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Cine PE 2014 – 5º Dia

O Menino do Espelho e Os Anos Felizes conquistam o público presente do festival.

Numa quarta-feira chuvosa em Olinda e Recife, que ocasionou inúmeros transtornos no trânsito, o Cine PE deu continuidade a Mostra Internacional de Cinema, onde são passados os longas-metragens de ficção. Tivemos a exibição do novo filme de Daniele Luchetti, Os Anos Felizes, e do mineiro O Menino no Espelho, de Guilherme Fiúza Zenha, que subiu ao palco do evento ao lado de Mateus Solano e os dois garotos que estrelam a fita.

Os Anos Felizes conta a história de um casal, Guido (Kim Rossi Stuart) e Serena (Micaela Ramazzotti), que vive entre tapas-e-beijos, devido ao lado um tanto liberal do marido, que se mostra cada vez mais atraído por suas modelos. Serena também se ver no direito de aventurar-se com outros homens, devido a despretensão do sujeito. Em meio a isso, os filhos do casal presenciam todas as desavenças e picuinhas. Os garotos que dão vida aos personagens Dario (Samuel Garofalo) e Paolo (Niccolò Calvagna) são os grandes destaques do longa e acabam roubando a cena. A película imprime perfeitamente o clima e estilo italiano que vimos em tantos títulos do país. Elementos familiares, brigas e paixões são latentes no troço, que, por assim, mostra-se bem interessante.

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Não por coincidência, O Menino no Espelho tem também como foco principal as crianças. Baseado no livro do saudoso Fernando Sabino, que é quase uma autobiografia da infância do autor, nos anos 20, o filme exala um ar nostálgico de um tempo que infelizmente não volta mais. Digo isso por Guilherme Fiúza fazer questão transmitir, através de brincadeiras, clubinhos e romances colegiais, toda inocência e espirito aventureiro que as crianças tinham na época. Zenha, que já havia, em Batismo de Sangue, trabalhado ao lado do mestre Helvécio Ratton, diretor do jovem clássico Menino Maluquinho – O Filme, transporta a essência do personagem de Ziraldo para o garoto Fernando (Lino Facioli). E até tem como plano de fundo um tom político, no caso dos Camisas Verde.

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Logo de início, ficamos encantados pela abertura cativante, que mesclada à animação, retrata o que vem pela frente. Bem como a trilha sonora dá um toque cômico e de aventura ao universo. As lentes claras do fotografo José Roberto Eliezer evidenciam a alma dos personagens e reversa entre momentos de magia e tensão. Talvez o desempenho de alguns atores mirins tenha prejudicado, um pouco, as intenções em algumas cenas, mas nada que venha empalidecer a obra como um todo. Em meio à explosão digital, algo como O Menino no Espelho é fundamental no intuito de apresentar novo-antigos mundos ao público infantil contemporâneo.

Game Of Thrones – Temp. 04 – Ep. 04

O TABULEIRO ESTÁ ARMADO

 

Chegamos num instante crucial de Game Of Thrones – GoT. Os eps. 3 e 4 serviram para preparar o tabuleiro para continuar a guerra pelo Trono de Ferro. Mas, vamos dar alguns passos para trás.

Os dois primeiros eps. de GoT serviram para nos situar. Por isso, o primeiro ep. deu tanto destaque para Oberyn Martell (Pedro Pascal), momento no qual descobrimos seu parentesco com os Targaryens e suas desavenças com os Lannisters, por conta da participação deles na queda do Rei Targaryen. Também acompanhamos os conflitos entre Cersei (Leana Headey) e Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), a simbiose entre Arya (Maissie Williams) e o Cão de Caça (Rory McCann), os passos de Daenerys (Emilia Clarke) rumo à Meereen, os demônios domésticos de Stannis (Stephen Dillane), os movimentos dos selvagens e a ilusão da corte de King’s Land sobre o fim da guerra. Mas, a tão desejada e comemorada morte de Joffrey (Jack Gleeson) jogou para o alto o tabuleiro de GoT e acabou com a PAX dos Lannisters em Westeros.

Nos eps. 3 e 4, começamos a perceber as linhas relevantes a serem seguidas pela narrativa nesta temporada. Comecemos pela Mãe dos Dragões.

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No final do ep. 3, Daenerys implantou nos corações e mentes dos escravos de Meereen o germe da liberdade. O ep. 4 começou com os Imaculados fornecendo armas aos escravos. Em pouco tempo, Dany já havia hasteado sua bandeira em Meereen. Ela ordenou que os antigos senhores da cidade fossem crucificados. Questionada sobre sua decisão, ela respondeu que era o justo a fazer. A decisão sintetiza seu desafio: superar a fase de conquistas e se mostrar uma verdadeira governante.

Político profissional mesmo é Tywin Lannister (Charles Dance). Nem o corpo de Joffrey havia esfriado, ele já estava ensinando para seu neto Tommen (Callum Wharry) que deveria obedecê-lo, se quisesse ser um rei sábio e vivo, e estabelecendo laços com Oberyn. Se os acordos com os Martell serão prósperos, só os próximos eps. para responder.

O ep. 4 deu destaque especial para Jaime. Cersei tem pressionado de todos os lados para conseguir as cabeças de Sansa (Sophie Turner) e Tyrion (Peter Dinklage). Mas, Jaime, depois da polêmica cena do estupro, parece começar a se afastar da irmã e se tornar mais humano. Aliás, neste 4º ep., Jaime deu um festival de humanidade, para os padrões da família.

Ele não cedeu às vontades da irmã. Com Tyrion, protagonizou um dos diálogos mais tocantes que já vi entre os membros do clã. Com uma direção competente, Peter Dinklage e Nikolaj Coster-Waldau conseguiramestabelecer uma cumplicidade dos irmãos apenas com um jogo de olhares.

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Jaime deu à Brienne (Gwendoline Christie) quatro coisas: a sua espada de aço Valiriano, uma nova armadura, a missão de encontrar e proteger Sansa e também lhe deu um escudeiro, Podrick (Daniel Portman)! Será interessante ver a relação entre Podrick e Brienne.

