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A Fita Azul

(Electrick Children)

 

Elenco:

Julia Garner, Rory Culkin, Liam Aiken, Bill Sage, Cynthia Watros, Billy Zane, John Patrick Amedori, Rachel Pirard, Cassidy Gard.

Direção: Rebecca Thomas

Gênero: Drama

Duração: 96 min.

Distribuidora: Europa Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 24 de Janeiro de 2014

Sinopse:

Em seu aniversário de 15 anos, Rachel, uma jovem rebelde para os padrões de sua família mórmon, descobre uma fita cassete proibida de rock n’ roll. Seu primeiro contato com o gênero se transforma em uma experiência milagrosa: em 3 meses Rachel aparece grávida e convencida de uma concepção imaculada, onde a música é apontada como provável responsável por sua misteriosa gestação. Em busca da verdade, Rachel irá à cidade mais próxima da comunidade fundamentalista em que vive no interior do estado de Utah: Las Vegas.

Curiosidades:

»  Participou da Generation do Festival de Berlim 2012.

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

O Lobo de Wall Street (3)

THE WOLF OF WALL STREET

A experiência de assistir a O Lobo de Wall Street, que estreia na sexta (24/1), é bastante marcante para quem acompanhou o trabalho do diretor Martin Scorsese ao longo dos anos. Sua mais nova obra o encontra muito próximo das agruras de seu início de carreira, dos excessos que o tornaram uma voz estridente no cinema norte-americano, de tal modo que parece até que o diretor se embriagou com a obscenidade do material e se perdeu do requinte que exibiu nos filmes que lançou nos últimos anos. No entanto, não há extravagância, exagero ou troça que oculte o domínio que o cineasta continua tendo sobre a narrativa cinematográfica.

THE WOLF OF WALL STREET

O centro da trama é Jordan Belfort, indivíduo real interpretado por um destemido Leonardo DiCaprio. Como um jovem ambicioso, Jordan começou na profissão de corretor de ações de forma acidentada, mas não demorou para que seu inalcançável anseio o fizesse se destacar na área. Não exatamente por suas inegáveis competência ou dedicação, mas sim por sua falta de escrúpulos. Operando à sombra da toda poderosa máquina do mercado de ações que é Wall Street, ele não tardou para se tornar uma figura tão infame quanto magnética para aspirantes a corretores. Com sua firma Stratton Oakmont e um time de funcionários igualmente ferinos, ele advoga uma vida dominada pela ostentação.

Entre sua riqueza desavergonhada e uma completa esbórnia de drogas e sexo, Jordan encontra tempo para cultivar uma amizade com seu sócio Donnie (Jonah Hill), arranjar uma bela esposa, Naomi (Margot Robbie), e lidar com o agente do FBI Patrick Denham (Kyle Chandler), que fareja de perto suas ações ilegais. Tudo isso com uma narração propagandística e nem um pouco apologética do próprio protagonista. Ele inicia a história com aproximadamente 20 anos de idade, mas suas ações e posturas mostram que ele se mantém um adolescente em diversos aspectos. O primeiro passo para apreciar a habilidade de Scorsese é notar como essa disparidade de comportamento e idade é transportada do roteiro de Terence Winter (adaptado do livro do próprio Belfort) para a tela.

O Lobo de Wall Street foto 2

Não se trata de um coming-of-age ou uma história de formação de maneira alguma; a faceta juvenil do personagem é muito mais básica. Se há um momento “formativo” na trama, é um encontro que ocorre logo no início da projeção, com Mark Hanna (Matthew McConaughey), seu primeiro chefe. E não se trata sequer de um diálogo inspirador tradicional, pois Mark usa um viés fortemente profissional para apresentar a Jordan o caráter que ele acabará adotando. Em suma, o homem ensina o protagonista a abandonar qualquer escrúpulo para galgar sua ascensão como corretor de ações e decolar a caminho da fortuna. E todo o roteiro acompanhará os desdobramentos desse conselho, que, não por acaso, inclui regras bastante claras sobre sexo e drogas: abusar de ambos.

Não há uma cena particular que exprima melhor que outra essa visão escrachada da adolescência extemporânea. Exemplos abundam. Alguns são puramente gracejos, como a brincadeira vingativa de Jordan quando a esposa cogita uma greve sexual; outros, como a transa de 11 segundos, são referências bem diretas à inexperiência da juventude; mas as que representam momentos de virada da narrativa talvez sejam as mais fantásticas. Um momento em especial se destaca não apenas por ser hilário, mas por lembrar o tipo de premissa que Se Beber, Não Case! popularizou há uns poucos anos. Estão lá as crianças adultas, perdidas nos excessos de uma farra épica, e um objetivo, aparentemente impossível de alcançar, que carrega preocupações típicas da maturidade. Esse tipo de conflito é um grande símbolo do curto-circuito entre a inconsequência de um jovem e a responsabilidade da qual depende toda a vida de um adulto e dos à sua volta.

THE WOLF OF WALL STREET

Igualmente significativa para explorar a imatura soberba de Jordan é a narração sobre sua própria vida, um recurso multifacetado que enriquece o filme em várias frentes. A pedância escrachada com a qual DiCaprio exibe sua fortuna, seus bens e seus luxos quebra a todo momento o possível glamour de suas conquistas. Em um mísero gesto – Jordan apresenta a casa com um copo de suco de laranja na mão, sai pela porta e o atira para trás –, fica manifesto o maior orgulho do personagem: a liberdade para abraçar a desordem. Em suma, sua atitude, perfeitamente explorada pelos solilóquios de ostentação, é a indulgência suprema de se permitir ser um jovem irresponsável – conquistada pelo dinheiro.

