‘Infinite’, filme de ficção estrelado por Mark Wahlberg que segue o estilo de ‘Matrix‘, finalmente estreou no Brasil.
A produção teve sua estreia cancelada nos cinemas, e chega direto no streaming do Paramount+. Uma das possíveis razões é que o filme não agradou aos críticos.
A produção teve 62 críticas negativas e apenas 11 positivas, com a nota média 4,1 de 10.0.
Confira as principais críticas:
“Visto em casa, da perspectiva do sofá, os efeitos são menores, os buracos na história maiores, a atuação infinitamente mais ridícula.”, John Anderson – Wall Street Journal
“Infinito parece uma fábula deprimente sobre a indústria do cinema.”, Alison Willmore – Revista New York / Vulture
“É o pior tipo de produto feito por um comitê sem alma, preguiçoso e sem riscos, que nunca precisa e nunca será pensado novamente. Infinito? Nem mesmo perto.”, Benjamin Lee – The Guardian
“Infinito nivela uma batalha de alto risco do bem e do mal em uma ação sem ar de pouca consequência povoada por personagens que somam ainda menos.”, K. Austin Collins – Rolling Stones
“Em vez de criar uma maravilha da ficção científica de alto conceito, Infinito, de Fuqua, se baseia em efeitos visuais de baixa qualidade e construção de mundo volátil para o pior filme de sua carreira.”, Robert Daniels – RogerEbert.com
O longa acompanha Evan Michaels (Wahlberg), um homem assombrado por lembranças de suas vidas passadas. Quando se depara com uma sociedade secreta formada por indivíduos que possuem recordação total de seus passados, Michaels descobre que eles são responsáveis por mudanças drásticas de períodos históricos.
O polêmico filme ‘Bendetta’, dirigido por Paul Verhoeven e estrelado por Virginie Efira, ganhou data de estreia oficial nos Estados Unidos.
Segundo o Deadline, o filme chegará às telonas e será lançado em VOD no dia 03 de dezembro de 2021, tendo sua primeira exibição comercial no IFC Center, em Nova York, e no The Royal e no The Alamo Draft House em Los Angeles.
Confira o trailer:
A produção vai adaptar o trabalho acadêmico ‘Immodest Act: The Life of a Lesbian Nun In Renaissance Italy’, que conta a história da abadessa do século XVII, Benedetta Carlini.
Benedetta entrou para um convento na cidade de Pescia, na Toscana, quando era criança. Já na vida adulta ela começou a relatar uma série de visões perturbadoras em que homens estavam tentando matá-la. Temendo pela vida da freira, as demais irmãs designaram Bartolemea para acompanhá-la. A situação acabou chamando a atenção do Papado, que na época atuava na Contrarreforma. Após algumas visitas ao convento, seguidas por intensos interrogatórios, descobriu-se que as duas freiras de fato tinham um caso e até Bartolemea, chegou a admitir que elas mantinham relações sexuais há anos.
No começo da semana, o produtor e roteirista Fede Álvarez explicou por que não pensou em trazer a protagonista do primeiro filme, Jane Levy, para ‘O Homem nas Trevas 2‘ (Don’t Breathe 2).
A atriz não gostou muito dos comentários de Fede e rebateu:
“Eu realmente não quero revisitar isso, mas é um pouco engraçado .. ter pessoas escolhendo qual é a melhor decisão para mim sem perguntar o que eu penso ou quero… Mas Fede, você estava certo. Eu não toparia voltar em O Homem nas Trevas 2… Mas não por que sou comprometida demais como atriz. Talvez devêssemos estar perguntando por que esses filmes são feitos de tal forma que seus diretores são avessos à participação de atores talentosos? De qualquer forma, boa sorte para o novo elenco!
maybe we should be asking why these films are made in such a way that their directors are averse to having committed actors participate?
Fede revelou que a atriz não parecia fez durante as filmagens.
