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‘Venom 2’: Trailer revela conexões DIRETAS com o Homem-Aranha e os Vingadores; Entenda!

O primeiro trailer oficial de ‘Venom: Tempo de Carnificina‘ surpreendeu os fãs com cenas de ação eletrizantes, além de apresentar o assustador visual do vilão homônimo de forma grandiosa.

Mas talvez muitos não tenham percebido os easter eggs presentes de forma bem sutil no vídeo promocional. E em meio às inúmeras especulações a respeito da possibilidade de ‘Venom‘ estar diretamente conectado ao universo do ‘Homem-Aranha‘ e ao MCU, dois fãs habilidosos encontraram conexões que comprovam as teorias, compartilhando-nas no Twitter.

Em uma rápida cena em que o investigador está lendo o jornal, é possível notar que o veículo impresso é nada menos que o Daily Bugle, mesmo jornal que existe no filme ‘Homem-Aranha‘ (2002), de Sam Raimi – e que traz o embate entre o vilão Duende Verde e o Amigo da Vizinhança em um dos destaques de sua publicação.

Confira e compare:

Em outra rápida imagem do jornal, é possível notar que há também uma matéria mencionando os Vingadores.

Repare:

Lembrando que ‘Venom 2 – Tempo de Carnificina‘ acabou de ganhar um trailer e teve novas imagens divulgadas.

O filme estreia nos cinemas brasileiros em 16 de setembro, uma semana antes da estreia nos Estados Unidos.

Confira as imagens, junto com o trailer e o cartaz:

DUBLADO

LEGENDADO

O nome do hospedeiro do Carnificina é Cletus Kassady. O jovem Cletus não era um bom exemplo de juventude, sendo sempre cínico, cruel e sem bons sentimentos – em suma, um verdadeiro psicopata.

A sequência trará de volta Tom HardyMichelle Williams como Brock/Venom e Anne Weying, respectivamente. Woody Harrelson irá retornar como Carnificina, enquanto Naomie Harris viverá a vilã Shriek.

Introduzida em 1993 nos quadrinhos, Shriek é a amante de Carnificina e é descrita como uma supervilã insana com habilidades psíquicas e poderes de manipulação de sons que a transformam na nêmese de qualquer simbionte. Ela apareceu primeiro como uma das pacientes no Instituto Mental de Ravencroft, sendo libertada por Carnificina durante a própria fuga.

 

‘Jurassic World: Domínio’: Chris Pratt e Omar Sy ganham destaque em nova imagem dos bastidores; Confira!

A revista Empire divulgou uma nova imagem de ‘Jurassic World: Domínio‘, destacando Chris Pratt e Omar Sy, intérpretes de Owen Grady e Barry.

A dupla aparece sobre um barco enquanto seguem as recomendações do diretor Colin Trevorrow, visto usando uma máscara durante as gravações.

Confira:

Em uma das mais recentes atualizações sobre a  sequência, o lendário compositor Michael Giacchino confirmou que já terminou de trabalhar na trilha sonora.

A publicação foi feita em seu perfil do Instagram, na qual ele diz:

“Último dia de trilha sonora para [o filme]”, ele escreveu. “Tem sido incrível esses dez dias com a orquestra e a equipe nos estúdios Abbey Road. Obrigado por transformarem algo difícil em algo fácil!”.

Confira:

Em uma recente entrevista ao The Hollywood Reporter, o diretor Colin Trevorrow revelou alguns detalhes sobre o vindouro terceiro capítulo da franquia e comentou que escreveu o roteiro com a ajuda do elenco – especialmente de Sam NeillLaura DernJeff Goldblum, veteranos da franquia de aventura.

“Nós escrevemos diálogos juntos e encontrávamos jeitos de garantir que todos os atores, que são profundamente associados com esses personagens que interpretaram, não apenas se sentissem respeitados, mas mergulhassem de cabeça em quem eles seriam agora”.

Em outra entrevista, dessa vez ao Entertainment Weekly, Trevorrow revelou que o novo longa-metragem será a junção de todos os seis filmes da saga começada em 1993.

“Para mim, Jurassic World: Domínio é a culminação de uma história que vem sido contada. Quando você tem o final da trilogia Jurassic Park, pode não ter ficado claro qual a história dos três filmes, porque foram mais episódios em sua forma de abordagem. Mas esta trilogia não é assim. É mais serializada. O que é importante para mim é que quando você assiste a ‘Domínio’, realmente percebe que vai aprender qual a trama que preparou o terreno dos primeiros filmes e como tudo o que aconteceu lá influencia no que acontece agora”.

Vale lembrar que o filme teve sua estreia adiada para o dia 10 de junho de 2022 (um ano depois de seu lançamento original).

O novo filme terá o retorno de Dr. Alan Grant (Sam Neill), a Dra. Ellie Sattler (Laura Dern), e Ian Malcolm (Jeff Goldblum).

Trevorrow já planejava utilizar alguns deles anteriormente, mas disse ao Collider que estava esperando o momento certo para que eles não aparecessem de maneira forçada.

Contribuindo com a fala de Colin, Neill adiantou que esses personagens serão vistos durante todo o filme e não se tratam apenas de participações especiais. Confira quem foi confirmado até agora!

Dr. Alan Grant

Interpretado por Sam Neill, o Dr. Alan Grant foi o grande protagonista de Jurassic Park (1993) e Jurassic Park III (2001). Um dos maiores paleontólogos do mundo, Grant se especializou no estudo de velociraptors, tendo trabalhado nas teorias de reprodução, socialização e vocalização desses animais.

Dra. Ellie Sattler

Agora dona de um Oscar, Laura Dern retornará para o papel da Paleobotânica favorita de todos. Ela interpretou a Dra. Sattler em Jurassic Park (1993) e Jurassic Park III (2001).

Dr. Ian Malcolm

O personagem mais irritante (e sempre certo) da franquia já tinha aparecido em uma participação especial em Jurassic World: Reino Ameaçado (2018). No filme, ele aparece dando um depoimento na Suprema Côrte se mostrando contrário ao salvamento dos dinossauros e afirmando que o mundo agora viveria uma nova era. A volta de Malcolm (Jeff Goldblum) deve trazer muito sarcasmo e teoria do caos.

Tim Murphy

Joe Mazzello foi um astro mirim dos anos 1990, que aceitou papéis menores nos últimos anos, e agora tem a chance de retomar os holofotes com sua volta como o jovem Tim Murphy, um dos netos de John Hammond, que sobreviveu aos incidentes do Jurassic Park.

Dr. Henry Wu

Introduzido como um personagem secundário no Jurassic Park, nos livros, sabemos da importância real de Wu. Com a nova franquia, o personagem de BD Wong ganhou mais relevância, se tornando o grande vilão da nova franquia. Esse retorno pode ser sua última aparição na franquia ou ele pode seguir vivo e solto por aí para continuar criando dinossauros a torto e a direito.

Lewis Dodgson

Tendo uma pequena participação no primeiro filme, Dodgson é o engenheiro chefe da BioSyn, empresa rival da InGen, que queria roubar os embriões do Jurassic Park para que sua empresa pudesse recriar dinossauros também. Como os animais estão soltos pelo mundo, ele, que agora será interpretado por Campbell Scott, deve ter papel fundamental na trama.

Owen Grady

O cientista treinador de velociraptors vivido por Chris Pratt é um dos grandes chamarizes da franquia nova. Seu retorno era certo desde o primeiro filme e deve trazê-lo agora com um papel mais “paternal”, visto os eventos de Jurassic World: Reino Ameaçado.

Claire Dearing

Bryce Dallas Howard passou de cientista/ gerente do Jurassic World para uma ativista pelos direitos dos dinossauros em questão de um filme. A evolução da personagem é evidente e podemos esperar que ela cresça ainda mais para o filme três.

Maisie Lockwood

Os eventos de Jurassic World: Reino Ameaçado levaram a pequena Maisie para debaixo das asas de Owen e Claire. Ela tem toda a questão da clonagem e da manipulação genética ligada a sua história e isso pode ser um ponto importante na trama também.

Barry Sembène

Interpretado pelo monstruoso Omar Sy, Barry é um dos responsáveis por cuidar dos Velociraptors em Jurassic World. Ele tem poucas cenas no filme, mas seu retorno indica que os raptores serão parte importante do longa.

Lowery Cruthers

Jake Johnson viveu Lowery no primeiro Jurassic World. O personagem era o cara do TI, que servia como alívio cômico. Fã do parque original, Lowery voltará de forma misteriosa. Só o que se sabe é que ele sobreviveu aos incidentes do parque em 2015.

Franklin Webb

Outro carinha do TI utilizado como alívio cômico, Franklin (Justice Smith) foi à Ilha Nublar como membro da ONG de Claire pela vida pré-histórica e acabou mais atrapalhando que ajudando. Cheio de medo, ele é assustado, mas muito bom com computadores.

Zia Rodriguez

A paleoveterinária de Daniella Pineda foi fundamental para manter a Velociraptor Blue viva. Seu retorno pode ter a ver com um novo cargo, talvez até algo no governo.

Roberta

A T-Rex do Jurassic Park, que, segundo Colin Trevorrow, é a mesma do Jurassic World se chama Roberta. E ela tá mais que confirmada no filme três.

Ainda desconhecidos

A atriz DeWanda Wise terá um papel no novo Jurassic World.

Os atores Dichen Lachman, DeWanda Wise, Mamoudou Athie, Scott Haze e John Flanagan também foram confirmados no filme, mas em papéis ainda não definidos.

 

O Vingador Tóxico | Conheça o clássico trash que ganhará remake Hollywoodiano em breve

Recentemente foi anunciado que os jovens Jacob Tremblay, de O Quarto de Jack (2015) e Extraordinário (2017), e Taylour Paige, de A Voz Suprema do Blues (2020), entraram para o elenco do remake de O Vingador Tóxico, clássico trash independente lançado em 1984. Com os direitos da história e personagens comprados pela Legendary Pictures, mesma produtora responsável pelo sucesso Godizlla vs Kong (2021), o novo filme do Vingador Tóxico assume formas de superprodução e traz o talentoso Peter Dinklage (Game of Thrones e Eu Me Importo) encabeçando o elenco no papel do protagonista (embora ainda não tenha sido confirmado oficialmente).

