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‘BH90210’: Revival de ‘Barrados no Baile’ ganha novo teaser divertido; Assista!

A FOX divulgou um novo teaser de ‘BH90210‘, revival da série clássica ‘Barrados no Baile‘.

Confira:

Criada por Darren Star, a série original estreou em 1991 e durou por 10 temporadas. Além disso, a produção ganhou um remake na CW, que rendeu mais cinco ciclos.

O projeto tem uma proposta diferente: os atores interpretam versões “intensificadas” de si mesmos – à medida que se reúnem e consideram o lançamento de um revival da série original. A ideia é mostrar os bastidores do reencontro do elenco original quando eles decidem tocar um revival de Barrados no Baile, em um mix de série com reality. Após seguirem seus próprios caminhos desde que a série terminou, Jason, Shannen, Jennie, Ian, Gabrielle, Brian e Tori se reúnem quando um deles sugere que é hora de fazer um revival. O que acontecerá no reencontro desse icônico elenco, que cresceu diante dos olhos de todo o mundo nas telas, quando eles tentarem dar continuidade de onde pararam?

A nova versão contará com o retorno do elenco original, entre eles: Shannen Doherty, Jason PriestleyJennie GarthIan ZieringGabrielle CarterisBrian Austin GreenTori Spelling.

Com 6 episódios encomendados, a primeira temporada estreia no dia 7 de agosto.

Samara Weaving quebra tudo no novo clipe de ‘Guns Akimbo’; Assista!

A comédia cheia de ação ‘Guns Akimbo’, estrelada por Daniel Radcliffe, ganhou um novo clipe.

Confira:

Escrito e dirigido por Jason Lei Howden, a produção que mescla ação com comédia trará Radcliffe como Miles, um homem que gasta seus dias em um emprego ruim, evitando responsabilidades, à medida que também lida com sua ex-namorada Nova.

Na trama, o jovem acaba se envolvendo com um site que força pessoas estranhas a lutarem em um jogo mortal, exibindo os entraves por meio de um livestream, para o deleite das audiências sedentas por sangue. Seu envolvimento acaba acarretando no sequestro de Nova e agora Miles deve lutar para resgatar sua amada.

Samara Weaving também estrelará.

Guns Akimbo’ será lançado no dia 28 de fevereiro.

‘Desalma’: Série brasileira sobre possessão demoníaca estreia na GloboPlay!

A série de terror brasileira ‘Desalma‘ estreou oficialmente no catálogo da GloboPlay. Todos os 10 episódios do primeiro ciclo já estão disponíveis no serviço de streaming.

A história se passa em Brígida, uma cidade brasileira colonizada por ucranianos, que bane uma festa pagã após uma tragédia. Trinta anos depois, ela está de volta, mas eventos sombrios afligem a cidade.

Confira o trailer:

Escrita por Ana Paula Maia e dirigida por João Paulo Jabur e Pablo Müller, a trama sobrenatural se passa em Brígida, uma comunidade de tradições ucranianas localizada no Sul do Brasil, apresentando temas como rituais de bruxaria, terror psicológico e paganismo.

Para manter a originalidade, todas as cenas foram gravadas em colônias ucranianas no Rio Grande do Sul, nas cidades de Antônio Prado e São Francisco de Paula.

Cássia Kis, Cláudia Abreu e Maria Ribeiro estrelam a produção.

Festa de Ivana Kupala 1988.

‘The Turn of the Key’: Ator de ‘Espiral’ adaptará terror sobre casa sinistra

De acordo com o Deadline, Max Minghella, que estrelou ‘Espiral – O Legado de Jogos Mortais’, será responsável pelo roteiro do terror ‘The Turn of the Key‘, que será baseado no livro homônimo escrito por Ruth Ware.

Jamie Bell (‘Quarteto Fantástico’) também irá coescrever o enredo.

Na trama…

Uma mulher que encontra um anúncio para trabalhar como babá em uma casa inteligente, com alta tecnologia. Apesar do generoso salário, uma bela locação, uma casa incrível e uma família aparentemente perfeita, logo se torna claro que nada é o que parece.

Ainda não foi confirmado se algum dos roteiristas também fará parte do elenco da produção.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘X’: Terror com Jenna Ortega conquista 100% de aprovação no RT; Confira as reações!

Com 5 críticas publicadas até o momento, o terror ‘X‘, novo filme do cineasta Ti West (‘A Casa do Diabo’), conquistou 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.

O consenso geral é que o terror, além de extremamente violento, também traz uma mensagem importante em sua narrativa. Além disso, a produção conta com personagens carismáticos e bem construídos.

Separamos os trechos das principais críticas:

“Um filme com uma narrativa diferente que demonstra por que [Ti] West deveria ter o poder total de criar filmes de terror cômicos insanos com mais frequência. Esse longa é incrível!” (Bloody Disgusting)

“Além de personagens bem desenvolvidos, ‘X’ também traz ótimas mortes, uma narrativa com um bom ritmo, que faz uma ponderação real sobre sexo, juventude e o nosso terror coletivo do envelhecimento.” (Cinapse)

“Uma década após seu último filme de terror, Ti West retorna para provar que ele ainda tem o dom. Sua direção está ainda mais afiada com o passar do tempo, com sua exploração violenta da nossa própria mortalidade.” (ComicBook)

“Os personagens desse filme realmente parecem pessoas de verdade.” (Variety)

“‘X’ é aquele tipo incomum de terror que traz um debate sobre sexualidade. Não é apenas sobre a carnificina acontecendo na tela contra a pequena equipe de um pornô amador.” (Rue Morgue Magazine)

Confira o trailer:

Além da direção, Ti West também é responsável pelo roteiro do filme.

Em 1979, um grupo de cineastas viajam até a zona rural do Texas para gravar um filme adulto, mas sua anfitriã reclusa os pega no ato e eles logo precisam lutar desesperadamente por suas vidas.

O elenco conta com Brittany Snow (‘A Morte te Convida para Dançar’), Mia Goth (‘Suspiria’), Jenna Ortega (‘Pânico’), Scott Mescudi (‘Não Olhe para Cima’), Martin Henderson (‘O Chamado’), Owen Campbell (‘Tempos Obscuros’) e Stephen Ure (‘Máquinas Mortais’).

O terror será lançado pela A24 nos cinemas norte-americanos no dia 18 de março.

‘Mad Max: Furiosa’: Anya Taylor-Joy NÃO consultou Charlize Theron para o papel

Em entrevista ao PEOPLE, Anya Taylor-Joy revelou não ter consultado a atriz Charlize Theron ao assumir o papel da Imperatriz Furiosa na pré-sequência de ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘.

Taylor-Joy queria ter a chance de incorporar a personagem de sua própria forma, mas afirmou estar ansiosa para encontrar Theron após as filmagens, e trocar histórias sobre suas experiências ao dar vida ao papel.

“A Charlize é uma pessoa incrível. Sinto que nós duas nos deparamos em uma situação em que nós respeitamos e não queríamos entrar em contato antes das filmagens [da pré-sequência]. Assim que as gravações e a coletiva de imprensa terminarem, nós iremos sair para um jantar e trocar histórias sobre nossa experiência.”

Anteriormente, Theron havia revelado ter ficado decepcionada por não poder voltar a interpretar a personagem: “Foi difícil, mas eu respeito completamente o George Miller, até mais após as filmagens de ‘Estrada da Fúria’. Ele é um mestre, e desejo o seu melhor. É um pouco triste, porque eu realmente amei aquela personagem. Sou muito grata por ter contribuído na criação dela.”

Lembrando que o filme que deve estrear em 2024 e tem direção de George Miller, que comandou o filme anterior.

Lançado em 2015, ‘Mad Max: Estrada da Fúria‘ é considerado um sucesso pela crítica especializada, alcançando 97% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes, além de receber seis estatuetas do Oscar entre dez indicações.

Apesar disso, o longa arrecadou apenas US$ 378.9 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 150 milhões.

Humanos vs. robôs no trailer legendado de ‘PLUTO’, novo anime da Netflix

A Netflix divulgou o trailer legendado do anime ‘PLUTO‘.

Confira:

Baseada no mangá homônimo criado por Naoki Urasawa e Takashi Nagasaki, a produção será lançada na plataforma no dia 26 de outubro.

Quando os sete robôs mais avançados do mundo e seus aliados humanos são assassinados um a um, o Inspetor Gesicht logo descobre que também está em perigo.

A produção conta com as vozes de Shinshu Fuji, Yoko Hikasa, Minori Suzuki, Hiroki Yasumoto, Koichi Yamadera e Hidenobu Kiuchi.

#OscarSoWhite: Precisamos conversar sobre o Oscar ser acusado de racismo…

As opiniões que seguem são uma visão pessoal sobre a questão do racismo no Oscar, não representando, necessariamente, a opinião do CinePOP ou de seus integrantes. Certamente os frequentadores do site sabem do que estou falando, mas aí vai um resumo para quem chegou agora:

Pelo segundo ano consecutivo, a maioria dos indicados ao Oscar (não só na categoria de ator) são pessoas com a pela branca. Os primeiros a criticar foram o diretor Spike Lee e a atriz Jada Pinkett Smith, esposa de Will Smith, seguidos por George Clooney, Michael Moore, Mark Ruffalo, e, lógico, Barack Obama (vocês já viram político perder oportunidade de faturar?!), entre outros. Logo veio o boicote, com artistas recusando-se a ir à premiação, inclusive Spike Lee, laureado pelo prêmio honorário da Academia no mês de novembro. E como tudo hoje em dia (do combate ao Zika à divulgação de paçoca em supermercado), a polêmica ganhou a sua hashtag #OscarSoWhite.

Não vejo a Academia como racista. Não porque não haja racismo nos EUA, mas porque a ausência de negros não significa racismo por parte dos votantes ou um complô contra a negritude, ou qualquer coisa do gênero.

Will Smith

Vamos começar pelo básico. Chris Rock, ator negro, será o apresentador da cerimônia neste ano. Reggie Hudlin, produtor da cerimônia, é negro. Spike Lee, negro, ganhou o Oscar honorário da temporada. E a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaac, é negra. Ora, alguém acredita que um bando de racistas colocaria uma negra como presidente da instituição da qual fazem parte? Ou permitiriam que um negro levasse um Oscar honorário enquanto outros dois organizam a festa?! Certamente, seriam racistas masoquistas.

Há outro dado básico, mas pouco conhecido. A revista The Economist comparou a proporção de indicados e vencedores do Oscar com a população dos EUA. Mesmo reconhecendo o problema de sub-representação de certos grupos, a revista constata que a proporção de negros indicados e vencedores do prêmio não diverge muito da proporção de negro na população norte-americana. A desproporção é maior entre latinos e asiáticos.

Os dados devem ser lidos com cuidado e contexto. A primeira indicação de um negro foi a atriz Hattie McDaniel, a Mammy, de …E o vento levou, no ano de 1939. O primeiro negro a levar a estatueta foi Sidney Poitier, por Uma voz nas sombras, em 1963. As proporções começaram a mudar fins da década 1990 e nos anos 2000, acompanhando as mudanças na sociedade norte-americana, após o abandonou do regime de segregação racial. Se as mudanças sócias nos EUA ajudam a explicar o porquê a maioria dos vencedores estão em anos recentes, também demonstra que a Academia pode estar à frente: no ano que Poitier venceu, vivia-se o auge dos movimentos negros.

Sidney Poitier

Os dados da The Economist apenas ajudam a perceber que o problema não passa pela representatividade nas indicações ao Oscar, muito menos que a solução seja cotizar a premiação, reservando espaço para cada grupo minoritário. O problema, se existe, não está em uma suposta Academia racista. A questão está mais embaixo, na forma como a Academia se organiza e na forma como a indústria se desenvolve.

Seguindo uma lógica toda sua, quando se começou a falar que o problema não estava na seleção dos indicados, rapidamente o #OscarSoWhite começou a ser, também, um discurso sobre a falta de oportunidades para os negros no mundo do cinema e o vídeo da Viola Davis viralizou. Nele, a atriz, visivelmente emocionada, falou das dificuldades dos negros para conseguirem espaço na indústria. Seu discurso tem o mérito de localizar melhor o problema.

Atacar a seleção, alegando racismo, é atacar o produto de um processo que lhe é anterior. Observando como Hollywood funciona, notamos a dificuldade para certos grupos de atores (ou de outros profissionais) para conseguirem posição. O problema não se limita aos negros. Além deles, vemos reclamações de mulheres (dá um Google nas últimas cerimônias pra você ver) e, com menos ressonância, de atores mais velhos. Podemos listar uma infinidade de pessoas que apontam dificuldades de arranjar trabalho no cinema por causa de um traço físico. Acontece que apenas alguns grupos mais organizados conseguem ressonância. Agora, não acredito que as dificuldades desses tantos grupos possa ser atribuída ao preconceito/racismo. Ao menos, não no sentido que muitos grupos querem passar ou que a geleia geral costuma entender.

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Em geral, os grupos mais organizados (como das mulheres e dos negros) apontam o machismo e o racismo como as causas de suas dificuldades, recorrendo, algumas vezes, a noção de que esses preconceitos são estruturais. Trocando em miúdos, que são preconceitos que se impõem de forma inconsciente, mas ele está lá, e você precisa assumir que é um machista e racista e se contentar em ser um eterno culpado por essas inconsciências. Por outro lado, o público que lê essas notícias no conforto da sua timeline, certamente irá pensar num homem, branco, heterossexual e produtor de cinema, que, guiado apenas por seus preconceitos, nega chance para esses grupos.

Sinceramente, se não temos uma força coercitiva impondo uma repressão contra certo grupo, não acho certo falar em “preconceito estrutural”. Sei que esses grupos de pressão têm outra coisa em mente quando falam em machismos e racismo estrutural. Eles pensam em elementos da cultura que privilegiam X e não Y. Contudo, da maneira como conduzem o debate, simplificam a vida, como se todos os problemas fossem frutos daquele traço que eles decidiram eleger como foco, e dão a um problema real uma resposta surreal e ineficiente – quando não, desejam apenas substituir um preconceito por outro.

