Site Página 202

Marvel libera quadrinhos gratuitamente para os fãs por tempo limitado

Para ajudar os fãs dos quadrinhos a lidarem com o período de quarentena, a Marvel Comics disponibilizou vários títulos de HQs de forma gratuita para os fãs.

Os quadrinhos podem ser conferidos pelo aplicativo Marvel Unlimited, disponível para IOS e Android. Para acessar o conteúdo gratuito não é necessário de qualquer tipo de login ou até mesmo uso do cartão de crédito.

Entre os títulos disponíveis estão HQs do universo de Vingadores, Homem-Aranha, Capitão América, Capitã Marvel e Viúva Negra.

Confira a lista completa:

  • Avengers vs. X-Men
  • Civil War
  • Amazing Spider-Man: Red Goblin
  • Black Panther by Ta-Nehisi Coates Vol. 1
  • Thanos Wins by Donny Cates
  • X-Men Milestones: Dark Phoenix Saga
  • Avengers: Kree/Skrull War
  • Avengers by Jason Aaron Vol. 1: The Final Host
  • Fantastic Four Vol. 1: Fourever
  • Black Widow Vol. 1: S.H.I.E.L.D.’S Most Wanted
  • Captain America: Winter Soldier Ultimate
  • Captain Marvel Vol. 1: Higher, Further, Faster, More

As revistinhas poderão ser lidas gratuitamente entre o dia 02 de abril e 04 de maio.

O serviço Marvel Unlimited pode ser assinado mensalmente por US$ 9,99 e garante ao usuário o acesso a 27 mil quadrinhos, entre clássicos da Marvel e novas edições. O catálogo de HQs é renovado semanalmente.

 

‘Monster: The Jeffrey Dahmer Story’: Evan Peters viverá serial killer em nova série do Ryan Murphy para a Netflix

A parceria entre Evan Peters o criativo Ryan Murphy vai se estender ainda mais, com a nova minissérie ‘Monster: The Jeffrey Dahmer Story‘.

Segundo o portal Deadline, o astro de ‘American Horror Story‘ e ‘WandaVision‘ dará vida ao serial killer Jeffrey Dahmer na nova produção biográfica, que será desenvolvida pela Netflix.

Além de Peters, a minissérie vai contar com Niecy Nash, Penelope Ann Miller (‘American Crime‘), Richard Jenkins (‘A Forma da Água‘), Shaun J. Brown (‘Run‘) e Colin Ford (Daybreak) no elenco.

Na trama, Penelope Ann Miller e Richard Jenkins interpretarão os pais de Jeffrey, Joyce e Lionel.

Nash viverá Glenda Cleveland, vizinha de Dahmer que por diversas vezes chamou a polícia. Ela teria até mesmo tentado alertar o FBI a respeito do conturbado comportamento do garoto, mas fora ignorada.

Shaun J. Brown será Tracy, a última vítima de Dahmer, que conseguiu escapar de suas mãos, levando os policiais até a casa do assassino, resultando em sua prisão. Ford viverá Chazz, personagem ainda não revelado.

De acordo com o Dealine, a narrativa de ‘Monster‘ será contada a partir da perspectiva das vítimas de Dahmer. A trama também se aprofundará na incompetência e apatia da polícia, o que permitiu que o jovem assassino seguisse impune por bastante tempo, acarretando em uma sucessão de mortes.

A narrativa dramatizará pelo menos 10 ocasiões em que Dahmer quase foi pego, mas fora liberado pela polícia. Os episódios ainda abordarão questões como o privilégio branco, mostrando como um jovem com aspectos considerados “agradáveis” diante dos policiais e dis juízes, conseguiu diversos passes livres, mesmo enfrentando fortes acusações por crimes hediondos.

Carl Franklin entra como diretor ao lado de Janet Mock, que fica responsável pelo roteiro.

A série faz parte do acordo multimilionário de Murphy com a gigante do streaming – que já deu diversos frutos, incluindo The PoliticianHollywood e, mais recentemente, a série Ratched e a adaptação da clássica peça off-Broadway The Boys in the Band.

Crítica | Na Sua Casa ou na Minha?: Comédia romântica da Netflix tem boas intenções, mas não funciona nem como prazer culposo

O carisma de Ashton Kutcher e Reese Witherspoon é, naturalmente, o que mais nos chama a atenção nos primeiros cinco minutos de Na Sua Casa ou na Minha?, nova comédia romântica original da Netflix. Fregueses do gênero desde os idos dos anos 2000, ambos são aqui a força de um filme cansado, que tenta sustentar quase duas horas de duração com uma trama um tanto insípida e marcada por estereótipos exagerados do gênero. E com um humor que pouco funciona, mesmo com o talento orgânico de ambos, a produção dirigida e roteirizada por Aline Brosh McKenna não chega nem perto de um dos seus trabalhos de maior destaque – O Diabo Veste Prada.

E não que o esperado fosse o mesmo nível de brilhantismo do icônico clássico de 2006, co-roteirizado por McKenna. Mas a verdade é que Na Sua Casa ou na Minha? desperdiça sua excelente premissa, para entregar uma história que prefere focar muito mais em personagens caricatos, do que em sua genuína essência narrativa. Na trama, Debbie (Witherspoon) e Peter (Kutcher) são melhores amigos com um pequeno histórico amoroso, que vivem em cidades distintas. Em virtude de uma ocasião profissional, ambos decidem trocar de residência por uma semana, desencadeando em uma espiral de pequenas e grandes revelações íntimas que os farão reavaliar a longeva amizade. Obviamente – como qualquer boa comédia romântica, os sentimentos começam a mudar e florescer, após anos de repreensão.

A proposta de McKenna é, em teoria, excelente. Mostrando que muitas vezes o amor não nasce daquilo que queremos projetar para o mundo, mas sim do que mais buscamos reprimir e esconder em nós mesmos, Na Sua Casa ou na Minha? tem o seu coração no lugar certo e suas motivações são autênticas e realistas. Mas o mal desenvolvimento do roteiro é onde a cineasta nos perde. Forçando os principais tropos do gênero de comédia romântica a fim de produzir o seu humor, a diretora peca por supor que a audiência ainda acha graça em estereótipos repetitivos sem qualquer fração de originalidade. Replicando formatos como o do alívio cômico (o famoso sidekick) e a millennial descolada e “desconstruída”, Aline reduz os coadjuvantes Steve Zahn e Zoe Chao a meros bonecos de posto que servem para entreter os olhos, mas que nada de bom produzem.

Se escorando mais no carisma contagiante de Kutcher e Witherspoon, o filme perde a oportunidade de ser muito mais do que uma repetição de clichês que já foram melhor explorados em outras produções do gênero. Permanecendo sempre no raso, o longa não chega a ser uma oportunidade perdida, mas perde a chance de ser tudo aquilo que sua proposta original tem potencial para ser. Com pouquíssimo tempo tela juntos, Na Sua Casa ou na Minha? ainda nos deixa à deriva, ansiando para vermos mais do duo romântico em tela, face a face.

Sem potencial para ser aquele clássico prazer culposo que nos motiva a dar o replay, o novo original Netflix ainda é longo e prolixo demais. Com sua trama podendo ser reduzida a 1h30 de filme, McKenna estica o roteiro, tomando muito mais tempo de tela do que de fato a trama precisa. Com seus dois primeiros atos bem medianos, o longa engrossa o seu caldo já no final, quando a essência do roteiro finalmente ganha vida em um clímax adorável e realista. E de forma doce e leve, a comédia romântica termina como deveria ter começado e nos deixa intrigados com todas as possibilidades positivas que nunca se cumprirão. Um desperdício o filme não é, mas infelizmente, Na Sua Casa ou na Minha? é insosso demais para proporcionar aquele encantamento natural de toda boa rom com. Fica aqui a saudade do que não vivemos com o casal Reese Witherspoon e Ashton Kutcher.

