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Batman enfrenta ameaça sobrenatural em nova animação; Confira as imagens!

A Warner Bros. Animation divulgou as imagens oficiais de ‘Batman: The Doom That Came to Gotham‘, vindoura animação ambientada na década de 1920.

Com lançamento marcado para 28 de março nas mídias digitais, a animação é baseada no quadrinho homônimo de Mike Mignola e Richard Pace, e faz parte da seção Elseworlds da DC, que conta histórias ambientadas fora do universo principal.

Confira as imagens, junto com sinopse e a prévia:

Na trama, quando um antigo mal é despertado, Bruce Wayne se vê obrigado a retornara Gotham depois de ausente por duas décadas. Enquanto luta contra forças sobrenaturais dignas dos contos de H.P. Lovecraft, Batman e encontra aliados e inimigos como o Arqueiro Verde, Ra’s al Ghul, Senhor Frio, Killer Croc, Duas Caras e James Gordon.

“Um antigo horror desperta. Assista ao trailer oficial de ‘Batman: The Doom That Came To Gotham.”

A direção fica a cargo de Sam Liu e Christopher Berkeley, a partir do roteiro de Jase Ricci.

O elenco de dublagem conta com David Giuntoli (Batman), Tati Gabrielle (Kai Li Cain), Christopher Gorham (Oliver Queen), John DiMaggio (James Gordon), Patrick Fabian (Harvey Dent), Brian George (Alfred) e Jason Marsden como Dick Grayson e o jovem Bruce Wayne.

‘Super Mario Bros – O Filme’: Estreia no Brasil também será ADIANTADA; Confira!

Há alguns dias, a página oficial de ‘Super Mario Bros – O Filme‘ anunciou que a estreia da animação foi adiantada de 07 de abril para o dia 05 nos cinemas norte-americanos.

Aqui no Brasil, o longa estava agendado para o dia 06 de abril, mas a Universal Pictures decidiu atender aos pedidos e também adiantou a data para o dia 05.

Confira a publicação:

Anteriormente, a Nintendo anunciou que o trailer final será exibido no dia 09 de março.

A prévia estará disponível às 18h pelo horário de Brasília.

Lembrando que o filme terá 1 hora e 32 minutos de duração, uma quantidade razoável de tempo, considerando que se trata de uma produção para o público-alvo.

Aaron Horvath e Michael Jelenic entram como diretores.

A animação conta com Chris Pratt como Mario, Anya Taylor-Joy como a Princesa Peach, Charlie Day como Luigi, Seth Rogen como Donkey Kong, Jack Black como Bowser e Keegan-Michael Key como Toad. Fred Armisen, Kevin Michael Richardson, Sebastian Maniscalco e Charles Martinet, voz original de Mario, Luigi, Wario e Waluigi, completam o elenco.

PARA TUDO! Primeiras Impressões de ‘Pânico 6’ afirmam que “é o mais sangrento, BRUTAL e surpreendente”

Pânico VI‘ foi exibido para os críticos norte-americanos e as primeiras impressões são EXTREMAMENTE positivas. Segundo o consenso geral, o filme é “o mais brutal, sangrento e surpreendente” da franquia.

Confira:

“PÂNICO 6 é de roer as unhas!! Nova York é usada ao máximo para criar algumas das melhores perseguições e momentos de suspense da franquia. A velha e a nova equipe compartilham uma ótima química. Adorei como essa sequência parecia diferente. Tenho minhas queixas com certeza, mas no geral SÓLIDO “

“PÂNICO 6 é um thriller escrito e dirigido de maneira brilhante que subverte as expectativas a cada minuto. É uma carta de amor para a franquia com um elenco fantástico e um suspense de tirar o fôlego. Jenna Ortega ARRASA e os Ghostfaces nunca foram tão aterrorizantes.”

“PÂNICO 6 me surpreendeu. A matança de abertura foi incrível. Este filme foi super sangrento e intenso. Tantos momentos de suspense. Muito sangrento. Este é definitivamente um ótimo filme de terror. Não decepcionou.”

“PÂNICO 6 um filme incrível. Vocês não estão preparados para isso, como um grande grande fã, tenho que dizer que é um dos meus favoritos de todos os tempos, muito conteúdo bom e cenas que vão deixar vocês realmente CHOCADOS. 10/10, incrível.”

“PÂNICO 6 mantém a franquia de longa duração energizada com cenas de matança BRUTAIS e ação insana. As reviravoltas mantêm você no limite e os novos rostos são uma adição bem-vinda. Jenna Ortega e Jasmin Savoy são as favoritas. Este é #Ghostface é o MELHOR!”

“PÂNICO 6 foi tão divertido, com incríveis mortes brutais e intensas cenas de perseguição que a franquia oferece. Nova York é usada em sua essência e o Ghostface não está brincando, é verdadeiramente aterrorizante. Jenna Ortega arrasa mais uma vez!”

“Sentindo-se muito sortudo por ser um fã de Pânico. O sexto filme é fantástico. Muito grato por esta franquia ter caído nas mãos da Radio Silence porque eles continuam a esmagá-lo. Sim, os ataques / assassinatos do Ghostface são especialmente cruéis – alguns podem ser os máximos da franquia em termos de tensão.”

O filme recebeu a classificação etária para maiores de 18 anos no Brasil. Segundo o Ministério da Justiça, menores não poderão assistir a produção por ela trazer cenas com “Drogas, Violência Extrema e Linguagem Imprópria”.

Pânico VI‘ leva Ghostface e seu rastro de terror para Nova York, seguindo os passados de outros icônicos vilões. Para quem não se lembra, Jason Voorhees também já deixou Crystal Lake para visitar a famosa cidade em ‘Sexta-Feira 13 – Parte 8: Jason Ataca em Nova York‘ (1989).

O terror chega ao Brasil no dia 9 de março de 2023, um dia antes da estreia nos Estados Unidos.

Assista ao trailer:

Melissa Barrera (Sam), Jenna Ortega (Tara), Hayden Panettiere (Kirby), Courteney Cox (Gale), Mason Gooding (Chad) e Jasmin Savoy Brown (Mindy) retornam.

Os novatos Samara Weaving (‘A Babá’), Tony Revolori (‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’), Dermot Mulroney, Jack ChampionLiana LiberatoDevyn NekodaJosh SegarraHenry Czerny completam o elenco.  

Os diretores do filme anterior, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, também voltam para a próxima aventura.

James Cameron revela conexão entre ‘Avatar 3’ e o parque temático da Disney

Em entrevista ao Deadline, o diretor James Cameron revelou que ‘Avatar 3‘ irá introduzir alguns personagens que já foram apresentados no parque temático da Disney.

“O povo do deserto… São comerciantes de vento que negociam, que viajam por aí, esse tipo de coisa.”

Anteriormente, o cineasta já havia confirmado que o terceiro filme iria introduzir o “Povo das Cinzas”, que deve mostrar um lado mais sombrio dos Na’vi: “Os próximos filmes mostrarão culturas diferentes daqueles que já mostrei. O fogo será representado pelo Povo das Cinzas. Quero mostrar os Na’vi por outro ângulo porque, no momento, mostrei apenas lados bons. Nos primeiros filmes, há exemplos muito negativos de humanos e muito positivos de Na’vi. Em ‘Avatar 3’, faremos o contrário. Também exploraremos novos universos enquanto continuamos a história dos principais personagens”.

