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‘Next Goal Wins’: Will Arnett substituirá Armie Hammer em novo filme de Taika Waititi

O astro Armie Hammer foi novamente substituído de um outro projeto, em virtude das inúmeras acusações de abuso sexual e canibalismo.

Segundo o site da revista Empire, Hammer não mais estrelará a cinebiografia ‘Next Goal Wins‘, do vencedor do Oscar Taika Waititi, sendo substituído por Will Arnett. No longa, o ator dará vida a um executivo da Federação Americana de Futebol de Samoa.

A trama, baseada no documentário O Próximo Gol Leva, gira em torno do time de futebol samoa-americano – conhecido por suas constantes derrotas – e que decide mudar as coisas para a Copa do Mundo de 2014.

Michael Fassbender dará vida a um técnico nada ortodoxo holandês que é designado a ajudar o time, enquanto Elisabeth Moss dará vida a uma personagem ainda não descriminada. Kaimana fará sua estreia cinematográfica como Jaiyah Saelua, o primeiro jogador não-binário a competir na Copa do Mundo Masculina.

Andy Serkis e sua equipe Imaginarium adquiriram os direitos do documentário de Mike Brett e Steve Jamison em 2015 e trouxeram à atenção de Waititi, que assina o roteiro ao lado de Iain Morris.

Oscar Kightley, David Fane, Beulah Koale, Lehi Falepapalangi, Semu Filipo, Uli Latukefu, Rachel House, Kaimana, Chris Alosio, Rhys Darby e Angus Sampson completam o elenco.

O filme ainda não tem previsão de estreia.

Supergirl | Análise da 2ª Temporada

Ao considerar tudo o que aconteceu ao longo dos 22 episódios da segunda temporada de Supergirl fica difícil escolher por onde começar a crítica. Mas permita-me iniciar com a participação especial de Tyler Hoechlin (Teen Wolf) como Superman.

Clark Kent foi apresentado ao público durante o primeiro episódio da temporada e como grande fã do jornalista, devo admitir que o mesmo não decepcionou. O personagem foi bem planejado pelos criadores Ali Adler, Greg Berlanti e Andrew Kreisberg e muito bem interpretado por Hoechlin. É quase impossível não sentir falta do último filho de Krypton ao longo da série.

Outra adição importante é a de Katie McGrath (Merlin) como Lena Luthor. Ela, que também faz sua primeira aparição durante “The Adventures of Supergirl”, conquista o público ao primeiro sorriso. Lena tem a essência dos Luthor na veia, contudo, a jovem rejeitada pela mãe busca mudar a perspectiva da sociedade sobre a mesma. Um ponto importante é o desenvolvimento do relacionamento dela com Kara Danvers (Melissa Benoist). Supergirl quebra um paradigma ao colocar uma Luthor e uma kryptoniana próximas, ao ponto de se tornarem melhores amigas. A atuação de McGrath é tão fascinante que a mesma foi contratada como regular na série.

Ao longo da segunda temporada, Kara Danvers embarca numa jornada de combate contra vilões, não tão super assim: humanos, sogra, interesse amoroso, melhor amiga Luthor, quase perde a irmã, melhor amigo vigilante, entre outras coisas. Enquanto a primeira temporada teve um foco maior no relacionamento da protagonista com a irmã, em sua descoberta como super-heroína, os conflitos familiares com a tia e na marca de Supergirl como uma série claramente feminista, esta segunda caminha por outras trilhas.

Kara Zor El é a heroína de National City, já não existem mais dúvidas sobre isso. O crescimento individual da personagem é o principal durante esta segunda parte. Ela agora alcançou o status de repórter, o que combina a ética e a integridade de ambos os lados da garota de aço. Em “Nevertheless, She Persisted” o telespectador se depara com o auge da jovem kryptoniana, não só por combater o próprio primo em uma luta, mas também pelas atitudes nobres, como perder a pessoa que ama por uma causa maior.

Alex Danvers (Chyler Leigh) também está numa jornada de autodescoberta. A principal agente do DEO, além de reafirmar que a irmã não é a única badass na família, só olhar para “Exodus”, se vê apaixonada por uma mulher e ao lado de uma detetive, que veio diretamente de Gotham para National City, vive um dos romances mais saudáveis entre duas personagens femininas. Maggie Sawyer (Floriana Lima) não só conquistou o coração da agente, mas também o do público. É preciso admitir que Lima é uma adição crucial para a temporada. Uma importante representação para a comunidade LGBTQ. Isto é Supergirl fazendo o que faz bem.

Aproveito, então, para falar de Mon El (Chris Wood): o namorado de Kara é bastante controverso no começo. Um daxamita mimado acostumado a ter tudo o que quer, quando quer. É visível a mudança de comportamento de quem ele era para quem ele começa a se tornar após se apaixonar pela jovem heroína. Contudo, alguns dos discursos e atitudes machistas do príncipe de Daxam foram criticados por parte dos fãs da série. É necessário enxergar que esta foi a criação do mesmo e a mudança é evidente, em especial, no último episódio da temporada. Mon El cresceu como pessoa. O problema é que o mesmo parece, por muitas vezes, um pouco forçado e superficial.

Um dos grandes problemas de Supergirl, além de alguns episódios fracos no quesito roteiro, está nos personagens masculinos. Os criadores precisam aperfeiçoar os mesmos, dar mais profundidade. Mon El não é o único na escala do que poderia ser melhor, afinal, James Olsen (Mehcad Brooks), atualmente Guardian, tem um dos plots mais fracos da temporada. Além de tedioso, passa a mesma sensação de forçado. Talvez fosse melhor continuar somente como o melhor fotojornalista da DC Comics.

Pode ser que o problema esteja nos interesses amorosos da garota de aço, já que Winn (Jeremy Jordan) e J’onn J’onzz (David Harewood) entram na lista dos excelentes. Ambos continuam bem estruturados e protagonizam cenas maravilhosas. É impossível se decepcionar com os mesmos. Seguindo esta linha, é preciso salientar o pouco foco dado à história de Jeremiah Danvers (Dean Cain), afinal, a ponta continua solta sobre o que aconteceu com o mesmo após o episódio 15.

Por falar nisso, Brenda Strong (Desperate Housewives) merece palmas por interpretar Lillian Luthor, a vilã que amamos odiar. Sinceramente, roteiristas de Supergirl, deem mais espaço para Cadmus. Os telespectadores precisam de um verdadeiro combate entre a organização e o DEO. É possível enxergar de longe que eles podem fazer muito mais do que já fizeram até agora. Lillian revive a raiva que o público sentia por Lex. É perceptível qual lado da família o arqui-inimigo do Superman puxou.

Falando em vilões, Teri Hatcher (Lois & Clark) presenteia a todos ao dar vida a Rainha Rhea de Daxam. Imagina se Lillian não odiasse tantos os alienígenas e se juntasse a mesma? Que season finale teríamos, não? Apesar disto não ter acontecido, os dois últimos episódios da série entram para a lista dos melhores da segunda temporada. Muito bem roteirizados e dirigidos, com um verdadeiro show de batalhas em câmera lenta e diálogos espetaculares, afinal, Cat Grant (Calista Flockhart) voltou. A maior perda sofrida por todos que assistem veio remendar os corações quebrados com suas diálogos sensacionais.

No meu TOP 3 de melhores episódios também está “Alex”, o 19º da temporada. Já era ciente que a eterna Lexie Grey, Chyler Leigh, é uma atriz espetacular, entretanto, se existia alguma dúvida sobre o motivo dela ser a heroína da garota de aço, não existe mais. Ela não é a única que merece reverência, mas Benoist e Lima também. Com um roteiro espetacular e uma direção que cumpre o papel, Supergirl não hesita em mostrar a importância do relacionamento entre as irmãs Danvers, Alex e Maggie e, claro, Kara e Maggie que, finalmente, conseguem se entender.

Bom, agora resta ao público esperar que a terceira temporada responda as perguntas deixadas como onde está Jeremiah Danvers, o que aconteceu com Mon El, quem é a terceira criança enviada para a Terra e uma que está corroendo as mentes dos telespectadores: MAGGIE DISSE SIM OU NÃO?

Enfim, torço para que Supergirl melhore os erros cometidos nesta etapa e nos dê mais momentos entre as irmãs Danvers, pois fez bastante falta a conexão que se tinha durante a primeira parte. E, se tem um pedido pessoal que adoraria fazer aos roteiristas é: coloquem Cat Grant e Lois Lane no mesmo ambiente e deixem Kara tentar mediar a conversa, eu vivo para ver esse momento.

‘The Tale’: Elogiado drama sobre abuso sexual será distribuído pela HBO

De acordo com a Variety, o elogiado drama sobre abuso ‘The Tale’, com a atriz Laura Dern (Star Wars: Os Últimos Jedi), foi comprado pela HBO. O longa tem sido elogiado por onde passa, sendo aplaudido no Festival de Sandance.

A HBO pretende lançar o filme esse ano, como um documentário especial sobre abuso sexual.

Na trama, uma professora e documentarista começa a lembrar de seus traumas sofridos no passado devido a ter sido vítima de abuso sexual aos 13 anos. É um filme auto-biográfico da diretora e escritora Jennifer Fox.

O elenco ainda conta com Elizabeth Debicki (‘Guardiões da Galáxia Vol. 2’) e Common (‘John Wick: Um Novo Dia Para Matar’).

O longa ainda não possui data de lançamento no Brasil.

‘Os Incríveis 2’: Fã imagina versão sombria e adulta dos heróis

Os Incríveis 2está chegando aos cinemas e o artista Warrick Wong imaginou como a família Pêra estaria 14 anos depois dos eventos do primeiro filme. Com uma pegada mais sombria, as artes ficaram sensacionais. Confira:

Crítica | Os Incríveis 2 – Recicla o roteiro do 1º filme, mas ainda diverte…

Os Incríveis 2 vem recheado de cenas de ações e imagens rápidas.

Devido a alguns acidentes durante sessões no exterior, a Disney/Pixar resolveu exibir um alerta antes do filme, também adotado por algumas redes de cinemas, alertando os espectadores sobre o risco de convulsões em pessoas mais sensíveis.

Uma espectadora compartilhou em seu Twitter uma mensagem sobre:

“Para qualquer pessoa que tenha epilepsia, risco de convulsões ou qualquer tipo de sensibilidade à luz, tenha cuidado ao assistir ‘Os Incríveis 2’. Eu infelizmente tive um episódio como esse e não quero que isso aconteça com ninguém”

Já outro usuário da rede social compartilhou:

“Acabei de assistir ‘Os Incríveis 2’ e foi incrível! No entanto, uma pessoa na sala teve uma convulsão por causa dos efeitos visuais. Tenham cuidado pessoal”

Na trama, Helena (Holly Hunter) decide iniciar uma pedindo a volta dos super-heróis, enquanto Beto (Craig T. Nelson) vive um dia a dia normal de dono de casa cuidando de Violeta (Sarah Vowell), Flecha (Huck Milner) e do bebê Zezé, cujos superpoderes estão prestes a serem descobertos. A missão deles sofre uma reviravolta, quando um novo vilão surge com um brilhante e perigoso plano que ameaça acabar com o mundo. Mas a família Pêra não foge do desafio, ainda mais com Gelado (Samuel L. Jackson) combatendo o vilão ao seu lado.

Dica do fim de semana | Franquias lançadas fora da cronologia – Parte 1

As grandes franquias sempre começam com um filme que pode ou não fazer sucesso. Dependendo do desempenho desse primeiro capítulo, os estúdios investem em sequências ou nas famosas prequels, o que costuma expandir o universo, mas também dá uma bagunçada na cronologia. Por isso, preparamos um especial com franquias lançadas fora da ordem cronológica para você assistir na ordem certinha. No próximo fim de semana terá a segunda parte. Confira!

Invocação do Mal

Lançado em 2013, o primeiro filme da franquia Invocação do Mal foi um sucesso estrondoso de crítica e bilheteria. Dirigida por James Wan, a história dos caçadores de casos sobrenaturais criou uma legião de fãs e rendeu mais duas continuações diretas e três novas franquias que integram o mesmo universo e influenciam diretamente em eventos dos outros filmes da saga principal. Então, com essa possibilidade de explorar um universo expandido, os oito filmes do “Invocaverso” acabaram sendo lançados fora de cronologia. Por isso, a ordem correta para assistir aos longas é: A Freira (2018), Annabelle 2: A Criação do Mal (2017), Annabelle (2014), Invocação do Mal (2013), A Maldição da Chorona (2019), Annabelle 3: De Volta para Casa (2019), Invocação do Mal 2 (2016) e Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (2021).