Quanto à Sansa (Sophie Turner), eles terão trabalho. Ela está com Lord Baelish (Aidan Gillen) e parece que finalmente vai acordar para vida. Até porque Tommen já merece o troféu Inocência!

Enquanto os senhores da guerra candidatam-se ao Trono de Ferro, em Castle Black e para além da Muralha, parece haver uma guerra paralela.

Jon Snow (Kit Harington) enfrenta resistência dentro da liderança da Patrulha da Noite. Algumas das lideranças, incomodadas com sua popularidade, e desejando que ele morra, autorizaram o seu ataque à fortaleza de Craster. Dentre os patrulheiros que decidiram acompanhar Jon Snow, estava Locke (Noah Taylor), que fora braço direito de Lord Bolton (Michael McElhatton). O que Snow nem desconfia é que Bran Stark (Isaac Hempstead Wright) está nas mãos dos rebeldes liderados por Karl Tanner (Burn Gorman). Além disso, há a ameaça de um grande ataque dos Selvagens.

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GoT é instigante. Passamos cenas e cenas acompanhando as alianças e movimentos dos vários grupos e fazendo nossas apostas. Mas, quando olhamos para o extremo norte, para além da Muralha, ficamos com a impressão de que todos esses esforços são em vão. Primeiro, o inverno esta chegando – tudo bem que ele está chegando desde o primeiro livro, mas isso é detalhe dramático. Segundo, os White Walkers.

A sequência final do ep. 4 deixou muita gente agoniada. Os bebês, afinal, não são mortos, mas transformados em White Walkers. Contudo, o mais assustador foi descobrirmos a existência de seres mais fortes do que os tradicionais zumbis. Fiquei me perguntando: quem terá força para matar essas criaturas? Não vale responder “George R. R. Martin”!

P.S.: O site do Instituto Ludwig Von Mises Brasil publicou um a tradução de um texto no qual é feita uma análise econômica de Game Of Thrones. O texto é de Matt McCaffrey e Carmen Dorobat. É uma análise curiosa. Fica a dica e o link:

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1628

Cine PE 2014 – 3º e 4º Dia

Falta de público, homenagens e premiações marcam a segunda e terça do Cine PE.

A baixa média de público marcou os últimos dois dias do Cine PE, com números muito aquém das edições anteriores, o festival já é considerado, por muitos, um fracasso nesse aspecto. Talvez sua fórmula caduca, atrações duvidosas e pouca inovação sejam os principais pontos da causa. Já faz algum tempo que se fala em remodelagem completa, e foi pensando nisso que o crítico Rodrigo Fonseca entrou como curador, prometendo dar uma nova cara ao negócio. No entanto, o que se viu foi a modesta sessão de O Grande Hotel Budapeste, uma curadoria questionada, pela abjeta qualidade dos curtas-metragens selecionados e, principalmente, problemas na exibição dos filmes, em relação à grade diária e horários tardios. Como vimos casos de longas-metragens serem exibidos às 23h30, em pleno domingo. Torcemos para que melhore e as pessoas compareçam com a chegada das ficções nacionais e internacionais.

Na segunda-feira tivemos o encerramento das sessões de curtas e documentários. Por coincidência, o final da Mostra Curta Brasil foi com Tubarão, obra que se revelou a mais interessante de todos os mini-filmes exibidos no festival. Dirigido por Leo Tabosa, a fita traz a história de um americano homossexual que veio pra Recife à procura de novos ares e começou um relacionamento duradouro com um rapaz, este, que acabou morrendo por um ataque de Tubarão. Mudando completamente a vida do protagonista, onde através do voyeurismo encontrou seu refúgio. Com uma narrativa firme e bela estética, o curta mantém o espectador ligado o tempo todo. Uma atmosfera curiosa paira, aguçando a curiosidade geral. É deveras um ótimo trabalho de Tabosa, bem como seu anterior, Retratos.

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Os dois documentários que fecharam a Mostra Documentário Internacional foram E Agora? Lembra-me, do português Joaquim Pinto, e Corbiniano, do pernambucano Cezar Maia. O primeiro traz uma forte história de um diretor de cinema que tem AIDS e vive testando medicamentos, em si próprio, tendo vida conturbada, mas mostrando, acima de tudo, a intensa ânsia de viver. Considerado por alguns um tanto inchado, sua narrativa prolixa tem função, faz com o que a platéia sinta de perto a odisséia do protagonista, vivido pelo próprio Joaquim Pinto. Já Corbiniano, é quase uma espécie de biografia do artista plástico José Corbiniano Lins, onde vários nomes da cultura local falam da importância do artesão não só para Recife, como também as cidades de Fortaleza, Maceió, entre outras. Um pouco destoado em sua narrativa, mas eficaz no tema que aborda.

Tivemos uma noite de terça-feira movimentada no Cine PE, primeiro com a premiação dos curtas e documentários, seguindo com uma homenagem a atriz Laura Cardoso – que com sua simplicidade agradeceu a todos e disse que ama o Recife. Lembrou de José Wilker, Glauber Rocha e Eduardo Coutinho, dizendo que se arrepende em não ter feito um filme com este último – fechando com exibição de dois filmes, iniciando o Festival Internacional de Cinema. Foram eles: Todos Tenemos un Plan, drama argentino com Viggo Mortensen, que com uma história simples, mas dolorosa, conquistou os presentes no local; O outro foi Mundo Deserto de Almas Negras, que traz uma curiosa trama de um advogado que planeja entrar no presídio com celulares, mas é surpreendido, e começa a ser perseguido. O título é de fato eletrizante, mas possui uma fraca veia artística.

Sobre as estatuetas, dessa vez não tivemos surpresas nos prêmios entregues, já que estes foram bem distribuídos. Talvez a comissão julgadora e o júri popular tenham tido pouco trabalho e decidido facilmente os escolhidos, já que a concorrência, cá pra nós, não foi lá das melhores. O destaque dos documentários ficou a cargo do ótimo O Mercado de Notícias, de Jorge Furtado, que levou como Melhor Filme para nas duas comissões. No que se refere aos curtas, Au Revoir e Tubarão foram o mais laureados.

