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Bob Odenkirk descarta estrelar filmes da Marvel: “Não fui feito para aquele universo”

Em entrevista ao The Independent, Bob Odenkirk (‘Better Call Saul’) comentou sobre a possibilidade de estrelar um filme da Marvel. Apesar de já ter protagonizado filmes de ação, o ator revelou que não se vê participando de um universo de super-heróis.

“Eu gosto de manter as coisas realistas, relacionáveis e em uma escala menor. Não acho que eu fui feito para o universo [da Marvel]. Eu gosto de interpretar personagens que fazem os espectadores sentir que eles poderiam viver na casa ao lado.”

Apesar de muitos poderem argumentar que o personagem do ator no filme ‘Anônimo‘ não se encaixa nesta descrição, o ator responde: “[O Hutch] ainda é um homem de família, mas a relação dele com a violência é diferente. Ele mudou, mas ainda tem um longo caminho para encontrar um equilíbrio real em como ele vive sua vida. Eu me importo muito com a história dele; parece até que é a história da minha vida, não um filme de ação.”

Vale lembrar que Odenkirk retornará na sequência ‘Anônimo 2‘, cujas filmagens estão programadas para começarem ainda em 2023.

Relembre o trailer do primeiro filme:

Na trama, Odenkirk interpreta Hutch Mansell, um esposo e pai de família pacato e que tende a passar despercebido por aqueles que o cercam. Tudo muda quando dois ladrões invadem sua residência em uma noite, incendiando uma ira até então desconhecida nele, levando-o a um caminho brutal que irá revelar alguns segredos obscuros com os quais ele lutou a vida inteira para deixar para trás.

‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’ deve registrar a MAIOR estreia da franquia nas bilheterias dos EUA

De acordo com o BoxOffice Pro, a sequência ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3‘ deve se tornar a maior estreia da franquia nas bilheterias norte-americanas.

Projeções iniciais indicam que o novo capítulo deve registrar uma estreia em torno de US$ 120-155 milhões, tendo grandes chances de superar o lançamento de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2‘, que arrecadou US$ 146.5 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA.

Vale destacar que as projeções iniciais são geralmente “cautelosas” em suas estimativas. Para termos de comparação, as projeções iniciais de ‘Pânico VI‘ (US$44.4M) e ‘John Wick 4‘ (US$73.8M) apontavam estreias em torno de US$ 24-33 milhões e US$ 44-53 milhões, respectivamente. Ambos filmes registraram números muito maiores, quebrando recordes em suas respectivas franquias.

A expectativa é que as projeções aumentem gradativamente com o passar das semanas, quando o marketing estiver mais forte na intenção de chamar a atenção dos espectadores.

Guardiões da Galáxia Vol. 3‘ está programado para estrear no dia 4 de maio.

Confira o trailer:

“Em ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3‘, da Marvel Studios, nosso amado grupo de desajustados está se estabelecendo na vida em Lugar Nenhum. Porém, não demora muito para que suas vidas sejam viradas de cabeça para baixo, pelos ecos do passado turbulento de Rocket. Peter Quill, ainda se recuperando da perda de Gamora, deve reunir sua equipe para salvar a vida de Rocket, em uma missão que, se não for concluída com sucesso, pode muito possivelmente levar ao fim dos Guardiões da Galáxia como os conhecemos.”

O novo filme contará com Chris Pratt, Zoë Saldaña, Vin Diesel, Dave Bautista, Bradley Cooper, Sylvester Stallone, Elizabeth Debicki, Daniela Melchior e Will Poulter.

Após reviravolta chocante, ‘Succession’ quebra RECORDE de audiência na HBO

De acordo com o ComicBook, o terceiro episódio da última temporada de ‘Succession‘ quebrou recorde de audiência na HBO. Ao registrar 2.5 milhões de espectadores na noite de domingo, o episódio se tornou o capítulo mais assistido da história da produção.

O episódio, que traz uma reviravolta chocante na narrativa, superou a estreia do quarto ciclo, que havia sido assistida por 2.3 milhões de espectadores. Para termos de comparação, o terceiro episódio registrou um aumento de 7% na audiência.

Além disso, a Warner Bros. Discovery confirmou que a Season Premiere do ciclo final já foi assistida por mais de 7 milhões de espectadores nas últimas três semanas.

E o que aconteceu de tão chocante no terceiro episódio da 4ª temporada?

Cuidado: muitos spoilers à frente.

O capítulo, intitulado “Connor’s Wedding”, pegou o público de surpresa ao trazer a morte de Logan Roy (Brian Cox), patriarca da família protagonista. O personagem faleceu pouco depois de se sentir mal durante um voo para a Suécia.

Lembrando que o próximo episódio vai ao ar no dia 16 de abril.

Confira a prévia:

A venda do conglomerado de mídia Waystar Royco ao visionário da tecnologia Lukas Matsson (Alexander Skarsgård) está cada vez mais próxima. A perspectiva dessa venda sísmica provoca angústia existencial e divisão familiar entre os Roys, pois eles antecipam o que seus as vidas serão assim que o acordo for concluído. Uma luta pelo poder ocorre quando a família avalia um futuro em que seu peso cultural e político é severamente reduzido. 

A série foi criada por Jesse Armstrong, e o elenco também conta com Brian Cox, Kieran Culkin, Jeremy Strong e Sarah Snook.

Moana | Confira CURIOSIDADES da animação da Disney que vai virar live-action

Há sete anos, a aclamada animação Moana – um Mar de Aventuras’ chegava aos cinemas estadunidenses e conquistava espectadores de todas as idades.

A Disney está preparando um novo filme, mas desta vez em versão live-action. O estúdio se juntou a Dwayne ‘The Rock’ Johnson para desenvolver um remake do sucesso musical de animação de 2016.

O anúncio foi feito pelo próprio The Rock, que dublou Maui, o grandioso semideus do vento e do mar na animação original e irá retornar como o personagem nessa nova versão. Ele também será o produtor do filme por meio de sua produtora Seven Bucks Productions. 

A atriz Auli’i Cravalho, que deu voz à protagonista da animação, também irá voltar, mas como produtora executiva do longa.

Confira o anúncio abaixo na versão LEGENDADA:

“É uma honra dizer que estamos trazendo a bela história de ‘Moana’ para as telonas!
Maui mudou minha vida (saudades vovô) e tenho a honra de me juntar com a
Disney para contar nossa história através do reino da música e da dança, que no fundo é quem somos como povo polinésio”, escreveu Johnson em seu Twitter.

Jared Bush, que escreveu o roteiro do filme original, voltará para escrever o remake. Ainda não há um diretor envolvido nesta fase do desenvolvimento.

A trama acompanhou Moana, uma adolescente polinésia de dezesseis anos (voz de Auli’i Cravalho na versão original) que se aventura pelo Oceano Pacífico para desvendar o mistério que envolve seus ancestrais. Durante sua incrível jornada, ela encontra o poderoso semideus Maui (voz de Dwayne Johnson na versão original) e, juntos, eles atravessam o mar aberto em uma viagem cheia de ação, enfrentando criaturas ferozes, com momentos de muita diversão e aventura.

Arrecadando mais de US$645 milhões ao redor do mundo, a produção foi aclamada pela crítica especializada e conquistou duas indicações ao Oscar, incluindo Melhor Animação. Para celebrar seu aniversário, montamos uma breve lista com algumas curiosidades de bastidores, que você confere abaixo:

  • Johnson acredita que atuar com dublagem é a carreira mais difícil – e fica pessoalmente irritado quando celebridades são elencadas em filmes animados apesar de não saberem atuar. Quando Johnson foi contratado para o projeto, ele repetidamente pediu para que outros dubladores estivessem presente e o auxiliassem a dar uma boa performance.
  • A lâmpada do gênio do clássico ‘Aladdin’ pode ser visto na concha de Tamatoa, o siri gigante.
  • Lin-Manuel Miranda, compositor da trilha sonora, revelou que Tamatoa foi criado como um tributo ao lendário David Bowie.

  • Quando consegue seu anzol pela primeira vez e tenta se transmutar em outras criaturas, Maui se transforma em vários animais. Por um breve segundo, ele vira Sven, a rena de Frozen: Uma Aventura Congelante’.
  • Os diretores John MuskerRon Clements fizeram densas pesquisar por meses e mergulharam na cultura polinésia para criar um filme que fosse respeitoso à mitologia explorada. Apesar das tentativas serem reconhecidas pelo povo polinésio, houve certo debate quanto a construção de Maui e da personagem Vovó Tala.

  • Moana se tornou o primeiro filme a trazer um grande elenco polinésio que, além de Johnson e Cravalho, contou com Rachel HouseTemuera MorrisonJemaine ClementNicole ScherzingerOscar Kightley Troy Polamalu.
  • Moana é de uma ilha chamada Motu Nui. Em vários dialetos polinésios, motu significa “ilha” e nui, “grande”. Ao menos duas ilhas verdadeiras do Pacífico carregam esse nome: uma delas fica perto da Ilha de Páscoa e a outra pertence à Polinésia Francesa.
  • Te Ka, em vários dialetos polinésios, significa O Ardente, enquanto Te Fiti é traduzido para A Brilhante.

  • O primeiro rascunho do roteiro foi assinado por Taika Waititi, aclamado diretor conhecido por obras como ‘Thor: Ragnarok’‘Jojo Rabbit’. Eventualmente, Jared Bush ficou responsável pela última versão da história.
  • Dinah Jane, conhecida por integrar o grupo pop Fifth Harmony, fez testes para interpretar Moana no longa-metragem.

O Exorcista do Papa | Conheça os 10 grandes filmes de EXORCISMO e POSSESSÃO

O gênero do terror já foi muitíssimo bem explorado dentro do cinema, seja com histórias de monstros, espíritos, lendas mitológicas, como vampiros e lobisomem, ou mesmo abordando o horror cósmico de Lovecraft. No entanto, nada conseguiu impressionar ou dar tanto medo quanto filmes que abordam casos de exorcismo ou possessão demoníaca, muito porque a prática é validada pela Igreja Católica, principal órgão religioso e tradicional no mundo todo.

Já está nos cinemas o filme O Exorcista do Papa, que é inspirado nas memórias do padre Gabriele Amorth, ex-exorcista chefe do vaticano. 

Vamos citando aqui por ordem quase que cronológica, já que com o passar dos anos fomos vendo a vertente se remodelar e ser empreendida de maneiras bem diferentes. É claro que alguns vão ficar de fora, por isso coloquem nos comentários os filmes do estilo que não entraram na lista, mas ajustaram tanto ou mais vocês que esses mencionados. Bora lá!

Madre Joana dos Anjos (1961)

O longa polonês ‘Madre Joana dos Anjos‘ é um dos primeiros filmes sobre exorcismo já feitos, a história é sobre um convento com freiras possuídas pelo demônio. Nesse contexto, um padre é enviado ao local e começa a duvidar da própria fé ao ver o que está acontecendo com suas colegas de sacerdócio.

