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‘Parks and Recreation’: Leslie e Ron são destaque em novo clipe do episódio especial

O episódio especial da série ‘Parks and Recreation‘, que irá ajudar a arrecadar dinheiro para a crise causada pela pandemia de Coronavírus, ganhou um novo clipe.

Confira:

O especial terá meia hora de duração e será exibido hoje (30), na NBC.

O elenco original irá reprisar seus papéis, incluindo Amy Poehler, Nick Offerman, Rashida Jones, Aziz Ansari, Adam Scott, Rob Lowe, Chris Pratt, Aubrey Plaza, Retta e Jim O’Heir.

O roteiro do episódio irá se passar durante a pandemia atual: “A civil mais dedicada de Pawnee, Leslie Knope, está determinada a se manter conectada com seus amigos em tempos de distanciamento social.”

“Assim como várias outras pessoas, nós estamos buscando meios de ajudar e sentimos que poderíamos arrecadar dinheiro trazendo esses personagens de volta,” afirmou o produtor executivo Michael Schur em uma declaração. “Eu enviei um e-mail ao elenco e todos me responderam em menos de 45 minutos. Nossa antiga equipe montou um episódio de 30 minutos e espero que todos gostem… e doem!”

O dinheiro arrecadado será enviado para a instituição Feeding America’s COVID-19 Response Fund, o que permite que os bancos de alimentos forneçam alimentos e recursos para “os membros mais vulneráveis ​​da comunidade durante esse período difícil”. A NBCUniversal, o elenco da série e patrocinadores também irão doar até US$ 500 mil.

‘O Homem nas Trevas 3’ já está em desenvolvimento!

De acordo com o insider Daniel Richtman, o terceiro filme da franquia ‘O Homem nas Trevas‘ já está em desenvolvimento.

A Sony Pictures ainda não confirmou a informação, mas vale destacar que o segundo filme trará o Homem Cego como o protagonista da história, transformando-o em um anti-herói (ao contrário do primeiro filme, onde ele é um vilão), o que pode ser o início de uma nova franquia de sucesso.

O projeto alegadamente está nos estágios iniciais, possivelmente esperando o resultado do segundo filme nas bilheterias para receber o sinal verde para sair do papel.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o astro Stephen Lang revelou alguns detalhes sobre a trama do segundo filme.

“Eu nunca terminei uma cena com a sensação de que deixamos algo passar. Nós realmente lutamos para tirar tudo o que conseguimos disso. Há uma tremenda afinidade com o primeiro filme, mas, de várias formas – de todas as formas -, é algo único”.

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 2 de setembro de 2021. A estreia acontece três semanas após o lançamento nos EUA, programado para 13 de agosto de 2021.

O longa é dirigido por Rodo Sayagues, que coescreveu o roteiro ao lado de Fede Alvarez.

A trama se passará diversos anos após o primeiro filme, com o homem cego vivendo uma vida tranquila… até que os pecados do seu passado o encontram. O homem cego tem se vivido em uma cabana isolada após adotar uma garotinha de um orfanato. A vida tranquila deles é perturbada quando um grupo de sequestradores aparece e pega a criança, forçando o homem cego a deixar seu lar para salvá-la.

Sucesso nas bilheterias, ‘O Homem nas Trevas‘, lançado em 2016, custou apenas US$ 9,9 milhões, e arrecadou US$ 157 milhões mundialmente.

Confira nossa crítica:

Mulher grávida é amaldiçoada no trailer de ‘Madres’, novo terror da Blumhouse

A Amazon Prime divulgou o primeiro trailer do terror ‘Madres‘.

Confira:

O terror será lançado oficialmente no dia 8 de outubro.

Dirigido por Ryan Zaragoza, o longa faz parte de uma parceria com a Blumhouse – um projeto que incluirá oito filmes de terror originais, intitulado ‘Welcome to the Blumhouse‘.

Beto (Huerta) e Diana (Guerra), um jovem casal mexicano-americano que espera seu primeiro filho, muda-se para uma pequena cidade na Califórnia dos anos 1970, onde Beto recebeu uma oferta de emprego como gerente de uma fazenda. Isolada da comunidade e atormentada por pesadelos confusos, Diana explora o rancho degradado da empresa onde eles residem, encontrando um talismã medonho e uma caixa contendo os pertences dos moradores anteriores. Suas descobertas a levarão a uma verdade muito mais estranha e assustadora do que ela poderia ter imaginado.

O elenco conta com Tenoch Huerta, Ariana Guerra, Evelyn Gonzalez, Kerry Cahill e Elpidia Carrillo.

‘A Mulher do Viajante no Tempo’: Trailer dos próximos episódios explora o passado; Confira!

A HBO Max divulgou o trailer dos próximos episódios da série ‘A Mulher do Viajante no Tempo‘ (The Time Traveler’s Wife), adaptação do romance homônimo de Audrey Niffenegger.

Confira:

O próximo capítulo vai ao ar no dia 22 de maio.

Rose Leslie (‘Game of Thrones’) e Theo James (‘Divergente’) estrelam a produção. Desmin BorgesNatasha Lopez completam o elenco.

O roteiro foi escrito por Steven Moffat (‘Doctor Who’). David Nutter (‘Game of Thrones’) foi responsável pela direção de todos os seis episódios.

Em 2009, o livro ganhou uma adaptação para os cinemas, que no Brasil recebeu o título ‘Te Amarei Para Sempre‘. O longa foi estrelado por Rachel McAdams e Eric Bana.

Robin Wright retornará na pré-sequência de ‘Mulher-Maravilha’? Atriz responde!

Em entrevista ao Yahoo! Entertainment, Robin Wright (‘House of Cards’) comentou sobre um possível retorno como na vindoura série ‘Paradise Lost‘, que servirá de pré-sequência ao filme ‘Mulher-Maravilha‘ (2017).

“Eu amei interpretar uma Amazona. Sinto que eu era a líder de uma tribo Amazona em minha vida passada. Não recebi nenhuma ligação para participar de ‘Paradise Lost’ ainda. Talvez eu esteja muito velha!”

A produção terá como escopo principal a ilha de Themyscira (conhecida coloquialmente como “Ilha Paraíso”).

A narrativa irá explorar as gerações que vieram antes da heroína nascer, sendo descrita como uma série no estilo ‘Game of Thrones‘ e delineando as políticas e as aventuras das Amazonas.

Sobre a série, James Gunn declarou: “Essa é uma história no estilo ‘Game of Thrones’, sobre a atmosfera da Ilha Paraíso, lar das Amazonas e local de nascimento da Mulher Maravilha. E isso envolve toda a obscuridade e o drama e a intriga política por trás dessa sociedade matriarcal. É uma história de origem sobre: como essa sociedade surgiu? O que ela significa? Como é a política delas? Quais são suas regras? Quem está no comando? Quais são os jogos que elas jogam entre si? Acho que é algo muito animador”.

Mais informações não foram reveladas.

Novo ‘Jogos Vorazes’ ultrapassa US$ 300 milhões nas bilheterias mundiais

Sucesso! A pré-sequência ‘Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 300 milhões nas bilheterias mundiais.

Nos EUA, o longa arrecadou US$ 145.2 milhões. No mercado internacional, foram US$ 155.3 milhões.

O TOP 5 dos maiores mercados conta com o Reino Unido (US$19.8M), Alemanha (US$14.6M), Austrália (US$12.5M), França (US$11.7M) e México (US$10.1M).

Atualmente, a produção se encontra no TOP 15 das maiores bilheterias do ano, tendo ultrapassado blockbusters como ‘Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes‘, ‘As Marvels‘, ‘Shazam! Fúria dos Deuses‘ e ‘Besouro Azul‘.

Vale lembrar que o longa passou duas semanas no topo das bilheterias norte-americanas – desbancando as estreias de ‘Napoleão‘ e ‘Wish: O Poder dos Desejos‘.

Trailer FINAL de ‘Venom 3’ promete conclusão ÉPICA à franquia; Confira!

A Sony Pictures divulgou o trailer final da aguardada sequência ‘Venom 3: A Última Rodada‘.

Confira, dublado e legendado:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 25 de outubro.

Kelly Marcel, roteirista dos filmes anteriores, assume a direção. Ela também assina o roteiro ao lado de Tom Hardy.

Eddie (Hardy) e Venom estão em fuga. Caçados por seus dois mundos e com o cerco se fechando, a dupla é forçada a tomar uma decisão devastadora que fechará as cortinas de sua última dança.

O elenco ainda conta com Chiwetel Ejiofor, Juno Temple, Rhys Ifans, Peggy Lu, Alanna Ubach e Stephen Graham.

venom poster

Chris Evans afirma estar “triste” por NÃO retornar em ‘Vingadores: Apocalipse’

Em entrevista ao ScreenRant, Chris Evans (‘Ghosted: Sem Resposta’) confirmou que não retornará em ‘Vingadores: Apocalipse‘.

O ator afirmou que se sente triste por estar afastado do MCU enquanto vê o anúncio de antigos colegas retornando ao Universo da Marvel.

“Sim, eu converso com [os irmãos Russo e Robert Downey Jr.] o tempo todo. E o Pedro Pascal [seu colega de elenco em ‘Os Materialistas’] faz parte do MCU agora. É triste estar longe daquele universo. É triste não poder me reunir com o grupo novamente, mas tenho certeza que eles estão fazendo algo incrível.”

Ele completa, “Tenho certeza que será muito mais triste quando o filme for lançado, e eu sentir que não fui convidado para a festa.”

Além de Robert Downey Jr. como Victor Von Doom/Doutor Destino, o elenco contará com Tom Hiddleston (Loki), Anthony Mackie (Capitão América), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Letitia Wright (Pantera Negra), Wyatt Russell (Agente Americano) Simu Liu (Shang-Chi), Florence Pugh (Yelena Belova), Danny Ramirez (Falcão), Winston Duke (M’Baku), Vanessa Kirby ( Mulher Invisível), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Joseph Quinn (Tocha Humana), Lewis Pullman (Bob), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma), Patrick Stewart (Professor Xavier), Alan Cumming (Noturno), Ian McKellen (Magneto), Rebecca Romijn (Mística), James Marsden (Ciclope), Kelsey Grammer (Fera), Channing Tatum (Gambit), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Hemsworth (Thor) e Pedro Pascal (Sr. Fantástico).

Joe e Anthony Russo serão responsáveis pela direção.

Vingadores: Apocalipse‘ e ‘Vingadores: Guerras Secretas‘ chegarão aos cinemas no dia 18 de dezembro de 2026 e 17 de dezembro de 2027, respectivamente.

(Quase) O Amor da Minha Vida

(Young Werther)

 

Elenco:

Douglas Booth
Alison Pill
Patrick J. Adams

 

Direção: José Avelino Gilles Corbett Lourenço

Gênero: Comédia Romântica

Duração: 101 min.

Distribuidora: PlayArte

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 23 de Julho de 2026

Sinopse: 

Em (QUASE) O AMOR DA MINHA VIDA, Werther, um jovem escritor despreocupado e encantador, se depara com o amor de sua vida — apenas para descobrir que ela está noiva. Ignorando os conselhos do melhor amigo, Werther vira seu mundo de cabeça para baixo em uma tentativa equivocada e hilária de conquistar o coração dela.

Curiosidades: 

» O longa é baseado no romance homônimo de Johann Wolfgang von Goethe;

» Além de dirigir, José Avelino Gilles Corbett Lourenço também assina o roteiro da adaptação;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

 

 

 

Guillermo del Toro comenta o que está achando da direção de ‘Círculo de Fogo 2’

Embora Guillermo del Toro não tenha assumido a direção de ‘Círculo de Fogo 2‘, ele continua envolvido com a sequência,  desta vez apenas como produtor.