Velozes & Furiosos

Lançada em 2001, a franquia de Dominic Toretto (Vin Diesel) sobre carros tunados e a importância da família começou explorando o mundo das corridas ilegais em Los Angeles, mas começou a se expandir com a chegada de Justin Lin, que passou a explorar corridas em outras partes do mundo e trouxe uma direção mais estilizada para a saga. Com o passar dos anos, o nível de insanidade e absurdos mostrados pela franquia começaram a extrapolar o aceitável, perdendo aquela pegada mais realista dos filmes originais, o que trouxe novos fãs e fez desses filmes verdadeiros fenômenos de bilheterias, incluindo o spin-off. Como a saga tem muitos diretores, começaram a surgir algumas incoerências na continuidade que foram resolvidas com a realocação de alguns filmes dentro da cronologia. Logo, a ordem correta para assistir aos Velozes & Furiosos é: Velozes & Furiosos (2001), +Velozes +Furiosos (2003), Velozes & Furiosos 4 (2009), Velozes & Furiosos 5: Operação Rio (2011), Velozes & Furiosos 6 (2013), Velozes & Furiosos: Desafio em Tóquio (2006), Velozes & Furiosos 7 (2015), Velozes & Furiosos 8 (2017), Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw (2019) e Velozes & Furiosos 9 (2021).

Godzilla Vs Kong

Primeiro grande sucesso de bilheteria do cinema em tempos de pandemia, Godzilla Vs Kong deixou os fãs ávidos pelo próximo filme do “MonsterVerse”. Iniciado em 2014 com o Godzilla de Gareth Edwards, que fez um considerável sucesso e começou a pavimentar esse universo que deve trazer mais alguns monstros clássicos da Toho nos próximos anos. Antes de chegar ao duelo de monstros nas telonas, a Warner lançou mais dois filmes para expandir esse universo, mesmo que a cronologia tenha ficado meio bagunçada. Quem quiser assistir a todos os filmes, poderá conferi-los na ordem correta, que é: Kong: A Ilha da Caveira (2017), Godzilla (2014), Godzilla 2: Rei dos Monstros (2019) e Godzilla Vs Kong (2021).

Sobrenatural

Criado por James Wan, Sobrenatural foi outro sucesso avassalador quando chegou aos cinemas em 2010. A trama da família que se muda para uma casa nova e começa a sofrer perseguições do Tinhoso agradou aos fãs de terror e abriu os olhos da Sony para uma potencial nova franquia, que se estendeu demais e trouxe novos capítulos que contaram histórias posteriores e anteriores ao primeiro longa da saga. A franquia explora desde os dramas que a entidade causa aos familiares do original e vai também a fundo da história do surgimento da assombração original. Quem quiser conferir na ordem correta, basta assistir Sobrenatural 4: A Última Chave (2018), Sobrenatural 3: A Origem (2015), Sobrenatural (2010) e Sobrenatural: Capítulo 2 (2013).

O Senhor dos Anéis

Clássico imortal da literatura, O Senhor dos Anéis é a Magnum opus de J. R. R. Tolkien. A trilogia revolucionou o gênero da fantasia e redefiniu todos os conceitos que os autores das próximas gerações seguiriam. No entanto, essa obra é consequência de O Hobbit, um livro infantil criado por Tolkien que introduziu Bilbo Bolseiro, Gandalf, Gollum, o Um Anel e diversos outros cenários e tramas sobre a Terra Média. Nos cinemas, o excêntrico Peter Jackson ficou encarregado de adaptar a trilogia para as telonas no início dos anos 2000. Usando bastante tempo de tela, o diretor conseguiu manter a fidelidade e imortalizar os três filmes como clássicos incontestáveis da sétima arte. Porém, mais de uma década depois o lançamento do primeiro filme, ele foi chamado para comandar uma nova trilogia, que agora adaptaria O Hobbit. Com muita encheção de linguiça e falta de apreço pelo material original, Jackson teve de dar um jeito de transformar um livro em três filmes de três horas, cada. O resultado foi meio controverso, mas quem quiser conferir na ordem certinha deve seguir O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (2012), O Hobbit: A Desolação de Smaug (2013), O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (2014), O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001), O Senhor dos Anéis: As Duas Torres (2002) e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003). A Amazon está produzindo uma série que se passará antes da trilogia do Hobbit.

 

Crítica | For Life – Série conta a EMOCIONANTE jornada real de detento que se torna advogado

Séries e filmes com temática judicial existem aos montes na televisão aberta e também nas plataformas de streaming. Muito populares a partir da década de 1990, esse tipo de produção ajudou a construir o gosto do espectador por histórias policiais que envolvessem crime e julgamento, como ‘C.S.I’ e ‘Law and Order’. Porém, raramente essas produções eram protagonizadas por atores pretos, a não ser que fossem personagens secundários ou participações especiais. Nos últimos anos, entretanto, isso vem mudando, e felizmente hoje podemos assistir a séries como ‘For Life’, nova produção da Netflix que figura no Top 10 desde a sua estreia.

Aaron Wallace (Nicholas Pinnock) está na prisão há 9 anos, sentenciado à prisão perpétua, mas nunca foi julgado ou sequer teve acesso a que tipo de acusação foi indiciado. Por isso, decidiu, de dentro da prisão, estudar e se formar em Direito, para poder se representar na corte. Enquanto não consegue acesso a seu próprio arquivo, Aaron vai ganhando experiência e lutando pela justiça de outros detentos, como Jose Rodriguez (Andrew Casanova), acusado de comprar drogas para uma menor de idade. Com a ajuda da nova diretora do presídio, Masry (Indira Varma), Aaron aos poucos vai conseguindo se firmar como advogado, porém, seu caminho começa a ser dificultado pela promotoria e pelo candidato a secretário de segurança Glen Maskins (Boris McGiver).

Dividido em treze episódios com exatos quarenta e três minutos de duração cada, a primeira temporada de ‘For Life’ segue o mesmo escopo das séries jurídicas e de investigação, entrelaçando a jornada pessoal do protagonista com os casos que ele se debruça para defender, e, aos poucos, vai exemplificando como esses casos, que aparentemente não têm relação, vão se costurando com o objetivo de Wallace, o que comprova que ele é um sujeito inteligente que não dá ponto sem nó.

Escrito e criado por Hank Steinberg, a grande sacada de ‘For Life’ é trazer a pauta racial para o protagonismo do programa, escancarando a estrutura racista que institui e corrobora a lei, a justiça e o sistema prisional daquele país (algo que o espectador brasileiro certamente consegue relacionar com a realidade daqui). Não à toa, é inspirado na história real de Isaac Wright Jr. A motivação do protagonista engaja a gente a acompanhar sua jornada de perto, a desejar pelo seu crescimento como advogado para trazer um pouco de justiça a um sistema que sabemos corrupto. Certeza de que é por isso que a série está conquistando o público.

A dosagem da carga dramática da primeira temporada é bem equilibrada; já no segundo episódio, por exemplo, vemos Wallace se ver obrigado a defender o caso de um detento nazista. Não tem como assistir a um episódio desses e se sentir confortável. A boa condução dos conflitos é mérito do diretor Russell Lee Fine, embora algumas transições de cenas tenham chegado à sua versão final com uns segundos a mais de tela preta.

For Life’ é uma ótima série, e a melhor dica é ir assistindo-a aos poucos, um episódio por dia, para refletir sobre os temas. A boa notícia é que a segunda temporada já está confirmada. A outra boa notícia é que, embora tenha chegado ao público brasileiro pela Netflix, ‘For Life’ também já está disponível na Amazon Prime e também na Globoplay (onde a segunda temporada já está disponível).

‘Shazam!’: Diretor confirma lançamento de trailer para o dia 4

Visto que Shazam!’ se aproxima de sua estreia em abril, o diretor David F. Sandberg finalmente confirmou quando o novo e último trailer do filme será divulgado: no dia 4 de março. 

Confira:

 

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Upload in progress… Trailer Monday. #SHAZAM

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Dirigido por David F. Sandberg (‘Quando as Luzes se Apagam‘ e ‘Annabelle 2: A Criação do Mal‘), o roteiro fica por conta de Henry Gayden.

“Todos nós temos um super-herói dentro de nós, basta um pouco de mágica para colocá-lo para fora. No caso de Billy Batson (Angel), ao gritar uma palavra – SHAZAM! – esse garoto adotivo de 14 anos pode se transformar no super-herói adulto Shazam (Levi), cortesia de um antigo bruxo (Hounsou). Ainda uma criança de coração – dentro de um corpo divino e bombado – Shazam se diverte nesta versão adulta de si mesmo fazendo o que qualquer adolescente faria com superpoderes: divirta-se com eles! Ele pode voar? Ele tem visão de raios X? Ele pode atirar raios de suas mãos? Ele pode faltar em seu teste de estudos sociais? Shazam se propõe a testar os limites de suas habilidades com a imprudência alegre de uma criança. Mas ele precisará dominar esses poderes rapidamente para combater as forças mortais do mal controladas pelo Dr. Thaddeus Sivana (Strong).”

O elenco conta com Zachary LeviAsher Angel, Djimon Hounsou, Jack Dylan GrazerGrace FultonLotta LostenRon Cephas JonesCooper Andrews Mark Strong.

Shazam!‘ chega aos cinemas nacionais em 04 de Abril de 2019.

‘Titãs’: Estelar aparece com visual INCRÍVEL em novo vídeo de bastidores; Confira!

A 2ª temporada de Titãs ganhou recentemente seu trailer oficial, mas isso não é tudo: Anna Diop, que interpreta Estelar na série, compartilhou um vídeo de bastidores onde apresenta o novo visual da heroína.

Confira, junto com o trailer:

 

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We did it Insta Fam! 200K! 🖤 All my love 💋

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A próxima temporada irá introduzir diversos personagens, incluindo Superboy (Joshua Orpin), Exterminador (Esai Morales), Jericó (Chella Man), Devastadora (Chelsea Zhang), Mercy Graves (Natalie Gumede) e Aqualad (Drew Van Acker). Jason Todd (Curran Walters), Donna Troy (Connor Leslie), Rapina (Alan Ritchson) e Columba (Minka Kelly) também irão aparecer.

A trama segue jovens heróis do Universo DC enquanto eles crescem e se encontram em uma versão sombria da franquia clássica dos Jovens Titãs. Dick Grayson e Rachel Roth, uma jovem garota especial possuída por uma estranha escuridão, acabam no meio de uma conspiração que pode trazer o Inferno para a Terra. Eles se juntam à cabeça-quente Estelar e o amável Mutano. Juntos, eles se tornam uma família e uma equipe de heróis.

O projeto foi criado por Greg Berlanti e é estrelado por Brenton Thwaites (Asa Noturna), Diop (Estelar), Teagan Croft (Noturna) e Ryan Potter (Mutano).

Titãs retorna no dia 06 de setembro.

Um peso, duas medidas: Richthofen, Bundy e o complexo do vira-lata

Suzane Von Richthofen tornou-se mundialmente famosa depois de orquestrar o assassinato brutal de seus pais. Não demoraria muito até que sua história fosse levada aos cinemas brasileiros – e tal promessa se cumpriu com o anúncio de algo inédito na indústria do entretenimento: A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou Meus Pais chegarão às salas de todo o território nacional com a mesma narrativa, mas com perspectivas diferentes (uma delas com a versão de Suzane e a outra, com a do ex-namorado Daniel Cravinhos).

Entretanto, uma onda de repúdio aos dois longas-metragens tomou conta das redes sociais de modo indescritível – alguns internautas condenando a própria ideia de se levar uma história dessas às telonas, outros pedindo que o presidente da República inconstitucionalmente vetasse o financiamento de um filme desse modo.

Confira:

Apesar da síndrome de “bom samaritano” encarnada com força por pessoas como as supracitadas, tudo não passa de falso moralismo e de algo que vai para muito além de um repúdio justificável: o complexo de vira-lata.

Criada pelo dramaturgo, cronista e jornalista Nelson Rodrigues em meados do século passado, a expressão surgiu na Copa do Mundo de 1950, quando o Brasil foi desclassificado enquanto jogava em casa e continuou a ter performances sofríveis nos campeonatos seguintes como se “tivesse medo de se impor perante os adversários” (via Monitor Digital). Em sentido amplo, esse complexo reflete a baixa autoestima do brasileiro que, como resposta a um “tremelique” constante, deprecia as próprias cultura, inteligência, economia e até mesmo moral.

E não se enganem: mesmo pavimentada há várias décadas, o vira-latismo nacional implora por aceitação estrangeira e é nutrido de um sentimento ridiculamente reprovável de autopiedade – disfarçado, é claro, de um pedantismo imperialista que remonta aos tempos coloniais. Em outras palavras, precisamos que Estados de Primeiro Mundo (como as nações europeias e, principalmente, os Estados Unidos) nos digam constantemente que somos o bastante e que somos adorados. Já numa esfera interior e pessoal, as ferrenhas críticas são muito mais comuns que um simples elogio e o necessário reconhecimento da importância do país para a cultura mundial.

Isso não se limita apenas a patrimônios imateriais, mas, como já mencionado, estende-se para o fomento e o apoio do entretenimento nacional – seja em séries, filmes ou novelas. Utilizando o exemplo de A Menina que Matou os Pais, parece inacreditável observar que, na segunda década do século XXI, a hipocrisia ética seja imperativa e use de argumentos insólitos e refutáveis para defender um cretino ponto de vista.

