014.

Theodore “Theo” Decker tinha 13 anos quando sua mãe foi morta em um ataque a bomba no Metropolitan Museum of Art. A tragédia muda o curso de sua vida, enviando-lhe para uma emocionante odisseia de tristeza e culpa, reinvenção e redenção, e até mesmo amor. Apesar de tudo, ele segura um pedaço de esperança tangível desse dia terrível… uma pintura de um pequeno pássaro acorrentado a seu poleiro. O Pintassilgo.

O elenco inclui Ansel Elgort, Oakes Fegley, Aneurin Barnard, Finn Wolfhard, Sarah Paulson, Luke Wilson, Jeffrey Wright e Nicole Kidman.

‘The Crown’: Olivia Colman é a Rainha Elizabeth no trailer COMPLETO da 3ª temporada

A Netflix divulgou o trailer completo da 3ª temporada de ‘The Crown‘.

Confira:

Vale lembrar que a terceira temporada será lançada na plataforma no dia 17 de novembro.

O novo ano será ambientado em 1976, o que inclui a introdução de um novo elenco: Olivia Colman (Rainha Elizabeth II), Tobias Menzies (Príncipe Philip) e Helena Bonham Carter (Princesa Margaret).

A terceira temporada vai contar a ascensão do Primeiro Ministro Harold Wilson (Jason Watkins) e o desgaste do casamento entre Margaret e Antony Armstrong-Jones (Ben Daniels), além de outras tramas históricas. Também veremos a versão adulta dos Príncipe Charles e a Princesa Anne, que serão interpretados pelos desconhecidos Josh O’Connor e Erin Doherty.

Baseado na premiada peça de teatro ‘The Audience‘, a produção conta a história dos bastidores do início do reinado da Rainha Elizabeth II, revelando as intrigas pessoais, romances e rivalidades políticas por trás dos grandes eventos que moldaram a segunda metade do século 20.

[EXCLUSIVO] ‘O Pintassilgo’: Atores revelam como viveram os mesmos papéis no filme

A jornada de O Pintassilgo’ ainda continua nos cinemas e a adaptação do aclamado vencedor o Prêmio Pulitzer traz uma história sobre perdas, traumas e a complexidade existencial.

Com uma narrativa não linear, que transita entre o presente e o passado, o longa explora os protagonistas em dois momentos distintos de suas vidas: a fase juvenil de transformações e o início da vida adulta.

E aqui, Ansel Elgort e Oakes Fegley dividem o papel de Theo, com Aneurin Barnard e Finn Wolfhard dando vida à caracterização de Boris.

E durante um entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP, os atros compartilharam o seu processo criativo e transformativo para viverem os mesmos personagens. Afim de criar uma harmonia e sincronia em seus maneirismos, fala e até mesmo linguagem corporal, cada dupla explorou esse processo de descoberta de maneira particular.

Em entrevista ao nosso editor-chefe Renato Marafon, Fegley comentou como foi viver o Theo ao lado de Elgort:

“Quando eu fiquei sabendo sobre o projeto, eu descobri que ele era baseado no livro O Pintassilgo e minha mãe leu a obra e ficou muito empolgada, dizendo: ‘Você precisa fazer esse filme, precisa pelo menos tentar’. E eu ouvi que Ansel havia sido escolhido para o papel do Theo e pensei: ‘é, eu meio que pareço com ele, isso pode ser legal’. E o processo de testes de elenco aconteceu bem rápido e então nos vimos algumas vezes no set antes e fizemos muitos ensaios juntos, para que conseguíssemos equilibrar nossas performances, para que pudéssemos parecer um com o outro. Mas, honestamente, tudo fluiu muito bem entre nós dois”.

Barnard e Finn completaram o raciocínio, explicando como juntos chegaram a um sotaque que os tornasse a mesma pessoa:

“Nós trabalhamos juntos no sotaque, para que tivéssemos o mesmo ritmo e a mesma maneira de falar. E até na risada nós trabalhamos”, revelou Barnard.

Segundo Finn, chegar a uma mesma risada também foi um desafio: “Sim, nós trabalhamos até nisso também, o que exigiu um esforço extra da minha parte, porque minha risada é mais estranha do que a dela, eu rio de forma mais rápida. Eu gravei minhas cenas depois de Aneurin e nossa técnica vocal gravou algumas de suas falas para mim, coisas ditas em russo, para que pudesse me ajudar também”.

Aneurin ainda foi mais longe, comentando sobre a importância da tonalidade, do timbre da voz e do sotaque arrastado, para garantir veracidade e autenticidade para o seu personagem:

“A ideia é que ele seja esse cara que já viajou muito, então nós brincamos com isso, nós queríamos aquela sensação de que ele estivesse tentando incorporar suas raízes e background, talvez um pouco forçado também. E então achamos nossas próprias especificidades nesse sentido, com a nossa técnica vocal, que é russa e sabe tudo sobre a Rússia e a Ucrânia e todas as diferentes tonalidades e tons dos sotaques”.

 

Dirigido por John Crowley, o filme é baseado no livro homônimo escrito por Donna Tartt, que ganhou o prêmio Pulitzer em 2014.