A moralidade de Jordan nunca é questionada, pois não existe. O roteiro faz manobras brilhantes pelos labirínticos detalhes das falcatruas do protagonista: quando começa a citar tecnicalidades, ele simplesmente se detém para destacar que, sim, todo aquele enriquecimento e crescimento foi ilegal. Por isso é impossível concordar com quem vê uma glorificação daquelas atitudes criminosas. Winter, DiCaprio e Scorsese têm a sagacidade de evitar as águas turvas das operações e tecnicalidades da firma de Belfort, buscando, ao invés disso, expor sem rodeios as pérolas da imoralidade.

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E uma parte curiosa é como os diálogos e discursos (incluindo a narração) evocam aqui e ali imagens gloriosas para abordar as fraudes e os ganhos ilícitos. Em certo momento, Jordan fala com seus funcionários como um general a seu pelotão. Em outro, menciona as percepções de visionários quando tais ideias são fruto de intoxicação ferrada. Mais excepcional é como o monólogo dá uma reviravolta quando o protagonista aparece em uma propaganda de sua própria palestra motivacional, reforçando a artificialidade ensaiada, incômoda de todo aquele exibicionismo. A cena que conclui o filme é um final perfeito porque vira do avesso toda a jornada de imoralidade e charlatanismo retratada ao longo da história, e reforça exatamente qual foi a fonte de riqueza e ruína do protagonista, sua característica distintiva perante a população em geral: uma absoluta e monstruosa falta de caráter.

Talvez a maior prova do domínio de Scorsese sejam os momentos em que o filme se mostra esteticamente instável. Muitas dessas cenas irregulares são diálogos prolongados de forma naturalista e muito distinta da narrativa histriônica que domina o filme. Os papos furados e os conflitos estendidos, embora sobressalentes, são encenados com tal precisão que não resta dúvida que o diretor tem uma visão cristalina da obra. O melhor exemplo é o longo diálogo de Jordan com o agente Denham, retratado com precisa neutralidade para, só no fim, expor as intenções ardilosas do vigarista. No entanto, é difícil encontrar um momento sequer em que o diretor não acerta na mosca o tom da cena.

Não é surpresa ver a perícia com que Martin Scorsese dirige um filme tão estilizado e escandaloso, nem que seu foco seja basicamente um homem viciado no caos. Desde seus trabalhos mais crus e brutos, o diretor já tinha controle notável sobre a história que estava contando através dos mais conflituosos sons e imagens. É sempre um prazer ver como essa capacidade, tão afiada quanto nunca, evolui e se transforma em novas, grandiosas obras.

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Para onde a ganância te leva quando o mundo passa a ser um território sem limites? Falando sobre a ambição capitalista dos tempos modernos, criticando duramente o mercado de ações e dando um soco no estômago de qualquer puritano, o excepcional cineasta norte-americano Martin Scorsese volta a trabalhar com seu mais querido pupilo, Leonardo Di Caprio, no já aclamado O Lobo de Wall Street. Baseado no livro homônimo escrito por Jordan Belfort, o filme consegue a fórmula perfeita ao ser dinâmico e empolgante sem perder um minuto de brilhantismo. São as três horas mais rápidas que você viverá dentro de um cinema.

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Na história, acompanhamos a trajetória meteórica de Jordan Belfort (Leonardo Di Caprio), um homem com apenas um foco em sua vida, ser muito rico. Após um início conturbado em uma empresa promissora, consegue inteligentemente absorver tudo o que precisava para se tornar um guru na arte de fazer as pessoas investirem seu dinheiro. Com a ajuda do amigo Donnie Azoff (interpretado pelo hilário Jonah Hill), funda sua própria empresa que logo se torna uma das mais rentáveis e visadas pela polícia em Wall Street.  Ao mesmo tempo que segue ganhando cada vez mais dinheiro, encontra o amor de sua vida, o monumento Naomi (Margot Robbie, uma das mulheres mais lindas que já vimos em uma tela de cinema) e abusa diariamente de todos os tipos de droga. Esses vícios acabam o levando ao fundo do poço.

Agitação, números, ações, empolgação, euforia, dinheiro. Scorsese joga no liquidificador essas variáveis e consegue executar um dos melhores filmes deste ano, com toda a certeza. É uma direção controladamente perfeita, conseguindo captar cada milímetro cúbico do complexo protagonista. O público é dominado pela história do minuto um até o distante minuto cento e oitenta. Somos reféns de uma experiência cinematográfica sem papas na língua, aberta ao absurdo e escancaradamente brilhante. O vencedor do Oscar, eterno diretor de Taxi Driver, é que nem vinho, só melhora com o tempo.

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O Lobo de Wall Street é um retrato, um raio-x de seu personagem principal. Ao descontrole desejo de ficar milionário ao intenso abuso de drogas, percebemos a cada sequência as antes imperceptíveis inconseqüências do protagonista. O filme não deixa de ser uma crítica social aos anos 80 e aos tempos atuais, onde o tráfico de drogas e a prostituição rondam os altos e baixos escalões da sociedade norte-americana. Scorsese não esconde nada: mostra as orgias, o fácil caminho até as drogas quando se tem dinheiro e as aventuras sexuais sem limites de Jordan Belfort. O filme, indicado ao Oscar de Melhor filme deste ano, não chega a chocar. Até as sequências mais fortes tem sentido em existir.

Leonardo Di Caprio mostra mais uma vez o grande ator que se tornou em anos trabalhando ao lado de seu mestre. Faz o possível e o impossível para ganhar seu primeiro Oscar, sugando e reproduzindo todas as facetas de seu rico personagem. A dupla acerta novamente, transformando um possível personagem chato e antipático em um ilimitado ser carismático que o público vai demorar para esquecer. Cinema bom é assim mesmo, elogiamos, elogiamos e mal acaba já queremos assistir novamente. Não deixem de conferir um dos mestres da sétima arte em um dos seus melhores filmes da carreira. Bravo!

