Jurassic Park fez um enorme estrondo crítico e financeiro quando saiu em 1993, rendendo nada menos que duas sequências e uma franquia derivada intitulada Jurassic World que caminha para seu terceiro longa-metragem. E, apesar dos tropeços, Jurassic Park 3’, lançado há exatos vinte anos, continua como um subestimado título que merecia maior atenção.

Ambientado novamente na Ilha Sorna, a trama traz de volta o o Dr. Alan Grant (Sam Neill), que continua dedicando sua vida a estudar dinossauros e desenvolve uma teoria sobre o desenvolvimento da inteligência dos velocirraptores. Desesperado em busca de fundos para dar prosseguimento à sua pesquisa, ele aceita a oferta de Paul (William H. Macy) e Amanda Kirby (Téa Leoni), dois milionários que desejam fazer uma excursão aérea na Ilha Sorna e que querem contratá-lo para acompanhá-los. Porém, durante a viagem o Dr. Alan Grant descobre a verdadeira intenção dos Kirby, que é descer até a Ilha Sorna para procurar seu filho, que desapareceu no local em uma expedição ocorrida 8 semanas antes. Apesar da oposição de Grant, eles pousam na ilha e acabam sendo atacados por uma nova espécie de dinossauro, maior e mais feroz que o tiranossauro rex.

Apesar das críticas mistas, a produção arrecadou mais de US$360 milhões ao redor do mundo (um sucesso considerável, apesar de ser a menor bilheteria dos três filmes da saga original). E, para celebrar seu aniversário, separamos uma lista com dez curiosidades de bastidores, que você confere abaixo:



  • Algumas sequências de ação são emprestadas de ideias descartadas dos dois primeiros filmes – que estavam nos rascunhos iniciais do roteiro, mas foram removidas em virtude da falta de tempo e das restrições de orçamento. As cenas em questão incluem o ataque dos pteranodontes e a sequência do barco.
  • A cena de encerramento, que traz Dr. Grant observando uma horda de pteranodontes, seria a conclusão inicial de Jurassic Park (1993); entretanto, a ideia foi substituída de última hora, colocando pelicanos em vez dos dinossauros voadores.

  • O espinossauro foi o maior animatronic construído para a saga. Com quase 8 metros de altura e 12 de comprimento, ele pesava 10,8 mil quilogramas e era operado por hidráulica. Isso possibilitava que o dinossauro ficasse totalmente submergido em água.
  • O telefone tocando no estômago do espinossauro é uma homenagem ao crocodilo de ‘Peter Pan’, que havia engolido um relógio que disparava toda vez que ele estava por perto – alertando os outros de sua presença.

Aproveite para assistir:

  • Em entrevista, o astro Jeff Goldblum confirmou que não foi convidado a reprisar seu papel como o Dr. Ian Malcolm no terceiro capítulo da franquia. Felizmente, Goldblum estará em Jurassic World 3’, que estreia em 2022.
  • A locação do rio, no filme, foi construída nos estúdios da Universal – e é o mesmo utilizado no clássico cult ‘O Monstro da Lagoa Negra’, de 1954.
  • Stellan SkarsgardSteve BuscemiTony Shalhoub foram considerados para interpretar Cooper no longa-metragem. Eventualmente, o papel foi dado a John Diehl.

  • O primeiro rascunho do roteiro envolvia um grupo de adolescentes abandonados na Ilha Sorna. A ideia foi reutilizada para a aclamada animação Jurassic World: Acampamento Jurássico’ – apesar de certos elementos terem sido mudados, como a ambientação na Ilha Nublar e o fato da narrativa ocorrer entre os eventos de Jurassic WorldJurassic World: Reino Ameaçado’.
  • O supervisor de efeitos visuais Stan Winston caracterizou as criaturas do filme como “os dinossauros mais paleontologicamente corretos” já criados. “Artisticamente, criamos [os dinossauros] com pesquisa científica que é, agora, a própria ciência. A ciência influenciou a arte, e agora a arte influencia a ciência”, ele comentou.
  • A tecnologia utilizada no filme ressoa similar a diversos clássicos do cinema, incluindo ‘O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final’‘Aliens, o Resgate’ e até mesmo ‘Gasparzinho, o Fantasminha Camarada’.
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