No caso dos negros no cinema, reduzir tudo ao racismo implica em desconsiderar as dificuldades que outras pessoas passam (sabem aquele lance, a minha dor é maior que a sua?!, então!). Não quero aqui atacar a experiência pessoal da Viola Davis ou de qualquer outro ator. Estou questionando certo tipo discurso, que talvez a Viola Davis reproduza de forma inconsciente, assim como alguém que faz piada ofensiva sem perceber.

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Esse tipo de discurso esquece um elemento chave em Hollywood (e em todo o mundo): a grana! Na boa, meus amigos, vocês realmente acham que um produtor vai investir dinheiro e, só para oprimir um grupo, não irá colocar um ator negro de sucesso no filme? Ou ele vai patrocinar um filme machista só porque ele quer oprimir as mulheres?

Quem financia, mesmo quando tem sensibilidade artística, quer que o filme seja assistido pelo maior público possível. Se até em produções independentes rola isso, só que em outra escala, quanto mais em mega produções. A relação entre risco e dinheiro é inversa: quanto maior o risco, menos dinheiro; quando menor o risco, mais dinheiro. Resultado: os Estúdios vão fazer seus filmes atenderem ao gosto médio. Aqui, sim, podemos falar em preconceitos.

Encontrar o gosto médio do público alvo envolve encontrar preferências comuns em um universo de pessoas. Dependendo do público alvo, certos preconceitos aparecem. Certo público pode ser, realmente, racista com negros. Mas, nada impede que o público alvo tenha preconceitos com católicos. Além do mais, certas coisas nem podem ser vistas como preconceito. Pensem, a média dos fãs do Batman aceitaria um ator negro ou loiro interpretando Bruce Wayne? Ou lembrem da grita que foi a escolha de Daniel Craig como o novo James Bond; um absurdo um 007 loiro, falavam. Hoje, a ideia de um Bond negro sofre tanta resistência. Não é racismo, mas apego excessivo dos fãs ao material original. Enfim, as razões são infinitas.

Os olhos mais frios do Estúdio nem sempre permitem observar mudanças no público (ou mesmo fatias esquecidas dele). Daí, alguém com mais sensibilidade artística é importante para detectar mudanças no público. O problema é convencer o dono do dinheiro a apostar nessa sensibilidade. Poucos investiriam os tubos em um Star Wars baseado na intuição do artista. Pra isso, existe a câmera do iPhone 6.

Essa relação entre dinheiro e gosto médio ajuda a explicar a dificuldade de certos grupos para conseguirem espaço. Por outro lado, esse livre marcado cinematográfico também é uma chance. Se alguém provar que filmes só com atores negros dá retorno, os grandes estúdios vão correr atrás! Foi isso que aconteceu com as mulheres. O aumento de filmes protagonizados por atrizes, especialmente os de ação, ocorre porque se percebeu um nicho esquecido. Bato muito mais palmas para Reese Witherspoon, que com sua produtora, a Pacific Standard, vem focando em trabalhos protagonizados por mulheres. É uma forma mais inteligente e com melhores resultados do que o protesto de Spike Lee e companhia. Se o problema ainda fosse o Código Hays, o protesto teria alguma eficiência. Hoje, acaba ou sendo inócuo, ou gerando um clima de pressão nos votantes para sempre colocar negros na disputa. Pergunto, alguém ficaria realmente feliz em ser premiado em um ambiente assim?

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Outra coisa, a falta de oportunidades é de desconhecidos. Sinceramente, o filho do Will Smith tem menos chances do que um branco anônimo no interior dos EUA? Certamente, as pessoas que hoje protestam passaram dificuldades, como outros profissionais. Alguns mais, outros menos. Porém, elas se encontram em posição privilegiada. Para mim, soa até ofensivo com quem está começando a carreira a postura de certas estrelas. Sinceramente, Spike Lee e Jada Pinkett Smith fariam muitos mais pelos negros desconhecidos dos EUA se investissem seu dinheiro e prestígio em uma produtora que desse oportunidade aos iniciantes. Daí em diante, que as qualidades artísticas prevaleçam. Contudo, isso dá trabalho, custa dinheiro e não massageia o ego.

Assim como eu critico a visão simplista do #OscarSoWhite, não podemos achar que outras variáveis não influenciam na decisão dos produtores. Podemos, inclusive, encontrar quem coloque seus preconceitos acima dos negócios e da arte.

Apesar do cinema ser a sétima arte, a arte foi a maior vítima desse debate. O discurso do #OscarSoWhite empurrou para a sombra o mérito artístico dos indicados e não evidenciou o maior problema da Academia, a sua progressiva irrelevância artística.

Faz uns bons anos – lá pelo começo dos anos 2000 – que a Academia indica trabalhos comportados, que não desafiam os limites da linguagem cinematográfica. Quando não, são realmente filmes ruins. Isso vale para todas as categorias. Filmes inovadores como Drive foram esquecidos. Este ano, Sicário está em somente 3 categorias. Quentin Tarantino e P.T. Anderson, dois dos diretores mais importantes da atualidade, não levaram nenhuma estatueta de melhor diretor. E para citar um ator negro, Samuel L. Jackson fez atuações esplendidas em Django Livre e em Os Oito Odiados e não foi indicada.

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A Academia também não prestigia o melhor dos blockbusters, como a Trilogia Batman de Christopher Nolan, por exemplo. Ora, até os críticos enxergam méritos em muitas superproduções, mas a Academia não?? Mesmo reconhecendo que o nível de Hollywood já foi bem melhor, um prêmio da indústria esnobar os bons produtos dessa indústria causa espanto.

Poderia desfiar uma centena de grandes esquecidos e a conclusão seria a mesma: a Academia ao invés de liderar a inovação, torna-se um museu sem grandes novidades. Ao invés de focar no melhor de sua indústria, foca no mediano, fazendo do Oscar um merchan de filmes produzidos, muitos vezes, para ganhar… o Oscar! Raros são os anos nos quais os indicados, de ponta a ponta, eram filmes para a posteridade. Este ano, basicamente Mad Max: Estrada da Fúria pode ser chamado de ousado. A estrutura da Academia ajuda a explicar esse fenômeno.

São seis mil (isso mesmo, 6.000) membros, não só norte-americanos. São pessoas que atuam nas mais diversas áreas da indústria do cinema. No fundo, pessoas comuns, como eu e você, com suas singularidades, seus gostos, preconceitos, qualidades e defeitos. Para voltarmos ao ponto inicial deste texto, é surreal imaginar um complô desse pessoal contra os negros. Alguém poderia puxar o dado de que a maioria dos membros são homens e brancos, como se isso embutisse nessa gente um pensamento único. Indo além desse coletivismo tacanho, prefiro seguir outra lógica, a de que com seis mil membros, facilmente o gosto médio se sobressai. Claro que nem todos votam, é preciso estar com a anuidade em dia!

Com esse cenário, fica mais fácil perceber a raiz do processo de irrelevância pelo qual vem passando o Oscar. A presidente Cheryl Boone Isaac propôs algumas mudanças buscando uma academia com maior representatividade, em resposta à campanha #OscarSoWhite. Não acho que as propostas vão dar resultado no curto prazo. As propostas focam nas questões de raças, gêneros, idade, etc, e esquecendo a parte estética.

Não sei dar uma solução para essa progressiva irrelevância. Espero que os baixos índices de audiência da cerimônia do Oscar ajudem a Academia a achar a solução. Pessoalmente, torça para que as propostas tenham como efeito colateral a melhora da qualidade artística das indicações. O que não é necessário sinônimo de diversidade racial, sexual, religiosa, política, etc. Se amanhã, as melhores obrar foram de descendentes de latinos, que os latinos sejam a maioria entre os indicados.

O que certamente não contribui nem para melhoria dos padrões artísticos das indicações, nem para os profissionais iniciantes (de qualquer cor), muito menos para conscientizar alguém de algum erro, é a campanha #OscarSoWhite. Não se enganem, assim como a falta de negros entre os indicados tem múltiplas causas, certamente as motivações de Spike Lee, Jada Pinkett Smith e companhia vão além do sentimento de justiça social.

Spike Lee 2

Oscar não é só reconhecimento artístico. É prestígio, é bilheteria, são novas propostas de trabalho, é poder. A probabilidade de figuras como Spike Lee e Jada Pinkett Smith, cujas carreiras andas bastante irrelevantes, terem motivações pouco nobres não é descartável. Mesmo Will Smith pode pisar em falso. Ele vem de um período de vacas magras. Seu filme Um Homem Entre Gigantes parecia ser um novo gás na carreira. Com a quebra das expectativas de uma indicação, o filme murchou. Dificilmente poderemos confirmar, mas estamos falando de sentimentos bem comuns entre as pessoas.

Em qualquer competição artística, razões não artísticas invadem o juízo dos votantes. Ao invés de lutar para que o mérito estético prevaleça, a campanha #OscarSoWhite coloca mais coisa (a questão racial) para desviar a votação do que interessa: escolher quem produzir bons trabalhos. Também lançar dúvidas sobre futuros negros indicados. Se ano que vem o filme The Birth of a Nation, do diretor Nate Parker, levar muitos Oscars, mesmo que toda a crítica jure que o filme é esplendido, ficará a dúvida se o prêmio foi por merecimento ou por pressão de movimentos como o #OscarSoWhite. Parabéns, Spike, parabéns, Jada, vocês podem ter conseguido uma cota para vocês, mas também ganharam a sombra dessa dúvida.

Espero que a Academia encontre o rumo da relevância estética. Que nos próximos anos, os indicados sejam grandes filmes. E que as pessoas entendam que preconceito não é privilégio de branco. Todos temos preconceitos, alguns contra negros, outros até contra eleitores do Partido Republicano. Não se preocupe, você ainda vai achar o seu! Quando achar, tente pensar que as pessoas vão muito além de uma única característica. Não é fácil combater um preconceito, ao menos dá mais trabalho do que bolar hashtag.

Nota: Link da revista The Economist: http://www.economist.com/blogs/prospero/2016/01/film-and-race

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Por que ‘Beast Games’, baseado em Round 6, vem fazendo enorme sucesso na PRIME VIDEO?

Não é de hoje que o gênero televisivo – acho que podemos chamar dessa forma – ‘Reality Show’ se tornou uma verdadeira febre não só no Brasil mas em todo o mundo. Sem roteiros, mostrando a vida real em diversas situações, esse formato teve seu início em 1973 com a série norte-americana An American Family que, dividida em 12 capítulos, mostrou a vida de uma família na Califórnia.

Daqueles tempos até hoje muitos projetos nessa linha foram feitos, e com alguns estrondosos sucessos, como um dos programas mais populares do mundo: o BBB. Quem participa de um reality show sai completamente do anonimato para uma exposição total que tem seu lado positivo mas também negativo.

Baseado em um vídeo viral e também na série de ficção Round 6, chegou na Prime Video um reality show empolgante que leva competidores vindos de todos os lugares dos Estados Unidos na busca por um prêmio milionário. Mas a tarefa não é nada fácil! Provas em grupo, elos e confianças sendo quebrados, sorte, inteligência emocional são algumas das variáveis que encontramos em Beast Games.

Um dos influenciadores mais seguidos em todo o mundo nas redes Youtube e Tiktok, Jimmy Donaldson, também conhecido como MrBeast, criou uma vez no seu canal – na primeira rede mencionada – uma competição que virou um dos vídeos mais assistidos da plataforma ‘$456.000 Squid Game in Real Life!’. Algum tempo depois, ao lado dos amigos Tyler Conklin, Sean Klitzner e Mack Hopkins nasceu na Prime Video a ideia de criar uma série com as mesmas propostas.

A série, que teve seu último episódio exibido no dia 13 de fevereiro desse ano, colocou em prova a natureza humana numa mistura muitas vezes cruel deixando o emocional nas alturas e participantes incrédulos com atitudes tomadas. Longe de personagens e enredos de ficção, aqui é mostrada a vida real com um discurso que atravessa uma frase: O que você faria para ser milionário?

A base desse projeto é razoavelmente simples: reunir 1000 participantes em uma sequência de provas de todos os tipos, em cenários que vão desde um galpão enorme até uma cidade projetada (que custou milhões de dólares), em busca de um prêmio de 5 milhões de dólares. Ao longo desse caminho – e aqui talvez seja a chave de todo o negócio – vários dilemas vão sendo colocados a quem participa com outras oportunidades de sair com alguma grana.

Desde a primeira prova – em que alguém de uma enorme fila precisa se eliminar senão toda a fila sai do jogo – até a reta final, reviravoltas são vistas a cada episódio transformando heróis em vilões em frações de segundos. Quando vai afunilando, começamos a saber um pouco mais sobre a vida dos que conseguem sobreviver até as fases finais do jogo, algo feito também para as torcidas do lado de cá da tela nascerem.

Beast Games quebrou alguns recordes ao longo do show, parte deles mencionados no último episódio. Talvez o mais importante deles, ultrapassou a marca de 50 milhões de espectadores em menos de um mês no ar. A Prime Video deve ter ficado feliz com esses números, né? Pra você que se interessou, todos os 10 episódios já estão disponíveis na plataforma.

Crítica | O Grito – Reboot do terror é criativo e possui grande apelo dramático

Terror Fragmentado

Há algum tempo os fãs do terror notam uma ruptura de estilo em suas queridas produções. Assim como em qualquer gênero, temos produções mais comerciais – miradas a um público maior – e obras mais intimistas, independentes, miradas a um público mais seleto – os chamados cinéfilos. Produções essas carinhosamente chamadas de filmes de “arte”. Seria algo como comer uma comida básica (que pode ser muito saborosa) ou um prato mais refinado – coisa que nem todo mundo gosta ou está disposto a experimentar.