Crítica | Monster – Diretor japonês constrói fabuloso suspense premiado em Cannes 2023

Monster, do japonês Hirokazu Kore-eda, bebe na fonte narrativa do mais emblemático filme do seu país, Rashomon (1950), de Akira Kurosawa. A comparação é por conta do jogo de pontos de vista na construção narrativa desenvolvida por Yûji Sakamoto, ganhador do prêmio de Melhor Roteiro na Competição.

O passo inicial é a perspectiva da mãe Saori (Sakura Ando), convencida da agressão de um dos professores da escola a seu filho Minato. Em seguida, o enredo passa pela visão do professor acusado Hori (Eita Nagayama). O terceiro ato é realizado pela ótica dos jovens estudantes, Eri (Hinata Hiiragi) e Minato (Soya Kurokawa). Dessa forma, Monster constrói um precioso drama com toques de suspense. 

Apesar da história envolver os acontecimentos na vida do pré-adolecente Minato, os percursos traçados pela inteligente narrativa estão sempre sob o olhar do outro. Apenas no final, as ações de Minato ganham sentido tanto para o espectador quanto para ele mesmo. Os diálogos caprichados são sensores de nosso comportamento social entre escuta, repetição e recepção. A cada etapa os discursos ganham origens e indicações difusas e, dessa maneira, singelos detalhes podem desvendar intrincados enigmas.

Monster também tem lampejos em obras memoráveis, como o mistério de Rosebud no clássico Cidadão Kane (1941), de Orson Welles. O monstro do título aparece de várias facetas durante todas as narrativas, mas qual é o real sentimento dele para os seus protagonistas? Os espectadores poderão construir seu próprio significado ou se deixar levar no labirinto desses relatos em um jogo de adivinhação e persuasão através do discurso.

O começo e a junção dos fatos é um incêndio em um bar em um alto prédio da cidade, o qual Saori e o Minato olham entusiasmado do balcão do seu apartamento. A partir dessa noite, o comportamento do filho pré-adolecente começa a aparentar certa estranheza. A mãe encontra tufos de cabelo no chão do banheiro, um pé de tênis desaparece e marcas de agressão surgem no corpo do menino. 

Até que um dia, ela o encontro sozinho dentro de um túnel escuro e ele acaba por saltar do carro em movimento. Paulatinamente Saori imagina que seu filho desistiu da vida e está em sofrimento. Sem palavras para descrever seus sentimentos, o adolescente verbaliza que ele tem “cérebro de porco”. “Quem lhe disse isso?” — indaga a mãe desesperada. Sob pressão, suas palavras acusam o professor Hori. Em um tom, por vezes, aflitivo e, às vezes, cômico, acompanhamos a luta da mãe solo para encontrar uma punição ao educador transgressor. 

Dessa maneira, entra em cena a diretora da escola Fushimi (Yûko Tanaka) e a sua frieza entre o assédio sofrido pelo aluno e o desenganado professor da instituição. Ao redor desses acontecimentos, Monster faz um contorno em 360° em cada meandro, colocando em evidências as vulnerabilidades de cada uma das pessoas em questão e suas capacidades de ver apenas uma parte da história, igual a todo mundo na vida.

O personagem mais adorável de todos esse tormento é o amável e gracioso Eri. Mais baixo que os outros meninos da sua turma e portador de uma delicadeza ímpar, ele incomoda a masculinidade frágil — mesmo que em construção — dos outros meninos. O maior perigo, no entanto, habita na sua própria casa: o pai e a sua vergonha. Para o progenitor, o filho é uma desonra numa sociedade em que dita comportamentos e condena desvios da norma estabelecida por ela mesma. 

No terceiro e último ato do filme, o roteiro de Yûji Sakamoto nos coloca em confronto com todas as nossas sensações até ali. Ganhador da Palma de Ouro por Assunto de Família (2018), Hirokazu Kore-eda constrói uma beleza contemplativa dentro do universo paralelo criado pelos dois meninos em seu intricado jogo de esconde-esconde, no qual sentimentos velados causam pontos de ebulição e momentos de tensão. 

Assim como o impressionante Close (2022), de Lukas Dhont, Monster discursa sobre as consequências negativas de quando sentimentos são sufocados em busca de uma ordem social baseada na hipocrisia de seus próprios julgadores. O único pecado de Monster é facilitar as conexões entre os pontos para os personagens descortinarem o real rosto do monstro. 

‘Vingadores: Guerra Infinita’ deve arrecadar mais que ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ em sua estreia

De acordo com as primeiras projeções de bilheteria, Vingadores: Guerra Infinita deve arrecadar entre US$ 200 e 235 milhões na estreia nos Estados Unidos, ou seja, superando o primeiro final de semana de ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’, que fez US$ 220 milhões no país. As informações são do Comic Book.

Além disso, é esperado que o filme venha a ter uma arrecadação total entre US$ 490 e 590 milhões só nos EUA.

Vingadores: Guerra Infinita ganhou dois novos cartazes que destacam o mestrão Thanos e a sua Ordem Negra. Confira:

UAU! Assista as primeiras cenas de ‘Vingadores: Guerra Infinita’

‘Vingadores: Guerra Infinita’: Fãs criam cartazes únicos e diferentes baseados em cada herói; Confira!

Thanos será quase como um protagonista em ‘Vingadores: Guerra Infinita’, afirma diretor

Os Melhores Momentos do Trailer de ‘Vingadores – Guerra Infinita’

A trama vai mostrar o vilão Thanos juntando as Jóias do Infinito e declarando guerra contra os Vingadores, que estão separados após os eventos de ‘Capitão América: Guerra Civil‘.

‘Inumanos’: Anson Mount fala sobre o possível retorno da série da Marvel

Após um lançamento mediano e muitas críticas negativos, a nova série da Marvel, ‘Inumanos’, acabou gerando prejuízo aos cinemas com as sessões em IMAX e baixa audiência. Agora, a ABC decidiu cancelar de uma vez o seriado.

Agora, usando seu Twitter pessoal, o ator Anson Mount decidiu ironizar as perguntas que recebe dos fãs sobre um possível retorno de Inumanos. Na publicação, ele utilizou um GIF para dizer já está cansados das perguntas:

De acordo com a Variety, que nota que a emissora também cancelou outros três títulos que estrearam no ano passado: ‘The Crossing’, Kevin (Probably) Saves the World’ e ‘Deception’.

No Brasil, a série estreou em 14 de novembro do ano passado, no Canal Sony.

Recentemente, Rich Gelfond, representante da empresa, revelou em entrevista ao Deadline que foi “uma decepção e um erro” e que não deve trabalhar com a Marvel na TV novamente:

O público esperava uma produção parecida com filmes com grandes orçamentos e não pilotos para um programa de televisão fraco. Além disso, o fato de que esta é uma franquia da Marvel, estabeleceu um nível mais alto do que você veria em outros projetos ou franquias por causa da reputação e do alto valor de produção dos filmes da Marvel.

As exibições no IMAX renderam apenas US$ 3,5 milhões, não pagando todo o investido feito pela empresa. Na televisão, a série teve uma estreia abaixo do esperado, com cerca de apenas 3,8 milhões de espectadores nos EUA.

‘Invasão Secreta’ | O que assistir antes de ver a nova série Marvel no Disney+??

Com publicidade discreta no Brasil, Invasão Secreta já chega ao Brasil amanhã (21) no Disney+. Inspirada nos quadrinhos da Marvel, a série retrata a invasão dos alienígenas transmorfos, os Skrulls, por meio de figuras de renomes da sociedade. Apesar dos quadrinhos serem protagonizados pelos maiores heróis da casa, a série vai focar em Nick Fury (Samuel L. Jackson) e seus agentes secretos investigando a chegada dos aliens verdes à Terra.

