O aclamado terror‘Hereditário’, considerado por alguns críticos como “o novo ‘O Exorcista‘”, finalmente estreou no catálogo da Netflix.
Aterrorizante, o filme filme ovacionado pelos críticos e conquistou 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Na trama, a família Graham começa a se revelar após a morte de sua avó reclusa. Mesmo após sua partida, a matriarca ainda exerce um mal sobre a família, especialmente em sua neta adolescente e solitária, Charlie, com quem ela sempre teve um fascínio incomum. À medida que um terror esmagador toma conta de sua casa, sua existência pacífica é desfeita, forçando sua mãe a explorar um reino mais obscuro para escapar do destino infeliz que eles herdaram.
Com críticas avassaladoras, o terror foi elogiado pela tensão emocional ao longo de toda a produção, aliado à impressionante atuação deToni Collette.
Confira as principais avaliações da crítica especializada:
“Esta memorável estreia na direção de Ari Aster se constrói em clássicos tropos do terror – o oculto, a possessão, a doença mental – para desenvolver sua própria visão única do terror”. – Sara Stewart, New York Post
“Um filme profundamente perturbador, o tipo de filme de terror que puxa de emoções humanas relacionáveis como o pesar e o ressentimento para finalmente se tornar um pesadelo absoluto”. – Brian Tallerico, RogerEbert.com
“O desempenho de Collette é impressionante. Ela interpreta Annie como uma mulher que começa a usar sua raiva e culpa enterradas de maneira externa”. – Owen Gleiberman, Variety
“‘Hereditário‘ toma o núcleo do elemento assombrado de um espírito com uma agenda malévola e corre com ele em uma série aparentemente interminável de direções inesperadas ao longo de duas horas sem fôlego, de um terror crescente que nunca diminui por um minuto sequer”.
“É puro terrorismo emocional, agarrando você com verdadeiro horror, o tipo indescritível, e então impregnando as coisas sobrenaturais com esses sentimentos. Não me atingiu como um violino. Ele bateu no meu interior como um piano de cauda” – A.A. Dowd, AV Club
“Uma história angustiante de tragédia familiar impensável, que entra no reino do sobrenatural, ‘Hereditário‘ toma o seu lugar como ‘O Exorcista‘ da nova geração – para alguns, ele vai virar a cabeça de maneira ainda mais selvagem” – Joshua Rothkopf, Time Out
A versão estendida de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘ acaba de ser lançada no HBO Max.
Com 11 minutos de cenas inéditas, a versão se chama ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa – A Versão Ainda Mais Divertida‘ e chegou a ser lançada nos cinemas nacionais em Setembro.
Confira o anúncio e um teaser:
Nem tudo que já é bom, consegue ficar ainda melhor. Mas isso não se aplica ao Miranha. Cenas inéditas te aguardam na versão estendida de Homem Aranha: Sem Volta Para Casa, lá no meu site 🕷💜 pic.twitter.com/4rWh134RBE
Além dos efeitos especiais do filme terem sido finalizados após a estreia nos cinemas, a nova versão ainda traz várias cenas inéditas inserindo mais humor.
Mundialmente, a sequência arrecadou mais de US$1,88 bilhão.
Pela primeira vez na história cinematográfica do Homem-Aranha, nosso herói amigo da vizinhança é desmascarado e não consegue mais separar sua vida normal dos grandes riscos de ser um super-herói. Quando ele pede ajuda ao Doutor Estranho, os riscos se tornam ainda mais perigosos, e o forçam a descobrir o que realmente significa ser o Homem-Aranha.
Após onze anos desde o filme original, a aguardada sequência ‘Gato de Botas 2: O Último Pedido’ tem estreia marcada para 05 de janeiro de 2023 nos cinemas nacionais.
Entre os críticos, a animação do universo ‘Shrek‘ está fazendo um tremendo sucesso, já que conquistou 96% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Das 94 avaliações publicadas até o momento, apenas 4 são negativas.
Entre os comentários, os críticos elogiaram como a narrativa conquista o público com sua ‘moral da história’, bem como a química e a entrega do elenco de dublagem e seus personagens.
Além disso, a trama é tão cativante que Grace Randolph afirma que é a melhor entrada da franquia desde ‘Shrek 2‘.
“‘Gato de Botas: O Último Pedido‘ é ótimo, mas o que realmente faz funcionar é a voz sedosa de Banderas, transmitindo toda a suavidade felina exagerada do personagem e deixando claro que ele está muito envolvido na piada.” – The Hollywood Reporter.
“Talvez o que torna ‘O Gato de Botas: O Último Pedido‘ um título acima do resto seja a destreza com que ele conquista o público com a sua ‘moral da história’ presente na maioria das animações infantis.” – IndieWire.
“As apostas podem ser mais sérias desta vez, mas o filme é tão divertido quanto você esperaria da equipe inteligente como sempre da DreamWorks Animation…”- Variety.
“Incrível! O melhor filme da franquia desde ‘Shrek 2‘! Todo o elenco de dublagem se entrega, assim como a equipe de animação. Me lembra a época em que as animações competiam com os maiores sucessos de bilheteria em live-action. Você deve assistir.” – Grace Randolph.
“‘O Gato de Botas: O Último Pedido’ brilha com algumas animações realmente fantásticas e traz uma apresentação empolgante, mas em termos de emoções e humor, o filme é bastante medíocre.” – Jimmy Cage Movie Reviews.
“Apesar de uma abordagem estereotipada, traz uma pitada divertida de ação e aventura absolutamente repleta de comédia, charme e personagens fantásticos; ostentando uma animação deslumbrante. Um recorte incrivelmente forte para o universo revivido ‘Shrek‘, da DreamWorks.” – Dave Lee Down Under.
O longa traz novamente às telonas o felino mais amado do planeta e mostra que ele está de volta para o que pode ser a sua última aventura. ‘Gato de Botas 2: O Último Pedido‘ narra uma jornada épica pela Floresta Negra para encontrar a mítica Estrela dos Desejos e restaurar suas nove vidas perdidas. No filme, o Gato de Botas conta com apenas uma vida restante e ele terá de pedir ajuda à sua ex-parceira e inimiga, a cativante Kitty Pata Mansa, para continuar vivo.
O time de estrelas que compõem elenco de dublagem nacional conta com Alexandre Moreno, dublador oficial do Gato de Botas desde o primeiro filme; Miriam Ficher, que dá voz a Kitty Pata Mansa; Marcos Veras como o cão Perrito; Giovanna Ewbank que dá voz Cachinhos Dourados e Sérgio Malheiros como Bebê Urso.
Antes de ser a Mulher-Maravilha, Gal Gadot estreou em Hollywood como a Gisele em ‘Velozes e Furiosos 4‘ (2009). A personagem foi “morta” no sexto filme da saga, quando Gisele se joga em um carro em alta velocidade para matar um homem que estava prestes a atacar o Han.
Em entrevista EXCLUSIVA ao CinePOP durante o lançamento do nono filme, o astro Sung Kang (o Han) propôs iniciar uma campanha para trazer Gal de volta usando a hashtag #BringBackGisele.
Nas redes sociais, não demorou muito para a campanha viralizar… E parece que a campanha funcionou.
De acordo com o The Direct,Gal Gadot deve retornar no décimo filme da franquia principal. Não está claro exatamente como ela retornará, já que Gisele Yashar aparentemente morreu enquanto tentava salvar seu namorado, Han Lue (Sung Kang).
Se Gadot realmente aparecer no filme, será uma mini-reunião de ‘Liga da Justiça‘, já queJason Momoa também está na produção.
Na época do lançamento de ‘Velozes e Furiosos 9‘, a campanha do CinePOP com a hashtag #BringBackGisele foi compartilhada por diversos veículos:
“Nessa franquia tudo é possível. Se vocês começarem a campanha #BringBackGisele, acho que pode acontecer.”
“Nessa franquia tudo é possível. Se vocês começarem a campanha #BringBackGisele, acho que pode acontecer”, afirmou Kang, que chamou a hashtag #BringBackGisele..
Assista a entrevista:
Justin Lin abandonou as gravações por atritos com Vin Diesel e foi substituído por Louis Leterrier, de ‘Truque de Mestre‘ e ‘Carga Explosiva‘.
O filme tem estreia marcada para 18 de Maio de 2023.
Lembrando que o novo filme traz para o elenco também a atriz Brie Larson (‘Capitã Marvel’), cujo papel ainda não foi revelado.
A Entertainment Weekly divulgou uma imagem inédita de ‘Elementos’, aguardada animação da Pixar, que estreia em 16 de junho de 2023.
A imagem destaca a elemental de fogo Ember Lumen (Leah Lewis) em frente ao elemental de água chamado Wade Ripple (Mamoudou Athie).
Dirigida por Peter Sohn (‘O Bom Dinossauro’), a trama gira em torno da dramática atração que Ember e Wade sentem um pelo outro, enquanto tentam descobrir o têm em comum, mesmo sendo tão diferentes.
Confira a imagem e o teaser:
O filme segue dois seres feitos de fogo e água que, apesar de suas diferenças elementares fundamentais, percebem que têm muitas semelhanças.
De acordo com a sinopse, “o filme embarca na aventura de uma dupla improvável, Ember e Wade, em uma cidade onde os moradores do fogo, água, terra e ar vivem juntos. A faiscante jovem e o garoto tranquilo estão prestes a descobrir algo elementar: o quanto eles realmente têm em comum”.
O diretorPeter Sohn disse que: “Nossa história é baseada nos elementos clássicos: fogo, água, terra e ar. Alguns destes elementos se misturam entre si, outros não. E se estes elementos estivessem vivos?”.
A Netflix já concluiu as gravações da primeira temporada da série live-action baseada em ‘Avatar – A Lenda de Aang‘, prevista para o segundo semestre de 2023.
E, através do Twitter, a plataforma de streaming fez um misterioso anúncio sobre a adaptação, fazendo referência aos quatro elementos da natureza que são o foco da narrativa: água, terra, fogo e ar.
Por enquanto, a Netflix não revelou nada sobre a publicação… Será que vêm novidades por aí?
De acordo com o Knight Edge Media, a plataforma de streaming já está planejando renovar a atração para mais duas temporadas, mesmo antes da estreia.
Uma fonte ligada ao projeto ainda revelou que a temporada de estreia é definida como ‘Livro 1: Água‘, enquanto a segunda e a terceira serão focadas nas tribos da Terra e do Fogo, respectivamente.
Foi dito também que as próximas temporadas serão gravadas ao mesmo tempo, antes que os protagonistas comecem a envelhecer.
Atualmente,Gordon Cormier (Aang) já está com 13 anos de idade, e Kiawentiio Tarbell (Katara) tem 16. Na animação, Aang tem apenas 12 anos e a trama se passa ao longo de apenas um ano.
Até o momento, não há como confirmar a veracidade das informações, então considere como rumor.
Lembrando que a última atualização sobre a adaptação foi a chegada de Jayden Zhang ao elenco.
Conhecido por viver a versão mais jovem do protagonista de ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘, Zhang será um dos amigos de infância de Aang no Templo do Ar do Sul em cenas de flashback da série.
O ator se junta a um grande elenco já escalado para a série da Netflix, que conta com nomes como o do icônico ator George Takei.
Jayden Zhang has been cast as an airbender in the live-action Avatar: The Last Airbender series! He will portray the character in flashbacks.
He’s best known for playing young Shang-Chi in Marvel Studios’ Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings (2021). pic.twitter.com/ivfP4QGkZt
Este é o primeiro personagem original da série live-action, que já teve sua fotografia principal concluída, e a imagem do personagem abaixo é apenas ilustrativa. Até o momento, não foi revelada qual será o contexto dessa figura na trama.
Veja abaixo o anúncio oficial:
Exclusive: Ryan Mah has been cast as Fire Navy officer Lieutenant Dang, a new original character, in the live-action Avatar: The Last Airbender series!