A obra ganhou o Prêmio de Júri no Festival de Cannes de 1961 e o cineasta Jerzy Kawalerowicz, responsável por outros filmaços como ‘Trem Noturno‘ (1959), deixa o espectador inquieto com uma atmosfera claustrofóbica, onde nada é o que parece. Há uma cena bem impressionante do balé de freiras, com todas caindo no chão possuídas. Lembrando que os demônios de Madre Joana dos Anjos são tratados como fontes de energia capazes de induzir os seres humanos aos comportamentos mais perversos e ultrajantes.

O Exorcista (1973)

Ainda hoje, por incrível que pareça, em qualquer lista sobre filmes de possessão demoníaca, nenhum consegue superar o clássico de William Friedkin, ‘O Exorcista‘, obra-prima do horror que até provoca calafrios nos mais céticos.

Na trama, Chris MacNeil é uma atriz de cinema que sua vida vira um inferno ao descobrir que sua única filha, Regan, começa a exibir comportamentos estranhos e anormais. Aos poucos, a mulher percebe que algo sobrenatural está acontecendo, conforme a vida de Regan se esvai aos poucos na mão do demônio Pazuzu. Um filme absolutamente aterrorizante, cheio de símbolos e agoniante.

Possessão (1981)

Assim como o anterior, esse filme francês/alemão ‘Possessão‘ é uma das obras mais simbólicas do horror, tratando da ideia de possessão como uma metáfora poderosa sobre a repressão sexual, libertação feminina e até mesmo temas mais políticos ligados à Guerra Fria e sua presença na Alemanha.

Comandado pelo também polonês Andrzej Żuławski, a obra é lembrada até hoje por suas cenas apavorantes, especialmente uma sequência que acontece em uma estação de metrô. Até hoje, o filme é revisitado por fãs do gênero que continuam ávidos para descobrir suas interpretações escondidas.

Príncipe das Sombras (1987)

Depois se dar mal nas bilheterias com ‘Aventureiros do Bairro Proibido‘, o mestre John Carpenter assinou contrato com a pequena Alive Films, que previa a produção de quatro filmes de baixo orçamento, o primeiro deles foi justamente Príncipe das Sombras um assustador suspense sobrenatural que trata de possessão demoníaca, religião, conspirações da Igreja e até viagem no tempo.

Em determinada parte da história, um dos pesquisadores é infectado com todo o líquido do recipiente e se transforma em uma espécie de hospedeiro do mal. Desse modo, o seu corpo vai se transformando lentamente com barulhos de ossos se partindo e se reorganizando e seu rosto começa a ficar cheio de pústulas e feridas no melhor estilo exorcista. Sensacional!

Os Fantasmas se Divertem (1989)

Um dos primeiros filmes dirigido por Tim Burton, ‘Os Fantasmas se Divertem‘ definiu a maior parte das características que tornaram o diretor conhecido nas suas demais obras. Tem personagem maluco, estética gótica, humor negro, elementos sobrenaturais e trilha sonora que serve para dar o clima de tensão e susto. É claro que no meio de tudo isso tem um ritual de exorcismo, que faz o esquema contrário, trazendo um fantasma possuído da vida para o mundo dos mortos. O longa é um dos maiores clássicos do terrir e segue na memória de muitos que aguardam ansiosamente uma continuação.

Stigmata (1999)

Nesse filme marcante da década de 1990, Patrica Arquette dá vida a Frankie Paige, uma cabelereira contra à religião que começa a apresentar as chagas de Cristo no corpo. Assim, um padre é enviado para investigar o caso, que pode conter segredos do Vaticano. A história ganha ainda mais contornos quando Paige não apenas está totalmente machucada pelos estigmas, como também parece estar possuída por uma entidade demoníaca, fazendo o sacerdote aprender ali a fazer o exorcismo em questão.

Stigmata‘ reacendeu o interesse por filmes do gênero no final dos anos 1990 e foi um relativo sucesso, custando cerca de US$ 30 milhões e faturando mais que o triplo nas bilheterias mundiais. Além do bom elenco e do enredo interessante, dá aquela cutuca básica a Igreja Católica e o fanatismo religioso de maneira geral.

O Exorcismo de Emily Rose (2005)

Baseado em um acontecimento real, ‘O Exorcismo de Emily Rose‘, o longa de 2005 dirigido por Scott Derrickson (‘Doutor Estranho’), toma como inspiração o caso de Anneliese Michel, uma mulher que passou por dezenas de exorcismos e um que resultou até em sua morte, e é ainda hoje há registros em áudio da possessão.

Com uma mistura de horror sobrenatural e drama psicológico, o filme aborda a dominância da entidade em relação a Emily Rose com uma grande ambiguidade, deixando em aberto a ideia de que ela poderia ou não estar possuída por entidades satânicas, ou simplesmente louca e afetada psicologicamente.

Constantine (2005)

Há quem conteste a presença desse filme na lista, até porque John Constantine (Keanu Reeves) luta não apenas contra possessão demoníaca, mas também contra monstros e o próprio Lucifer em pessoa. No entanto a obra para começar possui uma das cenas de exorcismo mais sensacionais já feitas, com o sujeito prendendo o demônio no espelho.

Logo depois, Constantine vai caçando vários espíritos maléficos que estão na cidade em busca da lança que matou Jesus Cristo. Trazendo assim cenas fortes e simplesmente assustadoras. Ao que se sabe, teremos enfim uma continuação, após quase duas décadas depois.

O Ritual (2011)

O Ritual‘ que é dirigido por Mikael Hafstrom em uma produção entre os EUA, a Itália e a Hungria, oferece uma perspectiva singular sobre o tema: ao invés das recorrentes histórias de jovens possuídas, a história percorre a ida de um padre estadunidense ao Vaticano, para frequentar uma escola de exorcismo trazida há pouco tempo.

Protagonizado por ninguém menos que Anthony Hopkins, o longa conta também com a brasileira Alice Braga no elenco e consegue prender o público do início ao fim. Aborda com maestria a possessão, sendo mais contemplativo e que não apela para sustos fáceis. Ainda assim, ele conta com uma atmosfera bem densa e pesada, além de explorar o rito romano de uma forma mais verossímil e realista.

Invocação do Mal (2013)

O grande sucesso do terror protagonizado por Patrick Wilson e Vera Farmiga, além de ser dirigido por James Wan, principais nomes do gênero atualmente, ‘Invocação do Mal‘ se tornaria uma franquia não por acaso: sucesso de crítica e público, o filme seria reconhecido como o melhor do gênero terror na última década, sem dúvidas.

Temos como palco uma casa mal-assombrada para onde uma família se muda no interior dos EUA, onde sinistros fenômenos começam a ocorrer. O local seria moradia de uma entidade demoníaca, e a casa – bem como a família – passam a ter de enfrentar sessões de exorcismo para combater o mal. O longo foi muitíssimo elogiado e rendeu milhões em bilheteria, merecendo assim tudo que conquistou por sua qualidade.

As Séries Mais FLOPADAS que Completam 10 anos em 2023 – Você Lembra Delas?

Quando falamos em séries de TV, todo mundo tem as suas preferidas. Nem sempre uma série que gostamos se torna sucesso. Algumas inclusive terminam de forma abrupta, canceladas pelas redes de TV – ou pelas plataformas de streaming na atualidade. A Netflix, por exemplo, é mestre em cancelar séries que até possuem seus fãs, deixando a internet sempre em polvorosa. O que acontece em casos assim é que apesar de ter sua legião de seguidores, tais programas simplesmente não possuem uma audiência que justifique seu investimento. É preciso não confundir gostos pessoais com fatos e números. A ciência exata que mede audiência e as bilheterias não é relativa e não depende do ponto de vista de cada pessoa.

Séries canceladas logo em sua primeira temporada não são novidade e existem desde o advento da televisão. Certas produções simplesmente não caem no gosto do espectador da forma que foram planejadas. E não existe uma produção que não seja mirada ao sucesso. A mídia audiovisual depende de espectadores, quanto mais gente assistir, melhor. Na matéria de hoje iremos dar uma olhada em produções que completam 10 anos de sua estreia, mas que se tornaram relativamente obscuras após terem sido canceladas em sua primeira temporada – sem que grande parte do público sequer lembre delas. Injustiça ou não isso é relativo, e depende do ponto de vista. O fato é que tais séries não conseguiram despertar interesse suficiente no público para seguirem. Confira abaixo.

The Crazy Ones

Essa dói no coração, porque é tido que foi o fracasso dessa série de TV que desencadeou a depressão do icônico Robin Williams o levando ao suicídio. Acontece que a carreira do astro não ia bem, com seus filmes fracassando no cinema, devido a escolhas ruins de projetos. Ele embarcava em uma fase sombria. A solução foi estrelar sua primeira série de TV depois de se tornar um talento nas telonas, retornando para as telinhas depois de décadas. O projeto escolhido foi esta sitcom da rede CBS sobre a relação de um pai e sua filha, ambos publicitários tocando uma agência. No papel de filha do protagonista, a eterna Buffy, Sarah Michelle Gellar, que também dava com os burros n’água sem conseguir emplacar um programa de sucesso após o fim da série sobre a caçadora de vampiros. ‘The Crazy Ones’ foi cancelado em 2014, após 22 episódios de sua primeira temporada. Williams tiraria a própria vida 4 meses depois.

O Show de Michael J. Fox

Outra que dói muito no peito. Depois que os efeitos do Parkinson se tornaram incontroláveis para Michael J. Fox, o astro precisou se afastar de seu trabalho como ator, ainda no início dos anos 2000, quando deixou a série de sucesso ‘Spin City’, sendo substituído por Charlie Sheen. Desde então suas aparições se tornaram raríssimas, e o ator dedicou seu tempo a tratar de sua doença, assim como voltou sua atenção para estudar uma possível cura da condição. Mesmo sabendo de suas limitações, e tendo participado de séries de sucesso como ‘The Good Wife’, Fox resolveu tentar de novo e estrelar a série ‘The Michael J. Fox Show’, onde interpretou uma versão de si mesmo, relatando sua vida lidando com a doença do Parkinson. A série da NBC infelizmente duraria apenas 22 episódios de sua primeira temporada.

Dracula

Talvez o personagem mais famoso do terror seja o rei de todos os vampiros, Drácula. Isso porque desde os primórdios da sétima arte, bem antes da invenção da TV, o personagem criado na literatura por Bram Stoker, já foi retratado em diversas produções e se tornou sinônimo da cultura pop. E não, aqui não falamos da minissérie em 3 episódios da Netflix de 2020. Antes disso, outra produção sobre o temível vampiro havia visto a luz do dia (com o perdão do trocadilho). Com produção da Universal Television, a série foi ao ar pela rede NBC há 10 anos, e trouxe Jonathan Rhys Meyers no papel do imortal sanguessuga. Apesar da badalação em torno de tal figura mitológica, ninguém ligou muito para esta versão, que amargou o fracasso e foi cancelada após 10 episódios de sua primeira temporada. Você lembrava?

