É tempo de quarentena… O coronavírus é uma realidade e é muito importante que todo mundo faça a sua parte e evite sair de casa o máximo possível. Assim, nos resta pensar em formas de entretenimento para dentro da nossa casa. Como não poderia deixar de ser, o streaming é uma importante ferramenta para nos ajudar a levar o dia a dia de forma mais leve e divertida.

Pensando nisso, o CinePOP tem preparado uma série de listas com recomendações para você assistir na Netflix, no Amazon Prime Video, no Globoplay, dentre muitos outros canais por aí. Agora, chegou o momento de destacar as produções nacionais disponíveis na Netflix.

Segue a lista! E boa maratona!

 

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014)

Dirigido por Daniel Ribeiro, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é um delicado, divertido e apaixonante drama romântico brasileiro. Uma obra importante no campo da acessibilidade e dos direitos LGBTQ, mas que é acima de tudo uma boa história. Leonardo (Ghilherme Lobo) é um adolescente cego que busca sua independência ao mesmo tempo em que lida com problemas na escola e uma mãe superprotetora. A chegada de Gabriel (Fabio Audi) na escola faz com que Leonardo se abra mais para o mundo e descubra mais sobre sua sexualidade e si mesmo. O longa desenvolve a premissa do curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, também de Ribeiro, no qual os mesmos personagens lidavam com o medo do primeiro beijo. 

 

Aproveite para assistir:

O Silêncio do Céu (2016)

Conhecido do circuito de festivais com obras como Trabalhar Cansa e Quando Eu Era Vivo, o diretor Marco Dutra fez seu trabalho mais ambicioso com O Silêncio do Céu. Filmado no Uruguai, com elenco internacional, o longa conta a história de uma mulher que é vítima de um estupro em sua própria casa. Ela decide esconder o acontecimento do marido, mas ele acaba descobrindo e passa a buscar se vingar dos criminosos. Leonardo Sbaraglia, Carolina Dieckmann e Chino Darín formam o ótimo trio de protagonistas do filme produzido por Rodrigo Teixeira. Premiado com três Kikitos no Festival de Cinema de Gramado, inclusive o de Melhor Filme segundo o Júri da Crítica.

 

Como Nossos Pais (2017)

Uma das novidades de março na Netflix. Com título inspirado na clássica canção de Belchior, Como Nossos Pais conta a história de Rosa (Maria Ribeiro), uma mulher de 38 anos que vive uma crise no casamento, luta para criar as filhas e sofre com incertezas profissionais, e que, ao mesmo tempo, recebe uma notícia bombástica da mãe (Clarisse Abujamra). Parece um grande melodrama, mas é uma obra simpática e delicada. Paulo Vilhena, Jorge Mautner e Herson Capri completam o elenco da produção. A direção é da sempre ótima Laís Bodanzky. Exibido no Festival de Berlim 2017. Grande vencedor do Festival de Gramado do mesmo ano, conquistando seis Kikitos, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Ator.

 

Aquarius (2016)

Você está dentre as pessoas que surtou com Bacurau no ano passado? Pois bem, antes de Bacurau existiu Aquarius. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa gira em torno de Clara (Sonia Braga), uma jornalista aposentada de 65 anos. Viúva e mãe de três filhos adultos, ela mora num velho apartamento localizado em área nobre do Recife. Determinado dia, uma construtora decide construir um novo e moderno prédio no espaço e passa a tentar convencer Clara a vender seu apartamento. Quando ela se recusa, os responsáveis pelo projeto buscam formas menos pacíficas de pressioná-la. O filme trata de especulação imobiliária e sobre resistência. O elenco traz ainda nomes como Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Humberto Carrão, Fernando Teixeira e Barbara Colen. Exibido no Festival de Cannes 2016.