Theodore “Theo” Decker tinha 13 anos quando sua mãe foi morta em um ataque a bomba no Metropolitan Museum of Art. A tragédia muda o curso de sua vida, enviando-lhe para uma emocionante odisseia de tristeza e culpa, reinvenção e redenção, e até mesmo amor. Apesar de tudo, ele segura um pedaço de esperança tangível desse dia terrível… uma pintura de um pequeno pássaro acorrentado a seu poleiro. O Pintassilgo.

O elenco inclui Ansel Elgort, Oakes Fegley, Aneurin Barnard, Finn Wolfhard, Sarah Paulson, Luke Wilson, Jeffrey Wright e Nicole Kidman.

‘Bloodshot’: Vin Diesel volta dos mortos no trailer da adaptação

A adaptação de ‘Bloodshot‘ teve seu primeiro trailer divulgado.

Vin Diesel vive o personagem-título.

Assista:

Uma bala atravessando a cabeça de sua esposa é tudo o que Ray Garrison consegue ver antes de sua morte. Quando acorda, também se torna a única coisa que consegue se lembrar. Garrison não está morto, mas também não está vivo da forma tradicional. Ray acabou sendo utilizado como cobaia para o experimento do Dr. Emil, que substituiu seu sangue por uma nano tecnologia que lhe permite se recuperar de graves lesões. A partir desse momento, Ray Garrison se torna o poderoso Bloodshot, uma máquina de matar que tenta se lembrar de seu passado e buscando vingança por acontecimentos recorrentes em seus pensamentos.

O elenco ainda conta com Toby Kebbell, Eiza Gonzalez, Michael SheenTalulah Riley, Alex Hernandez e Sam Heughan.

Dirigido por Dave Wilson, o longa é baseado nos quadrinho homônimo criado por Kevin VanHook, Yvel Guichet, Don Perlin e Bob Layton.

Bloodshot‘ chega aos cinemas em 21 de fevereiro de 2020.

‘Kenobi’: Owen Lars terá uma participação na série? Joel Edgerton responde

Durante uma entrevista para o podcast Happy Sad Confused, Joel Edgerton, intérprete de Owen Lars em Star Wars‘, foi questionado se irá reprisar o papel na série ‘Kenobi, ao que ele respondeu:

“Bom, há uma possibilidade muito grande. Mas não posso revelar mais do que isso, há um assassino mirando na janela do meu quarto se eu disser a coisa errada. Eu adoraria falar mais, mas é melhor não.”, brincou o astro.

Anteriormente, o jornalista Josh Horowitz afirmou em seu Twitter que Edgerton estará na série da Disney+.

Segundo Horowitz, a informação foi revelada pelo próprio ator.

Confira:

“Conversei com Joel Edgerton hoje (assistam ‘The King‘! Eu gostei muito). Não tenho dúvidas de que ele estará na série do Obi-Wan na Disney+. Eu já vi muitos atores serem evasivos, mas estou apostando que Owen Lars estará de volta.”

Lembrando que o We Got This Covered informou que uma versão infantil de Luke Skywalker estará presente em ‘Kenobi‘, então faz todo sentido que seus tios, Owen e Beru, também participem.

Enquanto isso, vale lembrar que Star Wars: A Ascensão Skywalker‘ estreia em 19 de dezembro.

Assista ao trailer:

Star Wars: Episódio IX’ traz em seu elenco principal Daisy RidleyAdam DriverJohn BoyegaOscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall GleesonKelly Marie TranJoonas SuotamoBillie LoudNaomi AckieRichard E. GrantKery Russell e os veteranos Mark Hamill Billy Dee Williams.

‘Coringa’: Diretor compartilha novas imagens dos bastidores; Confira!

Em seu perfil do Instagram, o diretor Todd Phillips divulgou diversas novas imagens dos bastidores de Coringa.

Confira:

Lembrando que Coringa‘ continua em exibição nos cinemas nacionais.

OPINIÃO: Reações a ‘Coringa’ provam que estamos vivendo na caótica sociedade do filme

Confira a nossa crítica:

A trama de Coringa vai explorar a cultura noturna da cidade de Nova York, dando destaque inclusive a clubes de strip-tease.

Coringa‘, do diretor Todd Phillips, centra-se no icônico arqui-inimigo e é uma história fictícia original e inédita, nunca vista na tela grande. A história de Arthur Fleck, interpretado majestosamente por Joaquin Phoenix, é de um homem que luta para encontrar seu caminho na sociedade fragmentada de Gotham. Ele é um palhaço de festas durante o dia, ele aspira a ser um comediante stand-up a noite… mas ele acha que a piada sempre parece estar sobre ele. Preso em uma existência cíclica entre a apatia e a crueldade, Arthur toma uma decisão ruim que provoca uma reação em cadeia de eventos crescentes neste estudo de caráter arenoso.

‘Coringa’: Joaquin Phoenix diz que não se importa com opinião dos fãs sobre sua interpretação

Filme de origem do Coringa será ‘assustador’, afirma Joaquin Phoenix

Além de Phoenix, Robert DeNiroZazie BeetzMarc MaronFrances ConroyShea WhighamBill Camp e outros completam o elenco.