He’s best known for Lost in Space and Snowpiercer. (Character image is illustrative only.) pic.twitter.com/xWNab2jHzy
Lembrando que ‘Avatar: A Lenda de Aang‘ terá oito episódios na primeira temporada, com 1 hora de duração cada. O elenco principal traz Gordon Cormier (Perdidos no Espaço) como Aang, Kiawentiio Tarbell (Anne with an E) como Katara, Ian Ousley (Physical) como Sokka,Dallas Liu (Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis) como Zuko, e Daniel Dae Kim (Lost) como Ozai.
Produzido por Ari Aster (‘Midsommar – O Mal Não Espera a Noite’), o longa é descrito apenas como uma comédia, mas não foram divulgados detalhes sobre a trama.
E, em seu perfil do Instagram, o roteirista e diretor Kristoffer Borgli (‘Sick of Myself’) compartilhou as primeiras imagens dos bastidores, que mostram Cage com um visual bem diferente.
Confira, a partir da 7ª imagem:
“2022 – que ano estranho e lindo!”, escreveu Borgli.
Lembrando que o filme mais recente de Cage é a comédia metalinguística ‘O Peso do Talento’.
Criativamente desmotivado e enfrentando a ruína financeira, a versão fictícia de Nicolas Cage tem de aceitar a oferta de US$ 1 milhão para comparecer ao aniversário de um super fã perigoso, Javi (Pedro Pascal). As coisas mudam inesperadamente quando Cage é recrutado por uma agente da CIA (Tiffany Haddish) e forçado a fazer valer o seu nome, canalizando seus papéis mais icônicos das telas para salvar a si mesmo e aqueles que ama. Com a carreira construída para este exato momento, o ator premiado tem de assumir o papel de sua vida: Nicolas Cage.
O filme é dirigido por Tom Gormican (‘Namoro ou Liberdade‘), que também escreveu o roteiro com Kevin Etten, produtor executivo da série ‘Euphoria‘. Cage produz o projeto a partir de sua produtora Saturn Films.
O EW divulgou uma nova imagem oficial da sequência ‘John Wick 4: Baba Yaga‘, destacando o protagonista da série, Keanu Reeves.
Confira:
Enquanto participava da CCXP, o astro Keanu Reeves comentou sobre os bastidores da produção e confessou ao Omelete (via Comic Book) que este foi o trabalho mais desafiador de sua carreira.
“‘John Wick 4‘ é o filme mais difícil que já fiz. Em termos de ação, é o filme mais difícil que já fiz.”
Apesar de não entrar em detalhes, não é difícil imaginar o porquê, já que Wick agora é alvo de todos os assassinos que já passaram pela Alta Cúpula.
Assista:
Como ficou claro no trailer, a sequência promete carregar ainda mais ação que os títulos anteriores.
Com estreia marcada para 23 de Março de 2023, o novo filme traz John Wick descobrindo um caminho para derrotar a Alta Cúpula. Mas antes que ele possa ganhar sua liberdade, Sr. Wick deve enfrentar um novo inimigo com poderosas alianças em todo o mundo e forças que transformam velhos amigos em inimigos.
A sequência também trará o retorno deLaurence Fishburne como Rei dos Mendigos, Lance Reddick como Charon, o concièrge do Hotel Continental, e Ian McShane como seu empresário, Winston.
Chad Stahelski volta a dirigir e prometeu um filme à altura da franquia:
“Estamos satisfeitos com as sequências de ação e nós não queremos perder isso. Eu quero ser um diretor melhor, mas isso não quer dizer que a sequência terá menos ação,” afirmou.
O 3ª filme da franquia, ‘John Wick: Parabellum‘, se tornou um sucesso nas bilheterias, arrecadando US$ 326,7 milhões mundialmente – com um orçamento de US$ 75 milhões.
Após sete filmes com mutantes canibais atacando pessoas que pegaram o caminho errado na floresta, a franquia ‘Pânico na Floresta‘ finalmente ganhou um reboot, que acaba escolhendo seguir por uma rota completamente diferente.
Apesar de ter se tornado uma franquia muito popular, temos que admitir que a maior parte das sequências são terríveis. E aonde exatamente o reboot se classificaria no ranking geral da saga?
Confira na nossa lista abaixo:
7. PÂNICO NA FLORESTA 6
Apesar das sequências anteriores não serem particularmente boas, esse sexto capítulo da franquia consegue ser ainda pior. Apesar da direção do cineasta Valeri Milev ser bem mais competente do que a do Declan O’Brien, que havia comandado os três filmes anteriores, nada consegue salvar a produção de um roteiro extremamente ridículo que ainda tenta se levar a sério. Consistência nunca foi o forte da franquia, mas quando um filme de mutantes canibais introduz um plot absurdo sobre um culto sexual (oi?), você sabe que não tem como piorar.
6. PÂNICO NA FLORESTA 5
Apesar de entregar algumas cenas divertidas de autoparódia, a piada perde a graça muito rápido. A trama rasa reconta mais uma vez a origem dos mutantes, apresentando diversos elementos que não fazem o menor sentido. Ao invés da “floresta”, que aqui parece um bosque ralo de fundo de quintal, a ação se passa em uma cidade pequena (filmada em um estúdio mais artificial do que a vila do Chaves). Tirando a cômica sequência de abertura, não há nada de interessante nessa sequência além de mortes extremamente brutais.
5. PÂNICO NA FLORESTA 3
Lançado no Brasil direto em vídeo com o título ‘Floresta do Mal – Caminho da Morte‘, o terceiro filme da franquia sofre com o abuso de CGI mal feito. Além disso, o longa traz pouquíssimos mutantes assassinos, o que limita a dinâmica e o desenvolvimento do filme. Em uma história que a maioria dos personagens são presidiários, o roteiro perde a oportunidade de fazê-los bater de frente com os canibais. Ao invés disso, eles são massacrados como qualquer outro grupo de jovens despreparados típicos da saga.
4. PÂNICO NA FLORESTA 4
Qual é a origem dos mutantes canibais? Eis algo que ninguém estava interessado em saber, mas o diretor e roteirista Declan O’Brien achou que seria uma ótima ideia responder. Apesar de seguir todos os clichês do gênero à risca e não apresentar absolutamente nada de novo, o diretor mostra um pouco de evolução ao recorrer a efeitos práticos com mais frequência (mas, fiquem tranquilos, o CGI amador ainda marca presença). Além disso, a mudança de cenário também foi interessante, ajudando essa sequência a ter mais personalidade.
3. PÂNICO NA FLORESTA: A FUNDAÇÃO
Depois da bomba que foi o sexto capítulo, a franquia tinha chegado no fundo do poço. A única solução seria recorrer a uma reboot oficial para manter a saga viva. Porém, se vocês estiverem esperando o retorno dos mutantes canibais, irão se decepcionar bastante. ‘Pânico na Floresta: A Fundação‘ se desassocia completamente da franquia original, apresentando uma nova história. A proposta até que é interessante, mas o resultado final é irregular. O roteiro tenta ser esperto ao subverter nossas expectativas, mas recorre a situações absurdas com frequência (tronco com poderes de Lince Negra que consegue atravessar outras árvores para alcançar seu alvo, personagens que somem e aparecem conforme a necessidade do enredo, entre outros absurdos). ‘A Fundação‘ é um filme mediano que, apesar de ser melhor do que a maioria das sequências originais, infelizmente teve muito potencial desperdiçado.
2. PÂNICO NA FLORESTA 2
Apesar de ter ganhado popularidade com o passar dos anos, o primeiro ‘Pânico na Floresta‘ teve um desempenho extremamente morno nas bilheterias. Com um orçamento de US$ 12 milhões, o longa original arrecadou apenas US$ 28.6 milhões mundialmente. É por este motivo que esse segundo filme foi lançado direto em vídeo, mas a continuação surpreendeu as expectativas de todos ao se revelar um terror extremamente sangrento e divertido. Apesar de trazer um tom mais descontraído que o filme original, a produção também aumenta os níveis de gore e entrega algumas mortes particularmente brutais. Esse longa marca a estreia diretorial de Joe Lynch, que além de estar seguro em sua função, também se mostra um grande conhecedor do gênero, o que se reflete em sua homenagem à cena do jantar do clássico ‘O Massacre da Serra Elétrica‘ durante o terceiro ato.
1. PÂNICO NA FLORESTA
Antes de cultos sexuais, prisões, lendas e hospitais psiquiátricos, havia apenas um trio de mutantes canibais caçando andarilhos desavisados em uma floresta. A premissa de ‘Pânico na Floresta‘ é simples, mas eficiente. O roteiro usa de forma inteligente os clichês do gênero e a brutalidade da produção se destaca em uma época pré-‘Jogos Mortais‘ e ‘O Albergue‘. Além disso, a sempre ótima Eliza Dushku, recém-saída de ‘Buffy: A Caça-Vampiros‘, está incrível como a final girl do longa.
Em entrevista ao Entertainment Weekly, a showrunner Lauren Hissrich revelou que o ator Henry Cavill terá uma “despedida heroica” no final da terceira temporada de ‘The Witcher‘.
Cavill será substituído por Liam Hemsworth no quarto ciclo, e veremos o seu personagem, Geralt de Rivia, em uma nova missão.
“A jornada de Geralt tem sido sobre desistir da neutralidade e fazer qualquer coisa que for necessária para encontrar a Ciri. E, para mim, essa é a despedida mais heroica que poderíamos ter tido, apesar de não termos escrito [o final da temporada] com esse intuito.”
Ela completa, “Geralt terá uma nova missão quando o encontrarmos na quarta temporada. Ele será um personagem ligeiramente diferente do que podemos esperar. Isso é um eufemismo.”
Como já era de se esperar, houve muitas reações negativas à reformulação do papel, e alguns fãs até criaram um abaixo-assinado pedindo o retorno de Cavill.
No entanto, Hissrich está animada para o futuro da série, pois acredita que o novo capítulo vai renovar o entusiasmo do público pela adaptação. Em entrevista para o Games Radar, ela disse que:
“Estou tão animado para ver como os telespectadores vão reagir às mudanças. Acho que é apenas um novo capítulo para nós, e novos capítulos trazem novas energias. Acho que as pessoas vão encontrar coisas para amar a partir das mudanças que estão vindo. Então, sim, pessoalmente, estou muito animada.”
Além disso, Joey Batey, intérprete do bardo Jaskier, disse o seguinte sobre Liam se juntar à equipe:
“Entrei em contato com Liame disse: ‘Seja bem-vindo’. A força nele e a coragem de vir e participar de uma série como esta, no meio do caminho, é inacreditável. Espero que todos saibam o compromisso que ele já está mostrando para se adequar à esta desafiadora tarefa. Ele está mergulhando de cabeça, levando o trabalho a sério, fazendo suas pesquisas, treinando, ele está muito compromissado.”
E aí, você está tão animado quanto eles? O que espera de Hemsworth assumindo a atração?
Vale lembrar que os próximos episódios chegam à plataforma de streaming em 2023.
Enquanto isso, ‘The Witcher: A Origem‘ estreia em 25 de dezembro.
O elenco ainda conta com Jacob Collins Levy (Eredin, Rei da Caçada Selvagem), Mirren Mack (Merwyn), Lenny Henry (Balor), Lizzie Annis (Zacaré), Huw Novelli (Callan “Brother Death”), Francesca Mills (Meldof), Amy Murray (Fenrik), Nathaniel Curtis (Brían), Zach Wyatt (Syndril), Lenny Henry (Balor) e Dylan Moran (Uthrok One-Nut).
Sarah O’Gorman (‘The Last Kingdom’) e Vicky Jewson (‘Born of War’) serão responsáveis pela direção dos episódios.
A produção será ambientada em um mundo elfo, 1200 anos antes dos eventos protagonizados por Geralt de Rivia (Henry Cavill) – e mostrará a criação do primeiro Bruxo.
“Blood Origin contará uma história perdida no tempo – a origem do primeiro Bruxo, e os eventos que levaram à crucial conjunção das esferas, quando o mundo de monstros, homens e elfos fundiu-se para se converter em um só.”
Andrzej Sapkowski, autor dos livros, servirá como consultor criativo da série.