Almost Human

Hoje, o ator neozelandês Karl Urban faz enorme sucesso como Billy Bruto de ‘The Boys’. Mas você provavelmente não lembra que há 10 anos o ator tentava emplacar, sem sucesso, numa série de ação, aventura e ficção chamada ‘Almost Human’. Nesse programa da Warner Television, com produção da Bad Robot de J.J. Abrams, a trama se passa no futuro, onde policiais trabalham com androides no combate ao crime. A criação era de J.H. Wyman, o mesmo de ‘Fringe’ (2009-2013). Na trama, Urban vivia o policial John Kennex, que ganha como novo parceiro Dorian (papel de Michael Ealy), um ser artificial. O programa durou apenas uma temporada de 13 episódios.

Mob City

Da mesma forma que Karl Urban teve sorte com ‘The Boys’ depois de ‘Almost Human’, o intenso Jon Bernthal tirou a sorte grande ao ser escolhido pela Marvel para ser o novo intérprete do vingativo Justiceiro. O personagem, ainda vivido por Bernthal, retornará agora no MCU na nova série do ‘Demolidor’. Antes disso, no entanto, há 10 anos ele estrelava uma série do mesmo criador de ‘The Walking Dead’, Frank Darabont. Trata-se de ‘Mob City’, da TNT, série sobre um policial (Bernthal), dividido entre o dever na força, e seus laços com a máfia, comandada por Bugsy Siegal (Edward Burns). A série exibiu seus 6 episódios da primeira temporada, mas foi prontamente cancelada.

The Tomorrow People

As produções jovens da CW (o canal da Warner) seguem por uma mesma linha – que é onde se enquadram também as séries de heróis da DC trabalhadas pelo canal, vide ‘Arrow’, ‘Flash’, ‘Supergirl’ e afins, ou seja, todas possuem um teor, digamos, quase infantil e recomendado para todos os públicos. É justamente onde se encaixa esse ‘The Tomorrow People’, espécie de ‘Heroes’ (2006-2010) voltado ao público adolescente. Na trama, um grupo de jovens colegiais se descobre com dons extraordinários, como teletransporte, telecinesia e descargas de energia. Eles se unem a outros como eles em um grupo que leva o título do programa, ao mesmo tempo em que são caçados por agentes do governo. A criação é de Greg Berlanti – responsável por todas as séries da DC no chamado ‘Arrowverse’. ‘The Tomorrow People’ durou apenas uma temporada de 22 episódios.

Hostages

Com produção de Jerry Bruckheimer (‘Top Gun’ e ‘Piratas do Caribe’) e da Warner Television, e distribuição do canal CBS, ‘Hostages’ trazia como chamariz a presença da atriz indicada ao Oscar Toni Collette. Neste thriller político com tintas de drama familiar, ela vive a Dra. Ellen Sanders, cirurgiã de grande prestígio designada a realizar uma operação no presidente dos EUA. A casa da médica é invadida por um grupo de homens armados, liderados por Duncan, papel de Dylan McDermott. Eles sequestram a família da médica e a colocam num dilema impossível: ela precisa matar o presidente durante a cirurgia. Caso contrário, sua família é quem irá sofrer as consequências. Apesar da trama gélida e bem bolada, o programa durou apenas 15 episódios e não passou de sua primeira temporada. Também, é difícil imaginar para onde se iria após a conclusão, ou quantas temporadas essa premissa aguentaria.

Dads

Agora mudamos para uma sitcom do canal Fox que você provavelmente nunca ouviu falar. Tudo bem, eu também não conhecia até precisar fazer essa matéria e pesquisar sobre ela. A ideia aqui por trás deste programa de comédia foi unir os dois baixinhos esquisitos preferidos do público nos anos 90, Giovanni Ribisi, o irmão da Phoebe em ‘Friends’, e Seth Green, o Oz da série ‘Buffy’ e também o Scott Evil da franquia cômica ‘Austin Powers’. No programa, a dupla interpretava melhores amigos, que trabalham como designers de games. Tudo muda na vida destes nerds quando eles precisam cuidar de seus pais idosos. O seriado durou apenas 19 episódios da primeira temporada.

Trophy Wife

A sueca Malin Akerman ganhou destaque em Hollywood na segunda metade dos anos 2000 graças a papeis importantes em filmes como a comédia ‘Antes Só do que Mal Casado’ (2007), com Ben Stiller, e principalmente na adaptação de ‘Watchmen’ (2009), de Zack Snyder. Desde então, a atriz coleciona trabalhos em filmes badalados e séries de TV. Há 10 anos, Akerman acreditava tanto no projeto conhecido como ‘Trophy Wife’, que resolveu produzir o programa, além de estrelar, é claro.  O termo “esposa-troféu” (na tradução literal do título) foi criado nos EUA e se tornou muito usado por lá, chegando até o Brasil – e significa uma esposa escolhida apenas por sua aparência bela para ser exibida pelo marido – algo como a infame “bela, recatada e do lar”. A série durou apenas 22 episódios de sua primeira temporada.

The Carrie Diaries

Finalizando a matéria dos grandes fracassos televisivos de 10 anos atrás, temos um programa que conseguiu fazer um pouco mais de sucesso do que todos os demais acima. No entanto, ele não pode ser completamente descartado como um fracasso, ainda mais se levarmos em conta o seu pedigree. Acontece que, como pode ser notado pelo título da série, trata-se de um prelúdio para a icônica ‘Sex and the City’, série da HBO que durou 6 temporadas de 1998 a 2004 e se tornou emblemática por sua sinceridade sobre relacionamentos, dando uma voz única a protagonistas femininas. A ideia era mostrar a adolescência e juventude da protagonista Carrie Bradshaw, eternizada por Sarah Jessica Parker. Em ‘The Carrie Diaries’ ela era vivida por AnnaSophia Robb. A série do canal CW até durou duas temporadas, mas meio que foi empurrada para uma sobrevida, depois sendo logo cancelada e esquecida pelos fãs.

 

Saiba QUE HORAS o trailer de ‘As Marvels’ será lançado amanhã

A Marvel Studios vai divulgar o primeiro trailer de ‘As Marvels‘ amanhã, dia 11 de abril.

O vídeo será lançado no Good Morning America entre as 9h30 e 10h30 (horário de Brasília).

Confira o anúncio:

 

 

O filme chega aos cinemas nacionais no dia 9 de novembro.

Carol Danvers, também conhecida como Capitã Marvel, recuperou sua identidade dos tirânicos Krees e se vingou da Inteligência Suprema. Mas as consequências levam Carol a carregar o fardo de um universo desestabilizado.

Quando seus deveres a enviam para um buraco de minhoca anômalo ligado a um revolucionário Kree, seus poderes se confundem com os da sua superfã de Jersey City, Kamala Khan, também conhecida como Ms. Marvel, e a sobrinha distante de Carol, a capitã Monica Rambeau. Juntos, esse trio improvável deve se unir e aprender a trabalhar em conjunto para salvar o universo como ‘As Marvels‘.

Lembrando que ‘As Marvels‘ terá direção de Nia DaCosta (‘A Lenda de Candyman’) com Brie Larson no papel principal, além de Teyonah Parris como Fóton e Iman Vellani como Ms. Marvel.

Vale destacar que o roteiro é responsabilidade de Megan McDonnell, que trabalhou em ‘WandaVision‘. Trata-se de uma troca completa na equipe criativa do primeiro filme.

‘O Homem da Califórnia’ | Brendan Fraser é homem das cavernas em COMÉDIA que pode ganhar sequência na Disney+

No mesmo ano de sucessos como Esqueceram de Mim 2, Batman – O Retorno, Os Imperdoáveis, Instinto Selvagem, Perfume de Mulher e Cães de Aluguel, estreava uma comédia juvenil despretensiosa com produção da Disney, que fez certo sucesso em sua passagem pelas telonas e mais ainda quando estreou no mercado de vídeo nas locadoras. O Homem da Califórnia é um destes filmes adolescentes que marcaram uma geração, e tentava resgatar o gênero das comédias adolescentes lá dos anos 80 – sem dúvidas emana muitas das mesmas vibrações.

Ao longo dos anos, no entanto, a produção foi perdendo força e ao contrário de muitas obras atemporais falhou em ser passada através das gerações caindo no esquecimento. Em 2023, O Homem da Califórnia completa 31 anos de lançamento e vale a pena dar uma reexaminada no filme, o apresentado para os mais novos. Ainda mais quando no elenco temos protagonizando o revigorado Brendan Fraser, astro redescoberto graças ao sucesso de crítica A Baleia. Relembre ou descubra o filme abaixo.

O ano era 1992 e o mundo havia acabado de sair dos anos 80. No entanto, é dito que cada década só encontra verdadeiramente sua “cara” de meados para o fim de tais dez anos. Ou seja, o início de cada década tem mais cara da década anterior do que a sua de fato. Pensando por esse lado, o início dos anos 90 ainda mantinha muito da década mais fanfarrona e incorreta de todas, os anos 80. Nesta época, o mundo dos jovens e adolescentes ainda era muito guiado pela moda MTV – tudo soava como se saído de um videoclipe.

Assim, em meio a efeitos especiais revolucionários que iriam para sempre mudar a forma como o público veria os blockbusters, como os de O Exterminador do Futuro 2 (lançado no ano anterior, em 1991), encerramentos de franquias de sucesso como Indiana Jones e a Última Cruzada (1989), De Volta para o Futuro III (1990) e O Poderoso Chefão 3 (1990) e o surgimento de uma segunda e bem-sucedida onda de adaptações de personagens de quadrinhos (Batman, As Tartarugas Ninja e Dick Tracy); os roteiristas George Zaloom (produtores de documentários sobre os bastidores de filmes famosos) e a também atriz Shawn Schepps não queriam saber de nada disso e apostavam numa história que muito bem poderia ter sido feita nos anos 80 – e tem toda a cara das comédias da época.

Preste atenção nesta sinopse: dois adolescentes tipicamente californianos, que não são exatamente os rapazes mais populares do colégio, descobrem na escavação de sua piscina um homem de neandertal congelado – que logo se descongela e sai andando por aí como se nada tivesse acontecido em todos esses milhões de anos. Devido à sua aparência jovem, mais ou menos próximo da idade dos amigos, a dupla tem a brilhante ideia de vesti-lo com as roupas da época, dar uma repaginada nele e matricula-lo em seu colégio com o argumento de que é um estudante de intercâmbio estrangeiro e não fala a língua, para “não levantar suspeitas sobre sua real identidade”, inclusive em casa com seus pais – já que o sujeito a quem eles nomeiam Link (ou “Elo”) precisará ficar hospedado em sua casa. Parece idiota? E é.

De alguma forma esse roteiro fascinou o então presidente da Disney, Jeffrey Katzenberg. Responsável pelo sinal verde de inúmeros sucessos no estúdio, como Uma Cilada para Roger Rabbit (1988), A Pequena Sereia (1989), A Bela e a Fera (1991) e Aladdin (1992), Katzenberg no fim dos anos 90 sairia de seu posto como chefão da Disney, e ao lado de Steven Spielberg e David Geffen criaria o estúdio Dreamworks – que igualmente marcaria época. Katzenberg segue ativo como um dos homens poderosos de Hollywood. Mas voltando 31 anos no passado, seu único objetivo com o projeto de O Homem da Califórnia era fazer um dinheiro rápido, numa comédia adolescente não muito cara, mas com o potencial bastante lucrativo. Mas para isso ele precisaria dos atores certos.