E durante uma entrevista com o site Collider, ele comentou sobre o que já viu até agora do filme, admitindo que a perspectiva do diretor Steven DeKnight é diferente do que ele havia escrito anteriormente, mas que o material está caminhando muito bem:

“Está indo bem. Eu vejo materiais todos os dias. Vejo os cortes iniciais, vejo teasers. Eles estão indo bem. Isso permitiu que ele tenha seu próprio estilo, permite que ele tenha sua percepção dos personagens. Eu escrevi um roteiro, desenvolvi dois ou três rascunhos daquele roteiro – este é diferente daquilo que criei e eu estou OK com isso. Um produtor fica nos cantos, o diretor fica no centro. O produtor não está levando os socos, o diretor é que está, então cala a boca, fique no canto e espere o diretor vir até você”.

‘Círculo de Fogo 2’: John Boyega aparece de Jaeger azul em novas fotos do set

O diretor Guillermo del Toro retorna apenas como produtor, e a direção fica por conta de Steven S. DeKnight. Em seu currículo, existe apenas a produção da primeira temporada de ‘Demolidor‘ para a Netflix e a direção de episódios das séries ‘Angel‘ e ‘Smallville‘, mas nenhum longa-metragem.

Círculo de Fogo 2‘ estreia apenas em 2018, mas as gravações do filme estão a todo vapor.

Charlie Hunnam, que interpretou Raleigh Beckett no primeiro filme, desistiu da sequência por “conflitos de agenda”.

O elenco conta com Jing Tian (‘A Grande Muralha’),  John Boyega (‘Star Wars: O Despertar da Força’) e Scott Eastwood (‘Esquadrão Suicida’).

Atriz de ‘Game of Thrones’ no elenco de ‘Círculo de Fogo 2’

Guillermo Del Toro quer trilogia para ‘Círculo de Fogo’

O longa original foi sucesso absoluto nas bilheterias da China, e tendo em vista que eles são fascinados por robôs gigantes (vide ‘Transformers‘), o projeto poderá funcionar e muito por lá.

Círculo de Fogo teve bilheteria mundial de US$ 411 milhões, e mais de 1/4 dessa quantia veio da China, onde o filme faturou mais do que nos EUA. O orçamento foi de caros US$ 190 milhões.

 

‘Liga da Justiça’: Warner sabia que o filme fracassaria, afirma site

Segundo o portal Revenge of The Fans, a Warner Bros. já esperava que ‘Liga da Justiça’ fosse um fracasso nos cinemas.

De acordo com o site, o alto escalão do estúdio tinha expectativas negativas em relação à produção, independente de quem estaria à frente da direção – Zack Snyder ou Joss Whedon.

No entanto, mesmo esperando o pior, a DC/Warner teria lançado ‘Liga da Justiça’ para que pudesse seguir adiante com a nova fase de seu universo compartilhado. A pressa em começar de novo seria um dos motivos pelos quais a produção possui tantas falhas em seu CGI, desde o bigode do Superman até o visual do Lobo da Estepe – que muda de cena para cena.

O portal ainda aponta que embora um fracasso fosse previsto, o estúdio não esperava que o grau de rejeição fosse tão grande assim em alguns países. Aparentemente, o feedback negativo dos fãs seria em virtude do filme ser uma sequência direta de ‘Batman V Superman’, que gerou grandes controvérsias, dividindo a avaliação do público.

Recentemente, a Warner Bros. começou uma mudança brusca internamente para realizar filmes melhores e mais bem planejados.

Liga da Justiça continua em cartaz no Brasil. O filme ultrapassou a bilheteria nacional de ‘Velozes e Furiosos 8’ e se tornou a maior bilheteria de 2017 no país.

Comparando com as demais produções do DCEU, ‘Liga da Justiça ainda permanece atrás de ‘Esquadrão Suicida‘ (US$ 745,6 milhões), ‘Mulher-Maravilha‘ (US$ 821,9 milhões) e ‘Batman V Superman: A Origem da Justiça‘ (US$ 873,3 milhões).

‘Backtrace’: Thriller criminal com Stallone ganha cartaz e trailer; Confira!

O thriller criminal, ‘Backtrace‘, estrelado por Sylvester Stallone, ganhou um novo cartaz e trailer.

Confira:

Na trama, um psicótico ladrão de bancos, interpretado por Matthew Modine, passa por uma cirurgia no cérebro após seu último assalto, desenvolvendo amnésia. Com esse novo quadro clínico, ele acaba sendo encaminhado para uma prisão psiquiátrica, onde um colega de cela e um médico, interpretados respectivamente por Ryan Guzman e Meadow Williams, farão de tudo para recuperar sua memória e encontrar o dinheiro roubado – a ponto de tirá-lo da  penitenciária. Nessa jornada, o detetive Sykes, vivido por Sylvester Stallone, passa a rastrear seus passos, a fim de garantir que o crime seja solucionado.

O elenco ainda conta com Matthew Modine (‘Stranger Things‘) e Christopher McDonald.

Backtrace‘ foi roteirizado por Mike Maples, sob a direção de Brian A. Miller.

O longa estreia nos cinemas norte-americanos e no formato On Demand em 14 de dezembro.

 

‘Silicon Valley’: Jared está desesperado em cena do sexto episódio da 6ª temporada; Assista!

A sexta e última temporada da aclamada série Silicon Valleyse encaminha para o seu fim e a HBO divulgou uma nova cena do sexto episódio, exibido no domingo (01).

Confira:

Em um comunicado oficial, os showrunners Mike Judge e Alec Berg refletiram sobre o ciclo final da produção:

“‘Sillicon Valley‘ é um ponto alto nas nossas vidas e carreiras. Sentiremos muita falta desesperadamente, mas sempre deixamos a jornada de Pied Piper guiar o caminho e a sexta temporada parece ser a conclusão ideal. Temos uma dívida eterna com o nosso incrível elenco, equipe de apoio e parceiros da HBO. Em um determinado momento, só há um certo limite do que você pode fazer para tornar o mundo melhor”.

O elenco de ‘Silicon Valley‘ é composto por  Josh BrennerThomas Middleditch, Kumail Nanjiani, Zach Woods, Martin Starr e Amanda Crew no elenco.

 

Disney Plus lança novo e PODEROSO drama para toda a família; Confira a nossa entrevista!

A Disney+ está trazendo um novo e EMOCIONANTE drama familiar para a sua plataforma de streaming nesta sexta-feira (27) e você precisa conhecer essa inspiradora história, de uma jovem que teve sua vida transformada por um cavalo.

Confira a entrevista que a nossa jornalista e crítica Rafa Gomes fez com os atores Calam Lynch e Mackenzie Foy, protagonistas desse novo e lindo original Disney+.

A produção também estrelada por Kate Winslet (‘Avatar‘).

Assista:

Confira nossa entrevista com a diretora do longa, Ashley Avis:


Dirigido por Ashley Avis, o filme é baseado no romance homônimo de Anna Sewell, lançado em 1877.

Na trama, um cavalo selvagem e uma jovem adolescente forjam laços inquebráveis que os mantêm conectados por uma vida inteira.

O elenco também conta com Fern DeaconClaire ForlaniIain GlenCalam LynchMax RaphaelHakeen Kae-KazimMatt Rippy,Avianah Abrahams.

Beleza Negra’ tem estreia marcada para o dia 27 de novembro no Disney+.

‘Quatro Irmãos’: Filme de ação com Mark Wahlberg será REMOVIDO da Netflix em breve

O filme de ação ‘Quatro Irmãos‘, estrelado por Mark Wahlberg e Tyrese Gibson, será removido da Netflix em breve. A produção deixará a grade de programação nesta quarta-feira, 1º de dezembro.

Na trama, Bobby (Wahlberg), Jeremiah (André Benjamin), Angel (Gibson) e Jack (Garrett Hedlund) são quatro irmãos adotivos, que foram criados pela mesma mulher. Quando a mãe deles morre, os quatro se reúnem novamente para o seu enterro. Porém, quando descobrem que ela pode ter sido assassinada, os irmãos decidem se unir para investigar o caso e se vingar.

Terrence Howard, Josh Charles, Sofía Vergara e Chiwetel Ejiofor completam o elenco.

John Singleton, a partir de um roteiro escrito por Paul Lovett e David Elliot.

Assista ao trailer:

Paramount vive rebelião criativa e alvo comum é Trump — e seu “ego”

A tensão entre criadores de conteúdo e executivos da Paramount Global chegou a um novo patamar esta semana — e, segundo o The Hollywood Reporter, o alvo da revolta não é apenas corporativo, mas também pessoal: o presidente Donald Trump.

O veículo relata que, após anos de críticas políticas sérias que pouco abalaram a popularidade de Trump, vozes da comédia e da mídia parecem ter encontrado um novo caminho: zombar, de forma escancarada, o ego (e o corpo) do político republicano.

A revolta explodiu após uma série de decisões controversas da Paramount, incluindo o cancelamento do The Late Show with Stephen Colbert e um suposto acordo com Trump envolvendo o programa 60 Minutes. Para criadores como Jon Stewart, da versão atual de The Daily Show, essas escolhas revelam um alinhamento perigoso com os interesses do ex-presidente — algo que Stewart satirizou com veemência em seu programa:

“Talvez seja o caminho mais fácil para um acordo de fusão de US$ 8 bilhões matar um programa que incomodava um presidente frágil e vingativo, que sofre de insuficiência peniana crônica”, disparou o apresentador, em comentário que viralizou nas redes.

Stephen Colbert também entrou na onda. No ar, ironizou documentos relacionados ao caso Epstein, dizendo que continham nomes como Donald Trump, Donald John Trump, Donald J. Trump… e um homem misterioso conhecido apenas como micropênis DJT.”

Mas a sátira mais extrema, conforme revelou o The Hollywood Reporter, veio do ‘South Park‘. No episódio mais recente, a série utilizou inteligência artificial para retratar Trump na cama com Santaná e em uma caminhada delirante pelo deserto, nu, suando, e conversando com um pênis falante — uma representação grotesca e cômica que levou a crítica ao limite do surreal.

O histórico de piadas sobre o órgão genital de Trump é longo — e, segundo o THR, não parece ser apenas pela comédia: elas atingem um ponto sensível. Trump já se defendeu em debates públicos sobre o tamanho de suas mãos, dizendo em 2016: “Se são pequenas, algo mais também deve ser pequeno. Garanto que não há problema.” A fala virou um dos momentos mais bizarros da corrida presidencial daquele ano.

A Casa Branca respondeu diretamente ao episódio de ‘South Park‘. Em nota oficial, a assessoria de imprensa declarou que a série “não é relevante há mais de 20 anos” e acusou os criadores de buscar “atenção desesperadamente”, mesmo com o programa tendo firmado recentemente um contrato de renovação de US$ 1,5 bilhão por cinco anos com a Paramount.

A matéria do The Hollywood Reporter também destaca o pano de fundo dessa crise: a fusão bilionária entre Paramount e Skydance, e a percepção de que a empresa estaria silenciando vozes críticas para viabilizar acordos corporativos.

Diante de uma figura política aparentemente imune à denúncias, investigações e análises sérias, a mídia parece agora testar a força da humilhação pessoal — por mais absurda e explícita que pareça. Resta saber se esse tipo de ataque surtirá mais efeito do que os embates tradicionais.