Confira abaixo a lista completa desta primeira cerimônia de premiação do Cine PE 2014:

Mostra Pernambuco
Melhor Filme: Au Revoir, de Milena Tirnes
Melhor Direção: Milena Tirnes (Au Revoir)
Prêmio do Júri Popular: Severo, de Danilo Baracho
Prêmio Especial da Link Digital: Rabutaia, de Brenda LígiaMostra Curta BrasilMelhor Filme: Tubarão, de Leo Tabosa
Melhor Direção: Leo Tabosa (Tubarão)
Melhor Roteiro: Felipe Arrojo Poroger (O Filho Pródigo)
Melhor Atriz: Georgette Fadel (O Filho Pródigo)
Melhor Ator: Danilo Grangheia (O Filho Pródigo)
Melhor Fotografia: Alex Costa e Breno César (Tubarão)
Melhor Direção de Arte: Paulo Vinícius (Notícias da Rainha)
Melhor Edição de Som: Demian Garcia (Notícias da Rainha)
Melhor Trilha Sonora: Alexandre Guerra (No Movimento da Fé)
Melhor Montagem: Thiago Pelaes, Alexandre Nogeira e Fernando Segtowick (No Movimento da Fé)
Prêmio do Júri Popular: Ecce Homo, de Clodoaldo Lino; e No Movimento da Fé, de Fernando Segtowick e Thiago Pelaes
Menção Honrosa: Ecce Homo, de Clodoaldo Lino,
Prêmio da Abraccine: Tubarão, de Leo Tabosa
Prêmio Canal Brasil para o Melhor Curta: Linguagem, de Luiz Rosemberg Filho
Prêmio Especial da Link Digital: Linguagem, de Luiz Rosemberg Filho

Mostra Documentário Internacional

Melhor Filme: O Mercado de Notícias, de Jorge Furtado
Melhor Direção: Joaquim Pinto (E Agora? Lembra-me)
Menção Honrosa: Corbiniano, de Cezar Maia
Prêmio do Júri Popular: O Mercado de Notícias, de Jorge Furtado

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premiados

ENTREVISTA: Andrew Garfield e Jamie Foxx, de ‘O Espetacular Homem-Aranha 2’

Jânio Nazareth entevista os astros direto de Los Angeles

Todos sabem que a batalha mais importante do Homem-Aranha é a que ele trava consigo mesmo: o conflito entre as obrigações cotidianas de Peter Parker e as responsabilidades extraordinárias do Homem-Aranha. Mas em O Espetacular Homem-Aranha™ 2: A Ameaça de Electro, Peter Parker descobre que sua grande batalha está para começar.

É ótimo ser o Homem-Aranha. Para Peter Parker (Andrew Garfield), não há nada melhor do que se balançar entre arranha-céus, ser um herói e passar o tempo com Gwen (Emma Stone). Mas ser o Homem-Aranha tem um preço: apenas ele pode proteger os nova-iorquinos dos inacreditáveis vilões que ameaçam a cidade. Com o surgimento de Electro (Jamie Foxx), Peter precisa confrontar um inimigo muito mais poderoso do que ele. E com o retorno de seu velho amigo Harry Osborn (Dane DeHaan), Peter percebe que todos os seus inimigos têm uma coisa em comum: a OsCorp.

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Rio 2

(Rio 2)

 

Elenco: Vozes de: Anne Hathaway, Jesse Eisenberg, Jamie Foxx, Jemaine Clement, Rodrigo Santoro, Sergio Mendes, Siedah Garrett, Bebel Gilberto, Carlinhos Brown, Mika Mutti, Will.i.am, Taio Cruz.

Direção: Carlos Saldanha

Gênero: Animação

Duração: 101 min.

Distribuidora: Fox Film

Orçamento: US$ 120 milhões

Estreia: 27 de Março de 2014

Sinopse:
É uma selva lá fora para Blu, Jade e seus três filhos, em RIO 2, depois que eles deixam a cidade maravilhosa para se aventurar em uma viagem à Amazônia, para uma reunião de família. Fora de casa, em um lugar desconhecido, Blu terá que enfrentar seu maior medo – seu sogro – enquanto procura escapar do plano de vingança de Nigel. Todos os personagens preferidos de RIO estão de volta, e agora, novas vozes e novos artistas integram o elenco.

Curiosidades:

» A animaçãoRio‘, dirigida pelo carioca Carlos Saldanha, arrecadou ótimos US$ 484 milhões mundialmente.

» No Brasil, ‘Rio‘ estreou com número recorde de cópias: 1.011. O recorde pertencia a ‘Saga Crepúsculo: Eclipse‘, com 692 cópias.

» Anne HathawayJesse EisenbergJemaine Clementwill.i.amTracy Morgan,George LopezLeslie MannRodrigo SantoroBebel GilbertoJake T. Austin Jamie Foxx retornam como dubladores. Andy GarciaBruno MarsJanelle MonáeKristin ChenowethRita Moreno,Amandla Stenberg, Rachel CrowPierce Gagnon Natalie Morales são as novas adições no elenco de vozes.


Trailer:

Cartazes:


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Getúlio

Será que o Golpe de 64 poderia ter sido dado em 54? O novo trabalho do diretor brasileiro João Jardim, que dirigiu o ótimo Amor?, é uma viagem histórica até a década de 50, onde uma figura taxada por muitos como ditador, enfrentava seus últimos minutos de vida defendendo com unhas e dentes suas ideias, seus ideais. Getúlio (que teve a maioria de suas locações no palácio do Catete, onde o presidente residiu e comandou o país)entre muitas coisas, mostra que temos um dos melhores diretores de fotografia do mundo (Walter Carvalho) e um dos grandes atores em atividade, Tony Ramos.

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Na trama, acompanhamos os últimos dias de governo do ex-presidente Getúlio Vargas, tumultuados por grades acusações de corrupção e uma tentativa de assassinato do jornalista Carlos Lacerda (seu grande inimigo político) pelo chefe de segurança presidencial Gregório Fortunato. Nesse furacão de informações, surpresas e dificuldades, o espectador faz uma verdadeira jornada pelos bastidores da política brasileira pré-golpe militar e pela vida pessoal de um homem que gravou seu nome na história do Brasil.