À frente do projeto, no roteiro e direção, Macon Blair tem no currículo o comando do sucesso independente de Sundance Já Não Me Sinto em Casa Neste Mundo (2017), comprado pela Netflix, que possui muito do espírito vigilante, de se fazer justiça com as próprias mãos, que é a espinha dorsal em torno das origens de Vingador Tóxico.

 

O Vingador Tóxico nasceu da mente do cineasta Lloyd Kaufman enquanto trabalhava como parte da equipe de produção do sucesso vencedor do Oscar Rocky – Um Lutador (1976), com Sylvester Stallone. Durante o tempo em que passou nos bastidores da produção, Kaufman arquitetou um filme de terror que se passaria no mesmo ambiente, ou seja, numa academia. A ideia do cineasta, no entanto, era ainda mais ambiciosa do que apenas criar um filme, Kaufman planejava construir um império, seu próprio universo cinematográfico. O primeiro passo foi inaugurar sua produtora, a Troma Entertainment, que abria as portas dez anos antes, em 1974.

Kaufman já havia dirigido 14 filmes antes de criar O Vingador Tóxico, todas produções B focadas em sexo e conteúdo adulto. Assim, seu novo projeto surgia como divisor de águas em sua carreira, atraindo uma legião de fãs que continuam a chegar a cada ano que passa. De fato, O Vingador Tóxico se tornou um dos filmes que ajudou a definir as produções cult de nascença para os novos tempos – obras tão insanas e ultrajantes, mas também criativas, que se tornam um prato cheio para os aficionados pelo cinema de gênero.

 

A aposta de Kaufman no projeto foi alta, além de servir como diretor, roteirista e produtor da obra, o cineasta centrava a história em “Tromaville”, a cidade fictícia que leva o nome de sua produtora, usando metalinguagem e misturando realidade e fantasia. Propositalmente ou acidentalmente, o “herói” protagonista do filme se tornaria o símbolo da empresa, algo como o Mickey da Disney, o Homem-Aranha da Marvel ou o Superman da DC. O Vingador Tóxico serviu para colocar a Troma no mapa, que continuou a produzir filmes de terror B à toque de caixa, se tornando referência no subgênero.

O Vingador Tóxico estreou em Nova York em maio de 1984 e depois seguiu para a França, onde era lançado um ano depois. Em seu país de origem, os EUA, entrava em grande circuito no dia 11 de abril de 1986. O orçamento estimado da produção foi algo em torno de US$475 mil, rendendo em bilheteria um pouco menos de seu dobro, com US$800 mil arrecadados nos cinemas onde foi exibido. Sem nomes conhecidos à frente ou atrás das câmeras, o filme precisou ser vendido unicamente por seu valor de entretenimento pra lá de alucinado, transitando entre os gêneros do terror, exploitation e ação de super-heróis. Bem, ou quase sem rostos conhecidos, porque segundo relatos, Marisa Tomei (atriz vencedora do Oscar) teria feito seu debute nas telas numa ponta não creditada no longa – embora exista um debate sobre sua presença, já que ninguém conseguiu vislumbra-la em cena ainda.

 

Na trama, o nerd boa-praça, mas abobalhado, Melvin Junko trabalha na manutenção de uma academia num clube, onde faz serviços manuais como a limpeza do local e troca de toalhas. Seu destino começa a ser traçado quando seu caminho cruza com o de alguns delinquentes. E se a personalidade do protagonista Melvin é completamente estereotipada como o nerd exageradamente introvertido e bobo, seus antagonistas são caricatos até a medula e se divertem com as crueldades mais inconcebíveis. A proposta aqui é exatamente pelo exagero, afinal o clima pensado é o de histórias em quadrinhos de heróis – o filme pretende subverter o estilo. Porém, sem esquecer o outro gênero no qual está inserido, o terror, Kaufman pega pesadíssimo nas cenas explícitas, com trechos de fazer cair o queixo, mesmo que o realismo do gore passe longe devido ao orçamento restrito.

Para termos uma ideia, o grupo de delinquentes que são os principais antagonistas do filme, se divertem atropelando adolescentes nas ruas, voltando para se certificaram que estejam mortos ao passar mais uma vez com o carro por cima deles. Não satisfeitos, as mulheres do grupo ainda saem do veículo para fotografar (em polaroid) o feito. Justamente por momentos assim que O Vingador Tóxico sofreu inúmeros cortes da censura em alguns países onde foi exibido. Ah sim, sem esquecer a nudez constante e atos libidinosos.

Com bandidos tão cruéis, Melvin não tinha a mínima chance. Logo, após uma constante de bullying e humilhações, o protagonista é despachado ao ser arremessado da janela do trabalho, caindo diretamente num tonel de resíduos tóxicos. Com a pele totalmente queimada, extremamente deformado, Melvin sofre uma metamorfose, aumenta seus músculos, sua estatura e muda suas feições para uma mistura entre Sloth de Os Goonies, uma batata e o Jason de Sexta-Feira 13. A transição ocorre também nos bastidores, com Melvin deixando de ser interpretado por sua versão “humana”, o ator Mark Torgl, para sua versão turbinada nas formas de Mitch Cohen (com sua voz provida por Kenneth Kessler).

Monstruoso, mas extremamente forte, incansável e imparável, Melvin se torna o vingador Tóxico, também conhecido como Toxie, usando seus novos talentos para combater o crime na cidade, punindo com as próprias mãos toda espécie de bandido, os matando de formas criativas e explícitas, além de buscar sua própria vingança pessoal eliminando um a um os membros da gangue responsável por seu encontro quase fatal com a morte. Curiosamente, antes do título muito popular, o filme quase se chamou “Health Club Horror”, algo como “Terror na Academia”, assim como o protagonista teria a alcunha de Monstro Herói. Esse é o motivo pelo qual em momento algum do filme o protagonista é referenciado pelo título do longa, ao qual seria depois associado.

Aproveitando o hype underground gerado pela produção, Kaufman como bom marqueteiro que é, resolveu surfar mais um pouco na popularidade de seu querido e nojento personagem, tirando do papel cinco anos depois duas continuações: O Vingador Tóxico II (1989) e O Vingador Tóxico III – A Última Tentação de Toxie (1989), este último brincando com o título do polêmico filme bíblico de Martin Scorsese, A Última Tentação de Cristo (1988), lançado no ano anterior.

Basta assistir a uma entrevista com Lloyd Kaufman para perceber o sujeito super bem humorado, criativo, inteligente e dono de sacadas rápidas que ele é. No segundo filme, Toxie viaja para o Japão e por lá combate executivos de uma corporação maligna. Ah sim, muito do mote das continuações (e também do original) consiste no herói enfrentando empresas poluentes – em parte responsáveis por sua criação, devido ao material tóxico. Ou seja, apesar de tosco, a cabeça e o coração de Kaufman e do filme estão no lugar certo. No terceiro filme, como se as coisas não pudessem ficar ainda mais ridículas, Toxie enfrenta o diabo em pessoa, enquanto cai na tentação de trabalhar para uma grande corporação.

Ao adentrar a década de 1990, o personagem já estava entranhado no subconsciente cult coletivo. Assim, seguindo exemplo de filmes violentos (Rambo e Robocop) ou sacanas (Loucademia de Polícia), materiais impróprios para os menores de idade, O Vingador Tóxico ganhava seu próprio desenho animado para as crianças. Toxic Crusaders estreou em 1991, tentando pegar carona na popularidade das Tartarugas Ninja, fenômeno da época. Para isso, Toxie agora tinha a cor verde e sua própria turma de amigos mutantes no combate a vilões poluidores do meio ambiente. Ou seja, era um misto de Capitão Planeta com mutantes modificados por resquícios tóxicos no melhor estilo das tartarugas guerreiras citadas.

Apesar de ter durado apenas uma temporada com 13 episódios, Toxic Crusaders, assim como sua contraparte em live action, viveu para se tornar cult para as crianças, derivando seu próprio vídeo game em diversas plataformas e action figures (os famosos bonecos para os meninos). Muitas crianças inclusive jogavam os games e brincavam com os brinquedos sem sequer ter ouvido falar do cartoon e muito menos os filmes ultraviolentos e repletos de nudez e sexo.

A última aparição do personagem foi no ano 2000, quando Kaufman tirava seu produto dos anos 90 para um quarto filme intitulado Citizen Toxie (aqui a brincadeira era com o atemporal Cidadão Kane). A produção é um pouquinho melhor do que a dos anos 80, mas não consegue transcender suas origens trash. É inegável que Kaufman possui a vontade e a criatividade, mas lhe faltam os recursos. Ou faltavam. Porque em breve (quem sabe ainda em 2021), O Vingador Tóxico ganhará pela primeira vez uma produção de alto nível, com bons atores e um diretor badalado – que também assina o roteiro. Esta será a primeira vez que Kaufman não estará cem por cento no comando de um filme do personagem que criou com muito carinho, se atendo à função de produtor.

Segundo Lloyd Kaufman, Macon Blair, o novo diretor, conhece a Troma melhor do que ninguém e melhor que ele mesmo. É a chance de uma visão jovem e mais dinâmica servir para remodelar o personagem aos novos tempos. Tudo o que desejamos, sempre, é que não perca sua essência, suas características marcantes e seu forte teor incorreto, violento e libertino.

Excalibur – A Espada do Poder | Clássico de John Boorman sobre a Lenda do Rei Arthur Completa 40 anos

Releitura da lenda do Rei Arthur é uma das mais icônicas no cinema

De uma forma ou de outra grandes nomes da literatura não deixam de ser verdadeiramente adaptados para o cinema. Sherlock Holmes tem recebido uma certa atenção da Netflix em tempos recentes, Robin Hood teve uma versão dirigida por Ridley Scott há alguns anos e um reboot mais recentemente. Já o lendário Rei Arthur é mais inconstante.

Sua última aventura nos cinemas foi na grande produção de Guy Ritchie, a A Lenda da Espada, que não rendeu o retorno de bilheteria esperado para garantir uma sequência. Por outro lado, indo para o campo das produções serializadas, a Netflix lançou em 2020 a série Cursed – A Lenda do Lago que mesmo tendo como ambientação o cenário arturiano teve o protagonismo recaindo sobre Nimue, a misteriosa Dama do Lago que entrega Excalibur à Arthur. A resposta mista do público dificultou a confirmação de uma segunda temporada.