 

O Som ao Redor (2012)

Bem antes de Bacurau e Aquarius, Kleber Mendonça Filho lançou o incrível O Som ao Redor, sua estreia em longas de ficção. A trama acompanha moradores de uma rua do Recife que decidem contratar um serviço de vigilantes para se sentirem mais seguros. O que deveria transmitir segurança, no entanto acaba por reforçar o permanente estado de medo da população. Mais uma vez, o diretor trata do tema da especulação imobiliária e da violência urbana, seja física, seja mental. Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings, Waldemar José Solha e Irma Brown formam o elenco principal. Prêmio de Melhor Filme e Melhor Roteiro no Festival do Rio de 2012.

 

Menino Maluquinho: O Filme (1995)

Um verdadeiro clássico do cinema infanto-juvenil brasileiro, Menino Maluquinho: O Filme é o programa perfeito para aqueles que precisam incluir crianças em suas maratonas. O diretor Helvécio Ratton conseguiu transportar o personagem criado por Ziraldo com perfeição para a tela grande. O Maluquinho é divertido, encantador e fascinante. A trama acompanha as travessuras de um jovem garoto na casa dos avós após o divórcio dos pais. Samuel Costa caiu como uma luva na pele do personagem-título, enquanto que Patricia Pillar, Roberto Bomtempo, Luiz Carlos Arutin, Vera Holtz, Othon Bastos e Tonico Pereira completam o elenco principal.

 

La Vingança (2016)

Daniel Furlan é mais conhecido por seu trabalho na internet, especialmente com Falha de Cobertura e Choque de Cultura. Nos cinemas, ele se destacou no divertido TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva. Um ano antes da comédia estrelada por Tatá Werneck, Daniel marcou presença em uma divertida e pequena comédia que teve menos reconhecimento do que deveria: La Vingança. A trama acompanha dois amigos que embarcam em uma viagem de carro até Buenos Aires após um deles pegar sua mulher na cama com um argentino. Além de Furlan, o elenco conta com as presenças de Felipe Rocha e Leandra Leal. A direção é de Fernando Fraiha.

 

Elena (2012)

Antes de conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Documentário por Democracia em Vertigem, a diretora Petra Costa obteve reconhecimento contando uma história bem pessoal. Elena é um documentário que celebra Elena Andrade, irmã mais velha de Petra, que se mudou para Nova York com o sonho de ser atriz e que acabou sofrendo com uma depressão que levou ao seu suicídio. Petra embarca para os Estados Unidos buscando respostas sobre a vida da irmã. O objetivo não é contar passo a passo de sua trajetória, mas celebrar sua pessoa e, de certa forma, tentar lidar com o que aconteceu. É uma espécie de filme-poema. Delicado, sensível e envolvente. Premiado no Festival de Brasília de 2012.

 

Temporada (2018)

Um dos grandes nomes do cinema independente no Brasil, André Novais Oliveira surgiu com destaque com Ela Volta na Quinta, premiado no Olhar de Cinema – Festival Internacional de Cinema de Curitiba. O cineasta alcançou a maturidade profissional com seu projeto seguinte: Temporada. Exibido em eventos por todo mundo e vencedor de cinco Candangos no Festival de Brasília – incluindo Melhor Filme -, o longa acompanha Juliana (Grace Passô), uma mulher que deixa Itaúna, no interior de Minas Gerais, para trabalhar no departamento de políticas sanitárias de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Enquanto espera que o marido se junte a ela, Juliana vai construindo uma nova vida e enfrentando desafios diferentes. Russo Apr e Rejane Faria integram o elenco.

 

Branco Sai, Preto Fica (2014)

Quem conhece o cinema de Adirley Queirós sabe o que esperar, mas muita gente pode se surpreender com esse misto de ficção e documentário que, por vezes, pode parecer hermético, mas que também é de uma interpretação relativamente clara. Branco Sai, Preto Fica parte de uma premissa real para contar uma história fictícia. Na trama, dois homem lidam com as marcas após serem vítimas de tiros em um baile de black music na periferia de Brasília. Um terceiro homem chega do futuro para tentar investigar o que aconteceu e jogar uma luz sobre os problemas da sociedade. Grande vencedor do Festival de Brasília de 2014. Um dos 100 melhores documentários brasileiros da história segundo publicação da ABRACCINE.

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