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Com roteiro de ‘Furiosa’ pronto, Charlize Theron quer reviver a personagem de ‘Mad Max’ em derivado

Mesmo com todos os problemas e brigas no set de Mad Max: Estrada da Fúria (2015), a estrela Charlize Theron parece já ter deixado para trás o ‘sangue ruim’ e está disposta a encarar mais um round na pele da empoderada Furiosa. Foi exatamente o que a atriz revelou para a Variety em uma entrevista. Veja abaixo:

“Eu Adoraria. Fizeram três roteiros. Eles foram escritos como histórias por trás do personagem Max e de Furiosa. Mas no fim das contas, está tudo nas mãos de George [Miller]. Eu acho que a Warner sabe disso. Estamos todos esperando por ele para nos mostrar o caminho.”, disse Theron.

O próprio diretor George Miller disse na época que o desenvolvimento do roteiro de Mad Max: Estrada da Fúria foi tão bom, que eles terminaram com três roteiros. Inicialmente, seriam rodados simultaneamente dois filmes (parte de uma trilogia), além de Estrada da Fúria, Furiosa – derivado que tinha a personagem de Theron como foco. Mais para a frente, pensou-se em um longa animado para Furiosa, que seria lançado junto com Estrada da Fúria, e também não vingou.

Tom Hardy (Max) e Charlize Theron não tiveram o melhor dos relacionamentos durante as filmagens, para dizer no mínimo. O que refletiu também no diretor George Miller. Sem dúvidas, o resultado do filme, indicado para 10 Oscar, vencedor de 6, e número 198 na lista dos melhores filmes de todos os tempos na opinião do grande público, influenciou na decisão de Theron. E esperamos que influencie também na de Hardy.

O derivado Furiosa, que promete a magnitude de Mad Max, no entanto, talvez tenha que esperar, já que Miller tem em mente como próximo projeto uma obra pequena e sem o uso de efeitos, antes de continuar com sua saga pós-apocalíptica.

Fique ligado no CinePOP para novidades sobre Mad Max e Furiosa.

10 ÓTIMOS Filmes que tem músicas dos Rolling Stones na sua trilha sonora

Uma das maiores bandas de rock da história, os Rolling Stones começou sua jornada no início da década de 60 e até hoje faz sucesso, passando sempre com lembranças de geração a geração. Esse lendário conjunto musical já esteve presente com algumas de suas canções na telona. Abaixo, segue uma lista bem legal com 10 ÓTIMOS Filmes que tem músicas dos Rolling Stones na sua trilha sonora:

 

Entre Facas e Segredos (Música: Sweet Virginia)

Na trama, conhecemos o milionário escritor de suspenses Harlan Thrombey (Christopher Plummer) na noite do seu aniversário de 85 anos. Toda a família reunida e também Marta (Ana de Armas) uma jovem enfermeira, imigrante, que cuida das medicações e do bem estar do dono da casa. O tabuleiro narrativo se transforma em um grande quebra-cabeça com inimigos virando amigos, uniões improváveis, após o assassinato de Harlan. Para tentar descobrir o que houve no fim daquela noite, um detetive ao melhor estilo Agatha Christie aparece em cena, Benoit Blanc (Daniel Craig) e não medirá esforços e excentricidades para conseguir chegar a conclusão desse complicado caso.

 

Aliança do Crime (Música: Slave)

Na trama, conhecemos parte da história de James ‘Whitey’ Bulger (Johnny Depp) um criminoso audacioso que após fazer uma espécie de aliança com o FBI, acabou se tornando, além de informante desta instituição, um dos senhores do crime mais poderosos de todo os Estados Unidos. Cavalos, drogas, apostas, não tinha limite de negócios que Bulger fazia a todo instante. Sua relação com o irmão, Billy Bulger (Benedict Cumberbatch), é o que mais chamava a atenção, já que esse último foi eleito senador e alguns diálogos com certa ambiguidade davam ou não a entender que o irmão o protegia. O filme relata com muita inteligência essa curiosa relação.

 

Entourage: Fama e Amizade (Música: Beast of Burden)

Na trama, que praticamente começa um tempo depois de onde se encerrou o seriado, voltamos a acompanhar as aventuras e confusões de Vinny (Adrian Grenier), um conhecido astro mundial de filmes e de seus três braço direitos: Eric (Kevin Connolly), Turtle (Jerry Ferrara) e o impagável Johnny Drama (Kevin Dillon). Ao lado também do cômico Ari Gold (melhor papel da vida de Jeremy Piven, sempre com atuações inspiradas nos episódios da série), o filme se monta em cima de uma nova virada na vida de Vinny que dessa vez resolveu estrelar e também dirigir um longa-metragem e para isso vai precisar de toda a ajuda de seu staff.

 

O Voo (Músicas: Sympathy for the Devil, Gimme Shelter)

Na trama, acompanhamos a trajetória conflituosa de Whip Whitaker (Denzel Washington) um piloto de aviões comerciais, alcoólatra, usuário de drogas, que se torna o grande queridinho da mídia colocado, como um herói norte-americano, quando consegue pousar uma aeronave em inúmeras condições adversas, após uma pane no sistema. Quando passam alguns dias, a ficha cai para outras versões dos fatos: ele estava sobre a influência de drogas e álcool no momento do acidente e agora precisa lutar contra si mesmo por não aceitar seu novo status de grande salvador da pátria.

 

Argo (Música: Little T&A)

Na trama, somos guiados para o dia 4 de novembro de 1979 quando a embaixada americana no Irã foi atacada por militantes, fazendo inúmeros reféns. No meio desse caos, seis americanos conseguiram fugir por uma saída secreta e se refugiaram na casa do então embaixador canadense. Após acharem fotos de todos que estavam na embaixada, os militantes descobrem que faltam 6 pessoas e vão à caça dos mesmos. A CIA, sabendo disso, chama o especialista em “exfiltração” Tony Mendez (Ben Affleck) que arruma um plano incrível, inventar a gravação de um filme (uma ficção científica, à la “Duna”, talvez) e fazer os seis se passarem por parte dessa produção e assim retirar todos dessa zona de perigo.

 

Jerry Maguire – A Grande Virada (Música: Bitch)

Na trama, conhecemos Jerry Maguire (Tom Cruise), um badalado empresário de esportistas que vai do céu ao inferno quando, no auge da carreira, é demitido da empresa onde trabalha. Buscando um recomeço no mercado competitivo que está, vai em busca de firmar parceria com um jogador de futebol americano chamado Rod (Cuba Gooding Jr.) que é puro coração. Nessa jornada, Jerry contará com a ajuda da ex-secretária Dorothy (Renée Zellweger) com quem viverá um grande amor.

 

Caminhos Violentos (Música: Miss You)

Na trama, conhecemos Brad Jr. (Sean Penn), um jovem que trabalha com um bico pouco rentável e vive com a mãe, a avó e o irmão em uma simples casa na Pensilvânia. Brad Jr. se apaixona por Terry (Mary Stuart Masterson) com quem deseja fugir da cidade e ter uma nova vida. Mas, ao mesmo tempo, Brad tem em sua vida novamente o seu pai, o bandido Brad Sr. (Christopher Walken) com que começa a ter uma reaproximação que culminará em um desfecho tenso, frio e sangrento.

 

Um Homem de Família (Música: Beast of Burden)

Na trama, protagonizado por Nicolas Cage, conhecemos um investidor cheio da grana que vive seus dias para seu trabalho. Um dia ele acorda e percebe que está em uma espécie de outra realidade, onde é pai e precisa viver essa nova vida descobrindo assim novos sentidos para seu refletir.

 

Quebrando a Banca (Música: You Can’t Always Get What You Want)

Lançado em 2008 e baseado no livro Bringing Down the House, escrito por Ben Mezrich, Quebrando a Banca nos mostra um jovem estudante de uma das principais faculdade do planeta que precisa de dinheiro e acaba entrando em um grupo que vão a cassinos jogar blackjack (ou 21), e por meio de técnicas e códigos conseguem lucrar muito a todo instante.

 

Vanilla Sky (Música: Heaven)

Lançado no já no longínquo ano de 2001, e remake do longa-metragem espanhol Abre los ojos (1997), Vanilla Sky nos mostra as reviravoltas na vida de um milionário após um acidente, onde aos poucos vamos buscando as peças por meio de lembranças para entendermos melhor esse quebra-cabeça imposto. Dirigido por Cameron Crowe.

 

Nova encarnação de Doctor Who é, pela primeira vez, uma mulher

Pela primeira vez na história do programa Doctor Who, desde sua criação ainda em 1964, o protagonista será vivido por uma mulher. A atriz Jodie Whittaker, de 35 anos, foi anunciada como a 13ª intérprete do personagem. Whittaker substitui Peter Capaldi, eleito para o papel em 2013, que deixa o programa no fim do ano. Veja abaixo o vídeo do anúncio oficial, feito pela própria BBC – canal exibidor.

Jodie Whittaker é mais conhecida por trabalhos em produções britânicas, como o subestimado filme de invasão alienígena Ataque ao Prédio (Attack the Block, 2011), produzido por Edgar Wright, e um dos melhores episódios da cultuada Black Mirror: Toda a Sua História (The Entire History of You).

Na trama do seriado, o Doutor explora o tempo e espaço, através de viagens interdimensionais. Doutor Who é uma das mais celebradas séries de ficção científica de todos os tempos. Fiquei ligado no CinePOP para novidades do cinema e séries.

10 ÓTIMOS Filmes que completaram três décadas recentemente

30 anos atrás é bastante tempo mas posso te garantir que no ano de 1993 diversas obras-primas foram lançadas no universo do cinema. Para relembrar algumas dessas, separamos abaixo uma lista com 10 filmaços que completaram três décadas recentemente:

 

Lances Inocentes

Dirigido por Steven Zaillian e lançado no brasil em agosto de 1993, o drama Lances Inocentes, baseado no livro Searching for Bobby Fischer, de Fred Waitzkin, nos mostra a história de um jovem talento do xadrez que conforme começa a vencer torneios vê a relação com o pai se deteriorar.

 

A Lista de Schindler

Obra-prima dirigida por Steven Spielberg, baseado na obra Schindler’s Ark, do escritor australiano Thomas Keneally, nos mostra a história de um empresário que salvou a vida de muitas pessoas durante a segunda guerra mundial.

 

Uma Babá quase Perfeita

Na trama, acompanhamos Daniel (Robin Williams), morador de São Francisco, na Califórnia, um ator com enorme coração mas sem emprego fixo, imaturo, também um pai que não consegue viver longe dos filhos após um doloroso divórcio. Sem saber o que fazer e já na linha do desespero, tem a inusitada ideia de se vestir de governanta mais velha e assim se candidatar a vaga de babá na casa da mãe dos filhos. Uma série de situações loucas acontecem e o protagonista passa por mirabolantes situações para manter o seu disfarce.

 

Filadélfia

Na trama, conhecemos Andrew Beckett (Tom Hanks), um brilhante advogado, homossexual, que vem crescendo na poderosa empresa onde trabalha. Quando ele é demitido de forma surpreendente por conta da descoberta pela empresa que ele possui AIDS, Andrew resolve processá-los e para isso contrata Joe (Denzel Washington), um advogado, homofóbico, que é o único que aceita o caso.

 

Em Nome do Pai

Baseado na autobiografia Proved Innocent, de Gerry Conlon e indicado a 7 Oscars, Em Nome do Pai é um profundo drama. A história se passa em meados da década de 70, onde acontece um atentado em um PUB e um jovem irlandês é acusado e condenado pelo crime, seu pai tenta ajuda-lo mas também é condenado até que uma advogada vai tentar ajudá-los. Protagonizado pelo grande Daniel Day-Lewis.

 

O Despertar de um Homem

Na trama, ambientada no final da década de 50, conhecemos Caroline (Ellen Barkin) e Toby (Leonardo DiCaprio), mãe e filho, uma única família um do outro, em busca dias melhores que embarcam em um carro antigo rumando para algum lugar incerto. Certo dia, chegam em Seattle e vão parar na minúscula cidade Concrete onde Caroline acredita que encontrou enfim um lar para ela e seu filho se casando com Dwight (Robert De Niro), esse último se mostrava muito amoroso no início do relacionamento mas aos poucos foi se tornando uma pessoa hostil, violenta, imatura, disciplinadora que vive das invejas para justificar sua vida limitada. Com o passar do tempo, o jovem Toby, que gosta de ser chamado de Jack por causa de um de seus escritores favoritos, Jack London, passa por um intenso processo de amadurecimento.

 

Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador

Na trama, acompanhamos Gilbert Grape (Johnny Depp). Um jovem que trabalha em uma pequena mercearia que não tem muito público desde a chegada de um enorme supermercado na cidade. Ele vive com a família, o irmão Arnie (Leonardo DiCaprio) que tem autismo, suas outras duas irmãs Amy (Laura Harrington) e Ellen (Mary Kate Schellhardt) e sua mãe (Darlene Cates) que não sai de casa faz sete anos em uma cidade chamada Endora, no interior dos Estados Unidos. Cidade da qual nunca saiu e onde nasceu e foi criado. Sem saber muito o que é realizar sonhos, ou mesmo sonhar, ele vive seus dias para ajudar sua família nas dificuldades diárias. A chegada de uma jovem que mora em um trailer, Becky (Juliette Lewis) uma nômade que viaja de cidade em cidade ao lado de sua avó, mudará um pouco o modo de pensar o mundo do protagonista.

 

Proposta Indecente

Um dos filmes da carreira de Demi Moore mais exibidos na Sessão da tarde e em outros programas televisivos por aqui no Brasil, Proposta Indecente, dirigido por Adrian Lyne, conta a formação de quase um triângulo amoroso sob os pontos de vistas de um casal (Diana e David) que vai mal financeiramente e certo dia um milionário parece oferecendo uma grande quantia de dinheiro para passar uma noite com Diana. O final desse filme é arrebatador.

 

Jurassic Park – Parque dos Dinossauros

Lançado nos cinemas brasileiros no ano de 1993, a mega produção (que marcaria para sempre seu nome na indústria cinematográfica mundial) Jurassic Park – Parque dos Dinossauros nos mostra a história de um grupo de pessoas que é levada até uma ilha onde dinossauros foram recriados a partir de DNA mas um problema na segurança do local leva a todos em uma luta pela sobrevivência contra feras indomáveis.

 

O Piano

Dirigido pela vencedora do Oscar Jane Campion, O Piano é ambientado no século XIX e nos mostra a história de uma mulher enviada para a Nova Zelândia que conhece seu novo marido mas acaba encontrando o verdadeiro amor em outra pessoa.

 

Visual do Superman em ‘Liga da Justiça’ revelado na Comic Con?

A Comic Con já começou amiguinhos. E o maior evento de cultura pop mundial já chega quente. A Hot Toys, uma das maiores empresas de action figures da atualidade, está com um estande em San Diego para divulgar suas novidades. A empresa, no entanto, talvez tenha revelado demais. Em sua coleção da Liga da Justiça, a Hot Toys exibe além de Batman, Mulher Maravilha, Flash, Aquaman e Ciborgue, a volta de Superman.

O herói não está caracterizado como se especulava, de barba, cabelo comprido, roupas pretas e cicatrizes da batalha com Apocalipse ao final de BVS (2016). Ao contrário, o visual do personagem é bem similar ao de sempre. Das duas uma, ou a Warner está escondendo ao máximo a nova versão do Superman, ou de fato não a teremos no longa. Seja como for, um novo teaser de Liga da Justiça será divulgado no sábado, durante o painel da Warner no evento. Veja abaixo as imagens dos action figures de Liga da Justiça da Hot Toys e fique ligado no CinePOP para novidades sobre  tudo o que acontece na Comic Con 2017.

10 ÓTIMOS Filmes que completam 11 anos em 2024

O ano de 2013 foi sensacional para todos nós que amamos cinema. De diversas partes do mundo, filmes maravilhosos encheram de interesses os amantes da sétima arte. Pensando nesse recorte, segue abaixo 10 filmaços que completaram 11 anos em 2024:

 

Dentro de Casa

Na trama conhecemos Claude (Ernst Umhauer), um menino incomum de 16 anos que durante um exercício em sala de aula resolve começar a contar uma história de suas idas e vindas da casa de um amigo de classe e o seu contido desejo que sente pela mãe desse menino. O único que lê a história é o seu professor (que de quebra mostra tudo para mulher, uma elegante gerente de galeria de arte) que faz de tudo para que ele não pare de contar essa história. O professor de literatura fica fascinado pelo esforço e escrita do brilhante aluno e resolve ajudá-lo a não parar de escrever aquela história. É um ato obsessivo desse acadêmico que tem sua vida bastante modificada ao longo da trama. Esse personagem se desconstrói brilhantemente pelas lentes do sempre excelente diretor François Ozon.

 

Indomável Sonhadora

Na trama, acompanhamos Hushpuppy (interpretada pela excepcional atriz mirim Quvenzhané Wallis) uma menina que vive em um vilarejo com seu pai, aparentemente longe das grandes cidades. Sua vida é monótona e muito simples tendo que viver com as doenças do pai e a falta que sente de sua mãe. Quando uma tempestade chega ao vilarejo, destrói toda aquela comunidade. Após o desastre e quando os habitantes estão todos longe de suas casas (em um abrigo para desabrigados) eles lutam para voltar ao mundo deles e se revoltam contra tudo e todos.

 

Ferrugem e Osso

Na trama, acompanhamos dois destinos que se cruzam de maneira inusitada transformando a vida dos envolvidos. Ali é um rapaz inconsequente que cresceu com sérias dificuldades sociais. É pai de um menino, pelo qual tem um grande carinho que não sabe demonstrar, deixa a cidade onde mora para morar com a irmã e o cunhado. Ao mesmo tempo, somos apresentados a Stephanie uma comprometida treinadora de baleias que sofre um acidente gravíssimo. Esses dois personagens enfrentarão medo, preconceito, dificuldades sociais tendo como grande companheiro a união que nasce desse amor peculiar.