Quando se volta alguns anos mais para o passado é possível notar que a mitologia do rei bretão teve uma variedade considerável de abordagens que vez ou outra tentavam fugir do imaginário padrão envolvendo a espada na pedra. Exemplos são os filmes de 1995 (Lancelot, o Primeiro Cavaleiro) que escanteia o Rei para focar no romance proibido da rainha Guinevere com Lancelot, a animação da Disney de 1963 (A Espada era a Lei) que adaptou o romance O Único e Eterno Rei de T.H. White e a lendária paródia do grupo Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado.

Clássico da Disney, “A Espada era a Lei”, é uma das adaptações arturianas mais famosas

Ainda assim, até 1981 poucas foram as obras que realmente se debruçaram sobre uma abordagem mais profunda, não só dos elementos fantásticos mas também dos indivíduos que a compõem. É válido citar Camelot de 1967, a mega produção que transpôs para o cinema o sucesso homônimo da Broadway sobre a ascensão e queda de Arthur. Excalibur, enquanto projeto, nasceu de uma reformulação.

O diretor e roteirista John Boorman tinha de início um plano: realizar uma obra pregressa sobre a vida do mago Merlin. No entanto, ele não conseguiu financiamento para o projeto e em contrapartida lhe foi oferecida a possibilidade de adaptar O Senhor dos Anéis pela United Artists. Um roteiro para o filme da obra de Tolkien chegou a ser escrito por Boorman e Rospo Pallenberg durante o período de seis meses.

A questão é que a United Artists enfrentou uma séria crise financeira nesse meio tempo e para executar a tão sonhada adaptação de Senhor dos Anéis eles recorreram ao animador Ralph Bakshi que viria a lançar a animação das aventuras de Frodo em 1978. A United Artists então comprou o roteiro de Boorman por US$ 3 milhões, concedendo a possibilidade do cineasta produzir sua visão da lenda arthuriana.

Versão de John Boorman para o clássico do Tolkien viria a ser substituída por filme animado

Mesmo assim, a obra de Tolkien ainda mantinha forte influência no diretor que também desejava casar a fantasia com a realidade, conforme pode ser observado em uma entrevista concedida por ele à Harlan Kennedy em 1981. “O que eu estou fazendo é estabelecer um mundo, um período da imaginação. Eu estou tentando sugerir uma espécie de Terra-Média, nos termos de Tolkien. É um mundo contagioso; é como o nosso mas diferente.”

Desde o princípio, Boorman tinha uma visão bem direta do que ele queria; conceder à lenda de Arthur um tom bastante exclamativo, quase uma ópera, de modo a ressaltar a grandeza da história sendo contada. Estruturalmente o filme corrobora essa visão ao ser dividido em atos: um primeiro sendo a idade das trevas pré-nascimento de Arthur e focando em seu pai, Uther, enquanto que o reino sangra com guerras e a ausência de um líder; um segundo que começa com a construção de Camelot e estabelece a ascensão de Arthur ao poder bem como a criação da Távola Redonda; e o ato final mostrando um Rei debilitado que se torna obsessivo pelo Santo Graal e a ameaça de conquista de seu filho ilegítimo Mordred.

O pai de Arthur, Uther Pendragon, ganha um bom tempo de tela

Outro elemento técnico que contribui para o tom operístico é a escolha do compositor Trevor Jones em utilizar a trilha de Richard Wagner, Marcha Funerária de Siegfried (que assim como o filme aborda a tragédia de uma paixão e como ela está ligada ao fim de uma utopia), e O Fortuna do também compositor Carl Orff. A fotografia conduzida por Alex Thomson também deixa sua marca, com a maior parte das locações tendo sido na Irlanda e principalmente em campos abertos; priorizando sempre que possível cores vivas no vestuário prata das armaduras ou verde esmeralda das magias de Merlin e Morgana.

Um tom de desfoque também é perceptível em certas situações resultando não apenas em um efeito que reforça o brilho dos metais mas também passa a aura de imaginário a obra, de um sonho. A condução de Alex Thomson então caminha para o clímax do embate entre Arthur e Mordred que forma um cenário com três cores únicas: dourado de Mordred, prata do Rei e vermelho de sangue. É uma construção visual que presta tributo verdadeiro à qualquer tragédia grega justamente por tudo que envolve o momento.

Excalibur não é uma unanimidade entre o público e crítica mas é inegável que é um filme com personalidade. Boorman apostou corretamente em impactar com som e imagem mas pecou na ambição do enredo, que cobre largos espaços da história de Thomas Mallory, A Morte de Artur, e dessa forma deixa a trama muito apressada e diversos personagens (além do relacionamento entre Lancelot e Guinevere) com a impressão de que não houve um trabalho real sobre ele.

 

Crítica | Raia 4 – Longa nacional mostra as mensagens que o silêncio traz

Exibido em diversos festivais de cinema pelo mundo, como 35º Festival Internacional de Cinema de Santa Barbara (EUA), o 41º Festival de Havana (Cuba), a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o Festival Internacional do Rio e vencedor do prêmio da crítica no Festival de Gramado, Raia 4 possui uma narrativa lenta, perto da amargura, de paralelos com o psicológico, que busca em suas imagens e movimentos revelar o caos emocional de uma jovem, de família de classe média alta do sul do país,  perto de completar 13 anos entre as competições semi-profissionais de natação que participa e as descobertas das primeiras fases da adolescência. Escrito e dirigido por Emiliano Cunha.

Na trama, acompanhamos o dia a dia de Amanda (Brídia Moni), uma jovem que está passando por uma turbulenta fase emocional e divide seu tempo em suas novas descobertas e seu ritmo acelerado de competição na equipe de natação de sua cidade. Em casa, seu relacionamento com os pais é um pouco conturbado, tendo imenso carinho pelo pai e uma certa distância da mãe. Ambos são médicos e vivem sempre com suas agendas lotadas de compromissos. Amanda fica mais embaralhada no pensar com a existência de uma linha tênue entre algum sentimento confuso e a competição na relação com a amiga de treinos Priscila (Kethelen Guadagnini).

Tecnicamente é um filme muito interessante, as metáforas aquáticas, seus movimentos, luzes, mostram uma aflição em crescente com o que podemos fazer um paralelo com a mente da protagonista, completamente confusa nas suas interpretações sobre as escolhas que lhe aparecem. Introspectiva, de poucas palavras, parece não saber lidar direito com suas fases de vida, como a primeira menstruação, o primeiro beijo, a competição. A cada nova saída da água (seu lugar de refúgio), a ansiedade e as cobranças de uma jovem atleta chegam por todos os lados, gerando um caótico recorte emocional que determina as ações, inclusive, do desfecho marcante.

A produção chega aos cinemas em 06 de maio, e em plataformas digitais (NOW, Google Play, Apple Tv, iTunes e Youtube Filmes) no dia 20/05.

10 Ótimos Filmes Dirigidos por Mulheres – Parte 1

Durante muito tempo dentro de um universo machista na indústria cinematográfica, brilhantes profissionais mulheres, tiveram que lutar bravamente para mostrar seu talento não só para o público mas para quem manda no negócio cinema.

Depois de diversos escândalos expostos, lutando contra a estereotipagem de personagens femininos, muitas vezes usadas como âncoras para uma interpretação masculina, também pelos direitos iguais de pagamento por um trabalho, a mulher tratada como objeto em cena, essas profissionais conseguiram inúmeras conquistas nos últimos anos, inclusive duas cineastas indicadas ao Oscar (poderiam até ser três né? Não esquecemos do trabalho brilhante de Regina King no filme Uma Noite em Miami) em 2021.

Ainda longe do ideal de igualdade que merecem, a luta continua e esse que vos escreve sempre estará buscando conhecer e mostrar a todos lindos trabalhos dessas guerreiras da sétima arte. Assim, surgiu a ideia de termos uma lista constante, de dez em dez trabalhos, para você leitor conhecer alguns fantásticos trabalhos de diretoras de cinema.

Nessa primeira parte, temos filmes da França, dos Estados Unidos, da Geórgia, da Grécia, da Alemanha… cineastas holandesas, francesas, norte-americanas, gregas…

Espero que gostem. Abaixo a primeira lista:

 

The Mustang (França, 2019)

Exibido no prestigiado Festival de Sundance, The Mustang, primeiro trabalho como diretora de Laure de Clermont-Tonnerre e com o já experiente ator belga Matthias Schoenaerts no papel principal, é um filme bastante sensível que aborda fortes temas familiares através da mudança de perspectiva de seu protagonista que começa a se envolver em um trabalho diferente, mesmo dentro de uma prisão. O roteiro consegue boas profundidades para abordar vários temas que envolvem o protagonista conseguindo criar um elo importante para entendermos as ações e consequências ao longo dos 96 minutos de projeção.

Na trama, conhecemos Roman Coleman (Matthias Schoenaerts), um homem condenado a muitos anos de prisão (a causa conhecemos ao longo do filme). Pai e prestes a ser avô, ele é bastante quieto e fala pouco mas acaba ganhando a oportunidade de ser selecionado a um programa de reabilitação ligado a treinamento de cavalos que serão apresentados em leilões. Assim, Coleman acaba conhecendo um cavalo Mustang brabo que aos poucos acaba lhe ensinando e completando peças para se desenvolver em seu quebra cabeça de emoções que sempre guiaram sua vida.

The Mustang não é um filme para qualquer um, você precisa sentir o filme para gostar. Seu ritmo lento e a costura para o desenvolvimento profundo das emoções acabam sendo trunfos aos olhos atentos. A relação dele com a filha que não o perdoa é ótima, emocionante em vários pontos. Coleman é um protagonista de poucas palavras mas que diz muito nas suas atitudes de rebeldia e emoção que acaba transbordando com a entrada do animal em sua vida. O fazer sentido para quem está preso deve ser algo importante a analisar. Poucos filmes conseguem trazer esse sentido tão bem como explicado como esse interessante trabalho que infelizmente não conseguiu chegar ao circuito exibidor brasileiro.

 

Beginning (Geórgia, 2020)

Visual aos montes, verbal quando necessário. Selecionado para o Festival de Cannes (2020), Festival de Toronto (2020) e vencedor de prêmio no Festival de San Sebastian (2020), Beginning, dirigido e escrito pela cineasta georgiana Dea Kulumbegashvili, fala sobre intolerância religiosa e a luta constante contra traumas difíceis de superar e dúvidas recentes de uma protagonista que busca achar soluções para o que acredita. Há cenas fortes e angustiantes, também longos planos, além de uma inquietante câmera estática onde os personagens compõem a trajetória de ações ou até mesmo a força dos sentidos da natureza. Um impactante e duro filme de Kulumbegashvili. Disponível no MUBI.

