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‘Mothers’ Instinct’: Jessica Chastain e Anne Hathaway vão estrelar suspense psicológico da mesma produtora de ‘Parasita’

A Variety anunciou que Jessica Chastain (‘As Agentes 355’) e Anne Hathaway (‘Convenção das Bruxas’) vão estrelar um suspense psicológico da Neon Films, intitulado ‘Mothers’ Instinct‘.

Para quem não sabe, a Neon é a produtora responsável pelo aclamado drama ‘Parasita‘, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2020.

A companhia adquiriu recentemente os direitos de exibição de ‘Mothers’ Instinct‘ no American Film Market, e a trama é um remake do aclamado filme belga ‘Duelles‘, dirigido por Olivier Masset-Depasse em 2018.

A versão norte-americana também será comandada pelo cineasta, e o início da fotografia principal está agendado para 25 de maio.

Ambientada no início dos anos 60, a narrativa gira em torno das melhores amigas e vizinhas Alice (Chastain) e Celine (Hathaway), que vivem um estilo de vida tradicional dos sonhos com gramados bem cuidados, maridos bem-sucedidos e filhos da mesma idade.

No entanto, a perfeita harmonia da vida é subitamente quebrada após um trágico acidente. Culpa, suspeita e paranoia se entrelaçam para desvendar seu vínculo fraternal e uma batalha psicológica de vontades tem início quando o instinto materno revela seu lado mais sombrio.

Além de estrelarem, Chastain e Hathaway também serão produtoras, junto com Kelly Carmichael, representante da Freckle Films.

Através de um comunicado, Chastain e Carmichael renderam elogios à Neon por conta de seu histórico em produzir filmes aclamados, como ‘Spencer’, ‘Pige ‘O Chalé’.

“A Neon é um verdadeiro paraíso para cineastas. A visão única de seus colaboradores e campanhas distintas são um reflexo de sua missão para trazer a melhor e mais diversificada experiência cinematográfica para o público dos EUA.”

Vale lembrar que Chastain recebeu o Oscar de Melhor Atriz este ano por seu papel em ‘Os Olhos de Tammy Faye’.

Em 2013, Hathaway venceu na categoria Melhor Atriz Coadjuvante por sua performance em Os Miseráveis‘.

Por enquanto, ‘Mothers’ Instinct‘ ainda não tem previsão de estreia e informações sobre o restante do elenco.

Como o projeto está em fases iniciais, as atualizações devem ser divulgadas pelos próximos meses.

Will Smith compara festival de Ozzy com modalidade curling e diz que é “coisa de branco”

Para quem não sabe, Jada Pinkett Smith, além de atriz, tinha uma banda de Metal no início dos anos 2000 chamada Wicked Wisdom, esta que até chegou a participar de uma edição do Ozzfest.

De acordo com Will Smith, que detalhou o caso em seu livro de memórias, o convite para o grupo tocar no evento de Ozzy Osbourne partiu da companheira do roqueiro, Sharon Osbourne. Onde na Metal Hammer, Will, que também já se envolveu com a música, mas seguiu pelo caminho do Rap/Hip Hop, descreveu o festival como “hilário para porra” e o comparou com o curling, esporte popular nas Olimpíadas de Inverno.

“Ozzfest… o encontro de todas as vertentes do Metal. Thrash, industrial, hardcore punk, deathcore, metalcore, post-hardcore, alternativo, death, gótico e nu. Sharon [Osbourne, organizadora do festival] viu a banda de Jada e uma parte dela entendeu. As duas ficaram amigas e Sharon colocou a Wicked Wisdom no Ozzfest no verão de 2005. Ozzfest é o evento menos afro-americano [que já vi] tirando aquela coisa com uma vassoura e um taco de hockey gigante com disco que eles têm nas Olimpíadas…”, falou o astro.

A banda liderada por Jada era, realmente, a única a ter algum artista negro em posição de relevância na escalação daquele ano. Ainda hoje o gênero dispõe de poucos musicos negros.

Crítica | ‘O Homem do Norte’ é mais um glorioso e épico filme de Robert Eggers

Robert Eggers é um dos realizadores cinematográficos mais interessantes do cenário contemporâneo e possui uma paixão inegável pelo terror psicológico e metafísico. O jovem cineasta fez sua estreia oficial na indústria audiovisual há poucos anos, com o lançamento do aclamado horror de época A Bruxa – que se tornou um clássico instantâneo e um sucesso de crítica; pouco depois, apostou fichas em uma reconstituição lovecraftiana intitulada O Farol, que reafirmou seu status único na atualidade e aumentou sua legião de fãs ao redor do mundo. Agora, levando o tempo necessário para orquestrar sua próxima narrativa, Eggers regressa a um passado distante para o épico de guerra ‘O Homem do Norte’.

Sem sombra de dúvida, o longa-metragem era um dos mais esperados de 2022 e veio acompanhado de expectativas altíssimas. Afinal, o próprio escopo do projeto já dava ares de maior magnitude, afastando-se das sutilezas de outrora para uma tragédia espectral movida pela traição e pela vingança. Aqui, Alexander Skarsgård delineia sua primeira colaboração com o cineasta ao interpretar Amleth, um jovem guerreiro viking que observa, impotente, enquanto seu pai (Ethan Hawke) é assassinado pelo próprio tio (Claes Bang) e a mãe (Nicole Kidman) é obrigada a se casar com o algoz que destruiu sua família. Amleth, então, foge de sua terra natal e jura retornar para honrar o que aconteceu a seus progenitores e reconquistar o que lhe pertence por direito.

De fato, a narrativa principal não carrega nenhuma originalidade consigo, considerando que enredos envolvendo vinganças familiares fazem parte da cultura mundial desde que o mundo é mundo – ora, não é surpresa que a história original de Amleth, que inspirou o longa-metragem, tenha servido de base para a construção da tragédia shakespeariana ‘Hamlet’ e, mais tarde, para a animação ‘O Rei Leão’. Essa, inclusive, marca o início da transição de Eggers para o mainstream e para os blockbusters, apoiando-se em uma trama que seja reconhecida de imediato pelo público sem precisar abandonar os maneirismos impecáveis que traz às telonas – como a sobriedade da paleta de cores, a tétrica trilha sonora e a condução estética de cada uma das sequências.

De fato, ‘O Homem do Norte’ soa menos autoral que as obras anteriores do diretor – o que não necessariamente marca um problema, e sim apenas indica que ele está experimentando abordagens novas para a própria arte e para o legado que deseja deixar. Eggers ganhou notoriedade à mesma época que outro queridinho do terror psicológico, Ari Aster, como se ambos unissem forças para trazer o gênero de volta às glórias passadas em uma remodelagem chocante, aprazível e de digestão difícil, marcada por nuances de complexidade que abrangem as mais diversas áreas do pensamento humano. O filme estrelado por Skarsgård não seria diferente: é de se esperar que o teor fabulesco e reflexivo da narrativa não agrade a todos, e esse nem é o objetivo; a ideia é mostrar, dentro do mítico universo explorado, as consequências e o vazio de uma série de eventos que prenuncia a ascensão e a queda do personagem titular.

O astro principal faz um trabalho incrível, o que não é nenhuma surpresa: Skarsgård já havia demonstrado sua força descomunal como ator na aclamada minissérie ‘Big Little Lies’, que lhe rendeu inúmeros prêmios, e agora ele encarna um papel divisório na carreira que reafirma todo seu potencial. Dito isso, ele não é o único a roubar os holofotes: Kidman, apesar de estar em segundo plano, traça ao lado de sua personagem um arco bem estruturado de ressentimento e vendeta, culminando em uma das grandes reviravoltas da história; Anya Taylor-Joy retoma colaboração com Eggers restrita a si mesma como Olga, uma feiticeira eslava e escrava que arquiteta um plano com Amleth para ajudá-lo a se vingar; Bang posa irreconhecível como o algoz Fjölnir, que matou o irmão para sentar-se ao trono e foi destituído e banido para as terras montanhosas; e até mesmo a lendária musicista Björk é escalada como a agourenta vidente que prenuncia o caminho trilhado pelo protagonista titular.