“Jane é incrível; fizemos dois filmes com ela e temos muito respeito por ela. Eu vi seu trabalho recente e estou muito feliz que ela esteja tendo tanto sucesso com sua série de TV. Acho que quando a vejo lá, eu a vejo em seu verdadeiro elemento, onde ela é verdadeiramente feliz. Quando a vi gravando este filme, não a vi feliz. Acho que ela dá 200% todos os dias, e esses filmes são muito exigentes na forma como os fazemos também. Então, eu não teria feito isso com ela.
Em geral, os atores que passam por isso – que levam a sério – passam pelo inferno. E ela passou pelo inferno duas vezes, com ‘A Morte do Demônio’ e ‘O Homem nas Trevas’. Em ‘O Homem nas Trevas’, era ainda mais difícil. Talvez se eu tivesse ligado para ela, ela teria dito sim. Eu duvido, mas se ela tivesse, eu me sentiria muito mal. Eu não gostaria de fazer isso com ninguém.”, afirmou em entrevista divulgada pelo Screen Rant.
Em entrevista ao Bloody Disgusting, Alvarez comentou sobre a polêmica decisão de transformar o Homem Cego no “herói” da sequência:
“Ele foi um vilão que fez coisas terríveis. Coisas sinistras, que ele saiu impune. Será que ele pagará por esses crimes do passado? Ele realmente tem boas intenções? O personagem terá que descobrir quem ele realmente é.”
O diretor Rodo Sayagues apenas questionou: “Ele é um monstro?”
O longa será lançado EXCLUSIVAMENTE nos cinemas do Brasil no dia 12 de agosto.
A sequência se passa anos após a invasão inicial e mortal de sua casa; quando Norman Nordstrom (Stephen Lang) vive em um refúgio de tranquilidade até que os pecados do seu passado cobram seu preço.
O longa é dirigido por Rodo Sayagues, que coescreveu o roteiro ao lado de Fede Alvarez.
O novo filme de ficção científica estrelado por Tom Hanks, ‘Finch’, ganhou sua primeira imagem oficial.
A produção será lançada diretamente na Apple TV+ no dia 05 de novembro.
Confira:
Na trama, Hanks interpreta Finch, um engenheiro de robótica e um dos poucos sobreviventes de um evento solar cataclísmico, que acarretou na desolação da humanidade. Ao adquirir uma doença terminal, ele decide criar um robô (vivido por Caleb Landry Jones – ‘Corra!‘) para que ele possa cuidar do seu cachorro, Goodyear, quando ele morrer. A partir disso, os três vão embarcar em uma peculiar jornada em meio a uma América desolada, na qual Finch vai tentar ensinar ao seu robô o que significa ser humano e como cuidar do seu bichano, que terá que se adaptar ao seu novo mestre.
Este será o segundo filme estrelado por Hanks a ser lançado na Apple TV depois do thriller da Segunda Guerra Mundial, ‘Greyhound‘. Embora Hanks não tenha ficado totalmente satisfeito com a Apple ter enviado o drama de guerra direto para streaming, isso resultou no maior fim de semana de abertura do streamer como o filme mais assistido na época, com audiência equivalente a um blockbuster teatral de verão.
A animação, que tem estreia global dia 24 de setembro exclusivamente na Netflix, traz a aventura da Pônei Terrestre Sunny e seus novos amigos para restaurar a magia perdida de Equestria e provar que a força da amizade é capaz de romper qualquer diferença ou obstáculo.
Os vloggers de viagem Teddy e Claire dividem suas experiências em casas de aluguel com seus seguidores enquanto mantêm um nível moderado de fama. Quando a contagem de seguidores começa a diminuir, eles decidem criar um conteúdo viral em torno de sua hóspede mais recente, Rebecca. Com todos os olhos voltados para ela, eles lentamente começam a perceber que algo não está certo e, à medida que investigam mais a fundo, acabam descobrindo uma verdade horrível.
O elenco conta com Gracie Gillam (‘As Nove Vidas de Chloe King’), Osric Chau (‘Supernatural’), Sara Canning (‘The Vampire Diaries’) e Barbara Crampton (‘Você é o Próximo’).