Só que a raça Skrull já foi introduzida no MCU há alguns anos, em uma fase na qual o mundo voltava sua atenção para o tão aguardado Vingadores: Ultimato (2019). Então, pode ser que você não lembre de algumas situações e personagens que serão abordados novamente na série. Por isso, o CinePOP separou algumas produções que podem ser bastante úteis se vistas antes da estreia de Invasão Secreta. Confira!

Capitão América: O Soldado Invernal (2014)

Considerado por muitos como um dos melhores filmes do Universo Cinematográfico Marvel, Capitão América: O Soldado Invernal foi lançado em 2014 com uma pegada de série de espionagem dos anos 70, que deve ser repetida na série. Além disso, Nick Fury e seus espiões estão no centro dessa trama política que envolve o misterioso retorno da morte de Bucky Barnes (Sebastian Stan), o parceiro do Capitão América (Chris Evans) na Segunda Guerra Mundial.

Onde assistir: Disney+

 

Capitã Marvel (2019)

Principal produção para quem quer saber mais sobre a raça Skrull, Capitã Marvel conta a história de Carol Danvers (Brie Larson), uma terráquea que ganha poderes de forma surpreendente e acaba se envolvendo na terrível Guerra Kree-Skrull. Atuando ao lado dos Kree, ela começa a ter flashes com memórias de sua vida antiga, quando não tinha poderes. Incomodada com aquilo, ela acaba parando na Terra, onde se une a um jovem Nick Fury e descobre que sua visão sobre a guerra espacial pode não ser a única, fazendo com que ela coloque sua atual vida em perspectiva.

Onde assistir: Disney+

 

Pantera Negra (2018)

Fenômeno cultural, Pantera Negra conta a história do reinado de Wakanda e as confusões envolvendo a sucessão do trono quando o regente é morto. O longa conquistou multidões e se imortalizou na Cultura Pop. Porém, o interessante do filme para a série é acompanhar a trajetória do agente da CIA, Everett Ross (Martin Freeman), se envolvendo com os Wakandanos.

Onde assistir: Disney+

 

Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022)

Sequência do fenômeno de 2018, o filme aborda novamente a sucessão do trono, já que o ator Chadwick Boseman faleceu na vida real, refletindo no destino de seu personagem no longa. Em meio ao luto e aos dilemas da sucessora dele ao trono, a aventura acompanha novamente o agente Ross, que tem um pouco mais do seu passado e suas questões pessoais explicadas aqui.

Onde assistir: Disney+

 

Homem-Aranha: Longe de Casa (2019)

Um dos menos populares filmes do Homem-Aranha, Longe de Casa acompanha o jovem Peter Parker (Tom Holland) em uma viagem escolar pela Europa, que acaba sendo constantemente interrompida por Nick Fury, que quer a ajuda do garoto em um caso sombrio que envolve uma possível falha no Multiverso. Só que as coisas não saem como o esperado e eventualmente vemos um certo envolvimento dos Skrulls na trama.

Onde assistir: Netflix.

Invasão Secreta começa a ser exibida no Disney+ nesta quarta-feira (21).

TENSO! Série de TERROR da Netflix deixa a gente PARANOICO com situações pesadas…

As histórias de terror e de suspense geralmente causam maior impacto no público a partir da probabilidade de elas acontecerem de fato com a gente. Afinal, quando os medos são apenas fictícios, a gente consegue virar pro lado e dormir tranquilamente. Mas… e quando o principal ponto do filme é baseado numa ameaça totalmente possível de acontecer nas nossas vidas, como que a gente faz para dormir depois? Essa é a sensação geral após assistir à mais nova série de terror da Netflix, ‘Red Rose’, que, desde sua estreia, tem se mantido no Top 10 da plataforma.

É verão no hemisfério norte. O fim das aulas se aproxima e, com a realização da última prova, agora é só aguardar as notas saírem para saber para qual faculdade ir. Assim, o grupo de amigos de Rochelle (Isis Hainsworth) só quer farrear, porém a menina sente ciúmes de sua melhor amiga, Wren (Amelia Clarkson), que começou a sair com Noah (Harry Redding).  É nesse momento que a jovem recebe uma notificação diferente em seu celular, convidando-a a baixar o aplicativo Red Rose. O que aparentemente seria apenas mais um app de relacionamentos pára ela desabafar seus sentimentos rapidamente se transforma no pior pesadelo de Rochelle, ameaçando sua vida e a de seus amigos. 

Dividido em oito episódios com aproximadamente cinquenta minutos cada, o mote de ‘Red Rose’ constrói um crescente de suspense que parte da descontração juvenil para o típico drama adolescente até, por fim, apresentar sua grande ameaça, que será o ponto de partida para o terror que irá perseguir os personagens ao longo do enredo. Para isso o roteiro de Michael Clarkson e Paul Clarkson (responsáveis pelo sucesso ‘A Maldição da Mansão Bly’)  faz bom uso do espaço dos episódios para construir reviravoltas nos momentos certos (exatamente quando parece que a história vai para o lugar comum e, consequentemente, o espectador perderá o interesse). Não à toa, a primeira mudança ocorre logo ao fim do segundo episódio, deixando claro ao espectador que nem tudo é o que parece, e o mote da série será bem mais complexo do que se podia imaginar.

A direção compartilhada entre Lisa Siwe, Ramón Salazar e Henry Blake flui com naturalidade, sem deixar parecer a mudança do comando. E mesmo em se tratando de um elenco jovem, a garotada entrega uma atuação convincente para seus personagens, mesmo que ora e outra algumas falas e atitudes soem forçadas ou gratuitas, dependendo do contexto, porém, nada que comprometa a trama.

Em suma, ‘Red Rose’ é uma série que literalmente acende o alerta sobre o perigo das redes sociais e sobre o total controle que a internet tem sobre nossas vidas. Mesmo em se tratando de uma série de terror juvenil, serve também para pais e responsáveis se assustarem com o tamanho do impacto que as redes têm na vida da molecada hoje em dia. Pois nada pior do que a possibilidade real de a ameaça acontecer no nosso cotidiano para tirar o nosso sono por um bom tempo…

Liam Neeson é retaliado após comentários racistas: ‘Queria matar um preto bastardo’

Liam Neeson está sendo duramente criticado depois de compartilhar uma história bastante racista de vingança.

De acordo com o site Entertainment Weekly, um crescente número de internautas declarou que o ator de Busca Implacável está “cancelado” depois dos comentários que fez em entrevista ao site The Independent para promover seu próximo filme, Vingança a Sangue Frio, durante a qual se recordou de querer vingança depois de uma amada mulher de sua vida alegar ter sido estuprada.

“É algo primitivo – Deus impeça que você tenha um membro da família sob condições assim. Vou te contar uma história verdadeira”, Neeson disse.

“Ela lidou com a situação do estupro da forma mais extraordinária possível. Mas minha reação imediata foi… Eu perguntei se ela sabia quem era. Não. ‘De que cor eles eram?’. Ela disse que foi um homem negro”.

Ele acrescentou dizendo que ia de cima para baixo nas áreas de “risco, esperando ser abordado por alguém”.

“Estou envergonhado de dizer isso – e eu fiz isso durante uma semana, esperando que um ‘preto bastardo’ saísse de um pub e viesse até mim por alguma razão, sabe? Para que eu pudesse matá-lo”, Neeson continuou. “Quando eu parei, fiquei pensado, ‘Mas que m**** você está fazendo?'”.

Assim que a entrevista foi disponibilizada, diversos internautas começaram a criticá-lo pela postura totalmente racista. Frederick Joseph, por exemplo, disse que “Liam Neeson estar pronto para tirar a vida de qualquer negro apenas mostra como as vidas dos negros são insignificantes para alguns”.

Trey Taylor também usou a plataforma para dizer que “bom, acho que Liam Neeson admitiu publicamente que é racista”.

‘Incident at Fort Bragg’: Diretor de ‘Maria & João’ vai comandar novo thriller sobrenatural

Osgood Perkins, conhecido por dirigir o terror ‘The Blackcoat’s Daughter’, vai comandar um novo thriller sobrenatural intitulado ‘Incident at Fort Bragg’ (‘Incidente no Forte Bragg’, em tradução livre).