Vale lembrar que ‘Avatar: O Caminho da Água‘ voltou a superar a arrecadação total de ‘Titanic‘, tornando-se a terceira maior bilheteria da história do cinema.

Mundialmente, ‘Avatar 2‘ já arrecadou US$ 2,243.2 bilhões, enquanto ‘Titanic‘ soma US$ 2,242.8 bilhões.

Além disso, ‘O Caminho da Água‘ já arrecadou US$ 1,586 bilhão internacionalmente, tornando-se a terceira maior bilheteria internacional da história do cinema, atrás apenas de ‘Avatar‘ e ‘Vingadores: Ultimato‘.

Vale destacar que James Cameron é o único cineasta a ter dirigido três filmes no TOP 5 das maiores bilheterias.

Confira a lista:

1 – ‘Avatar’ – US$2,923 bilhões
2 – ‘Vingadores: Ultimato’ – US$2,798 bilhões
3 – ‘Titanic’ – US$ 2,216 bilhões
4 – ‘Avatar – O Caminho da Água’ – US$ 2,213 bilhões
5 – ‘Star Wars Ep. VII: O Despertar da Força’ – US$ 2,06 bilhões

Assista nossa entrevista com Zoe Saldana e Jon Landau:

Ambientado mais de uma década após os eventos do primeiro filme, ‘Avatar: O Caminho da Água começa a contar a história da família Sully (Jake, Neytiri e seus filhos), os problemas que os acompanham, os esforços que fazem para se manterem seguros, as batalhas que lutam pela sobrevivência e as tragédias que suportam.

O filme estrela Zoë Saldaña, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Cliff Curtis, Joel David Moore, CCH Pounder, Edie Falco, Jemaine Clement, Giovanni Ribisi e Kate Winslet.

‘Wicked’: Cynthia Erivo comenta sobre as diferenças entre o musical da Broadway e a adaptação

Em entrevista ao Collider, Cynthia Erivo comentou sobre a vindoura adaptação do clássico ‘Wicked‘. A atriz afirmando que a versão para os cinemas será diferente do musical da Broadway, revelando que o longa irá explorar ainda mais suas protagonistas – de uma forma que o público nunca viu antes.

“Eu não sei se é possível comparar [o musical da Broadway com o filme]. São mídias completamente diferentes. A adaptação tem sua própria identidade, pois o musical é absolutamente lendário. Acredito que o filme servirá como uma grande homenagem ao musical e ao livro. Nós tivemos que chance de criar algo novo e levemente diferente dos que todos estão acostumados a assistir.”

Ela completa, “Nós tivemos sorte pela oportunidade de nos aprofundarmos nesse universo e realmente conhecermos esses personagens. Os espectadores irão poder entender o que se passa na mente dessas mulheres e conhecê-las melhor. Sinto que é muito especial ter a chance de reintroduzir essas duas personagens para o público, de uma forma diferente.”

Cynthia Erivo e Ariana Grande irão estrelar como Elphaba, a Bruxa Má do Oeste, e Glinda, a Bruxa Boa do Sul, respectivamente. O elenco ainda contará com Jeff Goldblum (Mágico de OZ), Ethan Slater (Bog) e Jonathan Bailey (Fiyero).

Com roteiro de Winnie Holzman, a composição musical é de autoria de Stephen Schwartz, enquanto Marc Platt (‘La La Land: Cantado Estações’) produz.

Em em comunicado oficial, o diretor Jon M. Chu (‘Em um Bairro de Nova York’) explicou porque a adaptação será dividida em DUAS partes.

“Enquanto desenvolvíamos a adaptação, ficou claro que seria impossível contar a história de Wicked‘ em apenas um filme. Enquanto tentávamos cortar personagens e canções, essas decisões começaram a comprometer o material de origem que nos encantou por tantos anos. Então, nós decidimos fazer DOIS filmes! Com mais espaço, nós poderemos contar a história de ‘Wicked‘ como deve ser contada, com ainda mais profundidade e surpresas na jornada desses personagens queridos.”

O diretor ainda prometeu que os filmes irão apresentar um “universo fantástico, animado e cheio de personagens dinâmicos”, que irá atrair tanto os fãs do musical, quanto os espectadores que não conhecem o material de origem.

A estreia da primeira parte do projeto acontece dia 25 de dezembro de 2024 e a segunda em 25 de dezembro de 2025.

Atriz de ‘Shazam!’ vai dirigir comédia dramática escrita por atriz da série ‘The Flash’

De acordo com o DeadlineDanielle Nicolet, que interpreta Cecile em ‘The Flash‘, assinou um contrato coma produtora Hartbeat, de Kevin Hart para escrever e produzir um novo filme intitulado ‘Black Karen‘.

O filme será baseado em um curta escrito por Nicolet no ano passado, e trará Meagan Good (‘Shazam: Fúria dos Deuses’) como diretora, assim como no curta.

A trama acompanha Karen Johnson, uma mulher negra à beira do colapso. Seu trabalho, casa e vida pessoal estão desmoronando enquanto ela é atormentada pela ansiedade. Depois de ser convencida por seu terapeuta de que o mundo acordou e que a única que não mudou é ela, Karen decide melhorar sua vida agindo como uma mulher branca faria.

Tudo vai muito bem… Só que não. Quando o banco privado em que Karen trabalha é roubado, ela percebe que a situação precisa de um herói. No entanto, sua força não vem de agir como uma mulher branca… Vem do ator de abraçar a beleza e a ternura de sua negritude.

Ainda sem previsão de estreia, o projeto é fruto da oficina Women Write Now, da Hartbeat, que se esforça para dar aos projetos liderados por mulheres uma chance de brilhar.

Por enquanto, ainda não há nomes divulgados para o elenco.

Como o projeto está nos estágios iniciais, as atualizações devem ser divulgadas pelos próximos meses.

‘Three Women’: Série cancelada pela Showtime é resgatada pela Starz

De acordo com o Comic Book, a emissora Starz resgatou a série Three Women, que havia sido cancelada pela Showtime antes mesmo da estreia da primeira temporada.

Através de um comunicado, Alison Hoffman, presidente de redes domésticas da Starz, comemorou a iniciativa:

“Estamos orgulhosos de dar as boas-vindas a Three Women como parte da família Star. O show é ancorado por um talento notável tanto na frente quanto atrás das câmeras e se alinha perfeitamente com nosso compromisso de contar histórias por, para e sobre mulheres.”

Baseada no romance homônimo best-seller de Lisa Taddeo, a produção é estrelada por Shaielen Woodley (‘Big Little Lies’) como Gia, uma escritora que perdeu a família e que convence as três mulheres titulares a compartilharem suas histórias de luto, desejo e dor.

Confira a sinopse oficial:

Nesse íntimo e assombroso retrato do desejo feminino americano, três mulheres estão em uma rota de colisão que irá mudar completamente a vida delas. Lina, uma dona de casa que vive no subúrbio de Indiana, está casada há dez anos e decide ter um caso que logo escala a algo gigantesco. Sloane, uma glamourosa empresária, tem um casamento aberto com Richard, até dois estranhos começarem a ameaçar seu casamento. Maggie, uma estudante da Dakota do Norte, enfrenta grandes problemas quando acusa o marido de ter um relacionamento inapropriado. Gia, uma escritora que lida com a perda da família, convence essas três espetaculares mulheres a contar suas histórias, e a relação com elas muda sua vida para sempre.

