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Conheça As Tartarugas Ninja

A escuridão toma conta de Nova York e a população precisa de heróis — e irá tê-los na forma do quarteto mais improvável de combatentes do crime que já ajudaram a humanidade: a corajosa e ainda assim implacável força reptiliana conhecida como As Tartarugas Ninja. Com base nos personagens eternamente populares, criados pelos escritores de histórias em quadrinhos Peter Laird e Kevin Eastman, as obstinadas tartarugas que cativaram o público de todas as idades durante décadas chegam ao século 21.

“Vocês vivem, vocês morrem, vocês lutam … como irmãos. Lembrem-se, nada é tão forte quanto a família”.

Mestre Splinter

Crime e medo se espalham pelas ruas enquanto o Destruidor e seu maligno Clã do Pé dominam tudo com punho de aço, da polícia aos políticos. O futuro parece incerto até que quatro irmãos marginalizados, sobreviventes de uma experiência que deu errado, surgem do esgoto e assumem seu destino como os mais novos vigilantes mascarados. Confrontados com os diabólicos planos de domínio do Destruidor, estas Tartarugas Ninja estão prestes a se unirem com a destemida repórter April O’Neil (Megan Fox) e seu operador de câmera sagaz Vern Fenwick (Will Arnett) para salvar os cidadãos de Nova York.

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TURTLE POWER – O REBOOT – O INÍCIO!

Os incomparáveis heróis de meio casco estão de volta – quando uma nova geração de Tartarugas Ninja emerge dos esgotos de Nova York. Eles retornam numa nova encarnação que reúne a coragem e as raízes subterrâneas das Tartarugas com o sentimento de animação que fizeram deles os mais adoráveis ídolos de ação de todo o mundo… trazendo-os com um grito cowabunga para uma aventura de ação ao vivo que mistura batalhas de grande escala com  efeitos visuais (VFX) de última geração.

O reboot repleto de ação, que conta o início, a história de como as Tartarugas nasceram em um laboratório mas se tornaram irmãos com lealdade inquebrável, chega às telas sob a proteção do mega produtor Michael Bay. Famoso por filmes campeões de bilheterias, Bay mais recentemente metamorfoseou um brinquedo infantil na franquia multibilionária Transformers.  Após o enorme sucesso da série animada para TV da Nickelodeon, Bay se uniu com seus parceiros de produção da Platinum Dunes,  Andrew Form e Brad Fuller, para trazer as Tartarugas de volta para a telona para o público atual.

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Por fim, eles reuniram uma equipe de cineastas criativos, jovens atores e mais de 400 artistas digitais, todos determinados a juntar um mundo real de atores e cenários com a impressionante fantasia de jovens tartarugas que falam, lutam e salvam a cidade.

As origens das Tartarugas surgiram de repente em 1983, quanto os batalhadores artistas de histórias em quadrinhos Peter Laird e Kevin Eastman começaram a passar e repassar uma série de desenhos extremamente imaginativos, que apresentavam tartarugas de uma forma diferente: usando máscaras e armamento Ninja.  A princípio era somente um divertimento, mas eles não podiam negar, os personagens eram muito vívidos e divertidos — e uma mudança tão radical em relação aos super-heróis angustiados e de alma devastada daquela época — que eles não puderam resistir.

Logo, ninguém podia resistir às Tartarugas.  Pouco tempo depois, as quatro tartarugas de orelhas vermelhas  que receberam seus nomes em homenagem aos grandes artistas renascentistas – Leonardo, Raphael, Donatello e Michelangelo – fizeram uma estreia altamente comentada em uma revista em quadrinhos com um nome fascinante:  As Tartarugas Ninja. Laird e Eastman tiveram que pegar dinheiro emprestado para poderem imprimir apenas 3.000 cópias mas,  já no segundo exemplar, eles tiveram pedidos antecipados para 15.000 cópias e os pedidos continuaram crescendo.

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A revista em quadrinhos original mostrava um mundo sombrio, cercado pelo mal. Mas as Tartarugas passaram por uma outra mudança quando uma série infantil animada imensamente popular foi criada em 1988, seguida por seu primeiro filme de longa metragem, em 1990. Eles começaram a desenvolver personalidades mais excêntricas como devoradores de pizzas com atitudes irreverentes . . . e de repente a “Turtlemania” estava a pleno vapor. Tudo que existia sobre eles não era suficiente para as crianças de todas as idades, já que os videogames e bonecos de ação eram arrebatados das prateleiras aos milhares.

Fuller disse:

“Com este projeto, queríamos satisfazer as gerações de fãs e ao mesmo tempo conquistar novos fãs. Existe um elemento mais sombrio, mais tenso neste filme que ainda não havia sido visto anteriormente com as Tartarugas, mais estamos igualmente concentrados em manter a diversão, que é o que eles representam”.

Avanços recentes e radicais na captura de movimentos, permitiriam que as Tartarugas ganhassem vida nas telas com impressionante fotorrealismo – ou tanto fotorrealismo quanto qualquer pessoa pode esperar de répteis de 204 kg andando eretos em toda (e por baixo da) cidade de Nova York. Mas os cineastas também queriam dar mais personalidade do que nunca às Tartarugas.

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Form disse:

“Sempre pensamos que este filme deveria ser antes de mais nada sobre os personagens. Sabíamos que a tecnologia seria empolgante e adoramos a ideia de que poderíamos ter as Tartarugas fazendo coisas incríveis, as quais não se poderia nem imaginar há 20 anos atrás. Mas era também sobre dar ao público uma experiência nova sobre quem as Tartarugas são. Por fim, nosso foco estava em contar uma história real sobre quatro irmãos muito unidos e a formação de uma família”.

Para encontrar o sutil equilíbrio entre personagem, história e tecnologia, os produtores contrataram Jonathan Liebesman, um diretor jovem e inovador conhecido pela ação cheia de estilo dos filmes Invasão do Mundo – Batalha de Los Angeles, Fúria de Titãs e O Massacre da Serra Elétrica – O Início.

“Jonathan tinha a experiência com personagens em Computação Gráfica (CG) e, o que é mais importante, ele demonstrou a habilidade de fazer com que a ação parecesse real”, disse Fuller. “As sequências de ação que ele criou para Invasão do Mundo – Batalha de Los Angeles foram tão fantásticas que esperávamos trazer a mesma sensação realística para as Tartarugas”.

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Liebesman ficou empolgado com a oportunidade de levar as Tartarugas aonde as Tartarugas nunca tinham ido anteriormente: ao território onde a ação ao vivo se encontra com a alquimia digital. ”

Cresci com as Tartarugas e adorava seu senso de humor”, ele relembrou. “Mas o que foi tão empolgante para mim é que, com a tecnologia de hoje, eu sabia que poderíamos dar às Tartarugas um novo escopo que anteriormente seria inatingível.  Incluímos todo o humor e o charme  e, ao mesmo tempo, permitimos que as Tartarugas tivessem o tipo de grandes momentos de ação que as pessoas atualmente adoram nos filmes “.

Liebesman apresentou fortes ideias sobre o que torna as Tartarugas tão atraentes.

“Acho que o fator mais importante é que eles são divertidos.  Este é o número um”, ele explicou. “Número dois é que eles são realmente mutantes – e eu sempre quis ver como isso aconteceu! Número três é o espetáculo de ver tartarugas grandes e fortes o suficiente para serem super-heróis ninjitsu. E isso foi algo mais que tivemos a oportunidade de realizar pela primeira vez neste filme”.