O controverso episódio

A 27ª temporada de ‘South Park‘ estreou na última quarta-feira (23) e, como já era de se esperar da série criada por Trey Parker e Matt Stone, começou com uma dose pesada de sátira política. O primeiro episódio, intitulado “Sermon on the ‘Mount”, coloca Donald Trump não apenas de volta à Casa Branca — mas também, literalmente, na cama com o Diabo.

O episódio mergulha o público em um South Park caótico. Cartman está deprimido pelo fim de seu programa favorito da NPR, Randy tenta impedir que Jesus assuma o controle da escola South Park Elementary, e o presidente dos EUA está ocupado demais prendendo e processando seus inimigos políticos para se importar com a crise na cidade.

Quando uma multidão enfurecida invade a casa de Mr. Garrison para pedir respostas, ele revela que não está mais na presidência há anos. A cena corta então para a Casa Branca, onde Trump — representado de forma grotesca — está em pleno comando, discutindo com o Primeiro-Ministro do Canadá e soltando frases como:

“Você quer que eu te bombardeie como fiz com o Iraque?”
“Não foi o Irã?”
“Irã, Iraque… Qual a porra da diferença?”

Logo em seguida, Trump aparece se despindo e tentando seduzir Satanás, que o rejeita de forma contundente. Trump insiste:

“Vamos lá, Satan, trabalhei duro o dia inteiro.”
“Você não fez nada, só ficou fazendo memes idiotas,” rebate Satanás.
Trump então tenta se exibir sexualmente, mas acaba humilhado:
“Não consigo nem ver nada… é tão pequeno,” diz o Diabo, encerrando a cena com escárnio.

O retorno da série acontece após atrasos causados por conflitos entre a Paramount e a Skydance, envolvidos na fusão que impactou o cronograma da 27ª temporada. No início do mês, a estreia foi adiada de 9 para 27 de julho, e a conta oficial da série no X (ex-Twitter) não poupou palavrões ao culpar a fusão corporativa pelo transtorno.

Com essa estreia explosiva, ‘South Park‘ reafirma seu lugar como uma das sátiras mais ousadas da TV — e não dá sinais de suavizar o tom nesta nova fase.

Já no Brasil, a animação está disponível no Prime Video.

‘True Detective’: Terceira temporada será lançada apenas em 2019

Os fãs de True Detective terão que esperar mais um pouco para ver a aguardada 3ª temporada. Durante uma conferência com a imprensa de Los Angeles, o presidente da HBO, Casey Bloys revelou que a nova temporada só chegará ao canal em 2019.

As filmagens começam no próximo mês, porém, não conseguirão terminar tudo para um lançamento ainda este ano, de acordo com a EW:

“Nós não conseguimos deixar ela pronta pra 2018, então você pode assumir que chegará em 19”

Enquanto isso, a terceira temporada ganhou uma nova adição no elenco.

Segundo a Variety, Stephen Dorff (‘Blade – O Caçador de Vampiros’) viverá Roland West, detetive que tem sua vida pessoal e profissional afetada devido a um crime.

Ele será o co-protagonista, ao lado de Mahershala Ali .

Ali vive como Wayne Hays, um policial do noroeste do Arkansas, responsável por investigar um crime macabro em Ozarks.

A terceira temporada apresenta a história de um crime macabro no âmago de Ozarks e um mistério que tem se aprofundado ao longo das décadas, se desmembrando em três períodos distintos.

O diretor de ‘Green Room’, Jeremy Saulnier irá dirigir a temporada ao lado do criador da série, Nic Pizzolatto. Os novos episódios estreiam em 2019 na HBO.

‘O Animal Cordial’: Elogiado terror nacional ganha data de estreia

O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida, acaba de ganhar data de estreia no Brasil: 9 de agosto. Produzido por Rodrigo Teixeira, da RT Features, e distribuído pela California Filmes.

O filme é uma fábula violenta sobre desejo na sociedade brasileira, o primeiro slasher movie dirigido por uma mulher no Brasil. O longa deu a Murilo Benício o prêmio de Melhor Ator no Festival Internacional de Cinema do Rio, em 2017, e os prêmios de Melhor Atriz e Melhor diretora para Luciana Paes e Gabriela Amaral Almeida no FantasPoa 2018.

O CinePOP divulga, com EXCLUSIVIDADE, o teaser do terror nacional.

Confira o teaser, e algumas críticas:

Gabriela Amaral Almeida criou um filme intenso, que quase não deixa espaço para respirar, com reviravoltas que levam aos lugares mais sombrios do coração humano.”
ScreenAnarchy, Shelagh Rowan-Legg

“Animal Cordial captura a definição da palavra hipnotizante, e o faz com bravura.”
Cinepunx, Jaime Burchardt

“Animal Cordial é um olhar desconcertante sobre a inadequação masculina.”
Bloody Disgusting, Kalyn Corrigan

“Nada irá prepará-lo para as profundezas de insensatez deste filme.”
Quiet Earth, Marina Antunes

“Na superfície, Animal Cordial é um thriller intenso que nos apresenta a jornada de descoberta de personagens oprimidos e inconscientes de quem são e do que desejam. Debaixo desta primeira camada, há muitas outras que dão conta de temas como disputa por controle (especialmente no que tange aos relacionamentos homem-mulher), embate racial e confrontos de classes sociais.”
That Moment in, Kim Lo

“A diretora Gabriela Amaral Almeida nos coloca em um grupo de pessoas que estão escondendo segredos e possivelmente uma ou duas tendências psicopatas”.
Never Think Impossible

“Almeida fez uma estreia e tanto com seu longa-metragem. Eu mal posso esperar para ver o que ela vai fazer depois” 
Jaime Burchardt, Cinepunx

Na trama, um restaurante de classe média em São Paulo é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos. Entre a cruz e a espada, Inácio – o homem pacato, o chefe amistoso e cordial – precisa agir para defender seu restaurante e seus clientes dos assaltantes.

O elenco conta com Murilo Benício, Luciana Paes, Camila Morgado, Irandhir Santos e Humberto Carrão.

Disney+ | Conheça os personagens de “WandaVision”, a primeira série original do MCU

WandaVision Estreou no Disney+ de todo o mundo com um episódio duplo que introduz a bizarrice da série e deixar os fãs – e não fãs – ansiosos para ver como a série vai se desenrolar. Se você não está muito por dentro do Universo Cinematográfico Marvel, mas quer ver a série sem precisar assistir a todos os 23 filmes do estúdio, fica aqui a nossa recomendação para que vocês confiram a série Legends, também disponível no Disney+, que faz um resumão da Wanda (Elizabeth Olsen) e do Visão (Paul Bettany) até chegarem ao próprio seriado. Para quem já conhece a dupla principal e já quer saber um pouquinho mais sobre os novos personagens já confirmados na produção, recomendamos a leitura desta matéria.


Wanda Maximoff

Tendo estreado no MCU em 2015, no filme Vingadores: A Era de Ultron, Wanda é irmã gêmea do falecido Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson). Os dois tiveram a família morta por um míssil das Indústrias Stark e, motivados por vingança, acabaram se unindo ao robozão do mal, Ultron (James Spader). Os gêmeos foram afetados por um experimento da HYDRA que “aprimorou” o DNA deles com uma das Joias do Infinito. Pietro ficou muito veloz, enquanto Wanda passou a ter a habilidade de manipular coisas com a mente. Conforme o MCU foi avançando, os poderes de Wanda foram aumentando, chegando a permitir até mesmo que ela voasse. Nos quadrinhos, ela é capaz de alterar a realidade com suas habilidades. Então, pela primeira no universo estendido da Marvel, provavelmente veremos a jovem chegar ao seu máximo potencial e bagunçar um pouco as coisas.

Visão

Outro que estreou em A Era de Ultron, o Visão foi criado em um embate entre Tony Stark (Robert Downey Jr.), Bruce Banner (Mark Ruffalo) e Ultron. Juntando a Inteligência Artificial J.A.R.V.I.S. com a Joia da Mente e parte da consciência de Ultron, o Visão se juntou aos Vingadores e logo virou um dos personagens mais estranhos do time. Com a habilidade de alterar sua densidade, voar, ter um corpo de Vibranium e atirar um raio com a Joia em sua testa, o Visão se mostrou um dos heróis mais fortes. Porém, ele foi morto por Thanos (Josh Brolin) ao final de Vingadores: Guerra Infinita (2018) e mal se falou nele em Vingadores: Ultimato (2019). Então, ele aparecer vivo em WandaVision é um dos mistérios a serem respondidos na série.

 

Monica Rambeau

Interpretada por Teyonah Parris, Monica Rambeau não é uma estreante no Universo Cinematográfico Marvel. Sua primeira aparição foi em Capitã Marvel (2019), que trouxe a personagem como uma criança comum dos anos 1990, filha da melhor amiga da Capitã, Maria Rambeau (Lashana Lynch). Na série, ela já será adulta e vai trabalhar em uma agência secreta, que muitos acreditam ser a S.W.O.R.D., que já apareceu no MCU na cena pós-créditos de Homem-Aranha: Longe de Casa (2019). Outro detalhe interessante que vale a pena ser destacado é que Monica, nos quadrinhos, foi uma Capitã Marvel, mas atualmente atende pelo nome de Fóton, que não coincidentemente foi o apelido gravado no avião de sua mãe, Maria, no filme da Capitã Marvel.

A pequena Monica fez sua estreia em Capitã Marvel (2019).

 

Agnes

Vivida por Kathryn Hahn, Agnes é um dos grandes mistérios da série. Personagem recorrente e que parece ter certa relevância, Agnes não teve nada divulgado, fora ser uma clássica vizinha fofoqueira e intrometida que tem envolvimento com Wanda e Visão. Os fãs, porém, já discutem a teoria de que ela seria Agatha Harkness, a mentora de magia de Wanda nas HQs. Agatha é uma bruxa que tem grande participação no processo de gerar e de tirar os filhos de Wanda nos quadrinhos. Então, caso a teoria se confirme, ela seria uma vilã? Vamos ter que descobrir.

 

Agente Jimmy Woo

Interpretado por Randall Park, o Agente Jimmy Woo debutou no MCU em 2018, no filme O Homem-Formiga e a Vespa. Ele foi responsável por monitorar (ou tentar) o cumprimento da prisão domiciliar de Scott Lang (Paul Rudd), o que mostra que ele já tem uma experiência em lidar com super-heróis. Na série, o Asian Jim retorna para, aparentemente, trabalhar com Monica Rambeau na investigação acerca das bizarrices que rondam a casa da família Visão.

 

Darcy Lewis

Presença certa nos dois primeiros filmes do Thor, a estagiária Darcy Lewis (Kat Dennings) também teve seu retorno confirmado para a série. Ela passou por diversas confusões envolvendo o espaço e a magia de Asgard, então pode ser que ela tenha algum envolvimento com os possíveis surtos que a Wanda pode sofrer ao longo do seriado.


Evan Peters

Ainda sem ter um papel confirmado, o ator Evan Peters está no elenco de WandaVision. Ele chama atenção porque já viveu Pietro Maximoff, o Mercúrio, nos filmes dos X-Men. Enquanto alguns fãs acreditam que ele vá viver o demônio Mephisto, boatos apontam que ele pode reprisar o papel de Pietro, mas agora no MCU. Substituindo Aaron Taylor-Johnson no multiverso.

 

Gêmeos

Parte fundamental da mitologia da heroína, os gêmeos Thomas e Billy – que mais tarde viriam a ser Célere e Wiccano, membros dos Jovens Vingadores – apareceram nos trailers da série. Se eles vão causar o problemão que rolou nos quadrinhos, ainda não podemos afirmar, mas a presença deles na divulgação já indica que é bem provável que veremos a Wanda passar por maus bocados e que uma possível adaptação dos Jovens Vingadores está por vir.