Primeiras reações indicam que ‘O Exterminador do Futuro 6’ é o melhor da franquia desde ‘O Julgamento Final’

As primeiras reações a ‘O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio‘ estão sendo divulgadas e a maioria delas são extremamente positivas.

Alguns jornalistas chegaram a dizer que é o melhor filme da franquia desde ‘O Julgamento Final‘, lançado em 1991.

Confira as reações:

“‘Destino Sombrio‘ é o melhor da franquia desde ‘O Julgamento Final‘ Sim. O retorno de Linda Hamilton faz uma GRANDE diferença, Mackenzie Davis chuta todas a bundas, e Natalia Reyes é uma excelente adição. O Rev-9 de Gabriel Luna também é espetacular. Fisicamente, efeitos visuais, lutas – tudo no ponto! Ainda bem que deram outra chance à franquia.”

“Sou fã de Mackenzie Davis desde que a vi em ‘Halt and Catch Fire‘. Mas ela leva ‘O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio a outro nível, ela literalmente chuta bundas. Se você gostar do trabalho dela, assista de novo.”

“‘Destino Sombrio‘ é facilmente o melhor filme da franquia depois de ‘O julgamento Final‘. As cenas de ação são fantásticas e eu adorei como a trama apresenta 3 protagonistas femininas que são perfeitas. Tão incrível ver Linda Hamilton de volta como Sarah Connor.”

‘O Exterminador do Futuro‘ é considerada a franquia de Arnold Schwarzenegger. Mas ‘Destino Sombrio’ deixa claro que ele não foi o ingrediente principal. Foi Linda Hamilton. Ela é incrível, e o filme é muito sólido. (Recentemente, eu defendi todas as sequências da franquia, julgue como quiser).”

“Eu estava cético em relação ao ‘Destino Sombrio’. Achei que os trailers não eram bons. Mas eu queria aproveitar o filme, e o diferencial (em relação às outras sequências) é Linda Hamilton. Sempre foi sua história, e Hamilton adiciona o peso necessário desta vez.”

“‘Destino Sombrio‘ é basicamente como ‘O Despertar da Força‘. Uma reinicialização emocionante e satisfatória, que junta as melhores partes do primeiro e do segundo. Davis, Reyes e Hamilton são excelentes, a ação impressiona e, embora seja familiar, e é melhor que ‘O Exterminador do Futuro 3‘. A franquia está de volta.”

‘Destino Sombrio‘ é a melhor das sequências depois de ‘O Julgamento Final‘. Está entre os filmes de ação mais divertidos do ano, é emocionante e intenso, mas também uma leve história sobre como fazer as coisas direito. Arnold e Linda estão ótimos, mas é Mackenzie Davis que rouba a cena.”

O longa será lançado nos cinemas nacionais em 31 de outubro.

Assista aos trailers:

O filme ignora os eventos de ‘Exterminador do Futuro 3‘ e todas as outras sequências que vieram depois, reiniciando a linha do tempo após ‘O Julgamento Final‘.

A duração será 128 minutos.

Dirigido por Tim Miller (‘Deadpool‘), o longa terá produção de James Cameron, sendo este o primeiro filme da franquia com seu envolvimento desde ‘O Exterminador do Futuro 2′.

Detalhes sobre a trama estão sendo mantidos em segredo, mas o roteiro vai ignorar as últimas sequências e continuar a partir do segundo filme, com uma nova cronologia. Espera-se, também, que este seja o início de uma nova trilogia.

O elenco conta com Linda Hamilton, Mackenzie Davis, Natalia Reyes, Gabriel Luna, Arnold Schwarzenegger, Edward Furlong e Diego Boneta.

‘Modern Love’: Conheça as encantadoras histórias de amor da série em novo trailer; Assista!

A nova série de comédia romântica da Prime Video, intitulada ‘Modern Love‘, ganhou um novo trailer estendido, que explora um pouco mais as oito histórias de amor que já podem ser vistas na produção.

Assista:

A série antológica conta com Anne Hathaway, Tina Fey, Dev Patel, John Slattery, Brandon Victor Dixon, Catherine Keener, Andy Garcia, Cristin Milioti, Olivia Cooke, Andrew Scott, Shea Whigham, Gary Carr, Sofia Boutella, John Gallagher Jr e Julia Garner no elenco. A trama é baseada em uma coluna e podcast do New York Times e a temporada terá oito episódios, de meia hora de duração cada.

O showrunner da produção, John Carney, falou sobre o novo projeto:

“É como se eu tivesse acordado em uma loja de doces de atores. Conseguimos compor um elenco com os meus atores favoritos. Isso é um testemunho do impacto da coluna original e de como, agora mais do que nunca, o amor é a única certeza.”

Sharon Horgan (‘Catastrophe‘), Emmy Rossum (‘Shameless‘) e Tom Hall (‘Sensation’) estão entre os diretores.

Modern Love‘ já está em exibição na plataforma de streaming Prime Video.