Ele começou criando um painel do personagem para cada Tartaruga, com base em referências da cultura pop conhecida. Ele conectou Leonardo ao líder resoluto de Tom Hanks no filme O Resgate do Soldado Ryan, Raphael ao Clint Eastwood dos bang-bangs de Sergio Leone, Michelangelo ao laconicamente cômico Bill Murrey de Os Caça-Fantasmas e Donatello ao amante da lógica Spock de Jornada nas Estrelas.

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Liebesman recorda sua abordagem:

“Quando reinventamos as Tartarugas queríamos nos concentrar em suas personalidades e, ao mesmo tempo, fazê-los um pouco maiores do que os originais e um pouco mais sombrios no design. Tínhamos a inspiração de fazê-los divertidos e durões ao mesmo tempo”.

 

POR TRÁS DAS MÁSCARAS: CONHEÇA A FAMÍLIA NINJA

Desde o início, o ponto crucial do novo filme As Tartarugas Ninja era reformular as Tartarugas. Era essencial que o carisma e talento cômico destes anfíbios melhorados transparecessem enquanto trouxessem algo novo, unindo a mitologia Mutante com a produção cinematográfica do século 21. Cada membro da família Ninja contribui com suas habilidades e atitudes únicas.

 

Leonardo: 

Tendo recebido o nome do fascinante inventor e pintor italiano Leonardo da Vinci, Leonardo é o tranquilo e calmo Mestre Zen das Tartarugas, que leva a sério a responsabilidade de ser o irmão mais velho. Felizmente, “Léo” tem 1,96 m de altura e empunha suas espadas katana de aço com mortal precisão.

Enquanto Léo sempre foi o mais sério e disciplinado dos quatro irmãos desde a primeira história em quadrinhos das Tartarugas Ninja, este Léo é uma nova encarnação, que luta com um fardo que a maioria dos adolescentes não possui: salvar o mundo e ao mesmo tempo manter seus irmãozinhos seguros! Assumindo a responsabilidade depois do Mestre Splinter, ele assumiu o papel de pai substituto de sua família. E, quando se trata da parte Ninja do legado das Tartarugas, ninguém treina mais forte do que Léo, o que o torna um adversário formidável para qualquer um que ameace seus irmãos.

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Raphael: 

Homônimo do mestre pintor de afrescos, conhecido como o pai do estilo renascentista, Raphael não é moleza.  Ele é o bad-boy rebelde entre os quatro irmãos, conhecido não somente por sua agressiva máscara vermelha e suas pontiagudas armas sai, mas também por suas fortes opiniões. Apelidado de Raph, Raphael deve ser aquela tartaruga que provavelmente age agora e pergunta depois, mas por baixo de sua personalidade tempestuosa, ele é tão fiel aos seus irmãos quanto eles são em relação a ele.

Retornando às primeiras histórias em quadrinhos, Raphael era sempre o mais esquentado mas ele evoluiu, tornando-se o adorado sabichão do quarteto. E, como sempre, suas destemidas habilidades de luta continuam a proporcionar às Tartarugas Ninja uma séria vantagem na luta contra o mal.

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Michelangelo: 

O inigualável e perspicaz pintor e escultor italiano Michelangelo, dá seu nome ao irmão mais novo das Tartarugas. Espontâneo e irresistivelmente amante da diversão, “Mikey” usa uma máscara laranja enquanto agita seus nunchakus e fala gíria de surfista entre pedaços de pizza.

Por ser aquele que mais se parece com os desenhos originais de Kevin Eastman, alguns consideram Michelangelo como sendo a primeira Tartaruga Ninja.

Desde então, através da história de muitas revistas em quadrinhos, séries de TV e filmes, Michelangelo veio para personificar o coração dos irmãos e ele também inventou muitas de suas frases de efeito mais famosas, incluindo a frequentemente citada expressão “Cowabunga!” Não importa o quanto a situação na qual as Tartarugas se encontram seja tensa. Mikey nunca perde seu entusiasmo. No fundo ainda um meninão, esta encarnação de Mikey trás um estilo B-boy , seu humor animado até para a batalha.

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Donatello:

Com o nome do escultor florentino que deixou uma marca indelével no mundo da arte, Donatello é o cérebro tecnológico do quarteto. Ele é a Tartaruga mais alta com 2,03 m de altura e, por trás de sua máscara roxa e de seu bastão de madeira, sua mente astuta nunca descansa.

Enquanto Donatello, desde a história em quadrinhos original, sempre foi retratado como a tartaruga mais inteligente, neste filme ele ganha vida como um inventor digital incessante, o cara que aparece com os mais ousados dispositivos para as Tartarugas. Refletindo os nerds estilosos e jovens que impulsionam o século 21, Donatello é tão habilidoso em invadir sistemas de câmeras e vigilância quanto em lançar seu bastão extra- longo.

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Mestre Splinter:

Completando a família de filhos adotados temos Mestre Splinter, também conhecido somente como Splinter, o sábio roedor mutante que se tornou sensei e é o pai adotivo das Tartarugas, ensinando a eles as maneiras dos Ninjas.

Parte da mitologia das Tartarugas Ninja, desde a primeira história em quadrinhos, o rato idoso pode ter uma estatura baixa, mas ele mais do que compensa este fato com sua natureza vasta e repleta de conhecimentos. E quando as coisas ficam difíceis, Splinter está pronto para o sacrifício.

‘American Horror Story: Freak Show’ terá a menor mulher do mundo

O criador de American Horror Story, Ryan Murphy, anunciou no Twitter que Jyoti Amge, considerada a menor mulher do mundo pelo Livro dos Recordes, foi escalada para a quarta temporada da série, ‘Freak Show‘.

Não foram divulgados detalhes sobre o papel de Amge, que sofre de uma anomalia conhecida como Acondroplasia e possui apenas 62,8 cm de altura.

Veja a primeira foto da indiana no set, ao lado de Jessica Lange:

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A história se passará novamente no meio do século 20, em um circo dos horrores.

Além de Jessica Lange, retornarão para a quarta temporada as atrizes Kathy Bates, Sarah Paulson, Evan Peters, Gabourey Sidibe, Frances Conroy e Angela Basset. Michael Chiklis, Wes Bentley, Jamie Brewer, Patti LaBelle e Finn Wittrock completam o elenco.

Além dos flashbacks de várias épocas, recorrentes na série, a única trama ambientada no século 20 foi a da segunda temporada, ‘Asylum’, que se passou em 1964.

American Horror Story: Freak Show‘ estreia em outubro nos EUA. No Brasil, a série é exibida na TV a cabo pela Fox.

Atriz Lauren Bacall morre aos 89 anos

A atriz Lauren Bacall, considerada um dos ícones da Era de Ouro de Hollywood, morreu nesta terça-feira (12), aos 89 anos, em decorrência de um derrame. As informações são do TMZ.

“Com profunda tristeza, mas com grande gratidão por sua vida incrível, confirmamos o falecimento de Lauren Bacall, lamentou a família Bogart, em uma conta oficial no Twitter.

Indicada ao Oscar de atriz coadjuvante em 1997 pelo filme ‘O Espelho Tem Duas Faces’, Bacall depois ganhou um Oscar honorário pelo conjunto de sua obra em 2010.

Ela se casou com Humphrey Bogart em meados da década de 1940 e viveu com o ator até a morte dele, em 1957. Juntos, tiveram dois filhos. Após a morte de Bogart, ela se casou com o também ator Jason Robards.

Entre seus filmes mais clássicos, estão ‘À Beira do Abismo’, de 1946, ‘Paixões em Fúria’, de 1948, e ‘Como Agarrar um Milionário’, de 1953. ‘Ernest e Célestine’ e ‘O Falsificador’ foram os dois últimos filmes de Bacall, já o último trabalho de sua carreira foi como dubladora em um episódio da série ‘Family Guy’.