Taddeo entra como produtora ao lado de Laura Eason, também showrunnerKathy CiricEmmy RossumLouise Friedberg entra como produtora executiva e dirige dois episódios da série.

DeWanda WiseBetty GilpinGabrielle CreevyBlair UnderwoodJohn Patrick Amedori também estrelam.

Por enquanto, Three Women ainda não tem previsão de estreia.

Dica do Fim de Semana | ‘Dora e a Cidade Perdida’ é o filme perfeito para ver com os pequenos

‘Dora, a Aventureira’ é uma famosa série do canal Nickelodeon que não apenas tornou-se uma das favoritas do público infantil, mas também ganhou reconhecimento por sua didática forma de ensinar as crianças a se relacionar com as outras pessoas – e a sair de sua bolha social. Na verdade, a produção introduziu uma das primeiras personagens latinas da televisão e aproveitou a constantemente expansiva e antológica narrativa da protagonista-titular para criar diversas empreitadas. Mas o que acontece quando se resolve colocá-la numa versão live-action para o cinema?

Bom, sabemos que o diretor James Bobin não tem uma filmografia tão extensa – e uma de suas mais conhecidas investidas cinematográficas, Alice Através do Espelho’, foi um fracasso completo. Logo, pegar para si um material essencialmente ingênuo e inocente e transformá-lo em uma competente jornada coming-of-age não seria um trabalho fácil. Felizmente, o resultado final é surpreendente e, salvo alguns excessos escalafobéticos aqui e ali, Dora e a Cidade Perdida’ tem grandes chances de encantar não apenas seu público-alvo, mas também a parcela mais adulta devido ao seu mítico charme e às constantes quebras de expectativa.

A história gira em torno da personagem homônima, interpretada aqui por Isabela Merced (anteriormente conhecida como Isabela Moner). Dora é uma jovem garota com grande espírito aventureiro que nunca teve contato com a cidade grande, morando com seus pais no meio da selva peruana. Quando criança, Dora e seu primo Diego (Jeff Wahlberg) imaginam as mais insanas brincadeiras na floresta e juram nunca mais se afastar; porém, as coisas mudam quando Diego tem que voltar para sua casa, deixando-a sozinha. Mas Dora não permanece “abandonada” por muito tempo, visto que é mandada para estudar em Los Angeles dez anos depois, percebendo um pouco tarde demais que seu primo e as pessoas daquele exacerbado cenário urbano são muito diferentes do que imaginava – ou do que conhecia.

Se a nossa heroína se apresenta como puramente ingênua, então ela está vendendo bem o que deseja: na verdade, é-nos mostrado pouco depois que, apesar de Dora estar inserida numa bolha de empatia constante e respeito por toda e qualquer pessoa, ela é inteligente, sagaz e dotada de uma capacidade para enfrentar perigos como ninguém. Não é surpresa que ela esteja sendo perseguida por caçadores de recompensas e descobre que seus pais, em uma viagem para descobrir a lendária civilização de Parapata, estão em grande perigo. O resultado é certeiro e propositalmente previsível desde o começo: cabe à jovem sair em uma missão de resgate para garantir que ninguém se machuque e que o mapa para a cidade perdida não caia nas mãos erradas.

Logo de cara, percebe-se o apreço de Bobin em mergulhar numa zona de conforto que basicamente não exige muito de suas habilidades fílmicas; a obra passa longe de ser uma construção amadora ou panfletária, mas nos passa uma fluida sensação evolutiva, que se inicia numa atmosfera branda e caminha para os sombrios perigos que se escondem nas florestas sul-americanas. Como estamos lidando com uma narrativa destinada a um olhar pueril, é de se esperar que o diretor e sua equipe criativa se valha de algumas redundâncias, incluindo uma fotografia mais saturada nos momentos de epifania, enquanto rende-se à presença da escuridão ou da névoa em situações complicadas. Porém, nenhum desses premeditados artifícios pesa no resultado final, visto que cada uma de suas partes bem pensadas contribuem para um todo orgânico e relativamente ousado dentro de suas limitações.

Ao longa dessa jornada, Dora é acompanhada de “fiéis” amigos – incluindo um incrédulo e irritante Diego – e um antigo colaborador de seus pais, Alejandro (Eugenio Derbez), que consegue resgatá-los das mãos dos vilões e promete ajudá-los. Eventualmente (mas não tão previsível assim), Alejandro insurge como principal elemento da reviravolta do roteiro, fingindo ser um aliado quando, na verdade, buscava apenas alguém singelo o bastante para não duvidar de sua boa índole; aqui, percebemos o amadurecimento de Dora ao perceber que foi enganada e que pode ter colocado tudo a perder.

Em momentos pontuais, a produção se dispersa em inexplicáveis e desnecessárias investidas cênicas: no primeiro ato, as menções ao didatismo e à metalinguagem da série animada são engraçadas, ainda mais por representarem um reflexo da mentalidade da protagonista. Porém, essas alusões repetem-se numa constância cansativa, drenando o envolvimento do público com a história em prol de talvez encantar uma pequena parte da audiência com suas mirabolantes encenações. A estruturação principal, todavia, não fica prejudicada com tal fragmentação, mantendo-se sólida durante a introdução e a conclusão – e até mesmo o divertido casal formado por Eva Longoria e Michael Peña trazem momentos de descontração para as telonas com diálogos inesperados e cômicos.

‘Dora e a Cidade Perdida’ é o que podemos chamar de comodismo cinematográfico, mas não no sentido negativo da palavra: o filme nos transmite uma sensação de completude e divertimento deliciosamente construídos e remexem numa saudosa infância. No final das contas, Merced é quem acaba nos roubando mais a atenção devido ao seu charme e à sua performance impecável como uma das exploradoras mais famosas do mundo.

Mônica 60 anos | Onde assistir às produções da Turma da Mônica

Baixinha, dentuça, golducha e muito amada pelo Brasil, a Mônica completou nada menos que 60 anos de idade nesta sexta-feira (3). Quer dizer, sua primeira aparição completou seis décadas. Isso porque a Mônica segue lá firme e forte com seus sete anos de idade.

Sua estreia aconteceu em uma tirinha do Cebolinha, em que o coitado tentava se equilibrar na calçada e cruzava o caminho da miúda mais amada do Brasil. Após uma grosseria, ele leva uma pancada do icônico Sansão – que posteriormente seria revelado esconder um tijolo dentro da espuma – e desde então, não parou mais de apanhar. Da mesma forma, a simpática garotinha, que foi inspirada na própria filha de Mauricio de Sousa, deu início a uma trajetória de muitos sucessos em diferentes mídias, transformando-a no maior ícone das histórias em quadrinhos e animações brasileiras em todo o mundo.

Em homenagem aos 60 anos da Mônica, o CinePOP separou nesta lista as principais produções da Turma da Mônica nos streamings e onde vocês podem assisti-las. Confira!