Na direção, Katzenberg escalou o estreante em longas Les Mayfield, que vinha de curtas e documentários de bastidores – onde o produtor o conheceu. Mayfield depois seguiria para trabalhos famosos, como as direções de Milagre na Rua 34 (1994), Flubber – Uma Invenção Desmiolada (1997) e Um Tira Muito Suspeito (1999). No elenco, o primeiro contratado foi o sumido Pauly Shore. O jovem comediante excêntrico era dono de estilo único de se portar e se comunicar – talvez um pouco semelhante a Bobcat Goldthwait, o Zed de Loucademia de Polícia, só para entenderem um pouco melhor. Pauly Shore fazia sucesso entre os jovens na época por falar a língua deles, despejar diversas gags implícitas e suas próprias piadas internas, além disso, à frente de seu tempo tinha um estilo andrógeno e afetado de ser, em que para os padrões da época poderia ser facilmente confundido com um jovem gay, apesar de ser hétero. Esse sucesso fez Shore ganhar seu próprio programa na MTV – um canal que tinha tudo a ver com ele e sua geração – em Totally Pauly o ator andava pelas ruas e shoppings, e entrevistava pessoas com seu jeito particularmente amalucado.

Era de costume de Jeffrey Katzenberg mandar roteiros para o colega Peter Paterno, presidente da divisão de música da Disney, a Hollywood Records, para uma segunda opinião. E após ler o roteiro de O Homem da Califórnia, Paterno disse que Pauly Shore seria perfeito para o filme. Katzenberg, por outro lado, nunca havia ouvido falar no comediante, e Paterno prontamente lhe enviou fitas de Totally Shore. O presidente da Disney gostou do que viu. Chamado para uma reunião no estúdio, foi oferecido para Shore o papel de Link, o homem das cavernas descongelado. Mas Shore desejava logo em seu primeiro papel de destaque no cinema deixar marcado seu estilo particular e excêntrico de ser e se comunicar, já sabendo que o papel do neandertal não guardaria muitos diálogos para ele. O chefão da Disney não apenas concordou como o deixou modificar o personagem de Stoney para se adequar à personalidade do humorista, que escreveu muitos de seus diálogos e também improvisou bastante. Além disso, assinou contrato com ele para mais dois filmes: que virariam O Genro dos Meus Sonhos (1993) e Um Maluco no Exército (1994).

O segundo a entrar em cena foi justamente Brendan Fraser – que recebeu seu primeiro Oscar com A Baleia, no qual vive um homem com obesidade mórbida. Trinta anos atrás Fraser estava começando na carreira no cinema e só tinha feito o drama Código de Honra (lançado no mesmo ano de O Homem da Califórnia). Ao contrário de Pauly Shore, Brendan Fraser (então com 24 anos) estava relutante sobre assinar para a produção. O ator havia acabado de fazer o filme citado acima, um drama intenso sobre a lealdade de jovens estudantes de um colégio interno, e queria traçar uma carreira mais voltada para papeis sérios neste nível. Fraser estava preocupado com que o filme e o papel de um homem das cavernas fossem bobos demais para ele e terminassem ferindo sua carreira. No entanto, após muitas conversas sobre o verdadeiro significado do filme e sua mensagem, o ator terminou aceitando o divertido personagem, podendo mostrar um lado de sua atuação com muita performance física e sem muitos diálogos para se expressar. Fraser dá um show.

Fechando o trio, Jeffrey Katzenberg estava decidido por um ator para protagonizar, mas que lhe daria muito trabalho para aceitar. Sean Astin havia virado fenômeno em 1985, graças ao sucesso de Os Goonies – produção cultuada ainda nos dias de hoje, onde Astin viveu o protagonista Mikey. No ano anterior a O Homem da Califórnia, havia chamado atenção no thriller dramático sobre terrorismo num colégio, Rebeldes e Heróis (1991). O chefão da Disney estava decidido a ter o jovem astro em seu filme, querendo uma parcela do sucesso conquistado pela Warner. Mas se Pauly Shore aceitou na hora e Brendan Fraser estava relutante, Sean Astin não estava nem um pouco confiante na produção. Muito pelo contrário, ao ler o roteiro o considerou uma boa m*rda, nas palavras do próprio. Katzenberg chegou inclusive a ligar pessoalmente para Astin e oferecer-lhe US$150 mil de cachê inicial e mais US$400 mil ao final das gravações. O ator mesmo assim tentava sair pela tangente, chegando ao ponto de pedir para alterar o roteiro a fim de o tornar mais palatável ao seu gosto.

Katzenberg concordou com as mudanças, mas no fundo só estava interessado realmente na possibilidade de lucro. Ao receber o novo roteiro, Sean Astin percebeu que pouca coisa havia mudado. Porém, ao receber a informação de que Brendan Fraser estaria no elenco principal, Astin começou a reconsiderar, já que era um desejo seu trabalhar com Fraser. Por outro lado, nunca havia ouvido falar de seu outro colega de elenco, Pauly Shore, e ao receber as fitas de seu programa, começou a desejar que tivesse permanecido sem conhecer. Astin começou a titubear novamente, já que Shore não apelava nem um pouco a ele. No fim das contas, a incansável Disney fez uma nova oferta de salário inicial de US$250 mil, além de total controle criativo de seu personagem no filme, a opção de mais três filmes junto ao estúdio e a direção de seu próprio curta-metragem, que se tornaria Kangoroo Court (1994).

Sean Astin, que depois viraria o Sam da trilogia O Senhor dos Anéis e o Bob de Stranger Things, estava contratado para o papel principal de Dave em O Homem da Califórnia, mas de começo não se deu bem, como esperado, com seu coprotagonista Pauly Shore. Seus estilos de atuação eram muito diferentes, e Astin não achava o humor de Shore particularmente engraçado. Eventualmente, os dois acabaram se entrosando mais e garantindo um ambiente de trabalho agradável.

Lançado no dia 22 de maio de 1992 – no aquecimento do verão americano, a época das maiores estreias do ano – a produção da Hollywood Pictures (subsidiária da Disney) chegou ao Brasil em 22 de novembro do mesmo ano. Com um orçamento de US$7 milhões, O Homem da Califórnia estreou em quarto lugar do ranking das maiores bilheterias dos EUA com quase US$10 milhões no primeiro fim de semana. O filme não aguentaria as concorrências pesadas das estreias de Alien³ (a segunda posição) e Um Sonho Distante (o terceiro), com Tom Cruise e Nicole Kidman. Em primeiríssimo, pela segunda semana consecutiva, o blockbuster da Warner Máquina Mortífera 3.

A comédia recuperou para o estúdio US$40.6 milhões somente nos EUA (os números mundiais não são divulgados), garantindo assim o sucesso financeiro do longa tão almejado pelo chefão do estúdio. O interesse pelo filme na época foi elevado graças à descoberta real do corpo de um homem naturalmente mumificado, de 3300 anos antes de Cristo, nos alpes austríacos – fato que guarda certa semelhança com a narrativa de O Homem da Califórnia. Curiosamente, em grande parte do mundo, o título em inglês é bem literal, a não ser pelos EUA. Em seu país de origem o título é Encino Man – que é o nome de uma famosa (para os americanos) cidade da Califórnia, onde se passa o filme. Outra curiosidade é que o sucesso do filme fez surgir quatro anos depois uma espécie de continuação obscura intitulada A Mulher da Califórnia (1996), filme feito para a TV com produção da Disney Television, exibido pelo canal ABC e com direção da roteirista do original, mas sem envolvimento de qualquer membro do elenco do primeiro.

Trinta anos depois de seu lançamento, O Homem da Califórnia pode até estar datado em seus costumes, moda e comportamento, mas de Karatê Kid a De Volta para o Futuro, qual comédia adolescente dos anos 80 e 90 não está? Apesar disso, continua sendo um divertido entretenimento que funciona muito como viagem nostálgica e traz rostos conhecidos de todos que viveram na época, como os de Megan Ward, Robin Tunney, Michael DeLuise, Ke Huy Quan (refazendo a parceria de Goonies com Sean Astin), Richard Masur e Rose McGowan. Infelizmente, O Homem da Califórnia não se encontra em nenhum dos mais populares streamings – mas deveria fazer parte do acervo da Disney ou da Star+. Bem, quem sabe em breve apareça, já que existe falatório de uma sequência para a Disney+, e o melhor: com Brendan Fraser, Sean Astin e Pauly Shore interessados.

‘Monstrous Beauty’: Bella Ramsey vai estrelar drama de época da diretora de ‘Amuleto’

De acordo com o Deadline, Bella Ramsey (‘The Last of Us’) vai estrelar um drama de época intitulado ‘Monstrous Beauty‘, escrito e dirigido por Romola Garai (‘Amuleto’).

Na trama, Ramsey dará vida à Barbara Field, uma aspirante a dramaturga nascida com uma condição rara, que faz com que seu corpo seja totalmente coberto de pelos.

A sinopse oficial diz que ‘Monstrous Beauty‘ é ambientado no século 17 e acompanha a história de uma jovem única, Barbara Field, nascida na pobreza com uma condição rara, que faz com que seu corpo seja totalmente coberto de pelos. Quando ela recebe a oportunidade de estudar e ocupar um lugar na luxuosa e decadente corte do rei Charles II (Dominic West), Barbara descobre uma ‘maravilha natural’ onde pessoas com aparências extraordinárias se misturam com a aristocracia.

Alimentada pelo desejo de ser definida por quem ela é e não por sua aparência, Barbara aspira se tornar uma dramaturga sob a influência da famosa atriz Nell Gwyn (Ruth Negga), poderosa amante do rei. Também com a ajuda da famosa dramaturga da época, Aphra Behn (Fiona Shaw), Barbara escala um belo ator (por quem ela tem sentimentos) como protagonista de uma peça, apesar de sua falta de talento.

Mas Barbara conseguirá se tornar uma mulher independente enquanto desafia uma sociedade altamente patriarcal e se tornará dona de seu próprio destino?

Ainda sem previsão de estreia, ‘Monstrous Beauty‘ está sendo produzido pela Hanway Films.

Gabrielle Stewart, presidente da produtora, comemorou a ideia, dizendo:

“O roteiro brilhante de Garai sobre identidade, poder, beleza e o papel das artes para impactar a sociedade atraiu um conjunto incrível dos melhores talentos britânicos e irlandeses. É uma história atemporal e divertida que jovens e velhos, homens e mulheres, e todos os demais, podem desfrutar juntos e ter muito o que conversar depois.”

Garai também se pronunciou e não escondeu seu entusiasmo pelo projeto:

“Estou muito emocionado por trazer este roteiro, que amo tanto e que viveu dentro de mim por tantos anos, para a tela. A profunda necessidade de Barbara de se expressar e de ser vista e apreciada pelos outros… É algo que reflete em todos nós; estou nas nuvens e verdadeiramente honrada por fazer este filme com uma lista tão incrível de talentos – eles responderam com tanta inteligência, sensibilidade e amor à Barbara e sua história.”