O terror será lançado pelo Shudder no dia 2 de setembro.
Steve Maryweather, AKA Agent Mary, já foi um dos prodígios da Agência Americana de Inteligência (AAI) Agency, até ele se assumir gay. Sem poder demiti-lo, a agência o envia para longe para desaparecer no esquecimento. Ao invés disso, ele monta uma equipe de gênios LGBTQ+. Juntando forças com a expert em mecânica Deb, mestre em drag e disfarces Twink e o hacker Stat, juntos eles formam a Q-Force.
De acordo com o TVLine, ABC não aprovou o piloto de ‘Epic‘, nova série dos criadores de ‘Once Upon a Time‘, e decidiu não dar continuidade à produção.
A série era descrita como uma antologia romântica “que iria reinventar os contos de fadas para uma nova geração”.
A trama se passaria no universo de contos de fadas da Disney, mas, ao contrário de ‘Once Upon a Time‘, que explorou personagens clássicos como Branca de Neve e a Rainha Má, ‘Epic‘ focaria em personagens originais que iriam reinventar os clássicos do gênero.
O elenco contaria com Sarah Hyland (‘Modern Family’), Toby Sebastian (‘Game of Thrones’), Brittany O’Grady (‘Star’) e Eleanor Fanyinka (‘The Sandman’).
O roteiro seria escrito por Brigitte Hales, que também serviria como produtora executiva ao lado dos criadores de ‘Once Upon a Time‘, Adam Horowitz e Eddie Kitsis.
A produção não seria ambientada no mesmo universo que ‘Once Upon a Time‘.
A Sony Pictures anuncia novas datas para seus lançamentos nos cinemas brasileiros. Em alinhamento global, ‘Venom: Tempo de Carnificina‘ estreia mundialmente em 14 de outubro. Já ‘Escape Room 2 – Tensão Máxima‘ tem sua estreia antecipada para 16 de setembro.
Com isso, o calendário de estreias da Sony Pictures para o segundo semestre de 2021 no Brasil fica:
Pedro Coelho 2: O Fugitivo – 26 de agosto de 2021
Escape Room 2 – Tensão Máxima – 16 de setembro de 2021
Hotel Transilvânia: Transformonstrão – 07 de outubro de 2021
Venom: Tempo de Carnificina – 14 de outubro de 2021
Ghostbusters – Mais Além – 11 de novembro de 2021
Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa – 16 de dezembro de 2021
Assista ao trailer dublado:
LEGENDADO
A sequência trará de volta Tom Hardy e Michelle Williams como Brock/Venom e Anne Weying, respectivamente. Woody Harrelson irá retornar como Carnificina, enquanto Naomie Harris viverá a vilã Shriek.
Introduzida em 1993 nos quadrinhos, Shriek é a amante de Carnificina e é descrita como uma supervilã insana com habilidades psíquicas e poderes de manipulação de sons que a transformam na nêmese de qualquer simbionte. Ela apareceu primeiro como uma das pacientes no Instituto Mental de Ravencroft, sendo libertada por Carnificina durante a própria fuga.
De acordo com o Deadline, Kate Burton voltará a interpretar a mãe da Meredith Grey na 18ª temporada de ‘Grey’s Anatomy‘.
O site afirma que a atriz retornará para múltiplos episódios do próximo ciclo, incluindo a Season Premiere, que irá ao ar no dia 30 de setembro.
Detalhes sobre sua participação não foram divulgados, mas a personagem deve retornar em sequências de sonhos ou flashbacks, considerando que ela morreu na 3ª temporada após enfrentar uma batalha contra o Mal de Alzheimer.
Vale lembrar que Jesse Williams e Greg Germann, que interpretavam o Dr. Jackson Avery e o Dr. Tom Koracick, respectivamente, não retornarão para o próximo ano.
De acordo com o TVLine, Albert Kim (‘Sleepy Hollow’) será o showrunner da série live-action ‘Avatar: A Lenda de Aang‘ (Avatar: The Last Airbender), que está sendo desenvolvida pela Netflix.