Cada engrenagem da produção é muito bem pensada e, ainda que, às vezes, não atinja seu potencial pleno, denota as escolhas concisas que Eggers e seu competente time criativo fazem para gestar esse conto milenar. Ora, não é surpresa que tenhamos um teor teatral destilando nas cenas de principal, cortesia da colaboração entre o realizador e o poeta e roteirista Sjón, que honra a mitologia nórdica ao reapresentá-la aos espectadores em todos seus detalhes minuciosos; Jarin Blaschke, responsável pela fotografia, tenta ao máximo harmonizar a solidez dos cenários vikings ao jogo retumbante entre o frio e o calor, o azul e o laranja, a resignação e o ódio, brincando com aliterações cenográficas de tirar o fôlego; e, por fim, temos a música composta pela dupla Robin Carolan e Sebastian Gainsborough, mergulhada em progressões que, apesar de convencionais, combinam com perfeição e praticidade ao que vemos nas telonas.

No final das contas, a tragédia caminha para lugares familiares e distintos, ao mesmo tempo: Eggers sabe como trabalhar com a história que lhe é dada e com os elementos dispostos à sua frente, rearranjando-os como bem entender para um determinado propósito. E o objetivo, aqui, é infundir o épico à compreensão niilista de que nada importa e que a morte é a única certeza da vida – e tal constatação é o que não apenas transforma o longa-metragem em um dos mais profundos e impactantes do ano, como um belíssimo capítulo da explosiva e irretocável filmografia de Eggers.

Kevin Spacey estrela filme após 5 anos longe das telas por acusações de assédio sexual

E cinco anos após escândalos e polêmicas envolvendo as acusações de assédio sexual, o veterano ator Kevin Spacey participa de um novo projeto para os cinemas. O ator garantiu o papel principal do longa-metragem ‘1242 – Entrada Para o Oeste‘, filme dirigido por Péter Soós.

O longa segue o exército do Reino da Hungria após a aniquilação pelos mongóis na batalha de Mohi. Agora, apenas o castelo de Esztergom estava em seu caminho para invadir a Europa. Nesse contexto, Batu, neto de Genghis Khan, chega às muralhas de Esztergom com seu exército invencível. Os defensores do castelo liderados por Eusébio, o cônego de Esztergom, e um mercenário espanhol, o capitão Simon, estão se preparando para a batalha final.

A chegada do legado papal, Cardeal Cesareani (que será interpretado por Spacey), a celebração do Ano Novo Lunar mongol e a aproximação mística de Eusébio oferecem aos defensores um pequeno vislumbre de esperança.

Lembrando que ‘1242 – Entrada Para o Oeste‘ já encontra-se em fase de pós-produção e deve chegar aos cinemas ainda em 2022.

Kevin Spacey, que é vencedor do Oscar por ‘Beleza Americana‘ e ganhar muito destaque recente em ‘House of Cards‘, foi acusado de assédio sexual em 2017 por oito funcionários da produção do streaming. Além disso, o ator Anthony Rapp chegou a revelar que foi vítima de Spacey há mais de 30 anos, quando ainda era um adolescente.

‘Pain Hustlers’: Emily Blunt vai estrelar suspense criminal do diretor de ‘Animais Fantásticos’

De acordo com o The Hollywood Reporter, Emily Blunt (‘Um Lugar Silencioso’, ‘Jungle Cruise’) vai estrelar um suspense criminal do diretor David Yates, responsável pela trilogia ‘Animais Fantásticos‘.

Intitulado ‘Pain Husttlers‘, o longa é fruto de uma parceria entre as produtoras Gray Matter Productions e Wychwood Pictures, e será rodado a partir de agosto deste ano.

Escrita por Wells Tower (‘The True American’), a trama acompanha uma jovem que abandonou o ensino médio e consegue um emprego em uma startup farmacêutica falida em um shopping center da Flórida. Após ajudar a elevar a empresa a um alto nível, a jovem se encontra no centro de uma conspiração criminosa com consequências mortais.

Por enquanto, ainda não há previsão de estreia, já que o projeto será apresentado a possíveis compradores (distribuidoras ou streamings) na próxima edição do Festival de Cinema de Cannes, que acontece entre 17 e 28 de maio.

Como o projeto está nos estágios iniciais, também não há informação sobre o restante do elenco, mas as atualizações devem ser divulgadas após o início da produção.

Enquanto isso, vale lembrar que o filme mais recente de Yates é ‘Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore‘.

A sequência conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 365 milhões nas bilheterias mundiais – com mais de 75% da arrecadação sendo faturada internacionalmente.

Nos EUA, o longa já arrecadou US$ 87 milhões. No mercado internacional, foram US$ 278.4 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou US$ 365.4 milhões mundialmente.

Apesar dos números, o longa está longe de poder ser considerado um sucesso. Por causa do orçamento gigantesco de US$ 200 milhões (sem considerar os custos com marketing) e o fraco retorno doméstico da produção, o futuro da franquia permanece incerto.

Vale lembrar que ‘Os Segredos de Dumbledore‘ registrou a PIOR estreia da franquia nas bilheterias norte-americanas: apenas US$ 43 milhões em seu primeiro final de semana – o que representa quase US$ 20 milhões a menos que a estreia do criticado ‘Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald‘ (US$62.1M) no país.

O longa está programado para chegar ao catálogo da HBO Max no dia 30 de maio.

Confira nossa crítica:

David Yates (‘A Lenda de Tarzan’) dirige.

Muitos anos depois dos trágicos eventos de ‘Os Crimes de Grindelwald‘, Newt Scamander se envolve numa nova trama que o levará para o Rio de Janeiro e Berlim, além do envolvimento do mundo bruxo com a Segunda Guerra Mundial.

O elenco conta com Eddie Redmayne, Jude Law, Ezra Miller, Dan Fogler, Alison Sudol, William Nadylam, Callum Turner, Jessica Williams, Victoria Yeates, Poppy Corby-Tuech, Fiona Glascott, Katherine Waterston, Maria Fernanda Cândido, Richard Coyle e Oliver Masucci.

E em uma entrevista concedida ao The Hollywood Reporter, Mikkelsen falou sobre essa mudança e como todo processo aconteceu: “Foi bastante caótico tudo isso”. Segundo ele, os produtores deram um prazo de apenas dois dias para o ator decidir se aceitaria ou não interpretar o vilão.

“Você não vai querer copiar nada que Depp estava fazendo – isso seria suicídio criativo. Mesmo que o papel tenha sido feito com perfeição, você quer torná-lo seu. Mas ainda tem que construir algum tipo de elo entre o que veio antes”, comentou Mikkelsen.

Lembrando que Johnny Depp já foi uma escolha polêmica desde que foi escalado para viver Grindelwald, substituído por controvérsias relacionadas a seu conturbado divórcio e acusações sérias contra ele por parte da ex-mulher do ator, a também atriz Amber Heard.

Entre muitas denúncias, Heard relata que as primeiras cenas de violência ocorreram em 2015, na Austrália, durante as gravações do quinto filme ‘Piratas do Caribe’. A defesa enfatiza que Johnny Depp se tornava um monstro quando usava medicamentos misturados com coquetéis de álcool, cocaína, ecstasy e cogumelos alucinógenos – onde a atriz divulgou um vídeo desse momento.

Na época, Amber alegou que Johnny a “atacou violentamente” e jogou um telefone em seu rosto com “força extrema”. O ator negou os abusos.

Dias antes do julgamento, o ex-casal divulgou uma nota declarando que haviam resolvido a questão. “Nosso relacionamento foi intensamente passional e, às vezes, volátil, mas sempre baseado no amor. Nenhuma das partes fez acusações falsas por ganhos financeiros. Nunca houve intenção de dano físico ou emocional”, disseram.