Até lá, o trabalho mais recente de Ramsey é a adaptação de ‘The Last of Us‘.

A HBO Max divulgou um vídeo legendado nos levando aos bastidores do incrível capítulo de encerramento.

Confira:

A trama se passa vinte anos após a destruição da civilização moderna. Joel, um sobrevivente grosseiro, é contratado para contrabandear Ellie, uma garota de 14 anos, para fora de uma zona de quarentena opressiva. O que começa como um pequeno trabalho logo se torna uma jornada brutal e dolorosa, já que ambos devem atravessar os EUA e depender um do outro para sobreviver.

A produção abarcou nada menos que 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, com 417 críticas publicadas. Dentre os vários elogios, o consenso entre a crítica internacional é que The Last of Us é uma das melhores releituras de videogames de todos os tempos.

Confira os principais comentários:

“Não é nem remotamente controverso chamar [a série] da melhor adaptação de videogames já feita” – BBC.com.

“Uma adaptação espetacular que deve encantar os novatos e enriquecer aqueles já familiarizados com a jornada de Joel e Ellie” – IGN Movies.

“Facilmente a melhor adaptação de um videogame para live-action” – JVS Media & Production.

The Last of Us se torna tão cativante nos momentos de quietude quanto nos assustadores – e talvez ainda mais quando foca em quem são essas pessoas em vez dos perigos que elas enfrentam” – Rolling Stone.

“Posso apostar que The Last of Us será um dos melhores shows de 2023″ – Decider.

Crítica de Temporada | ‘The Last of Us’ é uma espetacular e impecável adaptação da HBO

A série é baseada na franquia de jogos que leva o mesmo nome e que nasceu no PlayStation 3 e atualmente recebeu no PlayStation 5 uma nova versão do primeiro jogo, com gráficos e jogabilidade aprimorados. O jogo é desenvolvido pelo estúdio Naughty Dog, considerado um dos maiores sucessos da Sony.

O elenco ainda conta com Gabriel Luna, Merle Dandridge, Nick Offerman, Anna Torv, Merle DandridgeNico ParkerJeffrey PierceCon O’NeillMurray Bartlett, Natasha Mumba Storm Reid.

Peter Hoar (‘Demolidor’), Kantemir Balagov (‘Uma Mulher Alta’), Ali Abbasi (‘Sheiley’), Jasmila Zbanic (‘Quo Vadis, Aida’), Craig Mazin (‘Chernobyl’), Neil Druckmann (criador do jogo), Liza Johnson (‘Barry’) e Jeremy Webb (‘The Umbrella Academy’) fazem parte do time de diretores.

A série foi criada por Mazin (‘Chernobyl’), que também serve como roteirista e produtor executivo da adaptação ao lado de Druckmann.

40 ANOS de ‘Bar Esperança, o Último que Fecha’, um filmaço brasileiro ainda pouco lembrado

Lançado no início da década de 80, um dos grandes clássicos da comédia brasileira, Bar Esperança, nos leva até os saudosos tempos da clássica boemia carioca. Falando sobre diversos assuntos que vão desde os bastidores do cenário artístico da época até mesmo a causa indígena, passando por um recorte de uma crise conjugal, o longa-metragem dirigido e protagonizado por Hugo Carvana tem um elenco maravilhoso com destaque para a outra protagonista, a fabulosa e inesquecível Marília Pêra. De Caetano à Gretchen, a trilha sonora também ganha destaque dentro de uma empolgante narrativa.

Vencedor de vários Kikitos no Festival de Cinema de Gramado, Bar Esperança nos leva a um badalado estabelecimento no número 39 de alguma das famosas ruas do bairro de Ipanema, na zona sul carioca de décadas atrás. Nesse lugar, encontramos diversos personagens que se reúnem noite após noite para tomar aquela cervejinha, ouvir música e papear sobre os mais diversos assuntos que envolvem a sociedade. Tem artista, tem camelô, tem jornalista do Pasquim. Assim conhecemos mais profundamente o relacionamento conturbado de Ana (Marília Pêra) e Zeca (Hugo Carvana), uma atriz que trocou o cinema pela televisão e um operário da dramaturgia, um escritor, num presente de desilusão na profissão. Quando a dona do bar esperança, cansada, desiludida, sozinha nos negócios da família, resolve vendê-lo, os assíduos frequentadores resolvem se unir contra a demolição ou até mesmo num último encontro.

Já nos tempos da televisão colorida mas ainda na época do Telex e da ditadura, esse bar (assim como tantos outros por aqueles tempos), uma espécie de catedral da boemia carioca, era a fonte de informação de muitos, uma troca de experiências que de alguma forma fazia a vida fazer mais sentido. Os dramas, os conflitos, eram vistos diariamente, os duelos de argumentações sobre causas políticas, sociais, também faziam parte de qualquer uma rodinha de bate-papo do local. A narrativa abre um pequeno espaço para falar também sobre Gentrificação, aqui na aquisição do bar por um grupo de investidores que querem criar um shopping center no lugar. Há espaço também para as causas indígenas, uma profunda crítica social ligado ao descaso.

Um cacique demitido da própria tribo. A crise conjugal ganha maiores espaços e acaba se tornando o grande alicerce do roteiro. Ana e Zeca estão em um momento sem se entenderem, deixando a pressão que sofrem nos seus respectivos trabalhos influenciarem o cotidiano em um Brasil à beira de transformações. As tomadas de decisões ditam o ritmo da narrativa, que nos leva a subtramas que envolvem o cenário artístico instável numa época onde a televisão era a grande porta de entrada para a fama e onde alguns atores faziam de tudo para conseguirem seguir na profissão.

Você é meu caminho. Meu vinho, meu vício. Na trilha sonora, a música de Caetano Veloso Meu bem, meu mal se torna um ponto importante sob a ótica da crise conjugal e o misto de sentimentos provocados por esse conflito. Também ouvimos o clássico de Gretchen, Conga, Conga, Conga além de uma das mais emblemáticas marchinhas de carnaval, Bandeira Branca (essa já no desfecho).

Anos atrás, o filme entrou na lista da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Essa obra-prima do nosso cinema, pouco visto pelas novas gerações, completa 40 anos em 2023 sem perder o fôlego nem sua capacidade de refletir sobre tudo que acontece até hoje ao nosso redor.

Os Clássicos dos anos 80 que Voltarão em Breve aos Cinemas!

Muitos nostálgicos afirmam que os anos 80 são agora! O que isso quer dizer? Bem, em partes significa que a inesquecível década ganha cada vez mais força enaltecida pelos nostálgicos que a glorificam sem parar. Para o cinema, foi inesquecível por ser o berço da cultura pop como a conhecemos hoje, com filmes que se mesclaram com peças de merchandising e começaram a fazer parte do nosso dia a dia para além das telas. Produções muito badaladas com as novas gerações, como ‘Stranger Things’, por exemplo, não cansam trazer à tona a época, fazendo os mais novos sentirem como se tivessem vivido ou conhecido tal era. Bem, a afirmação “os anos 80 são agora” não é meramente uma celebração nostálgica, e pode ser considerada uma afirmação literal. Isso porque dezenas de produtos saídos diretamente dos anos 80 continuam chegando para as novas gerações, seja através de continuações tardias, refilmagens, reimaginações, reboots ou adaptações para a TV. Exemplificando a afirmação, trazemos nessa nova matéria 10 produções saídas diretamente da década de 80, que irão voltar em breve nas telonas. Confira abaixo.

Beetlejuice 2

Parece que agora vai! Anunciada há bastante tempo, a continuação do clássico cult ‘Os Fantasmas se Divertem’ parece que finalmente está saindo do papel. E tudo o que bastou foi a ascensão de uma jovem estrela do momento: Jenna Ortega. Nem mesmo a nova onda de popularidade que a carreira do astro Michael Keaton recebeu foi o suficiente para os produtores darem um sinal verde definitivo na sequência do fantasma aloprado. Em partes, devido ao fraco desempenho dos últimos longas dirigidos por Tim Burton (vide ‘O Lar das Crianças Peculiares’ e ‘Dumbo’), ‘Beetlejuice 2’ parecia embargado por definitivo. A união de Tim Burton e Jenna Ortega na série ‘Wandinha’ se tornou um golaço e assim, os produtores não pensaram duas vezes e escalaram a moça para o novo filme de Burton. O filme se encontra em fase de produção e contará novamente com Michael Keaton no papel protagonista.

Máquina Mortífera 5

Essa parecia um pouco mais distante de acontecer, mas agora anda a passos largos, com direito até mesmo a uma foto de bastidores mostrando Mel Gibson e Danny Glover retornando a seus papeis como Riggs e Murtaugh. Depois de quatro filmes, sendo o último em 1998, dois elementos surgiram colocando em cheque o destino do quinto filme da franquia. O primeiro foi a série de polêmicas que o astro Mel Gibson se envolveu, se tornando persona non grata em Hollywood. Aliás, será interessante ver como o quinto filme irá se comportar, tendo Gibson também como diretor – após o falecimento do diretor original Richard Donner. Segundo, a série baseada em Máquina Mortífera, que teve sua própria cota de controvérsias devido ao ator Clayne Crawford (que vivia Riggs) e seu comportamento tóxico, resultando em sua demissão do programa. ‘Máquina Mortífera 5’ está em fase de pré-produção.

Shrunk

Para quem não reconheceu pelo título (confessamos que é difícil), trata-se de uma continuação tardia para o clássico ‘Querida, Encolhi as Crianças’, de 1989. Em inglês, ‘Shurnk’ quer dizer ‘Encolhido’ ou o mais provável ‘Encolhidos’, já que o novo filme irá encolher várias pessoas assim como no original. Clássico da Disney que fez enorme sucesso no fim dos anos 80, ‘Querida, Encolhi as Crianças’ na verdade teve duas continuações, embora muitos não lembrem. Logo em 1992, veio a primeira sequência, intitulada ‘Querida, Estiquei o Bebê’, que até fez certo sucesso nos cinemas, sem conseguir igualar o original. E depois, em 1997, veio ‘Querida, Encolhi a Gente’, um lançamento direto em vídeo. No mesmo ano era lançada uma série de TV que durou 3 temporadas. O novo filme será uma continuação direta do primeiro, e vai tirar o ator Rick Moranis da aposentadoria. A história, dirigida pelo mesmo Joe Johnston do original, vai mostrar o filho do cientista, Nick, já crescido nas formas de Josh Gad. O filme está em fase de pré-produção.

Highlander

Por anos o astro Ryan Reynolds esteve vinculado a este reboot do clássico ‘Highlander: O Guerreiro Imortal’, de 1986, mas ao que parece o projeto não estava andando e o ator cansou de esperar, partindo para tocar o terceiro ‘Deadpool’. Quem herdou o filme entrando em seu lugar foi Henry Cavill, nosso eterno Superman. Temos certeza que Cavill não fará feio como o novo imortal. A direção é de Chad Stahelski, em seu primeiro filme fora da franquia ‘John Wick’. O filme original, que mostra um guerreiro escocês passando através das décadas e duelando com rivais até os dias de hoje, se tornou cult e tinha Christopher Lambert como protagonista. O novo ‘Highlander’ está em fase de pré-produção.