 

WandaVision estreia em 15 de janeiro de 2021.

13 filmes sobre relacionamentos entre pais e filhos – Parte 4

Continuando nossa pesquisa do ICGE (‘Instituto Cinéfilo de Geografia e Emoções’) para refletirmos sobre filmes que abordam a temática ‘Pais e Filhos’ das mais diversas formas. Com trajetórias percorridas, profundas ou não, conseguimos extrair um pouco das mensagens de cada um dos variados 13 filmes dessa quarta parte de nossa jornada. Nessa lista, temos filmes de Luxemburgo, Japão, Itália, EUA, Austrália, Brasil, Espanha, China, Austrália, França e Dinamarca. Vamos a ela:

Barreiras (Luxemburgo, 2017)

Como percorrer 10 anos em alguns dias? Buscando responder a essa e a muitas outras perguntas, Barrage, dirigido pela cineasta de Luxemburgo Laura Schroeder (em seu segundo longa-metragem) é um recorte de uma mãe e sua tentativa de recuperar anos perdidos na criação e afeto da filha. O ritmo é lento, sem muitas informações sobre o passado da protagonista, vamos pela dedução de acordo com as migalhas de memórias que nos apresentam o roteiro. Há um paralelo interessante entre o jogo de tênis (assunto que mãe e filha possuem em comum) e a maternidade, sobre a questão existencial da ‘obrigação x pelo amor’. O projeto conta com a participação especial da fabulosa atriz francesa Isabelle Huppert.

Na trama, conhecemos Catherine (Lolita Chammah), uma mulher que possui abalos psicológicos ligados a seu passado e volta após dez anos morando na Suíça a frequentar a mesma cidade de sua filha Alba (Themis Pauwels), que fora criada e mora com sua avó materna Elisabeth (Isabelle Huppert). Buscando essa reaproximação, mãe e filha embarcam em uma jornada de mágoas e ressentimentos sobre tudo que não viveram.

Co-produzido por Luxemburgo, Bélgica e França, o projeto explora em pouco mais de 100 minutos, uma dupla ótica, que é a grande sacada do roteiro. Com seu primeiro ato tenso e sem muitas informações, percebemos as dificuldades iniciais de Catherine de se entender minimamente com a filha. Há um divisor de águas nessa relação, que começa muito distante, logo nesse arco inicial. Contando histórias de sua família pela sua visão, Catherine embarca com Alba em uma viagem pelas emoções que foram vividas separadamente durante todos esses tempos. Já que as memórias acabam machucando muito, há algumas cenas sem diálogos, onde o olhar diz bastante.

Barrage é mais um filme que explora relacionamentos entre pais e filhos. O final aberto deixa margens para interpretações: será que elas algum dia vão se entender? Será que elas já se entenderam?

Três Solteirões e um Bebê (EUA, 1987)

Há mais de 30 anos atrás, uma comédia atemporal e que transpira carisma chegava a vista dos cinéfilos. Dirigido pelo eterno Spock, Leonard Nimoy (sim, ele mesmo!), Três Solteirões e um Bebê fala de forma leve e engraçada sobre a paternidade na visão de três adeptos do ‘solteirismo’ que precisam readequar suas vidas quando um bebê de poucos meses é deixando na porta de onde moram. Disponível no streaming Disney+ (assim como sua continuação), o longa-metragem de enorme sucesso é protagonizado pelos ótimos Tom Selleck, Steve Guttenberg Ted Danson. A trilha sonora, com a música chiclete Bad Boy, segundo single lançado pela banda americana Miami Sound Machine liderada por Gloria Estefan, é excelente.

Na trama, conhecemos três amigos muito bem sucedidos que moram em uma cobertura em Nova Iorque. Peter (Tom Selleck) é arquiteto, Michael (Steve Guttenberg) é desenhista e Jack (Ted Danson) é ator, todos eles são adeptos da vida boa e cultivam sua solteirice como modalidade de vida. Tudo muda quando um bebê é encontrado na porta da casa deles dizendo ser filha de Jack. Como o papai viajou para a Turquia para rodar um filme, Michael e Peter precisarão passar dias muito intensos, confusos e engraçados tentando cuidar da nova hóspede.

O foco principal é a paternidade em uma visão muito bem elaborada dentro de um roteiro simples onde a própria história ganha seu brilho através das lentes de Nimoy. Os personagens são ótimos, se encaixam com perfeição dentro de um contexto importante para a época mas a história não deixa de ser atemporal mesmo após mais de três décadas. O relacionamento pais e filhos pode ser mostrado de muitas formas, Três solteirões e um Bebê nos apresenta uma forma muito descontraída que o amor de quem cuida é o que vale no final das contas.

Verão Feliz (Japão, 1999)

Quando a tristeza pela decepção encontra as metáforas da vida. Indicado à Palma de Ouro em Cannes em um ano que tinha como concorrentes Almodóvar, Lynch, irmãos Dardenne, Greenaway, Manoel de Oliveira, Jarmusch, Sokurov, Egoyan, Bellocchio entre outros, Verão Feliz mostra a saga de um homem sem trabalho e um garoto criado pela avó que, quase sem direção, e contando com a ajuda além de caronas de desconhecidos, embarcam em uma aventura à procura da mãe do garoto que levarão na memória por toda uma vida. Contendo a força da delicadeza em todas as esferas, Takeshi Kitano, que escreve e dirige esse lindo trabalho, consegue encher de emoções e alguns risos as duas horas de projeção. Poucos são os diretores que com bastante sutileza nos mostram emoções com suas lentes.

Na trama, conhecemos Masao (Yusuke Sekiguchi) um triste menino, de olhar para baixo, que está sem amigos para brincar durante as férias. Ele é criado desde sempre pela sua avó já que sua mãe nunca aparece pois trabalha em uma outra cidade para poder sustentar ele. Certo dia, Masao resolve ir atrás de sua mãe e para isso vai contar com a inusitada ajuda de um amigo de sua avó, Kikujiro (Takeshi Kitano) um homem que vive seus dias sem muitos objetivos ao lado da esposa (Kayoko Kishimoto).  Assim, passando por diversas situações, ambos embarcam em uma saga à procura da mãe do menino.

Exibido no Festival do RJ e na Mostra de SP em um ano antes da chegada dos anos 2000, com planos longos e definindo arcos mostrados na tela, acompanhamos a junção equilibrada de um profundo mundo das emoções e situações de riso fácil, o drama e a comédia. Kitano fora conhecido no início de carreira pelos seus trabalhos como comediante e joga na tela todo seu talento além de mostrar uma grande habilidade em trabalhar os sentimentos principalmente na parte dramática do projeto.

Podemos enxergar esse lindo filme por duas perspectivas, a do menino que se protege da realidade dentro dos sonhos que são compostos por pessoas ou situações que encontra pelo caminho, ou do homem desajustado, trambiqueiro, no início nada simpático, que com uma transformação pura e bonita se torna uma referência para alguém que ele nunca imaginou. Ambos os personagens, nos brindam com uma história que irão contar por toda uma vida.

Bænken (Dinamarca, 2000)

Até aonde vai à redenção de alguém que pensara em não ter mais nada a perder? No início dos anos 2000, lançou-se na Dinamarca o longa-metragem Bænken que nunca pousou por aqui. O filme, escrito (Kim Leona também assina o roteiro) e dirigido pelo cineasta Per Fly conta a trajetória dura sobre um homem sem destino que achava que estava sozinho no mundo mas acaba indo buscar algum tipo de redenção quando encontra de maneira inesperada a filha que não via faz 19 anos. Tocando em muitos pontos polêmicos sobre alcoolismo, abandono e assistência social, o projeto se torna aos poucos reflexivo drama sobre escolhas da vida.

Na trama, conhecemos Kaj (Jesper Christensen), um rabugento alcóolatra na fase final de sua vida que vive gastando seu dinheiro de trabalho com cerveja. Sem ter mais ambições na vida e tratando mal a todos ao seu redor, acaba sendo surpreendido pela chegada de Liv (Stine Holm Joensen) e Jonas, mãe e filho que buscam abrigo no condomínio de apartamentos onde Kaj mora, mas especificamente no apartamento de um frustrado e lunático escritor. Um curto tempo depois, Kaj descobre que Liv é sua filha que não via a quase duas décadas e assim embarca em uma tentativa de jornada de redenção, principalmente, protegendo sua filha e neto do ex-companheiro de Liv e pai de Jonas, um homem ciumento e violento.

As lacunas à preencher após a chegada da dor na consciência. Completamente perdido em sua mesmice, o protagonista sofre com o alcoolismo, uma fuga sempre que não consegue enfrentar o mundo que construiu ao seu redor. As mudanças que chegam em sua vida acabam trazendo memórias perdidas/esquecidas que acabam se reativando por conta dos erros do passado cometidos por ele. Não sabendo lidar com a situação imposta pelo destino, busca se redescobrir como ser humano de maneira simples e objetiva, contando inclusive com a ajuda de alguns que pensas ser amigo. Tocando em assuntos delicados como a violência contra a mulher, a falta de assistência dos governos para determinadas situações emergenciais que muitos sofrem por aí, a trajetória do bom projeto se encaixa em sua essência como um profundo drama sobre relacionamentos entre pais e filhos.

 

Pieces of a Woman (EUA, 2020)

Quando os sentimentos viram uma série de portas fechadas. Com um abre alas angustiante, antes do título aparecer na tela, onde não conseguimos tirar os olhos das ações que acontecem Pieces of a Woman é um poderoso drama que mostra desenrolares da vida de um jovem casal e os passos seguintes que precisam caminhar durante o luto. Dirigido pelo cineasta húngaro Kornél Mundruczó e com roteiro assinado por Kata Wéber, o filme, disponível no catálogo da Netflix, é um dos mais badalados projetos desse ano: merecidamente! É tenso, polêmico, excelente para reflexão. Poderosas interpretações, personagem principal interpretada magistralmente pela atriz britânica Vanessa Kirby, um roteiro com bastante profundidade e uma excelente direção. Indicado na categoria Melhor Atriz ao Oscar desse ano (inclusive levou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza do ano passado).

Na trama, conhecemos um jovem casal, Sean (Shia Lebouf) e Martha (Vanessa Kirby) apaixonado e com alta expectativa com a chegada da primeira filha. Eles optaram por um parto domiciliar, feito por uma parteira. No dia onde a chegada do bebê se torna iminente, a parteira que faria o parto não consegue chegar a tempo e uma outra vai no lugar dela. Durante o processo do parto, uma alta tensão acontece, um nervosismo de todos, pai, mãe e parteira. Infelizmente uma tragédia acontece. Nos meses após o corrido, a maneira como o casal lida com a terrível tragédia é o que vai moldando a trajetória desse impactante filme.

Como lidar com a perda? Os personagens são os grandes motores do filme. Levados ao limite após a tragédia que acontece em suas vidas, nada vai ser como antes e eles já sabem disso. Conflitos antes suportáveis, se tornam estopins para discussões ou intromissões injustas nas escolhas que os dois devem tomar juntos. Sean é um homem que trabalha com construções e em especial nas pontes, está a seis anos sóbrio, possui um relacionamento conflitante com a sogra, assim precisa lutar contra seus demônios após a tragédia. Já Martha é introspectiva, de fala mansa, de família com mais dinheiro que a do companheiro, mostra um controle na aparência para os outros mas um descontrolado ninho de sentimentos conflitantes por dentro após o ocorrido, principalmente lutando contra as interferências de sua mãe Elizabeth (Ellen Burstyn, em atuação também digna de aplausos). A habilidade de Mundruczó em mostrar as entrelinhas através da expressão dos personagens é digna de aplausos, emocionante em muitos momentos, nos sentimos próximos das dores dos personagens.