‘Doutor Sono’: Sequência de ‘O Iluminado’ ganha novo cartaz nacional; Confira!

Doutor Sono‘, a sequência da clássica adaptação ‘O Iluminado‘ chega em breve nos cinemas brasileiros e a produção ganhou um novo cartaz nacional.

Confira:

Dirigido por Mike Flanagan (‘Jogo Perigoso‘ e ‘A Maldição da Residência Hill‘), o longa é baseado no livro homônimo de Stephen King, além de ser uma sequência direta do filme ‘O Iluminado‘.

Na infância, Danny Torrance conseguiu sobreviver a uma tentativa de homicídio por parte do pai, um escritor perturbado por espíritos malignos, tornado-se um adulto igualmente traumatizado e alcoólatra. Sem residência fixa, ele se estabelece em uma pequena cidade, onde consegue um emprego no hospício local e cria um vínculo telepático com uma menina, paciente da instituição.

O elenco inclui Ewan McGregor, Rebecca FergusonJocelin DonahueZahn McClarnon, Emily Alyn Lind e Jacob Tremblay.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 7 de novembro.

‘Watchmen’: A guerra vai começar na prévia dos próximos episódios; Confira!

Watchmen, aguardada série da HBO, teve sua estreia mundial no último domingo (20). E de maneira inesperada, a produção iniciou sua jornada com muitas mortes, pancadaria e violência.

E uma iminente guerra racial está se formando, conforme revela a prévia dos próximos episódios da produção.

Assista:

Situada em uma história alternativa onde ‘super-heróis’ são tratados como bandidos, ‘Watchmen‘ é baseada na icônica graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons, e acompanha as consequências dos atos dos vigilantes após a morte de Rorschach e a partida do Dr. Manhattan para Marte.

Assista ao trailer:

O elenco conta com nomes de peso, como Jeremy Irons no papel de Ozymandias e Robert Redford interpretando si mesmo. Regina KingDon JohnsonJean SmartAdelaide ClemensTim Blake Nelson e outros completam o time.

Opinião | Medalhões travam batalha justa, mas contra o “inimigo” errado

As últimas semanas vêm sendo meio agitadas no meio das grandes produções inspiradas em histórias em quadrinhos, não apenas pelo desempenho fenomenal de Coringa nas críticas e bilheterias, mas por uma série de críticas gratuitas feitas por diretores consagrados ao “gênero” de super-heróis. Sobrou até pra Jennifer Aniston, que não tem um currículo tão pesado quanto os diretores, porém ganhou bastante holofote por conta da semana de aniversário de Friends.

 Esse texto é um misto de análise com opinião, então esteja apto a discordar nos comentários – com educação, claro.

Pois bem, vamos relembrar as declarações que polemizaram o mundo do cinema nas últimas semanas:

Durante as entrevistas de divulgação de seu novo filme, “O Irlandês”, Martin Scorsese disse que: “Eu não vejo [os filmes de heróis]. Eu tentei, sabe? Mas aquilo não é cinema. Honestamente, o mais próximo que consigo pensar deles, por mais bem-feitos que sejam, com os atores fazendo o melhor que podem sob as circunstâncias, são os parques temáticos. Não é o cinema de seres humanos tentando transmitir experiências emocionais e psicológicas a outro ser humano”.

Poucos dias depois, ele voltou a comentar sobre o assunto: “Os filmes da Marvel transformam cinemas em parques de diversão, são experiências diferentes. Como eu disse antes, isso não é cinema, é diferente. Se você gosta ou não é outro ponto e nós não deveríamos ser invadidos por isso. Isso é bom e está tudo bem para quem gosta desse tipo de filme. A propósito, sabendo o que acontece com eles agora, admiro o que eles fazem. Não é o meu tipo de entretenimento, simplesmente não é. Está criando outro tipo de público, que pensa que cinema é isso. E por isso é uma grande questão. Precisamos que as salas de cinema se imponham para permitir a exibição de filmes narrativos“.

Em Lyon, após receber o Prix Lumière, o diretor Francis Ford Coppola foi ainda mais incisivo: “Quando Martin Scorsese diz que os filmes da Marvel não são cinema, ele está certo porque nós esperamos aprender algo do cinema, ganhar algo, [obter] algum esclarecimento, conhecimento, inspiração. Eu não sei o que alguém ganha assistindo o mesmo filme repetidas vezes. Martin foi bondoso quando ele disse que não é cinema. Ele não disse que é desprezível, que é o que eu acho que é”.

Ele aproveitou para falar sobre Megalopolis, um filme utópico que está na fila de espera há mais de vinte anos: “Eu queria fazer um filme sobre uma expressão humana do que realmente é o paraíso na Terra. Eu diria que é o filme mais ambicioso [em que já trabalhei]. Mais do que ‘Apocalypse Now‘. Esse é o problema“.

Por fim, a eterna Rachel Green, Jennifer Aniston, comentou, em entrevista à Variety, que: “Você vê [os papéis] que estão disponíveis por aí e percebe que [as opções] estão cada vez menores. Só temos filmes grandes da Marvel ou coisas para qual não sou convidada. Para falar a verdade, eu realmente não tenho interesse em viver em uma tela verde”.