 

Repare Bem

O ótimo trabalho de Maria de Medeiros conta a história de uma família que por meio de depoimentos vívidos relembram os duros tempos da ditadura brasileira e chilena. Assim, conhecemos a história de Eduardo Crispim, o Bacuri, militante durante a ditadura militar no Brasil. Os relatos são emocionantes e detalhistas. As histórias de terror contadas através dos abusos da polícia nos tempos da ditadura ganham contornos poderosos na voz e memória da ex-militante Denise Crispim.

 

Atrás da Porta

Na trama, somos guiados até a Hungria, mais precisamente, em Budapeste na metade do século 20 onde um casal está à procura de uma empregada para que uma das partes tenha mais tempo para terminar seu novo livro. Eles encontram Emerenc, uma velha senhora rabugenta que no fundo esconde uma sutileza de uma mulher madura, o carinho de uma amiga e o coração de uma mãe.

 

Deixe a Luz Acesa

Na trama, acompanhamos o cineasta Erik, um documentarista morador de Manhattan, homossexual, que gosta de conhecer pessoas pelo telefone. Em uma dessas ligações, conhece o enrustido advogado Paul. O relacionamento dos dois se torna cada vez mais excessivo, alimentado por altos e baixos e comportamentos fora do normal. A luta de ambos é na verdade uma grande negociação dos limites que ambos ultrapassam a cada nova ação inconsequente.

 

O Último Elvis

Nesse drama existencial, acompanhamos a trajetória de Gutierrez, metalúrgico uniformizado durante o dia, Elvis Presley Cover com calça de boca de sino durante a noite. O protagonista personifica a figura de Elvis, não só nos palcos mas em todo o seu dia-a-dia. A dupla jornada do protagonista nunca é quebrada mesmo quando problemas com sua ex-mulher colocam em risco seus objetivos.

 

Capitão Phillips

Na trama, acompanhamos mais uma viagem na vida do experiente Capitão da marinha norte-americana Richard Phillips (Tom Hanks). À bordo do gigantesco Maersk Alabama, no ano de 2009, sofreu junto com sua tripulação a inusitada situação de ser sequestrado no meio do oceano por um grupo de piratas oriundos da Somália. Lutando contra o tempo, utilizando todo o conhecimento que tem sobre a embarcação e contando com a ajuda de sua tripulação, Phillips trava uma difícil batalha psicológica com o líder dos piratas.

 

A Vida Secreta de Walter Mitty

Na trama, conhecemos Walter Mitty (Ben Stiller), um homem que trabalha há 16 anos em uma revista de grande circulação chamada Life sendo gerente da parte de processamento de imagens. Walter é tímido, tem poucos amigos e possui uma imaginação que ultrapassa qualquer limite da definição de absurdo. Em suas experiências memoráveis dentro de seus sonhos, o pacato cidadão possui inúmeras histórias fantásticas. Porém, na realidade, sofre por não conseguir se aproximar da mulher que ama e enfrentar de frente os grandes vilões de sua vida. Quando seu emprego é colocado em risco, Walter (um surpreendente e exímio skatista) parte em uma jornada muito mais fantástica que qualquer outro sonho já visto.

 

Questão de Tempo

Quem nunca sonhou em poder brincar de viajar no tempo? Nesta fantástica história de amor, perdas e sonhos conhecemos Tim (Domhnall Gleeson) um jovem advogado, tímido e brigado com o barbeiro que mora com os pais em uma casa grande cheia de alegria. Após tentar várias vezes se relacionar com diversas mulheres, sem êxito, e se mudar para longe da casa onde morou toda vida, descobre através de seu pai que possui o poder de voltar no tempo. Assim, com esse fato inusitado sendo usado como trunfo na manga, começa a buscar seu futuro que começa com um grande amor que aparece quando ele menos espera.

Joss Whedon realiza refilmagens EXTENSIVAS de ‘Liga da Justiça’

Como todos devem saber a esta altura, o diretor Zack Snyder se afastou da produção de Liga da Justiça devido a uma tragédia familiar (o suicídio de sua filha). Dono de uma filmografia adorada e odiada em proporções iguais, Snyder estava em fase de pós-produção do longa quando foi substituído por Joss Whedon, o homem por trás de Vingadores (2012) e Vingadores: Era de Ultron (2015).

Inicialmente, Whedon cuidaria da finalização da obra e de algumas cenas adicionais, como informaram fontes. Agora, a principal delas diz diferente. Segundo o Hollywood Reporter, as palavras usadas para a participação de Whedon no filme são “refilmagens extensivas”.

O fato nos deixa pensando o quão diferente será o resultado final da superprodução, daquela imaginada por Snyder. Quem será creditado como diretor? A especulação começa e Liga da Justiça já é comparado a Quarteto Fantástico (2015) e Rogue One: Uma História Star Wars (2016), ambos blockbusters que sofreram grandes reformulações – isso sem falar em Esquadrão Suicida (2016), da mesma Warner. Dentre os citados, esperamos que se pareça mais com Rogue One.

E você, o que acha da polêmica? Quem deve ser creditado? O quanto do filme será mudado em sua opinião? Comente.

10 Dicas de Grandes filmes de SUSPENSE da década de 90

Tá aí um gênero que é amado pelos cinéfilos de todo o mundo: o suspense! Quem não curte ser surpreendido pelos plot twists, pelas engenhosas mudanças de direção na trama, de tomar aqueles sustos que vem do nada? Pra você que curte esse gênero cinematográfico, segue abaixo uma lista bem legal de 10 grandes filmes de suspense da década de 90:

 

Sleepers – A Vingança Adormecida

Na trama, após serem condenados ao reformatório por uma ação que deu errado, quatro jovens sofrem bastante nesse período nas mãos dos funcionários do lugar. Anos se passam, eles se reencontram e tem a chance de se vingar.

 

Teoria da Conspiração

Lançado no final década de 90 e dirigido por Richard Donner, Teoria da Conspiração nos mostra um recorte na vida de um taxista completamente obcecado por conspirações que começa a ser perseguido e busca ajuda em uma mulher que trabalha para o governo.

 

Eclipse Total

Na trama, conhecemos Selena (Jennifer Jason Leigh) uma jornalista que trabalha em nova Iorque e precisa voltar para a pequena cidade onde nasceu após 15 anos quando sua mãe Dolores (Kathy Bates) é acusada de matar a mulher de quem cuidava. Ao longo de gigantescas descobertas, até mesmo de situações do seu passado, vamos acompanhando mãe e filha em uma jornada repleta de suspense.

 

Os Suspeitos

Na trama, vamos vendo um interrogatório de um sobrevivente, criminoso, aleijado, de uma ação em um navio que deixou quase três dezenas de mortos questionado duramente por uma autoridade federal e também um outro sobrevivente numa cama de hospital, com o corpo tomado de queimaduras fazendo o retrato falado de quem seria o grande responsável pelo ocorrido. Assim, conhecemos a história de um grupo de experientes criminosos que são levados por autoridades policiais até uma sala de suspeitos da polícia de nova Iorque questionados por serem responsáveis por um suposto roubo de um caminhão com uma carga valiosa. Após esse encontro, eles planejam um outro crime, fato que os leva a cruzar o caminho de um alguém muito poderoso e temido, os levando para o protagonismo em um trabalho suicida à mando de um temível psicopata de quem ninguém nunca viu o rosto, conhecido por histórias de violência por todos os lados, uma espécie de bicho papão da criminalidade, Keyser Soze. Durante o interrogatório mencionado, as verdades vão começando a aparecer.

 

Louca Obsessão

Na trama, acompanhamos um pacato escritor de sucesso chamado Paul Sheldon (James Caan) que está prestes a entregar a primeira e única cópia de seu mais novo livro. No seu processo de escrever, ele sempre vai para uma cabana numa região gelada do estado do Colorado. Saindo desse lugar rumo ao encontro com sua editora, ele acaba sofrendo um grave acidente. Ele acorda em uma casa onde mora Annie (Kathy Bates) uma enfermeira super fã do escritor que viu o acidente e o ajudou. Nos primeiros dias de recuperação Paul acha que tirou a sorte grande mas aos poucos vai entendendo que se meteu em uma grande enrascada e precisa encontrar soluções para fugir daquele lugar.

 

Cabo do Medo

Mais uma dobradinha entre dois gênios do cinema, Martin Scorsese e Robert de Niro, Cabo do Medo nos apresenta a história de um ex-presidiário, psicopata, Max Cady que após passar mais de uma década na prisão, consegue a liberdade e vai atrás do seu ex-advogado que reteve provas que poderiam aliviar sua sentença. O projeto é baseado no romance The Executioners, escritor por John D. MacDonald no final da década de 50 e também é um remake do filme Círculo do Medo dirigido por J. Lee Thompson.

 

O Sexto Sentido

Na trama, ambientada no sul da Filadélfia, conhecemos Malcolm (Bruce Willis) um psicólogo infantil que após um trauma com um antigo paciente vê seu casamento entrar em uma crise profunda, sua esposa nem mais o olha sequer. No outono depois, apresentado a um novo paciente, um jovem com diversos conflitos e repleto de medos de algo que não conta a ninguém e por isso tem um cotidiano conflituoso com a mãe. Aos poucos, paciente e psicólogo vão embarcando em uma jornada onde um ajuda o outro quando as surpresas pelo caminho começam a serem reveladas.

 

Seven – Os Sete Crimes Capitais

Em 1995, David Fincher começaria a marcar seu nome na história do cinema com a história de dois detetives que investigam um assassino psicopata que deixa pistas através dos pecados capitais. Com um elenco sensacional (Brad Pitt, Morgan Freeman, entre outros), Seven foi um grande sucesso de público e crítica elevando o diretor de patamar.

 

A Mão que Balança o Berço

Na trama, conhecemos o casal Claire (Annabella Sciorra) e Michael (Matt McCoy), ela uma dona de casa, ele um engenheiro genético. A dupla percorre seus dias felizes e com a recente chegada do novo filho resolvem ir procurar uma babá para ajudá-los, assim encontram Peyton (Rebecca De Mornay). Só que a nova babá não é quem diz ser e aos poucos emplaca um plano de vingança. O título do filme veio inspirado em uma frase escrita pelo poeta William Ross Wallace que relaciona a maternidade com as mudanças no mundo.

 

Acima de Qualquer Suspeita

Na trama, conhecemos Rusty Sabich (Harrison Ford), um prestigiado promotor de um grande centro dos Estados Unidos que vê sua vida dar um verdadeiro nó quando é acusado de matar a ex-amante, a também promotora Carolyn (Greta Scacchi). Esse fato praticamente despedaça seu casamento com a matemática Barbara (Bonnie Bedelia), o faz se afastar do seu emprego, além de ter que provar sua inocência custe o que custar. Ao longo dos intensos 127 minutos de projeção, também por meio de flashbacks, vamos entendendo melhor a relação do promotor com a vítima.

Novos personagens na 2ª Temporada de ‘Westworld’

Uma das séries mais elogiadas e comentadas de anos recentes, Westworld já está preparando sua 2ª Temporada. As novidades chegam com o anúncio do Hollywood Reporter sobre a adição de três novos atores ao elenco, em papeis principais: Jonathan Tucker (Justified), Katja Herbers (The Leftovers) e Neil Jackson (Sleepy Hollow).

Tucker irá interpretar o Major Craddock, um oficial militar em comando. Herbers será Grace, uma hóspede veterana do parque, cuja última visita ocorre em péssima hora no local. E Jackson será Nicholas, um homem charmoso e engenhoso, que se encontra em um território desconhecido.

Além das adições, foi confirmado que Talulah Riley, a anfitriã Angela, e Louis Herthum, o pai de Dolores, estarão na segunda temporada no elenco regular.

Fique ligado no CinePOP para novidades sobre a segunda temporada de Westworld.

Ficou doente ou de licença no trabalho? Veja esses 10 ótimos filmes durante o seu repouso!

Descansar em casa é fundamental para qualquer recuperação! E assistir a um filminho no conforto do seu lar é melhor ainda! Para você que está procurando um ótimo filme para assistir durante seus momentos de repouso, segue abaixo uma lista bem legal:

 

Momentos Decisivos (Prime Video)

Na trama, acompanhamos um homem que após uma punição no passado é recrutado por um amigo de longa data para ser o novo treinador de basquete de um colégio situado em uma cidadezinha de Indiana, mudando a vida de todos e a própria através do esporte.

 

O Pretendente (Prime Video)

Filme húngaro dirigido pela cineasta Krisztina Goda, em O Pretendente conhecemos a história de uma jovem perto dos 20 anos, com bastante personalidade, que precisa insistir em um casamento arranjado pelo seu pai através de um anúncio no jornal. Aos poucos, ela começa a se aproximar do novo marido, um pintor conhecido da alta sociedade.

 

Uma Boa Pessoa (Prime Video)

Na trama, acompanhamos Allison (Florence Pugh) uma mulher de 26 anos, radiante, que está num momento muito feliz de sua vida, prestes a se casar com o grande amor de sua vida. Só que um dia, uma tragédia acontece fazendo com que sua vida mude completamente. Tentando seguir em frente, meses após o ocorrido, seu destino novamente se cruza com o de seu ex-sogro, Daniel (Morgan Freeman), um ex-policial e também ex-alcoólatra. Ambos vão precisar se entender e buscar entendimento para curar feridas do passado.

 

Contratei um Matador Profissional (MUBI)

Um dos excelentes cineastas da atualidade, o finlandês Aki Kaurismäki, no início da década de 90 trouxe aos olhos do público um filme muito interessante que mostra a história de um homem deprimido que após ser demitido contrata um assassino profissional para matá-lo, só que dias depois ele muda de ideia após conhecer uma mulher.

 

14 Dias, 12 Noites (Looke)

Na trama, conhecemos Isabelle (Anne Dorval) uma mulher que sofre com os abalos de uma tragédia. Em paralelas passagens de tempo, acompanhamos essa oceanógrafa canadense que adota uma criança no Vietnã no início dos anos 90. Só que tempos depois descobrimos que algo acontece com a criança, fazendo ela retornar a cidadã natal dela. Nessa ida até o Vietnã, algo para superar o luto, acaba encontrando a mãe biológica da criança, a guia turística Thuy (Leanna Chea). Logo de cara não se identifica mas acaba criando uma amizade com ela, assim, precisará encontrar o melhor momento para contar a verdade.

 

A Escolha (Looke)

O protagonista é um jovem de cerca de 30 anos, de origem e família na Estônia, que não sabe direito o que fazer da vida profissional e trabalha em obras na Finlândia. Completamente confuso e sem saber o que fazer após a notícia de que é pai, embarca em uma jornada de assumir a paternidade e os cuidados da recém nascida sozinho já que a mãe não a quis assumir naquele momento. Completamente sem jeito, talvez pela rebeldia que o persegue faz anos e que fica claro desde o primeiro arco do roteiro, Erik (Reimo Sagor) aos poucos vai se descobrindo como pai, navegando pelas responsabilidades e derrapando nas irresponsabilidades.

 

Medieval (Netflix)

No filme, disponível no catálogo da Netflix, conhecemos o comandante de um grupo de mercenários chamado Jan Zizka (Ben Foster), um homem de poucas palavras que embarca em longas jornadas por toda a Europa atrás de missões que de alguma forma batem com seu pensamento crítico sobre a situação do estremecido continente em questão. Após aceitar uma missão vinda do experiente nas artimanhas políticas da região, Lord Boresh (Michael Caine), acaba comprando guerra contra a Ordem Teutônica (ordem militar cruzada vinculada à Igreja Católica) e do Sacro Império Romano (união de alguns territórios da Europa Central durante o final da Idade Média). Assim, entre sangrentas batalhas, traições, manobras políticas, liderança, também conhece Katherine (Sophie Lowe), uma figura importante politicamente que se torna uma pessoa valiosa para o protagonista.

 

A Verdadeira História do Roubo do Século (Netflix)

As explicações entre o simples e o mirabolantes de um dos mais famosos roubos de todo o mundo. Disponível no catálogo da Netflix, o documentário A Verdadeira História do Roubo do Século nos leva de volta à Argentina no ano de 2006 onde um grupo de pessoas conseguiu roubar uma enorme quantia (até hoje não se sabe ao certo quanto) de dinheiro do Banco Río em Acassuso (situada na grande Buenos Aires). Aqui, com depoimentos dos próprios criminosos e pessoas que estiveram como coadjuvantes no dia do roubo, vamos sabendo surpreendentes detalhes desde o plano até o intenso pós assalto.

 

Granizo (Netflix)

Na trama, conhecemos Miguel (Guillermo Francella), um meteorologista que trabalha na televisão faz tempo e agora acaba de ganhar um programa somente seu para falar sobre o tempo. Conhecido como infalível, por nunca ter errado uma previsão do tempo, durante uma dia onde ele fez uma previsão de noite tranquila uma tempestade nunca antes vista na argentina atinge em cheio Buenos Aires. Nos dias seguintes, fugindo da fúria de seus fãs ele resolve voltar para sua cidade natal, córdoba, onde reencontra a única filha, a pediatra Carla (Romina Fernandes).

 

Pacarrete (Telecine)

Na trama, que possui uma bela trilha sonora, conhecemos Pacarrete (Marcélia Cartaxo), forte como um mandacaru, uma ex-professora que veio de Fortaleza para morar com a irmã Chiquinha (Zezita Matos), moradora do município de Russas. Ela tem o sonho em se apresentar como bailarina em um grande evento da cidade, os 200 anos de Russas, mas acaba encontrando muitas dificuldades em ser compreendida. Ao longo dos quase 100 minutos de projeção somos testemunhas da determinação, sonhos, desilusões dessa personagem que vai ser difícil esquecermos.

 

‘Supergirl’ | 3ª Temporada não terá Zod e Lex Luthor como vilões

A série Supergirl, protagonizada pela gracinha Melissa Benoist, precisou mudar de canal para se tornar um verdadeiro sucesso de público. A série da super-heroína empoderada, prima do Superman, já apresentou diversos antagonistas clássicos dos quadrinhos em suas duas temporadas.