Grand Central

Quando o amor não basta, o medo consome. Para falar sobre as problemáticas nucleares, uma pincelada crítica dos abalos energéticos de muitos países, a diretora Rebecca Zlotowski (em seu segundo longa-metragem) utiliza uma cobertura romântica protagonizada pela mais nova musa do cinema francês, Léa Seydoux. Grand Central pode ser definido também como a história de homens e seu traiçoeiro trabalho que geram conflitos emocionais, físicos e familiares muito bem reproduzidos na telona.

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Na trama, conhecemos Gary Manda (Tahar Rahim), um homem sem objetivos que vive pulando de trabalho em trabalho em diversas cidades. Quando os ventos do destino mudam outra vez sua direção, consegue um emprego em uma usina nuclear na França. Por lá faz novos amigos e conhece um grande amor, Karole (Léa Seydoux), namorada de Toni (Denis Ménochet) um dos que o melhor o recebe na nova cidade. Lutando contra um desejo reprimido, tenta sobreviver a um trabalho perigoso e a um amor proibido.

 

A conflituosa relação que o destino cravou gira quase que exclusivamente em torno do protagonista, um homem que nunca esteve apaixonado e que vive de maneira intensa sua vida. Nas mesas de sinuca ou na estrada andando como nômade à procura de uma razão para sua existência, encontra no amor seus conflitos mais profundos. Um jogo de paixão, desejo e razão vão se misturando, deixando o personagem à deriva de ações inconseqüentes.

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Obviamente, a intenção da fita era transmitir e criar uma discussão em cima da problemática e os perigos das usinas nucleares. Só que a história que a princípio viria em segundo plano, o amor singelo e bruto entre dois personagens, acaba tomando o papel de protagonista no processo de interação com o espectador muito por conta da intensidade e competência da atriz Léa Seydoux, iluminada (mais uma vez) em cena.

Longe de ser o melhor filme da coadjuvante principal de Azul é a Cor Mais Quente (nem tão pouco seu filme mais polêmico), Grand Central merece ser conferido por todos os cinéfilos pois consegue encontrar em suas subtramas uma inteligente razão de existência.

 

Drácula 3D

(Dracula 3D)

 

 

Elenco:
Rutger Hauer, Thomas Kretschmann, Asia Argento, Marta Gastini, Unax Ugalde, Miriam Giovanelli, Félix Gómez.

Direção: Dario Argento

Gênero: Terror

Duração: — min.

Distribuidora: Playarte Pictures

Orçamento: US$ 15 milhões

Estreia: —

Sinopse: Drácula 3D conta a história do líder romeno Vlad Tepes (Drácula), que, ao defender a igreja cristã na Romênia contra o ataque dos turcos, tem sua noiva Elisabetha enganada: esta crê que seu amado morreu e então atira-se no rio chamado “Princesa”. Vlad, ao retornar da guerra e constatar a morte de sua amada, e condenada ao inferno (pois se matara), renuncia e renega a Deus, à igreja e, jurando só beber sangue a partir daquele momento, sendo assim condenado à sede eterna, ou seja, ao vampirismo.

Curiosidades:
» Do diretor italiano e mestre do terror, Dario Argento (Suspiria).

» O longa foi rodado em 3D, na Hungria, com um baixíssimo orçamento de US$ 15 milhões.


Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

O Cavaleiro Solitário

(The Lone Ranger)

 

Elenco:

Johnny Depp, Armie Hammer, Helena Bonham Carter, William Fichtner, Tom Wilkinson, Ruth Wilson, Barry Pepper, James Badge Dale, James Frain, Matt O’Leary, W. Earl Brown, Landall Goolsby.

Direção: Gore Verbinski

Gênero: Aventura

Duração: — min.

Distribuidora: Disney Pictures

Orçamento: US$ 250 milhões

Estreia:

12 de Julho de 2013

Sinopse:

Do produtor Jerry Bruckheimer e do diretor Gore Verbinski, a equipe de cineastas por trás da franquia campeã de bilheteria Piratas do Caribe, chega O Cavaleiro Solitário, uma eletrizante aventura com muito humor e ação na qual o famoso herói mascarado ganha vida através de novos olhos. Tonto (Johnny Deep), o espírito guerreiro nativo americano narra as histórias não contadas que transformaram John Reid (Armie Hammer), um homem da lei, em uma lenda da justiça, levando o público em uma acelerada viagem cheia de surpresas épicas e muito humor enquanto os dois improváveis heróis precisam aprender a trabalhar juntos e lutar contra a ganância e a corrupção.

Curiosidades:

» Armie Hammer (‘A Rede Social’) vive o Cavaleiro. Johnny Depp é o coprotagonista Tonto.

» Gore Verbinski (‘Piratas do Caribe’) dirige.

» ‘O Cavaleiro Solitário‘ (The Lone Ranger) foi criado por George W. Trendle e desenvolvido pelo escritor Fran Striker. Além da máscara negra e do companheiro índio Tonto, Lone Ranger possuia um belo cavalo branco chamado Silver, famoso pelo grito que o herói dava ao se despedir à galope em direção ao horizonte: “Hi-yo Silver, away!“.


Cine Agenda:

Invocação do Mal

(The Conjuring)

 

Elenco:

Vera Farmiga, Patrick Wilson, Ron Livingston, Lorraine Warren, Ed Warren, Mackenzie Foy, Lili Taylor, Joey King, Hayley McFarland, Shanley Caswell, Shannon Kook.

Direção: James Wan

Gênero: Terror

Duração: 112 min.

Distribuidora: Warner Bros

Orçamento: US$ 13 milhões

Estreia: 13 de Setembro de 2013

Sinopse:

Invocação do Mal‘ acompanha a história real da família Perron (Livingston e Taylor), assombrada na década de 70 em uma casa no campo de Rhode Island.

Antes de existir Amityville, havia Harrisville. Baseado em uma história real, Invocação do Mal narra a investigação empreendida por Ed e Lorraine Warren, mundialmente conhecidos, chamados para ajudar a família Perron, que estava sendo assombrada por fenômenos sobrenaturais.