As Tartarugas Ninja

O Anti-Guardiões da Galáxia

Os recentes Planeta dos Macacos: O Confronto e Guardiões da Galáxia provaram que qualquer tema pode ser transformado em um filme eficiente desde que exista qualidade no roteiro. Ou seja, personagens bem desenvolvidos, situações que causem emoção e certo nível de humanidade com que nos identifiquemos. Não importa se sejam primatas ou guaxinins falantes, se bem explorada em seu contexto a ideia funciona. Cinema é magia, é abrir a mente, é dar aquele chamado salto de fé.

Afinal, quem ama verdadeiramente cinema como arte já se emocionou com um computador superinteligente e até mesmo uma bola de vôlei como personagens. Sabemos que a coisa funciona e pode funcionar bem. Mas também pode funcionar muito mal. É o caso com o novo filme das Tartarugas Ninja. Criados por Peter Laird e Kevin Eastman ainda na década de 1980, os personagens que levam nomes de artistas do período renascentista, e seu universo, ganharam o mundo na década de 1990. Foi uma explosão.

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Popularizados por uma série animada na TV, logo Raphael, Leonardo, Michelangelo e Donatello estavam em todo canto, desde lancheiras escolares até os milhares de brinquedos. Não existia uma criança no período que não soubesse quem eram, ou não quisessem algum produto de seu merchandising.  É claro que As Tartarugas Ninja também foram parar no cinema, em produções que datam 1990, 1991 e 1993. Apesar de termos adorado esses filmes na infância, basta uma segunda olhada agora para percebermos que nosso senso crítico era inexistente.

Já hoje, quem tiver o mínimo do mesmo, não poderá recomendar a nova produção dos personagens, que pretende repagina-los para toda uma nova geração de consumidores. Este é um filme condescendente com a inteligência de seu público. Assim como Transformers, o que parece importar são apenas as cenas de ação e os efeitos visuais, extremamente bem realizados. Se você espera mais do que isso, irá se desapontar seriamente. Não por acaso, o cineasta Michael Bay (diretor da franquia Transformers no cinema) está por trás desta nova investida, como produtor.

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O diretor (ou dublê de diretor) é Jonathan Liebesman, o sujeito que cometeu Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles (2011) e Fúria de Titãs 2 (2012). A fotografia é do brasileiro Lula Carvalho (Tropa de Elite e RoboCop). Infelizmente, tudo no filme é tragado pelo roteiro sem brilho, apressado e sem diversão. Além de não agradar os “não escolados” neste universo, o novo filme faz um desserviço para os fãs também. Planejado como um reboot, um reinício para a franquia, o que traduz na obrigatória história de origem dos protagonistas, de seus aliados e vilões. E ela ocorre… nos créditos iniciais!

A criação das tartarugas, de seu mestre e figura paterna, uma ratazana humanoide, e do arqui-inimigo Destruidor (aqui, o cruzamento entre Darth Vader, um canivete suíço e um Transformer), é jogada na tela com imagens animadas, nos primeiros minutos de forma corrida. É como se os realizadores não quisessem mais perder tempo com isso. No entanto, preferem gastar o tempo com ideias recicladas, como o plano maligno do vilão, tirado diretamente de O Espetacular Homem-Aranha (2012).

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A belíssima Megan Fox como repórter é uma eficiente modelo. Seu relacionamento com o quarteto acontece de forma forçada e apressada. Ao final já estão se chamando de família, mas nunca sentimos este desenvolvimento. Pelo contrário, a jornalista de jaqueta amarela aparentemente só é ferida quando os heróis ou seu mestre a arremessam de um lado para o outro tentando salvá-la. Outro aspecto que irrita é a necessidade de uma ligação e explicação que junte os personagens, além do fato de simplesmente existirem. Eu posso te conhecer e desenvolver um relacionamento com você sem que nossos passados estejam interligados.

Mas vai explicar isto para os realizadores dos últimos filmes de super-heróis. Dessa forma, o passado de April, Splinter e das tartarugas estão todos conectados. Que chatice! Sabemos que o vilão é importante para a trama, e uma ligação prévia com os heróis e seu mestre é mencionada, mas nunca ficamos sabendo qual era. O filme faz um péssimo trabalho em criar uma identidade para ele, apesar de promissor. As gracinhas são infantis e sem graça, enfiando até mesmo uma piada com flatulência, maior sinal de desespero e falta de ideia que existe.

A Case of You

Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura. Ah, amor! Sempre ele envolvendo histórias no mundo do cinema. Será que há espaço e criatividade para escrever um roteiro um pouco diferente de tudo que já vimos? Buscando inovações na maneira de contar uma inusitada história de amor, o norte-americano Justin Long (que você já deve ter visto em muitos filmes) roteiriza, produz e atua no interessante A Case of You. Dirigido pela belíssima Kat Coiro, o filme é uma jornada de incertezas em busca do amor perfeito.

Na trama, conhecemos o escritor Sam (Justin Long). Um homem de meia idade, desiludido com seu trabalho, com poucos amigos, sem muitas pretensões na vida. Certo dia, resolve ir atrás de uma moça chamada Birdie (Evan Rachel Wood), por quem sempre teve uma queda, que trabalha em um café que ele sempre frequenta. Quando a mesma é demitida e ele perde contato, consegue com a ajuda de amigos descobrir o perfil dela no Facebook e assim, descobrir por onde ela anda e seus gostos e costumes. Sam então, embarca em uma viagem rumo ao amor perfeito.

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Os personagens ditam o ritmo do filme a todo instante. Isso é uma tática arriscada, as vezes parece que falta história mas no final tudo fica bem interessante. A história gira totalmente em torno de Sam. Parece a Apollo 13, do desastre ao triunfo. Consegue fazer tudo errado ao mesmo tempo e mesmo assim, por conta da sorte, é bem sucedido em muitas atitudes ao longo do filme. O personagem é bem problemático, isso fica bem claro para o espectador. Justin Long desempenha com eficácia esse papel que consegue com um carisma tímido conquistar o público.

Birdie é uma daquelas personagens que somente Evan Rachel Wood consegue interpretar. Tinha tudo para ser sem graça e amarga mas com muita sutileza e charme, a Srta. Wood mais uma vez consegue elevar a qualidade de um filme que trabalha. Que baita atriz essa! A história funciona exatamente porquê há química entre esses dois personagens.

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A direção é apenas mediana, chega a ser preguiçosa. Poderia ajudar muito mais e elevar a qualidade da história. O filme luta a todo instante fugir dos clichês. Mesmo assim, por conta de seus atores principais e um monte de nomes ótimos como coadjuvantes, como Sienna Miller, Sam Rockwell e Peter Dinklage, A Case of You consegue agradar.

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O amor é um conflito entre nossos reflexos e nossas reflexões. Um carro, diversos diálogos intrigantes, uma estrada que nunca termina e um homem no volante. Filme chato? Nada disso! O novo trabalho do cineasta inglês Steven Knight (que dirigiu o interessante filme Redenção) é um suspense com alta carga dramática, fruto da espetacular atuação de um dos melhores atores em atividade no mundo do cinema, Tom Hardy. Esse é um daqueles filmes que farão um sucesso tremendo se tiver a chance de chegar aos nossos cinemas.

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No inteligente roteiro, somos o ‘carona’ do engenheiro de construção Ivan Locke. Após receber um telefonema, entra em seu carro correndo e dirige até o hospital onde uma mulher está tendo um filho seu. A questão é que não é a esposa dele! Durante o trajeto até o hospital, Locke precisa contar a verdade para sua esposa, lutar para não ser demitido e encarar da melhor maneira possível as consequências de um ato infiel do passado.