Turma da Mônica: Laços

Com direção de Daniel Rezende e inspirado na graphic novel homônima, esse filme mostra a Turma da Mônica se unindo em uma aventura cheia de ação, mistérios e perigos para encontrar o Floquinho, cachorrinho perdido do Cebolinha.

Onde assistir: Globoplay.

Turma da Mônica: Lições

Sequência de Laços e também inspirada na continuação da história dos quadrinhos, Lições acompanha a turminha um pouco mais velha e tendo que lidar com uma fase complicada da infância. Eles chegam naquele momento em que são velhos demais para serem crianças, mas também são muito novinhos para serem adolescentes. Para piorar as coisas, nesse período, em meio a todas essas questões, a Mônica se machuca em uma das aventuras da Turma e acaba mudando de escola. Então, Cebolinha e seus amigos, bolam um plano infalível para trazê-la de volta. Será que vai dar certo?

Onde assistir: Amazon Prime Video.

Turma da Mônica: A Série

Trazendo de volta o elenco dos filmes, a série tem oito episódios e gira em torno de duas novas personagens: a esnobe Carminha Frufru e a tagarela Denise. Carminha chega ao Bairro do Limoeiro mexendo com a vida de todos. Então, ela decide dar uma festa para se enturmar no bairro, só que ela acaba sendo vítima de um plano que joga um balde de lama na cabeça dela na frente de todos. Os episódios seguem as investigações de Denise, que aborda o caso pela perspectiva dos principais suspeitos: Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão.

Onde assistir: Globoplay.

Turma da Mônica: Cine Gibi

Adaptando várias histórias em pequenos filmes da Turminha, a franquia Cine Gibi se tornou um sucesso dos anos 2000 e rendeu nada menos que nove filminhos divertidos que fizeram boa parte da nova geração se encantar com os personagens do Bairro do Limoeiro.

Onde assistir: Amazon Prime Video e Netflix.

Turma da Mônica: Clássicos

Ao longo das décadas, além das tirinhas e dos quadrinhos, a Turma da Mônica se consagrou por seus clássicos animados que rodaram o mundo e fizeram sucesso principalmente no Brasil e no Japão, como o episódio do Cebolinha e sua “lagaltixa” Onofre, e o Chico Bento com o Galo Ataliba. Essas historinhas curtas aqueceram o coração de milhões de crianças nesses anos e ajudaram a transformar a Turma da Mônica em um ícone da Cultura Pop.

Onde assistir: Amazon Prime Video.

Turma da Mônica

A série mais recente da Turma da Mônica adapta algumas das milhares de histórias em quadrinhos da turminha e se tornou um dos grandes sucessos do Cartoon Network. São episódios curtinhos, mas muito divertidos e bem produzidos.

Onde assistir: HBO Max.

Tom Sizemore, do clássico ‘O Resgate do Soldado Ryan’, morre aos 61 anos

Tom Sizemore, conhecido por interpretar o Sargento Horvath no clássico de guerra ‘O Resgate do Soldado Ryan‘, morreu aos 61 anos.

Em comunicado oficial, o empresário do ator, Charles Lago, declarou: “É com grande tristeza e pesar que anuncio que o ator Thomas Edward Sizemore faleceu pacificamente enquanto dormia no Hospital St Joseph. Seu irmão Paul e seus filhos gêmeos, Jayden e Jagger, estavam ao seu lado.”

De acordo com o Variety, o ator havia sido internado em condição crítica após sofrer um aneurisma cerebral no dia 18 de fevereiro. No começo dessa semana, sua família estava “determinando assuntos pendentes” após os médicos informarem que “não havia esperança” para sua recuperação.

Além de ‘O Resgate do Soldado Ryan‘, Sizemore ficou conhecido por interpretar o “cara durão” em diversos outros filmes de guerra e drama, incluindo ‘Zona de Perigo‘ (1993), ‘Assassinos por Natureza‘ (1994), ‘Fogo Contra Fogo‘ (1995), ‘Planeta Vermelho‘ (2000), ‘Pearl Harbor‘ (2001), ‘Falcão Negro em Perigo‘ (2001), entre outros.

Na televisão, o ator acumula diversos créditos no decorrer de sua carreira. Foi trabalho mais notório nas telinhas foi na série ‘Twin Peaks‘, onde eles interpretou o agente de seguros Anthony Sinclair.

Ele também participou de séries recentes como ‘Cobra Kai‘, ‘Shooter‘, ‘Lucifer‘, ‘Law & Order: Special Victims Unit‘ e ‘Hawaii Five-0‘. Em 2010, ele apareceu em um episódio de ‘Celebrity Rehab With Dr. Drew‘, onde compartilhou sua luta contra o vício.

‘The Last of Us’: Mahershala Ali era um dos favoritos ao papel principal antes de Pedro Pascal; Quem você prefere?

Pedro Pascal está fazendo um tremendo sucesso como intérprete de Joel em ‘The Lat of Us’, série da HBO baseada no jogo homônimo criado por Neil Druckman.

No entanto, nem sempre ele foi o favorito para o papel.

Em 2021, fontes ligadas ao projeto já haviam dito que Matthew McConaughey estava no topo da lista da emissora, mas recusou a proposta.

E, durante uma entrevista para o The Direct, Jeffrey Pierce, que interpreta o personagem Perry, disse que a HBO estava cogitando escalar Mahershala Ali (‘Estrelas Além do Tempo’) como Joel.

Pierce também participou do elenco de dublagem dos jogos, dando voz a Tommy, irmão mais novo de Joel vivido por Gabriel Luna.

Na entrevista, ele disse que teve certeza que não seria escalado como Tommy na série quando soube que Ali estava sendo considerado para interpretar Joel.

“Inicialmente, eles conversaram com Mahershala Ali sobre interpretar Joel, o que é uma dica óbvia de que eu não iria interpretar Tommy. E quando eles escalaram Pedro [Pascal], eu sabia, sim, isso certamente não iria acontecer de qualquer maneira, eu sou mais velho que Pedro Pascal. Então eu não estava alimentando nenhuma ilusão sobre isso, com certeza.”

Tanto Ali quanto Pascal já colaboraram anteriormente com a HBO em séries populares, como ‘True Detective eGame of Thrones‘, respectivamente.

Apesar de não ser escalado para ‘The Last of Us’, Ali ainda continua sua parceria com a rede, já que ele deve interpretar a lenda do boxe Jack Johnson na vindoura minissérie intitulada ‘Unruly‘.

Lembrando que Pascal comentou com o Collider sobre a possibilidade da já confirmada 2ª temporada começar a ser rodada ainda em 2023.

Na ocasião, ele comentou:

“No ano de 2023? Em que temporada estamos agora? Vamos começar na primavera [norte-americana]?”.

Ele continuou: “sim, há uma chance. Sim”.

Enquanto isso, o próximo capítulo será exibido no dia 05 de março, na HBO Max.

A trama se passa vinte anos após a destruição da civilização moderna. Joel, um sobrevivente grosseiro, é contratado para contrabandear Ellie, uma garota de 14 anos, para fora de uma zona de quarentena opressiva. O que começa como um pequeno trabalho logo se torna uma jornada brutal e dolorosa, já que ambos devem atravessar os EUA e depender um do outro para sobreviver.