Na trama, conhecemos um casal, Yana (Ia Sukhitashvili) e David (Rati Oneli), que moram numa cidade provinciana, no interior da Georgia, onde ministram uma comunidade de Testemunhas de Jeová. Um dia, um incêndio criminoso na igreja deles é causado por extremistas, a partir desse momento, a vida de Yana se transforma radicalmente.

Uma terra sem lei, um radicalismo que embaça o óbvio. Totalmente sozinha no forte trauma que sofre, Yana é uma guerreira solitária que precisa enfrentar até mesmo as desconfianças do marido que não consegue se desprender de desconexas razões religiosas para enxergar tudo que aconteceu. Sendo coagidos por um misterioso detetive e uma polícia sem força em uma região onde a justiça não é para todos, somos testemunhas de uma derrocada na família de Yana.

Beginning é um profundo drama, que busca nos seus figurativos das leis que criam sobre o universo (que nem de longe são interpretadas da mesma maneira) os paradoxos ou até mesmo contrapontos para nos fazer refletir sobre o óbvio, a religião, a dor, a dúvida e o sofrimento.

 

 

Berthe Morisot (França, 2012)

A beleza das artes e os confortos dos retratos da vida. Depois de muitos trabalhos como diretora de fotografia, a cineasta parisiense Caroline Champetier apresenta um dos seus primeiros trabalhos como diretora principal, nesse interessante tele filme Berthe Morisot. O projeto, que rodou muitos poucos cinemas, sendo exibido em outras janelas, possui uma direção de arte impecável que passa a sensação ao espectador de estar entrando em uma coleção de museus de todo o mundo. Para dar vida a essa importante artista francesa, a escolhida foi a bela Marine Delterme (Vatel – Um Banquete para o Rei, Paris-Manhattan), que explora sua personagem de maneira convincente.

Na trama, baseada na obra Manet, un rebelle en redingote de Beth Archer Brombert, conhecemos a vida adulta da pintora impressionista francesa Berthe Morisot (Marine Delterme) que passa por diversas transformações nos rumos de sua vida, principalmente quando conhece uma das maiores figuras das artes no século XIX, Édouard Manet (Malik Zidi). Berthe foi sempre uma mulher a frente de seu tempo e conseguiu o respeito de todos através de sua forte personalidade e suas obras inesquecíveis.

Uma das grandes damas do impressionismo, tem parte de sua vida detalhada nesse ótimo projeto. Com foco no primeiro ato em sua vida familiar e todo o inicial interessante pela pintura. Berthe nasceu em Bourges, era prática comum das famílias bourgeois em educar as filhas nas artes. Assim, ela e sua irmã tiveram aulas particulares com grandes professores da época. No segundo ato, o longa metragem, explora as transformações que Berthe passa após ter alguns de seus quadros bem comentados e seu encontro com uma das referências nas artes da época ,Manet. Os contextos políticos e sociais do século XIX também influenciam sua maneira de pensar e ver o mundo.

Há uma ênfase no relacionamento intenso da protagonista com Manet, onde crescem os atores em cena. Os dois são atraídos pelo contexto das artes mas o filme deixa claro que poderia ter sido uma grande história de amor também, talvez, atrapalhado porque Manet já era casado e ter sido diagnosticado com sífilis (causa inclusive de seu falecimento precoce aos 51 anos. Berthe foi musa inspiradora de quadros famosos do artista francês.

Nesse belo passeio pela história da arte europeia, somos testemunhas de uma incrível trajetória de uma mulher à frente de seu tempo.

 

Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre (EUA, 2020)

Nunca, raramente, às vezes, sempre. Seu coração pode estar partido hoje mas amanhã à luz da manhã. Ganhador de prêmios esse ano nos Festivais de Berlim e Sundance, um dos filmes mais comentados nas rodinhas cinéfilas dos últimos anos, Never Rarely Sometimes Always, escrito e dirigido pelo cineasta nova iorquina Eliza Hittman, traz ao público um recorte de um tema polêmico, o aborto, de maneira dura e necessária para gerar a reflexão de todos nós do lado de cá da tela. A protagonista, interpretada por Sidney Flanigan (em seu primeiro filme como atriz) é o retrato de muitas mulheres espalhadas pelo mundo, as escolhas que ela tem e as decisões que toma em um mundo de informações instantâneas mas tão distante para pessoas que ainda estão aprendendo sobre a vida. É um filme com cenas fortes, onde se expressa toda a dor e conflitos da protagonista. Impressiona a captação das emoções pelas lentes sensíveis de Hittman.

Na trama, conhecemos Autumn (Sidney Flanigan), uma jovem introspectiva de 17 anos que trabalha como caixa de supermercado enquanto termina a escola e que está passando por uma situação complicada e difícil, se sentindo sozinha, muito por medo de contar à família, medo das reações dos que giram ao seu redor. Buscando entender melhor a situação que vive, vai em busca de soluções que acha as que tem que tomar, ouvindo especialistas em clínicas femininas. Como mora no interior dos EUA, resolve embarcar em uma viagem para Nova Iorque, junto com sua prima e única confidente Skylar (Talia Ryder) para tomar decisões complicadas e tentar seguir em frente com sua vida.

As causas da reclusão emocional e suspiros de alegria pela música, um cruzamento de sentimentos. Uma série de problemas ligados às emoções estão contidas na vida da personagem principal, não só provocado pela situação da gravidez que se encontra. O filme abre espaço para outros temas que machucam as mulheres, principalmente sobre o assédio, exemplificado no da própria protagonista e o no da prima, os exemplos são muitos que assim como no filme nessa nossa sociedade ainda muito machista. Deixando claro argumentos profundos e contextualizados sobre dores e escolhas Never Rarely Sometimes Always possui 100 minutos de muitas histórias, não só desse recorte. Um filme importante para debates cada vez mais intensos e necessários sobre os temas abordados. Um belo trabalho da diretora e roteirista Eliza Hittman.

 

Olla (Grécia, 2019)

A independência do feminismo contra o machismo descarado. Escrito e dirigido pela cineasta grega Ariane Labed, Olla é um curta-metragem que deixa sua marca com paralelos importantes ligados à luta das mulheres e sua liberdade contra o conservadorismo, o pensamento machista, quase um desabafo do que se pode encontrar na realidade dos quatro cantos do planeta. Exibido no Festival de Cannes em 2019, em Clermont-Ferrand e Sundance em 2020.

Na trama, conhecemos Olla (Romanna Lobach), uma jovem que vem de uma parte menor da Europa, no leste e acaba conhecendo virtualmente através de um anúncio o francês Pierre (Grégoire Tachnakian), logo sem seguida a protagonista vai morar com Pierre e a mãe dele em uma casa pequena no subúrbio mas nada sai conforme o planejado, nem na visão de um, nem na visão da outra.

Limitada ao conservadorismo, Olla sente a liberdade quando está sozinha, seu ponto de reflexão, quase um desabafo de uma indomável mulher à frente do seu tempo que após entender toda a situação que vive resolve tomar atitudes que a fazem mais feliz. Seu contra golpe contra a violência e o machismo desenfreado é emblemático. O roteiro é objetivo, afinal são menos de 30 minutos, mas é preciso uma lida rápida na sinopse para se situar em pequenas referências que aparecem em quase escondidas entrelinhas.

 

A Cor do Oceano (Alemanha, 2011)

A imigração é uma grande queda de braços dentro de um labirinto social. Escrito e dirigido pela cineasta, roteirista e atriz alemã Maggie Peren, A Cor do OceanoDie Farbe des Ozeans no original, é uma co-produção alemã/espanhola que traz uma forte luz sobre a situações dos imigrantes no mundo. A produção do ano de 2011, e inédito no circuito exibidor brasileiro, é um filme forte que provoca um abalo sísmico emocional principalmente se nossos olhos e corações associarem aos dias de hoje, principalmente na Europa.

Na trama, conhecemos a jovem Nathalie (Sabine Timoteo), uma turista alemã aproveitando dias de férias nas ilhas canárias (arquipélago espanhol no Oceano Atlântico). Durante uma ida à praia, é surpreendida com a chegada de um barco vindo de algum lugar do mundo trazendo imigrantes clandestinos. Logo que chegam a praia, são resgatados por policiais de fronteira, liderados pelo impiedoso Jose (Álex González). Não conseguindo se desfazer das imagens do ocorrido, Nathalie acaba se aproximando de um dos ocupantes do barco que se encontra em uma nova terra com seu filho pequeno, sem conhecer ninguém.

Longe de ser uma inverdade da vida real, o roteiro do filme nos leva a uma viagem rumo as mais tristes posições políticas, claramente representado pelo cético Jose, que entra em confronto com uma visão bem mais humanitária da turista alemã Nathalie. Os dois pontos de vistas são destrinchados ao longo dos 90 minutos de pura objetividade no roteiro assinado pela própria diretora.

Do primeiro para o segundo arco, já no preenchimento de lacunas dos personagens, vemos as consequências e mais porquês das tristes e nada humanitárias ações do guarda José, muitos impulsos provocados por uma ira sem tamanho que tem contra si mesmo por conta de não conseguir ajudar sua irmã drogada a se recuperar. Em alguns momentos o filme parece que corre um pouco com a transparência desse personagem de tão complexo que se torna. O outro lado da história, Nathalie é confrontada por seu noivo que tem uma visão totalmente protetora e nada amistosa sobre as ações que ela toma em suas decisões de ajudar ou não uma pessoa que nunca viu mas que está passando por sérias dificuldades.

A Cor do Oceano é um daqueles filmes reflexivos, importantes para debates que contam uma história que se ligarmos a televisão veremos a vida imitando a arte.

 

A Odisseia de Alice (França, 2014)

Acreditar em si mesmo leva a um destino infinito. Acreditar que falhou pode ser o fim da sua jornada. Assim, é preciso recomeçar. Escrito e dirigido pela atriz e diretora francesa Lucie Borleteau, A Odisseia de Alice é uma jornada em busca do saber amar, do conquistar ser reconhecida em sua profissão e também do saber esquecer e seguir em frente. A poderosa protagonista, interpretada pela excelente e bela atriz grega Ariane Labed (vencedora do prêmio de melhor atriz no Festival de Locarno), é o centro de todos esses conflitos e emoções que vão ganhando um certo charme libertário, com uma pegada feminista, ao longo dos intensos 97 minutos de projeção.