Quando lemos a sinopse curta deste filme, pensamos: esse filme deve ser um porre! Mas inacreditavelmente se torna um dos grandes filmes do ano até agora. O longa foi filmado em tempo real. Isso realmente é um diferencial. A adrenalina fica mais nítida na tela. A direção de Knight é competente mas deixa praticamente o trabalho todo para Tom Hardy. Ainda bem que esse, é um dos grandes atores do momento, um verdadeiro camaleão cinematográfico e consegue a todo tempo prender a atenção do público.

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Há uma desconstrução profunda do personagem ao longo dos 90 minutos de projeção. Encarando tantos problemas ao mesmo tempo, Locke busca uma redenção entre suas convicções. As fraquezas do personagem são expostas naturalmente a cada novo diálogo. Ao longo dessa trajetória eletrizante, sentimos pena, o culpamos e tentamos descobrir qual será o desfecho dessa história que beira ao espetacular. Não perca! Bravo!

2017 será o ano dos super-heróis no cinema

Enquanto 2015 será o ano de aguardadas sequências, como ‘Os Vingadores 2‘, ‘Velozes e Furiosos 7‘, e reinícios de clássicas franquias, como ‘Star Wars‘, ‘Jurassic Park‘ e ‘O Exterminador do Futuro‘, 2017 está se moldando para se tornar o ano dos super-heróis no cinema.

Especial | 2015 – O Ano do Cinema

De acordo com reportagem feita pelo Yahoo!, os estúdios Marvel, DC Entertainment, 20th Century Fox e Sony até agora pretendem lançar oito adaptações de quadrinhos dentro de três anos – o que já estabelece um recorde para o cinema.

Somente a Marvel reservou três datas em 2017 (Maio, Julho e Novembro) para filmes do gênero, a DC agendou duas (Junho e Novembro), a Fox tem continuações planejadas neste ano para ‘Wolverine – Imortal‘ e ‘Quarteto Fantástico‘, enquanto a Sony se prepara para lançar um filme derivado de ‘Homem-Aranha‘, centrado numa super-heroína.

Os fãs comemoram o boom de super-heróis nas telonas, por outro lado os estúdios tomam as devidas precauções para evitar possíveis duelos de titãs.

Em 2016 poderíamos testemunhar um confronto entre Marvel e DC, mas Batman v Superman: Dawn of Justice‘ recentemente foi antecipado de maio para março de 2016, fugindo da disputa por público com ‘Capitão América 3‘, que manteve seu lançamento para maio do mesmo ano. A rivalidade entre os estúdios, porém, volta à tona em 2017.

A Marvel lançará um filme de super-herói, ainda não anunciado, em 3 de novembro do ano em questão, seguido por um misterioso filme da DC, em 17 de novembro – um intervalo de duas semanas para o título da Marvel se aproveitar da livre concorrência. Isso se nenhum dos estúdios recuar de novo.

Especial | Top 10 Marvel Studios

42º Festival de Cinema de Gramado em números

O 42º Festival de Cinema de Gramado começa hoje, dia 8 de Agosto, em Serra do Rio Grande do Sul. O evento segue até dia 16 de agosto, e R$ 275 mil reais serão distribuídos entre os vencedores.

Filmes selecionados para o 42º Festival de Cinema de Gramado

Conheça os números do Festival:

– Total de 68 filmes exibidos durante o festival, sendo 44 concorrentes nas mostras competitivas de longas (brasileiros e latinos) e curtas brasileiros;

– Foram inscritos 794 filmes, entre longas e curtas;

– Foram utilizados R$ 3 milhões para a realização do festival (oriundos das leis Rouanet e LIC);

– 500 pessoas trabalham na produção e na organização do evento;

– Credenciamento de 2 mil pessoas (imprensa, cineastas, atores, produtores e comunidade do cinema);

– Previsão de 150 mil turistas circulando na cidade durante o evento;

– Inédita premiação em dinheiro de 280 mil reais para todas as mostras competitivas.

O 42º Festival de Cinema de Gramado é uma realização da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Gramadotur e uma promoção da Prefeitura Municipal de Gramado.

O thriller psicológico ‘Isolados‘ foi escolhido pela curadoria do Festival de Gramado para abrir a programação da 42ª edição do evento. O longa estrelado por Bruno Gagliasso e Regiane Alves, a produção da Media Bridge tem direção de Tomas Portella, e é o último trabalho de José Wilker no cinema. O ator que integrava a curadoria do festival desde 2012 será homenageado na noite de abertura, no dia 08 de agosto.

Com lançamento nacional previsto para 18 de setembro, em circuito nacional, a produção ousada aposta em um gênero ainda pouco explorado no cinema brasileiro. ‘Isolados‘ acompanha a história de Lauro, um jovem psiquiatra que se apaixonou por sua ex-paciente Renata. Um dia, decidem viajar para as montanhas em busca de tranquilidade, sem saber que o local abriga uma dupla de assassinos em série, que vêm atacando mulheres da região. Isolados, eles vão ter de lutar sozinhos pela própria vida.

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Vestido para Casar

As comédias bobocas brasileiras são insuperáveis

Certos filmes são à prova de críticas. Explico: certos filmes não irão perder seu público alvo independente de sua avaliação negativa, mesmo que de toda a imprensa especializada. Filmes como Vestido para Casar se vendem pelo carisma e popularidade de seu protagonista, que já conquistou seu público cativo. As pessoas vão assisti-lo, não importando qual seja a história, ou o quão esdrúxulo seja o roteiro. Dentro desse estigma podemos encaixar também o comediante norte-americano Adam Sandler.

Não importa o quão incorreto, abusivo ou grosseiro sejam os filmes de Sandler, estão garantidos de lucrar em bilheteria o planejado. São vários fatores que entram em jogo, entre eles uma campanha de marketing estratégica por parte do estúdio. Para grande parte do público, os filmes de Sandler são o que há de pior dentro do cinema norte-americano. E para grande parte do público brasileiro, o mesmo pode ser dito dos veículos do comediante Leandro Hassum.

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Não me entendam mal, Hassum é carismático e muito engraçado. Em entrevistas aparenta muita simpatia e cordialidade. Também soa como um profissional dedicado. O que está sendo avaliado não é sua capacidade de atuação, improviso ou de fazer rir. Quem já assistiu aos shows do ator no teatro tem apenas elogios a dar. O que está sendo analisado é o filme como todo. E aí sim, entramos no terreno do que de pior os profissionais brasileiros tem a oferecer. Em sua defesa, talvez uma comédia inteligente não venda tão bem.

Muitos irão dizer inclusive que o filme cumpre bem o seu papel, e que faz exatamente o que deveria. Mas nós, os cinéfilos, os verdadeiros amantes da sétima arte, não deveríamos e não devemos nos contentar com pouco. Outro argumento é que Vestido para Casar não é para quem gosta verdadeiramente de cinema, e sim para o público que procura divertimento descompromissado uma vez por mês, durante o fim de semana. O que muitos chamariam de chiclete para o cérebro. Uma fuga e não um motivador.

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Codirigido por Paulo Aragão, filho de Renato Aragão (o Didi), o filme apresenta Fernando (Hassum), um escritor de casamento marcado com uma interiorana (Fernanda Rodrigues) que conheceu numa viagem à Paris. O protagonista trabalha escrevendo livros sobre turismo, lugares para visitar e onde se hospedar, etc.. Logo, o sujeito se vê envolvido com uma ex-BBB (e por que não?), papel da bela Renata Dominguez, e seu amante (Marcos Veras). Ela é casada com um político. Infelizmente, ou felizmente para os babões, muito da atuação de Dominguez consiste em aparecer apenas de roupas íntimas durante grande parte de suas cenas.