Jennifer Aniston afirma não ter interesse em atuar nos filmes sobre super-heróis

Pois bem, vendo a situação de uma forma bem simples, nota-se que nenhum deles, com exceção do Coppola, tem uma birra mesmo com a Marvel. Junto a uma visão elitista de que entretenimento não é arte e com a ideia de que a ousadia não é valorizada em Hollywood, eles estão se vendo cada vez mais longe de conseguirem fazer o que gostam.

Vale lembrar que o próprio Scorsese já deu declarações fortes contra os serviços de Streaming. Em 2017, logo após assinar o acordo com a Netflix que o permitiu fazer “O Irlandês”, o diretor participou de uma sessão de perguntas em Londres e se mostrou bastante crítico ao streaming: “O problema agora é que tudo ao redor do frame é distrativo. Você pode ver um filme em um iPad. Você pode colocar ele bem perto do seu rosto, no quarto, trancar a porta e assistir, mas ainda assim algo permanece brilhando aqui e ali. Mesmo quando você está vendo numa grande TV, existem outras coisas no recinto. O telefone toca. Pessoas entram e saem. Não é a melhor maneira”.

Apesar de ter seu projeto financiado pela Netflix, o diretor manteve a postura de velha guarda de criticar o formato. Na época, quem se juntou a ele foi o também veterano Steven Spielberg, que fechou um contrato de exclusividade com o streaming da Apple em 2019. Ou seja, os princípios dos diretores estão diretamente ligados ao funcionamento do mercado. E é aqui que entra a confusão toda.

Steven Spielberg durante as gravações de ‘Jogador Número 1’

As críticas recentes se mostram para um grito de socorro que clama desesperado: “queremos trabalhar!”. Mesmo direcionando os palavreados ofensivos para os filmes de heróis, a grande necessidade comum a esses diretores e atores é o financiamento de seus projetos. A compra da FOX pela Disney criou uma bolha econômica nunca antes vista na história do cinema. É um monopólio de entretenimento assustador. E como eles estão no topo, acabam sendo a meta a ser batida pelos estúdios rivais, financeiramente falando, claro.

Então, por mais que seja completamente insensível e desrespeitoso com a contribuição dessas lendas para o cinema, o problema é puramente mercadológico. Por que um estúdio vai financiar um filme “de arte” que rende no máximo 300 milhões de dólares, se pode produzir longas que vão lucrar 1 bilhão? É cruel, mas é como funciona o mercado.

A reclamação deles é completamente coerente no sentido da crítica mercadológica, mas esbarrar no elitismo pode não ser a maneira mais eficaz de atrair investidores para seus projetos. Esses discursos aparentemente cheios de ódio clamam por ajuda, mas atingem no “inimigo” errado: jovens diretores. Ao atacar filmes de heróis, os medalhões tentam fechar a maior porta para as promessas da direção internacional.

O diretor da franquia Guardiões da Galáxia, James Gunn, fez um comentário cirúrgico em seu Instagram sobre o caso: “Muitos dos nossos avós pensavam que todos os filmes de gângsters eram a mesma coisa, frequentemente chamando eles de ‘desprezíveis’. Alguns de nossos bizavós pensavam o mesmo de Faroestes, e acreditavam que filmes de John Ford, Sam Peckinpah e Sergio Leone eram exatamente iguais. Eu lembro de um tio-bisavô com quem eu estava divagando sobre Star Wars. Ele respondeu dizendo: ‘Eu vi isso quando se chamava 2001[Uma Odisséia no Espaço] e, rapaz, foi chato!’. Super Heróis são simplesmente os gângsters/ cowboys/ aventureiros do espaço dos dias de hoje. Alguns filmes de heróis são horríveis, outros são lindos. Assim como filmes de gângsters ou faroestes (que são, antes de qualquer coisa, apenas FILMES) nem todo mundo vai conseguir apreciar eles, inclusive alguns gênios. E tá tudo bem. ❤️”

James Gunn tem sido voz ativa nas redes sociais na defesa dos filmes sobre super-heróis

James sabe que a fase dos heróis de Hollywood é passageira, assim como diversos outros gêneros já vivenciaram situação semelhante. Para ele, um dos grandes expoentes da Era Heróica Cinematográfica, é uma situação extremamente desconfortável. Deve ser dureza ver seus ídolos sofrendo para conseguirem financiamento para seus projetos e achando que é batendo no trabalho dos outros que vão conseguir alguma coisa. Mas ainda assim, ele se mostra bastante lúcido quanto ao caso.

Olhando pelo lado positivo, os filmes de heróis e as grandes franquias têm aberto cada vez mais espaço para diretores menos conhecidos poderem mostrar seu trabalho. Foi assim com o espetacular Ryan Coogler, que ganhou os holofotes com Creed e fez um dos filmes mais etnicamente inclusivos dos últimos tempos: Pantera Negra. O mesmo caso de Taika Waititi, que já tinha comédias independentes espetaculares no currículo, mas só foi ganhar atenção do grande público após dirigir Thor: Ragnarok. Hoje, Taika emplaca críticas positivíssimas com um filme cômico sobre uma criança aconselhada por Adolf Hitler, Jojo Rabbit. E adivinhem só: provável candidato na próxima temporada de premiações.