O projeto é inspirado pela história real de um padre irlandês chamado Malachi Martin, que foi trazido para os Estados Unidos para realizar um exorcismo em um jovem soldado no Forte Bragg, a maior instalação militar do mundo.

Perkins também ficará responsável pelo roteiro, com Scott GlassgoldScott Sheldon como produtores.

Além de dirigir e escrever o filme supracitado, que estrelou Emma RobertsKiernan Shipka, Perkins é conhecido por seu trabalho no longa original da Netflix ‘I Am the Pretty Thing That Lives in the House’, protagonizado por Ruth Wilson. Seu próximo projeto será ‘Maria & João’, releitura macabra do clássico conto dos Irmãos Grimm que tem estreia marcada para 31 de janeiro de 2020.

Nenhuma outra informação foi divulgada.

10 Séries Biográficas para Maratonar na Netflix

 

A VIDA E A HISTÓRIA DE MADAME C.J. WALKER (2020)

Temporadas: minissérie com 04 episódios

A história de Madam C.J. Walker (Octavia Spencer), ativista social e primeira mulher milionária dos Estados Unidos a conquistar a própria fortuna: por meio de uma linha de produtos capilares e cosméticos para mulheres negras.

THE CROWN (2016 – PRESENTE)

Temporadas: 03

A Rainha Elizabeth II já foi retratada de diversas formas na indústria do entretenimento, mas certamente foram Claire FoyOlivia Colman que entregaram uma nova rendição da icônica monarca. Filha do rei George VI, Elizabeth II sempre soube que não teria uma vida comum. Após a morte do seu pai em 1952, ela dá seus primeiros passos em direção ao trono inglês, a começar pelas audiências semanais com os primeiro-ministros ingleses. A produção já está renovada até a quinta temporada e trará Imelda Staunton como a rainha no último ciclo.

ALIAS GRACE (2017)

Temporadas: minissérie com 06 episódios

Grace Marks (Sarah Gadon) é uma jovem irlandesa de classe média baixa, que decide tentar a vida no Canadá. Contratada para trabalhar como empregada doméstica na casa de Thomas Kinnear (Paul Gross), ela é condenada à prisão perpétua pelo assasinato brutal do seu patrão e da governanta da casa, Nancy Montgomery (Anna Paquin). Passados 16 anos desde o encarceramento da imigrante, o Dr. Simon Jordan (Edward Holcroft) se apaixona por Grace e fará de tudo para descobrir a verdade sobre o caso.

MANHUNT (2017 – PRESENTE)

Temporadas: 02 (divididas em ‘Unabomber’ e ‘Deadly Games’)

Um retrato sobre o dia a dia de agentes do FBI em suas missões para desvendar célebres casos criminais. A primeira investigação é sobre uma caçada de aproximadamente 20 anos para capturar Ted Kaczynski, mais conhecido como o terrorista “Unabomber”, que foi condenado à prisão perpétua por ter participado de uma série de atentados nos Estados Unidos. Já a segunda investigação narra um dos maiores e mais complexos caçadas em solo americano: a busca pelo bombardeiro dos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996, e a tempestade na mídia que consumiu a vida de Richard Jewell, um segurança que descobriu o esquema de bombas e colocou sua vida em risco para salvar centenas de pessoas.

NARCOS (2015 – 2018)

Temporadas: 03

A vida e a morte de Pablo Escobar (Wagner Moura), um dos maiores narcotraficantes do mundo, chefe do Cartel de Medellín, na Colômbia. Escobar também era conhecido por ser um homem de família e reverenciado pela população mais pobre como um tipo de Robin Hood.

NARCOS: MÉXICO (2018 – PRESENTE)

Temporada: 02

O spin-off de Narcos foca na ascensão do Cartel de Guadalajara durante a década de 1980, quando Félix Gallardo (Diego Luna) assume o comando e promove a unificação do tráfico para construir um império no país. Enquanto isso, Kiki Camarena (Michael Peña), um agente da DEA, se muda para a cidade mexicana com a família e começa a investigar os narcotraficantes locais.

OLHOS QUE CONDENAM (2019)

Temporadas: minissérie com 04 episódios

Uma das produções mais chocantes e envolventes do no passado, ‘Olhos que Condenam’ une as forças de Ava DuVernayOprah Winfrey para contar a história de cinco jovens negros do Harlem que foram injustamente acusados de estuprarem uma mulher no Central Park. Eles só foram inocentados em 2014, depois que evidências de DNA comprovaram que o grupo não estava conectado ao brutal crime contra Trisha Meili.

ORANGE IS THE NEW BLACK (2013 – 2019)

Temporadas: 07

Piper Chapman (Taylor Schilling) é uma mulher por volta de seus 30 anos que é sentenciada a 15 meses de prisão após ter cometido crimes para sua ex-namorada, a traficante Alex (Laura Prepon) — que não vê há mais de uma década. Piper troca a sua vida confortável de Nova York, com o noivo Larry (Jason Biggs), pelo macacão laranja, e cumpre sua sentença na Penitenciária Feminina de Litchfield. Para sobreviver, ela precisa aprender a conviver com as outras detentas, como Red (Kate Mulgrew), Nicky (Natasha Lyonne), Taystee (Danielle Brooks) e Crazy Eyes (Uzo Aduba). O que Piper não espera é encontrar a ex cumprindo pena no mesmo lugar.

THE ENGLISH GAME (2020)

Temporadas: minissérie com 06 episódios

Criada por Julian Fellowes (‘Downton Abbey’), a minissérie gira em torno de dois jogadores de futebol da Inglaterra dos anos 1870 que enfrentam os desafios de mudar o esporte de uma vez por todas – culminando em sua fenomenal popularidade nos dias de hoje.

AMERICAN CRIME STORY (2016 – PRESENTE)

Temporadas: 02 (a segunda temporada não está disponível na Netflix)

American Crime Story é a antologia subsequente a American Horror Story, criada por Ryan Murphy. O primeiro ano foca no julgamento de O.J. Simpson, que foi acusado de assassinar sua esposa, e é composto por dez episódios. O segundo ciclo, por sua vez, foca no homicídio do famoso estilista de moda Gianni Versace pela mãos de Andrew Cunanan.

‘Robin’s Wish’: Documentário sobre vida de Robin Williams ganha pôster incrível; Confira!

O documentário ‘Robin’s Wish‘, que mostra os últimos dias do ator Robin Williams, ganhou seu primeiro cartaz oficial.

Confira, junto ao tocante trailer:

Tylor Norwood é responsável pela direção.

O documentário mostra a vida do ator Robin Williams e sua luta contra uma doença neurodegenerativa mortal. O projeto traz entrevistas com a viúva do astro, Susan Schneider Williams, assim como também seus amigos Shawn Levy, John R. Montgomery e David E. Kelley.

A produção será lançada direto em VOD no dia 1º de setembro.

Os 20 Melhores Álbuns de 2020

2020 foi um ano recheado de conturbações e impedimentos – mas não para a música.

Já fazia quase uma década desde os artistas independentes e até mesmo mainstream não se aventuravam com tanta paixão em obras dignas de entrarem para a história, misturando o passado, o presente e até mesmo o futuro em narrativas competentes, escapistas e, principalmente com o intuito de nos deixarem um pouco mais confortáveis em um período marcado por descontentamentos.

Desde o eufórico Chromatica, retorno de Lady Gaga às suas raízes do final dos anos 2000, até as latinidades sensuais de Isabela Merced com o EP the better half of me, passando pelo rock alternativo do exuberante Fetch the Bolt Cutters, de Fiona Apple, separamos uma breve lista com os vinte melhores álbuns do ano.