Junte a isso capangas, policiais incompetentes, um estilista afetado, a família rigorosa da noiva e mais um bocado de personagens que somente criam situações irreais e sem qualquer ligação com o mundo em que vivemos. Nem precisa ser dito que o humor é forçado, e que depende muito da improvisação do protagonista. Por mais engraçado que seja, Hassum não faz milagre. Nenhum aspecto técnico é digno de menção, esta é uma produção pobre e básica.

Pense apenas da seguinte forma, como seria um estrangeiro assistindo ao filme, sem saber da bagagem dos atores e comediantes. Não funciona. Bom, talvez essa crítica nem seja para você, que vai assistir independente do que leia. Ela é para os que já não iriam assistir. E para eles eu digo: decisão acertada. O seu tempo vale mais.

A Palavra

(A Palavra)

 

Elenco:

Tuca Andrada, Luciano Szafir, Karina Barum

Direção: Guilherme de Almeida Prado

Gênero: Drama Nacional

Duração:

Distribuidora: Downtown/Paris

Orçamento:

Estreia: 28 de Setembro de 2017

Sinopse:

Adaptações de histórias bíblicas, trazendo personagens do Antigo Testamento para os dias atuais.

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

Fotos:

 

Vestido para Casar

(Vestido para Casar)

 

Elenco:

Leandro Hassum, Fernanda Rodrigues, André Mattos, Júlia Rabelo, Tonico Pereira, Catarina Abdalla.

Direção: Gerson Sanginitto

Gênero: Comédia

Duração: 101 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 7 de Agosto de 2014

Sinopse:

Fernando (Leandro Hassum) acredita que uma mentirinha não faz mal a ninguém. Será? De mentira em mentira, ele transforma o dia do seu casamento numa série de confusões que envolvem sua ex-mulher, sua noiva, o sogro, o primo saidinho, um estilista, uma socialite deslumbrada, policiais e seguranças nada seguros, e um senador ciumento com sua mulher infiel. ‘Vestido para Casar‘ é uma comédia de muitos erros que só se resolvem quando a verdade vem à tona, poucas horas antes do momento do “sim”.

Curiosidades:

» —

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

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O Menino no Espelho

(O menino no espelho)

 

Elenco:
No elenco adulto Mateus Solano, Regiane Alves, Ricardo Blat, Laura Neiva e Gisele Fróes. No elenco infantil Lino Facioli, da série Game of Thrones, Giovanna Rispoli, Murilo Quirino e Ravi Hood.

Direção: Guilherme Fiúza

Gênero: Aventura

Duração: — min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 07 de Agosto de 2014

Sinopse:

O Menino no Espelho” conta a incrível história do garoto Fernando, que vê o seu reflexo no espelho tornar-se real. Ele ganha um clone chamado Odnanref, seu nome ao contrário, que lhe obedece cegamente e passa a ser a solução para todos os seus problemas.

Curiosidades:

» Baseado no livro homônimo de Fernando Sabino.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Paraíso

(Paraíso )

 

Elenco:

Andrés Almeida, Beatriz Moreno, Camila Selser, Daniela Rincón, José Sefami.

Direção: Mariana Chenillo

Gênero: Romance

Duração: 90 min.

Distribuidora: Imovision Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 07 de Agosto de 2014

Sinopse:

Carmen e Alfredo são um casal de gordinhos. Juntos há décadas, eles saem do pacato subúrbio em que vivem e vão morar na Cidade do México. Lá, Carmen decide emagrecer e os novos hábitos começam a complicar o belo relacionamento dos dois.

Curiosidades:

» —

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Especial | As Tartarugas Ninja

Quando a escuridão toma conta de Nova York, a população precisa de heróis — e irá tê-los na forma do quarteto mais improvável de combatentes do crime que já ajudaram a humanidade: a corajosa e ainda assim implacável força reptiliana conhecida como As Tartarugas Ninja. Com base nos personagens eternamente populares, criados pelos escritores de histórias em quadrinhos Peter Laird e Kevin Eastman, as obstinadas tartarugas que cativaram o público de todas as idades durante décadas chegam ao século 21.

“Vocês vivem, vocês morrem, vocês lutam … como irmãos. Lembrem-se, nada é tão forte quanto a família”.

Mestre Splinter

Crime e medo se espalham pelas ruas enquanto o Destruidor e seu maligno Clã do Pé dominam tudo com punho de aço, da polícia aos políticos. O futuro parece incerto até que quatro irmãos marginalizados, sobreviventes de uma experiência que deu errado, surgem do esgoto e assumem seu destino como os mais novos vigilantes mascarados. Confrontados com os diabólicos planos de domínio do Destruidor, estas Tartarugas Ninja estão prestes a se unirem com a destemida repórter April O’Neil (Megan Fox) e seu operador de câmera sagaz Vern Fenwick (Will Arnett) para salvar os cidadãos de Nova York.

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TURTLE POWER – O REBOOT – O INÍCIO!

Os incomparáveis heróis de meio casco estão de volta – quando uma nova geração de Tartarugas Ninja emerge dos esgotos de Nova York. Eles retornam numa nova encarnação que reúne a coragem e as raízes subterrâneas das Tartarugas com o sentimento de animação que fizeram deles os mais adoráveis ídolos de ação de todo o mundo… trazendo-os com um grito cowabunga para uma aventura de ação ao vivo que mistura batalhas de grande escala com  efeitos visuais (VFX) de última geração.

O reboot repleto de ação, que conta o início, a história de como as Tartarugas nasceram em um laboratório mas se tornaram irmãos com lealdade inquebrável, chega às telas sob a proteção do mega produtor Michael Bay. Famoso por filmes campeões de bilheterias, Bay mais recentemente metamorfoseou um brinquedo infantil na franquia multibilionária Transformers.  Após o enorme sucesso da série animada para TV da Nickelodeon, Bay se uniu com seus parceiros de produção da Platinum Dunes,  Andrew Form e Brad Fuller, para trazer as Tartarugas de volta para a telona para o público atual.

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Por fim, eles reuniram uma equipe de cineastas criativos, jovens atores e mais de 400 artistas digitais, todos determinados a juntar um mundo real de atores e cenários com a impressionante fantasia de jovens tartarugas que falam, lutam e salvam a cidade.

As origens das Tartarugas surgiram de repente em 1983, quanto os batalhadores artistas de histórias em quadrinhos Peter Laird e Kevin Eastman começaram a passar e repassar uma série de desenhos extremamente imaginativos, que apresentavam tartarugas de uma forma diferente: usando máscaras e armamento Ninja.  A princípio era somente um divertimento, mas eles não podiam negar, os personagens eram muito vívidos e divertidos — e uma mudança tão radical em relação aos super-heróis angustiados e de alma devastada daquela época — que eles não puderam resistir.

Logo, ninguém podia resistir às Tartarugas.  Pouco tempo depois, as quatro tartarugas de orelhas vermelhas  que receberam seus nomes em homenagem aos grandes artistas renascentistas – Leonardo, Raphael, Donatello e Michelangelo – fizeram uma estreia altamente comentada em uma revista em quadrinhos com um nome fascinante:  As Tartarugas Ninja. Laird e Eastman tiveram que pegar dinheiro emprestado para poderem imprimir apenas 3.000 cópias mas,  já no segundo exemplar, eles tiveram pedidos antecipados para 15.000 cópias e os pedidos continuaram crescendo.

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A revista em quadrinhos original mostrava um mundo sombrio, cercado pelo mal. Mas as Tartarugas passaram por uma outra mudança quando uma série infantil animada imensamente popular foi criada em 1988, seguida por seu primeiro filme de longa metragem, em 1990. Eles começaram a desenvolver personalidades mais excêntricas como devoradores de pizzas com atitudes irreverentes . . . e de repente a “Turtlemania” estava a pleno vapor. Tudo que existia sobre eles não era suficiente para as crianças de todas as idades, já que os videogames e bonecos de ação eram arrebatados das prateleiras aos milhares.