No entanto, os grandes vilões Zod (que fez uma aparição ao final da segunda temporada) e Lex Luthor não darão as caras na vindoura terceira temporada. É o que afirma o criador do programa Andrew Kreisberg em entrevista ao TV Guide. Veja abaixo o que ele disse.

“Foi mais como uma aparição divertida, não temos planos de trazê-lo. Vemos nossa versão do Superman como uma na qual ele já passou por tudo em sua mitologia. Ele já enfrentou Zod, Brainiac, Apocalipse. Além disso, qual seria a novidade que poderíamos trazer em relação a isso? Entre as atuações de Terrence Stamp e Michael Shannon, sobra pouca coisa para aproveitarmos que ainda não tenha sido feito.”

Sobre Luthor, suas aparições em flashback na segunda temporada e sua irmã, Kreisberg falou:

“Eu não fico sentado pensando e desejando ter outro Luthor no programa. Nós temos a melhor Luthor. E eu tenho grandes planos para ela.”

Fique ligado no CinePOP para novidades sobre a terceira temporada de Supergirl.

10 Dicas de filmes pra REFLETIR sobre o Transtorno de Personalidade Borderline

Um dos transtornos de personalidade mais conhecidos é o Borderline. Ansiedade, muita instabilidade no humor, comportamento impulsivo, ataques de fúria, são alguns dos sintomas das pessoas diagnosticadas com esse transtorno. No mundo do cinema, alguns filmes tem personagens que ganham uma análise ampla dentro desse cenário. Abaixo, uma lista com alguns desses trabalhos:

 

Geração Prozac

Lançado 23 anos atrás e protagonizado pela ótima atriz Christina Ricci, Geração Prozac nos mostra a história de uma jovem aceita em uma das principais faculdades do mundo que precisa lidar com obstáculos ligados às suas emoções e a depressão. O elenco é fabuloso, tem nomes como: Jessica Lange, Michelle Williams, Jason Biggs, Anne Heche, Jonathan Rhys Meyers.

 

Eu Sinto Muito

Dirigido por Cristiano Vieira, o longa-metragem brasileiro Eu Sinto Muito conta a história de um documentarista chamado Julio (Rocco Pitanga) que está no seu presente dedicado ao seu novo projeto que gira em torno de entrevistas com pessoas diagnosticadas com Transtorno de Personalidade Borderline. Assim, vamos conhecendo recortes da vida de algumas dessas pessoas.  

 

Garota, Interrompida

Filme que rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Angelina Jolie conta a história de uma jovem diagnosticada com borderline e para o tratamento é enviada para um hospital psiquiátrico. Baseado no livro homônimo de Susanna Kaysen.

 

A Mão que Balança o Berço

Na trama, conhecemos o casal Claire (Annabella Sciorra) e Michael (Matt McCoy), ela uma dona de casa, ele um engenheiro genético. A dupla percorre seus dias felizes e com a recente chegada do novo filho resolvem ir procurar uma babá para ajudá-los, assim encontram Peyton (Rebecca De Mornay). Só que a nova babá não é quem diz ser e aos poucos emplaca um plano de vingança. O título do filme veio inspirado em uma frase escrita pelo poeta William Ross Wallace que relaciona a maternidade com as mudanças no mundo.

 

As Horas

Lançado em 2022 e logo se tornando um sucesso trazendo para a tela três interpretações memoráveis (Julianne Moore, Nicole Kidman e Meryl Streep), As Horas nos conta um dia na história de três mulheres em linhas temporais diferentes que de alguma forma possuem um elo através da obra Mrs. Dalloway, da escritora britânica Virginia Woolf.

 

Welcome to Me

Na trama, conhecemos a peculiar Alice Klieg (Kristen Wiig), uma mulher de meia idade com um transtorno de personalidade evidente, que por acaso acaba ganhando na loteria norte-americana e decide apostar todas suas fichas investindo em um programa de televisão que fala sobre sua vida, suas memórias e situações que já vivenciou. A partir dessa opção, acaba se tornando obsessiva em ser famosa e acaba se distanciando ainda mais de todos os que a cercavam.

 

Sete Dias com Marilyn

A história gira em torno de Colin Clark (interpretado por Eddie Redmayne) e somos guiados pela narrativa dele. Simpático personagem, aspirante à diretor, que vem de uma família de pessoas bem sucedidas em outras áreas. Após lutar para entrar na indústria cinematográfica, consegue sua grande chance na carreira ao participar da produção do novo filme de Lawrence Oliver que tem, nada mais nada menos, Marilyn Monroe (a grande musa da época) como protagonista. Com o passar dos dias, nas gravações, se aproxima da atriz e começa a desenvolver uma paixão gigante pela loira dos olhos azuis, que aos 30 anos passa por uma fase conturbada em sua vida pessoal.

 

A Novata

Na trama, conhecemos Alex (Isabelle Fuhrman), uma caloura de uma faculdade que se junta à equipe de remo da instituição. Sem ter muitos amigos e sozinha com o seu pensar em muitos momentos acaba entrando em desequilíbrio quando o exaustivo treinamento domina a vida dela que em busca de uma perfeição nos movimentos se vê em uma estrada em linha reta rumo ao desespero não sobrando espaço para mais nada.

 

Gia – Fama e Destruição

Protagonizado por Angelina Jolie e lançado no final da década de 90, o drama Gia – Fama e Destruição conta um recorte na vida da modelo norte-americana Gia Carangi, uma jovem que embarca para Nova York, conquista seu lugar no disputado universo da moda e logo enfrenta um enorme declínio na vida profissional e pessoal.

 

Atração Fatal

Dirigido pelo cineasta britânico Adrian Lyne, em Atração Fatal acompanhamos a história de um advogado casado que acaba traindo sua esposa com uma mulher. Quando resolve terminar de vez esse caso, a mulher não aceita ser rejeitada e passa a infernizar sua vida e a de sua família. O projeto é baseado no curta-metragem Diversion de James Dearden.

 

‘Westworld’ | Trailer da 2ª Temporada direto da SDCC

O trailer da segunda temporada da elogiadíssima Westworld foi divulgado hoje na Comic Con. Assista abaixo.

Westworld é baseada no filme homônimo da década de 1970, mas conseguiu ir além da obra original em todos os sentidos.

O painel da série na SDCC contou com os criadores Jonathan Nolan e Lisa Joy, além de grande parte dos membros do elenco, como Ben Barnes (Logan), Ingrid Bolsø Berdal (Armistice), Ed Harris (Homem de Preto), Luke Hemsworth (Stubbs), James Marsden (Teddy), Thandie Newton (Maeve), Simon Quarterman (Lee Sizemore), Rodrigo Santoro (Hector), Angela Sarafyan (Clementine), Jimmi Simpson (William), Tessa Thompson (Charlotte), Evan Rachel Wood (Dolores), Shannon Woodward (Elsie) e Jeffrey Wright (Bernard/Arnold).

A 2ª Temporada de Westworld vai ao ar na HBO em 2018. Fique ligado no CinePOP para novidades.

10 Filmes para Assistir em 2024 na Netflix

A toda poderosa dos streamings, a netflix, sempre surpreende o público com as mais diversas produções cinematográficas a cada ano. Em 2024, um leque de interessantes produções já estão confirmadas. Abaixo, segue uma lista com alguns desses filmes que já estão gerando ansiedade nos cinéfilos:

 

His Three Daughters

Escrito e dirigido pelo cineasta nova iorquino Azazel Jacobs, o drama His Three Daughters (ainda sem título em português) nos mostrará os conflitos de uma família, focado em três irmãs após o pai delas ter um problema de saúde. No elenco principal, as atrizes: Natasha Lyonne, Elizabeth Olsen e Carrie Coon.

 

O Astronauta

Nova produção protagonizada por Adam Sandler, baseado no romance Spaceman of Bohemia do escritor Jaroslav Kalfar, O Astronauta nos mostrará a saga do astronauta tcheco Jakub Procházka (Adam Sandler) que embarca em autodescobertas em uma viagem solitária para o planeta vênus onde logo pensamentos sobre seu casamento e os desdobramentos dele quando voltar à terra tomam sua atenção.

 

A Family Affair

Protagonizado por Nicole Kidman e Zac Efron, essa comédia romântica nos mostrará os desenrolares de conflitos para alguns personagens após o surgimento de um romance inesperado.

 

A Grande Entrevista

Dirigido pelo cineasta libanês Philip Martin, em A Grande Entrevista vamos acompanhar os bastidores da famosa entrevista do príncipe Andrew para o programa de televisão Newsnight.

 

Rebel Moon – Parte 2: A Marcadora De Cicatrizes

Nessa continuação do filme lançado ano passado, voltaremos a encontrar os personagens da primeira parte dessa história inspirada na lendária obra-prima Os Sete Samurais do inesquecível cineasta japonês Akira Kurosawa. Fruto da mente do competente Zack Snyder, o que era para ser mais um capítulo na interminável linha do tempo da franquia Star Wars acaba virando o início de uma jornada onde a honra é um pilar constante durante toda a narrativa.

 

O Poço 2

No início do mês de maio do ano passado, a Netflix surpreendeu a todos com a confirmação da sequência da produção espanhola O Poço que inclusive já está em andamento e tem no elenco, confirmados: Milena Smit (a Ana de Mães Paralelas) e Hovik Keuchkerian (O Bogotá de La Casa de Papel). A direção é assinada novamente pelo cineasta espanhol Galder Gaztelu-Urrutia. Mas o que podemos esperar dessa nova história? Ainda não há grandes detalhes.

 

Woman of the Hour

Ainda sem título em português, Woman of the Hour, ambientada em uma Los Angeles na década de 70 e baseada em fatos reais, nos mostrará a história de um serial killer e uma atriz que acabam se encontrando em um programa de televisão. Esse é o primeiro trabalho na direção da atriz indicada ao Oscar Anna Kendrick.

 

Lonely Planet

Escrito e dirigido pelo cineasta indicada ao Oscar Susannah Grant, em Lonely Planet acompanharemos a história de uma escritora que durante um retiro no Marrocos acaba conhecendo um jovem que foi acompanhar a namorada no mesmo lugar. Logo uma relação se estabelece, mudando a vida dos dois. No elenco: Laura Dern e Liam Hemsworth.

 

A Sociedade da Neve

Comer para viver. Outubro de 1972. Um lugar inóspito. 45 pessoas sofrendo as consequências de uma tragédia podendo contar apenas uns com os outros. Chegou nesse início de janeiro no catálogo da Netflix mais uma obra que busca seu recorte sobre uma dolorosa história já vista em dois longas-metragens de ficção e outros dois documentários, a mais famosa tragédia com um avião na Cordilheira dos Andes. Adaptação de um livro homônimo escrito por Pablo Vierci e dirigido pelo ótimo cineasta espanhol J.A. Bayona, A Sociedade da Neve é uma angustiante jornada onde relações humanas são colocadas em xeque, uma nova sociedade surgindo a partir dos fatos impostos por uma situação desumana onde os métodos de sobrevivência variam em sua forma de pensar.

 

Um Tira da Pesada 4: Axel Foley

Quase quatro décadas depois, o quarto filme da franquia sairá esse ano com o retorno de grande parte do elenco original, incluindo o astro Eddie Murphy. Na trama, vamos acompanhar o protagonista Axel em busca de soluções contra uma conspiração que envolve também uma ameaça a sua filha.

 

‘Dunkirk’ no topo e ‘Valerian’ estreia mal nas bilheterias norte-americanas

Dunkirk, drama de guerra de Christopher Nolan, como estimado pelos especialistas se tornou sucesso de público. Com uma abertura de mais de US$50 milhões, o novo filme de Nolan superou em bilheteria seu último trabalho, a ficção científica Interestelar (2014) – que abriu com pouco mais de US$40 milhões. Dunkirk tem 92% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, fazendo do longa um sucesso.

Outra grande estreia não teve tanta sorte. Valerian e as Cidade dos Mil Planetas, protagonizado por Dane DeHaan e a modelo Cara Delevingne, é o novo filme do cineasta francês Luc Besson. A ficção científica remete a um dos filmes mais cultuados do diretor, O Quinto Elemento (1997). Valerian, no entanto, não teve o mesmo sucesso do colega de gênero. O filme estreou em quinta posição no ranking das bilheterias, com um pouco mais de US$17 milhões e tem 54% de aprovação da imprensa, bem na metade dividindo opiniões. Confira abaixo o ranking completo das bilheterias EUA.

01 – Dunkirk – US$ 50,500
02 – Girls Trip – US$30, 370
03 – Homem-Aranha: De Volta ao Lar – US$22,010
04 – Planeta dos Macacos: A Guerra – US$20,400
05 – Valerian e a Cidade dos Mil Planetas – US$17,020
06 – Meu Malvado Favorito 3 – US$12,714
07 – Em Ritmo de Fuga – US$6,000
08 – The Big Sick – US$5,000
09 – Mulher Maravilha – US$4,630
10 – 7 Desejos – US$2,477

Fique ligado no CinePOP para novidades sobre o mundo da sétima arte.

10 Atuações BRILHANTES Premiadas com o Oscar

Em época próxima a badalada cerimônia do prêmio mais importante da indústria cinematográfica, sempre relembramos alguns dos premiados. Nessa matéria, vamos listar 10 atuações brilhantes premiadas com o Oscar:

 

Louise Fletcher em Um Estranho no Ninho

Na trama, conhecemos R.P. McMurphy (Jack Nicholson), um criminoso de 38 anos de idade chegando em uma clínica psiquiátrica para ser analisado se é um doente mental ou não. Aos poucos, o protagonista começa a quebrar as regras e as rotinas do lugar, se aproxima de outros pacientes colocando forte influência e novas ideias do viver ali, fato que o leva a um confronto com a cruel enfermeira Ratched (Louise Fletcher).

 

Tom Hanks em Filadélfia

Na trama, conhecemos Andrew Beckett (Tom Hanks), um brilhante advogado, homossexual, que vem crescendo na poderosa empresa onde trabalha. Quando ele é demitido de forma surpreendente por conta da descoberta pela empresa que ele possui AIDS, Andrew resolve processá-los e para isso contrata Joe (Denzel Washington), um advogado, homofóbico, que é o único que aceita o caso.

 

Cher por Feitiço da Lua

Na trama, conhecemos Loretta (Cher), uma contadora, descendente de italianos, que mora com os pais em uma grande casa após o falecimento precoce do marido. Sem muitas felicidades na vida e vivendo um cotidiano agitado com seu trabalho, em uma noite de jantar acaba ficando noiva de Johnny Cammareri (Danny Aiello). Só que alguns dias passam e algo diferente acontece, Loretta acaba conhecendo Ronny (Nicolas Cage), irmão de Johnny (que não falava com irmão fazia cinco anos), um padeiro sem parte da mão esquerda, e se apaixonada perdidamente.

 

Anthony Hopkins em O Silêncio dos Inocentes

Baseado no livro homônimo publicado em 1988 por Thomas Harris, no início da década de 90 chegaria aos cinemas um filme que ficaria pra sempre na memória de muitos cinéfilos: O Silêncio dos Inocentes. Nele vemos um duelo repleto de tensão entre um médico, altamente narcisista, violento, canibal e uma agente do FBI que precisa da ajuda dele para chegar a um assassino.

 

Kathy Bates em Louca Obsessão

Na trama, acompanhamos um pacato escritor de sucesso chamado Paul Sheldon (James Caan) que está prestes a entregar a primeira e única cópia de seu mais novo livro. No seu processo de escrever, ele sempre vai para uma cabana numa região gelada do estado do Colorado. Saindo desse lugar rumo ao encontro com sua editora, ele acaba sofrendo um grave acidente. Ele acorda em uma casa onde mora Annie (Kathy Bates) uma enfermeira super fã do escritor que viu o acidente e o ajudou. Nos primeiros dias de recuperação Paul acha que tirou a sorte grande mas aos poucos vai entendendo que se meteu em uma grande enrascada e precisa encontrar soluções para fugir daquele lugar.

 

Nicolas Cage em Despedida em Las Vegas

Na trama, conhecemos o roteirista, alcóolatra Ben (Nicolas Cage), um homem completamente perdido, sem amigos, que gera pena nos outros, completamente entregue ao vício que possui. Quando ele é demitido, saca todo dinheiro que tem, paga o cartão de crédito e resolve desistir do mundo, bebendo até morrer, em Las Vegas. Após um quase atropelamento, acaba conhecendo a prostituta Sera (Elisabeth Shue), uma sofrida jovem que é bastante maltratada pelo canalha Yuri (Julian Sands). Após um começo conturbado, Ben e Sera descobrirão que precisam mais um do outro do que imaginavam.

 

Frances Mcdormand em Três Anúncios para um Crime

Na trama, conhecemos Mildred (Frances McDormand), uma mulher de idade quase avançada que trabalha em uma lojinha e recentemente perdeu sua filha de maneira aterrorizante. Tentando pressionar as autoridades que a sete meses não conseguem ter uma única pista do assassino, resolve publicar em três outdores em sequência uma mensagem para a polícia, principalmente para o chefe da delegacia Willoughby (Woody Harrelson), esse que está com um câncer terminal. Assim, tentando descobrir novas pistas sobre o ocorrido e pressionando cada vez mais os policiais, Mildred divide opiniões na cidade onde tudo ocorre.

 

Joaquin Phoenix em Coringa

Na trama, ambientada na década de 80 na famosa Gotham City, conhecemos o jovem Arthur (Joaquin Phoenix), um trabalhador norte-americano que entre alguns bicos faz parte de uma empresa que seleciona palhaços para campanhas publicitárias de ruas e eventos pela cidade. Ele mora com sua mãe debilitada em um apartamento em uma zona violenta de Gotham e passa seus dias entre suas escritas para futuros stand up comedies e assistindo a um famoso programa de televisão (Talk Show) apresentado por Murray Franklin (Robert de Niro). Após ser ridicularizado, uma série de acontecimentos acabam despertando nele uma fúria incontrolável e ele começa sua trajetória de loucura transformando caoticamente para sempre sua cidade.