Afinal, os grandes filmes de drama e suspense (vários deles inclusive vencedores de diversos prêmios de alto calibre) têm como foco a análise da psique humana e a correlação entre patologia e psicose. Ou seja, obras sobre serial killers que não são aclamados apenas no exterior, mas também aqui. Temos, por exemplo, ‘Se7en – Os Sete Crimes Capitais’ e Zodíaco, dois longas-metragens que até hoje servem de inspiração para contos de mistério e de assassinato, comandados pelo mestre David Fincher; o clássico O Silêncio dos Inocentes, que rendeu a Anthony Hopkins e Jodie Foster suas respectivas estatuetas do Oscar; O Massacre da Serra Elétrica, cujo legado trash é revisitado constantemente por adoradores dos anos 1970 e 1980; Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal’, que foi baseado numa história real de um homicida que esquartejou mais de 30 pessoas; e até mesmo ‘O Alienista’, que nos apresenta uma versão nova-iorquina do famoso assassino em série Jack, o Estripador.

E o que todas essas produções têm em comum? Bom, o fato de serem aclamadas pelo público brasileiro e terem sido feitas em outros países que não o nosso. Então por que não podemos levantar a nossa própria bandeira, como muitos falsos patriotas proferem dia após dia, e dar uma chance ao crescimento do cinema nacional?

Tal questionamento não tem uma resposta única, mas deixa claro uma coisa: a síndrome do vira-lata nunca esteve tão fortemente entranhada nos nossos valores.

‘Mrs. America’: Vídeo de bastidores explora a incrível fotografia da série; Confira!

Hulu divulgou um novo vídeo de bastidores da aclamada série Mrs. America, que explora a incrível fotografia da produção.

Confira:

A produção, que aborda a igualdade de gênero, é comandada por Anna BodenRyan Fleck (dupla responsável por ‘Capitã Marvel’) e é composta por nove episódios.

A minissérie é de autoria do vencedor do Emmy Award, Dahvi Waller (‘Mad Men‘ e ‘Desperate Housewives‘), que será o showrunner e produtor-executivo ao lado de Blanchett, Stacey Sher e Coco Francini.

Confira a sinopse oficial:

Mrs. America‘ conta a história verdadeira do movimento para a ratificação da Emenda dos Direitos Iguais e a revolta sofrida por parte de uma mulher conservadora, chamada Phyllis Schlafly (Blanchett). Pelos olhos das mulheres daquela era – tanto Schlafly, bem como as feministas da segunda onda, Gloria Steinem, Betty Friedan, Shirley Chisholm, Bella Abzug e Jill Ruckelshaus -, a série explora um dos mais duros campos de batalha na cultura de guerras dos anos 70, que ajudaram a originar a Majoritária Moral e que mudaram, para sempre, a paisagem da nossa política.

Além de Blanchett, Sarah PaulsonUzo AdubaRose Byrne, John SlatteryJames MarsdenElizabeth BanksMargo MartindaleTracy Ullmann completam o elenco.

A série já está disponível na plataforma de streaming.

‘Lanterna Verde’: Série da HBO Max será recomendada para maiores de 17 anos

De acordo com o site The Direct, a vindoura série Lanterna Verde, da HBO Max, ganhou sua classificação indicativa: a recomendação da obra será para maiores de 17 anos (TV-MA) devido a “profanidade e violência”.

O anúncio não vem com muita surpresa, visto que outras séries do panteão DC, como Patrulha do DestinoTitãs, têm a mesma classificação.

Recentemente, foi revelado que a obra será ambientada em múltiplas linhas do tempo e ocorrerá nos anos 1940, 1980 e nos dias atuais. Ainda não se sabe se os três momentos irão convergir em algum momento ou permanecerão separados.

Também foi confirmado que os personagens Alan Scott, Guy Gardner, Jessica Cruz, Simon Baz, Kilowog e Sinestro farão parte da produção, que será supervisionada pelo produtor e roteirista Geoff Johns.

Johns não é estranho ao panteão de super-heróis, visto que já desenvolveu histórias do personagem em questão para a DC Comics. Além disso, ele foi nomeado como Presidente da DC Entertainment em 2016, com missão de gerenciar os filmes baseados nas propriedades intelectuais da editora.

O projeto também trará o nome do produtor Greg Berlanti.

Em 2019, Berlanti garantiu de modo categórico que a produção, ao lado da também confirmada Strange Adventures, irá cativar os fãs:

“Essas duas propriedades originais da DC que vamos desenvolver para a HBO Max serão diferentes de tudo que você já viu na televisão. Uma delas é uma série antológica de contos com censura, que se passa em um mundo onde os super poderes existem. Já a outra promete ser a nossa maior série da DC já feita na história e ela nos levará ao espaço com o Lanterna Verde, mas não posso revelar nada mais a respeito disso por hora”.

A série ‘Strange Adventures, por sua vez, trará diversos personagens do cânone da DC e vai explorar “contos morais sobre como as vidas de mortais e super humanos se cruzam”. A produção acompanha Adam Strange, um homem de dois mundos, um arqueologista que acabou se tornando um herói intergalático ao ser enviado ao planeta Rann.

Esse projeto ainda conta com Sarah Schechter, parceira de Berlanti, como a produtora executiva. John Stephens (‘Gotham‘) assume o cargo de showrunner e roteirista da produção.

‘Hunters’: Jennifer Jason Leigh entra para o elenco da 2ª temporada

Segundo o Deadline, a indicada ao Oscar Jennifer Jason Leigh foi escalada para a 2ª temporada de Hunters, série da Amazon Prime Video.

Leigh, conhecida por seu papel em Os Oito Odiados, dará vida a Chava Apfelbaum, que já foi encarnada numa versão mais jovem por Cassidy Layton. Ela é uma sobrevivente do Holocausto e considerada uma lenda na caça aos nazistas.

Detalhes sobre o próximo ciclo não foram revelados.

Criada por David Weil, a série tem produção executiva de Jordan Peele (‘Corra!‘ e ‘Nós‘).

A trama segue um grupo diversificado de caçadores de nazistas em 1977, na cidade de Nova York. Os Caçadores, como são conhecidos, descobriram que centenas de oficiais nazistas de alto escalão estão vivendo entre nós e conspirando para criar um Quarto Reich nos EUA. A equipe eclética dos Caçadores partirá em uma sangrenta busca para levar os nazistas à justiça e frustrar seus novos planos genocidas.

O elenco ainda conta com Logan Lerman, Kate Mulvany, Tiffany Boone, Carol Kane, Saul Rubinek, Josh Radnor, Louis Ozawa, Jerrika Hinton, Greg Austin, Dylan Baker e Lena Olin.

‘Impeachment: American Crime Story’: 3ª temporada da antologia ganha novo teaser oficial; Confira!

FX divulgou um novo teaser da 3ª temporada da série antológica ‘American Crime Story‘, intitulada ‘Impeachment‘.

Confira:

O novo ciclo tem estreia marcada para o dia 7 de setembro.

O elenco conta com Sarah Paulson como Linda Tripp; Clive Owen como Bill ClintonBeanie Feldstein como Monica Lewinsky; Annaleigh Ashford como Paula Jones; Billy Eichner como Matt Drudge; Edie Falco como Hillary Clinton; e Cobie Smulders como Ann Coulter.

O novo ciclo é baseado no romance não-ficcional A Vast Conspiracy: The Real Story of the Sex Scandal That Nearly Brought Down a President, assinado por Jeffrey Toobin.

Sarah Burgess será a roteirista dos novos episódios e também produtora executiva ao lado do criador Ryan Murphy e de Nina JacobsonBrad SimpsonBrad Falchuk, Larry KaraszewskiScott AlexanderAlexis Martin Woodall e Paulson.

‘Mães Paralelas’: Filme de Pedro Almodóvar ganha data de estreia na Netflix; Assista ao trailer!

O novo filme do cineasta Pedro Almodóvar, intitulado ‘Mães Paralelas‘, finalmente ganhou data de estreia no Brasil.

A produção será lançada pela Netflix e chegará à plataforma de streaming no dia 18 de fevereiro de 2022.

Assista ao trailer:

Janis e Ana são duas mulheres solteiras que engravidaram por acidente. Por coincidência, dão à luz no mesmo quarto de hospital. Janis, já com mais idade, está radiante, mas Ana ainda é adolescente e está com medo e traumatizada. Com o objetivo de ajudar, Janis conversa com Ana pelos corredores do hospital, e as poucas palavras trocadas criam um vínculo forte que vai mudar a vida das duas.

O roteiro foi escrito pelo próprio Almodóvar e com Penélope Cruz em mente, buscando explorar “o mundo feminino de mães de primeira viagem, de mães que cuidam de seus filhos nos anos primários”. Almodóvar descreve seu projeto como o “‘Dom Quixote’ da maternidade”.

Rossy de Palma e Aitana Sánchez-Gijón completam o elenco.

Almodóvar e Cruz são colaboradores de longa data. A atriz participou das obras do diretor desde 1997, com ‘Carne Trêmula’. Desde então, protagonizou ‘Volver’‘Abraços Partidos’ e, mais recentemente, o aclamado drama coming-of-age ‘Dor e Glória’, ao lado de Antonio Banderas.

‘Slow Horses’: Série de suspense com Gary Oldman é RENOVADA para mais duas temporadas!

‘Slow Horses’, nova série de suspense estrelada pelo vencedor do Oscar Gary Oldman (‘O Destino de Uma Nação’, ‘O Espião que Sabia Demais’) se tornou uma das novas sensações da Apple TV+ e, agora, a plataforma de streaming trouxe boas notícias para a produção.

Enquanto a segunda temporada chega apenas no final do ano ao catálogo do serviço, a obra já foi renovada para mais dois ciclos, estendendo-se oficialmente até a quarta temporada.

Detalhes sobre as próximas iterações não foram revelados.

A série é baseada na franquia literária best-seller de Mick Herron, adaptada pelo vencedor do Emmy Will Smith (‘Veep’) e dirigida por James Hawes.

‘Slow Horses’ acompanha um time de agentes da inteligência britânica que trabalham no “departamento de despejo” do MI5 – Slough House. Oldman estrela como Jackson Lamb, o brilhante e irascível líder desses espiões, que vai parar na Slough House em virtude dos graves erros que cometeu ao fim de sua carreira.

Kristin Scott ThomasJonathan PryceJack LowdenOlivia Cooke também fazem parte do elenco.

‘Stranger Things’: Revelado título oficial do primeiro episódio da 5ª temporada; Confira!

Stranger Things é uma das séries mais populares de todos os tempos e, recentemente, a Netflix comemorou o Stranger Things Day com uma atualização incrível sobre a quinta e última temporada.

Através das redes sociais, a plataforma de streaming revelou o título oficial do episódio de reestreia: “The Crawl”.

Mais detalhes não foram divulgados.

Crítica | 4ª temporada de ‘Stranger Things’ mergulha na nostalgia do terror clássico e psicológico

A série foi criada por Matt DufferRoss Duffer, que já revelaram ter um plano de encerrar a produção na quinta temporada.

Em uma cidade pequena, um grupo de crianças acaba se deparando com um experimento secreto do governo, que abre o portal para outra dimensão, denominada ‘mundo invertido’. Os garotos, então, iniciam suas próprias investigações, o que os levam a um extraordinário mistério envolvendo forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.

O elenco conta com Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Cara Buono, Joe Keery, Noah Schnapp, Sadie Sink e Dacre Montgomery.

É sabido que a nova temporada da série da Netflix, ‘Stranger Things‘, possui um episódio a menos que a 3ª temporada, porém os fãs não precisam se preocupar, já que, em termos de duração, ela é bem maior que o terceiro ano.

Em entrevista concedida ao IGN, o co-criador da série, Ross Duffer, a 4ª temporada terá “quase o do tamanho” da anterior. Por sua vez, o diretor Shawn Levy confirmou que múltiplos episódios da 4ª temporada serão mais longos do que alguns de seus filmes.

“Eu lancei dois filmes no tempo que estivemos fazendo a 4ª temporada. Nós temos múltiplos episódios que são mais longos do que ‘Free Guy – Assumindo o Controle’ e ‘O Projeto Adam’”, falou Levy.

Por sinal, os filmes citados pelo showrunner tem 1h55 e 1h46, respectivamente. Um destes episódios será o último da temporada, que terá mais de duas horas de duração, segundo o The Wrap.

A respeito do tamanho da temporada, Ross Duffer explicou que isto oferece aos personagens a oportunidade de se desenvolverem e terem mais tempo na tela: “Conversamos sobre esta ser uma temporada muito reveladora, pois há muitas coisas que queremos contar ao público e revelar em termos do Mundo Invertido e o que realmente está acontecendo aqui em Hawkins”.

Lembrando que, de acordo com o The Wall Street Journal, a companhia está gastando US$ 30 milhões por episódio na 4ª temporada de ‘Stranger Things‘, o que a torna a produção de série de TV mais cara da história. Ou seja, isso não saiu nada barato!