Essa é a diferença entre as produções de James Wan, da Blumhouse, e de obras de gente como Robert Eggers, Ari Aster e David Robert Mitchell, por exemplo. Não tem nada de errado com quem prefere um tipo ao outro, quem gosta de ambos ou de nenhum (bem, de nenhum talvez tenha). Afinal são apenas preferências. A diferença entre tais obras, no entanto, é indiscutível. São obras planejadas e criadas com roteiros, narrativas e propostas distintas. E assim chegamos até este novo reboot da franquia O Grito.

O novo filme está mais para os citados “terror de arte” do que os filmes de shopping repletos de jumpscares. O que não significa que a obra não os possua. Notamos uma narrativa mais lenta, um processo de criação e desenvolvimento que não se apressa e aposta mais no clima, em atmosfera, atuações e dramaticidade dos eventos. É estranho ver tal roupagem para um longa desta franquia? Sim, pois não é esperado. Ao mesmo tempo, chega como novidade bem-vinda.

A franquia O Grito (ou The Gruge, o rancor) nasceu de uma nova onda de produções de terror japonesas, que ganharam repercussão fora de seu país de origem graças ao interesse de produtores americanos em refilmá-las nos EUA. O primeiro do novo lote foi O Chamado, e seguindo na esteira veio o Grito. A obra japonesa de 2002, foi refilmada em Hollywood em 2004 e trouxe a estrela da TV Sarah Michelle Gellar como protagonista. Além dela, como cicerone deste intercâmbio cultural estava um verdadeiro aficionado pelo gênero, o cineasta Sam Raimi (Evil Dead).

Dezesseis anos depois, e duas sequências que morreram na praia, Raimi volta a investir na ideia, desta vez apostando num clima mais sóbrio, num teor mais real e cru, e trazendo um elenco invejável para este tipo de produção. A versátil Andrea Riseborough (atriz sempre em busca de novos desafios) é quem protagoniza na pele da detetive Muldoon, personagem dona de seus próprios demônios internos, e quem conecta as três tramas dentro da narrativa fragmentada – outra aposta criativa e inusitada para o projeto. Além dela, dois indicados ao Oscar (Demián Bichir e Jacki Weaver) e um elenco estelar (Lin Shaye, Frankie Faison, William Sadler, John Cho e Betty Gilpin) desfilam em tela dando credibilidade a seus papeis.

O jovem cineasta Nicolas Pesce, um nome promissor, é quem cuida do roteiro e direção. O diretor investe de forma mais dedicada do que esperaríamos de um projeto deste, ou que de fato o longa merecia. Seu comprometimento eleva a obra a outro patamar, criando o melhor filme desta franquia. A ousadia na forma de se contar esta história é um de seus grandes atrativos. E o roteiro tenta fazer o que pode para apresentar novidade dentro deste argumento muito conhecido, sobre casas assombradas e maldições.

Outra curiosidade é que embora se trate de um reboot, ele não descarta as produções anteriores. Desta vez, a ação é trazida para o território norte-americano, mas ficamos sabendo da lenda em torno do “rancor” japonês, e como ele é levado para os EUA, como se fosse uma doença infecciosa, de lá da terra do sol nascente, assim conectando as histórias. Logo, dois jovens corretores são os primeiros a serem expostos à maldição, que segue sendo passada para todos os que entram em contato com ela.  O grau de visceralidade, de gore, e as cenas de violência e mortes intensas chocam. Mas O Grito não se prende a elas para vender seu produto, elas são apenas notas de rodapé, criadas longe de se tornarem detestáveis como em mais um torture porn.

O Grito é um terror diferenciado. Que cria uma interessante analogia com tragédias diárias as quais somos expostos e como lidamos com elas, tentando superá-las. Aborda depressão, loucura e suas consequências (principalmente no trecho com Lin Shaye) de forma mais responsável do que geralmente notamos em produções do tipo. A opção seguida para revigorar a ideia não poderia ser mais bem-vinda e aplicada. Intenção louvável dos envolvidos que talvez não seja apreciada pelos fãs de outro estilo de obras do gênero.

‘A Órfã’, ‘Premonição 4’, ‘Sexta-Feira 13’ | 16 Filmes de Terror Famosos que Completam 16 ANOS

Filmes de terror nunca saem de moda. Além dos clássicos que amamos, todo ano somos brindados com novidades fresquinhas que chegam para arrepiar todos os nossos fios de cabelo. Mas o que acontece quando as novidades se tornam clássicos? Bem, isso é sinal de quem estamos ficando velhos. O tempo passa para todos, para mim, para você e até mesmo para os filmes de terror. Parece que foi ontem, mas algumas obras muito famosas do horror já estão completando dezesseis anos de seu lançamento.

Pensando nisso, o CinePOP resolveu em sua nova lista, relembrar com vocês esses filmes que completam 16 anos em 2025.

Não esqueça de comentar abaixo quais são os seus preferidos e quais cometeu a heresia de ainda não ter assistido. Vem lembrar.

Zumbilândia

Aqui, temos um exemplar do “terrir” – que está em vias de lançar sua tão planejada continuação (que passou por uma verdadeira epopeia, entre projetos para o cinema e TV cancelados). Quando foi lançado em 2009, os filmes de zumbis não eram novidade e estavam começando a crescer em seu status (a série Walking Dead, por exemplo, seria lançada no ano seguinte). Nem mesmo os filmes de terror cômico sobre zumbis eram mais novidade, com exemplares como Todo Mundo Quase Morto (2004) e os fracassos Fido (2006) e As Strippers Zumbi (2008). Mas Zumbilândia elevou o jogo e mostrou como fazer, se tornando um cult imediato. Fora isso, Jesse Eisenberg e Emma Stone se tornaram astros depois do filme. E a participação de Bill Murray é simplesmente hilária.

 

Garota Infernal

Novamente utilizando o título referente ao inferno – ao menos no Brasil -, este longa aproveitava o auge de popularidade da musa Megan Fox e explorava sua sexualidade latente e inerente. Em Jennifer´s Body (ou o Corpo de Jennifer), Fox viveu a menina mais popular da escola, melhor amiga da nerd vivida por Amanda Seyfried – igualmente em ascensão na carreira, tendo saído do sucesso de Mamma Mia no ano anterior. Uma banda de rock em busca de fama e sucesso – da qual a dupla de amigas é fã -, resolve usar Jennifer como sacrifício para uma oferenda ao demônio. Assim, o grupo consegue o que deseja, e a protagonista se torna uma criatura maligna devoradora de homens – literalmente. Este é outro exemplar do terrir – filmes de terror com muito humor implícito, diálogos sarcásticos e sacadas espertas.

 

A Órfã

Adaptado de uma história real, e dirigido por Jaume Collet-Serra (Águas Rasas), o filme conta sobre Esther (a ótima Isabelle Fuhrman), uma menininha de 9 anos, saída do orfanato direto para a casa dos Coleman (papel de Vera Farmiga e Peter Sarsgaard). A história poderia ser perfeita e repleta de amor, mas este é um thriller, então a coisa não acaba bem. Esther não é tão inocente quando diz e guarda um terrível segredo. A Órfã poderia ser um filme de terror qualquer, mas dois motivos o fazem um dos maiores acertos da Warner no gênero nos últimos tempos: a atuação da pequena atriz principal e a reviravolta gélida da trama – da qual ninguém esquece jamais.

 

Arraste-me para o Inferno

Outro item que mostrou que os gêneros terror e comédia podem funcionar muito bem quando trabalhados da maneira certa, esta produção é dirigida por ninguém menos do que Sam Raimi. Também pudera, por trás temos um verdadeiro mestre do estilão – vide a franquia Evil Dead – A Morte do Demônio/Uma Noite Alucinante. E Arraste-me para o Inferno é o mais legítimo herdeiro no cinema de sua famosa franquia citada, mesmo sem pertencer ao mesmo universo. E pensar que Ellen Page deixou passar a chance de ser divertir horrores como a protagonista. Na trama, uma funcionária de banco (a sumida Alison Lohman) nega um empréstimo a uma velha cigana, que termina ficando sem casa. A idosa então joga uma maldição na jovem – que agora tem os dias contados para reverter a situação ou ir direto para o inferno.

A Trilha

Este é um filme mais nos moldes do whodunit – subgênero do suspense ou terror no qual o espectador precisa adivinhar quem cometeu o crime. Aqui, um grupo de três casais viaja junto por locais paradisíacos no Havaí. Maravilhoso, certo? O único problema é que o sexteto recebe a informação de que um casal de serial killers está passando pelo local e acaba de matar mais algumas pessoas. E agora? Quem são os assassinos? Os hippies vividos por Chris Hemsworth (numa era pré-Thor) e Marley Shelton?  Os certinhos Milla Jovovich e Steve Zahn? Ou os aventureiros Timothy Olyphant e Kiele Sanchez (saída do sucesso de Lost)? No mesmo ano, Jovovich lançava o terror extraterrestre Contatos de 4º Grau – todo gravado no estilo found footage.

Remakes

O ano de 2009 lançou uma verdadeira enxurrada de refilmagens de produções do gênero. Isso demonstra que nesta época elas estavam mais populares do que nunca. Veja abaixo as mais famosas:

 

Sexta-Feira 13

Não poderíamos começar por outra que não fosse a icônica releitura de uma das três franquias slasher mais amadas do cinema (as outras duas sendo Halloween e A Hora do Pesadelo). Aqui, no entanto, os criadores misturam pelo menos os três primeiros filmes da década de 1980 em sua trama. Apesar do sucesso moderado e dos planos, uma continuação ainda não conseguiu sair do papel. O remake traz Jared Padalecki, o Sam da série “eterna” Sobrenatural, como o protagonista.

 

Dia dos Namorados Macabro

Esta refilmagem ainda pegou carona em outra tendência crescente há dezesseis anos, os filmes em 3D. O longa foi fortemente vendido com tal mote – no mesmo ano em que Avatar revolucionava o seguimento. Tanto que seu título original é My Bloody Valentine 3D. O remake é bem fiel ao original, contando a história de um assassino mascarado, usando o uniforme dos operários de uma mina, que ataca suas vítimas no dia dos namorados. Por trás do assassino existe uma lenda, já que ataca em épocas diferentes, e o novo filme brinca bem com isso. O filme original era uma produção canadense de 1981. Protagonizando o remake, outro veterano da série Sobrenatural, Jensen Ackles, o Dean.

O Padrasto

Aqui o remake é de um longa de 1987, protagonizado por Terry O´Quinn, o Locke da série Lost – que rendeu uma continuação em 1989. O protagonista é um psicopata completo, que romanceia e se casa com mulheres divorciadas ou viúvas, somente para se infiltrar em sua família, ganhar sua confiança e depois matar todos. O remake traz Dylan Walsh no papel do vilão, que contrasta bem com sua aparência de bom moço. Uma curiosidade é que no papel do filho mais velho da próxima família na lista do louco, está Penn Badgley, que recentemente fez muito sucesso vivendo justamente um psicopata, na série da Netflix, YOU (Você). O elenco conta ainda com a polêmica Amber Heard.

A Última Casa

Refilmagem de uma obra barra-pesada de 1972, dirigida por Wes Craven, intitulada Aniversário Macabro no Brasil. A nova versão conta com a ótima Sara Paxton no papel de uma jovem atacada e abusada por criminosos, que tentam matá-la, mas ela sobrevive. Ela é encontrada por seus zelosos pais. Um tempo depois e esta “quadrilha de sádicos” pede abrigo, justamente na casa da vítima. O que significa que é hora da vingança. No elenco, Aaron Paul, o Jesse de Breaking Bad, vive um dos criminosos.

 

O Mistério das Duas Irmãs

Um dos longas mais subestimados da lista, trata-se da refilmagem do asiático Medo (A Tale of Two Sisters, 2003).  Na refilmagem temos a talentosa Emily Browning no papel da protagonista, uma jovem que precisou de tratamento numa clínica após a morte suspeita de sua mãe. Ao voltar para a casa de sua família, se junta à sua irmã mais velha (papel da gracinha Arielle Kebbel) e começam a investigar a nova esposa de seu pai (papel de Elizabeth Banks), a antiga enfermeira de sua mãe. Ao mesmo tempo, as duas começam a ser assombradas por estranhos acontecimentos no local.

Pacto Secreto

Quem disse que terror é um gênero exclusivamente masculino? Clamando seu lugar entre os slashers, este terror “feminista” traz um grupo de estudantes de uma casa de sororidade, passando o pão que o diabo amassou após um trote sair do controle causando a morte de uma das alunas. A versão original, intitulada Assassinatos na Fraternidade Secreta, foi lançada em 1983. No elenco do remake, Jamie Chung, a Blink da série The Gifted, Rumer Willis (filha de Bruce Willis e Demi Moore) e a saudosa Carrie Fisher no papel da administradora do local.

Sequências

Premonição 4

Tudo que faz sucesso, precisa ser continuado. E quando falamos em terror, isso se torna uma certeza absoluta. O difícil é depois saber a hora de parar. Assim, o sucesso surpresa Premonição (Final Destination, 2000) se tornou uma das franquias mais rentáveis do gênero na década passada. A premissa é simples, mas eficiente – o problema é que as sequências a repetiram à exaustão, uma ou outra adicionando algum elemento novo e criativo. Na trama, um grupo de jovens “dribla” a morte em algum evento trágico – sempre com a ajuda de um integrante que possui “o dom da premonição” e antevê o acidente. A graça deste quarto exemplar é dar uma de “Sexta-Feira 13” e brincar com o público prometendo ser o capítulo final, assim como no quarto episódio dos filmes do Jason. Em ambos os casos a série continuou.