Taika Waititi promete ser um grande nome das comédias provocativas

O certo é que vivemos uma época de incertezas financeiras. Isso é nítido em qualquer setor de trabalho. Os empregos estão cada vez mais escassos e as empresas prezam cada vez mais exclusivamente pelo lucro. Quem souber fazer mais dinheiro, indubitavelmente terá mais projetos aprovados. Além disso, a juventude parece possuir uma pequena vantagem sobre os mais velhos, por conta da necessidade de renovação.

Essa questão do monopólio Disney/ FOX é realmente preocupante e ainda vai render muito pano pra manga. É uma competição desleal que dita os rumos do mercado e fecha as portas para os medalhões e os chamados “filmes de arte”. Por fim, a reclamação dos diretores é sinal de que a água do mercado está batendo no pescoço dos grandes nomes, que se vêem sufocados à procura de verbas para externarem sua criatividade pulsante. Mas não é adotando um discurso elitista que eles vão conseguir fôlego para sobreviver. Há de se buscar alternativas enquanto a solução não vem e cobrar dos grandes estúdios oportunidades para todos.

Crítica TIFF | Três Verões: O jeitinho brasileiro na era da corrupção em divertida dramédia

Filme assistido durante o Festival de Toronto 2019

Todos os dias ela está lá, estampada diante dos nossos olhos. Entre capas de jornais, revistas semanais e os inesgotáveis e intermináveis telejornais da TV a cabo, a corrupção é a temática que – infelizmente – permanece sine qua non no Brasil. E, naturalmente, o assunto se transformou em livros, análises, artigos e produções artísticas que visam explorar o cerne dessa antiga prática brasileira. Mas o que acontece no cenário pós-guerra, ao findar das prisões e delações premiadas? Como ficam os espólios e todos aqueles que orbitam ao redor dos crimes, sempre alheios ao que acontecia? Sandra Kogut tenta responder a essas e tantas outras perguntas por meio da divertida comédia dramática Três Verões.

Aqui, o aftermath da corrupção é abordado em três contextos temporais distintos, todos ligados por dois eixos: o verão e uma família corrupta de classe alta. Após um de seus patrões ter sido preso, com sua esposa se exilando na Europa como se nada tivesse acontecido, a governanta Madá (Regina Casé) fica responsável por tentar administrar sua casa de veraneio. Entre trocas de decoração e festas luxuosas regadas a comida e bebida da mais alta qualidade, o belo lar com vista para o oceano perde o seu vigor, à medida que novos nomes ligados a um caso suspeito começam a surgir – principalmente quando o deu seu chefe emerge no jornal das 21h. Mas nesta trama, pouco importa quais os crimes cometidos. De maneira rara no cinema brasileiro, Kogut opta por deixar de lado a narrativa dos tubarões que se alimentam de tudo e de todos e direciona o seus e os nossos olhos para aquela extremidade pouco ou nada explorada: a da classe trabalhadora.

Que há um preço alto na corrupção, em termos sócio econômicos, isso é óbvio. Mas pouco se aborda no cinema o impacto existencial e emocional que tais crimes têm gerado na vida da população. Mesmo com tantos Postos de Saúde da Família sendo fechados por falta de mão de obra e insumos e hospitais abarrotados de macas com doentes nos corredores dos pronto socorros, a indústria cinematográfica brasileira muitas vezes carece de histórias que contem a vida desse seu Zé e daquela dona Maria, vítimas de um sistema que não se importa com eles. Mas com delicadeza, ironia e um ar esperançoso, Três Verões assim o faz, trazendo Madá para o olho do furacão como uma das poucas sobreviventes de um país que emana injustiça a plenos pulmões. E mesmo tendo sido vinculada às práticas ilegais de seu chefe – por sua própria inocência e senso de honestidade, ela é o relato cru daquele brasileiro que não desiste nunca e que faz de um limão quase o álbum Lemonade da Beyoncé. Se reinventando com o que tem, Madá é como o país inteiro e representa o jeitinho brasileiro da forma mais autêntica e realista possível.

Instintiva e otimista, a protagonista é a face ideal para contar essa história. E pelos traços cativantes e excelente atuação de Regina Casé, ela é uma mostra genuína de que é possível encontrar calmaria em meio à tormenta, quando se olha para a tragédia como uma oportunidade de algo novo. Quase como uma fênix, a personagem transforma uma linda casa de verão deixada a Deus dará em um brechó de roupas de alta costura, venda de garagem, churrascos da classe C e até mesmo um estúdio para comerciais. Com bom humor e dinamismo, ela encara a peleja com graciosidade, põe a casa para alugar no Airbnb e encontra amor em tempos de cólera, no vô da família que sempre cuidou com tanto carinho. E ali mesmo, em meio a tantos perrengues bem conhecidos por aqueles brasileiros que mais sofrem com o nosso sistema, ela também se entrega às lágrimas. Contempla suas perdas pela primeira vez de maneira inadvertida e leva a audiência ao mesmo, em um sublime monólogo que – de maneira singela e única – relata toda a sua vida em um piscar de olhos, respondendo as perguntas que nutríamos quanto ao mistério da sua vida pessoal, que ficara de fora durante quase todo o longa.