Mads Mikkelsen possui uma carreira com diversos papéis de destaque, como é o caso de ‘007: Cassino Royale‘, ‘A Caça‘ e a série ‘Hannibal‘.

Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore‘ mostra as aventuras de Newt Scamander (Eddie Redmayne), que junto com seus aliados é instruído por Dumbledore (Jude Law) a investigar o crescente exército do bruxo das trevas Grindelwald.

Zumbis e desespero no trailer de ‘Resident Evil – A Série’, da Netflix

A Netflix divulgou o primeiro teaser trailer legendado da série live-action Resident Evil‘.

A estreia acontece dia 14 de Julho.

Assista ao trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Na primeira timeline, as irmãs adolescentes Jade e Billie Wesker se mudam para Raccoon City. Uma cidade manufaturada e corporativa, mas quanto mais tempo eles passam lá, mais elas percebem que a cidade é mais do que parece e seu pai pode estar escondendo segredos obscuros. Segredos que podem destruir o mundo.

A segunda timeline será ambientada uma década no futuro: há menos de 15 milhões de pessoas no planeta. E mais de seis bilhões de monstros – pessoas e animais infectados com o T-Vírus. Jade, agora em seus trinta anos, luta para sobreviver nesse novo mundo, enquanto seu passado – sobre sua irmã, seu pai e a si mesma – continua a assombrá-la.

Bronwen Hughes (‘The Walking Dead’) será responsável pela direção dos dois primeiros episódios.

O elenco ainda contará com Ella Balinska, Tamara Smart, Siena Agudong, Adeline Rudolph e Paola Nunez.

O ator Lance Reddick (‘John Wick’) irá viver o vilão Albert Wesker. Será a primeira vez que um ator negro interpreta o personagem.

Oito episódios foram encomendados para a primeira temporada.

Viola Davis será homenageada no Festival de Cannes 2022 por ativismo social

A atriz Viola Davis será homenageada pelo Kering’s Women in Motion Award, um prêmio especial concedido durante o Festival de Cinema de Cannes. Os curadores da cerimonia elogiaram todo ativismo e conquistas da artista.

Segundo os organizadores, ela merece reconhecimento “por seus papéis de atuação e por seu compromisso com os direitos das mulheres e minorias e uma maior inclusão na indústria cinematográfica por questões raciais e de gênero”.

A condecoração foi criada em 2015, destacando a criatividade e singularidade de mulheres que contribuem para transformar a sociedade, através da arte e da cultura. Nomes como Jane Fonda (‘Grace and Frankie’), Geena Davis (‘Os Fantasmas Se Divertem’), Susan Sarandon (‘Thelma & Louise’) e Patty Jenkings (‘Mulher Maravilha’) estão entre as premiadas.

Viola Davis já conquistou quase todos os troféus que Academia de Artes e Cinema de Hollywood tem a oferecer, incluindo um Globo de Ouro, um BAFTA, quatro SAG Awards, dois Tony Awards, um Oscar e um Emmy, sendo considerada “uma das atrizes e produtoras americanas mais influentes de seu tempo”, dizem os curadores.

Atualmente, Davis está estrelando como Michelle Obama em ‘The First Lady‘ da Showtime. Além disso, ela lançou um livro de memórias ‘Finding Me‘, que aborda suas experiências de infância em um ambiente desprivilegiado na Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

‘Water Gate Bridge’: Filme Chinês sobre guerra com o EUA arrecada US$ 626 milhões e é a 2ª MAIOR BILHETERIA de 2022

O épico de guerra chinês ‘A Batalha do Lago Changjin‘ quebrou os recordes de bilheteria da China em 2021, arrecadando mais de US$ 900 milhões. E agora a sua sequência segue o mesmo caminho.

Water Gate Bridge‘ já é a segunda maior bilheteria mundial com US$ 626 milhões. O filme fica atrás apenas de ‘Batman‘, que arrecadou US$ 767 milhões.

Isso explica porque os chineses estão cada vez mais restritivos com a exibição de filmes norte-americanos em seus cinemas, já que seus próprios filmes estão fazendo mais sucesso e pintando os EUA como os “vilões”.

Para se ter uma ideia, ‘Water Gate Bridge‘ segue os soldados Voluntários do Povo Chinês (CPV) em uma nova tarefa, e agora seu campo de batalha é uma ponte crucial na rota de retirada das tropas americanas.

Assista ao trailer:

 

Amanda Seyfried diz que sofreu assédio após cena icônica de ‘Meninas Malvadas’: “Foi nojento”

Não há dúvidas que ‘Meninas Malvadas‘ (2004) é um dos filmes mais marcantes da carreira de Amanda Seyfried, onde muita gente venera e segue a obra até como estilo de vida. Porém, a comédia adolescente também trouxe lados negativos para a carreira da atriz, que sofreu com assédios do público pela sexualização da sua personagem Karen Smith.

No longa, em uma das cenas mais emblemáticas, Karen aparece apalpando os seios para sentir a previsão do tempo, já que ela afirma que tem um “sexto sentido” na região. Em entrevista à Marie Claire, Seyfried explicou que o momento não repercutiu bem e que ela foi assediada por isso.

“Sempre me senti muito enojada com aquilo. Eu tinha apenas 18 anos. Foi simplesmente nojento, confessou a atriz.

Seyfried disse que garotos passaram a perguntá-la se iria chover, já que a personagem faz a cena na chuva. Isso fez com que ela repensasse o estilo de vida e abrisse mão de morar em cidades grandes, como Nova York ou Los Angeles.

“Coisas assim fazem você se sentir completamente inseguro no mundo. Eu vejo esses atores mais jovens que pensam que precisam ter segurança. Eles acham que precisam de um assistente. Acham que o mundo inteiro mudou. Já vi isso acontecer com meus colegas. Então, comprei uma fazenda. Pensei em ir na direção oposta”, falou Amanda.

Ainda assim, essa não foi a única consequência que ‘Meninas Malvadas‘ trouxe para Seyfried. Apesar do filme estrelado por Lindsay Lohan e Rachel McAdams lançar a atriz ao estrelato e ser reconhecido até os dias de hoje, Seyfried explicou que o longa também contribuiu para que ela só conseguisse papéis similares, sendo a famosa “amiga loira”.

Meninas Malvadas realmente me colocou no mapa. Em 2004, eu tinha que ter muito cuidado para não ser sempre ‘a loira bonita.’ Assim, logo no início da minha carreira, se eu não tivesse feito Big Love, eu seria sempre a Karen Smith. Todos os testes que tive para a primeira temporada foram apenas, tipo, amigas loiras. Eu não ia ser a líder, porque por algum motivo eu não me encaixava nisso“, complementou.

Dirigido por Mark Waters, ‘Meninas Malvadas‘ conta com um elenco com nomes de peso como Lindsay Lohan, Rachel McAdams, Tina Fey, Jonathan Bennett, Amy Poehler, Lacey Chabert e Amanda Seyfried.

‘Doutor Estranho 2’ arrecada US$ 507milhões em uma semana e já é a 3ª maior bilheteria de 2022

Em apenas uma semana, ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘ ultrapassou os US$ 500 milhões nas bilheterias mundiais.

O filme já arrecadou US$ 213.6 milhões nos EUA e US$ 294.2 milhões no mercado internacional, totalizando US$ 507.8 milhões mundialmente.

Segundo assim, o filme já tem a 3ª maior bilheteria de 2022, atrás de ‘Batman‘ (US$ 767 milhões) e do chinês ‘Water Gate Bridge‘ (US$ 626 milhões) .

No Brasil, o filme teve a quinta maior abertura de todos os tempos e atraiu 2,9 milhões de espectadores no fim de semana, fazendo as bilheterias brasileiras saltarem 237% e provocando o melhor fim de semana do ano.

De quinta a domingo, ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘ arrecadou R$ 62,6 milhões por aqui.