O filme toca em alguns pontos polêmicos. A questão da comunidade médica vs parteiras e os dilemas sobre doação de corpos para estudos médicos. As partes jurídicas de uma dessas questões são colocadas como ferramenta de ‘justiça’ por Elizabeth, insensível e intrometida, em muitos momentos. O projeto chega fácil aos corações dos espectadores, dentre os dilemas e os sofrimentos, vamos tentar entender como é possível (ou não) reunir peças de uma vida despedaçada.

 

Dente de Leite (Austrália, 2019)

O drama comum de alguém que não querem que se vá. Debutando na direção de longas-metragens, a cineasta Shannon Murphy apresenta ao público seu olhar para um tema difícil, doloroso, uma doença terrível em uma adolescente e como tudo muda muito rápido para todos que estão ao redor da corajosa protagonista que busca em suas ações fugir de rótulos dando lindos e emocionante gritos de liberdade. O roteiro, assinado pela também debutante em roteiros para longas-metragens Rita Kalnejais, possui arcos divididos em situações de encontros e desencontros dos personagens, fator muito interessante. Babyteeth, made in Austrália, emociona bastante, principalmente nos últimos 10 minutos com cenas maravilhosas e inesquecíveis.

Na trama, conhecemos a jovem Milla (Eliza Scanlen) que mora em um bairro de classe media com seu pai, o psiquiatra Henry (Ben Mendelsohn) e sua mãe Anna (Essie Davis). Os três, cada um à sua maneira, precisam enfrentar a doença de Milla que tem um câncer agressivo em evolução. Certo dia, Milla conhece Moses (Toby Wallace), uma desregulado alma que acabou a escola, praticamente um nômade que é expulso de casa pela mãe, mas por quem Milla logo se apaixona. Assim, enfrentando a cada dia uma dura batalha pela vida mas também para sair de vez do ninho montado pelos pais, a personagem principal encontra em Moses, um importante companheiro na luta pelas suas fortes tomadas de decisões.

A princípio os personagens parecem excêntricos mas é que a troca da apresentação do filme vai nos confundindo um pouco, muito até para quem nem leu a sinopse. Mas isso faz parte do ótimo roteiro de Babyteeth, produção australiana ganhadora de muitos prêmios, que fala sobre a vida de uma jovem, sua visão do seu entorno e como a doença que tem afeta a todos. Buscando ser quem sempre quis, começa a tomar decisões que fogem da normalidade que os pais se acostumaram, vivendo intensamente como se fosse o último dia de sua vida. Os pais, procuram entender a situação, eles estão em um casamento cheio de amor mas abalado pela situação da filha. A mãe é medicada pelo pai e vive em crise constante. O pai também, muitas vezes perdido no seu pensamento se equivoca mas tenta logo consertar.

Com muitos assuntos de bem ampla reflexão, ao longo das duas horas de projeção, há espaço para um ótimo debate sobre o uso de medicamentos controlados para problemas de todos os tipos. Babyteeth ainda nos brinca com dez minutos finais arrasadores, com uma força impressionante, de tocar nossos corações.

 

Minari: Em Busca da Felicidade (EUA, 2020)

Quando rezamos, podemos ver o céu enquanto dormimos? Exibido em muitos festivais e premiado com os dois principais prêmios do Festival de Sundance ano passado, Minari fala sobre os poderes da fé e até onde pode ir um sonho de uma família que enfrenta obstáculos de todos os tipos quando resolvem se mudar para Arkansas após saírem de uma grande cidade norte-americana. Escrito e dirigido pelo cineasta norte-americano Lee Isaac Chung o projeto, super badalado pela crítica internacional, também é um delicado retrato sobre tradições e culturas.

Na trama, conhecemos Jacob (Steven Yeun) e Monica (Yeri Han), um casal descendentes de coreanos com raízes nos Estados Unidos que estão de mudanças em busca de sonhos em uma terra de oportunidades junto com seus dois filhos Anne (Noel Cho) e David (Alan S. Kim), esse último possui um problema no coração. Chegando lá, as primeiras dificuldades aparecem, a questão da água, da terra… Jacob tem um grande sonho, de ter um enorme jardim onde cultivará vegetais coreanos, só que os obstáculos chegam e colocam seu casamento em risco. Mas a chegada da avó Soonja (Youn Yuh-jung), mãe de Monica, pode adicionar mais algum tempero positivo ou não para essa história.

Os diferentes simbolismos sobre a fé percorrem todo o filme. Podemos exemplificar as questões na figura do amigo Paul (Will Patton) ou mesmo na forte influência de Soonja sobre o cotidiano da família. A chegada da avó coloca em contrapontos valores e tradições, além de comparações sobre o modo de viver no seu país de origem e nos Estados Unidos. Durante boa parte do longa, os conflitos entre avó e neto preenchem a tela com muita delicadeza mostrando todas as etapas desse relacionamento repleto de amor e um pouco de desconfiança à princípio.

Os conflitos dos pais sempre chegam aos filhos de alguma forma. Jacob é orgulhoso, parece sempre estar em uma encruzilhada na qual lida muito mal com o revés, por mais que seja um amoroso pai e marido. Os irmãos sempre escutam os temas de discussão dos pais e conversam entre si sobre isso, um processo de amadurecimento precoce em meio a uma instabilidade emocional que a família passa, principalmente quando pensamos no universo da incerteza, terreno que o Jacob mais se encontra.

Lee Isaac Chung consegue transmitir os sentimentos de diversas maneiras, da fé à terra, das escolhas ao ponto de interseção entre todos: o amor.

 

Felicità (França, 2020)

Quantas variáveis existem na relação entre pais e filhos? Um dos filmes que ficou disponíveis na última edição do ótimo festival online e gratuito My French Film FestivalFelicità, é um road movie descontraído que nos conta a saga de uma família de três integrantes, meio nômades, que se mete em diversas confusões antes do início das aulas da jovem filha do casal. Parece simples e sem muitas saídas para reflexões mas o projeto consegue avançar a superfície principalmente quando analisamos o que assistimos pela ótica de Tommy, a jovem filha. Um trabalho interessante escrito e dirigido por Bruno Merle.

Na trama, conhecemos o ex-presidiário Tim (Pio Marmaï) e Chloé (Camille Rutherford), dois jovens sem muitas projeções na vida que vivem do dinheiro que a segunda recebe trabalhando na limpeza de casas para uma empresa. Eles tem uma filha, Tommy (Rita Merle), que acaba embarcando sempre nas loucas aventuras que os pais se metem ao longo dos dias que antecedem o início das aulas.

Os absurdos e as peculiaridades que navegam pela história não deixam de serem ingredientes interessantes para conseguirmos enxergarmos conflitos emocionais profundos. Um bom exemplo é a curiosidade da filha, e tudo o que sente quando percebe que seu pai repete os mesmos erros que o levaram para a prisão. As questões de dúvidas de Chloe quanto ao futuro da família e atabalhoadas tentativas de viverem uma vida repleta de amor mas longe de um ‘normal’. Tim é quem possui mais dificuldade em nos fazer refletir sobre suas construções emocionais, não há exatamente uma desconstrução mas algo é buscado para que tudo saia como melhor que ontem, mesmo que as velhas inconsequências não consigam estarem longe de suas ações.

Felicità é um recorte de uma família que se ama muito mas sempre fica distante de uma estabilidade.  Sempre bom assistir a filmes que possuam um bom desenvolvimento na temática muitas vezes vistas na telona que é a relação entre pais e filhos.

 

Mirador (Brasil, 2021)

A roda gigante entre a responsabilidade e o sonho. Selecionado para a Mostra de Tiradentes 2021, o longa-metragem Mirador conta a estrada percorrida por um lutador, em muitos sentidos, que precisa reajustar seu destino em uma nova jornada de vida pois agora precisa ser o responsável pela filha em tempo integral após a mãe da criança sumir do mapa. Buscando reflexões para a situação, parecida com muitos do lado de cá da telona espalhados pelo Brasil, o projeto dirigido por Bruno Costa é um drama existencial, profundo em muitos momentos. Belo trabalho, do Paraná para o Brasil.

Na trama, conhecemos Michael (Edilson Silva), um rapaz batalhador de trinta e poucos anos, vindo de Pernambuco para o sul do país anos atrás. Entre um bico e outro, envolve seu cotidiano juntamente com os treinamentos para uma eventual competição no Boxe, uma de suas grandes paixões. Ele tem uma filha chamada Malu. Certo dia, quando a mãe da menina some do mapa, Michael precisa aprender muitas coisas para criar sua filha.

Um dia a dia de batalha. O paralelo entre o ringue (boxe) e as duras batalhas da vida é ótimo, gera reflexões de várias maneiras, dentro do foco: a paternidade. O protagonista entra em construção muito bonita, após buscar se desconstruir da figura do pai que só vê a filha as vezes. Com seu cotidiano sendo afetado vemos uma luta constante dele para dar o seu melhor, sem desistir da vida, encontrando forças no amor e carinho pela única filha. A situação abandono de uma criança pela mãe (ou pai) não é fato raro infelizmente, sempre há notícias sobre o assunto nos noticiários.

As dificuldades legais na inscrição da creche da filha, problemas com o conselho tutelar, com quem deixar a criança para ir trabalhar, várias ótimas questões são levantadas pelo roteiro. Mirador merecia ser visto no cinema com debates após as sessões. De lição ganhamos que a verdadeira luta do protagonista, um homem honesto e trabalhador como muitos de nós é vencer a batalha da vida ao lado de sua filha.

 

Little Boxes (EUA, 2016)

O pré-conceito e o preconceito na busca pela compreensão ao olhar do próximo. Disponível no catálogo da NetflixLittle Boxes é um recorte simples e objetivo de uma família inter-racial que se muda de Nova Iorque para uma cidadezinha do interior de outra cidade norte-americana e precisa enfrentar todas as diferenças navegando pelos pré-conceitos e com receio dos preconceitos em uma incógnita parte da sociedade norte-americana. Escrito por Annie J. Howell e dirigido por Rob Meyer o filme teve exibição no Festival de Tribeca anos atrás.

Na trama, conhecemos Gina (Melanie Lynskey) e Mack (Nelsan Ellis), um casal apaixonado que resolve se mudar para o interior dos Estados Unidos ao lado de seu único filho Clark (Armani Jackson). Gina é fotógrafa e conseguiu um emprego muito bom no departamento de artes de uma universidade dessa nova cidade, Mack é escritor e busca inspiração para seus novos textos ligados à culinária. A vida dos três passará por uma profunda mudança e tentativa de adaptação nessa nova cidade.

Um dos pontos interessantes desse filme é a trinca de ótica que consegue definir, entendemos melhor como essa família se sente individualmente (e também em conjunto), seu modo de pensar e os porquês de pensamentos defensivos em determinadas situações que logo surgem nessa nova cidade que se mudam. A mãe é branca e com o novo emprego na universidade vê sua carreira decolar, Mack é negro e está infeliz com o desenvolvimento de sua profissão após um livro de sucesso anteriormente, fica na defensiva sempre quando percebe algum tipo de pré-conceito em relação a ele ou a sua família. O jovem Clark também está passando por uma fase de mudanças, conhece outros jovens de sua idade e de alguma forma tenta conhecer melhor o universo de uma cidade do interior mesmo que isso gere alguns conflitos dentro de si.