Além disso, Kim também servirá como produtor executivo ao lado de Dan Lin (‘Aladdin’) e Lindsey Liberatore (‘Walker’).
Michael Goi (‘American Horror Story’), Roseanne Liang (‘Friday Night Bites’) e Jabbar Raisani (‘Game of Thrones’) serão responsáveis pela direção dos episódios.
Acredita-se que as filmagens começarão em Vancouver, Canadá, no outono estadunidense (entre os meses de setembro e novembro de 2021).
Meet Team Avatar
Exclusive: Aang, Katara, Sokka, and Zuko have been cast in the live-action Netflix Original Series “Avatar: The Last Airbender”
A série animada ‘Avatar: A Lenda de Aang‘ foi exibida na Nickelodeon em 2005 e, mesmo quase duas décadas mais tarde, a animação continua extremamente popular.
A trama é ambientada num mundo parecido com o nosso, no qual as pessoas podem manipular os elementos da Terra, da Água, do Fogo e do Ar (conhecidos como dobradores) e, durante muito tempo, viveram em paz em suas próprias regiões – até uma delas dar início a uma guerra. Um desses dobradores, conhecido como Avatar, era o único que poderia impedir o conflito, mas desapareceu pouco depois e retornou 100 anos no corpo de Aang.
Além de ser uma queridinha do público, ‘Avatar: A Lenda de Aang’ levou para casa diversas estatuetas do Emmy e diversos Annie Awards por sua competente história e seu design. Em 2010, ganhou uma versão em live-action dirigida por M. Night Shyamalan que, apesar de ter feito quase US$320 milhões nas bilheterias, foi um fracasso de crítica devido à narrativa absurda e à superficialidade de seus temas.
O terror ‘Blood Conscious‘ ganhou o primeiro trailer.
Confira:
Timothy Covell é responsável pela direção.
“Kevin, sua irmã mais velha, Brittney, e seu noivo, Tony, partem para a cabana de seus pais à beira do lago esperando um fim de semana tranquilo, mas eles não esperavam o horror que os aguardava. Suas férias se transformam em uma viagem infernal quando eles entram um massacre, com seus pais e os vizinhos mortes.”
“O terror toma conta de todos quando o assassino armado os confronta, alegando estar lutando contra as forças demoníacas que os possuíram. Eles o prendem e o trancam no porão, mas logo ele afirma que não está sozinho lá. À medida que eventos inesperados e traumáticos continuam ocorrendo, eles terão que encontrar uma maneira de sobreviver à noite sem se voltarem uns contra os outros ou se tornarem possuídos.”
O elenco conta com Nick Damici, DeShawn White, Lenny Thomas e Oghenero Gbaje.
O terror será lançado oficialmente em VOD no dia 20 de agosto.
Dirigido por Takashi Shimizu (‘O Grito‘), o longa é baseado em uma popular lenda urbana japonesa.
A trama gira em torno de uma vila no fim de um esquecido túnel do qual ninguém nunca retornou. Uma represa foi construída sobre ele para apagar o passado, mas ninguém sabe para onde as pessoas foram, o que aconteceu com elas e por que o local se chama ‘Vila Uivante’. A heroína que vê um espírito tenta descobrir a verdade sobre os estranhos eventos que ocorrem um após o outro.
O elenco conta com Ayaka Miyoshi, Ryota Bando, Megumi Okina e Renji Ishibashi.
Conforme as especulações surgiram nos últimos dias, acaba de ser CONFIRMADO que ‘Venom 2 – Tempo de Carnificina‘ (Venom: Let There Be Carnage) foi adiado.
Ao invés de 24 de setembro, o filme agora tem estreia prevista para 15 de Outubro.
Os estúdios estão preocupados com um novo fechamento das salas de cinemas nos EUA em decorrência da nova cepa do Coronavírus, Delta. Existe uma certa desconfiança de que o público se sinta inseguro para voltar aos cinemas, o que está prejudicando os resultados dos filmes nas bilheterias.