Em entrevista ao Empire Magazine, o ator Frank Grillo confirmou que a sequência ‘Uma Noite de Crime 6‘ ainda está em desenvolvimento, revelando novos detalhes sobre o projeto.
“Eu vou estrelar mais um filme da franquia ‘Uma Noite de Crime’. James [DeMonaco] já escreveu o roteiro e quer assumir a direção. A trama focará no meu personagem, Leo Barnes. Nós estamos trabalhando com a Universal [Pictures] para ver se começamos a gravar antes que eu esteja velho demais.”
Anteriormente, DeMonaco havia comentado sobre o sexto filme: “Eu criei uma história que vai colocar esse universo de cabeça para baixo. Se passará cinco anos após os eventos de ‘Uma Noite de Crime: A Fronteira’, mas a história levará a América para novas direções e acredito que será algo muito interessante para ser explorado.”
Grillo já havia confirmado o seu retorno na sequência ‘Uma Noite de Crime 6‘ em uma entrevista EXCLUSIVA com o CinePOP. Confira:
Em entrevista ao ComicBook.com, James DeMonaco, criador da famosa franquia, comentou um pouco sobre o já confirmado sexto capítulo da saga e disse que ele terá a mesma essência do clássico ‘Fuga de Nova York’, de 1981.
No filme, Manhattan foi transformada em uma gigantesca prisão de segurança máxima em resposta à anarquia que assolava os Estados Unidos.
“Posso dizer isso: os EUA que entraremos em ‘Uma Noite de Crime 6’ não é aquele que conhecemos. Ele será remapeado, devo dizer, de uma forma única. E estamos entrando nesse território totalmente mudado”, ele comentou. “E outra coisa que eu posso dizer, porque acho que já vazou, é que, se acontecer, marcará o retorno do personagem de Frank Grillo. Mas, definitivamente… Um novo Estados Unidos foi formado. E será dez ou quinze anos depois de ‘A Fronteira’“.
‘Uma Noite de Crime 5 – A Fronteira’ (The Forever Purge) já está disponível nos cinemas nacionais
Park Chan-wook já pode ser considerado um diretor consagrado no circuito. Muito antes de ‘Parasita’, ‘BTS’ e outros elementos mais pop da cultura sul-coreana explodirem em sucesso mundial nos últimos anos, Park Chan-wook já vinha despertando os olhos do ocidente para o que vinha sendo produzido artisticamente na parte sul da ilha da Coreia. Sua carreira teve grande popularização mundial no princípio dos anos 2000 (muito graças aos festivais de cinema mundiais, como o Festival do Rio, que ajudou a trazer seus filmes para o Brasil) com os bombásticos ‘Oldboy’ (2003) e ‘Lady Vingança’ (2005). Agora, depois de um hiato de oito anos desde seu último filme, ‘A Criada’ (2016), Park Chan-wook volta a abrilhantar os cinemas mundiais com seu novo thriller policial ‘Decisão de Partir’, que está na lista dos 15 pré-selecionados ao Oscar 2023 de Melhor Filme Internacional.
Jang Hae-joon (Park Hae-il) é um ótimo investigador policial, mas sofre de insônia por conta dos múltiplos casos sem solução que enfrenta em sua carreira. Com um casamento feliz e estável com Jeong-ahn (Lee Jung-hyun), sua vida é uma rotina sem fim entre os dias afastados na cidade por conta das investigações e os dias que passa com sua esposa no interior. Tudo muda quando, certo dia, é chamado para apurar o suposto acidente de um homem, que teria caído do alto de uma montanha após se desequilibrar fazendo alpinismo. É aí que ele conhece a viúva Song Seo-rae (Tang Wei), uma misteriosíssima imigrante chinesa que, logo de cara, desperta a atenção e a curiosidade do investigador. O problema é que quanto mais Jang Hae-joon busca a verdade, mais parece que ela escapa por entre seus dedos… ela e a viúva Song Seo-rae…
Ao contrário dos vingativos filmes que o tornaram popular no início do milênio, em ‘Decisão de Partir’ o diretor Park Chan-wook explora muito mais as possibilidades da verdade, sem se preocupar em definir apenas uma vertente para seu filme. De certa forma, é isso que alimenta sua produção por mais de duas horas e vinte de duração – e, vamos lá, dava para fazer em menos tempo, dava para abrir mão de algumas cenas. Para construir essa história cheia de possibilidades o roteiro escrito por ele e Jeong Seo-kyeong parte de um protagonista masculino comum que, diante do mistério da vida, passa a questionar suas próprias convicções, retratando a viúva Song Seo-rae como uma enigmática Monalisa (não à toa, um dos pôsteres do filme traz a personagem tal qual a pintura de Da Vinci).
O ritmo do filme acompanha o desenrolar dos acontecimentos, ou seja, tudo vai se construindo a seu tempo, indo e vindo muitas vezes na linha temporal para preencher lacunas do enredo que o roteiro vai disponibilizando ao espectador à medida que o protagonista avança em sua investigação obcecada – o que nos remete a uma narrativa bastante Brian de Palma e ao suspense argentino ‘O Segredo dos seus Olhos’, vencedor do Oscar de filme internacional em 2010.
Na incógnita que ronda o mistério do acidente/suicídio/homicídio, o filme se desenrola para além do thriller policial (afinal, o protagonista é policial) e do romance, partindo desse mote para, na real, investigar as relações humanas, os mistérios que envolvem nossas tomadas de decisão, o impulso que direciona boa parte das nossas ações e os julgamentos consequentes, mesmo considerando-nos bons cidadãos. Através de uma fotografia belíssima que sempre favorece as emoções de seus personagens, ‘Decisão de Partir’ é um filme obra-de-arte, em todos os sentidos, e justifica estar entre os melhores do ano para a estatueta dourada. Felizmente chega aos cinemas brasileiros já na primeira semana de 2023.
De acordo com o Wall Street Journal, a Netflix planeja acabar de uma vez por todas com o compartilhamento de senha em 2023. O maior desafio do serviço de streaming, no entanto, será implementar a medida sem perder um grande número de assinantes.
O site afirma que, durante a pandemia de COVID, a plataforma teve um aumento significativo no número de visualizações, mas grande parte dessa audiência usava contas de amigos ou familiares.
As únicas medidas possíveis para acabar com a prática seriam rastrear o endereço de IP dos usuários, validar o login por localização e rastrear a atividade das contas – mas nenhuma dessas opções impedirá a ira dos assinantes.
Em uma conferência recente, Ted Sarandos, o presidente da Netflix, comentou sobre o assunto: “É uma situação muito parecida com o aumento nos preços. Os consumidores não irão gostar disso no começo, mas precisamos mostrar que eles que há valor nisso.”
Em 2019, um estudou declarou que a Netflix pode mais de US$ 135 milhões por mês por causa do compartilhamento de senhas. Na época, o executivo Greg Peters havia declarado que o serviço estava explorando opções para limitar esse compartilhamento – incluindo a possibilidade de cobrar uma taxa pela prática.
“Nós criamos uma abordagem considerável para monetizar o compartilhamento de contas e começaremos a implementá-la no serviço em 2023,” declarou a Netflix.
A HBO Max divulgou um novo vídeo com seus principais lançamentos para 2023, o que inclui cenas da animação adulta ‘Harley Quinn‘, estrelada por Kaley Cuoco.
Apesar da data de estreia não ter sido anunciada, a quarta temporada está oficialmente confirmada para o próximo ano.
O vídeo também confirma o lançamento de outras produções originais do serviço de streaming, como a animação ‘Velma‘ e ‘The Last of Us‘, e o retorno de ‘Titãs‘ e ‘Patrulha do Destino‘.
A trama segue as aventuras de Arlequina após romper com o Coringa e começar a trabalhar sozinha. Com a ajuda de Hera Venenosa e uma equipe desorganizada de rejeitados da DC, ela tenta ganhar um lugar na maior mesa de vilões: a Legião do Mal.
Muitas vezes Hollywood se baseia em crimes reais para contar suas histórias.
Vamos listar aqui 11 casos marcantes dessas adaptações que viraram filmes incríveis e até hoje são muito lembradas pelos fãs de thrillers e demais vertentes do estilo. Coloca também nos comentários quais foram os filmes baseados em histórias reais mais chocantes que você já viu e se esquecemos de citar algum em especial.
‘Casa Gucci‘ é um filme estrelado pela musa popLady Gaga (Nasce uma Estrela) que tem ao seu lado o parceiro Adam Driver (Star Wars: O Despertar da Força) e um elenco de peso formado por nomes como Al Pacino, Robert de Niroe Salma Hayek. O longa tem como plano de fundo o assassinato brutal de Maurizio Gucci (Driver), principal herdeiro de uma das maiores empresas de moda, a Gucci, este que foi morto a mando de sua própria esposa, Patrizia Reggiani, interpretada pela cantora norte-americana. A obra cinematográfica é baseada no livro ‘Casa Gucci: Uma História de Glamour, Cobiça, Loucura e Morte’, da jornalista Sara Gay Forden, além de ser dirigida pelo veterano cineasta Ridley Scott (Gladiador).
O crime chamou atenção por todo contexto bizarro, onde Gucci e Reggiani, já nos primeiros anos de casamento, passaram por diversas situações conturbadas e decidiram se divorciar. O processo de separação foi tão complexo que chegou a durar pelo menos uma década. Durante esse período a relação entre o casal ficou muito tensa, onde a própria Reggiani disse em um programa de TV aberta que o matrimônio acabou porque o marido a abandonou de forma repentina. Depois de fazer uma viagem para Florença, Gucci nunca mais voltou para casa, então, após isso, a mulher teve que passar por uma cirurgia de emergência ao descobrir que possuía um tumor no cérebro. Reggiani disse que o ex-marido não foi visitá-la ou sequer ofereceu ajuda no momento mais difícil de sua vida. Tudo isso piorou quando Reggiani descobriu que Gucci estava namorando uma mulher 10 anos mais nova que ela.
“Eu estava brava com Maurizio por muitas coisas naquela época. Mas, acima de tudo, por essa nova relação. Perder os negócios da família, isso foi estúpido, um verdadeiro fracasso. Ele não deveria ter feito isso comigo.”, confessa Patrizia Reggiani que tinha medo que ela e suas filhas pudessem dividir a fortuna do marido com a nova companheira. Toda essa mágoa e raiva que Reggiani guardava por Gucci era de conhecimento popular, como ela mesmo falou no programa de TV já mencionado: “Eu admito que, por um tempo, realmente queria me livrar dele. Queria fazer isso e andava pedindo às pessoas que o fizessem. Mas minhas intenções terminaram ali — era só uma mera obsessão, um mero desejo. Que esposa nunca disse algo como: eu mataria esse cara?”.
Porém, não foi só um mero desejo, em 1995, Maurizio Gucci foi surpreendido e assassinado com quatro tiros disparados por um matador profissional, onde tudo obviamente apontava para sua ex-esposa, certamente a pessoa que mais o odiava na época. Porém, embora Patrizia fosse a principal suspeita de ordenar o assassinato de Maurizio, faltavam provas para comprovar seu envolvimento com o crime. O caso, aliás, ficou aberto por dois anos, mas uma nova investigação fez com que ela fosse julgada e condenada. Após anos atrás das grades, quando Patrizia Reggiani foi solta disparou: “Naquela época eu estava convencida que uma criatura como ele não merecia viver. Por quê? Nunca contarei”.
Outros crimes reais tão ou mais terríveis que esse do casal Gucci já foram adaptados para os cinemas e chocaram o mundo inteiro. Dessa vez vamos listar aqui dez casos marcantes dessas adaptações que viraram filmes incríveis e até hoje são muito lembradas pelos fãs de thrillers e demais vertentes do estilo. Coloca também nos comentários quais foram os filmes baseados em histórias reais mais chocantes que você já viu e se esquecemos de citar algum em especial.