Getúlio pegou o trem de Porto Alegre até o Rio de Janeiro para se sentar no maior cargo deste país. Sua trajetória durou 15 anos, todos esses sem saber amarrar seus sapatos. O longa-metragem tenta preencher certos contextos complexos de forma mastigada, trivial para o público, méritos do roteiro de Jardim e George Moura. Para dar vida a essa figura emblemática de nosso Brasil, somente um grande ator como Tony Ramos para dar conta do recado. A elegância, emoção, dedicação e lucidez que o global aplica em seu personagem causa uma reação instantânea verossímil de empatia desde o primeiro olhar nos primeiros segundos de fita.

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O filme fica em cima do muro em relação a muitos assuntos políticos daquela época. Isso é, de certa maneira, uma forma inteligente de dizer ao espectador que os argumentos pesquisados serão apresentados mas quem define quem foi o certo ou o errado somos nós mesmos. Um exemplo disso é o quarto poder se manifestando quase que por completo na figura de Lacerda. A manipulação da informação, levava o povo a apoiar ou desgostar de uma figura pública a cada nova manchete (fato que ocorre, se bobear de forma bem pior, até os dias de hoje).

Um ditador que enfrentou tudo e a todos? Uma figura carismática, aclamada e jogada nos braços do povo? Um pai e político importante que de repente se viu encurralado por militares? Acompanhando passo a passo desta rica história, o público chega às suas próprias conclusões no desfecho. Getúlio chega aos cinemas brasileiros no dia 01 de maio e merece ser conferido por todo mundo que ainda acredita que o cinema nacional sempre pode surpreender positivamente.

O Rio nos Pertence

(O Rio nos Pertence)

 

Elenco:

Leandra Leal, Mariana Ximenes, Jiddu Pinheiro.

Direção: Ricardo Pretti

Gênero: Drama

Duração: — min.

Distribuidora: ArtHouse

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 21 de Maio de 2015

Sinopse:

Depois de receber um estranho cartão-postal, Marina, uma jovem de 30 anos, decide voltar ao Rio de Janeiro, sua cidade natal, depois de uma ausência de 10 anos. Marina não sabe exatamente por que voltou: busca respostas para acontecimentos estranhos, mas tudo aparenta ser cada vez mais confuso. O Rio de Janeiro parece estar sob um misterioso feitiço.

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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Atividade Paranormal: Marcados pelo Mal

(Paranormal Activity: The Marked Ones)

 

Elenco:

Carlos Pratts, Richard Cabral, Eddie J. Fernandez, Jorge Diaz, David Fernandez Jr., Kimberly Ables Jindra, Hector Luis Bustamante, Julian Works, David Saucedo, Tonja Kahlens, Crystal Santos.

Direção: Christopher Landon

Gênero: Terror

Duração: 84 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Orçamento: US$ 5 milhões

Estreia: 10 de Janeiro de 2014

Sinopse:

Atividade Paranormal – Marcados pelo Mal‘ conta a história de Jesse, um adolescente latino do subúrbio de Los Angeles que, depois de acordar com uma estranha marca em seu corpo, começa a ser perseguido por forças misteriosas, enquanto sua família e amigos tentam salvá-lo.

Com o sucesso da franquia ‘Atividade Paranormal‘, foi desenvolvido este spin-off voltado para o mercado latino, com roteiro e direção de Christopher Landon (roteirista de ‘Atividade Paranormal 2 e 3′).

Curiosidades:

»  O primeiro clipe do “primo latino” foi exibido nos créditos finais de Atividade Paranormal 4‘. O produtor é Jason Blum, que desenvolveu o quarto filme.

» A franquia tem demonstrado cansaço nas bilheterias norte-americanas. Apesar de ficar com o primeiro lugar em seu fim de semana de estreia, ‘Atividade Paranormal 4‘ arrecadou US$  140 milhões mundialmente, contra US$ 207  milhões do terceiro filme.

 

Entrevista EXCLUSIVA com o elenco:

Crítica em Vídeo:

Trailer:

Cartazes:

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Fotos: 

 

Ninfomaníaca – Volume 1

(The Nymphomaniac – Part 1)

 

Elenco:

Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgård, Stacy Martin, Shia LaBeouf , Jamie Bell, Christian Slater, Connie Nielsen, Willem Dafoe, Jesper Christensen, Jens AlbinusNicolas Bro, Uma Thurman, Caroline Goodall.

Direção: Lars von Trier

Gênero: Drama

Duração: — min.

Distribuidora: California Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 10 de Janeiro de 2014

Sinopse:

Ninfomaníaca é a poética história erótica de uma mulher, desde seu nascimento até seus 50 anos, contada pelo personagem principal, a auto-diagnosticada ninfomaníaca Joe. Numa fria noite de Inverno, Seligman, um velho solteiro, encontra Joe espancada e semi-inconsciente num beco. Após a levar para o seu apartamento ele observa as feridas dela e tenta compreender como é que as coisas podem ter corrido tão mal. Ele escuta atentamente, enquanto em 8 capítulos ela reconta a multifacetada e luxuriante história de sua vida.

 

Curiosidades:

» O trailer do drama pornô do diretor Lars Von Trier foi exibido antes do início de uma das sessões da animação ‘Frozen: Uma Aventura Congelante‘ em um cinema na Flórida, Estados Unidos. O trailer voltado para maiores de 18 anos foi exibido para a plateia  formada majoritariamente por famílias com crianças, deixando os pais presentes em estado catatônico. O trailer de ‘Ninfomaníaca‘, banido do YouTube, contém cenas de sexo explícito, sexo oral, violência e sadomasoquismo. O ocorrido aconteceu dia 30 de novembro, e fez com que pais corressem com suas crianças em direção às saídas.

» Nicole Kidman (‘Moulin Rouge’)desistiu de participar de ‘The Nymphomaniac‘, drama pornô do polêmico diretor Lars Von Trier. A atriz abriu mão do papel após ser informada que o projeto teria cenas de sexo reais, e sua personagem poderia participar de algumas. A atriz já trabalhou com o diretor no elogiado ‘Dogville‘.

