Fenômeno dos videogames, a franquia Street Fighter ganhou sua primeira adaptação cinematográfica nos anos 90. O resultado foi um filme catastrófico estrelado por Jean-Claude Van Damme. No entanto, como de costume a todo filme ruim lançado no passado, existem alguns saudosistas que defendem o longa até hoje, sabe Deus como. Por isso, o CinePOP separou dez curiosidades sobre a produção de Street Fighter: A Batalha Final. Confira!


Difícil convivência

O elenco do filme teve muitos problemas de convivência com Jean-Claude Van Damme, que além de ser ególatra, estava passando por um problema com uso de drogas. Segundo o ator, ele gastava cerca de US$ 10 mil por semana em cocaína.


Terminal

Por outro lado, o elenco amou trabalhar com Raul Julia, que interpretou M. Bison. O ator passou as filmagens inteiras acompanhado de sua família, já que estava com um câncer terminal de estômago. Quando lançado, o filme foi dedicado a ele, que morreu pouco tempo depois do fim das gravações.

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Mussolini

Para dar vida ao vilão M. Bison, Julia estudou vários ditadores e personagens controversos da história, como Hitler, Mussolini e Pablo Escobar para compor seu personagem. Os movimentos que ele fica fazendo com as mãos, por exemplo, são iguais aos do Mussolini.

Franquias diferentes


Inicialmente, Van Damme foi chamado para fazer o Johnny Cage no filme do Mortal Kombat. No entanto, ele abriu mão do papel para estrelar Street Fighter, a franquia rival dos games de luta, onde teria mais destaque.

Repercussão

Mesmo que tenha sido MASSACRADO pela crítica e pelos próprios fãs da franquia Street Fighter, o filme se tornou um sucesso comercial bem grande, arrecadando quase US$ 100 milhões, tendo custado US$ 35 milhões. Quem acabou escapando das críticas ruins foi Raul Julia, que recebeu muitos elogios por sua atuação.

Fim da linha?

Ming-Na Wen, que interpreta a Chun-Li, disse ter sentido vergonha quando assistiu o filme. Ela afirmou também que temia que sua carreira em Hollywood tivesse acabado. Quem a consolou foi George Clooney, que disse que era necessário bem mais do que um filme ruim para destruir uma carreira em Hollywood.


Caro

A Capcom, empresa que distribui os jogos da franquia, foi a principal produtora do filme. Porém, a condição deles era só fazer o filme se Van Damme aceitasse o papel. Para ter o astro, eles desembolsaram cerca de US$ 8 milhões, deixando US$ 27 milhões para bancar o resto do filme.

Bagunça

As gravações na Tailândia sofreram um atraso absurdo. Para tentar amenizar o prejuízo, o diretor Steven E. de Souza arrancou páginas do roteiro para dar aos produtores a impressão de que estava tudo dentro do prazo. O problema é que eles acabaram voltando sem gravar cenas fundamentais para o filme, e as coreografias de luta acabaram saindo sem coerência. Resultado: tiveram que construir um Set imitando a Tailândia em Vancouver para terminar o filme.

Para maiores


A primeira versão do filme era para maiores de 18, mas a Capcom bateu o pé para ter um filme no máximo PG-13. Então, o diretor fez novos cortes para deixar o filme com classificação etária livre. Porém, após explicar para a Capcom como nenhum jovem iria ao cinema para ver um filme para todos os públicos, os executivos permitiram incluir uma cena em que Van Damme falava um palavrão, aumentando a classificação indicativa para PG-13.

Quase teve sequência

Apesar do massacre da crítica, Van Damme começou a trabalhar numa sequência em 2003. Ele seria acompanhado do partido Dolph Lundgren no elenco. No entanto, a Universal não curtiu tanto a ideia e após anos tentando tirar o projeto do papel, Van Damme acabou desistindo e a franquia sofreu um reboot em 2009.

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