Fuller disse:

“Com este projeto, queríamos satisfazer as gerações de fãs e ao mesmo tempo conquistar novos fãs. Existe um elemento mais sombrio, mais tenso neste filme que ainda não havia sido visto anteriormente com as Tartarugas, mais estamos igualmente concentrados em manter a diversão, que é o que eles representam”.

Avanços recentes e radicais na captura de movimentos, permitiriam que as Tartarugas ganhassem vida nas telas com impressionante fotorrealismo – ou tanto fotorrealismo quanto qualquer pessoa pode esperar de répteis de 204 kg andando eretos em toda (e por baixo da) cidade de Nova York. Mas os cineastas também queriam dar mais personalidade do que nunca às Tartarugas.

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Form disse:

“Sempre pensamos que este filme deveria ser antes de mais nada sobre os personagens. Sabíamos que a tecnologia seria empolgante e adoramos a ideia de que poderíamos ter as Tartarugas fazendo coisas incríveis, as quais não se poderia nem imaginar há 20 anos atrás. Mas era também sobre dar ao público uma experiência nova sobre quem as Tartarugas são. Por fim, nosso foco estava em contar uma história real sobre quatro irmãos muito unidos e a formação de uma família”.

Para encontrar o sutil equilíbrio entre personagem, história e tecnologia, os produtores contrataram Jonathan Liebesman, um diretor jovem e inovador conhecido pela ação cheia de estilo dos filmes Invasão do Mundo – Batalha de Los Angeles, Fúria de Titãs e O Massacre da Serra Elétrica – O Início.

“Jonathan tinha a experiência com personagens em Computação Gráfica (CG) e, o que é mais importante, ele demonstrou a habilidade de fazer com que a ação parecesse real”, disse Fuller. “As sequências de ação que ele criou para Invasão do Mundo – Batalha de Los Angeles foram tão fantásticas que esperávamos trazer a mesma sensação realística para as Tartarugas”.

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Liebesman ficou empolgado com a oportunidade de levar as Tartarugas aonde as Tartarugas nunca tinham ido anteriormente: ao território onde a ação ao vivo se encontra com a alquimia digital. ”

Cresci com as Tartarugas e adorava seu senso de humor”, ele relembrou. “Mas o que foi tão empolgante para mim é que, com a tecnologia de hoje, eu sabia que poderíamos dar às Tartarugas um novo escopo que anteriormente seria inatingível.  Incluímos todo o humor e o charme  e, ao mesmo tempo, permitimos que as Tartarugas tivessem o tipo de grandes momentos de ação que as pessoas atualmente adoram nos filmes “.

Liebesman apresentou fortes ideias sobre o que torna as Tartarugas tão atraentes.

“Acho que o fator mais importante é que eles são divertidos.  Este é o número um”, ele explicou. “Número dois é que eles são realmente mutantes – e eu sempre quis ver como isso aconteceu! Número três é o espetáculo de ver tartarugas grandes e fortes o suficiente para serem super-heróis ninjitsu. E isso foi algo mais que tivemos a oportunidade de realizar pela primeira vez neste filme”.

Ele começou criando um painel do personagem para cada Tartaruga, com base em referências da cultura pop conhecida. Ele conectou Leonardo ao líder resoluto de Tom Hanks no filme O Resgate do Soldado Ryan, Raphael ao Clint Eastwood dos bang-bangs de Sergio Leone, Michelangelo ao laconicamente cômico Bill Murrey de Os Caça-Fantasmas e Donatello ao amante da lógica Spock de Jornada nas Estrelas.

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Liebesman recorda sua abordagem:

“Quando reinventamos as Tartarugas queríamos nos concentrar em suas personalidades e, ao mesmo tempo, fazê-los um pouco maiores do que os originais e um pouco mais sombrios no design. Tínhamos a inspiração de fazê-los divertidos e durões ao mesmo tempo”.

 

POR TRÁS DAS MÁSCARAS: CONHEÇA A FAMÍLIA NINJA

Desde o início, o ponto crucial do novo filme As Tartarugas Ninja era reformular as Tartarugas. Era essencial que o carisma e talento cômico destes anfíbios melhorados transparecessem enquanto trouxessem algo novo, unindo a mitologia Mutante com a produção cinematográfica do século 21. Cada membro da família Ninja contribui com suas habilidades e atitudes únicas.

 

Leonardo: 

Tendo recebido o nome do fascinante inventor e pintor italiano Leonardo da Vinci, Leonardo é o tranquilo e calmo Mestre Zen das Tartarugas, que leva a sério a responsabilidade de ser o irmão mais velho. Felizmente, “Léo” tem 1,96 m de altura e empunha suas espadas katana de aço com mortal precisão.

Enquanto Léo sempre foi o mais sério e disciplinado dos quatro irmãos desde a primeira história em quadrinhos das Tartarugas Ninja, este Léo é uma nova encarnação, que luta com um fardo que a maioria dos adolescentes não possui: salvar o mundo e ao mesmo tempo manter seus irmãozinhos seguros! Assumindo a responsabilidade depois do Mestre Splinter, ele assumiu o papel de pai substituto de sua família. E, quando se trata da parte Ninja do legado das Tartarugas, ninguém treina mais forte do que Léo, o que o torna um adversário formidável para qualquer um que ameace seus irmãos.

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Raphael: 

Homônimo do mestre pintor de afrescos, conhecido como o pai do estilo renascentista, Raphael não é moleza.  Ele é o bad-boy rebelde entre os quatro irmãos, conhecido não somente por sua agressiva máscara vermelha e suas pontiagudas armas sai, mas também por suas fortes opiniões. Apelidado de Raph, Raphael deve ser aquela tartaruga que provavelmente age agora e pergunta depois, mas por baixo de sua personalidade tempestuosa, ele é tão fiel aos seus irmãos quanto eles são em relação a ele.

Retornando às primeiras histórias em quadrinhos, Raphael era sempre o mais esquentado mas ele evoluiu, tornando-se o adorado sabichão do quarteto. E, como sempre, suas destemidas habilidades de luta continuam a proporcionar às Tartarugas Ninja uma séria vantagem na luta contra o mal.

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Michelangelo: 

O inigualável e perspicaz pintor e escultor italiano Michelangelo, dá seu nome ao irmão mais novo das Tartarugas. Espontâneo e irresistivelmente amante da diversão, “Mikey” usa uma máscara laranja enquanto agita seus nunchakus e fala gíria de surfista entre pedaços de pizza.

Por ser aquele que mais se parece com os desenhos originais de Kevin Eastman, alguns consideram Michelangelo como sendo a primeira Tartaruga Ninja.

Desde então, através da história de muitas revistas em quadrinhos, séries de TV e filmes, Michelangelo veio para personificar o coração dos irmãos e ele também inventou muitas de suas frases de efeito mais famosas, incluindo a frequentemente citada expressão “Cowabunga!” Não importa o quanto a situação na qual as Tartarugas se encontram seja tensa. Mikey nunca perde seu entusiasmo. No fundo ainda um meninão, esta encarnação de Mikey trás um estilo B-boy , seu humor animado até para a batalha.

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Donatello:

Com o nome do escultor florentino que deixou uma marca indelével no mundo da arte, Donatello é o cérebro tecnológico do quarteto. Ele é a Tartaruga mais alta com 2,03 m de altura e, por trás de sua máscara roxa e de seu bastão de madeira, sua mente astuta nunca descansa.