Crítica em Vídeo:

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Kick-Ass 2

(Kick-Ass 2)

 

Elenco:

Aaron Johnson, Chloe Grace Moretz,Christopher Mintz-Plasse, John Leguizamo, Lyndsy Fonseca, Augustus Prew, Claudia Lee, Jim Carrey.

Direção: Jeff Wadlow

Gênero: Ação

Duração: 103 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ 28 milhões

Estreia: 18 de Outubro de 2013

Sinopse:

Quando vimos pela última vez os jovens Hit Girl (Chlöe Grace Moretz) e Kick-Ass (Aaron Taylor-Johnson), eles estavam tentavam viver suas vidas normalmente como Mindy e Dave. Com a formatura colegial se aproximando, Dave resolve começar a primeira liga de heróis com a ajuda de Mindy. Mas os planos vão por água abaixo quando Mindy é flagrada como Hit Girl, e é forçada a se aposentar – tendo que suportar o mundo terrível das meninas do ensino médio por conta própria.

Sem ninguém a quem recorrer, Kick-Ass – que inspirou uma nova leva de heróis mascarados independentes, liderados pelo Coronel Estrelas (Jim Carrey) – se junta a eles na patrulha. Eles terão que lidar com o primeiro vilão do mundo, Red Mist – rebatizado como Motherf*cker (Christopher Mintz-Plasse) – que forma a sua liga do mal e coloca em prática um plano fazer Kick-Ass e Hit Girl pagarem pelo que eles fizeram com seu pai. Há apenas um problema com seu esquema: Se você mexer com um membro da Justiça Forever, você mexe com todos eles”

Curiosidades:

» John Leguizamo (‘Fim dos Tempos’) interpreta o capanga de Red Mist (Christopher Mintz-Plasse), que agora tem a identidade Motherfucker, líder dos ‘Toxic Mega cunts’.Christopher Mintz-Plasse também retorna, como Red Mist.

» Jeff Wadlow (‘Quebrando Regras’) substitui Matthew Vaughn na direção. O diretor do original, volta apenas como produtor, pois está ocupado desenvolvendo a sequência de ‘X-Men: Primeira Classe‘.


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A Última Viagem a Vegas

(Last Vegas)

 

Elenco:

Morgan Freeman, Robert De Niro, Michael Douglas, Kevin Kline, April Billingsley, Dane Davenport, Jerry Ferrara, Mary Steenburgen, Noah Harden, Phillip Wampler, Ric Reitz, Romany Malco.

Direção: Jon Turteltaub

Gênero: Comédia

Duração: 105 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 28 milhões

Estreia: 6 de Dezembro de 2013

Sinopse:

Estrelado por quatro atores vencedores do Oscar®, o filme apresenta Billy (Michael Douglas), Paddy (Robert De Niro), Archie (Morgan Freeman) e Sam (Kevin Kline), amigos desde a infância. Billy, o solteirão compromissado do grupo, finalmente pede em casamento sua (claro) namorada de trinta e poucos anos e os quatro vão a Las Vegas com planos de parar de agir como velhos e reviver seus dias de glória. No entanto, ao chegar, os quatro rapidamente percebem que as décadas tem transformado a Cidade do Pecado e testado suas amizades de várias formas que nunca imaginaram. O Rat Pack pode ter reinado no Sands e o Cirque du Soleil talvez agora comande a Strip, mas são esses quatro que agora mandam em Vegas.

Curiosidades:
» Morgan Freeman (‘Batman Begins’), Michael Douglas (A Toda Prova ), Robert DeNiro (‘Entrando numa Fria’) e Kevin Kline (‘Tempo de Recomeçar’) estrelam.

» A comédia é descrita como “um ‘Se Beber, Não Case!’ senil“.

» Dan Fogelman (‘Amor a Toda Prova’) roteiriza, e Jon Turteltaub (‘O Aprendiz de Feiticeiro’) dirige.

 

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Cine PE 2014 – 2º Dia

Getúlio é exibido no Cine PE

O domingo do Cine PE 2014 teve um público razoável, em relação à noite de estréia. Não se sabe, ao certo, o que causou esse efeito. Talvez pelo dia específico e acessibilidade ao lugar, ou até sobre a repercussão negativa dos curtas passados no sábado. E, para piorar a situação, a estratégia de exibir três longas-metragens, em apenas uma noite, não foi algo muito inteligente. Já que após a apresentação de um dos títulos mais aguardados do evento, Getúlio, boa parte da imprensa e quase todo público deixou o local – restaram menos de 100 pessoas – prejudicando, assim, a exibição do documentário português, 1960.

A segunda noite foi aberta com dois curtas-metragens: Frascos (PE), de Ariana Nuala, e Ecce Homo (RJ), dirigido por Clodoaldo Lino. Os filmes mantiveram o nível das pequenas produções lançadas por lá, ambos são carentes de qualidade artística. Frascos, que mais é um jovem exercício cinematográfico, tentou imprimir psicodelia em suas idéias através de vários tons, mas o fraco roteiro, que pouco tem a dizer, e uma narrativa inorgânica não agradaram a platéia; Ecce Homo usou o conceito de Friedrich Nietzsche, da latente maldade humana, para denunciar o mecanismo dos matadouros de animais e o total descaso do homem, em relação ao consumo exacerbado da carne. Com cenas impactantes e uma trilha sonora de rock pesado, o curta deixou o público chocado, fazendo algumas pessoas abandonar a sessão. Sua intenção é atingida, mas como cinema é desinteressante, do ponto de vista estético.

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Iniciando a Mostra Competitiva de Longas-Metragens Documentários, o novo trabalho do cineasta Jorge Furtado (O Homem de Copiava), O Mercado de Notícias, deixou os presentes no Teatro Guararapes extasiados pela indagação do jornalismo contemporâneo e sua relação à democracia e liberdade de expressão. A enorme pesquisa feita por Furtado – indo desde a origem aos registros mais modernos – e o estilo escolhido para contar sua história – algo que mistura a ficção, quebra da quarta parede e estilo documental didático – são tópicos interessantes a serem destacados. Profissionais como Janio de Freitas, Geneton Moraes Neto, Mino Carta, Raimundo Pereira, Luis Nassif e Bob Fernandes, expuseram suas opiniões para com a realidade da imprensa atual, apontando seus benefícios e malefícios.

