Sim, amiguinhos! A temporada de prêmios já está entre nós. 2018 passou voando, como de praxe, e já estamos no início de 2019. O novo ano já se formou diante de nossos olhos e mais uma edição do Oscar trará o que de melhor passou pelas telas mundiais. É claro que antes da maior premiação do mundo do cinema, outras de grande importância passaram – como os prêmios dos Sindicatos e o Globo de Ouro (ambos fortes termômetros para as indicações nos prêmios da Academia).

Os especialistas já começaram a falar e apontar, e nós do CinePOP também iremos dar nossos pitacos sobre o que pode acontecer amanhã, no anúncio dos indicados. Lembrando que até o dia da cerimônia em si ainda tem chão pela frente e favoritos agora podem perder força, e vice versa. Lembrando também que algumas destas produções ainda não aportaram em nosso país.

Oscar 2019 | MELHOR ATRIZ – Nossos Palpites para as Indicadas

Nasce uma Estrela

No momento, na visão deste que vos fala, apenas quatro filmes estão trancados com a certeza de indicação para o Oscar de melhor filme: Roma, A Favorita, Green Book e Nasce uma Estrela. Começaremos por este que é o mais popular. A estreia com pé direito na direção do ator Bradley Cooper é um dos filmes mais adorados desta temporada. Mesmo que venha perdendo momento, o longa emplacou em importantes premiações como o Globo de Ouro, o BAFTA e o SAG. Sua indicação no Oscar é certa.

Oscar 2019 | Melhor Ator – Nossos Palpites para os Indicados

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Green Book: O Guia

Outro trancado na categoria principal é Green Book, o feel good do ano. Dirigido por Peter Farrelly, especialista em comédias escrachadas e incorretas, o longa fala sobre um tema muito em voga, o racismo. Por esta qualidade, e por abordar o tema de forma mais “sutil”, como fizeram no passado Estrelas Além do Tempo (2016) e Histórias Cruzadas (2011), o filme se torna mais palatável ao grande público. O curioso é que ninguém contava com a aparição e com a força que Green Book teria, lá atrás no início da corrida. O filme, além de três vitórias importantes no Globo de Ouro (entre elas, melhor filme de comédia), foi indicado ao BAFTA e figura como o número 193 entre os 250 melhores de todos os tempos na opinião do grande público no Imdb.

Oscar 2019 | Melhor Atriz Coadjuvante – Nossos Palpites para as Indicadas

A Favorita

É muito bom termos todo ano filmes como A Favorita indicados entre os melhores no Oscar. Este tipo de filme não segue a linha do politicamente correto, e aposta numa atmosfera subversiva e controversa. Mesmo assim, se comparado aos trabalhos anteriores do diretor Yorgos Lanthimos, este filme sobre a corte inglesa é até bem comportado. O longa protagonizado por Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz esteve indicado ao Globo de Ouro e é um dos filmes mais elogiados da temporada.

Oscar 2019 | Melhor Ator Coadjuvante – Nossos Palpites para os Indicados

Roma

Chegamos ao último filme certo de receber uma indicação na próxima terça-feira – ao menos na visão deste amigo que vos fala. Esta é também a escolha mais polêmica. Roma, do celebrado Alfonso Cuarón, é um drama estilizado, considerado “filme de arte”, em preto e branco e para piorar a situação de não ter “cara de Oscar”, a obra é uma produção original Netflix. Ou seja, quebra um grande paradigma com a Academia – e terá que enfrentar a fúria dos exibidores (ou algum acordo será feito de tais filmes serem exibidos antes nas salas, como as produções da Amazon – Roma inclusive chegou a passar pelos cinemas). O fato é que Roma tem aparecido bastante nas premiações e Cuarón vem levando tudo como diretor, o que pode refletir nos prêmios da Academia. Fora isso, em matéria de representatividade, Roma também faz por merecer.

Oscar 2019 | Melhor Diretor – Nossos Palpites para os Indicados

Pantera Negra

Pantera Negra é o filme mais popular de 2018 e o maior sucesso do ano. O longa virou sinônimo de representatividade e provou que blockbusters protagonizados por um elenco majoritariamente negro funcionam. E funcionam muito bem. Depois de Corra! emplacar fortemente na edição passada do Oscar – uma mistura de filme de entretenimento com consciência -, chega a hora de Pantera Negra fazer o mesmo. O longa vem aparecendo nas principais premiações e se ficar de fora do Oscar, será uma grande decepção. Se entrar, será o primeiro filme da história do tipo a ter tal honraria. Não é melhor do que tantos outros do gênero, vide O Cavaleiro das Trevas (2008), mas sem dúvidas é o mais importante.

Infiltrado na Klan

Seguindo pela mesma narrativa, Infiltrado na Klan aborda o tema racial de forma fervorosa. Elogiadíssimo em diversos círculos, o longa foi responsável por trazer o controverso cineasta Spike Lee de volta aos holofotes – sumido desde meados da década de 1990. Apesar de seu valor – tanto crítico, quanto de entretenimento – Infiltrando na Klan vem perdendo momento e de todas as premiações em que figurou, não ganhou nada muito importante. Talvez seja o caso de um filme “arroz de festa”, comparece, mas só acompanha. É uma pena, mas a indicação já serve como vitória para Lee ser abraçado novamente pela sociedade de Hollywood.

Vice

Exibido recentemente para a imprensa brasileira, Vice é o novo trabalho do diretor Adam McKay. Saído das comédias escrachadas de Will Ferrell, McKay já emplacou no Oscar há algumas edições com o filme A Grande Aposta (2015). Assim como o filme citado, o novo trabalho do diretor é polêmico ao abordar figuras e fatos recentes da história norte-americana. Ao invés da crise imobiliária e econômica que abalou o país, citada no longa de 2015, desta vez é o radical vice-presidente da era George W. Bush, Dick Cheney, quem ganha os holofotes. O estilo do cineasta permanece, com uma narrativa dinâmica e engraçada, montagem criativa e moderna, e bastante a dizer. Vice, no entanto, permanece uma incógnita entre os indicados.