 

H2: Halloween 2

Este é um caso curioso na lista, pois se trata da continuação de uma refilmagem, mas não exatamente a refilmagem da continuação. Deu para entender? O primeiro filme dirigido por Rob Zombie era declaradamente um remake do clássico de 1978, imortalizado por John Carpenter. É difícil ocupar a sombra da obra, mas a refilmagem tem seus admiradores. No entanto, Zombie pôde seguir seu próprio caminho quando chegou a hora de comandar a continuação dois anos depois. E o diretor até brinca com referências a Halloween II (1981), que se passa todo em um hospital (ou ao menos 90%). Aqui, esta sequência também dá a entender que teremos uma trama no hospital, mas logo depois o filme caminha com as próprias pernas, desbravando uma estrada completamente nova – seja para o bem ou para o mal.

[REC]² – Possuídos

Continuação do bem sucedido terror espanhol, que se transformou em filme cult, e contava a história de uma repórter no plantão da madrugada, seguindo um grupo de bombeiros por suas emergências noturnas. A mais nova é um chamado de um prédio, no qual estranhos acontecimentos estão ocorrendo. Logo, a repórter, os bombeiros e os moradores se veem presos no prédio lutando por sobrevivência. Este é um criativo terror, todo produzido no estilo found footage, no qual a câmera da reportagem serve como nossos olhos para as ocorrências no filme. A parte 2, lançada dois anos depois, consegue ir ainda mais além, elevando todos os elementos, inclusive o terror, e adicionando na mistura novos itens, como adrenalina (o ritmo é mais frenético) e mais sobre a mitologia do tema principal – que não vale a pena ser revelado. Uma pena que depois disso, a série tenha apenas decaído com seus últimos dois exemplares. Fora isso, o longa foi refilmado nos EUA logo no ano seguinte, com o título Quarentena (2008).

Abismo do Medo – Parte 2

Ao contrário do item acima, esta continuação vai pelo caminho oposto e joga na lama o nome da obra-prima de 2005, dirigida e criada pelo britânico Neil Marshall (que está no comando do novo Hellboy). O filme original era claustrofóbico, intimista e inesperado – esta talvez seja a sua melhor característica. Um grupo formado só por mulheres, se reúne numa cabana para passar o fim de semana, conversar, beber e relaxar. Muito necessário, já que a protagonista Sarah (Shauna Macdonald) perdeu seu marido e filha num terrível acidente de carro. Além do tempo, as amigas decidem se exercitar, explorando uma caverna inóspita através do rapel. No local, precisam combater seus demônios internos e externos. Pois algo as espreita nas sombras. A sacada genial é a mescla de gêneros e o desfecho. E isso é exatamente o que a continuação trata de apagar. Ou seja, a parte 2 não é somente ruim por ser um caça-níquel desavergonhado que não acrescenta nada de novo e apenas suga, como também tenta manchar o original desfazendo o que havia sido estabelecido.

O Grito 3

Aposto que muitos de vocês sequer sabiam da existência desta continuação. Pois bem, aqui temos um caso parecido ao do item acima. O primeiro O Grito (The Grudge, 2004) era a refilmagem americana de uma obra japonesa de 2002 – Ju-on, no original. O longa trazia Sarah Michelle Gellar, a eterna Buffy, como protagonista, uma jovem morando no Japão e se deparando com uma forte presença maligna na casa na qual cuidava de uma idosa senhora. Dois anos depois e chegava a continuação, que também contava com uma participação de Gellar, mas apresentava um elenco de jovens talentos promissores, vide Amber Tamblyn, Arielle Kebbel, Sarah Roemer, Teresa Palmer e a veterana Jennifer Beals. A terceira parte foi lançada direto em vídeo, tanto no Brasil quanto nos EUA, e no elenco, o nome mais conhecido é o de Shawnee Smith, musa da década de 1980, de filmes como Curso de Verão (1987) e A Bolha Assassina (1988), e veterana da franquia Jogos Mortais – que lançava também há Dezesseis anos o seu sexto exemplar, com a presença da atriz no papel da pupila Amanda.

‘Playtime’: Confira a websérie assustadora no estilo ‘Boneco Assassino’

O pessoal do studioADI, premiada empresa de efeitos especiais, lançou uma nova websérie, intitulada ‘Playtime‘, que faz homenagem ao clássico ‘Brinquedo Assassino‘.

Confira os dois primeiros episódios:

A trama gira em torno de um boneco assassino chamado Billy, que é a estrela de uma antiga franquia de terror. A série brinca com a metalinguagem quando Billy descobre que sua franquia ganhará um reboot…

O próximo episódio deve sair em breve.

‘3%’: Terceira temporada já está disponível na Netflix!

A terceira temporada de ‘3%‘ estreou hoje (7) na Netflix. Todos os episódios do novo ciclo já estão disponíveis na plataforma.

Confira o trailer:

Criada por Pedro Aguilera, o plano é realizar cinco temporadas sobre a série.

A trama se passa em um mundo no qual todas as pessoas, ao completarem 20 anos, podem se inscrever para um processo seletivo que os levará a um “novo mundo”, cheio de oportunidades e promessas de uma vida melhor. Apenas 3% das pessoas são aprovadas para ingressarem nessa área, mas, até lá, um processo bastante cruel é imposto aos candidatos.

João Miguel, Bianca Comparato, Zezé Motta, Rodolfo Valente, Vaneza Oliveira, Michel Gomes, Rafael Lozano e Viviane Porto estrelam.

‘Killing Eve’: 3ª temporada ganha data de estreia; Confira o teaser!

A BBC America finalmente divulgou quando a 3ª temporada de Killing Eveserá lançada. O novo ciclo irá estrear no dia 26 de abril.

Confira o teaser e as primeiras imagens oficiais:

Vale lembrar que a produção já está renovada para o quarto ciclo.

‘Killing Eve’: Sandra Oh é a primeira atriz asiática a ser indicada ao Emmy

A trama acompanha Eve, uma entediada operadora que trabalha no serviço de segurança, que está frustrada com sua profissão por não corresponder aos seus anseios por espionagem. Ela acaba se envolvendo em uma constante rixa com a bela assassina Villanella.

Sandra Oh (‘Grey’s Anatomy‘) e Jodie Comer (‘My Mad Fat Diary‘) estrelam.

Baseada nos contos do autor Luke Jennings, a série foi criada por Phoebe Waller-Bridge.

‘Skyline 3’: Guerra contra alienígenas nas novas imagens da sequência; Confira!

A sequência ‘Skyline 3‘ (Skylin3s) ganhou novas imagens oficiais.

Confira:

O longa, que fechará a planejada trilogia, será lançado direto em VOD (além de alguns cinemas selecionados nos EUA) no dia 18 de dezembro.

Escrito e dirigido por Liam O’Donnell, o longa é continuação direta de ‘Skyline: A Invasão‘ (2010) e ‘Skyline: Além do Horizonte‘ (2017).

Quando um vírus ameaça acabar com a vida na Terra, uma poderosa híbrida (Morgan) deve ser unir a uma equipe de soldados de elite em uma missão para o mundo dos alienígenas para salvar o que restou da humanidade.

Lindsey Morgan (‘The 100‘) estrela. O elenco ainda conta com Jonathan HowardAlexander SiddigRhona MitraDaniel BernhardtJames Cosmo.

‘Rick e Morty’: Novo clipe faz homenagem ao terror ‘Hereditário’; Confira!

Adult Swim divulgou um novo clipe de ‘Rick e Morty‘, criado pelo artista Lee Hardcastle, que faz homenagem ao elogiado terror ‘Hereditário‘.

Confira:

Lembrando que o próximo episódio vai ao ar em 11 de julho.

A série foi criada por Dan HarmonJustin Roiland.

A trama gira em torno das aventuras perigosas de Rick, um cientista gênio alcoólatra, e Morty, seu neto aparentemente ingênuo, que graças as viagens interdimensionais com seu avô começa a perceber o quão complexo o mundo a sua volta pode ser e o quão desastrosas as relações de causa e efeito podem ficar.

O elenco conta com as vozes de Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer e Sarah Chalke.

‘Não! Não Olhe!’: Novas imagens destacam o elenco do terror de Jordan Peele; Confira!

O terror ‘Não! Não Olhe!‘ (Nope), próximo filme de Jordan Peele (‘Corra!’ e ‘Nós’), ganhou novas imagens oficiais.

Confira:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 21 de julho.

O elenco conta com Daniel Kaluuya (‘Corra!’), Steven Yeun (‘The Walking Dead’), Keke Palmer (‘Scream Queens’), Michael Wincott e Brandon Perea.

Na trama, os residentes de uma ravina solitária do interior da Califórnia testemunham uma descoberta estranha e assustadora.

Hoyte van Hoytema (‘TENET’ e ‘Dunkirk’) entra como diretor de fotografia.

Além de dirigir, Peele é o responsável pelo roteiro da produção.

‘Até os Ossos’: Suspense canibal é “uma história de amor”, afirma Timothée Chalamet

A Warner Bros. divulgou um novo vídeo dos bastidores de ‘Até os Ossos‘ (Bones & All), suspense canibal estrelado por Timothée Chalamet (‘Duna’) e Taylor Russell (‘Escape Room’).

O vídeo traz cenas inéditas da produção, com os atores revelando detalhes sobre os seus personagens.

Confira:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 1º de dezembro.

Dirigido por Luca Guadagnino (‘Me Chame Pelo Seu Nome’), a produção é baseada no romance homônimo de Camille DeAngelis.

A trama gira em torno do primeiro amor de Maren, uma jovem mulher aprendendo a sobreviver à margem da sociedade, e o intenso Lee, um andarilho sem amarras… Eles se encontram e se unem numa odisseia de mil e quinhentos quilômetros por estradas secundárias, passagens ocultas e alçapões na América de Ronald Reagan. Mas apesar de seus esforços, todas as estradas os levam de volta aos seus passados traumáticos, e a uma reta final que vai determinar se o amor deles pode sobreviver às suas diferenças.

O elenco ainda conta com Michael Stuhlbarg, André Holland, Chloë Sevigny, David Gordon Green, Jessica Harper, Jake Horowitz e Mark Rylance.

‘Loki’ retornará para a 3ª temporada? Produtor responde!

Em entrevista ao ComicBook, o produtor Kevin Wright comentou sobre a possibilidade da série ‘Loki‘ retornar para uma 3ª temporada.

“Nós certamente estamos pensando sobre como poderemos continuar contando essas histórias focadas no Loki e na TVA. Só posso dizer que as duas primeiras temporadas foram desenvolvidas como dois capítulos de um mesmo livro. Nós queríamos encerrar esse livro, mas sinto que há mais livros para serem explorados nesta prateleira.”

Anteriormente, o produtor havia revelado que o segundo ciclo contará uma história completa – sem ganchos abertos para um novo ciclo:

“Certamente não desenvolvemos esta temporada pensando: ‘Temos que fazer a 3ª temporada’, da maneira que fizemos com a 1ª, onde havia um ‘ei, vamos voltar’ muito claro. Mas também acho que para onde essa série vai, certamente pode haver muitas, muitas, muitas mais histórias contadas no mundo de Loki com o Loki, e em outros mundos conectados ao deus da trapaça.”

Vale lembrar que a 2ª temporada estreará no Disney+ em 5 de outubro.

Confira o trailer:

No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, a temporada abriu com uma aprovação de 82% e uma nota média de 7.2/10.

Confira algumas avaliações:

“Há tanto para gostar aqui que você quase esquece que é uma série da Marvel.” – RogerEbert.com

“Por mais monótono que o resto da temporada possa ser, o grande problema é Jonathan Majors, que retorna como mais uma variante de Kang.” – Rolling Stone

“Às vezes você sente que precisa de um diploma de física teórica para entender tudo. O trabalho de caráter forte compensa parte disso, assim como um senso de humor consciente.” – USA Today

“É o melhor série do Disney+ da Marvel Studios desde… ‘Loki’.” – Washington Post

“É tudo um pouco cansativo.” – London Evening Standard

“Personagens com questões convincentes, alto drama existencial, comédia peculiar e ação arrebatadora são combinados melhor do que em qualquer outro programa do Disney+ até hoje.” – TheWrap

A 2ª temporada de ‘Loki’ começa logo após o chocante final da temporada anterior, quando Loki se encontra em uma batalha pela alma da Agência de Variância Temporal. Junto com Mobius, B-15 e uma equipe de novos e antigos personagens, ele navega em um Multiverso cada vez mais perigoso e em constante expansão em busca de Sylvie, da juíza Renslayer, da Senhorita Minutos e da verdade sobre o que significa possuir livre arbítrio e propósito glorioso.

Além do protagonista Tom Hiddleston, os novos episódios vão contar com o retorno de Owen Wilson como Mobius M. Mobius, o excêntrico funcionário da Agência de Variância Temporal que embarca na anarquia de Loki contra as forças que controlam o tempo.

Lembrando que os novos episódios também vão contar com Gugu Mbatha-Raw, Ke Huy Quan e Wunmi Mosaku.

No lugar do roteirista-chefe, Michael Waldron, quem assume a função na 2ª temporada é Eric Martin.

Para quem não sabe, Martin já havia escrito dois importantes episódios da 1ª temporada: ‘For All Time. Always’ e ‘The Nexus Event‘, além de ser o co-produtor da atração.

 

Crítica | Demon

OSSADAS QUE INSISTEM EM SAIR DA COVA

 

Ah, o Terror… gênero com uma queda pelas metáforas. Mais do outros, o terror facilmente enrosca seu enredo em um gesto obsceno com uma metáfora, uma alusão, um sentido figurado que seja. De que outra forma você vai interpretar Jason Voorhees, se não como um pastor radical louco para punir seus fies que saem por ai fazendo sexo?!