Enquanto Donatello, desde a história em quadrinhos original, sempre foi retratado como a tartaruga mais inteligente, neste filme ele ganha vida como um inventor digital incessante, o cara que aparece com os mais ousados dispositivos para as Tartarugas. Refletindo os nerds estilosos e jovens que impulsionam o século 21, Donatello é tão habilidoso em invadir sistemas de câmeras e vigilância quanto em lançar seu bastão extra- longo.

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Mestre Splinter:

Completando a família de filhos adotados temos Mestre Splinter, também conhecido somente como Splinter, o sábio roedor mutante que se tornou sensei e é o pai adotivo das Tartarugas, ensinando a eles as maneiras dos Ninjas.

Parte da mitologia das Tartarugas Ninja, desde a primeira história em quadrinhos, o rato idoso pode ter uma estatura baixa, mas ele mais do que compensa este fato com sua natureza vasta e repleta de conhecimentos. E quando as coisas ficam difíceis, Splinter está pronto para o sacrifício.

EXCLUSIVO: Assista ao trailer legendado de ‘Um Belo Domingo’

O CinePOP divulga, com EXCLUSIVIDADE, o trailer legendado da comédia dramática ‘Um Belo Domingo‘ (Un Beau Dimanche). A Europa Filmes / Mares Filmes lança o longa nos cinemas nacionais em agosto.

Assista:

Baptiste é professor no sul da França. Na véspera de um fim de semana, contra sua vontade, ele herda Mathias, um dos seus alunos esquecido na saída da escola por um pai negligente. Mathias leva Baptiste até sua mãe, Sandra. Em um dia os três se apaixonam. Mas Sandra tem que ir embora, fugir de uma ameaça por causa de uma dívida. Para ajudá-la Baptiste deverá voltar às origens da sua vida, ao que ele tem de mais doloroso.

Nicole Garcia dirige. Louise Bourgoin, Pierre Rochefort e Dominique Sanda estrelam.

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Tudo Acontece em Nova York

Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos é sonhar mais. Lembram do filme, sucesso de público e crítica aqui no Brasil e no mundo, Pequena Miss Sunshine? Então, agora somem a uma história incrível como aquela, mais personagens carismáticos e uma direção primorosa da dupla Ruben Amar, Lola Bessis. Tudo Acontece em NY, ou para quem preferir o simpático título original Swim Little Fish Swim é uma comédia dramática que possui um paralelo com a realidade da sociedade sonhadora que impressiona. Há uma forte e profunda relação de afeto e carinho nos pontos de interseções de cada personagem. Esse é um daqueles filmes que conquistam logo de cara nossos corações.

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Na trama, conhecemos Lilas (interpretada pela diretora do longa, Lola Bessis) uma jovem estudante, artista, que para sair da aba da influência de sua mãe famosa, se joga nas oportunidades da cidade de Nova Iorque. Certo dia, conhece o frustrado músico Leeward (Dustin Guy Defa), pai da fofíssima Rainbow, que possui uma rebeldia contra o sistema e vive fugindo das responsabilidades de um clássico pai de família. Assim, com suas maneiras de verem o mundo, ambos irão influenciar o cotidiano e o destino de diversos personagens.

O filme poderia cair na mesmice de diversos outros títulos que sugerem crônicas de Nova Iorque mas não conseguem chegar a fundo nos debates que surgem. Tudo Acontece em NY faz o caminho mais trivial possível para trazer à luz discussões profundas sobre a sociedade moderna. Se prende nas figuras emblemáticas das famílias e dão uma leitura diferente mas que você pode encontrar em qualquer esquina do mundo. O pai de família Leeward é o epicentro da trama, é nele que conseguimos enxergar uma humanidade louvável que fazem todos se deliciar com cada ação desse rico personagem.

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A Nova Iorque do filme, não é muito diferente da realidade. Na verdade, é igualzinha. Uma terra de oportunidades, repleta de jovens estrangeiros sonhadores (hoje em dia 36% da população da terceira maior cidade da América é gringa), todos correndo atrás de suas realizações. Muito por encontrar vários traços comuns com a realidade, por mais que leves clichês contornem esse trabalho, Tudo Acontece em NY se torna aos poucos um filme tão delicioso que ao término da fita sentimos aquela emoção gostosa, respiramos fundo e pensamos: vimos uma pequena obra-prima!

 

Paraíso

“Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde, amo-te simplesmente sem problemas nem orgulho: amo-te assim porque não sei amar de outra maneira.” Com essa frase do grande Pablo Neruda (que explica muito desse filme), apresentamos uma das grandes surpresas do Festival do Rio 2013. Produzido por Gael García Bernal (No), Paraíso é, antes de tudo, uma grande lição de como o amor é importante para nossas vidas. Guiados pela estética e inteligência da cineasta Mariana Chenillo, o drama mexicano possui uma grande pitada de humor que faz o público se emocionar em muitos momentos.

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Na trama, acompanhamos Alfredo (Andrés Almeida) e Carmen (Daniela Rincón), um casal de classe média mexicano que está dando um passo importante e se mudando para uma nova casa onde vão morar juntos pela primeira vez. Ambos são gordinhos e isso nunca foi problema para eles. Até que certo dia, após um bullying sofrido por Carmen na festa da empresa em que trabalha Alfredo, a protagonista resolve embarcar em uma dieta com um grupo especializado e leva junto seu marido.

Os protagonistas fogem dos padrões de beleza – forçadamente colocados em quase todo os filmes por Hollywood para atrair público ano após ano em suas produções e isso é algo admirável. O desenvolvimento dos personagens é profundo e o público é contemplado com ótimas sequências. A cena de sexo – que abre o filme – entre os dois gordinhos é algo sentimental, demonstrando pureza e todo o carinho que essas duas almas possuem um pelo outro. Chega a emocionar.

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O emagrecimento que afasta e faz sofrer por não estarem alinhados. Alfredo consegue se desenvolver em sua dieta – ficando viciado em aparelhos de ginásticos e abandonando de vez a quantidade de comida que fazia parte de sua lancheira de super-herói. A delicada e sensível Carmen – que usa um par de brincos de pipoca – por outro lado começa a engordar e acaba se enfiando em um buraco de tristeza, solidão e decepções. A excelente trilha sonora dita o ritmo desse carrossel de emoções.

O sonho e as desilusões são muito bem detalhados pela câmera sensível da diretora Mariana Chenillo. Conforme a história vai passando pelos nossos olhos percebemos que o paraíso não é um novo lugar, é um estado de espírito. Não percam essa história mais gostosa que torta de chocolate!

 

Professora Sem Classe

Em um estranho fenômeno do cinema atual, as comédias de humor negro se apossaram de Hollywood e ganharam um subgênero de sucesso nas bilheterias.

Personagens politicamente incorretos, humanizados, quase beirando o antoganismo, se tornaram os novos mocinhos de comédias que usam e abusam de situações embaraçosas e estúpidas – vide o sucesso estrondoso de ‘Se Beber, não Case’.

Professora sem Classe’ é o novo produto desse subgênero, usando uma protagonista totalmente fora dos padrões hollywoodianos.

Elizabeth (Cameron Diaz) é uma mulher desbocada, cruel e inapropriada; ela bebe, fica alta e mal consegue esperar para receber seu vale refeição e dar o fora do seu trabalho entediante. Quando ela é abandonada por seu noivo, logo traça um plano para conquistar um professor substituto rico e bonito (Justin Timberlake) – mas que tem a atenção disputada por uma colega excessivamente enérgica, Amy (Lucy Punch).