Relembre o trailer:

A produção abarcou nada menos que 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, com 284 críticas publicadas. Dentre os vários elogios, o consenso entre a crítica internacional é que The Last of Us é uma das melhores releituras de videogames de todos os tempos.

Confira os principais comentários:

“Não é nem remotamente controverso chamar [a série] da melhor adaptação de videogames já feita” – BBC.com.

“Uma adaptação espetacular que deve encantar os novatos e enriquecer aqueles já familiarizados com a jornada de Joel e Ellie” – IGN Movies.

“Facilmente a melhor adaptação de um videogame para live-action” – JVS Media & Production.

The Last of Us se torna tão cativante nos momentos de quietude quanto nos assustadores – e talvez ainda mais quando foca em quem são essas pessoas em vez dos perigos que elas enfrentam” – Rolling Stone.

“Posso apostar que The Last of Us será um dos melhores shows de 2023″ – Decider.

Crítica de Temporada | ‘The Last of Us’ é uma espetacular e impecável adaptação da HBO

A série é baseada na franquia de jogos que leva o mesmo nome e que nasceu no PlayStation 3 e atualmente recebeu no PlayStation 5 uma nova versão do primeiro jogo, com gráficos e jogabilidade aprimorados. O jogo é desenvolvido pelo estúdio Naughty Dog, considerado um dos maiores sucessos da Sony.

O elenco ainda conta com Gabriel Luna, Merle Dandridge, Nick Offerman, Anna Torv, Merle DandridgeNico ParkerJeffrey PierceCon O’NeillMurray Bartlett, Natasha Mumba Storm Reid.

Peter Hoar (‘Demolidor’), Kantemir Balagov (‘Uma Mulher Alta’), Ali Abbasi (‘Sheiley’), Jasmila Zbanic (‘Quo Vadis, Aida’), Craig Mazin (‘Chernobyl’), Neil Druckmann (criador do jogo), Liza Johnson (‘Barry’) e Jeremy Webb (‘The Umbrella Academy’) fazem parte do time de diretores.

A série foi criada por Mazin (‘Chernobyl’), que também serve como roteirista e produtor executivo da adaptação ao lado de Druckmann.

Desaparecida

(Missing)

 

Elenco:

Storm Reid
Nia Long
Amy Landecker

 

Direção: Nicholas D. Johnson, Will Merrick

Gênero: Suspense

Duração: 111 min.

Distribuidora: Sony Pictures

Orçamento: US$ 5 milhões

Estreia: 02 de Março de 2023

Sinopse: 

Em DESAPARECIDA, toda a narrativa é confinada a telas de computadores, tablets, celulares ou câmeras de segurança – e, dessa vez, acompanha June Allen (Storm Reid), uma jovem que perdeu o pai ainda muito nova e que, agora, vive apenas com a mãe, Grace (Nia Long). Entretanto, o relacionamento entre as duas é bastante desequilibrado, principalmente pela falta de comunicação e por uma disparidade de crenças que se transforma em contínuas brigas e desentendimentos. Quando Grace revela que vai viajar com o novo namorado, Kevin (Ken Leung), June vê a oportunidade de se divertir e cair na farra com os amigos – ao menos pelo pouco período de tempo que ficará sozinha e sem a presença superprotetora da mãe. Entretanto, as coisas tomam um rumo inesperado quando Grace vai buscá-la no aeroporto e ela não aparece.

Crítica em Vídeo: 

Crítica: 

Crítica | ‘Desaparecida’ é um suspense ANGUSTIANTE, liderado pela incrível performance de Storm Reid

Curiosidades: 

» O longa é uma sequência do aclamado suspense ‘Buscando…‘ (2018), que arrecadou US$ 75.4 milhões mundialmente, a partir de um orçamento de apenas US$ 5 milhões;

» O roteiro é baseado em uma história criada por Sev Ohanian e Aneesh Chaganty;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Crítica | ‘Desaparecida’ é um suspense ANGUSTIANTE, liderado pela incrível performance de Storm Reid

Crítica sem spoilers.

Em 2018, a Sony Pictures conquistava o mundo com o lançamento de Buscando…’, um suspense que, pegando onda na nova onda de found footages que ganhava expressividade desde meados dos anos 2010, apresentou um novo capítulo ao gênero e arrebatou o público com uma narrativa de tirar o fôlego. Agora, a companhia retorna com uma sequência antológica intitulada ‘Desaparecida’, que parte do mesmo princípio estético do capítulo anterior (isto é, um longa screen life) e que, surpreendendo a todos, alcançou um resultado parecido, quiçá melhor.

Como já mencionado, a imagética da produção é idêntica ao título predecessor: toda a narrativa é confinada a telas de computadores, tablets, celulares ou câmeras de segurança – e, dessa vez, acompanha June Allen (Storm Reid), uma jovem que perdeu o pai ainda muito nova e que, agora, vive apenas com a mãe, Grace (Nia Long). Entretanto, o relacionamento entre as duas é bastante desequilibrado, principalmente pela falta de comunicação e por uma disparidade de crenças que se transforma em contínuas brigas e desentendimentos. Quando Grace revela que vai viajar com o novo namorado, Kevin (Ken Leung), June vê a oportunidade de se divertir e cair na farra com os amigos – ao menos pelo pouco período de tempo que ficará sozinha e sem a presença superprotetora da mãe. Entretanto, as coisas tomam um rumo inesperado quando Grace vai buscá-la no aeroporto e ela não aparece.

A princípio confusa, June volta para casa e entra em contato com quem consegue para descobrir o que aconteceu – seja com Heather (Amy Landecker), uma das amigas mais próximas de Grace, seja com o hotel em que o casal ficou hospedado. Mas a constante descoberta de informações estranhas a leva a imaginar que algo horrível pode ter acontecido a eles, como um sequestro. E é a partir daí que ela pede ajuda da polícia e une forças com pessoas de confiança para entender o que, de fato, aconteceu – e onde está sua mãe.

Se Aneesh Chaganty fez um trabalho primoroso com Buscando…’, a dupla Will Merrick e Nick Johnson teria de manter o frescor narrativo e criativo – esquivando-se de equívocos amadores e de escolhas repetidas que poderiam cansar o público. Dessa forma, Merrick e Johnson seguem os passos de Chaganty e abraçam uma simples premissa de forma eficaz e que consegue honrar a produção original e evoluí-la dentro de uma espécie de “universo compartilhado” que ainda tem muito a nos contar. Ora, os diretores e roteiristas inclusive fazem referência à história de 2018 de maneira inesperada e com a dosagem certa de humor – abrindo espaço para investidas metalinguísticas que apenas auxiliam na expansão desse enervante cosmos.

De certa maneira, é a condução do enredo que insurge como elemento de maior destaque. A intrincada trama é complexa em sua totalidade e funciona dentro de um espaço considerável de tempo – não muito curto a ponto de deixar as resoluções apressadas demais, nem muito longo para nos cansar. O arco de June atravessa todos os estágios de uma conturbada psique humana que inclui confusão, temor, resignação e obstinação, fazendo de tudo para desvendar senhas e fazer conexões quase impossíveis para chegar ao fundo de um mistério que, dia após dia, ganha mais capítulos. E, se você gosta de uma história com múltiplas reviravoltas, com certeza vai se divertir com esse filme.