Se a Rua Beale Falasse

Agora adentramos a parte da lista das hipóteses um pouco mais longínquas. Tudo bem que Se a Rua Beale Falasse é o novo trabalho do celebrado Barry Jenkins (de Moonlight), mas a verdade é que o longa não tem chamado tanta atenção quanto deveria e não tem emplacado com força nas principais premiações – além de ter dividido crítica e público por onde passou. Para quem pretendia ver um novo duelo entre Jenkins e Damien Chazelle – na revanche de La La Land versus Moonlight (os que gostam de ver o circo pegando fogo) -, talvez fique a ver navios. Mesmo assim, não é bom descartar por completo a obra, afinal são dez possíveis indicados.

Bohemian Rhapsody

Este longa faz o caminho inverso de Rua Beale. Aqui, é preciso esconder a polêmica em torno do filme e de seus bastidores e se apegar somente ao sucesso monstruoso que a obra fez junto ao público. Bohemian Rhapsody é um dos grandes sucessos populares da segunda metade de 2018 – mesmo tendo igualmente dividido a crítica. É impossível negar a força da produção e assim como Pantera Negra, a Academia visa dar cada vez mais ouvidos ao popular. A produção mostrou sua força no Globo de Ouro – onde levou para casa o melhor filme de drama (desbancando medalhões como Nasce uma Estrela, Infiltrado na Klan e Pantera Negra) e o de melhor ator para Rami Malek (personificando Freddie Mercury). Fora isso, já se tornou tão querido dos fãs, que é atualmente o número 147 dos 250 melhores filmes de todos os tempos na opinião do grande público. Contra o filme, o fato do diretor Bryan Singer ter sido acusado de assédio e ter sumido do mapa.

O Primeiro Homem

Pois é, depois do controverso Oscar de 2017 – quando La La Land foi o vitorioso por poucos minutos, antes do impeachment – esperava-se um novo embate entre os trabalhos de Damien Chazelle e Barry Jenkins. Afinal, depois de uma grande consagração, os próximos projetos de cineastas em alta ficam sempre no radar. Porém, ambos Rua Beale e O Primeiro Homem – apesar do hype inicial – parecem ter caído no esquecimento coletivo na hora de prêmios. O Primeiro Homem em especial era para ser um dos grandes de 2018, já que celebra um herói americano em tempos tão difíceis. O astronauta Neil Armstrong e seu pouso na lua trazem esperança de uma época mais simples ao público. Nunca se sabe, mas hoje o pensamento é de que o filme decolará apenas em quesitos técnicos (e pode ser que respingue na categoria de atriz coadjuvante).

O Retorno de Mary Poppins

Ainda falando de possibilidades mais remotas, O Retorno de Mary Poppins era um dos filmes mais esperados de 2018 – ou quem sabe dos últimos anos. O original de 1964, protagonizado pela imortal Julie Andrews, teve um saldo de 5 Oscar, incluindo melhor atriz, e outras 8 indicações (entre elas, melhor filme). Tudo bem que não devemos comparar, mas as apostas estavam altas. Amanhã, O Retorno de Mary Poppins e Emily Blunt poderão estar entre os indicados do ano – no entanto, as probabilidades não são grandes. Atriz e filme apareceram no Globo de Ouro, porém, o novo musical não tem arrebatado plateias como esperado. Os tempos são outros…

A Mula

Este, se aparecer, será uma das grandes surpresas do ano. Novo trabalho de Clint Eastwood como diretor, e último trabalho de Clint Eastwood como ator. O veterano anunciou aposentadoria na frente das câmeras após o longa, que conta a história de um idoso necessitado de dinheiro, que termina aceitando um trabalho muito perigoso, transportar drogas através da fronteira. O filme é baseado numa história real. O problema aqui é que não vem sendo muito mencionado e pode passar em branco. Levando em conta que a Academia adora Eastwood (e quem não gosta?) e que Sniper Americano (2014), também dirigido por ele, teve uma carreira parecida – aparecendo somente nos 45 do segundo tempo para arrebatar 6 indicações (entre elas melhor filme, ator e roteiro) e a vitória de edição de som -, A Mula não está totalmente descartado.

No Coração da Escuridão

Outro azarão da noite pode ser este trabalho elogiadíssimo do diretor Paul Schrader – lendário por ter assinado o roteiro de clássicos como Táxi Driver (1976) e Touro Indomável (1980). O filme, que traz Ethan Hawke protagonizando como um padre, estreou no Festival de Veneza de 2017, e depois disso teve uma carreira tímida – porém, sendo muito mencionado em rodas de críticos. No Brasil, sequer cheiro do longa ainda – que pode ser impulsionado caso exploda no Oscar (apesar de um destino em vídeo ser mais provável). O que acontece é que seu lançamento ocorreu na primeira metade do ano, e somente filmes que permanecem na boca do povo durante toda a trajetória, são lembrados em indicações (como o caso de Meia Noite em Paris, Corra! e este ano com Pantera Negra). Se for indicado, First Reformed poderá ocupar a vaga da produção independente do ano.

Outras Possibilidades:

Um Lugar Silencioso
Hereditário
Poderia me Perdoar?
A Esposa
O Peso do Passado
Tully
As Viúvas
O Retorno de Bem
Duas Rainhas
Suprema
Colette
Vox Lux
Vida Selvagem
O Favorito
O Ódio que Você Semeia
Sem Rastros
The Old Man & The Gun
Querido Menino
Boy Erased

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