Vale lembrar que o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

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‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’: James Gunn desmente escalação de Jennifer Holland na sequência

Em seu perfil do Twitter, o diretor James Gunn desmentiu a escalação de Jennifer Holland ao elenco de Guardiões da Galáxia Vol. 3‘, dizendo que tudo não passou de um mal entendido.

Há alguns dias, o público acreditou que Holland teria um papel no longa porque Gunn compartilhou uma imagem dela ao lado de Zoe Saldana, a Gamora, e escreveu:

“Zoe estava conosco, mas a única foto que tenho dela é com uma atriz não anunciada [Holland].”

Acontece que Holland é namorada de Gunn e estava apenas acompanhando os bastidores da sequência.

Enquanto desmentia a informação, o diretor admitiu que o mal entendido foi culpa sua, devido à ambiguidade da publicação.

Ao compartilhar uma manchete sobre o assunto, ele escreveu:

“Na verdade, não confirmei isso, mas tenho que assumir parcialmente a culpa. Percebi no momento em que postei a foto, que meu tweet estava muito mal escrito.”

Confira:

Na ocasião, ele também havia compartilhado uma imagem junto com o elenco principal, o que reforçou os rumores.

“E esse é o fim da trilogia dos ‘Guardiões da Galáxia‘. Eu amo esse elenco e equipe incríveis, assim como seu belo talento e suas almas gentis. Sou um ser humano sortudo por tê-los nessa jornada comigo por quase uma década.”

Anteriormente, Karen Gillan compartilhou uma imagem da luva usada para dar o efeito mecânico no braço da Nebulosa.

No entanto, o que mais chamou atenção na publicação é a legenda, na qual a estrela diz que não sabe se a personagem vai continuar no MCU após a sequência.

Confira:

“E esse é um final de gravação para Nebulosa em ‘Guardiões da Galáxia Vol 3‘! Eu não sei se ela retornará depois disso, é possível que este seja seu capítulo final. E se for esse o caso, então Eu só quero agradecer a James Gunn por me dar uma personagem tão interessante, complexa e fascinante para interpretar. Gostei dessa exploração mais do que qualquer outra personagem que interpretei. Foi uma década incrível. Obrigado por assistirem…”

Gillan já havia revelado que Nebulosa passará por grandes mudanças, ainda mais agora que Thanos está morto.

“Uma das coisas mais interessante sobre Nebulosa, para mim, foi seu relacionamento com o pai e a irmã”, disse ela, em entrevista ao io9“E agora que seu pai, Thanos, está morto, ele era a fonte de todo o tormento e o abuso que ela sofria. É bem interessante explorar como essa personagem começa a se curar e quem ela começa a se tornar, agora que a ameaça que sempre a assombrava se foi. Então tenho me divertido muito com isso”.

A estrela também revelou por quanto tempo gostaria de viver Nebulosa, admitindo que ainda está obcecada em interpretá-la.

“Eu amo muito minha personagem. Estou obcecada com ela. Honestamente, estou fascinada”, ela comentou. “Acho que tenho tido muita sorte. É um presente, porque ela começa como vilã e eu tive a oportunidade de mostrar sua perspectiva e seu ponto de vista sobre as coisas. Acho que já foram seis filmes e a acho fascinante. Toda a dinâmica de sua família, sua ascensão, o sistema familiar tóxico e narcisista. Todas as coisas que amo explorar”.

Lembrando que Guardiões da Galáxia Vol. 3‘ chega aos cinemas em 23 de maio de 2023.

‘Super Pumped’: Série sobre a criação do Uber estreia na Paramount+!

A série antológica ‘Super Pumped: A Batalha Pela Uber‘, estrelada por Joseph Gordon-Levitt como o ex-CEO do Uber, Travis Kalanick, finalmente chegou à Paramount+.

A produção foi lançada hoje, 12 de maio, na plataforma de streaming.

Relembre o trailer:

A primeira temporada é baseada no livro ‘Super Pumped: The Battle for Uber‘, escrito por Mike Issac, jornalista de tecnologia do The New York Times.

Uma Thurman também estrela a produção como Arianna Huffington, fundadora do HuffPost.

A trama acompanha a fundação e a ascensão do Uber, bem como as várias polêmicas em que a empresa se envolveu até a saída de Travis Kalanick, demitido por promover um ambiente tóxico entre os funcionários.

Além disso, o empresário já foi acusado de assédio sexual, abuso de poder e práticas comerciais fraudulentas.

A expectativa é de que as temporadas subsequentes tragam histórias diferentes que abalaram o mundo dos negócios e mudaram a cultura.

‘Mortal Kombat 2’: Roteirista confirma Johnny Cage na sequência

Johnny Cage é um dos heróis mais carismáticos da franquia ‘Mortal Kombat‘, tanto nos jogos quanto na adaptação para o cinema em 1995.

Conhecido por seu grande humor, Cage é um astro de Hollywood e um artista talentoso artista marcial que ficou marcado como o arqui-inimigo de Goro por conta da icônica luta entre eles no filme de Paul W. S. Anderson.

Apesar de estar ausente no reboot de 2021, o desfecho do longa provocou que Cage fará parte da sequência, o que foi confirmado pelo roteirista Jeremy Slater.

Durante uma entrevista para o Comic Book, o cineasta disse que não sabe se o personagem terá muita ênfase no novo filme, mas definitivamente estará lá.

“Johnny Cage é um dos meus personagens favoritos, e acho que há uma promessa ao final do primeiro filme quando vemos Cole dizendo, ‘Ok, minha próxima parada é recrutar Johnny.’ Então acho que se ele não fosse incluído na sequência, seria muito estranho.”

Ele continuou:

“Ainda não sabemos o tamanho de sua importância no que está por vir, mas ele definitivamente será incluído, essa é uma das coisas em que estamos trabalhando atualmente. Mas sim, eu amo Johnny e adoraria fazer jus a ele e trazer para a tela tudo o que faz do personagem aquele cara divertido e autêntico.”

Anteriormente, Slater disse ao The Direct que o roteiro da sequência já está na metade do caminho.

O cineasta comentou sobre os erros do filme anterior, lançado no ano passado, e explicou que o objetivo da sequência é criar algo que corresponda à expectativa dos fãs.

“Está muito divertido até agora. Já estamos na metade do roteiro e estou trabalhando muito de perto com o diretor, o pessoal do estúdio, os caras do jogo, e acho – não posso dizer nada sobre a história em si – mas acho que eles definitivamente aprenderam algumas lições com o primeiro filme e tenho certeza que agora vamos entregar algo que corresponde à expectativa dos fãs.”

Ele continuou:

“Desta vez sabemos do que o público gostou ou não, sabemos o que deu certo e errado e estamos trabalhando em cima disso. Então, estamos realmente olhando para isso como uma chance de pegar tudo o que funcionou no primeiro e torná-lo ainda melhor para dar ao público o que eles merecem. Algo realmente satisfatório, emocionante e imprevisível.”

Para quem não sabe, Slater também escreveu o roteiro do reboot de ‘Quarteto Fantástico’ e da aclamada série do ‘Cavaleiro da Lua‘.

Questionado se a Warner pretende construir um universo comparado ao MCU para os filmes do ‘Mortal Kombat, ele disse que não acredita que este seja objetivo do estúdio.

“Eu não acho que terá o mesmo tom do MCU, mas definitivamente terá algumas das minhas sensibilidades quanto a isso. Isso foi parte do meu discurso enquanto discutíamos ideias. Estamos fazendo ‘Mortal Kombat… Temos caras que estão arrancando rostos e cuspindo fogo – é um universo estranho, vamos abraçar um pouco dessa estranheza e vamos fazer uma sequência que ninguém está esperando e que pode surpreender a todos.”

No início do ano, Slater já havia compartilhado no Twitter que a sequência será ainda maior e mais SAGRENTA que o primeiro filme.