O longa-metragem é baseado nos arquivos de casos do casal de demonologistas. Obrigados a enfrentar uma entidade demoníaca poderosa, os Warrens se viram presos ao caso mais aterrorizante de suas vidas.

Curiosidades:

» O filme recebeu classificação indicativa Rated R nos EUA, que significa que menores de 17 anos só poderão assistir ao filme acompanhados dos pais ou de algum responsável. O motivo? “Muito assustador”.

» Baseado em Fatos Reais.

» James Wan dirigiu o primeiro ‘Jogos Mortais‘ e o sucesso ‘Sobrenatural‘ (Insidious), filme com maior custo-benefício nas bilheterias de 2011.

» O roteiro foi escrito pelos gêmeos Carey e Chad Hayes (‘Terror na Antártida’).

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

 

Heróis de Ressaca

(The World’s End)

 

Elenco:

Simon Pegg, Nick Frost, Martin Freeman, Rosamund Pike, Thomas Law, Zachary Bailess, Jasper Levine, James Tarpey , Luke Bromley, Sophie Evans, Samantha White, Rose Reynolds.

Direção: Edgar Wright

Gênero:  Comédia

Duração: 109 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Estreia: Direto em Home Video – Janeiro de 2014

Orçamento: —

Sinopse:

Para Gary King (Simon Pegg) e Andy Knightley (Nick Frost) seria a noitada máxima: uma noite, cinco amigos, doze bares. Um desafio de bebedeira até Pub do Fim do Mundo, no qual somente os mais fortes sobrevivem. Divertindo-se a valer, eles estão prontos para conquistar o mundo… mas esta noite eles vão ter apenas que salvá-lo.

Curiosidades:

» Simon Pegg e Nick Frost estrelam. Eddie Marsan, Rosamund Pike, Paddy Considine eMartin Freeman completam o elenco.

» Trata-se do último filme da trilogia de Edgar Wright, criador do sucesso ‘Todo Mundo Quase Morto‘ e de ‘Chumbo Grosso‘, que faz paródias aos filmes pop.


Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

R.I.P.D. – Agentes do Além

(R.I.P.D.)

 

Elenco:

Ryan Reynolds, Kevin Bacon, Jeff Bridges, Robert Knepper, Dakota Shepard, Devin Ratray, Emmalyn Anderson, James Hong, Marisa Miller, Mary-Louise Parker

Direção:  Robert Schwentke

Gênero: Ação

Duração: 96 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ 40 milhões

Estreia: 27 de Setembro de 2013

Sinopse:

O veterano xerife Roy Pulsifer (Bridges) fez carreira com a lendária força policial conhecida como R.I.P.D. – Departamento Descanse em Paz, perseguindo espíritos monstruosos que de forma inteligente se disfarçam em pessoas comuns. Sua missão? Prender e levar à justiça um tipo especial de criminosos que tentam escapar do juízo final, escondendo-se entre os inocentes na Terra.

Quando o divertido Roy recebe o falecido promissor detetive Nick Walker (Reynolds) como seu assistente, os novos parceiros têm que transformar o relutante respeito em trabalho de equipe de primeira qualidade. Quando eles descobrem um plano que pode acabar com a vida como a conhecemos, dois dos melhores agentes do Departamento têm que miraculosamente restaurar o equilíbrio cósmico…ou observar o túnel para a outra vida começar a enviar almas zangadas pelo caminho errado.

Curiosidades:

»  Adaptação dos quadrinhos ‘R.I.P.D.‘ (Rest In Peace Departament). A HQ teve quatro edições e foi escrita por Peter M. Lenkov e desenhada por Lucas Marangon.

 

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Machete Kills

(Machete Kills)

 

Elenco:

Danny Trejo, Lady Gaga, Mel Gibson, Tony Jaa, Michelle Rodriguez, Vanessa Hudgens, Jessica Alba, Michelle Williams, Don Johnson, Amber Heard, Zoë Saldana, Sofia Vergara.

Direção: Robert Rodriguez

Gênero: Ação/Comédia

Duração: 107 min.

Distribuidora: Imagem Filmes

Orçamento: US$ 13 milhões

Estreia: Direto em Home Video – Janeiro de 2014

Sinopse:

Após Machete se envolver com um traficante de drogas (Steven Seagal), ele aceita uma oferta para trabalhar para o governo norte-americano infiltrado no México.

Curiosidades:

» A cantora Lady Gaga interpreta La Chameleón. Vanessa Hudgens (‘Sucker Punch’, ‘Viagem 2: A Ilha Misteriosa’) será Cereza.

» Mel Gibson (‘Plano de Fuga’) está contratado para viver o vilão da sequência de ‘Machete‘.

» O longa original custou US$ 10,5 milhões e arrecadou US$ 26,6 milhões somente nos EUA.

» O segundo filme se chama ‘Machete Kills‘ (Machete Mata), e incluirá um trailer falso para um terceiro filme, intítulado ‘Machete Kills Again… In Space!‘.

» Danny Trejo volta a protagonizar.


Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Família do Bagulho

(We’re the Millers)

 

Elenco:

Jason Sudeikis, Jennifer Aniston, Will Poulter, Emma Roberts, Ed Helms, Thomas Lennon.

Direção: Rawson Marshall Thurber

Gênero: Comédia

Duração: 110 min.

Distribuidora: Warner Bros.

Orçamento: US$ 30 milhões

Estreia: 27 de Setembro de 2013

Sinopse:

David Burke (Sudeikis) é um traficante informal de maconha, cuja clientela inclui chefs e donas de casa, mas não os filhos, afinal, ele tem escrúpulos. Então, o que poderia dar errado? Abundância. Preferindo ser discreto, por razões óbvias, ele aprende da maneira mais difícil que nenhuma boa ação fica impune quando ele tenta ajudar alguns adolescentes locais e acaba sendo atacado por um trio de punks. Roubando seu estoque e seu dinheiro, deixam para ele apenas uma grande dívida com seu fornecedor, Brad (Ed Helms).