Dica de Filme | ‘Cuidado com o Slenderman’ é um potente documentário sobre um chocante caso da vida real

Surgido nas creepypastas da Internet – ou seja, em seus locais mais obscuros e perscrutados por contos sobrenaturais e histórias de terror – a figura do Slenderman percorreu os quatro cantos do cenário virtual e inspirou e aterrorizou diversas pessoas, incluindo duas jovens garotinhas a cometer uma das maiores atrocidades dos últimos anos: a tentativa de homicídio doloso de uma menina pré-adolescente.

O evento protagonizado por Morgan Geyser e Anissa Weier tornou-se um dos casos mais bizarros (por falta de outro adjetivo que harmonize o suficiente) a povoarem a cultura dos Estados Unidos – mais precisamente no condado de Waukesha, Wisconsin. Como já dito no primeiro parágrafo, todo o arco começa e termina em uma grande tragédia que permanece aberta e sem explicações palpáveis até hoje.

Primeiramente, precisamos entender que o Slenderman foi o maior mito a ser gerado dentro de um ambiente virtual, e sua “lenda”, por assim dizer, passou pelo mesmo processo da cultural oral e foi transmitida através de sites de redirecionamento e readaptações narrativas que sempre lhe acrescentavam novas perspectivas e releituras. A figura original foi criada durante um concurso de photoshop, no qual Eric Knudsen editou fotos antigas com o acréscimo de uma criatura alta, pálida e sem rosto, cuja deformidade assustadora sempre estava acompanhada de crianças desavisadas e situações do cotidiano.

Sua backstory, apesar de não tão profunda como a de outros personagens muito famosos da contemporaneidade, é pautada essencialmente no desejo de raptar crianças e/ou fazê-las sofrer com alucinações para que se tornem vítimas fáceis. Não se sabe se ele se alimenta da energia juvenil, mas seus alvos não poderiam ser mais claros. Recentemente, uma gama de jogos online e até mesmo fan-fics (contos de ficção publicados online) foram disponibilizadas para o público, gerando uma legião de fãs que sustentam a imagem do Slenderman até hoje – inclusive, os direitos de imagem deste personagem foram também adquiridos para a produção de longas-metragens e franquias cinematográficas.

Quando Irene Taylor Brodsky anunciou, em 2016, que seu próximo trabalho iria se aprofundar nas relações, nas causas e nas consequências do caso supracitado, causou bastante alvoroço por parte dos críticos e do próprio público, por dois motivos principais: idealizar um documentário analítico que envolva mitos de um ambiente virtual poderia se configurar como um “tiro pela culatra”, emergindo como uma produção desnecessária e sem objetivo aparente. Além disso, os eventos envolviam menores de idade, e a participação da família poderia ser revogada pelas autoridades e pela comunidade artística.

Entretanto, retomando suas obras anteriores (como The Final Inch’ e Hear and Now’), sabemos que Brodsky sempre teve uma mão muito firme para projetos complexos e contraditórios, nos entregando produções audiovisuais memoráveis e dignas de citação. E, apesar de seu longo tempo de exibição – quase 120 minutos -, Cuidado com o Slenderman’ (‘Beware the Slenderman’, no original), é uma ótima análise antropológica e sociopsicológica sobre a influência das mídias digitais na sociedade contemporânea e como distúrbios mentais podem dar margem a corolários terríveis.

É interessante já citar que o filme não procura encontrar um veredicto ou apontas culpados e inocentes: tudo gira em torno dos fatos apresentados e como eles estão relacionados. Obviamente, alguns dos entrevistados acusam as duas garotas – principalmente aqueles que não mantinham contato com elas ou que presenciaram ao massacre de forma passiva e indireta -, e outros defendem seu julgamento como realmente são – crianças. Toda a ambiência é tensa e causa um desconforto crescente no espectador, principalmente por tratar de assuntos delicados com uma profundidade lúdica.

Logo de cara, percebemos que Anissa e Morgan não são tratadas como crianças normais: suas personalidades introspectivas e extremamente devotas à família e aos valores que conhecem as transformaram em pré-adolescentes excluídas dos círculos sociais que frequentavam. A “descoberta” de uma figura como essa não veio com estranhamento, mas sim como a possibilidade de um refúgio para as duas garotas. Afinal, o constante bullying que sofriam na escola pode até tê-las aproximado, mas causou sérias consequências em sua vida psíquica, ainda que não tão aparentes. Brodsky faz questão de, através de uma montagem dinâmica e pontuada com explicações plausíveis e compreensíveis, explicar os motivos que as levaram a se conectar tanto com um personagem fictício a ponto de se tornarem suas “escravas”.

O documentário é uma mistura híbrida de ficção com acontecimentos reais, como podemos perceber logo no começo. A primeira sequência é uma gravação em found footage que mostra o encontro de uma menina com o personagem-título – um encontro tão efêmero quanto a certeza de sua existência. Os depoimentos são entrelaçados com recriações e até mesmo vídeos de YouTube que mostraram a aparição do Slenderman em diversas ocasiões. A veracidade de tais clipes não pode ser confirmada – e é questionada por autoridades e especialistas -, mas não podemos nos esquecer de que o principal foco do longa-metragem é analisar a crença e como seu extremismo pode levar a sérias consequências.

Vários estudos deste campo indicam que, quando a energia psíquica emanada pela crença ferrenha em algo ou alguma coisa – por exemplo, uma aparição -, a probabilidade de que ela passe a existir para determinados indivíduos aumenta consideravelmente. E, através destas mesmas análises, é que doenças neurológicas como esquizofrenia ou demência podem ser estudadas com mais afinco – inclusive, Anissa (responsável por esfaquear a vítima do evento) foi diagnosticada com tais problemas e foi levada para um hospital psiquiátrico. E, pelo que podemos concluir com o fechamento do documentário, foi exatamente isso o que aconteceu: as protagonistas se apegaram de forma quase transcendental a uma criatura imaterial, mas muito mais presente em suas vidas que outras figuras – como o pai e a mãe.

‘Cuidado com o Slenderman’ foi uma das surpresas mais chocantes e, ao mesmo tempo, agradáveis da década passada. Toda a análise sobre mitos da Internet é apresentada com uma estrutura sólida, tensa e que nos leva a refletir sobre nossa própria personalidade e se estamos sujeitos ou não a passar pela mesma coisa que as jovens garotas passaram.

American Horror Story: Roanoke | Há 7 anos, estreava a temporada mais AMBICIOSA da antologia

O gênero terror é extenso. Isso é um fato. Desde seu surgimento literário até sua transcrição imagética para as telas de cinema e de televisão, essa vertente narrativa passou por drásticas transformações, evoluções, ascensões e decadências próprias de qualquer visão capitalista e marqueteira – podemos ver isso também com a saturação das comédias românticas na indústria hollywoodiana, por exemplo. Entretanto, essa multiplicidade de perspectivas não necessariamente premedita uma construção estereotipada, apesar de comumente ter essa associação: as releituras e readaptações ocorrem em uma constância muito maior do que se imagina.

A sexta temporada de American Horror Storyparte dessa premissa. Afinal, é inegável que nas temporadas anteriores, as histórias criadas por Ryan Murphy e por sua equipe estavam em um processo de decadência ou estabilidade, preferindo muito mais uma arquitetura poética que eficientemente satisfatória para os fãs do gore e do terror. Mesmo com a emergência de personagens muito complexos para a franquia, como os vistos em Freakshow’ Hotel’, não se podia negar que algo estava faltando – um arrepio na espinha, um gostinho de quero mais. E é justamente aí que entra Roanoke’.

O novo ano da antologia é, sem sombra de dúvida, a mais ousada de todas por negar a estética à qual estávamos acostumados. Entretanto, diferente das iterações predecessoras, ela utiliza seu potencial máximo para entregar uma obra-prima da televisão contemporânea, adornada com tudo o que precisávamos para o ressurgimento exponencial dessa série.

FÊNIX WANNABE

Duas das vertentes mencionadas acima são extremamente conhecidas pelo público-alvo dos filmes de terror, mesmo que não pelo nome técnico: o found footage e o mockumentary. O found footage é uma estética subversiva surgida no final dos anos 1980 e que tem como principal elemento a câmera na mão, partindo de uma perspectiva observadora-cênica; em outras palavras, um dos próprios personagens segura a câmera enquanto grava as ações do filme, fornecendo uma atmosfera mais realista para a obra em si. Buscando referências primordiais, pode-se citar longas-metragens como A Bruxa de Blair’, que causou grande comoção em sua época de lançamento e tornou-se um filme atemporal, e a franquia Atividade Paranormal’, que utiliza câmeras de segurança para seguir as assombrações acerca de uma família amaldiçoada.

O mockumentary, por sua vez, conversa diretamente com o found footage, funcionando como um “primo de primeiro grau”. O nome técnico é um neologismo com as palavras inglesas “mock” (“brincar” ou “zoar”, em português) e “documentary” (“documentário”, na tradução literal); desse modo, é possível inferir que esse gênero explora as vertentes realistas de filmes documentários com toques de comédia ou drama. Normalmente, essa diversidade dupla anda lado a lado, apesar de uma não ser dependente da outra: ao longo dos anos, com o advento de novas tecnologias, o mockumentary encontrou seu espaço buscando inspiração na estética cubista e não-conformista de cineastas predecessores – como Lars von Trier com seu Dogma 95′ -, e o resultado foram obras um tanto quando duvidosas, mas memoráveis, como Quarentena’Cloverfield – Monstro’.

‘Roanoke’, como foi intitulada a sexta temporada da antologia, parte desses dois princípios e cria uma nova identidade para a franquia, unindo o melhor dos dois mundos. As estéticas de ambas vertentes estão presentes aqui, mas a predileção pela roupagem gore atinge níveis extraordinários à medida em que a narrativa é contada. Primeiro, é preciso levar em consideração todo o mistério que circundou o tema deste ano: Murphy lançou mais de trinta teasers, mas apenas um deles estaria relacionado com a trama principal; ainda não se sabe ao certo qual das viciantes iterações é a real até hoje, mas logo nos primeiros minutos do capítulo inicial, percebemos que estamos lidando com uma história “real”.

‘My Roanoke Nightmare’ é o nome do documentário dirigido por Sidney James (Cheyenne Jackson), e disserta sobre os estranhos acontecimentos da família Miller, a qual adquiriu o terreno de um velho casarão e passou a ser assombrada por espíritos sedentos por vingança e sem qualquer conexão aparente. As composições imagéticas dividem-se em duas, uma seguindo os depoimentos dos verdadeiros Miller, Shelby (Lily Rabe), Matt (André Holland) e sua irmã Lee (Adina Porter), e a outra na reinterpretação dos fatos contados, cujos protagonistas são encarnados respectivamente pelos atores Audrey Tindall (Sarah Paulson), Dominic Banks (Cuba Gooding Jr.) e Monet Tumusiime (Angela Bassett).

Diferentemente das iterações anteriores, Roanoke’ opta pelo escatológico e pela crueza de acontecimentos. A priori, o casal parece muito feliz com sua nova aquisição, visto que estão tentando superar os obstáculos de seu casamentos que, de forma estranha e quase inexplicável, culminaram em sua fuga para o interior e os colocaram em uma batalha pela vida em um mortal jogo de gato e rato. Acontece que o casarão, pertence a uma longa linhagem inglesa, foi palco de diversos assassinatos macabros e sanguinolentos que o transformaram em um altar de reencontro póstumo durante um período conhecido como lua de sangue.

As inúmeras histórias, assim como na casa comprada pela família Harmon em Murder House’, nos são apresentadas dentro do próprio documentário, funcionando como fillers para entendimento maior de uma audiência dentro da audiência. Logo nas primeiras sequências, mergulhamos profundamente em um dos jogos mais metalinguísticos da televisão atual, que consegue superar a ambição perseguida durante as temporadas anteriores. Muitos podem não se identificar de cara com a identidade criativa repaginada da série, mas esse desejo de conhecer o novo e de se apaixonar por aquilo a que não estamos acostumados é uma das principais sensações causadas por cada um dos dez capítulos.

O subtítulo do sexto ano já premedita uma backstory tão atemporal quanto assustadora. Roanoke é a colônia inglesa perdida que se instalou no litoral da Carolina do Norte e simplesmente desapareceu após um grupo de exploradores retornar para sua terra natal em busca de suprimentos para a nova vida além-mar. Quando estes mesmos desbravadores voltaram para aquilo que chamariam de lar, não encontraram nenhum traço de existência humana: todas as cabanas estavam abandonadas, todas as trilhas apagadas e aquele lugar parecia ter sido tomado pela força inenarrável da natureza, transformando-o em um cenário desértico e inabitável. A única coisa que encontraram foi uma inscrição cravada numa árvore, cujos dizeres formavam a palavra Croatoan. Desde então, a literatura, o cinema e a televisão permitiram se engolfar em suposições sobrenaturais sobre o que teria acontecido aos colonizadores grã-bretões, mas talvez nenhuma das obras anteriores deixou-se levar pelo misticismo tanto quanto American Horror Story.