Na trama, conhecemos a jovem engenheira Alice (Ariane Labed), uma mulher de menos de 30 anos que trabalha na marinha mercantil. Entre uma viagem e outra, algumas que duram meses em alto mar, ela acaba reencontrando um dos grandes amores de sua vida, o capitão Gael (Melvil Poupaud). O problema é que Alice deixou em terra seu noivo, Felix (Anders Danielsen Lie – do excelente Oslo, 31 de Agosto) por quem tem grandes sentimentos. Ao longo dos dias, Alice precisará descobrir realmente para quem deseja entregar seu coração, ou se simplesmente prefere viver um dia de cada vez sem compromissos.

Alice, mesmo analisando de maneira trivial, é uma personagem bastante complexa que chega até certo ponto esconder os sentimentos de si mesmo. Há um conflito dentro dela, praticamente um triangulo isósceles onde duas posições mudam de posição constantemente. Lutando pelo reconhecimento em um lugar de trabalho onde vive cercada de homens e poucas mulheres, a protagonista coloca sua profissão em primeiro lugar.

Fica bem claro logo nos primeiros minutos de filmes que estamos prestes a sermos testemunhas de uma trajetória inconsequente de quem não sabe como amar. Há um sentimento bem forte de egoísmo da personagem principal. Alice é adepta da liberdade e, por causa de sua imaturidade nos relacionamentos, nunca pensa como o coração dos outros pode ficar por conta de suas atitudes. Ela sofre, chega próximo do amar mas prefere ser inconsequente. É uma escolha.

Com uma fotografia belíssima e ótimas atuações do simpático elenco, A Odisseia de Alice estreou no circuito brasileiro algumas semanas atrás de vem ganhando diversos elogios da crítica e dos cinéfilos. Merecido, é um belo trabalho.

 

The Rider (EUA, 2017)

Sabemos o que somos, mas não sabemos o que poderemos ser. A difícil decisão de desistir dos próprios sonhos por motivo de força maior. Escrito e dirigido pela cineasta chinesa Chloé Zhao (atual vencedora do Oscar por Nomadland), The Rider é uma fábula moderna, muito real, sobre a arte do se reinventar mesmo que isso vá contra tudo o que sempre conquistou. Falando sobre amizade, família e sonhos, o projeto foi organizado a partir do encontro entre e diretora Chloé Zhao e Brady Jandreau durante a pesquisa da primeira para seu filme anterior, Songs My Brothers Taught Me (2015).

Com um personagem baseado na vida do artista que o interpreta, The Rider conta a história de Brady Blackburn (Brady Jandreau) um jovem com um futuro brilhante no mundo dos rodeios até que após um grave acidente em um evento precisa se limitar a determinadas atividades e nunca mais poder realizar seu grande sonho. Tendo que se reinventar como pessoa, descobre na força dos amigos e da família novos motivos para se tornar uma pessoa de bem.

Colorindo nosso olhar com uma bela fotografia, The Rider é uma trama envolvente, que busca na profundidade de seu protagonista razões para entendermos melhor o louco mundo em que vivemos. Mesmo a cultura country sendo um pouco distante da maior parte das realidades brasileiras, o projeto projeta o tema como plano de fundo dando exata dimensão do quão fascinante é esse mundo. Abordando sonhos e as conseqüências das dificuldades que enfrenta o protagonista, nos identificamos a todo instante. Mesmo sendo lapidado com uma melancolia permanente, The Rider é capaz de encantar pela sutileza e as nítidas verdades do olhar do personagem, elo com o público.

Indicado para mais de 16 premiações em todo o mundo, incluindo o prêmio do C.I.C.A.E. Award no Festival de Cannes em 2017, além de indicações ao prestigiado Spirit Awards desse ano, The Rider não deixa de ser a realização de um sonho, uma singela e bonita homenagem de Zhao a seu protagonista. Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade.

 

Uma Noite em Miami (EUA, 2020)

Quantas estradas um homem precisará andar antes que possam chamá-lo de homem? A mudança está chegando, sim ela vai. Dirigido pela atriz e cineasta, ganhadora do Oscar, Regina KingUma Noite em Miami… produzido e já no catálogo da Amazon, é um filme que fala sobre amizade, direitos humanos, causas sociais e que gera uma grande reflexão sobre como era os Estados Unidos e o mundo no meio da década de 60 em relação a desigualdades sociais, religião e preconceitos que ainda existem até hoje. Em um inusitado e ficcional encontro entre quatro amigos, negros, famosos entendemos escolhas marcantes na história norte-americana. Baseado na peça de teatro de Kemp Powers, que também assina o roteiro da produção. O longa-metragem, foi selecionado para o Festival de Cinema de Veneza do ano passado, sendo o primeiro filme dirigido por uma mulher afro-americana a ser selecionado na história desse festival.

A trama é ambientada em meados da década de 60, mais precisamente na noite onde o grande pugilista norte-americano Cassius Clay (Eli Goree), depois Muhammad Ali, venceu Sonny Liston e conquistou o título mundial de campeão dos pesos pesados. Naquele mesmo dia, para comemorar, Cassius fora se encontrar com os amigos de longa data: o cantor Sam Cooke (Leslie Odom Jr.), o ativista Malcom X (Kingsley Ben-Adir) e a estrela do futebol americano na época Jim Brown (Aldis Hodge) em um quarto de hotel em Miami. Nesse encontro, longos debates sobre causas sociais, ativismo político e a importância deles para mudanças futuras nos direitos iguais para os negros.

Diálogos acalorados, questões religiosas, sucessão de argumentos conforme sentimento vivido até ali, linha tênue entre amizade e imposição de convencimento, tudo isso acontece entre os quatro personagens em um quarto de hotel. Os rumos e conclusões dessas trocas de ideias seriam fundamentais para a consolidação do pensar no movimento negro nos Estados Unidos, já que os quatro eram negros de grande sucesso e exposição nas suas respectivas carreiras. Regina King, que antes desse já dirigiu um documentário e alguns episódios de séries como: This is UsThe Good Doctor e Scandal, consegue muito sucesso em transmitir as ideias dessas brilhantes mentes que foram fundamentais na luta constante pelos direitos iguais. As argumentações se tornam uma grande aula de história para todos que não conheciam ou por algum motivo nunca pararam para pensar o quão caótico era (ainda é!) a questão do preconceito na maior super potência do planeta.

O desfecho ao som de A Change is Gonna Come, na voz do ator Leslie Odom Jr. (ganhador do Tony por sua atuação magistral no musical Hamilton) é a cereja do bolo. Uma música que diz muito sobre o que conversam os quatro amigos. Tem sido um longo, um longo tempo para chegar, mas quem sabe algum dia…a mudança está chegando.

 

Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa (Alemanha, 2019)

O amor é o melhor remédio do mundo. Em mais uma obra sobre os terríveis momentos que o mundo viveu na chegada de um dos maiores vilões da história da humanidade no poder na Alemanha, acompanhamos sob a ótica de uma menina, uma família judia que morava na Alemanha e sua fuga pela Europa em uma época vazia, deficiente de paz, repleta de ódio, medo e intolerância. Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa, baseado no livro de sucesso (publicado em 20 idiomas) da escritora Judith Kerr, é um longa-metragem repleto de arcos interessantes mesmo que não haja uma profundidade maior no tema principal que impactou toda uma legião de famílias pelo planeta. O filme é dirigido pela cineasta alemã Caroline Link (também diretora do elogiado filme Lugar Nenhum da África, filme do início dos anos 2000) e conta com ótima atuação de sua protagonista, a jovem Riva Krymalowski e do ator alemão Oliver Masucci (conhecido por aqui por seu papel no seriado Dark).

Na trama, ambientada no começo dos anos 30, em Berlim, conhecemos a família do jornalista Arthur (Oliver Masucci) e da escritora de óperas e exímia pianista Dorothea (Carla Juri) que vivem junto com seus filhos Anna (Riva Krymalowski) e Max (Marinus Hohmann). Faltando 10 dias para eleições na Alemanha, o jornalista, que é crítico de Hitler, é avisado por amigos que fora colocado em uma lista onde que nessa estiver será perseguido por Hitler caso o mesmo ganhe as eleições. Se guardando do pior, resolve embarcar para um país vizinho junto com toda sua família. Assim, durante meses, lutando contra a falta de oportunidades de trabalho e da perda de toda uma vida material, a família decide ir se mudando de países e para isso precisará estar unida para juntos vencerem.

Os diálogos são bastantes esclarecedores de como os pequenos irmãos enxergavam toda aquela situação vivida pela família. Ao longo das viagens, que acabam se tornando constante pelo continente europeu, há a necessidade de rápida adaptação a novas rotinas, novos costumes, nova cultura. Os horrores do que acontecia na Alemanha com conhecidos chegavam por interlocutores que os visitavam, como o carismático Tio Julius (Justus von Dohnányi).

As indagações constantes de Anna ao pai mostra como o amadurecimento sobre a situação vivida por sua família, em meio ao barril de pólvora que se tornou a Europa, está sempre em desenvolvimento. Nesses emocionantes diálogos, a protagonista e Arthur, a quem tem uma admiração louvável, falam sobre tudo que há no mundo e na sua existência. Fé, o momento atual, cultura, livros. Sonhos simples e ainda distantes. Quando Hitler Roubou o Coelho Cor-de-Rosa é mais um recorte sobre esses tempos difíceis que a humanidade viveu.

 

E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 29: Marcelo Ikeda

A beleza do cinema é conseguir enxergar além do que os olhos conseguem captar. Falar de cinema é uma grande prova de amor ao sentimento das curiosidades que afligem esse imenso mundão que vivemos. Todo tipo de filme, de qualquer gênero, busca o importante elo em apresentar emoções ao espectador, seja ele quem for. Pensando em entender melhor as razões do porquê o cinema ser uma coisa tão rica para nossa existência como ser humano, esse eterno jovem cinéfilo que vos escreve buscou cinéfilos espalhados pelo Brasil (alguns até pelo mundo) para contar um pouquinho da trajetória cinéfila deles para vocês.

