Os 10 Melhores Filmes Originais da Netflix

Os 10 Melhores Filmes Originais da Netflix



Esta semana os fãs estão em polvorosa, pois a partir de quinta-feira poderão assistir de antemão nas telonas de cinema a nova produção original da Netflix, O Irlandês, do cineasta Martin Scorsese – que irá estrear na plataforma no fim deste mês.

Com tantas produções de qualidade em vias de estrear no site de streaming mais famoso de todos, como Dois Papas, de Fernando Meirelles, e História de um Casamento, com Scarlett Johansson, é quase certo que a Netflix irá emplacar no Oscar novamente no próximo ano. E para quem ainda não conferiu ir aquecendo os motores, já está disponível na plataforma o elogiadíssimo Meu Nome é Dolemite, filme que coloca Eddie Muprhy e Wesley Snipes no radar de premiações.

Pensando nisso, o CinePOP resolveu listar para você os melhores filmes originais produzidos pela Netflix. E para tudo ficar mais democrático, como sempre, a pesquisa foi feita em cima da opinião do grande público – o que pode incluir críticos, cinéfilos, profissionais da indústria, especialistas, entusiastas e o espectador comum.

Antes de começarmos a lista, vale dizer que nem todos os filmes elogiados por gregos e troianos encontraram lugar na lista, então aqui vão algumas menções honrosas de filmes que são adorados: Aniquilação (2018), 22 de julho (2018), Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo (2017), Estrada Sem Lei (2019), The Dirt – Confissões do Mötley Crüe (2019), Primeiro Mataram Meu Pai (2017), Crônicas de Natal (2018) e Para Todos os Garotos que Já Amei (2018).

Aproveite para assistir:


Ps. Vale lembrar também que nesta lista não trataremos de nenhum documentário, apenas filmes de ficção. Estamos pensando em fazer uma lista só para os documentários em breve.

Sem mais delongas, vem conhecer.

10 | Jadotville  (2016)

Estrelado por Jamie Dornan, o Sr. Grey da franquia 50 Tons de Cinza, este longa ação é baseado no livro de Declan Power. Recontando uma história real, este drama biográfico de guerra narra a trajetória do Comandante irlandês Pat Quinlan (Dornan) que liderou sua tropa fazendo cerco à invasão de mercenários franceses e belgas no Congo na década de 1960. No elenco, nomes como Emmanuelle Seigner, Guillaume Canet e Mark Strong.

09 | Amizades Improváveis (2016)

Mais acostumado a papeis em comédias, e recentemente tendo adentrado o universo de super-heróis da Marvel como o Homem-Formiga (2015 e 2018), Paul Rudd apostou num drama em sua primeira colaboração com a Netflix. Tudo bem que o longa, igualmente baseado num livro, tem doses de humor – muitas vezes incorreto. Aqui, Rudd vive um sujeito participando de um projeto social como cuidador de jovens deficientes para superar um trauma de família. Ele parte em uma viagem pelo país com um rapaz preso a uma cadeira de rodas (papel de Craig Roberts). No caminho, encontram a “rebelde” personagem de Selena Gomez.

08 | Okja (2017)

Em cartaz com o sucesso absoluto Parasita, enaltecido como um dos melhores filmes deste ano, o talentoso cineasta sul coreano Bong Joon-ho marca presença na lista dos melhores filmes originais da Netflix. A pareceria do colosso do audiovisual com a mente criativa do diretor se deu neste projeto de cunho ecológico. Escrita pelo próprio Joon-ho, a história apresenta uma empresa criando um novo animal em laboratório – uma espécie de vaca misturada com hipopótamo. O propósito do animal é uma comida mais saudável, mas para o teste, diversos fazendeiros devem criar um bicho para ver qual irá se mostrar mais apto à produção em massa. No entanto, a netinha de um destes fazendeiros acaba se afeiçoando a uma das criaturas, a quem ela nomeia Okja.

Crítica | Okja – produção Netflix de prestígio, saída de Cannes, estreia na plataforma

07 | A Balada de Buster Scruggs (2018)

Este projeto dos renomados irmãos Coen inicialmente nasceria como uma série, dividida em episódios. Se formos parar para pensar, a ideia não foi muito modificada, já que se transformou num filme episódico, sem ligação entre suas histórias, contando seis subtramas como uma verdadeira antologia. Com todas as suas tramas passadas no velho oeste, o longa varia os gêneros de seus trechos, desde a comédia/ musical (a melhor delas), passando por drama, suspense e até histórias existencialistas. Surpreendendo a todos, o filme dos Coen foi indicado a três Oscar: figurino, canção e roteiro adaptado.

