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‘Free Guy’ ultrapassa US$ 200 milhões nas bilheterias mundiais

Sucesso! ‘Free Guy: Assumindo o Controle‘, comédia de ação estrelada por Ryan Reynolds (‘Deadpool’), conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 200 milhões mundialmente.

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 94.3 milhões. No mercado internacional, foram US$ 147.4 milhões.

Ao total, a produção já arrecadou impressionantes US$ 241.7 milhões mundialmente.

Confira nossa crítica com o astro Ryan Reynolds:

Escrito por Matt Lieberman (‘Crônicas de Natal’) e Zak Penn (‘O Incrível Hulk’ e ‘Jogador Nº 1’), o longa é dirigido por Shawn Levy (‘Uma Noite no Museu’).

Na trama, um caixa de banco preso a uma entediante rotina tem sua vida virada de cabeça para baixo quando ele descobre que é personagem em um brutalmente realista vídeo game de mundo aberto. Agora ele precisa aceitar sua realidade e lidar com o fato de que é o único que pode salvar o mundo.

Joe Keery, Jodie Comer e Taika Waititi também estrelam a produção.

‘Aquaman 2’: Jason Momoa revela o novo traje do herói na sequência; Confira!

Através do seu Instagram, o astro Jason Momoa divulgou a primeira imagem do novo traje do Aquaman na sequência ‘Aquaman e o Reino Perdido‘.

Confira:

Vale lembrar que as filmagens estão acontecendo atualmente em Londres.

James Wan retorna como diretor.

Por enquanto, ainda não há detalhes sobre a trama, mas é certo que o filme continue a expandir o relacionamento entre Arthur (Jason Momoa) e Mera (Amber Heard) enquanto eles se aventuram em novos perigos pelos setes mares e pela terra firme.

A sequência tem estreia marcada para dezembro de 2022Yahya Abdul-Mateen IIDolph LundgreenPatrick WilsonTemuera Morrison também retornam.

Lançado em 2018, ‘Aquaman‘ arrecadou US$ 1,148 bilhão pelo mundo, tornando-se um dos maiores sucessos financeiros da DC em parceria com a Warner Bros.

‘Woodlands Dark and Days Bewitched’: Documentário sobre o gênero “folk horror” ganha trailer; Assista!

O documentário ‘Woodlands Dark and Days Bewitched‘, que irá explorar história do gênero “folk horror”, ganhou o primeiro trailer.

Confira:

Keir-La Janisse é responsável pela direção.

A produção irá explorar o fenômeno do gênero “folk horror” desde o seu início – com a trilogia composta por ‘O Caçador de Bruxas‘ (1968), ‘O Estigma de Satanás‘ (1971) e ‘O Homem de Palha‘ (1973) – até sua proliferação na televisão britânica nos anos 70, além de suas manifestações culturalmente específicas no terror americano, asiático, australiano e europeu, até o renascimento do gênero na última década.

O documentário será lançado em VOD no dia 26 de outubro.

‘Cinderela’: Carla Perez, nossa Cinderela Baiana, manda recado divertido para a Camila Cabello

Em entrevista ao Variety, Camila Cabello declarou que era uma honra interpretar a primeira ‘Cinderela‘ latina. Porém, a afirmação não é realmente verdade, certo? Em 1998, a Carla Perez interpretou a ‘Cinderela Baiana‘, e, com muito humor, a loira se certificou de lembrar isso aos internautas.

Que história é essa, Amazon Prime? Primeira Cinderela Latina? Respeita a ‘Cinderela Baiana’, meu amor!,” brincou Perez.

Vale lembrar que o longa estrelado pela Camila Cabello já está disponível na Amazon Prime!

Assista à nossa crítica:

Cinderela é um clássico que todos conhecemos e amamos, mas desta vez com um toque moderno e único e estrelado pela sensacional Camila Cabello e um elenco de estrelas. O produtor James Corden e a equipe de filmagem pegaram este amado conto de fadas e o reformularam com uma perspectiva nova e empoderada que vai ressoar com o público e famílias em todo o mundo. Não poderíamos estar mais animados com os nossos clientes globais para cantar e dançar junto com a reimaginação do diretor Kay Cannon desta história clássica”, disse Jennifer Salke, chefe do Amazon Studios.

Crítica | ‘Cinderela’ desperdiça um talentoso elenco com releitura esquecível e sem identidade

Cinderela é uma nova e ousada abordagem musical da história tradicional com a qual o público cresceu. Nossa heroína (Cabello) é uma jovem ambiciosa cujos sonhos são maiores do que o mundo permite, mas com a ajuda de seu Fab G (Porter) ela é capaz de perseverar e realizar seus sonhos.

‘Espíritos Obscuros’: Terror produzido por Guillermo del Toro ganha novas imagens sinistras; Confira!

Jeremy T. Thomas and Keri Russell in the film ANTLERS. Photo by Kimberley French. © 2021 20th Century Studios All Rights Reserved

O terror ‘Espíritos Obscuros‘ (Antlers), produzido por Guillermo del Toro, ganhou novas imagens sinistras.

Confira:

Jeremy T. Thomas and Keri Russell in the film ANTLERS. Photo by Kimberley French. © 2021 20th Century Studios All Rights Reserved

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 28 de outubro.

Dirigido por Scott Cooper (‘Depois do Apocalipse‘), o longa é baseado no curta de terror ‘The Quiet Boy’, escrito por Nick Antosca.

Na trama, uma professora do fundamental tenta ajudar um garoto de sua turma, mas descobre que ele esconde um segredo horripilante. Agora, algo assustador está atrás do menino e ela precisa protegê-lo.

O elenco inclui Keri Russell, Jesse Plemons, Jeremy T. Thomas, Graham GreeneScott HazeRory Cochrane e Amy Madigan.

‘Prisoners of the Ghostland’: Thriller com Nicolas Cage ganha data de lançamento; Confira a nova arte!

O thriller de ação ‘Prisoners of the Ghostland‘, estrelado por Nicolas Cage, ganhou data de lançamento em VOD e no mercado de vídeo.

O longa será lançado oficialmente em VOD no dia 17 de setembro, e em DVD e Blu-ray pela Image Entertainment no dia 16 de novembro.

Confira arte:

Sion Sono (‘O Pacto’) é responsável pela direção.

Na fronteira da traiçoeira Cidade dos Samurais, um implacável ladrão de banco (Cage) é libertado da prisão pelo rico senhor da guerra, o Governador (Moseley), cuja neta adotiva Bernice (Boutella) está desaparecida. O Governador oferece ao prisioneiro sua liberdade em troca de resgatá-la. Amarrado em um traje de couro que se autodestruirá em cinco dias, o bandido sai em uma jornada para encontrar a jovem – e seu próprio caminho para a redenção.

O elenco ainda conta com Sofia Boutella (‘Kingsman: Serviço Secreto’), Ed Skrein (‘Deadpool’), Bill Moseley (‘Os 3 Infernais’), Young Dais (‘The Outsider’) e Tak Sakaguchi (‘Re:Born’).

Daniel Craig quebra tudo no novo trailer DUBLADO de ‘007 – Sem Tempo para Morrer’

A Universal Pictures divulgou o novo trailer dublado de ‘007 – Sem Tempo para Morrer‘, que marcará a despedida de Daniel Craig como James Bond.

Confira, dublado e legendado:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 30 de setembro.

Na trama, o agente secreto britânico (Daniel Craig) está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica, depois de ter deixado o serviço ativo. No entanto, sua paz está com os dias contados, já que uma nova missão lhe é dada.

Dirigido por Cary Joji Fukunaga (Beasts of No Nation e True Detective), ‘007 – Sem Tempo Para Morrer‘ traz também o retorno de Ralph Fiennes, Naomie Harris, Rory Kinnear, Léa Seydoux, Ben Whishaw e Jeffrey Wright ao elenco e ainda apresenta Ana de Armas, Dali Benssalah, David Dencik, Lashana Lynch, Billy Magnussen e Rami Malek.

‘Shang-Chi’ abre com US$ 71,4 milhões nos EUA e recorde de maior arrecadação para o Labor Day

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘ conquistou as bilheterias mundiais e quebrou o recorde de maior estreia para o feriado de Dia do Trabalho.

O filme arrecadou US$ 71,4 milhões nos EUA no fim de semana, se tornando a 2ª maior abertura na era pandêmica, atrás somente de ‘Viúva Negra‘ – com US$ 80 milhões.

Shang-Chi‘ quebrou o recorde de maior arrecadação para o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. O recorde pertencia ao remake ‘Halloween‘, de Rob Zombie. Lançado em 2007, o longa estreou com US$ 30 milhões.

Mundialmente, são US$ 127 milhões!

O filme já está em exibição nos cinemas nacionais!

Confira a nossa crítica:

Crítica | Shang-Chi – Marvel acerta novamente com filme envolvente, emocionante e com cenas de ação IMPRESSIONANTES

Dirigido por Destin Daniel Cretton, o filme também conta com Awkwafina, Tony Chiu-Wai Leung, Michelle Yeoh, Florian Munteanu, Fala Chen e Ronny Chieng.

Shang-Chi é o filho de um globalista com base na China que criou e educou o descendente dele em um recluso complexo chinês, treinando artes marciais e adquirindo habilidades insuperáveis. Quando ele tem a chance de entrar em contato com o resto do mundo, logo percebe que seu pai não é o humanitário que dizia ser, vendo-se obrigado a se rebelar.

‘Duna’: Timothée Chalamet e Josh Brolin se enfrentam na nova cena divulgada do filme; Confira!

Vanity Fair divulgou com exclusividade uma nova cena oficial de Duna, aguardado remake dirigido por Denis Villeneuve.

No vídeo, Paul (Timothée Chalamet) e Gurney (Josh Brolin) se enfrentam.

Confira:

O filme teve sua première mundial no Festival de Veneza e foi recebido com aplausos por nada menos que sete minutos.

No Rotten Tomatoes, a produção conquistou 85% de aprovação, com elogios à excelente direção de Villeneuve e ao universo rico e grandioso apresentado.

Separamos os trechos das principais críticas:

“Uma realização cinematográfica formidável, um filme grandioso que pode ser estimulante em sua beleza sombria.” (The Wrap)

“‘Duna’ nos lembra o que um blockbuster de Hollywood pode ser.” (Guardian)

Denis Villeneuve atrai você para uma visão do futuro surpreendentemente vívida e, em alguns momentos, plausivelmente enervante.” (Los Angeles Times)

Denis Villeneuve, trabalhando com uma equipe técnica incrível, incluindo o cinematógrafo Greig Fraser, o editor Joe Walker e o designer de produção Patrice Vermette, consegue andar na linha tênue entre a grandeza e a pompa.” (RogerEbert.com)

“‘Duna’ é incrível em todos os sentidos da palavra. Será um filme que os fãs irão amar por muitos anos.” (io9.com)

“Eventualmente, ‘Duna’ apenas parece um sonho, porque termina de forma tão abrupta e não resolvida que você não irá acreditar que alguém tenha feito isso de propósito.” (Indiewire)

Vale lembrar que ‘Duna‘ será lançado nos cinemas nacionais no dia 14 de outubro.

A trama segue Paul Atreides, um jovem brilhante e talentoso nascido com um grande destino além de seu entendimento, que deve viajar para o planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua vida, família e seu povo. À medida que as forças malévolas explodem em conflito sobre o recurso mais precioso existente no planeta – uma mercadoria capaz de desbloquear o maior potencial da humanidade –, somente aqueles que podem dominar seu medo sobreviverão.

Timothée Chalamet (‘Me Chame pelo Seu Nome’) estrela. O elenco ainda conta com Oscar IsaacRebecca Ferguson, Jason MomoaDave BautistaJavier BardemCharlotte Rampling, ZendayaJosh BrolinDavid Dastmalchian.

‘Riverdale’: Archie enfrenta fantasmas do passado nas imagens oficiais do episódio 05×16; Confira!

The CW divulgou as imagens oficiais de “Band of Brothers”, 16º capítulo da quinta temporada de Riverdale.

Na trama, “depois de ouvir notícias inesperadas sobre seu ex-oficial, Archie se abre para o Tio Frank sobre seu tempo no exército. Veronica arquiteta um jeito inteligente de conseguir fundos depois dos problemas com Chad. Por fim, Cheryl e Kevin tentam tomar controle do ministério, enquanto Jughead parte em uma turnê de desculpas”.

O episódio vai ao ar em 15 de setembro.

Confira:

Criada por Roberto Aguirre-Sacasa, a série é baseada nos quadrinhos do Archie Comics.

A pequena e tranquila cidade de Riverdale fica de cabeça para baixo quando é atingida pela misteriosa morte de Jason Blossom, um garoto popular do ensino médio e membro da família mais poderosa da cidade. Archie Andrews, Betty Cooper, Veronica Lodge, Jughead Jones, Cheryl Blossom, Josie McCoy e seus amigos exploram os problemas da vida cotidiana na pequena cidade, enquanto investigam o caso de Jason Blossom. Mas, para resolver este mistério, o grupo de amigos deve descobrir os segredos que estão enterrados profundamente na superfície da cidade, pois Riverdale pode não ser tão inocente como parece.

O elenco inclui KJ ApaLili ReinhartCamila MendesCole SprouseMadelaine Petsch, Madchen Amick, Luke Perry, Ashleigh Murray, Skeet Ulrich, Casey Cott, Charles Melton, Mark Consuelos e Vanessa Morgan.

Warner Bros. Entertainment anuncia primeira convenção de ‘Game of Thrones’

Warner Bros. Entertainment e a Creation Entertainment anunciaram recentemente que a aclamada e premiada série Game of Thrones vai ganhar sua primeira convenção (via ComicBook.com).

Esse é o primeiro evento oficialmente licenciado da produção e acontecerá no Centro de Convenções Rio Hotel & Suites em Las Vegas, entre os dias 18 e 20 de fevereiro de 2022.

Além da série principal, a celebração trará inúmeras novidades sobre a aguardada House of the Dragon, pré-sequência que chega em breve à HBO.

A Creation Entertainment promete aos fãs uma experiência recheada de ação e trazendo convidados especiais, painéis, concursos de cosplayers e competições de perguntas e respostas, além de sessões de autógrafos e fotos com o elenco. A companhia irá anunciar o cronograma oficial da convenção em breve, bem como o preço dos ingressos. É possível acompanhar o anúncio através do site oficial.

Game of Thrones é um fenômeno cultural com uma incrível fanbase, e estamos honrados em celebrá-los com a primeira convenção de fãs”, disse Peter van Roden, vice-presidente da Warner Bros. Themed Entertainment, em uma declaração oficial. “Essa é uma iniciativa muito animadora, permitir o crescimento das nossas amadas franquias globais e permitir aos fãs que mergulhem mais ainda no mundo de Westeros e além. Esta será uma experiência inesquecível que os fãs de longa-data e os novos irão amar”.

Fique ligado para mais novidades!

‘Meninas Malvadas’: “Regina George me persegue todos os dias”, brinca Rachel McAdams

Em entrevista ao New York Times, a atriz Rachel McAdams afirmou que, mesmo depois de tantos anos que Meninas Malvadas foi lançado, a vilã Regina George ainda é lembrada em sua vida:

“Regina George me persegue todos os dias. Ela tem essa qualidade. [Risos] Na verdade, tenho que agradecê-la por me dar alguma longevidade. Sou para sempre grata por Tina Fey e Mark Waters. Lembro que, quando li, liguei para o meu agente e disse ‘interpreto qualquer coisa nisso, por favor, por favor, por favor’. Estava no começo da minha carreira e era algo grande que realmente queria fazer. Estou sempre procurando por personagens que chamem a atenção, o que provavelmente explica por que gosto de interpretar vilãs”

É impossível não rir dos famosos bordões de Meninas Malvadas, principalmente se estiver assistindo dublado. Frases como “Às quartas-feiras, usamos rosa” e “Não adianta tentar fazer o barro acontecer. Não vai acontecer” ficaram até hoje no vocabulário popular dos fãs.

Recentemente, Lindsay Lohan revelou em entrevista ao The Wendy Williams Show, que persegue o produtor Lorne Michaels e o roteirista Steve Higgins para que a sequência seja feita:

“Eu adoraria ver Meninas Malvadas 2’. Mas acho que eles realmente estão muito ocupados. Já os incomodei tanto que virei uma stalker, sério! Sempre assisto ao Saturday Night Live quando estou em Nova York. Falo com Lorne e com Steve”

Se depender de Lohan, essa sequência já teria, até mesmo, novos atores no elenco, como Jamie Lee Curtis e Jimmy Fallon, a atriz também já convidou Emma Stone para assumir um dos papéis do roteiro.

E aí, será que vai acontecer essa desejada continuação algum dia?

10 Filmes B incríveis que você PRECISA assistir…

Os Filmes B são produções de relativo baixo orçamento, sem grandes nomes no elenco ou atrás das câmeras.Variavelmente, sua qualidade também é questionável. Filmes obscuros, pouco conhecidos, e que muitas vezes podem ser considerados grandes prazeres culposos.

Atualmente, diversos estúdios de Hollywood dão sinal verde para obras do cinema B, porém, de dezenas de milhões de dólares, que não encontrariam espaço décadas atrás. Parte disso se deve ao conceito de que é cool ser trash, afinal imaginem se anos atrás filmes como Resident Evil (ou a filmografia de seu criador Paul W. S. Anderson) ou Anjos da Noite encontrariam espaço junto ao grande público. No rastro de Sequestro no Espaço (2012), nova produção do francês Luc Besson, aqui vai uma lista com alguns dos melhores filmes B lançados nos últimos anos.

Splice – A Nova Espécie (2009)

Dois cientistas criam uma nova forma de vida no laboratório. Essa é a típica trama de vários filmes de ficção. Acontece que aqui o casal de protagonistas é interpretado pelo vencedor do Oscar Adrien Brody, e pela ótima atriz e diretora Sarah Polley. Não bastasse brincar de Deus, os pombinhos então decidem criar a pequena criatura (nessa altura muito semelhante a uma criança humana) como a filha que nunca tiveram, uma vez que o experimento é cancelado.

Evoluindo para uma “moça” a seguir, a criatura assume belas formas femininas, não fosse por sua cauda e rosto peculiar. O filme é por vezes repugnante, por vezes ultrajante, e dividiu a opinião da crítica. Uma coisa é certa, ninguém consegue ficar indiferente a essa produção.

Colombiana: Em Busca de Vingança (2011)

Nem só de filmes de terror ou ficção científica vive o cinema B. Aqui entramos no território do cinema de ação que não pode ser levado a sério. Temos a magérrima e bela protagonista Zoe Saldana, que se ficasse na mira de um vento um pouco mais forte poderia decolar, realizando proezas dignas de brucutus como Stallone e Schwarzenegger.

Saldana é a Colombiana do título, que quando menina presenciou a morte do pai, escapou e foi criada pelo tio na América. Na fase adulta, já na pele de Saldana, se transforma numa assassina exímia, e vai atrás dos culpados. A seu favor, a assassina do filme realiza atos nos quais entra e sai sem ser notada, mata sem ser vista, tudo no modo “invisível”. Suas missões nunca dependem de contato físico (ou quase nunca), o que casa muito bem com a forma esguia de Saldana. Essa é outra produção de Luc Besson.

Piranha 3D (2010)

O Piranha original é uma obra trash de 1978, dirigida por Joe Dante (Gremlins), que pegava clara carona no sucesso de outro filme da época sobre um animal marinho vilanesco: Tubarão (até mesmo o pôster de Piranha é uma referência ao clássico de Spielberg). Trinta e dois anos depois e ganhamos o remake Piranha 3D, que pega carona agora na onda do momento, como diz seu título, o cinema 3D.

Uma obra igualmente vinda do cinema B, com grandes momentos cômicos propositais, e cenas igualmente alucinadas. Um Festival para jovens, no estilo “spring-break”, é interrompido numa cidadezinha americana quando cientistas detectam o aparecimento de um tipo pré-histórico de piranha infestando as águas do principal rio. Com participações de gente como a indicada ao Oscar Elizabeth Shue, Christopher Lloyd, e Richard Dreyfuss, muita nudez, e atrizes pornô da vida real, Piranha 3D é o cinema B em sua melhor e mais divertida forma.

Pânico na Ilha (Club Dread, 2004)

O grupo de comediantes conhecido como Broken Lizzard (responsáveis por filmes como Super Tiras e Beerfest) entrega essa sátira aos filmes de terror slasher. Uma espécie de colônia de férias para jovens, sediada numa ilha, é atacada por uma figura misteriosa de capa e máscara, que começa a fatiar os visitantes e funcionários. Para não espalharem pânico, um grupo de funcionários decide lidar com o problema antes que venha a público.

Igualmente um filme de terror, com cenas de violência gráfica, mas muito mais uma obra do humor, com piadas e tiradas recheando cada momento, Pânico na Ilha conta com Bill Paxton (o rosto mais conhecido do elenco), na pele do dono do local, o sequelado cantor hippie “Pete Coco”, cujas canções gravadas na década de 1970, banhadas a alucinógenos, são hilárias.

Arraste-me Para o Inferno (2009)

Sam Raimi começou a carreira com o filme B Evil Dead – A Morte do Demônio (1981), sobre um grupo de cinco amigos numa cabana na floresta despertando demônios. Muita borracha e gosma artificial eram usadas na produção, que chamou tanta atenção que acabou ganhondo duas continuações de orçamento mais folgado. Raimi seguiu para dirigir nomes de mais peso, em produções maiores, culminando na trilogia de bilhões de dólares da Sony, os filmes do super-herói Homem-Aranha.

Após o término de sua participação com o insatisfatório terceiro episódio, Raimi decidiu voltar às raízes, entregando uma obra totalmente fincada no terreno de seu primeiro filme. Arraste-me Para o Inferno quase teve Ellen Page como protagonista ao invés de Alison Lohman (ótima aqui) e fala sobre uma funcionária de banco, que nega um empréstimo para uma velha cigana. A mulher, humilhada, lhe joga uma maldição, e tem início um dos filmes mais comicamente assustadores dos últimos anos. É trash escrito em todo lugar.

À Prova de Morte (2007)

Quentin Tarantino escrevendo e dirigindo um filme de terror B? Qualquer bom cinéfilo se enamoraria com a possibilidade. E ela veio, em 2007 (somente para os americanos), quando foi lançado o projeto Grindhouse, no qual Tarantino e Robert Rodriguez dirigiam médias metragens, divididos por trailers falsos. Amantes do puro cinema B, os diretores tiveram a grande ideia após uma reunião pela madrugada, regada a entorpecentes na casa do criador de Pulp Fiction (1994).

No filme, um psicopata (já icônico) conhecido como “Stuntman Mike” ou “Dublê Mike”, persegue suas vítimas, todas jovens mulheres, e as mata com seu possante carro envenenado. Kurt Russell dá vida ao vilão canastra, e entre suas vítimas temos gente como Rose McGowan, Vanessa FerlitoJordan Ladd (filha da “Pantera” Cheryl Ladd), Sydney Tamiia Poitier (filha do consagrado Sidney Poitier), Rosario Dawson, Mary Elizabeth Winstead e a dublê na vida real Zoe Bell, interpretando a si mesma.

Machete (2010)

Por falar em Grindhouse, Machete era originalmente um trailer falso dentro do projeto de Rodriguez Tarantino. Dirigido pelo próprio Robert Rodriguez, ganhou vida em um longa-metragem de 2010. O cult-trash Danny Trejo é o protagonista, um agente da lei mexicano, traído, ele é deixado para morrer. Vivendo ilegalmente nos EUA um tempo depois, ele é contratado para o assassinato de um senador fervoroso contra a imigração ilegal. Nem precisa dizer que Rodriguez exagera em sua obra máxima do cinema B, com cenas que deixam qualquer uma, das já surreais criadas por ele para a trilogia do Mariachi (1992, 1995, 2003), no chinelo.

O que dizer de uma obra cinematográfica na qual temos o protagonista pendurado de um prédio pelas entranhas de um infeliz. Não bastasse ser uma obra do cinema B mainstream, o pedigree de Machete se estende a seu elenco, que mistura numa salada gente como Robert De Niro (considerado o maior ator vivo) com o ex-herói do cinema de ação Steven Seagal, por exemplo, no papel do vilão Torres. Jessica Alba, Michelle Rodriguez, Don Johnson e Lindsay Lohan completam o elenco principal. A continuação Machete Kills está em andamento, com a adição de gente como Mel Gibson, Amber Heard, Sofía Vergara, Vanessa Hudgens, Cuba Gooding Jr., Demián Bichir, Charlie Sheen e Lady Gaga ao elenco.

Stake Land – Anoitecer Violento (2010)

Enquanto a série Crepúsculo ganha rios de dinheiro, obras como Stake Land passam despercebidas. O mundo é muito injusto. De qualquer forma, esse é o filme de vampiro que faria os protagonistas da série de sangue-sugas de mentirinha sentirem medo de sair na rua à noite. Mistura de Mad Max com filmes de terror, esse road movie apocalíptico apresenta uma realidade infestada de criaturas da noite. Os poucos que resistiram sobrevivem como podem, e um experiente exterminador de vampiros serve como tutor para um menino que teve sua família dizimada pelas criaturas noctívagas.

Aqui não existe espaço para flerte com humanas, não existe romance, tudo o que os seres da noite desejam é consumir sangue, o que quase sempre causa desmembramentos no processo. Sem nomes conhecidos na frente ou atrás das câmeras (se não contarmos o da ex-musa dos anos 1980, Kelly McGillis – que tem se tornado uma especialista em filmes de terror B acima da média), Stake Land é uma pedida mais do que certa para os fãs do gênero e das criaturas.

Ataque ao Prédio (2011)

Produzido por Edgar Wright, esse filme de terror e humor, escrito e dirigido por Joe Cornish, surpreendeu os amantes do bom cinema no ano passado. Totalmente fora do radar, esse pequeno filme inglês se tornou um dos mais cultuados dentro do circuito de ficção. Despretensioso, o filme do diretor Cornish subverte o subgênero de invasão alienígena, ao apresentar uma em menor escala, sem espaçonaves explodindo meio mundo. Aqui, estamos num bairro barra-pesada de Londres, onde pequenos delinquentes de um conjunto habitacional crescem para a vida do crime.

Quando meteoritos colidem no local, seres nada amigáveis saem de dentro deles, procriam e atacam todos ao redor. Misto de terror com humor inglês, Ataque ao Prédio foi traduzido por diversos críticos como uma mistura entre Cidade de Deus (2002) e Independence Day (1996). O grande lance do filme é realmente centrar a ação apenas no local e nunca mostrar o que acontece em grande escala. Vemos tudo do ponto de vista dos jovens. O visual das criaturas é um caso à parte: original, criativo e único.

Todo Mundo Quase Morto (2004)

Edgar Wright, o produtor de Ataque ao Prédio, na época era apenas um ilustre desconhecido quando entregou esse que é considerado um dos melhores filmes da última década. Extremamente criativo, Wright subverte o subgênero dos filmes de zumbis, com esta comédia ácida, tipicamente britânica. Shaun (um também então desconhecido Simon Pegg) é um perdedor, leva sempre a namorada no mesmo pub e prefere se divertir com o amigo imprestável (papel de Nick Frost, dando início a uma das mais divertidas duplas do cinema) a entrar de verdade na vida adulta.

Porém, quando um apocalipse zumbi toma conta do mundo, sem que os dois saibam por um longo tempo, é que Shaun se torna um herói, e tem a chance de se provar para todos. Nem precisa dizer que Todo Mundo Quase Morto é um dos filmes do gênero mais elogiados dos últimos anos, e que deu origem, de certa forma, à revigorada do subgênero, seguido por filmes como Zumbilândia (2009), por exemplo. Edgar Wright seguiu para se tornar um dos cineastas mais criativos dos últimos anos, entregando trabalhos como Chumbo Grosso (2007) e  Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010).

‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’ SURPREENDE nas bilheterias e deve quebrar recorde

Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘ surpreendeu todas as expectativas eestá fazendo uma exibição heróica nas bilheterias, onde quebrará o recorde de maior estreia para o feriado de Dia do Trabalho.

O filme arrecadou US$ 29,6 milhões em vendas de ingressos de sexta-feira em 4.300 salas de cinemas. Internacionalmente, arrecadou US$ 23,4 milhões.

Mundialmente, o filme fez US$ 53 milhões em seu PRIMEIRO dia.

Especula-se que o filme encerrará o feriado com US$ 75 a 85 milhões para o período de quatro dias.

A expectativa é que o filme da Marvel quebre o recorde de maior arrecadação para o feriado estendido do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. Atualmente, o recorde pertence ao remake ‘Halloween‘, de Rob Zombie. Lançado em 2007, o longa estreou com US$ 30 milhões.

O diretor Destin Daniel Cretton está empolgado com o futuro do personagem na telonas. Em uma recente entrevista ao Screen Rant, ele ponderou sobre o seu desejo de expandir os arcos de todos os personagens, planejando novas histórias que ainda incluam a interação com outros heróis já estabelecidos no MCU.

“Acho que, no final deste filme, há algumas setas bem claras apontando nas direções para as quais adoraríamos levar o personagem – e não apenas Shang-Chi, mas estou muito animado para ver todos esses personagens começarem a interagir com os outros membros do MCU e ir a lugares que não visitamos ainda. Estamos todos muito entusiasmados com as portas que se abriram por causa deste filme”.  

O filme segue em exibição nos cinemas nacionais!

Confira a nossa crítica:

Crítica | Shang-Chi – Marvel acerta novamente com filme envolvente, emocionante e com cenas de ação IMPRESSIONANTES

Dirigido por Destin Daniel Cretton, o filme também conta com Awkwafina, Tony Chiu-Wai Leung, Michelle Yeoh, Florian Munteanu, Fala Chen e Ronny Chieng.

Shang-Chi é o filho de um globalista com base na China que criou e educou o descendente dele em um recluso complexo chinês, treinando artes marciais e adquirindo habilidades insuperáveis. Quando ele tem a chance de entrar em contato com o resto do mundo, logo percebe que seu pai não é o humanitário que dizia ser, vendo-se obrigado a se rebelar.

‘Eternos’ | Quem são os Celestiais no Universo da Marvel?

A Marvel lançou recentemente o último trailer de Eternos, sua penúltima produção cinematográfica de 2021. Com estreia programada para o dia 4 de novembro, o filme foi adiado algumas vezes nos últimos anos por conta da pandemia da Covid-19, mas agora, se a variante Delta permitir, deve mesmo ser lançado nos cinemas de todo o mundo. A trama gira em torno de um grupo de seres superpoderosos, que foram criados pelos celestiais e acabaram sendo mandados para a Terra no início da formação da raça humana. Assim, eles ensinaram e aprenderam com as pessoas conforme a sociedade foi avançando. A única regra é que esses Eternos não poderiam interferir em ameaças que não fossem ocasionadas por seus inimigos mortais, os Deviantes. Após o estalar de dedos de Tony Stark (Robert Downey Jr.), porém, a energia liberada no sacrifício desperta uma ameaça que obrigará os Eternos a se unirem para impedirem um novo apocalipse.

Um dos maiores destaques deste trailer final foi a presença dos Celestiais. Eles não são exatamente uma novidade no Universo Cinematográfico Marvel, mas agora devem desempenhar um papel fundamental na trama, além de serem melhor desenvolvidos e aprofundados, já que foram eles os criadores dos Eternos e quiçá sejam a grande ameaça desse filme.

Nos quadrinhos, eles são uma espécie alienígena superpoderosa que está diretamente ligada ao início da vida humana como ela é. Suas origens são tão obscuras quanto os seus objetivos, mas sabe-se que eles são peça-chave na evolução humana e no surgimento do Gene X Mutante, que dá origem aos X-Men. No início dos tempos, eles eram a espécie dominante desse universo, só que acabaram sendo reduzidos durante a Guerra Celestial, sobrando apenas alguns, que mesmo assim influenciaram na vida de incontáveis seres pelo espaço sideral.

No trailer, são reveladas as aparências de dois Celestiais. Vamos falar mais sobre eles nesta matéria.

Arishem, o Juiz

Arishem é “apenas” o líder dos Celestiais. Ninguém sabe como ele se parece debaixo da imponente armadura vermelha, porém é a ele que todos os outros Celestiais respondem em suas Expedições. Seus poderes consistem na manipulação praticamente ilimitada de energia e na resistência extrema, que faz dele um ser quase imbatível. Sim, apesar de todo esse poder, Arishem, assim como os outros Celestiais, não são imortais.

Ele é chamado de “O Juiz” porque retorna periodicamente para os planetas aos quais trouxe vida para checar se o desenvolvimento daqueles povos está de acordo com o esperado. Caso não esteja, ele julga se eles precisarão ser purificados ou não. Com “purificados”, entenda-se “chacinados” por Exitar, o Exterminador.

Por estar na liderança, ele também lida com as engenharias genéticas que os Celestiais fazem na hora de criar e evoluir vidas por aí. Em meio a essa total falta de ética, é Arishem quem comanda sua espécie na guerra contra os Vigias, que discordam da forma Celestial de agir e afetar o fluxo do universo.

A versão dos quadrinhos de Arishem.

Jemiah, o Analisador

Apesar desse nome que vai dar muita dor de cabeça para a equipe de tradução e dublagem brasileira, Jemiah é um acadêmico dos Celestiais. Ele é especialista em engenharia genética e ficou responsável pela criação de vida e pelas mutações que as diferentes raças pelo universo sofreriam, incluindo os Eternos, os Deviantes e os Skrulls.

Jemiah, o Analisador estava na equipe que veio para a Expedição original à Terra, quando fez diversas experiências nos primeiros hominídeos do planeta, que viria a se tornar o ser humano. Baseado nesse DNA primário, ele “forjou” os Eternos, os Deviantes e os Mutantes. Ele já enfrentou Odin, Zeus e outros diversos deuses da história humana.

Em sua aparição no trailer, o Analisador está manipulando energia com as mãos, muito provavelmente enquanto cria ou submete a mutação alguma criatura do filme, demonstrando seu grande poder.

Uma de suas habilidades é a grande resistência a explosões nucleares.

Ou seja, os Celestiais poderão ter um papel fundamental no futuro do Universo Cinematográfico Marvel seja nos rumos intergalácticos dos filmes ou até mesmo numa possível introdução dos Mutantes no mundo dos filmes.

Eternos estreia em 4 de novembro de 2021.

Crítica | ‘Cinderela’ desperdiça um talentoso elenco com releitura esquecível e sem identidade

Os contos de fada fazem parte do imaginário popular há séculos e, geração a geração, ganham uma nova roupagem que permitem que o público se encante com histórias de amor, enredos mirabolantes e um toque de magia. Talvez essa seja a razão de tais narrativas serem revisitadas, desconstruídas e entregues a públicos de diferentes idades que merecem ter uma chance de conhecer alguns dos personagens mais icônicos e memoráveis da cultura mundial – como Rapunzel, Branca de Neve e Bela Adormecida, por exemplo.

Nesse quesito, é quase automático nos recordarmos dos recentes esforços dos estúdios Walt Disney em reviver suas clássicas animações em remakes em live-action, que se tornaram um sucesso de bilheteria e, apesar dos tropeços, deram vida a títulos sólidos o bastante para nos divertir. Agora, chegou a vez da Amazon Prime Video apostar fichas em uma releitura mais contemporânea e desengajada que suas predecessoras de Cinderela, trazendo a popstar indicada ao Grammy, Camila Cabello, na roupagem da Gata Borralheira. Entretanto, mesmo com as puras intenções emanando do longa-metragem, o resultado é extremamente aquém do esperado e desperdiça talentos do cenário do entretenimento em prol de um amontoado de acontecimentos sem pé nem cabeça.

O filme é comandado por Kay Cannon, que fez sua recente estreia diretorial com o elogiado ‘Blockers’, além de ter assinado o roteiro da burlesca trilogia ‘A Escolha Perfeita’ e das séries ‘Girlboss’ e ‘New Girl’. Ainda que com uma carreira não muito prolífica, Cannon já vem firmando seu nome há alguns anos e, querendo ou não, foi uma escolha interessante para integrar a família Amazon – afinal, o título seria uma ótima plataforma para colocar a si mesma no centro dos holofotes. Aqui, ela se alia aos roteiristas Brian e Jim Kehoe para uma investida similar ao conto original, mas que difere em diversos pontos: Cinderela, nessa versão, vive sim com a madrasta (Idina Menzel) e com as meias-irmãs (Maddie Baillio e Charlotte Spencer), mas foge um pouco da calcada construção a que foi submetida no passado.

A jovem não tem o sonho de encontrar seu príncipe encantado e sair de uma vida de miséria para alcançar o final feliz; essa felicidade é traduzida por outro desejo – o de abrir seu empreendimento como estilista de moda, almejando à oportunidade de tirar do papel desenhos de belíssimos vestidos e conseguir deixar para trás tristes eventos que tiraram a vida da mãe e do pai. É através desse contexto que o desenrolar da história toma outras proporções, incluindo seu primeiro encontro com o príncipe herdeiro, Robert (Nicholas Galitzine), e a tão aguardada cena do baile, que carrega outros motivos além do enlace romântico.

Levando em consideração que todos os tipos de narrativas, em dado momento, já foram contadas, mudar o foco do atemporal enredo, mesmo que não abandonando todas as suas características, é uma ideia interessante de trazê-la à nova geração – e aliá-la a uma bem-vinda ideologia de empoderamento e independência. Cinderela não precisa de ninguém e deixa isso bem claro desde os primeiros momentos do longa; ter alguém ao seu lado não é imprescindível, mas sim uma espécie de elemento a mais, ainda mais se esse alguém for apoiá-la em suas decisões. Ela tem uma ideia do que quer e de como vai torná-la realidade (algo um tanto quanto anacrônico, quando pensamos na construção de época que Cannon nos entregou) – mas é aí que as explorações temáticas se estagnam, recorrendo à obviedade de fórmulas vencidas.

À parte das mensagens de união e de perseverança que despontam profusamente pela obra, nada é muito ousado. Os arcos dos personagens oscilam de um onirismo épico à bem-humorada quebra de expectativa, como se pertencentes a uma dosagem desequilibrada de como o roteiro deve funcionar. Cabello, fazendo sua estreia oficial como atriz, não tem muito material com o que trabalhar, mas faz bom uso de seu carisma e de seus conhecidos vocais; Billy Porter, que encarna uma fabulosa interpretação da fada-madrinha, tem seu talento desperdiçado ao aparecer por brevíssimos minutos em uma esquecível sequência musical – apesar de seus vocais combinarem em perfeição com “Shining Star”, do grupo Earth, Wind & Fire; Menzel, lendária atriz da Broadway, também não consegue fugir muito da vilã estereotipada, encontrando redenção em uma circinal transição deus ex machina descartável.

Nem mesmo a estética do filme parece funcionar do jeito que deveria: os cenários parecem terem sido construídos em frenesi, fragmentando-se uns aos outros e dentro de si próprios, como se não fizessem parte de períodos ou espaços específicos; com exceção de um ou dois figurinos (que incluem o contraste entre a haute couture da Fada-Madrinha e do exagero camp da madrasta e das meias-irmãs), a inspiração é deixada de lado e não causa a admiração que esperávamos; as coreografias mergulham em pré-fabricações de baixo orçamento que emulam outras bem melhores (há, inclusive, um infeliz meneio para a aventura cômica ‘Uma Garota Encantada’ que desponta no meio do longa); e, por fim, as versões de músicas como “Let’s Get Loud”, “Seven Nation Army” e “Am I Wrong”, por exemplo, funcionam apenas como um grande rip-off.

Bons propósitos não são o suficiente para salvar filmes medíocres do esquecimento – e Cinderela faz parte desse extenso grupo de títulos. Cannon, aqui, cria uma obra especificamente para os fãs de Cabello, que podem vê-la usando e abusando de seus poderosos vocais; mas, para aqueles que desejam algo mais tragável, a releitura de Kenneth Branagh com Lily James é melhor em todos os aspectos.

‘A Lenda de Candyman’ | Conheça a história da franquia de terror slasher representativa

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A nova versão de Candyman, intitulada A Lenda de Candyman, já está nos cinemas nacionais e é produzida por Jordan Peele (Corra! e Nós). E se você achou o título muito familiar, mas não sabe exatamente onde ouviu o nome Candyman antes, estamos aqui para te ajudar a lembrar.

Em homenagem a este ícone subestimado da cultura pop e do terror, o CinePOP faz uma recapitulação da trajetória do personagem, dono de uma carga política pesada e polêmica, para você não ficar perdido assistindo ao novo filme nos cinemas.

Crítica | A Lenda de Candyman – Terror social ATERRORIZANTE com final arrebatador

Vem conhecer.

O Conto

A origem de Candyman está diretamente ligada ao escritor Clive Barker, especialista no gênero e um dos maiores nomes do terror literário nos EUA. Em seu currículo como obra mais famosa o autor possui Hellraiser – Renascido do Inferno (1987), adaptação de seu livro The Hellbound Heart, o qual o próprio dirigiu para as telonas.

Candyman saiu originalmente da história The Forbidden, conto criado por Barker como parte de uma antologia na série Books of Blood, coletânea de seis livros lançados entre 1984 e 1985.

A trama se apoia fortemente em lendas urbanas, e fala sobre uma estudante universitária chamada Helen, que decide pesquisar sobre os grafites com desenhos de uma figura nas paredes de uma área pobre e perigosa de sua cidade. Ela então se depara com o mito do Candyman, o qual começa a investigar, somente para descobrir que esta lenda é muito real.

Existem duas grandes diferenças na transposição do conto para o cinema. A primeira é a locação – Barker usou como cenário uma zona pobre de sua cidade Liverpool, Inglaterra. A segunda é mais importante para a redefinição do personagem e todo o contexto no qual viria incluído. No conto, o Candyman é branco.

O Mistério de Candyman (1992)

Para a adaptação aos cinemas muito da essência do conto foi mantido, exceto as duas fortes diferenças citadas acima. O roteirista e diretor britânico Bernard Rose (Minha Amada Imortal, 1994) decidiu mover a trama para Chicago, nos EUA, após visitar a cidade durante um festival de cinema.

O local escolhido por Rose para centrar a história foi o infame conjunto habitacional Cabrini-Green, área perigosa da cidade, repleta de gangues e terríveis condições para os residentes. A equipe da produção inclusive precisou fazer acordo com os líderes criminosos do local a fim de assegurar sua segurança. O local foi demolido em 2011.

Assim, uma mudança étnica para o vilão foi prontamente estabelecida. A figura do “bicho-papão” no terror se tornava afrodescendente, já que mostrar um homem branco aterrorizando uma vizinhança predominantemente negra teria um contexto muito mais politicamente incorreto e de mau gosto.

Mesmo assim, ainda na década de 1990 onde questões raciais já eram discutidas com a importância e o fervor de hoje num país como os EUA, ter um assassino negro perseguindo uma protagonista branca causou desconforto e o filme não se viu livre de inúmeras polêmicas.

O diretor e o filme foram acusados de representar racismo e estereótipos raciais. Na época, diversos cineastas negros famosos, como Carl Franklin (Por um Triz, 2003) e Reginald Hudlin (Marshall: Igualdade e Justiça, 2017), se pronunciaram contra o filme, o definindo entre outras coisas como “preocupante”.

Em sua defesa, Rose disse que enfrentou as mesmas preocupações no início da produção, onde precisou realizar diversas reuniões com a NAACP, a Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor nos EUA. Seu ponto de vista e o dos produtores era o de estarem realizando apenas um filme de terror, uma diversão, e neste contexto não viam motivo do por quê um possível ícone do terror não poderia ser representado por um ator negro.

“Por que um negro não pode ser um Fantasma? Por que um ator negro não pode ser o próximo Freddy Kruger ou Hannibal Lecter? Se você está dizendo que ele não pode, isso é realmente perverso. Isto é um filme de terror…”, foi o que argumentou Rose para a organização liberar a produção do longa.

A defesa deu certo e Candyman se tornou o mais famoso antagonista negro em uma franquia de terror. Mas O Mistério de Candyman está longe de ser somente mais um slasher, se tornando um cult instantâneo, ainda hoje redescoberto, e recebendo elogios de parte da imprensa especializada na época.

Mesmo os detratores reconhecem um empenho maior em sua confecção, com uma história e personagens mais elaborados do que digamos nas inúmeras sequências de Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo.

O Mistério de Candyman é cinema à moda antiga, investe em clima e por isso possui uma narrativa mais lenta, de longos planos contemplativos – sem a edição picotada para servir ao público jovem. Existe certo romantismo na figura do fantasma com o gancho no lugar da mão, que aparece depois de ter seu nome repetido na frente do espelho por cinco vezes.

Para ter uma ideia, o Candyman só aparece após quase uma hora de exibição no filme original, deixando bastante tempo para sua mitologia ser desenvolvida até seu surgimento em tela.

Elenco

No elenco, no papel do personagem título, o subestimado Tony Todd dá vida ao trágico vilão. Esta é outra diferença em relação ao antagonista aqui, seu drama pessoal numa história de vingança. Dois anos antes, Todd havia participado do remake de A Noite dos Mortos Vivos, um dos mais emblemáticos filmes de terror da história do cinema.

Antes de sua escalação ao papel, o astro Eddie Murphy foi considerado para viver o personagem, mas um dos problemas foi sua altura de 1,75m, contra os 1,96m de Todd – uma figura mais imponente. Murphy, no entanto, protagonizaria um filme de terror três anos depois com Um Vampiro no Brooklyn, escrito pelo próprio ator e dirigido pelo lendário Wes Craven.

Tony Todd já chegou a afirmar que o papel de Candyman e este filme são os preferidos em sua filmografia.

No papel da heroína Helen, a indicada ao Oscar Virginia Madsen. A atriz pulou de um lado para o outro em relação ao papel que interpretaria durante a pré-produção. Originalmente, ela foi escalada para viver a melhor amiga da personagem principal, Bernie, já que a protagonista estava nas mãos de Alexandra Pigg, então esposa do diretor Rose.

Depois, ficou decidido que Bernie deveria ser uma atriz negra, e o papel foi parar com Kasi Lemmons (O Silêncio dos Inocentes), que se tornou uma diretora de prestígio, tendo comandado o recente Harriet (2019), indicado ao Oscar de melhor atriz este ano e ainda inédito no Brasil.

Nesta dança, Madsen quase ficou fora do filme, e se não estivesse disponível depois de Pigg ter sido vetada em prol de um nome mais chamativo para a produção, a protagonista Helen teria caído no colo de uma certa Sandra Bullock, atriz em ascensão na época, que era a segunda opção dos realizadores. Já imaginou?

Candyman 2: A Vingança (1995)

 

Tudo o que havia sido construído em relação ao desenvolvimento de clima, história, personagens, parte técnica e narrativa foi deixado de lado em nome de uma boa bilheteria. O primeiro filme se mostrou um sucesso, rendendo três vezes o seu orçamento somente nos EUA. Assim, os produtores viram a oportunidade de realmente transformar o Candyman no novo ícone do terror.

Isto significava deixar um pouco a qualidade e qualquer conteúdo adulto de lado em nome de agradar as massas, ou seja, o público jovem. Assim, o segundo Candyman se tornava verdadeiramente um filme slasher rotineiro.

A trama agora movia a ação dos subúrbios de Chicago para Nova Orleans, onde a cultura afrodescendente é muito forte nos EUA. A continuação optava por descortinar ainda mais do passado e mitologia em relação ao personagem título, o que havia sido apenas pincelado no original.

Aqui descobrimos que Daniel Robitaille (Todd), o nome verdadeiro do Candyman, havia sido um artista, filho de um escravo numa plantação justamente em Nova Orleans. Ele se apaixona pela filha branca de um rico fazendeiro, numa história trágica de amor proibido. O sujeito é atacado pelos locais, tem a mão serrada (e depois substituída por um gancho) e o corpo besuntado em mel de abelha – depois picado até a morte pelos insetos. Daí o apelido pelo qual ficaria eternizado, Candyman, o “Homem Doce”.

A personagem principal aqui é vivida por Kelly Rowan, e faz parte da linhagem responsável pelo assassinato de Robitaille, ou seja, desta vez é pessoal para o Candyman!

Curiosamente, o diretor e roteirista original, Bernard Rose, foi convidado para retornar ao comando da sequência, mas sua ideia viria logo a ser descartada. A história de Rose para a continuação não traria novamente o Candyman, mas seguiria explorando a natureza dos mitos do horror urbano. Obviamente, os produtores decidiram se garantir no sucesso adquirido da figura titular e transformá-lo num ícone. Assim, Bill Condon (A Bela e a Fera, 2017), em seu segundo filme para o cinema, foi quem sentou na cadeira de diretor.

Mais Controvérsia

Como se já não bastasse toda a polêmica que rodeou a produção do primeiro filme, especialmente envolvendo as questões raciais, a controvérsia voltou a ser pauta do segundo também. A principal delas envolveu o cartaz e o material de divulgação do longa. Na época, o caso real de OJ Simpson, considerado o julgamento do século (retratado em minisséries e documentários), no qual o esportista e ator foi acusado de assassinar sua esposa branca, Nicole, estava a toda tomando a mídia norte-americana de assalto.

Desta forma, ter um cartaz estampado por Tony Todd, um ator negro que guarda certa semelhança com Simpson, onde ele persegue uma mulher branca, era simplesmente inflamatório demais. A solução foi modificar todas as artes, escondendo bastante a figura do antagonista.

O segundo Candyman terminou arrecadando somente o dobro de seu orçamento nos EUA.

Candyman: Dia dos Mortos (1999)

Sim, embora muitos não saibam, ou desejem esquecer, tivemos um terceiro filme da assombração Candyman. Este é o único da franquia lançado diretamente em vídeo.

Ainda mais diluído de conteúdo e qualidade, desta vez o filme mostra o espírito tentando convencer uma descendente, Caroline, filha da protagonista do segundo filme, a se juntar a ele em sua matança. Para o papel principal, a atriz escolhida foi a coelhinha da Playboy, Donna D’Errico, mais conhecida por ser uma das salva-vidas de SOS Malibu (Baywatch), de 1996 a 1998. Ou seja, estava no auge da popularidade.

É claro que Bernard Rose e Bill Condon ficaram a quilômetros de distância, e a direção recaiu em Turi Meyer, veterano de séries de TV como Buffy – A Caça-Vampiros e Smallville.

Até mesmo Todd Tony parece desinteressado durante o filme e já afirmou que não gosta nada desta terceira produção.

A Lenda de Candyman (2021)

Parte reimaginação da obra original, parte “sequência espiritual”, o novo Candyman tem todos os elementos atrativos e parece estar sendo feito de maneira mais correta impossível.

Em primeiro lugar, temos a produção e roteiro de ninguém menos do que Jordan Peele – um dos fortes nomes do terror atual, acostumado a utilizar muito subtexto racial em suas produções absurdamente bem-sucedidas, vide Corra! (2017) e Nós (2019). Peele é a figura perfeita para trazer Candyman de volta ao radar do grande público, e embora não dirigiu, com o envolvimento no roteiro e produção podemos argumentar que este é em grande parte um filme seu.

A afirmação acima não diminui de forma alguma a verdadeira direção do longa. A Lenda de Candyman é uma colaboração de mentes brilhantes. No comando da obra, a promissora jovem cineasta Nia DaCosta, de 29 anos.

A diretora chamou atenção em seu filme de estreia, o drama Little Woods, um faroeste moderno protagonizado por Tessa Thompson e Lily James. Agora, DaCosta tem a chance de deixar fluir sua veia artística em um projeto mais ambicioso, e a julgar pelos elogios que o filme recebeu, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, ela tem tudo para adentrar o time principal de Hollywood – e com um padrinho do nível de Peele, ela já está no caminho certo. A cineasta também assina o roteiro do novo Candyman.

Além deste timaço atrás das câmeras, no elenco protagonizando temos um casal de muito talento. O personagem principal desta vez é, de forma inédita na franquia, um homem. Anthony McCoy é um fotógrafo explorando as lendas da cidade, em especial um conjunto habitacional de Chicago. Para o papel, foi escalado Yahya Abdul-Mateen II, que vem construindo uma sólida carreira no cinema (Aquaman e Nós) e na TV (Black Mirror e Watchmen).

Atuando ao seu lado no papel de sua namorada, a bela Teyonah Parris. A atriz já trabalhou com o prestigiado Spike Lee em Chi-Raq (2015), com Barry Jenkins em Se a Rua Beale Falasse (2018) e na série da Marvel, WandaVision, no papel de Monica Rambeau.

Curiosamente, o personagem de Yahya neste filme é irmão de Anne-Marie McCoy, que apareceu em papel importante no filme original de 1992, e aqui volta a ser interpretada pela mesma Vanessa Williams.

E não é apenas esta ponte que teremos com a produção original, já que Tony Todd em pessoa retorna, reprisando o papel de Daniel Robitaille – mas misteriosamente não creditado como Candyman também.

O filme já está em exibição nos cinemas.

Angelina Jolie revela a verdadeira razão de ter se juntado ao MCU em ‘Eternos’

Angelina Jolie roubou a atenção nos trailer de ‘Eternos‘ ao aparecer como Thena.

A atriz fará sua estreia no MCU e falou com a revista D23 da Disney sobre o motivo de ter aceitado entrar para o filme:

“Esta foi a verdadeira razão de eu querer fazer o filme. Era fazer parte de uma família tão diversa, e realmente não importava para mim qual seria o tamanho do papel. O que mais me surpreendeu em entrar para um MCU e trabalhar com Chloé foi como ela estava com os pés no chão. Na primeira vez que o elenco se encontrou, ela estava descalça e sentou no chão. Foi através dessa primeira reunião que descobrimos que nos percebíamos como geeks e desajustados, o que nos conectou a todos e adicionou outra camada à história dos Eternais. Foram nossas peculiaridades e diferenças que se transformamos nossos superpoderes. Chloé é uma grande equalizadora – embora este fosse um elenco enorme e repleto de estrelas, ela estava trabalhando com, ela nos tratou com a mesma quantidade de atenção e cuidado. “, afirmou.

Nas redes sociais, os fãs foram só elogios ao visual da estrela e disseram que mal podem esperar para vê-la em ação nas telonas.

E, como não poderia ser diferente, a maioria do comentários exalta a beleza de Jolie, que “parece até um sonho”, como apontou um fã.

Inclusive alguns disseram que só vão assistir ao filme por causa dela.

Confira as reações:

Confira o trailer:

O filme tem estreia marcada para o dia 05 de novembro de 2021 

Eternos‘ segue a jornada de seres quase imortais, produtos da divergência evolucionária que deu origem à raça humana milênios atrás. Os personagens se relacionam com diversos conceitos já introduzidos nos filmes anteriores do universo, desde os Celestiais (que deram as caras em ‘Guardiões da Galáxia‘) até Thanos, cuja própria mãe foi uma de suas vítimas.

O elenco conta com Angelina Jolie (Thena), Salma Hayek (Ajak), Kumail Nanjiani (Kingo), Lauren Ridloff (Makkari), Brian Tyree Henry (Phastos), Lia McHugh (Sprite), Don Lee (Gilgamesh), Gemma Chan (Sersi), Kit Harington (Cavaleiro Negro), Barry Kheogan (Druig) e Richard Madden (Ikaris).

Trailer IMAX de ‘Homem-Aranha 3’ revela que NÃO é o Demolidor na cena da delegacia; Assista!

As teorias sobre uma possível participação do Demolidor na cena da delegacia no trailer de ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘ acabam de cair por terra.

O trailer foi exibido antes de certas exibições IMAX de ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘, e a versão de proporção expandida da telona mostra que o homem de branco na delegacia não é o Matt Murdock de Charlie Cox.

Assista:

Segundo o ComicBook, o ator Charlie Cox realmente filmou cenas para ‘Homem-Aranha 3‘.

Cox deu vida ao personagem na série da Netflix cancelada em 2018, e muitos fãs já vinham pedindo que o herói fosse resgatado no MCU.

Pela primeira vez na história cinematográfica do Homem-Aranha, nosso herói amigo da vizinhança é desmascarado e não consegue mais separar sua vida normal dos grandes riscos de ser um super-herói. Quando ele pede ajuda ao Doutor Estranho, os riscos se tornam ainda mais perigosos, e o forçam a descobrir o que realmente significa ser o Homem-Aranha.

Dirigido novamente por Jon Watts, o elenco conta com Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Marisa Tomei, J.K. Simmons, Jamie Foxx, Alfred Molina, Martin Starr e Jacob Batalon.

Lembrando que ‘Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa‘ estreia em 16 de dezembro de 2021 nos cinemas nacionais.

Crítica | A Lenda de Candyman – Terror social ATERRORIZANTE com final arrebatador

Para permanecer vivo, um mito precisa ser contado. Esse é o direcionamento de A Lenda de Candyman, retomada triunfante do slasher tardio O Mistério de Candyman, lançado em 1992, produção que estabelece várias conexões com o seu ponto de partida e desconsidera os equivocados Candyman 2: A Vingança e Candyman 3: Dia dos Mortos. A nova empreitada estabelece diálogos com a produção dirigida por Bernard Rose e atualiza o mito, retomado agora por um viés ainda mais explícito com as celeumas sociais contemporâneas: a gentrificação e o racismo estrutural, desdobrado na costumeira coerção policial cotidiana. dentre outros temas, num filme que pode ser decepcionante para aqueles que buscam um slasher quintessencial, intensamente violento e com uma trilha de corpos numerosa. esmo que as oportunidades para debate sejam mais significativas que o disposto no passado. Focada no estilo e com muitos momentos reflexivos, a cineasta Nia DaCosta gerencia uma equipe focada no esmero estético de seu filme, com alguns momentos autenticamente associados ao estilo slasher, isto é, mortes sangrentas e gritos de pânico, mas a proposta por aqui é ser mais imersivo, carregando na intensidade psicológica.

Produzido em parceria com Jordan Peele, também autor do texto, ao lado de Win Rosenfeld, a equipe de A Lenda de Candyman faz boas assertivas escolhas dramáticas nesta nova incursão, adaptando a história para uma era complexa, cheia de tabus e com o racismo ainda a minar a perspectiva de muitas vidas negras. Como sabemos, Candyman, interpretado por Tony Todd, aqui, numa aparição breve, mas emocionante, é o espírito de Daniel Robitaille, um homem afro-americano assassinado por ter engravidado uma mulher branca. Com a vida ceifada violentamente, uma de suas mãos foi substituída por um gancho, enquanto o seu corpo, besuntado com mel, atraiu as abelhas que terminaram o trabalho sanguinário de homens brancos que jamais aceitariam, na ocasião, um relacionamento interracial. Diante do exposto, contemplamos a jornada de um “vilão” que noutro momento já foi uma vítima. E, num processo de reparação e ajustes históricos, tem a sua história contada numa perspectiva negra, afinal, na versão de 1992, a acadêmica loira e branca interpretada por Virginia Madsen é a porta-voz de sua tragédia.

A proposta, desta vez, é outra. Na lenda, aquele que ousar chamar o nome de Candyman cinco vezes diante do espelho pode atraí-lo e encontrar a morte dolorosa e sanguinária. O mito, tal como a teoria literária nos reforça, precisa ser recontado para evitar cair no esquecimento. E foi o que aconteceu em 1992 e agora retorna em 2021. Na trama, os projetos habitacionais do bairro Cabrini Green mudaram de forma. O espaço, antes destinado aos moradores humildes da região, agora é o ambiente domiciliar de pessoas pertencentes a um nível econômico mais elevado. O destino dos que ali habitavam, anteriormente, não importa para os favorecidos desta lógica capitalista rotineira. Neste local, há uma lenda urbana sobre um assassino sobrenatural que possui um gancho no lugar de uma das mãos, invocado por aqueles que ousam repetir o seu nome cinco vezes no espelho. O filme explica de maneira assertiva essa história ao espectador, por meio de um habilidoso teatro de sombras, nos permitindo compreender o que aconteceu no passado, para melhor adentrar nas propostas reflexivas do presente que retrata a vida de Anthony McCay (Yahya Abdul-Mateen II), um artista que mora com a sua namorada, Brianna Cartwright (Teyonah Parris), num condomínio de luxo.

Anthony começa a atravessar um inesperado bloqueio, enquanto a sua namorada, uma galerista que também enfrenta tensões profissionais, leva o trabalho segurando as pontas para não despencar. As coisas mudam logo na abertura da narrativa. Numa determinada noite, o casal recebe a visita de Troy (Nathan Stewart Jarret), irmão de Brianna, interessado em apresentar o namorado para o casal. Ele resgatará essa história macabra que destaca o racismo numa versão, traduzida na contemporaneidade por outras formas de lidar com os corpos negros massacrados pelo racismo. Com seu fazer artístico estagnado, Anthony se deixa levar pela atmosfera sombria e pela natureza aterrorizante do mito de Candyman, envolvendo-se c descobrindo elos de sua própria vida com a trajetória do mito. Ao trazer elementos desse universo para o seu trabalho, sem saber que neste processo, abriu portais desafiadores, caminhos que não garantem mais a possibilidade de retorno.

Em seu tom de terror social, A Lenda de Candyman também é um filme sobre a gentrificação cada vez mais rotineira e descaradamente violenta em nossa sociedade. E não é coisa apenas dos Estados Unidos não, basta lembrar de incêndios criminosos por aqui, aparentemente conectados com a especulação imobiliária tão ansiada pela elite despreocupada com as vidas que envolvem projetos do tipo. O termo é utilizado para explicar o processo de modificação do espaço urbano, geralmente as áreas periféricas, remodeladas para atender aos interesses imobiliários que transformam esses espaços em centros comerciais ou redutos domésticos para as classes mais favorecidas, na maioria das vezes, desconsiderando os habitantes que geralmente não tem mais opções para essa espécie de diáspora urbana massacrante. Além disso, esta é uma produção também assertiva na abordagem da exploração do corpo e da arte dos afro-americanos, num filme que ganhou novos significados pós George Floyd e intensificação do movimento black lives matter.

Ademais, tendo John Guleserian na direção de fotografia, a narrativa investe em planos e enquadramentos sofisticados, milimetricamente calculados para construir pinturas autênticas em movimento, num projeto de esmero que atravessa um crescente de qualidade visual de sua abertura ao desfecho. Para funcionar tão bem, a condução musical de Robert Aiki Aubrey Lowe se apresenta assertiva e é possível perceber alguns ecos da trilha sonora de Philip Glass para a produção de 1992. Outro ponto de destaque é o design de produção, assinado por Cara Brower, também focado nas peculiaridades do universo de Candyman e dos protagonistas da história, setor importante para a imersão do espectador no contexto narrativo oferecido para a nossa entrada. Em linhas gerais, em A Lenda de Candyman, temos a junção de aspectos estéticos bem-sucedidos, em prol da qualidade audiovisual do filme que traz um desfecho emocionante, construído para fazer suar frio na plateia. Um retorno mais que digno, intenso, cuidadosamente estruturado por realizadores em seus respectivos (e devidos) lugares de fala.