Reid entrega uma performance incrível, dominando os holofotes com uma atuação repleta de minúcias apaixonantes e uma naturalidade invejável: ainda que não divida a maior parte das cenas com outros atores, ela transparece uma química aplaudível, inclusive com Long, que permanece fiel à backstory de sua personagem até não aguentar mais. Joaquim de Almeida também participa da produção como Javier, um eletricista e faz-tudo colombiano com quem June entra em contato para ajudá-la nas investigações e que se torna um de seus confidentes e amigos. Cada engrenagem destila importância e convida os espectadores a conjecturar sobre o que aconteceu e como juntar as peças desse angustiante quebra-cabeça.

É inevitável traçar paralelos entre as duas obras – e o fato óbvio de se entrelaçaram por uma estética que merece mais reconhecimento no escopo mainstream. Talvez a familiaridade mais gritante (e que não necessariamente é algo ruim) é a sensação claustrofóbica e inescapável que abate os protagonistas: em Buscando…’, David Kim (John Cho) se vê desamparado por todo mundo, engolfado em um misto de culpa e impotência que o deixa à beira da loucura; aqui, June se vê numa situação parecida que se torna mais derradeira pelo fato de ser mais nova – e por lidar com um movimento virtual que cria teorias da conspiração e diminuem a credibilidade das investigações e a benevolência da mãe.

O filme não é livre de erros, como algumas escolhas criativas que forçam um pouco a credulidade da situação e quebram a ótima atmosfera construída no primeiro ato. Entretanto, mesmo tangenciando uma conclusão deus ex machina, os breves deslizes não são fortes o bastante para drenar a excelência fílmica de ‘Desaparecida’ – que merece ser apreciado na maior tela de cinema possível.

Entre Mulheres

(Women Talking)

 

Elenco:

Rooney Mara
Claire Foy
Jessie Buckley
Judith Ivey
Ben Whishaw
Frances McDormand

 

Direção: Sarah Polley

Gênero: Drama

Duração: 104 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: R$ 5 milhões

Estreia: 02 de Março de 2022

Sinopse: 

Em ENTRE MULHERES, um grupo de mulheres em uma colônia religiosa isolada luta para conciliar sua fé com uma série de agressões sexuais cometidas pelos homens da colônia.

Crítica: 

Crítica | Entre Mulheres – Rooney Mara, Claire Foy e Frances McDormand brilham em drama indicado ao Oscar

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Sarah Polley também assina o roteiro ao lado de Miriam Toews;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Crítica | Entre Mulheres – Rooney Mara, Claire Foy e Frances McDormand brilham em drama indicado ao Oscar

Sob uma fotografia envelhecida, um grupo de mulheres discute o seu futuro em uma realidade retrógrada. Trajadas em tons escuros e sempre em círculo, elas encaram umas às outras dentro de um galpão, um celeiro que guarda seus traumas e dores mais profundos já vividos. Baseado no livro homônimo de Miriam Toews, lançado em 2018, Entre Mulheres (Women Talking) é direta e objetivamente o que seu título em inglês diz: mulheres conversando sobre suas lutas e dilemas, à medida em que decidem se devem ou não permanecer em uma pequena e perigosa comunidade religiosa que as oprime e abusa.

O longa de Sarah Polley é atípico e foge do formato padrão de três atos. Linear e sem um genuíno clímax, a produção é um convite profundo e delicado à uma reflexão poderosa sobre a vida e as escolhas de mulheres que por tanto tempo foram caladas. Entre abusos sexuais e agressões físicas, as personagens vividas por Claire Foy, Rooney Mara, Jessie Buckley e Judith Ivey são o espelho de milhares de rostos e vozes apagados pelas circunstâncias e esquecidos pelo tempo. E embora essa premissa bastante sombria e soturna determine o tom do roteiro do começo ao fim, Women Talking consegue quebrar essa atmosfera pesada, graças à sensibilidade de Polley em conduzir a narrativa.

Mantendo sempre um espírito esperançoso e otimista, em meio a diálogos dolorosos de se ouvir, a cineasta assume a direção e o roteiro com perspicácia e sutileza, se esquivando de uma perspectiva mais depressiva – que poderia até mesmo beirar a exaustão. E ainda assim, a mensagem confrontadora de Entre Mulheres continua ali. Mas no meio de toda a pesada nuvem que cerca nossas protagonistas, há também a doçura da feminilidade, a ingenuidade de que os abusos cessarão e a inocência de garotinhas que estão crescendo sob o estigma do machismo de seus pais e vizinhos. E diante da inescrupulosa bigorna da realidade, todos – audiência e personagens – somos confrontados com o fatídico destino que as aguarda, enquanto se digladiam entre permanecer na comunidade (e em seus abusos) ou fugir em direção ao desconhecido.

E conforme as ouvimos – degustando de cada pensamento revelado e de cada experiência compartilhada – vamos entendendo o quão singular o drama de Polley de fato é. Transcendendo a questão de ser ou não um mero entretenimento, Entre Mulheres é uma experiência única que raramente o cinema nos proporciona. Transformando palavras em sentimentos que escapam da tela e invadem nossa alma e coração, o filme é um poema sobre dor, lamento e, por fim, resolução. Como uma ode à libertação e todos os seus contratempos que surgem nesse processo de se ver livre, a produção é também uma vitrine para que Mara, Foy e Ivey transformem suas próprias experiências como mulheres em performances cruas, honestas e arrebatadoras. E aqui, elas entregam seu próprio espetáculo, em atuações ora intensas e catárticas, ora acuadas e internalizadas.

E Frances McDormand, como uma matriarca das antigas que permanece como uma observadora ao longo dessa catarse, é o silêncio inquisitor. Percorrendo nossas protagonistas sempre com olhos que condenam, ela é também fruto de seus próprios traumas – uma mulher presa em um passado que não lhe permite fugir em direção ao presente. Efêmera em diálogos, mas gigante em sua caracterização, ela é a prova de que não existem papéis pequenos em Hollywood, mas sim atores medíocres. E dentro desse contexto, somos absortos por uma paleta em tons mais frios e “envelhecidos”, que trazem a sensação de uma fotografia antiga, cuja coloração está se desfazendo.

E essas mesmas cores são mais um elemento crucial que torna o filme uma experiência muito mais completa do que se imagina. Como uma metáfora a um tempo do passado que ficou para trás, que não pertence ao presente e que gradativamente está sendo desfeito, a fotografia da obra de Polley se comunica como um personagem vivo. Seu tom levemente “apagado” e as cores sóbrias que estampam todo o design de produção destacam um campo sem vida, uma comunidade rural descolorida e sem brilho. Nessa estética, Entre Mulheres se revela em última análise como um filme que mais do que uma desconstrução, é de fato uma construção da dignidade de um grupo de mulheres que, após anos em silêncio, finalmente decidiram falar. E não pararam mais.

O Filme foi indicado a Oscar de Melhor Filme e Roteiro Adaptado.

Filme assistido durante o Festival de Toronto.

Duas Bruxas – A Herança Diabólica

(Two Witches)

 

Elenco:

Rebekah Kennedy
Kristina Klebe
Tim Fox

 

Direção: Pierre Tsigaridis

Gênero: Terror

Duração: 98 min.