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual o seu favorito:

20. THE BETTER HALF OF ME, Isabela Merced

“O maior sucesso que a cantora e compositora encontra aqui é a capacidade de manter-se rejuvenescida em meio a tantos lançamentos e nomes que surgem esporadicamente no mundo afora – deixando claro quais são os gêneros pelos que tem mais gosto de explorar. Em cada peça fonográfica, o ritmo e a melodia combinam-se em uma ambiência lida o suficiente para criar afinidade com seus interlocutores, mesclando humor e tragédia com toques do legado da geração millenial (como a forte presença dos anos 1980). No final das contas, the better half of me entrega muito mais do que esperávamos, merecendo muito mais carinho e reconhecimento do que provavelmente terá.” – Thiago Nolla

19. SONG FOR OUR DAUGHTER, Laura Marling

O sétimo álbum de estúdio de Laura Marling é o seu melhor até hoje. Comparando com suas obras anteriores, ‘Song for Our Daughter’ é uma narrativa místico-ficcional que traz arranjos instrumentais mais esparsos e mais fincados no minimalismo sonoro para criar uma atmosfera íntima. Os vocais impecáveis de Marling são acompanhados do violão e de uma ecoante percussão ao fundo, apoiada pela melodia apaixonante do piano e por uma produção competente de Rob Moose.

18. SILVER LANDINGS, Mandy Moore

“‘Silver Landings mantém-se coeso o suficiente ao longo de suas breves dez faixas; pautado em estilos que agora vêm dando espaço para o pop e o disco-dance­ das décadas anteriores, a artista foi ousada em se deixar levar por aquilo que mais lhe chamou a atenção. O resultado, apesar de alguns breves deslizes que se concentram na esquecível “Save a Little for Yourself”, é aplaudível ao ponto de considerarmos este um dos grandes comebacks do ano” – TN.

17. AFTER HOURS, The Weeknd

“Foi pensando numa continuidade de sua dramática arte que The Weeknds criou intenções interessantes e promissoras para After Hours, seu quarto álbum de estúdio que, seguindo o passo de tantas outras figuras de alto calibre na esfera contemporânea, resolveu se respaldar nas décadas passadas incrementar icônicas sonoridades com algumas transgressões e fusões outrora inimagináveis. E, ainda que tenha permanecido de certa maneira em sua zona de conforto, é visível o modo como sempre busca por algo diferente para entregar a seus “seguidores” – alcançando proeza invejável em grande parte.” – TN

16. HOW I’M FEELING NOW, Charli XCX

“Mais uma vez, a cantora toma as rédeas de sua carreira e faz o que bem entender com as músicas que lhe inspiraram, trabalhando numa forte parceria ao lado de produtores como Dijon DuenasA.G. Cook e BJ Burton (colaboradores de longa data que parecem sempre encontrar uma brecha para superarem a si próprios). De um lado, sua presença ganha força descomunal a cada ano sem esbarrar nas ruínas de uma monotonia fatigante; de outro, soa fora dos padrões e pode ser recebido com repulsa ou ignorância por aqueles mais acostumados com o “pop chiclete” que vem regendo 2020 desde os primeiros dias do ano.” – TN

15. AVES DE RAPINA (OST), Vários Artistas

“A proeminência de Doja Cat abre a produção com a incrível “Boss Bitch” que, mesmo seguindo uma construção já ouvida antes (ainda mais quando pensamos na transição dos anos 2000 para os 2010), transborda com um delicioso rap guiado por sintetizadores do electro e do dance-pop, entregando uma rendição frenética e inebriante ao extremo – sabendo o momento certo de recuar para um instrumental mais densa e de utilizar os familiares moduladores de voz. Pouco depois, é a vez de Charlotte Lawrence brilhar com as samples emprestadas de Nina Simone em “Joke’s On You”, ganhando um espaço mais que merecido e pavimentando uma trajetória rumo a uma discografia de bastante sucesso.” – TN

14. LETTER TO YOU, Bruce Springsteen

‘Letter to You’ é uma das conquistas mais peculiares e incríveis da carreira de Bruce Springsteen. O ícone do rock voltou seis anos depois de seu último lançamento de originais e trabalhou arduamente após um longo bloqueio criativo. Felizmente, ele se reuniu com o produtor Ron Aniello. Os versos discutem temas como arrependimento, envelhecimento e a inevitabilidade da morte – este último vindo como reflexo da morte de seu ex-colega de banda George Theiss.

13. PICK ME UP OFF THE FLOOR, Norah Jones

“A lendária e distinta Norah Jones ganhou fama nos anos 2000, quando lançou seu primeiro álbum de estúdio intitulado Come Away with Me (cuja música-título até mesmo foi regravada em uma nostálgica rendição por Emma Bunton). Depois de vender quase 30 milhões de cópias e tornar-se um dos maiores nomes do jazz-folk do século XXI, Jones teve sua carreira catapultada para uma prolífica discografia, que lhe rendeu nada menos que nove prêmios do Grammy. Agora, duas décadas depois de seu début, ela retorna à glória com sua melhor obra em dez anos, o nostálgico e que tangencia o cinematográfico ‘Pick Me Off the Floor’, que, ao longo de suas onze estupendas faixas, entra facilmente para a lista das grandes produções de 2020 que abrem com o pé direito um novo ciclo.” – TN

12. PUNISHER, Phoebe Bridgers

Phoebe Bridgers conquistou o espaço merecido em 2020 com o lançamento não apenas de seu segundo álbum de estúdio, mas de um EP poucos meses depois. Entretanto, a produção que entrou para nossa lista é ‘Punisher’ – uma continuação impecável do emo-folk já explorado em sua estreia com ‘Stranger in the Alps’. Aqui, o indie rock também ganha espaço ao longo de onze faixas escrita com candura excepcional e uma multidimensionalidade psicodélica que transforma uma simples jornada em uma aventura sinestésica.

11. SÓ, Adriana Calcanhotto

“Calcanhotto já não precisa provar nada para ninguém. Suas irretocáveis rendições vocais são conhecidas seja no escopo adulto, seja no infantil (como não recordar da série de álbuns infantis que assinou sob a alcunha de Adriana Partimpim?). Aqui, a meio-soprano lírico volta sua personalidade para elegíacos versos que puxam elementos do MPB e da bossa-nova, é claro, mas mergulhando-os no cenário contemporâneo do samba e do funk moderno, criando uma amálgama única que funciona do começo ao fim. Retomando a colaboração com o icônico Arthur Nogueira e com a presença de Dennis DJ para a oitava faixa, fica claro que a performer nunca deixa de lado simbologias ambíguas, fazendo questão de imprimir uma construção que tangencia um parnasianismo desconstruído e buscando uma releitura de tudo que já nos foi apresentado.” – TN

10. UNGODLY HOUR, Chloe x Halle

“Dois anos após o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, Chloe x Halle retornam para os holofotes com a estreia de ‘Ungodly Hours’. O novo CD é uma competente produção que explora, talvez mais que a investida anterior (‘The Kids Are Alright’), as habilidades e as incursões vocais de ambas as artistas, bem como letras recheadas com uma envolvência sensual e imediatamente relacionável com qualquer ouvinte que venha procurando boas músicas. Além disso, as irmãs se unem com a icônica produtora e compositora Nija Charles – que é conhecida por trabalhar com alguns dos maiores nomes da indústria fonográfica, incluindo SZACardi B e Lady Gaga. O resultado é uma homenagem clássica e ao mesmo tempo contemporânea a um gênero que já vinha se saturando no cenário mainstream, com uma revisitação poderosa ao fin de siècle.” – TN