Querendo limpar sua barra – e manter seu atestado de saúde –David precisa se tornar um traficante de drogas de sucesso, trazendo a mais recente encomenda de Brad do México. Lado a lado com seus vizinhos, a stripper Rose (Aniston), o aspirante a cliente Kenny (Will Poulter) e a adolescente tatuada e cheia de piercings Casey (Emma Roberts), ele elabora um plano infalível. Formada por uma esposa falsa, dois filhos falsos e um enorme e brilhante trailer, a família “Millers” está indo para o sul da fronteira passar um feriado de 4 de Julho que tem tudo para acabar em confusão.

Curiosidades:

» O roteiro é escrito por Bob Fisher e Steve Faber (‘Penetras Bons de Bico’).


Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Percy Jackson e o Mar de Monstros

(Percy Jackson and the Sea Of Monsters)

 

Elenco:

Logan Lerman, Rosario Dawson, Uma Thurman, Nathan Fillion, Anthony Head, Sean Bean, Steve Coogan, Kevin McKidd, Catherine Keener, Leven Rambin, Missi Pyle, Mary Birdsong e Yvette Nicole Brown.

Direção: Thor Freudenthal

Gênero: Aventura

Duração: 106 min.

Distribuidora: Fox Film

Orçamento: US$ 90 milhões

Estreia: 16 de Agosto de 2013

Sinopse:

Baseado no bestseller, PERCY JACKSON E O MAR DE MONSTROS nos leva pela jornada épica do jovem semi-deus em busca de seu destino. Para salvar nosso mundo, Percy e seus amigos deverão encontrar o poderoso e mágico Velocino de Ouro. Embarcando em uma perigosa odesséia nas águas nunca navegadas do Mar dos Monstros (conhecido pelos humanos como Triângulo das Bermudas).

Curiosidades:

» Thor Freudenthal (‘Diário de um Banana’) comanda a sequência.

» Nathan Fillion (‘Serenity’) vive o deus Hermes, pai do vilão Luke (Jake Abel).

» Anthony Head, o Giles do seriado ‘Buffy – A Caça Vampiros, interpreta Chiron, vivido por Pierce Brosnan no original.

» Missi Pyle, Mary Birdsong e Yvette Nicole Brown foram contratadas para interpretar as três Moiras, as irmãs que conseguem prever o futuro tecendo uma manta.

» Scott Alexander e Larry Karaszewski (‘O Agente Teen’) roteirizam.

» ‘Percy Jackson: O Ladrão de Raios‘ foi dirigido por Chris Columbus (dos dois primeiros ‘Harry Potter’), e arrecadou medianos US$ 88 milhões nos EUA. Columbus ficará como produtor.

 

Trailer:

Percy Jackson e o Ladrão de Raios

(Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief)

 

Elenco:
Rosario Dawson, Uma Thurman, Pierce Brosnan, Sean Bean, Steve Coogan, Kevin McKidd, Catherine Keener, Logan Lerman, Melina Kanakaredes, Brandon T. Jackson.

Direção: Chris Columbus

Gênero: Aventura

Duração: 120 min.

Distribuidora: Fox Film

Estreia: 12 de Fevereiro de 2010

Sinopse:
O arteiro Percy Jackson está encrencado na escola, mas esse nem de longe é seu maior desafio. Estamos no século 21, mas os deuses do Olimpo saem das páginas dos livros de mitologia grega de Percy e entram em sua vida. Ele descobre que seu pai verdadeiro é Poseidon, deus dos mares, o que significa que Percy é um semideus – metade humano, metade deus. Ao mesmo tempo, Zeus, rei de todos os deuses, acusa Percy de roubar seu raio, a primeira e verdadeira arma de destruição em massa.
Agora, Percy tem de se preparar para a maior aventura de sua vida, e os riscos não poderiam ser maiores.

Com nuvens de tempestade sinistras encobrindo o planeta e com sua vida ameaçada, Percy viaja até um enclave especial, um campo de treinamento para mestiços, onde aperfeiçoa seus recém-descobertos poderes para evitar uma guerra devastadora entre os deuses. É lá que ele conhece dois outros semideuses: a guerreira Annabeth, que procura sua mãe, a deusa Atena; e seu amigo de infância e protetor, Grover, um corajoso sátiro cujas habilidades ainda não foram testadas.

Grover e Annabeth unem-se a Percy numa incrível odisseia transcontinental, que os leva para 600 andares acima da cidade de Nova York (o portal para o Monte Olimpo) e para o famoso letreiro de Hollywood, sob o qual arde o fogo do Mundo dos Mortos.

O destino da humanidade depende do resultado dessa jornada, bem como a vida da mãe de Percy, Sally, que ele terá de resgatar das profundezas do inferno.

Curiosidades:
» Adaptação de ‘Percy Jackson e os Olimpianos‘, uma série de livros juvenis de aventura escritos por Rick Riordan, baseados na mitologia grega.

» Dirigido por Chris Columbus, mesmo diretor dos dois primeiros ‘Harry Potter‘.

 


Trailer:


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Mandela

(Mandela: Long Walk to Freedom)

 

Elenco:

Idris Elba, Naomie Harris, Tony Kgoroge, Riaad Moosa, Zolani Mkiva, Simo Mogwaza, Fana Mokoena, Thapelo Mokoena, Terry Pheto.

Direção: Justin Chadwick

Gênero: Drama, Cinebiografia

Duração: 141 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 35 milhões

Estreia: Direto em Home Video – Julho de 2014

Sinopse:

Escrito por William Nicholson (‘Os Miseráveis’, ‘Gladiador’), ‘Mandela‘ conta a história de Nelson Mandela, mostrando sua infância em um vilarejo no campo, sua luta contra o apartheid e seu mandato como o primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul.