“Estou muito animado por fazer parte dessa equipe! Nós estamos construindo algo ainda maior, melhor e bem mais sangrento, que irá surpreender a todos,” revelou Slater.

No primeiro filme, Shang Tsung (Chin Han) tenta impedir a realização do Mortal Kombat enviando seus guerreiros do Outworld para assassinar os campeões da Terra, a fim de escravizar o planeta. Por conta disso, os lutadores de ambos os lados nem sequer têm tempo de treinarem para os duelos oficiais e se concentram em batalhas pessoais.

No entanto, essa foi uma escolha criativa do roteirista Greg Russo para garantir que esse tão famoso evento de luta seja retratado de forma natural no futuro.

Durante uma entrevista para o Collider, ele disse que:

Eu sempre imaginei esse primeiro filme como um pré-torneio, foi mais uma história de introdução aos principais elementos da franquia. O próximo filme será focado no evento propriamente dito, já o terceiro será sobre as consequências desse torneio.”

Após uma curta jornada nos cinemas, o reboot de ‘Mortal Kombat‘ já pode ser conferido no streaming da HBO Max.

Simon McQuoid (‘Premonição 5‘) é responsável pela direção.

O elenco conta com Joe Taslim (Sub Zero), Ludi Lin (Liu Kang), Jessica McNamee (Sonya Blade), Mehcad Brroks (Jax) Josh Lawson (Kano), Chin Han (Shang Tsung), Hiroyuki Sanada (Scorpion), Tadanobu Asano (Raiden), Sisi Stringer (Mileena).

‘Oppenheimer’: Novas imagens dos bastidores revelam os visuais de Matt Damon, Rami Malek e mais no filme de Christopher Nolan

Uma fan page do Instagram dedicada a novidades do cinema divulgou novas imagens dos bastidores de Oppenheimer’, o próximo e ambicioso projeto de Christopher Nolan.

As imagens revelam os visuais dos personagens de Matt Damon (‘O Último Duelo’) e Rami Malek (‘Bohemian Rhapsody’).

Damon está caracterizado como o tenente-general Leslie Groves, diretor do Projeto Manhattan. Já o papel de Malek ainda está sendo mantido em segredo.

A publicação também destaca o protagonista Cillian Murphy (‘Peaky Blinders’), que será J. Robert Oppenheimer, o cientista que dirigiu o Projeto Manhattan, que resultou na invenção da bomba atômica.

Outra estrela vista nas imagens é Florence Pugh (‘Viúva Negra’), intérprete de Jean Tatlock, membro do Partido Comunista dos Estados Unidos e que tem um caso com Oppenheimer, tornando-se a causa de grandes preocupações de segurança para funcionários do governo.

Confira:

 

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Recentemente, Olivia Thirlby foi contratada para se juntar ao massivo elenco da produção em um papel não revelado (via Deadline). Thirlby é conhecida por seu trabalho em obras como ‘Juno’‘The L Word: Generation Q’‘Y: The Last Man’.

A atriz se junta à Emily Blunt (‘Jungle Cruise’), Robert Downey Jr. (‘Vingadores: Ultimato’), Benny Safdie (‘Joias Brutas’), Dane DeHaan (‘O Espetacular Homem-Aranha 2’), Jack Quaid (‘The Boys’), Josh Hartnett (‘Penny Dreadful’), David Dastmalchian (‘O Esquadrão Suicida’), Alden Ehrenreich (‘Solo: Uma História Star Wars’), David Krumholtz (‘The Deuce’), Jason Clarke (‘Everest’), Louise Lombard (‘CSI’), James D’Arcy (‘Agent Carter’), Michael Angarona (‘Sky High: Super-Escola de Heróis’) e Matthias Schweighöfer (‘Army of the Dead: Invasão em Las Vegas’).

Safdie interpretará Edward Teller, o físico húngaro conhecido como o pai da bomba de hidrogênio e membro do Projeto Manhattan, a iniciativa de pesquisa dos EUA que desenvolveu a primeira bomba atômica.

Downey Jr será Lewis Strauss, o infame presidente da Comissão de Energia Atômica que iniciou audiências que questionaram a lealdade de Oppenheimer aos Estados Unidos e que ajudou a revogar o conhecimento científico dele perante a segurança pública do país. Já Blunt será Katherine Oppenheimer Vissering, esposa do protagonista.

A Universal Pictures lança o filme nos cinemas dia 21 de julho de 2023.

Nolan também entra como produtor executivo do filme ao lado de sua esposa e parceira de produção de longa data, Emma Thomas.

‘Obi-Wan Kenobi’: Ewan McGregor e Hayden Christensen voltam a se reunir em turnê de divulgação da série; Confira!

Ewan McGregor e Hayden Christensen, astros da trilogia prequel de ‘Star Wars‘, se reuniram novamente durante a turnê de divulgação da série dedicada ao ‘Obi-Wan Kenobi‘.

A dupla contracenou em ‘Star Wars: O Ataque dos Clones‘ (2002) e ‘Star Wars: A Vingança dos Sith’ (2005), e se reencontraram 16 anos depois para reprisarem seus papéis no programa de TV.

Agora, um ano após as gravações, eles estiveram juntos em Berlim, promovendo a estreia de ‘Obi-Wan Kenobi’ em 27 de maio, na Disney+.

Além de McGregor e Christensen, a turnê também contou a presença de Moses Ingram (‘O Gambito da Rainha’), intérprete da inquisidora Reva, e da diretora Deborah Chow.

Confira:

Lembrando que a série é ambientada 10 anos após os dramáticos eventos de ‘A Vingança dos Sith‘, quando Kenobi se isolou em Tatooine após seu duelo contra Anakin para manter Luke e Leia escondidos de seu pai e do Imperador Palpatine (Ian McDiarmid).

Além de McGregor e Christensen, Joel Edgerton e Bonnie Piesse retornam como Owen e Beru Lars, os tios de Luke Skywalker.

O elenco também conta com O’Shea Jackson Jr (‘Straight Outta Compton’), Rupert Friend (‘Homeland’), Sung Kang (‘Velozes e Furiosos’)  Kumail Nanjiani (‘Eternos’), Indira Varma (‘Game of Thrones’), Simone Kessell (‘Reckoning’) e Benny Safdie (‘Joias Brutas’).

Cary Fukunaga, diretor de ‘007 – Sem Tempo para Morrer’, é acusado de aliciamento e assédio sexual

Segundo o The Wrap, o diretor Cary Fukunaga (‘007: Sem Tempo para Morrer’) foi acusado por ao menos três jovens atrizes por comportamento predatório e importunação e aliciamento sexuais.

Em uma série de postagens feitas na semana passada, a atriz Rachelle Vinberg (‘Betty’) revelou que Fukunaga aproveitou a diferença de quase vinte anos entre eles para pressioná-la em um relacionamento romântico, pouco depois dela ter completado 18 anos.

Ela disse que eles se tornaram “total e completamente íntimos” muitos anos depois, antes dele terminar tudo quando Vinberg completou 21.

Enquanto isso, as atrizes gêmeas HannahCailin Loesch (‘Maniac’) revelaram que foram obrigadas a suportar as tentativas de um romance que o diretor tentou criar com ambas, dando ideias até mesmo de um ménage à trois. Como se não bastasse, as irmãs Loesch o encontraram na cobertura dele, em Nova York, em que “ele pegou [Cailin] e a puxou para cima dele, com a Hannah ali mesmo”, o que deixou Cailin aterrorizada. Depois das gêmeas terem recusado qualquer tipo de relação sexual com ele, Fukunaga as convidou para “usar ácido e MDMA”.

Um representante do diretor, que, no ano passado, foi acusado de demitir a atriz Raeden Greer depois de ela ter se recusado a rodar uma cena nua, se recusou a comentar sobre as alegações e não respondeu às polêmicas.