 

Emma Stone em La La Land: Cantando Estações

Na trama, ambientada em Los Angeles, conhecemos o pianista Sebastian (Ryan Gosling), um amante do Jazz que vive buscando seu espaço em meio a mudanças constantes que a vida coloca em seu caminho. Rabugento e completamente sozinho, de maneira inusitada, acaba conhecendo a sonhadora Mia (Emma Stone), uma jovem que partiu para Los Angeles para buscar a difícil carreira de atriz mas que hoje trabalha em uma espécie de Starbucks dentro de um famoso Estúdio de gravações de filmes. Logo o amor entre os pombinhos acontece e, entre as estações do ano, precisarão compreender como é viver a vida a dois e o tamanho que o sonho de cada um tem na vida do outro.

 

Brendan Fraser em A Baleia

Na trama, conhecemos Charlie (Brendan Fraser), um professor que trabalha home office dando aulas online para alunos de um curso de escrita. Esse personagem é amargurado, com fortes problemas emocionais muitos desses causados por um forte perda no seu passado. Ele se encontra com quase 300 quilos, com grandes dificuldades de locomoção, e parece entregue, sem querer ajuda de hospitais ou médicos especializados. Sua única companhia é a enfermeira, e ex-cunhada, Liz (Hong Chau), talvez a única pessoa que ele escute nessa fase final da vida. Durante essa jornada que marca o provável desfecho de sua trajetória, outros personagens começam a entrar em seus dias, como o enigmático e vinculado a uma religião Thomas (Ty Simpkins), sua ex-esposa Mary (Samantha Morton) e principalmente sua filha Ellie (Sadie Sink). Com essa última, Charlie se esforça para resolver a complicada relação de pai e filha.

Crítica | Como se Tornar um Conquistador – comédia agradável e despretensiosa

Meu Sangue Latinoooo

A comédia, assim como todos os gêneros cinematográficos, precisou e evoluiu com os tempos. Desta forma, novas vertentes foram criadas, dando início a subgêneros, como os da comédia ácida, humor negro, escatologia e o escracho. Raros são os exemplos de comédias ainda confeccionadas à moda antiga, com certa ingenuidade, bom coração e quase longe da esperteza do mundo cínico atual. De vez em quando recebemos tais exemplares. É o caso deste Como se Tornar um Conquistador.

O roteiro escrito por Jon Zack (Nota Máxima, 2004) e pelo estreante Chris Spain marca o debute na direção de longas do ator / humorista Ken Marino. Juntos, eles entregam um filme de gênero agradável, que comenta sobre a visão do estereótipo latino, ao mesmo tempo em que narra uma história inocente de amadurecimento, cativante e identificável para o grande público.

Na trama, Maximo era apenas um menino quando precisou lidar com a morte do pai, o que interpretou como a nocividade de uma vida dedicada ao trabalho, já que o sujeito morreu num acidente de trânsito, conduzindo um grande caminhão. Desta forma, a única opção para ele foi a vida fácil. Maximo se tornou um “jogador”, usando todo o seu charme e enfatizando o sex appeal que o mundo imagina dos latinos. O objetivo do jovem Maximo é arranjar uma “coroa” endinheirada para viver confortavelmente e nunca se preocupar com trabalho.

Dito e feito, muitos anos passam, e a vida de rei do mexicano têm um fim. Seu recomeço e crescimento pessoal têm início, no entanto, na grande reviravolta no roteiro. A jornada do protagonista será tortuosa e ele precisará se reconectar com a irmã, papel do nome mais conhecido do elenco, a mexicana Salma Hayek, a quem havia abandonado desde que adquiriu o novo status, e em especial o sobrinho, papel de Raphael Alejandro.

A estrutura de Como se Tornar um Conquistador remete à de filmes sobre a relação de um adulto com uma criança, um molde que se mostrou muito eficiente ao longo dos anos.  Um bom exemplo recente desta fórmula é Um Grande Garoto (2002), filme com Hugh Grant. Em ambos os filmes, um sujeito imaturo e sem responsabilidades irá passar por sua prova de fogo e se renovar perante sua forma de viver. A figura da criança, quase angelical, nestes casos serve como a voz da consciência adormecida, tirando o protagonista da dormência emocional e servindo-lhe de doses humanas em abundância. É o espelho do fenômeno que dizem que todo homem passa, uma vez que se torne pai.

O ator mexicano Eugenio Derbez é um celebrado artista em seu país, desempenhando funções de produtor, roteirista e diretor, além, é claro, de suas aparições frente às telas. Em Hollywood, o ator também já circula há tempos, embora se encaixe na categoria dos que não sabemos exatamente aonde vimos. Seu trabalho anterior, por exemplo, foi Sandy Wexler, produção original Netflix, protagonizada por Adam Sandler.  Derbez brinca com o tipo e entrega uma caricatura engraçada, mas por vezes beirando o exagero.

Veteranos que marcaram época em suas respectivas gerações também dão as caras, resgatados do ostracismo, e entregam performances satisfatórias, vide a musa exuberante Raquel Welch e ,em especial, Rob Lowe.

Apesar da boa ideia e do coração no lugar, falta uma pegada mais forte em Como se Tornar um Conquistador. Justamente esta mescla de inocência com um humor, em momentos, um pouco mais escrachado não encontra uma sintonia tão afinada. O longa deixa a desejar em sua parte dramática e não se arremessa totalmente na ardência de uma sátira corajosa. Termina como café com leite no que poderia ser uma elaborada refeição. No lado positivo, não ofende a inteligência do público, como muitas comédias descerebradas fazem, e nas notas que tenta – em especial no humor mais ousado – acerta quase todas.

Crítica | O Menino e a Garça – Hayao Miyazaki continua sendo uma INDESTRUTÍVEL ponte com nosso sonhar

Um novo começo numa aventura repleta de possibilidades. De volta aos longas-metragens de animação após uma década, o genial cineasta Hayao Miyazaki, co-fundador do Studio Ghibli, mais uma vez transforma a realidade em fantasia com um recheio repleto de camadas que nos levam a metáforas sobre a amizade, a dor, o luto, onde portas vão se abrindo e escolhas surgindo.

Um mundo mágico, onde quase tudo também é possível repleto de enigmáticos personagens que vão gerar diversas interpretações, é o palco de O Menino e a Garça, indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2024.

Na trama, ambientada no Japão em tempos de Segunda Guerra Mundial, conhecemos Mahito, um jovem que perde a mãe muito cedo em uma tragédia por conta dessa terrível guerra. Tempos depois ele se muda com o pai para uma enorme propriedade na zona rural japonesa onde tem o primeiro contato com a nova madrasta. Essa última de quem não consegue se aproximar por achar que ela está roubando o lugar de sua mãe. Desbravando a extensa propriedade que é seu novo lar, acaba descobrindo um lugar que logo se mostra uma espécie de portal.

Quando sua madrasta some, o protagonista embarca na sua aventura indo até esse lugar mágico junto com uma curiosa garça e lá o confronto com um universo de situações que ele jamais imaginaria encontrar se mostra à sua frente.

Primeiro filme de animação da história a ser o escolhido para a abertura no prestigiado Festival de Toronto, O Menino e Garça apresenta em seu primeiro ato um detalhismo minucioso sobre o contexto de uma época de tensão em um Japão consumido pela guerra, fato que causou uma série de consequências para seus habitantes.

Dentro desse contexto, que é bastante representativo pela proximidade do protagonista com a situação já que o pai é um projetista de peças de combate, a narrativa com um dinamismo próprio começa sua poesia quase enigmática a partir desse personagem principal nas dores do luto e com a inconsequência sendo uma constante.

Ao longo das suas duas horas de projeção, a jornada do herói é muito bem estabelecida com embates sendo refletidos nas ações o que impulsiona a narrativa para um ritmo intenso onde não conseguimos desgrudar os olhos da tela. Conflitos familiares viram molas propulsoras para um choque com a realidade, um lugar comum na trajetória de todos nós, onde erramos e acertamos mas nunca deixamos de ter elementos ao nosso redor que nos posicionam em zonas de equilíbrio.

O projeto, todo desenhado a mão, que demorou cerca de sete anos para ficar pronto, com Miyazaki trabalhando cerca de um minuto do filme por mês, possui um engenhoso roteiro que recheia a tela com personificações que traduzem o abstrato dos sentimentos. As leituras dos curiosos personagens serão diversas, é um show de criatividade, fruto da mente de um gênio, já na casa dos 80 anos, que pode ter nesse trabalho sua última assinatura.

Um dos filmes mais caros produzidos no Japão, O Menino e a Garça é um forte favorito a ganhar o Oscar de Melhor Animação, o que seria a segunda conquista de diretor (em 2003, venceu pelo inesquecível A Viagem de Chihiro). Colocando os sonhos no papel sem esquecer de fatos que marcaram a trajetória de seu país, Hayao Miyazaki continua sendo uma indestrutível ponte com nosso sonhar.

Por Onde Andam… os atores de ‘American Pie’

Uma questão que constantemente permeia o pensamento de muitos cinéfilos pelo mundo é: por onde anda o elenco daquele filme que adoram? E as respostas podem ser as mais variadas.

Pensando nisso, nós aqui no CinePOP decidimos responder tais dilemas intrigantes para você, nosso caro leitor e razão de ser. Para este novo texto, decidimos revisitar um dos grandes neoclássicos do besteirol adolescente, saído de uma época na qual o politicamente correto ainda não havia colocado as mãos. Então preparem-se para muito escracho, escatologia, sexo com tortas e todo tipo de vulgaridade – tudo, no entanto, da melhor qualidade – porque aqui vai o Por Onde Andam… ‘American Pie’.

Confira também nossas edições passadas da coluna Por Onde Andam:

As Patricinhas de Beverly Hills | Clube dos Cinco | Supergirl – O Filme (1984) | A Múmia (1999)

Jason Biggs (Jim Levenstein)

Sucesso surpresa do verão norte-americano de 1999, American Pie rendeu duas continuações imediatas (2001 e 2003) e uma quarta parte tardia (2012). Jason Biggs protagonizou todos na pele do atrapalhado Jim. A comédia colocou seu nome no mapa e o ator tentou emplacar em outros filmes do gênero na mesma época, sem o mesmo sucesso, vide Amor ou Amizade (2000), O Otário (2000) e Mulher Infernal (2001). Mesmo assim, teve como ponto alto no currículo o trabalho ao lado da lenda Woody Allen, em Igual a Tudo na Vida (2003), no qual personifica o próprio cineasta. Fora isso, dublou Leonardo na série animada das Tartarugas Ninja (2012 – 2014). Atualmente, Biggs pode ser visto como Larry Bloom no sucesso da Netflix, Orange is the New Black (2013 – 2017).

Alyson Hannigan (Michelle Flaherty)

Antes de ser a “depravada” flautista Michelle, a jovem Alyson Hannigan já era bem conhecida do público adolescente por seu desempenho como Willow Rosenberg na cultuada série Buffy: A Caça-Vampiros (1997 – 2003). A atriz também participou de todos os filmes da franquia American Pie lançados para o cinema. Mais recentemente, emplacou de novo em um programa de sucesso, na pele de Lily Aldrin em Como Eu Conheci Sua Mãe (How I Met Your Mother, 2005 – 2014), enaltecido pelos fãs como substituto de Friends (1994 – 2004).

Chris Klein (Chis ‘Oz’ Ostreicher)

Com o sucesso de seus dois primeiros filmes, American Pie e Eleição (de Alexander Payne), ambos de 1999, o galã Chris Klein foi um dos que se achou grande demais para voltar em continuações. Na onda do sucesso do primeiro filme, o ator protagonizou Seu Amor, Meu Destino (2000) e Diga que Não é Verdade (2001), e após o segundo, Rollerball (2002) e Fomos Heróis (2002). Embora os filmes não tenham sido campeões de bilheteria e crítica, Klein já não se via mais como o “pegador” regenerado Oz dos filmes adolescentes, e por isso ficou de fora do terceiro. Infelizmente, não podemos dizer que a carreira do ator tenha ido longe. Motivo que o levou a aceitar a volta como Oz dez anos depois em American Pie: O Reencontro (2012). Atualmente, o ator terminou as filmagens de The Competition (em fase de pós-produção), no qual protagoniza ao lado de Thora Birch, outra jovem atriz que atingiu seu ápice no final dos anos 1990 – com Beleza Americana.

Mena Suvari (Heather)

Por falar em Beleza Americana (1999), Mena Suvaria participou do filme vencedor do Oscar na pele da tentadora melhor amiga de Birch, que seduz seu pai (Kevin Spacey). Curiosamente, no currículo de Suvari o ano de 1999 ficou marcado como seu auge, em produções que levavam a palavra American no título: além de American Pie e American Beauty (título original de Beleza Americana), a atriz também estrelou American Virgin – este bem menos conhecido. Suvari depois esteve no fracasso O Otário (2000), ao lado do companheiro de Pie, Jason Biggs, e até que emplacou em filmes de maior prestígio, vide Domino: A Caçadora de Recompensas (2005), de Tony Scott, Dizem Por Aí… (2005), de Rob Reiner, e Uma Garota Irresistível (2006), biografia da It Girl, Edie Sedgwick. Assim como Klein, e porque fazia seu par (a doce Heather), Suvari não esteve em American Pie: O Casamento (2003), mas voltou em 2012 para o quarto exemplar. Atualmente, a atriz dubla a série animada Clarêncio – O Otimista (2014 – 2017) e irá protagonizar este ano, ao lado de outro rebento dos 90´s, Alicia Silverstone, a série American Woman (olha o American aí de novo), sobre mães solteiras criando seus filhos.

Thomas Ian Nicholas (Kevin Myers)

Nicholas foi um ator mirim, em filmes como Sonho de Campeão (Rookie of the Year, 1993) e Um Garoto na Corte do Rei Arthur (1995). Após a participação no primeiro filme da franquia, apareceu na sexta e última temporada de O Quinteto (Party of Five). Depois do segundo American Pie, foi uma das vítimas do maníaco Michael Myers em Halloween: Ressurreição (2002), último da franquia oficial. Nicholas é outro membro do elenco que participou de todos os filmes da série lançados no cinema. Em 2014, esteve na série Red Band Society, que durou apenas uma temporada. No ano seguinte interpretou Walt Disney no filme Walt Antes de Mickey. O ator também estará em Zeroville, novo filme dirigido e protagonizado por James Franco, em fase de pós-produção, que conta com Megan Fox e Will Ferrell, entre outros, no elenco.

Tara Reid (Victoria ‘Vicky’ Lathum)

Pobre Tara Reid. Problemas com drogas e alcoolismo jogaram a promissora jovem atriz no fundo do poço. Ela é como a Lindsay Lohan menos famosa, para sentirmos o peso da desgraça. Os problemas da vida pessoal começaram a acarretar em sua profissão e Reid virou uma paródia de si mesmo. Nem sempre foi assim, e a atriz tinha um caminho brilhante em seu início de carreira, com filmes como O Grande Lebowski (1998), dos irmãos Coen, o terror Lenda Urbana (1998) e o drama sensação Segundas Intenções (1999). Reid também esteve em Dr. T e as Mulheres (2000), de Robert Altman, na adaptação do famoso desenho Josie e as Gatinhas (2001), O Dono da Festa (2002), com Ryan Reynolds, e A Filha do Chefe (2003), com Ashton Kutcher. A atriz não retornou para a terceira parte da franquia American Pie (2003), mas não hesitou em aceitar a participação na quarta (2012). Hoje, Reid é conhecida como April Wexler, da franquia mega ultra trash Sharknado, que virou fenômeno pop e já está em seu quinto exemplar.

Eddie Kaye Thomas (Paul Finch)

Thomas é outro que retornou para todas as sequências lançadas no cinema. Seu papel na série é um dos mais engraçados, levando em conta que ao final do primeiro longa, ele termina fazendo sexo com a mãe de seu maior rival, Stiffler. Na época do segundo filme, protagonizou a série cômica Off Centre, que durou apenas duas temporadas. Atualmente, Thomas participa da série de espionagem e humor Scorpion, já em sua quarta temporada, e dubla há mais de dez anos a série animada American Dad, dos mesmos criadores de Uma Família da Pesada, de Seth MacFarlane.

Sean William Scott (Steve Stiffler)

Numa série na qual a comédia vem em primeiro lugar e onde todos os personagens tem seus momentos humorísticos chave, um em especial conseguiu roubar a cena devido a seu charme grosseiro. Stiffler é aquele tipo de personagem que a princípio odiamos, mas depois aprendemos a amar. Scott talvez tenha sido o membro do elenco que mais projeção obteve após o estouro do primeiro filme. Na esteira vieram participações em Premonição (2000), Caindo na Estrada (2000) e Cara, Cadê Meu Carro? (2000). Depois, com os outros filmes, trabalhou em Evolução (2001), O Monge à Prova de Balas (2003), Bem-Vindo à Selva (2003), Os Gatões (2005) e Southland Tales: O Fim do Mundo (2007). Scott também entrou para o time de dubladores dos longas em animação A Era do Gelo, desde o segundo exemplar, dando voz ao personagem Crash e se manteve por todas as continuações e derivados para vídeo. Além disso, participou da comédia cult sobre hóquei no gelo Os Brutamontes (2012), que este ano ganhou continuação, novamente protagonizada pelo ator.

Shannon Elizabeth (Nadia)

A bela Shannon Elizabeth marcou os sonhos de muitos marmanjos da época na pele da aluna de intercâmbio Nadia. Na vida real, na mesma época do lançamento do filme, a atriz havia posado para a revista masculina Playboy. Entre os trabalhos mais conhecidos da moça na época estão Todo Mundo em Pânico (2000), O Império do Besteirol Contra-Ataca (2001), 13 Fantasmas (2001), Amaldiçoados (2005), e sua participação em That 70´s Show, num total de 9 episódios ao longo de 2003 a 2005. Em 2016, Elizabeth esteve no infantil Gibby e no drama esportivo Swing Away, no qual interpreta uma jogadora de golfe.