Danny Rolling, também conhecido como “O Estripador de Gainesville”, foi um serial killer americano que matou cinco estudantes em Gainesville, no estado da Flórida. Rolling confessou posteriormente que estuprou várias das suas vítimas e que cometeu um triplo homicídio na Louisiana, além de tentar matar o seu próprio pai em maio de 1990. Ele confessou ter matado oito pessoas no total, sendo condenado a morte e executado por injeção letal em 2006. Os seus crimes inspiraram Kevin Williamson em um roteiro que se tornaria o filme Pânico, de 1996, dirigido por Wes Craven. Kevin pegou vários detalhes dos crimes, como o fato de Rolling usar máscara, uma faca de caça ka-bar, se vestir de preto e invadir casas durante à noite. Elementos que já eram parecidos com aqueles vistos nos filmes slasher.
Fritz Honka foi um assassino em série alemão que durante 1970 e 1975 matou pelo menos quatro mulheres em Hamburgo e manteve todos os corpos no seu apartamento. Durante seu julgamento, Honka descreveu sua juventude: “Meu pai estava num campo de concentração e eu estava em um para crianças. Após sermos capturados, fomos enfim libertados pelos russos.” Então vigia noturno, Honka cometeu o seu primeiro assassinato quando estrangulou Gertraud Bräuer, uma cabeleireira de 42 anos que também era prostituta ocasional. O assassino serrou o cadáver em pedaços, embrulhou e escondeu em vários lugares nas proximidades locais. Ele ainda cometeria outros assassinatos ao longo dos anos, mas dessa vez guardaria os corpos no sótão da sua casa. O diretor alemão Fatih Akin adquiriu os direitos do romance escrito por Heinz Strunk, a respeito dos crimes de Honka, e fez uma adaptação para o cinema chamada deO Bar Luva Dourada, um filme que poucos tiveram coragem de ver. Fritz Honka foi interpretado pelo ator e modelo alemão Jonas Dassler, irreconhecível no papel.
O filme Monster conta a história de Aileen Wuornos, prostituta de Daytona Beach, Flórida, que atraiu e matou sete empresários de meia-idade numa floresta. Ela cometia os crimes quando prestava serviços sexuais, sendo conhecida popularmente como a prostitua assassina. Logo de início, Aileen alegou que tinha agido em legítima defesa e que os homens que matou tentaram estupra-la e agredi-la fisicamente. Mais tarde ela mudou a história e disse algo chocante: “Eu odeio os humanos há muito tempo. Sou uma serial killer. Eu matei todos a sangue frio e com maldade“. A lindíssima atriz sul-africana Charlize Theron faturou o Oscar por se transformar na figura horripilante da Aileen Wuornos.
O caso envolvendo o assassino Zodíaco ficou famoso por dar início a uma longa investigação que jamais desvendou a identidade do criminoso, este que pode ter matado de 5 a 30 pessoas ao longo de vários anos. Experiente no assunto desde Seven – Os Sete Crimes Capitais, o diretor David Fincher se concentrou na paranoia vivida pelas pessoas da cidade que ocorreram os assassinatos e na sensação de impotência dos jornalistas Robert (Jake Gyllenhaal) e Paul (Robert Downey Jr.), além do investigador da polícia David (Mark Ruffalo). Fincher se baseou no livro de Robert Graysmith e criou a sua própria linha investigativa através das cartas enviadas pelo Zodíaco, onde vemos detalhadamente cada momento vivido por todos envolvidos no crime e tentamos descobrir os códigos das cartas junto aos investigadores.
A Troca, filme de Clint Eastwood que é estrelado por Angelina Jolie, foi baseado nos sequestros e nas mortes reais de mais de 20 garotos na Califórnia durante a década de 1920. Um garoto de 9 anos de idade, Walter Collins, desapareceu em março de 1928. A polícia encontrou um garoto que dizia ser Walter Collins meses depois. A mãe, Christine, disse que ele não era o seu filho, mas a polícia fez com que a mulher levasse o menino pra casa. Mais tarde, ela foi transferida para uma ala psiquiátrica onde insistia que a polícia havia lhe entregado de volta o garoto errado. Collins, na verdade, havia sido sequestrado e assassinado por Gordon Stewart Northcote, de 21 anos. Northcote levava os garotos para sua fazendo, abusava deles e os levava para a incubadora de galinhas para assistir a pintinhos nascerem. No lugar, o criminoso os matava com um machado.
Alfred Hitchcock tem como um dos maiores destaques da sua carreira o clássico Psicose, filme baseado no romance de Robert Bloch que foi inspirado nos crimes cometidos por Ed Gein durante os anos 1950. O diretor se concentrou especificamente na relação doentia do protagonista com a sua mãe, mas vale lembrar que o assassino real matou pelo menos duas mulheres e foi indiciado pelo assassinato de mais 5 pessoas. Anthony Perkins interpreta o gerente de um hotel de beira de estrada cujo desejo sexual por uma hóspede está diretamente relacionado aos seus impulsos violentos. Ed Gein já ganhou biografias mais diretas como por exemplo o próprio Ed Gein: The Butcher of Plainfield (2007), um telefilme que não chamou muita atenção. O Massacre da Serra Elétrica também teve como base os crimes de Gein.
Dahmer (O serial killer canibal)
Jeremy Renner que depois ficou famoso nos filmes Os Vingadores, Guerra ao Terror, Missão Impossível e O Legado Bourne, teve grande destaque quando viveu o criminoso Jeffrey Dahmer no filme do diretor David Jacobson, chamado apenas de ‘Dahmer’, em 2002. O foco deste serial killer eram apenas jovens gays, todos seduzidos em bares e depois drogados, estuprados e mutilados. Dahmer guardava partes dos corpos dos seus amantes em seu apartamento, no quarto ou mesmo na geladeira, algo que foi fundamental para que ele fosse condenado. Dahmer atacou dezessete homens diferentes no total. Ele morreu na prisão assassinado por um outro detento. Marcou quando declarou de maneira monstruosa: “Eu sou um pervertido, um exibicionista, um masturbador e um assassino”.
Almas Gêmeas (O crime de Parker e Hulme)
Um dos primeiros filmes de destaque de Peter Jackson (O Senhor dos Anéis) foi Almas Gêmeas, longa que foi estrelado por Kate Winslet e é baseado na história de Pauline Parker e Juliet Hulme, melhores amigas de 15 anos de idade que viviam na Nova Zelândia em 1954. As garotas tinham uma amizade íntima e obsessiva e passavam todo o tempo juntas escrevendo histórias e brincando. Pauline ficou ressentida com sua mãe, Honorah, e junto a Juliet levaram Honorah para o parque, onde a espancaram até a morte com uma pedra. As garotas foram libertadas da prisão depois de 5 anos e meio, onde Juliet acabou se mudando para o Reino Unido, onde iria se tornar Anne Perry, famosa escritora de crimes policiais.
Ted Bundy – A Irresistível Face do Mal (O charmoso serial killer)
O famosíssimo psicopata Ted Bundy foi uma das figuras mais fascinantes entre os assassinos nos Estados Unidos, isso por sua história única, onde vemos um estudante de direito, muito popular com as garotas e admirado pelos moradores da cidade, estuprar e assassinar mais de 30 mulheres. De maneira impressionante, Bundy construiu sua própria defesa no tribunal, convencendo parte da mídia que era inocente. O diretor Joe Berlinger escolheu ninguém menos que Zac Efron para entrevistar o assassino famoso. Ted Bundy já foi muito estudado e virou inspiração para dezenas de outras produções, a despeito de longas como ‘Psicopata Americano’ (2000), ou mesmo documentários incríveis, vide o ótimo ‘Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy’.
Sem dúvidas o serial killer mais conhecido de todos os tempos do cinema é o doutor Hannibal Lecter, sobretudo sua passagem no clássicoO Silêncio dos Inocentes, suspense que gira em torno de não apenas um psicopata, mas dois assassinos: o canibal Hannibal (Anthony Hopkins), inspirado no cirurgião Alfredo Ballí Treviño, conhecido por sua inteligência e total elegância; e o brutal Buffalo Bill (Ted Levine), personagem fictício que reúne características de Ed Gein e Ted Bundy. A ligação de ambos é Clarice Sterling (Jodie Foster), funcionária do FBI encarregada de tirar de Hannibal alguma pista sobre o paradeiro de Buffalo Bill. A manipulação Clarice e Hannibal fez do filme de Jonathan Demme uma obra-prima e uma das produções mais premiadas sobre o tema de assassinos em série já feitos, principalmente depois que o longa venceu os Oscar de melhor filme, ator, atriz, diretor e roteiro adaptado.
O tempo passa muito rápido! E é preciso manter viva a memória da cultura pop para os mais novos. Parece que foi ontem que muitos de nós assistíamos ainda na infância as reprises de programas clássicos na TV aberta, muito queridos por toda uma geração. Com o passar dos anos e a oferta cada vez maior das mais variadas fontes de streaming, se tornou uma missão impossível assistir ou sequer conhecer tudo como antes. Com esta enxurrada de seriados novos a cada mês, os mais jovens dificilmente se voltam ao passado na hora de assistir algo interessante na TV. Justamente por isso, para apresentar às gerações mais novas, e também para servir aqueles que assim como nós somos imensamente nostálgicos por uma época marcante e que não volta mais, resolvi separar as principais séries de TV dos anos 1990 que estão completando 30 anos de sua estreia em 2022. A brincadeira aqui é a seguinte: para os mais novos, o desafio será saber se conhecem ou ouviram falar de todos os programas apresentados abaixo. E para os mais velhos, saber se lembram de todos eles e quais gostavam de assistir. Confira.
Uma das comédias românticas mais queridas da TV de todos os tempos, o programa era estrelado pelo casal das telinhas Paul Reiser e Helen Hunt. De fato, o seriado serviu para revelar ao mundo o talento da atriz Helen Hunt que, na segunda metade dos anos 90, enquanto o seriado ainda estava no ar, estrelaria também filmes como o blockbuster produzido por Steven Spielberg, Twister, e o drama cômico Melhor é Impossível, ao lado de Jack Nicholson – que a renderia uma indicação ao Oscar seguida da vitória de melhor atriz protagonista. Mad About You (como ficou conhecido primeiramente nas exibições da TV a cabo ainda na década de 90) estreou em 1992 e durou sete temporadas até meados de 1999. A trama mostrava um jovem casal vivendo em Nova York… bem, nos anos 90. Assim como séries como Arquivo X e Will & Grace, Mad About Youtambém ganhou um revival muitas décadas depois com uma oitava temporada em 2019, na plataforma de streaming Spectrum.
Highlander – A Série
Highlander – O Guerreiro Imortal é um filme cult de 1986, muito querido pelos fãs da década de 80. A primeira continuação do filme estrelado por Christopher Lambert e Sean Connery veio logo em 1991, e embora tenha feito sucesso com as crianças e fãs da época em suas exibições na TV aberta, o consenso geral dos críticos foi que a sequência não fez jus, e o retorno de bilheteria foi abaixo do esperado. Mesmo assim, a franquia ainda renderia uma terceira e uma quarta parte para o cinema, em 1994 e 2000, e um quinto filme lançado direto em vídeo, em 2007. Isso, é claro, além de duas séries de TV, um desenho animado (em 1994), e atualmente é esperado um remake protagonizado por Henry Cavill e com direção de Chad Stahelski (da franquia John Wick). Voltando trinta anos no passado, iremos nos deparar com a primeira vez em que Highlander estava sendo levado às telinhas na forma de um programa em live-action. Highlander – A Série era estrelado por Adrian Paul no papel de Duncan MacLeod, um parente do personagem de Lambert, e durou por seis temporadas até 1998.