9. FUTURE NOSTALGIA, Dua Lipa

Dua Lipa prova que veio para ficar – e que está pronta para fazer parte das A-Lists da esfera musical. Ao longo de onze canções unidas em um mesmo pano de fundo e convergindo para uma homenagem aplaudível àquilo que a inspira desde sempre, a cantora representa uma urgência coletiva, um pastiche cultural que é canalizado sem qualquer presunção (e era de se esperar que alguém recuperasse a união de vários segmentos, visto que há tempos não víamos isso com tanta expressividade no panorama geral). “Cool”, por exemplo, exala as repetições clássicas de bandas como Pearl Jam e mostra como alinhar os acordes retumbantes da bateria eletrônica e os bruscos cortes antes de voltar ao seu escopo onírico; “Physical” faz uma impactante e sexy declaração de amor a Olivia Newton-John e nos convida para dançar como se não houvesse amanhã; e “Break My Heart”, último single divulgado, deixaria Diana Ross muito orgulhosa.” – TN

8. SET MY HEART ON FIRE IMMEDIATELY, Perfume Genius

O álbum conceitual ‘Set My Heart on Fire Immediately’ é a produção mais ousada do ano – e um bastante prático quando se trata da exuberante carreira de Perfume Genius. Sua quinta incursão fonográfica não abre portas para um ou outro gênero musical, mas sim para dezenas de esferas que variam do art rock até o art pop, passando até mesmo pelo R&B e pelo pop acústico nesse meio tempo. Ao longo de 13 faixas, ele critica a si mesmo e ao feitio da arte, rebelando-se contra aquilo que o colocou no topo do mundo.

7. WHAT’S YOUR PLEASURE?, Jessie Ware

Jessie Ware fez um estrondoso e aplaudível retorno para o mundo da música com o lançamento de ‘What’s Your Pleasure’, seu quarto álbum de estúdio. Sua arquitetura requintada e a ressonância que criou com o hi-NRG e com o post-disco transformaram o que poderia ser uma produção qualquer em um escapismo de alta qualidade, pincelado com as conhecidas incursões semi-melancólicas e uma narcótica jornada arranjada com perfeição ao longo de doze faixas.

6. SAWAYAMA, Rina Sawayama

SAWAYAMA segue o caminho de revitalização da música mainstream e indie e equipara-se a tantos ótimos álbuns lançados em 2020. Rina, por sua vez, mostra-se como um nome que tem muito a oferecer nos próximos anos, talvez representando um futuro brilhante para a esfera fonográfica: suas habilidades criativas são invejáveis e aplaudíveis em todos os sentidos – conseguindo enterrar os poucos deslizes do álbum em performances implacáveis.” – TN

5. CHROMATICA, Lady Gaga

“O pecado de Lady Gaga é nos deixar querendo por mais – e talvez esse pecado seja expurgado em um piscar de olhos, seja quando nos deliciamos com a envolvência gritante de “Enigma”, com a viciante balada desconstruída “Sine From Above”, proferida ao lado de Sir Elton John (e a melhor colaboração do álbum, indiscutivelmente), ou com a elegíaca house pop que ganha forma com “1000 Doves”. E, em um complementar ápice, “Babylon” é uma conclusão sem quaisquer defeitos que nutre de similaridades progressivas com as icônicas produções dos anos 1990, apesar de pincelá-las com um dêitico coro gospel que não poderia ter vindo em melhor hora.” – TN

4. FOLKLORE, Taylor Swift

“Swift foge do escapismo e, ao mesmo tempo, retorna a ele: as impalpáveis texturas que delineia se distanciam de um teatralismo exacerbado, acompanhando de perto uma “humanização” que, mais que nunca, faz-se necessária. “Cardigan”, o carro-chefe do álbum, é uma crítica quase sociológica e hierárquica, guiada pelas notas lo-fi do piano que, numa rápida busca pela discografia da artista, quase nunca foi usado. De fato, Taylor sempre teve em mente construções mercadológicas, essencialmente voltadas para a compra em massa. Folklore renega tudo o que ela já foi e o que é, mas não a deixa de lado por completo, escolhendo mostrar um lado visto com brevidade em incursões menos conhecidas.” – TN

3. GOOD NEWS, Megan Thee Stallion

“Girls in the Hood”“Don’t Stop”“Body” são apenas algumas das incríveis faixas que Megan Thee Stallion constrói para sua estreia fonográfica, Good News. A rapper fez um barulho gigantesco logo em sua primeira incursão, reunindo toda a confiança e toda a sensualidade que a colocaram no centro dos holofotes e no topo das paradas. Stallion encontra todos os elementos certos e um terreno mais que fértil para fazer o que bem entende – e para celebrar o empoderamento feminino do modo mais explosivo possível.

2. ROUGH AND ROWDY WAYS, Bob Dylan

Rough and Rowdy Ways é uma narrativa que transcende o que se entende e o que se entendeu por música nas últimas décadas. Assim como Apple e seu mais recente lançamento (que alçou voo para o patamar de melhor álbum do ano), Dylan não se restringe apenas a um método de contar o que deseja e o que precisa; pelo contrário, ele tem uma necessidade intrínseca e inalienável de juntar investidas artísticas diversas e bastante abrangentes em um único lugar, fugindo do canto e optando diversas vezes por apresentações faladas – como “Crossing the Rubicon”, que premedita a epítome formada por “Key West” e por “Murder Most Foul”.” – TN

1. FETCH THE BOLT CUTTERS, Fiona Apple

“A verdade é que Fetch The Bolt Cutters vai muito além de uma simples resenha ou de algo que ouvimos apenas para passar o tempo: o novo álbum de Fiona Apple atravessa quaisquer preceitos engessados que já carregávamos da indústria musical, destroçando-os em mil pedacinhos e reorganizando-os em um romance, um thriller, um drama, cujas páginas são pequenas e suntuosas caixinhas de surpresas. Mais do que isso, este é um dos poucos casos que entrega muito mais do que promete: iniciando com um irreverente estrondo e terminando com um estrondo ainda mais espetacular.” – TN

‘A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas’: Novo vídeo explica a construção da icônica cena dos Furbys; Confira!

A animação ‘A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas’ já está disponível na Netflix e, para promovê-la, a plataforma de streaming divulgou um vídeo de bastidores explorando processo de construção da icônica cena dos Furbys.

Confira:

A comédia de ficção científica gira em torno de uma família qualquer que, assim como toda família no mundo, se tornou dependente de seus celulares. Mas isso se torna um problema quando todos os aparelhos eletrônicos ganham consciência e se voltam contra a humanidade.

Originalmente intitulado ‘Super Conectados‘, o filme produzido por Phil Lord e Chris Miller (‘Homem-Aranha no Aranhaverso‘) teve seu título alterado pela Netflix após adquirir os direitos de exibição da Sony Animation.

Michael Rianda (Gravity Falls) comanda a produção a partir do roteiro escrito por Jeff Rowe.

Abbi JacobsonDanny McBrideMaya RudolphEric AndreOlivia Colman estrelam.

‘Stargirl’: Courtney está à beira da morte na sinopse oficial do episódio 02×11; Confira!

A The CW divulgou a sinopse oficial do 11º episódio da 2ª temporada de Stargirl, intitulado “Summer School: Chapter 11”.

Na trama, “depois de um derradeiro encontro deixar a vida de Courtney por um fio, o time se une para determianr quais serão os próximos passos”.

O capítulo vai ao ar no dia 19 de outubro.

Lembrando que a 3ª temporada já foi confirmada!

Criada por Geoff JohnsGreg Berlanti, a série acompanha a história de Courtney Whitmore (Brec Bassinger), uma garota do ensino médio que se junta a um grupo de adolescentes para combater o crime em Los Angeles.

Amy Smart interpreta a mãe da heroína, Barbara. Na trama, ela faz o máximo para ser a melhor provedora para a filha, seu novo marido (Luke Wilson) e seu enteado (Trae Romano).

O elenco também conta com Yvette Monreal, Anjelika Washington, Meg DeLacy, Neil Jackson, Christopher James Baker, e Hunter Sansone.

‘Expresso do Amanhã’: Layton toma uma decisão irreversível na promo do episódio 03×06; Confira!

A TNT divulgou a promo oficial do sexto episódio da 3ª temporada de ‘Expresso do Amanhã’, intitulado “Born to Bleed”.