Exageros à parte, em graus distintos, o terror oferece-nos metáforas que tentam equacionar medos primitivos. Quando assistimos a um filme como Sexta-Feira 13, no qual a história esconde bem a metáfora, podemos vivenciar medos, traumas e reclaques. A atual – e ótima – safra de filmes de terror tem apresentado metáforas incríveis, embora, muitas vezes, sem tanta sutileza. The Babadook, genial trabalho da diretora australiana Jennifer Kent, deixa bem claro o pedido para que busquemos a metáfora.

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Todos esses filmes, contudo, têm finais que nos dão um terreno sólido para viajarmos nos seus significados. Demon, co-produção entre Polônia e Israel, com um desfecho que dividir opiniões, é instável em suas possibilidade metafóricas. E, se você conseguir digerir o desfecho, essa instabilidade será muito boa.

Na primeira hora do filme, o diretor polonês Marcin Wrona demonstra domínio da técnica e das convenções do terror, fazendo um trabalho incomodo. Demon trata da festa de casamento de Piotr (Itay Tiran) e Zaneta (Agnieszka Zulewska). Eles se conheceram fora da Polônia e Piotr irá conhecer a família da sua noiva na véspera do casamento. Após descobrir uma ossada no quintal da futura cada do casal – aonde também será a festa – Piotr será possuído.

A fotografia dessaturada transmite tanto o clima de frio da Polônia quanto o clima sobrenatural. A direção de arte, a atuação dos atores, as composições visuais instigantes e a crescente tensão conduzida na primeira hora de projeção, até chegarmos aos estranhos 34 minutos finais, tudo orquestrado pela direção figadal de Wrona. Destaque para o talento do ator Itay Tiran, essencial para o sucesso da narrativa. Quem gosta de terror, certamente irá admirar essa primeira hora.

Spoilers sobre o final do filme. Se não quiser saber, não ultrapasse a imagem.

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Piotr é possuído por um dybbuk, um espírito que, segundo o folclore judeu, vaga pela terra até possuir o corpo de alguém. O que vemos no terceiro ato do filme vai contra o que estamos acostumados quando falamos de possessões e exorcismos. O talento de Wrona começa pelo fato de intensificar o humor negro nessa parte. A festa de casamento, por exemplo, não é encerrada após o “ataque epilético” do noivo. Pelo contrário! Com a chuva, todos vão para dentro da casa, no porão da qual estão tentando salvar Piotr do dybbuk. Tudo é trabalhado para provocar uma sensação de estranhamento no público.

O ponto de virada do filme, e que pode gerar raiva na plateia, ocorre quando Piotr some, sem mais e nem porquê. Reviram a cidade, sem encontrar o noivo. Daí, vemos o pai da noiva, diante dos convidados da festa, fazendo um discurso no qual diz “Vamos esquecer tudo aquilo que vimos aqui hoje”. E, simplesmente, os convidados desaparecem. Isso mesmo, os convidados somem. E a casa é demolida e Zaneta vai embora da cidade. Sim, o final desconstrói a narrativa, não explica o que aconteceu com Piotr e decreta que tudo o que vimos fora uma alegoria.

Quem gosta de finais fechados ou de finais abertos, mas sem metalinguagens, não terá em Demon o seu filme. Wrona nem esconde a metáfora, nem deixa ela ao lado de uma história fechadinha. Ele desestrutura a narrativa e diz, “decifra-me ou te devoro”.

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Considerando as menções ao passado da Polônia, a alegoria mais evidente é a das dificuldades do povo polonês de digerir um quintal ainda cheio de ossos. Da segunda Guerra aos tempos atuais, passando pelo período comunista, Wrona parece dizer que o povo polonês, sem coragem de decodificar seus traumas, prefere o tempo todo fechar as covas do passado e embriagar-se na festa do presente. Mas, as covas do passado insistem em abrir novamente, como um dybbuk exigindo entendimento. E se, como o pai da noiva, os poloneses tentarem simplesmente decretar o esquecimento, o resultado será com o final do filme, incoerente e incômodo.

Há outra interpretação possível. O promissor diretor Wrona foi encontrado morto, aos 42 anos, no período de lançamento de Demon. As autópsias indicaram suicídio. O escritor Albert Camus disse que a única questão filosófica relevante era o suicídio.

Wrona nos legou uma obra já em si instigante. E seu suicídio acrescentou ao filme a inescapável pergunta: quais dybbuks habitam uma alma angustiada?

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10 filmes com investigações cheias de reviravoltas

Grandes filmes policiais, com enormes mistérios que vão sendo resolvidos conforme a trama avança, sempre chamam a nossa atenção. Afinal, é do ser humano o desejo pela curiosidade em decifrar o segredos de uma história. Pensando nesse recorte, resolvemos criar uma lista de 10 filmes com investigações cheias de reviravoltas:

 

Pecados Antigos, Longas Sombras

Na trama, acompanhamos a saga de dois detetives de Madri, Juan (Javier Gutiérrez) e Pedro (Raúl Arévalo) com ideias, personalidade e ações sob pressão completamente diferentes, que são enviados a um pequeno povoado para resolver um caso intrigante de desaparecimento de duas jovens. Ao longo dos intensos 105 minutos, vamos descobrindo segredos, traições, e um grande mistério, muito maior que os assassinatos, que é aos poucos desvendado.

 

Assalto Brutal

Na trama, ambientada na época onde os VHS dominavam as prateleiras das milhares de locadoras pelo mundo, um misterioso assalto a banco, com vítimas, deixa Varsóvia em estado de alerta. Com uma proposta para voltar à ativa na forças da lei caso consiga desamarrar a investigação do crime, o policial Tadeusz Gadacz (Olavo Lubaszenko) fará de tudo para chegar as verdades.

 

Anatomia de uma Queda

Na trama, conhecemos Sandra (Sandra Hüller), uma famosa escritora alemã que mora com o marido francês, o também escritor Samuel (Samuel Theis), e o filho Daniel (Milo Machado Graner), de 11 anos, na região dos alpes franceses. Certo dia, Samuel é encontrado morto em uma parte na frente da casa. A polícia logo começa uma investigação e começa a suspeitar que Sandra cometeu o crime, iniciando assim uma jornada de incertezas rumo as verdades em um detalhado julgamento onde o filho do casal, que ficou com deficiência visual após um acidente num passado recente, pode ser uma testemunha chave.

 

Camaleões

Na trama, conhecemos o detetive Tom Nichols (Benicio Del Toro), um brilhante agente da lei, casado com Judy (Alicia Silverstone), que é designado para um crime ocorrido em uma casa de luxo. Com inúmeros suspeitos ao seu redor, inclusive o namorado da vítima, o agente imobiliário Will (Justin Timberlake), Tom começa aos poucos a perceber que o assassinato em questão abre brechas para novas variáveis, fatores que o fazem começar a repensar sua relação com os amigos e a comunidade, situada em Boston, onde se sentia feliz após traumas no passado.

 

A Suspeita

Na trama, conhecemos a comissária da polícia Lúcia (Glória Pires), uma mulher forte, sozinha, batalhadora, querida por todos, que inicia uma investigação por meio de escutas fato que a leva a um enorme esquema onde estão metidas pessoas do alto escalão do poder. Paralelo a isso, ela descobre uma grave doença. Ela então se dedica a esse último caso da carreira, tendo que conviver com a suspeita que cai sobre ela após uma emboscada que presencia.

 

Sem Saída

Na trama, conhecemos Tom (Kevin Costner), um comandante da Marinha norte-americana, boa praça, que em uma festa acaba conhecendo Susan (Sean Young) por quem se apaixona perdidamente. Só que ela é amante do Secretário de Defesa David Brice (Gene Hackman) pra quem Tom irá trabalhar, por intermédio de um colega dos tempos de estudos navais Scott (Will Patton), após se destacar em um resgate num navio em alto mar. Esse triângulo amoros acaba virando tragédia quando David mata Susan o que resulta em uma caçada a um assassino que já existe mas que insiste em ser intocável levando Tom até uma investigação com o relógio contra ele.

 

Terra Selvagem

Na trama, conhecemos Cory (Jeremy Renner) um homem solitário com um passado repleto de tristeza que trabalha como caçador no Estado de Wyoming, mais precisamente em uma reserva indígena de frio intenso. Durante o inverso, com temperaturas abaixo de zero e neve para todos os lados, o corpo de uma adolescente é encontrada por Cory em uma região isolada. Conhecendo a adolescente, de quem é amigo da família, Cory busca ajudar as investigações assumida pelo FBI e designada pela agente Jane Banner (Elizabeth Olsen). Conforme vão descobrindo mais pistas sobre o ocorrido, a dupla enfrentará diversas adversidades para conhecer a verdade.

 

Entre Facas e Segredos

Na trama, conhecemos o milionário escritor de suspenses Harlan Thrombey (Christopher Plummer) na noite do seu aniversário de 85 anos. Toda a família reunida e também Marta (Ana de Armas) uma jovem enfermeira, imigrante, que cuida das medicações e do bem estar do dono da casa. O tabuleiro narrativo se transforma em um grande quebra-cabeça com inimigos virando amigos, uniões improváveis, após o assassinato de Harlan. Para tentar descobrir o que houve no fim daquela noite, um detetive ao melhor estilo Agatha Christie aparece em cena, Benoit Blanc (Daniel Craig) e não medirá esforços e excentricidades para conseguir chegar a conclusão desse complicado caso.

 

O Guardião Invisível

Na trama, conhecemos a Inspetora Amaia Salazar (Marta Etura), uma mulher na casa dos 40 anos que descobre estar grávida de seu marido, o pintor norte americano James (Benn Northover). Amaia é designada a chefiar uma investigação sobre um possível serial killer que cometeu seu último assassinato em uma região que morou quando criança e onde vive sua misteriosa família. Chegando até o lugar onde foi criada, percebe que as coisas mudaram pouco desde sua saída, e, assim, além de participar de uma implacável busca pelo assassino, precisará combater fantasmas do seu passado cheio de tensão e que poucos conhecem.

 

Segredo do Passado

Na trama, conhecemos Aaron (Eric Bana) um agente federal australiano que após saber da morte do melhor amigo em circunstâncias misteriosas resolve voltar para a cidadezinha onde foi criado, Kiewarra, no interior da Austrália, para ajudar a família do amigo a desvendar o crime. Só que ele não estava preparado para encontrar de frente seu passado e um outro mistério, ocorrido na sua adolescência, a morte de uma jovem, começa a encontrar suas verdades.

 

 

Conheça as ÚNICAS 5 Mulheres Indicadas na categoria de melhor Diretor(a) no Oscar

A primeira coisa que pensamos ao ler o título desta matéria é: só isso? Como Assim? Pois é, queridos leitores do CinePOP, na história de 92 anos dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (contando com este ano), apenas C-I-N-C-O mulheres foram indicadas na categoria de melhor direção.

Há quase um século, diversas diretoras de muito talento passaram por Hollywood e pelo cinema mundial sem serem notadas por grande parte dos votantes, membros da Academia. Tudo bem que no passado a sociedade em que vivíamos era outra, e que a mulher lutou e conseguiu conquistar muito espaço, direitos, inclusive no competitivo mercado de trabalho dominado pelos homens, nos mais variados âmbitos profissionais. O que incluiu a área de cinema.

Podia ser considerado “normal” para a época. Mas o que causa estranhamento é saber que desde os anos 1970, onde a sociedade mundial passou por inúmeros avanços de igualdade de gênero a passos largos, somente cinco mulheres tenham sido lembradas. E isso continua até hoje, numa edição do Oscar 2020 na qual temos apenas representantes masculinos na categoria. Não tivemos trabalhos de qualidade de diretoras mulheres? Não foram tão importantes ou bons quanto os dos homens? Muitos descordariam.

Mas aqui, não vamos tratar do constante desprezo e sim das importantíssimas lembranças que estas cinco mulheres obtiveram da Academia, se tornando verdadeiros marcos para a história mundial da sétima arte. São as diretoras mais talentosas que já pegaram numa câmera? Bem, muitos dirão que há controvérsias quanto a isso. Mas são diretoras de puro talento e que merecem ser enaltecidas? Isso sem dúvidas!

E para os chatos de plantão que irão argumentar que só diretoras americanas fazem parte da lista, saibam que a primeira diretora a ser indicada ao Oscar é uma italiana que fez carreira fora do cinema Hollywoodiano, assim como a segunda – uma neozelandesa.

Sem mais delongas, vamos conhecer essas profissionais pra lá de empoderadas, e não esqueça de comentar dizendo qual diretora você acha que deveria estar nesta lista e qual será a próxima a figurar nela.

Lina Wertmüller

Nascida em Roma, na Itália, a diretora fez carreira em seu país de origem, sem nunca ter produzido uma obra em Hollywood. Todos os seus 32 créditos na direção, incluindo longas de ficção, documentários, curtas e obras para a TV foram produções realizadas na Itália, e faladas no seu idioma natal. Wertmüller também é uma diretora autoral, tendo escrito todos os roteiros de seus mais de 30 trabalhos.

Este ano, a cineasta completará 92 anos de vida, e continua ativa. A Casa dos Gerânios, com Sophia Loren, foi lançado em 2004 – sua, até então, última obra nos cinemas. Depois disso, assinou Mannaggia alla Miseria! (2009), um filme feito para a TV; e Roma, Napoli, Venezia… in um crescendo Rossiniano, um documentário curta-metragem, lançado em 2014 – seu último filme até então.

Entre as obras mais conhecidas da cineasta está Por um Destino Insólito (1974), um romance dramático sobre luta de classes – uma relação quase beirando a síndrome de Estocolmo entre um proletário e uma dondoca -, que inspirou a comédia americana Um Salto para a Felicidade (1987), com Goldie Hawn e Kurt Russell; e foi refilmada em 2002 por Guy Ritchie como Destino Insólito, estrelado por sua então esposa Madonna.