Fazendo um equilíbrio saudável entre o drama e o humor, a produção nacional possui uma direção simples, com um roteiro bem trabalhado e não é do tipo que se pode definir com apenas um gênero. Tão agridoce como a própria vida do brasileiro médio, ela é cercada pelas alegrias e mazelas de uma existência que transita entre boas memórias e sofrimentos dilacerados. Como uma história que é fruto de tantas outras histórias que a corrupção construiu em nosso país, Três verões é o reflexo prático do que o crime do colarinho branco pode fazer, essencialmente, na trajetória de seu povo. Divertido, mas também triste, o longa de Sandra Kogut é mais uma prazerosa surpresa que o nosso cinema tem para oferecer ao restante do mundo, ainda que o governo brasileiro insista em calá-lo.

 

‘Coringa’ ultrapassa ‘Capitão América: O Soldado Invernal’ nas bilheterias mundiais

Sucesso! Em menos de três semanas, ‘Coringa‘ já arrecadou mais de US$ 700 milhões mundialmente e se aproxima rapidamente da marca bilionária.

Nos EUA, o longa acumula US$ 247.2 milhões. No mercado internacional, são US$ 490.3 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 737.5 milhões mundialmente.

Para termos de comparação, o longa já ultrapassou sucessos como ‘Capitão América 2: O Soldado Invernal‘ (US$ 714.3m) e ‘Doutor Estranho‘ (US$ 677.7m).

Considerando o seu baixo orçamento de US$ 55 milhões, o longa já pode ser considerado um dos maiores sucessos do ano.

Vale lembrar que ‘Coringa‘ já é a maior bilheteria da Warner Bros em 2019.

Lembrando que Coringa‘ já está em exibição nos cinemas.

Coringa‘, do diretor Todd Phillips, centra-se no icônico arqui-inimigo e é uma história fictícia original e inédita, nunca vista na tela grande. A história de Arthur Fleck, interpretado majestosamente por Joaquin Phoenix, é de um homem que luta para encontrar seu caminho na sociedade fragmentada de Gotham. Ele é um palhaço de festas durante o dia, ele aspira a ser um comediante stand-up a noite… mas ele acha que a piada sempre parece estar sobre ele. Preso em uma existência cíclica entre a apatia e a crueldade, Arthur toma uma decisão ruim que provoca uma reação em cadeia de eventos crescentes neste estudo de caráter arenoso. 

Além de Phoenix, Robert DeNiroZazie BeetzMarc MaronFrances ConroyShea WhighamBill Camp e outros completam o elenco.

‘Ready or Not’ ultrapassa US$ 50 milhões nas bilheterias mundiais

O aclamado terror ‘Ready or Not‘ conseguiu manter uma boa estabilidade nas bilheterias e, apesar de uma estreia morna de US$ 11 milhões, o longa conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 50 milhões nas bilheterias mundiais.

Nos EUA, o longa acumula US$ 28.7 milhões. No mercado internacional, são US$ 23.3 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 52 milhões mundialmente.

Considerando o seu pequeno orçamento de US$ 6 milhões, o longa já pode ser considerado mais um sucesso do gênero este ano.

Dirigido por Tyler Gillett e Matt Bettinelli-Olpin, o roteiro é assinado por Guy BusickRyan Murphy (de ‘American Horror Story‘).

A trama segue uma jovem noiva (Weaving) enquanto ela conhece a família rica e excêntrica de seu marido (O’Brien) em uma tradição que logo se transforma em um jogo mortal com todos lutando para sobreviver.

O elenco inclui Samara Weaving (‘A Babá‘), Adam Brody (‘Garota Infernal‘), Mark O’Brien (‘A Chegada‘), Henry Czerny (‘Objetos Cortantes‘) e Andie MacDowell.

‘Zumbilândia 2’ surpreende nas bilheterias e supera estreia do primeiro filme

Apesar de ter demorado 10 anos para a sequência ter sido lançada, parece que a espera valeu a pena. Nos EUA, ‘Zumbilândia: Atire Duas Vezes‘ arrecadou ótimos US$ 26.7 milhões em seu primeiro final de semana – superando a estreia do primeiro filme (US$ 24.7m).

Internacionalmente, o longa acrescenta US$ 5.3 milhões, elevando sua estreia global a US$ 32 milhões.

Considerando o seu orçamento relativamente baixo de US$ 42 milhões, a produção não deve ter dificuldades em garantir retorno em um curto período de tempo.

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Ruben Fleischer retorna à direção, assim como o quarteto do filme original, Emma Stone, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg e Abigail Breslin.

A sequência seguirá o grupo carismático de matadores de zumbis após os eventos do primeiro filme, enquanto eles se estabelecem em suas vidas pós-apocalípticas. Eles escolheram um estilo de vida mais luxuoso e decidiram montar um acampamento na Casa Branca. Depois que um desentendimento entre Columbus (Eisenberg) e Wichita (Stone) faz o grupo se separar, Little Rock (Breslin) foge com Berkeley (Jogia), um cara que ela acabou de conhecer.