Buscando referências na mitologia celta, o casal Miller descobre que, para sobreviverem às condições insalubres nas quais estavam, a líder do clã – conhecida como a Açougueira (Kathy Bates) – fez um pacto com uma antiga entidade pagã intitulada Scáthach (Lady Gaga) para salvar aqueles que jurou proteger, ainda que isso significasse a permanência eterna sob os desejos de uma figura tão antiga quanto o próprio tempo. Desse modo, durante três dias – período conhecido como a supracitada “lua de sangue” -, eles retornam de seu descanso eterno para espalhar o reino de vingança e ódio, exterminando aqueles que ousaram transpassar seu território sagrado.

É comum às obras do gênero de terror trazer personagens um tanto quanto estúpidos no quesito “avisos”. Shelby e Matt são alertados sobre os perigos que enfrentam, seja pela inexplicável chuva de dentes humanos que aterroriza uma tarde de verão ou por aparições fantasmagóricas de pessoas que outrora residiram naquele ambiente e tiveram fins trágicos – como uma família asiática e duas enfermeiras assassinas. Eles até encontram um compilado de fitas de vídeo gravadas por Dr. Elias (Denis O’Hare), um especialista em assuntos do além-túmulo que se esconde em um abrigo subterrâneo até encontrar sua ruína. Tais fitam continham uma análise de todos os eventos ocorridos na casa e como todos culminavam na morte imparável daqueles que a habitavam.

Entretanto, apesar das ameaças, o casal também é ajudado por arquétipos de guardiões, seja no plano terrestre, seja no espiritual. O fantasma do primeiro proprietário da mansão, Edward Philippe Mott (Evan Peters), e o médium Cricket Marlowe (Leslie Jordan), emergem como figuras imprescindíveis para compreendermos essa atmosfera de suspense e dissertam sobre o inebriante caminho que todos os mortais trilham até a passagem para a morte. Apesar da quantidade absurda de sangue e tripas espirrando nas telas, a construção dos arcos é poética e em nenhum momento se mostra saturada – ainda mais se levarmos em consideração que o foco principal não é analisar o passado de cada uma das personagens, mas sim entender a organicidade dos antigos moradores e como suas brutais mortes se estampam como um aviso de “não ultrapasse” na propriedade.

A QUEDA PARA O ALTO

Em meados do segundo episódio, começamos a nos perguntar se a estética documentária irá perdurar até o season finale. Afinal, já sabemos que a temporada terá apenas dez capítulos, três a menos que as anteriores, mas manter o crescente ritmo de terror e de pânico não é um trabalho fácil. Talvez o grande brilho subestimado de Roanoke’ seja esse: ousar até mesmo onde as premeditações clichês de narrativas semelhantes poderiam existir. My Roanoke Nightmare’ gosto acaba nos minutos finais do quinto episódio, com pontas soltas e uma sensação de que precisávamos de algo a mais.

E é aí que a genialidade de Murphy e sua equipe atacam novamente. A partir do sexto episódio, as coisas ficam ainda mais intensas com o sucesso e o alvoroço conquistados pela série documentária de Sidney, o qual anuncia em rede nacional que a produção será renovada para uma segunda temporada, intitulada Return to Roanoke: Three Days in Hell’, prometendo um reality show às escondidas e protagonizada tantos pelos atores e atrizes da reencenação, quanto por aqueles que forneceram seus desesperados depoimentos.

O capítulo é majestoso; não apenas por seu conceito totalmente reformulado ou por suas desconstruções narrativas e montagens distorcidas, mas também por trazer diversos temas muito pertinentes da sociedade contemporânea à tona. Primeiramente, é possível traçar um paralelo da influência midiática nos programas atuais apenas com alguns frames. Como percebemos, Sidney não foi movido pelo desejo de trazer alguma reconstrução às vidas despedaçadas e traumatizadas de Shelby, Matt e Lee – muito pelo contrário: o desejo pela fama e pela ambição cega sua capacidade empática e solidária, colocando-o num trem descarrilhado que perscruta os caminhos mais insossos dos bastidores cinematográficos e televisivos, utilizando uma história que não acredita ser real para trazer conforto, comodidade e diversão a um público alienado.

Outras explanações decorrem das consequências pós-documentário, em especial uma que ocorre à Agnes Mary Winstead, atriz que interpretou a Açougueira nas reinterpretações (ou seja, mais um pouco de Bates para o deleite dos olhos). Após ser nomeada e levar para casa a estatueta do Saturn Awards por sua incrível performance, seu psicológico desequilibrado e influenciável lhe causou um crescente problema de dupla personalidade, obrigando-a a encarnar a perigosa assassina pagã na vida real, levando-a inclusive a atacar transeuntes com um facão de carne de verdade. Seu desequilíbrio patológico é escancarado para todos durante uma gravação exclusiva, culminando em sua expulsão da segunda temporada por Sidney e pela equipe.

O contraste maior ocorre, sem sombra de dúvida, entre o trio que viveu os horrores da casa e o trio que os reencarnou para o documentário. Desse modo, as frágeis personalidades traumatizadas de Shelby e Lee – cuja inimizade ganha ainda mais força depois da primeira metade da temporada – se chocam com a impetuosidade e o estrelismo de Audrey e Monet, as quais deixam bem claro suas intenções em participar do reality show: ganhar ainda mais fama e firmarem-se como astros em ascensão dentro de uma indústria decadente, saturada e praticamente morta. Paulson e Bassett mais uma vez se entregam em seus papéis duplos, trazendo versatilidade e uma expressão genuína de pretensão egocêntrica que perdura até os momentos finais da temporada.

Mais uma vez, o microcosmos não se restringe apenas aos personagens que nos são apresentados desde o capítulo um. As ramificações se estendem para aparições breves, mas que contribuem para aumentar o clima de tensão e sem qualquer hesitação trazer o cru conceito do gore para as telinhas – tudo isso combinado com o melhor que há do found footage e das endossadas franquias de terror. Através desse mais novo compilado de pequenas análises sobre o fantasioso e o mortal, temos referências que, como podemos imaginar, viajam do envelhecimento de A Bruxa de Blair’, atravessando a reinvenção narrativa vista em O Exorcista’ até estacionar perfeitamente em uma homenagem aos banhos de sangue de O Massacre da Serra Elétrica’ e A Hora do Pesadelo’.

NÃO HÁ LUGAR COMO O NOSSO LAR

‘Roanoke’ marca uma retorno drástico de American Horror Story para suas origens, seja na convicção de sua trama principal, nos objetivos de cada personagem ou na compilação híbrida de mimésis e inclinações às atemporais obras que tanto influenciam a arte contemporânea. Apesar de alguns erros ínfimos, toda a grandiosidade que cerca a mitologia rica e ainda sim sem explicações concretas explorada por Murphy é um indicador de que o showrunner ainda tem a mão para nos fazer pular de cadeira e não dormir à noite.

Não posso negar que a conexão estabelecida entre os personagens combinada com uma ousadia plena e confiante de recriações narrativas – e com uma boa dose de esquartejamentos à boa e velha guarda do terror – foi um dos principais motivos que me fizeram acreditar mais uma vez no potencial da antologia. Não apenas buscando a poesia, a romantização do grotesco ou até mesmo a descabida mescla de personagens destoantes, AHS’ transformou-se uma homenagem para seus próprios fãs, e espera-se que isso permaneça nas temporadas que virão.

Astro de ‘X-Men: O Confronto Final’ RECUSOU reprisar seu papel em ‘Deadpool e Wolverine’

Em uma recente entrevista ao Yahoo Movies UKVinnie Jones, que interpretou Juggernaut em X-Men: O Confronto Final’, disse que recusou a oferta da Marvel Studios em reprisar seu papel no vindouro Deadpool e Wolverine.

Jones afirmou que o motivo de ter passado adiante a oferta foi o pesado traje que tinha que usar para viver o personagem, cuja experiência não foi a das melhores.

“Curiosamente, acabei de ser convidado para fazer o novo Deadpool e falei com o diretor e disse que é um grande drama vestir esse traje, mental e fisicamente”, ele afirmou.

“Também teve o impacto mental porque você está nele e não pode fazer nada o dia todo, só pode beber com um canudo. Portanto, não poderíamos fechar um acordo para [Deadpool e Wolverine]”.

O ator continua: “Mas Deadpool é meu filme favorito de todos os tempos, mais ou menos. Eu realmente queria fazer isso, mas eles não tinham orçamento para me colocar no traje”.

Jones também comentou que aceitou interpretar Juggernaut em ‘O Confronto Final’ porque Matthew Vaughn estava responsável pela adaptação – ficando muito frustrado quando Brett Ratner assumiu a direção e alterou o papel.

“O novo diretor entrou e não era o mesmo papel para o qual eu tinha assinado contrato”, ele disse. “Eles diluíram o diálogo… O diretor trouxe tantos papéis novos e tantos outros atores que o meu se diluiu. Perdi todo o interesse muito cedo porque sabia que eles estavam me levando junto… Fiquei muito chateado mesmo. Era um palco tão grande e me tornei figurante, foi o que aconteceu.”

Ele acrescenta: “eu pensava: ‘onde estão todas as minhas falas? Onde está a narrativa?’. Foi um fracasso e foi vergonhoso”.

Com estreia marcada para 25 de julho, ‘Deadpool e Wolverine será uma aventura através do Multiverso da Marvel e vai contar com o retorno de diversos heróis e vilões que já foram levados ao cinema nos últimos 24 anos.

No filme, depois de enfrentar alguns obstáculos profissionais ao passar por uma crise de meia-idade, Wade Wilson (Ryan Reynolds) decide se aposentar oficialmente como o mercenário Deadpool e se torna vendedor de carros usados. Mas, quando seus amigos, família e o mundo inteiro estão em perigo, ele decide tirar suas katanas da aposentadoria e recruta um Wolverine (Hugh Jackman) relutante e cauteloso não apenas para lutar por sua sobrevivência, mas, em última análise, por seu legado.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

O longa está programado para estrear no dia 25 de julho, e promete “mudar” o Universo Cinematográfico da Marvel que a gente conhece.

Shawn Levy (‘Free Guy – Assumindo o Controle’) será responsável pela direção.

Ryan Reynolds e Hugh Jackman retornam como os personagens titulares. O elenco ainda conta com Emma Corrin, Morena Baccarin, Rob Delaney, Leslie Uggams, Karan Soni e Matthew Macfadyen.

O vindouro ‘Deadpool 3’ vai trazer os heróis da Fox para o MCU

‘The Boys’: ÚLTIMO capítulo da 4ª temporada conquista a MAIOR audiência da série

A 4ª temporada da aclamada série The Boys’ já está disponível no Prime Video – e o último capítulo do ciclo conquistou a maior audiência de toda a atração até agora.

Segundo o relatório da Nielsen (via THR), o season finale angariou nada menos que 1,33 bilhão de minutos exibidos durante a semana do dia 15 de julho ao dia 21 de julho, alcançando o primeiro lugar de todos os títulos do ranking.

Essa é a primeira vez que a série conquista o topo da lista e supera o próprio recorde (1,29 bilhão de minutos na semana de 17 a 23 junho.

Vale lembrar que a série já foi renovada para a 5ª e última temporada.

Lembrando que a série já está renovada para a 5ª e última temporada.

A série foi criada por Eric Kripke.

Karl Urban, Jack Quaid, Antony Starr, Erin Moriarty, Dominique McElligott, Jessie T. Usher, Chace Crawford, Laz Alonso, Tomer Capone, Karen Fukuhara, Nathan Mitchell e outros fazem parte do elenco.

Quando a fama sobe à cabeça, alguns super-heróis passam a se corromper e usar seu status para se promoverem ainda mais, o que pode colocar em risco a própria população. Uma equipe independente de foras-da-lei, então, se prepara para cuidar do caso.

Crítica | ‘Trilha Sonora para um Golpe de Estado’ explora as artimanhas do neocolonialismo na Guerra Fria

Em fevereiro de 1961, os famosos musicistas Abbey Lincoln e Max Roach invadiam o Conselho de Segurança das Nações Unidos em protesto contra a morte do líder congolês Patrice Lumumba – que havia assumido o cargo de governante assim que o país alcançou a tão sonhada independência e, pouco a pouco, se livrava das amarras do colonialismo e do imperialismo europeus. O motivo dessa invasão não se deu apenas pelo assassinato encomendado do líder em questão, que remava contra a maré dos interesses estadunidenses (ainda mais considerando os crescentes embates da Guerra Fria e o fato do Congo ser uma grande reserva natural de urânio, que foi utilizado como base da criação da bomba atômica), mas pelo uso de artistas de jazz negros como bodes expiatórios para a atuação inescrupulosa de agentes da CIA e da inteligência norte-americana em países africanos e asiáticos.

