Os Piores Filmes do Primeiro Semestre de 2015

Os Piores Filmes do Primeiro Semestre de 2015

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Passamos da metade do ano. Embora muita coisa boa (e ruim) ainda esteja para estrear, já podemos avaliar o que foi 2015 (pelo menos a sua metade), nos primeiros seis meses de seu ano. Pensando nisso resolvemos formular nossa lista com os destaques tanto positivos quanto negativos de 2015. Nesse texto começaremos com a lista mais divertida – Os Piores Filmes de 2015 (por enquanto). Veja:

10 – A Entrevista (The Interview)

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Talvez a polêmica envolvendo a produção tenha sido a melhor coisa para o filme. Esta sátira ofensiva ao ditador Kim Jong-un aparentemente despertou a ira dos norte coreanos, que ameaçaram ataques terroristas a todos os cinemas americanos que exibissem o filme. Com medo, a Sony resolveu por um lançamento restrito em salas de cinema, e de forma simultânea, para ser assistido em casa através de streaming. Evan Goldberg e Seth Rogen, a dupla por trás do divertidamente insano É o Fim (2013), erra na dose com uma sátira que peca no elemento chave para uma comédia: não possui graça.




9 – A Mulher de Preto 2 / Poltergeist: O Fenômeno (The Woman in Black 2 / Poltergeist)

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Sequências e remakes são dois dos elementos que mais demonstram a falta de criatividade atual em Hollywood. Como se não bastasse, as do gênero terror são ainda mais indesejadas e pouquíssimas vezes dão certo. Por isso, em nono lugar temos um empate técnico, com a sequência que ninguém pediu e a refilmagem que ninguém queria. O primeiro A Mulher de Preto tinha o atrativo da presença de Daniel Radcliffe em seu papel mais maduro até então (de um pai de família). O jovem ator fez questão de se manter bem longe da continuação, que está fadada a cair no esquecimento. Quanto a Poltergeist, bom nem precisa dizer…

8 – O Franco-Atirador (The Gunman)

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Um filme de ação e espionagem protagonizado pelos talentosos Sean Penn, Idris Elba e Javier Bardem, e dirigido por Pierre Morel (que deu novo fôlego para a carreira de Liam Neeson em Busca Implacável) seria garantia de sucesso. Bem, talvez, se esse filme não fosse O Franco-Atirador. Esta obra genérica faz pouco por seus atores e igualmente não deixa espaço para cenas tensas e bem realizadas. Uma trama reciclada e enfadonha, utilizada por um filme que em português ainda teve a audácia de pegar o título de uma das maiores obras-primas da década de 1970.




7 – O Garoto da Casa ao Lado (The Boy Next Door)

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Adentramos uma nova etapa na lista agora. Saímos dos filmes ruins e sem vida, para os filmes que de tão ruins se tornam bons – os chamados “prazeres culposos”. Essa foi a volta da estrela Jennifer Lopez como protagonista (que não estrelava um filme desde 2010, com Plano B – sem contar suas participações em O Que Esperar Quando Você Está Esperando, de 2012, e Parker, de 2013). E para seu retorno triunfal, Lopez escolheu um projeto dirigido por Rob Cohen (Velozes e Furiosos). O resultado? Bem, uma exibição fraca do Supercine, no qual Lopez, uma professora, se relaciona com um vizinho menor de idade. Tudo foi apenas uma desculpa para a estrela mostrar que ainda bate um bolão aos 45 anos. Isso todo mundo já sabia.

6 – O Imperador (Outcast)

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O que seria de uma lista dos piores sem alguma produção estrelada por ele, o rei Nicolas Cage. Eu gosto de Cage, mas fica difícil não incluir um filme seu a cada uma destas listas, por mais que queiramos pegar leve. Aqui, tudo está errado. Essa é uma produção B, que começa com Cage e o “canastra mor” Hayden “Manequim Skywalker” Christensen como cavaleiros templários. O desejo de sangue do jovem faz com que mestre e pupilo sigam seus caminhos separados. Um tempo depois, e Christensen decide ser o guia de dois herdeiros foragidos do Império Chinês. Atente para o reencontro com Cage, em toda a sua glória alucinada – caolho, bêbado e cheio de cobras, é maravilhoso. A geografia descontinuada do local é puro esplendor.