Curiosidades:

» Idris Elba (‘Círculo de Fogo’) vive Nelson Mandela e Naomie Harris (‘007: Operação Skyfall’) sua esposa, Winnie Mandela.

» O U2 é responsável pelo música Ordinary Love, criada especialmente para a trilha sonora do drama. A música marca o primeiro lançamento da banda em três anos.

 

Trailer:

Cartazes:

Mandela Long Walk to Freedom poster

 

Fotos:

 

O Lobo de Wall Street

(The Wolf of Wall Street)

 

Elenco: 

Leonardo DiCaprio, Jonah Hill, Matthew McConaughey, Kyle Chandler, Jon Bernthal, Jon Favreau, Shea Whigham, Jean Dujardin, Ethan Suplee, Spike Jonze, Rob Reiner, Joanna Lumley.

Direção: Martin Scorsese

Gênero: Drama, Suspense

Duração: 180 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 100 milhões

Estreia: 24 de Janeiro de 2014

Sinopse:

O Lobo de Wall Street‘ é adaptação do livro de memórias de Jordan Belfort, que no Brasil ganhou o nome de “O Lobo de Wall Street”. Belfort (Leonardo DiCaprio) foi um corretor de títulos da bolsa norte-americana que entrou em decadência nos anos 90. Sua história envolve o uso de drogas e crimes do colarinho branco.

Curiosidades:

» Ganhador do Globo de Ouro 2014 na categoria de Melhor Ator, para Leonardo DiCaprio.

» ‘O Lobo de Wall Street‘ é baseado no livro de Jordan Belfort.

» Jonah Hill (‘Moneyball – O Homem de Que Mudou o Jogo’) vive Danny Porush, que abandona seu trabalho como vendedor de móveis para tentar a sorte no mercado de ações. O ator francês Jean Dujardin, vencedor do Oscar de melhor ator por ‘O Artista‘, interpreta o banqueiro corrupto Jean-Jacques Handali. Jon Bernthal, que interpretou Shane na primeira e segunda temporada de ‘The Walking Dead‘, interpretará um traficante de drogas.

» Jon Favreau, diretor e ator de ‘Homem de Ferro‘ e ‘Homem de Ferro 2‘, é um advogado de corporações seguradoras no filme. Matthew McConaughey (‘Magic Mike’) vive Mark Hanna.

Trailer:

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Ela

Se apaixonar é uma forma socialmente existencial de insanidade? Depois de apresentar ao mundo uma versão peculiar da tristeza por meio de metáforas e universos inimagináveis, no longa-metragem Onde Vivem os Monstros, o diretor norte-americano Spike Jonze volta aos cinemas, quatro anos depois, com um projeto audacioso que fala sobre o diferente relacionamento no futuro entre um homem e uma máquina, Ela. Com muita suscetibilidade aplicada nas ações dos personagens, o famoso diretor precisava de um ator completo para executar o complexo protagonista. E acreditem, não havia escolha melhor do que Joaquin Phoenix. O porto-riquenho de 39 anos conquista o público, já nos primeiros segundos, com um maravilhoso monólogo.

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Na trama, conhecemos Theodore Twombly (Joaquin Phoenix), um escritor de cartas melancólico sem muitos amigos e que vive pacatamente sua rotina de trabalho. Sua restrição social é provocada pelo rompimento com sua ex-mulher Catherine (Rooney Mara), de quem não consegue se libertar. Certo dia, caminhando pelas ruas vê o anúncio do primeiro sistema operacional com inteligência artificial e resolve levar para casa. Para sua surpresa, esse sistema é uma entidade intuitiva que entende Theodore por completo. Em uma rápida busca, um nome entre 180 mil encontrados foi o escolhido, e a dona desse nome vai mudar sua visão do mundo para sempre, e a dos cinéfilos também já que quem faz a voz do tal sistema operacional é a musa Scarlett Johansson.

É muito difícil perder alguém que a gente gosta. Aos poucos Theodore começa a entender que amar também é deixar ir embora. A melancolia do personagem é maravilhosamente bem interpretada pelo ótimo ator Joaquin Phoenix. Conseguimos sentir toda a tristeza, sentimentos e em certos pontos nos identificamos com Theodore. Muitas vezes com sua emblemática camisa de cor salmão, o inteligente personagem, escrito por Jonze, tem um pensamento triste e constante de que já sentiu tudo que deveria sentir na vida e não sentirá nada de novo, só versões menores do que um dia já viveu. Sair dessa melancolia, sem a ajuda do Lars Von Trier, é uma caminhada muito bonita que acompanhamos atentos em cada detalhe, cada atitude do personagem.

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A esquisita relação de amor entre um homem e uma máquina é brilhantemente bem explorada ao longo de todo o filme. Uma coisa nunca antes imaginada, se torna para Theodore uma experiência grandiosa de auto-descoberta, renovação de seus sentimentos e da sua vida. A visão que todos os outros ao seu redor possuem sobre essa relação também é um ponto interessante, existem muitos apoios para que ele continue, principalmente por conta das mudanças positivas que o personagem passa ao longo desse relacionamento.

Ela é um filme sobre momentos, experiências, atitudes, formas de viver. Um projeto diferente, inovador e deveras inteligente. Esse é um daqueles filmes que pode fazer você realmente mudar sua visão sobre o mundo em que vive. Abra seu coração. Você, ela e todo mundo precisam conferir essa fita e deixar de vez viva uma das premissas mais verdadeira que existem, a de que o passado é só uma história que nós contamos. Bravo!

Somos o que Somos

(We Are What We Are)

 

Elenco:

Ambyr Childers, Julia Garner, Bill Sage, Michael Parks, Kelly McGillis.

Direção: Jim Mickle

Gênero: Terror

Duração: 100 min.