Eugene Levy (Pai do Jim)

Além de todos os filmes lançados no cinema, três filmes foram produzidos direto para vídeo e lançados no período de 2005 a 2007, um por ano. Eugene Levy foi o único ator da franquia a aparecer em todos os filmes – tanto os do cinema quanto os de vídeo. Levy já era um ator estabelecido, desde a década de 1980, quando participou de American Pie, tendo aparecido em Férias Frustradas (1983) e Splash: Uma Sereia em minha Vida (1984). Recentemente, Levy dublou o personagem Charlie na sequência Procurando Dory (2016), da Disney / Pixar. Fora isso, o ator está na série de comédia Schitt´s Creek, que já dura três temporadas, e da qual ele é criador.

Natasha Lyonne (Jessica)

Jessica é a voz da consciência em American Pie. A personagem destinada a dar conselhos sobre o que os colegas devem fazer ou como devem agir perante certas situações. Vem dela a célebre frase: “não é a decolagem de um foguete, é apenas sexo”, frase proferida para a colega Vicky, quando esta dizia o quanto tudo tinha que estar perfeito em sua primeira noite. Lyonne começou a carreira ainda criança, e um de seus primeiros trabalhos foi em Dennis, o Pimentinha (1993). Na fase adolescente, a atriz ficou associada a filmes independentes norte-americanos. Atualmente, Lyonne pode ser vista na pele de Nicky Nichols na série sensação Orange is the New Black, da Netflix.

Jennifer Coolidge (Mãe do Stiffler)

Ao lado do pai de Jim, a mãe de Stiffler roubou a cena num filme tipicamente de jovens. A famosa (e talvez primeira) MILF do cinema (bem, procure o termo, que talvez precise ser exterminado nos tempos corretos de hoje) é uma lenda entre os rapazes do colégio por ser, por falta de um termo melhor, uma “coroa enxuta”. No desfecho do primeiro longa, o encontro da sedutora veterana com o desafeto de seu filho, o retraído Paul Finch, entraria para os anais desta franquia. Coolidge começou a carreira na década de 1990, e tem no currículo outro sucesso jovem, Legalmente Loira (2001). Atualmente, interpreta Sophie Kachinsky na série da CBS, Duas Garotas em Apuros (2 Broke Girls), no Brasil exibida no Warner Channel. Coolidge também dublará na animação da Sony, Emoji: O Filme, no papel de Mary Meh.

Chris Owen (Chuck ‘Sherminator’ Sherman)

Sherminator, como o nome diz, é um dos nerds coadjuvantes de American Pie que acabou roubando os holofotes e se tornou cult. Seu apelido veio do fato de suas cantadas nas garotas serem frases de efeito do clássico O Exterminador do Futuro (1984). Owen é o eterno coadjuvante e um de seus trabalhos recentes mais marcantes foi em O Nevoeiro (2007), baseado no livro de Stephen King, que acaba de virar uma série, estrando este mês no Netflix. No terror, ele interpreta um jovem funcionário do mercado, que encontra um destino horrível na entrada dos fundos da loja. Atualmente, Owen filma o terror The Epidemic, sobre um meteorito que colide com a Terra, espalhando uma praga que atinge uma cidadezinha, transformando a população em zumbis.

Paul Weitz e Chris Weitz (diretores)

Devido às regras do Sindicato de Diretores nos EUA, Chris Weitz não foi creditado, embora tenha dirigido o longa ao lado do irmão. Seja como for, American Pie foi o filme de estreia da dupla, que logo após, por motivos óbvios, seguiram seus caminhos distintos. Paul, o creditado, mesclou comédias de pouco sucesso, vide O Céu Pode Esperar (2001), Em Boa Companhia (2004), Tudo pela Fama (2006), Aprendiz de Vampiro (2009) e A Seleção (2013), com dramas intensos e elogiados, como A Família Flynn (2012) e Aprendendo com a Vovó (2015). Seu filme de maior prestígio é Um Grande Garoto (2002). Recentemente, dirigiu episódios da série de sucesso Mozart in the Jungle. Seu novo filme, o suspense dramático Bel Canto, protagonizado por Julianne Moore, está em fase de pós-produção.

Chris Weitz, o não creditado, codirigiu O Céu Pode Esperar (2001) e Um Grande Garoto (2002), após mudanças nas regras do sindicato. Sozinho, entregou superproduções como A Bússola de Ouro (2007) e A Saga Crepúsculo: Lua Nova (2009). Seu último trabalho lançado foi o drama intimista Uma Vida Melhor (2011), indicado ao Oscar de melhor ator (Demián Bichir). Atualmente, trabalha em Operation Finale, drama de guerra sobre um grupo designado a caçar um criminoso nazista. O filme é protagonizado por Oscar Isaac e Ben Kingsley e está em fase de pré-produção.

10 grandes filmes com Paul Giamatti, um dos favoritos a levar o Oscar 2024

Filho de um casal de professores, o excelente ator Paul Giamatti nasceu na cidade costeira de New Haven, em Connecticut. Bacharel em inglês e de mestre em artes plásticas pela Yale School of Drama, Paul iniciou sua carreira nos cinemas no início da década de 90 no filme Sombras da Noite dirigido pela cineasta Jan Eliasberg.

Ao longo da carreira, o artista indicado ao Oscar esse ano nos presenteou com personagens intrigantes com muitos conflitos. Para relembrarmos alguns desses, segue abaixo uma lista:

 

Os Rejeitados

Na trama, ambientada no início da década de 70, conhecemos Paul (Paul Giamatti), um exigente, até mesmo rabugento, professor de história das civilizações antigas que se dedicou toda sua vida lecionando em Barton, um colégio internato de grande prestígio na região da nova Inglaterra. Perto das comemorações de natal, ele fica responsável por alguns alunos que não visitarão as famílias e ficarão nesse lugar. Assim, acaba tendo seu destino cruzado com um dos alunos, Angus Tully (Dominic Sessa), um jovem que se mete em muitos problemas desde que sua mãe iniciou uma nova família, e também com a cozinheira do lugar, Mary (Da’Vine Joy Randolph), uma mãe com uma enorme perda recente.

 

Sideways – Entre Umas e Outras

Na trama, conhecemos aos amigos, desde os tempos de faculdade, Miles (Paul Giamatti) e Jack (Thomas Haden Church). O primeiro, um professor de inglês, divorciado faz dois anos, parece embolado em uma melancolia não conseguindo ser um sucesso como escritor. O segundo, um inconsequente ator, longe do estrelato, que vai se casar em breve. Pensando em sair por alguns dias antes do dia do casamento de Jack, rumam para uma viagem, um verdadeiro tour pelas vinícolas de uma região norte-americana. O destino deles acaba cruzando com as amigas Maya (Virginia Madsen) e Stephanie (Sandra Oh), a primeira uma garçonete recém divorciada que está terminando seus estudos na faculdade e a segunda uma mãe solteira que trabalha em um bar. Essa viagem e esse encontro vai mudar para sempre a maneira como lidam com suas vidas.

 

Duets – Vem Cantar Comigo

Na trama, conhecemos algumas pessoas que de alguma forma tem a música em seu campo intercessor. Conhecemos o cantor e malandro Ricky (Huey Lewis), um experiente artista que roda os Estados Unidos aplicando golpes em apostas musicais que acaba descobrindo em uma dessas paradas que tem uma filha, Liv (Gwyneth Paltrow), com o grande amor de sua vida. Também é nos apresentado a saga do vendedor Todd (Paul Giamatti), um homem muito infeliz no seu casamento e no trabalho que um dia acaba sendo apresentado ao universo dos karaokês, fator que desperta nele uma nova chance de enxergar a vida, principalmente quando seu destino se une ao de Reggie (Andre Braugher), um ex-presidiário que tem uma voz de anjo. Billy (Scott Speedman) e Suzi (Maria Bello) também tem seus destinos modificados quando a partir de um encontro nasce uma amizade. Essas almas estão rumo a um grande prêmio de 5.000 dólares em um campeonato nacional de karaokê.

 

12 Anos de Escravidão

12 Anos de Escravidão conta a incrível história real da luta de um homem para sobreviver e enfim encontrar sua liberdade. O longa é ambientado antes da Guerra Civil dos Estados Unidos, e assim conhecemos o protagonista Salomão Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem negro e livre do norte de Nova York. Certo dia, após aceitar trabalhar em Washington, é raptado e vendido como escravo. A partir desse fato, sua vida entra em declínio e passa a viver situações humilhantes, cruéis. Tentando se manter o mais racional possível, o protagonista procura a sobrevivência diária em busca de sua liberdade tirada.

 

Tudo pelo Poder

Stephen Meyers um assessor de imprensa extremamente competente que integra a equipe de um dos candidatos à presidência americana. Tudo se encaminha para uma vitória até que, a partir de um fato novo, uma rede de intrigas e traições tomam conta do ambiente deixando Meyers com novas escolhas a serem tomadas.

 

O Show de Truman

Fita de 1998, dirigida por Peter Weir e escrita por Andrew Niccol, acabou se tornando um sinal de alerta à ascensão dos reality shows na mídia. Muito usado em salas de aula mundo à fora, esse filme demonstrou todo o talento e carisma de Jim Carrey em cena. Ele diverte, briga e emociona transformando esse num dos trabalhos mais elogiados do canadense. O personagem principal Truman Burbank (Jim Carrey) passa uma vida inteira em frente às câmeras e não sabe, a descoberta do verdadeiro mundo nos levam a um final maravilhoso que emociona só de lembrar.

 

O Resgate do Soldado Ryan

Um dos clássicos da carreira vitoriosa de Steven Spielberg, em O Resgate do Soldado Ryan acompanhamos um capitão do exército norte-americano, no meio da maiores das guerras, recebe a missão de resgatar um soldado que perdera todos seus irmãos na guerra. Um filmaço!

 

A Minha Versão do Amor

Comédia dramática dirigida por Richard J. Lewis, A Minha Versão do Amor, indicada para o Leão de Ouro no Festival de Veneza, A Minha Versão do Amor nos mostra a trajetória repleta de conflitos do personagem Barney Panofsky, interpretado por Paul Giamatti.

 

A Luta pela Esperança

Um dos filmes que rendeu a Paul Giamatti uma indicação ao Oscar, A Luta pela Esperança nos mostra a história do boxeador Jim Braddock que enfrenta muitos conflitos, nos ringues e fora dele, em uma época difícil nos Estados Unidos.

 

Cosmópolis

Na trama, conhecemos Eric Packer (Robert Pattinson) que faz uma viagem de descobertas perigosas, a bordo de uma limusine. Seguindo rumo a seu objetivo, encontra os mais excêntricos e brilhantes personagens que, de certa forma, contribuem para que mudanças ocorram no seu entendimento sobre a vida e a sociedade.

 

‘The Rock e Siri Conquistam o Dia’ – curta cinematográfico do iPhone 7

Muitos cineastas renomados que temos hoje migraram da publicidade, comerciais de TV e vídeo clipes, para o cinema, como Michael Bay e David Fincher. O mesmo pode ocorrer em caminho inverso. O mega astro da ação Dwayne ‘The Rock’ Johnson é o protagonista de um novo curta da Apple, sobre o sistema Siri, que serve como sua secretária particular.

O comercial brinca com o status ocupadíssimo do ator e seus inúmeros compromissos profissionais, os quais o sistema organizacional trata de cuidar perfeitamente. Assista abaixo.

Este ano, John esteve em Velozes e Furiosos 8, Baywatch – SOS Malibu e na terceira temporada da série Ballers. Em dezembro o ator lança Jumanji: Bem Vindo à Selva, continuação do neoclássico de 1995 (que chega ao Brasil em janeiro). Para 2018, o ator tem engatilhadas participações em Rampage (baseado no famoso vídeo game dos 80´s), Fighting with My Family, biografia cômica sobre um lutador de luta livre, e Skyscraper, descrito como um Duro de Matar passado na China.

10 Filmes que abordam novos caminhos após desilusões no AMOR

Encontrar novos caminhos após rupturas ou mágoas com alguém muito próximo de nós pode mudar para sempre um destino. O viver a dois nunca é fácil, os encontros e desencontros são frequentes mas sempre a chances de recomeçar com ou sem a pessoa que pensou que estaria sempre por perto. Pensando nesse recorte que atinge muito a realidade, segue abaixo uma lista bem legal com filmes que giram em torno dessa situação:

 

O Confeiteiro

Indicado a categoria de melhor filme no importante Festival de San Sebastian em 2017, The Cakemaker, no original, conta a história de Thomas (Tim Kalkhof), um habilidoso, organizado e simples confeiteiro alemão que acaba se envolvendo com Oren (Roy Miller) um executivo de uma empresa de construção de trens, que mora com a família em Israel. Entre as idas e vindas de Oren (Berlim/Jerusalém), uma escondida história de amor é criada. Após 12 meses juntos, Oren desaparece por um tempo e Thomas vai atrás de informações, descobrindo que ele falecera em um acidente automobilístico. Sem rumo e tentando se encontrar, Thomas resolve partir para Jerusalém e acaba conhecendo Anat (Sarah Adler), a esposa de Oren.

 

Wet Season

Na trama, acompanhamos Ling (Yeo Yann Yann) uma professora que ensina mandarim em uma escola na Singapura, onde sua matéria é considerada a menor das prioridades. Seu casamento está em dias muito ruins, com a provável infidelidade do marido nada presente. Seu cotidiano é muito afetado, pois, precisa cuidar do debilitado sogro que mora na sua casa marido sempre que chega em casa. Certo dia, começa a se aproximar de um aluno que tem os pais ausentes. Há de cara uma observação de uma interseção dentro da solidão que caminham suas vidas, mesmo com a faixa de idade sendo bastante acentuada entre os dois. Uma relação acontece de algumas formas e maneiras, e ambos precisam lidar com tudo que acontece em suas voltas.

 

Entre o Amor e a Paixão

Na trama somos apresentados a Margot e Lou, um casal muito simpático que enfrenta uma crise definida pela mesmice. O público é guiado para dentro desse relacionamento que logo fica exposto que há um tipo de solidão, tristeza que insiste em tomar conta do ambiente. Com a entrada de um novo vizinho na história, Margot não sabe o que fazer, se fica fiel ao marido que escreve livros sobre cozinhar frangos ou se entrega a uma paixão avassaladora.

 

História de um Casamento

História de um Casamento conta a vida de Nicole (Scarlett Johansson) e Charlie (Adam Driver), um casal que vive seus dias agitados em Nova Iorque entre um espetáculo e outro, já que ambos trabalham em uma companhia de teatro onde a primeira é a atriz protagonista das peças e o segundo o diretor. O casal possui um filho que é muito amado por ambos. Quando Nicole recebe uma oferta irrecusável de trabalho em Los Angeles (lugar bem distante de NY), o casamento afunda em uma crise sem retorno. Alguns meses se passam, Nicole se estabelece em Los Angeles e a luta dos dois agora é pelos acordos do divórcio que se submetem.

 

Complicações do Amor

Na trama, um casal em grave crise, resolve, após sugestão do seu misterioso psicólogo, embarcar em uma viagem para passar o tempo longe da cidade grande, em uma casa confortável, para ver se a relação deles engrena novamente. Chegando nesse agradável lugar, logo na primeira noite percebem que há algo muito estranho nesse lugar. Assim, descobrem o inusitado: Versões melhoradas deles vivem na casa de hóspedes! Assim, com vários diálogos interessantes, e situações peculiares, o casal tenta redescobrir o amor.

 

Fortunata

Na trama, ambientada nos dias atuais no subúrbio de Roma, conhecemos Fortunata, uma bela cabeleireira delivery de meia idade que possui um sonho de ter seu próprio empreendimento, um salão de beleza no centro da cidade onde mora. A protagonista tem uma filha, sua maior paixão do mundo, mas com quem tem um relacionamento complicado, provocado, muito, pelo seu afastamento do ex-marido, figura que sempre a rodeia. Certo dia, Fortunata resolve levar a filha para ver um psicólogo/psiquiatra, por quem a protagonista acaba vivendo um intenso romance.

 

Drive my Car

Ao longo de quase três horas de projeção, com alguns avanços na sua linha temporal, acompanhamos a história de Yûsuke (Hidetoshi Nishijima) um ator e diretor teatral que já passou por muitas dificuldades na sua trajetória, como o entender o porquê da traição da esposa Oto (Reika Kirishima). O tempo passa e Oto falece, vítima de uma hemorragia cerebral. Mais tarde, Yûsuke é chamado para dirigir a peça Tio Vânia de Anton Tchekhov, e assim se muda durante um período para a cidade de Hiroshima onde precisa escolher o elenco, ensaiar. Assim, acaba conhecendo Misaki (Tôko Miura), sua motorista na cidade. Enfrentando suas dúvidas e a incrível analogia que há entre a arte que ama e seus pensares ele busca retornar a enxergar algum sentido sobre a vida que o trouxe até esse momento.

 

Sob o Sol de Toscana

Na trama, conhecemos Frances (Diane Lane), uma esforçada crítica literária, moradora da cidade de San Francisco, que também e professora e tem uns livros que está escrevendo estacionados na gaveta. Sua vida ia bem, casada, com um ótimo emprego, até que ela descobre que seu marido a está traindo. Tempos depois o divórcio acontece, e de maneira bem prejudicial para a protagonista, que além de entregar a casa onde morava com ele a vida toda, ainda teve que pagar pensão para o traidor. O tempo passa e Frances não consegue encontrar mais a felicidade, vive seus dias tristes sendo consolada muitas vezes pela melhor amiga Patti (Sandra Oh). E por essa amiga é onde chega uma oportunidade que mudará sua vida, Patti consegue uma passagem para Frances viajar até a Itália, na região da Toscana. Quando embarca, não sabe ela que laços profundos vão ser criados nesse novo lugar.