Nosso entrevistado de hoje é um grande estudioso sobre essa arte que tanto amamos. Mestre formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e economista de formação, Marcelo Ikeda trabalhou na Agência Nacional do Cinema (ANCINE) entre 2002 e 2010, ocupando diversas funções. Como crítico de cinema, escreveu para vários veículos, organizou mostras e escreveu um livro. Com tanta experiência no audiovisual brasileiro, é uma grande honra ter Ikeda em nosso especial cinéfilo.

 

1)  Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Em Fortaleza, onde atualmente moro, o Cinema do Dragão, mantido pelo Governo do Estado do Ceará. No Rio de Janeiro, uma sala pela qual sempre tive muito carinho, muito importante para minha formação, é a Cinemateca do MAM.

 

2)  Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.

NÃO AMARÁS, do Kieslowski. Quando vi esse filme, tinha uns 12 anos de idade, e foi como uma anunciação. Logo ao final desse filme, percebi imediatamente que o cinema passava a fazer parte da minha vida, como uma sombra, de modo que, sem ele, eu não existiria.

 

3)  Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

São tantos rs. Vou citar dois. Jonas Mekas (Walden). Chantal Akerman (Jeanne Dielman ou News From Home).

 

4)  Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Aopção, do Ozualdo Candeias. O porquê está aqui rs. http://www.cinecasulofilia.com/2008/04/ave-candeias-vi-aopo.html

 

5)  O que é ser cinéfilo para você?

Ser cinéfilo é se dedicar profundamente a realmente querer compreender o que de fato é um filme.

 

 

 

6)  Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Infelizmente não. Me parece que a maior parte das pessoas que programam atualmente as salas de cinema entende de comércio, e não de cinema.

 

7)  Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Não. Elas já não têm e não terão a importância que já tiveram um dia, pois hoje há outras formas de ver cinema para além das salas de cinema, o que têm aspectos positivos e negativos. Mas a sala de cinema nunca vai acabar.

 

8)  Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Nossa, são tantos rs. Vou citar O SOL DO MARMELEIRO, do Victor Erice. Um filme luminoso sobre a relação entre criação e vida. Quero citar também um filme brasileiro: O QUE SE MOVE, de Caetano Gotardo, um filme sombrio e delicado sobre como tudo pode estar prestes a ruir, mesmo sem nenhuma explicação plausível.

 

9)  Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Não cabe a mim dizer, pois essa decisão deve ser feita por especialistas em políticas sanitárias, especialmente médicos. No entanto, aqui na Europa, vejo muito mais riscos em aglomerações em ambientes como bares e aviões do que em salas de cinema.

 

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

O cinema brasileiro vive um momento de grande pluralidade, de muitas coisas diferentes sendo feitas, algumas delas de muita qualidade. Mas os principais filmes brasileiros do seu tempo não são vistos, são vistos por muito poucos, apenas em festivais de cinema. E vivemos um momento de desmonte, de uma tentativa de reduzir o impacto da arte e da cultura brasileira, o que é muito grave.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

André Novais OliveiraPetrus Cariry.

 

12) Defina cinema com uma frase.

Inspirado pelo movimento do mundo, o cinema é uma forma de criar outros possíveis, outros modos de ser, ativando nossa experiência sensível diante do mundo.

 

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema.

Uma vez eu fechei os olhos numa sala de cinema e, quando os abri, estava em outro mundo.

 

14) Defina ‘Cinderela Baiana’ em poucas palavras…

O fim (e o fracasso) de um modelo de produção do cinema brasileiro.

 

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Não necessariamente. Adoro diretores cinéfilos, mas, mais que unicamente pelo cinema, os cineastas devem ser tocados não só por outras formas artísticas mas especialmente pelo movimento do mundo. Como diziam os neorrealistas italianos: não estamos interessados propriamente no cinema, mas sobretudo no homem e na natureza.

‘Missão Impossível 7’: Tom Cruise explica surto no set e diz que não se arrepende

Em Dezembro de 2020, a produção de ‘Missão Impossível 7‘ foi pausada após vazarem um áudio de Tom Cruise gritando com os membros da equipe por quebrarem os protocolos de segurança do COVID-19, o que gerou repercussões bastante negativas.

Agora, o ator revelou que não se arrepende de ter dado a bronca. Em entrevista à revista Empire, Cruise comentou sua reação ao episódio.

“Eu disse o que eu disse. Havia muito em jogo naquele momento… Mas não foi para a equipe inteira. Eu pedi para parte da equipe deixar o set e a bronca foi só em algumas pessoas. Todas essas emoções estavam passando pela minha cabeça.”, afirmou.

Na época, cinco funcionários pediram demissão.  

Ouça abaixo o áudio vazado do set:

 

 Lembrando que os novos filmes contarão com o retorno de Ving Rhames, Vanessa Kirby, Simon Pegg, Vanessa Kirby e Angela Bassett.

Além disso, o próximo filme marca a estreia das estrelas da Marvel Pom Klementieff e Hayley Atwell na franquia.

Também foi anunciado que Rob Delaney (‘Deadpool 2’), Charles Parnell (‘Top Gun: Maverick’), Indira Varma (‘Game of Thrones’), Mark Gatiss (‘Sherlock’) e Cary Elwes (‘Stranger Things’) se juntaram ao elenco.

Anteriormente, a Paramount Pictures anunciou que não vai mais filmar ‘Missão: Impossível 7‘ e ‘Missão: Impossível 8‘ simultaneamente.

O estúdio também divulgou que ‘Missão: Impossível 7‘ foi adiado de 18 de novembro de 2021 para 26 de maio de 2022.

Já ‘Missão: Impossível 8‘ foi adiado de 03 de novembro de 2022 para 06 de Julho de 2023

Em vídeo LEGENDADO, Courteney Cox revela detalhes do novo filme da franquia ‘Pânico’

O Courteney Cox Brasil divulgou um vídeo legendado da participação da atriz no programa The Drew Barrymore Show.

No vídeo, nossa eterna Gale Weathers falou sobre o novo filme da saga, revelando que o próximo capítulo será algo completamente novo, apesar de não ser um reboot.

Assista:

“Esse é o quinto filme da franquia… mas não é ‘Pânico 5’. Esse filme é ‘Pânico’. Os diretores são incríveis. Eles criaram uma nova franquia.”

Ela continua, “O novo filme é moderno e assustador. É um novo ‘Pânico’. Não é um reboot e não é um remake, é apenas algo novo. Acho que será fantástico.”

O novo filme trará o retorno dos veteranos Neve CampbellCourteney CoxDavid Arquette Marley Shelton e introduzirá os novatos Dylan Minnette, Mason Gooding, Kyle Gallner, Jasmin Savoy Brown, Mikey Madison, Jack QuaidMelissa Barrera e Jenna Ortega. Matthew Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (Ready or Not) dirigem.

O primeiro filme da franquia estreou em 1996 e tornou-se um clássico instantâneo e revolucionário que misturou elementos do terror slasher com a metalinguagem cinematográfica. Dirigido por Wes Craven e roteirizado por Kevin Williamson, a trama focava em um serial killer mascarado conhecido pelo nome de Ghostface, que utilizava bordões e um assustador conhecimento sobre produções do gênero para perseguir suas vítimas.

Juntas, as quatro iterações arrecadaram mais de 608 milhões de dólares nas bilheterias mundiais. 

A Paramount Pictures lança ‘Pânico‘ no Brasil no dia 13 de janeiro de 2022, um dia antes da estreia norte-americana.

Crítica em Vídeo | Army of the Dead – Zack Snyder cria épico zumbi para Netflix, mas peca pelo excesso

O editor-chefe Renato Marafon traz a crítica do megalomaníaco filme de zumbis ‘Army of the Dead – Invasão em Las Vegas, superprodução que Zack Snyder dirigiu para a Netflix.

O filme tem cenas extremamente sangrentas, batalhas épicas em CGI, bizarrices (como um Tigre Morto-Vivo), diálogos pra lá de cafonas e tudo, tudo isso adicionado de maneira exagerada. Mas extremamente divertida.

Assista a crítica:

Crítica | Army of the Dead é SANGRENTO, cheio de slow-motion e tudo que se espera do Zack Snyder

O longa será lançado na plataforma no dia 21 de maio, com classificação etária para maiores de 18 anos.

Dirigido por Zack Snyder (‘Madrugada dos Mortos‘), o longa, que foi rodado em Las Vegas, contou com orçamento de US$ 70 milhões.

Após um surto de zumbis em Las Vegas, nos Estados Unidos, um grupo de mercenários faz uma aposta final, aventurando-se na zona de quarentena para tentar realizar o maior assalto de todos os tempos.

Dave Bautista estrela a produção. O elenco ainda conta com Ella Purnell, Omari Hardwick, Ana De La Reguera, Theo Rossi, Matthias Schweighöfer, Nora Arnezeder, Hiroyuki Sanada, Garret Dillahunt, Tig Notaro, Raúl Castillo, Huma Qureshi, Samantha Win, Richard Cetrone e Michael Cassidy.

‘Horse Latitudes’: Novo filme de Zack Snyder é interrompido devido a pandemia

De acordo com o Comic Book, o próximo filme de Zack Snyder teve suas gravações interrompidas devido à pandemia do Coronavírus.

Intitulado ‘Horse Latitudes‘, o filme conta a história de dois aventureiros que planejam uma viagem para a América do Sul depois de se encantarem com uma fotografia.

Snyder quer filmar em locações reais na América do Sul, mas como essa é uma das regiões mais afetadas pela pandemia, o cineasta disse que ele e sua equipe estão esperando até que as coisas se acalmem.

“No momento, estamos apenas esperando mais um pouco, porque a esperança é filmar na América do Sul. Porque COVID ainda é muito intenso naquela parte do mundo, então decidimos pausar nossos planos até que as coisas estejam mais tranquilas. Embora eu tenha outras coisas ocupando minha mente, não desisti de levar esta ideia adiante. Com sorte, veremos se isso funciona.”

Originalmente chamado ‘The Last Photograph‘, o longa está em desenvolvimento desde antes de ‘O Homem de Aço‘.

No entanto, foi repetidamente adiado quando Snyder assinou contrato com a Warner Bros para criar o DCEU

Lembrando o próximo filme do diretor é ‘Army of the Dead – Invasão em Las Vegas’, que recebeu bastante elogios da crítica epecializada.

Em um consenso geral, os críticos amaram ver o diretor livre das amarras da DC, entregando um filme sangrento e divertido.