Distribuidora: Esfera Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 06 de Dezembro de 2013

Sinopse:

Em sua pequena cidade, os Parker são conhecidos por sua discrição e reclusão. Dentro de casa, o pai Frank cria a família com extrema severidade. Depois da morte brutal e inesperada da mãe, as irmãs adolescentes Iris e Rose precisam cuidar do irmão mais novo, Rory. Logo, porém, elas vão carregar um peso ainda maior, conforme se deparam com novas responsabilidades. Sob o comando do pai, precisam levar adiante e a todo custo uma tradição ancestral.

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

O Lobo Wall Street

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Brasileiro sofre. E brasileiro cinéfilo também sofre. É duro todo ano termos que esperar pela maioria dos filmes mais elogiados, enquanto boa parte do mundo já os conferiu. Nos Estados Unidos, os filmes mirados para premiações saem no final de cada ano. Por aqui, muitos só chegam depois do Oscar – principal prêmio do cinema, que fecha a temporada. O que tem acontecido em anos recentes é um vasto número de lançamentos em janeiro e fevereiro, meses que precedem a premiação final.

Nesta safra chega O Lobo de Wall Street, novo filme do que é considerado o maior diretor vivo, Martin Scorsese. O cineasta faz parte da onda reacionária que tomou Hollywood na década de 1970, e nela entregou Taxi Driver, considerado por muitos a melhor produção da época. Com Touro Indomável, em 1980, e Os Bons Companheiros, em 1990, Scorsese calcou as décadas citadas sempre entregando obras proeminentes. Embora o Oscar de melhor diretor só tenha vindo em 2007, com Os Infiltrados, não existia dúvidas de que Scorsese era o melhor há muitos anos. E o influenciador do cinema de gente boa, como Quentin Tarantino.

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Com O Lobo de Wall Street, o cineasta volta a um terreno muito familiar, o de homens em bandos se comportando como animais. A mudança é apenas do universo criminoso da máfia (Os Bons Companheiros, Cassino e Os Infiltrados) para o universo criminoso dos investidores inescrupulosos de Wall Street. Baseado no livro do próprio Jordan Belfort (criado em cima de suas experiências pessoais), este é um projeto dos sonhos de Leonardo DiCaprio (O Grande Gatsby). Por anos o ator tentou levar para as telas a história de Belfort, mas era seguro de uma coisa: ninguém faria a não ser Scorsese.

Marcando o quinto trabalho de DiCaprio com Scorsese, o ator realiza eu terceiro filme consecutivo depois de O Grande Gatsby e Django Livre (foram filmados nessa ordem). DiCaprio em entrevista disse ter agarrado a oportunidade com uma vaga na agenda de Scorsese abriu. Ele não queria saber de descanso já que este é um projeto que visava há anos. Com função de produtor também (assim como Scorsese), DiCaprio vive Jordan Belfort, um jovem ambicioso que decide tentar a sorte no mundo das finanças de Wall Street.

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No primeiro emprego é apadrinhado pelo patrão, vivido por um magro Matthew McConaughey (reflexo de Clube de Compras Dallas), que lhe ensina o essencial do negócio. McConaughey aparece pouco, mas é o suficiente para roubar suas cenas. Cheio de efeitos sonoros, rangidos e grunhidos, McConaughey está mesmo de volta. Seu personagem é quem ensina a música que serve como grito de guerra para os gananciosos comparsas de DiCaprio em sua empreitada. Mas é claro, o foco do filme é seu protagonista, e DiCaprio garante o show.

O ator nunca esteve tão bom. No ano passado, citei o papel inusitado e intimidador de DiCaprio, que roubava o show em Django Livre. Como atração principal em O Lobo de Wall Street, o artista entrega igualmente algo nunca tentado em sua carreira. O personagem é a definição da devassidão e da falta de controle e limite. DiCaprio dança, faz sexo, e cheira mais cocaína do que Tony Montana e Maradona em seus dias de glória (entre outras muitas drogas que consome, incluindo o infame Quaaludes). O filme é quase uma propaganda para a extinta droga citada. Particularmente sempre lembro do prazer culposo Férias do Barulho (1985), com Johnny Depp, quando penso no medicamento.

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Uma cena em particular é impagável, e uma das melhores do filme por ser a mais inusitada e alucinada. Na cena em questão, DiCaprio sofre os efeitos retardados do super Quaaludes tentando chegar em casa e desligar uma ligação de seu sócio, já que seu telefone está grampeado. Essa é uma daquelas cenas que destacam o filme, e da qual todos lembrarão por muito tempo ao se referirem à obra. O Lobo de Wall Street mostra a ascensão (e eventual queda) de um sujeito sem qualquer bússola moral, e serve como forte retrato da geração yuppie, jovens empresários gananciosos.

Esta é também quase uma história de início para o personagem Gordon Gekko (vivido por Michael Douglas em Wall Street – Poder e Cobiça e Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme), mas muito mais visceral. Jonah Hill (É o Fim) possui um bom desempenho, mas sua caracterização chama mais a atenção. Temos ainda a participação de um grande elenco, que inclui até mesmo diretores e prestígio. Mas esse é um show de DiCaprio. Além do tour de force do ator, citaria a impactante revelação de Margot Robbie (Questão de Tempo), que além de boa atriz corre o risco de ser eleita a mulher mais linda de Hollywood. Com 180 minutos de projeção, poucas cenas de O Lobo poderiam de fato ser descartadas. Resultado: Outro golaço de Scorsese.

Contagem Regressiva

Filme póstumo de Paul Walker traz a melhor atuação de sua carreira

Em Contagem Regressiva, o falecido Paul Walker (Velozes & Furiosos 6) tem lançado o seu primeiro filme póstumo (Brick Mansions chega este ano, e Velozes & Furiosos 7 ainda não definiu o que fará com seu personagem).