E dentro desse contexto complexo que o cineasta belga Johan Grimonprez resolve fornecer uma perspectiva nova e anti-imperialista acerca de um trágico capítulo da história da humanidade, orquestrado em vias de uma ambição desmedida e de uma manutenção do status quo dos países menos desenvolvidos perante a hegemonia sociopolítica de um capitalismo predatório e contínuo – em que os Estados Unidos e inúmeros outros países se preocupam apenas com uma coisa: poder. Assim, o documentário Trilha Sonora para um Golpe de Estado emerge como um dos grandes títulos do ano e, após conferi-lo, uma das produções de maior prestígio dentro dos indicados ao Oscar.

Grimonprez, que também assina o roteiro dessa obra-prima cinematográfica, segue os passos de outros realizadores que utilizam sua arte como estandarte dos crimes cometidos por pessoas e governos que acreditavam estar impunes. Mais do que isso, é notável como o realizador tem total propriedade do tema que discorre nas telonas, reunindo arquivos audiovisuais e comentários de agentes reais que participaram do golpe em questão – e garantindo que a experiência do público não seja apenas unidimensional, e sim sinestésica através de uma montagem primorosa e de um crescendo factual que nos fisga desde os primeiros minutos.

A ideia aqui não é expor de modo exaustivo os fatos, visto que isso pode ser feito abrindo qualquer página da internet ou um livro de história: considerando que estamos lidando com uma peça fílmica e que a tão sonhada imparcialidade é quase intangível, o documentário parte de uma perspectiva clara e, ainda que imprima um ponto de vista determinado, faz questão de corroborar a própria tese com provas irrefutáveis – seja nas supracitadas gravações em vídeo ou até mesmo em entrevistas em áudio que aparecem, em excertos certeiros, em diversos momentos do projeto. Percebe-se, também, que Grimonprez adota o conceito da globalização para explorar de que maneira cantores populares de jazz serviam como fumaça para artimanhas de Estado – em uma espécie de thriller político que fornece ainda mais camadas ao longa.

Toda a estrutura da obra dá espaço para discussões multitemáticas – e o diretor não investe esforços apenas nas funções que lhe cabem: é notável o modo como ele se alia ao montador Rik Chaubet para garantir ritmo e dinamismo a uma narrativa que se afasta dos costumeiros didatismos do gênero e permite que o espectador reflita sobre como algo que aconteceu há tantas décadas ainda reverbera no escopo contemporâneo, principalmente nas situações ilusórias através das quais forças “invisíveis” atuam. Ora, em determinado momento, o lendário Louis Armstrong revela o desejo de renegar a cidadania estadunidense e refugiar-se em Gana após descobrir que agentes do serviço secreto encomendaram o assassinado de Lumumba por meio de um espetáculo que fez no Congo.

Se a fluidez técnica é um dos motivos pelas duas horas e meia do filme passarem em um piscar de olhos, os quesitos artísticos seguem um padrão similar, encaixando-se uns aos outros como engrenagens de um relógio: a fotografia de Jonathan Wannyn puxa elementos clássicos dos anos 1950 e 1960, enquanto a justaposição de nomes como Dizzy Gillespie, Nina Simone, Miriam Makeba, John Coltrane e tantos outros artistas, políticos e acadêmicos nos fazem ir e vir em um dos períodos mais tensos da era moderna, mostrando como dois fatos aparentemente exclusivos entre si convergem para um explosivo enfrentamento entre opressor e oprimido – ou seja, algo que se repete com constância assustadora.

Trilha Sonora para um Golpe de Estado merece ser apreciado em sua completude e serve como um forte aparato para entender os conceitos de neocolonialismo, neoimperialismo e o uso da música e da arte como armas políticas. Aqui, Grimonprez, que já havia trabalhado em produções como ‘Dial H-I-S-T-O-R-Y’ e ‘Double Take’ vários anos atrás, reitera seu status como um grande documentarista, nos presenteando com a magnum opus de uma carreira que ainda tem muito a nos contar.

Os Melhores Filmes de Terror do Ano (Até Agora)

Chegamos à metade de 2025 – e, como é de praxe aqui no CinePOP, está na hora de relembrarmos as melhores produções que chegaram aos cinemas e aos streamings nos primeiros seis meses do ano.

Depois de passarmos pelas Melhores Animações do Ano, chegou a hora de migrarmos para um gênero amado pelo público: o terror. Afinal, como bem sabemos, obras desse tipo têm um lugarzinho especial no coração dos fãs, por mais que os decepcionem ou os dividam. De qualquer forma, tais histórias atraem o público por apresentar narrativas enervantes, arrepiantes e que nos despertam um aterrorizante interesse em incursões paranormais, sangrentas, sobrenaturais e, eventualmente, muito divertidas.

Até o momento, tivemos longas-metragens que conquistaram a crítica e os espectadores, como Acompanhante Perfeita, Lobisomem e Nosferatu, reacendendo nosso interesse no gênero e em suas diversas ramificações.

Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando os melhores filmes de terror de 2025 até agora, incluindo títulos que mesclaram elementos de suspense, comédia, ação e afins. Vale lembrar que os longas selecionados entraram em circuito nacional este ano (motivo pelo qual o remake de Nosferatu, por exemplo, faz parte da seleção).

Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual foi o seu favorito:

5. ACOMPANHANTE PERFEITA

Direção: Drew Hancock

Drew Hancock fez uma gloriosa estreia diretorial este ano ao encabeçar o ambicioso terror sci-fi Acompanhante Perfeita – uma obra que brinca com as fórmulas do gênero a seu bel-prazer e que apresenta uma instigante jornada marcada por plot twists originais e um ácido senso de humor que ajuda a compor uma vibrante atmosfera (e que, de maneira inadvertida, foi revelada através de trailers promocionais). Contando com Jack Quaid e Sophie Thatcher em atuações irretocáveis e uma explosiva química em cena, o filme, de fato, não poderia ficar de fora da nossa lista.

O longa é centrado em Josh (Quaid) e Iris (Thatcher), um casal que parece ter saído dos contos de fada. A trama se inicia com o momento em que ambos se conheceram – premeditando, propositalmente, a conclusão dessa inexplicável jornada: Iris, por algum motivo, assassinou Josh. E é a partir dessa estrutura que somos convidados a entender o que aconteceu e de que forma o enredo irá se desenrolar, contando com um corpo performático e um cuidado estético de nos tirar o fôlego.

4. LOBISOMEM

Direção: Leigh Whannell

Leigh Whannell fez um barulho considerável em 2020 ao encabeçar o remake de ‘O Homem Invisível’ e mostrou que filmes de monstros ainda tinham o poder de encantar os fãs de terror – e conseguiu manter nosso interesse vivo com a releitura de Lobisomem. E, desvencilhando-se de convencionalismos do gênero e óbvias incursões, o realizador construiu uma densa e complexa atmosfera marcada pelo suspense psicológico e pela melancólica concepção de que a única certeza da vida é a própria morte.

A trama é centrada em Blake (Christopher Abbott), um homem marcado por traumas de uma infância conturbada que volta para a casa de sua família no interior de Oregon após a morte do pai. Realocando-se para a fazenda que pertencia ao falecido patriarca ao lado de sua esposa Charlotte (Julia Garner) e da filha Ginger (Matilda Firth), ele descobre que segredos de décadas atrás ainda se escondem pela densa e obscura floresta que cerca a fazenda – incluindo uma criatura mortal que estava na mira do pai três décadas atrás e que permanece viva e sedenta por sangue.

3. DROP: AMEAÇA ANÔNIMA

drop meghann fahy

Direção: Christopher Landon

Drop: Ameaça Anônima é centrado em Violet (Meghann Fahy), uma mãe solteira que lida com o trauma de quase ter sido assassinada por seu ex-marido ao lançar-se de volta ao mundo. Trabalhando com vítimas de abuso doméstico físico e sexual, ela enfim decide enfrentar seus “demônios interiores” ao aceitar sair em um primeiro encontro com Henry (Brandon Sklenar). Deixando o filho aos cuidados da irmã, ela vai até um prestigiado restaurante e conhece seu pretendente – e as coisas vão bem até Violet começar a receber mensagens anônimas e assustadoras em seu celular de alguém que exige que ela envenene a bebida de Henry se quiser ver aqueles que ama de novo.

O filme é um prático e funcional suspense de terror comandado por ninguém menos que Christopher Landon, cujos trabalhos incluem ‘Freaky: No Corpo de um Assassino’ e ‘A Morte Te Dá Parabéns’. Aliando-se ao poder performático de Sklenar e Fahy, esta entregando uma das melhores atuações de sua carreira e recém-saída de ‘The White Lotus’, cada engrenagem funciona perfeitamente, apostando fichas em um escopo mais restrito e claustrofóbico que dialoga com o perigo constante em que Violet se encontra – e que traz homenagens a Alfred Hitchcock e Brian De Palma.

2. NOSFERATU

nosferatu

Direção: Robert Eggers

Depois de ter nos presenteado com os irretocáveis filmes ‘A Bruxa’, ‘O Farol’ e ‘O Homem do Norte’, o aclamado realizador Robert Eggers abraçou um ambicioso projeto que mergulharia não apenas em um dos maiores clássicos da sétima arte, mas uma das iterações mais importantes e aclamadas da história do cinema: Nosferatu. O remake do filme homônimo de F.W. Murnau veio com antecipação inenarrável e cumpriu com a promessa de honrar o legado deixado pelo título à medida que expandiu essa enervante mitologia vampiresca.

Contando com nomes como Bill Skarsgard, Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult e Emma Corrin, o filme é uma celebração do horror gótico e sagra-se como uma carta de amor ao expressionismo alemão e aos filmes de arte. Na trama, uma jovem noiva é deixada sob os cuidados de amigos quando seu marido viaja para a Transilvânia para um encontro com o Conde Orlok. Atormentada por visões terríveis e uma crescente sensação de pavor, ela logo encontra uma força maligna que está muito além de sua compreensão.

1. PECADORES

Direção: Ryan Coogler

Em Pecadores, Michael B. Jordan encanta os espectadores em dose dupla ao encabeçar uma das melhores produções do gênero e do ano, reiterando sua incrível versatilidade performática. Trabalhando ao lado de Wunmi Mosaku, Hailee Steinfeld e o aclamado cantor e compositor Miles Caton, Jordan encabeça um thriller vampiresco pincelado com incursões bastante originais e carregado com sutis críticas sociorraciais que analisam a presença da música com conduíte sobrenatural, minando a cortina que separa o mundo terreno do mundo espiritual.

Sinestésico, potente e recheado de inúmeras camadas que nos convidam a uma experiência cinemática emocionante, a trama é centrada nos irmãos gêmeos Smoke e Stack, que se tornaram famosos gângsteres ao saírem de sua pequena cidade natal. Obrigados a retornar para casa, eles são recebidos com assombro e surpresa por seus conterrâneos – e desejam abrir um clube noturno de blues apenas para pessoas negras. Contando com a ajuda de seu primo mais novo, o jovem músico Sammie Moore, e de outros amigos de confiança, eles colocam o plano em prático – apenas para se verem no centro de uma ameaça mortal e sobrenatural sedenta por sangue.

MENÇÃO HONROSA: PREMONIÇÃO 6: LAÇOS DE SANGUE

Direção: Zach Lipovsky e Adam Stein

A franquia ‘Premonição’ teve início a partir de um roteiro especulativo da famosa série ‘Arquivo X’, sendo transformado em um longa-metragem que apresentou um novo tipo de serial killer: a própria Morte. Através de histórias divertidas e bastante gráficas, cuja marca registrada são os complexos cenários que essa entidade cosmológica cria para coletar suas vítimas, a saga rendeu cinco filmes que se mantiveram numa faixa de recepção similar. Isto é, até a chegada de Premonição 6: Laços de Sangue.

O mais recente capítulo desse expansivo universo revitaliza a narrativa clássica e a transforma em uma jornada de luta pela sobrevivência que atravessa gerações e que culmina em uma família que simplesmente não deveria existir. Afinal, a protagonista Stefani (Kaitlyn Santa Juana) é atormentada por uma terrível e constante visão que a leva de volta para a avó, Iris (Gabrielle Rose), responsável por salvar a vida de dezenas de pessoas de um prédio em colapso – e, agora, chegou a vez dela e de seus descendentes entrarem para a lista da Morte para que tudo entre nos eixos novamente. Mantendo-se fiel à identidade dos filmes anteriores, a sexta iteração da franquia funciona do começo ao fim e presta homenagens a um legado que continua encantando cinéfilos ao redor do planeta.

Grammy Latino 2025 | Bad Bunny leva para casa CINCO estatuetas da premiação, incluindo Álbum do Ano

Os vencedores do Grammy Latino 2025 foram revelados no último dia 13 de novembro – e o aclamado musicista porto-riquenho Bad Bunny foi um dos principais condecorados.

O cantor e compositor porto-riquenho levou para casa nada menos que cinco gramofones dourados, sendo o mais premiado ao lado da dupla argentina Ca7riel & Paco Amoroso. Dentre as vitórias, Bad Bunny levou para casa o maior prêmio da noite – o de Álbum do Ano pelo ovacionado ‘DeBÍ TiRAR MáS FOToS’.