Mas o filme que escreveu o nome de Lina Wertmüller como a primeira mulher a ser indicada ao Oscar na história foi Pasqualino Sete Belezas (1975). Estrelado pelo ator preferido da diretora, Giancarlo Giannini, o longa é um drama cômico sobre um desertor da Segunda Guerra Mundial, capturado pelos alemães, que faz de tudo para sobreviver. Além da direção de Wertmüller, Pasqualino Sete Belezas também foi indicado aos prêmios de melhor ator para Giannini, melhor roteiro original (para a diretora) e melhor filme estrangeiro no Oscar – mas terminou sem levar nenhum.

A estatueta do Oscar da única indicação da diretora terminou nas mãos do cineasta John G. Avildsen (falecido em 2017) por Rocky – Um Lutador. No mesmo ano estavam nomeados verdadeiras lendas como Ingmar Bergman (Face a Face), falecido em 2007; Sidney Lumet (Rede de Intrigas), falecido em 2011; e Alan J. Pakula (Todos os Homens do Presidente), falecido em 1998. Lina, no entanto, recebeu um Oscar honorário este ano, e pôde finalmente colocar as mãos na estatueta pelo seu conjunto importantíssimo de sua obra.

Jane Campion

Igualmente uma cineasta autoral, a neozelandesa Jane Campion foi a segunda mulher indicada ao Oscar na história do cinema. Sua indicação ocorreu em 1994, quase 20 anos após a nomeação da primeira mulher. Ou seja, temos uma terrível lacuna aí. Campion, em vias de completar 66 anos de idade, começou a carreira no início dos anos 1980 e tem 19 créditos na direção em seu currículo.

Assim como muitos artistas atualmente, a diretora migrou para a TV, onde criou e dirigiu 8 dos 13 episódios da prestigiada série de crime e mistério Top of the Lake, estrelada pela ótima Elisabeth Moss. Este ano, a cineasta lançará The Power of the Dog, drama sobre a briga de irmãos que herdaram um rancho, quando um deles se casa e é influenciado pela mulher. O longa traz o trio Kirsten Dusnt, Benedict Cumberbatch e Jesse Plemons nos papeis principais.

A única indicação da carreira de Campion como diretora, no entanto, veio pelo drama de época O Piano, que retrata a jornada de uma mulher muda na Nova Zelândia do século XIX, ao lado de sua filha e seu piano. Ela é prometida para o casamento com um homem rico, mas logo vê despertar o desejo por um trabalhador local.  Apesar de não ter levado para casa o Oscar de diretora (que parou nas mãos de um certo Steven Spielberg por seu trabalho em um certo A Lista de Schindler), Campion saiu vitoriosa naquela edição, com o Oscar de roteiro original.

O Piano foi um dos grandes filmes de sua respectiva edição do Oscar, embora atualmente muitos não lembrem ou falem sobre ele. O longa marcou época com suas 7 indicações ao Oscar, entre elas as de melhor filme, fotografia, figurino e edição – além, é claro, da citada de direção. O Piano saiu vitorioso de suas duas indicações de atuação: melhor atriz principal para Holly Hunter (no papel de uma muda) e atriz coadjuvante para a então pequena Anna Paquin, que venceu o Oscar aos 11 anos de idade – além da citada de roteiro.

Sofia Coppola

A mais jovem diretora mulher a ser indicada ao Oscar na categoria, Sofia Coppola tinha apenas 32 anos na época de sua indicação. A artista é, como não nega o sobrenome, filha do grande diretor Francis Ford Coppola, e aparecia em participações pequenas como atriz nas obras do pai, vide Vidas Sem Rumo, O Selvagem da Motocicleta, Cotton Club e Peggy Sue. Seu “grande” trabalho e maior papel viria com O Poderoso Chefão III, no qual viveu um dos personagens mais importantes do filme, Mary Corleone, filha do protagonista Michael, interpretada por Al Pacino, e neta do icônico Vito Corleone – imortalizado por Marlon Brando.

Pelo papel de Mary Corleone, Sofia Coppola foi indicada duplamente ao Framboesa de Ouro – prêmio que se comporta como o “anti-Oscar”, uma grande brincadeira com os piores do ano. Coppola foi indicada para pior estreia e pior atriz. Brincadeiras à parte, muitos especialistas acreditam que sua atuação comprometeu o filme, já que seu personagem era essencial para a trama. É inquestionável que esta foi uma aposta arriscadíssima bancada por Francis Ford, que escalou sua filha sem muita experiência como atriz para uma personagem desta magnitude. O papel originalmente foi oferecido para Winona Ryder, que não pôde aceitar por motivos de agenda.

Mas Sofia deu a volta por cima e se tornou uma diretora autoral de mão cheia. Seu primeiro trabalho, As Virgens Suicidas (1999), foi uma produção elogiadíssima. E logo em seu segundo filme como diretora, Coppola recebeu uma indicação ao Oscar pelo comando da obra Encontros e Desencontros (2003), filme que fala sobre a alienação e conexão de duas pessoas muito diferentes no Japão: um ator de meia idade e uma jovem esposa – personagens de Bill Murray e Scarlett Johansson, respectivamente.

Aliás, Coppola foi indicada não apenas um Oscar, mas 3 – já que também recebeu a nomeação de melhor filme (como produtora) e levou para casa, assim como Campion, a estatueta de melhor roteiro original.  A verdade é que no ano de 2004 não teve pra ninguém, e O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, desfecho da trilogia, dominou a premiação. Assim, naturalmente, o prêmio de direção foi para o comandante da obra, Peter Jackson – numa premiação aonde ainda tínhamos o diretor brasileiro Fernando Meirelles indicado na categoria por Cidade de Deus.

Encontros e Desencontros recebeu também a indicação de melhor ator para Bill Murray – a primeira e única da carreira do veterano. Este ano, em vias de completar 49 anos, Sofia Coppola lançará On the Rocks, sua terceira colaboração com Murray, que viverá no filme um bon vivant numa jornada de reconciliação com sua distante filha.

Kathryn Bigelow

Três diretoras haviam tentado antes, mas só a quarta obteria a consagração máxima dos Deuses do Cinema. Com um hiato um pouco menor (da primeira para a segunda foram 17 anos, da segunda para a terceira foram 10 anos e da terceira para a quarta foram 6 anos), uma mulher voltava a ser prestigiada com uma indicação na categoria de melhor direção. Seu nome: Kathryn Bigelow.

E não apenas isso, pela primeira vez, uma mulher sairia vitoriosa desta indicação. Bigelow levou para casa o Oscar de direção pelo tenso Guerra ao Terror, sobre soldados cuja função é desarmar bombas enterradas na guerra do Iraque. O filme foca no vício da adrenalina que tais militares adquirem, sem conseguir se readaptar à vida normal. Guerra ao Terror foi indicado para 9 Oscar, e saiu vitorioso de 6 – além da direção de Bigelow, também como filme do ano e roteiro original. A diretora tinha 58 anos na época de sua vitória.

Bigelow começou a carreira ainda no final da década de 1970, e tem 21 créditos no currículo como diretora. Ao contrário das demais cineastas da lista, ela se especializou no cinema de ação, thrillers repletos de adrenalina e filmes que no passado eram muito associados a diretores homens. Afinal, poucos devem saber que obras como Quando Chega a Escuridão (1987), Jogo Perverso (1990), Caçadores de Emoção (1991) e Estranhos Prazeres (1995) foram dirigidas por uma mulher. O que a torna mais fora da caixinha e destruidora de paradigmas. Muito desta experiência se deve ao relacionamento profissional e depois pessoal com o diretor James Cameron, um especialista em imaginação e megalomania. Bigelow foi casada com o diretor de 1989 a 1991.

No rastro de Guerra ao Terror, Bigelow voltou a emplacar no Oscar com seu filme seguinte: A Hora Mais Escura (2012). Outro filme “porradão”, o longa retratava a caçada ao terrorista Osama Bin Laden. Mas, desta vez, um toque feminino, a protagonista era vivida por uma Jessica Chastain “sangue nos olhos”.  Apesar da qualidade na direção, e das 5 indicações ao Oscar (incluindo melhor filme, roteiro e atriz para Chastain), e a vitória na categoria de som, a diretora não foi lembrada pela Academia por seus esforços. Um grande equívoco. Seu último trabalho no cinema até o momento foi o drama racial Detroit em Rebelião (2017).

Greta Gerwig

Fechando a lista, temos a nova queridinha da Academia. Bem, em partes. Atriz e roteirista transformada em cineasta, Greta Gerwig é a menos “experiente” da lista, mas marcou um “golaço” logo em seu trabalho de estreia. Companheira do diretor Noah Baumbach, a dupla trabalhou junta em projetos como Greenberg: O Solteirão (2010), Frances Ha (2013) e Mistress America (2015) – nos dois últimos, além de atriz, Gerwig colaborou com o roteiro também.

Seu primeiro trabalho como diretora foi em parceria com Joe Swanberg, dividindo os créditos em Nights and Weekends (2008). Sua estreia oficial solo viria com Lady Bird (2017), sensação na época de prêmios de seu respectivo ano, incluindo o Oscar, que colocou Gerwig no mapa como talento inevitável aos 34 anos. Na época de suas respectivas indicações, Wertmüller tinha 47 anos, Campion tinha 39 anos, Coppola tinha 32 anos, e Bigelow venceu com 58 anos (a mais velha dentre as indicadas). Gerwig, sendo assim, é a segunda mais jovem mulher a ser indicada, atrás somente da menina de ouro Sofia Coppola.

Lady Bird foi indicado para 5 prêmios no Oscar, incluindo melhor filme e atriz principal para a preferida de Gerwig, Saoirse Ronan, além de diretora, é claro, mas terminou a noite de mãos vazias. Esse ano, Gerwig volta ao radar do Oscar com um filme ainda mais ambicioso e, segundo a maioria, de qualidade ampliada em relação à sua estreia. A releitura do clássico Adoráveis Mulheres foi indicado para nada menos do que 6 Oscar, incluindo melhor filme, e já é um dos mais queridos do grande público, de todos os tempos. Injustamente, porém, Gerwig não recebeu uma segunda nomeação. Mas a artista não está totalmente fora de jogada, já que descolou uma indicação pelo roteiro adaptado da obra.

O próximo projeto da cineasta será a adaptação da famosa boneca Barbie para as telonas, que ganhará as formas em carne e osso da “Barbie viva” Margot Robbie – e não existe ninguém melhor (Anne Hathaway que me desculpe) para o papel.

E você, também acha que as mulheres seguem sendo esnobadas pelo Oscar? É fã das diretoras que foram indicadas? Quem você acha que será a próxima mulher a ser indicada na categoria? Comente.

‘Minecraft’, ‘Capitão América’, ‘Branca de Neve’: Quais foram as maiores estreias nas BILHETERIAS em 2025 até o momento

Minecraft‘, nova superprodução da Warner, baseado em um videogame querido por crianças e adolescentes ao redor do mundo, se tornou o grande sucesso de 2025 até o momento. Mas vamos por partes. Nestes primeiros três meses e meio de 2025, o cinema tem visto mais decepções do que sucessos. É sabido que o início de cada ano é uma época difícil para as estreias nas telonas. Isso porque os primeiros meses do ano geralmente é a época em que os grandes estúdios “desovam” tudo o que ficou esquecido do ano anterior, os filmes que “sobraram” e não encontraram data para estrear. Geralmente são aqueles filmes que os estúdios não têm muita confiança.

Sendo assim, é esperado que os primeiros três meses de cada ano sejam reservados para as estreias mais fracas nos cinemas. É claro que toda regra possui suas exceções. Mas não espanta muito, por exemplo, a Disney ter guardado duas de suas superproduções mais polêmicas (‘Capitão América: Admirável Mundo Novo’ e ‘Branca de Neve’) para o início de 2025. Se formos pensar, o ano ainda não conseguiu engatar. Nada do que foi apresentado se tornou um grande sucesso. Exceto pelo citado ‘Minecraft‘.

Abaixo faremos uma recapitulação do que foi 2025 em Hollywood nesses primeiros três meses e meio. É claro que essa lista mudará com o passar dos meses – assim esperamos – ou seja, faremos outras listas com este tópico ao longo do ano. Confira abaixo as maiores estreias de 2025 nos EUA até o momento.

10) Um Daqueles Dias

Comédia à moda antiga, sobre duas amigas negras precisando desesperadamente encontrar uma forma de pagar seu aluguel, antes que sejam despejadas do apartamento. Quem estrela é Keke Palmer, de ‘Não! Não Olhe!’ (2022). O curioso é perceber que esta comédia desconhecida conseguiu arrecadar mais em sua estreia do que longas mais badalados como ‘Acompanhante Perfeita’, ‘O Lobisomem’, ‘Novocaine’ e ‘Ameaça no Ar’. O filme arrecadou em seu fim de semana de estreia US$11.8 milhões.

09) Paddington: Uma Aventura na Floresta

Os filmes do ursinho Paddington são ótimos, e recentemente o segundo longa desbancou inclusive ‘O Poderoso Chefão’ como o melhor filme de todos os tempos em uma pesquisa de um veículo renomado. Parece loucura, mas o filme infantil é bom neste nível. No entanto, nenhum deles se tornou um verdadeiro fenômeno de bilheteira. Em especial nos EUA, já que se trata de produções inglesas. O terceiro filme estreou com US$12.7 milhões na Terra do Tio Sam.

08) O Macaco

O ano de 2025 mal começou e já tivemos inúmeros filmes de terror de qualidade abrilhantando os quatro primeiros meses. Filmes como os citados ‘O Lobisomem’, ‘Acompanhante Perfeita’, além de ‘A Mulher no Jardim’, ‘A Morte de um Unicórnio’ e ‘Heart Eyes’. No entanto, nenhum deles foi mais bem-sucedido do que ‘O Macaco’, novo filme do mesmo diretor de ‘Longlegs’, baseado em um conto de Stephen King. O longa abriu sua estadia nos cinemas com US$14 milhões e ocupa a oitava posição das maiores aberturas do ano até o momento.