5 – Renascida do Inferno (The Lazarus Effect)

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Quando soube deste projeto me enchi de esperança. Criei expectativas que variavam a similaridade com clássicos como Hellraiser (1987), Re-Animator (1985) e A Volta dos Mortos Vivos 3 (1993), já que a trama falava sobre cientistas trabalhando num experimento para trazer pessoas de volta à vida. Quando as coisas saem errado, a gracinha Olivia Wilde (membro da equipe) é quem precisa ser ressuscitada. É aí que eu ouviria a voz do “Cumpadi Washington”: Sabe de nada inocente. Esse é apenas mais um filme de terror genérico, recheado de clichês ruins e sem qualquer graça ou sangue. Não tem nada de 80´s e se resume aos filmes sem inspiração que ganhamos hoje aos montes. Que desperdício.

4 – O Sétimo Filho (Seventh Son)

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Mais um filme de fantasia capa e espada, com dragões, bruxas, feiticeiros e guerreiros, que se comporta mais como uma orgia de efeitos visuais de computador do que como um filme em si. E se você diz, Senhor dos Anéis também se encaixa no gênero. Eu digo, pense em Eragon (2006). Já vimos essa história quinhentas vezes e aqui ela não traz sequer um diferencial para sobressair. Jeff Bridges é um guerreiro veterano que precisa treinar o substituto Ben Barnes (um dos atores mais azarados de Hollywood atualmente). Os dois precisam combater um mal antigo, que vem nas formas da bruxa Julianne Moore (ainda bem que o efeito Norbit não entrou em jogo para o Oscar da atriz este ano). Nem as presenças das belas e talentosas Alicia Vikander (Ex-Machina) e Antje Traue (O Homem de Aço) conseguem imprimir qualquer brilho.

3 – Simplesmente Acontece (Love, Rosie)

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Se você já viu qualquer comédia romântica, você já viu esse filme. Na verdade, você mesmo sem ter visto pode narrar este filme pra mim, e eu apenas irei confirmando. O casal principal são amigos de infância. Certo, o que mais. Estão apaixonados, mas não revelam até o fim do filme. Isso mesmo, está indo bem. Possui a inevitável cena do aeroporto. Muito bem, continue. Cenas de pastelão envolvendo outras mulheres ou homens em suas vidas. Claro, isso não poderia faltar. Canções melosas que vão ditando as cenas com suas letras. Clichê indispensável, vale ouro. Última pergunta, se os protagonistas são carismáticos? Não me mate, mas gosto de Lily Collins.

2 – Um Santo Vizinho (St. Vincent)

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Tudo o que foi dito em questão de clichês ruins acima se encaixa perfeitamente neste filme também. Mas ao contrário dos outros, este nos dá raiva, principalmente porque muitos irão engoli-lo, interpretando como boas suas cenas aterradoras. O filme redefine o significado da pieguice, pegando Um Grande Garoto (2002) e transformando em algo ruim. A estrutura aqui é a mesma. Um garoto faz amizade com um homem mais velho, sem qualquer ligação real com a vida e os dois irão ensinar muito um ao outro. A mudança vem apenas na figura amarga de Bill Murray, que sai ileso desse desastre de trem. Temos as inevitáveis cenas de dança com o garoto, da corrida de cadeiras de rodas pelo hospital (isso realmente existe fora de um filme?) e tudo acaba com um discurso motivacional do menino na frente de todo o colégio, no qual ele compara um bêbado inconsequente a um santo (sim, pegaram a deixa? É o título do filme e o pôster). E tem gente que levou a sério.

1 – Mortdecai: A Arte da Trapaça (Mortdecai)

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Pior do que filmes B, prazeres culposos, comédias que não deram certo, filmes de ação sem fôlego, filmes de terror pouco inspirados, e outros tão mundanos e recheados de clichês que não conseguimos distingui-los dos outros cinquenta iguais, são os filmes com um grande orçamento, nomes de peso, mas que sequer tentam dar qualquer coisa ao seu público. Ainda estou pensando o que é este Mortdecai. Cenas desconexas, tom desequilibrado atirando para todos os lados, atores tentando fazer graça e trabalhando em modo de brincadeira, enquanto outros dão o melhor de si como se estivessem em um drama sério. Ou seja, se for para definir Mortdecai, seria: uma bagunça completa. Também conhecida como a nova bomba de Johnny Depp.

Menções Desonrosas (Filmes lançados direto em vídeo):

Esquadrão Red Tails (Red Tails), de Anthony Hemingway.
A Minha Casa Caiu (Walk of Shame), de Steven Brill.
Aaliyah: A Princesa do R&B (Princess of R&B), de Bradley Walsh.
Rolou uma Química (Better Living Through Chemestry), de Geoff Moore e David Posamentier.
Morte no Lago (Cottage Country), de Peter Wellington.
Everly, de Joe Lynch.
O Intruso (No Good Deed), de Sam Miller.
Caminhos Cruzados (Repentance), de Philippe Caland.
Paixão (Passion), de Brian De Palma.

Os Melhores Filmes da Primeira Metade de 2015 

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