12 Pontos Para Prestar Atenção em ‘Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seya: O Começo’

Antes de tudo: essa é uma matéria para você que já viu o filme ou que não se incomoda com spoilers. Se não é o seu caso, vá ao cinema e depois volte aqui para ler o material, combinado?

Isto dito, ‘Os Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seya: O Começo’ está cheio de coisa bacana para você que é fã. E para você, que não é, fica a dica desses pontos aqui para melhor entender o filme e ficar de olho nos próximos.

12 – Acordes

Sentiu falta da música tema dos CDZ? Pois é, não tocou, nem em português, nem em japonês. Entretanto, ela estava lá… No momento em que Seya está prestes a pular da nave e ir salvar Saori, os primeiros acordes da música tocam de fundo, em ritmo mais lento, e só o comecinho… mas suficiente para acender o cosmos do coração do fã.

11 – Saori

Dessa vez Sienna/Saori foi interpretada por uma atriz loira com traços ocidentais. Apesar isso, todo o resto se manteve: Saori sempre foi uma pobre menina rica, bastante mimada e vira e mexe mandava uns venenos pra cima dos meninos (principalmente à Seya), e, nossa, às vezes até os personagens respondiam. Aliás, boa parte do relacionamento dos dois se baseou, primeiramente, por ela ficar cheia dos preconceitos pra cima dele, chamando-o de pobre e faminto. Bom, isso se manteve no filme, embora cause estranheza. No anime, entretanto, com o avançar das coisas, Saori vai ganhando sabedoria (dã, ela é a deusa da sabedoria né), então, espera-se que para os próximos a personagem também melhore. Tomara.

10 – Marim recuando do golpe

Uma cena clássica do treinamento de Seya, em que ele está combatendo Marim. Tem no filme, e, além de ser uma fase importante do anime, o filme conseguiu reproduzir a mesma cena do anime, em que Marim recua ao receber o primeiro golpe do cosmos de Pégaso, freando o deslize com dois dedos no chão. Puxa, tem até uma figurinha no álbum com essa cena! Aliás, o álbum de figurinhas (os dois) funciona como um storyboard pro filme – ao menos na parte da história que é contada.

9 – A armadura de treino

Depois que Seya conquista a confiança da armadura de Pégaso ele passa a usar uma armadura “de treino”, que consiste em apenas a ombreira e o protetor do braço esquerdo, ligados por correias que cruzam na altura do coração. Apesar da aparência mequetrefe, é assim que Seya (e os outros, com o perdão do meme) perambulam durante boa parte das aventuras, vestindo a armadura completa só na hora do vamos ver. Mais um atento olhar no anime clássico.

8 – A morte de Sean Bean

Essa observação aqui é só pra rir mesmo. Sean Bean interpretou o Ned Stark, em ‘Game of Thrones’, e morreu na primeira temporada. Antes disso, foi o Boromir, em ‘O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel’, que morreu no primeiro filme. E agora ele participa de mais uma franquia de sucesso, e adivinha o que acontece logo no primeiro filme? Pois é gente, o meme está pronto…

7 – A irmã de Seya

Quem viu o anime sabe quem é a irmã desaparecida do Seya. Mas, de todo modo, vale esclarecer uma confusãozinha que o filme provocou: na cena em que Seya está treinando e está prestes a acender seu cosmos, a imagem de sua irmã pequena aparece à esquerda, sendo em seguida substituída por uma imagem de Saori. Isso foi meio nada a ver do filme, gerando uma confusão desnecessária: Saori não é irmã do Seya, ok?

6 – O guarda-costas de Saori

O carequinha de óculos escuros e colete cuidando de Saori, pilotando aeronaves: reconheceu ele? É uma adaptação do personagem Tatsumi Tokomaru, aquele guarda-costas fortão e de terno azul que ficava pra cima e pra baixo tentando cuidar da Saori, enquanto ela.

5 – Ausência dos golpes

Você deve ter percebido que, apesar de lutarem contra si, Seya e Ikki não pronunciaram os nomes de seus golpes antes de desferi-los, como no anime. Esperamos que isso seja por questões de aprendizado, afinal, eles ainda estariam em formação…

4 – Constelação zodiacal

É singelo, é meio rápido, mas, perceba, já no terço final do filme, quando Seya começa a solidificar melhor seus golpes: na batalha contra Ikki, Seya começa a desenhar a constelação zodiacal de Pégaso, tal como no anime, e, atrás dele, aparece a constelação suavemente em azul, com as estrelas marcadas. Com o Ikki também acontece rapidinho, mas como a câmera não abre, não dá para ver tão bem quanto com Seya.

3 – O poder de Ikki

O fã lembra qual era o poder bizarro de Ikki. Mas vale explicar, já que não ficou evidente no filme: um de seus golpes principais evocava o pior pesadelo de seu oponente, criando uma ilusão de ótica em que a pessoa se vê diante do seu grande medo e, portanto, fica paralisada, tornando-se um alvo fácil. Ele é capaz de destruir a mente da pessoa com seu Golpe Fantasma de Fênix.

2 – Roupas mundanas

Qualquer imagem pode comprovar: no dia a dia, Seya e sua turma usavam roupas comuns. Seya, por exemplo, usava uma calça jeans surrada, tênis branco e uma blusa vermelha sem mangas (na verdade, com elas enroladas até o ombro). No live-action, Seya usa exatamente essa roupa o tempo todo, respeitando o original do mangá. O mesmo vale para Ikki, com calça e camiseta escuras. A única mudança foi Saori (pra variar), com roupinhas contemporâneas mudando a cada cena. Ao menos quando vira Athena o vestidão grego tá lá.

1 – O brinco de Ikki

Percebeu o brinquinho do Ikki? Percebeu meeeesmo? Notou que ele tem uma ponta em seta pendurada? Este é o símbolo de Andrômeda, ao qual seu irmão, Shun, detém a armadura. Na ausência de pós-créditos, ficou aí um sinal subliminar de quem vai aparecer no próximo filme…

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Janda Montenegro
Janda Montenegrohttps://cinepop.com.br
Janda Montenegro é doutora-pesquisadora em Literatura Brasileira no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ com ênfase nas literaturas preta e indígenas de autoria brasileira contemporâneas. De origem peruana amazônica, Janda é uma palavra em tupi que significa “voar”. Desde 2018 trabalha como crítica de cinema nos portais CinePOP e Cabine Secreta. É curadora, repórter cultural, assistente de direção e roteirista. Co-proprietária da produtora Cabine Secreta e autora dos romances Antes do 174 (2010), O Incrível Mundo do Senhor da Chuva (2011); Por enquanto, adeus (2013); A Love Tale (2014); Três Dias Para Sempre (2015); Um Coração para o Homem de Lata (2016); Aconteceu Naquele Natal (2018,). O Último Adeus (2023). Cinéfila desde pequena, escreve seus textos sem usar chat GPT e já entrevistou centenas de artistas, dentre os quais Xuxa, Viola Davis, Willem Dafoe, Luca Guadanigno e Dakota Johnson.