Com menos de 90 minutos de projeção, essa fita norte-americana também pode ser considerada um filme sobre relacionamentos entre pais e filhos pois em algumas situações vemos como os pais tentam entender todas as ações (algumas inconsequentes) de seu filho. Little Boxes é bastante inteligente em navegar em cima do cismativo e tentar de alguma forma descontruir isso através de ótimos diálogos.

 

King of Peking (China/Australia/EUA, 2017)

Educar é aprender. Colocando em um liquidificador uma singela homenagem ao mundo mágico do cinema e abordando as curiosas saídas que um pai consegue encontrar para ter a guarda de seu filho, King of Peking, dirigido pelo cineasta australiano Sam Voutas é cômico e reflexivo. Sem ser tão profundo mas deixando à margem uma dezena de pontos para pensarmos sobre, se divide em duas vertentes que é a da relação entre pai e filho e as dificuldades do pai na busca de alguma saída para seus problemas aproveitando o início do que podemos chamar de entretenimento doméstico na década de 90 na China.

Nessa co-produção China, EUA e Austrália, acompanhamos a saga de Wong Pai (Jun Zhao) e Wong Filho (Wang Naixun) em busca de diversão e felicidade através das confusas ideias do primeiro. Wong Pai é projecionista e sem ter muito trabalho em um país repleto de crises, consegue um trabalho como zelador de um enorme cinema e logo em seguida tem a ‘brilhante’ ideia de piratear os filmes que são exibidos nas telonas através de gravações clandestinas espalhadas pela sala de cinema.

Exibido no Festival de Tribeca em 2017, King of Peking é quase uma mistura de alguns filmes dos Trapalhões com a fita norte-americana Rebobine, Por favor, só que consegue buscar sua luz própria no embate educacional causado pela situação do pai e toda a problemática sobre a guarda do filho. De longe, o ponto de vista mais interessante dentro do às vezes confuso roteiro.

Não é um filme para se emocionar e sim de riso fácil. Jogando os paradoxos da inconsequência para o lado cômico, o filme acaba perdendo pausas dramáticas importantes que somente os mais observadores conseguirão chegar ao ponto de reflexão.

 

Mais Outro Filho (Itália, 2020)

As eternas lições do aceitar. Escrito por Mattia Torre e dirigido por Giuseppe BonitoMais Outro FilhoFigli, no original, é um filme italiano que de maneira hilária aborda as dificuldades inesperadas de um casal apaixonado na chegada do segundo filho. Há um equilíbrio entre a comédia e o drama, além de hilárias metáforas em formas de pensamentos muito bem encaixadas que nos fazem entender melhor os personagens e seus conflitos. A paternidade, a maternidade, os medos dos pais, suas angústias e dificuldades na criação dos filhos, um ótimo filme vindo da Itália e disponível na HBO Go.

Na trama, conhecemos o casal Sara (Paola Cortellesi) e Nicola (Valerio Mastandrea) que ‘estão grávidos’ pela segunda vez. Ela uma inspetora sanitária de estabelecimentos, ele um dono de um frequentado armazém, são surpreendidos pelas dificuldades que enfrentam pois achavam que seria mais fácil que na primeira gestação. À flor da pele com as emoções, o casal começa a observar um novo mundo ao redor, inclusive outras formas de se entenderem em busca de soluções para os conflitos que muito se devem aos problemas de comunicação entre ambos.

Buscando soluções em teorias que chegam para eles quando sonham acordados, que vão desde a criação que tiveram oriunda do modo de pensar de outras gerações até conversas em sonhos com uma espécie de Deus e hilários ‘saltos para o lado de fora da janela’ quando querem sumir das discussões que os rodeiam. Exaustos emocionalmente tem ótimas cenas com a pediatra ‘guru’. O filme pode ser considerado uma grande análise sobre o universo que rodeia a mente dos pais com a chegada de uma nova criança a uma família. Várias situações eles enfrentam na tentativa de encontrarem ajuda: seja com os sogros, na busca pela babá perfeita, os conselhos dos amigos, as idas na caríssima pediatra, tudo é composto por um humor agradável que geram risos mesmo nas reflexões mais sérias.

Com ótimas sacadas, como a troca do choro por melodia do Beethoven, Mais Outro Filho é um dos bons filmes lançados em 2020 que falam sobre o universo de pais e filhos.

 

Thi Mai (Espanha, 2017)

Até aonde vai o amor de uma mãe na busca pelas concretizações dos desejos de uma filha que não está mais por perto? Escrito pela roteirista Marta Sánchez e dirigido pela cineasta Patricia Ferreira, o longa-metragem espanhol Thi Mai consegue mesclar com muita objetividade as superfícies de momentos cômicos com uma profundidade elegante para falar sobre luto e desejos não realizados. Camuflado de filme água com açúcar, o projeto é sobre a renovação de algum sentido na vida de uma mulher na terceira idade após uma perda terrível. Disponível no catálogo da Netflix.

Na trama, conhecemos a comerciante Carmen (Carmen Machi) que vive seus dias ao lado do marido Javier (Pedro Casablanc) gerenciando uma loja de materiais de construção e pequenos reparos. Certo dia, recebe a terrível notícia do falecimento da filha, que mora na capital, depois de um acidente de carro. Tentando entender os rumos do destino, acaba descobrindo que o processo de adoção que sua filha iniciou para adotar uma criança no Vietnã foi concluído e assim resolve partir para Hanói ao lado das inseparáveis amigas Rosa (Adriana Ozores) e Elvira (Aitana Sánchez-Gijón).

Há uma certa poesia acoplada na ótica da perda, do luto. O contraponto de uma nova vida depois de um trágico acontecimento em uma família acaba se tornando complementar para aliviar as dores que o destino causou. Colocando uma lupa sobre o processo de adoção internacional, onde famílias mundo à fora buscam mais a cada ano, (principalmente na figura do personagem de Eric Nguyen, Dan), entendemos os lados dessa jornada através também dos profissionais que organizam a burocracia e acompanham todo o processo.

Com direito a belas paisagens, situações a lá filmes da sessão da tarde, diálogos inusitados e pra lá de engraçados, ótimo espaço para coadjuvantes brilharem em suas respectivas subtramas, Thi Mai é uma ótima surpresa no catálogo da mais famosa rede de streamings disponível no Brasil.

10 FILMES pra começar 2026 no clima certo!

Com o ano novo pertinho, o que mais fazemos nesse período é refletir sobre como podemos nos desenvolver como seres humanos – e reflexões não faltam! Alguns filmes tem o poder de nos fazer pensar sobre a vida e as mudanças que sempre deixamos para depois. Abaixo, segue uma poderosa lista com alguns filmes que podem ajudar você a enxergar a vida com outros olhos e entrar 2026 com um ar positivo:

 

Viver (Netflix)

Na trama, conhecemos o Sr.Williams (Bill Nighy), um homem que passou toda vida no departamento de obras públicas. No dia em que recebe a notícia de que está com uma doença terminal, praticamente vê o filme de sua vida passar pelas suas memórias. Nos dias seguintes, passa a buscar novos caminhos para sua estrada, se envolvendo em novas relações interpessoais e experiências, mesmo com o pouco tempo de vida que ainda tem.

 

Desajustados (Reserva Imovision)

O solitário Fúsi (Gunnar Jónsson) leva uma vida monótona em uma cidadezinha europeia. Ele trabalha no departamento de cargas e bagagens do aeroporto de sua cidade e sofre, quase diariamente, Bullying de alguns colegas de trabalho. O protagonista mora com sua mãe e o padrasto e, certo dia, o segundo matricula Fúsi em uma aula de dança. Nesse lugar, Fúsi acaba conhecendo Sjöfn (Ilmur Kristjánsdóttir), um fato que pode ser a grande chance dele descobrir uma nova vida.

 

A Vida Secreta de Walter Mitty (Disney Plus)

Você já fez algo realmente extraordinário? Com um roteiro do sempre competente Steve Conrad, baseado em um personagem criado pelo escritor americano James Thurber – em um conto publicado na revista The New Yorker -, A Vida Secreta de Walter Mitty se propõe a ajudar o público a encontrar a verdadeira beleza do sonhar, contida dentro de todos nós.

 

Canção para Marion (Diamond Films)

O ranzinza Arthur (Terrence Stamp) vive com sua mulher Marion (Vanessa Redgrave) em uma casa simples, em um bairro afastado do grande centro. Marion possui uma doença terminal, e sua única alegria é cantar e se reunir com o coral da cidade. Arthur a acompanha em todos os ensaios, mas faz questão de ser antipático com todos. Quando Marion falece, Arthur começa a tentar se reconstruir com a ajuda de todos que conhecem sua dolorosa história.

 

O Guia da Família Perfeita (Netflix)

Dirigido pelo cineasta canadense Ricardo Trogi, O Guia da Família Perfeita é um projeto que reúne uma série de situações que vivenciamos – ou sabemos pela realidade – sobre convivência em família, principalmente nas complexas relações entre pais e filhos.

 

Eu, Capitão (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Os primos Seydou (Seydou Sarr) e Moussa (Moustapha Fall), dois jovens senegaleses, resolvem fazer uma viagem de Dakar até a Itália em busca de seus sonhos. Só que essa jornada não será como ele imaginam: sofrem com os horrores da ganância humana e dos conflitos geopolíticos, esgotando as curtas margens de esperança, mas também encontrando pelo caminho novas formas de entender o mundo.

 

O Grande Golpe do Leste (Filmelier +)

Maren (Sandra Hüller) e Robert (Max Riemelt) formam um casal que vive os tempos de incertezas após o início da reunificação da Alemanha, meses depois da queda do Muro de Berlim. Estabelecidos em um condomínio onde outros moradores passam pelas mesmas dificuldades e sem saber o que será do futuro, um dia encontram um bunker cheio de dinheiro prestes a perder o valor. Buscando trocar esse dinheiro o mais rápido possível, embarcam numa série de aventuras para conseguir estabilidade em um mundo novo que está por vir.

 

Hector e a Procura da Felicidade (Prime Video)

Hector é um psiquiatra que leva uma vida monótona ao lado de sua namorada. Após uma sessão com uma paciente, ele desperta para seus sentimentos e emoções, embarcando em uma jornada de autodescoberta.

 

Um Pequeno Grande Plano (Filmelier +)

Na trama, conhecemos Abel (Louis Garrel) e Marianne (Laetitia Casta), um jovem casal que, após notarem o sumiço de algumas roupas e objetos pela casa, confronta o filho Joseph, de apenas 13 anos. Após esse papo, descobrem que o filho, e mais centenas de jovens de todo o mundo, estão bolando um projeto secreto para ajudar a África. Tendo isso revelado, o casal embarca em uma jornada de conflitos sobre como enxergam o mundo e o próprio casamento.

 

Às Vezes quero Sumir (MUBI)

Fran (Daisy Ridley) é uma jovem introspectiva que trabalha em um escritório numa cidadezinha norte-americana. Seu cotidiano é pacato, prefere ficar sozinha na maior parte do tempo, presa em pensamentos quase indecifráveis, mas que dizem muito sobre seu estado de espírito. Certo dia, com a chegada do novo funcionário Robert (Dave Merheje), algo desperta nela e começa a perceber que as peças para se encaixarem para algum tipo de final feliz é preciso dedicação e um querer sobrepondo medos e receios.