Resta saber se ‘Homem-Aranha 3 – Sem caminho para Casa‘ será adiado também.
Assista ao trailer dublado:
LEGENDADO
A sequência trará de volta Tom Hardy e Michelle Williams como Brock/Venom e Anne Weying, respectivamente. Woody Harrelson irá retornar como Carnificina, enquanto Naomie Harris viverá a vilã Shriek.
Introduzida em 1993 nos quadrinhos, Shriek é a amante de Carnificina e é descrita como uma supervilã insana com habilidades psíquicas e poderes de manipulação de sons que a transformam na nêmese de qualquer simbionte. Ela apareceu primeiro como uma das pacientes no Instituto Mental de Ravencroft, sendo libertada por Carnificina durante a própria fuga.
A trama segue a história de Lisa Nova, um aspirante a diretora de cinema no mundo ensolarado e úmido de Los Angeles, em 1990, que embarca em uma jornada surpreendente – das ruas de Beverly Hills às florestas do Brasil – de vingança sobrenatural.
Historicamente obras populares estão intimamente ligadas a tendências populares e vice versa
Sempre é interessante refletir sobre como grandes obras foram e são criadas de acordo com o tempo em que vivem. Hoje em dia essa linha de pensamento se traduz no conceito do mercado consumidor. Do que é trend e do que o público quer consumir manifestado pelas redes sociais. Apesar da novidade do conceito, a ideia de que os meios influenciam na produção de obras não é nem um pouco nova e está atrelada historicamente ao processo criativo.
Pinturas rupestres por exemplo foram uma forma de comunicação nascida da necessidade que determinada tribo tinha de registrar sua passagem pela região. O conceito de mitologias surgiu da necessidade do homem explicar o mundo e os acontecimentos naturais a seu redor da forma como lhe era acessível até então.
O tempo passou, Gutenberg criou a prensa e a habilidade de ler e escrever se popularizou. Com isso novos pontos de vista começaram a influenciar sobre o que se entendia tradicionalmente como o que era “literatura respeitável”, um exemplo sendo Dom Quixote de Miguel de Cervantes.
Uma história que, ainda em 1605, brincou abertamente com o imaginário popular do que era um cavaleiro e até da ideia de cavalaria no geral trazendo um protagonista que se via ainda como membro desse mundo irreal mas capaz de dialogar com o leitor mais diretamente do que qualquer outro personagem mais “digno” poderia.
Mais avanço dos tempos trouxe mais diversificação nas ofertas literárias, como as Penny Dreadfuls em fins do século XIX que mesmo sendo consideradas entretenimento barato e de baixo nível foram capazes de criar uma relação com o leitor ao ambientarem histórias mais próximas dos cenários sujos que a vasta maioria da população inglesa vivia do que a maior parte dos romances tidos como “mais civilizados”.
Um exemplar de penny dreadful
Logo depois viria a revolução narrativa iniciada pela criação do cinema, consolidada com o início do cinema falado e ampliada com as primeiras cores em cenas ainda no século XX. A diferença é que pela primeira vez a imagem e som estavam mais em sincronia do que nunca. Por alguns centavos o sujeito comum poderia assistir a uma narrativa que juntaria, por exemplo, cenários fantasiosos que ele vira em sua literatura popular junto a sons que antes estavam confinados em grandes teatros frequentados pela elite.
Novamente, todas as obras que vieram para consumo de massa no decorrer dos séculos estavam inseridas em um contexto social ou econômico maior. Foram frutos de uma demanda do mercado consumidor. As Penny Dreadful mencionadas anteriormente se popularizaram nos anos da revolução industrial para atender a demanda da classe trabalhadora inglesa por uma diversão e porque seu custo de produção era bastante baixo, o que incentiva o surgimento de diversas editoras para esse segmento.