 

Rye Lane: Um Amor Inesperado

Na trama, conhecemos Dom (David Jonsson) e Yas (Vivian Oparah), dois jovens que se encontram de forma inusitada, numa galeria de arte e resolvem sair daquele lugar e irem andando pela cidade onde moram. Aos poucos vamos conhecendo essas duas almas. Dom é um jovem desiludido, até mesmo depressivo, abalado profundamente pelo término de um relacionamento onde descobriu por meio de uma foto que seu melhor amigo o estava traindo com sua namorada. Contador de profissão, tem uma paixão por música. Já Yas é super alegre, com uma energia contagiante. Ela tem o sonho de ser figurinista e também está passando por um recente término de relacionamento com feridas ainda em aberto. Essas duas almas vão buscando entender um ao outro enquanto se conhecem melhor.

 

Spencer

Na trama, acompanhamos os passos, conflitos, inquietações, angústias de Diana Spencer, ou Princesa Diana (Kristen Stewart) uma mulher que se encontra em um momento de desilusão com sua vida e seu casamento, beirando a desespero emocional, se vendo sem saída quase que a todo instante. O filme é ambientado durante um período de férias onde fora obrigada a passar o Natal com a família real inglesa em um luxuoso casarão em Sandringham (lugar onde nasceu), um lugar onde entrou em completo conflito em busca da sua liberdade e a retomada da felicidade.

 

 

Primeiro Corte de ‘Liga da Justiça’ era ‘inassistível’ afirma novo rumor

A DC/Warner parece ter saído da má fase de suas produções cinematográficas com o estrondoso sucesso de Mulher Maravilha. No entanto, Liga da Justiça, seu maior lançamento até aqui (com estreia programada para novembro deste ano), não está tendo a mais simples das jornadas.

Depois de refilmagens para melhorar as cenas de Ray Fisher como o personagem Cyborg, e mudanças de tom para tornar mais agradável o teor dark do filme – segundo relata o Playlist (um dos veículos mais respeitados do meio), uma nova informação chega para preocupar um pouco os fãs. Segundo o site Batman-On-Film (via Playlist), o primeiro corte de Liga da Justiça (ou seja, a primeira versão) era simplesmente ‘inassistível’.

A pergunta que fica é: por que um site voltado a notícias sobre um dos personagens mais queridos da DC inventaria algo do tipo se não fosse verdade? Afinal, os caras são fãs, eles deveriam estar dizendo que é a melhor coisa do mundo. Segundo, possivelmente veremos nas telas algo bem modificado e talvez muito diferente da primeira ideia sobre o filme – e isso pode ser muito bom ou muito ruim.

Lembrando mais uma vez que muitos fãs, críticos, especialistas e simplesmente pessoas que gostam de ir ao cinema despretensiosamente, acharam o mesmo do blockbuster Batman Vs. Superman (2016).

Liga da Justiça estreia no dia 16 de novembro. Fique ligado no CinePOP para novidades.

Qual é a ligação entre Bomba Atômica? História é REVELADA em filme da Netflix!

As distâncias entre a paz e a moral. Traçando um profundo recorte do ponto de vista de um dos mais famosos cientistas da nossa história, a produção original da Netflix Einstein e a Bomba, em menos de 80 minutos, caminha por contextos históricos marcantes que levaram o homem a lançar, sem dó nem piedade, uma poderosa bomba que traçaria para sempre o destino da humanidade e colocaria em xeque a moral. A culpa e a responsabilidade são variáveis que contornam todos os contextos por aqui.

Uma mente brilhante, um pacifista, famoso por inúmeras descobertas como a relação entre a matéria e a energia. Baseado em eventos que circularam a trajetória da vida de Albert Einstein, ambientado em um contexto histórico onde a Europa vive os primórdios dos horrores da ascensão do nazismo, acompanhamos o aclamado físico, na maior parte do tempo, exilado na Inglaterra, fugindo do pesadelo que virou sua rotina na Alemanha. Nesse lugar isolado, depois de perder todo seu patrimônio para os seguidores de Hitler, revisitamos memórias sobre sua trajetória e visão do mundo até ali.

Esse ponto central da narrativa é o divisor de águas do personagem principal com sua relação, mesmo que indireta, com a corrida pela bomba nuclear que desencadeou o tão falado e ultrassecreto projeto manhattan (do qual Einstein não participou). No governo de Truman, os Estados Unidos jogariam a primeira bomba nuclear da história na cidade de Hiroshima.

Desbravador de até então enigmas indecifráveis da natureza, Einstein usou estruturas matemáticas como ponto de apoio para se chegar em soluções que ele nunca imaginara, em seu tempo, serem utilizadas como base para algo bem distante da paz que tanto almejava. As descobertas da pequena quantidade de massa convertida em uma quantidade bem grande de energia, além de uma carta enviada ao até então presidente Franklin Roosevelt, viraria o ponto central de vantagens políticas e a sede insaciável pelo poder logo virando conclusões em desabafos no pós bomba levando-o ao confronto com a culpa e a responsabilidade.

A narrativa opta pelo vai e vem temporal, o que gera dinamismo, com um bem detalhado contexto de eventos e fatos históricos marcantes. Os avanços e as novas perguntas que surgem a partir das palavras do grande físico geram caminhos para o espectador responder sobre a importância da ciência mas também sobre os rumos do destino da humanidade e as associações com a moral.

 

Crítica | Corpo Elétrico – cinema nacional representativo

Liberdade Extrema

O conceito de liberdade, e as novas tintas que a ele se agregam, inerentes do mundo moderno, é o cerne de Corpo Elétrico – primeiro longa-metragem do cineasta Marcelo Caetano, assistente de direção em filmes como Tatuagem (2013), Boi Neon (2015) e Mãe Só Há Uma (2015). Assim como nas obras em que trabalhou, Caetano dá voz a um cinema antes tido como marginal, e que ganha cada vez mais verve devido ao seu cunho representativo.

Escrito pelo próprio diretor, em parceria com Gabriel Domingues e Hilton Lacerda (Árido Movie e Febre de Rato), o longa segue Elias (Kelner Macêdo) jovem gay e paraibano, vivendo em São Paulo. Sua existência atual divide-se entre o trabalho numa confecção de roupas próspera, na qual tem importante cargo, e a vida pessoal, onde constam confraternizações com os amigos (muitos do trabalho) e encontros sexuais.

Elias, o protagonista de Caetano, é a representação e símbolo de uma geração. Sua relação social surge como aspiração para um mundo inclusivo, longe de violência e mazelas. É interessante notar como o cineasta preza o amor em sua obra, se mantendo distante de problemáticas ou qualquer conflito do mundo exterior. Esse tipo de sentimento que permeia Corpo Elétrico pulsa como discurso político de aceitação necessária, vislumbrando o quão simples as coisas poderiam ser.

Fora isso, a obra do cineasta aposta em riqueza visual, enaltecendo o valor de produção. Num plano-sequência por uma rua desértica, vemos os colegas de trabalho caminhando e simplesmente conversando, a cada novo membro do grupo que chega e é agregado à cena, a tomada ganha novas proporções, constituindo um misancene ousado para uma produção pequena e de poucos recursos. O mesmo ocorre em outro momento, com a câmera parada e os personagens em volta da mesa, interagindo e comendo. Novamente, em outra cena, Caetano aposta na estética quando filma um mar de guarda-chuvas pelas ruas da metrópole, confeccionando uma dança sem música.

Jogando contra, existe certa estática de narrativa. Como se o roteiro permanecesse estacionado num momento único da jornada do protagonista, sem evolução, ou interesse para algo além, para sabermos mais, uma vez compreendido e estabelecido quem é Elias e os que o cercam.

Voltando ao primeiro parágrafo, e ao conceito de liberdade, não existe ou não deveria existir a estigma de liberdade demais. Esta liberdade extrema é representada em dois momentos em Corpo Elétrico. Primeiro, quando o corpo de Elias flutua no mar sem rumo. E depois, em sua resposta sobre o desejo de não retornar ao trabalho, o qual foi o responsável por parte de suas amizades e lhe promete um futuro enriquecedor (a dona da confecção vai para Londres, com a promessa de um dia levar Elias com ela). É poder estar livre de ambições profissionais e financeiras. O Corpo Elétrico, cuja energia está em querer ser o que quiser sem se conter, é a liberdade extrema.

10 Filmes MARAVILHOSOS que mereciam ter vencido o Oscar de Melhor Filme

Nem todo filme bom, ou mesmo os nossos favoritos do ano, vão vencer o Oscar. Há variáveis envolvidas nessa escolhas, principalmente um marketing mundial bem feito, além de outras coisas. Pensando nisso, e para lembrar de filmes que estiveram perto de vencer o famoso prêmio mas não levaram a tão sonhada estatueta, segue abaixo uma lista com 10 maravilhosos filmes que mereciam ter vencido o Oscar de Melhor Filme:

 

O Resgate do Soldado Ryan

Um dos clássicos da carreira vitoriosa de Steven Spielberg, em O Resgate do Soldado Ryan acompanhamos um capitão do exército norte-americano, no meio da maiores das guerras, recebe a missão de resgatar um soldado que perdera todos seus irmãos na guerra. Um filmaço!

 

Sexto Sentido

Na trama, ambientada no sul da Filadélfia, conhecemos Malcolm (Bruce Willis) um psicólogo infantil que após um trauma com um antigo paciente vê seu casamento entrar em uma crise profunda, sua esposa nem mais o olha sequer. No outono depois, apresentado a um novo paciente, um jovem com diversos conflitos e repleto de medos de algo que não conta a ninguém e por isso tem um cotidiano conflituoso com a mãe. Aos poucos, paciente e psicólogo vão embarcando em uma jornada onde um ajuda o outro quando as surpresas pelo caminho começam a serem reveladas.

 

Moulin Rouge

Na trama, conhecemos o sonhador Christian (Ewan McGregor), um homem que passou a vida toda tendo discussões com o pai sobre as questões das emoções e principalmente sobre o amor. Um dia resolve abandonar a família e partir rumo à Paris, empolgado com a descoberta da boemia do lugar, propícia para um futuro escritor, seu grande sonho. Nesse lugar existe Moulin Rouge, uma casa noturna, uma danceteria, uma casa de shows, um bordel. Fascinado, acaba deixando se levar pelo maior dos sentimentos, o amor, quando conhece o diamante cintilante, a grande estrela do lugar, Satine (Nicole Kidman). Mas nada será fácil para esses doid pombinhos, precisarão enfrentar a desconfiança do dono do lugar Harold Zidler (Jim Broadbent) e de outro pretendente a conquistar o coração da dama, o duque (Richard Roxburgh).

 

La La Land: Cantando Estações

Na trama, ambientada em Los Angeles, conhecemos o pianista Sebastian (Ryan Gosling), um amante do Jazz que vive buscando seu espaço em meio a mudanças constantes que a vida coloca em seu caminho. Rabugento e completamente sozinho, de maneira inusitada, acaba conhecendo a sonhadora Mia (Emma Stone), uma jovem que partiu para Los Angeles para buscar a difícil carreira de atriz mas que hoje trabalha em uma espécie de Starbucks dentro de um famoso Estúdio de gravações de filmes. Logo o amor entre os pombinhos acontece e, entre as estações do ano, precisarão compreender como é viver a vida a dois e o tamanho que o sonho de cada um tem na vida do outro.

 

Me Chame pelo seu Nome

Na trama, ambientada no início da década de 80 em algum lugar belíssimo do norte da Itália, conhecemos o jovem e inteligente Elio, que está passando férias na enorme casa que a família possui na Riviera italiana. Elio está na fase das descobertas, tem amigos mas prefere os livros, a música e uma calma solidão. Certo dia durante as férias, um estudante chamado Oliver, amigo de seu pai, o Sr. Perlmann, que é professor, chega para passar algumas semanas. Logo, Elio e Oliver começam a ver que possuem muitas coisas em comum, rapidamente se aproximam e sentimentos afloram de maneira intensa marcando para sempre as vidas dos dois.

 

O Som do Silêncio

Na trama, conhecemos Rubem (Riz Ahmed), um baterista de um dueto que roda os Estados Unidos à bordo de um trailer fazendo turnês, uma espécie de vida cigana do rock. Ele é um ex-dependente químico que está a quatro anos limpo e quatro anos juntos de Lou (Olivia Cooke), sua namorada e vocalista do dueto. Certo dia, durante um show, percebe que sua audição não está muito boa e resolve procurar um especialista que o avisa que ele ficará surdo em breve. Precisando reformular toda sua vida, seu relacionamento com a namorada, ele resolve se juntar a um grupo para surdos, chefiado por Joe (Paul Raci) em busca de aprender como viver nessa nova situação de vida.

 

Drive my Car

Ao longo de quase três horas de projeção, com alguns avanços na sua linha temporal, acompanhamos a história de Yûsuke (Hidetoshi Nishijima) um ator e diretor teatral que já passou por muitas dificuldades na sua trajetória, como o entender o porquê da traição da esposa Oto (Reika Kirishima). O tempo passa e Oto falece, vítima de uma hemorragia cerebral. Mais tarde, Yûsuke é chamado para dirigir a peça Tio Vânia de Anton Tchekhov, e assim se muda durante um período para a cidade de Hiroshima onde precisa escolher o elenco, ensaiar. Assim, acaba conhecendo Misaki (Tôko Miura), sua motorista na cidade. Enfrentando suas dúvidas e a incrível analogia que há entre a arte que ama e seus pensares ele busca retornar a enxergar algum sentido sobre a vida que o trouxe até esse momento.

 

Licorace Pizza

Na trama, conhecemos o jovem Gary (Cooper Hoffman) um aspirante ator que com pouco tempo de carreira já conseguiu trabalhos em algumas apresentações. Muito maduro para sua idade, um dia se encanta por Alana (Alana Haim em atuação fantástica) uma jovem (porém mais velha que Gary) que está desiludida na vida que não se entende com sua família, completamente sem rumo vendo os outros indo atrás dos sonhos e ela parada em um estado de solidão constante. Essas duas almas vão se unir de diversas formas, nos pensares do amor, no carinho da amizade, nas batalhas dos empreendimentos, tudo isso de mãos dadas mesmo que com desencontros.

 

Os Fabelmans

Na trama, conhecemos Sammy (Gabriel LaBelle) um jovem que começa a ter suas primeiras experiências com cinema logo na pré adolescência após ficar impactado pelo seu primeiro filme visto numa tela grande. O protagonista mora com o pai, o engenheiro elétrico Burt (Paul Dano), a mãe e pianista Mitzi (Michelle Williams), e suas irmãs. Ambientado nas décadas de 50 e 60, vamos caminhando na sua aspiração em ser um cineasta, fato que encontra paralelos com uma descoberta dolorosa que impacta para sempre sua família. Com versões fictícias de pessoas reais na vida de Spielberg, Os Fabelmans busca um enorme recorte sobre a influência para um sonho e como tudo que aconteceu em sua trajetória, de alguma forma, o levaram por esse caminho.

 

Um Sonho de Liberdade

Ao lado de Morgan Freeman e grande elenco Tim Robbins é o protagonista Andy Dufresne, um banqueiro que é acusado de ter assassinado a esposa infiel e o amante dela. Condenado à prisão perpétua, conhece a dor e o sofrimento buscando forças nas amizades que faz nessa prisão e principalmente não perdendo o sonho de liberdade. Duas poderosas atuações de Freeman e Robbins. Impossível não gostar deste filme.

 

 

 

 

Crítica | A Torre Negra – Adaptação Morna

Que Saudade do Bom King

Ser um dos autores mais adaptados da cultura pop pode não significar muito se tais produções não fizerem jus a sua contraparte em papel.  É o que acontece com Stephen King, um dos escritores mais celebrados mundialmente, e que desde Carrie – A Estranha (1976), seu primeiro livro transformado em filme, rendeu mais de 230 produções baseadas em seus textos, entre longas, séries e filmes feitos para a TV. A qualidade da maioria, no entanto, é bem duvidosa.

Não me levem a mal, mas para cada obra-prima como O Iluminado (1980), Louca Obsessão (1990), Um Sonho de Liberdade (1994) e À Espera de um Milagre (1999), temos produções risíveis, vide Comboio do Terror (1986), Sonâmbulos (1992), O Passageiro do Futuro (1992) e Tommyknockers (1993). Esse ano King estará em voga triplamente – além da série O Nevoeiro (que já havia sido adaptado na forma de um filme de 2007) e o vindouro It – A Coisa (igualmente uma minissérie de 1990), chega aos cinemas A Torre Negra, uma das mais ambiciosas transições de um texto do cultuado artista.

A Torre Negra é na realidade uma série literária em oito volumes, que mistura fantasia e faroeste, e cuja inspiração para King foi o autor J.R.R. Tolkien (aquele mesmo, de Senhor dos Anéis). É seguro dizer que muito do desejado pelo autor se perde na transição de mídias, e apesar de King ter dado o seu aval (seja lá por quais motivos, apesar de sabido que o escritor não tem o melhor dos discernimentos quando o assunto é cinema), o resultado não é nada mais do que medíocre.

Não sentimos, por exemplo, as influências do gênero faroeste aqui. E o resultado termina mais como O Último Grande Herói (1993), com Arnold Schwarzenegger, sem o funcional senso de humor. Extremamente genérico e rotineiro, o texto do filme apresenta o pequeno Jake (Tom Taylor), um pré-adolescente que vem tendo sonhos pra lá de estranhos. Nada de Freddy Krueger, no entanto, aqui é o Homem de Preto (Matthew McConaughey), uma figura verdadeiramente demoníaca, quem atormenta seu subconsciente.

