Durante uma entrevista para a NME, o diretor Darren Aronofsky revelou que ainda sofre ameaças por conta de seu polêmico filme ‘Mãe‘, lançado em 2017.

Tudo isso porque o filme utiliza referências bíblicas enquanto narra a vida de um casal recém-chegado à sua nova casa, onde vivem diversas situações representando passagens do livro sagrado.

Enquanto participava do Festival de Cinema El Gouna, o cineasta foi irônico ao dizer que é alvo das ‘melhores’ mensagens de ódio que alguém poderia receber.

Por outro lado, ele disse que também recebe muitas mensagens positivas por conta da obra, por isso tem consciência de que está fazendo a coisa certa.



“Ainda recebo algumas das melhores mensagens de ódio de todos os tempos, o que é ótimo. Mas também sou surpreendido por pessoas que realmente se conectam com o filme lembra por que você está fazendo isso.”

Aronofsky disse que um espectador irritado até conseguiu seu número de celular e mandou uma mensagem infantil, dizendo que ele e sua família consumiriam carvão e causariam o máximo de poluição possível ao planeta para irritá-lo.

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Para quem não compreendeu a mensagem do filme, o ‘Mãe!‘ do título refere-se à mãe natureza, e grande parte do público considera o roteiro uma propaganda brega contra a poluição.

E parece que os debates sobre seu significado estão voltando a dominar as redes sociais desde que o filme chegou ao catálogo da Netflix.



Estrelado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem, ‘Mãe!‘ usa alegorias bíblicas para contar a história de um casal que se muda para uma mansão enquanto tentam iniciar uma nova vida.

Enquanto ele se concentra em seu ofício como escritor e planeja uma história arrebatadora, ela tenta transformar a mansão em um verdadeiro lar.

No entanto, a chegada de um estranho desencadeia uma série de eventos catastróficos que a levam à beira da loucura, incluindo visões de um coração palpitando nas paredes da casa.

Apesar da premissa instigante, ‘Mãe!‘ recebeu apenas 68% de aprovação da crítica e foi um desastre comercial, arrecadando míseros US$ 44 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 32 milhões.

Para piorar a situação, o longa foi indicado em 2018 a diversas categorias do Framboesa de Ouro, considerado o prêmio mais temido do cinema por eleger os piores filmes e atuações de um determinado ano.

Além de Pior Direção, a ‘obra mal compreendida’ de Aronofsky ainda ainda rendeu as indicações de Pior Ator Coadjuvante e Pior Atriz, o que gerou uma chuva de comentários negativos sobre Lawrence.



Após a má recepção, a estrela evitava entrar em detalhes sobre o filme, e até chegou a mostrar o dedo do meio para uma equipe de jornalistas numa coletiva de imprensa em Nova York quando foi pressionada sobre os detalhes da trama.

Quase quatro anos após a estreia, parece que os assinantes da Netflix estão demonstrando reações tão negativas quanto o público que acompanhou a repercussão no ano de lançamento.

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