O grupo então parte para resgatar Little Rock, mas, claro, eles não estão sozinhos no mundo. Novos tipos de zumbis invadiram o mundo, que incluem Homers (burros), Hawkings (inteligentes) e Ninjas (mortais). Ao longo do caminho, Tallahassee (Harrelson) encontra sua partida na forma de uma caçadora de zumbis fodona chamada Nevada. Esta família improvisada terá que usar todas as suas habilidades e seguir as regras de sobrevivência de Colombo se quiserem sair vivos.

Os novatos Zoey DeutchAvan Jogia, Luke Wilson e Rosario Dawson completam o elenco.

Zumbilândia 2‘ será lançado nos cinemas nacionais no dia 24 de outubro.

‘Malévola: Dona do Mal’ estreia em 1º lugar, mas decepciona nas bilheterias

Apesar de ter liderado as bilheterias em seu primeiro final de semana, ‘Malévola: Dona do Mal‘ teve uma arrecadação abaixo do esperado nos EUA, com uma estreia de apenas US$ 36 milhões.

Para termos de comparação, o resultado é quase metade da estreia do primeiro filme, que arrecadou US$ 69.4 milhões em seu primeiro final de semana, em 2014.

No mercado internacional, a sequência se saiu um pouco melhor, arrecadando US$ 117 milhões.

Ao total, o longa teve uma estreia global de US$ 153 milhões.

Só nos resta saber como a produção se sairá nas próximas semanas. Apesar de ter desagradado os críticos (apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes), o púbico parece ter gostado do filme, garantindo-lhe uma nota A.

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A sequência também traz o retorno da roteirista Linda Woolverton, que coescreve o roteiro ao lado de Jez Butterworth (‘No Limite do Amanhã‘).

Uma aventura que se passa vários anos depois de “Malévola” – em que o público aprendeu sobre os eventos que endureceram o coração da vilã mais famosa da Disney e a levou a amaldiçoar a pequena princesa Aurora, “Malévola II” continua a explorar a relação complexa entre a fada de chifres e a quase rainha, ao formarem novas alianças e enfrentarem novos adversários em sua luta para proteger os mouros e as criaturas mágicas.

Angelina Jolie e Elle Fanning retornam. Michelle Pfeiffer e Harris Dickinson se juntam ao elenco como a Rainha Ingrith e o Príncipe Phillip, respectivamente. Chiwetel Ejiofor, Ed Skrein, Robert Lindsay, Sam Riley, Imelda Staunton, Juno Temple e Lesley Manville completam o elenco.

O longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

‘As Golpistas’ ultrapassa US$ 100 milhões nas bilheterias dos EUA

Sucesso! O longa ‘As Golpistas‘ (Hustlers) conseguiu ultrapassar a impressionante dos US$ 100 milhões nos EUA – tornando-se a maior bilheteria de um live-action da carreira da Jennifer Lopez no país.

Nos EUA, o longa acumula US$ 101.8 milhões. No mercado internacional, são US$ 23.6 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 125.4 milhões mundialmente.

Escrito e dirigido por Lorene Scafaria (‘Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo‘), o longa é inspirado em um artigo feita pela jornalista Jessica Pressler para a New York Magazine, intitulado The Hustlers at Scores.

Na trama, um grupo de ex-strippers se une para roubar seus clientes milionários, mas o plano acaba indo além do esperado. O longa se passará em Nova York e terá como pano de fundo a crise financeira norte-americana, abordando “o dano que isso gerou na subsistência das dançarinas, que dependiam de sua clientela de Wall Street”, em contraste com uma temática com o foco em “identidade, lealdade, sobrevivência e controle”.

O elenco conta com Jennifer Lopez, Constance Wu, Julia Stiles, Keke Palmer, Lili Reinhart, Lizzo e Cardi B.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 20 de novembro.

‘Aves de Rapina’: Comercial traz Arlequina mudando de vida após término com o Coringa

A Warner Bros. divulgou o primeiro comercial de TV de ‘Aves de Rapina‘, mostrando Harley Quinn mudando de vida após terminar com o Coringa.

Assista:

Assista ao o trailer:

O longa é dirigido por Cathy Yan, com um roteiro de Christina Hodson (‘Bumblebee‘), e terá classificação Rated-R (para maiores de 17 anos).

Depois de terminar com o Coringa, Harley Quinn se junta às super-heroínas Canário Negro, Caçadora e Renee Montoya para salvar uma jovem de um lorde do crime.

O elenco conta com Margot Robbie (Arlequina), Mary Elizabeth Winstead (Caçadora), Jurnee Smollett-Bell (Canário Negro), Rosie Perez (Renee Montoya), Ella Jay Basco (Cassandra Cain), McGregor (Máscara Negra) e Chris Messina (Victor Zsasz).

Aves de Rapina‘ será lançado nos cinemas  nacionais no dia 6 de fevereiro de 2020.