Quem não lembra de Melrose? Os fãs de Barrados no Baile certamente lembrarão. Afinal, os dois programas pertenciam ao mesmo universo, e foram produzidos pelo mesmo Aaron Spelling. Ambos também foram criados por Darren Star, com Melrose sendo considerado a versão “adulta” de Barrados no Baile. O primeiro estreou em 1990 e narrava a vida de adolescentes privilegiados, vivendo em Beverly Hills mas precisando lidar com os mesmos dilemas de qualquer jovem, incluindo o abuso de drogas. Com dez temporadas, Barrados no Baile viu os adolescentes virarem adultos. Já Melrose encontrava seus personagens já na fase adulta, precisando lidar com outros tipos de dilema, como encontrar um lugar para morar, manter um emprego e um relacionamento. Fora isso, há trinta anos já tinha a coragem de introduzir em sua trama um personagem gay como um dos protagonistas, Matt Fielding (vivido por Doug Savant). Melrose serviu para trazer fama para atrizes como Heather Locklear, Courtney Thorne-Smith, Daphne Zuniga e Brooke Langton na época, durando sete temporadas até 1999. Assim como Barrados no Baile também, Melroseganharia um reboot no fim dos anos 2000. O seu reboot, porém, duraria apenas uma temporada.
Martin
O humorista Martin Lawrence pode até estar meio sumido hoje em dia, mas o comediante já fez muito sucesso na TV e cinema. Todos devem lembrar muito bem de Vovó Zona, por exemplo, um de seus maiores sucessos nas telonas. Tudo começou há trinta anos para Lawrence, quando ele ganhava sua própria série de TV intitulada… Martin. No programa cômico, ele vivia um ator de rádio e televisão, às voltas com a namorada, uma amiga e a irmã. Quase no estilo de esquetes, Lawrence tinha toda a liberdade para criar e interpretava diversos outros personagens na série, incluindo sua própria irmã. Logo, o programa viraria cult e ganharia uma legião de fãs. Mesmo tendo estreado dois anos depois do sucesso Um Maluco no Pedaço, com Will Smith, foi Lawrence quem indicou o amigo para fazer dupla com ele em Os Bad Boys em 1995, que renderia duas sequências. A série Martin durou cinco temporadas até 1997.
Novamente voltamos ao terreno das séries que são adaptações ou variações de filmes de sucesso – e você pensando que isso é coisa de agora. Depois do cult Highlander, aqui temos a versão para as telinhas de um verdadeiro blockbuster. A trilogia Indiana Jones, dirigida por Steven Spielberg e produzida por George Lucas, começou em 1981 e se tornou um verdadeiro marco do cinema entretenimento na década de 80 e além, rendendo continuações em 1984 e 1989. Já nos anos 1990, a franquia migrava para a TV, com produção e criação do mesmo George Lucas. A ideia para o programa foi algo apresentado no início do terceiro filme, Indiana Jones e a Última Cruzada, que mostrou em sua abertura uma das primeiras aventuras do protagonista, ainda na juventude, nas formas de River Phoenix. Assim, Lucas teve a ideia de contar outras aventuras prévias de Indy, que precediam o primeiro longa de 1981. Na série, no entanto, o protagonista ganhava as formas de Sean Patrick Flanery. O programa sempre começava com o protagonista já velho, vivido pelo ator George Hall, contando suas aventuras ao espectador. Mas não apenas isso. No episódio ‘Mystery of the Blues’, a série contou com a ilustríssima participação do próprio Harrison Ford como Indiana Jones aos 50 anos. Na época, o programa não fez tanto sucesso assim, e terminou sendo cancelado em 1993, após duas temporadas. Com o passar do tempo, o seriado ganhou status de cult. Quem viveu nos anos 90 certamente lembra das exibições do programa na Globo.
Renegado
Certamente quem viveu os anos 90 lembra do nome Lorenzo Lamas e também deve lembrar desta série que o fez famoso. Indo ao ar no canal americano USA, o seriado de ação trazia Lamas como Reno Raines, um sujeito na mira do policial corrupto tenente Dutch Dixon, que mata sua namorada e o incrimina. Assim, Reno se torna o “Renegado” do título, precisando fugir de tudo e todos no melhor estilo O Fugitivo. O programa durou cinco temporadas até 1997.
Picket Fences
Séries policiais passadas em cidadezinhas pacatas são sempre um atrativo. E este era o tema justamente de Picket Fences, série criada por David E. Kelley, o marido de Michelle Pfeiffer, e um dos grandes nomes da TV americana, sendo o responsável por séries como Big Little Lies e Ally McBeal. Aqui, quem protagoniza é Tom Skeritt (de Alien – O Oitavo Passageiro) na pele do xerife Jimmy Brock, que com a ajuda de sua força policial tenta manter a ordem na pequena cidade de Rome, em Wisconsin, vítima de inúmeros mistérios e crimes estranhos. Completando o elenco, Kathy Baker era a doutora Jill Brock, e Lauren Holly vivia a policial Maxine Stewart. A série durou quatro temporadas até 1996.
Maldição Eterna
Por falar em programas com clima de suspense como o item acima, agora chega na lista um representante de terror. A insana série não ficou muito famosa, mas a história trazia o vampiro de 800 anos Nick Knight (Geraint Wyn Davis), tentando ganhar sua redenção, vivendo como policial em Toronto, no Canadá, e tentando esconder sua verdadeira natureza das trevas de todos ao redor. O seriado também misturava drama e tramas policiais em sua narrativa. O programa durou três temporadas até 1996.
The Golden Palace
Também não é incomum e tampouco novidade seriados derivados de outros programas de sucesso. O que acontece na maioria dos casos é que poucos conseguem se manter com as próprias pernas e fazer tanto sucesso quanto o lugar de onde vieram – um dos casos mais notórios de todos os tempos foi o desastroso Joey, derivado do sucesso Friends. É o caso também com este The Golden Palace, derivado do sucesso dos anos 80, Super Gatas (The Golden Girls). O programa original (lançado em 1985 e que durou até 1992 – no ano em que The Golden Palace estreou) falava sobre a amizade de quatro mulheres da terceira idade, vividas pelas veteranas Betty White, Bea Arthur, Estelle Getty e Rue McClanahan. No derivado, a personagem de Arthur sai de cena (embora apareça em dois episódios) depois que se casou, e as outras três resolvem abrir um hotel – o tema da nova série, que funciona como uma continuação, contando com as mesmas atrizes. The Golden Palace, no entanto, ao contrário de seu predecessor, não fez sucesso e só durou uma temporada de 24 episódios.
California Dreams
Comédia adolescente do tipo que era muito comum na época, no estilo de Galera do Barulho (Saved by the Bell), por exemplo, este programa contava com tudo que compunha os anos 90, ou seja, os figurinos, penteados, comportamentos e, claro, o cenário de cores berrantes e artificiais. A história trazia um casal de irmãos, vividos por Kelly Packard e Michael Cade, vivendo na Califórnia, que resolvem criar uma banda de rock chamada The Dreams, ao lado de alguns amigos. Tudo, é claro, era apenas uma desculpa para cenas musicais e canções pontuando a narrativa. O clima, porém, era o mais família possível. O programa durou cinco temporadas até 1997.
2022 se provou um ótimo ano para a música, com o retorno de aguardados atos do cenário fonográfico, bem como a estreia de vários outros.
Depois de separarmos os 22 melhores álbuns do ano, montamos uma segunda matéria celebrando as 50 melhores músicas, focando essencialmente na composição lírica, na produção e na rendição dos artistas.
Desde a reimaginação rap de “Vegas”, performada pela vencedora do Grammy Doja Cat, até a belíssima e antêmica arena-rock de “Hold My Hand”, música-tema do elogiado ‘Top Gun: Maverick’ assinada pela lendária Lady Gaga, montar nosso ranking não foi um trabalho fácil – e com certeza devemos ter deixado alguma pérola de fora.
Confira nossas escolhas abaixo e conte para nós qual é sua canção favorita:
Retornando com força descomunal para o mundo do entretenimento, a icônica Dolly Parton se aventurou na literatura, na música e, futuramente, no cinema com ‘Run, Rose Run’ – e, apesar de nem todas as faixas funcionarem como deveriam, “Snakes In the Grass” emerge como a clássica Dolly que todos aprendemos a amar, mergulhando no cativante country-rock e em uma narrativa atemporal sobre os perigos de confiar em qualquer um.
Desde “Cannoball”, faixa de abertura do novo álbum de Avril Lavigne, somos engolfados em uma vibrante e frenética progressão que fica no ápice praticamente o tempo inteiro; a performer tem plena consciência do que está fazendo e não se importa se você está tendo um dia ruim, entregando tudo de si para mensagens de empoderamento e de libertação que nos arremessam de volta para os anos 2000.
Depois da problemática identitária de ‘Kisses’, Anitta, que vem se consagrando como uma das maiores performers mundiais da atualidade, retornou com força descomunal com ‘Versions of Me’, uma ode a todas as camadas que passou durante sua carreira. E a faixa-titular, infundida em uma produção irretocável e bastante nostálgica, tem um dos refrãos mais envolventes do ano, incrementado pelo baixo, pelos sintetizadores e pela mixórdia exuberante do synth-pop dos anos 1980 e de sua consecutiva revitalização na passagem dos anos 2000 para os anos 2010.
As melhores faixas do álbum de estreia de Sofia Carson se concentram na primeira metade, logo de cara com a abertura “It’s Only Love, Nobody Dies”, uma narrativa romântica que fala sobre um relacionamento que pode superar quaisquer obstáculos – e que se finca com fervor nas tendências da década passada, alimentando um apreço significativo pelo balada electro-pop e oscilando entre o minimalismo pré-refrão e a aguardada explosão central, pincelada pelos toques retumbantes e acompanhada por rimas interessantes e que fogem da obviedade lírica.
Com ‘Familia’, Camila Cabello parece muito mais confortável dentro de seu escopo artístico, deixando transparecer uma diversão apaixonante que nos guia por essa jornada incrível e que merece ser apreciada até mesmo por aqueles que não são tão fãs de música latina. E, dentro desse respiro, somos agraciados com a espetacular “Don’t Go Yet”, em que Cabello encarna uma versão modernizada de Gloria Estefan e, dessa maneira, gesta uma das melhores canções de sua carreira.
Em “Immaculate”, uma das canções do álbum ‘Night Call’, Olly Alexander (ou, como conhecemos seu ato musical, ‘Years & Years’) dá as boas-vindas a um arab-pop que rege um conto de paixão ardente e diabolicamente blasfema, cujas mensagens principais se escondem sob versos como “quando você era meu anjo caído, quase divino” e “só quero sentir aquela batida em meu coração de novo”, arrancando uma rendição impecável de Alexander e emulando os anos 1990 e 2000 com concisão inigualável.
No mais novo álbum da icônica Charli XCX, ‘CRASH’, somos presenteados com um resumão do que a indústria fonográfica foi capaz de fazer, desde a intensa faixa-titular, que abre de forma irrefreável, até a ode ao electro-house e ao power-pop dos anos 2000 com “Used To Know Me”, pegando elementos emprestados de Steve Angello e Laidback Luke com a memorável “Show Me Love”.
Em “Matilda”, HarryStyles promove uma desmistificação profunda do conceito de família e de lanços sanguíneos, narrando uma personagem que não foi amada por aqueles que deveriam amá-la e encontrou independência e felicidade ao se afastar deles: “você não deve pedir desculpas por ir embora e crescer” resume com consciência assustadora o que significa se libertar das amarras impostas pela sociedade e perceber que o mais difícil é, por vezes, o caminho a ser seguido.
“Vigilant Shit”, sem sombra de dúvida a faixa mais original de ‘Midnights’ (décimo álbum de Taylor Swift), puxa aspectos de ‘Reputation’ para um electro-synth comedido e uma história de vingança arrepiante (“eu não me visto para mulheres, não me visto para homens; ultimamente, me visto para vingança”), arrancando semelhanças de “Look What You Made Me Do” e pincelando com pulsões à la Charli XCX.
Além de ter lançado o impecável ‘CRASH’ e ter participado da trilha sonora de ‘Morte Morte Morte’, Charli XCXse uniu ao icônico DJ Tiësto para uma celebração do dance-pop com a incrível e sensual “Hot In It”. A faixa é destinada essencialmente às pistas de dança e funciona como uma incursão incrível da música eletrônica com um refrão impregnante e uma forte batida que nos impede de ficar parados por muito tempo.