Por volta das 22h o esperado Getúlio foi ao ar na Sessão Especial Petrobras. Dirigido por João Jardim (Lixo Extraordinário) e estrelado pelo lendário ator Tony Ramos – que aqui realiza um desempenho regular -, o filme retrata os últimos dias da vida de Getúlio Vargas, um dos presidentes mais controversos da história do Brasil. Indo desde o atentado ao jornalista, Carlos Lacerda, até o suicídio de Vargas. A fita foca, basicamente, em mostrar as reações do ex-presidente aos acontecimentos que sucediam naquele momento. Não se preocupa em explorar profundamente o lado histórico, muito menos traz o debate de dúvida sobre a figura de Getúlio, o enxergando apenas como vítima e quase mistificando sua persona. Por outro lado, o filme é belíssimo esteticamente, possui um incrível design de produção, figurino detalhista e uma cuidadosa direção de arte bem auxiliada pela fotografia clássica do mestre Walter Carvalho.

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Como já foi dito, o encerramento ficou a cargo de 1960, documentário dirigido pelo português Rodrigo Areias, que com uma câmera Super 8 refez uma viagem realizada pelo arquiteto Fernando Távora, por lugares como Egito, México, Nova York e Tóquio, colocando uma ótica dessemelhante para com as construções e paisagens, acompanhadas de textos do artista. A película conseguiu agradar os poucos e corajosos jornalistas ainda presentes no local.

EXCLUSIVO: Cobrimos o tapete vermelho de ‘Divergente’ e ‘Capitão América 2’

Jânio Nazareth participou do tapete vermelho dos blockbusters ‘Divergente‘ e ‘Capitão América 2‘, e conversou com os astros de ambos os filmes.

Divergente

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.

A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. Ela acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

Capitão América 2 – O Soldado Invernal

Depois dos eventos cataclísmicos de ‘Os Vingadores’Capitão América 2 encontra Steve Rogers (Chris Evans), vivendo pacificamente em Washington e tentando se ajustar ao mundo moderno. Mas, quando uma parceira da S.H.I.E.L.D. é atacada, Steve se envolve em uma teia de intrigas que ameaça o mundo todo.

Unindo suas forças com a Viúva Negra (Scarlett Johansson), o herói luta para expor essa conspiração cada vez maior, enquanto enfrenta a todo momento assassinos profissionais enviados para matá-lo. Quando o plano completo dos vilões é revelado, os heróis chamam um novo aliado para ajudar, o Falcão (Anthony Mackie). Porém, eles logo se veem contra um inimigo inesperado e formidável – o Soldado Invernal.

Bem-Vindo a Nova York

(Welcome to New York)

 

Elenco: Gérard Depardieu, Jacqueline Bisset, Amy Ferguson.

Direção: Abel Ferrara

Gênero: Drama

Duração: 125 min.

Distribuidora: Imovision

Orçamento: R$ — milhões

Estreia: 4 de Setembro de 2014

Sinopse: 

Filme inspirado no episódio em que o economista e político francês Dominique Strauss-Kahn, diretor geral do FMI, é acusado de abuso sexual por uma camareira de um hotel em Nova York.

Curiosidades: 

» O diretor Abel Ferrara começou a trabalhar no filme desde que o escândalo veio à tona, em 2011.

 

Trailer:

Cartazes: 

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Cine PE 2014 – 1º Dia

Noite de Abertura

Aconteceu na noite do último sábado (26) a abertura da 18ª edição do Cine PE, o maior festival de cinema em Pernambuco, também conhecido nacionalmente como o Maracanã das premiações. Além do já diretor, Alfredo Bertini, o evento conta com o jornalista Rodrigo Fonseca, que agora é o curador responsável. Fonseca diz que é muito importante apresentar títulos que primem pelo requinte estético, mas que é igualmente fundamental o grande público voltar a comparecer no festejo. Focando, totalmente, na memória, com intuito de revitalizar o sucesso de outrora.

Programado para começar às 19h, houve um pequeno atraso, como de costume, mas por volta das 19h30, a já tradicional apresentadora, Graça Araújo, subiu ao palco e sem muita contemplação deu início a Mostra Curta Brasil e Mostra Pernambuco. Onde, ao todo, foi exibido cerca de dez títulos. Que foram enxergados pela crítica e o público (que lotou Teatro Guararapes) como obras de baixo nível artístico.

severo

Tesouros do Araripe alertou sobre a importância da paleontologia no sertão de Exu, e como é necessário que as pessoas dessa região tenham conhecimento da causa. O relato pouco acrescenta e é muitíssimo mal realizado, do ponto vista cinematográfico; Já Au Revoir começa e termina de maneira arrastada, criando uma rima pontual com sua co-protagonista. Além de ser quase um velório pré-anunciado; Pontas de Pedros e Pedras, de certa maneira, homenageia a conhecida praia de Ponta de Pedra e seus moradores, em relação à cultua local; Por outro lado, o ovacionado Severo tem um início bastante interessante, por sua montagem e trucagem visual atípica. No entanto, seu desfecho é tolo e mesquinho; Fechando os mini-filmes estaduais está Rabutaia, mais uma bela história de um senhor ninguém. Que, sim, encanta.

O primeiro curta a nível nacional foi o paulista O Filho Pródigo, onde se nota belos planos e enquadramentos one-point perspective. Todavia, este possui um roteiro carente de boas ideias; Linguagem, sem dúvidas, foi o filme mais comentado da noite. É deveras bem intencionado, mas o experimentalismo didático e seus argumentos pretensiosos empalidecem o conteúdo; No Tiro do Bacamarte mais parece uma reportagem, de um movimento marcante na cultura brasileira, que propriamente cinema; O paraense, No Movimento da Fé, impressiona, pois relata, com preciosismo de detalhes, todos os preparatórios para tradicional procissão dos filhos de Nazaré. O quanto a cidade se envolve, atingindo até as forças armadas; Por fim, Notícias da Rainha traz um lado mais lúdico, e aborda uma história particular, mas falha miseravelmente no orquestrar da fita. Os simbolismos não funcionam e suas cenas intimistas não prendem a plateia.