Distribuidora: Synapse

Orçamento: US$ 3 milhões

Estreia: 2 de Março de 2023

Sinopse: 

Dividido em duas partes e um epílogo, em ‘Duas Bruxas – A Herança Diabólica’ acompanhamos duas gerações de bruxas em histórias diferentes: a primeira, mais velha (Marina Parodi), e a segunda, neta daquela, Marsha (Rebekah Kennedy). Na primeira parte conhecemos Sarah (Belle Adams), que está grávida de Simon (o engessadíssimo Ian Michaels) e vive um relacionamento comum até que, certa noite, durante um jantar em um restaurante, seu olhar se cruza com o de uma velha senhora bastante assustadora, e a partir daí Sarah cisma de que o olhar da velha a está perseguindo onde quer que vá. Numa tentativa de não levar a sério o que lhe ocorre, ela e Simon decidem visitar um casal de amigos no interior do país, mas uma sessão de ocultismo mal realizada trará perigo à vida de todos.

Crítica: 

Crítica | Duas Bruxas – A Herança Diabólica – TERROR Indie traz duas histórias mal resolvidas em filme irregular

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Pierre Tsigaridis também assina o roteiro ao lado de Kristina Klebe e Maxime Rancon;

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Cartazes: 

Fotos: 

Creed 3

(Creed 3)

Elenco:

Michael B. Jordan – Adonis Creed
Tessa Thompson · Bianca Creed
Jonathan Majors · Damian Anderson
Wood Harris · Tony ‘Little Duke’ Burton ;

 

Direção:  Michael B. Jordan

Gênero: Ação

Duração: 116 min.

Distribuidora: Warner Bros

Orçamento: US$ 75 milhões

Estreia: 02 de Março de 2023

Sinopse: 

Em CREED 3, Depois de dominar o mundo do boxe, Adonis Creed tem prosperado tanto na carreira quanto em sua vida familiar. Mas Damian (Jonathan Majors), amigo de infância de Adonis e ex-prodígio do boxe reaparece, após cumprir uma longa sentença na prisão, ansioso para provar que merece sua própria chance no ringue. O confronto entre os antigos amigos é muito mais do que uma luta de boxe. Para acertar as contas com o passado, Adonis vai colocar seu futuro em jogo no ringue contra Damian – um lutador que não tem nada a perder.

Crítica: 

Crítica | Michael B. Jordan transforma ‘Creed III’ em anime de Boxe em Live Action

Curiosidades: 

» Michael B. Jordan faz sua estreia na direção, a partir de um roteiro de Keenan Coogler e Zach Baylin;

» Phylicia Rashad, Wood Harris, Selenis Leyva, Thaddeus J. Mixson e Florian Munteanu completam o elenco;

» Sylvester Stallone não retorna para a nova sequência;

» A franquia ‘Rocky‘ ainda ganhará um novo derivado, agora focado em Ivan Drago, boxeador implacável vivido por Dolph Lundgren, e seu filho, Viktor (Florian Munteanu);

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Crítica | Duas Bruxas – A Herança Diabólica – TERROR Indie traz duas histórias mal resolvidas em filme irregular

Originalmente o gênero do terror leva muitos estudantes de cinema a se aventurarem na criação de monstros e situações onde possam expor suas qualidades em efeitos especiais e caracterização. Alguns vingam na indústria e se tornam grandes nomes no gênero, mas, existe uma outra categoria pela qual a maioria dos nomes passa antes dos holofotes virarem para si: o cinema independente. Mais especificamente, o terror indie – aquele de baixo orçamento e muita boa vontade, no qual as pessoas se reúnem para dar vida a uma história, mesmo que não tenham tantos recursos ou experiências para entregar algo de boa qualidade, como pode ser visto em ‘Duas Bruxas – A Herança Diabólica’, estreia do gênero nas salas de cinema brasileiras a partir desta quinta-feira com distribuição nacional da Synapse.

Dividido em duas partes e um epílogo, em ‘Duas Bruxas – A Herança Diabólica’ acompanhamos duas gerações de bruxas em histórias diferentes: a primeira, mais velha (Marina Parodi), e a segunda, neta daquela, Marsha (Rebekah Kennedy). Na primeira parte conhecemos Sarah (Belle Adams), que está grávida de Simon (o engessadíssimo Ian Michaels) e vive um relacionamento comum até que, certa noite, durante um jantar em um restaurante, seu olhar se cruza com o de uma velha senhora bastante assustadora, e a partir daí Sarah cisma de que o olhar da velha a está perseguindo onde quer que vá. Numa tentativa de não levar a sério o que lhe ocorre, ela e Simon decidem visitar um casal de amigos no interior do país, mas uma sessão de ocultismo mal realizada trará perigo à vida de todos.

Com uma hora e trinta e oito de duração e dividido em três partes que se conectam mui fragilmente, a sensação final de assistir a ‘Duas Bruxas – A Herança Diabólica’ é que o projeto é um compilado de dois trabalhos independentes que foram juntados com o artifício das bruxas mas que, na prática, são duas histórias separadas. Ao menos a segunda parte é mais bem realizada do que a primeira. Soma-se a isso o tal epílogo, pretensiosamente dando indícios de que o projeto se dispõe a virar franquia – algo bastante comum no universo indie do terror, mas bastante pretensioso para este título em particular.

Ao contrário de outros terrores independentes que chegaram por aqui nos últimos anos, trazidos por Ari Aster e Robert Eggers, ‘Duas Bruxas – A Herança Diabólica’ tem atuações caricatas, sem qualquer preparação, e efeitos visuais limitados, valendo-se muito nas maquiagens e na repulsa que o gore incute no espectador. O resultado é um filme confuso com cenas aleatórias de laceração explícitas que entram de repentemente na história, sem causar susto ou lógica no enredo.

Mas o problema principal em ‘Duas Bruxas – A Herança Diabólica’ é a continuidade – que, por sua vez, tem a ver com a montagem do projeto de Pierre Tsigaridis. Às vezes um personagem está fazendo alguma coisa e literalmente na cena seguinte ele está fazendo outra, sem transição entre as duas ações. Somatizado com os pontos já acima mencionados, a impressão final é uma bagunça só.

Duas Bruxas – A Herança Diabólica’ não traz nada de novo ao gênero e suas cenas de terror/gore isoladamente funcionam, mas não na trama. Irregular e esquisito, seria um bom projeto caso tivesse ganhado mais orientação ao longo de sua trajetória.

Belas Promessas

(Les Promesses)

 

Elenco:

Isabelle Huppert
Reda Kateb
Naidra Ayadi

 

Direção: Thomas Kruithof

Gênero: Drama

Duração: 98 min.

Distribuidora: Pandora Filmes

Orçamento: US$ 3 milhões

Estreia: 02 de Março de 2023

Sinopse: 

Clémence, a destemida prefeita de uma cidade perto de Paris, está completando o último mandato de sua carreira política. Com seu fiel braço direito Yazid, ela luta há muito tempo por esta cidade atormentada pela desigualdade e desemprego. No entanto, quando Clémence é abordado para se tornar Ministra, surge a sua ambição, questionando a sua devoção e compromisso com os seus cidadãos. Sua integridade política e promessas eleitorais sobreviverão à sua recém-descoberta ambição?