The Fall Guy

Quem cresceu nos anos 80 sabe bem que este título em inglês pertence ao seriado ‘Duro na Queda’, que estreou em 1981 e durou 5 temporadas até 1986. O astro da TV Lee Majors ficou imortalizado pela séries dos anos 70, ‘O Homem de Seis Milhões de Dólares’. Na década seguinte acertou ao dizer sim para esta série sobre um dublê de filmes de ação em Hollywood, que trabalha como caçador de recompensas por fora. O parceiro de Chad Stahelski na direção do primeiro ‘John Wick’, David Leitch é quem assume o comando da obra. E não poderia ser outro já que Leitch, assim como Stahelski, começou a carreira como dublê. Leitch tem uma filmografia de respeito como diretor, tendo comandado ‘Atômica’, ‘Deapool 2’, ‘Hobbs & Shaw’ e ‘Trem-Bala’. Ryan Gosling e Emily Blunt serão os protagonistas, e o filme já está em fase de pós-produção.

A Cor Púrpura

Considerado o primeiro filme sério de Steven Spielberg, ‘A Cor Púrpura’ é baseado no romance de Alice Walker e foi indicado para 11 Oscar. A história é belíssima e fala sobre superação, perseverança e o triunfo da resiliência em busca do amor. O sucesso foi tão grande que a história acabou se tornando um musical nos palcos da Broadway. Esse mesmo musical rodou o mundo, e este ano irá se tornar um longa-metragem para os cinemas. A trama continua a mesma e conta sobre uma sofredora mulher negra vivendo no sul dos EUA durante os anos 1900. Spielberg será o produtor e o filme conta com nomes como Danielle Brooks, Taraji P. Henson, Halle Bailey, Ciara, H.E.R. e Fantasia Barrino no papel principal que foi de Whoopi Goldberg. O novo ‘A Cor Púrpura’ tem a estreia programada para o dia 20 de dezembro de 2023.

Trigêmeos

Esse é outro que, assim como ‘Beetlejuice 2’, se tornou quase uma lenda urbana em Hollywood. Coincidentemente, tanto ‘Os Fantasmas se Divertem’ quanto ‘Irmãos Gêmeos’ foram lançados no mesmo ano de 1988. E ambos anunciaram uma sequência tardia, que todo fã esperava por décadas (ou não sabia que queria), que parece nunca sair do papel. ‘Trigêmeos’ é como será chamada a continuação de ‘Irmãos Gêmeos’ (isso é, se nada mais mudar) – filme dirigido pelo saudoso Ivan Reitman (‘Os Caça-Fantasmas’) e que trazia Arnold Schwarzenegger e Danny DeVito como os irmãos gêmeos mais diferentes do cinema, criados em laboratório. A tão anunciada sequência trará Eddie Murphy como o terceiro irmão perdido da dupla. O filme ao que tudo indica, está em fase de pré-produção.

Clue

Mais um filme na lista que talvez nem todos reconheçam por seu título original. ‘Clue’ é a adaptação para o cinema do jogo de tabuleiro ‘Detetive’ (como ficou conhecido no Brasil), um dos mais famosos do tipo, que obriga o jogador a descobrir o assassino de um crime, dentre os personagens, em que cômodo ocorreu o assassinato e com qual arma – tudo no melhor estilo Agatha Christie. O jogo, assim como o filme, possui o título original ‘Clue’. E se você não sabia que o jogo tem um filme baseado, é porque no Brasil o filme recebeu o título ‘Os Sete Suspeitos’. O filme original de 1985 tem roteiro de John Landis e trazia Christopher Lloyd e Tim Curry entre os suspeitos. A nova versão tem o mesmo roteirista dos três ‘Deadpool’ e traz Ryan Reynolds e Jason Bateman no elenco. O filme já está sendo produzido.

Matadora de Aluguel

Este é um filme cult de ação que não é tão famoso quanto os demais ícones dos anos 80. Mesmo assim, existem muitos fãs do longa de luta estrelado pelo saudoso Patrick Swayze. No filme, o ator interpreta Dalton, uma espécie de guru misturado com guerreiro invencível. Ele é exatamente o tipo de sujeito que você precisa para domar um dos bares mais caóticos de beira de estrada que o cinema já viu. Ele é contratado para colocar as coisas nos eixos. Mas termina sacudindo tanto as coisas que faz inimigos poderosos. Há tempos também se fala numa refilmagem para o longa de 1989, desta vez com uma protagonista feminina. E por um bom tempo o projeto teve o nome da lutadora Ronda Rousey vinculado para protagonizar – Rousey arriscou como atriz no cinema em filmes como ‘Os Mercenários 3’ e ‘Velozes e Furiosos 7’, além de fazer campanha ferrenha para ser a ‘Capitã Marvel’ antes da contratação de Brie Larson. O novo filme tem como título ‘Matadora de Aluguel’, tem direção de Doug Liman (‘Sr. e Sra. Smith’) e traz Jake Gyllenhaal e a portuguesa Daniela Melchior estrelando. O filme já está em fase de pós-produção.

O Vingador Tóxico

O último item da lista é o filme mais cult da matéria. Isso porque ‘O Vingador Tóxico’ é uma produção totalmente B, de baixo orçamento, que mistura terror, filme de super-herói e comédia em sua trama. A história fala sobre um nerd constantemente humilhado, que ao sofrer bullying cai num tonel de produtos químicos e fica incrivelmente deformado. Mas ele não morre e se torna uma criatura horrenda e musculosa, dono de super força que decide se vingar de seus atormentadores e também começar a fazer justiça pela cidade. A ideia caiu no gosto popular e o personagem se tornou até mesmo desenho animado, além de jogos de videogame e bonecos. Agora, na nova versão, o projeto conta com um elenco de primeira, com nomes como Jacob Tremblay, Peter Dinklage, Jane Levy, Elijah Wood e Kevin Bacon. O filme já está em fase de pós-produção.

O Exorcista do Papa

(The Pope’s Exorcist)

 

Elenco:

Russell Crowe
Alex Essoe
Daniel Zovatto

 

Direção: Julius Avery

Gênero: Terror

Duração: 103 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 20 milhões

Estreia: 6 de Abril de 2023

Sinopse: 

O Exorcista do Papa‘, dirigido por Julius Avery, conta a história do padre italiano Gabriele Amorth, Exorcista Chefe do Vaticano e subordinado diretamente à Sua Santidade. Enquanto investiga a aterrorizante possessão do jovem garoto Henry (Peter DeSouza-Feighoney), um dos casos mais intrigantes de sua carreira, o clérigo descobrirá a verdade por trás de um segredo enterrado há séculos pelo Vaticano, e trará à luz uma conspiração muito maior do que ele poderia imaginar.

Entrevista: 

Crítica:

Crítica | O Exorcista do Papa – Russell Crowe Bem Canastrão em Divertido TERROR (Nota: 7.0)

Curiosidades: 

» Do mesmo diretor do elogiado ‘Operação Overlord‘ (2018);

» A versão mais recente do roteiro, escrita por Evan Spiliotopoulos, contará com revisões de Chuck MacLean. O enredo original foi escrito por Chester Hastings e R. Dean McCreary;

» Anteriormente, Ángel Gómez (‘Vozes’) estava cotado para dirigir a produção, mas abandonou o projeto por motivos desconhecidos;

» William Friedkin, diretor do clássico ‘O Exorcista‘, lançou um documentário sobre a história do Padre Gabriele Amorth, intitulado ‘O Diabo e o Padre Amorth‘;

» O Padre Gabriele Amorth faleceu em 2016, aos 91 anos;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Super Mario Bros – O Filme

(Super Mario Bros: The Movie)

 

Elenco:

Chris Pratt (Mario)
Charlie Day (Luigi)
Anya Taylor-Joy (Princesa Peach)
Jack Black (Bowser)

 

Direção: Aaron Horvath, Michael Jelenic

Gênero: Animação

Duração: 86 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ 50 milhões

Estreia: 06 de Abril de 2023

Sinopse: 

Em SUPER MARIO BROS – O FILME, Mario (Chris Pratt) é um encanador que mora no Brooklyn junto com seu irmão Luigi (Charlie Day). Mario e Luigi viajam para o reino dos cogumelos, governado pela Princesa Peach (Anya Taylor-Joy), mas ameaçado pelo rei dos Koopas, Bowser (Jack Black), que vai fazer de tudo para conseguir reinar todos os lugares. É então quando Luigi é raptado por Bowser e o usa para procurar Mario, o único capaz de deter o Koopa e reestabelexcer a paz.

Crítica | ‘Super Mario Bros. – O Filme’ é um espetáculo visual que encanta pela nostalgia (Nota: 8.0)

Crítica em Vídeo: 

Curiosidades: 

» Adaptação cinematográfica do popular videogame;

» Shigeru Miyamoto, criador do personagem, será um dos produtores do filme ao lado de Chris Meledandri, CEO da Illumination;

» John Leguizamo, ator do primeiro filme live-action de ‘Super Mario Bros.‘ não gostou do elenco do novo filme animado, já que, segundo ele, há uma grande falta de inclusão no longa. Em uma entrevista recente ao IndieWire, Leguizamo disse que houve muita luta para que ele pudesse protagonizar o primeiro filme, mesmo sendo latino ou negro. Ele chegou a dizer até que a produção representa um retrocesso, justamente por causa da falta de inclusão de maneira geral. “Muita gente adora o original. Eu participei da Comic-Con em Nova York e em Baltimore, e todo mundo diz: ‘Não, não, nós amamos o antigo, o original’. Eles não estão sentindo a chegada novo. Não estou amargurado. É lamentável”, falou revoltado.

» Produzido pelo Illumination, estúdio responsável por Meu Malvado Favorito’ e ‘Minions’, ‘Super Mario Bros‘ estreia em 30 de março de 2023.

» O filme é dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenic.

» A animação ainda conta com Anya Taylor-Joy como a Princesa Peach, Charlie Day como Luigi, Seth Rogen como Donkey Kong, Jack Black como Bowser e Keegan-Michael Key como Toad. Fred Armisen, Kevin Michael Richardson, Sebastian Maniscalco e Charles Martinet, voz original de Mario, Luigi, Wario e Waluigi, completam o elenco.

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Broker – Uma Nova Chance

(Broker)

 

Elenco:

Song Kang-ho
Dong-won Gang
Bae Doona

 

Direção: Kore-eda Hirokazu

Gênero: Drama

Duração: 129 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ 3 milhões

Estreia: 06 de Abril de 2023

Sinopse: 

Um homem e seu amigo ocasionalmente roubam bebês da caixa de bebês da igreja e os vendem no mercado negro de adoção. No entanto, quando uma jovem mãe volta depois de ter abandonado seu bebê, ela os descobre e decide acompanhá-los em uma viagem para entrevistar os pais em potencial do bebê.