Na trama, “quando o bombardeiro é revelado, Layton entra em consenso com suas decisões do passado antes de agir de modo irreversível”.

O capítulo vai ao ar no dia 01 de março.

Confira:

Vale lembrar que a produção já foi oficialmente renovada para a 4ª temporada.

Criada por Graeme Manson, a série é baseada no filme ‘Expresso do Amanhã‘, lançado em 2013.

Sete anos após o planeta Terra ser lançado em uma era glacial, todos os sobreviventes vivem a bordo de um trem de 1.001 vagões que dá voltas ao redor do mundo sem parar. O trem gigantesco se divide em classes, com a elite nos primeiros vagões e os mais pobres nos últimos. Mas o que acontece quando aqueles que foram oprimidos a vida inteira resolvem se rebelar e lutar?

O elenco conta com Jennifer Connelly, Daveed Diggs, Mickey Sumner, Susan Park, Katie McGuinness, Annalise Basso, Sheila Vand e Sam Otto.

Archie Panjabi (‘The Good Wife’) interpreta Asha, a última pessoa viva na Terra.

Archie Panjabi as Asha in Snowpiercer Season 3
963200- Snowpiercer 304 Unit RF

‘RuPaul’s Drag Race: All Stars’: Queens se preparam para o próximo desafio na prévia do episódio 07×10!

A WoW divulgou um novo vídeo promocional da 7ª temporada de ‘RuPaul’s Drag Race: All Stars‘, mostrando a primeira parte do 10º episódio.

Confira e siga o CinePOP no YouTube:

Lembrando que o novo episódio será exibido amanhã, 15 de julho.

O novo ciclo é formado pelas vencedoras Shea Couleé (All Stars 5), Jaida Essence Hall (Season 12), Yvie Oddly (Season 11), Trinity The Tuck (All Stars 4), Monét X Change (All Stars 4), Jinkx Monsoon (Season 5), Raja (Season 3) e The Vivienne (UK Season 1).

RuPaul’s Drag Race All Stars All Winners photographed by Vijat M in New York on Feb. 24.

RuPaul’s Drag Race All Stars All Winners photographed by Vijat M in New York on Feb. 24.
RuPaul’s Drag Race All Stars All Winners photographed by Vijat M in New York on Feb. 24.
RuPaul’s Drag Race All Stars All Winners photographed by Vijat M in New York on Feb. 24.
RuPaul’s Drag Race All Stars All Winners photographed by Vijat M in New York on Feb. 24.

Além de ganhar US$ 200 mil, a vencedora será coroada a Rainha de Todas as Rainhas.

A atriz Cameron Diaz, a supermodelo Naomi Campbell e a cantora e compositora Tove Lo farão parte do painel de jurados. Os outros convidados incluem Daphne Guinness, Kirby Howell-Baptiste, Jeffrey Bowyer-Chapman, Nikki Glaser, Betsey Johnson, Janicza Bravo, Ben Platt, Ronan Farrow e Hannah Einbinder.

Critics Choice Awards 2023 | ‘Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo’, ‘Avatar 2’ e mais na lista de indicados às categorias fílmicas

Foram anunciados hoje (14) os indicados às categorias fílmicas da próxima edição do Critics Choice Awards.

Os vencedores serão revelados no dia 15 de janeiro de 2023.

Confira:

FILME

MELHOR FILME
Avatar: O Caminho da Água
Babilônia
Os Banshees de Inisherin
Elvis
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Os Fabelmans
Glass Onion: Um Mistério Knives Out
RRR
TÁR
Top Gun: Maverick
Entre Mulheres

MELHOR ATOR
Austin Butler, Elvis
Tom Cruise, Top Gun: Maverick
Colin Farrell, Os Banshees de Inisherin
Brendan Fraser, A Baleia
Paul Mescal, Aftersun
Bill Nighy, Living

MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett, TÁR
Viola Davis, A Mulher Rei
Danielle Deadwyler, Till
Margot Robbie, Babilônia
Michelle Williams, Os Fabelmans
Michelle Yeoh, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Paul Dano, Os Fabelmans
Brendan Gleeson, Os Banshees de Inisherin
Judd Hirsch, Os Fabelmans
Barry Keoghan, Os Banshees de Inisherin
Ke Huy Quan, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Brian Tyree Henry, Passagem

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Angela Bassett, Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Jessie Buckley, Entre Mulheres
Kerry Condon, Os Banshees de Inisherin
Jamie Lee Curtis, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Stephanie Hsu, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Janelle Monáe, Glass Onion: Um Mistério Knives Out

MELHOR ATOR/ATRIZ JOVEM
Frankie Corio, Aftersun
Jalyn Hall, Till
Gabriel LaBella, Os Fabelmans
Bella Ramsey, Catherine Called Birdy
Banks Repeta, Armageddon Time
Sadie Sink, A Baleia

MELHOR ELENCO
Os Banshees de Inisherin
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Os Fabelmans
Glass Onion: Um Mistério Knives Out
A Mulher Rei
Entre Mulheres

MELHOR DIREÇÃO
James Cameron, Avatar: O Caminho da Água
Damien Chazelle, Babilônia
Todd Field, TÁR
Baz Luhrmann, Elvis
Daniel Kwan, Daniel Scheinert, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Martin McDonagh, Os Banshees de Inisherin
Sarah Polley, Entre Mulheres
Gina Prince-Bythewood, A Mulher Rei
S.S. Rajamouli, RRR
Steven Spielberg, Os Fabelmans

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Charlotte Wells, Aftersun
Martin McDonagh, Os Banshees de Inisherin
Daniel Kwan, Daniel Scheinert, Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Steven Spielberg, Tony Kushner, Os Fabelmans
Todd Field, TÁR

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Rian Johnson, Glass Onion: Um Mistério Knives Out
Kazuo Ishiguro, Living
Rebecca Lenkiewicz, Ela Disse
Samuel D. Hunter, A Baleia
Sarah Polley, Entre Mulheres

MELHOR FOTOGRAFIA
Russell Carpenter, Avatar: O Caminho da Água
Linus Sandgren, Babilônia
Roger Deakins, Império da Luz
Janusz Kaminski, Os Fabelmans
Florian Hoffmeister, TÁR
Claudio Miranda, Top Gun: Maverick

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Avatar: O Caminho da Água
Babilônia
Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Elvis
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Os Fabelmans

MELHOR EDIÇÃO
Avatar: O Caminho da Água
Babilônia
Elvis
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
TÁR
Top Gun: Maverick

MELHOR FIGURINO
Babilônia
Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Elvis
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Glass Onion: Um Mistério Knives Out
A Mulher Rei

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
Babilônia
Batman
Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Elvis
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
A Baleia

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Avatar: O Caminho da Água
Batman
Pantera Negra: Wakanda para Sempre
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
RRR
Top Gun: Maverick

MELHOR COMÉDIA
Os Banshees de Inisherin
Mais que Amigos
Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo
Glass Onion: Um Mistério Knives Out
Triângulo da Tristeza
O Peso do Talento

MELHOR ANIMAÇÃO
Pinóquio de Guillermo del Toro
Marcel the Shell with Shoes On
O Gato de Botar 2: O Último Desejo
Red: Crescer é uma Fera
Wendell & Wild

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Nada de Novo no Front
Argentina, 1985
Bardo
Close
Decision to Leave
RRR

MELHOR CANÇÃO
“Lift Me Up”, Pantera Negra: Wakanda para Sempre
“Ciao Papa”, Pinóquio de Guillermo del Toro
“Naatu Naatu”, RRR
“Hold My Hand”, Top Gun: Maverick
“Carolina”, Um Lugar Bem Longe Daqui
“New Body Rhumba”, Ruído Branco

MELHOR TRILHA SONORA
Michael Giacchino, Batman
Justin Hurwitz, Babilônia
John Williams, Os Fabelmans
Alexandre Desplat, Pinóquio de Guillermo del Toro
Hildur Guðnadóttir, TÁR
Hildur Guðnadóttir, Entre Mulheres

Boneco de Neve | Relembre o péssimo suspense com Michael Fassbender que se vem fazendo SUCESSO nos streamings

Histórias de mistério talvez sejam aquelas cujo poder de persuasão e de envolvimento são imprescindíveis para serem consideradas boas. Desde o surgimento e a ascensão da indústria cinematográfica como império mundial, tais vertentes narrativas sempre foram muito bem exploradas, ao lado da ficção fantástica, para serem traduzidas em produtos audiovisuais que sempre almejavam à satisfação do público. É claro que, volta e meia, os filmes e séries desse gênero acabam por optar pelas saídas clássicas e consideradas clichês, sem ao menos se preocupar em fornecer uma perspectiva mais original ou uma mudança no desfecho do último ato – e é exatamente isso o que acontece com Boneco de Neve.