Crítica: 

Crítica | Belas Promessas – As faces da engrenagem política em uma França com problemas no campo da habitação

Curiosidades: 

» Além de dirigir, Thomas Kruithof também assina o roteiro ao lado de Jean-Baptiste Delafon;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Crítica | Michael B. Jordan transforma ‘Creed III’ em anime de Boxe em Live Action

Com estreia marcada para esta quinta-feira (2), Creed III segue com a história de Adonis Creed (Michael B. Jordan) em sua carreira no boxe, agora sem os conselhos do velho Rocky Balboa. Depois de enfrentar a própria desconfiança e vingar a morte do pai, o desafio de Creed agora é se adaptar à vida fora dos ringues, dando foco ao empresariado e a sua mulher e filha. Porém, quando as coisas parecem começar a tomar um rumo mais tranquilo, um velho amigo de Donnie aparece para chacoalhar seu mundo.

Antes de tudo, é curioso como a franquia Creed foi desenvolvida nos cinemas sob três visões diferentes. O primeiro, e ainda imbatível, filme da saga teve direção do genial Ryan Coogler, que conseguiu conduzir tanto as tramas de Adonis quanto a de Rocky Balboa com equilíbrio e respeito a ambos. Já o segundo longa, dirigido por Steven Caple Jr., apresentou uma queda vertiginosa em relação ao anterior, ainda mais levando em conta que traria de volta o maior vilão da saga de Rocky. Com tantas promessas e expectativas altas pelo alto nível do longa de 2015, Steven se embolou com uma trama que não conseguiu entreter ou emocionar ninguém, passando longe do primeiro Creed e ainda mais longe dos filmes originais de Rocky. Agora, em 2023, a Warner preparou um verdadeiro choque na condução criativa, trazendo ninguém menos que o próprio Adonis Creed, o ator – e agora diretor – Michael B. Jordan, para comandar o terceiro capítulo.

Logo de cara, dar um filme com esse peso para alguém tão inexperiente é uma escolha de altíssimo risco. Queimar etapas da “jornada da direção” não costuma resultar em filmes tão bons. No entanto, é interessantíssimo ver um ator, cujas referências de entretenimento são de conhecimento público, usar as influências de suas produções favoritas na construção de seu estilo próprio de direção.

E dessa vez, no caso de Michael B. Jordan, as populares animações japonesas, os animes, conduzem 90% de sua visão cinematográfica para o longa. Durante os bastidores, surgiram conversas de que Jordan teria convencido o elenco a assistir episódios de Naruto com ele. O que inicialmente parecia apenas uma brincadeira, na verdade, foi um grande estudo para compor personagens e poses de Creed III.

Se você já tiver visto ao menos um episódio de Naruto ou Dragon Ball Z, provavelmente reconhecerá elementos desse estilo de animação sendo representados em tela. Em alguns momentos, essas inspirações ficam descaradas, como na divisão de tela para mostrar os olhares dos adversários ou nos flashbacks inseridos em momentos de luta, mostrando o passado dos personagens como incentivador à vingança ou até mesmo motivador. E chega a ser curioso como os característicos flashbacks da franquia Rocky, que tinham um papel narrativo quase nostálgico na trama, marcaram aqueles filmes, e ainda assim foram usados neste longa com uma outra função narrativa. E a melhor parte é que ambos funcionam. Então, embasado por suas maiores inspirações, Jordan consegue compensar sua inexperiência da direção com uma segurança fora do normal para um estreante.

Sobre o roteiro, a premissa é bem simples e até mesmo repetitiva dentro das franquias Rocky e Creed. O campeão desfruta seus dias de glória, até que um desafiante inexperiente aparece e consegue uma chance, tumultuando a vida do protagonista. O diferencial dessa vez é que o “fantasma do passado” agora é o irmão de consideração de Creed, que foi preso na adolescência e viu, da prisão, o rapaz levar a vida que ele sempre sonhou. Interpretado por Jonathan Majors, em mais uma atuação invejável, Damian é o antagonista perfeito de qualquer anime. É o ex-amigo frustrado que tem tudo para superar o protagonista, é uma ameaça, é adepto ao treino e tem métodos questionáveis, tal qual um Vegeta ou Sasuke da vida. E como ambos compartilharam uma parte importante da vida, a luta se torna pessoal.

E isso reflete na representação antagônica dos figurinos. Enquanto Adonis aparece usando roupas mais claras, Damian está sempre com roupas mais escuras. O vestuário busca passar essa sensação de conflito para compor a imagem de eternos rivais. De duas forças distintas que se complementam ao lutar pela mesma coisa. O ápice se dá justamente no embate final, em que seus calções recriam o Yin-yang, com Creed de calção e luvas brancas para enfrentar um Damian todo trajado de preto.

Entretanto, se tem um ponto negativo dessa vibe japonesa de Michael B. Jordan, é a falta de função para as personagens secundárias. Nenhum coadjuvante tem desenvolvimento, deixando até mesmo personagens queridas meio sem função na trama, marcando presença ali apenas para não reclamarem que esqueceram delas. A trama é toda focada no embate entre Donnie e Damian.

O roteiro até cria situações para que as mulheres da vida de Donnie participem da trama, como sua esposa, a mãe e sua filhinha em crescimento com a deficiência auditiva, mas nenhuma delas chega a ter efetivamente um desenvolvimento ou relevância para a história. Todas estão ali exclusivamente para servirem de gatilho para que o protagonista chegue ao embate final com sangue nos olhos. O que é infelizmente comum no cinema mundial, só que essas personagens são realmente interessantes e mereciam um desenvolvimento melhor.

E se há um ponto imperdoável aqui é o tratamento dado a Rocky Balboa. O próprio Sylvester Stallone já deu declarações dizendo se sentir traído pela produção. Para não dizer que ignoraram completamente o legado do Garanhão Italiano, há uma cena em que eles mostram uma foto dele sob as luvas no museu particular de Creed. Fora isso, o “Tio” sequer volta a ser mencionado, deixando na cabeça do público a dúvida se ele só se aposentou e foi morar longe ou se a idade bateu e o pugilista mais famoso de todos morreu. Há cenas em que a ausência de Rocky se torna imperdoável pela essência do personagem. E por mais que seja um filme sobre Creed e seu desenvolvimento, sua história começa intrinsecamente ligada à de Rocky Balboa. E pela importância do personagem na história do cinema, seria mais respeitoso e digno tirar dez minutos que fosse para dar um fim a sua trajetória cinquentenária.

Com mais acertos do que erros, Creed III chega com força para ocupar o posto de segundo melhor filme da trilogia. Afinal, traz cenas de ação estilizadas, ousa mais ao adaptar essa estética de anime e consegue trazer aquela sensação de “filme de boxe” que fez dos filmes de Rocky Balboa e Adonis Creed obras tão adoradas por diferentes gerações de fãs. É um cartão de apresentação muito interessante do diretor Michael B. Jordan, que tem tudo para trabalhar em projetos tão grandiosos quanto nos próximos anos. Definitivamente, é um filme que vale a pena gastar um dinheiro e conferir nos cinemas.

Creed III estreia nesta quinta-feira (2), nos cinemas de todo o Brasil.