Dossiê 007 | Octopussy (1983) – 13º Filme ficou marcado pelo ano do Duelo entre Roger Moore e Sean Connery

007 – Sem Tempo para Morrer, o vigésimo quinto filme oficial da franquia mais duradora do cinema, tem estreia programada em nova data para o dia 30 de setembro de 2021 exclusivamente nos cinemas – após ser adiado do ano passado devido à pandemia. Como forma de irmos aquecendo os motores para esta nova superprodução que, como dito, faz parte de uma das maiores, mais tradicionais e queridas franquias cinematográficas da história da sétima arte, resolvemos criar uma nova série de matérias dissecando um pouco todos os filmes anteriores, trazendo a você inúmeras curiosidades e muita informação.

Desde a febre que se tornaram os filmes de espiões da década de 1960 graças ao sucesso fenomenal de 007 após A Chantagem Atômica (1965), a franquia não via um evento tão badalado quanto o que ocorreu no ano de 1983. Esse foi o ano marcado pelo duelo definitivo dos dois maiores James Bond do cinema: Roger Moore e Sean Connery. Sim, já havíamos tido um ano marcado com duas produções do agente secreto no cinema – quando 1967 trouxe Só Se Vive Duas Vezes e a paródia Cassino Royale. Mas agora era diferente, com dois filmes sérios sobre o espião. Começaremos com o 13º Filme da Franquia oficial da EON, Octopussy. Confira abaixo.

Leia também: Todas as Matérias Dossiê 007 – até o momento

Produção

A franquia 007 no cinema seguia pelos anos 1980, agora com seu segundo filme na década. Com isso, a EON produzia filmes do espião por três décadas agora. O dono da franquia Albert R. Broccoli, como dito anteriormente em outras matérias da coluna, cuidava dos filmes sozinho após a partida do ex-parceiro Harry Saltzman. Bem, não tão sozinho, já que trazia para perto como produtor e roteirista seu enteado Michael G. Wilson – que havia estreado como executivo em O Foguete da Morte e chegava a seu terceiro filme na série.

O filme anterior, Somente para Seus Olhos, foi uma investida mais sóbria e pé no chão para um filme de James Bond, após a franquia ter ido literalmente para o espaço em O Foguete da Morte – pegando carona no sucesso de Star Wars. E Somente para Seus Olhos fez sucesso, mas não se comparou ao blockbuster do citado filme espacial de 007. Assim, a opção era por deixar o próximo filme menos sério e sisudo, ao mesmo tempo sem ser fantasioso demais. Novamente um filme de James Bond pegava carona num sucesso recente do cinema. Aqui, a opção foi por criar uma aventura leve e descontraída, no clima do cinema de matinê. Já adivinhou? Isso mesmo, o próximo 007 seria criado, em partes, no clima de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981), que havia dominado as bilheterias dois anos antes.

A escolha foi pelo último livro que autor Ian Fleming escreveu, Octopussy. Para a empreitada foi contratado novamente o diretor John Glen, em seu segundo filme consecutivo na direção da franquia. E para se aproximar do clima de matinê almejado pela produção, a trama usaria em suas cenas de ação locações exóticas como a Índia, lutas em cima e em baixo de um trem em movimento e James Bond se arriscando numa floresta contra a fauna local, enfrentando tigres e aranhas assassinas. Mas a maior epopeia da produção ainda estava por vir, na hora de escalar o protagonista…

James Bond

Com cinco filmes nas costas no papel de James Bond, Roger Moore já havia passado dos 50 anos e se encontrava, bem, velho para o papel. De fato, o ator estava com 56 anos e pronto para se aposentar do espião. Dito e feito, seu desligamento correu de forma suave. A produção, por outro lado, começou a correr para encontrar o próximo intérprete do agente secreto da Rainha. Como de costume, muitos atores foram testados pelo mundo, até que os produtores optaram por ninguém menos que o muito americano James Brolin. Se você não sabe quem ele é, o ator é pai de Josh Brolin e casado com Barbra Streisand.

Brolin fazia sucesso na década de 1970 com filmes de gênero, como as ficções Capricórnio Um (1977) e Westworld – Onde Ninguém Tem Alma (1973), e o horror sobrenatural Terror em Amityville (1979). Apesar de ser americano, Brolin impressionou bastante em seu teste de elenco e era capaz de fazer um sotaque europeu que lhe colocava como um cosmopolita. Ele agradou muito em seus testes, fosse nas cenas de ação ou românticas e ficava bem de terno. Tais testes podem ser encontrados nos DVDs e Blurays de Octopussy e talvez online.

Mas James Brolin não é o ator que vemos no filme, você diz. O que aconteceu? Bem, entrou em cena uma coisa chamada notícias de bastidores em Hollywood. E na época era divulgado aos quatro ventos que ninguém menos que Sean Connery, o James Bond original, havia assinado contrato para retornar ao papel fora da cronologia oficial da EON, devido a um acordo que eu já mencionei aqui em textos passados da coluna Dossiê 007, entre o produtor Albert Broccoli e Kevin McClory, dono dos direitos de A Chantagem Atômica, uma das maiores bilheterias da franquia. Em termos atuais é o que temos com o personagem Homem-Aranha, dividido entre a Disney (Marvel) e a Sony. Connery voltaria num filme chamado Nunca Mais Outra Vez, produzido pela Warner.

Assim, sabendo que James Brolin nunca seria páreo para Sean Connery, a EON tratou de usar quaisquer artifícios que fossem para trazer o seu bom e velho James Bond oficial, Roger Moore, de volta para um novo (o sexto) round na pele do espião. Mesmo que estivesse passando do tempo no papel, como dito aos 56 anos.

Missão Secreta

A principal influência de Octopussy era o sucesso de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida que havia despertado a febre das aventuras de matinê na selva. Assim, a trama joga James Bond na Índia, uma locação exótica, onde entre outras coisas se vê numa floresta enfrentando animais como tigres e aranhas, e inclusive se balançando em cipós ao som de Tarzan. A história desta vez é simples e meramente uma desculpa para uma das aventuras mais despretensiosas do espião, porém, uma muito divertida.

Na trama, James Bond segue pistas do assassinato de um espião britânico e chega a um militar russo renegado, que por sua vez o leva ao esquema de tráfico na Índia, onde irá se deparar com a sedutora Octopussy, a líder da organização. Essa é provavelmente uma das histórias mais simples da franquia, marcada pelas cenas de ação eletrizantes. E também por alguns momentos bizarros de humor, como quando 007 se veste de palhaço e se infiltra num circo, onde se desenvolve grande parte da ação. Além das citadas desventuras com animais e o trecho com os cipós.

Bondgirls e Aliados

Essa é a primeira e única vez na franquia em que o título do filme leva o nome de uma Bondgirl. Deu para ver a importância que a contrabandista Octopussy possui. Ela é interpretada pela bela Maud Adams, atriz que estranhamente já havia participado como a Bondgirl secundária em O Homem com a Pistola de Ouro. Aqui, Adams vive a protagonista feminina e uma personagem totalmente diferente. A dúbia Octopussy começa como vilã, mas aos poucos é contagiada por 007 para fazer o que é certo, levando em conta inclusive que seu pai era um agente britânico. Octopussy tem fortes ligações com o circo e é baseada na Índia, usando roupas típicas do lugar, além de participar da ação igualmente. Octopussy entra na lista de muitos fãs como uma das melhores Bondgirls da franquia.

Lois Maxwell volta em seu 13º filme no papel da secretária Moneypenny, e Desmond Llewelyn ganha mais tempo de cena na pele do inventor Q, inclusive participando da ação no terceiro ato a bordo de um balão de ar quente. O filme também marcaria pela estreia do novo intérprete do chefe M, o ator Robert Brown. Ele permaneceria no papel por quatro filmes até a era Pierce Brosnan.

Vilões

Podemos dizer que o chamariz do filme é a presença de Maud Adams como a anti-heroína Octopussy. Afinal, o título do filme leva seu nome. Ela é uma personagem dúbia, que começa como vilã e se redime como Bondgirl aliada. Seja como for, ela é a grande atração. Mas o filme ainda possui outros vilões menos memoráveis. A começar pelo inimigo de plantão de todo filme na década de 1980: um russo. O General renegado do exército soviético Orlov é o típico vilão que se espera em um filme assim. Ele é interpretado pelo vilão de plantão Steven Berkoff, principal antagonista em filmes como Um Tira da Pesada (1984) e Rambo II – A Missão (1985).

Fora ele, na parte indiana da trama a principal ameaça é o manipulador Kamal Khan, que possui uma relação de domínio com Octopussy. O vilão é vivido pelo francês Louis Jourdan. E como de praxe nos filmes de 007, Khan possui seu próprio capanga que é um osso duro de roer. Gobinda, papel de Kabir Bedi, é o segurança especialista em lutas e espadas, que destrói dados de jogos com a força do aperto de sua mão. O curioso é que tanto Louis Jourdan quanto Maud Adams fazem uso do que seria considerado white washing hoje em dia, interpretando personagens não condizentes com sua etnia. Jourdan chega a fazer uso de uma “brown face”, uma maquiagem para “torna-lo” indiano. Fato que deve descer de forma quadrada para os mais patrulheiros do politicamente correto.

Relatório

O que podemos dizer sobre Octopussy? Não é um dos mais odiados da era Roger Moore e isso conta muitos pontos. Porém, para ser justo, talvez seja um dos mais esquecíveis, permanecendo naquele conforto bem no meio entre os piores e os melhores onde quase ninguém lembra dele. É seguro dizer que a maioria o considera um episódio não muito memorável da franquia. Porém, existe sim um outro grupo de fãs que o coloca alto no ranking, o considerando um filme subestimado. Definitivamente é uma aventura despretensiosa e divertida, que não se leva a sério, mesmo sem ser alucinada o suficiente como O Foguete da Morte, por exemplo.

O maestro John Barry retorna e cria uma trilha com ares de Indiana Jones bem a calhar para o filme. A cantora Rita Coolidge cria uma das canções mais emblemáticas da franquia e uma de minhas preferidas, com a romântica e empolgante ‘All Time High’. Octopussy fez um enorme sucesso nas bilheterias do ano de 1983, mostrando que Roger Moore ainda tinha gás no papel. E ironicamente, apesar de Sean Connery ser o 007 preferido da maioria, quem saiu melhor da disputa dos dois James Bond daquele ano foi justamente Roger Moore, com Octopussy superando os números de Nunca Mais Outra Vez – sobre o qual iremos falar no próximo Dossiê 007.

‘MegaTubarão’: Trailer internacional traz cenas INÉDITAS; Confira!

Após ter seu primeiro e insano trailer divulgado ontem, ‘MegaTubarão‘ ganhou um novo trailer internacional, com várias cenas inéditas.

Confira, e compare:

A produção estreia no Brasil dia 9 de Agosto de 2018, um dia antes da estreia norte-americana.

O elenco conta com Jason StathamRuby RoseLi Bingbing, Cliff Curtis e Page Kennedy.

Em ‘MegaTubarão‘, um submarino de águas profundas – parte de um programa internacional de observação subaquática – foi atacado por uma criatura gigantesca, que se pensava estar extinta. Agora, ele se encontra incapacitado no fundo da fossa mais profunda do Oceano Pacífico… com a tripulação presa dentro dele. Com o tempo se esgotando, o mergulhador especializado em resgates em águas profundas Jonas Taylor (Jason Statham) é recrutado por um visionário oceanógrafo chinês (Winston Chao), contra a vontade de sua filha Suyin (Li Bingbing), para salvar a tripulação – e o próprio oceano – desta ameaça incontrolável: um tubarão pré-histórico com mais de 20 metros de comprimento conhecido como Megalodon. O que ninguém poderia imaginar é que, anos antes, Taylor já havia encontrado esta mesma criatura aterrorizante. Agora, junto com Suyin, ele deve confrontar seus medos e arriscar sua própria vida para salvar todos os tripulantes… ficando frente a frente com o maior e mais poderoso predador de todos os tempos.

filme é dirigido por Jon Turteltaub e roteirizado James Vanderbilt (‘O Espetacular Homem-Aranha‘).