No cinema, muitas das principais fases que tomaram Hollywood eram para suprir a vontade do público consumidor que respondia muito bem, em termos de bilheteria, a certos estilos de filme. O gênero de Western (faroeste) começou, ainda que não oficialmente, com o filme O Grande Roubo do Trem(1903) no qual o diretor Edwin Porter teve como inspiração tanto um espetáculo da Broadway quanto um caso real de roubo de trem em 1900.
Icônica cena final de O Grande Roubo do Trem
A demanda por mais produtos do gênero foi tão alta nas décadas que se seguiram que no livro Tudo Sobre Cinema, Philip Kemp estabelece que somente na década de 1950, Hollywood fez mais de 800 filmes do gênero Westerns. Alguns anos depois, Hollywood entraria em uma fase de renovação com filmes mais violentos e tramas mais urbanas que refletiam o momento pelo qual a sociedade passava com relação a drogas, violência, guerra e crises.
A partir de 2008, mais especificamente após o início do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) com Homem de Ferro, o mercado consumidor passou a requerer mais adaptações de quadrinhos mas não iguais as então recentes trilogia do Homem Aranha ou dos X-Men; o desejo era por produtos individuais que estivessem inseridos em um universo maior. Isso se traduz principalmente na receita gerada por ele; ao todo o MCU arrecadou US$ 22 bilhões segundo uma matéria da CNBC de 2019.
Universo Cinematográfico Marvel continua a fazer dinheiro
É um modelo de produção que ainda é bastante lucrativo e basicamente todo estúdio passou a cobiçar seu próprio universo compartilhado: a Warner com o Universo da DC Comics e de Invocação do Mal, a Universal com seu Dark Universe, a Sony com o “Aranhaverso” e por aí vai. Mesmo sendo uma tendência forte entre os consumidores isso não significa sucesso automático.
Até a indústria de videogames passou a se adaptar ao desejo do consumidor mesmo que um pouco mais devagar devido a espera de evoluções tecnológicas no setor. Quando Castle Wolfenstein estourou em 1981 os jogos de stealth foram bem recebidos o suficiente para Kojima produzir Metal Gear em 1987, o sucesso em 1992 de Wolfenstein 3D incentivou no ano seguinte o nascimento de Doomno gênero FPS (tiro em primeira pessoa) e por aí segue.
Capa do mais recente lançamento da série Doom
De 2001 para frente se iniciou a era dos jogos de mundo aberto, motivados pela revolução proposta por GTA III. Esse modelo foi o primeiro contato de muitos jogadores com qualquer tipo de jogo eletrônico e a resposta deles foram por mais produtos do tipo. Daí nasceram títulos como Drive, GTA: San Andreas, Saints Row, True Crime e etc.
A partir de 2010, com Heavy Rain, histórias imersivas junto a gameplays relativamente simples se provaram bem aceitos por público e crítica. Focando nisso, três anos depois veio o sucesso de The Last of Us com uma narrativa mais intimista entre dois personagens e que serviu de base para outros jogos de sucesso como God of War 2018 e The Last of Us Part II .
Agora, mais do que nunca, o consumidor tem sua própria voz ampliada por redes sociais e as empresas entenderam que eles não podem mais ser completamente ignorados. Por vezes essas vozes externas trazem bons resultados, como a modificação na estética do Sonic para a adaptação aos cinemas, e em outras apenas expõem as piores faces das pessoas como nos ataques à atriz Kelly Marie Tran que fez a Rose Tico em Os Últimos Jedi.
Independente disso tudo a tendência é que o mercado consumidor se torne ainda mais mesclado com a indústria do entretenimento, influenciando diretamente via posts decisões criativas dentro de produções, assim como a indústria do entretenimento se torne mais ativa entre os próprios consumidores, como foi durante o fenômeno do Pantera Negra e é com Star Wars desde 1977.
Através do Twitter, o criador Don Mancini postou uma nova imagem de bastidores de ‘Chucky’, série inspirada na clássica franquia ‘O Brinquedo Assassino’, anunciando o término das filmagens.