Vale lembrar que o artista também foi um dos principais relembrados da lista de indicados do Grammy Awards 2026.

O compilado de originais foi lançado em janeiro deste ano e sucede o igualmente aplaudido ‘Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana’, de 2023.

Misturando estilos como reggaetonhouse, Bad Bunny constrói um testamento às suas raízes latinas e aposta fichas em gêneros como plenajíbarosalsabomba, construindo narrativas sobre o status político de sua terra natal, como gentrificação e perda de identidade cultural.

O álbum ainda conta com os singles “El Clúb”“Pitorro de Coco”“Eoo”.

‘Stranger Things: Histórias de 85’ DIVIDE a crítica e abre com 69% de aprovação no RT

A série animada ‘Stranger Things: Histórias de 85‘ já chegou ao catálogo da Netflix – e parece ter dividido a crítica internacional.

No Rotten Tomatoes, a produção abriu com 69% de aprovação, com base em 13 reviews até o momento.

Confira os principais comentários:

“Em ‘Histórias de 85’, todas as oportunidades de criar algo inovador e interessante são ignoradas em prol de fanfics preguiçosas, tramas fracas e personagens inconsistentes” – RogerEbert.com.

“Uma franquia precisa de mais do que nostalgia para sobreviver, e fica claro em ‘Histórias de 85’ que Stranger Things ainda precisa aprender essa lição” – Mashable.

“A animação consegue honrar a série live-action ao mesmo tempo que apresenta algo novo. Nikki Baxter é uma ótima adição ao grupo — só não pense muito sobre o porquê de nunca falarem dela na série original” – Mama’s Geeky.

“O showrunner Eric Robles e os produtores executivos Matt e Ross Duffer conferem à série a vivacidade e a seriedade de um desenho animado de sábado de manhã, mesmo que parte dessa novidade se dissipe antes do final da temporada” – CBR.

“Após o final altamente criticado de Stranger Things, esta nova história surge como um alívio” – Collider.

“Uma explosão de diversão nostálgica que é acessível tanto para quem nunca assistiu a Stranger Things quanto para crianças que ainda não experimentaram a alegria da série – ao mesmo tempo que encanta os fãs de longa data que sofrem de abstinência” – Dexerto.

“Apesar de ter dificuldades em definir para quem o spin-off realmente se destina, Stranger Things: Histórias de 85’ apresenta alguns momentos divertidos” – Screen Rant.

Ambientado entre a 2ª e a 3ª temporada de ‘Stranger Things‘, o derivado leva os espectadores de volta a Hawkins no rigoroso inverno de 1985, onde os personagens originais precisam enfrentar novos monstros e desvendar um mistério paranormal que está aterrorizando a cidade.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

O elenco de voz de ‘Histórias de 85’ conta com Brooklyn Davey Norstedt (Eleven), Jolie Hoang-Rappaport (Max), Luca Diaz (Mike), Ej Williams (Lucas), Braxton Quinney (Dustin), Ben Plessala (Will) e Brett Gipson (Hopper).

Odessa A’zionJaneane GarofaloLou Diamond Phillips também participam do projeto.

Ator de ‘Star Wars’ comenta sua decepção com a morte de um amado personagem

Após a morte de Han Solo e Luke Skywalker nos novos filmes de ‘Star Wars’, os fãs estão se despedindo dos principais nomes da saga, no entanto, não foram eles as únicas grandes perdas para a franquia, é o que acha Tim Rose, o marionetista que deu vida ao Almirante Ackbar desde ‘Star Wars: O Retorno de Jedi’, em 1983.

Em uma entrevista com o Cinema Blend, Rose expressou seus sentimentos sobre a morte do militar veterano em ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’, dizendo:

“Depois do ‘Despertar da Força’ – por qualquer motivo, seja o que for – tudo foi cortado. Então, depois de esperar 30 anos para reprisar Ackbar, fiquei um pouco desapontado com o papel que lhe deram em ‘Os Últimos Jedi’. Eu estava ansioso para que eles lhe dessem algo mais satisfatório. Nós só recebemos o roteiro no dia em que estávamos filmando, então a cada dia eu ia ao trabalho dizendo: ‘Hoje é o dia em que Ackbar se envolve numa aventura das boas?’ E eu olhei para o meu roteiro e Eu disse: ‘Ah, Ackbar está saindo pela porta dos fundos. Bem, é isso então!’

No entanto, Rose não é o único ator associado ao almirante Ackbar a expressar sua decepção com o tratamento que o personagem teve. Tom Kane, dublador do adorável alien, também ficou descontente com a morte prematura.

Para piorar, originalmente, Ackbar seria parte importante em ‘O Despertar da Força’, mas suas cenas acabaram sendo excluídas da versão final do longa. Rose diz que entendeu a decisão na época, mas ficou descontente após deixarem de lado todo o legado do personagem.

Parece que o filme dirigido por Rian Johnson só vem acumulando críticas. E você, concorda com a má fama de ‘Star Wars: Os Últimos Jedi’?

Lembrando que ‘Star Wars: A Ascensão de Skywalker’ chega aos cinemas em dezembro deste ano.

Assista ao trailer:

‘Dois Irmãos’: Tom Holland agradece à Disney e diz que é ‘o garoto mais sortudo do mundo’

Em seu perfil do Instagram, Tom Holland não conseguiu esconder sua felicidade ao estrelar a animação ‘Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica‘, ao lado de Chris Pratt.

Na publicação, o astro de 23 anos publicou algumas imagens da premiere em Los Angeles e disse que “participar de um filme da Pixar fez dele o garoto mais sortudo do mundo.”

Confira:

“Definir metas e alcançar marcos é algo muito gratificante na vida. E participar de um filme da Pixar era um sonho, ainda não acredito que isso se tornou realidade. Obrigado, Disney, por mais uma vez me fazer o garoto mais sortudo do mundo. ‘Dois Irmãos‘ é um filme sobre família e irmandade, e é exatamente assim que vocês devem se sentir quando assistirem. Levem sua família ao cinema, vocês vão adorar. Chris Pratt está hilário no filme, estou tão feliz por trabalharmos juntos de novo, amigo.”

Lembrando que a animação estreia nos cinemas nacionais em 05 de março.

Confira o trailer:

O longa tem direção de Dan Scanlon e produção de Kori Rae, equipe responsável por ‘Universidade Monstros‘.

Num mundo encantado habitado por diversas criaturas mágicas como fadas, trolls e unicórnios, dois irmãos elfos tentam através da magia viver um último dia com o pai, falecido quando eram pequenos.

O elenco de vozes também conta com Julia Louis-Dreyfus (‘Veep‘) e Octavia Spencer (‘A Forma da Água‘).

‘Liga da Justiça’: Zack Snyder revela se tem novos planos para o Darkseid no DCEU

Ainda não há nenhuma confirmação se a Warner Bros irá investir em novos filmes da Liga da Justiça‘, além do Snyder Cut.

No entanto, se depender do diretor Zack Snyder, parece que ainda há uma longa jornada pela frente.

Durante uma entrevista para o The Nerd Queens, o cineasta foi questionado se tem planos mais ambiciosos para o Darkseid no DCEU.

Em reposta, ele disse que conversou com ator Ray Porter, intérprete do vilão, e pensaram em algumas possibilidades.

É uma pergunta justa, já me perguntaram: ‘o que acontece quando Darkseid vem para a Terra? E depois disso?’ Você sabe, isso é uma grande questão. E eu respondo: ‘ouça, a verdade é que eu escrevi e concebi um arco completo. Já sei o que acontece quando Darkseid… Bem…”, ele fez mistério. “Acho emocionante quando especulam sobre isso.”

Ele continuou:

Ray Porter e eu estávamos já conversamos sobre isso e chegamos às respostas para algumas perguntas interessantes.”

Recentemente, Porter conversou com Geek House Show e disse que adoraria reprisar o papel, afirmando que o vilão pode desempenhar um grande papel no futuro do Universo Compartilhado da DC.

“Eu adoraria reprisar meu papel como Darkseid, acredito que ele é um personagem chave para o futuro [do DCEU]. Se fizerem novos filmes… Espero que me incluam. Eu adoraria ver uma continuação da história de Zack. Então, sim, eu realmente espero que sim. Isso seria bom. Eu não ouvi nada sobre planejarem sequências. Mas você sabe… Esperança não faz mal a ninguém.”

Lembrando que Paul Dergarabedian, analista de bilheterias da Comscore, disse ao The Observer que está convencido que a Warner Bros tem novos planos para Zack Snyder.

“Todos olham para esses grandes estúdios como entidades movidas apenas por lucros, mas quando vemos algo parecido com isso, [o Snyder Cut], não há como negar que há algo mais acontecendo nos bastidores. Não é uma opinião, é uma análise construída com base no histórico da indústria cinematográfica… Eles querem continuar trabalhando Zack Snyder, assim como a divisão cinematográfica da Warner quer manter negócios com Christopher Nolan. É uma estratégia a longo prazo, e não apenas uma forma de usá-lo para refilmagens de uma adaptação mal sucedida.”

Dergarabedian também destacou que o investimento na conclusão do projeto e no marketing não é só um voto de confiança no trabalho de Snyder, mas também é uma forma de atrair o público para assinarem a HBO Max.

“Talvez eles tenham esse plano para tornar a HBO Max mais atraente para o público, independentemente de seu desempenho financeiro. Talvez eles [os representantes da Warner Bros] estejam pensando a longo prazo, com paciência e lealdade para que Snyder possa criar algo grandioso.”

Agora só resta aguardar para saber se o sucesso do Snyder Cut irá convencer a Warner Bros em investir numa sequência, que daria a possibilidade de explorar os detalhes sobre as perguntas que permanecem em aberto no DCEU.

O que você acha da possibilidade?

Lembrando que a nova versão de ‘Liga da Justiça‘ será um evento dividido em quatro partes e com duração de quatro horas (o que faz com que cada “capítulo” tenha uma hora de exibição).

Conforme Snyder prometeu, a nova versão trará vários arcos inéditos de personagens, incluindo a história completa do Ciborgue e a introdução de Iris West (Kiersey Clemons) ao DCEU.

Até lá, vale lembrar que o Snyder Cut tem estreia marcada para 2021, na HBO Max.

Confira as imagens promocionais:

‘O Mandaloriano’: Imagem dos bastidores mostra Mark Hamill gravando com o Baby Yoda; Confira!

Através do Twitter, a Disney+ anunciou que irá lançar um episódio especial do Disney Gallery focado na criação do Luke Skywalker na 2ª temporada de ‘O Mandaloriano’.

Com estreia marcada para 25 de agosto, a atração vai explorar os bastidores do episódio que trouxe de volta o Mestre Jedi após os eventos de Star Wars: O Retorno de Jedi’.

E uma página do Twitter confirmou que Mark Hamill reprisou seu papel como o poderoso Mestre Jedi e gravou as cenas antes do personagem ser rejuvenescido através de efeitos visuais.

Confira:

“Algumas novas fotos do especial sobre os bastidores de ‘O Mandaloriano’, que está por vir na Disney+.”  

Confira:

Ao longo do especial, a equipe de produção vai detalhar como conseguiram rejuvenescer Hamill e como conseguiram manter o segredo sobre sua aparição no elogiado episódio.

Confira o anúncio:

“Conheça os bastidores do segredo mais bem guardado da 2ª temporada de ‘O Mandaloriano’. Um episódio especial da Disney Gallery, intitulado ‘Making of the Season 2 Finale‘, será transmitido em 25 de agosto na DisneyPlus.”

Lembrando que a 2ª temporada de ‘O Mandaloriano‘ manteve o altíssimo nível da série – e seu sucesso foi reconhecido no anúncio dos indicados ao Emmy Awards 2021.

Conquistando nada menos que 24 indicações, a produção foi a mais nomeada ao lado de ‘The Crown’. Ela disputa em categorias como Melhor DramaMelhor Ator Coadjuvante em Série de Drama para Giancarlo Esposito Melhor Ator Convidado em Série de Drama para Timothy OlyphantCarl Weathers.

Os vencedores serão revelados no dia 19 de setembro.

Lembrando que o próximo ciclo deve estrear apenas no ano que vem.

O Mandaloriano e a Criança continuam sua jornada, enfrentando inimigos e fazendo aliados, enquanto viajam pela perigosa galáxia na era após a queda do Império Galáctico.

Pedro Pascal, Gina Carano, Carl Weathers e Giancarlo Esposito estrelam. Entre os diretores da nova temporada estão: Jon Favreau, Dave Filoni, Bryce Dallas Howard, Rick Famuyiwa, Weathers, Peyton Reed e Robert Rodriguez.

Warner Bros está brigando pelos direitos sobre ‘A Hora do Pesadelo’, ‘Os Fantasmas se Divertem’ e ‘A Pequena Loja dos Horrores’

De acordo com o Puck News, diversos estúdios estão em negociações para evitar a perda do direito de imagem doméstico de suas propriedades.