Crítica | Broker: Uma Nova Chance – Ator de ‘Parasita’ Volta a Emocionar em Comovente Drama Sul-Coreano (Nota: 8.0)

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Kore-eda Hirokazu também assina o roteiro da produção;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Desejo Proibido

(Heaven in Hell)

 

Elenco:

Simone Susinna
Magdalena Boczarska
Katarzyna Sawczuk

 

Direção: Tomasz Mandes

Gênero: Drama

Duração: 120 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: US$ 5 milhões

Estreia: 06 de Abril de 2023

Sinopse: 

Depois de se envolver com a filha de Olga, Max começa a desenvolver um sentimento por Olga e inicia um romance com ela sem saber da relação entre as duas. Os dois embarcam em um romance tórrido, até que a filha de Olga descobre e põe tudo a perder.

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Tomasz Mandes também assina o roteiro ao lado de Mojca Tirs;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

AIR: A História Por Trás do Logo

(AIR)

 

Elenco:

Matt Damon
Ben Affleck
Viola Davis
Jason Bateman
Chris Messina
Marlon Wayans
Chris Tucker

 

Direção: Ben Affleck

Gênero: Drama

Duração: 102 min.

Distribuidora: Warner Bros.

Orçamento: US$ 50 milhões

Estreia: 6 de Abril de 2023

Sinopse: 

AIR: A História Por Trás do Logo‘ revela a inacreditável parceria revolucionária entre o então novato Michael Jordan e o incipiente departamento de basquete da Nike, um verdadeiro divisor de águas no mundo dos esportes e da cultura contemporânea com a marca Air Jordan. Esta história comovente retrata a arriscada aposta que definiu a trajetória de um time nada convencional, a visão intransigente de uma mãe que conhece o valor do imenso talento de seu filho e o fenômeno das quadras que se tornaria o maior jogador de basquete todos os tempos.

Curiosidades: 

» O elenco conta com Matt Damon como o executivo da Nike, Sonny Vaccaro; Affleck como o co-fundador da Nike, Phil Knight; Jason Bateman como Rob Strasser; Chris Messina como David Falk; Matthew Maher como Peter Moore; Marlon Wayans como George Raveling; Chris Tucker como Howard White; Viola Davis como Deloris Jordan; Gustaf Skarsgård como Horst Dassler; e Julius Tennon como James Jordan.

 

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Cartaz de ‘Succession’ já tinha revelado CHOCANTE reviravolta da 4ª temporada; Entenda!

Cuidado: muitos spoilers à frente.

HBO Max exibiu neste último domingo (09) o chocante e intenso terceiro episódio da 4ª e última temporada de ‘Succession’.

O capítulo, intitulado “Connor’s Wedding”, pegou o público de surpresa ao trazer a morte de Logan Roy (Brian Cox), patriarca da família protagonista. O personagem faleceu pouco depois de se sentir mal durante um voo para a Suécia. E, como se não bastasse, o material promocional do ciclo de encerramento já tinha dado pistas do que poderia acontecer.

Em um dos cartazes divulgados, é possível ver a família Roy em frente a um prédio espelhado. Mas lá no fundo, próximo à frase “The Final Season”, há o pequeno reflexo de um avião.

Confira:

Em março deste ano, Sarah Snook, que interpreta Shiv na produção, também tinha comentado sobre o pôster trazer um easter egg.

“Tem uma coisa que, quando a temporada começar, pode se relacionar com isso”, ela disse em entrevista ao The Tonight Show Starring Jimmy Fallon.

Lembrando que o próximo episódio vai ao ar no dia 16 de abril.

Confira a prévia:

A venda do conglomerado de mídia Waystar Royco ao visionário da tecnologia Lukas Matsson (Alexander Skarsgård) está cada vez mais próxima. A perspectiva dessa venda sísmica provoca angústia existencial e divisão familiar entre os Roys, pois eles antecipam o que seus as vidas serão assim que o acordo for concluído. Uma luta pelo poder ocorre quando a família avalia um futuro em que seu peso cultural e político é severamente reduzido. 

A série foi criada por Jesse Armstrong, e o elenco também conta com Brian Cox, Kieran Culkin, Jeremy Strong e Sarah Snook.

INCRÍVEL! ‘Barbie’ ganha fã-trailer ao som de “Barbie Girl”, do Aqua

A Warner Bros. já revelou que não vai usar a música “Barbie Girl” do Aqua em ‘Barbie‘, o que deixou vários fãs frustrados. Agora, o canal YouTube HYTT Films resolveu reeditar o trailer com a música e o resultado é incrível.

Confira:

O novo trailer levou o público ao divertido e colorido mundo da adaptação estrelada por Margot Robbie (‘O Esquadrão Suicida’) e Ryan Gosling (‘Agente Oculto’).

Nas redes sociais, o público está rendendo elogios ao visual da produção, tanto pelos cenários quanto pela caracterização das diferentes versões da Barbie e do Ken.

Além disso, a prévia também deixou os fãs curiosos e ansiosos para conferir a trama, que parece ser bastante descontraída e alto astral.

Confira as reações:


O trailer da Barbie tem uma vibe meio teen beach movie né… pic.twitter.com/wowBinSj2p

Lembrando que o longa estreia em 21 de julho.

Assista ao trailer, nas versões dublada e legendada:

Além da dupla, o elenco também é formado por Kate McKinnon, Will Ferrell, America Ferrera, Issa Rae, Micheal Cera, Hari New, Ncuti Gatwa, Kingsley Ben-AdirAlexandra ShippMarisa Abela.

Greta Gerwig (‘Adoráveis Mulheres’) dirige e assina o roteiro ao lado de seu parceiro Noah Baumbach.

Possessão MACABRA no novo clipe do terror ‘A Morte do Demônio – A Ascensão’; Confira!

O terror ‘A Morte do Demônio – A Ascensão‘ ganhou um novo clipe assustador.

Confira:

Com 96% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o terror será lançado nos cinemas nacionais no dia 20 de abril.

Lee Cronin (‘The Hole in the Ground’) é responsável pela direção.

A ação agora desloca-se da floresta para a cidade. A trama segue a perturbadora história de duas irmãs distantes, interpretadas por Alyssa Sutherland e Lily Sullivan, cujo reencontro é interrompido por demônios devoradores de carne que aparecem de repente, levando-as a uma batalha primal pela sobrevivência, enfrentando a versão mais assustadora que se possa imaginar de uma família. 

Sam Raimi e Bruce Campbell servem como produtores.

Gabrielle Echols (‘Caminhos da Memória’), Morgan Davies (‘O Caçador’) e Nell Fisher completam o elenco.

M. Night Shyamalan | Da PIOR à MELHOR reviravolta dos filmes do diretor….

Se tem um diretor atual que conhece como ninguém os altos e baixos da profissão, esse cineasta é M. Night Shyamalan. Sua carreira pode ser dividida em fases. Teve seu surgimento em cena como um verdadeiro fenômeno; a fase pretensiosa onde se achava um gênio acima de falhas; a fase de diretor de aluguel de blockbusters; a fase da humildade (onde se reencontrou e fez as pazes com o sucesso); e a recente “subida de bola” que novamente chega para prejudicar sua carreira. Ou seja, o diretor é melhor quando está se recuperando de um fracasso e buscando novamente o prestígio.

Shyamalan possui grandes filmes ainda citados como proeminentes do gênero. E Shyamalan possui também alguns dos piores filmes dos últimos anos, em especial quando se levam a sério demais achando ser a oitava maravilha do mundo. Pensando nisso, resolvemos criar uma nova matéria homenageando o diretor. Mas não apenas isso, aqui ao invés de falarmos de seus filmes, iremos ranquear as reviravoltas contidas em suas produções. Portanto, tenha em mente que o ranking não diz respeito ao filme como um todo, e sim apenas aos seus desfechos.

Além disso não levarei em conta as séries do diretor, vide Wayward Pines e Servant. Ah sim, lembrando que o ranking vai da pior à melhor reviravolta – e reflete a opinião deste que vos escreve (deixe a sua nos comentários). E claro, o texto conterá spoilers sobre os desfechos dos filmes do diretor.

#11 – Diabo Fanfarrão

Sim, Demônio (2010) é um filme de M. Night Shyamalan. Embora não tenha sido dirigido pelo cineasta, tem produção, roteiro e a proposta era que lançasse o selo de terror de Shyamalan, o Night Chronicles, que morreu na praia logo na largada devido à recepção do filme. Night só não dirigiu porque estava ocupado com O Último Mestre do Ar, também lançado em 2010, e que por sinal não se encontra na lista por não possuir uma reviravolta propriamente dita.

O lance com Demônio é que é simplesmente idiota demais. A proposta era ter cinco pessoas presas em um elevador, sendo uma delas o próprio diabo se divertindo um pouco com os humanos. A ideia é criativa e poderia render um grande suspense ou terror, enquanto os espectadores nervosos brincam de adivinhar quem é o coisa ruim. O resultado, porém, trouxe o diabo apagando a luz do local para dar mordidas nas pessoas?!! Fora isso, trapaceia sobre a identidade verdadeira, já que mata o culpado, só para depois trazê-lo de volta.

#10 – Agência anti-heróis

Decepção, teu nome é Vidro. Acho que agora, dois anos após a estreia do filme, podemos finalmente dizer: Vidro não é bom. Pelo contrário, jogou na privada nossas expectativas sobre o encontro de dois outros grandes filmes do diretor: Corpo Fechado (2000) e Fragmentado (2017). Depois de sua nova subida rumo ao sucesso com A Visita (2015) e Fragmentado, o mundo estava novamente de olho no diretor, e Vidro era um projeto ambicioso.

Esse é justamente o problema com o diretor, para ele, ser ambicioso vem atrelado a ser pretensioso. Assim, ao invés de uma trama muito legal sobre heróis reais vivendo no nosso mundo, Shyamalan inexplicavelmente decide centrar o filme todo dentro de um hospital psiquiátrico com os protagonistas presos grande parte da projeção. E o final? Não poderia ser mais anticlimático e broxante, com um grupo secreto trabalhando para exterminar “os super” da face da Terra, e pior, tendo êxito, eliminando da pior forma possível qualquer possibilidade da história continuar.

#9 – Shyamalan, o salvador do mundo

Essa era a fase em que o diretor havia iniciado uma guerra com os críticos de cinema, numa birra após metade dos jornalistas terem detonado A Vila (2004). Assim, neste trabalho seguinte, Shyamalan criou para si como ator no filme um personagem importante (o seu maior até então): um escritor cujo texto será responsável por salvar o mundo!? E não, não é uma paródia. Ele leva essa história a sério! A tentativa era dar um tapa de luva de pelica nos jornalistas, e para isso o cineasta inclusive inclui na trama um crítico de cinema (esse sim, um personagem pedante na visão do diretor), o vilão da história, a quem Shyamalan tratou de dar uma morte horrível no filme.