O segundo single de ‘Dirt Femme’, quinto álbum da incrível Tove Lo, não poderia ficar de fora da nossa lista. A produção irretocável da faixa traz o melhor do electropop à tona, seja com a multiplicidade de camadas vocais, seja com o uso pungente dos sintetizadores – escolhas que refletem a habilidade do produtor A Strut e que fala sobre um relacionamento que chegou ao fim da pior forma possível e que, mesmo assim, deixará memórias.
Demi Lovato retornou para o mundo da música com o aguardado ‘Holy Fvck’ este ano, abandonando o estilo mais conceitual que vinha apresentando e apostando nas raízes do pop-rock. “29”, facilmente uma das melhores faixas do álbum, choca pela produção comedida e pelos potentes vocais da artista, infundida em uma história de disparidade etária, daddy issues e a tênue linha entre o consentimento e a manipulação.
Selena Gomez se tornou uma das porta-vozes sobre saúde mental e, com o lançamento do documentário ‘Minha Mente & Eu’, aproveitou a oportunidade para retornar ao mundo da música com uma ótima balada pop. Intitulada “My Mind & Me”, a potente canção fala sobre a fragilidade mental da cantora e compositora, caminhando para uma história de superação e fraternidade consigo mesma (eternizada pelo verso “nós não nos damos vem às vezes, e fica difícil respirar”).
37. “MISUNDERSTOOD”, BANKS
A breve faixa “Misunderstood”, da artista BANKS, é uma sinestésica obra-prima que aposta fichas numa produção conceitual, retumbante e guiada pela confluência de estilos que reflete o apreço da cantora e compositora por misturar gêneros conflitantes entre sim – e, ao longo de efêmeros 1:42, ela emplaca uma das melhores música do ano com a fusão entre R&B e pop alternativo.
ROSALÍA causou um grande impacto ao retornar ao cenário fonográfico com o aclamado ‘MOTOMAMI’, facilmente um dos melhores álbuns do ano e da década. E, em meio a tantas faixas impecáveis, tivemos a presença da minimalista “Kombi Versace”, que mistura o experimentalismo dos sintetizadores com vocais em falsetto e uma presença demarcada do reggaeton.
35. “HEUTE NACHT”, Maddix
Maddix é provavelmente um nome do qual você nunca ouviu falar – mas que mereceu seu lugar na nossa lista com a desconhecida faixa “Heute Nacht”. O DJ alemão superou todas as expectativas ao entregar um techno conceitual que tem todos os elementos do gênero, incluindo o crescendo que premedita o refrão e uma celebração da vida noturna (“esta noite será incrível”, diz uma robótica voz).
Com “Bad Habit”, Steve Lacy alcançou o topo da Hot 100 da Billboard e serviu como uma divisora de águas na carreira do cantor e compositor. A faixa foi assinada por Lacy em colaboração a Diana Gordon, John Kirby, Foushée e Matthew Castellanos, e trouxe inúmeros elementos a uma construção memorável em R&B, lo-fi e funk-pop.
Megan Thee Stallion vem quebrando inúmeras barreiras de gênero dentro da configuração do rap e do hip-hop e, depois do aclamado ‘Good News’, retornou com o ótimo ‘Traumazine’. Dentro da produção, temos o single“Plan B”, uma antêmica incursão de empoderamento que fala sobre um problemático relacionamento que a rapper teve no passado.
“God Turn Me Into a Flower” traz uma celebração melancólica do enfrentamento dos problemas, em que a cantora clama por Deus para que ele a transforme em uma flor, um símbolo de força que é associado erroneamente à fragilidade – pois, quando ela cai, ela não se estilhaça como um copo de vidro. Cada nota proferida pelos sintetizadores ou pela multiplicidade de vozes é pensada com exímia cautela, adotando elementos teatrais que nos relembram de Fiona Apple e que se desvencilham de um melodrama desnecessário.
31. “NOBODY LIKE U”, 4*TOWN
Em 2022, a Pixar lançou a animação ‘Red – Crescer é uma Fera’, cuja história acompanha uma jovem garota apaixonada por uma boyband e com o poder de se transformar em panda quando passa por experiências estressantes. É claro que o filme contaria com uma trilha sonora memorável, incluindo a canção “Nobody Like U”, estruturada pelos múltiplos vencedores do Grammy Billie Eilish e Finneas O’Connell (e uma das cotadas para a próxima edição do Oscar). A faixa pega elementos do pop dos anos 1990 e faz referências nostálgicas a grupos como N*SYNC e Backstreet Boys.
A artista Mitski vem ganhando espaço no cenário fonográfico ano após ano e, em 2022, lançou o elogiadíssimo ‘Laurel Hell’, seu sexto álbum de estúdio. O compilado de originais é uma celebração do synth-pop, do electro-pop e do nu-disco – e a faixa que melhor o representa é a instigante “Love Me More”, lançada como quarto single e que, em uma produção impecável e muito bem pensada, fala sobre a necessidade de ser amada.
Bad Bunny fez um estrondo gigantesco ao lançar o álbum ‘Un Verano Sin Ti’ em 2022, trazendo a música latina com mais força para o cenário mainstream americano. “Tití Me Preguntó”, afastando-se das costumeiras incursões do reggaeton, apresentou um novo lado do cantor ao misturar dembow e psychedelia, puxando elementos do dancehall centro-americano e arquitetando uma atmosfera sensual e dançante.
28. “SUMMER RENAISSANCE”, Beyoncé
No aclamado ‘Renaissance – Act I’, nada poderia nos preparar para a estonteante conclusão intitulada “Summer Renaissance”, cujas conhecidas peculiaridades de Beyoncé são interpoladas pela clássica “I Feel Love”, honrando a parceria entre Summer e o imortal pai do disco Giorgio Moroder, em uma expressividade hi-NRG de tirar o fôlego.
“honda” nos chama a atenção por manter-se fiel à identidade da performer e por fornecer um lado mais costumeiro, por assim dizer, permitindo que ela brinque com aspectos como o atabaque, o kissange e o corpo gospel. Além disso, a parceria com o rapperPa Salieu carrega uma química categórica, reafirmada pelo fraseamento divertido e bastante rítmico de cada verso, que foge das obviedades e nos engolfa em uma aventura aprazível e completa.
Em seu álbum de estúdio homônimo, Anaïs Mitchell nos presenteia com a singela e atmosférica “Brooklyn Bridge”, reafirmando-se como uma das storytellers mais potentes da atualidade – e cada palavra suspirada e tecla apertada demonstra uma confiança íntegra e uma sutileza poética que já foram emuladas diversas vezes nos últimos tempos
Logo na primeira metade de ‘Midnights’, Taylor Swiftentrega inflexões poéticas aplaudíveis e que se configuram como algumas das melhores da carreira da performer. “Maroon”, em contraposição à faixa anterior, mergulha na repetição tonal de modo evocativo, nos levando de volta para ‘1989’ e ‘Lover’ (em especial a faixa “The Archer”, que grita synth-dream com todas as forças) e guiada por uma espécie de teoria de cores que dialoga com sensações e com a realidade percebida pela cantora
24. “DAFFODIL”, Florence + the Machine
‘Dance Fever’ marcou o glorioso retorno de Florence + the Machine ao mundo da música – e uma das principais entradas do disco é “Daffodil”, uma mítica peregrinação de autorreflexão, lidando com uma expressividade que se transpõe ao literário e borra a separação entre os tipos de arte (considerando que o alcance sensorial da obra é múltiplo e avança até mesmo para o industrial psicodélico).
‘The Gods We Can Touch’ é, facilmente, a obra-prima de AURORA, recheada de diversas faixas de tirar o fôlego. Uma das melhores é, sem dúvida, “You Keep Me Crawling”: nesta track, temos o início de uma tendência teatral que viria ser explorada em outras incursões. A progressão é pincelada pela densidade dramática do piano, do violino e da bateria, abrindo espaço para uma rendição espetacular e tocante que discorre sobre um relacionamento tóxico de que o eu-lírico não consegue escapar (Por que eu continuo implorando como o animal? Talvez seja porque eu precise servir alguém).
Com “Vegas”, música original da cinebiografia ‘Elvis’, Doja Cat nos leva para um clube à la Nova Orleans dos anos 1950, misturando passado e presente em uma divertida releitura da carreira de Elvis Presley, o rei do rock. Doja já mostrou que é uma das grandes vozes da atualidade e, continuando a nos encantar com seus versos pungentes, se diverte como nunca.
21. “FAST TIMES”, Sabrina Carpenter
Em ‘emails i can’t send’, quinto álbum de Sabrina Carpenter, são várias as tracks que nos chamam a atenção – e, sem dúvida, “Fast Times” é uma das que despontam como uma das mais bem arquitetadas, seja pelas inclinações ao post-disco ou pelos elementos do funk setentista que pincelam as estrofes (e isso sem comentar o ótimo videoclipe inspirado em ‘Kill Bill’ e ‘As Panteras’ que Carpenter protagoniza)
20. “FREE YOURSELF”, Jessie Ware
Apesar de não termos sido agraciados com mais um álbum, Jessie Ware não deixou de fazer sua participação em 2022 e lançou o incrível hino de autoaceitação e empoderamento “Free Yourself”. A faixa permitiu que Ware continuasse a explorar sua paixão por incursões dos anos 1980 e 1990 em uma narrativa sobre libertar a si mesmo, guiada pelas notas conhecidas do italo disco, do house e do dance-pop.
Rina Sawayama já havia feito um estrondoso barulho quando lançou ‘SAWAYAMA’ em 2020 e, dois anos mais tarde, está pronta para retornar com um aguardado álbum de originais. O primeiro vislumbre de seu novo disco veio sob a forme de “This Hell”, um divertido e ácido rock-pop que usa tiradas geniais e comentários sarcásticos sobre a retrocesso da comunidade para com as minorias – aproveitando para fazer alusões a ícones como Lady Di, Britney Spears, Paris Hilton e Whitney Houston.
18. “ABOUT DAMN TIME”, Lizzo
Já faz três anos desde que Lizzo parou o mundo com o lançamento de seu último álbum de estúdio – mas, atendendo nossas preces, ela está retornando para o cenário musical. O lead single de seu próximo compilado, “About Damn Time”, estende-se para o saudosismo inebriante do final dos anos 1970 e começo dos anos 1980, com um nu-disco absorvido pelo funk-pop, marcado pelas impactantes notas do piano e por um baixo arrepiante – além de uma narrativa de empoderamento própria da identidade da cantora.
Baco Exu do Blues se envolveu na própria reflexão com ‘QVVJFA?’, lançado em fevereiro deste ano com uma fusão de inúmeros estilos musicais. Aqui, a faixa “4 da manhã em Salvador” fecha esse arco introspectivo e adota um teor mais biográfico, consagrando-se como a canção mais latinizada do álbum (com a presença inesperada do violão) e uma narrativa de superação que denuncia a opressão sistêmica dos não privilegiados.
Depois da nostálgica incursão de ‘Sunshine Kitty’, que merecia mais reconhecimento do que tem, a performer sueca Tove Lo foi escalada para compor e cantar uma das faixas originais da aclamada série adolescente ‘Euphoria’, estrelada por Zendaya. Intitulada “How Long”, o pulsante electro-dark parte da perspectiva de um eu-lírico marcado por tristezas e decepções, declamando sobre um relacionamento tóxico que, na verdade, nunca foi verdadeiro.
Dove Cameron começou a fazer sucesso no Disney Channel e, depois de ter protagonizado a trilogia ‘Descendentes’, começou a investir em peso em sua carreira musical. “Boyfriend”, dessa maneira, representa um divisor de águas em sua discografia, tanto pela sensual rendição, quanto pelo ácido liricismo que remete às incursões iconográficas de Ariana Grande. Além disso, a envolvente produção pega múltiplos elementos e, construindo uma atmosfera dark, parece ter saído de uma trilha sonora da franquia ‘007’.