Confira as reações:

“#ArmyOfTheDead de Zack Snyder é uma explosão total e completa. É o filme mais engraçado de Snyder até hoje. É realmente aterrorizante em vários pontos (a sequência no corredor é puro terror). O elenco humano traz emoção legítima e os zumbis são SURREAIS. Adoro ver Zack livre de DC.”

“#ArmyOfTheDead é um passeio sangrento, hilário e emocionante. Dave Bautista e sua equipe nos oferecem uma aventura sem barreiras, matança de zumbis, de 2 horas e 28 minutos de aventura. Imperdível!”

“#ArmyOfTheDead é MUITO meu tipo de filme. Como esperado, o cenário + a fotografia de Zack Snyder entregam uma exibição absolutamente impressionante de caos e carnificina zumbi.”

“O filme é violento e sangrento. A entrada mais recente [do diretor] Zack Snyder é ridiculamente divertido e um filme do gênero bastante exagerado. Enquanto todo o elenco está incrível, é Matthias Schweighöfer quem rouba cada cena”.

“O filme é muito divertido! Tem ação de zumbi incrível, brincadeiras de personagens e música matadora”.

“Tenho certeza de que Zack Snyder deu as caras à tapa na Warner Bros. e fez seu próprio filme do ‘Esquadrão Suicida’, mas com zumbis. Quem diria”.

“Tem um ótimo elenco e é baastante divertido. Entretanto, apesar de misturar gêneros, não há muita novidade para qualquer um dos dois. Uma ou duas construções são originais, mas, fora isso, você já deve ter visto o filme”.

O longa será lançado na plataforma no dia 21 de maio, com classificação etária para maiores de 18 anos.

Dirigido por Zack Snyder (‘Madrugada dos Mortos‘), o longa, que foi rodado em Las Vegas, contou com orçamento de US$ 70 milhões.

Após um surto de zumbis em Las Vegas, nos Estados Unidos, um grupo de mercenários faz uma aposta final, aventurando-se na zona de quarentena para tentar realizar o maior assalto de todos os tempos.

Dave Bautista estrela a produção. O elenco ainda conta com Ella Purnell, Omari Hardwick, Ana De La Reguera, Theo Rossi, Matthias Schweighöfer, Nora Arnezeder, Hiroyuki Sanada, Garret Dillahunt, Tig Notaro, Raúl Castillo, Huma Qureshi, Samantha Win, Richard Cetrone e Michael Cassidy.

‘The Boys’: Jensen Ackles surge com o visual do Soldier Boy em imagem dos bastidores

Agora que a última temporada de ‘Supernatural‘ chegou ao fim, é difícil de acreditar que a trajetória de Dean Winchester (Jensen Ackles) foi finalizada após 15 anos de aventuras.

Por outro lado, Ackles está gravando sua participação em ‘The Boys‘ como o Soldier Boy, um dos primeiros heróis criados pelas Indústrias Vought.

E o Prime Video acaba de divulgar uma imagem oficial do ator já com a barba e cabelo do personagem.

Confira:

Durante uma entrevista para a Entertainment Weekly, o astro tocou no assunto e foi questionado se há algo em comum entre o herói e o saudoso Dean Winchester.

Em reposta, Ackles brincou ao dizer:

“Acho que a única coisa em comum entre eles é a bota militar. Vou acabar usando ese tipo de calçado, de novo. Tudo bem, dessa vez será uma cor diferente, mas é a mesma bota.

O astro ainda disse que a escolha foi dele, para se lembrar dos tempos de ‘Supernatural‘.

“Eles me deram uma variedade de acessórios para escolher, todos com pegada militar. Quando eu vi aquela bota do Dean, eu sabia que seria a escolha perfeita.”

Infelizmente, o astro não revelou nada sobre o papel do Soldier Boy na trama, então só nos resta aguardar até as próximas atualizações da série.

As filmagens da 3ª temporada tiveram inicio e foram divulgadas mais imagens de Ackles como o Soldier Boy.

Ele aparece na première do filme fictício ‘Dawn of the Seven‘.

Confira:

 

Há algumas semanas, o The Illuminerdi apontou que a origem do personagem será alterada na adaptação da Amazon Prime.

Para quem não o conhece, o Soldier Boy dos quadrinhos é um herói que herdou o manto de um herói falecido, e essa troca acontece desde a 2ª Guerra Mundial.

Essa ideia surgiu para que o Soldier Boy se tornasse um símbolo imortal da bandeira dos EUA, independentemente de quem esteja por baixo do uniforme.

No entanto, a versão live action terá uma origem parecida com a do Capitão América, e ele será retratado como um soldado que sobreviveu à 2ª Guerra Mundial e permanece vivo até hoje.

Pelo visto, a Vought dirá que o personagem morreu durante uma missão, mas a verdade é que ele continua vivo por conta dos efeitos do Composto V, mas os membros d’Os Sete vão acabar descobrindo a verdade e questionar as reações da droga.

Por enquanto, ainda não há como confirmar a veracidade da informação, então considere como rumor.

Lembrando que todos os episódios da 2ª temporada de The Boys‘ já estão disponíveis na Amazon Prime.

Confira nossa crítica:

Crítica | The Boys – 2ª temporada: Ainda mais sádica, violenta e ofensiva

Criada por Evan GoldbergEric Kripke e Seth Rogen, a série é baseada nos quadrinhos homônimos lançados em 2006.

A trama se passa em um mundo onde os super-heróis abraçaram o lado negro de suas famas, e irá focar em um grupo de vigilantes conhecido como “Os Garotos”, que são mandados para derrotar super-heróis corruptos com não mais do que coragem e disposição para lutar sujo.

O elenco inclui Karl Urban, Jack Qaudi, Karen Fukuhara, Erin Moriarty, Antony Starr, Dominique McElligott, Chace Crawford, Jessie T. Usher e Nathan Mitchell.

Tom Cruise devolve seus três Globos de Ouro em meio à polêmica envolvendo a premiação

O astro de ação Tom Cruise tomou a ousada decisão de devolver suas três estatuetas do Globo de Ouro à Hollywood Foreign Press Association, como um sinal de protesto por sua falta de representatividade e por suas práticas corruptas na escolha de seus indicados e vencedores.

A informação foi publicada primeiramente pelo portal Deadline, mas só fora oficialmente confirmada recentemente pela revista EW.

O ator conquistou as estatuetas em 1990 por ‘Nascido em 4 de Julho‘ (Melhor Ator em Drama), em 1997 por ‘Jerry Maguire‘ (Melhor Ator em Drama) e em 2000 por ‘Magnólia‘ (Melhor Ator Coadjuvante).

Cruise se junta ao coro de personalidades e estúdios que já se posicionaram contra a premiação, desde o início da controvérsia envolvendo a associação responsável pelo evento.

É importante lembrar que uma recente exposé feita pelo jornal Los Angeles Times detalhou as principais práticas corruptas da organização, que foi diretamente beneficiada por estúdios e atores, recebendo presentes indesejados e regalias – que seriam uma espécie de propina para favorecer certos filmes, séries e atores em suas escolhas.

Indo mais longe, em seus mais de 80 anos, a Associação tem tido problemas com representatividade racial no seu corpo de membros votantes.

Além de Cruise, outros profissionais se posicionaram contra a HFPA. Mais de 100 escritórios de relações públicas do ramo cinematográfico juntaram forças, exigindo “uma profunda e definitiva mudança”, com atores como Scarlett Johansson e Mark Ruffalo engrossando o coro.

Vale ressaltar que algumas emissoras e estúdios, incluindo a Amazon e a Netflix, já afirmaram que não trabalham mais em parceria com a associação, desde o início da controvérsia.

Como resposta à falta de mudanças no órgão, a emissora NBC também anunciou que não irá transmitir o Globo de Ouro em 2022.

“Continuamos a acreditar que o HFPA está comprometido com uma reforma significativa. No entanto, uma mudança dessa magnitude exige tempo e trabalho, e acreditamos fortemente que o HFPA precisa de tempo para fazê-lo da maneira certa. Como tal, a NBC não irá transmitir o Globo de Ouro de 2022. Supondo que a organização execute seu plano, temos esperança de estar em posição de transmitir o programa em janeiro de 2023.”, disse a NBC em um comunicado.

‘Ms. Marvel’: Terminam as filmagens da nova série do Disney+

Variety confirmou hoje (11) que as filmagens da aguardada série ‘Ms. Marvel, que irá estrear no Disney+ em breve, chegaram ao fim.

Estrelada por Iman Vellani como a protagonista titular, também conhecida como Kamala Khan, a produção foi concluída pouco depois das gravações em Geórgia.

Além de Vellani, a produção conta com Laurel Marsen como Zoe Zimmer, personagem que apareceu ainda no começo das histórias em quadrinhos e foi uma das valentonas que maltrataram Kamala Khan na escola. Eventualmente, as duas se aproximam e desenvolvem respeito mútuo que beira a amizade.

Para quem não conhece, Kamala Khan é uma adolescente paquistanesa-americana nascida em Jersey City, fã de super-heróis, em especial da ‘Capitã Marvel‘.

Ela é atingida pela névoa Terrigen, responsável pela criação dos Inumanos. Quando acorda com superpoderes, decide ser uma heroína como sua ídola e adota o antigo codinome da Capitã, Miss Marvel.

Iman Vellani

A direção fica por conta da dos diretores Adil El Arbi e Bilall Fallah, responsáveis pela popular sequência ‘Bad Boys Para Sempre‘. Sharmeen Obaid-Chinoy e Meera Menon também ingressam no projeto na direção de capítulos adicionais.

Obaid-Chinoy é mais conhecida por ser uma vencedora de dois Oscar pelos curtas documentários ‘Saving Face‘ (2012) e ‘Uma Garota no Rio‘ (2015). Já Menon possui em seu currículo uma série de créditos na TV, como ‘The Walking Dead‘, ‘O Justiceiro‘, além da série ‘Titãs‘, do Universo DC.

Bisha K. Ali entra como showrunner.

‘Oslo’: Ruth Wilson está no centro do conflito Israel-Palestina no novo trailer do drama da HBO; Confira!

HBO divulgou hoje (11) mais um trailer oficial de Oslo, novo filme original estrelado pela vencedora do Globo de Ouro Ruth Wilson (‘The Affair’, ‘Fronteiras do Universo’) e o indicado ao Emmy Andrew Scott (‘Fleabag’).