A Warner Bros briga para manter o direito de imagem doméstico de ‘A Hora do Pesadelo’, ‘Os Fantasmas se Divertem’ e ‘A Pequena Loja dos Horrores‘, entre outros títulos.

Já a MGM pode perder os direitos sobre a franquia Robocop‘, cujo último filme foi lançado em 2014.

A encerramento de propriedade sobre direitos autorais faz parte da Lei de Direitos Autorais de 1978, que ampliou o tempo de aquisição sobre determinadas obras.

De acordo com a lei, os criadores que transferiram seus direitos autorais para outra pessoa ou entidade podem recuperá-los após 28 anos.

No entanto, desde a criação da lei, os estúdios argumentam com sucesso que após a venda de uma propriedade, a empresa passa a ser a detentora intelectual da obra, impedindo o criador original de influenciar criativamente em seu próprio trabalho.

Por outro lado, a lei estabelece que se um estúdio não produzir novos conteúdos relacionados às franquias adquiridas em tempo hábil, elas podem ser postas à venda a qualquer momento.

No caso da Warner e a disputa pelos títulos mencionados, vale lembrar que uma sequência de ‘Os Fantasmas se Divertem‘ vem sendo discutida há anos, mas sem atualizações significativas.

A Hora do Pesadelo‘ não teve uma nova edição desde o fracassado reboot estrelado por Jackie Earle Haley em 2010.

E, atualmente, o protagonista original, Robert Englund, está velho demais para querer reprisar o papel. Então o futuro dos filmes é incerto.

A Pequena Loja dos Horrores‘ teve duas adaptações nos cinemas: em 1960, do diretor cult Roger Corman, e em 1986, dirigido por Frank Oz.

Um reboot também foi anunciado em 2018, mas segue sem sair do papel.

Em relação a ‘Robocop’, a MGM já anunciou uma série focada na ascensão do vilão Dick Jones como executivo da OCP, uma organização de segurança privada que admnistrava a polícia de Detroit.

Além disso, também há planos para uma sequência direta do filme de 1987, intitulada ‘Robcop Returns’.

Mesmo assim, ambas as produções ainda não entraram em produção oficial, o que pode acabar resultando num engavetamento.

O artigo também descreve o encerramento de direitos como uma bomba-relógio para os estúdios, que se apoiam cada vez mais em obter lucros através de sequências, derivados e remakes em vez vez de apostarem em ideias originais.

Dependendo dos acordos individuais feitos pelos criadores das propriedades, a Warner e outros estúdios podem estar prestes a renegociar ou perderem o direito sobre determinadas franquias.

Caso não haja atualizações sobre o desenvolvimento dos projetos anunciados, isso pode acabar com os planos de sequências, remakes e derivados por um bom tempo até que outros estúdios se interessem pelas propriedades.

‘Deadpool 3’: Hugh Jackman afirma que fará algo que NUNCA fez antes como Wolverine

Durante uma entrevista para a People, Hugh Jackman fez novos comentários sobre sua decisão de retornar como Wolverine em ‘Deadpool 3‘.

Além de argumentar que “socar Ryan Reynolds foi um dos principais motivos”, ele também disse que o longa lhe dará a oportunidade de fazer algo que nunca fez antes na pele do mutante.

“Quando fico pensando em mim e em Ryan, como Wolverine e Deadpool, que são rivais clássicos dos quadrinhos, há também uma dinâmica que nunca tive antes enquanto interpretei o Wolverine. Eu apenas pensei: ‘Isso vai ser divertido. Vou fazer algo que nunca fiz antes. Mal posso esperar’.”

Por falar nisso, Jackman disse anteriormente ao Deadline que os fãs vão ver um Wolverine ainda mais agressivo e mal-humorado.

“Estou ansioso para retornar ao papel para descobrir como os fãs vão reagir. Podem esperar um Wolverine mais raivoso, agressivo e mal-humorado do que nunca. Acho que vou ter o melhor momento da minha vida”, concluiu ele.

Lembrando que ‘Deadpool 3‘ será lançado em novembro de 2024 e, embora isso pareça muito distante, a produção do filme vai começar em breve.

A direção fica a cargo de Shawn Levy (‘Stranger Things’), a partir do roteiro de Rhett Reese e Paul Wernick, que escreveram as duas primeiras aventuras do anti-herói.

O longa vai marcar mais uma colaboração entre Reynolds e Levy após ‘Free Guy: Assumindo o Controle‘ e ‘O Projeto Adam‘.

Festival do Rio 2023: Confira a programação gratuita para sábado e domingo

O Festival do Rio 2023 já está acontecendo e conta com uma programação gratuita para todos os perfis de público e amantes do cinema em diversos espaços.

As sessões no Instituto Benjamin Constant, MUHCAB – Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira, Arena João Bosco, Cinema na Praia e Arena Carioca Abelardo Barbosa estão abertas ao público de acordo com a ordem de chegada e lotação.

Para quem estiver interessado em conferir a programação, é aconselhado chegar aos locais com pelo menos 30 minutos de antecedência e checar no site do evento a disponibilidade de ingressos mediante à solicitação no formulário.

Confira a lista para este fim de semana: 

Sábado (07/10)

Me Chama Que Eu Vou

Sessão: 15h – Cinema: C.C. Justiça Federal

Sinopse: O documentário conta a trajetória dos 50 anos de carreira de Sidney Magal. Os momentos mais significativos da vida do cantor, dançarino, ator e dublador que se tornou um ícone da música popular brasileira. O homem por trás do ídolo, sob o ponto de vista dos próprios participantes da história.

A Porta ao Lado

Sessão: 18h – Cinema: C.C. Justiça Federal

Sinopse: Mari e Rafa vivem um relacionamento tradicional, estável e sem altos e baixos. O casamento segue tranquilo até o dia em que se muda para o apartamento ao lado o casal Isis e Fred. Os novos vizinhos vivem um relacionamento aberto, separam sexo de amor e decidiram não ter filhos. O encontro dos dois casais irá provocar desejos, dúvidas, inseguranças, mentiras e transformações nos quatro, fazendo com que cada um reavalie suas escolhas.

Macunaíma

Sessão: 19h – Cinema: Estação NET Rio 2

Sinopse: As aventuras de Macunaíma, o anti-herói preguiçoso, mulherengo e sem nenhum caráter. Ele nasce negro no Sertão, mas vira branco. Vai para a cidade com os irmãos e se envolve com prostitutas, guerrilheiras, policiais e milionários. Enfrenta todo tipo de gente em sua jornada imprevisível. Inspirado no romance homônimo de Mário de Andrade.

Domingo (08/10)

‘Derrapada’

Sessão: 15h – Cinema: C.C. Justiça Federal

Sinopse: A vida de Samuca parecia pela primeira vez estar dando certo, quando ele descobre que a namorada Alicia está grávida. Além das consequências que isso traz, Samuca está inconformado por repetir a mesma “derrapada” de sua mãe, que engravidou dele também aos 16 anos e precisou lidar com a realidade de criar o filho de um pai irresponsável e ausente. O filme é uma adaptação do livro ‘Slam’, de Nick Hornby.

‘Cabra Marcado para Morrer’

Sessão: 17h – Cinema: Estação NET Rio 2

Sinopse: Em 1962, João Pedro Teixeira, líder da Liga Camponesa de Sapé, na Paraíba, é assassinado por ordem de latifundiários. Um filme sobre a sua vida começa a ser rodado por Eduardo Coutinho em 1964, usando os próprios camponeses na reconstituição ficcional da ação política que levou ao crime. As filmagens são interrompidas pelo golpe militar. Dezessete anos depois, em 1981, Coutinho retoma o projeto à procura de Elizabeth Teixeira, viúva de João, e dos outros participantes da produção abandonada. Prêmio FIPRESCI no Festival de Berlim de 1985.

Medusa

Sessão: 17h – Cinema: C.C. Justiça Federal

Sinopse: Há muitos e muitos anos, a bela Medusa foi severamente punida por Atena, a deusa virgem, por não ser mais pura. Hoje, a jovem Mariana pertence a um mundo em que deve se esforçar ao máximo para manter a aparência de uma mulher perfeita. Para não caírem em tentação, ela e suas amigas se empenham ao máximo para controlar tudo e todas à sua volta. Porém, há de chegar o dia em que a vontade de gritar será mais forte.

Divertido e comovente, filme na Netflix promete conquistar os fãs de drama e mistério

Lançado em 2020, ‘Um Caso de Detetive‘ traz Adam Brody (‘Shazam!’) como Abe Applebaum, um depressivo e amargurado jovem adulto e aspirante a detetive que vive à sombra da própria infância, quando resolvia pequenos mistérios e crimes em troca da admiração dos moradores de Willowbrook.

No entanto, após o desaparecimento de Gracie Gulliver (Kaitlyn Chalmers-Rizzato), sua amiga de infância e parceira de investigação, Applebaum fica traumatizado por nunca ter conseguido encontrá-la, crescendo com dificuldades de se adaptar ao presente na tentativa de um dia desvendar o que aconteceu com ela.

Escrito e dirigido por Evan Morgan em sua estreia diretorial em longas-metragens, ‘Um Caso de Detetive’ foi bastante elogiado por conta da sensibilidade ao retratar a transição da magia da infância para a melancólica vida adulta.

Através de flashbacks, a trama mostra o impacto do desaparecimento de Gracie em Abe, considerado uma celebridade pela vizinhança e com um futuro promissor devido às suas habilidades investigativas, chegando até mesmo a solucionar crimes de roubos, levando-ao status de celebridade local.

Agora, com mais de 30 anos, ele é desrespeitado, caçoado e digno de pena por não conseguir “crescer” e seguir em frente, acumulando dívidas com seu escritório de investigação.

Por outro lado, ele vê a chance de resgatar aquele impulso da infância quando uma estudante órfã do ensino médio chamada Caroline (Sophie Nélisse) o procura pedindo ajuda para solucionar o assassinato de seu namorado.

Entre os críticos, o longa conquistou 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, ganhando destaque por retratar os dilemas da vida adulta com sensibilidade, drama e humor, destacando momentos de trauma em contraste com a inocência da infância.

Inclusive, o The Ringer descreve o longa como “uma história surpreendentemente atrativa, saltando de uma comédia hilária para uma comovente tragédia, ancorado pela complexa atuação de Brody, que – como ex-astro adolescente -, assume uma convicção muito digna ao papel, deixando a trama ainda mais marcante.”

um caso de detetive pôster
um caso de detetive pôster

‘Indiana Jones e a Relíquia do Destino’: Karen Allen lamenta ausências de Spielberg e George Lucas na produção

Em uma entrevista ao Hollywood Reporter, a atriz Karen Allen revelou que sentiu falta da presença de Steven Spielberg e George Lucas durante as filmagens de ‘Indiana Jones e a Relíquia do Destino‘. Retornando ao papel de Marion Ravenwood, Allen teve uma participação breve no filme.

Allen expressou seu sentimento em relação à ausência dos icônicos cineastas: “Eu realmente senti falta deles. Fiquei em Londres por algumas semanas enquanto nos preparávamos, e eu esperava que eles estivessem lá. Esperava ver Steven, George, Kathleen Kennedy e outras pessoas envolvidas nos filmes anteriores, mas nenhuma delas apareceu.”

Apesar disso, a atriz elogiou o diretor James Mangold, responsável pela nova produção.

“É uma pessoa tão aberta e calorosa. Me senti bem-vinda no set”, afirmou a atriz.

De acordo com o Collider, o mais recente capítulo da franquia custou US$ 330 milhões aos cofres da Casa Mouse, o que faz da sequência um dos filmes mais caros da história do cinema.

Infelizmente, o alto valor pode acabar levando a um enorme prejuízo para o estúdio, já que a sequência pode não arrecadar uma quantia suficiente para cobrir os gastos e gerara lucros.

Já em exibição nos cinemas, o longa que traz o retorno de Harrison Ford como o icônico personagem faturou apenas US$ 60 milhões no final de semana nos EUA.

Um resultado desastroso para o final de uma franquia historicamente amada, e uma das razões pelas quais a Disney desembolsou US$ 4 bilhões pela Lucasfilm.

Para evitar o prejuízo, o longa precisa arrecadar pelo menos US$ 800 milhões.

Até o momento, ‘Indiana Jones e a Relíquia do Destino‘ conta com apenas US$ 152 milhões ao redor do mundo, mas pode ganhar força pelos próximos dias.

Por outro lado, o título vai enfrentar uma concorrência de peso contra ‘Missão Impossível – O Acerto de Contas: Parte 1′, ‘BarbieeOppenheimer‘, todos marcados para o mês de julho.

Confira nossa crítica do filme:

Dirigido por James Mangold (‘Logan’), este será o primeiro filme da franquia sem o comando o de Steven Spielberg.

O elenco ainda conta com Phoebe Waller-Bridge (‘Fleabag’), Thomas Kretschmann (‘Vingadores: Era de Ultron’), Mads Mikkelsen (‘Hannibal’), Shaunette Renée Wilson (‘Pantera Negra’) e Antonio Banderas (‘Dor e Glória’).