As acusações em questão começaram depois de Fukunaga fazer uma postagem em seu Instagram oficial sobre o prospecto da Suprema Corte dos Estados Unidos revogar uma das emendas que permite às mulheres realizar abortos sem a restrição excessiva do governo.

“Enquanto isso, na América, a Suprema Corte está prestes a nos levar em uma guerra com nós mesmos ao legitimar a guerra contra os direitos das mulheres”, ele escreveu.

A postagem atraiu a atenção de Vinberg, que republicou a foto e respondeu: “isso me deixa furiosa, porque ele literalmente não se importa com as mulheres. Ele apenas as traumatiza. Eu já conversei com várias garotas. Vá se f****, Cary”.

A atriz também compartilhou uma foto que tirou ao lado de Fukunaga, acusando-o de “incitar adolescentes vulneráveis para encontros sexuais”, apesar de não ter apresentado nenhuma evidência direta ao condenável comportamento do diretor. “Eu passei vários anos com medo dele. Ele é um aliciador e tem feito essa m**** por anos. Cuidado, mulheres”.

‘Physical’: Rose Byrne está de volta no trailer oficial da 2ª temporada; Confira!

A Apple TV+ divulgou o trailer oficial da 2ª temporada de Physical, aclamada comédia estrelada por Rose Byrne.

Com 10 episódios encomendados, o próximo ciclo irá estrear no dia 3 de junho.

Confira:

Annie Weisman é responsável pela série.

Sheila Rubin (Byrne) é uma dona de casa quietamente atormentada pela San Diego dos anos 1980 que, detrás das portas, luta contra demônios pessoais e uma viciosa voz interior. Mas as coisas mudam drasticamente quando ela descobre a aeróbica, mergulhando numa jornada a caminho do empoderamento e do sucesso.

O elenco ainda conta com Rory Scovel, Dierdre Friel, Della Saba, Lou Taylor Pucci, Paul Sparks e Ashley Liao.

Murray Bartlett (‘The White Lotus’) também fará parte do próximo ciclo como Vincent “Vinnie” Green, um carismático instrutor fitness e guru da perda de peso.

‘The Essex Serpent’: Vídeo nos leva aos bastidores do novo drama de época da Apple TV+; Confira!

Apple TV+ divulgou um novo vídeo promocional ‘The Essex Serpent‘, drama de época estrelado por Tom Hiddleston Claire Danes.

featurette nos leva aos bastidores da série, que tem estreia marcada para o dia 13 de maio na plataforma de streaming.

Confira, junto ao trailer, e siga o CinePOP no YouTube:

Criada por Clio Barnard, a série é baseada no romance homônimo de Sarah Perry.

A trama é ambientada em 1893 e gira em torno de uma jovem viúva e na lenda de uma serpente mística.

“Quando o marido brilhante e dominador de Cora Seaborne morre, ela começa sua nova vida como uma viúva com tanto alívio, quanto tristeza: seu casamento não era feliz. Casada aos dezenove anos, essa mulher de excepcional inteligência e curiosidade era inadequada para o papel de esposa da sociedade. Buscando refúgio no ar fresco e no espaço aberto após o funeral, Cora deixa Londres para uma visita ao litoral de Essex, acompanhada por seu filho de onze anos, Francis, e a babá do menino, Martha, sua amiga ferozmente protetora.

Enquanto admira  lugar, Cora fica sabendo de um rumor intrigante de uma criatura temível que vagueia pelos pântanos reivindicando vidas humanas. Depois de quase 300 anos, a mítica Serpente de Essex teria retornado, tirando a vida de um jovem na véspera de Ano Novo. Sendo uma afiada naturalista sem paciência para superstição, Cora fica imediatamente fascinada, e certa de que o que a população local pensa ser uma besta marinha mágica pode ser uma espécie ainda não descoberta. Ansiosa para investigar, ela é apresentada ao vigário local, William Ransome. Will também desconfia dos rumores. Mas, ao contrário de Cora, esse homem de fé está convencido de que os rumores são causados ​​por pânico moral, uma fuga da verdadeira crença.

Esses opostos aparentes que não concordam em nada logo se encontram inexoravelmente unidos e dilacerados – um relacionamento intenso que mudará as vidas de ambos de maneiras totalmente inesperadas.”

Frank DillaneClémence Poésy e Hayley Squires completam o elenco.

‘The Afterparty’: Começam as filmagens da 2ª temporada!

Através das redes sociais, o criador e showrunner Christopher Miller anunciou que a 2ª temporada da aclamada série de comédia e mistério The Afterparty já começou a ser rodada.

Miller compartilhou a primeira imagem de bastidores do próximo ciclo, escrevendo: “a 2ª temporada começou”.

Acredita-se que os novos episódios chegarão à Apple TV+ apenas em 2023.

Confira:

Recentemente, foi anunciado que Sam RichardsonZoë Chao iriam reprisar seus papéis como Aniq e Zoe.

Richardson e Zoë se juntam à Tiffany Haddish, que também teve retorno confirmado como a Detetive Danner.

Além do trio, o elenco da próxima iteração trará os atores Zach Woods como Edgar, Elizabeth Perkins como Isabel, Poppy Liu como Grace, Paul Walter Hauser como Travis, Anna Konkle como Hannah, Jack Whitehall como Sebastian e Vivian Wu como Vivian.

A série foi criada pela dupla Phil Lord Chris Miller, produtores conhecidos pela aclamada animação vencedora do Oscar Homem-Aranha no Aranhaverso.

Ao longo de oito episódios, a obra apresenta diversas perspectivas de um mesmo evento: um assassinato em meio a uma reunião de antigos colegas de escola. No final das contas, cabe à Detetive Danner (Tiffany Haddish) e a seu parceiro, o Detetive Culp (John Early), descobrir quem cometeu o crime.

Os personagens incluem: Aniq (Sam Richardson), um designer de escape rooms que espera se reconectar com uma antiga paixão do colégio; Zoe (Zoë Chao), uma ex-artista que agora é administradora da escola; Yasper (Ben Schwartz), melhor amigo de Aniq que deseja conquistar o mundo da música; Brett (Ike Barinholtz), ex-marido de Zoe e um ex-atleta arrogante; Chelsea (Ilana Glazer), oradora e presidente da turma; Xavier (Dave Franco), um antigo estudante de teatro da história que agora é um famoso ator e astro do pop; e Walt (Jamie Demetriou), outrora ignorado por seus colegas, comparece à reunião na esperança de ser relembrado por alguém.

Anthony KingAubrey Lee entram como produtores executivos ao lado de Lord e Miller.

Artigo | Os 23 anos de ‘Toy Story 2’, uma das maiores e melhores sequências da história do cinema

O império Pixar talvez tenha como maior nome de seu legado a franquia Toy Story. Em toda a história das animações, talvez não haja uma narrativa mais completa que esta, a qual marca o início de um longo reinado para os estúdios supracitados, o qual é relembrado até os dias de hoje. E enquanto a primeira iteração deu nome às cartas do jogo e dissertou através da perspectiva de brinquedos infantis temas como inveja, solidão e vingança – além de trazer às telonas personagens adoráveis e memoráveis para a cultura pop contemporânea – Toy Story 2′, sua continuação homônima, resolve mergulhar ainda mais fundo no universo que criou e nas sutis brechas que deixou em aberto no seu predecessor.

Primeiramente, precisamos ter em mente que o time criativo da Era de Ouro Pixar sempre tem cartas na manga. Por mais que os arcos narrativos encontrem início, meio e fim, é inexoravelmente possível encontrar algo que puxe uma jornada nova. O desafio reside na originalidade dessa nova arquitrama, a qual deve ser satisfatória o suficiente para que os sentimentos dos filmes anteriores sejam resgatados ao mesmo tempo em que novos são descobertos e fortificados ato após ato.