Diaz abraça a personagem e leva a comédia nas costas: mesmo sendo difícil se identificar com a personagem – ou não, para os mais malvadinhos – é difícil não se encantar por sua atuação. Punch, que interpreta sua nêmese, também demonstra talento. Já os garotos da trama, vividos por Timberlake e Jason Segel, ficam apagados com personagens caricatos e rasos, sendo ofuscados pelo talento das atrizes.

Os roteiristas Gene Stupnitsky e Lee Eisenberg (da série The Office) seguem à risca a fórmula de ‘Se Beber, não Case’: humor negro, piadas de mau gosto e personagens bizarros, alcançando algumas vezes momentos hilários e brilhantes – como a dos filmes que a professora exibe, ou de arrecadar dinheiro lavando carros.

Professora sem Classe’ é uma divertida comédia politicamente incorreta, com uma personagem ambígua e realista, que vai fazer rir aqueles que adoram uma piadinha de humor negro. Já os conservadores, devem passar longe.

 

Professora Sem Classe

(Bad Teacher)

Elenco: Cameron Diaz, Justin Timberlake, Jason Segel, Lucy Punch, Eric Stonestreet, Thomas Lennon, Alanna Ubach.

Direção: Jake Kasdan

Gênero: Comédia

Duração: 92 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Estreia: 19 de Agosto de 2011

Sinopse: Alguns professores simplesmente não estão nem aí. Por exemplo, há Elizabeth (Cameron Diaz). Desbocada, cruel e inapropriada; ela bebe, fica alta e mal consegue esperar para receber seu vale refeição e dar o fora do seu trabalho entediante. Quando ela é abandonada por seu noivo, logo traça um plano para conquistar um professor substituto rico e bonito (Justin Timberlake) — mas que tem a atenção disputada por uma colega excessivamente enérgica, Amy (Lucy Punch). Quando Elizabeth também se vê lutando contra os avanços de um sarcástico e irreverente professor de educação física (Jason Segel), as consequências de seus esquemas selvagens e exóticos dão aos seus alunos, colegas de trabalho e até para ela mesma uma lição como nenhuma outra.

Curiosidades:

» ‘Professora Sem Classe’ tem direção de Jake Kasdan e roteiro de Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky (da série The Office).

 

 

Crítica | Guardiões da Galáxia

Uma deliciosa surpresa.

Mesmo com todo universo construído, personagens fixados no imaginário popular e de render bilhões de dólares, confesso que torci o nariz quando Guardiões da Galáxia foi confirmado para a próxima adaptação da Marvel Studios. Sim, porque essas figuras não poderiam nem mesmo se encaixar como heróis de segunda linha da Casa das Ideias, já que, quando criados em 1969 por Arnold Drake e Gene Colan, na Marvel Super-Heroes #18, suas primeiras aparições foram coadjuvantes e esporádicas. Depois disso, décadas se passaram e eles voltaram somente nos anos 90, quando Jim Valentino resolveu resgatar o grupo, adicionando novos membros – ainda que nenhum deles sejam os personagens do filme em questão. Esse time formado por Senhor das Estrelas, Gamora, Drax, Rocket Raccoon e Groot, só se juntou em 2008, no crossover Aniquilação, embora todos os personagens já existissem – no Brasil, por exemplo, são desconhecidos. Logo, foi de uma coragem (e estratégia) imensa por parte do estúdio.

A tática foi simples, somadora e inteligente. Precisavam explorar o espaço e outras culturas alienígenas, mesmo um pouco do lado cibernético (já que Os Vingadores 2 mexerá com o assunto); apresentar as chamadas Joias do Infinito e o vilão Thanos (provavelmente o grande inimigo por trás de tudo); e, ainda por cima, alocar a história num escopo de maior dimensão, que não apenas a Terra e Asgard, mas em amplitude sideral. De quebra, introduziram personagens que são tão carismáticos quanto os que já conhecemos, possuindo conflitos fortes e interessantes. Cada um tem diferentes valores morais, personalidades distintas, um backgorund crível e, mesmo engraçados, o humor é bem dividido singularmente. São apaixonantes. Criam de imediato o processo de identificação com o público.

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Mas como iria funcionar e as pessoas comprariam a ideia de uma civilização alienígena, colorida e cafona, em meio a tópicos tão importantes que dariam continuidade à trama e enriqueceriam essa cinessérie que já é sucesso absoluto? Ora, por que depois de um filme tão sério como Capitão América 2: O Soldado Invernal, não investirmos num tom mais cômico, ainda que nunca esqueçamos a ideia central? Se a lógica seguida foi essa, eles acertaram em cheio. Já que, por ser recheado de comédia, não só em piadas, aspectos visuais e trilha sonora, o troço acaba fluindo de forma bastante orgânica. Em nenhum momento estranhamos o que está sendo exposto em tela. E quando querem se levar a sério recorrem, imediatamente, para as pesadas origens dos personagens, numa muleta que se torna pontual e necessária.

Em dado momento, reparei que o filme seguia uma fórmula e era muito parecido com algo que já tinha visto anteriormente. Peter Quill (Chris Pratt) seria o malandrão largado e mulherengo, que tinha grande coração e uma velha nave como companheira; Gamora (Zoe Saldana), uma princesa durona que teria renegado seu posto para lutar por um bem maior; Rocket Racoon (Bradley Cooper), um guaxinim ranzinza e falastrão que é amigo de Groot, a árvore humanóide (Vin Diesel) que só era entendida por este; por fim, o grandalhão Drax, o Destruidor (Dave Bautista) que, apesar de querer justiça e ser emotivo, tem o pavio muito curto. Agora só é somar as vias aos fatos. Quill roubou uma relíquia e está sendo perseguido pelos Caçadores de Recompensa de toda galáxia… Galáxia? Muito distante? STAR WARS, É CLARO! Quill é o Han Solo, Gamora, a Leia, Rocket, o C3PO, Groot, o R2D2 e Drax, o eterno Chewbacca. O vilão Ronan (Lee Pace) uma espécie de Darth Vader, e Thanos (Josh Brolin), por assim, o Imperador. Sim, é semelhante, mas longe de ser uma imitação. Como falei, eles seguem uma fórmula que simplesmente deu certo. Nem todos farão essa comparativa, alguns podem até discordar, mas é interessante buscarmos influências. Nisso o cineasta James Gunn – que vinha do igualmente divertido Super (2010) – acerta, pois brinca com esquema e tem uma mão levíssima no que se refere à direção – inclusive já foi confirmado para a sequência.

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Destacaria, também, a trilha sonora assinada por Tyler Bates – compositor que muito trabalhou com Zack Snyder. Como sempre, a grande sacada de Bates não está na parte incidental da coisa, sim nas canções escolhidas de algumas bandas. A ferramenta que é a fita cassete de Quill auxilia tanto que a acaba sendo parte fundamental dentro da narrativa. Todo o elenco parece contaminado pelo clima, formando um conjunto perfeito. O design de produção é um show à parte. Charles Wood e de toda equipe responsável pela direção de arte conceberam um universo fantástico e palpável (curiosamente o 3D funciona muito bem, obrigado, e dá grande profundidade de campo aos cenários), que ganha destaque pela vívida fotografia de Ben Davis, que confere uma luminosidade precisa em meio a tantas cores.

Com um final emocionante, fortes doses de humor e muita aventura, além de possuir batalhas épicas e empolgantes, do ponto vista visual e coreográfico, Guardiões da Galáxia já é um dos maiores acertos da Marvel, no que se refere a esse mundo quadrinistico-cinematográfico já estabelecido. Se no início capengaram com Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio , como citaram às más línguas, os últimos longas da chamada Fase 2 foram completamente eficientes e preparam bem o terreno para o próximo grande evento chamado A Era de Ultron. Estão, como eu, ansiosos pelo próximo fascículo?