Steven Spielberg fez sua estreia no gênero musical com ‘Amor, Sublime Amor‘ (‘West Side Story’), remake do clássico filme homônimo dirigido por Jerome Robbins e Robert Wise em 1961.

O enredo da versão de Spielberg permanece o mesmo: dois adolescentes se apaixonam na cidade de Nova York dos anos 1950, apesar de terem ligações com gangues de rua rivais, os Jets e os Sharks.

O filme é estrelado por Ansel Elgort e Rachel Zegler como Tony e María, e também conta com Ariana DeBose, David Alvarez e Mike Faist.

Rita Moreno, que estrelou o original, aparece como coadjuvante e é a produtora executiva desta vez.



Mesmo sendo elogiada como uma obra-prima pelos críticos, a versão de Spielberg incomodou por conta de um detalhe: a falta de legenda nas cenas em que o elenco fala espanhol.

Durante uma entrevista para o IndieWire, Spielberg explicou que há um raciocínio por trás da decisão.

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O diretor disse que optou por omitir as legendas “por respeito à inclusão de nossas intenções de contratar um elenco totalmente Latino para interpretar os meninos e meninas dos Sharks”.

Embora muitos possam argumentar contra sua escolha, acreditando que ela deixa o público que não fala espanhol sem saber o que está sendo dito, o diretor sentiu que precisava respeitar o idioma e seu elenco.



Em sua justificativa, ele completa:

“Essa foi uma ordem que dei a Cindy Tolan, que escalou o filme, que eu não iria em nenhuma audição que não fosse de [atores com] pais, avós ou eles próprios de países latino-americanos. Especialmente sobre Porto Rico, nós procuramos muito em Porto Rico, temos 20 performistas em nosso filme de Porto Rico ou que são Nuyorican [termo usado para definir porto-riquenhos que vivem em Nova York]. Isso foi muito importante e está de acordo com o meu raciocínio para não legendar as falas em espanhol.”

Para Spielberg, legendar o espanhol tiraria a força do idioma, e ele queria o contrário, queria que as origens latinas ganhasse destaque na trama.

“Se eu legendasse, estaria simplesmente sobrepondo o inglês ao espanhol e dando ao inglês o poder sobre o espanhol. Eu não queria que isso acontecesse nesse filme, eu precisava respeitar o idioma o suficiente para não legendar.”

A decisão de Spielberg é importante, não apenas para o público do filme, mas para o elenco.

Moreno até falou sobre a falta de diversidade da versão de 1961, em que atores brancos eram maquiados para parecerem porto-riquenhos. Para ela, as escolhas criativas de Spielberg contribuem para uma melhor representação dos atores Latinos em Hollywood.

Lembrando que o longa chega aos cinemas em 09 de dezembro.



No Rotten Tomatoes, a produção abriu com 95% de aprovação, com altíssima nota 8.40/10 baseada em 79 reviews. A encargo de comparação, a versão original, lançada em 1961, tem um índice de aceitação de 93%.

Confira os principais comentários abaixo:

“Como você honra o passado e reconhece os erros? Com consideração e habilidade e Rita Moreno” – Thrillist.

Amor, Sublime Amor de Steven Spielberg fica em seu melhor quando se concentra no estudo de um personagem de cada vez” – Slant Magazine.

“Surpreendentemente, Spielberg consegue melhorar o filme original com mais autenticidade e, dessa forma, mais emoções cruas e significado” – Beyond the Trailer.


“[O filme] expande e fortalece cada detalhe e personagem concebíveis” – Flickering Myth.

Amor, Sublime Amor está recheado de coreografias estelares e performances de tirar o fôlego” – Perri Nemiroff.

Amor, Sublime Amor‘ se passa na Nova York da década de 1950 e conta a história de um casal apaixonado tentando salvar seu romance ao mesmo tempo que são divididos pela rivalidade entre as gangues branca e latina das quais fazem parte: Tony é integrante dos Jets e Maria dos Sharks, tudo inspirado em outro clássico, ‘Romeu e Julieta’ de Shakespeare.

O longa é protagonizado por Ansel Elgort (‘A Culpa é das Estrelas’) e a estreante Rachel Zegler, nos papéis de Tony e Maria, respectivamente.

O roteiro fica por conta do premiado Tony Kushner, indicado ao Oscar e ganhador do Prêmio Pulitzer. Leonard Bernstein, Stephen Sondheim e Jerome Robbins cuidam da música, das letras e da coreografia. 

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