Aliando-se novamente a Aaron Dessner, cujo toque especial na produção transmuta a melodia em uma mística aventura recheada de segredos a serem descobertos,Taylor Swiftnos carrega a um caudaloso e narcótico rio do qual não queremos sair com ‘Carolina’, música-tema de ‘Um Lugar Bem Longe Daqui’. E, certamente, é a irretocável poética presente na composição, estampada com rimas inteligentes e uma cadência envolvente, que nos relembra do paixão que sentimos por essa artista tão espetacular que conhecemos.
Kendrick Lamar voltou em 2022 com mais um projeto espetacular, intitulado ‘Mr. Morale & the Big Steppers’. Uma das faixas que melhor representa as ideias por trás do álbum em questão é “N95”, que continua o projeto de descontruir os engessamentos musicais em uma crítica narrativa em hip-hop que imprime jazz, blues e rap, arquitetando enredos de consciência social que nos envolvem desde as primeiras batidas.
Björkescolheu “Atopos” como a faixa de abertura e como lead single da inesperada obra-prima ‘Fossora’ – e a própria nomenclatura da música já indica o que podemos esperar do álbum. Se você nunca ao menos cruzou caminho com uma canção composta por Björk, digo que nenhuma das escolhas é por acaso e que cada engrenagem pertence a uma macroestrutura que rompe com as barreiras sonoras e expande-se para teoremas filosóficos e análises sociológicas sobre o homem em si e dentro da sociedade.
11. “PURE/HONEY”, Beyoncé
‘Renaissance – Act I’ tornou-se um evento ao finalmente ser divulgado para os fãs de Beyoncé, reiterando, mais uma vez, a versatilidade invejável de uma das maiores artistas da história. E, como já é de se esperar, escolher as melhores músicas dentro deste imaculado e testamentário compilado não é um trabalho fácil; de qualquer forma, é notável como “Pure/Honey” é uma das entradas que nos roubam a atenção por sua construção ostensiva e elegante, pautada no electro-house e neo-disco (que é resumida pelo honrável verso “deve custar um bilhão para parecer tão bem”).
Para cada mínimo e quase imperceptível deslize, Rina Sawayama deu tudo de si para nos presentear com algumas das melhores músicas do ano com o ótimo ‘Hold the Girl’, seu segundo álbum de estúdio oficial. E a faixa-assinatura do compilado veio um pouco depois de seu lançamento oficial, com “Frankenstein” – um mergulho no pop-punk, contando com a assinatura certeira do vencedor do Oscar Paul Epworth e da sempre incrível Lauren Aquilina.
No ótimo ‘CAPRISONGS’, FKA Twigs continua a explorar sua identidade musical com despreocupação apaixonante – e, nesse processo de contínua autodescoberta, arquiteta a irretocável “papi bones”, uma das melhores entradas do álbum e de sua carreira. Aqui, a cantora e compositora discorre sobre o fervor da paixão, à medida que busca referências nas incursões do afrobeats, do reggae e até o mambo, fomentando uma miscelânea sensual e convidativa.
8. “DREAM GIRL EVIL”, Florence + the Machine
Colaborando com Dave Bailey, vocalista da banda Glass Animals, Florence Welch dá vida à narcótica atmosfera de “Dream Girl Evil”, construindo um enredo sarcástico e ácido, revelando a disparidade de gênero em que, quando uma mulher se posa como independente, atrai olhares de desprezo pelos homens: puxando elementos da icônica canção “Freedom!”, de George Michael, Florence abusa de uma retórica com propósito condescendente para com seu interlocutor, perguntando a ele se “eu o desapontei? A mamãe deixou você triste? Eu te faço lembrar de todas as garotas que te deixaram louco?”.
O lead single de ‘Dawn FM’, recente álbum de The Weeknd, veio na forma de “Take My Breath”, uma das melhores canções da carreira do artista. Mantendo um belíssimo diálogo com a clássica “Blinding Lights”, a faixa se lança a um ambicioso projeto que estende ramificações pelo pop psicodélico e pelo disco, fazendo um incrível e desmedido uso de sintetizadores que remontam a Donna Summer com “I Feel Love” e ao lendário pai do disco, Giorgio Moroder. Além de uma coesa e soberba produção, somos agraciados com uma evocativa progressão e vocais poderosos que respaldam a sensual narrativa que se desenrola.
Lady Gaga foi escalada para escrever a música-tema do elogiado ‘Top Gun: Maverick’ e, sem muitas surpresas, a faixa emerge como uma das mais belíssimas entradas de sua gloriosa carreira. Seguindo os passos de “Take My Breath Away”, que comandou o filme original de 1986, a track se volta à estética oitentista e, ao mesmo tempo, se mantém fiel à identidade única da performer, erguendo-se em formosura envolvente e apaixonante, misturando elementos do power-pop e do power-rock em um mergulho ao passado que reafirma o lugar atemporal da artista no cenário fonográfico.
‘Dawn FM’ veio acompanhado de uma aclamação crítica aplaudível e representou uma das melhores entradas da elogiada discografia de The Weeknd. E, nesse soberbo álbum, o cantor e compositor foi impulsionado a fazer o que bem entender e inclusive a lançar tendências (como provavelmente veremos nos meses seguintes, em que outros artistas farão um movimento exploratório e metadiegético promovido pelo artista). É nesse espectro que faixas como “Out of Time”, fazendo alusão a nomes como Marvin Gaye e a Michael Jackson, insurge como um belíssimo laço entre passado, presente e futuro.
A evocativa “Children of the Empire” é uma explosão instrumental que renega a maximização espetacular, procurando um ponto de encontro entre os arranjos que despontam e a rendição irretocável da performer. A princípio, a profusão de instrumentos pode parecer estranha, oscilando entre sintetizadores robóticos, o dedilhar de cordas e as notas ácidas de um piano (tudo pincelado com um coro gospel que surge no refrão) – mas a mixórdia de sensações é um deleite para os ouvidos, principalmente aliada a versos como “nós não temos mais tempo para ficar com medo” e “filhos do império sabem, sabem que não são livres”.
Com ‘MOTOMAMI’, ROSALÍA lançou seu melhor e mais experimental álbum até hoje, utilizando toda sua criatividade para refletir sobre a própria vida. E um dos singles oficiais da produção vem com “Saoko”, uma investida extremamente conceitual que desconstrói conceitos do reggaeton e do cyberpunk, unindo-os em uma alternância de estilos que não poderia ser feita por mais ninguém além dessa já memorável artista.
2. “ALIEN SUPERSTAR”, Beyoncé
Beyoncé voltou com força total em 2022 ao lançar o aguardado e antecipadíssimo ‘Renaissance – Act I’. O projeto, primeiro capítulo de uma ambiciosa trilogia sonora, já ascendeu ao patamar dos melhores do ano e da década (ao menos na opinião desta que vos fala) e honrou a cultura negra com uma celebração antêmica do house e do disco. E, dentre as várias canções, “Alien Superstar” nos chama a atenção pela produção impecável e pelo caráter explosivo de suas texturas, mergulhando no poder dos sintetizadores, do voguing e dos ballrooms do Brooklyn dos anos 70 e 80 (“olhos em você quando performa, olhos em mim quando eu coloco”)
É provável que você nunca tenha ouvido de falar de Stromae – mas certamente deveria. O cantor e compositor belga retornou em 2022 com o incrível ‘Multitude’ e, dentro dessa melancólica e expressiva jornada, rendeu-se à melhor faixa do ano até agora – a profunda “L’Enfer”. Movida pelas densas notas de um piano clássico e pela interpolação com urgentes sintetizadores, a canção fala sobre depressão e pensamentos suicidas, enquanto realiza uma compressão niilista sobre o mundo e sobre a vida.
Quando montamos essa lista, SZA ainda não havia lançado o irretocável álbum ‘SOS’. Para não reestruturarmos o ranking inteiro, resolvemos dedicar uma seção hors concours para a icônica cantora e compositora e colocar “Good Days” como uma das melhores incursões do ano. A faixa traz aspectos do R&B alternativo, do neo-soul e do soul psicodélico, alimentado por uma atmosfera saudosista dos anos 2000 e inclusive conquistando uma indicação ao Grammy de Melhor Música R&B.
Aaron Taylor-Johnson (‘Kick-Ass’), ator que interpretará o personagem título no novo filme da Sony, ‘Kraven, O Caçador‘, falou, em entrevista recente, que o filme será fiel aos quadrinhos, e mostrará “o Caçador que todos nós queremos ver”.
Por sinal, Taylor-Johnson aproveitou a entrevista para tentar esclarecer um pouco a confusão que ocorreu, depois de ter declarado anteriormente que Kraven seria um personagem “amante dos animais”.
Confira a declaração completa:
“Não posso confirmar nenhum detalhe nem nada. E também, eu acho que provavelmente foi um pouco tirado do contexto. Quero dizer, eu acho que você sabe o que eu quis dizer, o que realmente foi dito foi que ele era um protetor do mundo natural, eu disse, e ele é um conservacionista, o que é provavelmente mais preciso, e então deveria ter parado por aí, ponto final, não deveria ter ido além disso.
Porque, sim, acho que você sabe que realmente tem que entender, sim, ele é um caçador e desse mundo de caça e há tantos aspectos. O que eu amo nesse personagem é que o que ele está humanizando é que ele tem falhas, certo? Kraven é um personagem bonito.
Sergei Kravinov é um personagem bonito porque é alguém que realmente se entende e tem falhas. Este é um personagem que foi construído há muito tempo e está em um novo tempo, uma nova era, mas sim, ele vai ser O Caçador que todos nós queremos ver? Sim, absolutamente. Absolutamente.”
Kraven é um obsessivo caçador que foi introduzido como um vilão do Homem-Aranha em The Amazing Spider-Man #15, publicado em 1964. Nos quadrinhos, Kravinoff começou sua carreira usando as ferramentas típicas do caçador, mas com o tempo ele desenvolveu uma preferência para derrubar animais grandes com as próprias mãos.
Lembrando que o longa tem estreia marcada para janeiro de 2023.
Kraven, o Caçador é Sergei Kravinoff, um caçador obsessivo que foi apresentado como um vilão do Homem-Aranha em O Espetacular Homem-Aranha #15 (1964). Segundo o Fandom, Kravinoff começou sua carreira como um caçador típico, mas com o tempo desenvolveu uma preferência por abater animais de grande porte com as próprias mãos. Depois de conhecer um feiticeiro voodoo conhecido como Calypso, Kravinoff tomou uma poção de ervas que aumentou seus poderes físicos, dando-lhe força, velocidade e sentidos para combinar com um gato da selva. A poção também estendeu sua vida, mantendo sua saúde e vitalidade nos próximos anos.
J.C. Chandor (‘Operação Fronteira’) será responsável pela direção.
Um fenômeno curioso que acontece na indústria do cinema é a saturação do mercado devido a um número extensivo de produções de um subgênero. Isto é, reformulando, caso tais produções exibam desgaste por motivo de sua baixa qualidade. E como cinema é uma arte subjetiva, me refiro à baixa qualidade no sentido de seu resultado, tanto financeiro (nas bilheterias – o que espelha a baixa procura do público pelo filme), quanto de crítica (os especialistas podem jogar uma obra na lama ou elevá-la a um pedestal – o que pode vir ou não a coincidir com o gosto do grande público). Mas não só por isso, outro fator determinante para a “extinção” ou diminuição drástica na produção de um gênero ou subgênero, pode ser a mudança na sociedade – em que valores antigos e certos tipos de história não cabem mais. Por exemplo, até a década de 1950 no cinema, dois dos gêneros mais produzidos e mais valorizados pelo público eram os faroestes e os musicais. Com o tempo o interesse por filmes mais modernos foi crescendo e os velhos valores diminuindo.