Toy Story 2 é simplesmente fantástico, grosso modo. Desde a concepção 3D de seu cenário animado até a composição sonora, tudo converge para um panorama aguardado e respeitado até mesmo dentro de seus limites. E por mais que sua irreverência às narrativas de gênero e a própria fantasia que move os protagonistas estar ali, elas não saturam nenhum momento do filme, mantendo-nos vidrados durante cada uma das sequências de forma inenarrável e catártica.

A JORNADA DO HERÓI

Joseph Campbell provou para a história da literatura – e posteriormente para as vertentes cinematográficas e seriadas – que qualquer narrativa tem como ponto de partida um incidente incitante e um chamado para a aventura, por mais dramática ou cotidiana que seja a trama a ser desenvolvida. Se analisarmos com cuidado, até mesmo filmes clássicos como Cidadão Kane’ ou Bonequinha de Luxo’ carregam consigo semelhanças com as “fórmulas” propostas por Campbell.

A nova iteração da franquia animada em questão talvez seja o maior exemplo sobre como diversos mundos diferenciados têm sim a possibilidade de se encontrarem sem caírem nos equívocos da supersaturação. Já na primeira sequência – um curto prólogo que nos guia através da computação gráfica para o entendimento de futuros eventos -, vemos Buzz Lightyear (Tim Allen) chegando a um planeta desconhecido para encontrar a fortaleza maligna de seu arqui-inimigo, Zurg (Andrew Stanton), e passando por diversos obstáculos até estranhamente encontrar sua ruína. Só depois é que entendemos que as cenas predispostas são na verdade parte de um jogo de videogame controlado por um frustrado Rex (Wallace Shawn), que não consegue vencer por ter os braços muito curtos.

E é aqui que a magia começa. Os momentos em que um virtual Buzz passa por diversas provações até ficar frente a frente com seu desafio final premeditam o modo como cada uma das viradas entrará no roteiro. Os personagens dentro de Toy Story, além de trazerem personalidades diferentes, seguem padrões de escolhas e fraquezas a serem encaradas que, de forma arquetípica, são basicamente diferentes análises de uma mesma vertente. Woody (Tom Hanks) e Buzz são versões animadas de Indiana Jones e Luke Skywalker, se traçarmos um paralelo à risca, mas que fazem parte de um mesmo universo e, querendo ou não, buscam por seu lugar dentro daquele mundo.

Woody é a representação clássica do espírito aventureiro que não suporta injustiças, além de carregar uma certa quantidade de egocentrismo quando “se olha no espelho”. Em meados do primeiro ato, seu braço de pano sofre um leve rompimento e ele é guardado numa prateleira empoeirada, longe de seus amigos e, consequentemente, adornado com um sentimento atmosférico e angustiante de abandono. O contraste entre as duas cenas é gritante: enquanto diversas cores complementares estão justapostas, aglutinadas e misturadas no quarto do jovem Andy, o “plano superior” é perscrutado por um tom monocromático de azul-bebê, indicando seu anacronismo narrativo. O caubói está alheio ao que acontece lá embaixo e não consegue deixar de se encolher, esperando por alguma coisa acontecer.

É certo afirmar que Woody aceita seu destino de se tornar obsoleto, ainda que seja um dos brinquedos favoritos de seu dono. Entretanto, sua personalidade heroica reemerge quando um de seus colegas mais antigos, Wheezy (Joe Ranft), é levado para uma venda de garagem, ele se sente determinado a resgatá-lo e a manter a integridade física de sua “família”. Mas, como bem sabemos, arcos de personagens bem delineados são aqueles que passam por altos e baixos e que impedem que as escolhas dos heróis sejam unicamente certeiras. De forma quase trágica – nos lembrando árias gregas que narravam as incríveis aventuras de rostos como Odisseu ou Perseu -, ele se sacrifica para resgatar o pinguim, sendo praticamente sequestrado por um colecionador chamado Al (Wayne Knight).

As cartas estão dadas; o cenário já foi elaborado. Agora cabe ao time de brinquedos de Andy decidir como proceder. Afinal, se estivéssemos analisando um formulaico filme de aventura, a sucessão de eventos teria seus simulacros prontos, sendo adaptador para o universo do filme. Mas aqui estamos falando de objetos a priori inanimados que de algum modo ganharam vida para nos contar sua história, através de uma perspectiva única. E desde o primeiro filme, lançado em 1995, temos a clara consciência de que os protagonistas são movidos pelo instinto de família e de união – todos funcionam como engrenagens de uma maquinaria complexa que definitivamente não pode funcionar sem a completude de suas peças.

Buzz emerge como a principal figura de apoio para Woody, fortalecendo estritas relações que encontraram obstáculos na iteração anterior. Por meio de seus defeitos e de suas personalidades completamente distintas – um mais conterrâneo às vertentes interioranas do entretenimento e outro com sua essência fincada nas estéticas futuristas -, os dois melhores amigos se complementam. Portanto, não é nenhuma surpresa quando o astronauta arquiteta um plano de resgate ao lado de seus companheiros para resgatá-lo de uma situação inesperada e aparentemente mortal. Temos, pois, duas linhas narrativas que se inclinam para as proposições da jornada do herói, mas com identidades cênicas bem distintas entre si.

Ao lado de Rex, Sr. Cabeça-de-Batata (Don Rickles), Slinky (Jim Varney) e Porquinho (John Ratzenberger), Buzz descobre que Al trabalha numa loja de brinquedos vestido de galinha gigante para fazer propaganda de suas promoções. Entretanto, ele secretamente tem um apreço obsessivo pelo mundo vaqueiro de Woody e Seus Amigos, mantendo um altar incomparável em seu apartamento. Tais informações são descobertas ao final do primeiro ato, e justifica o roubo de Woody por um dos principais antagonistas da trama.

“TEM UMA COBRA NA MINHA BOTA”

Dentro da jornada do herói, temos os inúmeros obstáculos a serem enfrentados pelos protagonistas, a fim de que sua trajetória seja perscrutada por picos e vales, formando parábolas verdadeiras e críveis por parte do grupo. Toy Story 2′ tem pouco mais de noventa minutos de duração, e a montagem paralela e rítmica é discorrida de forma tão exímia que parecemos estar olhando para a tela por apenas alguns minutos – e, mesmo assim, tudo é completo. Não há brechas, não há pontas soltas, só há o constante sentimento de “quero mais” – e isso só ocorre pelo roteiro assinado por Stanton.

Buzz e seus companheiros permanecem em uma cronologia narrativa mais aprazível, por assim dizer, entrando em conflitos de grande magnitude – como atravessar uma rua, abrir as portas automáticas de uma loja e escalar um arranha-céu. O brilhantismo dessas sequências parte do pressuposto de que estamos assistindo ao filme através da perspectiva de brinquedos: logo, levando em conta seus tamanhos, tudo é incrivelmente assustador. A opção por plongées e contra-plongées bem pontuados é um dos principais fatores de construção atmosférica de tensão e ameaça. Na maior parte das vezes, o desvelamento das situações de perigo opta pela transição sequencial de um enquadramento em close para o geral, sempre mostrando a pequenez de determinado personagem perante a iminência a ser encarada. As coisas podem até ficar repetitivas, mas elas funcionam.

Enquanto isso, Woody mergulha em um círculo mais intimista de autodescobrimento. Longe de seu lar e jogado em um mundo completamente novo, o caubói se vê preso nas paredes acinzentadas de um suntuoso apartamento, adornado com caixas de papelão, grades e uma atormentadora sensação de aprisionamento domiciliar. Dentro dos estudos da psique humana, há uma vertente que estuda como as pessoas se comportam em ambiência adversas e como sua adaptabilidade vem como o principal fator de sobrevivência: dentro do universo Toy Story, temos algo parecido, mas que logo é refutado pela transparência de fatos.

Momentos depois de chegar à casa de Al, Woody é recepcionado pela personalidade acolhedora de Bala no Alvo, um dos personagens mais sorridentes e agradáveis do império Pixar. O cavalo é a representação simbólica do “melhor amigo do homem”, subvertendo as metáforas às quais estamos acostumados – e sua presença premedita a entrada de outras criações na franquia: a de Jesse (Joan Cusack) e de Pete, o Mineiro (Kelsey Grammer).