Primeiro, devemos nos lembrar de que Jo Nesbø, romancista responsável pela obra em questão, é um dos autores noruegueses mais famosos de sua geração. Seus livros, que já venderam mais de 130 milhões de cópias, não ganham respeito pela crítica e pelo público por valerem-se de escopos mal pensados ou mal arquitetados, mas sim pela complexidade da atmosfera que consegue criar – uma mistura convincente de thriller, ação e até mesmo algumas sacadas de humor negro; isso sem mencionar os incríveis personagens que atuam dentro de um microcosmos ao mesmo tempo verossímil e sobrenatural, perscrutados por perigos mortais que os levam a testar os próprios limites e encontrar meios de sobreviver.

Tomas Alfredson é um nome interessante no circuito fílmico contemporâneo. O cineasta já mostrou suas habilidades no terror Deixe Ela Entrar’ e no thriller de espionagem O Espião que Sabia Demais’. Ambas as narrativas, muito diferentes entre si, mas que carregavam suas inclinações para uma nova reformulação do cinema moderno em suas próprias identidades, parecem ter sido esquecidas por Alfredson nessa nova investida: Boneco de Neve já começa de uma forma insípida – um prólogo desnecessário e picotado que não segue uma linha de raciocínio lógica e opta pela criação forçosa de elementos catárticos, os quais não funcionam nem um pouco bem.

A falta de condução e o desprezo por uma decupagem envolvente e que nos aproxime mais da realidade do filme é contínua e não parece mudar até os momentos finais. A concepção imagética é completamente posta de lado, e nem mesmo o roteiro assinado por Peter Straughan consegue salvar esse fiasco, desenrolando-se a partir de uma construção que preza pela trama principal em detrimento dos protagonistas e das subnarrativas – as quais, dentro de um cosmos de suspense e mistério, são essenciais para o endossamento de conexões com o público e entre os personagens. Nem mesmo o detetive Harry Hole (Michael Fassbender) nos consegue manter presos o suficiente dentro do mistério principal, e olha que, no universo narrativo, sua psique e personalidade são extremamente humanas e perscrutadas por erros e arrependimentos.

Não é possível nem mesmo discorrer sobre a real trama do filme, porque ela basicamente não existe. Em essência, Hole deveria desenterrar casos antigos sobre mulheres desaparecidas e traçar um paralelo entre os eventos do passado com os recentes acontecimentos. Entretanto, quem assegura que o corpo de investigadores da cidade de Oslo não abandone esses casos há muito arquivados é a inspetora Katrine Bratt (Rebecca Ferguson), cuja linearidade em cena é, por falta de outra palavra, insuportável. Ao invés de seguir um resquício dos inúmeros e icônicos coadjuvantes das histórias de mistério – como Dr. Watson ou Robin Venetia -, ela mais se aproxima de Dakota Johnson na franquia Cinquenta Tons de Cinza’ que de alguém que realmente utiliza de suas habilidades para resolver os crimes.

De forma geral, cada um dos protagonistas mantém-se ao estereótipo do que representa na gama do gênero em questão. Nem mesmo Hole consegue afastar-se de seus problemas para enxergar com clareza ou para ligar os pontos deixados por um antagonista tão insosso quanto sua própria motivação. A fórmula mocinho-vilão mais uma vez é posta em xeque, mas nem ao mesmo deixa-se mascarar por um brilho momentâneo, preferindo se levar a sério e tornar-se um emaranhado de presunções que, eventualmente, não funcionam. Todas as revelações e os chamados “clímaxes” – que em momento algum trazem transformações irreversíveis para os personagens principais – são pautados em deus ex machina, uma resposta divina que magicamente aparece aos pés de alguém em desespero.

É claro que o conturbado passado de nosso protagonista seria desenterrado. Mas essa subtrama que revolve Hole não tem nem um pingo de seu real potencial explorado, primeiro pelo fato de todo o universo não ser convidativo ou envolvente em nenhum aspecto; segundo, porque simplesmente não há química. Mesmo que dentro de suas próprias superficialidades, os personagens funcionam bem (encerrados em si mesmos). Quando dependentes das ações dos outros, o confronto de personalidades extremistas e escrachadas não é harmônico e não se completa, deixando falhas imperdoáveis para o funcionamento da obra. Nem mesmo a versatilidade de Charlotte Gainsbourg como a ex-namorada do detetive, Rakel, consegue nos puxar de um abismo interminável de deslizes – e não culpo sua atuação, mas sim os diálogos autoexplicativos e grotescos.

O ápice desse épico desnecessário é, sem sombra de dúvida, Mathias. Interpretado por Jonas Karlsson, o antagonista da história tem uma motivação inescrupulosa e que se prova cômica com o passar dos atos, mesmo que tenha bases em um tema interessante – a negligência paternal e a polêmica do aborto. Entretanto, ele não é carismático, não tem um bom desenvolvimento, e seu desfecho não conversa com o arco da tragédia nem com o de redenção, visto que ele simplesmente encontra um fim muito mal arquitetado e que parece ter entrado como único modo de impedi-lo de continuar seus homicídios. E como se não bastasse, as pérolas do filme também contam com aparições de J.K. Simmons e Val Kilmer no que podemos chamar de um dos piores momentos de suas carreiras, dando vida a personalidade tão insossas quanto inúteis na trama.

Boneco de Neve é um filme forçado. Um produto melancólico e bruto que não faz jus à obra da qual deriva, mas que faz o público ficar com um pé atrás para conhecer o universo criado por Nesbo. Alfredson não apenas desencanta a todos com uma investida fracassada dentro do gênero de mistério, como também deixa à vista uma decadência iminente das adaptações literário-cinematográficas contemporâneas.

‘Rick e Morty’: Assista à DIVERTIDA cena de abertura do 3º episódio da 7ª temporada!

A 7ª temporada da série animada ‘Rick e Morty‘ finalmente estreou na HBO Max e, agora, foi divulgada a cena de abertura oficial do terceiro episódio.

Intitulado “Air Force Wong”, o episódio vai ao ar hoje, 29 de outubro.

Confira:

“Rick e Morty estão de volta e parecendo mais como eles mesmos do que nunca! É a sétima temporada e as possibilidades são infinitas: o que está acontecendo com Jerry? Summer do mal? E será que eles vão voltar algum dia para o colégio? Talvez não! Mas vamos descobrir! Há provavelmente menos urina que a temporada anterior. ‘Rick e Morty’, 100 anos! Ou ao menos até a 10ª temporada”.

Lembrando que as seis primeiras temporadas estão disponíveis na HBO Max.

A série foi criada por Dan Harmon e Roiland.

A trama gira em torno das aventuras perigosas de Rick, um cientista gênio alcoólatra, e Morty, seu neto aparentemente ingênuo, que graças as viagens interdimensionais com seu avô começa a perceber o quão complexo o mundo a sua volta pode ser e o quão desastrosas as relações de causa e efeito podem ficar.

O elenco conta com as vozes de Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer e Sarah Chalke.