Tudo isso para chegarmos até os filmes paródia, um subgênero que se consolidou na década de 1980 e que consiste em tirar sarro (e espera-se risadas também) de filmes e gêneros que fizeram ou fazem sucesso. O primeiro grande exemplar bem-sucedido do subgênero podemos dizer que foi Apertem os Cintos… o Piloto Sumiu, de 1980, que brincava com os filmes catástrofe (sensação na década anterior de 1970). A própria Paramount tentava tirar sarro dos filmes slasher logo no ano seguinte, com Student Bodies, sem sucesso. Depois vieram Top Secret (1984) – paródia dos filmes de espionagem e guerra – e Corra que a Polícia Vem Aí (1988) divertida sátira de filmes policiais. Um dos mais famosos foi Top Gang, cujo primeiro filme parodiava Top Gun, e o segundo era sátira de Rambo 2. Fora isso, o cineasta Mel Brooks, que vinha trabalhando em tais produções desde a década de 1970 (com Banzé do Oestee O Jovem Frankenstein), fez suas próprias versões “zoadas” dos filmes de Hitchcock (Alta Ansiedade), de Star Wars(S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço), Robin Hood (A Louca! Louca História de Robin Hood) e Drácula (Drácula, Morto mas Feliz).
Com os anos 2000, os filmes paródia que já haviam presenciado um grande desgaste no fim dos anos 1990, receberam uma sobrevida graças ao sucesso estrondoso de Todo Mundo em Pânico (2000), filme dos irmãos Wayans que havia conseguido o que Student Bodies não realizou: parodiar os filmes de terror slasher – graças à segunda leva trazida por Pânicoe Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. E podemos dizer que foi graças a Todo Mundo em Pânico que uma verdadeira enxurrada de produções, digamos, de gosto duvidoso lotou os cinemas. De qualidades e sucesso variados, os filmes paródia foram perdendo o gás, mas seguiam sendo produzidos. Abaixo iremos lembrar de alguns dos mais famosos que permearam a década de 2000. Confira.
Não é Mais um Besteirol Americano (2001)
O primeiro a chegar seguindo o rastro de Todo Mundo em Pânico foi esta comédia protagonizada por um Chris Evans antes da fama. E se o filme dos irmãos Wayans aproveitava a boa fase dos filmes slasher de terror adolescente para pegar para si uma fatia deste sucesso, este Não é Mais um Besteirol Americano também “sugava” de um tipo de filme juvenil que se via em alta no fim da década de 90, as comédias adolescentes colegiais. Assim, Ela é Demais (1999), Marcação Cerrada (1999), 10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999), Mal Posso Esperar (1998) e o clássico A Garota de Rosa-Shocking(1986), por exemplo, entravam na mira do longa, que até possui seus fãs – a coisa pioraria depois.
O problema para o gênero começou com a entrada de Aaron Seltzer e Jason Friedberg (que haviam trabalhado em alguns filmes de sucesso dentro do subgênero) de cabeça no mercado, assumindo sozinhos os roteiros e direção de vários destes filmes, digamos, esquecíveis, e acreditando terem encontrado ouro. O primeiro do lote foi este Date Movie (no original), que parodiava… sim, você acertou, diversas comédias românticas da época, vide Hitch: Conselheiro Amoroso, Casamento Grego, Penetras Bons de Bico, Legalmente Loira, O Diário de Bridget Jones, Entrando Numa Fria, Quero Ficar com Polly, entre outros. Quem protagoniza é Alysson Hannigan, de American Pie.
A dupla Aaron Seltzer e Jason Friedberg continuou cometendo seus crimes cinematográficos produzindo, escrevendo e dirigindo seus filmes. E logo no ano seguinte, o alvo de suas paródias (sem muita inteligência ou graça) foram os filmes épicos de Hollywood, ou seja, suas superproduções daquele ano. O que foi acontecendo cada vez mais em filmes assim é que se tornaram apenas esquetes, nos quais os personagens vão pulando de situação em situação, de cena em cena, apenas apostando no fator familiaridade, ou seja, filmes que o público reconheça – sem qualquer esforço. Não existe a mínima tentativa em criar personagens ou uma trama que saia do ponto A até o B – como eram as citadas produções do gênero na década de 1980, como Apertem os Cintos, Corra que a Polícia Vem Aí e Top Secret, por exemplo. Aqui, as “paródias” são de Piratas do Caribe, As Crônicas de Nárnia, A Fantástica Fábrica de Chocolate, O Código da Vinci, Superman – O Retorno, entre outros.
Nada em Hollywood continua a receber sinal verde se não estiver dando resultado financeiro. E cada tipo de filme possui sua própria audiência. Assim como os adolescentes tinham os filmes slasher na década de 80, extremamente criticado pelos adultos, nos anos 2000 os filmes de Seltzer e Friedberg rendiam um considerável retorno de investimento em seu orçamento – por mais incrível que isso possa parecer para quem tem mais de dois neurônios. A verdade é que tais filmes são mirados a um público bem jovem, pré-adolescentes e adolescentes dos quais o cartunista Mike Judge tirava sarro em Beavis e Butt-Head. Eles não só existem como faziam os filmes de Seltzer e Friedberg sucesso ano após ano. Como projeto seguinte, a dupla escolheu como alvo de sua pseudo-paródia o sucesso 300, de Zack Snyder. E como sempre escolhendo como fonte de seu humor, a obviedade e o mais baixo denominador comum – como por exemplo, apontar a erotização masculina e o clima homoerótico implícito dos guerreiros.
Super-Herói: O Filme (2008)
Sem muita surpresa, o melhorzinho desta safra de filmes paródia da década de 2000, não é uma produção de Seltzer e Friedberg. E assim, mesmo que este longa não seja uma obra-prima, traz um enorme respiro do nível de “piadas” sem cérebro, todas abaixo da linha da cintura das produções citadas acima. Não que Super-Herói: O Filme não as traga também, mas aqui elas pairam um pouco acima do que era feito no período. Escrito e dirigido Craig Mazin, roteirista de Se Beber, Não Case 2(2011), Uma Ladra Sem Limites (2013) e da série Chernobyl (2019), o principal alvo desta paródia é Homem-Aranha(2002), de Sam Raimi; aqui propriamente rebatizado como o Libélula.
Super-Heróis: A Liga da Injustiça (2008)
Como a paz e o sossego nunca duram por muito tempo, mais um ano chegava em que o público era “brindado” com uma produção da dupla Seltzer e Friedberg. Com respaldo da Lionsgate, o trabalho seguinte dos cineastas tinha como alvo os filmes de desastre, em especial os de meteoros em colisão com a Terra. É claro que a história é só uma desculpa para infinitos esquetes sem-graça onde a aposta é no reconhecimento por parte do público dos filmes mencionados. De Juno a Encantada, passando por Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristale Hancock, a fórmula dos filmes da dupla de diretores é apenas fazer referência com uma piada de baixo calão a algum blockbuster do momento. No elenco, personalidades como Kim Kardashian e Carmen Electra.
Os Vampiros que se Mordam (2010)
Finalmente! Finalmente a fórmula do mais baixo denominador comum dos cineastas Aaron Seltzer e Jason Friebberg havia se desgastado e o público se via cansado deste tipo de produção que simplesmente reproduzia trechos de filmes de sucesso do período sem utilizar muito esforço ou pensamento na hora de criar suas piadas. Depois de Uma Comédia Nada Romântica(2006), Deu a Louca em Hollywood (2007) e Espartalhões (2008), o público finalmente percebeu que estava sendo enganado pelos diretores com a promessa de um filme divertido e engraçado, e estava recebendo algo muito abaixo disso. Foi preciso três filmes e dois anos para os espectadores sacarem o “golpe” da dupla. Assim, felizmente, Super-Heróis: A Liga da Injustiçanão fez sucesso de bilheteria e os diretores descansaram, ou nos deixaram descansar, no ano de 2009 sem uma produção sua. Mas como tudo que é bom dura pouco, em 2010 eles voltariam a atacar com Os Vampiros que se Mordam, a “paródia” do muito “zoado” Crepúsculo. E para nosso azar, o filme fez sucesso pelo mundo.
A Saga Molusco: Anoitecer (2012)
“Ladrão que rouba ladrão…”. As caras-de-pau de Aaron Seltzer e Jason Friedberg incentivaram outras produções mequetrefes e seus realizadores. Mesmo obtendo relativo sucesso com Os Vampiros que se Mordam (2010), felizmente a dupla tiraria umas férias de três anos, deixando nosso intelecto sem ser ofendido no período. Porém, artistas como o diretor Craig Moss – da franquia Bad Ass, com Danny Trejo – se sentiriam motivados a seguir com o “legado” da dupla de cineastas. Assim, “inspirado” por Os Vampiros que se Mordam, Moss resolveu tirar da cartola ainda outra “paródia” de Crepúsculo, no mesmo ano em que a saga original chegava ao fim nos cinemas. A Saga Molusco: Anoiteceré tudo o que você espera dela e muito menos.
Ao contrário do que muitos possam pensar, a trajetória dos irmãos Wayans pelos filmes paródia – também conhecidos como “comédias besteirol” – não começou com o primeiro Todo Mundo em Pânico (2000). Quatro anos antes disso, o trio Marlon, Shawn e Keenen Ivory Wayans já haviam investido no cult Vizinhança do Barulho, uma paródia de dramas sociais, como Os Donos da Rua(1991), Uma Questão de Respeito (1992), South Central: O Bairro Proibido(1992) e Perigo para a Sociedade (1993). Depois de darem bola fora com o segundo Todo Mundo em Pânico(2001), a franquia saiu das mãos dos Wayans, que foram fazer As Branquelas (2004) e O Pequenino (2006) – comédias que também não são boas, mas possuem uma legião de fãs, em especial a primeira. Em 2013, Marlon Wayans escreveu e protagonizou sua própria versão de Todo Mundo em Pânico, com Inatividade Paranormal, paródia de Atividade Paranormale afins.
A paródia anterior de Aaron Seltzer e Jason Friedberg havia sido Os Vampiros que se Mordam (2010). E o que aconteceu quando a franquia Crepúsculodeixou os adolescentes órfãos de um produto mirado a eles nos cinemas? Bem, outro veio correndo substituir. Trata-se de Jogos Vorazes, lançado em 2012. Sem perder tempo algum, Seltzer e Friedberg estavam de novo em campo para confeccionar mais uma produção barata e sem muito conteúdo, visando capitalizar em cima do mesmo tipo de público que o Jogos Vorazesoriginal atingia. Assim nascia Jogos Famintos (não é hilário?). Além da franquia que colocou Jennifer Lawrence no mapa, a paródia tira sarro de filmes como Avatare Os Mercenários. Porém, terminou por se mostrar mais um fracasso para a dupla.
Ainda bem que o fracasso das produções de Seltzer e Friedberg terminaram não incentivando novos cineastas a seguir na mesma linha. Mesmo assim, ainda chegaram a inspirar alguns “imitadores”. Este foi o caso com Se Beber, Não Entre no Jogo (2014), mais uma paródia de Jogos Vorazes, lançada no mesmo ano em que a franquia de Jennifer Lawrence chega ao fim, e protagonizada por Jamie Kennedy (de Pânico) e Tara Reid (de American Pie). Kennedy também assina o roteiro e a direção fica por conta de Josh Stolberg, roteirista do remake de Piranha (2010) e do recente Espiral (2021), novo capítulo de Jogos Mortais. Além de Jogos Vorazesainda sobra tiração de sarro para Se Beber, Não Case, A Fantástica Fábrica de Chocolate e Thor.
Cada geração teve sua safra de filmes paródia. É interessante notar, no entanto, como não apenas a qualidade de tais produções foram decaindo, como também o nível de seus realizadores. Quando tiveram seu ápice, as produções tinham os nomes dos cineastas Jim Abrahams, David e Jerry Zucker como representantes, em filmes como Apertem os Cintos…, Top Secret, Corra que a Polícia Vem Aí e Top Gang, indiscutivelmente alguns dos melhores exemplares do subgênero. Na década seguinte vieram os irmãos Wayans, que mesmo entre erros e acertos ainda são mais expressivos que a dupla Aaron Seltzer e Jason Friedberg. Para os filmes dos últimos só nos resta nos recolhermos em posição fetal. Nesta última investida da dupla (pelo menos até o momento), ocorrida há pouco tempo, em 2015, o alvo foi a franquia Velozes e Furiosos. Esperamos que tenham encerrado aqui.