A foto vem acompanhada da seguinte legenda: “esse é o fim! Chucky quer, honestamente, agradecer a todos, à frente e atrás das câmeras, nessa ocasião momentânea”.
Confira:
THAT’S A WRAP! Chucky wants to honest the fuck thank everyone, in front of and behind the camera, on this fucking momentous occasion… pic.twitter.com/ZdUCK5fs8N
Depois de um clássico boneco Chucky aparece em uma venda de usados num bairro suburbano, uma idílica cidade dos Estados Unidos é jogada no caos após uma série de assassinatos terríveis exporem as hipocrisias e os segredos de seus habitantes. Enquanto isso, a chegada de inimigos – e de aliados – do passado de Chucky ameaça expor a verdade por trás das mortes, bem como as origens do boneco demoníaco.
Em entrevista ao Syfy Wire, Mancini deu novos detalhes sobre a série, revelando que o icônico vilão terá um objetivo diferente na nova produção.
“Com essa série, nossa missão é preservar o clima tenso do filme original. Mas, ao mesmo tempo, continuar expandindo a trama que nós construímos no decorrer dos sete filmes que lançamos nos últimos 30 anos. Acho que os fãs irão amar os novos personagens que nós introduzimos na produção e também o retorno de outros personagens conhecidos. Não será apenas o Chucky, mas também teremos o retorno de outros personagens que os fãs querem voltar a ver. Há uma boa chance deles aparecerem.”
Ele completa: “acho que as pessoas vão achar interessante que o Chucky irá implementar suas habilidades. É importante dar ao Chucky novas armas, estratégias, objetivos e alvos. O personagem terá um objetivo diferente na série – algo nunca visto anteriormente.”
Em 2013, a franquia ‘A Morte do Demônio‘ ganhou um reboot dirigido por Fede Alvarez (‘O Homem nas Trevas’), que conquistou 67% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Apesar disso, o longa conseguiu arrecadar US$ 97,5 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de apenas US$ 17 milhões.
Durante uma entrevista para o Comic Book, Alvarez foi questionado se faria uma sequência do terror.
Em resposta, o cineasta disse que já pensou no assunto e disse que não descarta a ideia.
“Posso dizer definitivamente que há uma chance de realizarmos uma sequência, mas o problema é que vão surgir manchetes no dia seguinte afirmando que estamos fazendo uma sequência, o que não é o caso.”
Mesmo assim, ele alertou os fãs para não criarem expectativas, já que uma sequência direta dos filmes originais já está em produção.
“Tenho uma grande amizade com o produtor Rob Tapert e com o criador Sam Raimi, somos como uma família. E eles estão trabalhando num novo filme, então não [não estou trabalhando numa sequência]. Nós nos reunimos de vez em quando, tivemos uma ótima experiência fazendo aquele filme, eles me deram uma carreira neste ramo do cinema. Sempre discutimos sobre fazer uma sequência, mas nunca conseguíamos escrever um roteiro, mas sabíamos o que queríamos fazer. Por algum motivo, nunca aconteceu, mas agora há outro filme vindo aí.”
Infelizmente, Alvarez não revelou como seria o enredo da continuação idealizada por ele, então é algo que vai permanecer na imaginação o público.
Através do seu Twitter, Cronin divulgou novas imagens sangrentas dos bastidores da produção.
Confira:
At the half way point of shooting #EvilDeadRise I just wanted to express my humble gratitude for the chance to be making such a heartwarming and tender family drama. pic.twitter.com/WnMNSI5m9q
Vale lembrar que as gravações começaram há seis semanas, na Nova Zelândia.
A trama seguirá duas irmãs distantes, interpretadas por Alyssa Sutherland e Lily Sullivan, cujo reencontro é interrompido quando demônios são libertados, colocando-as em uma batalha primitiva pela sobrevivência enquanto enfrentam a versão mais terrível de família que se pode imaginar.
Gabrielle Echols (‘Caminhos da Memória’), Morgan Davies (‘O Caçador) e Nell Fisher completam o elenco.