G

A noite foi encerrada com um dos longas mais esperados do festival, o novo trabalho do consagrado cineastas Wes Anderson, O Grande Hotel Budapeste (EUA), como hors concours. Inédito no Brasil, teve sua estreia mundial na noite de abertura do Festival de Berlim, ainda em fevereiro. E, como era aguardado, encantou os presentes. Breve, postaremos aqui a crítica do filme, com uma analise aprofundada, mas podemos adiantar que este, como os demais títulos da carreira do diretor, possui um visual absolutamente fascinante e detém de um roteiro que conquista aos poucos, indo numa enorme crescente quase infinita. A estreia oficial é no dia 26 de junho desse ano.

Os 10 Trailers mais assistidos do ano

Se visualizações de trailer significa sucesso na bilheterias, ‘Godzilla‘ será o maior sucesso do versão norte-americano. O YouTube divulgou os vídeos mais vistos do ano até o momento, e o monstrengo da Warner Bros. saiu disparado entre os filmes.

Porém, o trailer mais visto do ano foi da quarta temporada da série sucesso ‘Game of Thrones‘.

A lista inclui trailers de filmes, programas de TV e jogos de videogame. Os filmes dominaram, e ‘Transformers: A Era da Extinção‘ marcou a lista com DOIS trailers.

Confira:

1. ‘Game of Thrones’ Season 4: Trailer #1 (GameofThrones): 22,076,856 visualizações

2. “Godzilla” — Official Main Trailer (godzillawb): 21, 564, 604 visualizações

3. “Capitão América 2: O Soldado Invernal” Trailer 2 (MARVEL): 19, 504, 118 visualizações

4. “Transformers: A Era da Extinção” Teaser Trailer (TransformersMovie): 16, 712, 076 visualizações

5. “Guardiões da Galáxia” Trailer Premiere (JimmyKimmelLive): 15, 814, 352 visualizações

6. “A Culpa é das Estrelas” Official Trailer (FoxMovies): 15, 472, 491 visualizações

7. “Malévola” Dream Trailer (DisneyMovieTrailers): 13, 300, 883 visualizações

8. “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” Official Trailer (xmenmovies): 13, 151, 215 visualizações

9. “Happy Hunting” Official Trailer (EvolveGame): 10,052, 827 visualizações

10. “Transformers: A Era da Extinção” Big Game Spot (TransformersMovie): 8, 335, 250 visualizações

Inatividade Paranormal 2

Inatividade Cerebral

Comédia é difícil. A frase é proferida por todos que a tentam.  Sucesso é relativo, o que é engraçado para mim pode não ser para você, e vice versa. Inatividade Paranormal 2 faz uso de três elementos dentro do humor: a escatologia, o humor nonsense ou besteirol e a sátira. Pertence ao subgênero dos filmes-paródia, produções que usam com mote a imitação de forma cômica de outras obras de sucesso. No caso desta série, filmes de terror recentes. Existem casos de filmes bem sucedidos dentro dos três elementos de humor usados aqui.

O que acontece é que nesses casos, os filmes acrescentam mais do que apenas estes elementos de humor. Possuem certo desenvolvimento de personagens, uma trama coerente e o mínimo interesse em ser algo mais do que apenas um amontoado de esquetes editados ao longo de 1 hora e 30 minutos com um fio quase invisível que crie sua conexão. Repito que não existe nada errado com obras que utilizem deste tipo de humor, a não ser que sejam só isso. Por anos associamos produções deste nível ao subgênero dos filmes-paródia e nos tornamos repelidos por eles.

Inatividade 5

Mas o problema não é o subgênero e sim o que tem sido feito em seu nome. Desde Todo Mundo em Pânico, quando os Wayans entraram no jogo, a coisa começou a se tornar mais ácida, as piadas ficaram de baixo calão e o mau gosto começou a imperar. Coisa que não existia antes, se formos pensar em Corra que a Polícia Vem aí, Apertem os Cintos… e Top Gang. O filme dos Wayans fez sucesso e desde então todos acharam que esta era a fórmula a ser seguida, enterrando de vez o subgênero.

É de se espantar, no entanto, que tais filmes tenham voltado e justamente pelas mãos de um Wayans. O comediante Marlon Wayans escreve e protagoniza a série que pega o gancho deixado por Todo Mundo em Pânico, para continuar satirizando os recentes filmes de terror. O sucesso relativo do primeiro Inatividade Paranormal gerou esta sequência, que tira sarro (ou tenta) de Invocação do Mal, A Entidade e obviamente, Atividade Paranormal. Além de tudo isso, o gênero do terror é por si só obscuro e voltado a um tipo específico de público. O que acaba tirando ainda mais a abrangência destas sátiras.

Inatividade 2

Na trama, Malcolm (Wayans) se muda para outra casa ao lado de uma nova esposa e seus filhos. Mas não consegue se livrar das assombrações que o perseguem. Por incrível que pareça, o filme até começa bem, com um desempenho mais contido do protagonista. Pensei comigo mesmo, “não é possível”. E realmente não era. Logo depois, Wayans e o filme recaem em seu baixo nível costumeiro, com cenas excedidas em que o protagonista faz sexo (quase explícito), de todas as formas possíveis, com uma boneca. Ver Wayans em tais cenas, realizando tais expressões faciais, é quase a experiência de assistir a um filme pornô no cinema. E garanto que não foi para isso que vocês pagaram o ingresso.

