O último final de semana antes do Oscar chegou – mas isso pode não significar nada para muita gente que, embora curta assistir a filmes e séries, não necessariamente curtem o estilo dos filmes que são indicados à estatueta dourada. Aí, bate aquele tédio de o quê assistir na Netflix, ainda mais depois de uma leva de produções tão meia-boca que veio essa semana. Mas… fiquem tranquilos, porque a solução do seu final de semana se chama ‘Gokushufudou: Tatsu Imortal’.

Pare tudo e leia essa sinopse: Tatsu (Kenjirô Tsuda) trabalhou muitos anos na yakuza, que são as organizações criminosas do Japão. Cansado da vida de crime, Tatsu larga tudo e se torna… dono de casa. É, é isso mesmo. Assim, seu dia a dia passa a ser os desafios de inventar receitas novas para o almoço, limpar a casa, comprar os alimentos, cuidar do gato, etc. Sim, os de-as-fi-os, porque para um dos mais perigosos membros da yakuza, nem mesmo descascar legumes pode haver falhas.

Baseada nos mangás de Kousuke Oono, a série tem apenas cinco episódios com pouco mais de quinze minutinhos cada capítulo. Porém, os capítulos são divididos também em historinhas, cada uma com menos de três minutos, de modo que em um episódio de quinze minutos temos entre cinco e seis aventuras. Todas elas têm um final meio “tcham!”, deixando o espectador com cara de “!” – como as reações gráficas dos próprios personagens nas artes do mangá.



O grande diferencial da série de Chiaki Kon é justamente o contraste de dois mundos completamente improváveis de andar juntos: o universo doméstico e o submundo do crime. Por isso, as situações enfrentadas por Tatsu são tão improváveis – e, portanto, hilárias. A forma como o roteiro apresenta os desafios de Tatsu – sempre exagerado, dramático ao extremo, reforçando a distância desses dois mundos – só aumenta a carga de comicidade da série, afinal, uma tarefa super simples, como fazer uma faxina, para Tatsu vira uma verdadeira missão de vida, que precisa ser realizada com afinco e perfeccionismo. Tatsu cria um exagero tão exagerado (com o perdão da redundância), que, sério, não tem como não rir.

Não bastasse esse protagonista dramático, os personagens secundários que interagem com ele também acompanham esse absurdo. Tirando a esposa de Tatsu, Miku (Shizuka Itô), que provavelmente é a única normal na trama, todos os outros personagens reagem de maneira completamente surreal aos episódios, especialmente quando ex-integrantes da yakuza encontram com Tatsu Imortal pelas ruas. Ele, que sempre anda de avental por aí, fala coisas simples como “vou te dar um patinho de borracha para te acompanhar na banheira” e o mafioso, em toda a sua paranoia gerada pelo medo, já conclui coisas como “banho? Banheira? Afogar? Ele vai me afogar!”. Ô drama!



Gokushufudou: Tatsu Imortal’ é uma série completamente surreal e hilária. Curtinha, dá pra ver inteirinha em uma hora. Não tem como não rir, mesmo se mangá e anime não for sua praia – afinal, desde o ano passado todo mundo passou pelos desafios dos afazeres domésticos, então, não tem como não se relacionar com os dramas de Tatsu. Portanto, já favorita essa série aí na sua listinha, que é risada na certa!

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