Crítica | A Balada de Buster Scruggs – Relatos Selvagens do Velho Oeste

06 | Meu Nome é Dolemite (2019)

O mais recente sucesso da Netflix também encontra lugar na lista. Meu Nome é Dolemite é um drama biográfico, dono de muito bom humor, que funciona como uma mistura de Ed Wood (1994) e Artista do Desastre (2017), mas voltado ao universo do cinema blaxploitation da década de 1970. O longa também celebra os retornos à boa forma de Eddie Murphy e Wesley Snipes, cotados a prêmios na próxima temporada.

Crítica TIFF | Meu Nome é Dolemite – A redenção de Eddie Murphy

05 | O Rei (2019)

E se Dolemite foi lançado na plataforma há pouco tempo, este drama medieval épico estreou há menos tempo ainda. Novo trabalho dos parceiros David Michôd e Joel Edgerton no roteiro, depois de The Rover – A Caçada (2014). Este é o segundo longa que Michôd dirige para a Netflix depois de War Machine (2017), estrelado por Brad Pitt. Aqui, temos recontada a história de Henrique V, e sua ascensão ao trono da Inglaterra. O personagem histórico é vivido pelo jovem Timothée Chalamet, e o elenco conta ainda com Robert Pattinson.

Crítica | ‘O Rei’ é um épico de guerra que funciona melhor como drama histórico

04 | El Camino: A Breaking Bad Film (2019)

A série Breaking Bad (2008-2013) indiscutivelmente é um dos maiores sucessos televisivos dos últimos anos, ou quem sabe de todos os tempos. Seu criador, Vince Gilligan, soube capitalizar em cima do sucesso e tratou de gerar um derivado, Better Call Saul, que mesmo bem diferente do material original, também se tornou sucesso. Agora, o próprio Gilligan escreve, produz e dirige o primeiro longa do universo de Breaking Bad – focando no personagem de Aaron Paul, Jesse Pinkman. O filme continua a trajetória do sujeito e igualmente conquistou tantos elogios que chega em quarta posição de nossa lista.

Crítica Netflix | El Camino: A redenção de Jesse Pinkman em um filme que honra sua jornada

03 | O Menino que Descobriu o Vento (2019)

Esta história de que a Netflix só fazer filmes ruins já caiu por terra há tempos, é só dar uma olhada em quantos longas de excelência a casa lançou só este ano – na lista este já é o quarto. Baseado numa história real e no livro que serviu como as memórias do protagonista, chega este drama que chamou muita atenção no início do ano por seu teor emotivo. A obra marca a estreia na direção do ator indicado ao Oscar Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão), que também adapta o roteiro e estrela a produção. Na trama, um menino desenvolve um gerador de vento para salvar sua família e sua aldeia de fome e sede, em Malawi, África.

Crítica | O Menino que Descobriu o Vento – Drama africano possui mensagem fortíssima

02 | Beasts of No Nation (2015)

A primeira produção original da Netflix mostrou que o colosso não estava para brincadeira. Logo de casa a empresa emplacou um golaço com este drama cru baseado num livro sobre as experiências de um garoto transformado em soldado da guerra civil de um país africano não nomeado. O longa traz um desempenho impactante de Idris Elba na pele do guerrilheiro aliciador de crianças para seu exército. Na época, a Netflix fez uma forte campanha para a entrada do longa no Oscar, mas a Academia então vetou a participação da obra. Alguns anos depois e as portas foram abertas para a empresa, que já conseguiu emplacar algumas de suas produções na maior festa do cinema mundial.

01 | Roma (2018)

No topo do pódio como a melhor produção original está Roma, drama de Alfonso Cuarón, indicado para 10 prêmios no Oscar deste ano, incluindo melhor filme, atriz, atriz coadjuvante e roteiro, e vencedor de três: fotografia, filme estrangeiro e diretor. Só por este currículo, podemos ver que sua liderança é justificada. Pelo menos cacife a obra possui. Escrito pelo próprio Cuarón, sobre suas experiências na infância, o longa foi todo produzido em preto e branco, e faz uso de técnicas de filmagens riquíssimas, como somente um mestre do porte do diretor mexicano pode entregar. A trama narra a trajetória de uma jovem mexicana que trabalha como empregada doméstica de uma família, ao mesmo tempo precisando lidar com seus problemas pessoais, como uma gravidez indesejada.

Crítica | Roma: Alfonso Cuarón faz carta de amor à sua babá no melhor filme de 2018



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