A série literária pode ser especial e arrastar muitos fãs em sua mitologia, mas vale enfatizar para que ninguém esqueça: aqui iremos avaliar somente o FILME. O que é mostrado nas telas. Portanto, esqueçam os livros. Agora digam se esta trama soa familiar: um grande vilão planeja dominar o mundo e para isso pretende soltar forças das trevas no planeta. O único que pode impedi-lo é um menino, o escolhido, que contará com o preparo e ensinamentos de um homem duro e justo, a quem chamará de mestre. Pois é, de tudo desde Star Wars, passando por Matrix, até os filmes atuais de super-heróis, esta fórmula estrutural da jornada do herói está mais do que batida e necessita de diferenciais em suas entrelinhas – não encontrados aqui. Para se ter uma ideia da reciclagem, ganhamos até o infame raio que sobe para o céu, contido na maioria dos blockbusters feitos nos últimos anos.

O roteiro de A Torre Negra é deficiente ao nos apresentar este outro mundo, a dimensão na qual residem Walter, o Homem de Preto, e sua contraparte, o Pistoleiro Roland (Idris Elba). Mas não é somente o local que é explicado de forma pobre, ou não é explicado. As figuras dos protagonistas e suas personalidades são completamente eclipsadas pelo menino, o personagem mais bem trabalhado pelo texto, porém, igualmente genérico até os ossos – afinal, quantas crianças participando de uma grande aventura com consequências cataclísmicas para a história da humanidade o cinema já nos apresentou?

A Torre Negra também falha em nos mostrar além do básico, da superfície, de ambos o Pistoleiro e o Homem de Preto. Os dois são definidos através de uma única nota. Enquanto Elba com seu Pistoleiro elabora sua melhor cara de durão durante toda a projeção (servindo aqui e acolá de alívio cômico), McConaughey está mais contido do que de costume e talvez do que pediria o personagem – o que de certa forma é bem vindo, já que o caminho esperado era o excesso de maneirismos, afetação e caricatura. O diabo de McConaughey é apenas esquecível.

Em resumo, os atores não possuem muito com o que trabalhar e A Torre Negra não passa de um amontoado de efeitos especiais, incapazes de criar qualquer conexão com a plateia. Completamente desprovido de humanidade, o filme soa como um enlatado mecânico, confeccionado por um grande estúdio, que sequer demonstra acreditar no projeto. Os protagonistas soam desmotivados no filme, e McConaughey parece desinteressado em vender este peixe em suas entrevistas. Não me surpreenderia se daqui a pouco notícias sobre a mutilação do longa surgirem, já que o filme realmente soa como “remontado” às pressas.

É uma pena para todos os envolvidos. É uma pena para a promissora Abbey Lee (Mad Max: Estrada da Fúria e Demônio de Neon), que no filme vive uma apagada serviçal de Walter, e uma pena para o cineasta dinamarquês Nikolaj Arcel, em sua estreia Hollywoodiana após o aclamado indicado ao Oscar de filme estrangeiro O Amante da Rainha (2012). Oportunidade perdida é a frase que talvez melhor defina a frustração. O lema, no entanto, é desistir jamais, e a ideia já começa a ser desenvolvida como uma série de TV, pronta para estrear em 2018, com Idris Elba vivendo o mesmo personagem neste prelúdio e o diretor Arcel roterizando. Será que agora vai?

10 Dicas de Séries interessantes disponíveis pelos streamings para assistir em 2024

É impressionante o número de seriados de qualidade que chegam aos streamings disponíveis no Brasil a cada mês. É tanta obra que causa curiosidade que ficamos perdidos com tantos lançamentos. Pensando em organizar algumas dessas séries, não só em lançamentos recentes mas alguns de anos passados, abaixo segue uma lista com 10 Dicas de Séries interessantes disponíveis pelos streamings para assistir em 2024:

 

Reboot (Star Plus)

Na trama, conhecemos quatro artistas que são novamente chamados para revisitar seus antigos personagens de um seriado que estreou duas décadas atrás. Tem o Reed (Keegan-Michael Key), um ator que após largar a série original acabou não tendo mais sucesso na carreira. Tem a Brie (Judy Greer), uma artista de poucos trabalhos q largou a profissão para se casar com um Duque em outro país. Tem o Clay (Johnny Knoxville) que luta contra o alcoolismo em um momento onde busca redenção para todos seus dramas do presente que são ligados ao passado. Tem o Zack (Calum Worthy), um jovem de 24 anos, que na época do seriado original era apenas uma criança, e agora busca sua identidade em uma carreira de altos e baixos. Além dos artistas, há um foco grande também nos criadores da série: Gordon (Paul Reiser) e Hannah (Rachel Bloom).

 

Sr. e Sra. Smith (Prime Video)

Na trama, conhecemos John e Jane, interpretados pelos excelentes Donald Glover e Maya Erskine, duas almas solitárias, novatos no ramo da espionagem, trabalhando para uma agência que mal conhecem onde precisam fingir serem casados enquanto são enviados para as mais diversas relações. Quando os dois começam a desenvolver uma forte atração, o que leva a uma relação de fato, buscam se entenderem ao longo desse praticamente infinito percurso.

 

Pequeno Nicolás: A Surreal História de um Cara-de-pau (Netflix)

A informação é poder. Trazendo para o público uma quase inacreditável história da vida real que tem como epicentro um jovem que ao longo do tempo se tornou uma peça numa corrente de favores que acabou trazendo à tona a corrupção em território espanhol, Pequeno Nicolás: A Surreal História de um Cara-de-pau, minissérie documental da Netflix, ao longo de três intrigantes episódios deixa muitas perguntas no ar. Espião? Um contador de histórias? Apenas um garoto esperto? Um vigarista? Vamos acompanhando uma trajetória de fascínio pelo mundo político que logo vira uma obsessão.

 

Xógum: A Gloriosa Saga do Japão (Star Plus)

Baseado na obra Shogun, escrito em meados da década de 70 pelo autor britânico James Clavell, nessa nova série da Star Plus vamos acompanhar um período marcante do Japão feudal no início do período Edo marcando o embate entre homens ambiciosos e uma samurai.

 

O Regime (MAX)

A aguardada nova minissérie protagonizada por Kate Winslet nos mostrará a história dentro de um recorte de um ano de um regime autoritário flertando com a queda.

 

True Detective – Terra Noturna (MAX)

Na trama, conhecemos a chefe de polícia da gelada cidade de Ennis, no Alaska, Liz Danvers (Jodie Foster), uma mulher com problemas no relacionamento maternal com a filha do ex-companheiro que comanda a investigação de uma misteriosa morte que envolve cientistas de uma estação de pesquisas da região. Ao longo da investigação, esse caso parece estar ligado a outro, o de uma ativista morta no passado, fazendo com que Danvers se junte a ex-parceira Evangeline Navarro (Kali Reis) em busca das respostas de um enorme quebra-cabeça.

 

Corpo em Chamas (Netflix)

Na trama, acompanhamos os desenrolares de uma profunda investigação quando o corpo do policial Pedro (José Manuel Poga) é encontrado carbonizado dentro de um carro abandonado numa região isolada da Catalunha. Assim, no epicentro da história chegamos até Rosa (Úrsula Corberó) uma mulher que consegue entrar para a equipe de policiais da Catalunha e lá conhece três policiais, em diferentes momentos, com quem se relaciona ao longo de alguns anos, um deles, Pedro, com quem estava casada na época do crime. Entre traições, desejos e paixões com alto grau de dependência, conforme a investigação se aproxima da verdade, vamos sendo apresentados aos absurdos cometidos por uma mente perturbada, manipuladora e egoísta.

 

Slow Horses (Apple Tv Plus)

Na trama, conhecemos os Slow Horses, um grupo de agentes da inteligência britânica que foram colocados para escanteio, indo para uma espécie de segunda divisão da espionagem local. Esse grupo é liderado pelo enigmático Jackson Lamb (Gary Oldman), um homem com um passado misterioso, deveras arrogante, que esconde segredos. Certo dia, o grupo descobre uma espinhosa trama que envolve mentiras no alto escalão da inteligência e um sequestro de um jovem. Assim, o destino deles se encontra com a poderosa Diana Taverner (Kristin Scott Thomas), uma das chefes de um setor do MI5.

 

Tokyo Vice (MAX)

Em Tokyo Vice, acompanhamos Jake Adeltein (Ansel Elgort) um jovem e recente ex-universitário vindo do Estado de Missouri que se muda para o Japão e após uma seletiva super acirrada, consegue ser o primeiro jornalista estrangeiro a trabalhar em um jornal japonês, isso na década de 90. Buscando se ambientar ao novo país e a forma como eles trabalham jornalisticamente Jake e sua curiosidade (que chama a atenção) acaba batendo de frente com a Yakuza, os conflitos éticos dentro da força policial japonesa e acaba mantendo uma relação de amizade com um incorruptível investigador Katagiri (Ken Watanabe). Paralelo a isso, a história de Samantha (Rachel Keller) e Sato (Shô Kasamatsu), a primeira uma norte-americana que fugiu de sua família e tenta realizar seus sonhos de vida em boates poderosas, já o segundo um integrante de um dos clãs da Yakuza que possui muitos conflitos. A estrada de todos esses personagens, e outros, vão se cruzar de alguma forma.

 

Cangaço Novo (Prime Video)

Na trama, ambientada na Cidade fictícia de Cratará, no Ceará, conhecemos Ubaldo (Allan Souza Lima), um homem com um presente repleto de conflitos em São Paulo, cidade onde mora. Recém demitido de um banco onde trabalhava, apertado para pagar as despesas hospitalares do pai internado, atravessa o país por causa de uma carta dizendo sobre uma possível herança, fato que o leva para uma cidadezinha no sertão cearense onde descobre ser filho de um cangaceiro conhecido na região. Logo se vê em novos conflitos, com a violência inserida no cotidiano e entre vinganças, corrupções políticas em terras repletas de histórias ligadas à desgraças, acaba virando parte de um bando violento que assalta bancos por toda a região ao mesmo tempo que tenta se conectar com as duas irmãs que nem sabia que existiam, isso tudo em um lugar onde ele não é invisível.

 

 

 

 

Crítica | Death Note – adaptação de desenho japonês acerta no tom

Que venha o mimimi!

Talvez eu realmente tenha visto um filme diferente da maioria em relação a Death Note, novo lançamento original Netflix. O filme estreou na plataforma na última sexta-feira, e como de costume a garotada fã de plantão correu para conferir, muitos inclusive acordaram cedo para tanto. Bem, pelo que tenho visto nas redes sociais e no apanhado da imprensa especializada no Rotten Tomatoes e afins, a produção não tem agradado muito.

Não sei se seria cabível a justificativa de que eu não esperava ou dava nada pela obra e por isso acabou me agradando, porque creio que muitos detratores também não são aficionados pelo material original. Não vi, não conhecia e não irei me embrenhar em tal universo logo em seguida. Portanto, meu conhecimento sobre este universo era igual a zero. Com obras baseadas em produções pré-existentes, são dois os caminhos a seguir. Ser conhecedor do material no qual o novo se baseia pode ser uma benção ou uma maldição. Foi o que ocorreu comigo na revisão de Sofia Coppola para O Estranho que Nós Amamos, por exemplo. Por mais que eu tentasse, não consegui me manter indiferente de bases comparativas com o original, e a versão de Coppola saiu perdendo nessa para mim.

O outro modo é você saber muito pouco ou quase nada do material fonte. E mesmo assim o resultado pode seguir caminhos opostos para você. Veja o caso de A Vigilante do Amanhã – Ghost in the Shell, lançado no início deste ano, e protagonizado por Scarlett Johansson. O desenho japonês, baseado previamente em um manga (ou quadrinhos japoneses), assim como este Death Note, tem uma grande legião de fãs. Entendo a sua importância, mas nada disso melhorou o resultado do longa dirigido por Rupert Sanders aos meus olhos, e no de muita gente, já que o filme dividiu opiniões. Já com Death Note, a alienação inicial era a mesma, no entanto, o saldo final foi bem mais positivo.

Primeiro ponto positivo: Adam Wingard é um diretor muito talentoso. A maioria dos pós-adolescentes ranhentos provavelmente não conhecem a carreira do diretor, e deveriam procurar seus filmes anteriores, em especial Você é o Próximo (2013) e O Hóspede (2014) – vamos esquecer, para o bem do meu argumento, que ele foi o responsável pelo novo Bruxa de Blair (2016).  O sujeito também estará no comando de Godzilla vs. Kong, a ser lançado em 2020. Chama atenção a visceralidade com que Wingard cria esta história “para jovens”, não poupando na violência de suas mortes (cabeças não param de explodir – algo que chocou plateias há algumas décadas com Scanners, hoje parece sequer causar qualquer efeito em uma geração anestesiada).

A violência gratuita e sem contexto não funciona, vide os torture porn, mas Death Note está longe, bem longe de ser apenas grafismo e masoquismo. As principais reclamações dos fanboys são quanto à fidelidade. Mais uma vez, isso se perde para quem não é familiarizado e apenas ouvimos o quanto o original é melhor. Será mesmo? De qualquer forma, esta tradução ocidental funciona o suficiente para passar sua mensagem moralista, mas não sem antes ter caminhado num terreno extremamente perigoso e sombrio por quase duas horas de exibição. Fora isso, o desfecho é corajoso e dúbio, fazendo valer o que havia sido dito pelos envolvidos previamente, que a obra não seria domesticada. De fato não foi.

Na trama, acompanhamos o típico adolescente da geração geek atual. Tenho ouvido muito o termo “jovem bobão” sendo usado para definir o protagonista. O curioso é que antes, em filmes como Superbad – É Hoje (2007) e até mesmo Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010), este tipo de personagem era usado para criar identificação e representar parte do público, fã deste tipo de material, que de fato sentia seus anseios, frustrações e aspirações reproduzidos em tela, criando assim grande conexão. De fato, não existe diferença entre Light Turner (Nat Wolff) e qualquer protagonista de filme adolescente, remetendo lá aos anos 1980 e aos filmes de John Hughes, afinal o sujeito comum é o tipo de personagem com que todos se identificam – que quando crescem vão protagonizar algum filme de Woody Allen. Ao que parece, os jovens queriam o personagem mais sombrio, com tendências psicopatas como no original – o que torna tudo mais surreal ainda em minha opinião, já que estamos falando de uma mudança brusca de personalidade.

Desmistificando mais um item criticado, a adição de um romance na trama, trazido pela figura de Mia (Margaret Qualley). Primeiramente, romance, amor, são bons elementos. Todos que tem ou tiveram namoradas entenderão. Os que tiverem um dia também. Adolescentes querem participar de uma relação. Gostar de alguém e ser retribuído. Adultos também. Isso não é tão difícil de entender. Sim, aqui temos adicionado um relacionamento. Que bom. Seu desenvolvimento é ok. Não é ruim como o de Crepúsculo, e se faz entender. Partimos deste ponto, garoto conhece garota. É o princípio da estrutura de roteiro mais utilizada em filmes de amor. E se acha tão surreal um adolescente enamorado contar seu maior segredo para a pessoa por quem nutre sentimentos a fim de aprovação, bem, talvez tenha esquecido como era esta fase. Outros embora não desejem admitir, fariam o mesmo por menos.

Bom, voltando para a história, Light Turner, um jovem como eu e você, encontra o infame Death Note, o caderno da morte. Uma espécie de diário com inúmeras regras, que basicamente mata a pessoa cujo nome for escrito nele. Imagine um achado destes nas mãos de um adolescente. É claro que tudo tem o seu preço, e junto com o caderno, se faz presente a figura do demônio comedor de maçãs e brincalhão Ryuk (voz e captura de movimento facial de Willem Dafoe). Após o medo inicial garantido por uma figura monstruosa, e dos primeiros nomes escritos no caderno – todos vinganças pessoais – Light revela seu segredo para a paixão platônica Mia. Sim, é como o super-herói que decide revelar sua identidade para a pessoa amada. Falta de discernimento? Mais uma vez, bem vindo à adolescência.

Mia na realidade não é uma personagem descartável. Ela é o lado negro de Light. Tudo que o rapaz não consegue materializar. Toda a negatividade contida nele, mas que ele invariavelmente opta por regenerar. É a amargura deixada de lado pela maturidade. E este é um interessante arco dramático do protagonista. O que o roteiro faz aqui é pegar o protagonista do original e dividir em duas pessoas, criando uma história de amor com ela mesma. Tudo de pior contido da personalidade de Light é transferido, desde o início se formos parar para perceber, para Mia. O interessante é que o desfecho não suaviza isso. Mia segue seus princípios, terminando numa verdadeira tragédia digna de Shakespeare, vide Romeo e Julieta, os amantes que se matam.

Fora isso, existe toda a questão moral. O que faríamos se tivéssemos em nosso domínio o mecanismo extremo de punição para criminosos. Usaríamos? Obviamente, a coisa não é aprofundada em suas questões como num filme de arte, ou sequer um filme adulto. Mas ei, temos que lembrar que esta é uma produção voltada ao público adolescente, e este é o máximo de ênfase que poderia ser dado a tais questões, sem esquecer que outros elementos precisam entrar em jogo aqui. A direção de Wingard é precisa e cria muitos bons momentos, alguns até assustadores.

As atuações são propositalmente caricatas, já que o objetivo era adereçar na forma de homenagem o exagero geralmente contido em produções asiáticas do tipo, daquelas que os personagens dão seus urros e falam gritando como cantoria. Uma prova é o recente Creepy (2016), cujo assustador vilão em muitos momentos lembra um cartoon. É exatamente o que vemos com o personagem L (Lakeith Stanfield), o detetive mascarado, pura representação de um personagem asiático exagerado. Os protagonistas estão bem. Enquanto Nat Wolff faz o seu melhor para criar o sujeito comum, não pendendo para um lado nem para o outro do espectro, simplesmente caminhando no meio, Margaret Qualley exala carisma e sensualidade. Quem duvida, a procure na obra-prima Dois Caras Legais (2016), para entender um pouco mais o nível de talento que corre nas veias da moça.

Finalizando, Death Note é uma agradável surpresa. Um bom filme adolescente com mais conteúdo do que o esperado. Com um soco mais forte do que o imaginado. E com intrigantes questões ideológicas e morais.

Antes de atacarem esta crítica, lembrem-se que eu também tenho um caderno da morte e posso escrever o nome de vocês!