07) Covil de Ladrões 2

Recentemente temos visto um fenômeno interessante no mundo do cinema. Acontece que o mundo está tão polarizado, que tudo acaba virando política. E parte disse se traduz nos filmes. Uma grande parcela do público tem se voltado novamente para o tipo de filme “tiro, porrada e bomba”, talvez como uma volta ao passado, para os anos 80, para uma época que julgam ter sido melhor. Seja como for, o segundo ‘Covil de Ladrões’, novamente com Gerard Butler, é até o momento a sétima melhor estreia nos cinemas norte-americanos, com US$15 milhões. É claro também que isso deve mudar até a metade do ano.

06) Resgate Implacável

Tudo o que foi dito acima pode servir para cá também. Aqui falamos do novo filme de Jason Statham, um dos maiores especialistas no gênero “tiro, porrada e bomba”. Nada de errado com o gênero, mas geralmente precisamos mais do que isso incluído na trama. Nada de errado com um bom filme de ação, ainda mais se ele tiver uma história espetacular, repleta de reviravoltas. Mas alguns deles se tornam apenas mais do mesmo. E bem, é o que a crítica tem dito dos últimos exemplares de Statham. Bem, o que podemos dizer também é que ele possui seus fãs, pois está aqui na sexta posição, com US$15.5 milhões de estreia.

05) Mickey 17

Como você já pôde perceber pela lista, mais da metade das maiores estreias não são, por assim dizer, nada memoráveis. Chegamos na metade com filmes que sequer conseguiram romper a marca de US$20 milhões de estreia em território americano. Isso ainda é efeito da pandemia, e da ascensão dos streamings. Hoje, o público está muito mais seletivo sobre o que vai assistir nas telonas e gastar dinheiro. Sendo assim, é preciso que os estúdios melhorem seus repertórios também. Aqui temos uma investida fora da caixinha do mesmo diretor de ‘Parasita’, porém, retornando ao gênero da ficção científica e fantasia. O longa estreou com US$19 milhões – bem abaixo do esperado.

04) O Homem-Cão

Com a quarta posição, subimos um pouco o valor da arrecadação da estreia de um filme nas bilheterias, mas não muito. Aqui temos também a primeira grande animação do ano, baseado em uma série de livros infantis, sobre um policial que sofre um acidente e termina misturado a um cachorro (corpo de homem e cabeça de cachorro). É claro que as histórias possuem seu público-alvo, e a garotada prestigiou a estreia, garantindo assim uma bilheteria de US$36 milhões no primeiro fim de semana. Um sucesso moderado.

03) Branca de Neve

Agora sim, adentramos o top 3 das maiores estreias do ano até o momento. Começamos com uma que chegou recentemente, tendo estreado no final de março. Uma das produções mais esperadas do ano, ‘Branca de Neve’, obviamente, é a versão em carne e osso da primeira animação da Disney, datando de 1937. No entanto, antes mesmo de ser lançado, o filme já vinha acumulando polêmicas. Foram muitas, desde questões políticas (visões divergentes das duas estrelas), sociais, comentários deslocados e até mesmo a mudança em relação ao original. ‘Branca de Neve’ parecia assombrado demais para dar certo. O filme teve uma abertura fraca para os padrões deste tipo, com US$42.2 milhões. Mundialmente ainda não conseguiu chegar à marca de US$200 milhões.

02) Capitão América: Admirável Mundo Novo

A Disney está encrencada nesse começo de 2025, e precisa tirar da cartola um sucesso para não terminar o ano no vermelho. Acreditamos que seus dois próximos grandes filmes serão sucesso, com ‘Thunderbolts’ e ‘Lilo e Stich’. Aqui, embora ocupe a segunda e terceira posições, podemos dizer que nem ‘Branca de Neve’, nem ‘Capitão América 4’ se tornaram o sucesso esperado pelo estúdio. ‘Branca de Neve’ possui suas polêmicas, daria para listar todas. Já ‘Capitão América’ parece que tentou evita-las ao máximo, se tornando um filme morno, que tem medo de tocar na ferida. O longa se tornou um dos mais fracos da Marvel, com uma estreia de US$88.8 milhões. Sim, é alta para os padrões de 2025 até o momento, mas baixa para o padrão Marvel.

01) Um Filme Minecraft

Enquanto a Disney tropeça em seus lançamentos em live-action ou juntos da Marvel, a Warner sai na frente, e usa o boca a boca a seu favor, transformando um filme que muitos anunciavam como fracasso, na nova sensação cult do momento. Quando lançou seu trailer, muitos já previam que ‘Um Filme Minecraft’ seria um fracasso. Mas eis que a base de fãs, formada por crianças e adolescentes resolveu apoiar o filme, e comparecer em sua estreia, garantindo o maior sucesso do ano até o momento.

Você certamente já viu os vídeos com a algazarra que os adolescentes vêm fazendo dentro dos cinemas nos EUA, chegou a virar caso de polícia. Tudo isso graças a uma frase do filme que virou meme. O momento traz Jack Black proferindo “Chicken jóquei”, momento esse que já havia viralizado no tik-tok. Foi o que bastou para o público-alvo ir à loucura. Toda vez que o ator diz isso em alguma exibição, os “aborrecentes” jogam pipoca, gritam e pulam de suas cadeiras. Em uma exibição, chegaram ao cúmulo de levar uma galinha viva, tudo flagrado, é claro, por muitos celulares. Senão não tem graça. ‘Minecraft’ estreou com US$157 milhões, quebrando o recorde de 2025 até o momento. Hoje, no momento em que esta matéria vai ao ar, o longa já arrecadou mais de meio bilhão de dólares no mundo.

E você, quais filmes acha que irão quebrar o recorde da estreia de ‘Minecraft’? Ainda tem muita coisa boa para estrear, o ano está apenas começando.

Violência doméstica no trailer tenso do terror ‘All Souls Night’

O terror ‘All Souls Night‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

O filme foi dirigido por Aloy Adlawan e Jules Katanyag.

“Shiela (Andi Eigenmann), uma jovem estudante, consegue um emprego temporário para ajudar uma esposa a cuidar de seu marido doente e sua jovem filha. Uma das regras da casa é que ela não pode sair, fazendo-a ficar presa ao lugar – onde ela vai testemunhar abusos cometidos pela mãe contra sua própria filha e marido – e precisará encontrar um jeito de sair se não quiser ficar presa nesse inferno doméstico para sempre.”

A trama é baseada em uma história de Gin de Mesa, e o roteiro foi escrito por Danzen Santos-Katanyag e Aloy Adllawan.

‘A Bruxa de Blair’ ganhará jogo baseado no filme; Confira o trailer!

Logo quando vocês pensaram que era seguro voltar à floresta… A Lionsgate vai lançar um jogo baseado na popular franquia ‘A Bruxa de Blair‘.

Confira o trailer:

O jogo foi desenvolvido pela Bloober Team, que também é responsável por ‘Layers of Fear‘.

É 1996. Um jovem desaparece na floresta de Black Hills, perto de Burkittsville, Maryland. Assim como Ellis, um ex-policial com um passado complicado, você se junta à busca. O que começa como uma investigação comum, logo se transforma em um pesadelo sem fim enquanto você confronta seus medos e a Bruxa de Blair, uma misteriosa força da assombra a floresta.

Com previsão de lançamento para o dia 30 de agosto, o jogo será lançado para Xbox One e PC.

‘Parasita’ ultrapassa a marca dos US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais

Após ser o grande destaque no Oscar 2020, o aclamado ‘Parasita‘ ultrapassou a impressionante marca dos US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais.

Somente nos EUA, o longa arrecadou US$ 48.9 milhões. Já, no mercado internacional, foram US$ 155.6 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 204.5 milhões mundialmente.

Vale lembrar que ‘Parasita’ fez história na 92ª edição do Oscar.

Dirigido por Bong Joon-ho, o longa-metragem sul-coreano foi indicado a seis categorias, levando quatro prêmios para casa, tornando-se o primeiro filme de língua não inglesa a ganhar o Oscar de Melhor Filme em quase cem anos de premiação.

Suas outras conquistas incluíram Melhor Roteiro OriginalMelhor Filme InternacionalMelhor Diretor.

A produção acompanha um  jovem e sua família desempregada. Eles acabam ficando obcecados com a vida de uma outra família. Algo acontece e este clã desamparado se vê envolvido num grande problema.

O elenco conta com Song Kang-ho, que trabalhou com o diretor  em O Hospedeiro (2006) e ‘Expresso do Amanhã’ (2013), e Choi Woo-shik, de ‘Invasão Zumbi’ (2016) e Okja.

‘Come Play’: Gillian Jacobs está assustada no novo clipe do terror; Confira!

O terror ‘Come Play‘ ganhou um novo clipe.

Confira:

Nos EUA, o terror será lançado nos cinemas no dia 30 de outubro.

Dirigido por Jacob Chase, o longa é baseado no assustador curta-metragem Larry.

Um menino solitário, desesperado por um amigo, busca companhia e refúgio em seu tablet. Quando uma criatura misteriosa usa o aparelho da criança para entrar em nosso mundo, os pais devem lutar para salvar seu filho de uma ameaça real.

Gillian Jacobs, Azhy Robertson e John Gallagher Jr. estrelam a produção.

‘Shepherd’: Terror no estilo ‘A Bruxa’ ganha teaser arrepiante; Confira!

O terror ‘Shepherd‘ ganhou o primeiro teaser trailer.

Confira:

Russell Owen é responsável pela direção.

Fugindo da tristeza após a misteriosa morte de sua esposa, Eric Black consegue um emprego como pastor. Preso sozinho em uma ilha castigada pelo clima majestoso com um segredo sinistro. A loucura repentina de um homem encontra uma força sobrenatural vingativa. O que começa como uma fuga perfeita varrida pelo vento se torna uma corrida para salvar sua sanidade e sua vida.

O elenco conta com Tom Hughes, Greta Scacchi, Kate DickieGaia Weiss.

No UK, o terror será lançado nos cinemas no dia 5 de novembro. No Brasil, segue sem previsão.

‘Do Esboço à Realidade’: Documentário mostra o processo de criação das animações da Disney; Confira o trailer!

O Disney+ divulgou o primeiro trailer da série documental ‘Do Esboço à Realidade‘, que mostrará os bastidores do processo de criação das animações clássicas do estúdio.

Confira:

A produção será lançada na plataforma no dia 27 de abril.

Dos mesmos criadores de ‘Chef’s Table‘, o documentário foca em diversos personagens da Disney ao longo dos anos – como os recentes Mirabel de ‘Encanto‘ e Olaf de ‘Frozen: Uma Aventura Congelante‘ e outros mais clássicos como o Gênio de ‘Aladdin‘ e Kuzco de ‘A Nova Onda do Imperador‘.

A série documental contará com seis episódios.

Elenco se reúne no cartaz do revival de ‘Teen Wolf’; Confira!

A Paramount+ divulgou o primeiro cartaz do filme baseado na série ‘Teen Wolf‘, que destaca o retorno do elenco original.

Confira, com as imagens promocionais:

O elenco do rerival trará o retorno de Tyler Posey como Scott McCall, Holland Roden como Lydia Martin, Shelley Hennig como Malia Tate, Crystal Reed como Allison Argent, Orny Adams como Coach Bobby Finstock, Linden Ashby como Sheriff Noah Stilinski, JR Bourne como Chris Argent, Seth Gilliam como Dr. Alan Deaton, Colton Haynes como Jackson Whittemore, Ryan Kelley como Vice Jordan Parrish, Melissa Ponzio como Melissa McCall, Dylan Sprayberry como Liam Dunbar e Tyler Hoechlin como Derek Hale.

Dylan O’Brien não aceitou o convite para voltar ao filme. Além dele, Arden Cho também não retorna.

No filme ‘Teen Wolf‘, um terrível mal surgiu na cidade de Beacon Hills. Os lobos estão uivando mais uma vez, pedindo o retorno de Banshees, Werecoyotes, Hellhounds, Kitsunes e todos os outros metamorfos da noite. Mas apenas um lobisomem como Scott McCall, que agora não é mais um adolescente, e sim um Alfa, pode reunir novos aliados e reunir amigos de confiança para lutar contra o que poderia ser o inimigo mais poderoso e mortal que eles já enfrentaram.

O criador da série Jeff Davis volta para supervisionar o projeto.

Para quem não conhece, ‘Teen Wolf‘ estreou em 05 de junho de 2011 e se tornou uma febre entre o público adolescente, o que lhe rendeu seis temporadas.

Na trama, Posey interpreta Scott McCall, um estudante do ensino médio que é mordido por um lobisomem e precisa aprender a controlar seus instintos animais para proteger seus amigos e sua família.

Vale lembrar que o final da última temporada abre margem para uma continuação, com Scott e sua trupe deixando a cidade para recrutar mais lobos para se juntar ao seu bando e ajudar a lutar na guerra.

Vídeo conceitual revela cena de perseguição DELETADA de ‘O Predador: A Caçada’; Confira!

Para promover o lançamento do aclamado ‘O Predador: A Caçada‘ no mercado de vídeo, a 20th Century Home Entertainment divulgou um novo vídeo conceitual destacando uma cena excluída da produção.

No vídeo, o Predador inicia uma perseguição intensa com a heroína Naru em cima das árvores. Infelizmente, a cena nunca chegou a ser gravada e só existe neste formato de pré-visualização.

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Vale lembrar que o longa já está disponível no Star+!