Aqui faço um parêntese para analisar o significado e a semiótica desenvolvida com a entradas destas três novas figuras: permanecendo no âmbito infanto-juvenil, sabe-se que Jesse, Pete e Bala no Alvo fazem parte de um passado desconhecido de Woody, cujos tempos de glória remontam ao surgimento da própria televisão e da popularização dos programas com marionetes. Entretanto, o próprio encontro não previsto entre todos eles discorre sobre o que pode ser entendido como o maior obstáculo a ser transposto pelo protagonista – o enfrentamento de sua verdadeira personalidade.

Enquanto na casa de Andy, ele emergiu como um brinquedo sempre adorado e respeitado por todos, firmando-se como o “xerife da cidade”, ainda que só conhecesse o seu papel naquele microcosmos. Entretanto, desde o primeiro filme, esses cenários se expandiram e cultivaram dentro de Woody uma sutil perseverança por se encontrar e impedir que sua imagem fosse esquecida por aqueles que o amam – incluindo a gama de personagens-brinquedos que habitam o quarto do garoto. Tudo entra em choque quando ele encontra aquela que sempre deveria ter sido sua família: um mundo arquitetado com celeiros, cânions, paisagens desérticas e aventuras mirabolantes. É claro ver que ele jamais sonhara com aquilo – ou se alguma vez sonhara, nunca imaginou ser tão tangível.

E agora, o nosso protagonista se vê num dilema: retornar para sua conjuntura confortável ao lado de criaturas que não fazem parte de sua essência cultural, mas que sempre estiveram ao seu lado e se constituíram como o mais próximo de esfera familiar que ele conhece; ou enobrecer seu lado altruísta ao ajudar seus novos amigos a finalmente encontrarem um lugar no mundo e alcançaram a tão merecida paz. Afinal, Jesse foi abandonada por sua antiga dona numa caixa empoeirada, e talvez nunca tenha superado completamente seu trauma. Pete, conforme descobrimos na passagem do segundo ato para o terceiro, cansou de seu invólucro e sua estabilidade coagida nas prateleiras das lojas de brinquedo. E Bala no Alvo é apenas um animal de estimação que permanecerá fiel àquele que demonstrar um mínimo de carinho e atenção.

Não podemos culpá-los por tentar, a todo custo, alcançar um sonho aparentemente impossível. Woody passa boa parte do filme tentando fugir do apartamento, mas assim que digere sua real missão para com os outros, procura levá-los para a casa de seu antigo dono, prometendo a tão instigante ideia de pertencimento. Porém, as coisas não se resolvem de uma forma rápida ou simples, mas são elevadas a um nível de confronto ideológico entre o caubói e Pete, por exemplo: ele está tão próximo de alcançar o seu objetivo que não quer acreditar na facilidade que Woody lhe está apresentando, mantendo todos dentro de uma linha imutável e segura.

A vida é uma constante batalha para qualquer pessoa, e os estúdios Pixar transcendem esses problemas para narrativas metafóricas e inesperadas. A partir de Toy Story, essa gama antropomórfica se espalhou para as criaturas mais desumanizadas que podemos pensar; todavia, não podemos nos esquecer de que elas habitam um mundo essencialmente humano. Não digo que o time criativo por trás de cada uma das animações escolhe ao acaso pessoas para também comporem as tramas de seus longas-metragens, visto que cada um deles tem suma importância seja para endossar a história ou para torná-la mais complexa.

Nesta continuação, Al é o obstáculo ultrarrealista a ser enfrentado pelos personagens. Eles não chegam a literalmente confrontá-lo como fizeram com Sid na iteração predecessora, mas devem encontrar um meio de varrer para debaixo do tapete o que ele representa para o futuro: o abandono da inocência. O personagem encarnado por Knight é um colecionador; logo, não procura ter os brinquedos para si, e sim para satisfazer as suas necessidades, deixando-os enclausurados em caixas de vidro como “obras de arte”. Lasseter e Stanton procuram trazer as consequências do modo produtivo e capitalista de pensar dos adultos para um ambiente pueril: o dinheiro importa mais que a inocência, e a ascensão para um estado social “respeitoso” parte através do abandono de sua identidade original.

VENHA A NÓS O VOSSO REINO

A mimésis é um termo crítico e filosófico que abarca uma variedade de significados, incluindo principalmente a imitação como forma de homenagem e a apresentação do eu através de uma nova perspectiva. O vocábulo milenar surgiu na Grécia Antiga, mas foi usurpado, remodelado e subvertido no período pós-clássico do Cinema, quando a gama de filmes e de histórias começou a se valer de produções audiovisuais anteriores (que também já se baseavam em obras da literatura para desenvolver uma narrativa imagética). E obviamente Toy Story não perderia a chance de fazer menções honrosas para longas-metragens, mostrando sim que um universo animado pode também ser a convergência de diversos outros microcosmos sem ficar sobrecarregado.

Até mesmo o prólogo da segunda aventura dos brinquedos favoritos de todo o mundo tem sua carga emocional e nostálgica: durante a apresentação dos letreiros, o filme se utiliza da música Also Sprach Zarathustra para firmar as relações semióticas e dialógicas com 2001: Uma Odisseia no Espaço’, uma das obras-primas de Stanley Kubrick. Ainda que não de forma autoexplicativa, utilizar os mesmos elementos sonoros de uma narrativa espacial para o arco de Buzz é uma jogada muito interessante – e ela não se restringe apenas a este momento: durante a sequência do elevador, em meados do terceiro ato, Zurg aparece para derrotar um segundo Buzz Lightyear, que por breves momentos tomou a identidade daquele que conhecemos. E na “batalha final”, percebemos a similaridade dos dois personagens com Darth Vader e Luke Skywalker, respectivamente (protagonistas da franquia Star Wars’).

A mistura de universos distintos segue a caracterização dos diferentes personagens. Buzz puxa elementos das obras de ficção científica e futurista, por exemplo, enquanto Woody resgata vertentes próprias de filmes de aventura – então espere sim ver grandes referências para Indiana Jones’ e os diversos westerns de Clint Eastwood. E o mais incrível é que essa intertextualidade também se estende para os outros personagens, drenando a energia criativa para indicar que todos estão no mesmo barco e permanecem atados por um objetivo em comum.

E não pense que os personagens secundários foram esquecidos. Rex, Porquinho, Sr. Cabeça de Batata e até mesmo uma cômica Barbie (dublada originalmente por Jodi Benson) têm seus arcos estruturados sobre filmes um tanto quanto não ortodoxos. Durante a sequência na loja de brinquedos, estes brinquedos estão realizando um tour pelos múltiplos corredores até que enfrentam uma avalanche de bolinhas pula-pula (uma referência talvez não tão clara para o terror Gremlins’); mais para a frente, Rex começa a perseguir o carro, tentando alcançá-los – e a construção do enquadramento faz menção direta ao primeiro filme da franquia Jurassic Park’, mais precisamente para o momento em que os protagonistas são perseguidos por um Tiranossauro Rex.

SUCESSO EMINENTE

Toy Story 2’ é um daqueles raros filmes sequenciais que se mostram superiores em diversos aspectos em relação a seu predecessor. A animação traz uma gama de bagagem cultural, antropológica, psíquica e simbólica que a transforma em uma das grandes pérolas do final do século, além de endossar os estúdios Pixar como uma das companhias mais promissoras da atualidade.

Através da junção de vertentes criativas e uma identidade nova, ainda que faça alusão a grandes clássicos do cinema, como analisado acima, o longa tem a capacidade de nos fazer pensar sobre passado, presente e futuro e sobre a iminência do esquecimento de nossa própria infância à medida em que nos desfazemos dos mementos que povoaram nossa imaginação quando mais novos.