É triste dizer também que este é provavelmente o seu melhor desempenho nas telas, porque o ator não está aqui para desfrutar dos possíveis elogios. No filme, Walker vive um sujeito que chega com a mulher grávida pronta para dar a luz, em um hospital. A tragédia do protagonista começa quando sua jovem esposa perde a vida durante o parto da pequena filha. Sua esposa, vivida pela belíssima Genesis Rodriguez (Uma Ladra Sem Limites), aparece apenas na forma de flashbacks em suas lembranças.

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Entre elas estão histórias que conta para a recém-nascida, sobre pedidos de casamento e a forma como se conheceram impedindo um assalto. Todo este trecho é completamente dispensável e de grande pieguice. O que favorece mesmo Contagem Regressiva é a situação extrema que o diretor e roteirista Eric Heisserer (responsável pelos roteiros de recentes remakes de terror como O Enigma de Outro Mundo/A Coisa e A Hora do Pesadelo) cria para seu o protagonista.

Centrando a trama durante a passagem do furacão Katrina pelo sul dos Estados Unidos em 2005, a grande tempestade atinge o hospital aumentando o desespero do homem comum de Walker. Devido à complicação no parto que tirou a vida da mulher, a filha do protagonista nasceu prematura e necessita respirar através de aparelhos em uma incubadora. O hospital é evacuado, mas Walker permanece no local à espera de ajuda e transporte.

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Logo, a energia acaba, e para salvar a vida da filha o protagonista precisa se desdobrar. O sujeito começa a usar um gerador movido à manivela, e de poucos em poucos minutos precisa gerar no braço a energia que manterá sua cria recém-nascida viva. É uma luta por sobrevivência na qual o desespero impera. O interessante é que nenhuma liberdade em relação ao exagero é tomada. O personagem de Walker é apenas um sujeito comum, e não um super-herói (como seria visto com qualquer outro tipo de ator como Jason Statham ou Dwayne Johnson se envolvidos no projeto).

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Embora precise recorrer à violência em determinados momentos, quando saqueadores invadem o local, seu comportamento e reações são sempre os de um sujeito exausto tentando fazer o que é certo. O talento dramático de Paul Walker chama a atenção aqui talvez como nunca antes. O ator deixa a emoção tomar conta em variados momentos. Um em especial é tocante, quando Walker conversa com o espírito de sua falecida esposa.

Nos Estados Unidos houve um pequeno debate sobre o lançamento da obra nos cinemas, pouco tempo depois da morte trágica e inesperada do ator. Esta é uma obra do cinema B, time do qual Walker não se envergonhava em fazer parte, e do qual saía apenas quando estava na companhia de sua “família” de Velozes & Furiosos – uma das franquias mais rentáveis da atualidade. Não deixa de ser verdade que o interesse aumentou em torno de Contagem Regressiva após a morte do ator. Filme que do contrário passaria despercebido. Ou será? Mesmo sem ser uma obra-prima da sétima arte, Contagem Regressiva pode virar Cult por sua trama aflitiva e identificável, além de conter o melhor trabalho da carreira de Walker.

Caminhando com Dinossauros

A versão para o cinema do documentário da BBC

Caminhando com Dinossauros é a versão para o cinema em 3D do famoso documentário da rede BBC Walking with Dinosaurs, criado em 1999. A proposta da obra da TV inglesa era apresentar o comportamento das criaturas pré-históricas interagindo somente entre si de forma realística. Para isso, a animação digital da criação dos animais era feita em cima de cenários reais. Tal elemento é repetido na versão cinematográfica, que pode usufruir de efeitos mais bem detalhados que compõem algumas das criaturas mais realísticas já confeccionadas.

A trama começa com uma família viajando até um local aonde se encontram fósseis de dinossauros. Com atores reias, Karl Urban (Riddick 3) é o tio paleontólogo que leva os sobrinhos para este contato de milhões de anos atrás. Os atores reais ocupam pouco espaço da obra, no entanto. O que o público quer ver são as criaturas. E logo um pássaro chega para servir de ligação ao flashback pré-histórico, e mostrar para o descrente sobrinho rebelde de Urban, que uma aventura de dinossauros pode ser legal.

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Somos introduzidos então à vida no rebanho de tricerátopos, do qual faz parte o protagonista Patchi – ainda um bebê atrás da comida trazida pela mãe no início da obra. Vemos o crescimento do dinossauro, considerado o retardatário de sua ninhada. A voz do protagonista na versão original é de Justin Long (Para Maiores). Seu pai é um verdadeiro campeão de luta e o líder da manada por seleção natural. Porém, ao adentrarem um terreno perigoso, o patriarca dá a vida para salvar a de seus filhos.

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Ao final, Patchi precisa desafiar o irmão pela liderança do grupo, e pelo amor de sua pretendente. Caminhando com Dinossauros é interessante visualmente. Como citado, o design e visual das criaturas nunca foram tão realísticos. Na colisão de dinossauros sentimos o peso do choque, e o impacto de carne e osso. O efeito em 3D é fantástico, principalmente para quem gosta de coisas saltando da tela. Para as crianças é uma experiência única, e traz para essa geração o que as crianças da década de 1990 sentiram ao verem os dinossauros ganhando vida pela primeira vez de forma satisfatória em Jurassic Park (1993).

É claro que existe a mensagem de superação e de nos aceitarmos como somos. Assim como momentos mais intensos para os menores (na sessão na qual estava diversos pequenos sentiram-se amedrontados). A proposta é realmente dar um ar documental à coisa, como esses especiais que vemos sobre animais selvagens se alimentando de gazelas no Discovery Channel. E para desviar das animações de dinossauros bonitinhos, a produção evitou o movimento na boca das criaturas ao falarem. Tudo é feito da forma mais real possível. Mas o clima não é mais pesado do que precisa, e temos quebras na tensão em diversos momentos de alívio cômico.