Confira:

Barlett Sher entra como diretor, enquanto J.T. Rogers assina a adaptação da própria peça vencedora do Tony Award.

Oslo gira em torno das conversas secretas, das amizades inesperadas e das ações heroicas de um pequeno, mas comprometido grupo e israelenses e palestinos, bem como a de um casal norueguês, que culminaram nos Acordos de Paz de Oslo de 1993. 

Wilson será Mona Juul, ministra de relações internacionais da Noruega, enquanto Andrew Scott dá vida ao sociólogo norueguês Terje Rød-Larsen. Salim DawWaleed ZuaiterJeff WilbuschIgal NaorDov GlickmanRotemKeinanItzik CohenTobias ZilliacusSasson Gabay completam o elenco.

Oslo tem estreia marcada para o dia 29 de maio.

‘Army of the Dead’: Ação zumbi de Zack Snyder recebe 78% de aprovação no RT; Confira as críticas!

O filme de zumbis ‘Army of the Dead – Invasão em Las Vegas, superprodução que Zack Snyder dirigiu para a Netflix, agradou em cheio os críticos.

A produção recebeu ótimos 78% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes. Das 37 reviews publicadas, são 28 positivas e 9 negativas. A nota média do filme ficou em 5,9 de 10.

No consenso geral dos críticos, Army of the Dead é um ambicioso e exagerado filme de assalto e zumbis, que traz Zack Snyder de volta às raízes de seu gênero com um toque adequadamente sangrento.”

Confira as principais críticas:

Clarisse Loughrey – Independent
Uma tapeçaria barroca de sangue, balas e ossos – nunca faltam cenas memoráveis, mesmo que seu simbolismo seja tão óbvio que parece que foi gritado em um megafone.

Rodrigo Perez, The Playlist
Zack Snyder entendeu habilmente a tarefa, e George A. Romero ficaria orgulhoso de que o visionário cineasta não tenha esquecido a vantagem política e social de seus clássicos zumbis.

Sharronda Williams, Pay or Wait
Army of the Dead é uma explosão absoluta do início ao fim. Snyder continua a elevar o gênero zumbi enquanto realiza um filme de assalto repleto de comédia e muito coração.

Brian Tallerico – RogerEbert
É divertido e despretensioso, impulsionado mais por suas cenas de ação do que por qualquer outra coisa.

Sebastian Zavala Kahn – Más Gamers
Não, não precisava ter duas horas e meia de duração, mas ainda assim é divertido e absurdamente intenso. Não é arte, mas também não está tentando ser.

Matt Donato – WhatToWatch
‘Army Of The Dead’ abre caminho através de uma narrativa maluca escrita muito frustrantemente fina para suportar uma ação explosiva que espalha cabeças de zumbis como pinturas de Jackson Pollock.

Yago García – Cinemanía
O retorno do diretor ao gênero zumbi resultou em um filme divertido e pessoal.

K. Austin Collins – Rolling Stone
É uma fórmula boa o suficiente, com os ingredientes de uma peça sólida de confecção pop – e é basicamente isso que Snyder oferece.

Kate Sánchez
Army Of The Dead é demais, e embora seja cerca de 30 minutos muito longo apenas quando você olha para o relógio para verificar a hora, o último ato o puxa de volta com uma ação final que fecha com chave de ouro.

Cynthia Vinney – CBR
Army Of The Dead apresenta mais enredos do que o típico filme de monstro, e a maioria deles é surpreendentemente bem-sucedido, apesar de manter o filme mais ocupado do que o necessário.

Bill Goodykoontz – Arizona Republic
Imagine a mais gloriosa e sangrenta orgia de zumbis. Agora imagine que isso não seja suficiente e você terá uma boa ideia do que está acontecendo em Army Of The Dead.Assista a crítica:

Crítica | Army of the Dead é SANGRENTO, cheio de slow-motion e tudo que se espera do Zack Snyder

O longa será lançado na plataforma no dia 21 de maio, com classificação etária para maiores de 18 anos.

Dirigido por Zack Snyder (‘Madrugada dos Mortos‘), o longa, que foi rodado em Las Vegas, contou com orçamento de US$ 70 milhões.

Após um surto de zumbis em Las Vegas, nos Estados Unidos, um grupo de mercenários faz uma aposta final, aventurando-se na zona de quarentena para tentar realizar o maior assalto de todos os tempos.

Dave Bautista estrela a produção. O elenco ainda conta com Ella Purnell, Omari Hardwick, Ana De La Reguera, Theo Rossi, Matthias Schweighöfer, Nora Arnezeder, Hiroyuki Sanada, Garret Dillahunt, Tig Notaro, Raúl Castillo, Huma Qureshi, Samantha Win, Richard Cetrone e Michael Cassidy.

‘All I Know so Far’: Documentário da cantora Pink ganha trailer incrível; Confira!

A icônica estrela da música Pink vai ganhar seu próprio documentário na Amazon, intitulado All I Know so Far. Agora, a plataforma de streaming divulgou trailer oficial da produção.

Confira, junto ao videoclipe da música titular homônima:

O filme é dirigido por Michael Gracey (‘O Rei do Show’) e será lançado no dia 21 de maio, trazendo detalhes sobre o processo de criação do espetáculo da cantora no Estádio de Wenbley, como parte da turnê do álbum Beautiful Trauma.

Creditada por quebrar barreiras para as mulheres no cenário fonográfico, Pink tornou-se mundialmente famosa com o lançamento de ‘Can’t Take Me Home’, em 2000. Desde então, entregou nada menos que outros sete álbuns e vendeu mais de 90 milhões de discos.

Aclamada por sua voz rouca e por sua presença de palco acrobática, ela já levou para casa três Grammy Awards, dois Brit Awards, um Emmy e sete VMAs, incluindo o Prêmio Vanguarda Michael Jackson.

‘Invocação do Mal 3’ não terá conexão com [SPOILERS!]; Entenda!

Uma coisa que tem sido marca registrada na franquia Invocação do Mal é sua conexão com outros títulos, como ‘Annabelle’ e ‘A Freira’.

O primeiro filme da trilogia apresentou a demoníaca boneca ‘Annabelle‘, uma aparição tão bem-sucedida que lhe rendeu três filmes e mais uma aparição em ‘Invocação do Mal 2‘.

Falando nisso, a sequência lançada em 2016 introduziu o demônio Valak, que mais tarde ganhou seu próprio filme, intitulado ‘A Freira’ (2018).

No entanto, essas conexões não vão acontecer em ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio’, e há um bom motivo para isso.

Em uma coletiva à imprensa para divulgar o filme, o diretor Michael Chaves (‘A Maldição da Chorona’) brincou ao dizer que:

“Poderia ser como ‘Vingadores: Ultimato‘, poderíamos trazer Bathsheba, Valak, o Homem-Torto, a Freira, a festa seria completa… Mas não, com certeza não. Este filme precisava funcionar por si só.”

Ele explicou que:

“Desta vez, os Warren estão enfrentando algo que nunca enfrentaram antes, então queríamos dar mais espaço e exclusividade para esta parte da história deles, sem usarmos influências externas dos outros filmes.”

A julgar pelo trailer e pelos cartazes em que o casal aparece amedrontado, não há dúvida de que eles vão enfrentar algo que vai abalar sua carreira como demonologistas.

Chaves ainda explicou que ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio‘ será o mais perturbador e desconfortável da trilogia porque:

“Neste filme, Ed e Lorraine estão nus no escuro, desprotegidos e a ponto de terem sua fé testada. Eles estão lidando com algo que é mais astuto do que eles, então seu medo e suas dúvidas são transmitidas para o público. Este será o primeiro filme a mostrar uma tragédia real.”

Ele continuou, alertando que nem sempre há finais felizes:

“Até este ponto, nunca houve realmente uma vítima em um filme da franquia. Existem histórias de casas mal-assombradas, onde Ed e Lorraine Warren saem vitoriosos, este é o ponto de conforto dos filmes. Mas, desta vez, há uma vítima real. Por ser um caso diferente em muitos aspectos, trabalhamos com a ideia de que às vezes um exorcismo não sai como o planejado. Nem sempre há um final feliz… Mas tentar encontrar uma reflexão a partir dos erros também é algo reflexivo na jornada do casal.” 

E aí, você está ansioso?

Descrição dos primeiros 11 minutos de ‘Invocação do Mal 3’ [EXCLUSIVO]

Lembrando que o longa chega aos cinemas nacionais em 03 de junho. 

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio’ revela uma história assustadora de terror, assassinato e um desconhecido mal que chocou até os experientes investigadores de atividades paranormais Ed e Lorraine Warren. Um dos casos mais sensacionais de seus arquivos, começa com uma luta pela alma de um garoto, depois os leva para além de tudo o que já haviam visto antes, para marcar a primeira vez na história dos Estados Unidos que um suspeito de assassinato alegar ter tido uma possessão demoníaca como defesa.

O elenco ainda conta com Ruairi O’Connor, Sarah Catherine Hook, Julian Hilliard, Charlene Amoia, Paul Wilson e Sterling Jerins.

Nos EUA, o longa estreia em 04 de junho nas telonas e na HBO Max.

‘Uma Noite de Crime 5’: Primeiro trailer da sequência será lançado amanhã!

De acordo com o Bloody Disgusting, o primeiro trailer da sequência ‘Uma Noite de Crime 5 – A Fronteira‘ (The Forever Purge), que servirá como o capítulo final da franquia, será lançado amanhã, no dia 12 de maio.

O novo filme se passará APÓS a abolição do expurgo e seguirá um grupo de purgadores mascarados do Texas que se recusa a desistir da luta.

Confira a imagem:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 19 de agosto.

Vale lembrar que o filme recebeu classificação Rated-R (para maiores de 18 anos) por “violência extrema, cenas sangrentas e linguagem chula”.

James DeMonaco, responsável pelo roteiro de todos os filmes, ficará responsável pelo enredo do novo longa. Já a direção ficará com o novato Everardo Gout.

A trama se passará após os eventos de ‘O Ano da Eleição’ e será focada em Adela (Reguera) e Juan (Huerta), que encontram abrigo em um rancho no Texas, após fugirem de um cartel no México. As coisas dão errado quando um grupo de forasteiros decide continuar purgando além do tempo concedido, quando as pessoas podem violar todas e quaisquer leis.

O elenco é formado por Will Patton, Cassidy FreemanAna de la Reguera, Tenoch Huerta Leven Rambin.