Será que o diretor não percebeu realmente quem estava sendo pretensioso e egocêntrico com estes argumentos? Tudo é muito ruim no texto de A Dama na Água, um exercício em futilidade extremamente enfadonho, saído de um conto de fadas de ninar que o diretor contava para seus filhos (só ele para levar algo assim para os cinemas na forma de uma produção de milhões de dólares). Resultado: é bobo demais para os adultos e sombrio demais para as crianças. Ah sim, a reviravolta aqui é saber quem dentre os condôminos de um prédio que mais parece um manicômio irá desempenhar papeis numa guerra mitológica contra criaturas meio lobo meio planta – e sim, o crítico de cinema e o personagem de Shyamalan estão no meio disso.

#8 – Extraterrestres “Cascão”

Sinais (2002) não é um filme ruim, muito longe disso. De fato, na época, trouxe de volta o nome do diretor ao topo das bilheterias, fazendo as pazes com o sucesso após a recepção morna de Corpo Fechado (2000). Em matéria de críticas e público, Sinais lembrava mais O Sexto Sentido. Desta vez, ainda mais puxado para o terror, sem esquecer do drama, o elemento sobrenatural era a presença de possíveis alienígenas visitando nosso planeta e encontrando humanos incautos numa cidade rural do interior dos EUA. Até aí tudo bem.

Embora ninguém tenha percebido muito na época ou realmente ligado, com o passar dos anos um fato no filme começou a incomodar demais os fãs e a ser debatido constantemente nas redes sociais: sim, existem alienígenas no filme e a única coisa capaz de derrota-los é… água! E como assim essas criaturas vêm para um planeta onde a maior parte que o constitui é justamente a substância que pode mata-los?! Bom, ao longo dos anos também surgiram argumentos defendendo o roteiro de Shyamalan. Dentre as possíveis explicações estaria o desesperado desta raça ou simplesmente o fato de terem mandado na frente os “espiões” para averiguarem a situação por aqui e retornar para informar.

#7 – A “força” de Will Smith jr.

Este filme trouxe Shyamalan apenas como diretor de aluguel, o que não deixa de ser triste para um realizador autoral como ele, que surgiu fazendo tanto barulho. Tudo bem, ao menos ele estava colaborando com o astro Will Smith e sua família, baseada em uma ideia do próprio sobre os mantras da cientologia, e estaria realizando uma obra de ficção científica e ação, numa superprodução – um tipo de obra a qual não estava acostumado. Sem dúvida Depois da Terra trouxe uma experiência muito enriquecedora para o diretor como profissional.

Deu certo? Não muito. O filme não tem nada de verdadeiramente especial. Nem mesmo a reviravolta podemos dizer que é daquelas tão ruins (como as citadas acima) que nos deixa de queixo caído. É simplesmente… bléh. Aqui, logo de cara nos dizem que o planeta onde Will Smith pai e “Will Smith filho” caem é a Terra, tirando qualquer possibilidade de surpresa, vide O Planeta dos Macacos. Fora isso, a verdadeira reviravolta é saber que o monstro conhecido como Ursa escapou e que a prole de Smith precisa superar seu medo e enfrenta-lo, deixando fluir o seu “rage”, uma espécie de “força” do filme.

#6 – Plantas matam, mas será que falam?

Aqui temos o oposto de Sinais (2002), um bom filme com uma reviravolta, digamos, que deixa a desejar. Fim dos Tempos é um filme ruim, com uma reviravolta que até faz sentido na trama, não é das mais imbecis e que, se fosse bem trabalhada num filme melhor, seria melhor aceita. Fim dos Tempos soa muito como um episódio de Além da Imaginação (Twilight Zone). Na época foi muito vendido por ser o primeiro filme de censura alta de Shyamalan e seu projeto mais declaradamente dentro do terror. Ok, gostamos.

A ideia é que pessoas em massa começam a se matar, e logo os EUA suspeitam de algum ataque terrorista químico. Boa, tocando na paranoia americana. No fim das contas, tudo estava relacionado a uma substância exalada pelas plantas através do vento. Tudo bem, tem algum respaldo científico. O maior problema aqui é que o filme possui muitas, mas muitas mesmo, cenas ruins, como quando Mark Wahlberg fala com uma planta (e pior, ela é de plástico) – a cena já virou meme e gerou um quadro no SNL. Fora isso, as atuações, em especial de Wahlberg e Zooey Deschanel (que faz sua esposa no filme) estão piores do que iniciantes em um curso de teatro. Bem, talvez seja o diálogo duvidoso que Shyamalan os serviu.

#5 – O “mentor” era o terrorista

Shyamalan abre o filme com uma cena impactante. Numa viagem de trem, um terrível acidente mata todos os passageiros, menos um. E não apenas isso, o sujeito sai ileso. Uma premissa para lá de intrigante, que poderia seguir por diversos caminhos. O escolhido pelo diretor foi fazer um comentário sobre super-heróis de quadrinhos, numa bela homenagem, e questionar como seria se eles vivessem realmente entre nós. Tudo bem… continua sendo único e precursor para a época. Mesmo que no percurso recaia a alienar a todos que não necessariamente sejam adeptos do subgênero.

Afinal, todos estavam indo ao cinema assistir ao novo filme do diretor de O Sexto Sentido. Ainda assim viveu para ser um dos mais cultuados do cineasta, especialmente pelos nerds. Agora, a reviravolta em si… bem, digamos apenas que deixou muita gente a ver navios, pelo mesmo motivo comparativo com O Sexto Sentido. O protagonista é inquebrável. Sua contraparte se quebra com facilidade. O protagonista descobre que o “sr. Vidro” foi o responsável pelo atentado no trem, assim como vários outros atos criminosos, e o fez apenas para encontrar sua antítese, se revelando como um super-vilão.

#4 – Esses não são os seus avós

Depois de um período em baixa, Shyamalan encontrou o caminho de volta rumo ao topo, e sua redenção foi esta pequena obra despretensiosa, que foi sendo descoberta aos poucos pelos fãs, sem fazer muito alarde em sua estreia. Para tal, o diretor aderiu a um estilo que estava em voga na época, o found footage. Sem nomes muito conhecidos no elenco, A Visita é quase uma experiência documental. Na trama, dois adolescentes vão passar um tempo na casa dos avós, os quais não tinham muito contato devido ao relacionamento não muito saudável entre sua mãe e eles. Assim, a mãe manda os filhos para outra cidade para ficar com os parentes, enquanto todos os dias fala com as crias através de ligações em vídeo.

A primeira reviravolta é que os idosos estão se comportando de forma completamente bizarra e assustadora. Estariam eles possuídos? Seriam alienígenas disfarçados? Vampiros? Não, aqui Shyamalan dá um tempo de elementos sobrenaturais para uma reviravolta final bem gélida e real. Acontece que os tais idosos não eram os avós dos meninos, e sim dois loucos fugidos de um manicômio das redondezas, que mataram os parentes dos protagonistas e assumiram seus lugares, inclusive recebendo os rebentos “em sua casa”. Macabro demais e uma das reviravoltas mais perturbadoras em um filme do diretor. Pena que ele se estende além da conta no terceiro ato.

#3 – A introdução do Shyamaverso

Depois de ter voltado à boa forma com A Visita de forma mais tímida, Shyamalan estava pronto para passos maiores. E o deu com este Fragmentado, cuja recepção o colocava de volta aos tempos áureos, lá da época de O Sexto Sentido e Sinais. Não bastasse o novo filme ser uma experiência arrepiante e pra lá de sombrio, que tocava em assuntos bem sérios como sequestro e abuso de jovens mulheres, também mostrava o lado mais delirante do autor, novamente voltando a usar temas que ficam entre o real e o sobrenatural.

Um verdadeiro tour de force do protagonista James McAvoy – que de tão impressionante, na época muitos pediam por sua indicação ao Oscar -, Fragmentado mostra o ator vivendo um sujeito dono de inúmeras personalidades, entre elas uma mulher e uma criança. E McAvoy realmente arrebenta. No final vislumbramos a fera tão temida e anunciada durante a projeção. Mas a verdadeira reviravolta veio quase na cena pós-créditos, que mostrava Bruce Willis de volta ao seu personagem de Corpo Fechado, anunciando o universo interligado de Shyamalan no cinema. A empolgação não podia ser contida. Pena que dois anos depois ganhamos Vidro

#2 – A alegoria da caverna de Shyamalan

É neste momento que serei apedrejado. Mas calma, lembre-se que esta é a minha lista de melhores reviravoltas do diretor. Aceitamos todas as opiniões e por isso queremos que você coloque a sua aqui embaixo, nos comentários. Existem dois tipos de pessoas, os que odeiam A Vila e os que amam A Vila. Tudo bem, admito que os que odeiam provavelmente estão em maior número. O que posso dizer também é que os que odeiam estão errados (risos). Sim, A Vila é anticlimático também. Brinca de uma forma muito interessante, inventiva e aterrorizadora como o mito da Alegoria da Caverna de Platão – de onde também saíram obras-primas como O Show de Truman (1998), por exemplo. Aqui, uma comunidade vivendo numa aldeia rural da Pennsylvania de 1897, é atormentada por criaturas monstruosas que vivem numa trégua com os humanos, desde que estes não atravessem a floresta que cerca a aldeia.

Quando aparições das bestas se tornam mais constantes, um acidente fará uma jovem cega enfrentar seus medos e atravessar a floresta em busca de medicamentos. A ideia sem dúvida é ambiciosa. A primeira revelação é a que não existem os tais monstros de verdade. E essa acontece bem antes do filme terminar, o que talvez tenha sido um erro. A segunda e mais comentada é que de fato toda a história se passa nos tempos atuais, ou seja, em 2004 quando o filme foi lançado. A ideia por trás do porque os mais velhos criaram tamanha farsa é identificável e muito melancólica. Pode não ser um filme perfeito, mas uma de suas maiores qualidades é nos fazer temer algo, sem realmente saber o que. Capacidade de um bom contador de histórias. Ainda hoje, A Vila segue como obra subestimada e meu favorito na filmografia do diretor.

#1 – Bruce Willis estava morto

Não tinha como ser diferente. O Sexto Sentido é a obra-prima de M. Night Shyamalan e também sua maldição. Pouquíssimos são os casos de um diretor que chega em cena chutando a porta com os dois pés como Shyamalan fez aqui. Em pouco tempo, ele era enaltecido como o novo Deus da sétima arte e isso foi algo bem nocivo para sua carreira. Especialmente porque após a reviravolta aqui, todo mundo esperava que seus próximos filmes seguissem nessa linha. As produções de Shyamalan precisavam ter uma reviravolta criativa, inteligente e chocante. Todos os outros filmes de sua carreira possuem detratores.

Com O Sexto Sentido pode até ser que exista um ou outro maluco que diga que não goste para chamar atenção, no demais é um filme bem unânime. E por mais que não seja necessariamente o meu favorito, é indiscutível que é o favorito da maioria, em especial do grande público. Nessa não tem erro. Bruce Willis estava morto o tempo todo. O menino que via gente morta era uma distração muito clara para o que era óbvio e estava o tempo todo na nossa frente. Como não vimos? Talvez os poucos que não gostem tenham sido os que receberam spoilers de “amigos” que viram o filme antes. O Sexto Sentido também pode ser considerado um dos carros-chefes do movimento “não conte o final” (conhecido hoje como spoilers) para os novos tempos.