Não poderíamos deixar de ter cenas de uso de fumo entorpecente, num filme com Wayans também. Essa virou a marca registrada do ator, que muito provavelmente é adepto do hábito na vida real. O mínimo esboço de sorriso ocorre pelo reconhecimento dos filmes apresentados e uma ou outra tirada um pouco mais esperta. Quem dera pudessem se esforçar e fazer um filme inteiro com elas. Mas Wayans não respeita a inteligência do público e faz filmes para quem se contenta com pouco. Justamente por isso, não se contentem com pouco. Não deixem que o comediante enriqueça com seu dinheiro, oferecendo quase nada em troca. Procurem preencher seu precioso tempo com filmes melhores.

Profissão de Risco

O Homem, a mala e a boneca inflável brasileira

Nossa vida útil profissional tem prazo. É assim em todas as carreiras. Com atores não é diferente. A antiga geração sai de cena para uma nova clamar seu lugar sob os holofotes. Esse é o motivo pelo qual vemos grandes atores do passado estrelando em produções verdadeiramente duvidosas. Ora, até mesmo o grande Marlon Brando (considerado um dos maiores astros de todos os tempos) bateu ponto em Loucos por Dinheiro (1998), na terceira idade. Atualmente é o veterano Robert De Niro, ainda possuindo o título de “maior ator vivo”, que parece não dar uma dentro.

Para os verdadeiros amantes da sétima arte, o ator terá para sempre o seu lugar num pedestal, devido aos trabalhos iniciais (vide Taxi Driver e Touro Indomável). Para a nova geração de entusiastas, De Niro é o tio que se mete em bomba atrás de bomba. Profissão de Risco (The Bag Man) não ajuda a modificar a imagem do monstro sagrado junto aos jovens. Se serve de consolo, podemos dizer que aqui De Niro pega um papel de coadjuvante, aparecendo somente em três cenas. Este é um filme que perfeitamente poderia ter sido lançado em vídeo e duvido da longitude de sua carreira nas telonas.

Profissão de Risco 1

Nesta produção B até a alma, John Cusack é o delinquente genérico, Jack. Logo na cena de abertura, o gangster Dragna (De Niro) lhe explica sua missão com pedaços de carne e legumes. Uma simples entrega se transforma num pesadelo alucinógeno, quando Jack, ferido, precisa se hospedar no quarto de número 13 de um motel de beira de estrada. Surgem em seu caminho um bizarro gerente cadeirante (vivido pelo especialista em personagens estranhos, Crispin Glover), uma prostituta, seus dois cafetões (um anão e um caolho) e policiais abusivos.

Filmes B podem ser divertidos, tudo depende da forma como você os vê. No entanto, não há como negar que Profissão de Risco (que faz uso do mesmo título em português de um bom filme de Johnny Depp) é um filme ruim. Sua estranheza não redime sua seriedade. Cusack, que começou a carreira na década de 1980 e ensaiou entrar para o primeiro time de Hollywood na década passada, também encontra-se em baixa, com lançamentos direto para vídeo. Aqui, não são apenas seu personagem e o nome que são mundanos, o ator parece ligado no automático.

Profissão de Risco 4

Porém, nada se compara com a assustadora performance robótica da brasileira Rebecca da Costa. No filme, interpretando a prostituta Rivka, nossa conterrânea entrega uma das atuações mais bizarras da sétima arte. E algo me diz que não propositalmente. A atriz faz beicinho, diz seus diálogos de forma monotônica, exala uma falta de expressão e sentimentos impressionante. Suas encaradas para o nada são o que mais chamam a atenção. O fato aproxima a atriz de uma boneca inflável ou de um manequim. Numa produção imperceptível, Rebecca chama a atenção de forma inusitada.

Profissão de Risco 3

Sabemos o quanto é ruim depreciar um profissional brasileiro batalhando por uma vaga na competitiva indústria americana. Mas não é ético deixar de apontar a atuação sem vida da recifense. Até mesmo a mexicana naturalizada brasileira, Gisele Itié, se saiu muito melhor em Os Mercenários (2010), de Sylvester Stallone. Mesmo sem a obra exigir tanto dela. De Niro é o melhor em cena, com um personagem mais chamativo, que fisicamente lembra uma mistura do apresentador Larry King com o personagem Brick Top (Alan Ford), do filme Snatch – Porcos e Diamantes (2000). Evite esta exibição pouco inspirada do Supercine.

Jackie

(Jackie)

 

Elenco:

Holly Hunter, Clarice van Houten, Jelka van Houten.

Direção: Antoinette Beumer

Gênero:  Drama

Duração: 100 min.

Distribuidora: Cafco Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia:

24 de Abril de 2014

Sinopse:

Num road movie, as irmãs gêmeas holandesas criadas por pais gays, Sofie, ambiciosa executiva, e Daan, dona de casa voltada para a família, viajam para o sudoeste americano em busca da mãe biológica que elas nunca conheceram— Jackie. Em companhia da mãe, irão atravessar o deserto do Novo México, numa surpreendente viagem que poderá redefinir o significado de “família” para todas elas.

Curiosidades:

» O longa da cineasta Antoinette Beumer, Jackie, estreia dia 24 de abril em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre. O filme recebeu o prêmio do público de melhor filme no Festival Internacional de Cinema Feminino de Dortmund – Alemanha, e participou do Festival Internacional de Toronto em 2012 e da 37° Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Yves Saint Laurent

(Yves Saint Laurent)

 

Elenco:

Pierre Niney, Guillaume Gallienne, Charlotte Le Bon, Nikolai Kinski.

Direção: Jalil Lespert

Gênero:  Drama/ Biografia

Duração: 106 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia:

24 de Abril de 2014

Sinopse:

Paris, 1957. Com apenas 21 anos, Yves Saint Laurent (Pierre Niney) é chamado para se encarregar do futuro da prestigiosa grife de alta costura fundada por Christian Dior, falecido recentemente. Depois de seu primeiro desfile triunfal, ele vai conhecer Pierre Bergé (Guillaume Gallienne) e este encontro irá abalar sua vida. Amantes e parceiros de trabalho, os dois se associam a fim de criar a grife Yves Saint Laurent. Apesar de suas obsessões e demônios interiores, Saint Laurent vai revolucionar o mundo da moda com sua abordagem moderna e iconoclasta.

Curiosidades:

» —

 

Trailer:

Cartazes:

 

Fotos: