Em um comunicado oficial, a equipe de produção da ambiciosa série ‘O Senhor dos Anéis’ revelou que a 2ª temporada terá uma grande mudança de cenário.
Enquanto o ciclo inicial foi rodado na Nova Zelândia (onde os filmes da saga original foram feitos), os próximos episódios irão migrar para a Inglaterra, como estratégia de expandir a marca e investir em espaços ao longo do Reino Unido (via ComicBook.com).
As informações também indicam que pré-produção da próxima temporada deve começar no primeiro semestre de 2022.
Vale lembrar que a série tem estreia marcada oficialmente para 02 de setembro de 2022, na Amazon Prime Video.
Confira a primeira foto e a sinopse oficial:
O novo drama épico traz às telas pela primeira vez a lendária história da Segunda Era da Terra-média de J.R.R. Tolkien. Começando em uma época de relativa paz, milhares de anos antes dos eventos dos livros O Hobbit e O Senhor dos Anéis de Tolkien, a série segue um elenco de personagens, tanto familiares quanto novos, enquanto eles enfrentam o temido ressurgimento do mal na Terra-média.
“A jornada começa em 2 de setembro de 2022 com a estreia de nossa série original sobre O Senhor dos Anéis no Prime Video,” disse Jennifer Salke, Head do Amazon Studios. “Não consigo expressar como todos nós estamos animados para levar nosso público global em uma jornada nova e épica pela Terra-média! Nossos talentosos produtores, elenco, e equipes criativa e de produção trabalharam incansavelmente na Nova Zelândia para dar vida a essa visão inédita e inspiradora”.
J.A. Bayona (‘Jurassic World: Reino Ameaçado’) será o produtor executivo ao lado de Belén Atienza. Charlotte Brändströme Wayne Che Yip fazem parte do time de diretores junto a Bayona.
Vale lembrar que a produção já foi renovada para a 2ª temporada.
A trilogia de romances de Tolkien foi adaptada originalmente para os cinemas entre 2001 e 2003, ganhando 17 estatuetas do Oscar, entre elas o prêmio de Melhor Diretor para Peter Jackson e Melhor Filme em 2004 para ‘O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei’. Mais tarde, a franquia ganhou também um trilogia prequela intitulada ‘O Hobbit’.
A produção foi disponibilizada hojr, 13 de agosto, na plataforma de streaming.
A trama segue a história de Lisa Nova (Salazar), uma aspirante à diretora de cinema no mundo ensolarado e úmido de Los Angeles, em 1990, que embarca em uma jornada surpreendente – das ruas de Beverly Hills às florestas do Brasil – de vingança sobrenatural.
Ava DuVernay entra como produtora executiva ao lado de Kaepernick. A obra terá seis episódios.
Michael Starrbury assina o roteiro. Mary-Louise Parker e Nick Offerman também fazem parte do elenco como Terese e Rick Kaepernick, respectivamente, pais adotivos de Colin que “devem descobrir o que significa criar uma criança negra em uma comunidade e em uma família predominantemente branca”.
Kaepernick ganhou reconhecimento em 2012, quando tornou-se o principal quarterback do time da San Francisco 49ers, estabelecendo inúmeros recordes esportivos. Em 2016, se recusou a levantar para cantar o hino nacional dos Estados Unidos em protesto ao tratamento recebido ela comunidade negra no país, colocando-o como símbolo ativista pelos direitos civis.
DuVernay, por sua vez, é conhecida por inúmeros projetos. Ela ganhou aclame da crítica e do público pelo incrível ‘Selma’, sendo subestimada na categoria de Melhor Direção na cerimônia do Oscar. Desde então, comandou projetos como o documentário ‘A 13ª Emenda’, a fantasia ‘Uma Dobra no Tempo’ e a minissérie ‘Olhos que Condenam’. Seus próximos trabalhos incluem ‘DMZ’ e a adaptação de ‘Novos Deuses’.
De surpresa, a Netflix lançou os quatro primeiros episódios da 7ª e última temporada da adorada série ‘Grace and Frankie’, estrelada pelas lendárias atrizes Jane Fonda e Lily Tomlin.
Além disso, foi anunciado que os capítulo finais chegarão à plataforma de streaming em 2022, ainda sem data confirmada.
Confira:
Grace and Frankie fans, we have something special for you — four new episodes from Season 7 are now streaming!
“Grace e Frankie estão encarando a temida “3ª idade”, mas não da forma que imaginavam. Quando os seus respectivos maridos revelam que estão apaixonados um pelo outro e planejam se casar, a vida delas é virada de cabeça para baixo. Agora, elas estão eternamente ligadas por esse acontecimento e, já rivais, descobrirão que podem ter que tomar conta uma da outra.”
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o produtor Shawn Levy revelou o motivo da 4ª temporada de ‘Stranger Things’demorar tanto para ser lançada – mais do que isso, com uma previsão de estreia apenas para 2022.
“Obrigado por não me perguntar sobre uma data de lançamento, porque já me entenderam mal nesta semana sobre esse tópico”, ele comentou. “Vou dizer apenas que estamos atrasados e que os Irmãos Duffer e eu queremos compartilhar a quarta temporada com o mundo tão rápido quanto o mundo quer. Parte do motivo da demora vem antes do COVID-19 e da pandemia, visto que a 4ª temporada foi construída para ser a mais ambiciosa, cinemática e épica de todas. Mas não pouco – e sim muito”.
A série foi criada por Matt Duffer e Ross Duffer, que já revelaram ter um plano de encerrar a produção na quarta ou quinta temporada.
Em uma cidade pequena, um grupo de crianças acaba se deparando com um experimento secreto do governo, que abre o portal para outra dimensão, denominada ‘mundo invertido’. Os garotos, então, iniciam suas próprias investigações, o que os levam a um extraordinário mistério envolvendo forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.
O longa foi lançado hoje, 13 de agosto, na plataforma de streaming.
Relembre o trailer:
Na trama, Washingtoninterpreta Beckett, um turista americano que explora a Grécia com sua namorada, April (Vikander), quando ele se depara com um sequestro. Sua descoberta inadvertida o torna alvo de uma caçada em todo o país, enquanto ele luta para se livrar de assassinos e viajar da selva rural para a embaixada dos Estados Unidos em Atenas.
A 2ª temporada da comédia ‘Valéria‘finalmente foi lançada na Netflix!
Os novos episódios foram disponibilizados na plataforma de streaminghoje, 13 de agosto.
Relembre o trailer:
Valeria é uma escritora que atingiu um beco sem saída, tanto com seu trabalho, quanto com seu marido. Ela encontra apoio em suas três amigas, Carmen, Lola e Nerea.
A nova minissérie francesa ‘Desaparecido para Sempre‘ já está disponível na Netflix. A produção teve a sua estreia nesta sexta-feira (13) na grade de programação.
Na trama, dez anos depois de perder as duas pessoas que mais amava, Guillaume Lucchesi se envolve em mais um mistério quando a namorada desaparece sem deixar rastros.
Através do seu Twitter, o diretor Lee Cronin divulgou mais uma imagem extremamente sangrenta de ‘A Morte do Demônio – A Ascensão‘ (Evil Dead Rise), que se passará em um prédio no meio da cidade
At the half way point of shooting #EvilDeadRise I just wanted to express my humble gratitude for the chance to be making such a heartwarming and tender family drama. pic.twitter.com/WnMNSI5m9q
A trama seguirá duas irmãs distantes, interpretadas por Alyssa Sutherland e Lily Sullivan, cujo reencontro é interrompido quando demônios são libertados, colocando-as em uma batalha primitiva pela sobrevivência enquanto enfrentam a versão mais terrível de família que se pode imaginar.
Gabrielle Echols (‘Caminhos da Memória’), Morgan Davies (‘O Caçador) e Nell Fisher completam o elenco.
Sam Raimi e Bruce Campbell, diretor e astro, respectivamente, da trilogia original, serão os produtores da nova versão.
Em 2013, o aclamado cineasta Fede Alvarez investiu em um remake que, arrecadou US$ 100 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 16 milhões. Além disso, garantiu uma recepção sólida pela crítica especializada, acumulando 62% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes.
O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica em vídeo da série de suspense teen‘Cruel Summer’, uma das produções mais aclamadas do ano. A primeira temporada já está disponível no catálogo da plataforma do Amazon Prime Video.
No vídeo, Renato destaca que trata-se da MELHOR série de suspense do ano até aqui.
Assista a crítica:
A série é produzida por Jessica Biel, de ‘The Sinner‘.
O verão de 1993 em uma pequena cidade do Texas foi marcado pelo desaparecimento da garota mais popular do colégio, Kate Wallis (Olivia Holt). E Jeanette (Chiara Aurelia), até então uma jovem excluída, assume o posto de nova popular do Ensino Médio. Mas tudo sai do controle e a vida de Jeanette se cruza com o misterioso desaparecimento de Kate.
Cada episódio contará com o ponto de vista de um das duas garotas, fazendo com que a lealdade dos espectadores mude semanalmente, de acordo com as informações reveladas.
Bob Chapek, o CEO da Walt Disney Pictures, confirmou hoje em uma coletiva para os investidores que dois filmes da Disney não vão chegar simultaneamente no streaming.
‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’ e ‘Free Guy – Assumindo o Controle‘ serão lançados exclusivamente nos cinemas.
Ambos os filmes vão chegar no streaming apenas 45 dias após serem lançados nos cinemas.
Lembrando que ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’ estreia em 02 de setembro nos cinemas nacionais. Já ‘Free Guy – Assumindo o Controle‘ chega em 19 de agosto de 2021.
Confira também as imagens oficiais e o primeiro pôster:
Em entrevista ao THR, o cineasta Alan Taylor revelou que sua experiência com o criticado blockbuster ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis‘ o fez perder a vontade de dirigir filmes, afirmando que teve que “redescobrir sua paixão pela direção” após o projeto.
“Quando [minha namorada e artista Jane Wu] leu o roteiro, ela disse que eu devia fazer algo que eu amava, algo que fosse mais pessoal. E todas as vozes na minha cabeça, todos ao meu redor, estavam falando para eu dirigir o filme, pois quem não amava os dois primeiros? Eu pensei que poderia me juntar ao projeto, consertar o roteiro e tudo ficaria ótimo.”
Ele completa, “Eu perdi minha vontade de fazer filmes [após a recepção de ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’]. Eu perdi a vontade de viver como diretor. Não estou culpando ninguém por isso. Não foi um bom processo para mim, então eu tive que redescobri minha paixão em ser um cineasta após esse filme.”
Anteriormente, o roteirista Patrick Lussier revelou que a sequência de ‘Gênesis‘ mostraria a origem da Skynet e a história iria se afastar dos originais.
“Laeta Kalogridis e eu escrevemos dois rascunhos para uma continuação direta e tínhamos um esboço para o terceiro. O último filme iria responder as perguntas que ficaram em aberto em ‘Gênesis‘. Pretendíamos conectar todas as pontas soltas e encerrar a franquia. Iríamos percorrer outro caminho. Seriam introduzidos novos personagens, que iriam explorar mais sobre o futuro, a origem da Skynet e tentar desvendar o ciclo da viagem no tempo. Esse seria o nosso foco… Iríamos deixar os eventos de ‘O Julgamento Final’ no passado para criarmos uma nova identidade para os filmes. Quem sabe a ideia não vire uma história em quadrinhos.”
E aí, você acha que seria uma boa ideia?
Massacrado pelos críticos (apenas 27% de aprovação no Rotten Tomatoes), ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis‘ decepcionou nas bilheterias, arrecadando apenas US$ 440.6 milhões mundialmente, a partir de um orçamento de US$ 155 milhões.
O TheWrap conversou com Willem Dafoe e perguntou se é verdade que ele vai voltar como Norman Osborn em ‘Homem-Aranha 3: Sem Volta para Casa‘ (Spiderman: No Way Home).
A princípio, Dafoe evitou a questão. Mas ele não se recusou exatamente a responder à pergunta:
“Eu creio que estou no filme. Tenho muitas coisas acontecendo agora. E, você sabe, eu sempre sinto que quando um filme é lançado, é quando é hora de falar sobre ele ”, afirmou Dafoe.
Segundo o jornalista Jeff Sneider, do Collider, o Duende Verde de Willem Dafoe será o vilão principal do filme.
O vilão do primeiro filme do ‘Homem-Aranha‘, lançado no início dos anos 2000, retornará como o grande antagonista.
Ele irá comandar o Sexteto Sinistro, que também terá de volta o Doutor Octopus de Alfred Molina e o Electro de Jamie Foxx.
“O título ‘No Way Home’ não é uma referência ao Homem-Aranha, mas sim aos vilões. Esses vilões estão saindo dessas diferentes dimensões alternativas, e são eles quem estão sem ‘um caminho de volta para casa’.”, afirmou.
Assista ao anúncio que revela o título oficial da sequência, que estreia em 16 de dezembro de 2021:
A Amazon Prime cancelou oficialmente uma de suas séries originais mais queridas.
O streaming anunciou que ‘Panic‘ não terá uma segunda temporada, porque não alcançou um grande público na plataforma – ao contrário de ‘The Wilds‘, que foi recentemente renovada para a 2ª temporada.
Por causa disso, e somando ao fato da primeira temporada ter desenvolvido uma história completa (com uma conclusão satisfatória), o serviço de streaming decidiu não dar continuidade à produção.
Nas redes sociais, os fãs se revoltaram com o cancelamento:
Nossa tô com um ódio da Amazon prime que cancelou minha série favorita Panic 😔❤️
Criada por Lauren Oliver, a série é baseada em seu best-seller homônimo.
A história se passa em uma pequena cidade do estado do Texas, nos Estados Unidos, onde todo verão os estudantes do último ano do Ensino Médio participam de uma série de desafios e o vencedor ganha um prêmio – algo que acreditam ser a única chance para conseguirem ter uma vida melhor e escapar das circunstâncias de onde moram.
Mas esse ano as regras mudaram: a quantidade de dinheiro do prêmio é maior e o jogo se tornou ainda mais perigoso. Os jogadores irão enfrentar cara a cara seus maiores e mais sombrios medos, e serão forçados a decidir até que ponto estão dispostos a correr riscos para ganhar.
Após David Ayer eCathy Yan revelarem que tiveram brigas homéricas com a Warner Bros. por causa do controle criativo dos filmes da DC, mais um diretor fala sobre o estúdio publicamente.
Martin Campbell, conhecido por dirigir ‘A Máscara do Zorro‘ e ‘007 – Casino Royale‘, revelou que não teve uma experiência muito legal dirigindo ‘Lanterna Verde‘ (2011).
Enquanto divulgada o suspense ‘The Protegé‘, Campbell foi questionado qual foi a pior luta de sua carreira:
“A pior luta da minha carreira foi com os executivos da Warner, por causa de Lanterna Verde”, afirmou.
O filme teve um orçamento de US$ 200 milhões e globalmente arrecadou nas bilheterias cerca de US$ 219 milhões, o que foi considerado um fracasso monumental (pois a diferença entre o custo e a receita do filme foi bastante tênue).
A atuação de Reynolds, a direção de Campbell e o uso exagerado de CGI, muitos deles envelhecidos muito mal e muito rapidamente, foram apontados com unanimidade pela crítica como elementos que enterraram a produção.
O fracasso de Lanterna Verde também adiou o início de um universo compartilhado da DC Comics até 2013, quando estreou Homem de Aço.
No entanto, o último filme da trilogia acabou desagradando os críticos e recebeu apenas 13% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes.
O público também se decepcionou com a história, que conquistou míseros 16% de aprovação dos espectadores.
Entre os comentários, foi dito que o charme de King não é o bastante para sustentar o filme e que a fórmula já ficou desgastada desde o título anterior.
Confira as principais análises:
“O público desta trilogia provavelmente enjoou da história, e o terceiro filme não é realmente bom o suficiente para convencer os jovens de 15 anos de hoje a assistir os primeiros dois capítulos.” – Movie Nation.
“O charme de Joey King não é suficiente para salvar a franquia, mas é a solitária cereja do bolo de uma trilogia que finalmente e felizmente está chegando ao fim.” – IndieWire.
“Na maior parte do tempo, a narrativa de ‘A Barraca do Beijo 3‘ é como areia escorregando por entre os dedos.” – AV Club.
“Como uma bola de sorvete de baunilha sobre bolas de chocolate e morango, ‘A Barraca do Beijo 3′ completa a trilogia adolescente açucarada com um final adequado, mas sem chamar a atenção.” – The New York Times.
“Repetitivo e exaustivo, o terceiro filme parece sem rumo do início ao fim. O elenco têm gás suficiente para manter os fãs hardcore engajados, mas a história ao redor fica completamente vazia.” – Flick Fan Nation.
“‘A Barraca do Beijo 3‘ é muito complicado e cheio de coisas desnecessárias, mas oferece um pouco de diversão de verão, apesar de ser um desfecho superficial para a trilogia adolescente.” – Screen Rant.
Nas redes sociais, os fãs também se decepcionaram com o desfecho da história e os clichês da produção.
40 minutos de a barraca do beijo 3 e o filme vai ser todo baseado em amizades/relacionamento tóxico, mesmo? Todo mundo incrivelmente insuportável pelo amor de deus
Elle vai para a faculdade e precisa tomar uma decisão muito difícil: se mudar para o outro lado do país com o namorado Noah ou cumprir a promessa que fez ao melhor amigo Lee de estudar com ele. Qual dos dois vai ficar de coração partido?
Nick Antosca pode não ser um nome muito familiar, mas com certeza merece mais atenção. O criador, roteirista e diretor é a brilhante mente por trás da subestimada antologia de terror ‘Channel Zero’, que adaptou inúmeras creepy pastas da atualidade em arrepiantes e grotescas narrativas; como se não bastasse, ele também foi o responsável pela aclamada minissérie ‘The Act’, estrelada por Patricia Arquette e Joey King – e, agora, está de volta com uma interessante e inexplicável obra que leva o nome de ‘Vingança Sabor Cereja’.
A série, composta por oito episódios, é uma mistura sangrenta de tudo o que Antosca nos mostrara antes. Aliando-se com Lenore Zion, o enredo é centrado em Lisa Nova (Rosa Salazar), uma jovem aspirante à cineasta brasileira que, depois de ter se formado na faculdade e dirigido um curta-metragem, parte para Los Angeles em busca de uma chance no cenário do entretenimento. Sem casa, sem emprego e movida pelos sonhos, ela cruza caminho com um famoso produtor chamado Lou Burke (Eric Lange na melhor atuação de sua carreira) que assistiu ao filme que ela criou e decidiu dar a ela a chance de transformá-lo em um longa. Sentindo-se nas nuvens, ela mal pode esperar o momento em que pisará no set de filmagens – isso é, até ser esfaqueada nas costas por uma mudança repentina de planos que a coloca fora da produção e dá total direito de imagem para Lou.
É essa primeira reviravolta que dá o agonizante tom da série – e, diferente de tudo o que poderíamos imaginar, o aparente thriller se transforma em um potente terror sobrenatural que definitivamente não cairá no gosto de todos. Eventualmente, as pontuais inconsistências não são o bastante para manchar a sólida estrutura da produção; pelo contrário, apimentam um circo de horrores em que ninguém é confiável (e não sabemos, por assim dizer, quem é o verdadeiro antagonista). Lisa, vendo todo seu mundo se desmantelar, impotente, ela resolve recorrer a métodos pouco ortodoxos para recuperar o filme e fazer com que Lou sofra, envolvendo-se com uma poderosa bruxa chamada Boro (Catherine Keener) e lançando uma maldição contra seu algoz que deixará “seu mundo em chamas”.
Antosca tem respaldo de uma incrível equipe criativa que lida com uma história um tanto quanto formulaica, em certos aspectos. A atmosfera fantástica oscila do gótico ao gore em questão de segundos, nunca perdendo a mão em relação ao ritmo ou à identidade indesculpável da qual se nutre – mas é o modo como os arcos se englobam em um jogo de gato-e-rato que fogem do convencional e mergulham de cabeça na aflição e no medo. Lisa posta-se como uma forte mulher que quer deixar sua marca no mundo, encontrando-se num beco sem saída quando se rende às forças das trevas e à promessa de um futuro brilhante.
No meio do caminho, os obstáculos se destrincham em dois extremos complementares: Lou, a encarnação do patife ganancioso que quer subjugá-la dentro de um prospecto marcado pelo tradicionalismo díspar; e Boro, que posa como amiga e protetora da protagonista, apenas preparando-a para um trágico desfecho. Mesmo com caminhos diferentes, ambos se unem por uma cega e desmedida ambição que prenuncia uma ruína – seja lá como ela aparecerá no futuro. Como se não bastasse, um antigo relacionamento (Siena Werber) volta de um passado esquecido para relembrá-la de atos condenáveis e de um fantasma que continua a persegui-la. Cada um dos personagens se entrelaça numa rede de sociopatia e psicopatia que poderia desmembrá-los em uma massa amorfa idêntica, mas que, pelo contrário, auxilia a diferenciá-los em banhos de sangue que parecem jorrar das telas.
No final das contas, tudo se explica – como é de se esperar de uma minissérie (que inclusive deixa portas abertas para novas iterações). Todavia, não estamos interessados em como essas tramas e subtramas irão se resolver, e sim no árduo percurso até lá. Enquanto certas personas têm mais peso dramático que outras, nenhuma é descartável; suas presenças trazem elementos de importância inegável para o desenrolar da narrativa, ainda que contribuam para o exagerado e um tanto quanto cansativo número de eventos que se sucedem sem qualquer respiro. Afinal, pensávamos que este seria um simples conto de vingança, e não uma epopeia bélica entre o bem e o mal.
As escolhas estéticas não fogem muito do parâmetro hiperbólico de obras do gênero – e foram vistos recentemente na adorada trilogia ‘Rua do Medo’, também Netflix. Há o contraste simbólico de tons vibrantes neon que se fundem numa disputa com as obscuras ruas de Los Angeles e com os enquadramentos distorcidos, tudo corroborando para o choque do mundo real com o mundo sobrenatural. Aqui, Antosca cria microcosmos para diferenciar as várias etapas de Lisa em sua jornada, colocando-a como uma anti-heroína que percebe que voltará ao normal, motivo pelo qual faz uma frustrante decisão no season finale.
‘Vingança Sabor Cereja’ é o entretenimento em sua forma mais pura e, por essa razão, funciona do começo ao fim. Apesar de não ter um poder de comoção tão apelativo quanto outros títulos, os fãs têm muito o que explorar em uma construção envolvente e chocante episódio após episódio.
O CinePOP entrevistou o roteirista Fede Álvarez e o diretor Rodo Sayagues, responsáveis por ‘O Homem nas Trevas 2‘ (Don’t Breathe 2).
Criadores da franquia, eles explicaram a decisão de transformar o vilão do primeiro filme em mocinho da sequência.
Assista a entrevista:
O longa já está em exibição nos cinemas nacionais.
A sequência se passa anos após a invasão inicial e mortal de sua casa; quando Norman Nordstrom (Stephen Lang) vive em um refúgio de tranquilidade até que os pecados do seu passado cobram seu preço.
O longa é dirigido por Rodo Sayagues, que coescreveu o roteiro ao lado de Fede Alvarez.
Lançado em 2016, ‘O Homem nas Trevas‘ foi um filme extremamente inovador que conquistou a crítica e o público ao trazer uma história sem mocinhos, apenas vilões digladiando em uma casa com um homem cego que era ainda mais vilanesco que os assaltantes. Assim como ‘Um Lugar Silencioso‘ brincava com o som para assustar, ‘O Homem nas Trevas‘ fazia o mesmo com truques de iluminação – afinal, o protagonista era cego.
O terror arrecadou US$ 157,8 milhões mundialmente, com um orçamento de apenas US$ 9 milhões. Com o sucesso, não era de se duvidar que a produção ganhasse sequência, mesmo sem ter muitos caminhos para seguir com a história.
A boa notícia é que os roteiristas Fede Alvarez e Rodo Sayagues tiveram uma ideia bastante inovadora para a sequência: transformar o Homem Cego no protagonista e desenvolver um novo lado do personagem, que agora tem até nome.
A sequência se passa anos após a invasão inicial e mortal de sua casa. Descobrimos que o Homem Cego se chama Norman Nordstrom (Stephen Lang), e ele cuida de uma garotinha da melhor maneira que ele consegue – treinando para que ela seja praticamente uma guerreira. Tudo aparentemente está correndo bem, até que um novo grupo decide entrar em sua casa e sequestrar sua filha.
Os momentos de tensão do primeiro filme continuam fortes na sequência, com cenas extremamente fortes de violência gráfica. Uma cena em específico, envolvendo supercola, deve tirar o sono de muitos espectadores por alguns dias.
Mas nem tudo são flores. O talentoso Fede Alvarez (‘A Morte do Demônio’), que dirigiu o primeiro filme, passou o bastão para seu colaborador de longa data Rodo Sayagues – que não tem o mesmo talento. Apesar de criar ótimas cenas de suspense, Sayagues não consegue usar a iluminação a seu favor para assustar a audiência, como Fede fez no primeiro filme. Com isso ainda temos uma ótima sequência, mas aquém do original.
Se a direção não é tão primorosa, o elenco dá conta do trabalho e entrega atuações brilhantes.Stephen Lang está ainda mais espetacular como o protagonista, desenvolvendo as várias camadas do personagem tão misterioso. É interessante acompanhar outro lado de Norman, apesar de sabermos que isso não isenta o que ele fez no primeiro filme.
Quem rouba a cena é a garotinha Madelyn Grace, que interpreta a Phoenix. Sua personagem é o grande destaque da trama e a atriz consegue entregar uma atuação poderosa e extremamente dramática.
‘O Homem nas Trevas 2‘ ainda traz uma reviravolta chocante no meio do filme, que deve pegar o expectador de surpresa. É um filme para quem gosta de terror e cenas violentas, e apesar de não ser tão bom quanto o primeiro, não fica muito atrás na qualidade. As cenas de combate e o suspense vão te deixar tenso do início ao fim.