Crítica | ‘Game Of Thrones’ – 6ª Temporada (10º Episódio)

UM FINAL IRRETOCÁVEL

 

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A melhor forma de pensar este 10º episódio é discutindo a 6ª temporada como um todo. Sabem qual é o problema de escrever resenhas de uma série episódio por episódio? A falta do final; sempre resenhamos no escuro. Quem acompanhou minhas resenhas da 5ª temporada e desta 6ª temporada poderá encontrar várias passagens nas quais falo de pontos negativos. Considerei a 5ª temporada a mais fraca até hoje, e estava achando a 6ª temporada melhor que a anterior, mas não superior às demais. Isso, até hoje. Porque este 10º episódio encerra de uma forma que faz desta 6ª temporada uma das mais significativas – quiçá a mais significativa – de Game Of Thrones – GoT. Se é a mais perfeita, precisaria rever a série toda; se é a que mais agradou, isso fica ao gosto de cada um. O que é difícil negar é a importância desta 6ª temporada. Foi a temporada que resolveu muitas coisas! Assim, vamos falar deste 10º episódio relendo a 6ª (e 5ª) temporada(s).

Observando a 6ª temporada completa, a impressão que fica é dela ter cumprido três grandes funções: redimiu a 5ª temporada inteira, ao dar sentido para ela; colocou GoT rumo ao seu desfecho, resolvendo várias tramas; e fez de Jon Snow (Kit Harington) um dos protagonistas da série.

Muitas coisas que parecia sem sentido ou mesmo tempo morto na 5ª temporada, e mesmo nesta 6ª, ganharam significado. Ganhei um estímulo para rever a temporada anterior. Se o 10ª episódio deu um sentido todo especial para a 6ª temporada, esta temporada deixou em mim a impressão de que a 5ª temporada foi um prólogo para a sexta. Se isto não redime os erros, faz deles bem menores. O caso mais emblemático é do Alto Pardal (Jonathan Pryce).

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O plot do Pardal sempre apareceu um tanto sem rumo. Do ponto de vista da narrativa, não ficava claro qual seria a função dele para o todo da série. Cheguei a cogitar que sua função era ser o instrumento da queda de Cersei (Lena Headey) e ascensão dos Tyrell. Errei feio! O final de Cersei sentando no trono de ferro faz dos acontecimentos das duas últimas temporadas uma espécie de purgatória para a personagem, enquanto o terreno era preparado para ela assumir a coroa – quase um golpe de estado. Um desfecho bem surpreendente, especialmente considerando que a profecia diz que Cersei irá morrer. Aguardemos.

A parte inicial deste 10ª episódio foi impressionante. A música impunha mais um drama fúnebre do que um suspense com consequências explosivas. Com o avanço da sequência, os eventos aumentavam o suspense e as mudanças de tons da melodia apenas reforçavam o que estava na tela. Nenhuma cena, porém, foi tão impactante quanto o silencioso e seco suicídio de Tommen (Dean-Charles Chapman), cortado pela voz de Walder Frey (David Bradley) saudando os Lennister, em uma feliz ponte sonora. A reação de Cersei diante do corpo do filho é ambígua. Seria loucura? Ela estava apenas conformada, por conta da profecia? Ou foi erro de roteiro? – afinal, Cersei sempre amou os filhos.

Por falar em Walder Frey, um plot desta 6ª temporada que parecia pura encheção de linguiça foi o cerco à Correrrio. Tanto o cerco quanto o reaparecimento dos Freys serviu apenas para vermos Arya (Maisie Williams) vingando-se pelo casamento vermelho. Ficaria disfuncional os Freys reaparecerem sem mais nem porquê no último episódio.

Reclamei horrores de Arya na temporada passada. Horas mortas sem razão! Sabíamos, em tese, que ela estava se preparando para sua vingança. Mas, foi algo tão arrastado, que gerou desinteresse. Aí, em uma única cena, deixamos de teorizar e sentimos na veia a vingança de Arya. Finalmente, reencontramos a Arya forte que aprendemos a amar.

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São dois exemplos marcantes de como o 10º episódio – e a temporada de forma geral – amarrou melhor a trama da série. Ainda há falhas e mesmo esta 6ª temporada não foi a perfeitinha; exemplo, no 9º episódio, o blá-blá-blá de Melisandre (Carice van Houten) sobre uma possível morte em combate de Jon Snow foi ridículo, uma tentativa covarde dos roteiristas enganarem um espectador menos experiente.

Para além de corrigir erros, esta temporada, especialmente o 10ª episódio, resolveu várias tramas e colocou a história para frente. O mais emblemático foi Daenerys (Emilia Clarke) finalmente indo pro pau. Muita coisa indicava que essa hora estava chegando. Neste ponto, os roteiristas foram sábios, aglutinando várias tramas – algumas à deriva – em torno de Dany. Esse desfecho justifica o resgate nesta temporada de um núcleo como o das ilhas de Ferro e dá alguma razão de ser para Dorne.

Em um episódio tão bom – o melhor 10ª episódio da série até aqui – é difícil contar nos dedos os melhores momentos. Há um, porém, que já entrou na categoria dos memoráveis. O combo revelação da linhagem de Jon Snow e sua consagração como Rei do Norte. Se a visão de Bran (Isaac Hempstead Wright) não permitiu que escutássemos a conversa entre Lyanna e Ned, a revelação do segredo se deu de forma unicamente visual com um close do bebe e outro belo close no rosto de Jon. Dois planos simples que o consagraram como um dos personagens mais importantes da saga.

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A sua aclamação como Rei do Norte – junto com o belo discurso da Lyanna Mormont (Bella Ramsey) <3 – foi na verdade fogos de artifício comemorando o maior feito desta temporada: fazer de Jon Stark Targaryen um mito dentro da narrativa das Canções de Gelo e Fogo. Em uma primeira leitura, poderíamos dizer que Titio Martin utilizou em sua narrativa a estratégia usada pelo diretor Alfred Hitchcock nos cinema, de apresentar um falso protagonista que sairá de cena para dar espaço ao real protagonista. Até por ser uma série (de livros ou televisiva), mais extensa do que um filme, podemos extrair três interpretação sobre o que é GoT.

A primeira interpretação é GoT como a narrativa sobre Jon Snow, que seria ao poucos revelada em meio à guerra dos tronos, como verdadeiro herói da saga, síntese do gelo e do fogo, capaz de enfrentar os perigos que chegam com o inverno. Em uma segunda leitura, GoT é a saga da família Stark, dissolvida após a morte de seu patriarca, que aos poucos vai se reconstruindo em meio às lutas dos homens e os mortos vivos trazidos pelos ventos do inverno – aqui, GoT ainda seria sobre a queda da poderosa família Lannister.

Gosto muito de ver a série como a narrativa da família Stark. Porém, espero que o final demonstre que a série é também a saga de uma heroína. Se a morte e ressurreição consagrou Jon Snow como um mito de Westeros, a imagem final deste 10º episódio, com a inacreditável frota da mãe dos dragões, apenas cofirmaram a potência de Daenerys. E aqui deixo minha terceira leitura: GoT como a saga de Jon e Daenerys que, superando a guerra dos homens, unem o gelo e o fogo, formando a canção que irá iluminar a longa noite!

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Comentários Avulsos:

– Muita emoção ao rever Winterfell na abertura com o símbolo dos Stark;

– Ao contrário da crítica de algumas feministas mais radicais, de que a série é machista, esta temporada coloca as mulheres na liderança da guerra dos tornos;

– Cersei e Jaime (Nikolaj Coaster-Waldau) prometem confrontos doloros na próxima temporada;

– Apesar do anunciado, acho que a próxima temporada acabará tendo 10 episódios.

– Ou Jon Sow é o Azor Ahai ou o Azor Ahai é a junção de Jon e Daenerys. Será que essa aposta eu acerto?! Rsrsrs.

– O que resta em GoT: luta pelo trono e luta contra o Rei da Noite. Os roteiristas podem fazer tudo correr ao mesmo tempo, ao longo de duas temporadas; ou concentrar a luta pelo trono na próxima temporada e a luta contra o Rei da Noite na temporada final. Quem sabe, a proximidade da ameaça vinda além da Muralha sirva como elemento estabilizador da coroa em Westeros.

E, aí, o que achou do episódio? Ficou emocionado com a abertura? O que mais gostou? Qual foi sua maior surpresa? Foi a melhor temporada de todas, ou não? Também vai fazer fanpage para Lyanna Mormont? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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10 Filmes com histórias de amor COMOVENTES

Caminhando pelo sentimento mais poderoso existente, alguns longas-metragens nos levam até histórias onde o poder das emoções se mostra presente. Entre relacionamentos apaixonados, crises existenciais, amor de mãe, várias dessas tramas comovem nossos corações. Pensando nisso, e pra você que curte esse recorte de nossa existência, segue abaixo uma lista com 10 COMOVENTES histórias de amor:

 

Meu Bolo Favorito

A vida da ex-enfermeira e viúva Mahin (Lili Farhadpour), uma mulher que se prendeu em uma solidão faz décadas, caiu na mesmice. Vendo as amigas que adora cada vez menos a cada ano, vive sozinha numa casa tendo contato com as filhas somente pelo celular. Certo dia, algo desperta nela e tomando coragem para se livrar do cantinho solitário que passa o cotidiano, acaba tendo um encontro pra lá de casual com o também solitário, e taxista, Faramarz (Esmaeel Mehrabi), com quem passa uma noite inesquecível, cheia de surpresas.

 

Os Dois Hemisférios de Lucca

Baseado no livro Los dos hemisfrios de Lucca escrito por Bárbara Anderson e dirigido pela cineasta Mariana Chenillo – que já havia realizado um belíssimo trabalho no filme Paraíso (2013), exibido no Festival do Rio – Os Dois Hemisférios de Lucca é um olhar para uma jornada que consegue completar todas as lacunas com a emoção, movida também pelo real sentimento do que é uma família unida.

 

Baby

Na trama conhecemos o jovem Wellington (João Pedro Mariano), que ao sair de um reformatório vai em busca dos pais que não mantiveram contato enquanto ele estava em reclusão. Ao se ver perdido na maior cidade do país, certo dia seu destino se cruza com o de Ronaldo (Ricardo Teodoro), um homem que sobrevive se prostituindo e traficando. Aos poucos esse relacionamento se estabelece com muitas fases que vão desde amor intenso até caóticos desencontros.

 

Cidade dos Anjos

Na trama, conhecemos um anjo chamado Seth (Nicolas Cage), uma alma imortal que tem a missão de olhar pelas pessoas em aflição em uma Los Angeles da atualidade. Quando ele começa a se aproximar da história da médica Maggie (Meg Ryan), uma intensa paixão logo toma conta dele fazendo com que o mesmo opte pela mortalidade mesmo sabendo os riscos desse desejo.

 

O Dia que te Conheci

Na trama, ambientada em uma Minas Gerais na atualidade, conhecemos Zeca (Renato Novaes), um simpático homem, imaturo, por muitas vezes inocente, descompromissado com o que pode vir no futuro, que trabalha na biblioteca de uma escola pública localizado longos quilômetros longe de sua casa. Um dia, por conta de seus constantes atrasos por um presente ligado à crises de sono intensas, é demitido de seu trabalho. No mesmo dia, pega uma carona com Luísa (Grace Passô) e entre desabafos e papos sobre diversos assuntos aos poucos um vai abrindo o coração para o outro.

 

Horizonte

Na trama, conhecemos, um senhor já na parte final de sua vida (Raymundo de Souza) que se vê em um presente tumultuado, com a família em conflito após a morte de um membro. Morando numa casa onde não é bem-vindo, onde a solidão bate mais forte a cada segundo que passa, certo dia, após ouvir um anúncio numa rádio local, resolve se mudar para um condomínio de casas que está sendo construído com o apoio da prefeitura. Nesse lugar descobre um novo sentido da vida e até mesmo é surpreendido por um novo amor.

 

Dois Corações

O cineasta mexicano Lance Holl, que lá atrás, há quase 40 anos, comandou a ação em Braddock 2: O Início da Missão, com o lendário Chuck Norris, chega para seu quarto longa-metragem como diretor dessa vez para apresentar uma história baseada em fatos reais que nos apresentam as surpresas emocionantes de duas histórias que correm em paralelo pelas estradas sempre conflitantes dos sentimentos ligados à perda e ao amor. Esse é um filme para assistir com um lencinho do lado!

 

Eduardo e Mônica

Na trama, conhecemos Eduardo (Gabriel Leone) e Mônica (Alice Braga). Eles não sabem mas vão se apaixonar perdidamente. Ele, um jovem que está perto de prestar o vestibular, joga futebol de botão com seu avô (com quem mora após o falecimento de sua mãe), tem o sonho de ser engenheiro, nunca se apaixonou. Ela, uma jovem já na fase final da residência em medicina, que faz experimentos visuais em festas e espaços, mora sozinha e anda de moto, gosta do movimento Nouvelle Vague, está antenada em manifestações e na luta por dias melhores para sua comunidade. Essas duas almas vão se encontrar em uma festa e o destino deles estará entrelaçado para sempre.

 

Suk Suk – Um Amor em Segredo

Na trama, conhecemos Pak (Tai-Bo), um taxista que passou as últimas duas décadas dirigindo 18 horas por dia para dar uma estrutura de vida aceitável para sua esposa e seus filhos. Certo dia encontra um homem por quem logo se apaixona, o aposentado Hoi (Ben Yuen), pai de família que criou o filho sozinho e hoje vive seus dias lutando pelos direitos aos homossexuais, ajudando os amigos e buscando uma relação melhor com o filho agora adulto e cada vez mais distante. Essas duas almas precisarão descobrir qual o tamanho e força dessa relação que se estabelece e principalmente que rumos gostariam de trilhar no futuro.

 

Diga-me Quando

Filme de estreia na direção e roteiro do cineasta mexicano Gerardo Gatica, Diga-me Quando apresenta pequenos exageros costurados com clichês mas nada que gere bocejos ou desinteresse, pelo contrário, o projeto se apresenta muito mais profundo do que aparenta, uma belíssima construção com diálogos criativos, emoções variadas, se tornando uma crônica latina sobre as descobertas do amar. Sem pretensão de ser perfeito, se arrisca com sucesso nas linhas tumultuadas da melancolia.