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‘Hellboy’ ganha novo cartaz; Trailer será lançado na quinta-feira!

O reboot de ‘Hellboy‘ ganhou um novo cartaz. Além disso, o IGN divulgou que o primeiro trailer do longa será lançado nessa quinta-feira (20).

Confira a arte:

Dirigido por Neil Marshall (‘Abismo do Medo‘), o reboot terá um tom mais sombrio que a franquia original.

Ian McShane viverá o Professor Trevor Bruttenholm, o pai adotivo do anti-herói, vivido por David HarbourMilla Jovovich será a Rainha de Sangue Nimue. Sasha Lane vive Alice Monaghan.

Daniel Dae Kim (‘Lost‘), Brian Gleeson (‘Mãe!‘), Sophie Okonedo (‘Depois da Terra‘) e Alistair Petrie (‘Rogue One: Uma História Star Wars‘) completam o elenco.

O longa chegará aos cinemas em 12 de abril de 2019.

‘Ready or Not’: Noiva de esconde de assassinos em novo clipe; Assista!

O terror ‘Ready or Not‘ ganhou um novo clipe.

Confira:

Dirigido por Tyler Gillett e Matt Bettinelli-Olpin, o roteiro é assinado por Guy BusickRyan Murphy (de ‘American Horror Story‘).

A trama segue uma jovem noiva (Weaving) enquanto ela conhece a família rica e excêntrica de seu marido (O’Brien) em uma tradição que logo se transforma em um jogo mortal com todos lutando para sobreviver.

O elenco inclui Samara Weaving (‘A Babá‘), Adam Brody (‘Garota Infernal‘), Mark O’Brien (‘A Chegada‘), Henry Czerny (‘Objetos Cortantes‘) e Andie MacDowell.

O longa será lançado nos cinemas norte-americanos no dia 23 de agosto.

Paternidade

(Fatherhood)

 

Elenco:

Kevin Hart

Alfre Woodard

Meldoy Hurd

 

Direção: Paul Weitz

Gênero: Drama

Duração: — min.

Distribuidora: Netflix

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 19 de junho de 2021 na Netflix

Sinopse: 

Um pai cria sua filha como pai solteiro após a morte inesperada de sua esposa, que morreu um dia após o nascimento da filha.

Curiosidades: 

» Esse filme marca o primeiro papel dramático do ator Kevin Hart;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

‘A Guerra do Amanhã’: Ficção científica com Chris Pratt pode ser vendida para o Amazon Prime

Originalmente programada para estrear em 2020, a ficção científica ‘The Tomorrow War‘ foi adiada para 2021 por causa da pandemia de coronavírus. Agora, de acordo com o Deadline, é possível que o lançamento nos cinemas seja cancelado e o filme seja lançado direto em um serviço de streaming.

O site afirma que a produtora Skydance pretende vender o longa para algum serviço de streaming. Alegadamente, o filme foi exibido para as maiores plataformas de streaming durante o último final de semana e o resultado foi extremamente positivo, rendendo diversos interessados.

Novas informações devem ser divulgadas em breve. Fiquem ligados!

Chris Pratt (‘Guardiões da Galáxia‘) estrela o projeto. O elenco ainda conta com J.K. SimmonsBetty GilpinSam Richardson, Yvonne Strahovski, Mary Lynn Rajskub e Edwin Hodge.

A história é ambientada num futuro distópico em que a humanidade está perdendo uma guerra contra os alienígenas. Para mudar o trágico prospecto, cientistas recrutam soldados do passado como forma de ajudá-los na batalha. Pratt será um homem que terá que confrontar seu passado para salvar o mundo, enquanto Simmons deve interpretar seu pai. A personagem de Gilpin ainda não foi revelada.

Chris McKay (LEGO Batman: O Filme) comanda o projeto, com roteiro a encargo de Zach DeanBill Dubuque.

David Ellison, Dana Goldberg, Don GrangerJules DalyAdam KolbrennerDavid Goyer serão os produtores, com Rob Cowan atado como produtor executivo. As filmagens devem começar em setembro deste ano em Atlanta e na Islândia.

Herança macabra no trailer ASSUSTADOR do terror ‘Two Witches’; Assista!

O terror sobrenatural ‘Two Witches‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

Pierre Tsigaridis é responsável pela direção.

Na trama, uma bruxa passa o seu poder sinistro para sua neta, o que acaba libertando maldições aterrorizantes.

O elenco conta com Kristina Klebe, Danielle Kennedy, Rebekah Kennedy, Tim Fox, Belle Adams Jacob Demonte Finn.

O terror irá estrear oficialmente no Salem Horror Fest no dia 1º de outubro, mas ainda não possui previsão de lançamento.

Cinebiografia sobre o cantor Elvis Presley ganha novo trailer legendado; Assista!

A Warner Bros. divulgou o novo trailer da cinebiografia de Elvis Presley, estrelada por Austin Butler.

Confira e siga o CinePOP no YouTube:

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 14 de julho.

Baz Luhrmann (‘Moulin Rouge: Amor em Vermelho’) é responsável pela direção.

O filme explora a vida e a música de Elvis Presley (Butler), vista através do prisma de sua complicada relação com seu enigmático empresário, o coronel Tom Parker (Tom Hanks). A história mergulha na dinâmica complexa entre Presley e Parker ao longo de 20 anos, desde a ascensão de Presley à fama até seu estrelato sem precedentes, tendo como pano de fundo a paisagem cultural em evolução e a perda da inocência na América. No centro dessa jornada está uma das pessoas mais importantes e influentes na vida de Elvis, Priscilla Presley (Olivia DeJonge).

O elenco também conta com Dacre MontgomeryNatasha Bassett, Xavier Samuel, Richard Roxburgh, Ellen Thomson, Kate Mulvany, Charles Grounds, Josh McConville, Adam Dunn, Leon Ford e Gareth Davies.

‘The Hurt Unit’: Melissa George vai estrelar nova série médica estilo ‘Grey’s Anatomy’

De acordo com o Deadline, Melissa George, que já participou de ‘Grey’s Anatomy‘ e estrelou ‘Heartbeat‘, entrou para o elenco da nova série médica ‘The Hurt Unit‘, que está sendo desenvolvida pela ABC.

A atriz interpretará a Dra. Ashcroft, chefe do departamento de psiquiatria do hospital. Ela está constantemente em enfrentamento com o Dr. Danny Marsh (Ben McKenzie). Brilhante e intuitiva, ela cumpre um papel fundamental no tratamento dos pacientes da unidade – além de também aconselhar os próprios médicos.

O elenco ainda contará com Michelle Ortiz, Augustus Prew e Jaime Lee Kirchner.

Matt Lopez (Promised Land) e John Glenn (‘SEAL Team’) serão responsáveis pela série.

A produção está sendo descrita como um drama médico moderno focado em uma equipe talentosa de cirurgiões de trauma e enfermeiros que correm contra o tempo para tratar seus pacientes que não conseguem chegar ao hospital a tempo. Quando os doentes e feridos não conseguem chegar à emergência, eles trazem o tratamento a eles.

O episódio piloto será dirigido por Marc Webb (‘Crazy Ex-Girlfriend’).

Vale lembrar que a produção ainda não ganhou sinal verde da emissora. Apenas o episódio piloto foi encomendado, e uma decisão será tomada com base em seu resultado.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

Reboot de ‘Arquivo X’, produzido pelo diretor de ‘Pantera Negra’, terá elenco DIVERSIFICADO

De acordo com o Bloomberg, o diretor Ryan Coogler (‘Pantera Negra’) ainda servirá como produtor do reboot da série clássica ‘Arquivo X‘.

Após uma série animada baseada no seriado original ter sido cancelada, o status do reboot havia se tornado incerto. No entanto, o site garante que o desenvolvimento do projeto continua ativo.

Sem muitos detalhes, foi revelado que a nova versão terá um elenco mais diversificado.

Originalmente, a notícia havia sido compartilhada por Chris Carter, criador da série original, no podcast On the Coast With Gloria Macarenko: “Eu acabei de conversar com um jovem, Ryan Coogler, que está fazendo um reboot de ‘Arquivo X’ com um elenco diversificado. Ele terá muito trabalho porque nós já apresentamos tanta coisa neste universo.”

Ao contrário da produção original, a nova versão não está sendo desenvolvida para a FOX.

Anteriormente, David Duchovny havia comentado a possibilidade de um reboot sem o seu envolvimento: Eu acho que, neste ponto, pode haver outra iteração do programa sem nenhum de nós. Não tenho certeza. Ou pode haver um desenho animado. Há muitas maneiras de dar continuidade ao que fizemos. Mas, pessoalmente, para mim, só faria sentido se houvesse Mulder e Scully, sob a supervisão de Chris. Eu não me imagino fazendo parte de algo diferente disso.”

Atriz de ‘Lucifer’ se junta ao elenco da 3ª temporada de ‘Criminal Minds: Evolution’

De acordo com o Deadline, Aimee Garcia (‘Lucifer’) entrou para o elenco da 3ª temporada do revival ‘Criminal Minds: Evolution‘.

Em um arco de múltiplos episódios, a atriz interpretará a Dra. Julia Ochoa, uma das principais neuropsiquiatras do país, que é designada para ajudar um paciente famoso a se recuperar de seu trauma cerebral induzido por lesão.

Ela irá acabar entrando em conflito com Alvez (Adam Rodriguez) que, por sua vez, acredita em uma abordagem mais agressiva do que sua atitude gentil.

Sem data de estreia, o terceiro ciclo deve ser lançado apenas em 2025.

A produção conta com o retorno dos veteranos Paget Brewster (Prentiss), Joe Mantegna (Rossi), A.J. Cook (JJ), Kirsten Vangsness (Garcia), Aisha Tyler (Tara) e Adam Rodriguez (Luke).

Comandada por Erica Messer, a produção serve como sequência de ‘Criminal Minds‘. A trama se passa dois anos após a conclusão da série original.

A equipe de elite de perfis criminais do FBI enfrenta sua maior ameaça até agora, um suspeito anônimo que se aproveitou da pandemia para construir uma rede de outros serial killers, obrigando nossos heróis a se dividirem para caçá-los através de um assassinato de cada vez.

Confira o novo trailer LEGENDADO de ‘Coração de Ferro’, próxima série da Marvel

A Marvel divulgou o novo trailer legendado de ‘Coração de Ferro‘ (Ironheart), nova série focada na Riri Williams (Dominique Thorne).

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A produção estreará no Disney+ no dia 24 de junho.

O elenco ainda conta com Anthony Ramos como o vilão Capuz, além de Lyric Ross, Shea Couleé, Zoe Terakes, Manny Montana, Shakira Barrera, Jim Rash, Cree Summer e Harper Anthony, todos escalados em papéis atualmente desconhecidos.

Chinaka Hodge (‘Snowpiercer’) servirá como showrunner da série.

Para quem não a conhece, Riri apareceu pela primeira vez em 2016, na série de quadrinhos escrita por Eve Ewing. Assim que Tony Stark foi deixado em coma após a Segunda Guerra Civil, o mundo precisava de um novo Homem de Ferro, e a prodígio de 15 anos de idade criou sua própria armadura, o que impressionou Stark ao ponto dele criar uma inteligência artificial de si mesmo para ajudá-la.

coração de ferro poster