10 ÓTIMOS personagens dos anos 80

Os anos 80 nos apresentaram uma galeria de personagens maravilhosos que estão nas lembranças até hoje de muitas pessoas. Para relembrar alguns desses, segue uma lista bem legal abaixo:

 

Damiel – Asas do Desejo

Na trama, conhecemos um anjo chamado Damiel (Bruno Ganz) e outro chamado Cassiel (Otto Sander) que passeiam por uma Berlim do lado ocidental, friorenta, ao lado de outros iguais, observando o cotidiano dos mortais que não podem lhe enxergar. Damiel está no limite, de saco cheio da vida eterna. Seu maior desejo é se tornar um humano mortal algo que só cresce quando se apaixona por uma trapezista de circo chamada Marion (Solveig Dommartin).

 

Beetlejuice – Os Fantasmas se Divertem

Um clássico da famosa sessão da tarde! Hoje, disponível no catálogo da Hbo Max, Os Fantasmas se Divertem ou mesmo Beetlejuice, o filme conta a história carismática de um casal que após morrerem viram fantasmas dentro de sua própria casa. Quando uma nova família chega no lugar o conflito acontece. O filme custou 15 milhões de dólares e faturou 5 vezes esse valor.

 

Jake LaMotta – Touro Indomável

Na trama, acompanhamos os dias de glória e os dias de fúria de Jake LaMotta (Robert de Niro), nascido no bairro do Bronx, em Nova Iorque, filho de imigrante italianos que desde cedo iniciou uma carreira no boxe profissional conhecido por uma fúria implacável em lutas memoráveis. A questão é que fora dos ringues ele agia da mesma forma. Machista, ciumento, paranoico, até mesmo inescrupuloso, conseguiu destruir os laços familiares que o cercava sempre demonstrando uma violência desmedida. Quem mais sofreu com isso foi sua esposa Vickie (Cathy Moriarty) e seu irmão Joey (Joe Pesci).

 

Freddy Krueger – A Hora do Pesadelo

Na trama, conhecemos um grupo de amigos adolescentes que começam a serem perturbados quando estão dormindo, durante seus sonhos (que virão logo pesadelos), por uma figura monstruosa que usa chapéu, tem o corpo dominado por queimaduras e está sempre com um suéter vermelho e verde, conhecido por Freddy Krueger (Robert Englund). Após algumas mortes, a jovem Nancy (Heather Langenkamp), completamente abalada emocionalmente, se torna a única capaz de encontrar coragem para enfrentar a terrível situação que seu destino encontra.

 

Sarah – Acusados

O primeiro Oscar da Carreira de Foster é por seu papel nesse forte filme que mostra a saga de uma mulher na sua luta por justiça após ser violentada em um bar. Dirigido por Jonathan Kaplan com roteiro de Tom Topor, o filme é baseado num caso real.

 

John Keating – Sociedade dos Poetas Mortos

Dirigido pelo cineasta australiano Peter Weir e com roteiro assinado por Tom Schulman, Sociedade dos Poetas Mortos possui cenas inesquecíveis. O longa-metragem, lançado no primeiro semestre do ano de 1990 aqui no Brasil, conta a história de um criativo e inspirador professor, interpretado por Robin Williams, que é contratado para dar aulas em uma escola cheia de regras e tradições no final da década de 50. Aos poucos, com seus métodos diferente do que todos encontravam na escola, consegue inspirar seus alunos a combaterem suas ansiedades e os conflitos provocados por uma sociedade conservadora.

 

John McClane – Duro de Matar

Um dos maiores sucesso da carreira do inesquecível Bruce Willis, em Duro de Matar acompanhamos um policial que após ir parar na festa de confraternização de natal da empresa japonesa onde a esposa trabalha precisa salvar o dia quando terroristas invadem o lugar. Esse filme tem um vilão espetacular interpretado pelo fantástico Alan Rickman. Muitos não sabem mas o filme é baseado em um romance de 1970 do escritor Roderick Thorp chamado Nothing Lasts Forever.

 

H. I. McDunnough – Arizona Nunca Mais

Como ser fiel à própria natureza? Quando a distância da realidade encontra a genialidade para criticar pelas entrelinhas. Lançado no ano de 1987, dirigido por Joel Coen com roteiro do mesmo juntamente com seu irmão Ethan (dupla fantástica que sempre nos brindou com ótimos filmes), Arizona Nunca Mais faz parte daquele bolo de filmes inesquecíveis de quando Nicolas Cage escolhia bons papéis. Com um narrador presente, excêntricos personagens, um arco inicial corrido com deixas em forma de críticas a todo instante, o projeto apresenta a saga de um homem em busca de uma longe redenção quando busca ser fiel à própria natureza. No elenco, além de Cage, nomes marcantes como John Goodman, Holly Hunter e Frances McDormand.

 

Loretta – Feitiço da Lua

Será que é uma questão de tempo alguém abrir os olhos e desistir do sonho da felicidade? Escrito por John Patrick Shanley e dirigido pelo cineasta canadense Norman Jewison (No Calor da Noite) Feitiço da Lua, Moonstruck no original, nos mostra descontrolados impulsos de corações carentes por uma grande paixão. Os ‘poderes da lua’, uma conexão quase cósmica, faz os personagens refletirem e associarem momentos impactantes de suas vidas à presença dessa quase entidade que ilumina nossos céus todas as noites. Cher está maravilhosa no papel principal, de uma sonhadora descendente de italianos que acredita ser uma grande azarada no amor até encontrar a felicidade de uma maneira bem peculiar. Há simbolismos sobre emoções e um combate louvável ao machismo descarado.

 

Toto – Cinema Paradiso

Um dos filmes mais emocionantes da história do cinema, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, teve sua primeira exibição no ano de 1988 e desde aquele tempo mora pra sempre nos corações de todos que o assistem. Com cenas marcantes, uma trilha sonora fabulosa (assinada pelo gênio Ennio Morricone), Cinema Paradiso é a paixão do cinema que mora em todos nós.

 

 

 

 

Crítica | Polícia Federal: A Lei é para Todos – Cinema político, fervoroso e imparcial

Tropa de Elite dos novos Tempos

Não bastasse a verdadeira panela de pressão que se encontra o cenário político brasileiro, o que reflete no cenário social, onde amigos de longa data desfazem relacionamentos devido a ideologias políticas (espelho de uma sociedade mal preparada psicologicamente para lidar com as diferenças), este ano tivemos filmes que prometeram enfatizar esta discordância. Primeiro, Real: O Plano por Trás da História, lançado em maio, e agora este Polícia Federal: A Lei é para Todos.

Tais obras, para muitos já nascem mortas, simplesmente pelo fato de teoricamente apresentar discussões ou salientar (dependendo do seu ponto de vista) certos pensamentos ideológicos, instantaneamente combatidos por todos que pensam diferente. É óbvio, desde que o mundo é mundo, que a aceitação só vem através de seus pares. A luta é pela homogeneização, desde que prevaleça o “meu” pensamento, ou o que pode servir a mim e aos meus. Isso é ser humano. Por mais altruístas que pensemos estar sendo, existirá sempre um interesse próprio escondido em algum canto da equação, não importa seu partido político, opção sexual ou vertente religiosa.

Por isso, duvide e muito de toda crítica especializada quando o assunto for uma obra deste nível, por si só incendiária em seu cerne, assim como ocorreu com Real, Aquarius (2016) e qualquer outro filme que sofreu algum tipo de boicote devido a sua temática pseudopartidária. A avaliação cinematográfica precisa vir de um lugar neutro, onde apenas os itens que constituem uma produção entrem em jogo.

As semelhanças entre este Polícia Federal e Real terminam nas acusações e boicotes, já que pouco do contido em seus roteiros e sua forma se assemelha. Enquanto Real apresentava os bastidores do plano econômico que salvou o Brasil da falência – muito mais na verve de algo criado por Aaron Sorkin, devido ao falatório afiado por trás dos panos – Polícia Federal é um relato didático e semi documental que por vezes esquece de ser um filme.

O roteiro escrito por Gustavo Lipsztein e Thomas Stavros transcreve os escândalos recentes envolvendo figurões do alto escalão brasileiro, sejam políticos ou empresários, na maior operação policial contra a corrupção que o país já viu. De fato, o texto não esquece de brincar (seria engraçado se não fosse deprimente) sobre o quão entranhada está a veia corrupta em nosso DNA – desde a colonização.  Como dito, a história acompanha um grupo de policiais federais, encabeçados por Ivan (Antonio Calloni), que seguindo uma pista sobre tráfico de drogas, chegam até crimes políticos muito mais escabrosos, levando até o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vivido no longa de forma imponente pelo grande Ary Fontoura – que só dá as caras no terceiro ato do longa, porém, dono de uma presença marcante.

Quem acompanha as investigações da Lava Jato, nome dado à operação policial, perceberá encenadas algumas das situações que conhece bem, repercutidas incansavelmente através dos noticiários. Essa verossimilhança televisiva é justamente o calcanhar de Aquiles de Polícia Federal, que poderia utilizar de certa romantização (ou utilizar mais) na hora de confeccionar situações ou personagens, dando a eles ares mais cinematográficos. É o que ocorre com Real, e esta é mais uma diferença entre os longas. O Gustavo Franco de Emílio Orciollo Netto transcende sua contraparte real, se tornando um personagem memorável, permitindo que o público embarque em sua psique, mesmo não concordando com o falho protagonista. Em Polícia Federal, a opção é por um ensemble, onde não há protagonistas definidos e a trama em si, e os fatos são o mais importante.

Apesar dos diálogos em sua maioria apenas cumprirem tabela, movendo a trama adiante sem prejudicar, mas igualmente não imprimindo-os em nossa mente, existem alguns momentos memoráveis no longa, que talvez sirvam para justificar sua imparcialidade. Durante um almoço de família, o policial Julio Cesar (Bruce Gomlevsky) precisa explicar para o pai que não existe perseguição partidária. No entanto, o melhor momento do longa, que joga uma luz sobre uma situação que talvez nunca mude, é a cena o bar com Antonio Calloni, quando o líder da operação se questiona sobre seu resultado.

Apesar da montagem eficiente e todos os elementos que compõem uma boa produção cinematográfica estarem no lugar, existe sim uma sensação de que algo está faltando para diferenciar o filme de um telefilme, ou um episódio de estreia de uma série de TV (tirando uma boa cena de ação) – que inclusive já consigo ver adaptado para as telinhas. A direção é de Marcelo Antunez, mais acostumado com comédias, vide Qualquer Gato Vira-Lata 2 (2015), Até que a Sorte nos Separe 3 (2015) e o bem duvidoso Um Suburbano Sortudo (2016). Este é o pulo do gato em sua carreira, seu trabalho mais arriscado e satisfatório.

Em tempo, na ausência da terceira parte de Tropa de Elite, que provavelmente jamais virá, Polícia Federal: A Lei é para Todos e Real: O Plano por Trás da História combinados podem suprir um pouco esta necessidade, de um cinema impactante, fervoroso e vendável.

Crítica | O Sinal – Cientista faz descoberta ASSUSTADORA no espaço em série da Netflix

O que pode estar lá fora? Desde os tempos inesquecíveis de episódios semanais de Arquivo X, nos primórdios das produções seriadas, nos deparamos dentro do audiovisual com situações ligadas as incertezas do universo. A nova minissérie da Netflix, O Sinal, percorre o mesmo caminho, nos levando a questões sobre as verdades que estão lá fora de uma forma inteligente, costurando o que é real e o que a mente projeta.

Tendo como alicerce misteriosas situações que acontecem em uma estação espacial, ao longo de quatro episódios com cerca de uma hora de duração, essa produção alemã parte para suas reflexões existenciais a partir da certeza que a história da humanidade nada mais é que um ciclo vicioso, explorando as ações do ser humano quando existe a possibilidade de se achar a ruptura disso.

Na trama, conhecemos Paula (Peri Baumeister), uma brilhante cientista alemã enviada por uma empresa privada para o espaço com um único objetivo de realizar pesquisas sobre possíveis sinais vindos de fora da Terra. Ao mesmo tempo, seu marido, o professor de história Sven (Florian David Fitz) e sua jovem filha com deficiência auditiva esperam o retorno dela. Perto de completar sua missão, Paula se depara com uma descoberta e conflitos se desenrolam. Ao voltar para o nosso planeta acaba sendo responsabilizada por uma tragédia, modificando completamente a vida de sua família.

Questões geopolíticas, ambições, circo midiático, dramas familiares se entrelaçam nesse projeto que busca perguntas sobre a relação do ser humano com o próprio sentido de existência. É um caminhar bem filosófico que gera interpretações diversas. Há um curioso mistério que percorre os episódios, a princípio mal definido nos dois primeiros capítulos mas conforme vamos juntando as peças tudo começa a fazer um certo sentido. O choque entre o dilema de Paula na espaço e os dramas que sofre sua família na Terra é o combustível desse roteiro que objetiva encontrar um norte entre esses paralelos.

O ponto mais interessante é quando entendemos sobre o que de fato é essa história. Aqui a humanidade é colocada em evidência, dentro do ciclo vicioso já mencionado, a partir das possibilidades de descobertas sobre o que há pelo universo. A ganância, a imposição militar, o reconhecimento, as loucuras que a mente é capaz de projetar, são alguns dos elementos que estão associados as ações vistas que traçam paralelos com as realidades de conflitos de diversos cotidianos. O eterno embate entre as ações individuais e coletivas, dentro de um sentido da essência do ser humano pondera o certo e o errado.

Na sua incessante busca pelos conflitos emocionais de uma protagonista em crise nos dilemas que percebe na sua trajetória, algo necessário para entendermos a construção e desconstrução da personagem, a narrativa pode se tornar confusa em alguns momentos com um uso excessivo de flashbacks onde a variável tempo e seu vai e vem se tornam constantes. Mas o contexto acaba sendo uma peça chave, e mesmo caminhando pela previsibilidade, encontra um desfecho que não deixa de ser surpreendente, com um simbolismo importante para os nossos tempos.

 

Crítica | Downsizing – Que p#**a de filme é esse?

Direto do TIFF, festival de Toronto

O que aconteceu com Alexander Payne?

Todo mundo erra, até grandes cineastas. E Alexander Payne é sem dúvida um dos grandes da atualidade. Para quem não acredita ou não conhece, é só dar uma olhada no currículo do sujeito, repleto de produções de prestígio, vide Sideways – Entre Umas e Outras (2004), Os Descendentes (2011) e o último trabalho, até então, Nebraska (2013) – todos indicados ao Oscar na categoria principal. E como chamamos um diretor que tem em menos de dez anos três filmes indicados? Bem, podemos chamá-lo de Alexander Payne.

Payne era, além disso, um destes cineastas invictos, sem nada em seu histórico que manchasse sua carreira. Bem, era até agora. Os quatro anos que separaram seus últimos longas, apresentam ‘Pequena Grande Vida‘ (Downsizing), o novo trabalho, como sua obra mais ambiciosa. O conteúdo desta primeira ficção científica de sua filmografia não deixa mentir. Na trama, cientistas descobrem um procedimento que encolhe seres humanos, animais, plantas e objetos de todo tipo, a um tamanho minúsculo.

A maior descoberta da humanidade desde que o homem pisou na lua, como afirma o personagem principal, terá inúmeras vantagens para a sociedade e nossa espécie, entre elas a melhoria no meio ambiente, menos poluição e lixo, além de se mostrar um fator decisório economicamente para os que optarem viver de tal forma diminuta. Este é o trecho mais interessante de ‘Pequena Grande Vida‘, que deveria ter concentrado suas energias em desenvolver este tema, já que é vendido como o cerne da produção, como mostram as prévias e sinopse.

Pequena Grande Vida‘ é um filme que nos ludibria. Vende uma coisa e entrega diversas outras, menos o que compramos. Nesses casos, se o que recebemos for tão bom quanto (ou melhor) o que esperávamos, a confusão terá valido a pena. Não é o que ocorre aqui. O novo trabalho de Payne soa inacabado, dono de uma montagem errática, onde muitas subtramas brigam por atenção e a maioria morre na praia. O novo longa de Payne é desorganizado e desfocado, personagens são esquecidos pelo caminho e outros surgem do nada ganhando toda atenção. E assim o filme vai contando outra história ao ponto de nos perguntarmos: o que estávamos assistindo mesmo?

Um bom exemplo disso é a abertura do filme, numa cena na qual o protagonista Matt Damon (coitado, mas não é como se já não tivesse tido sua cota de “bombas”) cuida da mãe doente. A cena é completamente desnecessária e desligada do resto do filme. Mais para frente um breve diálogo resolveria (e resolve mesmo!) esta cena inteira, sem que fosse necessário os minutos somados à excessiva duração, de mais de 130 minutos. Matt Damon soa perdido, tentando dar tudo de si na pele do maior loser de sua carreira.

Jason Sudeikis e Kristen Wigg, bons comediantes em papeis sérios, são dois que o roteiro joga para escanteio sem cerimônia, enquanto ficamos pensando que seus personagens serão essenciais para a trama. Não, foram apenas nota de rodapé. E aí chega Christoph Waltz do nada, e não reclamamos tanto, já que o rouba cenas é a melhor coisa do filme, num papel diferente de tudo que já fez – ainda bem! Hong Chau, de Vício Inerente (2014), soa como unhas no quadro negro, representando um estereotipo sem graça, que não sabe muito o tom que deseja ter, navegando de forma destrambelhada entre o humor e o drama.

Downsizing é aquele tipo de filme que deseja falar sobre muitas coisas e termina falando sobre nada. Tenta ser uma sátira sobre a economia norte-americana e mundial, e até começa bem – os trechos com Damon e Wiig são os melhores – mas depois resolve ser um filme humanitário, uma viagem lisérgica e até mesmo um filme apocalíptico, acredite. Existem diretores que ainda se mantém invictos, outros morreram invictos, vide Stanley Kubrick, mas hoje, Alexander Payne sofreu sua primeira derrota. Sinto informar.